16-06-11

 

Leia nesta edição:

- Sírio-Libanês terá centro de oncologia em Brasília

- Laboratórios tiram emagrecedor do mercado

- Subcomissão avalia política de recursos humanos do SUS

- Anvisa mantém postura sobre emagrecedores

- Genes "apressam" o vírus da Aids

- ANS inicia consulta pública sobre qualidade dos prestadores

- Comissão sobre piso salarial de agente de saúde elege presidente e escolhe relator

- Prevenção de desastres precisa ser prioridade nacional

Quinta-feira, 16.06.11

Folha de São Paulo

Sírio-Libanês terá centro de oncologia em Brasília

O Hospital Sírio-Libanês inaugura hoje um centro de oncologia em Brasília, sua primeira unidade fora do Estado de São Paulo.

O centro vai tratar todos os tipos de câncer, em crianças e adultos. Localizado na Asa Sul, vai abrigar 12 suítes para aplicação de quimioterapia e seis consultórios. Posteriormente, os serviços de radioterapia começarão a ser feitos.

Foram investidos R$ 6 milhões na unidade, que terá capacidade para realizar 800 consultas e 600 aplicações de quimioterapia por mês.

Segundo Paulo Hoff, diretor-geral do centro de oncologia do hospital, a capital federal foi escolhida porque a cidade apresenta um forte crescimento e há um número grande de pessoas de Brasília que fazem tratamento em São Paulo.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vai participar da cerimônia de inauguração do novo centro.

O Estado de São Paulo

Laboratórios tiram emagrecedor do mercado

Decisão foi tomada por dois grandes fabricantes da sibutramina no Brasil antes de Anvisa decidir se proíbe ou não a venda do medicamento

Por Fernanda Bassette / Colaborou Karina Toledo

Dois dos maiores fabricantes de sibutramina no Brasil já retiraram seus medicamentos do mercado voluntariamente, antes mesmo de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidir se proíbe ou não a venda no País.

O laboratório Abbott, que fabricava o medicamento de referência, optou por retirar o emagrecedor do mercado brasileiro em novembro do ano passado, assim como fez nos EUA.

Foi a Abbott que encomendou o estudo Scout, que avaliou o risco do uso da sibutramina em cerca de 10 mil pacientes obesos com doença cardiovascular. Os resultados do estudo é que serviram de base para o relatório da Anvisa que recomenda a proibição da venda desse medicamento no País.

A Medley, laboratório líder em genéricos no Brasil, também decidiu encerrar a produção de sibutramina voluntariamente, em fevereiro deste ano, depois que a Anvisa sugeriu a retirada do mercado. Segundo a empresa, a decisão também foi tomada por causa dos resultados do estudo Scout.

Queda no consumo. A retirada da sibutramina do mercado e o aumento do controle na prescrição por parte da Anvisa têm um reflexo direto no consumo desse medicamento no País.

Dados da agência apontam que, em 2009, foram expedidas 4,9 milhões de receitas de inibidores de apetite no Brasil, sendo que 60% eram de sibutramina. Isso inclui medicamentos industrializados e manipulados.

Após a Anvisa aumentar o controle no tipo de receituário da sibutramina - mudou da classe simples para a especial - a prescrição de inibidores de apetite caiu cerca de 10%: foram 4,41 milhões de receituários.

A queda da sibutramina foi ainda mais drástica: 32%, de 2,95 milhões de receitas para 1,99 milhão. Outros inibidores de apetite compensaram a perda. A prescrição de anfepramona, por exemplo, cresceu 21% no período (de 1,08 milhão para 1,31 milhão). A prescrição de femproporex aumentou cerca de 29% (de 838 mil para 1,07 milhão).

A queda no consumo de remédios para emagrecer também foi constatada pela IMS Health, que é uma consultoria especializada no mercado farmacêutico. Segundo dados da empresa, entre abril de 2008 e abril de 2009 foram consumidas 9,88 milhões de unidades de drogas para emagrecer no País - o que inclui sibutramina, mazindol, femproporex e anfepramona.

No ano seguinte, foram consumidas 9,06 milhões de unidades, o que aponta ligeira queda. Após o aumento do controle, o consumo foi ainda menor: de abril de 2010 até abril deste ano foram consumidas 6,2 milhões unidades desses medicamentos, 31,26% menos que no ano anterior. Para o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente da Associação Internacional de Estudo de Obesidade, a queda no consumo é reflexo do maior controle das drogas.

Outros laboratórios que também fabricam sibutramina, como a Germed, a Aché e a Eurofarma, continuam com o medicamento disponível no mercado, até que saia uma decisão definitiva da Anvisa.

Agência Câmara de Notícias

Subcomissão avalia política de recursos humanos do SUS

A subcomissão especial sobre financiamento, reestruturação da organização e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) realiza hoje mesa-redonda sobre profissionais de Recursos Humanos. A subcomissão foi criada pela Comissão de Seguridade Social e Família.

O debate será realizado durante todo o dia. No período da manhã, os convidados são:

- o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Aloisio Tibiriçá Miranda;

- o secretário-geral da Associação Médica Brasileira, Aldemir Humberto Soares;

- a presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, Jadete Lampert;

- a representante da direção executiva Nacional dos Estudantes de Medicina, Rafael Garcia de Paula;

- o secretário de Educação Superior do Conselho Nacional de Residência Médica, Luiz Cláudio Costa.

Os convidados do período da tarde são:

- o assessor do Conselho Federal de Odontologia Marcos Luiz Macedo de Santana;

- o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Neri;

- a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Maria Aparecida Faria.

O debate será realizado a partir das 9 horas, no Plenário 15.

Correio Braziliense

Anvisa mantém postura sobre emagrecedores

Agência reguladora não se convence das desvantagens de proibir a venda dos inibidores de apetite em reunião técnica com especialistas e deve, até agosto, anunciar a proibição desses medicamentos

Por Ana Elisa Santana

Após meses de intensos debates, deve se confirmar a proibição da venda de remédios inibidores de apetite no Brasil, sugerida em nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em fevereiro deste ano. A discussão acerca do assunto foi encerrada em um painel promovido, na terça-feira, pelo órgão, conforme adiantado pelo Correio em 8 de junho. Segundo a chefe do núcleo de investigação em vigilância sanitária da Anvisa, Maria Eugênia Cury, o encontro reforçou as conclusões da agência reguladora de que não há margem de garantia para o consumo da sibutramina e dos anorexígenos anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazidol) com segurança por pacientes obesos. “Nós não conseguimos ter uma resposta objetiva de qual população se beneficia. Que o medicamento tem problemas de segurança, eu não tenho dúvidas. Reforçou (o painel) a avaliação de que o perfil de segurança do remédio é mais desfavorável do que favorável”, afirma Maria Eugênia.

Boa parte da discussão voltou-se ao uso dos medicamentos, bastante receitados no Brasil. Segundo o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, o mundo consumiu 5,7t de sibutramina em 2010. Dessas, 3,3t foram vendidas na América do Sul e quase 80% desse valor, cerca de 2,6t, foram consumidas por pacientes brasileiros. A maior divergência entre a agência e as entidades médicas e farmacêuticas envolvidas girava em torno do estudo Scout, que levou à proibição da sibutramina na Europa. No painel técnico, segundo Maria Eugênia Cury, foi possível analisar os dados do estudo e mostrar para os médicos que não havia equívoco em falar sobre os riscos para qualquer obeso, e não apenas para aqueles que já tenham histórico de doenças cardiovasculares. “A gente conseguiu ver que há técnicos e cientistas que não são da Anvisa e que confirmaram a nossa avaliação de que esse estudo, aliado a outros, demonstra riscos na utilização em uma população que não é só essa de contraindicação”, explica a coordenadora.

Cury afirma que muitas das 15 questões enviadas às entidades médicas a respeito da segurança do uso dos emagrecedores permaneceram em aberto mesmo após os debates de terça. O representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Ricardo Meirelles, afirma, no entanto, que todas foram sanadas. “Elas foram respondidas embasadas em publicações de revistas científicas, mostrando que não era a opinião de alguns especialistas, mas conclusões de trabalhos feitos em diversos países. A sensação que se teve é de que a Anvisa já está com uma ideia pré-concebida e não parece muito disposta a mudar”, queixa-se. “Para os defensores da manutenção desses medicamentos, o estudo Scout foi mal interpretado porque foi feito com pacientes que já tinham doença cardiovascular prévia. O estudo apenas confirmou a bula, e a Anvisa, a exemplo da Agência Europeia, está querendo estender a proibição a toda a população de obesos”, diz Meirelles.

O argumento usado pelos médicos, segundo o cardiologista e autor de livros de farmacologia clínica Flávio Danni Fuchs, não foi convincente. “Não se tem evidência concreta de que (o medicamento) seja útil em pacientes. Infelizmente, ele aumenta a pressão arterial e se mostrou perigoso em indivíduos com doença vascular e diabetes. Medicamentes que não têm segurança não devem ser autorizados para uso”, sustenta Fuchs.

Se antes havia um clima de otimismo entre os médicos diante da possibilidade de recuo da Anvisa, agora há apreensão. “Se for mantida essa posição, vai ser um prejuízo para todos os obesos, que atualmente são mais de 15% da população brasileira”, afirma Meirelles, representante da Sbem.

A Anvisa tem dois pareceres favoráveis à suspensão do registro dos inibidores de apetite no país. Depois do último painel de discussão, será elaborado um documento que será submetido à avaliação da Diretoria Colegiada da agência reguladora, que deve decidir pela proibição dos emagrecedores. A previsão é de que a resposta final saia até agosto, segundo o presidente Dirceu Barbano.

Correio Braziliense

Genes "apressam" o vírus da Aids

Por Max Milliano Melo

Ao ser infectado pelo vírus HIV, o paciente se vê diante de um panorama de indefinição sobre o futuro de sua saúde. Características próprias do agente infecioso fazem com que alguns pacientes desenvolvam a doença rapidamente, enquanto outros passam décadas sem nenhum sintoma da Aids. Uma pesquisa espanhola, divulgada na edição de ontem do Journal of Clinical Investigation, afirma ter encontrado uma explicação genética para os casos onde a Aids surge quase imediatamente depois da infecção pelo vírus. Segundo o estudo, seis genes, presentes em cerca de 8% da população mundial, são os responsáveis pela baixa resposta imunológica ao vírus, facilitando sua rápida instalação. A pesquisa pode, no futuro, resultar em estratégicas individualizadas para a administração da medicação aos soropositivos.

A descoberta, feita por cientistas do Instituto de Pesquisas de Aids IrsiCaixa e do Departamento de Saúde da Catalunha, ambos da Espanha, foi possível depois do mapeamento de 25 mil genes de 66 pacientes, a maioria portadora do tipo B do vírus — o mais comum na Europa e na América. “A localização desses genes nos pacientes estudados é semelhante à localização de genes semelhantes previamente conhecidos em macacos. Esse dado nos dá fortes indícios de que se trata de uma característica presente em todas as pessoas e não apenas nas populações estudadas”, disse ao Correio Javier Martínez-Picado, principal autor do estudo.

A identificação fecha um ciclo iniciado em 2004, quando pesquisadores norte-americanos encontraram genes que têm a função inversa: permitem uma resposta eficaz ao vírus, retardando o aparecimento dos primeiros sintomas. “No futuro, será possível fazer exames para detectar o tipo de resposta imune que cada paciente dará à doença. Saber se ele é do tipo que vai desenvolver a Aids precocemente ou tardiamente permitirá desenvolver estratégicas mais eficazes de medicação”, conta o pesquisador espanhol.

Futuro

Segundo o cientista Enrique Argañaraz, do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade de Brasília (UnB), a pesquisa também abre uma nova perspectiva para o desenvolvimento de uma futura vacina. “Durante o processo de resposta ao vírus, a célula ‘picota’ o HIV e apresenta uma parte dele ao sistema de defesa do organismo, que baseia nele a sua reação imunológica”, explica o professor. Se o fragmento apresentado é de uma parte importante do vírus, a resposta poderá ser mais eficaz no combate à Aids e, portanto, o desenvolvimento da doença será dificultado. “Entender quais mecanismos genéticos estão envolvidos nesse processo de seleção do fragmento poderá, no futuro, ajudar a criar terapias que ensinem a célula a ‘escolher’ partes mais eficazes para atacar”, completa.

Outro pondo ainda obscuro da infecção por HIV é a resposta que cada paciente dá ao tratamento. Ao contrário de outras doenças, a quantidade de vírus presente no organismo não está diretamente ligada à intensidade da doença. “É possível ter um índice de infestação altíssimo e não desenvolver um caso grave da Aids, e vice-versa”, conta Argañaraz. Esse deve ser o novo passo dos pesquisadores espanhóis. “Ampliamos nossa amostra de 66 para 120 pacientes e pretendemos verificar se há uma causa genética tanto para a resposta diferente que cada pessoa tem ao tratamento quanto para a forma que o organismo desses pacientes reage ao vírus”, completa Javier Martínez-Picado.

Saúde Business Web

ANS inicia consulta pública sobre qualidade dos prestadores

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciará no dia (24) a Consulta Pública nº 44, que apresenta proposta de Resolução Normativa para implantação de um instrumento capaz de avaliar o desempenho e os resultados assistenciais dos prestadores de serviço na saúde suplementar. O instrumento criado permitirá a seleção de indicadores que tenham validade, comparabilidade e ajudem na diferenciação das organizações avaliadas.

O programa, denominado QUALISS, será desenvolvido para monitorar os indicadores de qualidade assistencial dos hospitais com o uso de referências mundiais. Inicialmente o programa será focado em hospitais, mas o objetivo é que seja extensivo a outros prestadores da saúde suplementar.

Tais indicadores proporcionarão aos estabelecimentos de saúde novas ferramentas e métodos para gestão da qualidade (benchmarking), além de fornecer ao poder público e consumidores em geral elementos de apoio à tomada de decisão, com foco na qualidade do atendimento.

Segundo a ANS, foi observado a existência de poucas informações sobre qualidade dos hospitais disponíveis. A agência acredita que esta iniciativa pode gerar uma concorrência positiva, mudando o foco do preço para a qualidade do serviço prestado. Além disso, este projeto dará ao consumidor capacidade de escolha das redes assistenciais dos planos de saúde a partir de critérios mais objetivos.

Principais considerações no desenvolvimento do QUALISS:

• A qualidade do cuidado à saúde não pode ser mensurada diretamente, portanto diversos indicadores têm sido utilizados para atender a necessidade de informação dos usuários dos sistemas de saúde e de suas entidades representativas sobre a qualidade dos cuidados prestados. Desta forma, pretende-se alcançar abrangência e capilaridade que programas atuais de monitoramento da qualidade da assistência das operadoras não conseguem entregar

• Os domínios escolhidos para constituir os eixos do QUALISS – efetividade, eficiência, equidade, acesso, centralidade no paciente e segurança, têm como base os relatórios do Instituto de Medicina dos EUA, instituição que impulsionou a qualidade dos serviços de saúde e melhoria do cuidado no processo de reforma do sistema de saúde daquele país.

• Os prestadores de serviço terão acesso aos resultados de seu desempenho antes da divulgação pública, podendo detectar falhas ocorridas no processo de envio das informações e de sua avaliação sistemática pela ANS.

• A rede hospitalar brasileira apresenta uma grande heterogeneidade em relação à estrutura, incorporação de tecnologias e disponibilidade de recursos humanos, coexistindo estabelecimentos de diversos padrões.

• O QUALISS contará com um comitê gestor cuja finalidade será promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do Programa, com participação de representantes das operadoras de planos de saúde, dos hospitais, clínicas, laboratórios, dos médicos, das acreditadoras e dos consumidores, dando legitimidade e transparência às ações instituídas.

A consulta estará disponível entre os dias 24/06/2011 e 23/07/011, em formulário eletrônico exclusivamente na página da ANS na Internet, para que beneficiários, operadoras e prestadores de serviços de saúde possam contribuir. A participação de todos os envolvidos e interessados por este tema é de fundamental importância para aprimorar o trabalho que tem sido desenvolvido pela ANS.

Quarta-feira, 15.06.11

Agência Câmara de Notícias

Comissão sobre piso salarial de agente de saúde elege presidente e escolhe relator

A comissão especial que vai analisar a definição de um piso salarial nacional para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias elegeu ontem o presidente deputado Benjamin Maranhão (PMDB-PB) e os vices, deputados Osmar Terra (PMDB-RS), Valtenir Pereira (PSB-MT) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). O relator será o deputado Domingos Dutra (PT-MA).

A comissão analisa o Projeto de Lei 7495/06, que regulamenta as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Diversas outras propostas serão analisadas em conjunto, como o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930 mensais para profissionais com formação em nível médio.

Mobilização

A comissão foi instalada na semana passada, em resposta à mobilização dos agentes de saúde. Representantes da categoria lotaram oito plenários da Câmara para acompanhar audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família, que discutiu a remuneração dos agentes.

A Emenda Constitucional 63, de fevereiro de 2010, estabelece que uma lei federal definirá o regime jurídico, o piso salarial nacional, as diretrizes para os planos de carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. Segundo essa emenda, caberá à União prestar assistência financeira complementar aos estados e aos municípios para o cumprimento do piso salarial.

A próxima reunião da comissão está marcada para a próxima terça-feira (21), às 14 horas.

Íntegra da proposta:

PL-7495/2006

PL-6111/2009

Da Redação/PCS

Agência Senado

Prevenção de desastres precisa ser prioridade nacional

Por Ricardo Icassatti

Não é apenas o Brasil que está atrasado na adoção de medidas para prevenção de desastres: apenas recentemente o mundo passou a se preocupar com essa questão. Esta foi a principal constatação do presidente da Comissão Temporária das Alterações no Sistema Nacional de Defesa Civil, senador Jorge Viana (PT - AC), após ouvir, nesta quarta-feira (15), os dois convidados da audiência pública que discutiu a questão. Os convidados disseram que a prevenção de desastres deve ser uma prioridade nacional.

Participaram da audiência pública Ricardo Mena, que é chefe do escritório da Estratégia Internacional de Redução de Risco de Desastre (Eird) da ONU nas Américas e Caribe, sediado no Panamá; e o major Márcio Luiz Alves, presidente do Conselho Nacional de Gestores Estaduais de Defesa Civil (Consedec).

Ricardo Mena disse que somente a partir de 2005 os 168 estados membros da ONU adotaram um plano de ações prioritárias. Estudos posteriores comprovaram que aumentou o número de pessoas e atividades econômicas expostas aos riscos associados ao clima e se constatou o vínculo entre desastres e desenvolvimento econômico. Mena assinalou que, ao contrário do que se acreditava, não são os grandes desastres que causam as maiores perdas econômicas, de vidas humanas e de impacto ambiental, mas sim a soma dos muitos pequenos desastres.

- São eventos de baixo impacto, mas de alta frequência. É o que chamamos de risco extensivo. Os desastres de alto impacto e baixa frequência, como o terremoto ocorrido no Haiti, é o que chamamos de risco intensivo. Estamos vendo que as perdas econômicas em consequência dos desastres são cada vez maiores e é possível para um governo calcular as perdas futuras - observou.

O chefe do Eird disse que estudos feitos nos Estados Unidos constataram que os condados que reúnem as populações mais pobres do país são os locais onde ocorrem mais mortes causadas por desastres naturais. Ele assinalou que em países mais pobres ou em desenvolvimento esse vínculo entre pobreza e desastres é bem maior que nos Estados Unidos.

Prioridades no orçamento

Mena declarou ser muito importante que os orçamentos para obras públicas de infraestrutura assegurem recursos para a prevenção e gestão de riscos, que reduzam a vulnerabilidade do país. Ele disse que o Eird sugere um marco regulatório de adoção voluntária por parte dos governos, com cinco áreas prioritárias de ação.

A primeira é estabelecer este tema como prioridade nacional e garantir uma sólida base institucional de aplicação; a segunda é o país ser capaz de identificar, avaliar e monitorar o risco de desastres e melhorar os sistemas de alerta; a terceira é utilizar o conhecimento, a inovação e a educação para desenvolver uma cultura de prevenção; a quarta é a redução de riscos subjacentes que têm a ver com as práticas de desenvolvimento e a forma como são implementadas; a quinta área é o fortalecimento dos órgãos de respostas aos desastres.

O major Márcio Luiz Alves disse que a Defesa Civil é um tema interdisciplinar e como tal deveria ser tratado. Ele ressaltou que estudos feitos pelo Eird demonstraram que a América Latina é a região do planeta com maiores perdas econômicas decorrentes de desastres naturais, somando prejuízos de cerca de US$ 56 bilhões no ano passado. Como o Brasil ocupa a maior extensão de terra do continente, boa parte dos desastres ocorrem aqui. Mas, em contrapartida tem diminuído o número de mortes, declarou.

"Proteção Civil"

O major sugeriu a mudança do marco legal que normatiza a Defesa Civil. Ele defendeu a mudança da nomenclatura da atividade para "Proteção Civil", uma vez que a Defesa Civil foi criada num contexto de guerra como força auxiliar do Exército. O major também reivindicou que a Defesa Civil assuma as funções de prevenção e não apenas a de resposta ao desastre. Ele lembrou que nenhuma das leis nos vários setores - transportes, ambiental, energia etc. - contemplam ou prevêem a situação de desastre ou a proteção da população.

- Não há legislação que proíba a ocupação de áreas de risco, por exemplo. É difícil pensar em retirar as pessoas que se encontram em áreas de risco, mas podemos impedir que essas áreas se ampliem - afirmou.

Outro ponto defendido pelo major é a criação de um fundo específico para investimento em prevenção e redução do custo-desastre, que poderia ser financiado em parte pelas companhias de seguro.

Articulação

Ele também observou ser difícil fazer proteção ou defesa civil a partir de Brasília, e que não é possível mais o Brasil ter apenas uma Secretaria de Defesa Civil. Para o Major, é preciso algo maior e com poder de articulação junto aos demais setores envolvidos.

O relator da matéria na Comissão Temporária, senador Casildo Maldaner (PMDB - SC), concordou com a implantação de uma disciplina de Defesa Civil nas escolas e o envolvimento das companhias de seguro. Ele disse que quanto mais for investido em prevenção, menores serão os pagamentos de indenizações.

- Num primeiro momento, as companhias de seguro vão querer reclamar, mas depois vão perceber que pagarão menos indenizações - avaliou.

A Comissão foi criada com a finalidade de propor, no prazo de 90 dias, alterações no Sistema Nacional de Defesa Civil, e então elaborar proposta para a constituição de uma força nacional de defesa, para atuar especialmente em estados em que ocorram tragédias de grandes proporções.

AGENDA


- Negociação dos Serviços de Saúde

Unidas / AssPreviSite

16 e 17 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais de negociação no mercado de saúde para atuarem com consciência de seu papel e sua importância enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções básicas da negociação em geral e seus conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo de negociação em seus aspectos subjetivos e formais; Apresentar o mercado de saúde, suas características, seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens e dificuldades na negociação multilateral;

Identificar vantagens e dificuldades na negociação com paralisação dos serviços; Esclarecer a participação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público, PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços de saúde.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- Auditoria de medicamentos de alto custo

Unidas / AssPrevISite

Quimioterapia, radioterapia e agentes biológicos

01 de Julho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

O aumento nos custos da sáude está diretamente relacionado à incorporação de novas tecnologias.

O advento dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas, auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.

O bom uso destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente, não só prejudica a saúde dos mesmos como acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.

O desafio da regulação dos agentes quimioterápicos e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.

O objetivo geral deste curso é capacitar o auditor a exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.

Instrutores

1) DR.LUCIANO PALADINI

2) ENFERMEIRA ANNA FLÁVIA FORTES

Público Alvo

Gestores e auditores de sistemas de saúde no Brasil.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 2º Simpósio de Política e Saúde: Forum Virtual

Com o objetivo de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de 07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde, em Brasília, às vésperas do Congresso do CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço de repercussão das teses construídas no II Simpósio.

Entendemos que os impasses da Saúde no Brasil exigem a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate de cunho eminentemente político e, a partir daí, construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário. O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a presencial, sendo essa última durante o Simpósio.

A primeira fase será por meio deste Fórum Virtual, desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com reconhecido saber na área e com atuação vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos da análise e da proposição de políticas. Nossa expectativa é que a ampla participação de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção de teses políticas consistentes e representativas do pensamento em prol da reforma sanitária.

Indicamos o tema "Saúde e Desenvolvimento" para orientar todo o debate específico, organizado sob a questão seguinte: "Defesa intransigente do interesse público na saúde". O formato completo é:

Tema central do debate: Saúde e Desenvolvimento

Eixo: Defesa intransigente do interesse público na saúde

1. Sub Eixos:

- Desvendar e enfrentar as relações entre o setor público e o privado na saúde;

- Direito a Saúde, Acesso Universal e de Qualidade;

- Justiça e Direito: Judicialização, ação e papel do judiciário para a garantia do interesse público;

- Que alternativas para a gestão pública de sistemas e serviços de Saúde?

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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