Leia
nesta edição:
- Frente
Parlamentar da Saúde elege nova diretoria nesta
tarde
- Saúde
investe R$ 1,1 bi em redes para atendimento
- Leão amplia cerco a despesas médicas
- Médicos discutem novo modelo de formação
- Beneficiários
questionam o atendimento
- Automedicação mascara doenças
e pode matar
- Selo de
certificação aumenta 50% negócios
de homecare
- Seguro
de saúde e previdência
- Pacotes ... e protocolos
Terça-feira,
15.03.11
Agência Câmara de Notícias
Frente
Parlamentar da Saúde elege nova diretoria nesta
tarde
A Frente
Parlamentar é uma associação suprapartidária
destinada a aprimorar a legislação referente a
um tema específico. As frentes podem utilizar o espaço
físico da Câmara, desde que suas atividades não
interfiram no andamento dos outros trabalhos da Casa, não
impliquem contratação de pessoal nem fornecimento
de passagens aéreas. As frentes parlamentares estão
regulamentadas pelo ato 69/05, da Mesa Diretora. Em tese, deveriam
conter 1/3 dos integrantes do Legislativo, mas na prática
esse piso não é exigido. Mista da Saúde,
integrada por mais de 250 deputados e senadores, vai eleger às
16 horas sua nova diretoria, para um mandato de dois anos. O
deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) é candidato à reeleição
como coordenador da frente. Também concorrem na chapa,
como vice-presidentes, os deputados Eleuses Paiva (DEM-SP) e
João Ananias (PCdoB-CE).
Segundo Perondi,
a grande prioridade da frente é a regulamentação
da Emenda Constitucional 29Fixa os percentuais mínimos
a serem investidos anualmente em saúde pela União,
por estados e municípios. A emenda obrigou a União
a investir em saúde, em 2000, 5% a mais do que havia investido
no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor
fosse corrigido pela variação nominal do PIB. Os
estados ficaram obrigados a aplicar 12% da arrecadação
de impostos, e os municípios, 15%. Trata-se de uma regra
transitória, que deveria ter vigorado até 2004,
mas que continua em vigor por falta de uma lei complementar que
regulamente a emenda., que destina mais recursos para o financiamento
do Sistema Único de Saúde (SUS). Outras prioridades
são a recomposição do orçamento da
saúde, o respeito aos profissionais, a correção
da tabela de honorários e a Lei do Ato Médico.
Saúde
Business Web
Saúde
investe R$ 1,1 bi em redes para atendimento
Primeira
fase será destinada à implantação
de 15 redes de atenção à saúde em
vários estados brasileiros
O Ministério da Saúde anunciou investimentos de
R$ 1,1 bilhão (R$ 400 milhões financiado pelo BIRD
e R$ 700 milhões da União) para o Projeto de Formação
e Melhoria da Qualidade de Rede de Saúde (QualiSUS-Rede).
Até 2020, estão previstos investimentos de R$ 2,3
bilhões. O plano aborda a qualificação da
gestão em saúde, por meio da organização
de redes regionais de atenção à saúde,
e reforça e amplia a interligação dos diversos
níveis de atendimento necessários para o tratamento
dos pacientes que buscam o Sistema Único de Saúde.
A primeira
fase será destinada à implantação
de 15 redes de atenção à saúde em
vários estados brasileiros. Serão 10 experiências
em regiões metropolitanas e cinco em outras regiões
(Amazônia, semi-árido, interestadual (na divisa
de dois estados); internacional (na divisa de algum estado com
uma fronteira internacional) e, a última, em uma região
de agropecuária com atividade intensiva.
A organização de redes buscará na atenção
básica o pilar do atendimento. Além disso, o projeto
tem como metas melhorar a eficiência produtiva do SUS;
fortalecer a atenção à população
dentro de uma determinada região; capacitação
profissional e, ainda, priorizar os investimentos que ampliem
essa potencialidade local na atenção especializada
(ambulatorial e hospitalar), na atenção de urgência
e emergência e no aprimoramento dos sistemas logísticos
de suporte à rede.
Também são objetivos do QualiSUS-Rede a melhoria
da resolutividade na prestação dos serviços
de saúde ofertados às populações
que serão beneficiadas pelo projeto. A difusão
de conhecimentos voltados para a qualidade da atenção
e gestão em saúde; para o desenvolvimento de metodologias
e processos de avaliação e, ainda, para a gestão
da inovação tecnológica em saúde,
também integram as metas do projeto.
Na portaria
ficou instituído o Comitê Gestor de
Implementação do QualiSUS-Rede, que tem como função
definir as diretrizes técnicas e operacionais para a execução
das atividades do projeto. O comitê também terá como
atribuição aprovar o planejamento anual e os relatórios
de progresso anuais e semestrais de avaliação.
O
Estado de São
Paulo
Leão amplia cerco a despesas médicas
Pela primeira
vez, Receita fará checagem de deduções
com lista enviada por hospitais, clínicas e planos de
saúde
A principal
novidade na declaração de 2011, ano-base
2010, é que o Leão se aparelhou para checar com
mais rigor as despesas médicas informadas pelo contribuinte,
por meio da Declaração de Serviços Médicos,
a Dmed.
A Dmed começou a ser encaminhada à Receita Federal
por hospitais, clínicas e laboratórios no ano passado.
Ela fornece dados sobre o contribuinte e seus gastos que podem
ser confrontados com as informações da declaração.
Para a tributarista
Elisabeth Libertuci, a introdução
da Dmed evidencia que a pessoa tem de lembrar que a declaração
hoje é dado meramente informativo e ter a consciência
de que o Fisco tem dela mais dados do que os informados nesse
ajuste anual. "Não adianta mais construir uma declaração
balanceada financeiramente, porque a Receita tem à mão
um apanhado de informações tão grande que
verifica essa realidade", ela diz.
Outro destaque é que a Receita aboliu a entrega em formulário.
Assim, todos terão de fazer o envio via internet ou em
disquete, pen drive ou CD nas agências do Banco do Brasil
e da Caixa Econômica Federal.
O Fisco também elevou de R$ 17.215,08 para R$ 22.487,25
o rendimento bruto que torna a entrega obrigatória - na
prática, quem recebeu até R$ 22.487,25 em 2010
acaba ficando isento do imposto pela aplicação
do desconto padrão de 20% no modelo simplificado. Com
isso, cerca de 1,5 milhão de pessoas que teriam de declarar
pelas regras antigas vão ficar desobrigadas, segundo o
supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir.
Outra alteração diz respeito a casais gays. A
Receita acatou parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional
(PGFN) que autoriza o declarante que tem relação
homoafetiva estável a incluir o parceiro como dependente
na declaração, usufruindo das deduções
permitidas, como despesas médicas.
O contribuinte
que em 2010 recebeu rendimentos acumulados, referentes a valores
de aposentadoria, pensão ou do trabalho, também é beneficiado
por mudanças este ano.
Esses valores
devem ser tributados não mais pelo total
recebido, mas pelo valor mensal proporcional ao número
de meses a que o pagamento se refere, alteração
que pode reduzir o imposto. Assim, a diferença de imposto
cobrada a mais no momento do pagamento em 2010 poderá ser
recuperada na declaração deste ano por meio do
preenchimento da ficha de Rendimentos Recebidos Acumuladamente
(RRA).
Houve mudanças também no layout das fichas do
programa de preenchimento e na navegabilidade. "Melhorou,
mas pode confundir um pouco o contribuinte que estava acostumado
com as versões anteriores", diz Edino Garcia, consultor
da DeclareCerto, empresa do Grupo IOB
O QUE MUDA
Só precisa
declarar quem recebeu acima de R$ 22.487,25
Abolido formulário de papel; entrega só pela
internet ou em disquete, pen drive ou CD
Sistema mais
eficaz de checagem de despesas médicas
Contribuinte
que tiver relação estável
homossexual de mais de cinco anos pode informar companheiro(a)
do mesmo sexo como dependente
Imposto sobre
valor recebido de forma acumulada passa a ser tributado em
proporção mensal, e não mais
pelo todo, com redução do imposto
Limite de
isenção
de imposto subiu para R$ 17.989,80
Correção
do desconto por dependente em 4,5%, para R$ 1.808,28
Correção do teto de dedução de despesas
com educação em 4,5%, para R$ 2.830,84
Desconto
padrão
de 20% no modelo simplificado subiu para R$ 13.317,09
Emissão de dois recibos, um com código para criação
de senha que dá acesso à declaração
no banco de dados da Receita e outro sem esse código.
Folha
de São
Paulo
Médicos discutem novo modelo de formação
Como deve
ser a formação dos profissionais de
saúde nas próximas décadas? Como aproximar
os médicos das demais áreas da saúde? De
que forma as novas tecnologias de informação vão
ajudar pacientes e instituições?
O debate
em torno dessas questões já começou
nas mais renomadas universidades do mundo, como Harvard e Cambridge.
Em artigo
publicado no fim de 2010 na revista “Lancet”,
20 pesquisadores afirmam que o atual modelo de formação,
que consome anualmente US$ 100 bilhões em todo o mundo,
não funciona mais.
Em junho,
a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento
da Medicina), entidade que gerencia uma série de unidades
de saúde, como o Hospital São Paulo, promoverá um
seminário internacional sobre o assunto.
As propostas
vão desde mudanças na graduação
-estudantes de medicina cursando disciplinas com alunos de enfermagem,
por exemplo-, até a criação de sistemas
híbridos de saúde, em que o trabalho em equipe
seja mais valorizado.
Algumas iniciativas
já delegam atividades, hoje restritas
a médicos, a outros profissionais. O Conselho Internacional
de Oftalmologia, órgão máximo da área,
defendeu em dezembro que médicos treinem técnicos
para operar catarata em países pobres. O modelo já está sendo
testado na África.
Na China,
há 250 milhões de pessoas com catarata.
Para operá-las, seriam necessários 250 mil oftalmologistas
no mundo, há 150 mil.
“É preciso discutir qual será o profissional
de saúde do século 21. O modelo da medicina do
século 20, hospitalar e fragmentada, talvez não
possa mais ser aplicado”, diz o médico Rubens Belfort
Júnior, professor Unifesp e presidente da SPDM.
Hoje, afirma
ele, há muitos conflitos entre os diferentes
profissionais da saúde. “A única forma de
melhorar isso é fazer com que, desde a formação,
haja uma cultura de trabalhar juntos em função
do paciente em comum.”
Para Julio
Frenk, professor da Harvard School of Public Health e um dos
autores
do artigo no “Lancet”, os problemas
são sistêmicos e se ancoram na formação
acadêmica deficiente e na valorização da
medicina hospitalar em detrimento dos cuidados preventivos.
“Os esforços para corrigir isso não prosperaram,
em parte em razão do “tribalismo” das profissões,
que agem de forma isolada e concorrem umas com as outras.”
Cláudio Lottenberg, presidente da Sociedade Israelita
Albert Einstein, explica que, por causa do excesso de informações, é importante
o médico trabalhar com profissionais que tenham competências
específicas.
“Mas é difícil para o médico entender
que ele não é o dono do processo. Não é simples
para ele, até por traços de formação,
saber dividir e admitir que precisa de mais gente para oferecer
o que há de melhor para o paciente.”
Oftalmologista,
Lottenberg cita o próprio exemplo: “Parte
do tratamento de uma catarata é comigo, mas tem parte
que é de uma tecnóloga. Ela liga o aparelho, mede
o grau do implante que vai ser colocado etc. “
Para Belfort
Júnior, só haverá uma real
mudança na formação em saúde quando
os gestores (como o Ministério da Saúde) colaborarem,
informando universidades sobre o perfil de profissional de que
a sociedade precisa.
“Continuamos a ter mais de 90% das vagas de residência
em ambiente hospitalar. Falta médico capaz de exercer
medicina fora do hospital. Também falta suporte tecnológico
para ele atuar.”
Saúde
Business Web
Beneficiários
questionam o atendimento
Por Henrique Oti Shinomata
Um fator
que incomoda os beneficiários de planos de saúde
e, nos últimos dias virou notícia em alguns veículos
de comunicação, é o prazo máximo
para consultas básicas, exames e internações.
Reclamações dos beneficiários apontam um
tempo de espera muito alto para conseguir marcar uma simples
consulta de rotina.
Para ajudar
a solucionar o caso, a ANS abriu no mês de
fevereiro uma consulta pública sobre o assunto para receber
sugestões e críticas a fim de estabelecer uma norma
que garanta o bom atendimento. Entre os temas discutidos estão:
cumprimento dos prazos máximos para consultas básicas,
exames e internações, além da obrigação
dos prestadores de serviço de saúde em todos os
municípios que integram a área de abrangência
da operadora contratada.
Outro ponto
que os beneficiários questionam é quando
uma consulta é caracterizada como retorno. Segundo a Resolução
nº1958/2010 do Conselho Federal de Medicina (CFM), cabe
ao médico definir quando um atendimento é considerado
retorno para que não haja uma nova cobrança. A
resolução não aprova a prática de
algumas instituições e operadoras de plano de saúde
em definirem o prazo de 30 dias, pois isso implica na interferência
da autonomia do médico e na relação do profissional
com o paciente.
O assunto é polêmico, pois ao mesmo tempo em que
interfere na autonomia do médico pode ocorrer alguns abusos
de cobranças. Em uma consulta que o médico solicita
um exame para comprovar o seu diagnóstico, o retorno que
completa o atendimento anterior do paciente pode ser cobrado.
Do mesmo
modo que a ANS se manifestou diante do tempo de atendimento
para garantir
os direitos dos beneficiários. É preciso
que ela também crie mecanismos para intervir no retorno
da consulta.
Uma sugestão é que, a partir do momento que o
paciente “elege” o “seu médico”,
este deveria ser remunerado não por consulta, e sim pelo
resultado do tratamento. Ou seja, se o paciente tem complicações
que poderiam ser prevenidas, aderência ao tratamento (na
Inglaterra o médico tem bonificações se
o paciente deixa de fumar), passagens no pronto socorro por desorientação
quanto à doença. Isto tudo, não é improvável,
se a ANS fizer a integração com o atendimento do
SUS, esta evolução na informação
levará a uma melhora na remuneração dos
prestadores de saúde.
Agência
Brasil
Automedicação mascara doenças
e pode matar
A automedicação – uso de medicamentos sem
prescrição médica – é comum
no dia-a-dia dos brasileiros. O que nem todos sabem, ou pelo
menos ignoram, é que a prática sem a devida orientação
de um profissional pode causar problemas de saúde, alguns
fatais.
Dados da
OMS (Organização Mundial de Saúde)
apontam que mais de 50% dos remédios vendidos são
tomados de forma incorreta pelos pacientes em todo o mundo. Além
disso, 10% das internações hospitalares são
ocasionadas por reações ou uso inadequado de medicamentos.
Só no Brasil, 80 milhões de consumidores têm
o hábito de se automedicar, segundo levantamento da Abifarma
(Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas).
“Qualquer medicamento usado de forma adequada deverá resultar
em benefício para o paciente. Da mesma maneira, qualquer
medicamento sem indicação poderá resultar
em malefício”, afirma o professor responsável
pela disciplina de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC,
Hélio Vasconcellos Lopes. “Se o remédio não
tem propósito no organismo, ele vai identificar aquela
substância como algo estranho, o que pode não fazer
efeito algum, como poderá trazer prejuízos para
a saúde”, explica.
O especialista
alerta que as drogas podem ocasionar dois diferentes tipos
de problemas:
reação alérgica e efeito
tóxico. O primeiro dependerá do organismo do paciente
e o segundo do próprio medicamento. “Dependendo
do remédio, de seu princípio ativo e do organismo
da pessoa, um medicamento tomado de forma errada por ocasionar
incômodo gástrico, enjôo, manchas na pele
e diarréia”, conta.
Lopes destaca,
entretanto, que os efeitos podem ser piores. “Já tive
conhecimento de paciente que tomou injeção de Novalgina
e morreu. Ele era alérgico e não sabia”,
lembra. “Outro exemplo que posso citar é que uma
dor na região da barriga pode significar ameaça
de infarto. Neste caso, a dor não precisa ser necessariamente
perto do coração, pois ela é refletida em
outros órgãos. A pessoa que sente esta dor e toma
algo para passar sem procurar um médico pode ter sérios
problemas, pois o infarto pode ser mascarado”, completa.
Desde o ano passado as farmácias e drogarias só podem
vender antibióticos com a apresentação de
receituário.
O médico ensina que se a pessoa estiver habituada a utilizar
medicamento para problemas corriqueiros, como dor de cabeça
ou cólica menstrual, não há problema em
comprá-lo sem receita. “Não tem cabimento
todo mês a mulher ir até o médico para receber
a prescrição de remédio para cólica.
Mas é importante ressaltar que todo e qualquer medicamento
pode causar algum risco, dependendo da droga que utiliza e do
organismo de quem irá tomá-lo”, pondera.
Duzentas
e duas bulas de medicamentos comercializados no País
já foram adequadas às novas regras de informações
e encontram-se disponíveis para consulta no site da Anvisa
(Agência Nacional de Saúde e Vigilância Sanitária).
De acordo com a medida, os dados contidos nas bulas vão
garantir mais segurança, clareza e facilidade de compreensão
para os usuários.
Entre as
principais mudanças estão determinação
de aumento no tamanho da letra, a obrigatoriedade do alerta de
doping para atletas – de acordo com as determinações
do COI (Comitê Olímpico Internacional) – e
a chamada explicação técnica. Essa última
regra garante que os termos técnicos sejam explicados
em linguagem acessível ao paciente.
Outra mudança é a obrigação de se
fazer adaptações para deficientes visuais. As empresas
deverão oferecer bulas em formatos digitais, de áudio,
impressas em braille ou com fonte ampliada, dependendo da necessidade
do consumidor. (AB com Agência Brasil)
Saúde
Business Web
Selo
de certificação aumenta 50% negócios
de homecare
Programa
permite à sociedade se certificar de que está contratando
cooperativas que atuam dentro das normas legais
A Cooperativa
de Trabalho para Profissionais em Serviços
de Saúde (Coopsert Saúde), especializada em serviços
de saúde domiciliar (homecare), anunciou aumento de 50%
nos seus negócios depois da conquista do Selo de Conformidade
do Cooperativismo.
A certificação é conferida às cooperativas
que se integram ao Programa Nacional de Conformidade (PNC), desenvolvido
pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)
em parceria com a Organização das Cooperativas
do Estado de São Paulo (Ocesp), com o objetivo de estabelecer
padrões de conformidade e procedimentos para cada um dos
13 ramos do cooperativismo - Agropecuário, Consumo, Crédito,
Educacional, Especial, Habitacional, Infraestrutura, Mineral,
Produção, Saúde, Trabalho, Transporte, Turismo
e Lazer.
Para o presidente
da Ocesp, Edivaldo Del Grande, o PNC permite à sociedade
se certificar de que está contratando cooperativas que
atuam dentro das normas legais e preocupadas com a gestão
e a qualidade do serviço prestado. "Além dos
requisitos legais, o PNC considera aspectos ligados à administração
do empreendimento para credenciar as cooperativas, conferindo
segurança àqueles que estabelecem relações
comerciais com uma cooperativa", destacou Del Grande, em
comunicado.
Para participar
do PNC, a adesão das cooperativas ao
programa é espontânea. O processo se inicia com
auditoria e diagnóstico, a partir dos quais são
sugeridos procedimentos para adequação de métodos
e posicionamentos. O programa tem foco em gestão, governança,
relações internas, relações com mercado,
legislação e princípios cooperativistas,
aspectos fundamentais para o desenvolvimento sustentável
do negócio. Uma vez atendidas às recomendações,
a cooperativa recebe o selo de conformidade e passa a ser avaliada
periodicamente.
Diário
de Pernambuco
Seguro
de saúde e previdência
Um misto
de seguro saúde e previdência. O novo
produto de assistência à saúde privada com
capitalização para a aposentadoria está em
estudo pela Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS). Pela formatação do plano, a fatia maior
da mensalidade bancará o financiamento da assistência à saúde
e outra parte formará a capitalização para
a aposentadoria. O modelo proposto pela Federação
Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e pela
FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência
Privada e Vida) é inspirado no Health Savings Account
(HAS), produto comercializado nos Estados Unidos desde 2003.
O novo produto
tem como objetivo reduzir o impacto do plano de saúde no orçamento no momento em que o beneficiário
se aposenta, tem redução de renda e aumentam as
despesas com saúde. É exatamente quando os idosos
são expulsos dos planos porque as mensalidades ficam muito
caras. Isso acontece próximo à mudança da última
faixa etária de 59 anos para 60 anos.
O diretor-executivo
da FenaSaúde, José Cechin,
diz que os dois produtos já existem no mercado formalmente.
Cerca de 42 milhões de usuários têm planos
de saúde e 11 milhões possuem um plano de previdência
privada. ´A ideia é juntar os dois produtos para
que o beneficiário tenha a cobertura de saúde com
previdência`.
Em relação ao custo do plano, Cechin explica que
vai depender da segmentação do produto, da idade
do contratante e da necessidade de capitalização
até a aposentadoria. Ele adianta que o modelo formatado
pela FenaSaúde poderá incluir a coparticipação
nos casos de planos empresariais e coletivos, o que ajudará na
capitalização dos recursos para a aposentadoria.
´Não haverá limite de faixa etária.
Todos poderão comprar o produto em qualquer idade, mas
aos 65 anos a pessoa já estará aposentada e não
terá tempo para acumulação de capital. O
ideal é que o plano seja adquirido cedo, quando a pessoa
começa a trabalhar`, sugere. Por exemplo: uma pessoa que
começa a pagar o plano híbrido de seguro saúde
com previdência aos 30 anos vai acumular recursos durante
25 anos antes de deixar o batente.
O produto
está em estudo pela ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar) e pela Susep (Superintendência
dos Seguros Privados). Faz parte da agenda regulatória
da ANS, que prevê um programa de incentivos para os idosos
terem cobertura dos planos de saúde. O Ministério
da Fazenda também está sendo consultado sobre o
regime de tributação do novo produto.
Segundo Cechin,
a proposta é que o plano misto tenha
o mesmo tratamento tributário do VGBL (Vida Gerador de
Benefício Livre), um dos produtos oferecidos no mercado
pela previdência complementar. Por isso está sendo
batizado de VGBL Saúde. Nestse caso, o dinheiro aplicado
na capitalização não é dedutível
do Imposto de Renda (IR), mas a retirada dos recursos fica isenta
desde que seja usada para assistência à saúde
do segurado.
Saúde
Business Web
Pacotes ... e protocolos
Por Enio Salu
A velha métrica de que os pacotes interessam às
operadoras e não interessam aos hospitais é coisa
do passado.
Os pacotes
começaram errado na área da saúde,
e por conta de terem sido mal definidos se transformaram em transtorno
para os dois lados, gerando controvérsia e atrapalhando
o controle operacional, justamente ao contrário do que
se desejava.
Para a operadora
o pacote significa melhorar o controle dos custos, dando previsibilidade à despesa que a conta vai
gerar, e para os hospitais, se trabalharem corretamente, também
!
A questão dos pacotes sempre é:
existe protocolo de atendimento correspondente ?
Se a resposta
for não: esqueça o pacote. A recomendação
não é apenas para o hospital esquecer o pacote – a
operadora também deve abandonar a proposta do pacote se
não existir protocolo de atendimento relacionado a ele,
porque o custo da gestão das glosas e da crise é muito
maior do que a aparente economia que o pacote dá.
Em tempo:
quando citamos protocolo aqui não é apenas
o protocolo clínico – deve descrever em detalhes
os insumos envolvidos, que é a base da formação
dos custos e do preço.
Bem ... existindo
o protocolo o pacote pode ser bem definido, porque estão definidas as regras básicas que definem
os custos, e conseqüentemente o preço, envolvido,
ou seja, em que condições o pacote se aplica:
- Dados demográficos básicos do paciente: faixa
etária, faixa de peso e altura, sexo, etc. É perda
de tempo definir, por exemplo, um pacote para laparoscopia exploratória
que sirva para um recém nascido ou para um idoso de 90
anos, ou para um adulto de 30 anos;
- Condições pré-existentes do paciente.
Também não dá para definir o pacote de laparoscopia
sem considerar se é para um indivíduo normal, ou
com obesidade mórbida, cardiopata grave, exageradamente
hipertenso;
- Onde começa e onde termina o pacote, definindo claramente
quantos dias de internação, qual ou quais os tipos
de diárias envolvidas, se inclui honorários, quais
os medicamentos e materiais incluídos ... enfim até que
ponto o atendimento será considerado como pacote e a partir
de quando a conta deve ser aberta.
Os pacotes
que auxiliam, ao invés de atrapalhar ... os
que não acabam virando pauta nas longas e tediosas reuniões
de discussões de auditoria e glosas, são aqueles
que, baseados nos protocolos, definem claramente estas condições.
Acredito
que nem seja necessário comentar que o tal do
8 ou 80 do passado ... aquele que definia que o atendimento ou é ou
não é pacote, sem meio termo, também caiu
de moda – hospitais e operadoras aprenderam que mesmo que
o pacote seja parcial em relação ao total da conta,
quando bem definido é bem vindo, porque elimina uma carga
de serviço operacional que vale a pena para ambas as partes.
Um dia vamos
ter pacotes definidos por entidades de classe (AMB, ANS e as
demais entidades
representativas de classe do segmento
da saúde), baseados em protocolos de mercado (o que os
outros segmentos de mercado chamam de melhores práticas),
com regras bem claras de aplicação ...... e hospitais
e operadoras apenas negociação a precificação
e não o conteúdo (Deus há de querer ! – este
dia há de chegar !).
Enquanto
isso não
ocorre, a melhor receita para trabalhar pacote passa por 4
etapas simples:
1. O hospital
define o protocolo, e obtém a aprovação
dos profissionais assistenciais (a aprovação é fundamental
... acho que não é necessário discutir isso,
não é verdade?);
2. O hospital
estabelece o custo correspondente, e os preços
de venda. O preço mínimo, que define o ponto em
que se o preço for inferior não vale à pena
praticar o pacote, e o preço máximo que é o
limite a partir do qual a concorrência inviabiliza a oferta
do pacote ao mercado;
3. Hospital
e Operadora ajustam o preço e formalizam
o pacote no contrato, com prazo de validade, assim entendido
um prazo de vigência do pacote a partir do qual deixa de
valer;
4. Como um
negócio só é considerado bom
se as duas partes ganham, hospital e operadora avaliam periodicamente
a viabilidade do pacote e renovam a sua vigência contratual.
AGENDA
- I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2011 debate trabalho
e ensino
Os conselhos
de medicina de todo o país têm encontro
marcado no próximo mês de março, em Goiânia.
A capital goiana recebe nos dias 16 , 17 e 18 o I Encontro Nacional
dos Conselhos de Medicina de 2011 (I ENCM 2011). O evento reunirá dirigentes
dos conselhos regionais e do CFM e será oportunidade para
análise dos desafios da medicina. Esse intercâmbio
permitirá traçar amplo quadro da saúde e
elaborar diretivas conjuntas das entidades.
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
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IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
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LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.