Leia
nesta edição:
- Saúde da Família adota jornada de meio período
para não perder médicos
- Plano novo,
mas até 20% mais caro
- Essas pessoas
ajudam a medicina a avançar
- Planos
de saúde
para idosos e deficientes
- Resolução
Normativa 254 em vigor
- Planos devem fazer cirurgias reparadoras
- InCor,
instituição cada vez mais saudável
- Gigante
da saúde
investe R$ 10 mi em unidade no Brasil
- Testes
de medicamentos movimentam R$ 1,4 bilhão, mas
burocracia atrapalha
- Procon
orienta sobre novas normas para migração
- São
Paulo vai premiar hospitais que desenvolverem boas iniciativas
ambientais
- Cientistas dos EUA testam vacina contra febre 'prima' da dengue
- Prevenção
contra Aids
- Atenção às
vacinas
- USP testa
células-tronco
para tratar diabete
Segunda-feira, 15.08.11
O
Estado de São
Paulo
Saúde da Família adota jornada de meio período
para não perder médicos
Além da opção por 40 h semanais, eles poderão
cumprir 20 ou 30 h, com remuneração reduzida; fuga
de profissionais é resultado do aperto na fiscalização,
que revelou esquema de médicos e outros funcionários
de saúde para receber por trabalho não realizado
Por Lígia Formenti / Brasília
Para driblar
a falta de médicos do Programa Saúde
da Família (PSF) e tornar a carreira mais atrativa, o
governo vai criar alternativas para a jornada de trabalho dos
profissionais. Além da opção de 40 horas
semanais, eles poderão cumprir 20 ou 30 horas, com remuneração
reduzida.
Com a mudança, o programa perde seu diferencial: a maior
permanência do médico no serviço, o que,
em tese, estreitaria o vínculo com a população.
O governo
correu com a medida após ter constatado aumento
na evasão de médicos dos serviços públicos.
A fuga de profissionais é resultado do aperto na fiscalização
do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde,
que revelou esquema de médicos e outros profissionais
para receber por trabalhos não realizados. Uma nova regra
passou então a limitar os vínculos dos profissionais
e a carga horária no serviço público.
"Para atender às novas exigências, muitos
abriram mão do PSF e optaram por outros serviços",
contou o presidente do Conselho Nacional de Secretários
Municipais de Saúde, Antonio Carlos Figueiredo Nardi.
Pela estimativa
da Secretaria de Atenção à Saúde,
o número de equipes cadastradas foi reduzido em 10% nos últimos
quatro meses por causa da limitação dos vínculos.
Com a nova regra, quase um terço das equipes poderia ficar
irregular se a jornada de 40 horas fosse mantida. O PSF atende
mais da metade da população brasileira.
Impacto desconhecido.
O Ministério da Saúde não
sabe qual será o impacto da mudança. "Pode
alterar a relação entre médico e paciente,
mas pode não trazer impacto nenhum", disse o secretário
de Atenção à Saúde, Helvécio
Miranda. Segundo ele, a medida era "indispensável".
Miranda explicou
que a mudança não está ligada à expansão
do programa e sim à garantia do atendimento que já é feito. "A
primeira opção ainda é a jornada de 40 horas.
Mas, temos de ofertar alternativas quando isso não é possível",
disse.
O secretário admite que a mudança é, em
parte, fruto da pressão exercida por médicos. "Houve
expansão dos postos de trabalho nos últimos anos.
Em vez de trabalhar no PSF, o médico pode preferir um
atendimento de urgência, fazer um plantão",
disse. Mas para Miranda, essa facilidade está restrita
a médicos o que afasta o risco de que outros integrantes
do PSF queiram também flexibilidade na jornada.
Atualmente,
uma equipe do PSF é composta por médico,
enfermeiro e auxiliar de enfermagem - todos com 40 horas de jornada
-, além de seis agentes comunitários da saúde.
Cada grupo fica responsável por atender uma população
de no máximo 4 mil pessoas. A portaria abre a possibilidade
de equipes funcionarem com dois médicos, cada um trabalhando
20 horas. Há também a opção de dois
médicos fazendo jornada de 30 horas numa mesma equipe
ou ainda três médicos, com 30 horas semanais, mas
responsáveis por duas equipes.
Qualidade.
Gilson Carvalho, especialista em Saúde Pública,
acredita que a novidade não descaracteriza o PSF e não
ameaça sua qualidade. Para ele, o vínculo entre
equipe e população pode ser estabelecido mesmo
com a divisão do trabalho entre dois médicos.
"Alguns paradigmas rígidos de 17 anos (quando o
PSF foi criado) devem ser quebrados. Outros países já têm
seus profissionais em tempo parcial", diz Carvalho.
O Dia Online
Plano
novo, mas até 20%
mais caro
Por Aurélio
Gimenez
ANS regulamenta
a migração e a adaptação
dos contratos assinados antes de 1999
Bacharel
em Direito e empresário do segmento de engenharia
offshore, Maurício Lamenza, 47 anos, tem um plano de saúde
individual da Amil, desde a década de 1990, e um corporativo,
do Bradesco, mais recente. Segundo ele, a resolução
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
definindo as regras de adaptação e migração
de contratos antigos para os novos, facilitará a decisão
de manter ou não o primeiro plano.
“Gostaria de passar o plano corporativo para um plano
de pessoa física, mas não sei dizer se é vantajoso.
Agora, com essa possibilidade de migração dos antigos,
terei mais opções”, afirma Lamenza, que está entre
os 9 milhões de clientes de planos com contratos anteriores
a janeiro de 1999.
A Resolução Normativa 254 da ANS passou a vigorar
em 4 de agosto e deve facilitar a mudança de planos antigos
para os novos. De acordo com a agência, alterar os contratos
dá segurança e garantias oferecidas pela regulamentação,
resultado da Lei 9.656/98.
“Esse tema já era um direito do beneficiário,
desde a lei que regulamentou o setor. O que a agência fez
agora foi definir as regras para que ocorra essa adaptação
ou migração dos contratos antigos para os novos”,
diz a gerente Atuarial e de Financiamentos dos Produtos da ANS,
Rosana Neves.
Ela esclarece
que o cliente não precisa fazer alterações
imediatamente. A mudança pode ser feita a qualquer momento,desde
que o usuário a considere positiva para ele.
“A opção é do beneficiário.
Ele pode escolher ficar com o contrato antigo ou mudar. Para
isso, deve observar o que diz cada contrato, para decidir com
qual ficará”, recomenda Rosana Neves.
A migração é a celebração
de um novo plano de saúde dentro da mesma operadora. Já na
adaptação, feita por meio de aditivo contratual,
a empresa deve apresentar proposta ao consumidor, demonstrando
o ajuste do valor a ser pago pela ampliação das
coberturas. Esse acerto será, no máximo, de 20,59%.
A ANS recomenda
o guia de planos de saúde para verificar
as opções de planos compatíveis.
Vantagens
Acesso ao
rol de procedimentos e eventos em saúde e às
suas atualizações.
Limitação do reajuste anual por variação
de custo, para os planos individuais, ao percentual autorizado
pela ANS.
Adaptação das faixas etárias
ao Estatuto do Idoso.
Maior potencial
de efetividade na fiscalização
por parte da ANS.
Individual ou Familiar
Adaptação
Após ampliação do contrato atual, o beneficiário
passa a ter direito às coberturas mínimas obrigatórias
da ANS, mantendo as que já eram previstas.
Na troca,
a mensalidade pode subir até 20,59%.
Migração
O usuário contrata um novo plano de saúde dentro
de sua própria operadora no lugar do antigo.
A contratação do novo plano sem carência
será possível para os convênios compatíveis
indicados no relatório do guia da ANS. Exemplo: plano
hospitalar para hospitalar, na mesma faixa de preço ou
inferior.
Valor da
mensalidade será o mesmo cobrado pela empresa
na tabela de vendas.
Plano Coletivo
Contrato
será atualizado.
Com prazo
indeterminado de vigência, não há obrigação
de o contrato ser ajustado. Não receberá novos
clientes a partir de 4/8/2012, ressalvada a inclusão de
cônjuge e filhos.
Istoé
Essas
pessoas ajudam a medicina a avançar
Portadoras
de condições especiais, elas desafiaram
a ciência. O estudo de seus casos resultou na criação
de tratamentos para eles e para outros
Por Mônica
Tarantino
A história ensina que os avanços na ciência
ocorrem de maneiras variadas – resultados de uma descoberta
acidental ou de anos e anos de obstinação à procura
de uma resposta, por exemplo. Boa parte dos progressos acontece
também por causa de pacientes muito especiais. Portadores
de peculiaridades que os diferenciam dos demais, eles se tornam
alvo tão grande de atenção que, a partir
dos estudos feitos sobre seus casos, obtém-se conhecimento
suficiente para gerar tratamentos para eles próprios e
também para outros. São pessoas que ajudam a medicina
a avançar.
O caso mais
recente é o dos gêmeos americanos Noah
e Alexis Beery, 13 anos. Eles são portadores de distonia,
doença caracterizada por movimentos e espasmos involuntários.
Como os sintomas se agravavam, seus pais decidiram submetê-los
ao sequenciamento completo do código genético. “Foi
encontrada uma mutação que permitiu entender a
forma rara de distonia dos meus filhos”, disse à ISTOÉ Joe
Beery, um dos dirigentes da Life Technologies, empresa que faz
mapeamento do DNA. A identificação da alteração
levou os médicos a fazer ajustes na terapia. Enquanto
na forma comum da doença há necessidade de repor
com remédios a substância cerebral dopamina, na
forma verificada nos gêmeos é importante também
ajustar a serotonina. “Outras pessoas nas mesmas condições
se beneficiarão dessa informação. É um
novo caminho”, disse à ISTOÉ a neurocientista
Jennifer Friedman, da Universidade da Califórnia. A história
dos gêmeos foi descrita em edição da revista “Nature”.
A garota
Tyche Costa, 16 anos, também está no
centro de um avanço. Após o nascimento da menina,
diagnosticada com síndrome de Down, seu pai, o neurocientista
brasileiro Alberto Costa, resolveu se dedicar ao estudo do problema.
Atualmente, na Universidade do Colorado (EUA), ele conduz estudos
com a substância memantina – droga usada no tratamento
da doença de Alzheimer –, em 40 portadores da síndrome.
Vinte recebem comprimidos de memantina; os outros tomam placebo.
Seu intuito é melhorar a capacidade de aprender dessas
pessoas. Ele faz questão de esclarecer que ainda não
existe medicação capaz de melhorar o potencial
cognitivo dos portadores e que, apesar dos resultados promissores,
a memantina ainda está em teste. “Minha esperança,
como cientista e pai, é que a droga ajude a combater certos
problemas cognitivos em pessoas com Down”, disse à ISTOÉ.
Tyche tem uma compreensão limitada do que o pai faz no
laboratório. “Mas ela demonstra interesse progressivo
em trabalho de pesquisa. Espero incluí-la em estudos clínicos
e como um membro do meu grupo de estudo”, diz Costa. “Meu
amor por minha filha e seu amor por mim são os maiores
estímulos que uma pessoa pode pedir.”
O caso da
brasiliense Auristela Silva, 21 anos, também
chama a atenção. Na semana passada, sua história
foi apresentada em um congresso na Mongólia por ser uma
experiência pioneira. “Ela é portadora de
aglossia, alteração em que a pessoa nasce sem língua”,
explica o cirurgião bucomaxilar Frederico Salles, de Brasília.
Dos seis aos 21 anos, a menina foi cuidada por uma equipe reunida
por Salles junto com o ortodontista Jorge Faber, da Universidade
de Brasília. O grupo tratou as sequelas da doença
e deu qualidade de vida à menina. Uma das inovações
deste caso foi uma cirurgia para restaurar o maxilar de Auristela
quando ainda era criança, para garantir o desenvolvimento
dos ossos no formato adequado. “Auristela é o primeiro
caso de sucesso relatado na história da medicina”,
diz Faber, que aplicará a mesma conduta em dois outros
pacientes com características semelhantes às da
garota. “Graças a esses especialistas, sou uma garota
normal”, diz Auristela, que pretende cursar nutrição
em universidade pública.
A atriz Julie
Andrews, 75 anos, também inspirou a ciência.
Ela consultou um especialista porque havia perdido a voz após
uma cirurgia para remover cistos que deixou cicatrizes nas cordas
vocais. Motivado pela visita de Julie, Steven Zeitels, da Universidade
de Harvard, levou adiante seus estudos e criou um gel que melhora
a flexibilidade de tecidos das cordas vocais e ajuda na recuperação
da fala. O produto será testado em dez pacientes com danos
nas cordas vocais.
Saúde
Business Web
Planos
de saúde
para idosos e deficientes
Por Henrique Oti Shinomata
ANS publica
súmula
sobre o assunto
No dia 29.07,
a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) publicou a súmula normativa 19 que informa a comercialização
dos planos de saúde e prevê que não deve
haver desestímulo, impedimentos ou dificuldades no acesso
ou ingresso de beneficiários em decorrência da idade,
condição de saúde ou por portar deficiência
por parte das operadoras de planos privados de assistência à saúde.
Adoção de práticas ou políticas
de comercialização restritivas direcionadas a tais
beneficiários, também não podem ser realizadas.
Operadoras que adotarem tais métodos ilegais estarão
em desacordo tanto com as regras que regem o estatuto do idoso
quanto à resolução normativa 124 da ANS,
publicada em março/2006. Para tais discriminações
ou dificuldades impostas é aplicada uma multa de R$ 50
mil como penalidade para ao impedir ou restringir a participação
do consumidor no benefício.
Esse é um assunto bastante discutido e que gera polêmicas.
Tanto que nessa semana, o programa ‘CQC’ (Band) mostrou
um caso de denúncia sobre o tratamento que o idoso recebe
das operadoras de planos de saúde no momento da contratação
do serviço.
Quando o
consumidor, em qualquer idade, procura uma operadora para contratar
um
plano individual coletivo a mesma pode solicitar
exames para avaliar a situação num todo da saúde
do paciente. Por lei, se constatado que o paciente possui algum
tipo de doença ou lesão pré-existente, as
operadoras são obrigadas a oferecer a Cobertura Parcial
Temporária (CPT) cabendo ao consumidor adquiri-la ou se
eximir e ter um agravamento do valor do prêmio (mensalidade)
para ter acesso a cobertura do plano contratado. A CPT restringe
a cobertura do beneficiário, que terá direito a
toda cobertura depois de dois anos.
As pessoas
da “melhor” idade devem ter muito cuidado
quando for assinar com a operadora de saúde e solicitar
a lista de exames que não terão direito nos 24
meses iniciais da cobertura, também negociar um acordo
mais favorável para que a sua saúde não
fique mais comprometida devido à falta dessas coberturas.
A ANS pode
ajudar alterando essa item da lei da saúde
suplementar onde o cidadão possa ter a possibilidade de
realizar esses exames, nesse período no sistema de franquia,
co-participação que atenue essa distorção
da lei para com a saúde dos indivíduos que mais
necessitam da assistência médica.
Segs
Resolução
Normativa 254 em vigor
Começou vigorar os termos da Resolução
Normativa nº 254, da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), que dispõe sobre a adaptação
e migração de contratos individuais/familiares
e coletivos antigos. A resolução poderá beneficiar
cerca de 9 milhões de usuários de planos de saúde
que hoje não são regulamentados pela ANS, pois
foram firmados antes de janeiro de 1999, quando entrou em vigor
a Lei nº 9.656/98, que regula o setor de planos de saúde.
Com a nova resolução, a ANS busca incentivar os
beneficiários a alterar seus contratos para que tenham
a segurança e as garantias trazidas pela regulamentação
do setor, tais como regras de reajuste, garantia às coberturas
mínimas obrigatórias listadas no Rol de Procedimentos
e Eventos em Saúde e, posteriormente, utilizar a Portabilidade
de Carências. A ANS lista as principais vantagens comuns à adaptação,
que se realiza por meio de um aditivo contratual, e à migração,
que é a celebração de um novo plano de saúde
dentro da mesma operadora, como acesso ao Rol de Procedimentos
e Eventos em Saúde e às suas atualizações;
vedação de nova contagem dos períodos de
carência;limitação do reajuste anual por
variação de custo para os planos individuais ao
percentual divulgado e autorizado pela ANS; adequação
das faixas etárias ao estatuto do idoso; e maior potencial
de efetividade na fiscalização por parte da ANS.
Na adaptação, a operadora deve apresentar proposta
ao beneficiário, demonstrando o ajuste do valor a ser
pago relativo à ampliação das coberturas.
Este ajuste poderá ser até o limite máximo
de 20,59%. Na migração, o consumidor deverá utilizar
o Guia de Planos de Saúde, disponível no site da
ANS, para verificar as opções de planos compatíveis
com o seu. O preço do plano compatível será o
valor dos planos disponíveis no mercado.
Consultor
Jurídico
Planos devem fazer cirurgias reparadoras
Por Camila
Ribeiro de Mendonça
Operações reparadoras pós-cirurgia de redução
de estômago não são meramente estéticas.
Com esse entendimento, a juíza Maria da Penha Nobre Mauro,
da 5ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, concedeu
liminar para obrigar seis planos de saúde a autorizarem
as intervenções reparadoras quando houver indicação
médica para tanto. A decisão é válida
para os planos: Unimed, Assim, Amil, Bradesco Saúde, Cassi
e Pame. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 20
mil por cirurgia recusada. Cabe recurso.
O pedido
foi feito pelo defensor público Fábio
Schwartz. Segundo ele, a não retirada do excesso de pele
no tratamento de obesidade mórbida, ocasionado pela drástica
perda de peso, pode gerar diversos problemas como: dificuldade
de locomoção; assaduras e infecções;
deformidade evidente; e baixa auto-estima. Para o defensor, a
cirurgia ultrapassa os limites estéticos. Ele usou jurisprudência
do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu a cirurgia
a uma mulher. Afirmou também que a própria sociedade
médica a considera uma etapa necessária ao tratamento
da obesidade mórbida.
A juíza afirmou que “as cirurgias de remoção
de excesso de pele (retirada do avental abdominal, mamoplastia
redutora e a dermolipoctomia braçal) consistem no tratamento
indicado contra infecções e manifestações
propensas a ocorrer nas regiões onde a pele dobra sobre
si mesma, o que afasta, inequivocamente, a tese sufragada pela
parte ora recorrente no sentido de que tais cirurgias possuem
finalidade estética”.
Para advogado
Bruno Boris, do escritório Fragatta Antunes,
o posicionamento dos planos de saúde é claro e “expressa
a reclusão de procedimentos cirúrgicos para fins
estéticos”. O advogado diz: “Certamente os
planos vão recorrer. É muito comum alegarem que
não está no hall da ANS e caberá ao juízo
analisar se essa ausência de exclusão no hall da
ANS viola ou não o direito do consumidor".
Para ler a liminar acesse o link: http://s.conjur.com.br/dl/liminarautorizandocirurgiareparatoriapar.pdf
Domingo, 14.08.11
Folha
de São
Paulo
Tendências
/ Debates
InCor,
instituição cada vez mais saudável
Por Fábio Jatene, presidente do conselho diretor do InCor;
Jorge Kalil, presidente do conselho curador da Fundação
Zerbini e Erney Camargo, diretor-presidente da Fundação
Zerbini
A força do InCor é tamanha que, mesmo nos momentos
de maior aperto financeiro da fundação, o hospital
nunca deixou de crescer na ciência
Por ser uma
instituição de excelência reconhecida
pelos brasileiros como um patrimônio que lhes pertence, é natural
que o InCor (Instituto do Coração) esteja sempre
sob o foco das atenções, principalmente da imprensa.
Isso é louvável, já que a população
tem o direito de ser corretamente informada sobre dados que,
de resto, são apresentados publicamente pelo instituto.
As atuais
administrações do InCor e de sua entidade
de apoio, a Fundação Zerbini (FZ), com a transparência
e o profissionalismo que lhes são característicos,
vêm à publico com esse propósito de esclarecimento.
Vamos aos fatos: além de continuar líder na ciência
em cardiopneumologia no Brasil e na América Latina, o
InCor tem feito, de forma consistente, investimentos na modernização
de seu parque tecnológico.
Entre 2009
e 2010, mais de R$ 60 milhões dos governos
federal e estadual foram investidos em equipamentos de última
geração no hospital. Assim, nossos serviços
de hemodinâmica, de cardiologia intervencionista, de medicina
nuclear e de centro cirúrgico estão em patamares
de primeira linha mundial.
O hospital
prepara-se para inaugurar a primeira sala cirúrgica
híbrida do Brasil, com recursos de cirurgia e de diagnóstico,
e o mais moderno centro de operações de vias aéreas
da América Latina.
Conquistamos
também marcas importantes, como a de campeão
brasileiro no transplante de coração e de pulmão.
Nos próximos três anos, investimentos públicos
modernizarão a infraestrutura das áreas de pesquisa,
emergência e hemodinâmica do hospital. Contudo, já a
partir de 2012, essa modernização começará a
se intensificar, tendo em vista que a situação
financeira da FZ está controlada.
Com singular
capacidade de geração de recursos
próprios, a fundação segue financeira e
administrativamente saneada, cumprindo em dia todos os seus compromissos,
sem recorrer a um centavo dos bancos. Sua dívida reduziu-se
de R$ 336 milhões, em 2007, para atuais R$ 102 milhões.
Essa dívida, paga majoritariamente pela FZ, refere-se à construção
de um patrimônio, o bloco 2, que é, de fato, do
governo do Estado de São Paulo, ou seja, de toda a população.
A força do InCor é tamanha que, mesmo nos momentos
de maior aperto financeiro da fundação, entre 2005
e 2008, o hospital nunca deixou de crescer na ciência,
mantendo a liderança da produção científica
em sua especialidade.
Nessa área, o InCor não apenas continua líder
como também qualificou melhor sua produção,
crescendo em indicadores importantes.
Entre 2009
e 2010, a publicação do instituto em
revistas indexadas internacionais saltou de 286 para 326 artigos.
No mesmo período, as pesquisas em andamento aumentaram
de 759 para 862 protocolos.
No ensino,
os números refletem mudanças que privilegiam
mais a qualidade do que a quantidade de alunos; a agilidade da
estrutura de ensino à burocracia.
No atendimento,
o instituto prepara-se para ajustar a demanda de seu ambulatório e do serviço de emergência à sua
capacidade instalada, em diálogo com outros serviços
de saúde do Estado e com o apoio da sua Secretaria da
Saúde.
A meta não é crescer mais ainda nessa área,
mas aprofundar seu papel de hospital universitário, com
a missão de prestar atendimento de alta complexidade qualificado,
sempre vinculado à pesquisa de excelência e ao ensino
de qualidade.
Sua responsabilidade
social é apontar as melhores diretrizes
de tratamento em sua especialidade para as várias instâncias
do sistema de saúde brasileiro, de maneira que toda a
população, e não somente aquela que tem
acesso ao InCor, possa ser beneficiada com o conhecimento de
ponta.
Folha
de São
Paulo
Gigante
da saúde
investe R$ 10 mi em unidade no Brasil
Com o A.C.
Camargo, a Cardinal vai montar aparelho que produz radiofármacos
para exames e tratamentos
Grupo chega
quando o Congresso discute a quebra do monopólio
estatal do insumo, que gira US$ 6 bi nos EUA
Por Cláudia
Collucci
Líder mundial em produtos de saúde, com receita
anual de US$ 103 bilhões, a norte-americana Cardinal Health
abrirá unidade no Brasil, a primeira na América
do Sul.
Na próxima terça, a empresa assina parceria com
o Hospital do Câncer A.C. Camargo, de São Paulo,
referência em atendimento, ensino e pesquisa oncológica.
O investimento
inicial será de R$ 10 milhões e
envolve a montagem de um ciclotron, aparelho que produz radiofármacos,
usados principalmente em exames de imagem (como tomografias)
e tratamentos (radioterapia).
Segundo Irlau
Machado, CEO do A.C. Camargo, além de insumos,
a parceria com a Cardinal permitirá a abertura de linhas
de pesquisas de novos marcadores para o diagnóstico e
terapia de várias doenças, como o câncer.
"É uma tecnologia muito promissora, e a proximidade
com a fábrica nos trará mais ideias e possibilidades
de inovação", diz ele.
John Rademacher,
presidente mundial da divisão de medicina
nuclear da Cardinal, disse à Folha que só detalhará na
próxima terça-feira os projetos que pretende desenvolver
no Brasil.
A Cardinal
chega ao país em um momento estratégico.
O Congresso estuda a quebra total do monopólio estatal
da produção e venda de radiofármacos. Nos
EUA, o mercado movimenta cerca US$ 6 bilhões por ano.
Parte desse
material (radiofármacos de meia-vida curta)
já tinha sido liberada para a iniciativa privada em 2006,
quando a emenda nº 49 alterou o texto constitucional que
garantia o monopólio da União.
Mas o filão desse mercado são os radiofármacos
de meia-vida maior, como o tecnésio-99, usado em cerca
de 90% dos exames de medicina nuclear no país (cintilografias,
por exemplo).
Importação
Hoje o Brasil
importa esse material do Canadá, maior
produtor mundial. Semanalmente, a matéria-prima do tecnésio
(molibdênio-99) chega ao Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas
e Nucleares), que fraciona o material e o distribui para os serviços
de saúde.
Em 2010,
o país sofreu uma crise no abastecimento porque
o reator canadense --responsável por 40% da produção
mundial do molibdênio-99 e por toda a demanda brasileira--
parou de operar por problemas técnicos.
Para Jair
Mengatti, diretor de radiofarmácia do Ipen,
se houver quebra total do monopólio de radiofármacos,
a estatal CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear)
não terá como competir. "Especialmente se
mantida a estrutura atual, sem a agilidade gerencial e financeira
que grandes multinacionais, como a Cardinal, têm."
Segundo Irlau
Machado, inicialmente o foco da Cardinal no A.C. Camargo será na produção de radiofármacos
de meia-vida curta (FDG), usado em um sofisticado exame de imagem,
chamado PET-CT, capaz de identificar o câncer em estágio
inicial e mostrar em tempo real como o corpo reage ao tratamento.
O A.C. Camargo é a instituição que mais
realiza o exame no país --35 por dia, em média--
e gasta R$ 5 milhões anualmente na compra desses insumos.
O Ipen é o principal fornecedor.
O Icesp (Instituto
do Câncer do Estado de São Paulo
Octavio Frias de Oliveira) também tem um ciclotron que
produz esse radiofármaco e abastece, além do instituto,
outras unidades do complexo do Hospital das Clínicas que
realizam o PET-CT.
O
Estado de São
Paulo
Testes
de medicamentos movimentam R$ 1,4 bilhão, mas
burocracia atrapalha
Tempo
de aprovação, que pode passar de um ano, é um
dos maiores do mundo; órgãos de regulação ética
e sanitária apontam falta de quadros
Por Alexandre
Gonçalves
Na última década, o Brasil assistiu a um enorme
crescimento no número de medicamentos em teste. Informações
do principal banco de dados mundial indicam, em 2010, um aumento
de 20 vezes na quantidade de novos estudos em comparação
com 2000. O mercado já movimenta R$ 1,4 bilhão
por ano. Cerca de 80% das pesquisas são patrocinadas por
multinacionais.
"O número de ensaios clínicos tem aumentado.
Mas outros países correm a 60 km/h. Nós estamos
a 10 km/h", afirma Gustavo Kesselring, diretor executivo
do ViS, instituto de pesquisa responsável pela estimativa
do mercado brasileiro de ensaios clínicos. "Atualmente,
o setor já movimenta um volume de recursos equivalente
a 9% do déficit da balança comercial em farmacoquímicos.
Imagine sem os entraves burocráticos."
Cerca de
63% dos testes correspondem à fase 3 do desenvolvimento
de novos medicamentos - etapa em que o produto começa
a ser testado em um grupo maior de pessoas, muitas vezes em diversos
países.
Na prática, o porcentual comprova o baixo grau de inovação
da indústria nacional: as fases 1 e 2 - que avaliam segurança
e eficácia preliminar - costumam ocorrer no lugar onde
os fármacos foram criados. No Brasil, elas representam
só 26% dos estudos.
Em 2000,
o ClinicalTrials.gov - base de dados do governo americano para
testes clínicos - registrou 16 novos estudos no Brasil.
Desde então, o número de novas pesquisas cresceu
20 vezes: no ano passado, foram 315.
Discórdia. Todo ensaio clínico no País
demanda uma dupla aprovação: ética - realizada
pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep)
e pelos comitês locais (CEPs) - e sanitária, sob
responsabilidade da Agêncoia Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa).
A Conep,
uma comissão subordinada ao Conselho Nacional
de Saúde (CNS), é o principal alvo das críticas
das empresas, especialmente das multinacionais. A Resolução
196/1996 do CNS ocupa o centro da discórdia.
Ao estabelecer
as atribuições da Conep, a resolução
prevê que ela deve "aprovar e acompanhar os protocolos
de pesquisas coordenadas do exterior ou com participação
estrangeira". Protocolos de estudos nacionais - exceto em
algumas áreas especiais como reprodução
humana ou populações indígenas - só dependem
da aprovação do CEP local.
"O procedimento deve ser o mesmo para instituições
estrangeiras ou nacionais", defende Vitor Harada, diretor-presidente
da Abracro, associação que reúne as maiores
Organizações Representativas de Pesquisas Clínicas
(CROs, na sigla em inglês), empresas contratadas pelas
farmacêuticas para gerenciar os testes clínicos. "Os
critérios éticos são os mesmos. Os CEPs
deveriam julgar os protocolos patrocinados por estrangeiros."
Outros empresários ouvidos pelo Estado sugerem que a
Conep não utiliza só critérios técnicos
para julgar os ensaios, mas ideológicos. Daí o
suposto preconceito com multinacionais.
A coordenadora
da Conep, Gyselle Tannous, discorda e apresenta um argumento
pragmático para centralizar a aprovação
das pesquisas estrangeiras: "Os CEPs são mais vulneráveis à pressão
das grandes indústrias."
Ela recorda
que vários CEPs já foram descredenciados
por problemas éticos. No ano passado, até agosto,
foram desligados 24 comitês locais. No mesmo período,
apenas 20 foram credenciados.
Gyselle afirma
que há o desejo de, gradualmente, transferir
atribuições da Conep para os CEPs. Dessa forma,
a comissão fiscalizaria os comitês locais e só interferiria
em situações especiais.
"Mas ainda não dá para fazer isso",
afirma. Ela defende a capacitação e a acreditação
de todos os CEPs para diminuir possíveis conflitos de
interesse. "Com certeza, a última atribuição
a ser transferida (para os CEPs) será a análise
dos estudos patrocinados por estrangeiros."
Consenso.
Mas todos concordam que é preciso diminuir
o tempo de análise dos protocolos para a pesquisa clínica. "Não
faz sentido demorar mais que 90 dias", afirma Gyselle. Atualmente,
pode ultrapassar um ano.
Ela admite
que a rotatividade dos 13 técnicos que auxiliam
a emissão de pareceres, contratados de forma temporária,
atrapalha o ritmo de trabalho. Na prática, não
cabe a eles autorizar os estudos, mas aos membros da comissão,
que são eleitos no CNS e não recebem salário
para analisar os protocolos. Mesmo assim, o entra e sai dos técnicos
atrapalha. "Levam quatro ou cinco meses para aprender o
ofício e, pouco depois, passam em um concurso e deixam
a Conep." Ela defende a criação de uma carreira
no setor público para a função.
A coordenadora
de pesquisas, ensaios clínicos e medicamentos
novos da Anvisa, Patrícia Andreotti, conta com apenas
sete técnicos para aprovar e acompanhar todos os protocolos
que chegam à agência - calhamaços com centenas
de páginas. Em média, a Anvisa analisa 300 estudos
por ano. "É impossível cumprir os prazos",
afirma Patrícia. "Precisamos de 50 técnicos. É um
pleito antigo da agência."
''Atendimento
VIP'' estimula voluntários a participar
Acompanhamento
médico é visto como maior atrativo
pelos pacientes que se dispõem a fazer parte de pesquisa
Por Alexandre
Gonçalves
A aposentada
Maria Isabel Menescal Fiuza Thiry, de 65 anos, está participando de uma pesquisa clínica para
avaliar a eficácia de um medicamento para osteoporose.
Soube do ensaio clínico por amigas, pouco depois de receber
um diagnóstico da doença.
"Fui muito bem tratada", afirma. Ela comemora os inúmeros
exames e a atenção que recebeu dos médicos.
De tempos em tempos, entregam-lhe um relatório detalhado
sobre sua saúde. Ela conta que já animou companheiras
do prédio onde mora a participar dos estudos.
No protocolo
de pesquisa, ela devia guardar uma hora de jejum após o almoço e ingerir a cápsula do produto.
Maria Isabel ainda não sabe se pertence ao grupo que recebeu
a nova droga ou um produto controle, para comparação.
Seu último retorno será no início do próximo
ano, quando receberá a avaliação final dos
médicos. "Depois, vou esperar um ano (prazo necessário
para participar de um novo estudo) e procurar um ensaio sobre
artrose para me inscrever", comenta.
Ela foi atendida
no CCBR Brasil, um centro de pesquisa clínica
na zona sul do Rio. O médico Luis Augusto Russo dirige
o centro e realizou um estudo, publicado na revista científica
Ciência e Saúde Coletiva em 2008, sobre o perfil
de cem pacientes que participaram de testes clínicos.
Segundo o
trabalho, 59% das pessoas aceitaram participar de um estudo
clínico para "saber mais sobre sua saúde" e
47% mencionaram "beneficiar outras pessoas no futuro" como
um dos motivos para ingressar no teste de medicamentos. Cerca
de 57% tinham renda familiar mensal inferior a R$ 1.050.
Um quarto
concluiu o ensino fundamental, mas 66% chegaram à quarta
série, nível de escolaridade suficiente, segundo
os autores, "para assinar e compreender o que está assinando".
No caso, o termo de consentimento informado que especifica as
regras do estudo. Cerca de 3% tinham ensino superior.
"Tapete vermelho." Para o frei Anacleto Gapski, relator
do Comitê de Ética em Pesquisa da Unifesp, a razão
que leva muitas pessoas a participar dos testes clínicos é clara:
trocar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo "tapete
vermelho" do atendimento diferenciado nos centros de pesquisa
clínica - públicos ou privados.
Augusto Eduardo
Ferraz concorda. Ele é um dos fundadores
da Alleco Trials, uma empresa brasileira que recruta pacientes
para testes clínicos de indústrias nacionais e
estrangeiras. "Temos um banco de dados com mais de 20 mil
pessoas que desejam participar dos ensaios." Ele também
atua na Associação Brasileira de Apoio e Proteção
aos Sujeitos da Pesquisa Clínica (Abraspec) e dá palestras
em associações de classe, sindicatos e comunidades
para explicar as pesquisas clínicas. "A possibilidade
de um acompanhamento sério é o principal motivo
para as pessoas participarem."
A Conep exige
que a empresa assuma o compromisso de fornecer o tratamento
depois
dos testes se o médico considerar
conveniente, algo previsto na Resolução 156/1996
do CNS.
A coordenadora
da comissão, Gyselle Tannous, afirma que
muitos voluntários "nem imaginam seus inúmeros
direitos" e defende a regra. "É justo depois
de contribuir para um estudo que poderá render muito lucro."
Vitor Harada,
diretor-presidente da Abracro, afirma que a exigência
de manter o tratamento depois dos testes clínicos faz
com que muitos estudos não sejam feitos no País.
Ele defende que pessoas com síndromes genéticas
raras e de evolução agressiva, bem como pacientes
com tumores que reagiram bem ao tratamento experimental, continuem
recebendo a medicação. "Mas não dá para
justificar o fornecimento do remédio em doenças
crônicas como diabete ou hipertensão", considera.
Cientistas
querem publicação de todos os dados
obtidos
Por Alexandre
Gonçalves
Em janeiro,
o British Medical Journal publicou artigo sugerindo a divulgação obrigatória de todos os dados
brutos relacionados a pesquisas clínicas. O objetivo é permitir
o escrutínio público e independente dos resultados. "Devemos
considerar qualquer estudo clínico financiado pela indústria
e publicado em revistas científicas como propaganda, até que
se prove o contrário", diz o texto.
O diretor
do Centro Cochrane do Brasil, Álvaro Nagib
Attalah, propõe que estudos clínicos não
sejam coordenados por empresas. "Uma agência do governo
poderia receber o dinheiro da indústria e contratar uma
instituição isenta para realizar a pesquisa clínica:
todos os dados seriam públicos", explica. "Em
troca, se o fármaco fosse aprovado, a empresa ganharia
mais alguns anos de patente." Para o presidente da Associação
da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma),
Antonio Britto, a proposta geraria burocracia e prejudicaria
a criação de novos fármacos.
Diário
do Noroeste
Procon
orienta sobre novas normas para migração
Já estão em vigor as novas regras para usuários
de planos de saúde antigos (com contratos firmados até 1º de
janeiro de 1999) que desejem fazer a adaptação à legislação
atual (Lei 9.656/98) ou migrar para um novo plano.
A Resolução Normativa 254, da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), facilita a mudança,
estabelecendo algumas novidades, como um teto para o reajuste
no valor do plano em caso de adaptação.
De acordo
com a agência, o cliente que optar pela adaptação
ou migração passa a ter direito à lista
de serviços obrigatórios imposta pela ANS e fica
dispensado de cumprir novos prazos de carência.
O Procon-PR
alerta que a decisão é um direito
do consumidor, que, no entanto, pode manter o plano antigo, uma
vez que a opção não é obrigatória
e nenhuma adaptação ou migração pode
ocorrer por decisão unilateral da operadora.
A adaptação é um aditivo ao contrato e
a migração equivale a um novo plano de saúde
dentro da mesma operadora. Se o consumidor resolver optar, a
orientação é fazer uma análise detalhada
das propostas que receber, comparando-as com o contrato original.
Caso não o tenha, é possível solicitar
uma cópia à operadora, lembrando que ele é fundamental
para a comparação. Não será possível
o retorno ao plano antigo após a opção.
Os planos
antigos são regulados pelo Código de
Defesa do Consumidor (CDC) e, muitas vezes, é necessário
recorrer à Justiça para a realização
de cirurgias, exames, ou cobertura de determinadas doenças.
ADAPTAÇÃO - Neste caso, a operadora precisa apresentar
uma proposta, detalhando o ajuste do valor a ser pago com ampliação
das coberturas. A ANS estabeleceu que este ajuste poderá ser
de no máximo de 20,59%.
O consumidor
deverá assinar um termo adicional ao seu
contrato, que entra em vigor de imediato, e terá suas
coberturas ampliadas, sem a necessidade de contagem de carência.
O reajuste anual será o percentual autorizado pela ANS,
sendo mantida a data prevista no contrato de origem nos planos
individual e familiar. Nos contratos coletivos, a data será de
livre negociação, com periodicidade anual.
Todos os
beneficiários do contrato deverão ser
incluídos na adaptação e a opção
do titular produz efeitos em relação a todos eles.
A ampliação de cobertura não pode alterar
as cláusulas do contrato de origem em relação
aos procedimentos já cobertos e demais cláusulas
que sejam compatíveis com a legislação em
vigor e que devem ser mantidas.
As propostas
devem ser redigidas de forma clara e precisa, em linguagem
de fácil compreensão, sendo obrigatório
o destaque das cláusulas restritivas de direitos dos beneficiários.
MIGRAÇÃO - Para efetuar a migração,
o consumidor precisará utilizar o Guia de Planos de Saúde
e verificar as opções de planos compatíveis
com o seu. Se migrar na mesma operadora, não haverá nova
contagem de carências e a migração pode ser
exercida individualmente ou pelo grupo.
O preço do plano terá o valor de mercado e será assinado
um novo contrato. A migração pode ser exercida
individualmente ou por todo o grupo familiar vinculado ao contrato,
mediante o requerimento de cada beneficiário.
A proposta
de migração deve, igualmente, ser redigida
de forma clara e de fácil compreensão, com destaque
a cláusulas restritivas, condições ou termos,
reajuste anual e por faixa etária, e a indicação
da data do início de vigência do novo contrato.
Sábado,
13.08.11
Isaude.net
São
Paulo vai premiar hospitais que desenvolverem boas iniciativas
ambientais
Objetivo é estimular uma cultura de preservação
ambiental com nsoluções práticas e ecologicamente
viáveis
A Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo vai
premiar hospitais, institutos, fundações e autarquias
que se destacaram em ações de qualidade ambiental,
entre os anos de 2010 e 2011.
Além de premiar, a condecoração " Amigo
do Meio Ambiente" tem como objetivo estimular estas instituições
a desenvolverem nos locais de trabalho uma cultura de preservação
ambiental, adotando soluções práticas e
ecologicamente viáveis.
Entre alguns
exemplos de ações estão a
reciclagem de materiais, coleta seletiva de lixo, educação
ambiental para a comunidade, redução do uso do
mercúrio, plantio de árvores, tratamento de efluentes,
economia no uso de água e energia elétrica e gerenciamento
de resíduos perigosos, entre outras.
Para concorrer
ao " Amigo do Meio Ambiente 2011" os órgãos
interessados devem apresentar, até o dia 2 de setembro,
projeto descritivo sobre as ações. Para mais informações
sobre o regulamento do concurso, clique aqui
De acordo
com a secretaria, os trabalhos serão julgados
por uma comissão nomeada pela Assessoria de Comunicação
Social da Secretaria, e os vencedores receberão uma placa
decorativa. Durante o processo de avaliação, os
jurados poderão agendar visitas para conhecer o projeto
inscrito in loco.
Os órgãos contemplados serão conhecidos
na abertura do IV Seminário Hospitais Saudáveis
2011, evento a ser realizado no dia 26 de setembro.
Folha
de São
Paulo
Cientistas dos EUA testam vacina contra febre 'prima' da dengue
Pesquisadores
desenvolveram uma vacina contra a chikungunya, febre transmitida
por mosquitos
e que causa dores nas articulações.
A doença ataca principalmente pessoas na Índia,
no Sudeste Asiático e na África.
No Brasil,
há poucos casos documentados. Mas, como o
vírus é transmitido pelo mesmo mosquito que carrega
a dengue, o Aedes aegypti, teme-se que a doença cresça.
Nos testes,
publicados na revista "PLoS Pathogens" por
pesquisadores do CDC (Centers for Disease Control and Prevention)
e de universidades americanas, uma só dose da vacina protegeu
roedores contra a infecção.
O próximo passo é a autorização
para testes em humanos.
Para criar
o medicamento, os cientistas usaram uma versão
do vírus da chikungunya geneticamente modificada, incapaz
de causar a doença ou infectar mosquitos. Mesmo assim,
ela é capaz de criar a resposta imunológica à doença
e proteger o paciente de possíveis infecções.
A vacina
de vírus vivo é mais barata, uma vantagem
tendo em vista que as regiões afetadas pela doença
estão em países pobres.
A febre chikungunya é considerada menos letal do que
a dengue. Os sintomas iniciais são quase iguais aos da
dengue: febre acima de 39 graus, enjoo, vômitos, vermelhidão
na pele e dores musculares.
Uma das características que a diferencia da dengue é a
dor forte nas articulações, que pode ser confundida
com artrite. Nos casos mais graves, as dores podem durar até cinco
anos.
Folha
de São
Paulo
Prevenção
contra Aids
Por Cláudia
Collucci
Capital gasta
18% da verba de prevenção contra
Aids
Para pesquisador,
baixa execução está ligada
a aumento de casos
Secretaria
Municipal de Saúde de São Paulo afirma
que, no geral, atingiu metas previstas para o ano passado
O Programa
Municipal de Aids de São Paulo, ligado à Secretaria
Municipal de Saúde, gastou em 2010 só R$ 2,95 milhões
dos R$ 16 milhões (18%) previstos para prevenção
da Aids e capacitação de profissionais. São
Paulo concentra o maior número de casos de Aids do país.
A verba faz
parte do PAM (Plano de Ações e Metas),
que envolve recursos municipais e federais, na ordem de R$ 48
milhões (em 2010).
A meta para
2010 era ter ampliado em 10% a testagem sorológica
de HIV, sífilis e hepatite B e C na rede municipal. Para
isso, foram programados R$ 9,645 milhões. Mas só foram
gastos R$ 1.350.
O município também gastou 31% (R$ 1,286 milhão)
dos recursos previstos para a distribuição de camisinhas,
e 40% (dos R$ 40 milhões programados) para a distribuição
de gel lubrificante.
A secretaria
diz que não houve necessidade de aplicação
dos recursos nessas áreas. Argumenta que, no geral, o
PAM de 2010 atingiu as metas. Para especialistas e ONGs que trabalham
na área de DST/Aids, a prevenção ainda é uma área
crítica.
A sífilis, por exemplo, vem aumentando entre gestantes.
De 2007 a 2009, houve aumento de 151% de ocorrências (de
312 para 785). Daí a necessidade de ampliar a testagem
sorológica, diz o infectologista Caio Rosenthal.
"E não é só entre as gestantes. Ainda
estávamos tabulando os dados, mas a impressão é que
há um aumento geral", afirma.
Para o médico, também é preciso ampliar
a testagem do HIV a todos os grupos etários. "Atendo
muitos casos de pessoas que estão se infectando recentemente."
A epidemia
de Aids na capital tem ainda características
específicas e, na avaliação dos ativistas,
necessita de ações preventivas também específicas.
Há, por exemplo, uma tendência de crescimento de
casos entre os mais "maduros" (40 e 59 anos) e, entre
os homossexuais infectados, existe um predomínio de casos
na região centro-oeste -onde há concentração
de travestis e profissionais do sexo.
Na avaliação de Mario Sheffer, pesquisador da
USP e coordenador do grupo Vidda, a baixa execução
na prevenção está diretamente ligada ao
aumento de novas infecções pelo HIV na capital.
"A prefeitura deixou de investir justamente na prevenção
dirigida a grupos mais vulneráveis."
O coordenador
do movimento de ONGs de Aids da capital, Américo
Nunes, disse que tanto as organizações que atendem
pacientes como o Conselho Municipal de Saúde esperam explicações
da Secretaria Municipal da Saúde sobre a insuficiência
de gastos em prevenção. Prefeitura diz que não
há falta de nenhum material
Por meio
de nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou
que não há falta de insumos, preservativos, testes
rápidos ou qualquer outro material de prevenção
o programa DST/Aids.
"A distribuição anual de preservativos, por
exemplo, passou de R$ 10 milhões, em 2003, para R$ 47,5
milhões, em 2010", disse.
Segundo a
secretaria, o PAM (Plano de Ações e
Metas) só tem continuidade para o ano seguinte após
ser aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde e ter parecer
do Ministério da Saúde e do governo do Estado -o
que aconteceu.
Sobre o fato
de não ter atingido as metas em prevenção,
a secretaria explica que, quando se faz o planejamento financeiro,
há necessidade de reservas orçamentárias
destinadas a garantir a oferta de insumos e testes à população
em condições adversas ou imprevisíveis.
Na falta
dessas situações, não haveria
razão para o investimento.
"A destinação dos recursos está diretamente
relacionada à procura dos insumos e testes pela população.
Além disso, os insumos são materiais perecíveis
e, por isso, não é possível reservar grandes
estoques."
Correio Braziliense
Atenção às
vacinas
Médico da família por mais de 35 anos, o catarinense
radicado em Brasília critica o que vê como "excesso
de imunização" no Brasil
Depois de
passar 15 meses viajando por Minas Gerais, por Goiás
e pelo Distrito Federal, com o objetivo de reunir dados para
escrever um livro sobre medicina comunitária, Rui Nogueira,
71 anos, nascido em Blumenau e formado pela Universidade Federal
do Rio de Janeiro, resolveu publicar o livro Medicina social,
com apoio do Sindicato dos Médicos do DF, da Federação
Nacional dos Médicos e da Associação Médica
Brasileira.
Um dos capítulos que mais chama a atenção
diz respeito a vacinas. Nele, o autor anexa bulas de fabricantes
e confronta-os com as cópias de 40 cartões de crianças
com mais de 4 anos. Esse é o tema da entrevista que Nogueira
concedeu ao Correio. Para o médico, existe uma indústria
da vacina, uma indústria da doença e uma indústria
da prevenção. No dia em que o Brasil realiza mais
uma etapa da bem-sucedida campanha antipoliomielite, é importante
ressaltar que ele deixa claro não ser contra vacinas,
mas sim contra o uso excessivo delas. O pior, segundo ele, é que
no Brasil “não há fiscalização,
não há controle nem acompanhamento do processo
de imunização dos bebês”.
Segundo o
médico, que chegou em Brasília em 1967
e foi um dos 60 pioneiros em clínica e cirurgia a atuarem
no Hospital do Gama, o sistema de saúde precisa rever
seus postulados e investir mais na medicina comunitária.
Ao
completar 18 meses, o bebê brasileiro já recebeu
36 doses de vacinas das mais variadas. Na sua opinião,
qual seria a quantidade necessária para fortalecer o sistema
imunológico da criança?
Primeiro,
quero dizer que não sou, jamais poderia ser
contra vacinas, até porque sempre trabalhei com ações
básicas de saúde e sei que as vacinas são
maravilhosas. Elas permitiram erradicar algumas doenças,
como a varíola, que matou 500 milhões de pessoas
só no século 20. E a poliomielite está praticamente
erradicada. No caso dessa vacina (Sabin), porém, estão
usando doses demais sem necessidade. O problema é que
o século 20 e o atual colocaram nas pessoas uma mentalidade
de que o dinheiro é a própria riqueza, mas quando
isso acontece, a pessoa perde os valores.
O
senhor está querendo
dizer que a vacina se transformou em mercadoria?
Sim, claro.
Quem não quer produzir uma coisa que está sendo
usada pelo mundo inteiro, que está sendo comprada pelos
governos? É isso que ocorre com o cartel da vacinação.
Eles produzem uma vacina e ela é usada no mundo todo.
Outra questão é que o caos da saúde nunca
vai ser resolvido por hospital, porque hospital é a medicina
curativa em si e essa resolve, no máximo, 10% da demanda.
O resto se resolve com ações básicas de
saúde, de prevenção, de educação
e de promoção da saúde. E você sabe
que há um propósito em desvirtuar essa questão,
porque ação básica de saúde bem executada
diminui o consumo de medicamentos, de exames, de equipamentos.
Cria-se
um ciclo de compra construído pela mentalidade
moderna de se vender tudo...
Exatamente.
As próprias pessoas são induzidas
a acreditar que, para ter saúde, elas têm de comprar
a longevidade de alguma maneira, têm de comprar vitamina
em vez de comer vitamina. Tudo é condicionado à compra
e isso tem sido muito aproveitado pelas empresas financeiras.
Também serve para traduzir o que se passa no capítulo
das vacinas.
O
senhor acha que há um excesso proposital de doses?
Vou dar um
exemplo. Nos Estados Unidos, as taxas de mortalidade infantil
estão aumentando e lá eles fazem 36 vacinações
até 18 meses, igual ao Brasil. Na Europa e no Japão,
contudo, eles fazem 12 e imunizam do mesmo jeito — e, lá,
as taxas estão estáveis. O que quero dizer é que,
fazendo um excesso de vacinação, você agride
o sistema imunológico da criança. Outra coisa perigosa é que
hoje as vacinas abrigam substâncias adjuvantes, mesmo havendo
estudos no mundo inteiro provando que alguns desses adjuvantes
têm consequências. Por exemplo, o esqualeno e o tiomersal,
que é o mercúrio; tem também o alumínio.
O problema é que você não pode comprovar
100%, por exemplo, que o mercúrio é responsável
por autismo, por esclerose múltipla e por outras doenças
neurológicas às quais ele está associado,
porque essas doenças são todas decorrentes de fatores
multicausais.
O
senhor poderia explicar melhor por que o excesso de vacinas é prejudicial à criança?
Nós somos um pudim químico. São 72% de água
na composição do corpo, e na água está tudo
dissolvido, reagindo o tempo todo. O osso, que é tão
duro, possui 22% de água. O cérebro da criança
quando nasce tem 92% de água. Está tudo ali em
suspensão, se misturando, vazando… e o bebê não
tem ainda formado o seu sistema de defesa. Então, é um
pudim mesmo, na acepção da palavra. O bebê não
tem ainda aquilo que chamamos de barreira hematoencefálica — a
barreira entre os vasinhos que estão dentro do cérebro
e a massa cerebral propriamente dita. Os vasos formam uma redezinha
tubular, que tem abertura, as substâncias passam por ali
e, de repente, o cálcio, o alumínio, o mercúrio
vão para o encéfalo, porque a barreira ainda não
existe. Isso é muito grave.
No
Japão e na Europa, eles dão duas doses da proteção
contra poliomielite. No Brasil, são três ou mais.
Como eles conseguem o mesmo grau de imunização?
No Japão, são duas, como em todos os países
que têm mais fiscalização, mas, no Brasil,
no calendário oficial, são três doses. O
que ocorre é que as crianças tomam as vacinas da
campanha e isso foge do controle. O objetivo de uma campanha
contra a pólio é pegar os fugitivos, quem não
se vacinou, para isso existe a campanha. Uma vez, eu estava rodando
pelos postos de saúde e uma enfermeira me chamou e disse: “Doutor
Rui, eu acho que estão dando vacina demais nas crianças”.
Eu desconfiava disso e então fui andar por outros centros
de saúde de Minas e de Goiás, por algum tempo.
Comecei a fazer uma pesquisa que eu sempre quis fazer. Então,
saí e passsei a fotografar os cartões de vacina
das crianças de mais de 4 anos. Depois de um tempo, vi
em um dos cartões que, na vacina de hepatite B, por exemplo,
deram três doses, duas excedentes. Fui investigar direito
e vi que isso aconteceu em mais de 200 cartões. Isso significa
que não tem fiscalização, não tem
acompanhamento. Lá no Japão, é diferente:
preenchem um formulário, fazem uma verdadeira anamnese,
o médico examina a criança e só depois é que
manda vacinar. Eu tenho cartões com sete doses excedentes
de vacina Sabin.
Diante
dessa análise,
o que poderia ser feito para corrigir as falhas?
O que se
pode concluir de tudo isso é que ou o programa
do governo está errado ou as bulas das vacinas estão
erradas. A solução, porém, não seria
difícil, porque temos muita gente boa, muitos profissionais
competentes. Há uma coisa, no entanto, que se chama “conflito
de interesses”. O que está ocorrendo é que
quem decide a política de campanhas de vacinação é o
mesmo profissional que trabalha na cúpula do sistema de
saúde, aquele que está nas organizações
internacionais e nos laboratórios. Eles têm aquilo
que chamam de conflito de interesses, mas raramente declaram
isso.
Que
vacinas o senhor descartaria se tivesse nas mãos
a política nacional de imunização?
Para começar, a de hepatite B, porque não há nenhuma
vantagem nessa vacina (ele ressalta o fato de a doença
ser transmitida por contato sanguíneo e pelo sexo). Na
base das ações, estariam dois princípios
fundamentais — o da precaução e o da credibilidade
na vacina. Depois, poderia sugerir que o programa ficasse mais
enxuto. Pediria para analisar as vacinas de uma em uma. A BCG,
por exemplo. Acho que não precisava ser aplicada na hora
em que o bebê nasce; poderia ser com dois, três meses
depois, como se fazia antigamente, que era com 6 meses. Sarampo
só se fazia depois de sete meses. Da tetravalente (difteria,
tétano e coqueluche, mais a HIB, para meningite e outras
infecções transmitidas pelo vírus Haemophilus
influenzae tipo b), eliminaria a HIB. A antipneumocócica
eu também reavaliaria. A verdade é que não
se pode colocar as pessoas em risco. Os princípios da
precaução e da credibilidade não estão
sendo aplicados por quem faz as políticas públicas
de saúde brasileiras.
Alertas
e providências
O diretor
do Departamento de Vigilância Epidemiológica
da Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério
da Saúde, Cláudio Maierovitch, sustenta que o Brasil
tem o maior programa de imunização público
do mundo e que vai manter flexível o calendário
nacional de vacinação. Ele se refere à possível
entrada de novos imunobiológicos, cujos estudos ainda
são recentes, mas que motivam o país a pensar em
incluir as vacinas contra varicela (catapora) e hepatite A no
projeto. “O programa brasileiro tem uma história
secular de imunização de milhões de pessoas, é conhecido
pela erradicação da varíola e pela eficiência
no combate à poliomiolite, mas esse é um tema que
sempre sugere polêmicas.”
“O problema é que a história dos Estados
Unidos, do Japão e da Europa é bem diferente. Lá,
as doenças chegam mais tarde; aqui, temos de proteger
a população logo nos primeiros meses de vida”,
alega. Com relação à vacina antipólio
nas campanhas, o médico lembra que a doença ainda
mata pessoas em 26 países e que o vírus da doença
pode ser importado.
No caso do
sarampo, os surtos em curso na Europa — que
registrou mais de 6,5 mil casos até junho — e o
grande fluxo de turistas nesta época do ano justificam
a criação de barreiras sanitárias em vários
estados. “Em relação à vacina para
hepatite B, o seu vírus é mais resistente do que
o da Aids e pode ocorrer transmissão vertical — da
mãe para o bebê. Estamos aperfeiçoando a
cobertura vacinal no país há várias décadas.
O sarampo, por exemplo, estava matando bebês com 6 meses
de idade. Hoje, contudo, um óbito nessa faixa etária é muito
raro”, afirma.
O
Estado de São
Paulo
USP
testa células-tronco
para tratar diabete
Por Clarissa
Thomé
Combinação de células extraídas
da medula óssea e 3 quimioterápicos pretende liberar
os pacientes com o tipo 1 da doença de injetarem insulina
Pesquisadores
da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão
Preto começaram a testar uma combinação
de células-tronco extraídas da medula óssea
com três quimioterápicos para tratamento de pacientes
com diabete tipo 1.
O trabalho
está sendo realizado em parceria com cientistas
da Universidade Northwestern, em Illinois (EUA), e deve atender
30 pacientes - 10 no Brasil, 10 nos Estados Unidos e 10 no Hospital
Saint-Louis, em Paris, na França.
O protocolo
da pesquisa permite a participação
de voluntários a partir de 12 anos, que tenham apresentado
os primeiros sintomas da doença há no máximo
três meses.
A diabete
tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada
pela destruição das células produtoras de
insulina, o que afeta a capacidade de metabolizar o açúcar.
Essa forma da doença é mais comum em crianças
e adolescentes. Se não for controlada, a doença
pode afetar os rins, os olhos, a circulação e o
coração.
No tratamento,
células-tronco da medula óssea
são extraídas por meio de uma máquina capaz
de separar os componentes do sangue e congeladas. Em seguida,
o paciente passa por um tratamento com altas doses de quimioterápicos,
para reduzir seu sistema imunológico. As células-tronco
são então reinjetadas, como numa transfusão
de sangue. Elas entram na corrente sanguínea e se encaminham
para a medula óssea.
"A ideia é que, após o procedimento, o sistema
imunológico do paciente se altere e ele não ataque
mais o pâncreas", explica Júlio Voltarelli,
coordenador da Divisão de Imunologia Clínica e
da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital
das Clínicas de Ribeirão Preto.
"A gente ainda não fala em cura da diabete, mas
em remissão, em uma melhora da doença. E estamos
tentando fazer isso pela neutralização do sistema
imunológico", explica.
Por reduzir
temporariamente as defesas do organismo, o tratamento deixa
o paciente mais
sujeito a infecções, por
exemplo. "Acreditamos que esse efeito colateral não é tão
grave. Os pacientes ficam vulneráveis a infecções
por um tempo curto, pouco mais de uma semana", diz o médico.
"A gente ainda não fala em cura da diabete, mas
em remissão, em uma melhora da doença. E estamos
tentando fazer isso pela neutralização do sistema
imunológico", explica.
Por reduzir
temporariamente as defesas do organismo, o tratamento deixa
o paciente mais
sujeito a infecções, por
exemplo. "Acreditamos que esse efeito colateral não é tão
grave. Os pacientes ficam vulneráveis a infecções
por um tempo curto, pouco mais de uma semana", diz o médico.
Dos 25 pacientes
que foram submetidos ao tratamento, nenhum teve complicações sérias - 2 tiveram algum
tipo de infecção, que foi tratada sem maiores complicações.
Todos deixaram
temporariamente de usar insulina, mas a maioria precisou retomar
as injeções do hormônio.
Passados oito anos, apenas seis continuam sem aplicar as injeções.
"Estamos mudando o esquema de tratamento para tentar reduzir
o número de pacientes que volta a usar insulina",
afirmou Voltarelli. A diferença na pesquisa atual é a
mudança nos medicamentos usados.
Atualmente,
vários centros de pesquisa no mundo estudam
uma forma de tratar o diabete tipo 1 utilizando células-tronco.
Há também pesquisas sendo feitas em Harvard e na
Universidade Stanford, ambas nos Estados Unidos.
AGENDA
-
Encontro ANS - Edição Sul
Já estão abertas as inscrições para
o Encontro ANS - Edição Sul
Operadoras
de planos de saúde, prestadores, centrais
sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem
fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição
Sul, uma oportunidade para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema.
O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em
Porto Alegre (RS).
Entre os
temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda
Regulátória da Agência Nacional de Saúde
Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde,
a resolução que trata do Envelhecimento Ativo,
a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.
As inscrições poderão ser feitas acessando
a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br,
entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011
Encontro
ANS – Edição
Sul
Hotel Embaixador
- Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto
Alegre/ RS.
16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS
- Encontro Paranaense da Saúde – 2011
Debater a
saúde sob os aspectos humanos, econômicos
e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense
da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na
sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba.
A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores,
advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços
de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde,
Direito e Administração.
A programação contempla palestras com integrantes
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e
da Confederação Nacional de Saúde (CNS).
Serão discutidos temas como assédio moral nas relações
de trabalho, diagnóstico econômico da saúde
no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço
da área. Está previsto ainda o lançamento
oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador
pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior
de Administração e Economia da Fundação
Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização
do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.
Promovido
pela Fehospar (Federação dos Hospitais
e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar
(Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar
(Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades
parceiras, o evento também marca as comemorações
pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário
do Sindipar. A programação completa do Encontro
Paranaense da Saúde 2011 está disponível
no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem
ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone
(41) 3254-1772. As vagas são limitadas.
- XXI Congresso Nacional das Santas Casas
AssPreviSite
Com a presença confirmada do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde
e o meio ambiente
A Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu
XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011,
em Brasília. Com o tema central “Saúde e
meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”,
o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem
impactar na Saúde do homem e quais estratégias
devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.
Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização
na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para
melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas
transformações ambientais. Além disso, com
tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo
a formulação de políticas públicas
que sejam adequadas à nova realidade, é preciso
debater, hoje, o futuro dos hospitais.
Para o presidente
da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira
Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais
Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe
em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos
um time de especialistas discutindo a participação
do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em
ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar
para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor
atendimento de nossos pacientes”.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário
de Atenção à Saúde, Helvécio
Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional
de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso,
já confirmaram a presença.
O evento
conta com o patrocínio da Caixa Econômica
Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.
Para mais
informações e inscrições:
www.cmb.org.br/congresso.
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina
Data: 16 e 17 de agosto de 2011
Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA
Iinscrições:
Gratuitas e limitadas pelo link
http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
Unidas / AssPreviSite
18 e 19 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades,
autoridades,
solução de problemas e negociação.
Metodologia
A metodologia
alterna exposição dialogada, exemplificações
voltadas para a realidade da administração pública
com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição,
conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem
e debates, de forma a favorecer a troca de experiências
e assimilação do conteúdo proposto. Também
alterna a realização de módulos em sala
de aula com períodos de aplicação junto às
equipes naturais.
Instrutor
Professor Peter M. Dostler
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html