Leia
nesta edição:
- Saúde repassa R$ 3,7 milhões para combate à dengue
no Amazonas
- Médicos criticam nova regra para implante de próteses
- Álcool
provoca quase 10% das mortes de jovens no mundo
- Anvisa
já disponibiliza
primeiras bulas de medicamentos em novo formato
- Brasil
e EUA assinam acordo de cooperação profissional
na área da saúde
- Veja cinco
dicas para construir uma marca no setor de saúde
Terça-feira,
15.02.11
Agência
Brasil
Saúde repassa R$ 3,7 milhões para combate à dengue
no Amazonas
O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$
3,7 milhões para o enfrentamento da dengue no Amazonas.
A portaria foi publicada no dia 11 de fevereiro no Diário
Oficial da União.
Os recursos
sairão do Fundo Nacional de Saúde
para o Fundo Estadual de Saúde do Amazonas, para ações
de vigilância sanitária. Do total de recursos, R$
2,9 milhões serão transferidos em quatro parcelas
mensais – a primeira já foi repassada – e
R$ 800 mil em duas parcelas (a metade também já foi
liberada).
Até a última terça-feira (8), a dengue
afetou 1.173 pessoas no Amazonas. Isso representa 24% de todos
os casos confirmados no ano passado, quando a doença fez
4.727 vítimas no Estado. Por causa desse surto, o governo
do Amazonas decretou estado de emergência em nove municípios:
Manaus, Humaitá, Nova Olinda do Norte, Barcelos, Lábrea,
Tefé, Coari, Codajás e Itacoatiara.
Esse número total de casos ainda vai aumentar pois existem
milhares de ocorrências em investigação.
Dados do Sinam/AM (Sistema de Informação de Agravos
de Notificação) mostram que, em 2011, já houve
4.671 notificações. Após ser notificado,
cada caso é investigado antes de ser confirmado.
Além disso, a dengue já matou seis pessoas no
Amazonas este ano, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
Na quinta-feira
(10), em Brasília, o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, participou do Dia Nacional da Funasa contra
a Dengue. Com a camiseta oficial do evento, o ministro vistoriou
o edifício-sede da fundação e o prédio
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para verificar
calhas d’água, galerias pluviais e quiosques, a
fim de eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes
aegypti.
O ministro
também foi às ruas distribuir panfletos
e conversar com motoristas sobre a importância de combater
a dengue. Para ele, todos devem estar envolvidos nas ações
de combate à doença.
Agência
Brasil
Médicos criticam nova regra para implante de próteses
Médicos que trabalham com implante de próteses
e órteses dizem enfrentar dificuldades para obter liberação
de materiais cirúrgicos pelos convênios desde que
foi publicada, em outubro de 2010, uma resolução
do CFM (Conselho Federal de Medicina) para regulamentar a prática.
Para amenizar
o problema, o CFM propôs às sociedades
médicas a criação de protocolos que determinem
como cada procedimento deve ser realizado.
Embora tenha
reforçado que cabe ao médico escolher
as características do material implantável, a norma
do CFM proibiu os profissionais de especificar no pedido o nome
de um único fornecedor ou marca. O objetivo é evitar
o assédio da indústria de equipamentos sobre os
médicos e garantir que a escolha seja feita apenas por
critérios técnicos.
Os médicos, porém, alegam que os convênios
têm se valido dessa proibição para não
autorizar o uso de materiais de características únicas.
Afirmam também que a medida coloca em xeque a autonomia
do profissional, que teria o direito de preferir determinada
marca.
O presidente
da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Osvandré Lech, diz que, “no caso de um ortopedista
que precise realizar uma prótese de ombro, por exemplo,
existem mais de 30 opções de marca no mercado”.
Para cada
uma há uma técnica diferente. Mas o
médico consegue treinar uma ou duas técnicas no
máximo, pois há limitações geográficas
e econômicas.
Para Pedro
Puech, professor da Faculdade de Medicina da USP, sem a especificação da marca, as operadoras têm
aumentada a possibilidade de vetar materiais mais caros, que
geralmente oferecem resultados superiores.
Procurada
pela reportagem, a Fenasaúde, representante
dos planos, afirmou que as empresas se amparam em protocolos
clínicos e estudos técnicos para garantir o melhor
atendimento a seus beneficiários.
A ideia de
criar protocolos que descrevam os materiais mais indicados
para cada procedimento é justamente a aposta
do CFM para acabar com as brechas na resolução
e pôr fim ao conflito.
Antônio Pinheiro, coordenador da equipe que elaborou a
polêmica norma, diz que “está fora de cogitação
mudar a resolução”.
Mas estamos
propondo às sociedades a criação
desses protocolos, que, depois de estudados e aprovados pelo
CFM, serão anexados ao texto original.
R7
Álcool
provoca quase 10% das mortes de jovens no mundo
O consumo
de álcool mata 320 mil jovens e adolescentes
por ano, sendo responsável por 9% das mortes de pessoas
entre 15 e 29 anos no mundo, de acordo com um relatório
divulgado no dia 11 de fevereiro pela OMS (Organização
Mundial de Saúde).
No total,
2,5 milhões de pessoas perdem a vida por ano
por causa do produto, que pode provocar ao menos 60 tipos de
doenças e ferimentos. Esse número de mortes é maior
do que o registrado para a Aids ou a tuberculose.
O estudo
indica que 4% das mortes no mundo têm o álcool
como causa. A bebida aumenta os riscos de cirrose, epilepsia,
intoxicação, acidentes de tráfego, violência
e diversos tipos de câncer, diz a organização.
O problema é gritante principalmente na população
masculina: 6,2% das mortes de homens são relacionadas
ao álcool, enquanto para as mulheres o índice é de
1,1%. Para homens de 15 a 59 anos, a bebida é a principal
causa de morte.
De acordo
com a OMS, em 2005 o consumo médio do produto
era de 6,13 litros de álcool puro por ano. No Brasil,
o índice é um pouco maior: 6,2 litros.
Apesar do
consumo desenfreado da bebida em uma parcela da população,
a maior parte das pessoas não bebe – quase metade
dos homens e dois terços das mulheres não consumiram álcool
em 2005. O problema é que os efeitos do álcool
ultrapassam os limites físicos e psicológicos do
próprio consumidor, diz a OMS.
Ele atrapalha
o bem-estar e a saúde das pessoas que estão
em volta. Uma pessoa bêbada pode machucar outras ou colocá-las
em risco de acidentes de carro ou de comportamentos agressivos.
Pode ainda afetar negativamente colegas de trabalho, parentes,
amigos ou estranhos.
Além disso, o consumo em excesso do produto está associado
a doenças infecciosas como a tuberculose ou a Aids. Isso
porque o álcool enfraquece o sistema imunológico
(responsável por combater infecções) e prejudica
certos tratamentos médicos.
Segunda-feira, 14.02.11
Isaude.net
Anvisa
já disponibiliza
primeiras bulas de medicamentos em novo formato
Informações contidas nas bulas vão garantir
mais segurança, clareza e facilidade de compreensão
para os usuáriostamanho da letra
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
já disponibilizou para consulta duzentas e duas bulas
de medicamentos comercializados no Brasil que já foram
adequadas às novas regras.De acordo com as novas regras,
as informações contidas nas bulas vão garantir
mais segurança, clareza e facilidade de compreensão
para os usuários.
Entre as
principais mudanças está a determinação
de aumento no tamanho da letra, a obrigatoriedade do alerta de
doping para atletas - de acordo com as determinações
do Comitê Olímpico Internacional (COI) - e a chamada
explicação técnica. Essa última regra
garante que os termos técnicos sejam explicados em linguagem
acessível ao paciente.
Outra mudança importante é a obrigação
de se fazer adaptações para deficientes visuais.
Segundo as novas regras, as empresas deverão oferecer
bulas em formatos digitais, de áudio, impressas em braille
ou com fonte ampliada, a depender da necessidade e escolha do
consumidor.
A norma é resultado de uma discussão com a população,
por meio de consulta pública, e começou a ser implementada
no ano passado. Progressivamente, todas as bulas serão
incorporadas ao Bulário Eletrônico. A medida é resultado
de uma parceria entre o Departamento de Proteção
e Defesa do Consumidor e a Anvisa.
Isaude.net / Agencia AIDS
Brasil
e EUA assinam acordo de cooperação profissional
na área da saúde
O
acordo visa, entre outras atividades, a inclusão social
e o aprimoramento do atendimento médico em países
selecionadostamanho da letra
Marco Farani,
representando a Agência Brasileira de Cooperação
(ABC), e Mark Lopes, a Agência dos Estados Unidos para
o Desenvolvimento Internacional (USAID), assinaram nesta quinta-feira,
em Brasília, Memorando de Entendimento para a implantação
de um programa de intercâmbio profissional. O acordo visa,
entre outras atividades, a promoção do desenvolvimento
econômico, a inclusão social e o aprimoramento do
atendimento médico em países selecionados.
O programa
está previsto para começar em 1º de
abril e deverá ser realizado em caráter experimental
nos escritórios das agências ABC e USAID, em Brasília,
durante 30 dias. A partir das análises feitas pelo pessoal
técnico que participará dessa fase inicial, o programa
poderá ser expandido aos escritórios da USAID em
outros países.
Brasil, Estados
Unidos e Moçambique, por exemplo, já desenvolvem
um programa que tem por objetivo apoiar o enfrentamento da epidemia
de aids naquele país africano, onde aproximadamente um
de cada oito adultos vive com HIV. Essa cooperação
trilateral entrou na pauta da visita da secretária de
Estado norte-americano, Hillary Clinton, ao Brasil no ano passado.
Os governos
do Brasil e dos Estados Unidos compartilham parcerias no campo
da cooperação técnica há mais
de 60 anos. Em 2005, entretanto, o Ministério da Saúde
brasileiro recusou apoio de 40 milhões de dólares
da USAID por ela não ter aceitado financiar projetos que
reconheciam formalmente o trabalho do sexo.
Na época, vários ativistas elogiaram a posição
brasileira e criticaram a USAID, argumentando que o requisito
da agência refletia um viés moralista inaceitável
e contraproducente em termos de saúde pública.
Em entrevista à Agência de Notícias da Aids,
a coordenadora do Departamento de Aids da USAID no Brasil, Lena
Lentini, afirmou que a principal mudança no apoio dos
Estados Unidos para o enfrentamento mundial do HIV e da aids
foi dar mais atenção à capacidade local
para o enfrentamento da epidemia e nas abordagens multissetoriais
definidas pelos próprios governos dos países.
Saúde
Business Web
Veja
cinco dicas para construir uma marca no setor de saúde
Por Verena Souza
Especialista
fala ao Saúde Business Web sobre as dificuldades
da propaganda no segmento e explica como enfrentá-las
Diferente
de outros segmentos do mercado, as instituições
de saúde têm de seguir um rigoroso código
de ética na hora de construir uma marca. No entanto, o
marketing na área de saúde é tão
importante quanto em outras áreas para gerar visibilidade,
clientes e se manter ativo no setor.
Sem poder
apelar para ofertas e descontos em relação
aos serviços prestados ou mesmo divulgar a qualidade do
trabalho de seus profissionais e premiações, os
hospitais, clínicas e consultórios têm buscado
cada vez mais agências especializadas em construção
de marcas.
Recentemente,
o branding e também o rebranding - processo
de conceituação, construção, análise,
definição e identificação da marca
-, têm sido muito difundidos entre os empresários
no segmento. "A única arma que eles têm para
a autopromoção é criar uma marca que esteja
alinhada ao planejamento da instituição",
disse o diretor da NewGrowing Desing & Branding, agência
especializada em design de marcas, identidade visual e estratégias
de branding para micro e pequenas empresas, Hélio Moreira.
De acordo com Moreira, existem cinco passos primordiais que
precisam ser seguidos:
Faça um plano de negócio consistente, com o maior
número de informações da concorrência,
ponto comercial e público-alvo;
Faça um planejamento prévio de comunicação
com esse público e mercado-alvo; quebre paradigmas;
Contrate
um profissional para ajudá-lo a CRIAR uma IDENTIDADE
para o seu negócio. Pois, não existe negócio
sem identidade;
Invista em
profissionais e não jogue para o alto todo
o investimento que fez na estrutura do consultório;
Utilize as
ferramentas certas de marketing. É fundamental
criar uma comunicação que respeite as regras do
CRO, um website consistente, um material impresso para divulgação
com conteúdo correto, assim conseguirá atrair clientes
fiéis ao seu trabalho.
"Esse processo é muito importante, pois a marca é algo
que se constrói ao longo do tempo. O público não
a reconhece de uma hora para a outra", explicou o especialista.