Leia
nesta edição:
- Anvisa quer banir venda de emagrecedores no Brasil
- Sugestão de Agenda Regulatória
para 2011
- Investimento
em prevenção ainda é tímido
- Remuneração diferenciada é discutida
pela ANS
- Limite do Simples Nacional pode aumentar 50%
- ANS: Balanço sobre adaptação
de contratos
- Projeto
de Telemedicina entre Saúde e HCor Portabilidade
aos demitidos
- Fila para
pegar remédios
- Plano com
prazo para atendimento é visto com temor
- Um debate sobre o contexto dos planos em 2011
- Lançamento da 10ª Edição Prêmio
SINOG de Odontologia
Quarta-feira, 16.02.11
Agência
Brasil
Anvisa quer banir venda de emagrecedores no Brasil
Por Paula
Laboissière / Edição Juliana Andrade
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) quer banir a venda de inibidores de
apetite que contêm sibutramina e os chamados anorexígenos
anfetamínicos, que têm em sua composição
as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol. De
acordo com o órgão, os medicamentos devem ser retirados
do mercado brasileiro por representarem altos riscos à saúde.
Por meio
de nota, a Anvisa explicou que a medida tem como base estudos
e um parecer
da Câmara Técnica de Medicamentos
(Cateme) de outubro do ano passado, que recomenda o cancelamento
do registro dos remédios ao considerar que os riscos superam
os benefícios.
Uma nota
técnica da área de farmacovigilância
e da Gerência de Medicamentos da Anvisa atesta que a sibutramina
apresenta baixa efetividade na redução de peso,
além de pouca manutenção desse resultado
em longo prazo. Há ainda um aumento de risco cardiovascular
em todos os usuários do remédio.
Os anorexígenos anfetamínicos apresentam graves
riscos cardiopulmonares e ao sistema nervoso central, o que,
segundo a Anvisa, tornaria insustentável a permanência
desses produtos no mercado brasileiro – mesmo com melhorias
no processo de controle de venda.
O comunicado
destaca que os inibidores de apetite que contêm
sibutramina e os anorexígenos anfetamínicos já foram
banidos em diversos países desenvolvidos por serem considerados
medicamentos obsoletos e de elevado risco para o paciente.
“As novas evidências científicas, aliadas
aos dados obtidos por meio das ações de vigilância
pós-mercado da Anvisa, apontam para a necessidade de retirada
dos inibidores de apetite do mercado brasileiro, não havendo
justificativa para a permanência desses produtos no país”,
afirma a nota.
A Anvisa
deve promover um debate sobre o assunto na próxima
quarta-feira (23).
Saúde
Business Web
Sugestão de Agenda Regulatória
para 2011
Por Roberto Latini
Recentemente,
foi noticiado no site da ANVISA que será possível
acompanhar as reuniões da Diretoria Colegiada, para que
todos possam ver os temas tratados. Entre os temas anunciados,
estão aqueles incluídos na Agenda Regulatória
2011. Obviamente, é muito importante que uma agência
do porte da ANVISA siga discutindo novos temas e que dê a
devida transparência a essas discussões, criando
mais um canal de comunicação com a sociedade, não
obstante os demais canais que andam bastante obstruídos.
E isso me leva á sugestão de um único tema
para a Agenda Regulatória 2011: “Vamos Resolver
os Antigos e Eternos Problemas?”. O mercado já está cansado
de reclamar da falta de comunicação da ANVISA,
da falta de resposta aos e-mails, da obscuridade dos pareceres
da Procuradoria que deveriam estar acessíveis a todos,
afinal estamos falando de um órgão público,
da eterna demora na avaliação dos processos de
registro de produtos, colocando o nosso país na marca
do pênalti para muitos investidores que aqui poderiam chegar
e gerar divisas, trazer tecnologia e empregos, da falta de transparência
quando o tema são as inspeções para a certificação
internacional de BPF, onde já temos empresas a mais de
um ano na fila e sem nenhuma notícia, dos dois pesos e
duas medidas quando a ANVISA fala dos próprios prazos
de forma totalmente distinta dos prazos dos agentes Regulados,
afinal, a Agência tudo pode, enquanto ao outro lado resta
chorar e finalmente e não menos importante, dos prazos
lamentáveis para o lançamento de um novo produto,
que ultrapassa um ano, chegando há dois anos com muita
facilidade e tranqüilidade por parte da Agência que
sempre tem uma ótima justificativa, uma novidade, uma
situação de momento... Enfim, é certo que à ANVISA
cabe seguir desenvolvendo novos temas, mas fazer isso sem resolver
os anteriores, é gerar mais problemas, atrasos e frustrações. À sociedade,
cabe uma maior participação nesse processo todo,
afinal, as Agências Nacionais são patrimônio
público, ao contrário do que possa parecer. Já dizia
a frase do sábio oriental, que a insatisfação
de um homem pode mudar o destino de uma nação. É uma
questão de participação e mobilização,
sempre no sentido construtivo e de um amanhã melhor para
todos nós.
Valor Online
Investimento
em prevenção ainda é tímido
Por Beth Koike / Paola Moura
Apesar da
lógica sugerir que os programas de prevenção
para pacientes crônicos - que representam cerca de 70%
do custo da carteira dos planos de saúde - podem ajudar
as operadoras a reduzir as despesas, poucas têm ações
efetivas nesse sentido. Dos 1.060 convênios em atividades
no país, apenas 80 têm programas aprovados pela
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Um número ainda menor de planos de saúde sabe
exatamente quanto economiza com os programas devido à dificuldade
para se mensurar esse tipo de serviço, cujo resultado
varia conforme o perfil do paciente. Ainda assim, há exemplos
de operadoras que investem em programas de prevenção
e têm conseguido reduzir despesas. Esse tipo de programa,
que a agência coloca na categoria de "atenção à saude",
valem 50% na nota que a ANS dá a cada plano, para elaborar
o ranking do setor. O desempenho financeiro, por sua vez, vale
30%.
Pioneira
nesse tipo de ação, a Intermédica
acompanha 46 mil portadores de doenças crônicas. "Investimos
cerca de R$ 2 milhões por mês em programas realizados
nos nossos três centros de atendimento próprios",
disse Pedro Onofre, diretor médico da Intermédica,
que criou seu primeiro programa em 1982. Somente com os pacientes
crônicos, a economia mensal chega a R$ 4 milhões.
A Intermédica, fundada pelo médico Paulo Barbanti,
acompanha outros 50 mil beneficiários com potencial para
ter algum problema, como as gestantes.
A Unimed-Rio
calcula economizar R$ 3,5 milhões por mês
com os programas. A cooperativa carioca está investindo
R$ 3 milhões na criação de espaços
específicos para atender pacientes com doenças
crônicas, terminais ou idosos, que serão abertos
este ano. "A população está envelhecendo
e as novas modalidades de tecnologia encarecem cada vez mais
os tratamentos. Para tornar o negócio viável, temos
que melhorar o modelo e investir em saúde", disse
Carlos Alberto Chiesa, gerente geral de Recursos Próprios
da Unimed-Rio.
A carioca
Golden Cross acompanha 7,2 mil pacientes e a meta é aumentar
esse número para 10 mil até o fim do ano. "Há quatro
anos fazemos uma comparação com os pacientes que
concordam em participar contra os que não concordam. Nossa
economia final média é de 23%", explicou Franklin
Padrão, diretor técnico da Golden Cross. Ele explica
que, nos clientes que são beneficiados pelo serviço,
o número de consultas sobe 23% e o de exames 12%. No entanto,
os pequenos atendimentos caem em 32% e as internações
em 58%. Ao todo, a empresa investe R$ 5,2 milhões por
ano no programa.
"Os programas também servem como ferramenta para
atrair e reter clientes, representam um valor agregado ao cliente",
disse Mauricio Amaral, presidente da Care Plus. A operadora voltada
para o público premium investe R$ 1,7 milhão nos
programas por ano.
Apesar de
representar 70% dos gastos da carteira, o percentual de beneficiários acompanhados pelos programas de prevenção
não ultrapassa os 3% do número de beneficiários,
segundo as empresas ouvidas pelo Valor. "O ideal é acompanhar
de 1% a 2% dos crônicos, uma vez que esse percentual são
os casos mais agudos que geram maior economia. Acima disso, a
economia não compensa os custos do programa", explicou
Paulo Hirai, da consultoria de saúde SantéCorp.
Grandes grupos
de saúde como Amilpar, Bradesco Saúde
e SulAmérica - que juntas têm mais de 10 milhões
de beneficiários - não revelaram os resultados
obtidos com os programas.
Um dos entraves
para que os programas de prevenção
deslanchem é o retorno de longo prazo e o fato de muitas
pessoas mudarem de planos de saúde, devido à troca
de emprego ou aumento no preço do convênio. E a
mudança pode ocorrer justamente quando o serviço
de prevenção começa a dar resultados.
Em países de economia avançada, programas de prevenção
de pacientes crônicos já estão consolidados.
Pesquisa da consultoria Towers Watson, realizada com 170 seguradoras
de saúde em 37 países (incluído o Brasil)
mostra que em economias desenvolvidas 26% das seguradoras fazem
acompanhamento de pacientes crônicos. Nos emergentes essa
fatia é de 53%. A fatia nos países ricos é menor
pois eles já estão numa segunda fase de programas
de prevenção. Agora, fazem acompanhamento psicológico,
por exemplo, diz Ricardo Lobão, consultor da Towers Watson.
Nos países desenvolvidos, 60% das seguradoras ouvidas
pela consultoria, fazem acompanhamento psicológico em
pacientes crônicos. Nos emergentes, são 38%.
Saúde
Business Web
Remuneração diferenciada é discutida
pela ANS
Por Verena Souza
Indicadores
como infraestrutura, efetividade no cuidado, eficiência
técnica e satisfação do usuário darão
as diretrizes para o programa
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e
instituições do setor trabalham para desenvolver
programa de monitoramento de qualidade para os hospitais brasileiros.
A ideia é atrelar boas práticas em saúde
a uma remuneração diferenciada.
"Atualmente os hospitais não recebem nenhum incentivo
da fonte pagadora. Objetivo é fazer com que as operadoras
paguem melhor levando em consideração o serviço
de qualidade das entidades", explicou o sócio diretor
da Impacto Tecnologias Gerenciais em Saúde, Cesar Abicalaffe
- um dos integrantes do grupo que desenvolve as diretrizes do
programa.
Os critérios para a avaliação ainda estão
sendo definidos. No entanto, quatro aspectos que vão nortear
os indicadores que já foram traçados. São
eles: infraestrutura, efetividade do cuidado, eficiência
técnica e satisfação do usuário.
"Ao estimular melhorias de qualidade, a proposta visa criar
um modelo a ser seguido", disse.
Financiado
pela Organização Pan-Americana da Saúde
no Brasil, a previsão é de que até o final
de outubro as orientações estejam prontas para
serem aplicadas em formato piloto.
Além dos critérios para a avaliação,
o modelo de remuneração também está sendo
discutido. Pacotes para procedimentos hospitalares prevalentes
estão sendo considerados, além de adicionais por
performance.
"É preciso enfatizar que isso não é obrigatório. É apenas
uma orientação para que as operadoras monitorem
os prestadores", afirmou.
Ainda de
acordo com o executivo, o projeto beneficia o setor como um
todo. De um
lado, as operadoras conseguirão monitorar
de forma eficiente os serviços prestados pelos hospitais.
De outro, as entidades receberão estímulo da fonte
pagadora. E, como consequência, o atendimento aos usuários
deve ser aprimorado.
Agência
Brasil
Limite do Simples Nacional pode aumentar 50%
Deputados
e senadores se reunirão no próximo dia
23 para formar uma Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena
Empresa (MPE) no Congresso Nacional, de acordo com o deputado
Pepe Vargas (PT-RS). A primeira providência do grupo, segundo
ele, será o desarquivamento do Projeto de Lei Complementar
nº 591/10 que sugere mudanças na Lei Geral da Micro
e Pequena Empresa.
Uma das mudanças mais urgentes, no entender do deputado
gaúcho, é a que aumenta de R$ 2,4 milhões
para R$ 3,6 milhões o teto da receita bruta das pequenas
empresas para inclusão no Simples Nacional. A reivindicação
foi unânime entre os parlamentares que discutiram a questão,
quarta-feira passada (9), na Comissão de Finanças
e Tributação da Câmara dos Deputados.
Na ocasião, deputados e senadores definiram uma agenda
para viabilizar a urgente aprovação do PLC 591/10,
começando pelo requerimento à Mesa Diretora da
Câmara para desarquivar o projeto, seguido de pedido de
urgência para a votação da matéria.
Paralelamente, os participantes da reunião colhem assinaturas
a para formação da Frente Parlamentar da MPE.
Ex-presidente
da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), o senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE) é um dos
entusiastas para a formação do colegiado de parlamentares.
Ele acha que o foco imediato do grupo deve ser a correção
do teto de enquadramento das empresas no Simples Nacional. “É preciso
que o assunto esteja inserido no núcleo do governo” e,
se possível, no centro das discussões sobre reforma
tributária, disse ele.
Convidado
a participar da reunião, o novo presidente
do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae), Luiz Barretto, destacou que “existe
clima favorável no governo em relação ao
projeto”. Ele disse que nas conversas com integrantes do
governo federal sentiu que existe “ambiente propício” para
retomada das negociações voltadas à ampliação
do teto do Simples Nacional e dos mecanismos de estímulo às
exportações.
Ex-ministro
da Previdência Social, no governo Lula, o
senador José Pimentel (PT-CE) também participou
do encontro. Como ex-presidente da extinta Frente Parlamentar
da Pequena Empresa, ele afirmou que “a rearticulação
do grupo é imprescindível” para fazer a interlocução
entre o Legislativo, o Executivo e a sociedade, de modo a facilitar
o entendimento e aprovação do PLC 591/10 até o
meio do ano.
Saúde
Business Web
ANS:
Balanço sobre adaptação
de contratos
Por Henrique Oti Shinomata
No começo deste mês, a ANS disponibilizou em seu
portal o resultado do balanço da Consulta Pública
sobre a adaptação de contratos. O objetivo da Agência
ao abrir a consulta foi incentivar beneficiários de planos
contratados antes da Lei nº 9.656/98, migrarem seus planos
para terem segurança e as garantias da regulamentação
após a lei.
Das contribuições enviadas à ANS, os beneficiários
foram responsáveis por 3%, já as operadoras foram
75% do total das sugestões enviadas. Com relação
aos temas, as contribuições de carência ficaram
com 126, seguidos do percentual de ajuste com 112 e migração/adaptação
individualizada por beneficiário que ficou com 100.
A ANS analisará todas as propostas, em seguida ajustará a
Resolução Normativa, para apresentar o texto final
aos “atores” do setor. Segundo a Agência, a
expectativa é que o material seja publicado ainda neste
primeiro semestre.
As principais
vantagens para os beneficiários que adaptarem
seus planos são o direito a cobertura no rol de procedimentos,
sem carência e o reajuste de idade previsto no contrato
de adaptação/migração
A sociedade
espera que essa adaptação não
encareça muito a mensalidade (prêmio) do plano,
pois apesar da alta sinistralidade no setor, a maioria ainda
contabiliza lucro no seu balanço.
Saúde
Business Web
Projeto
de Telemedicina entre Saúde e HCor
Por Rita
Nogueira Barão
S.Paulo -
O projeto Tele-Eletrocardiografia Digital – inserido
na estratégia Telemedicina – completa um ano de
atuação no país com importantes resultados.
A parceria estabelecida em novembro de 2009 entre o Ministério
da Saúde e o Hospital do Coração em São
Paulo (HCor) contabiliza 4.621 eletrocardiogramas em mais de
100 municípios de todas as regiões do país
por meio do Serviço de Atendimento de Atendimento Móvel
de Urgência (Samu 192), coordenado pelo governo federal.
As 247 ambulâncias do Samu com aparelhos de eletrocardiograma
contam com tecnologia desenvolvida pelo HCor para a identificação
de problemas cardíacos ainda no atendimento inicial ao
paciente, feito pelos socorristas do Samu, que chegam até o
local da ocorrência dentro de 15 minutos, em média.
Ao longo do primeiro ano da parceria, foram produzidos mais de
1.050 laudos sobre alterações cardiológicas
de pequena, média e alta gravidade. As principais ocorrências
foram infarto, fibrilação atrial, arritmias cardíacas,
taquicardias e bradicardias (quando há diminuição
na frequência cardíaca; o contrário de taquicardia).
Vinte e dois
estados de todas as regiões do país
contam com ambulâncias de suporte avançado do Samu
equipadas com Tele-Eletrocardiografia Digital. Os estados pioneiros
foram Paraná, Brasília, Goiás, Alagoas,
Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Sul, Paraíba, Rio Grande
do Norte e São Paulo (Campinas). Atualmente, a implantação
do projeto está sendo discutida com os estados de Rondônia,
Amapá e Acre, além do município de Guarulhos
(SP).
“A Tele-Eletrocardiografia é uma relevante ferramenta
que auxilia e aprimora a rede de atendimento do Samu 192”,
afirma Clésio Castro, coordenador nacional do Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência. Ele também
destaca a importância das atuais 157 Centrais de Regulação
do Samu implementadas em cerca de 1,4 mil municípios,
onde circulam aproximadamente duas mil ambulâncias. “Elas
funcionam 24 horas e são responsáveis pela organização
de toda a assistência à população
pelo Samu”, completa.
AGILIDADE – De acordo com o médico Hélio
Penna Guimarães, um dos responsáveis pelo projeto
no HCor, o sucesso da parceria se deve à receptividade
dos Estados e também ao reconhecimento, pelos profissionais
de saúde, da importância de se identificar problemas
cardíacos num curto intervalo de tempo. “Conseguimos
chegar ao final deste ano com abrangência em todas as regiões
do país. Com isso e considerando que temos 247 ambulâncias
de suporte avançado com tele-eletrocardiografia, podemos
dizer que estamos com 92% da meta do projeto atingida, já que
o Samu conta com 267 ambulâncias dessa dimensão”,
avalia Penna.
A estratégia Telemedicina – também conhecida
como “segunda opinião médica a distância” – foi
implementada nas unidades do Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência, no formato de “projeto-piloto”,
em novembro de 2009. Em janeiro deste ano, o projeto foi oficialmente
lançado e estendido para todo o país com o objetivo
de ampliar a assistência às vítimas de doenças
cardiovasculares graves socorridas pelas ambulâncias do
Samu.
FUNCIONAMENTO – A tecnologia aplicada pelo Sistema de
Tele-Eletrocardiografia Digital permite ao profissional de saúde
obter um diagnóstico mais preciso do paciente com sintomas
de problemas cardíacos, esteja ele em casa, no trabalho
ou na rua.
Isso é possível graças a um pequeno aparelho – o
Tele-Eletrocardiógrafo Digital Portátil – capaz
de transmitir o eletrocardiograma do paciente (via telefonia
celular ou mesmo por telefone fixo, utilizando-se a internet)
para a Central de Telemedicina do HCor. Lá, o exame é analisado
e, o laudo, encaminhado diretamente aos socorristas do Samu.
Esse processo dura, em média, cinco minutos, o que abrevia
o tempo de socorro e proporciona maior segurança ao diagnóstico
e encaminhamento do paciente a uma unidade hospitalar.
A Central
de Telemedicina do HCor conta com 16 médicos
para a análise dos eletrocardiogramas do Samu. Além
disso, o médico que está responsável por
determinada ocorrência pode discutir o caso com os especialistas
de apoio no HCor. O trabalho é realizado 24 horas e em
tempo real.
Os convênios firmados para o desenvolvimento da Telemedicina
nos estados que aderiram ao projeto demandaram a aquisição
de novas tecnologias, capacitação profissional,
pesquisas e consultorias na área de gestão.
Correio Braziliense
Portabilidade aos demitidos
ANS estuda
estender o direito de troca de plano de saúde
a ex-funcionários. Medida valeria também para aposentados
Diante do
fiasco da portabilidade de carências nos planos
de saúde - que, até o ano passado, foi usufruída
por apenas 2,3 mil usuários dentro de um universo de mais
de 44 milhões de pessoas -, a Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) estuda ampliar as regras para
possibilitar também a troca de planos por beneficiários
demitidos e aposentados dos planos coletivos por adesão.
A discussão ainda está em fase de análise
pela reguladora e, se aprovada, a proposta pode ser levada para
consulta pública em breve. A mudança funcionaria
como um incremento de resolução normativa que será publicada
nos próximos dias.
A ideia surgiu
durante os debates da Câmara Técnica
da Regulamentação dos artigos 30 e 31 da Lei nº 9656/98,
conhecida como lei dos planos de saúde. Esses artigos
conferem aos demitidos e aposentados o direito de permanecerem
nos planos coletivos desde que assumam a responsabilidade pelo
pagamento das mensalidades, mas ainda carecem de regulamentação.
Pela regra vigente, os usuários enquadrados nesta categoria
têm um prazo limite de dois anos de permanência nos
planos coletivos, após se desligaram do emprego.
"Esgotado esse prazo, mesmo que o consumidor continue na
operadora de plano de saúde, ele tem de migrar para um
contrato individual e as carências começam a ser
contadas novamente. Isso significa que a pessoa tem uma relação
duradoura e antiga com a operadora, mas é tratada como
se não a tivesse. A solução, nesses casos, é buscar
a Justiça - há diversas decisões que determinam
que não sejam exigidas novas carências", orienta
Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec). As entidades de defesa do consumidor reivindicam,
há anos, que haja a portabilidade de carências para
esses casos.
Na avaliação de Maria Inês Dolci, coordenadora
institucional da Associação Brasileira de Defesa
do Consumidor (Proteste), a flexibilização das
regras é fundamental para estimular a troca de planos
por parte dos consumidores insatisfeitos.
Maria defende
que a partir da segunda portabilidade, é preciso
repensar a restrição para a troca por meio de upgrade
para planos mais caros. Este seria um avanço em relação às
medidas já aprovadas, como a possibilidade de troca de
plano para beneficiários de planos coletivos por adesão
e a redução do período mínimo de
permanência no plano de origem de dois para um ano.
Atualmente,
só podem optar pela portabilidade usuários
dos planos individuais contratados de 1999 em diante. O problema é que
o número de contratos enquadrados nesta categoria é de
apenas 7,7 milhões, ou 17,2% do total. A Proteste quer
que a portabilidade seja estendida também para os planos
coletivos empresariais, que representam 58% dos contratos ativos
ou 25,9 milhões de usuários. Outra causa apontada
para o fracasso da portabilidade é o fato de que, atualmente,
o procedimento só pode ser adotado no período entre
a data de aniversário do contrato e o mês seguinte. "O
consumidor só tem dois meses no ano para mudar de plano,
isso dificulta o sucesso da medida", pondera Maria Inês
Dolci.
Extra Online
Fila
para pegar remédios
No primeiro
dia de distribuição gratuita de 11
remédios contra diabetes e hipertensão por intermédio
do Programa Farmácia Popular do Brasil, do Ministério
da Saúde, algumas drogarias do Rio tiveram ontem longas
filas. De acordo com a Agência Brasil, na Farmácia
Popular da Central do Brasil, algumas pessoas chegaram a esperar
por uma hora pelo atendimento.
“Acho que eles vão colocar mais atendentes”,
disse a aposentada Maria Cristina Rodrigues, de 59 anos, que
foi ao local buscar remédios para a pressão.
A aposentada
gastava cerca de R$ 200 em remédios para
ela e para o marido. Com a economia, pensa em investir mais na
alimentação:
“Já vai dar para melhorar alguma coisa lá em
casa.”
Na Farmácia Popular da Praça 15, o aposentado
Pedro Romualdo contou que soube da distribuição
gratuita pelos próprios atendentes:
“Eles me avisaram e eu voltei hoje (ontem) para pegar
de graça”, disse.
De acordo
com o Ministério da Saúde, para obter
de graça um dos 11 remédios para hipertensão
ou diabetes numa unidade do Farmácia Popular, o paciente
precisa levar identidade, CPF e receita médica com validade
de até 120 dias.
Seguros dia-a-dia
Plano
com prazo para atendimento é visto com temor
A ANS colocou
em audiência pública em sua página
na internet, até 4 de março, as regas para garantir
o atendimento médico-hospitalar e laboratorial dos planos
de saúde aos clientes. Os prazos sugeridos estão
baseados em uma pesquisa feita no ano passado com cerca de 840
operadoras. Serão de 7 dias úteis para uma consulta
básica (pediatria, clínica médica, cirurgia
geral, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, ortopedia
e traumatologia). Já para uma consulta em outras modalidades,
14 dias úteis. Procedimentos de alta complexidade, como
cirurgia ou quimioterapia, o prazo não poderá exceder
a 21 dias úteis.
A Abramge
e a Fenasaúde se pronunciaram publicamente
dizendo que a medida não alterará as rotinas das
operadoras, de forma significativa. Contudo, não é o
que pensa o Instituto Brasileiro do Direito de Saúde Suplementar
(IBSS). Ao jornal Valor Econômico, seu presidente José Luiz
Toro da Silva, disse que o regulamento proposto pode aumentar
os custos dos planos de saúde e que deverão ser
repassados para os beneficiários.
– Apesar de ainda se tratar de uma consulta pública,
chamamos especial atenção das operadoras, com referência
a eventual redimensionamento de sua rede credenciada, a fim de
atender os prazos descritos, causando-nos profunda preocupação
a necessidade de prestadores credenciados em todos os municípios
da área geográfica de abrangência. Esclareça-se
que este último critério altera as instruções
normativas da Dipro que estavam em vigor no momento do registro
dos planos – comentou Toro da Silva, ao mesmo jornal.
AGENDA
- AssPreviSite
Um debate sobre o contexto dos planos em 2011
Encontro
sobre o cenário 2011 da Saúde
Suplementar
1º de Março - 13:30 às
17:30 h.
Auditório do Instituto Metrus - São
Paulo - SP
Como será 2011 para a Saúde
Suplementar?
Quais os
tons que irão compor este cenário?
Qual a visão da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS sobre
o cenário?
O AssPreviSite
promoverá na tarde do dia 1º de março,
em São Paulo, um encontro de dirigentes, gestores e profissionais
da área de Saúde Suplementar para um debate e avaliação
do cenário 2011, destacando os temas das recentes das
consultas públicas da ANS, seus desdobramentos e impactos
para as operadoras de planos de saúde e demais atores
do sistema. Outro foco da reunião é a amplitude
e implicações da Agenda Regulatória do órgão.
A reunião busca esclarecer alguns dos tópicos destes
dois componentes e de outros aspectos que estão na pauta
do dia a dia do Sistema de Saúde Suplementar de nosso
país.
Destacamos
alguns componentes deste cenário e que serão
objeto do nosso encontro:
Variáveis constantes em consultas públicas:
- Alteração
de contratos antigos;
- Prazos
máximos
de Atendimento;
- Disponibilidade
de prestadores de serviços;
- Transporte
para prestador noutro município;
- Reembolso
integral dos custos dos beneficiários;
- Outros...
Contexto
da Agenda Regulatória da ANS:
- Financiamento do Setor;
- Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial;
- Modelo de Pagamento a Prestadores;
- Assistência Farmacêutica;
- Incentivo
a Concorrência;
- Garantia
de Acesso a Informação;
- Contratos Antigos;
- Assistência
ao Idoso;
- Integração
com o SUS.
Outros aspectos
componentes do cenário:
- Composição
da Diretoria da ANS;
- Programa
de Qualificação em Saúde
Suplementar;
- Programa
de Acreditação
das Operadoras;
- Portabilidade de planos;
- Regulamentação
de artigos da Lei 9656/98
- Propostas
de mudanças na Legislação;
- Ressarcimento ao SUS;
- Atuação do Judiciário...
Assim, para
abordar esta temática de extrema importância
para o ano de 2011 e a dinâmica e contextualização
que se pode esperar para a gestão dos planos de saúde,
convidamos dirigentes da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS para
expor o entendimento e a visão destas instituições
sobre este cenário. Também foram convidados destacados
e experientes advogados, especialistas do segmento, para apresentar
suas considerações sob a ótica jurídica.
O Encontro,
que tem o apoio do Instituo METRUS e o patrocínio
do Grupo BEM, será no dia 1º de março, das
13:30 às 17:30 h, no Auditório do METRUS, na Alameda
Santos, 1827 - 1º andar, na região da Avenida Paulista,
em São Paulo. A taxa de adesão é de R$ 200,00
(duzentos reais). Informações e inscrições
podem ser solicitadas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.