15-08-11

 

Leia nesta edição:

- Saúde da Família adota jornada de meio período para não perder médicos

- Plano novo, mas até 20% mais caro

- Essas pessoas ajudam a medicina a avançar

- Planos de saúde para idosos e deficientes

- Resolução Normativa 254 em vigor

- Planos devem fazer cirurgias reparadoras

- InCor, instituição cada vez mais saudável

- Gigante da saúde investe R$ 10 mi em unidade no Brasil

- Testes de medicamentos movimentam R$ 1,4 bilhão, mas burocracia atrapalha

- Procon orienta sobre novas normas para migração

- São Paulo vai premiar hospitais que desenvolverem boas iniciativas ambientais

- Cientistas dos EUA testam vacina contra febre 'prima' da dengue

- Prevenção contra Aids

- Atenção às vacinas

- USP testa células-tronco para tratar diabete

Segunda-feira, 15.08.11

O Estado de São Paulo

Saúde da Família adota jornada de meio período para não perder médicos

Além da opção por 40 h semanais, eles poderão cumprir 20 ou 30 h, com remuneração reduzida; fuga de profissionais é resultado do aperto na fiscalização, que revelou esquema de médicos e outros funcionários de saúde para receber por trabalho não realizado

Por Lígia Formenti / Brasília

Para driblar a falta de médicos do Programa Saúde da Família (PSF) e tornar a carreira mais atrativa, o governo vai criar alternativas para a jornada de trabalho dos profissionais. Além da opção de 40 horas semanais, eles poderão cumprir 20 ou 30 horas, com remuneração reduzida.

Com a mudança, o programa perde seu diferencial: a maior permanência do médico no serviço, o que, em tese, estreitaria o vínculo com a população.

O governo correu com a medida após ter constatado aumento na evasão de médicos dos serviços públicos. A fuga de profissionais é resultado do aperto na fiscalização do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, que revelou esquema de médicos e outros profissionais para receber por trabalhos não realizados. Uma nova regra passou então a limitar os vínculos dos profissionais e a carga horária no serviço público.

"Para atender às novas exigências, muitos abriram mão do PSF e optaram por outros serviços", contou o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Antonio Carlos Figueiredo Nardi.

Pela estimativa da Secretaria de Atenção à Saúde, o número de equipes cadastradas foi reduzido em 10% nos últimos quatro meses por causa da limitação dos vínculos. Com a nova regra, quase um terço das equipes poderia ficar irregular se a jornada de 40 horas fosse mantida. O PSF atende mais da metade da população brasileira.

Impacto desconhecido. O Ministério da Saúde não sabe qual será o impacto da mudança. "Pode alterar a relação entre médico e paciente, mas pode não trazer impacto nenhum", disse o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda. Segundo ele, a medida era "indispensável".

Miranda explicou que a mudança não está ligada à expansão do programa e sim à garantia do atendimento que já é feito. "A primeira opção ainda é a jornada de 40 horas. Mas, temos de ofertar alternativas quando isso não é possível", disse.

O secretário admite que a mudança é, em parte, fruto da pressão exercida por médicos. "Houve expansão dos postos de trabalho nos últimos anos. Em vez de trabalhar no PSF, o médico pode preferir um atendimento de urgência, fazer um plantão", disse. Mas para Miranda, essa facilidade está restrita a médicos o que afasta o risco de que outros integrantes do PSF queiram também flexibilidade na jornada.

Atualmente, uma equipe do PSF é composta por médico, enfermeiro e auxiliar de enfermagem - todos com 40 horas de jornada -, além de seis agentes comunitários da saúde. Cada grupo fica responsável por atender uma população de no máximo 4 mil pessoas. A portaria abre a possibilidade de equipes funcionarem com dois médicos, cada um trabalhando 20 horas. Há também a opção de dois médicos fazendo jornada de 30 horas numa mesma equipe ou ainda três médicos, com 30 horas semanais, mas responsáveis por duas equipes.

Qualidade. Gilson Carvalho, especialista em Saúde Pública, acredita que a novidade não descaracteriza o PSF e não ameaça sua qualidade. Para ele, o vínculo entre equipe e população pode ser estabelecido mesmo com a divisão do trabalho entre dois médicos.

"Alguns paradigmas rígidos de 17 anos (quando o PSF foi criado) devem ser quebrados. Outros países já têm seus profissionais em tempo parcial", diz Carvalho.

O Dia Online

Plano novo, mas até 20% mais caro

Por Aurélio Gimenez

ANS regulamenta a migração e a adaptação dos contratos assinados antes de 1999

Bacharel em Direito e empresário do segmento de engenharia offshore, Maurício Lamenza, 47 anos, tem um plano de saúde individual da Amil, desde a década de 1990, e um corporativo, do Bradesco, mais recente. Segundo ele, a resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), definindo as regras de adaptação e migração de contratos antigos para os novos, facilitará a decisão de manter ou não o primeiro plano.

“Gostaria de passar o plano corporativo para um plano de pessoa física, mas não sei dizer se é vantajoso. Agora, com essa possibilidade de migração dos antigos, terei mais opções”, afirma Lamenza, que está entre os 9 milhões de clientes de planos com contratos anteriores a janeiro de 1999.

A Resolução Normativa 254 da ANS passou a vigorar em 4 de agosto e deve facilitar a mudança de planos antigos para os novos. De acordo com a agência, alterar os contratos dá segurança e garantias oferecidas pela regulamentação, resultado da Lei 9.656/98.

“Esse tema já era um direito do beneficiário, desde a lei que regulamentou o setor. O que a agência fez agora foi definir as regras para que ocorra essa adaptação ou migração dos contratos antigos para os novos”, diz a gerente Atuarial e de Financiamentos dos Produtos da ANS, Rosana Neves.

Ela esclarece que o cliente não precisa fazer alterações imediatamente. A mudança pode ser feita a qualquer momento,desde que o usuário a considere positiva para ele.

“A opção é do beneficiário. Ele pode escolher ficar com o contrato antigo ou mudar. Para isso, deve observar o que diz cada contrato, para decidir com qual ficará”, recomenda Rosana Neves.

A migração é a celebração de um novo plano de saúde dentro da mesma operadora. Já na adaptação, feita por meio de aditivo contratual, a empresa deve apresentar proposta ao consumidor, demonstrando o ajuste do valor a ser pago pela ampliação das coberturas. Esse acerto será, no máximo, de 20,59%.

A ANS recomenda o guia de planos de saúde para verificar as opções de planos compatíveis.

Vantagens

Acesso ao rol de procedimentos e eventos em saúde e às suas atualizações.

Limitação do reajuste anual por variação de custo, para os planos individuais, ao percentual autorizado pela ANS.

Adaptação das faixas etárias ao Estatuto do Idoso.

Maior potencial de efetividade na fiscalização por parte da ANS.

Individual ou Familiar

Adaptação

Após ampliação do contrato atual, o beneficiário passa a ter direito às coberturas mínimas obrigatórias da ANS, mantendo as que já eram previstas.

Na troca, a mensalidade pode subir até 20,59%.

Migração

O usuário contrata um novo plano de saúde dentro de sua própria operadora no lugar do antigo.

A contratação do novo plano sem carência será possível para os convênios compatíveis indicados no relatório do guia da ANS. Exemplo: plano hospitalar para hospitalar, na mesma faixa de preço ou inferior.

Valor da mensalidade será o mesmo cobrado pela empresa na tabela de vendas.

Plano Coletivo

Contrato será atualizado.

Com prazo indeterminado de vigência, não há obrigação de o contrato ser ajustado. Não receberá novos clientes a partir de 4/8/2012, ressalvada a inclusão de cônjuge e filhos.

Istoé

Essas pessoas ajudam a medicina a avançar

Portadoras de condições especiais, elas desafiaram a ciência. O estudo de seus casos resultou na criação de tratamentos para eles e para outros

Por Mônica Tarantino

A história ensina que os avanços na ciência ocorrem de maneiras variadas – resultados de uma descoberta acidental ou de anos e anos de obstinação à procura de uma resposta, por exemplo. Boa parte dos progressos acontece também por causa de pacientes muito especiais. Portadores de peculiaridades que os diferenciam dos demais, eles se tornam alvo tão grande de atenção que, a partir dos estudos feitos sobre seus casos, obtém-se conhecimento suficiente para gerar tratamentos para eles próprios e também para outros. São pessoas que ajudam a medicina a avançar.

O caso mais recente é o dos gêmeos americanos Noah e Alexis Beery, 13 anos. Eles são portadores de distonia, doença caracterizada por movimentos e espasmos involuntários. Como os sintomas se agravavam, seus pais decidiram submetê-los ao sequenciamento completo do código genético. “Foi encontrada uma mutação que permitiu entender a forma rara de distonia dos meus filhos”, disse à ISTOÉ Joe Beery, um dos dirigentes da Life Technologies, empresa que faz mapeamento do DNA. A identificação da alteração levou os médicos a fazer ajustes na terapia. Enquanto na forma comum da doença há necessidade de repor com remédios a substância cerebral dopamina, na forma verificada nos gêmeos é importante também ajustar a serotonina. “Outras pessoas nas mesmas condições se beneficiarão dessa informação. É um novo caminho”, disse à ISTOÉ a neurocientista Jennifer Friedman, da Universidade da Califórnia. A história dos gêmeos foi descrita em edição da revista “Nature”.

A garota Tyche Costa, 16 anos, também está no centro de um avanço. Após o nascimento da menina, diagnosticada com síndrome de Down, seu pai, o neurocientista brasileiro Alberto Costa, resolveu se dedicar ao estudo do problema. Atualmente, na Universidade do Colorado (EUA), ele conduz estudos com a substância memantina – droga usada no tratamento da doença de Alzheimer –, em 40 portadores da síndrome. Vinte recebem comprimidos de memantina; os outros tomam placebo. Seu intuito é melhorar a capacidade de aprender dessas pessoas. Ele faz questão de esclarecer que ainda não existe medicação capaz de melhorar o potencial cognitivo dos portadores e que, apesar dos resultados promissores, a memantina ainda está em teste. “Minha esperança, como cientista e pai, é que a droga ajude a combater certos problemas cognitivos em pessoas com Down”, disse à ISTOÉ. Tyche tem uma compreensão limitada do que o pai faz no laboratório. “Mas ela demonstra interesse progressivo em trabalho de pesquisa. Espero incluí-la em estudos clínicos e como um membro do meu grupo de estudo”, diz Costa. “Meu amor por minha filha e seu amor por mim são os maiores estímulos que uma pessoa pode pedir.”

O caso da brasiliense Auristela Silva, 21 anos, também chama a atenção. Na semana passada, sua história foi apresentada em um congresso na Mongólia por ser uma experiência pioneira. “Ela é portadora de aglossia, alteração em que a pessoa nasce sem língua”, explica o cirurgião bucomaxilar Frederico Salles, de Brasília. Dos seis aos 21 anos, a menina foi cuidada por uma equipe reunida por Salles junto com o ortodontista Jorge Faber, da Universidade de Brasília. O grupo tratou as sequelas da doença e deu qualidade de vida à menina. Uma das inovações deste caso foi uma cirurgia para restaurar o maxilar de Auristela quando ainda era criança, para garantir o desenvolvimento dos ossos no formato adequado. “Auristela é o primeiro caso de sucesso relatado na história da medicina”, diz Faber, que aplicará a mesma conduta em dois outros pacientes com características semelhantes às da garota. “Graças a esses especialistas, sou uma garota normal”, diz Auristela, que pretende cursar nutrição em universidade pública.

A atriz Julie Andrews, 75 anos, também inspirou a ciência. Ela consultou um especialista porque havia perdido a voz após uma cirurgia para remover cistos que deixou cicatrizes nas cordas vocais. Motivado pela visita de Julie, Steven Zeitels, da Universidade de Harvard, levou adiante seus estudos e criou um gel que melhora a flexibilidade de tecidos das cordas vocais e ajuda na recuperação da fala. O produto será testado em dez pacientes com danos nas cordas vocais.

Saúde Business Web

Planos de saúde para idosos e deficientes

Por Henrique Oti Shinomata

ANS publica súmula sobre o assunto

No dia 29.07, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou a súmula normativa 19 que informa a comercialização dos planos de saúde e prevê que não deve haver desestímulo, impedimentos ou dificuldades no acesso ou ingresso de beneficiários em decorrência da idade, condição de saúde ou por portar deficiência por parte das operadoras de planos privados de assistência à saúde.

Adoção de práticas ou políticas de comercialização restritivas direcionadas a tais beneficiários, também não podem ser realizadas. Operadoras que adotarem tais métodos ilegais estarão em desacordo tanto com as regras que regem o estatuto do idoso quanto à resolução normativa 124 da ANS, publicada em março/2006. Para tais discriminações ou dificuldades impostas é aplicada uma multa de R$ 50 mil como penalidade para ao impedir ou restringir a participação do consumidor no benefício.

Esse é um assunto bastante discutido e que gera polêmicas. Tanto que nessa semana, o programa ‘CQC’ (Band) mostrou um caso de denúncia sobre o tratamento que o idoso recebe das operadoras de planos de saúde no momento da contratação do serviço.

Quando o consumidor, em qualquer idade, procura uma operadora para contratar um plano individual coletivo a mesma pode solicitar exames para avaliar a situação num todo da saúde do paciente. Por lei, se constatado que o paciente possui algum tipo de doença ou lesão pré-existente, as operadoras são obrigadas a oferecer a Cobertura Parcial Temporária (CPT) cabendo ao consumidor adquiri-la ou se eximir e ter um agravamento do valor do prêmio (mensalidade) para ter acesso a cobertura do plano contratado. A CPT restringe a cobertura do beneficiário, que terá direito a toda cobertura depois de dois anos.

As pessoas da “melhor” idade devem ter muito cuidado quando for assinar com a operadora de saúde e solicitar a lista de exames que não terão direito nos 24 meses iniciais da cobertura, também negociar um acordo mais favorável para que a sua saúde não fique mais comprometida devido à falta dessas coberturas.

A ANS pode ajudar alterando essa item da lei da saúde suplementar onde o cidadão possa ter a possibilidade de realizar esses exames, nesse período no sistema de franquia, co-participação que atenue essa distorção da lei para com a saúde dos indivíduos que mais necessitam da assistência médica.

Segs

Resolução Normativa 254 em vigor

Começou vigorar os termos da Resolução Normativa nº 254, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que dispõe sobre a adaptação e migração de contratos individuais/familiares e coletivos antigos. A resolução poderá beneficiar cerca de 9 milhões de usuários de planos de saúde que hoje não são regulamentados pela ANS, pois foram firmados antes de janeiro de 1999, quando entrou em vigor a Lei nº 9.656/98, que regula o setor de planos de saúde. Com a nova resolução, a ANS busca incentivar os beneficiários a alterar seus contratos para que tenham a segurança e as garantias trazidas pela regulamentação do setor, tais como regras de reajuste, garantia às coberturas mínimas obrigatórias listadas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e, posteriormente, utilizar a Portabilidade de Carências. A ANS lista as principais vantagens comuns à adaptação, que se realiza por meio de um aditivo contratual, e à migração, que é a celebração de um novo plano de saúde dentro da mesma operadora, como acesso ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e às suas atualizações; vedação de nova contagem dos períodos de carência;limitação do reajuste anual por variação de custo para os planos individuais ao percentual divulgado e autorizado pela ANS; adequação das faixas etárias ao estatuto do idoso; e maior potencial de efetividade na fiscalização por parte da ANS. Na adaptação, a operadora deve apresentar proposta ao beneficiário, demonstrando o ajuste do valor a ser pago relativo à ampliação das coberturas. Este ajuste poderá ser até o limite máximo de 20,59%. Na migração, o consumidor deverá utilizar o Guia de Planos de Saúde, disponível no site da ANS, para verificar as opções de planos compatíveis com o seu. O preço do plano compatível será o valor dos planos disponíveis no mercado.

Consultor Jurídico

Planos devem fazer cirurgias reparadoras

Por Camila Ribeiro de Mendonça

Operações reparadoras pós-cirurgia de redução de estômago não são meramente estéticas. Com esse entendimento, a juíza Maria da Penha Nobre Mauro, da 5ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, concedeu liminar para obrigar seis planos de saúde a autorizarem as intervenções reparadoras quando houver indicação médica para tanto. A decisão é válida para os planos: Unimed, Assim, Amil, Bradesco Saúde, Cassi e Pame. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 20 mil por cirurgia recusada. Cabe recurso.

O pedido foi feito pelo defensor público Fábio Schwartz. Segundo ele, a não retirada do excesso de pele no tratamento de obesidade mórbida, ocasionado pela drástica perda de peso, pode gerar diversos problemas como: dificuldade de locomoção; assaduras e infecções; deformidade evidente; e baixa auto-estima. Para o defensor, a cirurgia ultrapassa os limites estéticos. Ele usou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu a cirurgia a uma mulher. Afirmou também que a própria sociedade médica a considera uma etapa necessária ao tratamento da obesidade mórbida.

A juíza afirmou que “as cirurgias de remoção de excesso de pele (retirada do avental abdominal, mamoplastia redutora e a dermolipoctomia braçal) consistem no tratamento indicado contra infecções e manifestações propensas a ocorrer nas regiões onde a pele dobra sobre si mesma, o que afasta, inequivocamente, a tese sufragada pela parte ora recorrente no sentido de que tais cirurgias possuem finalidade estética”.

Para advogado Bruno Boris, do escritório Fragatta Antunes, o posicionamento dos planos de saúde é claro e “expressa a reclusão de procedimentos cirúrgicos para fins estéticos”. O advogado diz: “Certamente os planos vão recorrer. É muito comum alegarem que não está no hall da ANS e caberá ao juízo analisar se essa ausência de exclusão no hall da ANS viola ou não o direito do consumidor".

Para ler a liminar acesse o link: http://s.conjur.com.br/dl/liminarautorizandocirurgiareparatoriapar.pdf

Domingo, 14.08.11

Folha de São Paulo

Tendências / Debates

InCor, instituição cada vez mais saudável

Por Fábio Jatene, presidente do conselho diretor do InCor; Jorge Kalil, presidente do conselho curador da Fundação Zerbini e Erney Camargo, diretor-presidente da Fundação Zerbini

A força do InCor é tamanha que, mesmo nos momentos de maior aperto financeiro da fundação, o hospital nunca deixou de crescer na ciência

Por ser uma instituição de excelência reconhecida pelos brasileiros como um patrimônio que lhes pertence, é natural que o InCor (Instituto do Coração) esteja sempre sob o foco das atenções, principalmente da imprensa. Isso é louvável, já que a população tem o direito de ser corretamente informada sobre dados que, de resto, são apresentados publicamente pelo instituto.

As atuais administrações do InCor e de sua entidade de apoio, a Fundação Zerbini (FZ), com a transparência e o profissionalismo que lhes são característicos, vêm à publico com esse propósito de esclarecimento. Vamos aos fatos: além de continuar líder na ciência em cardiopneumologia no Brasil e na América Latina, o InCor tem feito, de forma consistente, investimentos na modernização de seu parque tecnológico.

Entre 2009 e 2010, mais de R$ 60 milhões dos governos federal e estadual foram investidos em equipamentos de última geração no hospital. Assim, nossos serviços de hemodinâmica, de cardiologia intervencionista, de medicina nuclear e de centro cirúrgico estão em patamares de primeira linha mundial.

O hospital prepara-se para inaugurar a primeira sala cirúrgica híbrida do Brasil, com recursos de cirurgia e de diagnóstico, e o mais moderno centro de operações de vias aéreas da América Latina.

Conquistamos também marcas importantes, como a de campeão brasileiro no transplante de coração e de pulmão. Nos próximos três anos, investimentos públicos modernizarão a infraestrutura das áreas de pesquisa, emergência e hemodinâmica do hospital. Contudo, já a partir de 2012, essa modernização começará a se intensificar, tendo em vista que a situação financeira da FZ está controlada.

Com singular capacidade de geração de recursos próprios, a fundação segue financeira e administrativamente saneada, cumprindo em dia todos os seus compromissos, sem recorrer a um centavo dos bancos. Sua dívida reduziu-se de R$ 336 milhões, em 2007, para atuais R$ 102 milhões.

Essa dívida, paga majoritariamente pela FZ, refere-se à construção de um patrimônio, o bloco 2, que é, de fato, do governo do Estado de São Paulo, ou seja, de toda a população. A força do InCor é tamanha que, mesmo nos momentos de maior aperto financeiro da fundação, entre 2005 e 2008, o hospital nunca deixou de crescer na ciência, mantendo a liderança da produção científica em sua especialidade.

Nessa área, o InCor não apenas continua líder como também qualificou melhor sua produção, crescendo em indicadores importantes.

Entre 2009 e 2010, a publicação do instituto em revistas indexadas internacionais saltou de 286 para 326 artigos. No mesmo período, as pesquisas em andamento aumentaram de 759 para 862 protocolos.

No ensino, os números refletem mudanças que privilegiam mais a qualidade do que a quantidade de alunos; a agilidade da estrutura de ensino à burocracia.

No atendimento, o instituto prepara-se para ajustar a demanda de seu ambulatório e do serviço de emergência à sua capacidade instalada, em diálogo com outros serviços de saúde do Estado e com o apoio da sua Secretaria da Saúde.

A meta não é crescer mais ainda nessa área, mas aprofundar seu papel de hospital universitário, com a missão de prestar atendimento de alta complexidade qualificado, sempre vinculado à pesquisa de excelência e ao ensino de qualidade.

Sua responsabilidade social é apontar as melhores diretrizes de tratamento em sua especialidade para as várias instâncias do sistema de saúde brasileiro, de maneira que toda a população, e não somente aquela que tem acesso ao InCor, possa ser beneficiada com o conhecimento de ponta.

Folha de São Paulo

Gigante da saúde investe R$ 10 mi em unidade no Brasil

Com o A.C. Camargo, a Cardinal vai montar aparelho que produz radiofármacos para exames e tratamentos

Grupo chega quando o Congresso discute a quebra do monopólio estatal do insumo, que gira US$ 6 bi nos EUA

Por Cláudia Collucci

Líder mundial em produtos de saúde, com receita anual de US$ 103 bilhões, a norte-americana Cardinal Health abrirá unidade no Brasil, a primeira na América do Sul.

Na próxima terça, a empresa assina parceria com o Hospital do Câncer A.C. Camargo, de São Paulo, referência em atendimento, ensino e pesquisa oncológica.

O investimento inicial será de R$ 10 milhões e envolve a montagem de um ciclotron, aparelho que produz radiofármacos, usados principalmente em exames de imagem (como tomografias) e tratamentos (radioterapia).

Segundo Irlau Machado, CEO do A.C. Camargo, além de insumos, a parceria com a Cardinal permitirá a abertura de linhas de pesquisas de novos marcadores para o diagnóstico e terapia de várias doenças, como o câncer.

"É uma tecnologia muito promissora, e a proximidade com a fábrica nos trará mais ideias e possibilidades de inovação", diz ele.

John Rademacher, presidente mundial da divisão de medicina nuclear da Cardinal, disse à Folha que só detalhará na próxima terça-feira os projetos que pretende desenvolver no Brasil.

A Cardinal chega ao país em um momento estratégico. O Congresso estuda a quebra total do monopólio estatal da produção e venda de radiofármacos. Nos EUA, o mercado movimenta cerca US$ 6 bilhões por ano.

Parte desse material (radiofármacos de meia-vida curta) já tinha sido liberada para a iniciativa privada em 2006, quando a emenda nº 49 alterou o texto constitucional que garantia o monopólio da União.

Mas o filão desse mercado são os radiofármacos de meia-vida maior, como o tecnésio-99, usado em cerca de 90% dos exames de medicina nuclear no país (cintilografias, por exemplo).

Importação

Hoje o Brasil importa esse material do Canadá, maior produtor mundial. Semanalmente, a matéria-prima do tecnésio (molibdênio-99) chega ao Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), que fraciona o material e o distribui para os serviços de saúde.

Em 2010, o país sofreu uma crise no abastecimento porque o reator canadense --responsável por 40% da produção mundial do molibdênio-99 e por toda a demanda brasileira-- parou de operar por problemas técnicos.

Para Jair Mengatti, diretor de radiofarmácia do Ipen, se houver quebra total do monopólio de radiofármacos, a estatal CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) não terá como competir. "Especialmente se mantida a estrutura atual, sem a agilidade gerencial e financeira que grandes multinacionais, como a Cardinal, têm."

Segundo Irlau Machado, inicialmente o foco da Cardinal no A.C. Camargo será na produção de radiofármacos de meia-vida curta (FDG), usado em um sofisticado exame de imagem, chamado PET-CT, capaz de identificar o câncer em estágio inicial e mostrar em tempo real como o corpo reage ao tratamento.

O A.C. Camargo é a instituição que mais realiza o exame no país --35 por dia, em média-- e gasta R$ 5 milhões anualmente na compra desses insumos. O Ipen é o principal fornecedor.

O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) também tem um ciclotron que produz esse radiofármaco e abastece, além do instituto, outras unidades do complexo do Hospital das Clínicas que realizam o PET-CT.

O Estado de São Paulo

Testes de medicamentos movimentam R$ 1,4 bilhão, mas burocracia atrapalha

Tempo de aprovação, que pode passar de um ano, é um dos maiores do mundo; órgãos de regulação ética e sanitária apontam falta de quadros

Por Alexandre Gonçalves

Na última década, o Brasil assistiu a um enorme crescimento no número de medicamentos em teste. Informações do principal banco de dados mundial indicam, em 2010, um aumento de 20 vezes na quantidade de novos estudos em comparação com 2000. O mercado já movimenta R$ 1,4 bilhão por ano. Cerca de 80% das pesquisas são patrocinadas por multinacionais.

"O número de ensaios clínicos tem aumentado. Mas outros países correm a 60 km/h. Nós estamos a 10 km/h", afirma Gustavo Kesselring, diretor executivo do ViS, instituto de pesquisa responsável pela estimativa do mercado brasileiro de ensaios clínicos. "Atualmente, o setor já movimenta um volume de recursos equivalente a 9% do déficit da balança comercial em farmacoquímicos. Imagine sem os entraves burocráticos."

Cerca de 63% dos testes correspondem à fase 3 do desenvolvimento de novos medicamentos - etapa em que o produto começa a ser testado em um grupo maior de pessoas, muitas vezes em diversos países.

Na prática, o porcentual comprova o baixo grau de inovação da indústria nacional: as fases 1 e 2 - que avaliam segurança e eficácia preliminar - costumam ocorrer no lugar onde os fármacos foram criados. No Brasil, elas representam só 26% dos estudos.

Em 2000, o ClinicalTrials.gov - base de dados do governo americano para testes clínicos - registrou 16 novos estudos no Brasil. Desde então, o número de novas pesquisas cresceu 20 vezes: no ano passado, foram 315.

Discórdia. Todo ensaio clínico no País demanda uma dupla aprovação: ética - realizada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e pelos comitês locais (CEPs) - e sanitária, sob responsabilidade da Agêncoia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Conep, uma comissão subordinada ao Conselho Nacional de Saúde (CNS), é o principal alvo das críticas das empresas, especialmente das multinacionais. A Resolução 196/1996 do CNS ocupa o centro da discórdia.

Ao estabelecer as atribuições da Conep, a resolução prevê que ela deve "aprovar e acompanhar os protocolos de pesquisas coordenadas do exterior ou com participação estrangeira". Protocolos de estudos nacionais - exceto em algumas áreas especiais como reprodução humana ou populações indígenas - só dependem da aprovação do CEP local.

"O procedimento deve ser o mesmo para instituições estrangeiras ou nacionais", defende Vitor Harada, diretor-presidente da Abracro, associação que reúne as maiores Organizações Representativas de Pesquisas Clínicas (CROs, na sigla em inglês), empresas contratadas pelas farmacêuticas para gerenciar os testes clínicos. "Os critérios éticos são os mesmos. Os CEPs deveriam julgar os protocolos patrocinados por estrangeiros."

Outros empresários ouvidos pelo Estado sugerem que a Conep não utiliza só critérios técnicos para julgar os ensaios, mas ideológicos. Daí o suposto preconceito com multinacionais.

A coordenadora da Conep, Gyselle Tannous, discorda e apresenta um argumento pragmático para centralizar a aprovação das pesquisas estrangeiras: "Os CEPs são mais vulneráveis à pressão das grandes indústrias."

Ela recorda que vários CEPs já foram descredenciados por problemas éticos. No ano passado, até agosto, foram desligados 24 comitês locais. No mesmo período, apenas 20 foram credenciados.

Gyselle afirma que há o desejo de, gradualmente, transferir atribuições da Conep para os CEPs. Dessa forma, a comissão fiscalizaria os comitês locais e só interferiria em situações especiais.

"Mas ainda não dá para fazer isso", afirma. Ela defende a capacitação e a acreditação de todos os CEPs para diminuir possíveis conflitos de interesse. "Com certeza, a última atribuição a ser transferida (para os CEPs) será a análise dos estudos patrocinados por estrangeiros."

Consenso. Mas todos concordam que é preciso diminuir o tempo de análise dos protocolos para a pesquisa clínica. "Não faz sentido demorar mais que 90 dias", afirma Gyselle. Atualmente, pode ultrapassar um ano.

Ela admite que a rotatividade dos 13 técnicos que auxiliam a emissão de pareceres, contratados de forma temporária, atrapalha o ritmo de trabalho. Na prática, não cabe a eles autorizar os estudos, mas aos membros da comissão, que são eleitos no CNS e não recebem salário para analisar os protocolos. Mesmo assim, o entra e sai dos técnicos atrapalha. "Levam quatro ou cinco meses para aprender o ofício e, pouco depois, passam em um concurso e deixam a Conep." Ela defende a criação de uma carreira no setor público para a função.

A coordenadora de pesquisas, ensaios clínicos e medicamentos novos da Anvisa, Patrícia Andreotti, conta com apenas sete técnicos para aprovar e acompanhar todos os protocolos que chegam à agência - calhamaços com centenas de páginas. Em média, a Anvisa analisa 300 estudos por ano. "É impossível cumprir os prazos", afirma Patrícia. "Precisamos de 50 técnicos. É um pleito antigo da agência."

''Atendimento VIP'' estimula voluntários a participar

Acompanhamento médico é visto como maior atrativo pelos pacientes que se dispõem a fazer parte de pesquisa

Por Alexandre Gonçalves

A aposentada Maria Isabel Menescal Fiuza Thiry, de 65 anos, está participando de uma pesquisa clínica para avaliar a eficácia de um medicamento para osteoporose. Soube do ensaio clínico por amigas, pouco depois de receber um diagnóstico da doença.

"Fui muito bem tratada", afirma. Ela comemora os inúmeros exames e a atenção que recebeu dos médicos. De tempos em tempos, entregam-lhe um relatório detalhado sobre sua saúde. Ela conta que já animou companheiras do prédio onde mora a participar dos estudos.

No protocolo de pesquisa, ela devia guardar uma hora de jejum após o almoço e ingerir a cápsula do produto. Maria Isabel ainda não sabe se pertence ao grupo que recebeu a nova droga ou um produto controle, para comparação. Seu último retorno será no início do próximo ano, quando receberá a avaliação final dos médicos. "Depois, vou esperar um ano (prazo necessário para participar de um novo estudo) e procurar um ensaio sobre artrose para me inscrever", comenta.

Ela foi atendida no CCBR Brasil, um centro de pesquisa clínica na zona sul do Rio. O médico Luis Augusto Russo dirige o centro e realizou um estudo, publicado na revista científica Ciência e Saúde Coletiva em 2008, sobre o perfil de cem pacientes que participaram de testes clínicos.

Segundo o trabalho, 59% das pessoas aceitaram participar de um estudo clínico para "saber mais sobre sua saúde" e 47% mencionaram "beneficiar outras pessoas no futuro" como um dos motivos para ingressar no teste de medicamentos. Cerca de 57% tinham renda familiar mensal inferior a R$ 1.050.

Um quarto concluiu o ensino fundamental, mas 66% chegaram à quarta série, nível de escolaridade suficiente, segundo os autores, "para assinar e compreender o que está assinando". No caso, o termo de consentimento informado que especifica as regras do estudo. Cerca de 3% tinham ensino superior.

"Tapete vermelho." Para o frei Anacleto Gapski, relator do Comitê de Ética em Pesquisa da Unifesp, a razão que leva muitas pessoas a participar dos testes clínicos é clara: trocar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo "tapete vermelho" do atendimento diferenciado nos centros de pesquisa clínica - públicos ou privados.

Augusto Eduardo Ferraz concorda. Ele é um dos fundadores da Alleco Trials, uma empresa brasileira que recruta pacientes para testes clínicos de indústrias nacionais e estrangeiras. "Temos um banco de dados com mais de 20 mil pessoas que desejam participar dos ensaios." Ele também atua na Associação Brasileira de Apoio e Proteção aos Sujeitos da Pesquisa Clínica (Abraspec) e dá palestras em associações de classe, sindicatos e comunidades para explicar as pesquisas clínicas. "A possibilidade de um acompanhamento sério é o principal motivo para as pessoas participarem."

A Conep exige que a empresa assuma o compromisso de fornecer o tratamento depois dos testes se o médico considerar conveniente, algo previsto na Resolução 156/1996 do CNS.

A coordenadora da comissão, Gyselle Tannous, afirma que muitos voluntários "nem imaginam seus inúmeros direitos" e defende a regra. "É justo depois de contribuir para um estudo que poderá render muito lucro."

Vitor Harada, diretor-presidente da Abracro, afirma que a exigência de manter o tratamento depois dos testes clínicos faz com que muitos estudos não sejam feitos no País. Ele defende que pessoas com síndromes genéticas raras e de evolução agressiva, bem como pacientes com tumores que reagiram bem ao tratamento experimental, continuem recebendo a medicação. "Mas não dá para justificar o fornecimento do remédio em doenças crônicas como diabete ou hipertensão", considera.


Cientistas querem publicação de todos os dados obtidos

Por Alexandre Gonçalves

Em janeiro, o British Medical Journal publicou artigo sugerindo a divulgação obrigatória de todos os dados brutos relacionados a pesquisas clínicas. O objetivo é permitir o escrutínio público e independente dos resultados. "Devemos considerar qualquer estudo clínico financiado pela indústria e publicado em revistas científicas como propaganda, até que se prove o contrário", diz o texto.

O diretor do Centro Cochrane do Brasil, Álvaro Nagib Attalah, propõe que estudos clínicos não sejam coordenados por empresas. "Uma agência do governo poderia receber o dinheiro da indústria e contratar uma instituição isenta para realizar a pesquisa clínica: todos os dados seriam públicos", explica. "Em troca, se o fármaco fosse aprovado, a empresa ganharia mais alguns anos de patente." Para o presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Antonio Britto, a proposta geraria burocracia e prejudicaria a criação de novos fármacos.

Diário do Noroeste

Procon orienta sobre novas normas para migração

Já estão em vigor as novas regras para usuários de planos de saúde antigos (com contratos firmados até 1º de janeiro de 1999) que desejem fazer a adaptação à legislação atual (Lei 9.656/98) ou migrar para um novo plano.

A Resolução Normativa 254, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), facilita a mudança, estabelecendo algumas novidades, como um teto para o reajuste no valor do plano em caso de adaptação.

De acordo com a agência, o cliente que optar pela adaptação ou migração passa a ter direito à lista de serviços obrigatórios imposta pela ANS e fica dispensado de cumprir novos prazos de carência.

O Procon-PR alerta que a decisão é um direito do consumidor, que, no entanto, pode manter o plano antigo, uma vez que a opção não é obrigatória e nenhuma adaptação ou migração pode ocorrer por decisão unilateral da operadora.

A adaptação é um aditivo ao contrato e a migração equivale a um novo plano de saúde dentro da mesma operadora. Se o consumidor resolver optar, a orientação é fazer uma análise detalhada das propostas que receber, comparando-as com o contrato original.

Caso não o tenha, é possível solicitar uma cópia à operadora, lembrando que ele é fundamental para a comparação. Não será possível o retorno ao plano antigo após a opção.

Os planos antigos são regulados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e, muitas vezes, é necessário recorrer à Justiça para a realização de cirurgias, exames, ou cobertura de determinadas doenças.

ADAPTAÇÃO - Neste caso, a operadora precisa apresentar uma proposta, detalhando o ajuste do valor a ser pago com ampliação das coberturas. A ANS estabeleceu que este ajuste poderá ser de no máximo de 20,59%.

O consumidor deverá assinar um termo adicional ao seu contrato, que entra em vigor de imediato, e terá suas coberturas ampliadas, sem a necessidade de contagem de carência. O reajuste anual será o percentual autorizado pela ANS, sendo mantida a data prevista no contrato de origem nos planos individual e familiar. Nos contratos coletivos, a data será de livre negociação, com periodicidade anual.

Todos os beneficiários do contrato deverão ser incluídos na adaptação e a opção do titular produz efeitos em relação a todos eles. A ampliação de cobertura não pode alterar as cláusulas do contrato de origem em relação aos procedimentos já cobertos e demais cláusulas que sejam compatíveis com a legislação em vigor e que devem ser mantidas.

As propostas devem ser redigidas de forma clara e precisa, em linguagem de fácil compreensão, sendo obrigatório o destaque das cláusulas restritivas de direitos dos beneficiários.

MIGRAÇÃO - Para efetuar a migração, o consumidor precisará utilizar o Guia de Planos de Saúde e verificar as opções de planos compatíveis com o seu. Se migrar na mesma operadora, não haverá nova contagem de carências e a migração pode ser exercida individualmente ou pelo grupo.

O preço do plano terá o valor de mercado e será assinado um novo contrato. A migração pode ser exercida individualmente ou por todo o grupo familiar vinculado ao contrato, mediante o requerimento de cada beneficiário.

A proposta de migração deve, igualmente, ser redigida de forma clara e de fácil compreensão, com destaque a cláusulas restritivas, condições ou termos, reajuste anual e por faixa etária, e a indicação da data do início de vigência do novo contrato.

Sábado, 13.08.11

Isaude.net

São Paulo vai premiar hospitais que desenvolverem boas iniciativas ambientais

Objetivo é estimular uma cultura de preservação ambiental com nsoluções práticas e ecologicamente viáveis

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai premiar hospitais, institutos, fundações e autarquias que se destacaram em ações de qualidade ambiental, entre os anos de 2010 e 2011.

Além de premiar, a condecoração " Amigo do Meio Ambiente" tem como objetivo estimular estas instituições a desenvolverem nos locais de trabalho uma cultura de preservação ambiental, adotando soluções práticas e ecologicamente viáveis.

Entre alguns exemplos de ações estão a reciclagem de materiais, coleta seletiva de lixo, educação ambiental para a comunidade, redução do uso do mercúrio, plantio de árvores, tratamento de efluentes, economia no uso de água e energia elétrica e gerenciamento de resíduos perigosos, entre outras.

Para concorrer ao " Amigo do Meio Ambiente 2011" os órgãos interessados devem apresentar, até o dia 2 de setembro, projeto descritivo sobre as ações. Para mais informações sobre o regulamento do concurso, clique aqui

De acordo com a secretaria, os trabalhos serão julgados por uma comissão nomeada pela Assessoria de Comunicação Social da Secretaria, e os vencedores receberão uma placa decorativa. Durante o processo de avaliação, os jurados poderão agendar visitas para conhecer o projeto inscrito in loco.

Os órgãos contemplados serão conhecidos na abertura do IV Seminário Hospitais Saudáveis 2011, evento a ser realizado no dia 26 de setembro.

Folha de São Paulo

Cientistas dos EUA testam vacina contra febre 'prima' da dengue

Pesquisadores desenvolveram uma vacina contra a chikungunya, febre transmitida por mosquitos e que causa dores nas articulações. A doença ataca principalmente pessoas na Índia, no Sudeste Asiático e na África.

No Brasil, há poucos casos documentados. Mas, como o vírus é transmitido pelo mesmo mosquito que carrega a dengue, o Aedes aegypti, teme-se que a doença cresça.

Nos testes, publicados na revista "PLoS Pathogens" por pesquisadores do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e de universidades americanas, uma só dose da vacina protegeu roedores contra a infecção.

O próximo passo é a autorização para testes em humanos.

Para criar o medicamento, os cientistas usaram uma versão do vírus da chikungunya geneticamente modificada, incapaz de causar a doença ou infectar mosquitos. Mesmo assim, ela é capaz de criar a resposta imunológica à doença e proteger o paciente de possíveis infecções.

A vacina de vírus vivo é mais barata, uma vantagem tendo em vista que as regiões afetadas pela doença estão em países pobres.

A febre chikungunya é considerada menos letal do que a dengue. Os sintomas iniciais são quase iguais aos da dengue: febre acima de 39 graus, enjoo, vômitos, vermelhidão na pele e dores musculares.

Uma das características que a diferencia da dengue é a dor forte nas articulações, que pode ser confundida com artrite. Nos casos mais graves, as dores podem durar até cinco anos.

Folha de São Paulo

Prevenção contra Aids

Por Cláudia Collucci

Capital gasta 18% da verba de prevenção contra Aids

Para pesquisador, baixa execução está ligada a aumento de casos

Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo afirma que, no geral, atingiu metas previstas para o ano passado

O Programa Municipal de Aids de São Paulo, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, gastou em 2010 só R$ 2,95 milhões dos R$ 16 milhões (18%) previstos para prevenção da Aids e capacitação de profissionais. São Paulo concentra o maior número de casos de Aids do país.

A verba faz parte do PAM (Plano de Ações e Metas), que envolve recursos municipais e federais, na ordem de R$ 48 milhões (em 2010).

A meta para 2010 era ter ampliado em 10% a testagem sorológica de HIV, sífilis e hepatite B e C na rede municipal. Para isso, foram programados R$ 9,645 milhões. Mas só foram gastos R$ 1.350.

O município também gastou 31% (R$ 1,286 milhão) dos recursos previstos para a distribuição de camisinhas, e 40% (dos R$ 40 milhões programados) para a distribuição de gel lubrificante.

A secretaria diz que não houve necessidade de aplicação dos recursos nessas áreas. Argumenta que, no geral, o PAM de 2010 atingiu as metas. Para especialistas e ONGs que trabalham na área de DST/Aids, a prevenção ainda é uma área crítica.

A sífilis, por exemplo, vem aumentando entre gestantes. De 2007 a 2009, houve aumento de 151% de ocorrências (de 312 para 785). Daí a necessidade de ampliar a testagem sorológica, diz o infectologista Caio Rosenthal.

"E não é só entre as gestantes. Ainda estávamos tabulando os dados, mas a impressão é que há um aumento geral", afirma.

Para o médico, também é preciso ampliar a testagem do HIV a todos os grupos etários. "Atendo muitos casos de pessoas que estão se infectando recentemente."

A epidemia de Aids na capital tem ainda características específicas e, na avaliação dos ativistas, necessita de ações preventivas também específicas.

Há, por exemplo, uma tendência de crescimento de casos entre os mais "maduros" (40 e 59 anos) e, entre os homossexuais infectados, existe um predomínio de casos na região centro-oeste -onde há concentração de travestis e profissionais do sexo.

Na avaliação de Mario Sheffer, pesquisador da USP e coordenador do grupo Vidda, a baixa execução na prevenção está diretamente ligada ao aumento de novas infecções pelo HIV na capital.

"A prefeitura deixou de investir justamente na prevenção dirigida a grupos mais vulneráveis."

O coordenador do movimento de ONGs de Aids da capital, Américo Nunes, disse que tanto as organizações que atendem pacientes como o Conselho Municipal de Saúde esperam explicações da Secretaria Municipal da Saúde sobre a insuficiência de gastos em prevenção. Prefeitura diz que não há falta de nenhum material

Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que não há falta de insumos, preservativos, testes rápidos ou qualquer outro material de prevenção o programa DST/Aids.

"A distribuição anual de preservativos, por exemplo, passou de R$ 10 milhões, em 2003, para R$ 47,5 milhões, em 2010", disse.

Segundo a secretaria, o PAM (Plano de Ações e Metas) só tem continuidade para o ano seguinte após ser aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde e ter parecer do Ministério da Saúde e do governo do Estado -o que aconteceu.

Sobre o fato de não ter atingido as metas em prevenção, a secretaria explica que, quando se faz o planejamento financeiro, há necessidade de reservas orçamentárias destinadas a garantir a oferta de insumos e testes à população em condições adversas ou imprevisíveis.

Na falta dessas situações, não haveria razão para o investimento.

"A destinação dos recursos está diretamente relacionada à procura dos insumos e testes pela população. Além disso, os insumos são materiais perecíveis e, por isso, não é possível reservar grandes estoques."

Correio Braziliense

Atenção às vacinas

Médico da família por mais de 35 anos, o catarinense radicado em Brasília critica o que vê como "excesso de imunização" no Brasil

Depois de passar 15 meses viajando por Minas Gerais, por Goiás e pelo Distrito Federal, com o objetivo de reunir dados para escrever um livro sobre medicina comunitária, Rui Nogueira, 71 anos, nascido em Blumenau e formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, resolveu publicar o livro Medicina social, com apoio do Sindicato dos Médicos do DF, da Federação Nacional dos Médicos e da Associação Médica Brasileira.

Um dos capítulos que mais chama a atenção diz respeito a vacinas. Nele, o autor anexa bulas de fabricantes e confronta-os com as cópias de 40 cartões de crianças com mais de 4 anos. Esse é o tema da entrevista que Nogueira concedeu ao Correio. Para o médico, existe uma indústria da vacina, uma indústria da doença e uma indústria da prevenção. No dia em que o Brasil realiza mais uma etapa da bem-sucedida campanha antipoliomielite, é importante ressaltar que ele deixa claro não ser contra vacinas, mas sim contra o uso excessivo delas. O pior, segundo ele, é que no Brasil “não há fiscalização, não há controle nem acompanhamento do processo de imunização dos bebês”.

Segundo o médico, que chegou em Brasília em 1967 e foi um dos 60 pioneiros em clínica e cirurgia a atuarem no Hospital do Gama, o sistema de saúde precisa rever seus postulados e investir mais na medicina comunitária.

Ao completar 18 meses, o bebê brasileiro já recebeu 36 doses de vacinas das mais variadas. Na sua opinião, qual seria a quantidade necessária para fortalecer o sistema imunológico da criança?

Primeiro, quero dizer que não sou, jamais poderia ser contra vacinas, até porque sempre trabalhei com ações básicas de saúde e sei que as vacinas são maravilhosas. Elas permitiram erradicar algumas doenças, como a varíola, que matou 500 milhões de pessoas só no século 20. E a poliomielite está praticamente erradicada. No caso dessa vacina (Sabin), porém, estão usando doses demais sem necessidade. O problema é que o século 20 e o atual colocaram nas pessoas uma mentalidade de que o dinheiro é a própria riqueza, mas quando isso acontece, a pessoa perde os valores.

O senhor está querendo dizer que a vacina se transformou em mercadoria?

Sim, claro. Quem não quer produzir uma coisa que está sendo usada pelo mundo inteiro, que está sendo comprada pelos governos? É isso que ocorre com o cartel da vacinação. Eles produzem uma vacina e ela é usada no mundo todo. Outra questão é que o caos da saúde nunca vai ser resolvido por hospital, porque hospital é a medicina curativa em si e essa resolve, no máximo, 10% da demanda. O resto se resolve com ações básicas de saúde, de prevenção, de educação e de promoção da saúde. E você sabe que há um propósito em desvirtuar essa questão, porque ação básica de saúde bem executada diminui o consumo de medicamentos, de exames, de equipamentos.

Cria-se um ciclo de compra construído pela mentalidade moderna de se vender tudo...

Exatamente. As próprias pessoas são induzidas a acreditar que, para ter saúde, elas têm de comprar a longevidade de alguma maneira, têm de comprar vitamina em vez de comer vitamina. Tudo é condicionado à compra e isso tem sido muito aproveitado pelas empresas financeiras. Também serve para traduzir o que se passa no capítulo das vacinas.

O senhor acha que há um excesso proposital de doses?

Vou dar um exemplo. Nos Estados Unidos, as taxas de mortalidade infantil estão aumentando e lá eles fazem 36 vacinações até 18 meses, igual ao Brasil. Na Europa e no Japão, contudo, eles fazem 12 e imunizam do mesmo jeito — e, lá, as taxas estão estáveis. O que quero dizer é que, fazendo um excesso de vacinação, você agride o sistema imunológico da criança. Outra coisa perigosa é que hoje as vacinas abrigam substâncias adjuvantes, mesmo havendo estudos no mundo inteiro provando que alguns desses adjuvantes têm consequências. Por exemplo, o esqualeno e o tiomersal, que é o mercúrio; tem também o alumínio. O problema é que você não pode comprovar 100%, por exemplo, que o mercúrio é responsável por autismo, por esclerose múltipla e por outras doenças neurológicas às quais ele está associado, porque essas doenças são todas decorrentes de fatores multicausais.

O senhor poderia explicar melhor por que o excesso de vacinas é prejudicial à criança?

Nós somos um pudim químico. São 72% de água na composição do corpo, e na água está tudo dissolvido, reagindo o tempo todo. O osso, que é tão duro, possui 22% de água. O cérebro da criança quando nasce tem 92% de água. Está tudo ali em suspensão, se misturando, vazando… e o bebê não tem ainda formado o seu sistema de defesa. Então, é um pudim mesmo, na acepção da palavra. O bebê não tem ainda aquilo que chamamos de barreira hematoencefálica — a barreira entre os vasinhos que estão dentro do cérebro e a massa cerebral propriamente dita. Os vasos formam uma redezinha tubular, que tem abertura, as substâncias passam por ali e, de repente, o cálcio, o alumínio, o mercúrio vão para o encéfalo, porque a barreira ainda não existe. Isso é muito grave.

No Japão e na Europa, eles dão duas doses da proteção contra poliomielite. No Brasil, são três ou mais. Como eles conseguem o mesmo grau de imunização?

No Japão, são duas, como em todos os países que têm mais fiscalização, mas, no Brasil, no calendário oficial, são três doses. O que ocorre é que as crianças tomam as vacinas da campanha e isso foge do controle. O objetivo de uma campanha contra a pólio é pegar os fugitivos, quem não se vacinou, para isso existe a campanha. Uma vez, eu estava rodando pelos postos de saúde e uma enfermeira me chamou e disse: “Doutor Rui, eu acho que estão dando vacina demais nas crianças”. Eu desconfiava disso e então fui andar por outros centros de saúde de Minas e de Goiás, por algum tempo. Comecei a fazer uma pesquisa que eu sempre quis fazer. Então, saí e passsei a fotografar os cartões de vacina das crianças de mais de 4 anos. Depois de um tempo, vi em um dos cartões que, na vacina de hepatite B, por exemplo, deram três doses, duas excedentes. Fui investigar direito e vi que isso aconteceu em mais de 200 cartões. Isso significa que não tem fiscalização, não tem acompanhamento. Lá no Japão, é diferente: preenchem um formulário, fazem uma verdadeira anamnese, o médico examina a criança e só depois é que manda vacinar. Eu tenho cartões com sete doses excedentes de vacina Sabin.

Diante dessa análise, o que poderia ser feito para corrigir as falhas?

O que se pode concluir de tudo isso é que ou o programa do governo está errado ou as bulas das vacinas estão erradas. A solução, porém, não seria difícil, porque temos muita gente boa, muitos profissionais competentes. Há uma coisa, no entanto, que se chama “conflito de interesses”. O que está ocorrendo é que quem decide a política de campanhas de vacinação é o mesmo profissional que trabalha na cúpula do sistema de saúde, aquele que está nas organizações internacionais e nos laboratórios. Eles têm aquilo que chamam de conflito de interesses, mas raramente declaram isso.

Que vacinas o senhor descartaria se tivesse nas mãos a política nacional de imunização?

Para começar, a de hepatite B, porque não há nenhuma vantagem nessa vacina (ele ressalta o fato de a doença ser transmitida por contato sanguíneo e pelo sexo). Na base das ações, estariam dois princípios fundamentais — o da precaução e o da credibilidade na vacina. Depois, poderia sugerir que o programa ficasse mais enxuto. Pediria para analisar as vacinas de uma em uma. A BCG, por exemplo. Acho que não precisava ser aplicada na hora em que o bebê nasce; poderia ser com dois, três meses depois, como se fazia antigamente, que era com 6 meses. Sarampo só se fazia depois de sete meses. Da tetravalente (difteria, tétano e coqueluche, mais a HIB, para meningite e outras infecções transmitidas pelo vírus Haemophilus influenzae tipo b), eliminaria a HIB. A antipneumocócica eu também reavaliaria. A verdade é que não se pode colocar as pessoas em risco. Os princípios da precaução e da credibilidade não estão sendo aplicados por quem faz as políticas públicas de saúde brasileiras.

Alertas e providências

O diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, sustenta que o Brasil tem o maior programa de imunização público do mundo e que vai manter flexível o calendário nacional de vacinação. Ele se refere à possível entrada de novos imunobiológicos, cujos estudos ainda são recentes, mas que motivam o país a pensar em incluir as vacinas contra varicela (catapora) e hepatite A no projeto. “O programa brasileiro tem uma história secular de imunização de milhões de pessoas, é conhecido pela erradicação da varíola e pela eficiência no combate à poliomiolite, mas esse é um tema que sempre sugere polêmicas.”

“O problema é que a história dos Estados Unidos, do Japão e da Europa é bem diferente. Lá, as doenças chegam mais tarde; aqui, temos de proteger a população logo nos primeiros meses de vida”, alega. Com relação à vacina antipólio nas campanhas, o médico lembra que a doença ainda mata pessoas em 26 países e que o vírus da doença pode ser importado.

No caso do sarampo, os surtos em curso na Europa — que registrou mais de 6,5 mil casos até junho — e o grande fluxo de turistas nesta época do ano justificam a criação de barreiras sanitárias em vários estados. “Em relação à vacina para hepatite B, o seu vírus é mais resistente do que o da Aids e pode ocorrer transmissão vertical — da mãe para o bebê. Estamos aperfeiçoando a cobertura vacinal no país há várias décadas. O sarampo, por exemplo, estava matando bebês com 6 meses de idade. Hoje, contudo, um óbito nessa faixa etária é muito raro”, afirma.

O Estado de São Paulo

USP testa células-tronco para tratar diabete

Por Clarissa Thomé

Combinação de células extraídas da medula óssea e 3 quimioterápicos pretende liberar os pacientes com o tipo 1 da doença de injetarem insulina

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto começaram a testar uma combinação de células-tronco extraídas da medula óssea com três quimioterápicos para tratamento de pacientes com diabete tipo 1.

O trabalho está sendo realizado em parceria com cientistas da Universidade Northwestern, em Illinois (EUA), e deve atender 30 pacientes - 10 no Brasil, 10 nos Estados Unidos e 10 no Hospital Saint-Louis, em Paris, na França.

O protocolo da pesquisa permite a participação de voluntários a partir de 12 anos, que tenham apresentado os primeiros sintomas da doença há no máximo três meses.

A diabete tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células produtoras de insulina, o que afeta a capacidade de metabolizar o açúcar. Essa forma da doença é mais comum em crianças e adolescentes. Se não for controlada, a doença pode afetar os rins, os olhos, a circulação e o coração.

No tratamento, células-tronco da medula óssea são extraídas por meio de uma máquina capaz de separar os componentes do sangue e congeladas. Em seguida, o paciente passa por um tratamento com altas doses de quimioterápicos, para reduzir seu sistema imunológico. As células-tronco são então reinjetadas, como numa transfusão de sangue. Elas entram na corrente sanguínea e se encaminham para a medula óssea.

"A ideia é que, após o procedimento, o sistema imunológico do paciente se altere e ele não ataque mais o pâncreas", explica Júlio Voltarelli, coordenador da Divisão de Imunologia Clínica e da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

"A gente ainda não fala em cura da diabete, mas em remissão, em uma melhora da doença. E estamos tentando fazer isso pela neutralização do sistema imunológico", explica.

Por reduzir temporariamente as defesas do organismo, o tratamento deixa o paciente mais sujeito a infecções, por exemplo. "Acreditamos que esse efeito colateral não é tão grave. Os pacientes ficam vulneráveis a infecções por um tempo curto, pouco mais de uma semana", diz o médico.

"A gente ainda não fala em cura da diabete, mas em remissão, em uma melhora da doença. E estamos tentando fazer isso pela neutralização do sistema imunológico", explica.

Por reduzir temporariamente as defesas do organismo, o tratamento deixa o paciente mais sujeito a infecções, por exemplo. "Acreditamos que esse efeito colateral não é tão grave. Os pacientes ficam vulneráveis a infecções por um tempo curto, pouco mais de uma semana", diz o médico.

Dos 25 pacientes que foram submetidos ao tratamento, nenhum teve complicações sérias - 2 tiveram algum tipo de infecção, que foi tratada sem maiores complicações.

Todos deixaram temporariamente de usar insulina, mas a maioria precisou retomar as injeções do hormônio. Passados oito anos, apenas seis continuam sem aplicar as injeções.

"Estamos mudando o esquema de tratamento para tentar reduzir o número de pacientes que volta a usar insulina", afirmou Voltarelli. A diferença na pesquisa atual é a mudança nos medicamentos usados.

Atualmente, vários centros de pesquisa no mundo estudam uma forma de tratar o diabete tipo 1 utilizando células-tronco. Há também pesquisas sendo feitas em Harvard e na Universidade Stanford, ambas nos Estados Unidos.

AGENDA

- Encontro ANS - Edição Sul

Já estão abertas as inscrições para o Encontro ANS - Edição Sul

Operadoras de planos de saúde, prestadores, centrais sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição Sul, uma oportunidade para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em Porto Alegre (RS).

Entre os temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda Regulátória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a resolução que trata do Envelhecimento Ativo, a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.

As inscrições poderão ser feitas acessando a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br, entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011

Encontro ANS – Edição Sul

Hotel Embaixador - Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto Alegre/ RS.

16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS


- Encontro Paranaense da Saúde – 2011

Debater a saúde sob os aspectos humanos, econômicos e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba. A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores, advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde, Direito e Administração.

A programação contempla palestras com integrantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e da Confederação Nacional de Saúde (CNS). Serão discutidos temas como assédio moral nas relações de trabalho, diagnóstico econômico da saúde no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço da área. Está previsto ainda o lançamento oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.

Promovido pela Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar (Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar (Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades parceiras, o evento também marca as comemorações pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário do Sindipar. A programação completa do Encontro Paranaense da Saúde 2011 está disponível no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone (41) 3254-1772. As vagas são limitadas.


- XXI Congresso Nacional das Santas Casas

AssPreviSite

Com a presença confirmada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde e o meio ambiente

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011, em Brasília. Com o tema central “Saúde e meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”, o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem impactar na Saúde do homem e quais estratégias devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.

Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas transformações ambientais. Além disso, com tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo a formulação de políticas públicas que sejam adequadas à nova realidade, é preciso debater, hoje, o futuro dos hospitais.

Para o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos um time de especialistas discutindo a participação do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor atendimento de nossos pacientes”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso, já confirmaram a presença.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrições: www.cmb.org.br/congresso.


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.

2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina

Data: 16 e 17 de agosto de 2011

Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA

Iinscrições: Gratuitas e limitadas pelo link

http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)

- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde

Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Unidas / AssPreviSite

18 e 19 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutor

Professor Peter M. Dostler

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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