Leia
nesta edição:
- Proposta
permite dedução do IR de gasto com
plano de saúde de empregados
- Normas
contábeis no setor de saúde
- Não há clima político para criação
de novo imposto da saúde, diz Marco Maia
- O engodo
da emenda da saúde
- Comissão
desiste do projeto da empresa hospitalar
- Dengue
já matou
130 pessoas no Rio de Janeiro
- Acreditação de prestadores de saúde
- O resultado
médico
adverso visto pelo Direito
- País banirá bisfenol
A de mamadeiras
- Varredura
- Alzheimer passa despercebido para 75% dos portadores
- Bolsas
amarelas nas pálpebras indicam risco cardíaco
- Programa nos EUA consegue detectar dor de pacientes
- Do coração ao cérebro
- Morte por
câncer cresce mais em país
emergente
- Anvisa
proíbe
Bisfenol A em mamadeiras
- Aumenta
número de mortes por doença
relacionada ao trabalho no mundo
Sexta-feira, 16.09.11
Agência Câmara de Notícias
Proposta
permite dedução do IR de gasto com plano
de saúde de empregados
Por Rachel
Librelon / Edição: Wilson Silveira
A Câmara analisa o Projeto de Lei 930/11, que inclui os
gastos com plano de saúde de empregados entre as despesas
dedutíveis do Imposto de Renda das empresas sujeitas a
tributação com base no lucro real que optem pelo
pagamento mensal do imposto.
Atualmente,
conforme a Lei Tributária Federal (9.430/96),
as empresas que optam pelo pagamento mensal do imposto já podem
deduzir: incentivos fiscais de dedução do imposto;
incentivos fiscais de redução e isenção
do imposto, calculados com base no lucro da exploração;
e Imposto de Renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas
computadas na determinação do lucro real.
O projeto
foi apresentado pelo deputado Lindomar Garçon
(PV-RO). Segundo ele, “a proposta tem grande alcance social
e não acarreta prejuízos ao erário, pois
a renúncia na arrecadação estará plenamente
compensada pela economia de recursos públicos na área
de saúde”, argumenta.
Tramitação
A proposta
será analisada em caráter conclusivo
pelas comissões de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-930/2011
Valor Online
Normas
contábeis no setor de saúde
Por Pedro Cesar da Silva
Em dezembro
de 2009, a Agência Nacional de Saúde
(ANS) publicou a Instrução Normativa (IN) nº 37
pela qual incorporou à legislação de saúde
as diretrizes dos pronunciamentos técnicos emitidos pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
Na adoção inicial das normas internacionais de
contabilidade é recomendável que as sociedades
avaliem seu ativo imobilizado pelo valor justo (valor de mercado),
assumindo esse valor como o novo custo desses ativos.
Nesse sentido,
o CPC editou a Interpretação Técnica
- ICPC 10, o qual inclui orientações sobre a adoção
do custo atribuído (deemed cost) como critério
de avaliação para o ativo imobilizado (CPC 27).
Trata-se
de procedimento tecnicamente recomendável visando
eliminar a distorção provocada pela inflação
acumulada, já que a possibilidade de corrigir as demonstrações
contábeis foi extinta a partir do ano-calendário
de 1996.
As operadoras
de planos de saúde foram surpreendidas
com a edição, pela ANS, da Súmula nº 18
e da IN nº 47 no fim de julho, deliberando pela inaplicabilidade
para as entidades sujeitas à sua regulação
da opção de avaliação do ativo imobilizado
pelo custo atribuído.
As
operadoras foram prejudicadas pela revisão tardia
de normas
Assim, as
operadoras que se utilizaram do custo atribuído
deverão efetuar ajustes em seus registros contábeis
retroativamente, retornando para o critério de custo de
aquisição, como se este tivesse sempre sido aplicado,
inclusive tocante aos efeitos decorrentes de investimentos sujeitos à avaliação
pela equivalência patrimonial.
Os documentos
e informações periódicos
que sofreram os efeitos do reconhecimento do custo atribuído
devem ser retificados até o final do terceiro trimestre.
Felizmente não se faz necessário a reapresentação
das demonstrações contábeis do exercício
encerrado em 31 de dezembro de 2010.
Um dos argumentos
utilizados pela ANS foi que a IN nº 37,
de 2009, não determinou a observância pelas operadoras
de planos privados de assistência à saúde
das interpretações técnicas emitidas pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis.
Destaca-se
que, segundo o regimento interno do CPC, as interpretações
são emitidas para esclarecer, de forma mais ampla, os
pronunciamentos técnicos, evidente, portanto, que as interpretações
não inovam em relação aos CPC's interpretados
pelas mesmas.
Assim, uma
interpretação de lógica indiscutível é que
o ICPC 10 foi recepcionado pela ANS quando a mesma incorporou
todos os pronunciamentos do CPC, dentre os quais o CPC 27, que
trata da avaliação do ativo imobilizado, e o CPC
37, que trata do reconhecimento inicial dos CPCs, sendo que este último
menciona, explicitamente, o custo atribuído como critério
opcional de avaliação do ativo imobilizado.
O prejuízo das operadoras é cristalino, tanto
na impossibilidade de considerar os ajustes a valor de mercado
como parte de seu patrimônio líquido para fins de
determinação dos índices técnicos
quanto aos custos já incorridos com a contratação
de especialistas para elaboração dos laudos de
avaliação, seja pela insegurança jurídica
provocada pela revisão tardia de normas cujos efeitos
já se verificaram.
Do ponto
de vista técnico, podemos afirmar que a vedação
impede que as operadoras se alinhem às melhores práticas
contábeis e na maior parte das vezes apresentem demonstrações
contábeis distorcidas pelo efeito acumulado sobre o valor
dos ativos de vários anos de inflação.
Sabemos que
o objetivo da ANS foi o de evitar que o reconhecimento do valor
justo
dos ativos aumentasse o patrimônio das entidades
influenciando no atendimento da margem de solvência e,
eventualmente possibilitando a distribuição de
lucros ou sobras (no caso das cooperativas de trabalho médico)
maiores em relação àqueles que seriam distribuídos
sem referido ajuste.
Podemos entender
essa motivação, especialmente
se considerarmos a preocupação quanto a eventuais
abusos na avaliação dos ativos. No entanto, lembramos
que já existem mecanismos para evitar eventuais abusos,
nesse sentido, podemos citar a exigência de auditoria independente.
Ademais,
lembramos, para demonstrar a incoerência da posição
adotada pela ANS, que até 2007 era possível e admitido
pela agência a constituição de reservas de
reavaliação.
Tecnicamente
não podemos afirmar que custo atribuído
e reavaliação de ativos são institutos idênticos,
no entanto, os efeitos são semelhantes, assim, não
há justificativa para admitir a reserva de reavaliação
e vedar o custo atribuído.
Assim, ao
invés de vedar a adoção do custo
atribuído seria mais adequado estabelecer exigências
semelhantes àquelas previstas para o reconhecimento da
reserva de reavaliação, enquanto tal procedimento
era permitido.
Adicionalmente,
foi mencionado pela ANS como argumento para não admitir o custo atribuído que o inciso V do
artigo 183 da Lei nº 6.404, de 1976, determina que os direitos
classificados no imobilizado sejam avaliados pelo custo de aquisição,
deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação,
amortização ou exaustão.
Caso esse
entendimento estivesse correto todas as empresas, mesmo aquelas
não sujeitas à regulação
pela ANS, não teriam amparo para o reconhecimento do custo
atribuído, o que por si só demonstra a fragilidade
do argumento.
Ademais,
o inciso V do artigo 183 da Lei nº 6.404, de 1976,
não está dentre os que sofreram modificação
pela Lei nº 11.638, de 2007, e Lei nº 11.941, de 2009.
No entanto, a ANS nunca utilizou o mesmo para colocar-se contra
a reavaliação de bens do ativo imobilizado, procedimento
permitido até o ano-calendário de 2007.
Esperamos
que a ANS altere seu posicionamento visando possibilitar que
as demonstrações contábeis apresentem
dados mais qualitativos em relação à avaliação
do ativo imobilizado.
Agência Câmara de Notícias
Não há clima político para criação
de novo imposto da saúde, diz Marco Maia
Por Tiago
Miranda / Edição: Pierre Triboli
O presidente
da Câmara, Marco Maia, disse nesta quinta-feira
que não deve ser criado um novo imposto para financiar
a saúde. “Não vejo clima político
para a criação de novo imposto nem sinais no governo
sobre a questão.” Segundo ele, os recursos para
a regulamentação da Emenda 29 (PLP 306/08), cuja
votação está prevista para a próxima
quarta-feira (21), devem vir da readequação do
Orçamento, de áreas como os royalties do petróleo.
Em entrevista à TV Câmara, Marco Maia disse que
vai se reunir com governadores para buscar alternativas para
a regulamentação da Emenda 29 e para novos recursos
para a saúde. Um acordo fechado entre os líderes
partidários garantiu a votação de quatro
medidas provisórias nesta semana para liberar a pauta
na semana que vem.
Antes de
liberar a pauta e votar a regulamentação
da Emenda 29, o Plenário ainda precisa votar o projeto
de lei que cria uma empresa para a gestão dos hospitais
universitários (PL 1749/11). Esse projeto tramita em regime
de urgência constitucional e sua votação
está prevista para terça-feira (20).
Comissão
da Verdade
Marco Maia
também afirmou que a proposta que cria a Comissão
da Verdade (PL 7376/10) será colocada em votação
na próxima semana. “Estamos trabalhando para buscar
o acordo entre todos os partidos. Temos 98% de acordo e falta
um pequeno detalhe para chegarmos aos 100%.”
O presidente
da Câmara disse que faltam ser discutidos
alguns detalhes da proposta, como propõe o DEM. Em relação
ao governo, segundo Marco Maia, já há consenso
sobre o projeto entre os ministérios envolvidos na questão
(Defesa, Justiça e Secretaria de Direitos Humanos). Ele
afirmou que a Comissão da Verdade tem apoio da sociedade
e abre perspectivas de o Brasil encontrar a sua história.
Reforma
política
Sobre a reforma
política, o presidente reafirmou que,
apesar de não ter consenso, vai propor que a matéria
seja votada pelo Plenário na segunda quinzena de novembro. “Não
temos consenso, mas avanço no diálogo e no debate
sobre a questão.”
Outro tema
que pode ser votado ainda neste semestre são
as emendas do Senado para o Projeto de Lei 5798/09, que cria
o vale-cultura. “Tenho me empenhado para que seja votado
ainda neste semestre, pois será um grande incentivo para
as manifestações culturais”, disse Marco
Maia.
Assembleias do G8
O presidente
da Câmara também ressaltou sua participação
nos debates sobre crise internacional e matriz energética,
durante a 10ª edição da Conferência
das Assembleias do G8, que ocorreu entre 8 e 10 de setembro,
em Paris. “Mostramos preocupação e cobramos
que os parlamentos dos países desenvolvidos sejam mais
incisivos para criar um novo marco no sistema financeiro e ter
estabilidade financeira”, disse Maia.
Ele também ressaltou a experiência do Brasil, com
quase 50% de matriz energética renovável, sobre
a importância de fontes alternativas de energia para recompor
a matriz energética mundial.
Participaram
da conferência representantes da Alemanha,
do Canadá, dos Estados Unidos, da França, da Itália,
do Japão, do Reino Unido e da Rússia, além
dos países convidados Brasil e África do Sul.
*Matéria atualizada às
11h54.
Correio Braziliense
O
engodo da emenda da saúde
Por Júnia
Gama
Previsto
na EC 29, dispositivo que retira o Fundeb da base de cálculo dos investimentos para o setor reduziria recursos
dos estados destinados à área ao invés de
incrementá-los
A poucos
dias da votação da regulamentação
da Emenda Constitucional 29 (EC 29), que deve ir a plenário
na quarta-feira, há ao menos um ponto de consenso entre
os líderes parlamentares: o texto aprovado na Câmara
não irá resolver o problema de insuficiência
de investimentos na saúde. Ao contrário, se permanecer
como está, poderá retirar recursos da área.
Isso porque
o projeto de lei complementar (PLC) que regulamenta a Emenda
29, aprovado
no Senado e enviado à Câmara
em 2008, recebeu um substitutivo do deputado Pepe Vargas (PT-RS)
que retira os recursos do Fundo de Valorização
dos Profissionais da Educação (Fundeb) da base
de cálculo do percentual a ser aplicado pelos estados
em saúde. A exclusão do Fundeb foi uma condição
imposta pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), para
que seu partido apoiasse a aprovação do texto.
Hoje, o Fundeb
totaliza cerca de R$ 58 bilhões entre
todos os estados. Com a retirada desse valor da base de cálculo
dos gastos dos governadores, seriam cerca de R$ 7 bilhões
a menos para serem investidos em saúde — a Emenda
29 estipula um gasto mínimo de 12% da arrecadação
dos estados em saúde.
Para os parlamentares,
a saída será retirar o
artigo incluído por Pepe Vargas na votação
do Senado. "Já temos um acordo para excluir esse
dispositivo. Se conseguirmos, mudamos a situação
atual e teremos mais investimentos em saúde", aponta
o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP).
Ilusão
O deputado
Marcus Pestana (PSDB-MG), ex-secretário de
Saúde do governo Aécio Neves por sete anos, expõe
sua preocupação com o assunto. "As pessoas
estão iludidas, pois foi gerada uma falsa expectativa
de que a Emenda 29 iria resolver todos os problemas da saúde,
quando, na verdade, é apenas o primeiro passo de uma longa
caminhada", diz. Ele explica que, para que se inicie um
processo de melhora do sistema da saúde pública,
seria necessário dobrar os investimentos atuais. Hoje,
o gasto da União, dos estados e dos municípios
no setor é de cerca de R$ 150 bilhões.
As fontes
de financiamento vêm sendo discutidas nos últimos
dias e há diversas propostas nesse sentido. Recentemente,
o Palácio do Planalto desistiu de defender a criação
de um imposto e a retirada da Contribuição Social
para a Saúde (CSS) do texto da Emenda 29 é dada
como certa. Mas há sugestões de aumento de impostos
em outros setores, como o que incide sobre bebidas alcoólicas,
tabaco e o seguro obrigatório de veículos (Dpvat).
Dados levantados por parlamentares governistas estimam que, com
esses três passos, seria possível arrecadar até R$
12 bilhões a mais. Outra fonte viria dos royalties do
pré-sal.
Marcus Pestana
defende um rearranjo fiscal como forma de direcionar mais dinheiro
para a saúde, sem que seja necessário
um aumento da carga tributária, que hoje já chega
a quase 40%. Ele cita o montante destinado a grandes empresas
pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) — que, nos últimos três anos, somou
cerca de R$ 370 bilhões — como um dinheiro que poderia
ter um destino melhor. Os juros pagos a credores internacionais,
que somam cerca de R$ 200 bilhões anuais, também
são vistos como um desperdício pelo deputado. "É uma
questão de prioridades. Há espaço fiscal
para melhorar substantivamente os gastos com saúde",
aponta.
Vizinhos
Dados do
Banco Mundial sobre gastos com saúde indicam
que o Brasil investe menos na área que seus vizinhos Argentina,
Uruguai e Chile (veja quadro). O gasto total em termos de percentual
do PIB com saúde está alinhado ao dos países
desenvolvidos, mas, quando se analisa o investimento público,
a posição do Brasil despenca. O perfil indica que,
ao contrário da maioria desses países, os gastos
no Brasil são, majoritariamente, privados — cerca
de 54,3%. O Chile, país que herdou um modelo econômico
mais liberal de seu governo militar, apresenta hoje gastos públicos
de 46,8% do PIB, mais de um ponto percentual acima do Brasil.
Os investimentos
brasileiros se assemelham a países de
menor peso no cenário econômico mundial, como Letônia,
Bulgária e Turquia, o que, para Pestana, confirma a tese
de que há um longo caminho a trilhar para que a saúde
no país alcance melhores patamares.
Diagnóstico
internacional
Veja
quanto alguns países gastam* com saúde por
habitante. O cálculo soma os dispêndios públicos
e privados
Estados Unidos - US$ 7.410
Canadá -
US$ 4.196
Austrália
- US$ 3.382
Espanha - US$ 3.150
Itália
- US$ 3.027
Portugal - US$ 2.704
Argentina - US$ 1.235
Chile - US$ 1.172
Uruguai - US$ 979
Brasil - US$ 943
Total
de gastos* públicos com saúde (em relação
ao total de gastos com saúde)
Itália
- US$ 2.339 (77,3%)
Espanha - US$ 2.271 (72,1%)
Portugal - US$ 1.890 (69,9%)
Canadá -
US$ 2.882,6 (68,7%)
Argentina - US$ 820 (66,4%)
Austrália
- US$ 2.211,8 (65,4%)
Uruguai - US$ 617,7 (63,1%)
Estados Unidos - US$ 3.601 (48,6%)
Chile - US$ 548,4 (46,8%)
Brasil - US$ 430,9 (45,7%)
Percentual
do PIB do total de gastos* com saúde (público
e privado)
Estados Unidos - 16,2%
Portugal - 11,3%
Canadá -
10,9%
Argentina - 9,5%
Itália
- 9,5%
Espanha - 9,7%
Brasil** - 9%
Austrália
- 8,5%
Chile - 8,2%
Uruguai - 7,4%
*Dados em
dólares,
usando as taxas de paridade de poder de compra de 2005
Fonte: Banco Mundial
**Segundo
dados do Ministério da Saúde, os gastos
da União com saúde em 2007 corresponderam a 3,3%
do PIB
Agência
Brasil
Comissão
desiste do projeto da empresa hospitalar
O Projeto
de Lei 1749, do Executivo, que cria a Empresa Brasileira de
Serviços Hospitalares (Ebserh) não será mais
votado pela comissão especial criada para analisar o seu
mérito. A votação estava prevista para ontem.
As discussões e a votação da proposta serão
feitas diretamente no plenário da Câmara, o que
poderá ocorrer esta noite. O projeto está com a
urgência constitucional vencida. A decisão de levar
a discussão e a votação do projeto diretamente
para o plenário foi tomada esta tarde pelo presidente
da comissão especial, deputado Rogério Carvalho
(PT-SE), em função das intensas manifestações
de protestos pela aprovação da matéria na
comissão. Cerca de 150 trabalhadores da Federação
dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas
Brasileiras entraram no plenário e protestaram contra
a votação.
O Dia Online
Dengue
já matou
130 pessoas no Rio de Janeiro
Número supera a metade do total de óbitos
da pior epidemia
Cento e trinta
pessoas morreram por dengue no Estado do Rio desde janeiro.
O número já ultrapassa a metade
dos óbitos da pior epidemia de dengue da história
no estado, que ocorreu em 2008 e causou 240 mortes. Relatório
divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde revelou
ainda que a maioria das mortes pela doença este ano ocorreu
na capital (50).
“Vamos fazer um alerta para os municípios, para
que eles façam um combate efetivo. Temos que ter em mente
que os agentes de endemia têm que atuar de forma extremamente
severa para evitar uma epidemia da doença”, disse
o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes.
De fato,
a situação tende a piorar no próximo
ano. Sábado, durante lançamento de obras em Vigário
Geral, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a repetir que
espera uma epidemia de dengue para o próximo verão,
mesmo com as ações de combate.
“Se a gente ficar só pedindo para o governo combater
a dengue e não olhar pro próprio umbigo, não
fazer a nossa parte, o mosquito contamina mesmo. Vamos ter uma
epidemia, mesmo com ações. É claro que teremos
plano de prevenção e assistência médica,
mas é importante que as pessoas façam a sua parte”.
Segundo o
estado, 156.641 casos de dengue foram notificados desde o início do ano. A secretaria informou que as ações
de combate à dengue serão apresentadas na próxima
segunda-feira, dia 19.
Saúde
Business Web
Acreditação de prestadores de saúde
Oportunidades
na medicina diagnóstica
Por Gustavo Campana
A preocupação das instituições de
saúde pela qualidade de seus produtos e serviços
vem crescendo de forma significativa nos últimos anos,
sendo a publicação do artigo “To Err is Human” em
1999, pela Academia Nacional de Medicina dos EUA um importante
catalisador neste aspecto, direcionando o foco para a segurança
dos pacientes e a busca por um menor número de erros médicos.
Também, um maior foco da gestão em saúde
sobre os processos e principalmente pelo controle de suas variações
contribuiu para que sistemas de gestão de qualidade fossem
importados de outros setores, fundamentalmente da indústria,
para a área de saúde; agora com uma visão
sistemática na busca de padrões e adequações
a requisitos e com controles rígidos por meio de indicadores.
Atualmente
observamos ainda uma pressão de mercado na
exigência dos sistemas de qualidade, seja na influência
da escolha dos prestadores por parte dos usuários ou na
possibilidade de diferenciação da remuneração
destes em novos modelos comerciais que estão por vir.
A recente divulgação da agência reguladora
do mercado de saúde sobre a obrigatoriedade de divulgação
da qualificação de prestadores de serviços
vem somar esta tendência.
A Associação Mundial de Sociedades de Patologia
e Medicina Laboratorial (Waspalm) em conjunto com a Federação
Internacional de Química Clínica (IFCC) divulgou,
em 1999, importante documento sobre os Princípios da Acreditação
para Laboratórios Clínicos, definindo que “é de
interesse dos pacientes, da Sociedade e do Governo que os laboratórios
clínicos operem dentro de altos padrões de competência
profissional e técnica pelos seguintes motivos:
a. As decisões quanto ao diagnóstico, prognóstico
e terapêutica são, freqüentemente, baseados
nos resultados ou na interpretação de exames laboratoriais,
e, portanto, danos irreversíveis podem ser causados por
resultados errôneos;
b. Os usuários de serviços de laboratórios,
tanto pacientes quanto médicos, podem não possuir
conhecimentos técnicos suficientes para avaliar se um
laboratório está operando em um nível satisfatório
de qualidade;
c. Os pacientes
e, em menor grau, os médicos, podem não
ter opção quanto a que laboratório utilizar;
d. Os exames
de laboratório podem ser dispendiosos e
os pacientes, as seguradoras, ou o governo, que pagam os exames,
têm o direito de esperar que o laboratório forneça
informações válidas;
e. É do interesse dos laboratórios que sua competência
seja atestada por processo de auditoria, por comparação
com padrões apropriados e que isto se torne público”.
Ainda que
pequeno em âmbito nacional, é crescente
o número de instituições prestadoras de
serviços diagnósticos que buscam a implementação
de sistemas de gestão de qualidade, em maior parte os
processos de acreditação, disponíveis por
meio de instituições de atuação específica
na área ou programas desenvolvidos por sociedades científicas
relacionadas à área.
Em um futuro
próximo, com a presença de um maior
número de instituições diagnósticas
acreditadas, poderemos realizar estudos comparativos e divulgar
dados que demonstrem quantitativamente os benefícios dos
processos de acreditação para pacientes, sistemas
e também para as empresas.
Diversos
artigos demonstraram a importância da medicina
diagnóstica, como fonte de informação, no
contexto assistencial e na decisão clínica, além
de sua atuação nas diferentes etapas assistenciais
como prevenção, diagnóstico, prognóstico
e acompanhamento terapêutico. Desta forma, a necessidade
de segurança na geração da informação,
proveniente de sua qualidade técnica analítica
e também de seus processos, é crescente e ponto
fundamental para que a contribuição dos resultados
de exames aos pacientes, médicos e ao sistema de saúde
como um todo seja alcançada e, certamente, a acreditação
dos sistemas de gestão da qualidade deverá capitanear
todas estas mudanças. Certamente o momento é de
oportunidade.
Saúde
Business Web
O
resultado médico
adverso visto pelo Direito
Por Décio
Policastro
Segundo especialista,
a culpa supõe a falta de diligência
ou de prudência que habitualmente não deveriam existir
em relação ao que era esperável com a execução
de um ato
A desventura
de um resultado médico indesejado é um
paradoxo, contrário aos princípios médicos
de agir com o máximo de zelo e modo mais perfeito da habilidade
profissional para evitar malefícios ao paciente.
Mercê dos preceitos régios da beneficência
e não maleficência que norteiam a atividade médica, às
vezes manifestam-se no organismo do enfermo reações
nocivas, imprevisíveis, sem que as causas e os danos possam
ser explicados nem imputados à uma conduta reprovável:
a terapia é bem aplicada mas a resposta revela-se decepcionante;
realiza-se a cirurgia dentro da melhor técnica, entretanto
resulta em fracasso; o medicamento é prescrito corretamente,
mas produz resposta inesperada.
Ninguém tem o privilégio da infalibilidade de
modo que, como em qualquer atividade, a possibilidade de falhar
também está presente na prática da medicina.
A expressão erro médico deve ser compreendida como
qualquer situação indesejada ocorrida na prestação
do serviço de assistência à saúde.
Considera, de forma abrangente, os envolvidos na cadeia de assistência às
pessoas enfermas: o médico, o profissional da saúde
em geral e as entidades atuantes na área. Portanto, não
se limita apenas aos médicos.
Até mesmo profissionais brilhantes e altamente reconhecidos
por suas especialidades estão arriscados a cometer erros. É comum
falar em erro do médico ou, então, em erro de técnica
sem maiores cuidados. Deslembra-se da existência de acontecimentos
além da força humana e da compreensão, inteiramente
desassociados de má prática do médico ou
de outros profissionais da saúde.
É fácil perceber que a imputação
de erro sem fundamento ou a propositura de uma ação
judicial descabida, podem provocar graves danos a quem se dedica à medicina.
Quando feitas por emulação ou malícia, levam
o autor da acusação ou da demanda temerária
a responder pelos danos que causar a quem for indevidamente incriminado.
Por isso, antes de atribuir erro a algum militante da saúde,
médico, não médico ou hospital, é preciso
pensar e agir com prudência, averiguando se está bem
configurada a atividade culposa para constatar, com segurança,
se realmente houve desempenho impróprio ou erro grosseiro
nos serviços prestados.
Indiscutível que reações orgânicas
são desiguais e quase impossíveis de prever. Variam
de pessoa para pessoa e, por vezes, surgem num mesmo indivíduo
de forma diferente. Mesmo as grandes teorias ainda não
conseguem esclarecer causas do imponderável, sem possibilidade
de serem encontradas na intrincada heterogeneidade do corpo humano,
responsáveis pela preocupação de um efeito
indesejado.
Qualquer
procedimento médico, seja ele de que natureza
for, desde os mais simples aos mais complexos, está sujeito
a complicações orgânicas imprevistas, distantes,
por conseguinte, de um mau resultado provocado diretamente por
algum atuar do profissional. Bem por isso o dever médico
de informar o enfermo ou os familiares de que todo ato médico
tem certo grau de risco de manifestações orgânicas
adversas, por mais leves que sejam. Quem não faz, incorre
no alto preço de ser apontado como negligente por omitir
informações.
Como o direito
vê esses acontecimentos sob o prisma da
responsabilidade médica, civil e criminal?
Comete ilícito culpável, passível de responsabilização,
a pessoa física ou jurídica que causar dano a alguém
por ação ou omissão voluntária, reconhecíveis
por uma das modalidades da culpa: imprudência (atitude
precipitada, desprecavida, sem cautela); negligência (desatenção,
desleixo, deixar de fazer o que devia ser feito, ausência
de cuidados) ou imperícia (desconhecimento técnico
ou insuficiente).
Os eventos
impossíveis de serem evitados tornando impraticável
o cumprimento natural e correto de um dever, afastam a responsabilidade.
Isso ocorre com o caso fortuito e com a força maior que,
embora com características distintas – inevitabilidade
na força maior e imprevisibilidade no caso fortuito – livram
da obrigação de reparar pela inexistência
de culpa do praticante do ato causador do dano. São circunstâncias
excepcionais, estranhas à vontade.
Como ninguém pode ser responsabilizado pelo dano ao qual
não deu causa, também os profissionais de saúde,
incluídas as entidades públicas e privadas, estarão
isentos de responderem pelos males advindos de acontecimentos
imprevisíveis que escapam ao seu domínio e à ciência
médica, pois há a quebra do nexo de causalidade,
ou seja, o resultado não se dá em razão
das suas atuações.
A culpa,
portanto, em sentido estrito, supõe a falta
de diligência ou de prudência que habitualmente não
deveriam existir em relação ao que era esperável
com a execução de um ato.
Neste ponto
merece destacar o seguinte: face a responsabilidade de natureza
objetiva
que as entidades hospitalares carregam por
imposição legal, diferente da responsabilidade
pessoal do médico, de natureza subjetiva, dependente por
conseguinte da comprovação da culpa, o hospital é responsável
por danos causados pelos serviços ligados à estrutura
hospitalar, enquanto o enfermo permanecer internado em suas dependências
(trabalho do corpo de enfermagem, higienização,
sala de cirurgia e equipamentos, administração
de medicamentos, fornecimento de sangue, alimentação,
etc.).
Vale lembrar
que no conceito de hospital estão incluídos
os estabelecimentos prestadores de serviços médicos
em geral: hospitais propriamente ditos, hospitais gerais, hospitais-dia,
pronto-socorros, atendimentos de urgência, ambulatórios,
clínicas.
O médico sempre trabalha com alguma margem de risco inerente
ao próprio ofício. Acontece que eventos de origem
indeterminada, nocivos ao enfermo, podem surgir em razão
de fatores estranhos à atividade médica. São
aspectos expressivos: faixa etária, reações
contrárias do organismo, falta de resistência imunológica,
parada cardiorrespiratória, hemorragia imprevisível,
interação medicamentosa e outras situações
anômalas, em que inexiste o nexo de causalidade, uma vez
que não sobrevêm de nenhuma participação
culposa.
Há procedimentos que, embora ocasionem sequelas, precisam
ser realizados por faltar terapia substitutiva para atacar a
doença. Nesses casos justificam-se plenamente tratamentos
de qualquer espécie, sem que se possa atribuir ao médico
responsabilidade alguma. Responsabilização derivada
de ato pessoal do médico sempre depende da prova induvidosa
da culpa.
Considerando
que a lógica médica é salvar
vidas ou minimizar os efeitos da moléstia, compreende-se
que o profissional da medicina a despeito de saber do risco de
um tratamento, ainda assim opte por ele. Elege, desta maneira,
um mal menor, convencido de estar tentando evitar um mal maior:
agravamento da doença e até mesmo a morte. Isso
não quer dizer que tenha direito de fazer experiências
sobre o corpo humano ou submeter doente terminal ou possuidor
de enfermidade degenerativa, sem expectativa de melhora, a tratamentos
inúteis afora os de natureza paliativa.
O que não pode é abandonar o paciente por ser
terminal ou portar moléstia incurável. Faz parte
dos deveres éticos o médico continuar dando assistência
ainda que apenas para cuidados paliativos. Significa que mesmo
esgotados os recursos da ciência médica, resta-lhe
ainda a obrigação de proporcionar conforto e bem
estar físico ao enfermo até o final de seus dias.
Quando a
falência no tratamento de determinadas doenças
graves está esgotada e a enfermidade ameaçar perigosamente
a vida, é aceitável o recurso à terapêutica
experimental permitida pelos órgãos competentes,
ou a novos procedimentos que tenham alguma solidez científica
a lhes dar sustentação, sempre, porém, sem
nenhuma promessa e com o indispensável consentimento e
adequado esclarecimento ao doente ou aos familiares das possíveis
consequências. Essas são as razões pelas
quais os médicos diferenciam-se dos curandeiros, especialmente,
por serem dotados de conhecimentos técnico-científicos
e formação a serviço da saúde do
ser humano e da coletividade.
Considerando
que toda ciência tem sua terminologia, informações
claras, linguajar compreensível a respeito de tratamentos,
riscos e percentuais de êxito, recidivas, efeitos colaterais
de medicamentos, sequelas, etc., poderiam ter evitado um sem
número de ações judiciais se tivesse existido
bom relacionamento e boa comunicação entre o profissional,
o paciente e sua família.
Não é demasiado ressaltar que o bom relacionamento
e as explicações dadas sobre as expectativas da
terapêutica, além de serem atitudes éticas
somadas aos demais deveres médicos, são fundamentais
para o enfermo e pessoas que o cercam compreenderem a probabilidade
e os reveses de um resultado desfavorável.
O
Estado de São
Paulo
País banirá bisfenol
A de mamadeiras
Por Karina Toledo / Colaborou Tatiana Piva, Jornal da Tarde
A partir
de 2012, Anvisa quer impedir que a substância
- suspeita de causar câncer, diabete e infertilidade -
seja ingerida por bebês, os mais sensíveis aos efeitos
danosos; outros plásticos que também contêm
o bisfenol A, no entanto, continuam permitidos
A partir
de 1.º de janeiro de 2012, as mamadeiras vendidas
no Brasil não poderão ter a substância bisfenol
A (BPA), suspeita de causar problemas como câncer, diabete
e infertilidade. Com a medida, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) quer proteger bebês de 0 a 12
meses, considerados mais sensíveis.
A resolução, que deve ser publicada hoje no Diário
Oficial da União, deixa de fora outros utensílio
de plástico usados por crianças pequenas, como
copos, pratos e colheres. E não foram incluídas
latas de leite em pó, cujo revestimento interno tem BPA.
"Nenhum país adotou a proibição para
latas, pois ainda não há um substituto para o verniz
usado em seu revestimento", explica Denise Resende, gerente-geral
de alimentos da Anvisa. No caso das mamadeiras, há opções
de produtos sem BPA. "Além disso, as mamadeiras podem
ser usadas para aquecer o leite, o que aumenta a liberação
do BPA para o alimento", diz. Segundo ela, a retirada da
substância em outros produtos está em discussão
com os países do Mercosul.
O BPA está em produtos feito de policarbonato, um plástico
rígido e transparente, e simula no organismo a ação
do hormônio estrogênio, podendo causar desequilíbrio
no sistema endócrino. Estudos em animais mostram inúmeros
efeitos prejudiciais, mas os resultados em humano são
inconclusivos.
Não se sabe até que ponto a substância migra
do plástico para o alimento e se, nas quantidades permitidas
por lei, ela é prejudicial. Especialistas concordam que
a gestação e os primeiros dois anos são
os períodos de maior vulnerabilidade, pois os bebês
estão em rápido desenvolvimento, têm pouca
massa e mais dificuldade para metabolizar tóxicos. "Claro
que o ideal era tomar medidas para proteger todas as faixas etárias,
mas considero esse passo inicial importante", diz Tania
Bachega, coordenadora de uma campanha contra o BPA promovida
pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Em abril,
a Justiça determinou à Anvisa que criasse
norma para obrigar os fabricantes a informar no rótulo
dos produtos a presença de BPA. Mas a agência reverteu
a decisão em liminar. O processo está em andamento.
"Essa orientação no rótulo não
acrescenta nada ao consumidor e não minimiza o risco",
afirma Denise. Diante das evidências de risco, a agência
optou por adotar a medida restritiva. O BPA também foi
proibido em alguns países da União Europeia, Canadá,
China, Malásia, Costa Rica e 11 Estados americanos.
Mobilização. Há dois anos, Fabiana Dupont
e Fernanda Medeiros criaram o site otaodoconsumo.com.br, para
tratar das substâncias químicas presentes nas embalagens
de alimentos que poderiam fazer mal à saúde. Na
casa de Fernanda há uma espécie de retorno ao passado. "Minha
geladeira lembra a da minha avó de 97 anos", brinca.
Isso porque objetos de plástico são substituídos
por recipientes de vidro, cerâmica ou inox.
Como
reduzir a exposição
Saiba comprar
Geralmente
o bisfenol A está presente em plásticos
rígidos e transparentes. Alguns produtos têm um
número na parte debaixo que indica sua composição.
Aqueles com
os números 3 e 7 podem conter a substância.
Enlatados
Não
consuma enlatados quando a embalagem estiver amassada ou a
data de
validade, vencida.
Plástico
Não aqueça ou congele alimentos em embalagens
plásticas. Evite armazenar comida em plástico,
mesmo em temperatura ambiente, e usar potes arranhados.
Utensílios
Substitua aqueles que entram em contato com alimentos pelos
de vidro, metal ou madeira.
O Globo
Varredura
Em qualquer
país, cuidar da saúde do povo custa
caro. Se o dinheiro público é bem aplicado, o caro
sai barato.
No Brasil,
parece que não é bem assim. Aqui, pelo
visto, o caro sai caríssimo. Um levantamento encomendado
pelo Tribunal de Contas da União mostra que nos últimos
nove anos sumiu pelo ralo — ou seja, ninguém sabe
onde foi desaguar — um total de R$6,890 bilhões
destinados aos 24 ministérios e à Presidência
da República. E a saúde pública teria sido
a campeã do sumiço: é citada como responsável
por um terço do dinheiro sumido.
Sabe-se que,
na maioria dos casos, o dinheiro foi desviado por prefeituras,
secretarias
de Saúde e clínicas e
hospitais particulares contratados pelo Sistema Único
de Saúde. Curiosamente, autoridades federais confessam
que não têm esperanças de recuperar as verbas
desaparecidas.
Em exemplo
citado por uma procuradora da República, em
2004 autoridades federais descobriram que, num município
maranhense de cem mil habitantes, os espertalhões botaram
a mão em quase R$28 milhões (em dinheiro de hoje).
Uma porta-voz
dos auditores do Sistema Único de Saúde
diz que eles são poucos — cerca de 500, com metade
em idade de aposentadoria — para dar resposta eficaz à ladroagem.
Por isso, alegou, só são feitas auditorias por
encomenda da presidente Dilma Rousseff; a pedido do Ministério
Público, por exemplo, nem pensar. Não se imagina
que esse curioso privilégio seja considerado satisfatório
pela própria Dilma.
O Ministério da Saúde, por sua vez, afirmou em
nota oficial que o dinheiro jogado fora em sua área representa
parte insignificante de seu orçamento. Um leitor distraído
poderia ver nesse argumento a defesa de um nível supostamente
aceitável de incompetência na administração
de verbas públicas.
Registre-se
que seria grave injustiça tratar os problemas
na área da Saúde como se fossem mancha isolada
numa impecável máquina administrativa federal,
estadual e municipal. Ela foi apenas a bola da vez numa tomada
de contas que bateu no Tribunal de Contas. E a principal constatação
nisso tudo não está no montante do dinheiro sumido
ou mal usado, e sim no fato de que a situação da
saúde foi severamente — e, espera-se, corretamente — investigada.
Agora, é esperar que a varredura aconteça em outros
quintais da máquina pública.
Portal G1
Alzheimer passa despercebido para 75% dos portadores
Diagnóstico chega tarde para maior parte dos pacientes;
no mundo, cerca de 36 milhões de pessoas convivem com
a doença
O diagnóstico da doença de Alzheimer é desconhecido
para 75% dos portadores, segundo um relatório mundial
divulgado na terça-feira (13) pela Alzheimer's Disease
International (ADI), órgão que reúne associações
sobre a doença no mundo e está ligado à Organização
Mundial de Saúde (OMS). Estima-se que 36 milhões
de pessoas convivam com o problema no mundo.
O estudo
foi conduzido por uma equipe de pesquisadores do Instituto
de Psiquiatria
do King's College, em Londres. Coordenados pelo
professor Martin Price, os cientistas descobriram que mesmo países
ricos detectam e documentam apenas de 20% a 50% dos casos da
doença. Nas demais nações, o número
de notificações da doença é igual
ou inferior a 10%.
A falta de
diagnóstico atrasa a chegada de informações,
cuidados e tratamento para os portadores. Quando descoberta cedo,
a doença de Alzheimer pode ter seus sintomas amenizados.
Não há cura disponível para o problema,
que afeta o bom funcionamento da memória, da coordenação
motora e da capacidade de aprender.
Para Prince,
todos os países devem desenvolver estratégias
nacionais para promover o diagnóstico precoce e o acompanhamento
do avanço da doença nos pacientes por parte da
comunidade médica.
A ideia é que os profissionais de saúde sejam
capazes de detectar a doença nos primeiros momentos. O
relatório também cita a necessidade de investimentos
em pesquisas e o cumprimento das normas para diagnóstico
definidas pela OMS para o combate ao Alzheimer.
O especialista
ainda destaca que parte das intervenções
feitas pelo médicos durante o tratamento da doença
são mais eficientes apenas quando aplicadas durante o
surgimento dos primeiros sintomas.
Segundo o
relatório, ainda é comum que as pessoas
acreditem que a doença seja uma parte natural do envelhecimento
e que nada pode ser feito para revertê-lo.
Folha
de São
Paulo
Bolsas
amarelas nas pálpebras indicam risco cardíaco
De São Paulo - O xantelasma, uma pequena bolsa amarela
que pode aparecer ao redor dos olhos, indica risco de infarto,
independentemente dos níveis de colesterol.
A conclusão é de uma pesquisa dinamarquesa publicada
ontem na revista especializada "British Medical Journal".
Segundo o
estudo, metade das pessoas que têm xantelasma
não apresentam colesterol elevado. O dado é importante
porque essas regiões debaixo dos olhos são depósitos
de colesterol, mas a relação entre uma coisa e
outra pode ser indireta, e ainda precisa ser explicada em detalhes.
Foram analisados dados de 12.745 pessoas em Copenhague, com
idades entre 20 e 93, entre 1976 e 2009.
O risco aumentado é maior
para homens com entre 70 anos e 79 anos de idade: fica 53%
mais elevado para eles.
Folha
de São
Paulo
Programa nos EUA consegue detectar dor de pacientes
Das Agências de Notícias - Um grupo de pesquisadores
da Universidade Stanford, na Califórnia, desenvolveu um
programa de computador que avalia informações geradas
pelo cérebro e detecta quando as pessoas sentem dor.
O software
poderia ser útil para crianças, idosos,
pacientes com demência ou inconscientes. O estudo sobre
o programa foi publicado no periódico "PLoS One".
Hoje, médicos têm
que confiar nos pacientes para que eles lhes digam se sentem
dor.
O programa
foi testado em oito voluntários, que se submeteram
a um mapeamento do cérebro enquanto eram tocados por um
objeto que, de tão quente, causava dor.
O computador
então usou as informações
desses mapeamentos para reconhecer diferentes padrões
da atividade cerebral, incluindo a da dor.
Correio Braziliense
Do
coração ao cérebro
Especialistas
de vários lugares do mundo divulgam relatório
pedindo atenção à chamada fibrilação
atrial, uma arritmia cardíaca que responde por cerca de
20 dos acidentes vasculares cerebrais isquêmicos no mundo
Por Rebeca Ramos
Cidade do
México — Um grupo multidisciplinar com
especialistas, dentre outros lugares, do México, da Suécia
e do Brasil produziu um relatório com o intuito de alertar
os governantes e a população para a necessidade
do diagnóstico precoce da fibrilação atrial
(FA), como forma de prevenção dos acidentes vasculares
cerebrais (AVCs) causados por ela. A doença cardíaca,
que impede o completo bombeamento do sangue, é responsável
por 20% dos AVCs isquêmicos. A análise indica que
o problema não está só no diagnóstico,
que, geralmente, é realizado quando o paciente já sofreu
um derrame — como é popularmente chamado o AVC —,
mas também no tratamento da doença. Os medicamentos
utilizados até hoje causam efeitos colaterais divers os
e isso acaba provocando a utilização errada dos
remédios. Para a equipe, há a necessidade de divulgar
informações sobre a enfermidade para prevenir uma
epidemia.
Todos os
anos, 15 milhões de pessoas são acometidas
por AVCs — das quais, cerca de 5,7 milhões morrem.
Os especialistas avaliam que, à medida que a população
envelhece, o número de mortes aumenta significativamente — a
estimativa é de que, até 2024, se nada for feito,
esse indicador triplique. “Trata-se de uma epidemia que
já está acontecendo. O AVC é uma séria
ameaça à saúde pública na América
Latina”, ressalta Carlos Cantú, professor do Programa
de Derrames da Universidade Nacional Autônoma do México
e membro fundador da Associação Mexicana de Derrames.
Entre os
países da América Latina, o Brasil e
o México possuem as maiores populações e
os mais altos índices de mortes por AVC, com 129,2 mil
e 33 mil, respectivamente. Com fibrilação atrial,
o Brasil tem aproximadamente 1,5 milhão pessoas, número
que pode ser maior se considerado aqueles não diagnosticados.
A cada cinco casos de AVC isquêmicos, um é causado
pela fibrilação atrial. Por ser uma doença
com sintomas vagos, é recorrente que o paciente só saiba
que é portador quando sofre um derrame. É justamente
por isso que o grupo denominado Action for Stroke Prevention
(Ação para a Prevenção do AVC) pede
que os governantes conscientizem a população sobre
a enfermidade.
No entanto,
diz Cantú, quando diagnosticado, basta que
o paciente use o medicamento corretamente para prevenir o AVC. “Há muito
tempo se utilizam os anticoagulantes de forma errada. É necessário
explicar o jeito certo de usá-los, para só assim
evitar o derrame”, atenta. Segundo Cantú, o motivo
para a dificuldade no uso do remédio são efeitos
colaterais dos medicamentos à base da vitamina K (VKAS),
que podem causar hemorragias, além de obrigarem os pacientes
a mudarem muito o estilo de vida. “Os pacientes devem tomar
cuidado para não se ferirem e mudar os hábitos
alimentares, pois a comida interfere no efeito do medicamento”,
explica.
Apenas um
terço dos portadores da doença recebem
tratamento adequado para prevenir os coágulos de sangue.
Um novo tratamento para a doença está sendo realizado
com a substância warfarina, que, além de não
ter efeitos colaterais, não interfere na qualidade de
vida dos pacientes. Nesse caso, os portadores da doença
não precisam fazer o controle sanguíneo para detectar
hemorragias e ainda podem ingerir a droga com alimentos. “Com
essa substância, eles vivem normalmente”, conclui.
Informação
O grupo de
especialistas destaca que há a necessidade
de melhorar a instrução entre os pacientes e os
profissionais da área de saúde a respeito dos riscos
e benefícios dos VKAS; e também incentivar as pesquisas
sobre novos tratamentos. “Temos que evidenciar os estudos
e as ações que diminuam a mortalidade com a doença”,
acredita Trudie Lobban, fundadora da Aliança de Arritmia
e diretora executiva da Associação de Fibrilação
Atrial.
As recomendações do grupo, contidas no relatório,
tratam de assuntos como divulgação de informações
da doença, métodos para o diagnóstico prematuro
e adequado da fibrilação atrial e avaliação
dos riscos do AVC. Outra preocupação é como
fornecer administração adequada e igualitária
de tratamento aos pacientes em todos os países da América
Latina e avançar em pesquisas relacionadas com as causas,
a prevenção e o controle da FA. “Os legisladores
e contribuintes precisam entender melhor a fibrilação
atrial e o AVC relacionado com a doença para tomarem decisões
informadas”, opina Trudie Lobban.
Para ela,
as pessoas têm 25% de riscos de desenvolver
a doença. “Fica claro que há uma necessidade
médica não cumprida para a prevenção
do AVC em pessoas com FA”, observa. Mellanie True, portadora
da doença e também fundadora do site StopAfib.org,
voltado para portadores da doença, conta que faltam informação
e apoio de todas as partes. “Eles (pacientes) sofrem uma
mudança emocional com o estresse que pode ser causado
pelos sintomas da FA e pelo medo do AVC”, relata.
Maiores danos
Pacientes
com fibrilação atrial que sofrem AVC
têm um prognóstico muito pior do que aqueles que
não têm a doença. São danos abrangentes
e duradouros, deixando 5 milhões de pessoas permanentemente
deficientes todos os anos. Pelo fato de o AVC surgir repentinamente,
nem os pacientes nem os familiares estão preparados para
lidar com o ônus físico, psicológico e financeiro
da doença.
No Brasil,
por exemplo, os gastos nacionais com atendimento médico na primeira hospitalização de um
paciente com AVC chega a aproximadamente R$ 60 milhões,
segundo estudo divulgado em 2009 na revista Neuroepidemiology.
Esse valor pode ser mais alto se a pessoa for portadora da fibrilação
atrial. “É fundamental que retiremos as barreiras
ao atendimento ao paciente e apoiemos a melhoria da comunicação
e da instrução aos pacientes e médicos.
Se agirmos agora, de maneira estratégica e deliberada,
a prevenção é possível”, acredita
Mellanie True.
O chefe do
serviço de arritmia e eletrofisiologia do
Hospital da Trinidade San Isidro, em Buenos Aires, diz que é possível
prevenir AVC relacionado com a FA por meio da detecção
precoce — e até mesmo controlar a doença. “As
recomendações do nosso relatório oferecem
medidas estratégicas que podem ser tomadas para evitar
uma epidemia potencialmente devastadora”, mensura. Ele
considera que as primeiras medidas deveriam ser aumentar o entendimento
da doença entre governos, profissionais da área
de saúde e o público; e incentivar o desenvolvimento
e o uso de novas abordagens para o controle da FA.
* A repórter
viajou a convite da Bayer Health Care
Agência
Estado
Morte
por câncer cresce mais em país
emergente
Por Karina Toledo
Enquanto
mulheres de países desenvolvidos se beneficiam
com o rastreamento precoce, vacinas e medicamentos, jovens de
países em desenvolvimento estão morrendo mais de
câncer de mama e colo de útero que há três
décadas, revela artigo da revista The Lancet.
Se nada for
feito, afirmam os autores, as mortes por essas doenças
nos países de renda média e baixa vão superar
os óbitos causados por complicações na gravidez
e no parto nos próximos 20 anos.
O levantamento
- feito em 187 países pelo Institute for
Health Metrics and Evaluation, da Universidade de Washington
- aponta que, entre 1980 e 2010, o número de novos casos
de câncer de mama mais que dobrou, passando de 641 mil
por ano para 1,6 milhão: aumento anual de 3,1%. Mas em
alguns países em desenvolvimento a taxa chega a 7,5% por
ano. Entre as razões apontadas por especialistas estão
aumento na expectativa de vida, queda na fertilidade, gestações
tardias e obesidade.
"A inversão do ônus do câncer de mama
para o mundo em desenvolvimento está sendo sentida de
forma mais aguda em mulheres que tinham tradicionalmente menos
risco para a doença: aquelas em idade fértil",
diz Rafael Lozano, um dos autores. Nos países em desenvolvimento,
o risco de apresentar câncer de mama antes dos 50 anos
mais que dobrou, afetando hoje 23% das jovens. Já nos
países desenvolvidos a porcentagem caiu de 16% para 10%
no período.
A mesma tendência foi verificada em relação
ao câncer de colo de útero. Em termos de incidência
global, essa doença cresceu num ritmo menos acentuado:
0,6% ao ano. O número de casos passou de 378 mil em 1980
para 454 mil em 2010. Cerca de 76% dos casos novos surgem nos
países em desenvolvimento.
Mortalidade.
A boa notícia é que as mortes causadas
por essas duas doenças está crescendo a um ritmo
mais lento que a incidência de novos casos. Para os autores,
isso é resultado dos programas de rastreamento do câncer
e de medicamentos como tamoxifeno e raloxifeno.
Esse avanço, porém, é bem mais tímido
nos países em desenvolvimento, onde as mortes crescem
a uma taxa anual de 2,7% para câncer de mama e 0,8% para
colo de útero. A média mundial é de 1,8%
e 0,5%, respectivamente. As mortes entre as mulheres em idade
reprodutiva também cresceram mais nos países em
desenvolvimento que a média global.
"O impacto social dessas mortes em idade fértil é brutal,
pois essas mulheres são, muitas vezes, provedoras do lar",
afirma Afonso Nazário, da Universidade Federal de São
Paulo. Ele defende a necessidade de países como o Brasil
adotarem política de rastreamento organizado para câncer
de mama a partir dos 40 anos. Hoje o País conta apenas
com o chamado rastreamento oportunístico, feito para aquelas
que procuram um médico. "Estudos mostram que pelo
menos 80% das mulheres precisam fazer exames periódicos
para haver impacto na mortalidade. Em São Paulo, onde
temos as maiores taxas de rastreamento, o índice é de
40%", diz Nazário.
Já Ronaldo Correa, do Inca, discorda da análise
dos autores. "O número de casos e mortes na população
com menos de 50 anos está diminuindo porque essa população
está diminuindo nos países em desenvolvimento.
A alta no números de casos está concentrada na
população acima de 50 anos e está relacionado
ao aumento na expectativa de vida." Para Correa, rastrear
mulheres com menos de 50 anos vai fazer com que muitas sejam
tratadas sem necessidade, "com grande impacto no custo e
pouco impacto na mortalidade".
Raio X
14.366 brasileiras
morreram em 2010 em decorrência do
câncer de mama, segundo a pesquisa 8.959 morreram por câncer
de colo de útero.
Quinta-feira, 15.09.11
ANVISA
Anvisa
proíbe
Bisfenol A em mamadeiras
Por Carlos Augusto Moura
As mamadeiras
fabricadas no Brasil ou importadas para uso no país não poderão mais conter a substância
Bisfenol A (BPA). A decisão da Anvisa está baseada
em estudos recentes que apontam riscos decorrentes da exposição
ao BPA, mesmo quando essa exposição ocorre em níveis
inferiores aos que atualmente são considerados seguros.
Apesar de não haver resultados conclusivos sobre o risco
do Bisfenol A, a decisão da Anvisa atende ao princípio
da precaução e busca proteger as crianças
de 0 a 12 meses.
O Bisfenol
A está presente no policarbonato, que é uma
substância utilizada na fabricação de mamadeiras.
A decisão de proibir o uso da substância na composição
desses produtos levou em consideração o fato de
o sistema de eliminação do BPA pelo corpo humano
não ser tão desenvolvido em crianças na
faixa etária de 0 a 12 meses. O principal substituto do
policarbonato, nestes utensílios, é o polipropileno.
Os fabricantes
e importadores terão 90 dias, a partir
da publicação no Diário Oficial da União,
para cumprir a determinação. As mamadeiras fabricadas
ou importadas dentro do prazo de 90 dias poderão ser comercializados
até 31 de dezembro deste ano.
A proibição do BPA pela Anvisa está alinhada às
medidas já adotadas em outros países, como Canadá e
Estados da União Europeia. No Mercosul, medida semelhante
deverá ser adotada em breve. Por iniciativa do próprio
Brasil, os países do mercado comum estão discutindo
a eliminação do BPA para mamadeiras e artigos similares
destinados à alimentação de lactentes em
todo o bloco econômico.
A revisão do regulamento para embalagens de alimentos
está em fase de consolidação para que seja
aprovada pelo Grupo Mercado Comum. A Anvisa acompanha as discussões
e as novas informações sobre a segurança
de uso do BPA e, até o momento, não há justificativa
para adoção de outras restrições
de uso para a substância.
Correio do Brasil
Aumenta
número de mortes por doença
relacionada ao trabalho no mundo
Por Adital
As mortes
por doenças e por acidentes relacionados ao
trabalho cresceram no mundo de 2,31 milhões, em 2003,
para 2,34 milhões, em 2008. Em média, foram registrados,
durante o período, 6,3 mil óbitos diários
ligados ao trabalho. Os dados fazem parte do relatório “Tendências
Mundiais e Desafios da Saúde e Segurança Ocupacionais“,
documento de preparação para o XIX Congresso Mundial
sobre Segurança e Saúde no Trabalho, evento promovido
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT)
que começou no domingo (11) e se encerrará na quinta
(15), em Istambul, na Turquia.
Além disso, mais de 900 mil pessoas perderam suas vidas
por conta da exposição a substâncias perigosas
no trabalho, em 2008. Trata-se de um índice bem superior
aos 651 mil mortos pelo mesmo motivo, em 2003. De acordo com
os autores do relatório, porém, o crescimento pode
ser menor por conta da atualização dos critérios
usados para o cálculo desse índice.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
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CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
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1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html