15-12-11

 

Leia nesta edição:

- Viagem por motivos de saúde movimenta US$ 60 bi por ano

- São Paulo: a nova capital do turismo médico

- Rio se prepara para ser destino médico internacional

- Médicos fazem diagnóstico em 1 segundo

- Prazo para ver o médico

- Campanha nacional mobiliza doadores

- Quanto mais cedo, melhor

- Molécula de planta faz o vírus da Aids 'sair da toca'

- Conheça as ações da Associação de Medicina Diagnóstica para 2012

- Siemens recebe maior pedido de equipamentos para diagnóstico por imagem na América Latina

- Acesso a medicamentos gratuitos cresce 264%

- Exame de sangue poderá detectar Alzheimer

- Prefeito diz que situação da dengue no Rio é mais grave do que a anunciada pelo Ministério da Saúde

- Comissão do Senado quer restringir propaganda de bebidas

- Cai consumo de cigarros e álcool entre adolescentes nos EUA

Quinta-feira, 15.12.11

O GLOBO

Viagem por motivos de saúde movimenta US$ 60 bi por ano

O chamado Turismo de Saúde (bem-estar mais tratamento médico*) movimenta anualmente cerca de US$ 60 bilhões em todo o mundo e registra um crescimento de 35% por ano, em média, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

As estimativas do setor para 2017 apontam gastos entre US$ 49,5 bilhões e US$ 79,5 bilhões com o turismo de saúde. No Brasil, a projeção de crescimento é de 35% nos próximos cinco anos, segundo a Associação Brasileira de Turismo de Saúde (Abratus), entidade recém-criada com o objetivo de abrigar as áreas do turismo receptivo, médica e de saúde.

Uma das lideranças na organização da Abratus, o secretário municipal de Turismo de Porto Alegre, Luiz Fernando Moraes presidente da Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e Destinos Indutores (Anseditur) informa que o Brasil recebe anualmente 60 mil pacientes estrangeiros, que chegam ao país em busca de tratamento médico.

Em todo o mundo, o número de pessoas que se deslocam em busca de atendimento chega a 6 milhões de pessoas por ano. São Paulo e Rio de Janeiro lideram o ranking dos destinos mais procurados no Brasil, mas outras capitais, como Salvador, Recife e Curitiba, também começam a integrar o circuito médico brasileiro.

"A posição do Brasil ainda é insignificante, diante do potencial fantástico do país, pela sua medicina e hospitais de qualidade. É um segmento que mexe com toda a cadeia do turismo, mas é preciso vencer o preconceito que ainda permeia o setor", avalia Moraes.

As vantagens competitivas do país baseiam-se nos serviços de excelência prestados por hospitais e clínicas brasileiras, além do custo bem mais acessível.

Quando comparada com os Estados Unidos, por exemplo, a diferença dos valores praticados no Brasil é de 40% a 50%; na Costa Rica, 30% a 40%; na Tailândia, 30%; e na Índia, 20%.

As áreas mais requisitadas pelos estrangeiros são cirurgia plástica, odontologia, ortopedia e cardiologia.

"Os fatores que mais pesam na escolha do Brasil como destino dos pacientes, além da excelência do atendimento em algumas áreas, são a diversidade cultural, a população amigável, o clima, a percepção de segurança e a distância", afirma o secretário.

Atualmente, 17 hospitais brasileiros integram a lista das entidades acreditadas pela Joint Comission International: dez estão localizados em São Paulo, seis no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre. Costa Rica tem três, Cingapura 22 e Tailândia 28.

Segundo Luiz Fernando Moraes, Curitiba (PR), Recife (PE), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) também vêm trabalhando para obter a certificação. Entre os hospitais brasileiros acreditados, estão entidades de peso, como Albert Einstein e Sírio-Libanês, em São Paulo, Hospital do Câncer e Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, e Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Fundadora e CEO da Medical Travel Brazil, uma das agências de turismo médico pioneira no país, com cinco anos de trajetória, Mariana Palha Freire foi chamada a integrar o grupo de trabalho criado pelo Ministério do Turismo para elaborar um plano estratégico de desenvolvimento do turismo de saúde no Brasil e assim fortalecer a imagem do país como destino de saúde e bem-estar. "Já existe um Departamento de Segmentação na Embratur, pois é sabido que as viagens não são somente de lazer e negócios, envolvem também uma série de outras motivações, tão ou mais importantes", argumenta.

Segundo ela, está em discussão uma série de normas para evitar distorções, como pacotes de viagem que misturam cirurgia plástica e roteiros de lazer, ignorando a necessidade de repouso após uma intervenção.

"As normas em debate estabelecem restrições à intermediação direta pelos médicos na escolha da agência de viagem ou transportadora, procurando evitar conflitos de interesses ou mercantilização excessiva", explica Mariana Palha.

(*) Para o Ministério do Turismo, o turismo de saúde é uma das atividades turísticas resultantes da utilização de meios e serviços para fins médicos, terapêuticos e estéticos.

O GLOBO

São Paulo: a nova capital do turismo médico

Mais que qualquer outra capital do país, São Paulo desponta no cenário brasileiro do chamado turismo de saúde, que é uma importante fonte de ganhos para grandes hospitais e redes de laboratórios baseados na cidade. São 900 mil pacientes por ano, 50 mil deles, estrangeiros. O volume de investimentos previstos na ampliação da rede hospitalar é um dos indicativos da importância do setor para São Paulo esses pacientes representam em torno de 18% do movimento internacional nos hotéis da capital e hospedam-se, em média, por três dias.

Nos próximos três anos, R$ 2,5 bilhões serão investidos na modernização e ampliação da infraestrutura do setor. São recursos que contemplam desde a construção de novos e moderníssimos centros cirúrgicos, até a aquisição de equipamentos de última geração e a ampliação da chamada hotelaria hospitalar.

A capital paulista tornou-se referência internacional em áreas importantes da medicina, como as doenças do coração e o câncer, entre outros ramos de alta complexidade, além de extensa rede de serviços diagnósticos. Esta poderosa infraestrutura já foi descoberta por muitas pessoas de outros países que a cada ano se deslocam em visita à cidade para usufruir seus centros de excelência.

Seja qual for a especialidade, a cidade oferece desde médicos especializados a equipamentos de última geração que estão entre os melhores do mundo para exames além de uma extensa e luxuosa rede hoteleira próxima aos centros cirúrgicos, para hospedar membros da família ou para a convalescença do próprio paciente.

A maioria dos 17 hospitais brasileiros acreditados pela Joint Commission Internacional (JCI) fica em São Paulo, como o Hospital do Coração, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês neste último, a maioria dos pacientes busca tratamentos de alta complexidade, como oncologia, cardiologia, neurologia, urologia e ortopedia. No Albert Einstein, há procura também na área de transplantes.

Para quem mora no exterior, um importante fator de atração é o custo competitivo em relação ao valor cobrado pela medicina privada nos países desenvolvidos: uma cirurgia cardíaca, que custa US$ 90 mil nos hospitais paulistanos, por exemplo, passa dos US$ 300 mil nos Estados Unidos. A dificuldade para os pacientes de países como Canadá e Reino Unido, são as longas filas de espera para conseguir atendimento pelo sistema público.

No Brasil, para uma população de 190 milhões de pessoas, há 350.000 médicos. Na Costa Rica, esta relação é de 4,5 milhões de habitantes para 5.200 médicos. Em Cingapura há 4,8 milhões de pessoas e 8.300 médicos. Na Tailândia, onde a população soma 66,7 milhões, há 18.900 médicos. Os dados sobre a população de médicos nos países é da Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e Destinos Indutores (Anseditur).

O GLOBO

Rio se prepara para ser destino médico internacional

Com tradição em sediar grandes eventos da área médica e centros de excelência em medicina, o Rio de Janeiro começa a se mobilizar para se tornar destino internacional para tratamento de saúde.

O subsecretário especial de Turismo, Pedro Augusto Correa Netto Guimarães, disse que a secretaria vai começar a fazer um mapeamento para identificar o potencial da cidade como destino internacional para tratamento médico. "Temos de explorar melhor esse mercado. Só a Malásia, recebeu, em 2010, 300 mil americanos para tratamento médico", disse.

Entre as áreas em que o Rio já é referência em medicina, o subsecretário citou medicina esportiva, neurocirurgia, cirurgia plástica, oncologia, cardiologia e cirurgias em geral. A cidade também sedia grandes hospitais de referência tanto no setor público (INTO, INCA e Rede Sarah), e no privado (Clínica São Vicente, Casa de Saúde São José, Rede DOr e Samaritano).

A Clínica São Vicente recebe muitos estrangeiros, devido aos convênios com mais de 40 planos e seguros de saúde internacionais, mas, na maioria, são pacientes que estão vivendo ou passeando na cidade e precisam de algum cuidado médico. O diretor médico da clínica, Sérgio Siqueira, informou que, eventualmente, pacientes de fora do país vêm exclusivamente para procurar seus profissionais renomados internacionalmente, mas acrescentou que a clínica não tem controle sobre o número desses casos.

Um dos centros de referência no Rio, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO), por ser da rede pública, não atende estrangeiros para tratamentos, mas recebe brasileiros de outros estados do país que não têm tecnologia para determinados procedimentos. A estudante Gleiciane Lima dos Santos, de 24 anos, por exemplo, veio do Acre especialmente para colocar um fixador externo na perna fraturada e teve alta após 16 dias na nova sede da instituição, inaugurada em novembro.

O coordenador de Desenvolvimento Institucional do INTO, Tito Rocha, explica que a instituição recebe os pacientes da central nacional de regulação de cirurgias de alta complexidade e valor agregado. Quando o novo hospital estiver funcionando integralmente (estima-se que isso aconteça em nove meses), serão realizadas 18 mil cirurgias por ano e a meta é de que 5% sejam de pacientes de fora do Rio.

FOLHA DE S. PAULO

Médicos fazem diagnóstico em 1 segundo

Estudo da USP sugere que pensamento sobre causa de doença começa assim que paciente entra no consultório. Resultado indica como funciona o raciocínio médico e pode ajudar a reduzir certos erros de diagnóstico

Thiago Fernandes

Pouco mais de um segundo. É esse o tempo que um médico radiologista precisa para identificar a imagem de uma lesão de tórax numa radiografia, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da USP e publicado ontem na revista "PLoS One".

Pode parecer muito rápido, mas é um tempo similar àquele necessário para que esses mesmos profissionais reconheçam imagens de objetos familiares, como o desenho de animais e letras do alfabeto aplicados sobre chapas radiográficas.

A partir dessa constatação, os pesquisadores concluíram que o processo mental de reconhecimento de sinais clínicos feito por médicos envolve os mesmos mecanismos neurológicos utilizados na identificação de outros objetos da vida cotidiana.

"Essa tendência que os médicos têm -mesmo que de forma involuntária- de fazer diagnósticos de bate - pronto deve ser levada em consideração para aprimorar métodos e técnicas, reduzindo erros de diagnóstico", diz o psiquiatra Marcio Melo, pesquisador do Laboratório de Informática Médica da USP que conduziu o estudo.

O resultado sugere que a formulação da hipótese de diagnóstico acontece de forma quase automática, e começa já nos primeiros momentos de contato com o paciente. "Às vezes isso ocorre antes mesmo de os doentes relatarem os seus sintomas. Por exemplo, quando o médico vê um paciente com icterícia, ele de pronto pensa no diagnóstico de doenças hepáticas", diz Melo.

Para concluir isso, o estudo analisou dados de ressonâncias magnéticas feitas em voluntários no momento em que lhes foram mostradas as radiografias.

Essas imagens apresentavam um entre 20 tipos diferentes de lesões torácicas. Em algumas delas, foram adicionados digitalmente os desenhos de animais e as letras. Os voluntários deveriam então descrever o que viam.

Quando eram mostradas lesões, o tempo médio para resposta foi de 1,33 segundo. Para animais, 1,23 segundo. E, para letras, 1,14 segundo.

A ressonância apontou que em todos os casos as mesmas regiões do cérebro foram ativadas, o que fortalece o entendimento de que, do ponto de vista neurológico, não haveria muita diferença entre reconhecer num raio-X uma pneumonia ou o desenho de um crocodilo.

Uma diferença observada pelos pesquisadores, no entanto, foi que as imagens de lesões ativaram um conjunto mais numeroso de neurônios nas regiões cerebrais ligadas à capacidade cognitiva.

Essas regiões também foram ativadas com os animais e as letras, mas de forma menos intensa.

Esse dado indica que, mesmo acontecendo de forma automática, a identificação de lesões requer um nível de raciocínio mais desenvolvido que nos outros casos.

Os autores destacam, no entanto, que a velocidade não significa que os diagnósticos formais e definitivos feitos pelos médicos sejam feitos tão rapidamente, mas sim que esse é o tempo necessário para a formulação da primeira ideia de diagnóstico a partir da qual o médico orienta todo o seu trabalho.

O DIA

Prazo para ver o médico

A partir de segunda-feira, plano de saúde terá limitação de tempo para marcar consultas

Agendamentos de consultas médicas, exames laboratoriais e internações em hospitais entre outros serviços oferecidos por planos de saúde terão que ser feitos dentro de prazos máximos estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a partir da próxima segunda-feira. Consultas básicas para atendimento de pediatria, clínica médica, cirurgia geral, dentistas e ginecologistas deverão ser marcadas, por exemplo, em até sete dias úteis.

Já exames laboratoriais de análises clínicas vão precisar ser agendados em até três dias úteis. Para outros tipos de exames, além de atendimentos com fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, o agendamento deverá ser feito em até 10 dias úteis.

A Resolução Normativa 259 da ANS, que estabeleceu os prazos máximos de marcação, no entanto, não garante atendimento com o médico da preferência do conveniado do plano de saúde. Para cumprir o prazo das consultas e os outros atendimentos, o próprio convênio passará a indicar o profissional e a clínica disponíveis para o cliente. A resolução foi aprovada em junho deste ano.

De acordo com a ANS, o paciente deve denunciar a operadora de plano que não cumprir os prazos. Os convênios médicos poderão ser punidos com multas, passar por vistorias para avaliação das condições de atender os beneficiários, além de correrem o risco de liquidação, caso nenhuma dessas etapas seja cumprida.

Se o tempo para marcar consulta não for cumprido, o consumidor poderá procurar um médico não credenciado, pagar a consulta e exigir o reembolso. Inicialmente, a Resolução 259 entraria em vigor em setembro. Mas a ANS publicou a 268, adiando para esta segunda a entrada em vigor dos prazos de agendamento.

O POVO

Campanha nacional mobiliza doadores

Hemoce cadastra doadores de medula óssea na sede e em pontos móveis da cidade. Mesmo quem não é doador de sangue pode se cadastrar.

O fim do ano convida à doação. E na hora de oferecer um presente como a vida não importa se o samaritano é habitual ou apenas de ocasião. Qualquer pessoa com idade entre 18 e 55 anos e que nunca teve câncer nem Doença Sexualmente Transmissível (DST) pode fazer esse bem. Até o dia 21, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) promove a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea. A meta é dobrar o número de cadastros, que hoje é de 40 por dia.

Em Fortaleza e no Interior, nas sedes e em postos móveis, o Hemoce vai recrutar potenciais doadores de medula óssea. Quanto mais pessoas se cadastram, maiores são as chances de encontrar doadores compatíveis. De acordo com a Central de Transplantes do Ceará, 36 pessoas aguardam por transplante de medula óssea no Estado.

Adalise Maia, assistente social do Hemoce, explica que para se cadastrar como doador de medula óssea não é preciso ser doador de sangue. "É um procedimento bem simples. A pessoa assina um termo de consentimento e são retirados 10 ml de sangue", descreve.

O termo autoriza o envio da amostra para o laboratório do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). A pessoa só é chamada para doar a medula caso seja encontrado algum paciente compatível.

De acordo com o Hemoce, o Ceará tem mais de 102 mil pessoas cadastradas no Redome, o que coloca o Estado na sétima posição nacional entre as unidades da federação. Apesar disso, em média, apenas uma pessoa é identificada por mês no Ceará como possível doador. Segundo registros da Central de Transplantes do Ceará, foram realizados 16 transplantes de medula óssea este ano.

Fazendo campanha

A advogada Kamila Cardoso, 33, sabe o que significa essa espera. Foram quase dois anos entre o diagnóstico de anemia aplástica, doença que reduz a quase zero a imunidade do organismo, e o transplante de Kaio Cardoso, de 5 anos, em Curitiba (PR).

"Meu filho está bem. Agora é ajudar mais gente a ficar bem. Se as pessoas soubessem da simplicidade que é a doação e a grandiosidade do gesto, elas não duvidariam em doar", relata Kamila, que faz campanha pela Internet em favor da causa.

CORREIO BRAZILIENSE

Quanto mais cedo, melhor

Dois estudos de cientistas brasileiros defendem novo método para o uso de estatinas - utilizadas para controlar o nível de colesterol - em pacientes infartados. A ideia é passar a aplicá-las o mais rapidamente possível, para diminuir inflamações no coração

Gláucia Chaves

Popularmente conhecido como "ataque do coração", o infarto do miocárdio é hoje responsável por 10,28% das 742.779 mortes por doenças crônicas não transmissíveis, segundo dados do Ministério da Saúde. A dor e a sensação de aperto no peito que precedem o problema vêm acompanhadas de náuseas, vômitos e vertigem, e podem durar por longos 20 minutos. Durante o ataque, parte do músculo cardíaco é perdido, por falta de oxigênio e irrigação sanguínea. Para minimizar as lesões dos tecidos atingidos e reduzir as chances de complicações fatais no futuro, a ciência está constantemente em busca de novos métodos e tratamentos. Dois estudos feitos pelo Grupo Brasileiro de Estudo do Coração (Coorte Brasil) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram que o uso de estatinas (lipoproteínas utilizadas para controlar níveis altos de colesterol no sangue) pode ajudar a conter a inflamação durante e após o infarto. E que ter um alto nível HDL (conhecido popularmente como colesterol "bom") ajuda a prevenir a hiperglicemia durante a fase aguda do infarto, uma das principais causas de mortalidade entre esses pacientes.

Andrei Sposito, cardiologista e professor da Unicamp que liderou os estudos, explica que cerca de 50% das pessoas infartadas não conseguem ser atendidas. Dos pacientes que chegam ao hospital, até 15% morrem. "Mesmo depois que recebe alta, uma grande parte deles vai ter outro infarto nos primeiros dois anos", completa o médico. "É uma doença que hoje mata mais que câncer ou infecções." Sposito frisa que praticar atividade física e manter hábitos saudáveis, como não fumar e ter uma alimentação balanceada, ainda são atitudes essenciais para prevenir o infarto. Quando ele ocorre, contudo, um dos principais desafios da medicina é saber o que fazer quando o paciente chega ao hospital - e como evitar que ele sofra novas complicações.

Para tentar responder a essas perguntas e aliviar os sintomas do infarto, o grupo de pesquisadores focou, em um primeiro momento, nas doses de estatina - capaz de diminuir em 1% a 2% o risco anual de infarto em pacientes crônicos, uma vez que, além de reduzir o colesterol, também diminui a formação de trombos e a atividade inflamatória do coração. De acordo com os estudos existentes até então, acreditava-se que o tratamento com o remédio deveria começar em até 12 horas após o início dos sintomas. Sabe-se, contudo, que é nas primeiras 24 horas que a atividade inflamatória tem seu ápice - e um tratamento tardio pode significar sequelas sérias, como a cicatrização irreversível do músculo cardíaco.

Os pesquisadores resolveram, então, refazer os estudos com 125 pacientes infartados. As pessoas foram divididas em quatro grupos, que receberam, respectivamente, zero, 20, 40 e 80 miligramas do remédio assim que começaram os sintomas. Os médicos descobriram, então, que o coração daqueles que receberam altas doses do medicamento quase não apresentou inflamação, enquanto os tratados sem a estatina sofreram o maior aumento da atividade inflamatória. Nos outros grupos, quanto maior foi a dose do medicamento, mais a inflamação retrocedeu. "Essa pesquisa muda a maneira com que a gente trata os pacientes infartados", comenta Andrei Sposito. "O que os estudos anteriores não sabiam é que a maneira correta de usar a estatina é com altas doses logo que o paciente chega, e não na pré-alta."

Estresse

Luiz Sérgio de Carvalho, um dos principais autores do segundo estudo, explica que a ideia central foi analisar como o HDL, também conhecido como o "colesterol bom", ajuda na diminuição da glicose em pacientes infartados. Segundo o médico, após o infarto, hormônios sinalizam para o corpo que existe uma situação de estresse - e isso faz com que o nível glicêmico aumente. "No estresse agudo, logo depois que acontece o infarto, de 90% a 100% dos pacientes desenvolvem hiperglicemia", reforça. Quando a tensão passa, o corpo volta ao normal. Partindo desse pressuposto, a equipe médica estudou 183 pacientes infartados e não diabéticos. A partir de amostras do sangue, foram medidos os níveis de glicose, colesterol total, triglicérides, HDL, proteína C reativa e insulina nas primeiras 24 horas e no quinto dia após o infarto.

Os pesquisadores descobriram, então, que aqueles pacientes com níveis de HDL alto tinham uma recuperação melhor e mais rápida, já que esse tipo de colesterol acelera a recuperação da sensibilidade à insulina e estimula a secreção do hormônio pelo pâncreas. "O infarto tem que ser entendido como se fosse uma espinha dentro do vaso sanguíneo", compara Carvalho. "Se ela aumenta demais, explode dentro do vaso e, com isso, o material necrótico rico em espécies inflamatórias se espalha e ocasiona a trombogênese. As plaquetas vão para lá tentar tirar essas células inflamatórias, o que causa o infarto." Ele explica que, enquanto o LDL (o colesterol "ruim") aumenta a quantidade dessas plaquetas - o que causa um "engarrafamento" ainda maior no vaso sanguíneo -, o HDL age como um anti-inflamatório, reduzindo a oxidação do LDL e parte da trombogênese.

Daniel Branco de Araújo, diretor do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), diz que a dúvida sobre qual o melhor momento para receitar estatina a pacientes infartados já vem de muito tempo. "Já tínhamos a ideia de que o início imediato melhora os resultados, mas ainda faltavam pesquisas como essa para confirmar", reforça. Contudo, ele acredita que esse é apenas o primeiro passo em direção à uma mudança efetiva no tratamento.

"É um estudo que precisa ser feito a longo prazo. Não sabemos se vai mudar a mortalidade dos pacientes, mas é importante para a gente ajustar a conduta em relação a isso." O médico frisa que o "colesterol bom" tem ainda uma função restauradora das células envolvidas. "A dúvida que tínhamos era se prescrever medicamentos para diminuir o colesterol seria bom para o paciente, já que, depois do infarto, há o "machucado" que precisa ser reparado", detalha. "Com a pesquisa, vimos que isso não acontece."

Um dos diretores da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Carlos Magalhães explica que, embora ainda iniciais, os estudos feitos pela Unicamp representam novos caminhos para as pesquisas em cardiologia. "A coisa mais importante do primeiro estudo foi ter sido feito com pacientes não diabéticos", completa. Para o médico, a análise sobre o colesterol embasa a necessidade de manter medicamentos que melhorem a inflamação endotelial e a atividade vascular. "A estatina é um remédio que precisa ser usado a vida toda, mas algumas pessoas não tomam. Os vasos sanguíneos não relaxam e há o aumento da produção de óxido nítrico", justifica. "Um dos grandes desafios é descobrir como aumentar o HDL. É um problema que ainda não tem um tratamento definitivo."

Suprimento interrompido

No infarto do miocárdio, há a interrupção do suprimento de sangue ocasionada por uma obstrução da artéria. A falta de irrigação sanguínea faz com que a região do músculo cardíaco que costumava ser atendida por essa artéria morra. Além da dor, acontece a instabilidade do sistema de transmissão e de geração de impulsos elétricos que fazem o coração bater, que podem ocasionar a fibrilação ventricular (arritmia cardíaca grave em que há contrações ventriculares rápidas, porém fracas). Se o ritmo dos batimentos não for revertido rapidamente, podem ocorrer danos irreparáveis ao cérebro ou a morte do paciente.

FOLHA DE S. PAULO

Molécula de planta faz o vírus da Aids 'sair da toca'

Pesquisadores brasileiros analisaram a ação de substância de vegetal do Piauí

Marília Rocha

Uma molécula extraída de uma planta do Piauí parece ser uma arma potente contra o HIV, aponta pesquisa da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e de um laboratório de Campinas.

A substância ativa o chamado HIV latente sem matar a célula em que ele está.

Quando o vírus se encontra nesse estado, o sistema de defesa do organismo e os medicamentos atuais não conseguem eliminá-lo, porque o DNA do HIV se integra ao de algumas células.

Assim, mesmo que o coquetel de drogas elimine o vírus ativo, o latente pode ressurgir quando a pessoa deixa de tomar a medicação.

Ao ativar o HIV latente, a molécula permite que ele possa ser combatido pelas drogas do coquetel, de acordo com um dos pesquisadores da UFRJ, Amilcar Tanuri.

"A ideia é que a molécula possa eliminar o reservatório que guarda a 'semente' do HIV", afirma Tanuri.

Segundo Luiz Pianowski, pesquisador do laboratório Kyolab e coordenador do trabalho, uma empresa será contratada para fazer testes em macacos. As primeiras avaliações em humanos podem ocorrer em um ano. A molécula será patenteada.

Para o infectologista Esper Kallás, é preciso ter cautela com o achado porque há uma longa distância entre um estudo pré-clínico e o uso da substância em pacientes.

Quarta-feira, 14.12.11

SAÚDE WEB

Conheça as ações da Associação de Medicina Diagnóstica para 2012

Abramed trabalha nas resoluções 275 e 267 da ANS para contribuir na definição dos indicadores de desempenho no que diz respeito aos laboratórios de diagnósticos

Entre as prioridades para 2012 da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que completa um ano nesta terça-feira (13), dois aspectos se sobressaem. De acordo com o suplente-representante do Grupo Fleury e integrante da câmara técnica da Associação, Wilson Shcolnik, as resoluções 275 e 267 da ANS serão trabalhadas pela entidade em prol de definições adequadas para as empresas de diagnóstico.

A normativa de nº 275, mais conhecida como programa Qualiss, dispõe de instrumento para avaliar o desempenho assistencial dos prestadores. "Queremos contribuir na definição desses indicadores no que diz respeito aos laboratórios clínicos, de radiologia e para a área de anatomia patológica", conta Shcolnik.

Já a RN 267 trata sobre a divulgação da Qualificação da Rede dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar. Ainda de acordo com o executivo, todas as ações da Abramed, que contempla atualmente 18 instituições, são em favor do desenvolvimento do setor e melhor relacionamento com as fontes pagadoras.

A reformulação do Padrão Obrigatório para a Troca de Informações na Saúde Suplementar (TISS), segundo o Shcolnik, deixará mais transparente os problemas relativos às glosas enfrentados pelos laboratórios.

Outra iniciativa programada para 2012 diz respeito ao estudo de uma nova terminologia internacional para a Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS). "Estamos estudando adaptar a terminologia Loinc, utilizada em diversos países, para o Brasil", conta.

PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS

Siemens recebe maior pedido de equipamentos para diagnóstico por imagem na América Latina

Alliar encomenda 60 sistemas de diagnóstico por imagens e software

O Setor Healthcare da Siemens recebeu o maior pedido já feito na América Latina a um único fornecedor de equipamentos de diagnóstico por imagem. Nos próximos três anos, a Siemens entregará 60 equipamentos altamente inovadores, além de softwares, à investidora privada Alliar. A empresa atenderá diversas cidades do interior do país com produtos Siemens de última geração, como aparelhos de ressonância magnética, tomografia computadorizada e medicina nuclear, aumentando a confiança no diagnóstico e permitindo a detecção precoce das doenças.

O contrato com a Alliar reflete a abordagem estratégica da Siemens em apoiar os países do BRIC na melhoria de sua infraestrutura de saúde fora das megacidades. "Escolhemos a Siemens porque a empresa se destacou na oferta da melhor combinação de qualidade de produto e fornecimento de excelentes resultados, aliados ao pós-venda. Isso representa maior segurança de que o equipamento estará disponível no máximo do tempo .É uma verdadeira combinação de sistemas acessíveis de alta tecnologia com resultados confiáveis e consistentes", comentou o Dr. Francisco Maciel Junior, Vice Presidente da Alliar. "Nos últimos anos, estabelecemos um relacionamento sólido e de confiança com a Alliar, que foi fundamental para nos possibilitar este grande sucesso", comentou Armando Lopes, Country Sector Lead no Brasil. "Durante o longo período de cooperação, aprendemos o que é importante para a Alliar e como melhor poderíamos ajudá-la a alcançar seus objetivos estratégicos. Por exemplo, um fator decisivo para a Alliar foi a maturidade nos processos da empresa."

A economia em crescimento (taxa real de crescimento do PIB de 7,5% em 2010) e 46,6 milhões de pessoas que contam com seguros privados de saúde estão impulsionando e transformando o mercado de saúde nacional. No Brasil, diversas oportunidades de negócios são oriundas dos investidores privados. Especialmente no Setor Healthcare, a gigantesca demanda é coberta pelo setor privado. Só no ano de 2010, mais de 30 negociações de fusão e aquisição mudaram o concorrido panorama dos fornecedores de cuidados com a saúde para uma administração mais madura e profissional. A Alliar nasceu da bem-sucedida fusão de empresas líderes prestadoras de serviço de diagnóstico por imagem no Brasil. O principal objetivo do grupo é fornecer serviços de diagnóstico com alta qualidade a preços acessíveis em pequenas cidades brasileiras que têm alto potencial econômico, mas carecem de centros competitivos de diagnóstico por imagens.

O Setor Healthcare da Siemens é um dos maiores fornecedores do mundo do setor de saúde e estabelecedor de tendências em diagnósticos por imagem, diagnósticos laboratoriais, tecnologia da informação para a área médica e aparelhos auditivos. A Siemens oferece a seus clientes produtos e soluções para uma variedade completa de cuidados com o paciente, de uma única fonte - desde a prevenção e detecção precoce até o diagnóstico, o tratamento e os cuidados posteriores. Ao otimizar os fluxos do trabalho clínico para as doenças mais comuns, a Siemens também torna os cuidados com a saúde mais rápidos, melhores e com melhor relação custo/benefício. O Setor Healthcare da Siemens emprega cerca de 48.000 colaboradores e está presente ao redor do mundo. No exercício de 2010 (encerrado em 30 de setembro), o Setor apresentou receita de 12,4 bilhões de euros e lucro de aproximadamente 750 milhões de euros. Para mais informações, visite: www.siemens.com/healthcare.

PORTAL DA SAÚDE

Acesso a medicamentos gratuitos cresce 264%

Mais que triplicou o número de diabéticos e hipertensos beneficiados, de janeiro a novembro. Em todo o período, quase 7 milhões de pacientes tiveram acesso aos medicamentos gratuitos

A ação Saúde Não Tem Preço – lançada em fevereiro pelo governo federal – está beneficiando cada vez mais brasileiros e ampliando o acesso ao tratamento de diabetes e hipertensão no Sistema Único de Saúde (SUS). O número de usuários do programa, que oferece 11 medicamentos, aumentou 264% nas mais de 20 mil empresas credenciadas distribuídas pelo país. Em janeiro, 853 mil pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos pelo programa, enquanto que, em novembro, o número saltou para 3.102.847. Em todo o período, foram beneficiados quase 7 milhões de pessoas. (Confira tabela abaixo)

“Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças prevalentes na população, e diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida do brasileiro”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A quantidade de hipertensos beneficiados aumentou 300%, de 658 mil em janeiro para 2,6 milhões em novembro. Já o número de diabéticos beneficiados aumentou 214%, passando de 306 mil para 963 mil no mesmo período. Antes da criação do Saúde Não Tem Preço, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto nas drogarias e farmácias credenciadas ao “Aqui Tem Farmácia Popular”.

CRESCIMENTO

A região Norte apresentou maior crescimento no número de beneficiados em relação ao restante do país, desde janeiro: 882%, passando de 7.713 para 75.704. O percentual foi estimulado principalmente pelo estado de Roraima que teve 15.400% de aumento –passou de 23 para 3.565 pacientes atendidos.

Destaque também para a região Centro-Oeste, onde o número de beneficiados cresceu 738% desde o início do ano, passando de 23.299 para 195.151 no mesmo período. No Nordeste, o programa apresentou 483% de crescimento – 57.895 em janeiro para 337.302 em novembro. Já nas regiões Sul e Sudeste o crescimento foi, respectivamente, de 327% e 203%.

“O acesso à saúde está cada vez melhor distribuído pelo país, sem prejuízo de qualquer região. O significativo crescimento do Saúde Não Tem Preço na região Norte e Centro-Oeste mostra que a assistência farmacêutica está se ampliando de maneira equilibrada no Brasil, chegando a todos os brasileiros”, afirma o ministro Padilha.

DOENÇAS

A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Ainda pelo Vigitel, a diabetes atinge 6,3% da população adulta, sendo maior em mulheres (7%) do quem em homens (5,4%).

O “Saúde Não Tem Preço” tem promovido a ampliação do programa Aqui Tem Farmácia Popular como um todo. Além dos medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão, o programa oferece outros 14 produtos com 90% de desconto, para o tratamento de asma, incontinência, osteoporose, rinite, colesterol, doença de Parkinson, glaucoma e os anticoncepcionais. O número de pessoas atendidas pelo programa cresceu 201% de janeiro a novembro, saltando de 1,2 milhões para 3,8 milhões.

ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS

Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (136) como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.

Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo, que é a substância que compõe o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

ESTADÃO.COM.BR

Exame de sangue poderá detectar Alzheimer

Um grupo de cientistas finlandeses descobriu um novo método para detectar o mal de Alzheimer precocemente, através de um simples exame de sangue. Isso permitiria diagnosticar a doença muitos anos antes do surgimento dos primeiros sintomas.

Cientistas da universidade da Finlândia Oriental e do Centro de Investigação Tecnológica da Finlândia descobriram que o Alzheimer é precedido de uma espécie de "assinatura" molecular, composta por três metabólitos (moléculas produzidas pelo metabolismo).

O estudo, publicado no periódico "Translational Psychiatry", sugere que a detecção desses marcadores poderia identificar pessoas com problemas leves de memória e aquelas que estão em fases precoces da demência

Desse modo, um simples exame de sangue serviria para diagnosticas pacientes com alto risco para desenvolver o Alzheimer, o que poderia ajudar a tomar medidas preventivas para retardar ou até evitar o surgimento da doença.

Para concluir o trabalho, a equipe analisou durante mais de dois anos amostras de sangue de 226 idosos. Deles, 46 eram sadios, 37 eram portadores de Alzheimer e 143 sofriam de um declínio cognitivo leve, etapa anterior à demência.

Ao fim do estudo, 52 dos 143 pacientes com declínio cognitivo haviam desenvolvido o Alzheimer. O exame do plasma sanguíneo mostrou que a composição química do sangue havia mudado, o que mostrou uma associação com as mudanças ocorridas no cérebro.

"Estabelecer a relevância patogênica desse tipo de biomarcador não só pode facilitar o diagnóstico precoce como também pode ajudar a identificar novas terapias", dizem os autores.

AGÊNCIA BRASIL

Prefeito diz que situação da dengue no Rio é mais grave do que a anunciada pelo Ministério da Saúde

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que a situação da capital fluminense em relação à dengue é mais grave do que a anunciada na semana passada pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o Rio é um dos municípios em estado de alerta de epidemia da doença.

“Na nossa visão [prefeitura], a situação do Rio é mais crítica do que a colocada pelo ministro da Saúde. Acho que cidade deve ser classificada como cidade de alto risco de epidemia e a população deve estar informada sobre isso”, disse o prefeito.

“Um elemento fundamental na questão da dengue é a transparência e a informação, por isso, a partir de hoje, divulgaremos toda a terça-feira um boletim da dengue”, destacou na cerimônia de lançamento do primeiro boletim.

Na semana passada, foram notificados 173 novos casos da doença no Rio. Ao longo de 2011 (janeiro a primeira semana de dezembro), foram 74.232 casos e 51 mortes (registradas antes de 1º de agosto). O maior número de casos está concentrado em Campo Grande, na zona oeste da cidade, onde 14 mil pessoas foram diagnosticadas com dengue.

“Os números de dezembro estão baixos, em comparação com a média anual, mas é o esperado para essa época do ano. Os meses de pico são março, abril e maio. E foi assim nos anos anteriores de epidemia. Se cuidarmos agora, não haverá epidemia em março, abril e maio”, declarou o prefeito.

O secretário Hans Dohmann explicou que o Ministério da Saúde usa como critério apenas o Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Liraa), que mede a gravidade de risco de dengue pelo percentual de domicílios infestados com ovos e larvas do mosquito. Os municípios em situação de risco têm acima de 3,9% de seus domicílios infestados, já aqueles em situação de alerta, entre 1% e 3,9% das casas. Infestação abaixo de 1% é considerada satisfatório. Os dados da Liraa mostram que o Rio tinha 2,4% de casas infestadas em 2010 e que, em 2011, esse percentual caiu para 2%.

“É um índice importante, mas não é o único, então, quando somamos todas as informações coletadas na cidade, de fato, mantemos um alto risco para o Rio”, alertou Dohmann.

Os 20 polos de hidratação, instalados desde 26 de novembro na cidade, já receberam 1.992 atendimentos. De acordo com Dohmann, cerca de 6 mil profissionais de saúde foram treinados para diagnóstico específico e tratamento à dengue nas últimas semanas, sendo 1.600 só na semana passada. “Mais importante do que diagnosticar é hidratar e as clínicas da família também estão aptas a fazer esse trabalho.”

O secretário destacou que existem 440 pontos estratégicos, como cemitérios, chafarizes, estádios, ferros-velhos, distribuídos pelo município que passam por constantes vistorias para não se transformarem em focos de criadouros do mosquito. A partir do dia 20, carros com fumacês (inseticidas) vão entrar em operação nas áreas mais críticas. “Esses fumacês têm consequências ambientais e só matam o mosquito. Por isso, vamos priorizar algumas áreas. A solução é combater a larva do mosquito, esse é o foco.”

Os boletins da dengue serão divulgados toda a terça-feira a partir das 15h, no site da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (www.rio.rj.gov.br/web/smsdc), com informações sobre a doença e ações de combate e prevenção na cidade. A população também pode ligar para o telefone da Central de Atendimento ao Cidadão (1746) para tirar dúvidas e informar sobre focos de criadouros do Aedes aegypti.

FOLHA.COM

Comissão do Senado quer restringir propaganda de bebidas

A restrição da propaganda de bebidas alcoólicas e a criação de contribuição social com alíquota de 1% sobre o valor de bebidas alcoólicas e derivados do tabaco foram dois itens aprovados nesta terça-feira (14) pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

O relatório final, apresentado pela Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos de Álcool e Crack, recomenda também a ocupação, por parte do Poder Público, de espaços considerados redutos de usuários de drogas, como as chamadas cracolândias, além da concessão de status de ministério à Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas).

O relatório é resultado de sete meses de trabalho da subcomissão. Nesse período, foram feitas 12 audiências públicas e ouvidos mais de 30 depoentes, entre especialistas, representantes do governo e da sociedade civil.

O relatório final da subcomissão sugere ainda que o governo federal organize uma conferência nacional para discutir com a sociedade medidas para reduzir o uso de drogas no país.

Além disso, propõe a criação de uma comissão mista, formada por senadores e deputados, para saber quantas matérias relacionadas às drogas já tramitam no Congresso.

Depois da aprovação pela comissão, o documento será enviado à Presidência da República, para os ministérios da Saúde, Educação, Justiça, do Trabalho e da Assistência Social, além dos governos estaduais e municipais, ministérios públicos federal e estaduais e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

UOL NOTÍCIAS

Cai consumo de cigarros e álcool entre adolescentes nos EUA

O consumo de cigarros e álcool por adolescentes americanos está no ponto mais baixo desde meados de 1970, mas o consumo de maconha permanece estável, segundo pesquisa nacional publicada esta quarta-feira.

Dos adolescentes de 17-18 anos, 18,7% dos estudantes do ensino médio disseram fumar cigarros na última pesquisa federal Monitoring the Future (Observando o futuro), muito abaixo do pico de 36,5% em 1997.

Entre os de 13 e 14 anos, a proporção de fumantes foi de 6,1%, 21% a menos do que em 1996, informou a consulta feita com 46.773 estudantes de 400 escolas de todo o país.

"Que o consumo de cigarros tenha diminuído a taxas historicamente baixas é uma boa notícia, levando em conta nossas preocupações de uma redução ou estancamento da queda nos últimos anos", disse Nora Volkow, do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas, que financiou o estudo.

Dos jovens de 17 e 18 anos, 63,5% e 26,9% dos de 13 e 14 anos consumiram álcool no último ano, abaixo dos picos de 74,8% em 1997 e 46,8% em 1994, respectivamente.

Por outro lado, o consumo de maconha "se mantém estável", depois de alguns aumentos nos últimos anos, com 36,4% dos estudantes de 17 e 18 anos afirmando consumir a droga uma vez no último ano e 6,6%, diariamente.

Lançada em 1975, a Monitoring the Future é uma das três grandes pesquisas patrocinadas pelas autoridades sanitárias federais para registrar o abuso de substâncias entre os adolescentes americanos.

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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