Leia
nesta edição:
- Dilma volta a pedir recursos
- Pesquisa
traçará perfil da Enfermagem no país
- Dilma volta
a falar em um imposto para Saúde
- SUS desrespeita
a criança
- Programa
de remédio grátis vai estourar orçamento
- O futuro
da Saúde
Suplementar
- OMS mapeia
tendências das doenças não
transmissíveis em todos os países
- 30% dos
brasileiros morrem por doenças cardiovasculares
- ANS retira
embolização de lista dos convênios
- Médicos - Paralisação de advertência
- 155 mil casos de dengue em nove meses
- Saúde concentra um terço
do desvio de verba federal
- Anvisa
veta uso e comércio de nove fitoterápicos
- Tuberculose
resistente a remédios causa temor na Europa
- Acesso à saúde é mais difícil
para negros
- Exigir
caução
garante o pagamento?
- Risco de
epidemia de dengue no verão
- ANS estrangula pequenas empresas do setor
- Deputados
fecham acordo para votação da Emenda
29 na próxima quarta
- Dirceu
Barbano é reconduzido
ao cargo de diretor da Anvisa
- Câmara aprova reajuste de 24,4% para médicos
residentes
- Centro
de estudos discute saúde dos brasileiros com
base em publicação inglesa
- Rio de
Janeiro pode ter a pior epidemia de dengue já registrada
no estado
- Deputados
criticam norma sobre anuidade de conselhos incluída
em MP
- Comissão especial não votará projeto
sobre empresa de serviços hospitalares
- Mais de
60% das pesquisas acadêmicas para novos medicamentos
estão incorretas
- Situação do lixo médico-hospitalar está ficando
mais grave em todo o mundo
- Vírus
considerado como o fundador da hepatite C abre portas para
novas vacinas
Quinta-feira, 15.09.11
Correio Braziliense
Dilma volta a pedir recursos
Por Paulo de Tarso Lyra
Embora não fale em nova CPMF, presidente diz que o setor
não vai melhorar apenas com gestão eficiente. Verba
extra seria urgente
A presidente
Dilma Rousseff afirmou ontem que a saúde
precisa de mais gestão e mais recursos para ser de fato
universal. Ela lembrou a dificuldade enfrentada pelo presidente
dos Estados Unidos, Barack Obama, que passou dois anos tentando
discutir um modelo parecido com o brasileiro. Mas acrescentou
que não falará em tese sobre a criação
de um novo imposto. "Sabe por que eu não discuto
em tese? Eu quero ver esse imposto, que dinheiro, qual é a
fonte de recurso, qual o impacto disso na economia", declarou
ela, após visita à exposição Gestão
de Compras Governamentais — A Experiência da Educação.
Pela primeira
vez desde que o debate em torno do novo imposto foi retomado,
a
presidente disse que a Contribuição
Social sobre a Saúde (CSS), incluída na proposta
de regulamentação da Emenda 29, é insuficiente
para suprir as demandas do setor. "Seria muito pouco — a
proposta é que a CSS tenha uma alíquota de 0,001%.
Esse 0,001 nós colocamos neste ano. Só nós
aumentamos em R$ 10 bilhões o gasto na saúde, nós
estamos fazendo nossa parte", completou Dilma. Questionada
se a nova contribuição poderá ser criada
este ano, Dilma foi direta: "Eu não sei, eu não
controlo o Congresso".
Ela repetiu
o que havia dito em entrevista ao programa Fantástico
no último domingo: a extinta CPMF foi usada de forma errada,
porque os recursos arrecadados foram utilizados em outras áreas,
não na saúde. "Essa discussão tem que
ser aberta, todo mundo tem de participar. E também tem
de ter esse compromisso legal, não pode desviar dinheiro
da saúde", defendeu.
A presidente
lembrou que existem 40 milhões de pessoas
que ascenderam à classe média prontas para cobrar
mais qualidade na prestação dos serviços
de saúde. "Antes, tínhamos a seguinte distinção:
a classe média ficava com a saúde privada e o nosso
povão ficava com a saúde pública." Ela
elencou diversos exemplos dos problemas de gestão detectados
na pasta. "Hoje, por exemplo, nós não temos
todas as informações para saber quantas vezes o
setor privado usa recursos do SUS e qual é o nível
de reembolso. Nós não sabemos se uma pessoa faz
mais de três tomografias numa mesma semana, temos problemas
de falta de médicos", enumerou Dilma.
Mamógrafos
Dilma citou
ainda o exemplo dos mamógrafos. "Nós
temos 1,5 mil mamógrafos no SUS. Eles, teoricamente, seriam
suficientes para atender as mulheres e as demandas. Mas temos
mamógrafos quebrados, encaixotados, não usados
e usados abaixo da necessidade." A presidente também
mencionou a dificuldade para agendar uma consulta. "Quantas
vezes a pessoa fica parada, esperando, e não é atendida?
Quantas vezes uma criança que precisa de atendimento não
consegue ser atendida?", afirmou.
A Câmara dos Deputados marcou para a semana que vem a
votação da regulamentação da Emenda
29, que define os percentuais a serem gastos pela União,
estados e municípios com a saúde. Dilma já avisou
aos líderes que o governo não moverá uma
palha para propor novo imposto. Várias propostas tramitam
na Câmara para garantir mais recursos para a pasta: parte
dos recursos dos royalties do pré-sal; aumento da alíquota
de bebidas e cigarros; taxação dos lucros encaminhados
pelas multinacionais para o exterior; e, a mais polêmica
de todas, a legalização dos bingos. Como adiantou
o Correio, dificilmente os deputados conseguirão definir
essa fonte, transferindo a responsabilidade do debate para o
Senado.
Agência Saúde
Pesquisa
traçará perfil da Enfermagem no país
Trabalho é lançado nesta quarta-feira pelo ministro
Alexandre Padilha. Juntamente como os médicos, profissionais
do setor – enfermeiros, técnicos e auxiliares – representam
cerca de 70% da força de trabalho do SUS
O Ministério da Saúde lançou, na tarde
desta quarta-feira (14), pesquisa que identificará o perfil
dos profissionais de Enfermagem no país. O estudo será realizado
pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e entidades
médicas parceiras, com o apoio financeiro e técnico
do Ministério da Saúde (por meio do Observatório
de Recursos Humanos), e contará com a participação
de aproximadamente 50 mil profissionais, entre enfermeiros, técnicos
e auxiliares de Enfermagem. Juntamente como os médicos,
eles representam cerca de 70% da força de trabalho do
Sistema Único de Saúde (SUS).
A pesquisa,
que deverá ser concluída em dois anos,
foi oficialmente lançada durante reunião plenária
do Conselho Nacional de Saúde, que contou com a participação
do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atual presidente
do colegiado. “É um trabalho importante para que
a gente possa ajustar as políticas e os programas de qualificação
do trabalho da Enfermagem. Não só de garantia dos
direitos dos trabalhadores, mas também de educação
permanente e qualificação destes profissionais.
E, para isto, é preciso termos este diagnóstico
no país”, afirmou o ministro.
De acordo
com a diretora do Departamento de Gestão do
Trabalho na Saúde do Ministério da Saúde,
Denise Motta Dau, o estudo produzirá ferramentas significativas
para a elaboração de políticas públicas
para o setor. “A pesquisa permitirá entender melhor
a formação e o desenvolvimento desses profissionais,
bem como as rotinas e dinâmicas de trabalho às quais
estão submetidos”, explica. “A partir disso,
será possível aprimorarmos as políticas
de gestão e educação do trabalho em saúde”,
completa.
A coordenação geral do estudo está sob
a responsabilidade da Fiocruz, por meio do Núcleo de Estudos
e Pesquisas em Recursos Humanos da Escola Nacional de Saúde
Pública. Também participam da coordenação
e execução da pesquisa o Conselho Nacional de Enfermagem
(Cofen), a Associação Brasileira de Enfermagem
(ABEn) e a Federação Nacional de Enfermagem (FNE). “A
expectativa com esta pesquisa é que tenhamos subsídios
para desenvolvermos políticas que resultem em profissionais
com qualidade, direitos e condições de trabalho
cada vez mais garantidos e, sobretudo, que prestem um atendimento
humanizado ao paciente”, acrescentou o ministro Alexandre
Padilha.
Metodologia – O estudo abrange as três categorias
da Enfermagem – profissionais de nível superior
(enfermeiros), médio (técnicos) e fundamental (auxiliares).
Para traçar o perfil desses profissionais no país,
será selecionada e analisada uma amostra de aproximadamente
53,5 mil pessoas, que vão responder a questionários
encaminhados pelo Conselho Nacional de Enfermagem. Também
serão considerados dados cadastrais e outras informações
fornecidas pelo Cofen.
O questionário da pesquisa é divido em seis blocos
que abordam temas diversos, tais como a identificação
sócio-econômica do entrevistado, a formação
profissional, o acesso à informação técnico-científica
e a satisfação no trabalho. Os dados colhidos por
meio dos questionários serão consolidados e analisados
pelas equipes que atuam na execução do estudo.
O Globo
Dilma
volta a falar em um imposto para Saúde
Por Chico de Gois
Apesar de
ter decidido que o governo não defenderia novo
tributo, presidente não descartou a criação
de nova CPMF
Brasília. A presidente Dilma Rousseff voltou a demonstrar
que, embora defenda mais recursos para a Saúde, ainda
não tem uma posição definitiva sobre a recriação
ou não de um imposto para financiar os gastos com o setor.
Ontem, Dilma afirmou, durante entrevista coletiva, que o problema
na saúde não se resolve apenas com gestão,
mas que são necessários mais recursos. A presidente
declarou que ainda não sabe de quanto precisaria a mais
para financiar o setor, mas disse acreditar que seriam menos
de R$40 bilhões, montante arrecadado pela CPMF em seu último
ano de vigência, em 2007.
Na reunião de coordenação na segunda-feira,
segundo o líder do governo na Câmara, Cândido
Vaccarezza (PT-SP), ficou decidido que o governo não vai
defender um novo imposto, ao menos neste ano. Mas ontem, ao sugerir
novamente mais recursos para a Saúde, Dilma não
descartou de forma clara e definitiva a recriação
da CPMF.
Para a presidente, é necessário fazer uma discussão
com a sociedade para demonstrar que a área da Saúde
só irá melhorar se houver uma gestão mais
eficiente e também mais dinheiro. Dilma não quis
adiantar se, caso o Congresso aprovasse, ela vetaria um novo
imposto. Ela afirmou que é necessário, primeiro,
ver que tipo de imposto seria e qual o impacto:
- Eu não
vou discutir em tese. Quero ver que imposto, que dinheiro,
qual
a fonte de recurso, qual o impacto disso.
A presidente
foi enfática ao declarar que é necessário
mais dinheiro e que é preciso que haja uma ampla discussão
com a sociedade:
- Acho que
a opinião pública tem de entender primeiro,
e acho que o Congresso tem de fazê-la entender. Tem de
contribuir para isso. Temos de abrir a discussão, tem
de falar. O que não é possível é a
tese no Brasil de que é possível ter saúde
de qualidade sem mais dinheiro "per capita". Não é.
Isso é uma obrigação minha explicar. Porque
eu não posso fazer uma demagogia com a população
- disse Dilma. - Por isso que a discussão tem que ser
aberta e tem que ter esse compromisso legal: não pode
desviar dinheiro da Saúde. Os problemas na Saúde
não se resolvem apenas com aprimoramento da gestão,
embora seja necessário.
Dilma também disse que talvez sejam necessários
menos que R$40 bilhões para o financiamento do setor.
- Não sei se são os R$40 bilhões da CPMF.
Talvez não precise disso de uma forma imediata. Mas eu
acho que é necessário recurso para a saúde.
Até chegar, vou brigar de manhã, de tarde e de
noite, todos os dias da semana para melhorar a gestão
da saúde. Acho que é uma função da
gente esclarecer a população e não ter uma
atitude em relação à Saúde que é a
seguinte: resolve-se tudo com gestão. Resolve não.
Resolve não. Conta-se nos dedos da mão o país
desenvolvido que conseguiu fazer saúde universal com qualidade.
Correio Braziliense
SUS
desrespeita a criança
Por Dioclécio Campos Júnior
Médico, pesquisador associado da UnB, secretário
de Estado da Criança do Distrito Federal, ex-presidente
da Sociedade Brasileira de Pediatria (dicampos@terra.com.br)
Nada pior
para uma sociedade do que entender a política
pública como reinado de verdades absolutas. É a
visão de fundamentalistas que não admitem o progresso,
cultivam o atraso. Não toleram divergências, perpetuam
dogmas. Não identificam o mundo em transformação,
apostam no imediatismo. Não abrem a mente, preferem a
cegueira intelectual. Não se preocupam com direitos da
população, desfrutam privilégios.
O fundamentalismo
sanitarista aparelhou o Estado brasileiro. É responsável
pelo impasse do SUS. Impede mudanças sem as quais se aprofunda
o fosso que divide os cidadãos em ricos e pobres. Concede
aos primeiros o acesso à assistência qualificada à saúde,
em todos os níveis. Reserva aos segundos os programas
e estratégias de baixo custo, desqualificados, mas tidos
como suficientes para classe social desprovida de poder econômico.
O ranço da desigualdade comanda estratégias ditas
inclusivas, na verdade excludentes. Categoriza cuidados com a
saúde em primários, secundários e terciários.
Desfaz a integralidade, doutrina que deve presidir a dinâmica
de todo sistema fundado na superação das iniquidades
sociais.
O Brasil é o único país a formar um pediatra
em apenas dois anos. Um absurdo. Todos os demais desenvolvem
programas de residência médica pediátrica
em três anos. A realidade nosológica e as tendências
epidemiológicas dos tempos atuais são outras, mais
abrangentes. Seguem o ritmo dos fenômenos ambientais, familiares,
educacionais, afetivos e comportamentais que apontam rumos diferentes
para os serviços de saúde na era pós-industrial.
Conter a evolução qualitativa das novas gerações
de pediatras é condenar à falência o modelo
brasileiro de saúde pública, nascido sob a égide
da equidade e inspirado no conceito da universalidade, referências
que não saem do discurso.
A especialidade
médica diferenciada para prestar cuidados
qualificados à criança e ao adolescente é menosprezada
pelo SUS. Os gestores banalizam a importância do ciclo
de vida destinado ao crescimento e ao desenvolvimento físico,
mental e social do ser humano. Não vislumbram o retorno
do investimento na saúde da infância e da adolescência,
fase de vida em que tem início grande parte das doenças
do adulto. Delegam competência pediátrica a profissionais
não médicos e a médicos não pediatras.
Fazem-no por ignorância científica ou por suporem
que o acesso à pediatria de qualidade deva ser regalia
restrita a crianças da classe privilegiada a que pertencem.
Negam aos pobres usuários do sistema público um
direito inalienável. Prova disso é que os filhos
dos gestores jamais são assistidos pelo SUS. Integram
a clientela dos pediatras mais experientes.
Há seis anos a Sociedade Brasileira de Pediatria tenta
aprovar, na Comissão Nacional de Residência Médica
do Ministério da Educação, o programa de
formação integral do pediatra. A iniciativa leva
em conta a complexidade científica do atendimento a que
crianças e adolescentes têm direito. Valoriza a
faixa etária definida como prioridade absoluta pelo artigo
227 da Constituição. Mas, indiferentes ao teor
do texto constitucional, negligentes com a atribuição
que lhes cabe, representantes do MEC e do Ministério da
Saúde recorrem a manobras arquitetadas para desqualificar
a pediatria do país.
Não respeitam a relevância dos novos conteúdos
que devem fazer parte da capacitação teórica
e prática do médico a ser preparado para lidar
com a infância e a adolescência. Não percebem
a profundidade de temas como violência, dependência
química, distúrbios psicossociais, doenças
crônicas, obesidade, entre tantos outros que movimentam
o cotidiano pediátrico do século 21 e requerem
duração ampliada do treinamento profissional especializado.
As famílias sabem disso. A sociedade não quer pediatras
pés descalços. A maioria dos países já avançou
nos desafios da atenção à saúde da
criança na atualidade. O SUS perde tempo. Enxuga gelo.
Patina. Revela postura de atraso. Quer o fim da pediatria, relegando-a à insignificância.
Prioriza a quantidade.
O ministro
da Saúde conhece os problemas advindos da
atitude fundamentalista de burocratas que controlam a saúde
pública. Tem consciência de que inviabilizam o impacto
positivo da pediatria no SUS. É autoridade que possui
experiência médica e habilidade política
capazes de reverter ação tão prejudicial
para nossa gente. Tem tudo para fazê-lo. Porém,
a persistir o obscurantismo, só restará à entidade
nacional dos pediatras o caminho da desobediência civil
para implantar uma medida de tamanho mérito.
Valor
Econômico
Programa
de remédio grátis vai estourar orçamento
Por Luciano
Máximo
A política federal de distribuição gratuita
de 11 medicamentos para diabetes e hipertensão batizada
de "Saúde não tem Preço", primeira
grande iniciativa da gestão Dilma Rousseff no setor, lançada
no início do ano dentro do programa Farmácia Popular,
consumiu R$ 317 milhões até agosto e pode estourar
o orçamento previsto para 2011, de R$ 470 milhões,
no momento o país discute a busca por novas fontes de
financiamento para a saúde. O Ministério da Saúde
já fez um pedido de crédito adicional de R$ 180
milhões.
Considerado
um sucesso pelo governo e pela indústria
farmacêutica brasileira - que reduziu sua margem de lucro
em 10% para fornecer os medicamentos ao poder público
-, o "Saúde não tem Preço" triplicou
o acesso da população às 11 drogas contra
hipertensão e diabetes, disponíveis na rede do
Sistema Único de Saúde (SUS) e em 19 mil farmácias
credenciadas. De acordo com o Ministério da Saúde,
853 mil pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos,
e em agosto, 2,7 milhões retiraram os medicamentos, que
só são entregues mediante apresentação
do CPF, documento com foto e receita médica, para evitar
a automedicação.
Se de setembro
a dezembro o crescimento médio mensal
dos gastos com o programa repetir a alta média de 19,41%
verificada de janeiro a agosto, o Ministério da Saúde
precisará de R$ 222 milhões para continuar oferecendo
medicamentos gratuitos para a população. "O
governo agora terá que administrar o sucesso e para isso
vai precisar de dinheiro novo. Eu brincava lá atrás,
em janeiro, que o programa corria o risco de dar certo, o que
implicaria duas pressões: uma orçamentária
e outra de parte da população não beneficiada
começando a se perguntar por que apenas remédios
para diabetes e hipertensão são grátis",
diz Antônio Britto, presidente-executivo da Associação
da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).
Por meio
da assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde
destacou que não faltarão recursos. Três
opções são avaliadas para preencher o buraco
que se desenha: remanejamento orçamentário interno,
autorização para aumento de gastos de R$ 47,5 milhões
já protocolada no Ministério do Planejamento e
pedido de crédito extraordinário de R$ 180 milhões à Presidência
da República. A última demanda depende de aprovação
do Congresso para que um decreto valide a expansão da
despesa.
Britto sugere
a desoneração do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos medicamentos do Farmácia
Popular para que a indústria possa reduzir preços
e aliviar as contas do governo. "Não faz sentido
cobrar 18% de ICMS de um produto que está sendo dado de
graça. Já solicitamos formalmente que o ministro
Alexandre Padilha lidere a negociação com os governadores.
Estamos aguardando." Outra demanda da indústria é ampliar
a lista de medicamentos gratuitos. "Mas esse assunto está fora
da pauta do ministério, que está mais preocupado
com os gastos atuais do que com os futuros", complementa
Britto.
A hipertensão arterial atinge 23,3% da população
adulta brasileira (maiores de 18 anos), enquanto 6,3% da população
adulta do país sofre de diabetes. Desde o lançamento
da distribuição gratuita desses dois medicamentos,
governo e indústria estudam ampliar a gratuidade para
remédios contra outras doenças que afetam milhões
de brasileiros, como colesterol (20% da população
adulta) e artrite (15 milhões de pessoas).
Jornal Monitor Mercantil
O
futuro da Saúde
Suplementar
Mercado procura
recursos e redução de custos
Em pauta: crescimento populacional, maior longevidade e melhor
atendimento
O crescimento
e a crescente longevidade da população
brasileira estão exigindo profundas transformações
nas relações entre operadoras de saúde suplementar
e consumidores. Preocupada com esse cenário, a SulAmérica
Seguros e Previdência colocou em debate, na terça-feira
no seu Centro de Convenções, o tema "Agenda
Regulatória da ANS e os seus desafios da saúde
suplementar".
Ao abrir
o evento, o presidente da SulAmérica. Thomaz
Cabral de Menezes, ressaltou a importância do mercado segurador
brasileiro, tanto pelo crescimento do faturamento como do número
de adesão do consumidor. Ao participara dos debates sobre "Novas
Formas de Financiamento da Saúde Suplementar: O papel
do Plano Previdência-Saúde. Previdência ou
Seguro-Saúde", o presidente da Federação
Nacional de Seguros (Fenacor), Armando Vergilio dos Santos Junior,
chamou atenção para "o absoluto desinteresse
do governo ao longo dos tempos pelo setor de seguros".
De um modo
geral, o evento mostrou claro a necessidade de os agentes do
mercado
seguro encontrarem uma solução
que satisfaça as partes interessadas no melhor atendimento
possível ao usuário da saúde suplementar.
O modelo de remuneração dos serviços médicos
e hospitalares foi exaustivamente discutido. Para Afonso José de
Matos, da Planisa, "o modelo está bastante crítico,
ao ponto de já não quase ser modelo".
Antonio Carlos
Endrigo, gerente-geral de Integração
Setorial da Agência Nacional de Saúde (ANS), chamou
atenção para o fato de a família brasileira
destinar maior parte de sua renda para a saúde, uma dos
motivos que levaram à elaboração da Agenda
Regulatória da ANS. Conclamou esforço conjunto
para redução de custos, mesmo reconhecendo que
os procedimentos médicos sejam caros.
Modelo da ANS
Por sua vez,
Marcelo Motta, gerente de Monitoramento Econômico
de Produtos da ANS, defendeu um modelo de isenção
tributária para o produto destinado ao financiamento da
saúde suplementar consiga evoluir.
Segundo Marina
Arozo, da Coordenação-Geral de
Produtos da Susep foi criado um grupo de estudo para conjugar
a experiência da Susep em relação a produtos
de acumulação de recursos com a intenção
da ANS de buscar uma alternativa para o financiamento da saúde
suplementar. Na linha de produtos de acumulação
estão: planos de previdência (PGBL, PAGP, PRGP,
PRSA) e Seguros de Pessoas com cobertura por sobrevivência
(VGBL, VAGP, VRGP, VRSA).
Diferença tributária
A diferença tributária, de acordo com Marina Arozo, é que
nos planos de previdência existe a dedução
das contribuições na Declaração de
Ajuste Anual de IR até o limite de 12% da renda bruta
anual e tributação sobre o valor total de resgate
ou do benefício. Nos Seguros de Pessoas, com cobertura
por sobrevivência, não há dedução
dos prêmios pagos e tributação apenas sobre
os rendimentos dos recursos no momento do resgate ou recebimento
de renda.
Para a coordenadora,
a Susep vê no produto de acumulação
no estilo do VGBL, tanto na contratação individual
ou coletiva e com contribuição variável, "possibilidade
de aportes extraordinários, como carregamento máximo
de 10% sobre o valor nominal dos prêmios; aplicação
dos recursos em fundo de investimento especialmente constituído
(FIE); tratamento tributário específico, com isenção
tributária para os recursos destinados à saúde;
flexibilização de carência para resgates
destinados a despesas com saúde; e a possibilidade de
resgate de recursos para outros fins (com o pagamento de impostos).
Definições
Mas ressalta
a necessidade de definição de algumas
questões como: isenção fiscal para despesas
com saúde em geral. Questiona como seria o repasse do
dinheiro da seguradora para o prestador de serviço? Isenção
fiscal apenas para despesas com contraprestação
de plano/seguro saúde; incentivo para contribuições
de empregadores.
Também alerta quanto a forma de transferência de
recursos no período de concessão da renda: não
há mais a possibilidade de resgate, ou seria a "criação
de uma renda exclusiva?. Nesse ponto inclui a definição
de percentual da renda (seja vitalícia, certa, temporária)
destinado para custear a mensalidade do plano/seguro saúde.
Isaude.net
OMS
mapeia tendências das doenças não transmissíveis
em todos os países
Relatório da OMS apresenta os perfis nacionais das tendências
das doenças não transmissíveis em 193 países
Um novo relatório da Organização Mundial
da Saúde (OMS) apresenta informações sobre
a situação das doenças não transmissíveis
(NCDs) em 193 países, enquanto os líderes mundiais
se preparam para encontrar-se na reunião de cúpula
das Nações Unidas (NU) sobre doenças não
transmissíveis em Nova York, de 19 a 20 de Setembro de
2011.
"Este relatório indica onde cada governo precisa
se concentrar para prevenir e tratar as quatro principais causas
de morte: o câncer, as doenças cardíacas,
o acidente vascular cerebral, a doença pulmonar e o diabetes",
disse Ala Alwan, diretor-geral adjunto de Doenças Não
Transmissíveis e Saúde Mental da OMS.
O relatório inclui detalhes sobre a proporção
das mortes de cada país que se devem a doenças
não transmissíveis. O uso de gráficos em
um formato de apresentação com uma página
por país, o relatório fornece informações
sobre a prevalência, as tendências dos fatores de
risco metabólicos (colesterol, pressão arterial, índice
de massa corporal e de açúcar no sangue), juntamente
com dados sobre a capacidade do país para combater as
doenças.
Doenças não transmissíveis são a
principal causa de morte no mundo, tendo matado mais de 36 milhões
de pessoas em 2008. As doenças cardiovasculares foram
responsáveis por 48% dessas mortes, 21% dos cânceres,
12% das doenças respiratórias crônicas e
3% do diabetes.
Mortes prematuras
Em 2008,
mais de nove milhões de todas as mortes atribuídas
a doenças não transmissíveis ocorreram com
indivíduos com menos de 60 anos; 90% destas mortes consideradas
prematuras ocorreram em países de baixa e média
renda. Um dos resultados mostra que homens e mulheres em países
de baixa renda são cerca de três vezes mais propensos
a morrer de doenças não transmissíveis antes
dos sessenta anos do que os de países de alta renda.
De acordo
com estas estimativas, a proporção de
homens que morreram antes dos 60 anos por doenças não
transmissíveis pode chegar a 67%. Entre as mulheres com
menos de 60 anos, a maior proporção foi de 58%.
As menores
taxas de mortalidade por doenças não
transmissíveis para os homens com menos de 60 anos eram
de 8% e para as mulheres com menos de 60 anos era de 6%.
Fatores de risco
Os perfis
relatam a proporção entre pessoas que
fumam e que são fisicamente inativas. Eles também
indicam as tendências para quatro fatores que aumentam
o risco que as pessoas têm de desenvolver estas doenças,
a pressão arterial, o colesterol, o índice de massa
corporal e de açúcar no sangue nos últimos
30 anos.
Nos Estados
Unidos, por exemplo, 87% das mortes devem-se a doenças
não transmissíveis. Os fumantes somam 16% da população
e 43% são fisicamente inativos. Em média, a pressão
arterial diminuiu desde 1980, o índice de massa corporal
aumentou e os níveis de glicose aumentaram.
No geral,
as tendências indicam que em muitos países
de alta renda, a ação para reduzir a pressão
arterial e o colesterol está tendo um impacto, mas há a
necessidade de fazer mais na gestão do índice de
massa corporal e do diabetes.
Capacidade
dos países para prevenir e tratar doenças
não transmissíveis
Os perfis
mostram o que os países estão fazendo
para combater as doenças não transmissíveis
em termos de capacidade institucional, o financiamento especificado,
e as ações para tratar as quatro principais doenças
e seus fatores de risco associados.
O relatório também destaca o que todos os países
precisam fazer para reduzir a exposição das pessoas
aos fatores de risco e melhorar os serviços para prevenir
e tratar doenças não transmissíveis.
Reunião de cúpula da NU sobre as doenças
não transmissíveis
A reunião da NU vai destacar a importância de fixar
metas para o progresso. Este relatório fornece a todos
os países um padrão para o monitoramento das tendências
epidemiológicas e para a avaliação do progresso
que eles estão fazendo para lidar com doenças não
transmissíveis. A OMS planeja emitir um relatório
atualizado em 2013.
Correio do Estado
30%
dos brasileiros morrem por doenças cardiovasculares
As doenças cardiovasculares (que afetam o coração
ou os vasos sanguíneos) são responsáveis
por 33% das mortes no Brasil, sendo a principal causa de óbito
no país – e grande parte delas poderia ser evitada.
A conclusão é de um estudo divulgado nesta quarta-feira
(14) pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
O relatório aponta o problema das chamadas doenças
não transmissíveis, que são muito influenciadas
por fatores de risco comportamentais da população,
como o fumo, falta de atividade física, consumo de álcool
e alimentação pouco saudável. No Brasil,
74% de todas as mortes acontecem por causa desse tipo de doença.
Os dados
da OMS mostram, por exemplo, que 14,1% da população
fuma cigarros todos os dias e que 48,6% não se exercitam.
Além disso, 40% têm pressão alta e 51,7%
estão acima do peso ideal. Tudo isso faz com que os nossos índices
de mortes por doenças não transmissíveis
seja alto.
Na lista
dos males não transmissíveis que mais
matam os brasileiros, na segunda colocação aparece
o câncer, responsável por 16% de todas as mortes.
Os dados são de 2008.
De acordo
com a OMS, 36 milhões de pessoas morrem de
doenças não transmissíveis por ano no mundo,
representando 63% do total de mortes. Desses óbitos, 48%
são causados por doenças cardiovasculares, 21%
por cânceres, 12% por doenças crônicas respiratórias
e 3% por diabetes.
Mais de 9
milhões dessas mortes são
registradas em pessoas abaixo dos 60 anos e poderiam ter sido
prevenidas,
diz a OMS.
O principal
fator de risco de morte no mundo hoje é a
pressão alta, responsável por 13% de todas as mortes,
seguida pelo tabagismo (9%), alto nível de glicose no
sangue (6%) e falta de atividade física (6%), além
de sobrepeso e obesidade (5%).
Band.Com
ANS
retira embolização de lista dos convênios
Por Marielly Campos
Técnica é utilizada para tratamento de miomatose
sintomática; para médico, procedimento é mais
eficiente do que o indicado pelo MS
A partir
do dia 1º de janeiro de 2012, a ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) vai retirar do rol dos
procedimentos cobertos pelos convênios a embolização
uterina. O procedimento, segundo explica o médico Néstor
Kisilevzky, radiologista e especialista na técnica, é usado
para tratamentos de miomas quando esses apresentam sintomatologia.
O mioma é um tumor benigno, que aparece geralmente em
mulheres com idades de 35 a 40 anos e é tratado somente
quando apresenta algum sintoma. “O mais comum é a
hemorragia durante o período menstrual”, diz o médico.
Esse sintoma prejudica a rotina da mulher, “que precisa
trocar o absorvente várias vezes ao dia, com isso ela
não quer sair de casa, não quer trabalhar, não
quer ter relações”, enumerou Kisilevzky.
O médico é contra a retirada do procedimento do
rol de cobertura. Para ele, esta técnica é menos
invasiva do que a outra também indicada, a histerectomia, “que é um
procedimento cirúrgico formal, que requer maior tempo
de internação, anestesia geral e tem recuperação
mais lenta”, diz. Ao contrário da embolização,
onde é aplicada a anestesia local. “Não é preciso
cortar a pele, é feita por cateterismo, não requer
internação prolongada. A paciente pode ser operada
de manhã e, no máximo dorme no hospital, no outro
dia vai para casa”, diz.
ANS
A ANS afirma
que o procedimento será excluído
da lista de coberturas pelos convênios por recomendação
do Citec (Comissão de Incorporação de Tecnologia),
do Ministério da Saúde. De acordo com o ministério,
o Citec avaliou que os procedimentos adotados hoje em dia, histerectomia
e miomectomia, são mais eficientes. “Ainda não
existem ensaios clínicos que mostram que não existe
efeito colateral [da embolização]. Não há segurança
suficiente para ser incorporado”, afirmou a pasta por meio
de sua assessoria.
Para Kisilevzky,
a agência foi “conduzida ao erro.
A argumentação que deram é de que não
existe explicação científica. Não
discutimos o fato de incluir ou retirar, mas realmente existe
uma farta evidência científica”, disse. O
médico, a convite da ANS, apresentou recentemente aos
técnicos da agência um parecer do Acog (sigla em
inglês para Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia),
publicado em 2008, que classifica o procedimento como “Nível
A de Evidência Científica” (o mais alto na
escala científica) e recomenda a sua aplicação
como uma alternativa da histerectomia para mulheres com miomas
uterinos.
Segundo o
médico, na histerectomia é feita a retirada
total ou parcial do útero e esse é um dos grandes
problemas da decisão. “Trata-se de um verdadeiro
atentado contra a saúde da mulher, já que condena
milhares delas a perderem seus úteros de forma desnecessária”,
afirma.
Explicação
“Com a decisão da ANS, o Brasil torna-se o único
país a desconsiderar os benefícios da embolização
uterina para a saúde da mulher, justamente no momento
histórico em que pela primeira vez temos uma mulher presidente
da República”, afirma Kisilevzky. “Devemos
nos perguntar a quem interessa excluir o procedimento do rol,
visto que ele possui evidências científicas fartas
e consistentes. Certamente não serão beneficiadas
as mulheres que sofrem com a miomatose sintomática”,
comentou.
O especialista
diz que “a ANS deve uma explicação
apropriada para a sociedade. Já deixei o estudo, essa
falta de base não existe. Está perfeitamente fundamentado
no lado técnico. O ministério [da Saúde]
como um todo deveria explicar por que retiraram [o procedimento]”.
De acordo
com Kisilevzky, cerca de 30% das mulheres com idades entre
35 e 40 anos vão precisar de tratamento para miomas.
Todos os anos no Brasil pelo menos mil fazem histerectomia, ou
seja, “a retirada do útero sem necessidade”,
conclui o especialista.
Saúde
Business Web
Médicos - Paralisação de advertência
Na última terça-feira (12), os médicos
que trabalham em hospitais e instituições públicas
no Estado de São Paulo decidiram realizar em outubro um
dia de paralisação de advertência.
Dentre as
reivindicações da categoria estão
a implantação do piso salarial da Federação
Nacional dos Médicos (Fenam), no valor de R$ 9.188,22
para jornada de 20 horas semanais, e o cumprimento da promessa
feita pelo Estado de implantar, ainda este ano, o Plano de Carreira,
Cargos e Salários para os médicos (PCCS).
Os participantes
da assembleia criticaram a declaração
do governador Geraldo Alckmin, em recente entrevista ao “Programa
do Jô”, realizada no última dia (30), de que
o PCCS será implantado somente em 2012, contrariando o
que vem anunciando a Secretaria Estadual da Saúde de que
o mesmo seria discutido e implantado a partir de outubro deste
ano (2011).
Também foi estabelecida a formação de uma
comissão para organização do movimento,
com integrantes de diversos hospitais do Estado. A paralisação
de advertência tem como data indicativa o dia 18 de outubro,
mas será definida na próxima assembleia dos médicos
servidores do Estado, agendada para o próximo dia 3 de
outubro.
Ribeirão
Preto
Médicos do Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão
Preto também participaram da assembleia. Eles estão
em greve há 80 dias. Reivindicam equiparação
salarial com profissionais de outros dois hospitais públicos
estaduais: Mater e Hospital Estadual de Ribeirão Preto.
As reivindicações também mobilizam médicos
do Hospital Estadual de Bauru, do Hospital do Servidor Público
do Estado de São Paulo (Iamspe), do Instituto de Infectologia
Emílio Ribas (IIER) e do Departamento de Perícias
Médicas do Estado de São Paulo. O salário
base do médico, em início de carreira, contratado
pelo governo do Estado é de R$ 414,30.
Além disso, os pagamentos por plantões são
baixos, próximos R$ 600,00 para jornada de 12h. A Unidade
de Terapia Intensiva (UTI) do IIER, por exemplo, em virtude dos
péssimos salários oferecidos, corre risco de fechamento
por falta de profissionais, já que no último concurso
público nenhum candidato compareceu para realizar as provas
de admissão.
O presidente
do Simesp, Cid Carvalhaes, disse que a situação
da categoria “é degradante e imoral com salários
baixos, falta de profissionais e péssimas condições
de trabalho”. Carvalhaes admitiu que a greve de Ribeirão
Preto ameaça se espalhar por outros hospitais públicos
em São Paulo.
Portal G1
155 mil casos de dengue em nove meses
Ao todo,
130 pessoas já morreram por causa da doença
no Estado do Rio de Janeiro
O Estado
do Rio registrou 156.641 casos de dengue de 2 de janeiro até o último dia 10. Os dados são da Secretaria
Estadual de Saúde, que informou ter observado queda no
número de infectados. Ao todo, 130 pessoas morreram neste
período.
Em janeiro,
foram notificados 5.723 casos; em fevereiro, 17.194; em março, 32.044; em abril, 51.732; em maio, 35.999; em
junho, 9.885; em julho, 2.947; em agosto, 1.063 e setembro, até o
dia 10, foram 54 casos.
As seguintes
cidades registraram casos de morte: Angra dos Reis (4), Barra
Mansa
(3), Belford Roxo (2), Bom Jesus de Itabapoana
(1), Cabo Frio (1), Campos dos Goytacazes (3), Casimiro de Abreu
(1), Duque de Caxias (9), Itaboraí (1), Itaocara (2),
Itaperuna (1), Japeri (3), Magé (3), Maricá (2),
Mesquita (3), Nova Iguaçu (8), Paraíba do Sul (1),
Pinheiral (1), Rio das Ostras (3), Rio de Janeiro (50), São
Gonçalo (15), São João de Meriti (5), São
José do Vale do Rio Preto (1), São Pedro da Aldeia
(1), Valença (2) e Volta Redonda (4).
Perigo em 2012
O prefeito
do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, informou no último
dia 31 que o município deve enfrentar a maior epidemia
de casos de dengue da história no ano que vem.
- Lamento
informar, mas teremos uma das maiores epidemias de dengue da
história. Todos os dados apontam para que seja
a maior que o Rio já enfrentou, até mesmo com a
chegada de novos tipos. E para evitar que as pessoas morram vamos
tentar colocar em prática várias ações.
Portal G1
Saúde concentra um terço
do desvio de verba federal
No momento
em que a presidente Dilma desistiu de novo imposto para financiar
a Saúde, dados do próprio governo
federal mostram que, entre janeiro de 2002 e junho de 2011, pelo
menos R$ 2,3 bilhões que deveriam ser usados para curar
e prevenir doenças foram desviados para o ralo da corrupção.
A Saúde responde sozinha por um terço (32,38%)
dos recursos federais que se perderam neste período, considerando
24 ministérios e a Presidência da República.
Ao todo, o governo perdeu R$ 6,89 bilhões em desvios,
de acordo com a análise do TCU a partir de irregularidades
investigadas pela Controladoria Geral da União. Para o
Ministério Público, recuperar o dinheiro será difícil,
bem como punir os culpados - muitas vezes pessoas encarregadas
de prestar serviços ou controlar os recursos da Saúde,
como prefeitos e donos de hospitais conveniados com o SUS. O
Ministério da Saúde alegou que o valor dos desvios
apontado representa apenas 0,045% do orçamento da pasta
de 2002 a 2011 e que vem investindo em ações de
transparência, como auditorias e fiscalizações.
Portal G1
Anvisa
veta uso e comércio de nove fitoterápicos
Decisão foi divulgada no Diário
Oficial de ontem.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) decidiu proibir 9 produtos fitoterápicos no Brasil.
Publicado no Diário Oficial de ontem, o veto às
substâncias é válido tanto para o uso como
para o comércio e distribuição.
Os produtos
não poderão mais circular e serem
vendidos em todo o território nacional já a partir
desta quarta-feira. A proibição também é válida
para unidades dos produtos já encontradas no mercado.
O texto da
resolução (RE Nº 4.112) no Diário
Oficial ainda cita uma apreensão de produtos em Sergipe
que não estariam registrados na Anvisa.
A Anvisa
já havia proibido, em junho de 2010, a circulação
de um kit fitoterápico e de uma pomada indicados no combate
ao câncer no Nordeste.
Abaixo os
fitoterápicos
suspensos pela Anvisa:
1) Chá Sete
Ervas (130g)
Empresa:
Rouxinol Produtos Naturais (São Paulo)
Indicação:
Obesidade, gordura localizada, celulite,colesterol
2) Xarope
Flor da Índia
(500 ml)
Empresa: Nutri Plantas (Manaus).
Indicação: Boca amarga, cólica de fígado
ou rins, prisão de ventre e dores de cabeça
3) Xarope
Flor do Sertão (500ml).
Empresa:
Elis Natu’s.
Indicação: Hepatite, úlcera gástrica,
pedras na vesícula e ácido úrico
4) Flor da Catingueira (500 ml)
Empresa: Bonature Produtos Naturais (Belo Horizonte).
Indicação:
Bebida com extratos vegetais e vitamina C
5) Umburana (500 ml).
Empresa:
Não
consta
Indicação: Infecções dos rins, fígado
e vesículas
6) Nutri Plantas (compostas de ervas medicinais 500 ml)
Empresa: Nutri plantas (Manaus)
Indicação: Empachamento, úlcera, azia,
boca amarga e dores gástricas
7) Folha Santa (200 ml)
Empresa: Natureza Viva
Indicação: Evita derrame, palpitação
no coração, tônico do coração
8)Elixir
de Pai João
(250 ml)
Empresa:
Não
consta
Indicação: Dores de Barriga, impotência
sexual e perda de memória.
9) Tayu Caroba (Elixir natural composto de 250 ml).
Empresa:
Não
consta.
Indicação:
Depurativo do sangue, elimina cravos, espinhas, tumores e feridas.
Terra
Notícias
Tuberculose
resistente a remédios causa temor na Europa
Reduzir Normal
Aumentar Imprimir Um plano foi elaborado para tentar conter
casos de
um tipo de tuberculose resistente a medicamentos
em 53 países europeus, em um problema descrito pela OMS
(Organização Mundial da Saúde) como "alarmante".
A infecção é maior no leste da Europa,
enquanto no oeste do continente, Londres tem o maior índice
de ocorrências da doença entre as capitais. A OMS
estima que há 81 mil casos do tipo resistente de tuberculose
por ano na Europa, embora muitos países apresentem falhas
nos diagnósticos. O plano pretende aumentar os diagnósticos
e os acessos a tratamentos. Especialistas acreditam que ele tenha
o potencial de economizar 120 mil vidas, além de vários
bilhões de dólares, até 2015.
Problema europeu
A Rússia, a Ucrânia e o Azerbaijão estão
entre os países com a maior incidência da doença.
Os casos de tuberculose na Grã-Bretanha estão concentrados
nas grandes cidades. Há 3,5 mil casos em Londres por ano.
Em 2009, foram registrados 58 casos do tipo resistente da tuberculose
no país. A resistência pode aumentar casos os pacientes
não sigam a medicação à risca.
"Embora os números gerais sejam baixos, a tendência é de
aumento nos casos na última década", afirma
o médico Ibrahim Abubakar, especialista em tuberculose
da Agência de Proteção à Saúde
britânica. "Não podemos ser complacentes. O
custo de administrar cada caso pode ser aumentado para várias
centenas de milhares de libras", diz.
"Enquanto uma pessoa está infectada, outras podem
pegar a tuberculose. Os grandes números no leste europeu
representam uma falha na tomada de ação." O
especialista pede que médicos e centros de atendimento
estejam vigilantes para detectar possíveis casos.
A tuberculose é uma infecção contraída
pelo ar que, embora tenha tratamento, ainda é fatal em
cerca de 7% dos casos. Quase metade dos pacientes que contraem
a forma resistente a medicamentos da doença acabam morrendo.
No Brasil, segundo dados do governo federal, a tuberculose é a
terceira causa de mortes por doenças infecciosas e a primeira
entre pacientes com Aids.
A OMS elogiou
o serviço britânico para tratar da
doença, que utiliza uma van com equipamento portátil
de raio-X para examinar moradores de rua e dependentes de drogas. "Todos
nós podemos estar expostos (à tuberculose), e não
apenas as populações vulneráveis, como os
imigrantes e os prisioneiros", disse Ogtay Gozalov, do escritório
europeu da OMS. "Se os Estados-membros não agirem
agora, pode haver uma situação dramática
no futuro."
Coquetel
A advogada
inglesa Anna Watterson contraiu o tipo resistente de tuberculose
enquanto
estudava Direito e morava no noroeste
de Londres. Ela afirma ter se recuperado totalmente, mas perdeu
um ano de estudos e passou quatro meses no hospital. "Eu
tinha uma tosse que não acabava nunca, perdi peso e tive
sudorese noturna", disse ela à BBC.
"Eu visitei meu médico de família algumas
vezes, mas não havia suspeita de tuberculose devido ao
meu retrospecto e à minha idade - eu estava na faixa dos
20 anos", afirmou. "Assim que entrei no hospital, comecei
com o tratamento básico com três medicamentos. Mas
seis semanas depois, veio a notícia deprimente de que
nenhum deles havia funcionado", disse.
"Com o novo coquetel de remédios, fiquei me sentindo
mal. Eu tive hematomas por injetá-los, e um dos efeitos
colaterais era sensibilidade com o sol. Sendo uma ruiva de cor
pálida, isto me obrigava a sair de luvas na rua durante
o verão."
Gazeta do Povo
Acesso à saúde é mais difícil
para negros
Por Paola Carriel
Estudo divulgado
pela ONU mostra que a taxa de mortalidade materna de mulheres
negras é 66%
maior do que a de mulheres brancas
Um estudo
divulgado pela Organização das Nações
Unidas (ONU) mostra que as mulheres negras no Brasil têm
as piores condições de acesso à saúde
e chegam a ter uma taxa de mortalidade materna 66% maior do que
a das mulheres brancas. Os negros também são mais
afetados por doenças como a hanseníanse e tuberculose.
O levantamento, realizado em parceria com a Universidade Federal
do Rio de Janeiro e divulgado ontem, compilou uma série
de indicadores já produzidos pelo governo brasileiro.
A diferença é que os pesquisadores focaram no recorte
racial.
O Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil
2009 – 2010 mostra que entre mulheres brancas a taxa de
mortalidade materna é de 40,5. Já entre negras
ela sobe para 67. As mães afro-descendentes têm
menos acesso ao pré-natal, sendo que apenas 42,5% realizam
ais de sete consultas durante a gestação – porcentual
que chega a 70% entre as brancas.
A prevenção também tem acesso diferenciado.
As mulheres negras fazem menos exames preventivos de câncer
de mama e colo do útero e vão menos ao dentista.
A hanseníase, ainda, afeta duas vezes mais a população
que se define como preta ou parda. A violência – uma
das principais causas de mortalidade no Brasil – também
vitimiza mais a população negra. Entre 2006 e 2007,
63% das pessoas assassinadas eram pretas ou pardas.
Quando há uma análise sobre as condições
socioeconômicas, os afro-descendentes também têm
os piores indicadores. A renda média é a metade
e a taxa de analfabetismo 13 pontos porcentuais maior. A expectativa
de vida entre brancos é 5 anos maior.
Entre os
avanços apontados há a quase universalização
do ensino fundamental para crianças negras e pardas e
o crescente reconhecimento de comunidades quilombolas. Hoje pretos
e pardos representam 50,3% da população brasileira
e os brancos, 48,8%.
Para a procuradora
federal da Fundação Palmares,
Dora Lúcia Bertúlio, o relatório de 300
páginas mostra que o progresso das últimas décadas
não foi significativo para diminuir as desigualdades raciais.
Ela lembra que, em média, a população negra
fica 50% abaixo nos indicadores em relação aos
brancos. “A sociedade brasileira é racista e parece
que os números não são relevantes.”
Críticas
Levantamentos
que fazem apenas o recorte racial e não
de renda recebem críticas de alguns especialistas. De
acordo com eles, os brancos pobres sofreriam a mesma desigualdade
que negros pobres. O historiador e professor da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) José Roberto Pinto de
Góes é um dos críticos. “Não
acho que os brasileiros possam ser classificados em negros ou
brancos”, afirma.
Góes diz que acredita em direitos iguais para todos. “Privilégios
apenas para quem deles precisa, como os deficientes físicos
e os idosos. Que importância pode ter a cor da pele de
alguém?” Para ele, é lamentável que
a ONU se preste a chancelar um documento cujo título dá a
entender que é lícito recorrer à ideia de
raça para tratar dos assuntos humanos.
Entrevista
Rebecca Tavares,
representante da entidade da Organização
das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero
e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) no Brasil e Cone
Sul.
O
que mais lhe chama atenção no relatório?
Este é o segundo relatório produzido e é importante
porque antes não havia nada sistematizado sobre as diferenças
de raça e gênero no Brasil. Agora há uma
ferramenta para analisar a situação específica
de mulheres e homens negros. Um dos dados que mais chamam a atenção é a
diferença da taxa de mortalidade materna quando há um
recorte de raça e região do país. A participação
na força de trabalho também é mais informal
para mulheres negras, o que representa a precariedade dessa inserção.
Por
que ocorrem essas diferenças?
É um reflexo da estratificação racial no
Brasil. Isso comprova, através de dados e estatísticas,
que a estratificação ainda é caracterizada
pela raça. Mesmo controlando pelo critério de classe
social, ainda há diferenças raciais.
O estudo
mostra como a desigualdade afeta a realidade. Os negros têm maior probabilidade de ficar na pobreza. Eles são
a maioria dos beneficiários do Bolsa Família. Dos
11 milhões de famílias do programa, 7 milhões
são pretos ou pardos.
Como diminuir a desigualdade?
Durante séculos o Brasil não reconheceu a desigualdade
racial. Os dados da pesquisa são bastante claros. Primeiro é preciso
divulgar com mais abrangência esses fatos e depois conscientizar
os tomadores de decisão, políticos, educadores,
setor privado, etc. Há também ações
afirmativas, que a ONU chama de medidas temporárias específicas
dirigidas para populações mais excluídas.
Saúde
Business Web
Exigir
caução
garante o pagamento?
Por Gabriel Mesquita Rodrigues Filho
Mesmo diante
de norma Federal e Estadual, muitos hospitais insistem numa
prática que gera mais prejuízo do que a garantia
do recebimento pelos serviços prestados
No mês de junho passado foi sancionada a lei estadual
paulista nº 14.471/11 que proíbe a exigência
de qualquer natureza para a internação de pacientes
em hospitais ou clínicas privadas no Estado de São
Paulo.
Referida
norma veio consolidar a proibição já prevista
na Resolução Normativa n° 44/2003 de lavra
da Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Como se vê, não de hoje a existência de normas
regulamentando a matéria, porém, o fato é que
muitos hospitais pelo Brasil afora continuam a exigir este tipo
de garantia financeira de seus pacientes, quando do momento da
internação.
Sabe-se por
experiência que não raras vezes as
operadoras de planos de saúde autorizam a internação
do seu beneficiário e na hora da prestação
dos serviços médicos necessários, deixam
de autorizar a realização de procedimentos ou exames
sem os quais não será possível adequar ou
efetivar o tratamento, ou mesmo, salvar a vida do paciente.
Infelizmente,
muitos hospitais adotam a prática de exigir
garantias financeiras prévias para prestar o atendimento,
fato este absolutamente ilegal, diante das normas vigentes no
tocante às relações entre os pacientes e
as instituições hospitalares.
A saúde não é barata e eventual prestação
de serviços sem a contrapartida pode ser extremamente
nociva à outra saúde, a financeira, isso em qualquer
tipo de hospital. Todavia, a solução não
pode ser a exigência de caução ou qualquer
outro tipo de garantia de pagamento, até porque há um
contrato firmado com o paciente ou com o responsável por
este que já garante o direito do hospital de cobrar pelos
serviços prestados.
Muitos hospitais
inferem que a falta de uma garantia pode resultar no aumento
da inadimplência, com o encarecimento da assistência
hospitalar. E que assim, os bons pagadores serão prejudicados
pelos maus pagadores e inadimplentes.
Ocorre que
o mau pagador não se importa realmente com
qualquer tipo de pagamento, pelo que, pouco importa tenha dado
ao hospital um cheque-caução, nota promissória
ou qualquer outro tipo de pagamento, pois, este não será honrado.
A grande
mazela sobrará, infelizmente para o bom pagador
que sofrerá por conta desta prática ilegal, que
indubitavelmente é constrangedora.
Como prevenir?
Nos casos
de pacientes internados com plano de saúde,
o correto seria inserir nos contratos de credenciamento com as
operadoras, cláusula contratual prevendo a responsabilidade
da operadora de planos de saúde pelo pagamento dos serviços
prestados e que, eventual restrição contratual
entre o beneficiário e o plano de saúde fique vinculada à discussão
contratual entre aquelas partes.
Em outras
palavras: deve haver uma cláusula permitindo
o atendimento pelo hospital, com responsabilidade de pagamento
pela operadora de plano de saúde, independentemente da
existência de restrição a ser discutida entre
o plano de saúde e seu beneficiário que venha a
ser atendido pelo hospital.
Caso não seja possível a inserção
desta cláusula, ao menos deve ser previsto o atendimento
pelo hospital, com responsabilização da operadora
de plano de saúde, para os casos de urgência e emergência,
em que o hospital se encontra impedido de recusar o atendimento
ou mesmo postergá-lo.
Para os casos
em que o paciente tenha atendimento particular, o correto é que seja feito um instrumento contratual adequado,
devidamente assinado pelas partes e que garanta a execução
da dívida, ou seja, que a sua forma obedeça ao
previsto em lei, fato este que ajudará no aumento das
chances de sucesso na busca do pagamento.
Inviável vem a ser estabelecer garantia por intermédio
de qualquer tipo de caução, uma vez que esta prática
poderá ocasionar até mesmo o pagamento de indenização,
além das sanções administrativas e penais
previstas em lei, tendo em vista a sua proibição.
Extra Online
Risco
de epidemia de dengue no verão
Alerta é feito por secretário de saúde
de RJ
Na terça-feira o secretário estadual de Saúde,
Sérgio Cortes, fez um alerta importante sobre a dengue:
o próximo verão pode ter a maior epidemia registrada
até agora se não forem tomadas providência
eficazes de combate ao mosquito Aedes aegypti. Cortes destacou
que uma das áreas que mais preocupam é a Região
Serrana, onde a tragédia das chuvas, em janeiro, pode
ter criado novos criadouros do Aedes:
— Temos uma situação extremamente grave,
que é a circulação de um vírus novo,
que nunca tinha sido detectado. Temos 11 casos em Niterói
confirmados. E, além disso, temos ainda outros dois vírus
que circulando. Assim, temos pessoas suscetíveis a diversos
vírus.
Na próxima segunda-feira, será realizado um encontro
com os prefeitos de 92 municípios, no qual o estado cobrará que
cada cidade faça um plano de contingência para tratar
a doença e combater o mosquito transmissor.
— Além disso, é importante destacar que
o papel da população é fundamental nesta
luta, já que a maior parte dos criadouros está dentro
das casas — explicou o secretário.
Já são
157 mil casos
O Estado
do Rio já registrou 157 mil casos de dengue
desde início do ano, de acordo com levantamento feito
pela Secretaria estadual de Saúde até o dia 31
de agosto. No topo do ranking, em números absolutos, está a
capital fluminense, com 68.539 registros.
No segundo
lugar, está Caxias, com 9.526 casos. Em seguida,
aparecem Volta Re-donda, com 5.885; São Gonçalo,
com 5.446; Cabo Frio, com 5.445; Niterói, com 4.678; Itaboraí,
com 4.666 e Angra dos Reis, com 4.477.
Entre os
municípios que com menor número de casos
de dengue registrados estão Varre-Sai e Laje do Muriaé,
ambos com apenas uma notificação da doença.
Consultor
Jurídico
ANS estrangula pequenas empresas do setor
Por Alexandre
Arnaut de Araújo
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
autarquia federal que regula o setor da saúde suplementar
no país, fez publicar no Diário Oficial da União
do dia 20 de junho de 2011 a Resolução Normativa
259 que dispõe sobre a garantia de atendimento dos beneficiários
de plano privado de assistência à saúde,
norma que a princípio teria vigência a partir de
19 de setembro deste ano e que ficou prorrogada para 19 de dezembro
de 2011, nos termos da Resolução 268. Pretende
a ANS regular por meio da Resolução 259 a garantia
de atendimento aos beneficiários, fixando prazos máximos
para a realização dos atendimentos, como, por exemplo,
determinando que as operadoras devam garantir consultas básicas
em pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia
e obstetrícia no prazo máximo de sete dias úteis,
consulta nas demais especialidades em 14 dias úteis, sessões
com fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos
em até 10 dias úteis, todos contados a partir da
data da demanda do serviço ou procedimento até a
sua efetiva realização.
A Resolução deixa claro também que o prazo
referido é para atendimento dentro da rede credenciada
da operadora e com qualquer profissional disponível da área,
não deixando aqui a possibilidade do usuário exigir,
dentro destes prazos, consultas e procedimentos com profissionais
eleitos por eles. Fixa também que o prazo do chamado “retorno” ficará a
critério do profissional responsável pelo atendimento.
Mais uma vez a ANS, por meio de medidas consideradas inviáveis,
estrangula um pouco mais o mercado da saúde suplementar,
obrigando empresas privadas cumprirem normas inatingíveis
quando o próprio Estado não consegue conferir ao
cidadão o direito ao acesso à saúde como
consta na Constituição Federal em seu artigo 196
(“A saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas
que visem à redução do risco de doença
e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às
ações e serviços para sua promoção,
proteção e recuperação.”).
É notório o colapso pelo qual passa o Sistema Único
de Saúde no Brasil e a incapacidade das autoridades do
setor em conferir aos cidadãos o direito constitucional
já referido, sendo que existem casos em que o agendamento
de consultas junto ao serviço público pode demorar
seis, sete, oito meses, quiçá mais. Há um
absoluto contrassenso quando o Estado age desta maneira, repassando
ao particular a obrigação que lhe cabe e, mais,
baixando normas cuja intenção é discutível
já que há muito a postura da ANS vem sendo no sentido
de aniquilar as pequenas e médias empresas para que somente
as “gigantes” continuem no mercado.
Consideramos,
portanto, que a Resolução tem preferencialmente
fins políticos assim como as inúmeras determinações
de Direção Fiscal ( intervenção nas
empresas por parte da ANS ) em pequenas e médias operadoras
que vem ocorrendo na região de Campinas e que tem dificultado,
e muito, a mantença destas empresas no mercado. A sugestão é a
união destas empresas para a defesa eficaz de seus direitos
para que sejam evitados abusos por parte da ANS, garantindo,
assim, à iniciativa privada, o também direito constitucional
de exercer a livre iniciativa em qualquer atividade econômica
(artigo 171, parágrafo único da CF 1988 ). Ou,
alternativamente, que se estabeleça um novo sistema privado
de saúde, que é o que está próximo
de acontecer.
Quarta-feira, 14.09.11
Agência Câmara de Notícias
Deputados
fecham acordo para votação da Emenda
29 na próxima quarta
Por Carol
Siqueira / Edição: Newton Araújo
Acordo fechado
nesta quarta-feira com os líderes vai
permitir que a pauta seja liberada para a votação
do projeto que regulamenta os recursos para a saúde previstos
na Emenda 29. Indicação da Câmara para o
TCU e anistia criminal para bombeiros também podem ser
votadas.
Um acordo
fechado entre todos os líderes partidários
e o presidente da Câmara, Marco Maia, vai permitir que
a pauta seja liberada para a votação na próxima
quarta-feira (21) do projeto que regulamenta os recursos para
a saúde previstos na Emenda 29 (PLP 306/08).
Marco Maia
anunciou a votação na terça-feira
do projeto de lei que cria uma empresa para a gestão dos
hospitais universitários (PL 1749/11). Em urgência
constitucional, ele impede a análise da regulamentação
da Emenda 29 e de outros projetos de lei.
Com a pauta
das sessões extraordinárias liberada,
outros projetos, como a criação da Comissão
da Verdade (PL 7376/10), a anistia criminal para policiais e
bombeiros (PL 6882/10) e a indicação da Câmara
dos Deputados para o Tribunal de Contas da União (TCU)
também poderão ser votados na próxima semana.
“Vamos votar na terça-feira o projeto que trata
sobre a empresa hospitalar, depois devemos votar a urgência
e o projeto da anistia dos bombeiros e de outros servidores e
vamos votar na quarta-feira de manhã a escolha do novo
membro do TCU e, à tarde, a Emenda 29”, explicou
Marco Maia. Segundo ele, outras propostas também poderão
ser votadas por acordo entre os líderes, e esse cronograma
será definido na próxima terça-feira no
Colégio de Líderes.
Marco Maia
elogiou o acordo, que permitiu a votação
de quatro medidas provisórias nessa semana, e disse que
nenhum lado foi beneficiado. “Nos não estamos nem
atendendo ao governo na sua integralidade nem a oposição.
Nós estamos no meio termo”, disse.
Empresa
Universitária
A polêmica em torno do projeto que cria uma empresa para
gestão dos hospitais universitários, na avaliação
de Marco Maia, não vai impedir a sua votação
em Plenário. Hoje a proposta não foi votada na
comissão especial diante da pressão de servidores
dos hospitais universitários descontentes com o texto.
Segundo o
presidente da Câmara, “o que aconteceu
na comissão especial foi uma obstrução promovida
pelos servidores e por algumas categorias, que impediu a sua
votação. Na semana que vem, vamos tomar todas as
medidas para que não haja impedimento à votação
dessa proposta.”
O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães
Neto (BA), ressaltou que “não é normal” se
votar três MPs em uma só sessão, mas a oposição
cedeu por um propósito maior. “Para assegurar a
votação de uma proposta (Emenda 29) que vai permitir
que recursos sejam destinados à saúde estamos aceitando
o encaminhamento e fazendo concessão”, disse.
Já o líder do governo, deputado Cândido
Vaccarezza (PT-SP), disse que o acordo representa “um momento
maior” da Câmara. “Estamos em vias de concluir
um grande acordo pelo bem do Brasil. Todos vivenciamos a discussão
sobre a regulamentação da Emenda 29. Quero dizer
que o governo não se sente derrotado”, disse Vaccarezza.
O governo
foi contra a análise da proposta, insistindo
na criação de um novo financiamento para a saúde.
A decisão de pautar a proposta foi de iniciativa do presidente
da Câmara, Marco Maia, por pressão dos líderes
da base e da oposição.
Recursos
para a Saúde
O Plenário vai votar um destaque do DEM que pretende
retirar do texto aprovado em 2009 a base de cálculo da
Contribuição Social da Saúde (CSS), imposto
a ser cobrado nos moldes da CPMF com arrecadação
exclusiva para o setor.
Ao tirar
a base de cálculo do texto, fica inviabilizada
a cobrança do tributo. Na sessão de ontem, o líder
do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que o partido vai
votar a favor do destaque da oposição e contra
o novo tributo.
O texto base
da proposta, com a previsão do novo imposto,
já foi aprovado em Plenário. Se for aprovado o
destaque, o texto vai para o Senado criando o novo imposto, mas
sem definir a base de cálculo. Caberá aos senadores
refazer o texto – que volta para a Câmara – ou
aprovar a proposta sem alterações e deixar a base
de cálculo da proposta para uma lei futura.
ANVISA
Dirceu
Barbano é reconduzido
ao cargo de diretor da Anvisa
Nesta quarta-feira
(14/9), o Senado Federal reconduziu o farmacêutico
Dirceu Barbano ao cargo de diretor da Anvisa. Barbano assumiu
a vaga de diretor na Agência em 10 de outubro de 2008 e,
desde 6 de janeiro de 2011, exerce o papel de diretor-presidente
da instituição. Todos os 17 senadores presentes à reunião
da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovaram a recondução
do diretor.
Barbano fez
uma breve apresentação sobre as áreas
de atuação da Anvisa e respondeu a inúmeros
questionamentos dos senadores. “Nós precisamos ampliar
a eficiência, sem comprometer o rigor que tem caracterizado
a tomada de decisão na Agência. Para isso, é preciso
aprimorar o marco regulatório, capacitar os profissionais
da Agência, e aprofundar o diálogo com a sociedade”,
afirmou o diretor.
Por lei,
os mandatos dos diretores da Anvisa têm duração
de três anos, podendo haver uma recondução.
A sabatina de Dirceu Barbano foi realizada na Comissão
de Assuntos Sociais, que é presidida pelo senador Jayme
Campos (DEM-MT). A recondução foi submetida, ainda
nesta quarta-feira (14/9), ao Plenário do Senado Federal
e aprovada pela maioria dos presentes.
Manifestações
Entre os
posicionamentos e os questionamentos levantados pelos parlamentares,
foi recorrente
a referência à matéria “Parece
Milagre”, publicada pela Revista Veja na edição
de 7 de setembro. Os senadores manifestaram repúdio ao
fato de a reportagem promover o uso do medicamento Victoza, recomendado
para diabetes tipo 2, para indicação terapêutica
não aprovada pela Anvisa.
O senador
Eduardo Suplicy (PT) leu, na tarde desta quarta-feira (14/9),
no Plenário do Senado Federal, a carta de esclarecimento
da Anvisa à sociedade.
“É preciso que fique claro que o uso deste medicamento
de forma indiscriminada para o tratamento da obesidade representa
elevado risco à saúde da população”,
destacou.
Agência Câmara de Notícias
Câmara aprova reajuste de 24,4% para médicos
residentes
Por Eduardo
Piovesan / Edição: Daniella Cronemberger
A relatora,
deputada Jandira Feghali, incluiu no texto normas para cobrança de anuidade por todos os conselhos profissionais.
O valor máximo será de R$ 500 para pessoas físicas
e R$ 4 mil para empresas.
O Plenário aprovou, nesta quarta-feira (14), o projeto
de lei de conversão da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
para a Medida Provisória 536/11, que aumenta para R$ 2.384,82
o valor da bolsa para médicos residentes a partir de 24
de junho deste ano - um reajuste de 24,4%. O texto será analisado
ainda pelo Senado.
O aumento
já havia sido concedido pela MP 521/10 a partir
de 1º de janeiro de 2011, mas sua vigência acabou
em 1º de junho. Até dezembro de 2010, a bolsa era
de R$ 1.916,45 e tinha sido reajustada para R$ 2.338,06 depois
de uma greve da categoria e de negociações com
o Ministério da Educação, principal financiador
do programa de residência médica no Brasil. Os médicos
residentes queriam reajuste de 38,7%, mas aceitaram a proposta
do governo.
A relatora
fez mudanças na MP para garantir o direito
do médico residente à moradia sem a exigência
de comprovação da necessidade, como determinava
a redação original.
Conselhos profissionais
Para dar
mais segurança jurídica aos conselhos
profissionais, Jandira Feghali também incluiu regras para
a cobrança de anuidade, pois a delegação
dada aos conselhos para fazer isso, por meio da Lei 11.000/04,
está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).
A deputada
se baseou nas leis recentes que disciplinaram o assunto para
os conselhos
de Educação Física, de
Representantes Comerciais e de Contabilidade. As regras incluídas
na MP deverão ser seguidas quando não existir lei
específica ou, se existir, quando ela estabelecer a cobrança
de valores expressos em moeda não mais existente ou delegar
o procedimento ao conselho.
De acordo
com o texto, as anuidades serão limitadas a
R$ 500 para profissionais de nível superior e a R$ 250
para os de nível técnico. No caso de pessoas jurídicas,
há sete faixas de enquadramento do valor máximo
segundo o capital social, variando de R$ 500 (para capital social
de até R$ 50 mil) a R$ 4 mil (capital acima de R$ 10 milhões).
O reajuste
será feito pelo Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC) e a repartição
entre os conselhos regional e federal será segundo o índice
constante de legislação específica.
“Os valores propostos como limites para as anuidades são
adequados para o custeio dessas autarquias, sem onerar excessivamente
os profissionais e empresas sujeitos ao seu pagamento”,
afirmou a relatora.
Para o deputado
Sílvio Costa (PTB-PE), porém,
a norma só vai beneficiar os donos dos conselhos. “Quem é diretor
do conselho quer isso aqui, agora pergunta se os profissionais
querem isso? É um absurdo colocar essa emenda do conselho
na medida provisória”, disse Costa, que se referiu à norma
como um “jabuti” incluído no texto, por não
ter vinculação com o tema principal da MP.
O PTB e o
PPS eram contra a inclusão dessas regras na
proposta, mas devido a um acordo entre as lideranças partidárias,
o texto não sofreu novas mudanças antes da votação.
O PTB chegou a apresentar um destaque para retirar essas normas
da medida provisória, mas ele foi rejeitado pelo Plenário.
Licenças
A MP também concede outros direitos, como a licença-paternidade
de cinco dias e possibilidade de aumento da licença-maternidade.
Caso requerido pela médica residente, a instituição
de saúde responsável pelos programas de residência
médica poderá prorrogar a licença-maternidade
por até 60 dias, com base na Lei 11.770/08.
Para os demais
profissionais de saúde, essas licenças
foram instituídas por uma resolução da Comissão
Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde,
de fevereiro deste ano.
Está previsto ainda que a instituição de
saúde na qual o residente médico trabalha deverá fornecer,
durante todo o período de residência, alimentação
e condições adequadas para repouso e higiene pessoal
durante os plantões.
A relatora
também acrescenta dispositivo na legislação
tributária para deixar mais claro que, sobre a bolsa de
residência médica, não incide Imposto de
Renda.
Dívidas
Quanto às dívidas, o texto prevê que os
conselhos poderão desistir da cobrança judicial
de valores inferiores a R$ 5 mil e determina que não serão
executadas judicialmente as menores que quatro vezes a anuidade
do associado (R$ 2 mil a R$ 16 mil).
Outros aspectos – como desconto para recém-inscrito,
regras de isenção e concessão de desconto
para pagamento à vista – serão definidos
pelos conselhos federais. O parcelamento também será disciplinado
por essas entidades e o texto garante a divisão em um
mínimo de cinco vezes.
Expansão
de vagas
Segundo o
governo, atualmente há cerca de 23 mil médicos
residentes em 53 especialidades e 54 áreas de atuação
reconhecidas pela Comissão Nacional de Residência
Médica (CNRM). Os programas têm duração
de dois a cinco anos e carga de 60 horas semanais.
O Ministério da Educação é o principal
financiador das bolsas (5.610 para médicos e 483 para
outros profissionais). A meta para 2011 é ofertar 7.270
bolsas no total.
Já o Ministério da Saúde pretende expandir
o programa de residência médica em suas unidades
e naquelas vinculadas aos estados, municípios e hospitais
filantrópicos, com previsão de financiar um total
de 1.862 bolsas em 2011.
* Matéria atualizada às
19h54.
Íntegra
da proposta:
MPV-536/2011
Isaude.net
Centro
de estudos discute saúde dos brasileiros com base
em publicação inglesa
Atividade
está baseada na edição especial
sobre Brasil publicada pela revista The Lancet, uma das mais
influentes na área médica
Como parte
das atividades da semana comemorativa dos seus 57 anos, a Escola
Nacional
de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz)
está promovendo hoje (14), um centro de estudos sobre
a saúde dos brasileiros. A atividade tem como base a edição
especial de uma das mais influentes publicações
médicas do mundo, a revista inglesa The Lancet, que pela
primeira vez divulgou um volume especial sobre o tema.
A edição comemorativa começou às
9h com a apresentação dos seis artigos que compõem
a publicação, analisados por sete especialistas
em saúde pública de diversas instituições
acadêmicas e de pesquisa do Brasil. A atividade está sendo
conduzida pelo diretor da Escola, Antônio Ivo de Carvalho,
e pelo coordenador do Centro de Relações Internacionais
em Saúde (Cris/Fiocruz), Paulo Buss. O evento aberto ao
público está acontecendo no salão internacional
da escola.
Os artigos
fazem uma ampla revisão sobre saúde
e assistência médica da população
brasileira, baseada em documentos e análises originais
de dados epidemiológicos. Os estudos ainda descrevem a
história da assistência médica no Brasil,
com ênfase na implantação do Sistema Único
de Saúde, assim como a evolução recente
das principais doenças e fatores de risco que afligem
o Brasil. Os temas são: sistema de saúde brasileiro,
saúde materno-infantil, doenças infecciosas, doenças
crônicas, violência e lesões no Brasil, condições
de saúde e inovações nas políticas
públicas de saúde.
O Centro
de Estudos conta com a participação de
pelo menos um autor de cada um dos seis artigos publicados na
Lancet: Célia Almeida (Escola Nacional de Saúde
Pública - Ensp), Estela Aquino (Universidade Federal da
Bahia - UFBA), Celia Szwarcwald (Instituto de Comunicação
e Informação Científica e Tecnológica
em Saúde - Icict/Fiocruz), Gulnar Azevedo e Silva (Universidade
do Estado do Rio de Janeiro - Uerj), Maria da Glória Teixeira
(UFBA), Maria do Carmo Leal (Ensp) e Michael Eduardo Reichenheim
(Uerj). O lançamento do número especial ocorreu
em maio no auditório da Opas/OMS, em Brasília,
com participação do ministro da Saúde, Alexandre
Padilha.
Desenvolvimento
sustentável
nos 57 anos da Ensp
A Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca
(Ensp/Fiocruz) escolheu o tema " Rio 20: sustentabilidade,
economia verde e combate à pobreza" para comemorar
seu aniversário de 57 anos. Dessa forma, a Ensp se engaja
na discussão planetária sobre a transição
necessária para uma economia inclusiva, verde e responsável,
em que o Brasil e as áreas de saúde e meio ambiente
têm papel estratégico e decisivo.
Isaude.net
Rio
de Janeiro pode ter a pior epidemia de dengue já registrada
no estado
Secretários municipais se reuniram para discutir as próximas
medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti
O próximo verão fluminense poderá ter a
pior epidemia de dengue já registrada no estado se não
forem adotadas medidas eficazes de combate ao mosquito transmissor
doença, de acordo com o secretário estadual de
Saúde, Sérgio Côrtes. O governador Sérgio
Cabral e vários secretários participaram de uma
reunião nessa terça-feira (13), em que foi anunciada
pela secretaria de saúde as próximas medidas do
estado no combate ao Aedes aegypti.
O foco do
trabalho está no envolvimento da população
e de cada um dos 92 municípios para que assumam ações
que evitem um quadro de epidemia, principalmente, com a chegada
do verão. Prefeitos e secretários municipais de
saúde de todos os municípios fluminenses foram
convidados a participar, na próxima segunda-feira (19),
de um seminário em que serão discutidas ações
de combate aos focos do mosquito e de assistência aos pacientes,
que envolve desde a instalação de salas de hidratação
até a capacitação de técnicos de
saúde.
Durante a
reunião dessa terça, Côrtes disse
que a principal marca do combate a doença serão
os "Dez Minutos contra a Dengue". De acordo com o secretário,
esse tempo de dez minutos é para que as pessoas examinem
locais que podem servir de foco para o mosquito e acabar com
o criadouro a fim de preservar a saúde da família,
amigos e vizinhos.
As ações de combate à dengue envolvem várias
secretarias de Governo. A secretaria de Educação,
por exemplo, vai promover gincanas educativas sobre o tema com
os estudantes. Já a secretaria de Obras vai monitorar
as obras em execução no estado para garantir que
não tenham focos do mosquito. Também estão
programados, ao longo das próximas 37 semanas, um evento
semanal para debater temas ligados ao combate à dengue.
Agência Câmara de Notícias
Deputados
criticam norma sobre anuidade de conselhos incluída
em MP
Por Carol
Siqueira / Edição: Daniella Cronemberger
Deputados
criticaram a inclusão, na MP 536/11, da regulamentação
da cobrança de anuidade pelos conselhos profissionais.
Pela proposta, o valor será de até R$ 500 para
profissionais de nível superior e de até R$ 250
para nível médio. As pessoas jurídicas poderão
pagar até R$ 4 mil reais por ano às entidades.
Para o deputado
Sílvio Costa (PTB-PE), a norma só vai
beneficiar os donos dos conselhos. “Quem é diretor
do conselho quer isso aqui, agora pergunta se os profissionais
querem isso? É um absurdo colocar essa emenda do conselho
na medida provisória”, disse o deputado, que se
referiu à norma como um “jabuti” incluído
no texto, por não ter vinculação com o tema
principal da MP (reajuste das bolsas pagas aos médicos
residentes).
Costa voltou
atrás e disse que vai concordar com o acordo,
que prevê a votação de três MPs hoje,
para garantir a regulamentação da Emenda 29 na
próxima quarta (21), mas disse que colhe assinaturas para
a instalação de uma CPI sobre conselhos profissionais.
O deputado
Weliton Prado (PT-MG) condenou a falta de debate sobre essa
norma. “Não houve debate nessa Casa sobre
essa questão, isso não pode mais acontecer”,
disse ele, que afirmou ter de aprovar uma proposta com um tema
sobre o qual não concorda para não penalizar os
médicos residentes.
A relatora
do texto, que incluiu as normas sobre anuidade na MP, deputada
Jandira
Feghali (PCdoB-RJ), disse que o texto define
o valor máximo a ser cobrado, sem interferir no que os
conselhos já cobram atualmente. Segundo ela, a intenção é resolver
pendências judiciais sobre as anuidades.
Agência Câmara de Notícias
Comissão especial não votará projeto sobre
empresa de serviços hospitalares
Por Oscar
Telles / Edição: Regina Céli
Assumpção
Em razão de intensos protestos, o presidente da comissão
especial criada para analisar o Projeto de Lei 1749/11, do Executivo,
que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
(Ebserh), deputado Rogério Carvalho (PT-SE), encaminhou
ao Plenário da Câmara a votação do
projeto. Com isso, o projeto não será votado na
comissão especial.
Cerca de
150 trabalhadores da Federação dos Sindicatos
dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras
(Fasubra) tiveram acesso ao Plenário 1. Eles gritavam
para não votar o projeto, que consideram uma “privatização
disfarçada dos hospitais universitários”.
UNICAMP
Mais
de 60% das pesquisas acadêmicas para novos medicamentos
estão incorretas
Estudo feito
pela Bayer HealthCare revela que laboratórios
industriais falham em reproduzir dois terços dos resultados
acadêmicos
Dois terços das pesquisas laboratoriais realizadas pela
gigante farmacêutica Bayer HealthCare para validar trabalhos
acadêmicos que apontam alvos promissores para novas drogas
são interrompidas, porque os resultados obtidos na indústria
não batem com o informado nos artigos científicos.
O levantamento
foi realizado por um trio de pesquisadores da própria Bayer e publicado no periódico
Nature Reviews Drug Discovery, do mesmo grupo que edita a revista
Nature.
"Projetos de validação iniciados em nossa
companhia, com base em dados publicados muito interessantes,
frequentemente resultam em desilusão quando dados fundamentais
não podem ser reproduzidos" , escreve o grupo da
Bayer, liderado por Khusru Asadullah, vice-presidente da Bayer
HealthCare na Alemanha e diretor de Descoberta de Alvos.
O levantamento
feito na farmacêutica, que não passou
por revisão pelos pares, valeu-se de questionários
enviados a todos os cientistas da companhia envolvidos no trabalho
de descoberta de alvos.
Foram obtidas
respostas de 23 líderes de equipe, com
dados de 67 projetos, 47 deles do campo da oncologia. A análise
mostrou que em apenas algo entre 20% e 25% dos projetos os dados
dos periódicos acadêmicos foram completamente confirmados
nos laboratórios da empresa.
Em quase
dois terços dos trabalhos, as discrepâncias
entre o publicado e o observado na indústria ou tornaram
necessária uma " considerável prorrogação" do
processo de validação ou, na maioria dos casos,
levaram ao encerramento do projeto.
"A evidência gerada a favor da hipótese foi
insuficiente para justificar novos investimentos nesses projetos" ,
diz o levantamento.
Transferência
de modelos
Numa análise mais detalhada dos dados, a equipe da Bayer
determinou que a discrepância não poderia simplesmente
ser explicada como fruto de adaptações de procedimento
- por exemplo, com o uso de uma linhagem de células, no
experimento de confirmação, diferente da descrita
no artigo acadêmico original.
De acordo
com o grupo de Asadullah, " ou os resultados
eram reprodutíveis e mostraram-se transferíveis
para outros modelos, ou até mesmo uma reprodução
1:1 do procedimento experimental publicado revelava inconsistências" entre
o resultado descrito na literatura e o obtido no laboratório.
"Surpreendentemente",
prosseguem os autores," mesmo
a publicação em prestigiosos periódicos,
ou publicações de diversos grupos independentes,
não garantia reprodutibilidade" .
A reprodutibilidade,
dizem os cientistas da Bayer, não
se mostrou correlacionada com o fator de impacto do periódico,
o número de publicações a respeito do alvo
em análise, e nem mesmo, com o número de grupos
independentes que publicara resultados a respeito.
Entre os
possíveis motivos para o fenômeno encontrado,
os autores mencionam desde erros estatísticos cometidos
pelas equipes acadêmicas a fatores como a alta pressão
competitiva por publicação no mundo acadêmico;
um viés que favorece a publicação de resultados
positivos e acaba escondendo os negativos; e a falta de tempo
e recursos para que os árbitros envolvidos no processo
de revisão pelos pares mergulhem realmente a fundo nos
trabalhos submetidos.
Obstáculos
"É preciso estudar se de fato existem obstáculos à publicação
de resultados que contradigam dados de periódicos de alto
impacto, ou a opinião científica atualmente estabelecida
num determinado campo, o que poderia levar a literatura a apoiar
uma determinada hipótese, mesmo quando existem diversos
dados (não publicados) contra ela" , escrevem os
autores.
Mesmo reconhecendo
que seu estudo deve ser lido com ressalvas - baseado, como
foi, numa amostra pequena de uma só companhia
- os pesquisadores concluem que " os dados da literatura
sobre potenciais alvos para drogas devem ser vistos com cautela" ,
e que estudos confirmatórios de validação
mostram-se importantes antes que se realizem os grandes investimentos
envolvidos nas fases subsequentes de teste, como a experimentação
em animais.
Isaude.net
Situação do lixo médico-hospitalar está ficando
mais grave em todo o mundo
Casos são mais sérios nos países em desenvolvimento,
onde os recursos para descartar o lixo são quase inexistentes
O relator
das Nações Unidas sobre direitos humanos
e lixo tóxico, Calin Georgescu, afirma que o mundo não
está dando a devida atenção aos riscos causados
pelo lixo médico-hospitalar. Em nota, divulgada nesta
quarta-feira (14), ele alerta que o problema está se tornando
cada vez mais grave.
Para Georgescu,
os casos mais preocupantes ocorrem nos países
em desenvolvimento, onde os serviços com saúde
crescem rapidamente, mas os recursos para descartar o lixo às
vezes são insuficientes ou sequer existem.
Uma das recomendações do relator para diminuir
os danos é a inclusão de um regime internacional
de gerenciamento. Ele propõe um método de incineração
de resíduos ecologicamente correto. De acordo com Georgescu,
até 25% do total do lixo gerado com tratamentos de saúde
são classificados como danosos. Caso não sejam
descartados de forma apropriada, os resíduos podem causar
riscos não só à saúde, mas também
ao meio ambiente.
Uma série de materiais pode ser classificada de lixo
médico-hospitalar incluindo resíduos infecciosos,
produtos químicos e farmacêuticos, seringas e materiais
radioativos, além de instrumentos cortantes.
Descoberta
permite acompanhar mudanças dentro do vírus
depois do ataque do sistema imune e revelou pontos fracos
Uma equipe
de pesquisadores da Universidade de New South Wales (UNSW),
na Austrália, identificou o vírus fundador
responsável pela infecção inicial de hepatite
C.
A descoberta
permite aos cientistas acompanhar as mudanças
dentro do vírus depois que ele foi atacado pelo sistema
imunológico e pode abrir portas para o desenvolvimento
de uma nova vacina.
O líder do trabalho Andrew Lloyd e equipe estudaram indivíduos
em alto risco de hepatite C (HCV), incluindo um número
de pacientes identificados poucas semanas após o início
da infecção. "Nós descobrimos que a
hepatite C não tem apenas um, mas dois ' calcanhares de
Aquiles' que oferecem oportunidades para o desenvolvimento de
vacinas. Se pudermos ajudar o sistema imunológico a atacar
o vírus nestes pontos fracos no início, então
poderíamos eliminar a infecção por completo" ,
explicou o pesquisador Fabio Luciani.
Segundo os
cientistas, a descoberta permite que a ação
das novas vacinas seja concentrada nos pontos mais fracos a fim
de obter mais sucesso. O primeiro ponto vulnerável foi
identificado na transmissão, quando o vírus tem
que sobreviver à transferência de um indivíduo
para outro. O segundo ponto fraco foi a queda significativa na
diversidade das variantes virais em cada indivíduo estudado,
que ocorreu cerca de três meses após a transmissão,
por volta da época em que o sistema imunológico
está começando a combater o vírus. Um menor
número de variantes sugere que o vírus é mais
fácil de ser combatido.
Lloyd acredita
que as descobertas foram significativas devido ao seu potencial
para superar as barreiras de longa data para
a hepatite C o desenvolvimento de vacinas. "Mais pesquisas
vão testar a extensão da resposta imune contra
este vírus ' fundador', em um grupo de indivíduos
infectados desde muito cedo", disse.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html