Leia
nesta edição:
- Viagem
por motivos de saúde movimenta US$ 60 bi por
ano
- São Paulo: a nova capital do turismo médico
- Rio se
prepara para ser destino médico internacional
- Médicos fazem diagnóstico
em 1 segundo
- Prazo para
ver o médico
- Campanha nacional mobiliza doadores
- Quanto mais cedo, melhor
- Molécula de planta faz o vírus
da Aids 'sair da toca'
- Conheça
as ações da Associação
de Medicina Diagnóstica para 2012
- Siemens
recebe maior pedido de equipamentos para diagnóstico
por imagem na América Latina
- Acesso a medicamentos gratuitos cresce 264%
- Exame de
sangue poderá detectar Alzheimer
- Prefeito
diz que situação da dengue no Rio é mais
grave do que a anunciada pelo Ministério da Saúde
- Comissão
do Senado quer restringir propaganda de bebidas
- Cai consumo
de cigarros e álcool entre adolescentes
nos EUA
Quinta-feira, 15.12.11
O GLOBO
Viagem
por motivos de saúde movimenta US$ 60 bi por ano
O chamado
Turismo de Saúde (bem-estar mais tratamento
médico*) movimenta anualmente cerca de US$ 60 bilhões
em todo o mundo e registra um crescimento de 35% por ano, em
média, segundo dados da Organização Mundial
de Saúde (OMS).
As estimativas
do setor para 2017 apontam gastos entre US$ 49,5 bilhões e US$ 79,5 bilhões com o turismo de saúde.
No Brasil, a projeção de crescimento é de
35% nos próximos cinco anos, segundo a Associação
Brasileira de Turismo de Saúde (Abratus), entidade recém-criada
com o objetivo de abrigar as áreas do turismo receptivo,
médica e de saúde.
Uma das lideranças na organização da Abratus,
o secretário municipal de Turismo de Porto Alegre, Luiz
Fernando Moraes presidente da Associação Nacional
dos Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e
Destinos Indutores (Anseditur) informa que o Brasil recebe anualmente
60 mil pacientes estrangeiros, que chegam ao país em busca
de tratamento médico.
Em todo o
mundo, o número de pessoas que se deslocam
em busca de atendimento chega a 6 milhões de pessoas por
ano. São Paulo e Rio de Janeiro lideram o ranking dos
destinos mais procurados no Brasil, mas outras capitais, como
Salvador, Recife e Curitiba, também começam a integrar
o circuito médico brasileiro.
"A posição do Brasil ainda é insignificante,
diante do potencial fantástico do país, pela sua
medicina e hospitais de qualidade. É um segmento que mexe
com toda a cadeia do turismo, mas é preciso vencer o preconceito
que ainda permeia o setor", avalia Moraes.
As vantagens
competitivas do país baseiam-se nos serviços
de excelência prestados por hospitais e clínicas
brasileiras, além do custo bem mais acessível.
Quando comparada
com os Estados Unidos, por exemplo, a diferença
dos valores praticados no Brasil é de 40% a 50%; na Costa
Rica, 30% a 40%; na Tailândia, 30%; e na Índia,
20%.
As áreas mais requisitadas pelos estrangeiros são
cirurgia plástica, odontologia, ortopedia e cardiologia.
"Os fatores que mais pesam na escolha do Brasil como destino
dos pacientes, além da excelência do atendimento
em algumas áreas, são a diversidade cultural, a
população amigável, o clima, a percepção
de segurança e a distância", afirma o secretário.
Atualmente,
17 hospitais brasileiros integram a lista das entidades acreditadas
pela
Joint Comission International: dez estão
localizados em São Paulo, seis no Rio de Janeiro e um
em Porto Alegre. Costa Rica tem três, Cingapura 22 e Tailândia
28.
Segundo Luiz
Fernando Moraes, Curitiba (PR), Recife (PE), Salvador (BA)
e Belo Horizonte
(MG) também vêm trabalhando
para obter a certificação. Entre os hospitais brasileiros
acreditados, estão entidades de peso, como Albert Einstein
e Sírio-Libanês, em São Paulo, Hospital do
Câncer e Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro,
e Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
Fundadora
e CEO da Medical Travel Brazil, uma das agências
de turismo médico pioneira no país, com cinco anos
de trajetória, Mariana Palha Freire foi chamada a integrar
o grupo de trabalho criado pelo Ministério do Turismo
para elaborar um plano estratégico de desenvolvimento
do turismo de saúde no Brasil e assim fortalecer a imagem
do país como destino de saúde e bem-estar. "Já existe
um Departamento de Segmentação na Embratur, pois é sabido
que as viagens não são somente de lazer e negócios,
envolvem também uma série de outras motivações,
tão ou mais importantes", argumenta.
Segundo ela,
está em discussão uma série
de normas para evitar distorções, como pacotes
de viagem que misturam cirurgia plástica e roteiros de
lazer, ignorando a necessidade de repouso após uma intervenção.
"As normas em debate estabelecem restrições à intermediação
direta pelos médicos na escolha da agência de viagem
ou transportadora, procurando evitar conflitos de interesses
ou mercantilização excessiva", explica Mariana
Palha.
(*) Para
o Ministério do Turismo, o turismo de saúde é uma
das atividades turísticas resultantes da utilização
de meios e serviços para fins médicos, terapêuticos
e estéticos.
O GLOBO
São Paulo: a nova capital do turismo médico
Mais que
qualquer outra capital do país, São Paulo
desponta no cenário brasileiro do chamado turismo de saúde,
que é uma importante fonte de ganhos para grandes hospitais
e redes de laboratórios baseados na cidade. São
900 mil pacientes por ano, 50 mil deles, estrangeiros. O volume
de investimentos previstos na ampliação da rede
hospitalar é um dos indicativos da importância do
setor para São Paulo esses pacientes representam em torno
de 18% do movimento internacional nos hotéis da capital
e hospedam-se, em média, por três dias.
Nos próximos três anos, R$ 2,5 bilhões serão
investidos na modernização e ampliação
da infraestrutura do setor. São recursos que contemplam
desde a construção de novos e moderníssimos
centros cirúrgicos, até a aquisição
de equipamentos de última geração e a ampliação
da chamada hotelaria hospitalar.
A capital
paulista tornou-se referência internacional
em áreas importantes da medicina, como as doenças
do coração e o câncer, entre outros ramos
de alta complexidade, além de extensa rede de serviços
diagnósticos. Esta poderosa infraestrutura já foi
descoberta por muitas pessoas de outros países que a cada
ano se deslocam em visita à cidade para usufruir seus
centros de excelência.
Seja qual
for a especialidade, a cidade oferece desde médicos
especializados a equipamentos de última geração
que estão entre os melhores do mundo para exames além
de uma extensa e luxuosa rede hoteleira próxima aos centros
cirúrgicos, para hospedar membros da família ou
para a convalescença do próprio paciente.
A maioria
dos 17 hospitais brasileiros acreditados pela Joint Commission
Internacional
(JCI) fica em São Paulo, como
o Hospital do Coração, Hospital Alemão Oswaldo
Cruz, Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês
neste último, a maioria dos pacientes busca tratamentos
de alta complexidade, como oncologia, cardiologia, neurologia,
urologia e ortopedia. No Albert Einstein, há procura também
na área de transplantes.
Para quem
mora no exterior, um importante fator de atração é o
custo competitivo em relação ao valor cobrado pela
medicina privada nos países desenvolvidos: uma cirurgia
cardíaca, que custa US$ 90 mil nos hospitais paulistanos,
por exemplo, passa dos US$ 300 mil nos Estados Unidos. A dificuldade
para os pacientes de países como Canadá e Reino
Unido, são as longas filas de espera para conseguir atendimento
pelo sistema público.
No Brasil,
para uma população de 190 milhões
de pessoas, há 350.000 médicos. Na Costa Rica,
esta relação é de 4,5 milhões de
habitantes para 5.200 médicos. Em Cingapura há 4,8
milhões de pessoas e 8.300 médicos. Na Tailândia,
onde a população soma 66,7 milhões, há 18.900
médicos. Os dados sobre a população de médicos
nos países é da Associação Nacional
dos Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e
Destinos Indutores (Anseditur).
O GLOBO
Rio
se prepara para ser destino médico internacional
Com tradição em sediar grandes eventos da área
médica e centros de excelência em medicina, o Rio
de Janeiro começa a se mobilizar para se tornar destino
internacional para tratamento de saúde.
O subsecretário especial de Turismo, Pedro Augusto Correa
Netto Guimarães, disse que a secretaria vai começar
a fazer um mapeamento para identificar o potencial da cidade
como destino internacional para tratamento médico. "Temos
de explorar melhor esse mercado. Só a Malásia,
recebeu, em 2010, 300 mil americanos para tratamento médico",
disse.
Entre as áreas em que o Rio já é referência
em medicina, o subsecretário citou medicina esportiva,
neurocirurgia, cirurgia plástica, oncologia, cardiologia
e cirurgias em geral. A cidade também sedia grandes hospitais
de referência tanto no setor público (INTO, INCA
e Rede Sarah), e no privado (Clínica São Vicente,
Casa de Saúde São José, Rede DOr e Samaritano).
A Clínica São Vicente recebe muitos estrangeiros,
devido aos convênios com mais de 40 planos e seguros de
saúde internacionais, mas, na maioria, são pacientes
que estão vivendo ou passeando na cidade e precisam de
algum cuidado médico. O diretor médico da clínica,
Sérgio Siqueira, informou que, eventualmente, pacientes
de fora do país vêm exclusivamente para procurar
seus profissionais renomados internacionalmente, mas acrescentou
que a clínica não tem controle sobre o número
desses casos.
Um dos centros
de referência no Rio, o Instituto Nacional
de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO), por ser da
rede pública, não atende estrangeiros para tratamentos,
mas recebe brasileiros de outros estados do país que não
têm tecnologia para determinados procedimentos. A estudante
Gleiciane Lima dos Santos, de 24 anos, por exemplo, veio do Acre
especialmente para colocar um fixador externo na perna fraturada
e teve alta após 16 dias na nova sede da instituição,
inaugurada em novembro.
O coordenador
de Desenvolvimento Institucional do INTO, Tito Rocha, explica
que a instituição recebe os pacientes
da central nacional de regulação de cirurgias de
alta complexidade e valor agregado. Quando o novo hospital estiver
funcionando integralmente (estima-se que isso aconteça
em nove meses), serão realizadas 18 mil cirurgias por
ano e a meta é de que 5% sejam de pacientes de fora do
Rio.
FOLHA DE S. PAULO
Médicos fazem diagnóstico
em 1 segundo
Estudo da
USP sugere que pensamento sobre causa de doença
começa assim que paciente entra no consultório.
Resultado indica como funciona o raciocínio médico
e pode ajudar a reduzir certos erros de diagnóstico
Thiago Fernandes
Pouco mais
de um segundo. É esse o tempo que um médico
radiologista precisa para identificar a imagem de uma lesão
de tórax numa radiografia, de acordo com um estudo feito
por pesquisadores da USP e publicado ontem na revista "PLoS
One".
Pode parecer
muito rápido, mas é um tempo similar àquele
necessário para que esses mesmos profissionais reconheçam
imagens de objetos familiares, como o desenho de animais e letras
do alfabeto aplicados sobre chapas radiográficas.
A partir
dessa constatação, os pesquisadores concluíram
que o processo mental de reconhecimento de sinais clínicos
feito por médicos envolve os mesmos mecanismos neurológicos
utilizados na identificação de outros objetos da
vida cotidiana.
"Essa tendência que os médicos têm -mesmo
que de forma involuntária- de fazer diagnósticos
de bate - pronto deve ser levada em consideração
para aprimorar métodos e técnicas, reduzindo erros
de diagnóstico", diz o psiquiatra Marcio Melo, pesquisador
do Laboratório de Informática Médica da
USP que conduziu o estudo.
O resultado
sugere que a formulação da hipótese
de diagnóstico acontece de forma quase automática,
e começa já nos primeiros momentos de contato com
o paciente. "Às vezes isso ocorre antes mesmo de
os doentes relatarem os seus sintomas. Por exemplo, quando o
médico vê um paciente com icterícia, ele
de pronto pensa no diagnóstico de doenças hepáticas",
diz Melo.
Para concluir
isso, o estudo analisou dados de ressonâncias
magnéticas feitas em voluntários no momento em
que lhes foram mostradas as radiografias.
Essas imagens
apresentavam um entre 20 tipos diferentes de lesões
torácicas. Em algumas delas, foram adicionados digitalmente
os desenhos de animais e as letras. Os voluntários deveriam
então descrever o que viam.
Quando eram
mostradas lesões, o tempo médio para
resposta foi de 1,33 segundo. Para animais, 1,23 segundo. E,
para letras, 1,14 segundo.
A ressonância apontou que em todos os casos as mesmas
regiões do cérebro foram ativadas, o que fortalece
o entendimento de que, do ponto de vista neurológico,
não haveria muita diferença entre reconhecer num
raio-X uma pneumonia ou o desenho de um crocodilo.
Uma diferença observada pelos pesquisadores, no entanto,
foi que as imagens de lesões ativaram um conjunto mais
numeroso de neurônios nas regiões cerebrais ligadas à capacidade
cognitiva.
Essas regiões também
foram ativadas com os animais e as letras, mas de forma menos
intensa.
Esse dado
indica que, mesmo acontecendo de forma automática,
a identificação de lesões requer um nível
de raciocínio mais desenvolvido que nos outros casos.
Os autores
destacam, no entanto, que a velocidade não
significa que os diagnósticos formais e definitivos feitos
pelos médicos sejam feitos tão rapidamente, mas
sim que esse é o tempo necessário para a formulação
da primeira ideia de diagnóstico a partir da qual o médico
orienta todo o seu trabalho.
O DIA
Prazo
para ver o médico
A
partir de segunda-feira, plano de saúde terá limitação
de tempo para marcar consultas
Agendamentos
de consultas médicas, exames laboratoriais
e internações em hospitais entre outros serviços
oferecidos por planos de saúde terão que ser feitos
dentro de prazos máximos estabelecidos pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a partir da próxima
segunda-feira. Consultas básicas para atendimento de pediatria,
clínica médica, cirurgia geral, dentistas e ginecologistas
deverão ser marcadas, por exemplo, em até sete
dias úteis.
Já exames laboratoriais de análises clínicas
vão precisar ser agendados em até três dias úteis.
Para outros tipos de exames, além de atendimentos com
fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas
ocupacionais e fisioterapeutas, o agendamento deverá ser
feito em até 10 dias úteis.
A Resolução Normativa 259 da ANS, que estabeleceu
os prazos máximos de marcação, no entanto,
não garante atendimento com o médico da preferência
do conveniado do plano de saúde. Para cumprir o prazo
das consultas e os outros atendimentos, o próprio convênio
passará a indicar o profissional e a clínica disponíveis
para o cliente. A resolução foi aprovada em junho
deste ano.
De acordo
com a ANS, o paciente deve denunciar a operadora de plano que
não cumprir os prazos. Os convênios médicos
poderão ser punidos com multas, passar por vistorias para
avaliação das condições de atender
os beneficiários, além de correrem o risco de liquidação,
caso nenhuma dessas etapas seja cumprida.
Se o tempo
para marcar consulta não for cumprido, o consumidor
poderá procurar um médico não credenciado,
pagar a consulta e exigir o reembolso. Inicialmente, a Resolução
259 entraria em vigor em setembro. Mas a ANS publicou a 268,
adiando para esta segunda a entrada em vigor dos prazos de agendamento.
O POVO
Campanha nacional mobiliza doadores
Hemoce cadastra
doadores de medula óssea na sede e em
pontos móveis da cidade. Mesmo quem não é doador
de sangue pode se cadastrar.
O fim do
ano convida à doação. E na hora
de oferecer um presente como a vida não importa se o samaritano é habitual
ou apenas de ocasião. Qualquer pessoa com idade entre
18 e 55 anos e que nunca teve câncer nem Doença
Sexualmente Transmissível (DST) pode fazer esse bem. Até o
dia 21, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce)
promove a Semana de Mobilização Nacional para Doação
de Medula Óssea. A meta é dobrar o número
de cadastros, que hoje é de 40 por dia.
Em Fortaleza
e no Interior, nas sedes e em postos móveis,
o Hemoce vai recrutar potenciais doadores de medula óssea.
Quanto mais pessoas se cadastram, maiores são as chances
de encontrar doadores compatíveis. De acordo com a Central
de Transplantes do Ceará, 36 pessoas aguardam por transplante
de medula óssea no Estado.
Adalise Maia,
assistente social do Hemoce, explica que para se cadastrar
como doador
de medula óssea não é preciso
ser doador de sangue. "É um procedimento bem simples.
A pessoa assina um termo de consentimento e são retirados
10 ml de sangue", descreve.
O termo autoriza
o envio da amostra para o laboratório
do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
A pessoa só é chamada para doar a medula caso seja
encontrado algum paciente compatível.
De acordo
com o Hemoce, o Ceará tem mais de 102 mil pessoas
cadastradas no Redome, o que coloca o Estado na sétima
posição nacional entre as unidades da federação.
Apesar disso, em média, apenas uma pessoa é identificada
por mês no Ceará como possível doador. Segundo
registros da Central de Transplantes do Ceará, foram realizados
16 transplantes de medula óssea este ano.
Fazendo campanha
A advogada
Kamila Cardoso, 33, sabe o que significa essa espera. Foram
quase
dois anos entre o diagnóstico de anemia aplástica,
doença que reduz a quase zero a imunidade do organismo,
e o transplante de Kaio Cardoso, de 5 anos, em Curitiba (PR).
"Meu filho está bem. Agora é ajudar mais
gente a ficar bem. Se as pessoas soubessem da simplicidade que é a
doação e a grandiosidade do gesto, elas não
duvidariam em doar", relata Kamila, que faz campanha pela
Internet em favor da causa.
CORREIO BRAZILIENSE
Quanto mais cedo, melhor
Dois estudos
de cientistas brasileiros defendem novo método
para o uso de estatinas - utilizadas para controlar o nível
de colesterol - em pacientes infartados. A ideia é passar
a aplicá-las o mais rapidamente possível, para
diminuir inflamações no coração
Gláucia
Chaves
Popularmente
conhecido como "ataque do coração",
o infarto do miocárdio é hoje responsável
por 10,28% das 742.779 mortes por doenças crônicas
não transmissíveis, segundo dados do Ministério
da Saúde. A dor e a sensação de aperto no
peito que precedem o problema vêm acompanhadas de náuseas,
vômitos e vertigem, e podem durar por longos 20 minutos.
Durante o ataque, parte do músculo cardíaco é perdido,
por falta de oxigênio e irrigação sanguínea.
Para minimizar as lesões dos tecidos atingidos e reduzir
as chances de complicações fatais no futuro, a
ciência está constantemente em busca de novos métodos
e tratamentos. Dois estudos feitos pelo Grupo Brasileiro de Estudo
do Coração (Coorte Brasil) e pela Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram que o uso de estatinas
(lipoproteínas utilizadas para controlar níveis
altos de colesterol no sangue) pode ajudar a conter a inflamação
durante e após o infarto. E que ter um alto nível
HDL (conhecido popularmente como colesterol "bom")
ajuda a prevenir a hiperglicemia durante a fase aguda do infarto,
uma das principais causas de mortalidade entre esses pacientes.
Andrei Sposito,
cardiologista e professor da Unicamp que liderou os estudos,
explica que
cerca de 50% das pessoas infartadas não
conseguem ser atendidas. Dos pacientes que chegam ao hospital,
até 15% morrem. "Mesmo depois que recebe alta, uma
grande parte deles vai ter outro infarto nos primeiros dois anos",
completa o médico. "É uma doença que
hoje mata mais que câncer ou infecções." Sposito
frisa que praticar atividade física e manter hábitos
saudáveis, como não fumar e ter uma alimentação
balanceada, ainda são atitudes essenciais para prevenir
o infarto. Quando ele ocorre, contudo, um dos principais desafios
da medicina é saber o que fazer quando o paciente chega
ao hospital - e como evitar que ele sofra novas complicações.
Para tentar
responder a essas perguntas e aliviar os sintomas do infarto,
o grupo
de pesquisadores focou, em um primeiro momento,
nas doses de estatina - capaz de diminuir em 1% a 2% o risco
anual de infarto em pacientes crônicos, uma vez que, além
de reduzir o colesterol, também diminui a formação
de trombos e a atividade inflamatória do coração.
De acordo com os estudos existentes até então,
acreditava-se que o tratamento com o remédio deveria começar
em até 12 horas após o início dos sintomas.
Sabe-se, contudo, que é nas primeiras 24 horas que a atividade
inflamatória tem seu ápice - e um tratamento tardio
pode significar sequelas sérias, como a cicatrização
irreversível do músculo cardíaco.
Os pesquisadores
resolveram, então, refazer os estudos
com 125 pacientes infartados. As pessoas foram divididas em quatro
grupos, que receberam, respectivamente, zero, 20, 40 e 80 miligramas
do remédio assim que começaram os sintomas. Os
médicos descobriram, então, que o coração
daqueles que receberam altas doses do medicamento quase não
apresentou inflamação, enquanto os tratados sem
a estatina sofreram o maior aumento da atividade inflamatória.
Nos outros grupos, quanto maior foi a dose do medicamento, mais
a inflamação retrocedeu. "Essa pesquisa muda
a maneira com que a gente trata os pacientes infartados",
comenta Andrei Sposito. "O que os estudos anteriores não
sabiam é que a maneira correta de usar a estatina é com
altas doses logo que o paciente chega, e não na pré-alta."
Estresse
Luiz Sérgio de Carvalho, um dos principais autores do
segundo estudo, explica que a ideia central foi analisar como
o HDL, também conhecido como o "colesterol bom",
ajuda na diminuição da glicose em pacientes infartados.
Segundo o médico, após o infarto, hormônios
sinalizam para o corpo que existe uma situação
de estresse - e isso faz com que o nível glicêmico
aumente. "No estresse agudo, logo depois que acontece o
infarto, de 90% a 100% dos pacientes desenvolvem hiperglicemia",
reforça. Quando a tensão passa, o corpo volta ao
normal. Partindo desse pressuposto, a equipe médica estudou
183 pacientes infartados e não diabéticos. A partir
de amostras do sangue, foram medidos os níveis de glicose,
colesterol total, triglicérides, HDL, proteína
C reativa e insulina nas primeiras 24 horas e no quinto dia após
o infarto.
Os pesquisadores
descobriram, então, que aqueles pacientes
com níveis de HDL alto tinham uma recuperação
melhor e mais rápida, já que esse tipo de colesterol
acelera a recuperação da sensibilidade à insulina
e estimula a secreção do hormônio pelo pâncreas. "O
infarto tem que ser entendido como se fosse uma espinha dentro
do vaso sanguíneo", compara Carvalho. "Se ela
aumenta demais, explode dentro do vaso e, com isso, o material
necrótico rico em espécies inflamatórias
se espalha e ocasiona a trombogênese. As plaquetas vão
para lá tentar tirar essas células inflamatórias,
o que causa o infarto." Ele explica que, enquanto o LDL
(o colesterol "ruim") aumenta a quantidade dessas plaquetas
- o que causa um "engarrafamento" ainda maior no vaso
sanguíneo -, o HDL age como um anti-inflamatório,
reduzindo a oxidação do LDL e parte da trombogênese.
Daniel Branco
de Araújo, diretor do Departamento de Aterosclerose
da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), diz que a dúvida
sobre qual o melhor momento para receitar estatina a pacientes
infartados já vem de muito tempo. "Já tínhamos
a ideia de que o início imediato melhora os resultados,
mas ainda faltavam pesquisas como essa para confirmar",
reforça. Contudo, ele acredita que esse é apenas
o primeiro passo em direção à uma mudança
efetiva no tratamento.
"É um estudo que precisa ser feito a longo prazo.
Não sabemos se vai mudar a mortalidade dos pacientes,
mas é importante para a gente ajustar a conduta em relação
a isso." O médico frisa que o "colesterol bom" tem
ainda uma função restauradora das células
envolvidas. "A dúvida que tínhamos era se
prescrever medicamentos para diminuir o colesterol seria bom
para o paciente, já que, depois do infarto, há o "machucado" que
precisa ser reparado", detalha. "Com a pesquisa, vimos
que isso não acontece."
Um dos diretores
da Sociedade de Cardiologia do Estado de São
Paulo (Socesp), Carlos Magalhães explica que, embora ainda
iniciais, os estudos feitos pela Unicamp representam novos caminhos
para as pesquisas em cardiologia. "A coisa mais importante
do primeiro estudo foi ter sido feito com pacientes não
diabéticos", completa. Para o médico, a análise
sobre o colesterol embasa a necessidade de manter medicamentos
que melhorem a inflamação endotelial e a atividade
vascular. "A estatina é um remédio que precisa
ser usado a vida toda, mas algumas pessoas não tomam.
Os vasos sanguíneos não relaxam e há o aumento
da produção de óxido nítrico",
justifica. "Um dos grandes desafios é descobrir como
aumentar o HDL. É um problema que ainda não tem
um tratamento definitivo."
Suprimento interrompido
No infarto
do miocárdio, há a interrupção
do suprimento de sangue ocasionada por uma obstrução
da artéria. A falta de irrigação sanguínea
faz com que a região do músculo cardíaco
que costumava ser atendida por essa artéria morra. Além
da dor, acontece a instabilidade do sistema de transmissão
e de geração de impulsos elétricos que fazem
o coração bater, que podem ocasionar a fibrilação
ventricular (arritmia cardíaca grave em que há contrações
ventriculares rápidas, porém fracas). Se o ritmo
dos batimentos não for revertido rapidamente, podem ocorrer
danos irreparáveis ao cérebro ou a morte do paciente.
FOLHA DE S. PAULO
Molécula de planta faz o vírus
da Aids 'sair da toca'
Pesquisadores
brasileiros analisaram a ação de
substância de vegetal do Piauí
Marília
Rocha
Uma molécula extraída de uma planta do Piauí parece
ser uma arma potente contra o HIV, aponta pesquisa da UFRJ (Universidade
Federal do Rio de Janeiro) e de um laboratório de Campinas.
A substância ativa o chamado HIV latente sem matar a célula
em que ele está.
Quando o
vírus se encontra nesse estado, o sistema de
defesa do organismo e os medicamentos atuais não conseguem
eliminá-lo, porque o DNA do HIV se integra ao de algumas
células.
Assim, mesmo
que o coquetel de drogas elimine o vírus
ativo, o latente pode ressurgir quando a pessoa deixa de tomar
a medicação.
Ao ativar
o HIV latente, a molécula permite que ele possa
ser combatido pelas drogas do coquetel, de acordo com um dos
pesquisadores da UFRJ, Amilcar Tanuri.
"A ideia é que a molécula possa eliminar
o reservatório que guarda a 'semente' do HIV", afirma
Tanuri.
Segundo Luiz
Pianowski, pesquisador do laboratório Kyolab
e coordenador do trabalho, uma empresa será contratada
para fazer testes em macacos. As primeiras avaliações
em humanos podem ocorrer em um ano. A molécula será patenteada.
Para o infectologista
Esper Kallás, é preciso
ter cautela com o achado porque há uma longa distância
entre um estudo pré-clínico e o uso da substância
em pacientes.
Quarta-feira, 14.12.11
SAÚDE
WEB
Conheça as ações da Associação
de Medicina Diagnóstica para 2012
Abramed trabalha
nas resoluções 275 e 267 da ANS
para contribuir na definição dos indicadores de
desempenho no que diz respeito aos laboratórios de diagnósticos
Entre as
prioridades para 2012 da Associação Brasileira
de Medicina Diagnóstica (Abramed), que completa um ano
nesta terça-feira (13), dois aspectos se sobressaem. De
acordo com o suplente-representante do Grupo Fleury e integrante
da câmara técnica da Associação, Wilson
Shcolnik, as resoluções 275 e 267 da ANS serão
trabalhadas pela entidade em prol de definições
adequadas para as empresas de diagnóstico.
A normativa
de nº 275, mais conhecida como programa Qualiss,
dispõe de instrumento para avaliar o desempenho assistencial
dos prestadores. "Queremos contribuir na definição
desses indicadores no que diz respeito aos laboratórios
clínicos, de radiologia e para a área de anatomia
patológica", conta Shcolnik.
Já a RN 267 trata sobre a divulgação da
Qualificação da Rede dos Prestadores de Serviços
na Saúde Suplementar. Ainda de acordo com o executivo,
todas as ações da Abramed, que contempla atualmente
18 instituições, são em favor do desenvolvimento
do setor e melhor relacionamento com as fontes pagadoras.
A reformulação do Padrão Obrigatório
para a Troca de Informações na Saúde Suplementar
(TISS), segundo o Shcolnik, deixará mais transparente
os problemas relativos às glosas enfrentados pelos laboratórios.
Outra iniciativa
programada para 2012 diz respeito ao estudo de uma nova terminologia
internacional
para a Terminologia Unificada
em Saúde Suplementar (TUSS). "Estamos estudando adaptar
a terminologia Loinc, utilizada em diversos países, para
o Brasil", conta.
PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS
Siemens
recebe maior pedido de equipamentos para diagnóstico
por imagem na América Latina
Alliar
encomenda 60 sistemas de diagnóstico por imagens
e software
O Setor Healthcare
da Siemens recebeu o maior pedido já feito
na América Latina a um único fornecedor de equipamentos
de diagnóstico por imagem. Nos próximos três
anos, a Siemens entregará 60 equipamentos altamente inovadores,
além de softwares, à investidora privada Alliar.
A empresa atenderá diversas cidades do interior do país
com produtos Siemens de última geração,
como aparelhos de ressonância magnética, tomografia
computadorizada e medicina nuclear, aumentando a confiança
no diagnóstico e permitindo a detecção precoce
das doenças.
O contrato
com a Alliar reflete a abordagem estratégica
da Siemens em apoiar os países do BRIC na melhoria de
sua infraestrutura de saúde fora das megacidades. "Escolhemos
a Siemens porque a empresa se destacou na oferta da melhor combinação
de qualidade de produto e fornecimento de excelentes resultados,
aliados ao pós-venda. Isso representa maior segurança
de que o equipamento estará disponível no máximo
do tempo .É uma verdadeira combinação de
sistemas acessíveis de alta tecnologia com resultados
confiáveis e consistentes", comentou o Dr. Francisco
Maciel Junior, Vice Presidente da Alliar. "Nos últimos
anos, estabelecemos um relacionamento sólido e de confiança
com a Alliar, que foi fundamental para nos possibilitar este
grande sucesso", comentou Armando Lopes, Country Sector
Lead no Brasil. "Durante o longo período de cooperação,
aprendemos o que é importante para a Alliar e como melhor
poderíamos ajudá-la a alcançar seus objetivos
estratégicos. Por exemplo, um fator decisivo para a Alliar
foi a maturidade nos processos da empresa."
A economia
em crescimento (taxa real de crescimento do PIB de 7,5% em
2010) e 46,6 milhões de pessoas que contam com
seguros privados de saúde estão impulsionando e
transformando o mercado de saúde nacional. No Brasil,
diversas oportunidades de negócios são oriundas
dos investidores privados. Especialmente no Setor Healthcare,
a gigantesca demanda é coberta pelo setor privado. Só no
ano de 2010, mais de 30 negociações de fusão
e aquisição mudaram o concorrido panorama dos fornecedores
de cuidados com a saúde para uma administração
mais madura e profissional. A Alliar nasceu da bem-sucedida fusão
de empresas líderes prestadoras de serviço de diagnóstico
por imagem no Brasil. O principal objetivo do grupo é fornecer
serviços de diagnóstico com alta qualidade a preços
acessíveis em pequenas cidades brasileiras que têm
alto potencial econômico, mas carecem de centros competitivos
de diagnóstico por imagens.
O Setor Healthcare
da Siemens é um dos maiores fornecedores
do mundo do setor de saúde e estabelecedor de tendências
em diagnósticos por imagem, diagnósticos laboratoriais,
tecnologia da informação para a área médica
e aparelhos auditivos. A Siemens oferece a seus clientes produtos
e soluções para uma variedade completa de cuidados
com o paciente, de uma única fonte - desde a prevenção
e detecção precoce até o diagnóstico,
o tratamento e os cuidados posteriores. Ao otimizar os fluxos
do trabalho clínico para as doenças mais comuns,
a Siemens também torna os cuidados com a saúde
mais rápidos, melhores e com melhor relação
custo/benefício. O Setor Healthcare da Siemens emprega
cerca de 48.000 colaboradores e está presente ao redor
do mundo. No exercício de 2010 (encerrado em 30 de setembro),
o Setor apresentou receita de 12,4 bilhões de euros e
lucro de aproximadamente 750 milhões de euros. Para mais
informações, visite: www.siemens.com/healthcare.
PORTAL
DA SAÚDE
Acesso a medicamentos gratuitos cresce 264%
Mais que
triplicou o número de diabéticos e hipertensos
beneficiados, de janeiro a novembro. Em todo o período,
quase 7 milhões de pacientes tiveram acesso aos medicamentos
gratuitos
A ação Saúde Não Tem Preço – lançada
em fevereiro pelo governo federal – está beneficiando
cada vez mais brasileiros e ampliando o acesso ao tratamento
de diabetes e hipertensão no Sistema Único de Saúde
(SUS). O número de usuários do programa, que oferece
11 medicamentos, aumentou 264% nas mais de 20 mil empresas credenciadas
distribuídas pelo país. Em janeiro, 853 mil pacientes
de hipertensão e diabetes foram atendidos pelo programa,
enquanto que, em novembro, o número saltou para 3.102.847.
Em todo o período, foram beneficiados quase 7 milhões
de pessoas. (Confira tabela abaixo)
“Os números mostram que o brasileiro está mais
e melhor assistido para o tratamento dessas doenças prevalentes
na população, e diretamente relacionadas aos novos
hábitos de vida do brasileiro”, observa o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha.
A quantidade
de hipertensos beneficiados aumentou 300%, de 658 mil em janeiro
para 2,6
milhões em novembro. Já o
número de diabéticos beneficiados aumentou 214%,
passando de 306 mil para 963 mil no mesmo período. Antes
da criação do Saúde Não Tem Preço,
os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto nas
drogarias e farmácias credenciadas ao “Aqui Tem
Farmácia Popular”.
CRESCIMENTO
A região Norte apresentou maior crescimento no número
de beneficiados em relação ao restante do país,
desde janeiro: 882%, passando de 7.713 para 75.704. O percentual
foi estimulado principalmente pelo estado de Roraima que teve
15.400% de aumento –passou de 23 para 3.565 pacientes atendidos.
Destaque
também para a região Centro-Oeste, onde
o número de beneficiados cresceu 738% desde o início
do ano, passando de 23.299 para 195.151 no mesmo período.
No Nordeste, o programa apresentou 483% de crescimento – 57.895
em janeiro para 337.302 em novembro. Já nas regiões
Sul e Sudeste o crescimento foi, respectivamente, de 327% e 203%.
“O acesso à saúde está cada vez melhor
distribuído pelo país, sem prejuízo de qualquer
região. O significativo crescimento do Saúde Não
Tem Preço na região Norte e Centro-Oeste mostra
que a assistência farmacêutica está se ampliando
de maneira equilibrada no Brasil, chegando a todos os brasileiros”,
afirma o ministro Padilha.
DOENÇAS
A hipertensão arterial atinge 23,3% da população
adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo
Vigilância de Risco e Proteção para Doenças
Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel)
2010, que considera o diagnóstico médico referido
pelo entrevistado. Ainda pelo Vigitel, a diabetes atinge 6,3%
da população adulta, sendo maior em mulheres (7%)
do quem em homens (5,4%).
O “Saúde Não Tem Preço” tem
promovido a ampliação do programa Aqui Tem Farmácia
Popular como um todo. Além dos medicamentos gratuitos
para diabetes e hipertensão, o programa oferece outros
14 produtos com 90% de desconto, para o tratamento de asma, incontinência,
osteoporose, rinite, colesterol, doença de Parkinson,
glaucoma e os anticoncepcionais. O número de pessoas atendidas
pelo programa cresceu 201% de janeiro a novembro, saltando de
1,2 milhões para 3,8 milhões.
ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS
Para obter
os produtos disponíveis no Saúde não
Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento
com foto e receita médica, que é exigida pelo programa
como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando
o uso racional de medicamentos e a promoção da
saúde.
Eventuais
dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas
ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos
credenciados ou pelos usuários do programa – por
meio do Disque-Saúde (136) como também pelo e-mail
analise.fpopular@saude.gov.br.
Os medicamentos
gratuitos para hipertensão e diabetes
são identificados pelo princípio ativo, que é a
substância que compõe o medicamento. Os itens disponíveis
são informados pelas unidades do programa, onde os usuários
podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele
que deverá informar, ao usuário, o princípio
ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca,
genérico ou similar) prescrito pelo médico.
ESTADÃO.COM.BR
Exame
de sangue poderá detectar
Alzheimer
Um grupo
de cientistas finlandeses descobriu um novo método
para detectar o mal de Alzheimer precocemente, através
de um simples exame de sangue. Isso permitiria diagnosticar a
doença muitos anos antes do surgimento dos primeiros sintomas.
Cientistas
da universidade da Finlândia Oriental e do
Centro de Investigação Tecnológica da Finlândia
descobriram que o Alzheimer é precedido de uma espécie
de "assinatura" molecular, composta por três
metabólitos (moléculas produzidas pelo metabolismo).
O estudo,
publicado no periódico "Translational
Psychiatry", sugere que a detecção desses
marcadores poderia identificar pessoas com problemas leves de
memória e aquelas que estão em fases precoces da
demência
Desse modo,
um simples exame de sangue serviria para diagnosticas pacientes
com alto
risco para desenvolver o Alzheimer, o que
poderia ajudar a tomar medidas preventivas para retardar ou até evitar
o surgimento da doença.
Para concluir
o trabalho, a equipe analisou durante mais de dois anos amostras
de sangue
de 226 idosos. Deles, 46 eram sadios,
37 eram portadores de Alzheimer e 143 sofriam de um declínio
cognitivo leve, etapa anterior à demência.
Ao fim do
estudo, 52 dos 143 pacientes com declínio cognitivo
haviam desenvolvido o Alzheimer. O exame do plasma sanguíneo
mostrou que a composição química do sangue
havia mudado, o que mostrou uma associação com
as mudanças ocorridas no cérebro.
"Estabelecer a relevância patogênica desse
tipo de biomarcador não só pode facilitar o diagnóstico
precoce como também pode ajudar a identificar novas terapias",
dizem os autores.
AGÊNCIA
BRASIL
Prefeito
diz que situação da dengue no Rio é mais
grave do que a anunciada pelo Ministério da Saúde
O prefeito
do Rio, Eduardo Paes, disse que a situação
da capital fluminense em relação à dengue é mais
grave do que a anunciada na semana passada pelo Ministério
da Saúde. Segundo a pasta, o Rio é um dos municípios
em estado de alerta de epidemia da doença.
“Na nossa visão [prefeitura], a situação
do Rio é mais crítica do que a colocada pelo ministro
da Saúde. Acho que cidade deve ser classificada como cidade
de alto risco de epidemia e a população deve estar
informada sobre isso”, disse o prefeito.
“Um elemento fundamental na questão da dengue é a
transparência e a informação, por isso, a
partir de hoje, divulgaremos toda a terça-feira um boletim
da dengue”, destacou na cerimônia de lançamento
do primeiro boletim.
Na semana
passada, foram notificados 173 novos casos da doença
no Rio. Ao longo de 2011 (janeiro a primeira semana de dezembro),
foram 74.232 casos e 51 mortes (registradas antes de 1º de
agosto). O maior número de casos está concentrado
em Campo Grande, na zona oeste da cidade, onde 14 mil pessoas
foram diagnosticadas com dengue.
“Os números de dezembro estão baixos, em
comparação com a média anual, mas é o
esperado para essa época do ano. Os meses de pico são
março, abril e maio. E foi assim nos anos anteriores de
epidemia. Se cuidarmos agora, não haverá epidemia
em março, abril e maio”, declarou o prefeito.
O secretário Hans Dohmann explicou que o Ministério
da Saúde usa como critério apenas o Índice
Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Liraa),
que mede a gravidade de risco de dengue pelo percentual de domicílios
infestados com ovos e larvas do mosquito. Os municípios
em situação de risco têm acima de 3,9% de
seus domicílios infestados, já aqueles em situação
de alerta, entre 1% e 3,9% das casas. Infestação
abaixo de 1% é considerada satisfatório. Os dados
da Liraa mostram que o Rio tinha 2,4% de casas infestadas em
2010 e que, em 2011, esse percentual caiu para 2%.
“É um índice importante, mas não é o único,
então, quando somamos todas as informações
coletadas na cidade, de fato, mantemos um alto risco para o Rio”,
alertou Dohmann.
Os 20 polos
de hidratação, instalados desde 26
de novembro na cidade, já receberam 1.992 atendimentos.
De acordo com Dohmann, cerca de 6 mil profissionais de saúde
foram treinados para diagnóstico específico e tratamento à dengue
nas últimas semanas, sendo 1.600 só na semana passada. “Mais
importante do que diagnosticar é hidratar e as clínicas
da família também estão aptas a fazer esse
trabalho.”
O secretário destacou que existem 440 pontos estratégicos,
como cemitérios, chafarizes, estádios, ferros-velhos,
distribuídos pelo município que passam por constantes
vistorias para não se transformarem em focos de criadouros
do mosquito. A partir do dia 20, carros com fumacês (inseticidas)
vão entrar em operação nas áreas
mais críticas. “Esses fumacês têm consequências
ambientais e só matam o mosquito. Por isso, vamos priorizar
algumas áreas. A solução é combater
a larva do mosquito, esse é o foco.”
Os boletins
da dengue serão divulgados toda a terça-feira
a partir das 15h, no site da Secretaria Municipal de Saúde
e Defesa Civil (www.rio.rj.gov.br/web/smsdc), com informações
sobre a doença e ações de combate e prevenção
na cidade. A população também pode ligar
para o telefone da Central de Atendimento ao Cidadão (1746)
para tirar dúvidas e informar sobre focos de criadouros
do Aedes aegypti.
FOLHA.COM
Comissão
do Senado quer restringir propaganda de bebidas
A restrição da propaganda de bebidas alcoólicas
e a criação de contribuição social
com alíquota de 1% sobre o valor de bebidas alcoólicas
e derivados do tabaco foram dois itens aprovados nesta terça-feira
(14) pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
O relatório final, apresentado pela Subcomissão
Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes
Químicos de Álcool e Crack, recomenda também
a ocupação, por parte do Poder Público,
de espaços considerados redutos de usuários de
drogas, como as chamadas cracolândias, além da concessão
de status de ministério à Senad (Secretaria Nacional
de Políticas sobre Drogas).
O relatório é resultado de sete meses de trabalho
da subcomissão. Nesse período, foram feitas 12
audiências públicas e ouvidos mais de 30 depoentes,
entre especialistas, representantes do governo e da sociedade
civil.
O relatório final da subcomissão sugere ainda
que o governo federal organize uma conferência nacional
para discutir com a sociedade medidas para reduzir o uso de drogas
no país.
Além disso, propõe a criação de
uma comissão mista, formada por senadores e deputados,
para saber quantas matérias relacionadas às drogas
já tramitam no Congresso.
Depois da
aprovação pela comissão, o documento
será enviado à Presidência da República,
para os ministérios da Saúde, Educação,
Justiça, do Trabalho e da Assistência Social, além
dos governos estaduais e municipais, ministérios públicos
federal e estaduais e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
UOL
NOTÍCIAS
Cai
consumo de cigarros e álcool entre adolescentes nos
EUA
O consumo
de cigarros e álcool por adolescentes americanos
está no ponto mais baixo desde meados de 1970, mas o consumo
de maconha permanece estável, segundo pesquisa nacional
publicada esta quarta-feira.
Dos adolescentes
de 17-18 anos, 18,7% dos estudantes do ensino médio disseram fumar cigarros na última
pesquisa federal Monitoring the Future (Observando o futuro),
muito abaixo
do pico de 36,5% em 1997.
Entre os
de 13 e 14 anos, a proporção de fumantes
foi de 6,1%, 21% a menos do que em 1996, informou a consulta
feita com 46.773 estudantes de 400 escolas de todo o país.
"Que o consumo de cigarros tenha diminuído a taxas
historicamente baixas é uma boa notícia, levando
em conta nossas preocupações de uma redução
ou estancamento da queda nos últimos anos", disse
Nora Volkow, do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas, que
financiou o estudo.
Dos jovens
de 17 e 18 anos, 63,5% e 26,9% dos de 13 e 14 anos consumiram álcool no último
ano, abaixo dos picos de 74,8% em 1997 e 46,8% em 1994, respectivamente.
Por outro
lado, o consumo de maconha "se mantém
estável", depois de alguns aumentos nos últimos
anos, com 36,4% dos estudantes de 17 e 18 anos afirmando consumir
a droga uma vez no último ano e 6,6%, diariamente.
Lançada em 1975, a Monitoring the Future é uma
das três grandes pesquisas patrocinadas pelas autoridades
sanitárias federais para registrar o abuso de substâncias
entre os adolescentes americanos.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br