15-03-11

 

Leia nesta edição:

- Frente Parlamentar da Saúde elege nova diretoria nesta tarde

- Saúde investe R$ 1,1 bi em redes para atendimento

- Leão amplia cerco a despesas médicas

- Médicos discutem novo modelo de formação

- Beneficiários questionam o atendimento

- Automedicação mascara doenças e pode matar

- Selo de certificação aumenta 50% negócios de homecare

- Seguro de saúde e previdência

- Pacotes ... e protocolos

Terça-feira, 15.03.11

Agência Câmara de Notícias

Frente Parlamentar da Saúde elege nova diretoria nesta tarde

A Frente Parlamentar é uma associação suprapartidária destinada a aprimorar a legislação referente a um tema específico. As frentes podem utilizar o espaço físico da Câmara, desde que suas atividades não interfiram no andamento dos outros trabalhos da Casa, não impliquem contratação de pessoal nem fornecimento de passagens aéreas. As frentes parlamentares estão regulamentadas pelo ato 69/05, da Mesa Diretora. Em tese, deveriam conter 1/3 dos integrantes do Legislativo, mas na prática esse piso não é exigido. Mista da Saúde, integrada por mais de 250 deputados e senadores, vai eleger às 16 horas sua nova diretoria, para um mandato de dois anos. O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) é candidato à reeleição como coordenador da frente. Também concorrem na chapa, como vice-presidentes, os deputados Eleuses Paiva (DEM-SP) e João Ananias (PCdoB-CE).

Segundo Perondi, a grande prioridade da frente é a regulamentação da Emenda Constitucional 29Fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por estados e municípios. A emenda obrigou a União a investir em saúde, em 2000, 5% a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor fosse corrigido pela variação nominal do PIB. Os estados ficaram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos, e os municípios, 15%. Trata-se de uma regra transitória, que deveria ter vigorado até 2004, mas que continua em vigor por falta de uma lei complementar que regulamente a emenda., que destina mais recursos para o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Outras prioridades são a recomposição do orçamento da saúde, o respeito aos profissionais, a correção da tabela de honorários e a Lei do Ato Médico.

Saúde Business Web

Saúde investe R$ 1,1 bi em redes para atendimento

Primeira fase será destinada à implantação de 15 redes de atenção à saúde em vários estados brasileiros

O Ministério da Saúde anunciou investimentos de R$ 1,1 bilhão (R$ 400 milhões financiado pelo BIRD e R$ 700 milhões da União) para o Projeto de Formação e Melhoria da Qualidade de Rede de Saúde (QualiSUS-Rede). Até 2020, estão previstos investimentos de R$ 2,3 bilhões. O plano aborda a qualificação da gestão em saúde, por meio da organização de redes regionais de atenção à saúde, e reforça e amplia a interligação dos diversos níveis de atendimento necessários para o tratamento dos pacientes que buscam o Sistema Único de Saúde.

A primeira fase será destinada à implantação de 15 redes de atenção à saúde em vários estados brasileiros. Serão 10 experiências em regiões metropolitanas e cinco em outras regiões (Amazônia, semi-árido, interestadual (na divisa de dois estados); internacional (na divisa de algum estado com uma fronteira internacional) e, a última, em uma região de agropecuária com atividade intensiva.

A organização de redes buscará na atenção básica o pilar do atendimento. Além disso, o projeto tem como metas melhorar a eficiência produtiva do SUS; fortalecer a atenção à população dentro de uma determinada região; capacitação profissional e, ainda, priorizar os investimentos que ampliem essa potencialidade local na atenção especializada (ambulatorial e hospitalar), na atenção de urgência e emergência e no aprimoramento dos sistemas logísticos de suporte à rede.

Também são objetivos do QualiSUS-Rede a melhoria da resolutividade na prestação dos serviços de saúde ofertados às populações que serão beneficiadas pelo projeto. A difusão de conhecimentos voltados para a qualidade da atenção e gestão em saúde; para o desenvolvimento de metodologias e processos de avaliação e, ainda, para a gestão da inovação tecnológica em saúde, também integram as metas do projeto.

Na portaria ficou instituído o Comitê Gestor de Implementação do QualiSUS-Rede, que tem como função definir as diretrizes técnicas e operacionais para a execução das atividades do projeto. O comitê também terá como atribuição aprovar o planejamento anual e os relatórios de progresso anuais e semestrais de avaliação.

O Estado de São Paulo

Leão amplia cerco a despesas médicas

Pela primeira vez, Receita fará checagem de deduções com lista enviada por hospitais, clínicas e planos de saúde

A principal novidade na declaração de 2011, ano-base 2010, é que o Leão se aparelhou para checar com mais rigor as despesas médicas informadas pelo contribuinte, por meio da Declaração de Serviços Médicos, a Dmed.

A Dmed começou a ser encaminhada à Receita Federal por hospitais, clínicas e laboratórios no ano passado. Ela fornece dados sobre o contribuinte e seus gastos que podem ser confrontados com as informações da declaração.

Para a tributarista Elisabeth Libertuci, a introdução da Dmed evidencia que a pessoa tem de lembrar que a declaração hoje é dado meramente informativo e ter a consciência de que o Fisco tem dela mais dados do que os informados nesse ajuste anual. "Não adianta mais construir uma declaração balanceada financeiramente, porque a Receita tem à mão um apanhado de informações tão grande que verifica essa realidade", ela diz.

Outro destaque é que a Receita aboliu a entrega em formulário. Assim, todos terão de fazer o envio via internet ou em disquete, pen drive ou CD nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

O Fisco também elevou de R$ 17.215,08 para R$ 22.487,25 o rendimento bruto que torna a entrega obrigatória - na prática, quem recebeu até R$ 22.487,25 em 2010 acaba ficando isento do imposto pela aplicação do desconto padrão de 20% no modelo simplificado. Com isso, cerca de 1,5 milhão de pessoas que teriam de declarar pelas regras antigas vão ficar desobrigadas, segundo o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir.

Outra alteração diz respeito a casais gays. A Receita acatou parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que autoriza o declarante que tem relação homoafetiva estável a incluir o parceiro como dependente na declaração, usufruindo das deduções permitidas, como despesas médicas.

O contribuinte que em 2010 recebeu rendimentos acumulados, referentes a valores de aposentadoria, pensão ou do trabalho, também é beneficiado por mudanças este ano.

Esses valores devem ser tributados não mais pelo total recebido, mas pelo valor mensal proporcional ao número de meses a que o pagamento se refere, alteração que pode reduzir o imposto. Assim, a diferença de imposto cobrada a mais no momento do pagamento em 2010 poderá ser recuperada na declaração deste ano por meio do preenchimento da ficha de Rendimentos Recebidos Acumuladamente (RRA).

Houve mudanças também no layout das fichas do programa de preenchimento e na navegabilidade. "Melhorou, mas pode confundir um pouco o contribuinte que estava acostumado com as versões anteriores", diz Edino Garcia, consultor da DeclareCerto, empresa do Grupo IOB

O QUE MUDA

Só precisa declarar quem recebeu acima de R$ 22.487,25

Abolido formulário de papel; entrega só pela internet ou em disquete, pen drive ou CD

Sistema mais eficaz de checagem de despesas médicas

Contribuinte que tiver relação estável homossexual de mais de cinco anos pode informar companheiro(a) do mesmo sexo como dependente

Imposto sobre valor recebido de forma acumulada passa a ser tributado em proporção mensal, e não mais pelo todo, com redução do imposto

Limite de isenção de imposto subiu para R$ 17.989,80

Correção do desconto por dependente em 4,5%, para R$ 1.808,28

Correção do teto de dedução de despesas com educação em 4,5%, para R$ 2.830,84

Desconto padrão de 20% no modelo simplificado subiu para R$ 13.317,09

Emissão de dois recibos, um com código para criação de senha que dá acesso à declaração no banco de dados da Receita e outro sem esse código.

Folha de São Paulo

Médicos discutem novo modelo de formação

Como deve ser a formação dos profissionais de saúde nas próximas décadas? Como aproximar os médicos das demais áreas da saúde? De que forma as novas tecnologias de informação vão ajudar pacientes e instituições?

O debate em torno dessas questões já começou nas mais renomadas universidades do mundo, como Harvard e Cambridge.

Em artigo publicado no fim de 2010 na revista “Lancet”, 20 pesquisadores afirmam que o atual modelo de formação, que consome anualmente US$ 100 bilhões em todo o mundo, não funciona mais.

Em junho, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), entidade que gerencia uma série de unidades de saúde, como o Hospital São Paulo, promoverá um seminário internacional sobre o assunto.

As propostas vão desde mudanças na graduação -estudantes de medicina cursando disciplinas com alunos de enfermagem, por exemplo-, até a criação de sistemas híbridos de saúde, em que o trabalho em equipe seja mais valorizado.

Algumas iniciativas já delegam atividades, hoje restritas a médicos, a outros profissionais. O Conselho Internacional de Oftalmologia, órgão máximo da área, defendeu em dezembro que médicos treinem técnicos para operar catarata em países pobres. O modelo já está sendo testado na África.

Na China, há 250 milhões de pessoas com catarata. Para operá-las, seriam necessários 250 mil oftalmologistas no mundo, há 150 mil.

“É preciso discutir qual será o profissional de saúde do século 21. O modelo da medicina do século 20, hospitalar e fragmentada, talvez não possa mais ser aplicado”, diz o médico Rubens Belfort Júnior, professor Unifesp e presidente da SPDM.

Hoje, afirma ele, há muitos conflitos entre os diferentes profissionais da saúde. “A única forma de melhorar isso é fazer com que, desde a formação, haja uma cultura de trabalhar juntos em função do paciente em comum.”

Para Julio Frenk, professor da Harvard School of Public Health e um dos autores do artigo no “Lancet”, os problemas são sistêmicos e se ancoram na formação acadêmica deficiente e na valorização da medicina hospitalar em detrimento dos cuidados preventivos.

“Os esforços para corrigir isso não prosperaram, em parte em razão do “tribalismo” das profissões, que agem de forma isolada e concorrem umas com as outras.”

Cláudio Lottenberg, presidente da Sociedade Israelita Albert Einstein, explica que, por causa do excesso de informações, é importante o médico trabalhar com profissionais que tenham competências específicas.

“Mas é difícil para o médico entender que ele não é o dono do processo. Não é simples para ele, até por traços de formação, saber dividir e admitir que precisa de mais gente para oferecer o que há de melhor para o paciente.”

Oftalmologista, Lottenberg cita o próprio exemplo: “Parte do tratamento de uma catarata é comigo, mas tem parte que é de uma tecnóloga. Ela liga o aparelho, mede o grau do implante que vai ser colocado etc. “

Para Belfort Júnior, só haverá uma real mudança na formação em saúde quando os gestores (como o Ministério da Saúde) colaborarem, informando universidades sobre o perfil de profissional de que a sociedade precisa.

“Continuamos a ter mais de 90% das vagas de residência em ambiente hospitalar. Falta médico capaz de exercer medicina fora do hospital. Também falta suporte tecnológico para ele atuar.”

Saúde Business Web

Beneficiários questionam o atendimento

Por Henrique Oti Shinomata

Um fator que incomoda os beneficiários de planos de saúde e, nos últimos dias virou notícia em alguns veículos de comunicação, é o prazo máximo para consultas básicas, exames e internações. Reclamações dos beneficiários apontam um tempo de espera muito alto para conseguir marcar uma simples consulta de rotina.

Para ajudar a solucionar o caso, a ANS abriu no mês de fevereiro uma consulta pública sobre o assunto para receber sugestões e críticas a fim de estabelecer uma norma que garanta o bom atendimento. Entre os temas discutidos estão: cumprimento dos prazos máximos para consultas básicas, exames e internações, além da obrigação dos prestadores de serviço de saúde em todos os municípios que integram a área de abrangência da operadora contratada.

Outro ponto que os beneficiários questionam é quando uma consulta é caracterizada como retorno. Segundo a Resolução nº1958/2010 do Conselho Federal de Medicina (CFM), cabe ao médico definir quando um atendimento é considerado retorno para que não haja uma nova cobrança. A resolução não aprova a prática de algumas instituições e operadoras de plano de saúde em definirem o prazo de 30 dias, pois isso implica na interferência da autonomia do médico e na relação do profissional com o paciente.

O assunto é polêmico, pois ao mesmo tempo em que interfere na autonomia do médico pode ocorrer alguns abusos de cobranças. Em uma consulta que o médico solicita um exame para comprovar o seu diagnóstico, o retorno que completa o atendimento anterior do paciente pode ser cobrado.

Do mesmo modo que a ANS se manifestou diante do tempo de atendimento para garantir os direitos dos beneficiários. É preciso que ela também crie mecanismos para intervir no retorno da consulta.

Uma sugestão é que, a partir do momento que o paciente “elege” o “seu médico”, este deveria ser remunerado não por consulta, e sim pelo resultado do tratamento. Ou seja, se o paciente tem complicações que poderiam ser prevenidas, aderência ao tratamento (na Inglaterra o médico tem bonificações se o paciente deixa de fumar), passagens no pronto socorro por desorientação quanto à doença. Isto tudo, não é improvável, se a ANS fizer a integração com o atendimento do SUS, esta evolução na informação levará a uma melhora na remuneração dos prestadores de saúde.

Agência Brasil

Automedicação mascara doenças e pode matar

A automedicação – uso de medicamentos sem prescrição médica – é comum no dia-a-dia dos brasileiros. O que nem todos sabem, ou pelo menos ignoram, é que a prática sem a devida orientação de um profissional pode causar problemas de saúde, alguns fatais.

Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam que mais de 50% dos remédios vendidos são tomados de forma incorreta pelos pacientes em todo o mundo. Além disso, 10% das internações hospitalares são ocasionadas por reações ou uso inadequado de medicamentos. Só no Brasil, 80 milhões de consumidores têm o hábito de se automedicar, segundo levantamento da Abifarma (Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas).

“Qualquer medicamento usado de forma adequada deverá resultar em benefício para o paciente. Da mesma maneira, qualquer medicamento sem indicação poderá resultar em malefício”, afirma o professor responsável pela disciplina de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, Hélio Vasconcellos Lopes. “Se o remédio não tem propósito no organismo, ele vai identificar aquela substância como algo estranho, o que pode não fazer efeito algum, como poderá trazer prejuízos para a saúde”, explica.

O especialista alerta que as drogas podem ocasionar dois diferentes tipos de problemas: reação alérgica e efeito tóxico. O primeiro dependerá do organismo do paciente e o segundo do próprio medicamento. “Dependendo do remédio, de seu princípio ativo e do organismo da pessoa, um medicamento tomado de forma errada por ocasionar incômodo gástrico, enjôo, manchas na pele e diarréia”, conta.

Lopes destaca, entretanto, que os efeitos podem ser piores. “Já tive conhecimento de paciente que tomou injeção de Novalgina e morreu. Ele era alérgico e não sabia”, lembra. “Outro exemplo que posso citar é que uma dor na região da barriga pode significar ameaça de infarto. Neste caso, a dor não precisa ser necessariamente perto do coração, pois ela é refletida em outros órgãos. A pessoa que sente esta dor e toma algo para passar sem procurar um médico pode ter sérios problemas, pois o infarto pode ser mascarado”, completa. Desde o ano passado as farmácias e drogarias só podem vender antibióticos com a apresentação de receituário.

O médico ensina que se a pessoa estiver habituada a utilizar medicamento para problemas corriqueiros, como dor de cabeça ou cólica menstrual, não há problema em comprá-lo sem receita. “Não tem cabimento todo mês a mulher ir até o médico para receber a prescrição de remédio para cólica. Mas é importante ressaltar que todo e qualquer medicamento pode causar algum risco, dependendo da droga que utiliza e do organismo de quem irá tomá-lo”, pondera.

Duzentas e duas bulas de medicamentos comercializados no País já foram adequadas às novas regras de informações e encontram-se disponíveis para consulta no site da Anvisa (Agência Nacional de Saúde e Vigilância Sanitária). De acordo com a medida, os dados contidos nas bulas vão garantir mais segurança, clareza e facilidade de compreensão para os usuários.

Entre as principais mudanças estão determinação de aumento no tamanho da letra, a obrigatoriedade do alerta de doping para atletas – de acordo com as determinações do COI (Comitê Olímpico Internacional) – e a chamada explicação técnica. Essa última regra garante que os termos técnicos sejam explicados em linguagem acessível ao paciente.

Outra mudança é a obrigação de se fazer adaptações para deficientes visuais. As empresas deverão oferecer bulas em formatos digitais, de áudio, impressas em braille ou com fonte ampliada, dependendo da necessidade do consumidor. (AB com Agência Brasil)

Saúde Business Web

Selo de certificação aumenta 50% negócios de homecare

Programa permite à sociedade se certificar de que está contratando cooperativas que atuam dentro das normas legais

A Cooperativa de Trabalho para Profissionais em Serviços de Saúde (Coopsert Saúde), especializada em serviços de saúde domiciliar (homecare), anunciou aumento de 50% nos seus negócios depois da conquista do Selo de Conformidade do Cooperativismo.

A certificação é conferida às cooperativas que se integram ao Programa Nacional de Conformidade (PNC), desenvolvido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em parceria com a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), com o objetivo de estabelecer padrões de conformidade e procedimentos para cada um dos 13 ramos do cooperativismo - Agropecuário, Consumo, Crédito, Educacional, Especial, Habitacional, Infraestrutura, Mineral, Produção, Saúde, Trabalho, Transporte, Turismo e Lazer.

Para o presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande, o PNC permite à sociedade se certificar de que está contratando cooperativas que atuam dentro das normas legais e preocupadas com a gestão e a qualidade do serviço prestado. "Além dos requisitos legais, o PNC considera aspectos ligados à administração do empreendimento para credenciar as cooperativas, conferindo segurança àqueles que estabelecem relações comerciais com uma cooperativa", destacou Del Grande, em comunicado.

Para participar do PNC, a adesão das cooperativas ao programa é espontânea. O processo se inicia com auditoria e diagnóstico, a partir dos quais são sugeridos procedimentos para adequação de métodos e posicionamentos. O programa tem foco em gestão, governança, relações internas, relações com mercado, legislação e princípios cooperativistas, aspectos fundamentais para o desenvolvimento sustentável do negócio. Uma vez atendidas às recomendações, a cooperativa recebe o selo de conformidade e passa a ser avaliada periodicamente.

Diário de Pernambuco

Seguro de saúde e previdência

Um misto de seguro saúde e previdência. O novo produto de assistência à saúde privada com capitalização para a aposentadoria está em estudo pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Pela formatação do plano, a fatia maior da mensalidade bancará o financiamento da assistência à saúde e outra parte formará a capitalização para a aposentadoria. O modelo proposto pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e pela FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) é inspirado no Health Savings Account (HAS), produto comercializado nos Estados Unidos desde 2003.

O novo produto tem como objetivo reduzir o impacto do plano de saúde no orçamento no momento em que o beneficiário se aposenta, tem redução de renda e aumentam as despesas com saúde. É exatamente quando os idosos são expulsos dos planos porque as mensalidades ficam muito caras. Isso acontece próximo à mudança da última faixa etária de 59 anos para 60 anos.

O diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin, diz que os dois produtos já existem no mercado formalmente. Cerca de 42 milhões de usuários têm planos de saúde e 11 milhões possuem um plano de previdência privada. ´A ideia é juntar os dois produtos para que o beneficiário tenha a cobertura de saúde com previdência`.

Em relação ao custo do plano, Cechin explica que vai depender da segmentação do produto, da idade do contratante e da necessidade de capitalização até a aposentadoria. Ele adianta que o modelo formatado pela FenaSaúde poderá incluir a coparticipação nos casos de planos empresariais e coletivos, o que ajudará na capitalização dos recursos para a aposentadoria.

´Não haverá limite de faixa etária. Todos poderão comprar o produto em qualquer idade, mas aos 65 anos a pessoa já estará aposentada e não terá tempo para acumulação de capital. O ideal é que o plano seja adquirido cedo, quando a pessoa começa a trabalhar`, sugere. Por exemplo: uma pessoa que começa a pagar o plano híbrido de seguro saúde com previdência aos 30 anos vai acumular recursos durante 25 anos antes de deixar o batente.

O produto está em estudo pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e pela Susep (Superintendência dos Seguros Privados). Faz parte da agenda regulatória da ANS, que prevê um programa de incentivos para os idosos terem cobertura dos planos de saúde. O Ministério da Fazenda também está sendo consultado sobre o regime de tributação do novo produto.

Segundo Cechin, a proposta é que o plano misto tenha o mesmo tratamento tributário do VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), um dos produtos oferecidos no mercado pela previdência complementar. Por isso está sendo batizado de VGBL Saúde. Nestse caso, o dinheiro aplicado na capitalização não é dedutível do Imposto de Renda (IR), mas a retirada dos recursos fica isenta desde que seja usada para assistência à saúde do segurado.

Saúde Business Web

Pacotes ... e protocolos

Por Enio Salu

A velha métrica de que os pacotes interessam às operadoras e não interessam aos hospitais é coisa do passado.

Os pacotes começaram errado na área da saúde, e por conta de terem sido mal definidos se transformaram em transtorno para os dois lados, gerando controvérsia e atrapalhando o controle operacional, justamente ao contrário do que se desejava.

Para a operadora o pacote significa melhorar o controle dos custos, dando previsibilidade à despesa que a conta vai gerar, e para os hospitais, se trabalharem corretamente, também !

A questão dos pacotes sempre é: existe protocolo de atendimento correspondente ?

Se a resposta for não: esqueça o pacote. A recomendação não é apenas para o hospital esquecer o pacote – a operadora também deve abandonar a proposta do pacote se não existir protocolo de atendimento relacionado a ele, porque o custo da gestão das glosas e da crise é muito maior do que a aparente economia que o pacote dá.

Em tempo: quando citamos protocolo aqui não é apenas o protocolo clínico – deve descrever em detalhes os insumos envolvidos, que é a base da formação dos custos e do preço.

Bem ... existindo o protocolo o pacote pode ser bem definido, porque estão definidas as regras básicas que definem os custos, e conseqüentemente o preço, envolvido, ou seja, em que condições o pacote se aplica:

- Dados demográficos básicos do paciente: faixa etária, faixa de peso e altura, sexo, etc. É perda de tempo definir, por exemplo, um pacote para laparoscopia exploratória que sirva para um recém nascido ou para um idoso de 90 anos, ou para um adulto de 30 anos;

- Condições pré-existentes do paciente. Também não dá para definir o pacote de laparoscopia sem considerar se é para um indivíduo normal, ou com obesidade mórbida, cardiopata grave, exageradamente hipertenso;

- Onde começa e onde termina o pacote, definindo claramente quantos dias de internação, qual ou quais os tipos de diárias envolvidas, se inclui honorários, quais os medicamentos e materiais incluídos ... enfim até que ponto o atendimento será considerado como pacote e a partir de quando a conta deve ser aberta.

Os pacotes que auxiliam, ao invés de atrapalhar ... os que não acabam virando pauta nas longas e tediosas reuniões de discussões de auditoria e glosas, são aqueles que, baseados nos protocolos, definem claramente estas condições.

Acredito que nem seja necessário comentar que o tal do 8 ou 80 do passado ... aquele que definia que o atendimento ou é ou não é pacote, sem meio termo, também caiu de moda – hospitais e operadoras aprenderam que mesmo que o pacote seja parcial em relação ao total da conta, quando bem definido é bem vindo, porque elimina uma carga de serviço operacional que vale a pena para ambas as partes.

Um dia vamos ter pacotes definidos por entidades de classe (AMB, ANS e as demais entidades representativas de classe do segmento da saúde), baseados em protocolos de mercado (o que os outros segmentos de mercado chamam de melhores práticas), com regras bem claras de aplicação ...... e hospitais e operadoras apenas negociação a precificação e não o conteúdo (Deus há de querer ! – este dia há de chegar !).

Enquanto isso não ocorre, a melhor receita para trabalhar pacote passa por 4 etapas simples:

1. O hospital define o protocolo, e obtém a aprovação dos profissionais assistenciais (a aprovação é fundamental ... acho que não é necessário discutir isso, não é verdade?);

2. O hospital estabelece o custo correspondente, e os preços de venda. O preço mínimo, que define o ponto em que se o preço for inferior não vale à pena praticar o pacote, e o preço máximo que é o limite a partir do qual a concorrência inviabiliza a oferta do pacote ao mercado;

3. Hospital e Operadora ajustam o preço e formalizam o pacote no contrato, com prazo de validade, assim entendido um prazo de vigência do pacote a partir do qual deixa de valer;

4. Como um negócio só é considerado bom se as duas partes ganham, hospital e operadora avaliam periodicamente a viabilidade do pacote e renovam a sua vigência contratual.

AGENDA

- I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2011 debate trabalho e ensino

Os conselhos de medicina de todo o país têm encontro marcado no próximo mês de março, em Goiânia. A capital goiana recebe nos dias 16 , 17 e 18 o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2011 (I ENCM 2011). O evento reunirá dirigentes dos conselhos regionais e do CFM e será oportunidade para análise dos desafios da medicina. Esse intercâmbio permitirá traçar amplo quadro da saúde e elaborar diretivas conjuntas das entidades.

- Home Care: Problema ou solução?

04 e 05 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo - Capacitar os profissionais da Área de Saúde, através de reflexões e aprimoramento dos aspectos pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar, visando atender as demandas do mercado.

Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli

Informações: Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Qualidade Aplicada às Instituições de Saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo – a Joint Commission International (JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade Aplicada às Instituições de Saúde.

Ministrado pelo Coordenador de Educação do CBA, Heleno Costa Júnior (especialista em administração hospitalar e em acreditação, e responsável pela preparação das instituições de saúde para o processo de acreditação da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes. Para isso, apresentará conceitos, princípios e ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação para o aprimoramento das ações assistenciais e gerenciais praticadas nos serviços de saúde.

Voltado para profissionais de saúde, gestores e lideranças intermediárias, o curso tem duração de 36 horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às 17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13, 4º andar, Centro, Rio de Janeiro.

Mais informações e inscrições pelo telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br

- Encontro ANS - edição Norte e Centro-Oeste

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá, nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores da saúde suplementar para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado.

Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos da Agência, além de representantes de operadoras de planos de saúde, órgãos de defesa do consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde e centrais sindicais.

O evento será realizado em Brasília, no Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para convidados e instituições inscritas.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço, exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por representantes de operadoras de planos de saúde com registro de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.

Poderão participar até dois representantes de cada operadora por dia de evento.

Confira a programação do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf

- IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde

Nos dias 31 de março e 01 de abril, das 8h às 18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com palestrantes nacionais e internacionais, referências no mercado de saúde mundial.

Serão apresentadas palestras e mesas de discussões com a participação de grandes personalidades, como Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien Audette, CEO do Accreditation Canada Global.

“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança, para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello, CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)

- LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO SINOG DE ODONTOLOGIA

Sinog premiará dentistas e estudantes de odontologia

Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos concorrentes até 15 de abril de 2011

O Sinog - Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba de lançar a 10ª edição do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação e fidelização da rede credenciada das operadoras e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários dos planos odontológicos", e para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico e controle de qualidade dos serviços odontológicos podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação do credenciado com a operadora de planos odontológicos".

A novidade nesta edição é que, embora os ganhadores anteriores das três últimas edições não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas recém formados, com o registro profissional, e que tenham participado na categoria de estudantes, nas edições anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva modalidade.

Na modalidade cirurgiões-dentistas o prêmio é de R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu. Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$ 8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um professor orientador, o docente receberá como homenagem uma menção honrosa e a participação na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também receberá um troféu.

As inscrições para a 10ª edição, com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em local a ser divulgado. Mais informações poderão ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br ou pelo telefone (11) 3289-7299.

O Prêmio Sinog de Odontologia

Idealizado com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas, seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes a cada nova edição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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