Leia
nesta edição:
- Aparelho
consegue medir níveis de glicose em lágrima
- Prefeitura
de Salvador lança Programa Saúde
na Copa
- Mortalidade infantil cai 85% em 30 anos, segundo IBGE
- Técnica pioneira cura bebê com falência
do fígado
- Grávida com câncer usa 'escudo' contra radiação
para garantir saúde do feto
- Mais 100
novos equipamentos serão utilizados no combate
ao mosquito da dengue
- Anvisa
proíbe alimentos e bebidas à base
de Aloe vera
- Qualicorp
reverte prejuízo e lucra R$ 12 milhões
no trimestre
- Dilma:
programas de saúde vão tentar reduzir
superlotação em prontos-socorros e falta de leitos
- Suprema
Corte avaliará recursos contra reforma de saúde
de Obama
- Amil lança
aplicativo para iPhone
- É preciso levar o diagnóstico precoce do HIV
aos jovens, diz ministro Padilha à revista Veja
- Paraná: Programa Transplante Fila Zero recebe pacientes
de outros estados que aguardam córneas
- Diabetes
causa uma morte a cada dez segundos em todo o mundo, alerta
federação
- Transplante multivisceral pode reduzir mortes
- Ministro
da Saúde
inaugura obras e anuncia investimentos em Uberaba
- Rocinha tem mesmo modelo de Hospital de Campanha usado no
Haiti
- Ministro
inaugura UPA em Guarujá (SP)
- Acesso a medicamentos gratuitos triplica
- 24,4% da
população tem plano de saúde,
diz ANS
- Meta de
Papanicolau atinge 71% em faixa prioritária
- Ministro
Padilha implementa ação na Santa Casa
de SP
- Educar
para prevenir é o
tema da campanha mundial
- Telessaúde brasileiro é referência
em atendimento
Quarta-feira, 16.11.11
FOLHA DE S. PAULO
Aparelho
consegue medir níveis de glicose em lágrima
Reinaldo
José Lopes
Um estudo
da Universidade de Michigan, nos EUA, deu um passo importante
para livrar diabéticos do ritual incômodo
de picar o dedo várias vezes por dia para medir os níveis
de glicose no sangue. A alternativa: lágrimas.
Ocorre que,
segundo a equipe liderada por Mark Meyerhoff, o fluido das
lágrimas --que não aparece apenas quando
as pessoas choram, mas está presente com frequência
como lubrificante dos olhos-- também reflete o conteúdo
de glicose do organismo, podendo ser examinado de forma confiável.
Em artigo
na revista científica "Analytical Chemistry",
Meyerhoff e companhia descrevem a criação de um
sistema relativamente simples, envolvendo componentes comuns
na indústria eletrônica, para medir os níveis
de glicose nas lágrimas.
Os testes
foram feitos com coelhos, revelando que o sensor dos pesquisadores é capaz de detectar os níveis da
molécula de açúcar em amostras de apenas
5 microlitros de fluido lacrimal.
É um volume, de fato, muito pequeno, pouco mais de um
milionésimo do encontrado numa garrafa d'água de
1 litro, por exemplo.
Sensibilidade
Esse era
justamente um dos problemas para colocar em prática
a medição alternativa de glicose: como aumentar
a sensibilidade. Fala-se em substituir sangue por lágrimas
desde os anos 1950.
A questão é que, quando os cientistas foram comparar
o metabolismo do sangue com o das lágrimas, viram que
a presença de glicose nessas últimas era muito
menor --entre 1/30 e 1/50 da quantidade encontrada na corrente
sanguínea.
Também não estava claro se a correlação
entre açúcar no sangue e no fluido lacrimal era
confiável. Se as flutuações fossem grandes
demais, com níveis altos nas lágrimas não
necessariamente associados a níveis elevados no sangue,
um teste desse tipo seria inútil.
Os pesquisadores
de Michigan levaram em conta todas essas dúvidas
no teste com 12 coelhos --todos devidamente anestesiados e imobilizados,
porque era preciso comparar os exames de sangue com os de lágrimas.
As amostras
lacrimais eram recolhidas num tubinho de apenas 0,84 milímetro de diâmetro. O sensor desenvolvido
pelos cientistas é mergulhado dentro do fluido.
Para detectar
com precisão a quantidade de glicose na
amostra, o sensor usa uma enzima (proteína que acelera
reações químicas) que degrada o açúcar.
A sobra da reação gera um sinal elétrico
cuja intensidade diz quanta glicose está presente ali.
Graças a outros componentes do sensor que o ajudam a "ignorar" a
presença de outras moléculas das lágrimas,
que poderiam ser confundidas com a glicose, o sistema tem bom
grau de precisão.
Os dados
obtidos com os coelhos também mostraram que
há uma correlação forte entre níveis
de glicose no sangue e nas lágrimas.
O que acontece é que a correlação muda
um pouco de indivíduo para indivíduo. Por isso,
talvez seja necessária uma calibragem fazendo um exame
inicial de sangue antes de partir para testes com o fluido das
lágrimas.
A equipe,
agora, pretende melhorar ainda mais a sensibilidade do teste
para poder empregá-lo
em pessoas.
SITE
GENTE & MERCADOS
Prefeitura
de Salvador lança Programa Saúde na
Copa
Qualificar
os profissionais de hotelaria, bares e restaurantes de Salvador
em primeiros
socorros. Este é o objetivo da
primeira etapa do Programa Saúde na Copa, que será realizada
hoje, 16, a partir das 14h, no Portobello Ondina Praia Hotel.
Idealizado
pelo Escritório Municipal da Copa do Mundo
da Fifa | Salvador cidade-sede (Ecopa) e pela Secretaria Municipal
de Saúde (SMS), o Programa Saúde na Copa visa contribuir
com a preparação da cidade para o Mundial de futebol,
considerando os eixos temáticos analisados pela Câmara
Nacional de Saúde para a Copa 2014: Urgência e Emergência,
Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica
e Prevenção de Riscos e Gerenciamento de Crises.
Até 2014, a meta é instruir 2.800 profissionais
de hoteis, bares e restaurantes para que, em caso de urgência,
eles possam ajudar torcedores locais e visitantes, realizando
procedimentos iniciais. Ainda no eixo Urgência e Emergência,
pretende-se alcançar na segunda etapa, prevista para ser
iniciada a partir de 2012, outros 2.800 profissionais, sendo
motoristas de táxis e ônibus que transitam por toda
cidade.
O lançamento do Programa será composto por Gestores
e Lideranças das unidades parceiras da Associação
Brasileira da Indústria de Hoteis (ABIH – BA) e
da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes
(Abrasel), que receberão qualificação em
parada cardíaca e instruções sobre afogamento
e engasgo.
FOLHA DE S. PAULO
Mortalidade infantil cai 85% em 30 anos, segundo IBGE
Apenas 3,4%
de todas as mortes no país em 2010 ocorreram
antes do primeiro ano de vida, segundo os Indicadores Sociais
Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
nesta quarta-feira.
De acordo
com estatísticas do Registro Civil, o índice
era de 23,3% em 1980, o que configura um declínio de 85,4%
nas mortes antes do primeiro ano.
A menor proporção foi encontrada no Rio Grande
do Sul (2,1%), seguido pelo Rio de Janeiro (2,3%), Minas Gerais
(2,7%), São Paulo (2,7%) e Santa Catarina (2,8%).
Na outro
extremo, os Estados do Amazonas (8,5%), Amapá (7,9%),
Maranhão (7,1%) e Acre (7,0%), concentram as taxas mais
altas de mortalidade infantil.
Todos os
Estados das regiões Sudeste e Sul estão
abaixo da média nacional, além de Paraíba
(3,2%), Rio Grande do Norte (3,3%), Pernambuco (3,3%) e Goiás
(3,4%).
Campo
O Censo apurou
que os padrões de mortalidade das áreas
urbana e rural são próximos, mas que há diferenças
significativas entre os mais novos.
Enquanto
na área urbana o grupo de menores de um ano
concentra 3,1% do total de óbitos, na área rural
o percentual é de 5,4%.
A disparidade
maior ocorre na faixa de 1 a 4 anos, em que o percentual da área rural (1,6%) é mais do que o
dobro do da área urbana (0,7%).
Em alguns
Estados, a mortalidade de crianças menores
de um ano na área rural passam de 10% do total de óbitos,
como no Amazonas (16%), Amapá (15%), Acre (12,6%), Pará (11,1%)
e Maranhão (10,2%).
Censo
Participaram
do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram
os mais
de 5.500 municípios brasileiros. Ao
todo, foram entrevistados representantes de 67,5 milhões
de domicílios no período de 1º de agosto a
31 de outubro --outras 899 mil residências foram consideradas
fechadas.
Os primeiros
dados da pesquisa, que identificou uma população
de 190 milhões de pessoas, foram revelados em abril deste
ano. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou dados consolidados e
novos recortes nas estatísticas.
BBC BRASIL
Técnica pioneira cura bebê com falência do
fígado
Uma técnica pioneira conseguiu curar um menino britânico
de oito meses cuja vida corria perigo por conta de uma grave
doença que estava destruindo seu fígado.
Os médicos implantaram células de doadores que
atuaram como um fígado temporário, permitindo que
o órgão se recuperasse.
Segundo os
responsáveis pelo tratamento, do King's College
Hospital, em Londres, essa foi a primeira vez que a técnica
foi usada no mundo.
Iyaad Syed
parece hoje um menino saudável, mas seis meses
atrás ele estava próximo da morte. Um vírus
havia atacado seu fígado, que começou a entrar
em falência.
Em vez de
colocar o menino na lista de espera por um transplante, os
médicos injetaram as células
de um doador em seu abdome.
Essas células processaram as toxinas e produziram proteínas
vitais, atuando como um fígado temporário.
As células foram cobertas com uma substância química
encontrada em algas para evitar que elas fossem atacadas pelo
sistema imunológico do menino.
Após duas semanas, seu fígado começou
a se recuperar.
Um dos principais
benefícios do transplante é que
Iyaad não precisará tomar remédios contra
a rejeição do novo órgão, conhecidos
como imunossupressores.
"Faz apenas alguns meses que eu atendi pela primeira vez
o menino. Ele estava tão doente que precisava de diálise
e respirava por aparelhos", conta o médico Anil Dhawan,
especialista em fígado no King's College Hospital.
"Vê-lo assim depois de seis meses com uma função
quase normal do fígado é impressionante",
diz.
Para o pai
de Iyaad, Jahangeer, seu filho é "um
menino milagroso". "Após 48 horas depois de
receber o tratamento, ele começou a melhorar, e a esperança
voltou. Estamos muito orgulhosos dele", disse.
A questão agora é se a técnica poderia
ser usada para ajudar outros pacientes com falência aguda
do fígado.
A equipe
do King's College Hospital sugere cautela, já que
testes clínicos adicionais e em larga escala são
necessários para comprovar a eficácia da técnica.
SITE
ISAÚDE.NET
Grávida com câncer usa 'escudo' contra radiação
para garantir saúde do feto
Técnica que impede que radioterapia chegue até a
barriga foi aplicada com sucesso em britânica de 30 anos
com câncer de boca
Uma mulher
britânica com câncer deu à luz
a um bebê saudável após utilizar uma técnica
inovadora que minimiza a exposição do feto à radioterapia.
O procedimento,
realizado por médicos do Hospital Universitário
de Coventry e Warwickshire, no Reino Unido, consiste na aplicação
de um ' escudo' de chumbo especialmente projetado e construído
para impedir que a radiação chegue até a
barriga.
Sarah Best,
de 30 anos, estava grávida de quatro meses
quando descobriu que tinha um tumor maligno na boca. Na época,
não se sabia como ela e o bebê iriam reagir, já que
apenas sete mulheres grávidas no mundo haviam passado
pelo mesmo tipo de tratamento.
Sarah passou
por um procedimento cirúrgico raro que removeu
parte de sua língua, mas o câncer já havia
se espalhado por seus nódulos linfáticos.
A equipe
liderada pela oncologista Lydia Fresco desenvolveu um escudo
de 1,5
tonelada com 5 cm de espessura que protegeu
a barriga da paciente durante os 32 dias de radioterapia. Ela
também passou por seis semanas de quimioterapia.
Sarah entrou
em trabalho de parto cinco semanas antes do esperado, no último dia de tratamento. O bebê, Jake, nasceu
saudável, com 1,8 kg, de parto normal, no dia 28 de abril.
Segundo o
cirurgião Gary Walton, este tipo de tratamento é complexo,
na melhor das hipóteses, e muito raramente feito em mulheres
grávidas, por isso eles trabalharam o tempo todo muito
perto da equipe de obstetrícia. "Fico feliz que Sarah
tenha respondido tão bem ao tratamento, especialmente
agora que ela também deve cuidar de Jake", observa
Walton.
Após alguns meses acompanhando o estado de saúde
da mãe e do bebê, o hospital decidiu divulgar a
história da família nesta terça-feira, por
conta da semana da conscientização do câncer
de boca. A paciente está agora em remissão do câncer.
A equipe
afirmou que vai continuar monitorando Sarah e Jake de perto
pelos próximos cinco anos, mas ressaltam que
as indicações iniciais são extremamente
positivas.
Terça-feira,
15.11.11
PORTAL
DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
Mais
100 novos equipamentos serão utilizados no combate
ao mosquito da dengue
"Os municípios estão mais preparados e com
melhores condições para desenvolver as ações
de prevenção e controle da dengue. Além
de recursos novos, um total de R$5,1 milhões que o Ministério
da Saúde vai liberar para 51 municípios cearenses,
o Governo do Estado investiu R$ 300 mil na aquisição
de 100 máquinas para aplicação de inseticida
contra o Aedes aegypti", afirmou o secretário da
saúde do Estado, Arruda Bastos. As máquinas costais,
conhecidas com esse nome porque os trabalhadores carregam elas
nas costas para ter acesso a locais onde os carros fumacê não
circulam, já estão na Sesa e serão liberadas
para as Coordenadorias Regionais de Saúde, atendendo as
necessidades de todos os municípios cearenses. Em relação
aos recursos financeiros, o Ministério da Saúde
só libera os R$5, 1 milhões a partir do envio do
plano de contingência pelos 51 municípios considerados
prioritários no controle da dengue.
O prazo para
encaminhamento dos planos de contingência
ao Ministério da Saúde termina dia 25 deste mês.
Para contribuir com os municípios na elaboração
dos planos, no encontro com os gestores de saúde, a Coordenadoria
de Promoção e Proteção à Saúde
da Sesa destacou o que deve constar nos planos municipais de
contingência contra a dengue para 2012: ações
de controle do mosquito, mobilização social, vigilância
epidemiológica e entomológica e assistência
aos pacientes. Na assistência aos pacientes, deve constar
nos planos de contingência o número de Unidades
Básicas de Saúde (postos de saúde) com profissionais
treinados em dengue com classificação de risco
dos pacientes. A meta é reduzir o número de óbitos,
mesmo com o aumento da gravidade dos casos devido a incidência
simultânea de pelo menos três tipos de vírus
da doença.
No combate
ao Aedes aegypti os municípios devem garantir
a manutenção de número adequado de agentes
de controle de endemias, de acordo com o parâmetro de 1
agente para cada mil imóveis nas atividades de visitas
domiciliares, realização de 80% das visitas domiciliares
em pelo menos quatro ciclos bimestrais de trabalho e de pelo
menos três Levantamentos Rápidos de Infestação
por Aedes aegypti (LIRAa), em janeiro, março e outubro.
O gestor local, na vigilância e assistência, ainda,
deve notificar os casos suspeitos de dengue grave e os óbitos,
além de ter uma rede de atenção primária
com capacidade para atender casos na sua área de abrangência.
No Ceará, a Secretaria da Saúde do Estado e o Conselho
de Secretarias Estaduais de Saúde (Cosems) acordaram a
realização de reunião extraordinária
da CIB no dia 18 de novembro para apreciação dos
planos de contingência elaborados pelos municípios.
Segunda-feira, 14.11.11
AGÊNCIA
BRASIL
Anvisa
proíbe alimentos e bebidas à base
de Aloe vera
Amanda
Cieglinski, de Brasília
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) proibiu a venda, fabricação e importação
de alimentos e bebidas à base de Aloe vera. De acordo
com o órgão, não há comprovação
da segurança do uso do componente e nem registro para
esse fim. A restrição foi publicada hoje (14) no
Diário Oficial da União.
A Aloe vera é uma planta conhecida popularmente como
babosa. É usada principalmente em produtos para o cabelo,
mas recentemente também era encontrada em bebidas e alimentos,
inclusive com função de emagrecimento. Por se encaixar
na categoria de “novos alimentos”, a planta precisa
se submeter ao registro da Anvisa para poder ser comercializada
com esse fim.
De acordo
com a resolução, o uso da Aloe vera é regulamentado
apenas como aditivo na função de aromatizantes
de alimentos e bebidas, o que continua sendo permitido.
VALOR ONLINE
Qualicorp
reverte prejuízo e lucra R$ 12 milhões
no trimestre Empresa que vende e administra planos de saúde
coletivos teve aumento de 42,8% na receita líquida
A Qualicorp,
empresa que vende e administra planos de saúde
coletivos, fechou o terceiro trimestre com lucro líquido
de R$ 12,19 milhões. No mesmo período do ano passado,
a empresa havia registrado prejuízo de R$ 976 mil. A receita
líquida da companhia, que tem como acionista majoritário
o fundo de private equity Carlyle, cresceu 42,8%, na mesma base
de comparação, para R$ 180,56 milhões. O
resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês
para lucro antes de juros, impostos, depreciação
e amortização) avançou 70%, para R$ 59,91
milhões. Em um ano, a margem Ebitda passou de 27,9% para
33,2%.
Em seu segundo
resultado como companhia de capital aberto, a Qualicorp também apresentou o Ebitda ajustado, que inclui
despesas não recorrentes, despesas sem efeito de caixa
e realocação de receita financeira. Nesse caso,
o crescimento foi de 47,2%, para R$ 71,57 milhões. Com
relação ao segundo trimestre, houve um acréscimo
líquido de 307 mil beneficiários, para fechar setembro
com 3,68 milhões de clientes.
AGÊNCIA
BRASIL
Dilma:
programas de saúde vão tentar reduzir superlotação
em prontos-socorros e falta de leitos
Yara
Aquino, de Brasília
A presidenta
Dilma Rousseff disse hoje (14) que os programas SOS Emergência e Saúde em Casa terão como
meta enfrentar dois dos principais problemas da saúde
pública: a superlotação nos prontos-socorros
e a falta de leitos nos hospitais.
“Estamos, com eles, dando mais um passo para melhorar
a qualidade da saúde pública e aumentar a eficiência
do atendimento no Sistema Único de Saúde”,
disse durante entrevista no programa semanal Café com
a Presidenta, ao abordar as iniciativas lançadas no último
dia 8.
O Melhor
em Casa tem o objetivo de ampliar o atendimento domiciliar
do SUS. A finalidade é que, até 2014, o programa
tenha mil equipes de atenção domiciliar e 400 de
apoio atuando em todo o país. O Ministério da Saúde
vai investir R$ 1 bilhão para custear esse atendimento.
“Decidimos oferecer o tratamento domiciliar para humanizar
o serviço público de saúde. Vamos atender,
em suas próprias casas, os doentes crônicos, os
pacientes que estão em recuperação de cirurgias
e as pessoas em processo de reabilitação motora”,
explicou Dilma.
O SOS Emergência começa com a participação
de 11 hospitais, e a finalidade é melhorar a gestão
e qualificar o atendimento nos prontos-socorros. Até 2014,
a ação deve chegar às 40 maiores unidades
do país. Dilma informou que haverá parceria com
hospitais privados de excelência para o treinamento das
equipes e a otimização da gestão das unidades
selecionadas para integrar o SOS Emergência.
A presidenta
destacou o desafio do SUS de garantir atendimento público gratuito. “É uma tarefa enorme, mas
vamos enfrentar esse desafio porque os brasileiros e as brasileiras
merecem uma saúde de qualidade.”
PORTAL VEJA
Suprema
Corte avaliará recursos contra reforma de saúde
de Obama
Tribunal
decidirá se
programa extrapolou o poder do governo
A Suprema
Corte dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que avaliará os recursos contra a reforma de saúde
proposta pelo presidente Barack Obama. Opositores da reforma
haviam pedido que a Corte se pronunciasse.
De acordo
com a decisão tomada hoje, a Justiça
deve decidir a respeito de três questões sobre o
plano: se o programa extrapolou o poder do governo ao exigir
que praticamente todo americano tenha um seguro de saúde
até 2014 (e, se não o adquirir, passará a
pagar uma multa); se a lei deve entrar em vigor; ou se o julgamento
do tribunal ainda é prematuro.
A última questão levará o tribunal a decidir
se a penalidade para aqueles que não pagarem o seguro
de saúde pode ser igualada a um imposto. Se sim, qualquer
decisão sobre a constitucionalidade da lei deverá se
dar após a taxa ser determinada.
Oposição
A oposição afirma que a lei dá muito poder
ao governo. Desde que o presidente propôs a regra, surgiram
mais de 25 processos contra o plano. Mais da metade dos estados
americanos apresentaram objeções ao plano, muitos
deles denunciado a inconstitucionalidade da reforma.
A imprensa
americana considera que esta será a maior
decisão da Suprema Corte em 11 anos e que deverá pesará sobre
a eleição presidencial de 2012. Contudo, a Corte
não informou quando ouvirá os argumentos contra
o plano. Especula-se que isso acontecerá em março.
SITE
SAÚDE
WEB
Amil
lança
aplicativo para iPhone
Aplicativo contempla todas as linhas de produtos da Amil, incluindo
a Linha Dental
A Amil Assistência Médica Internacional lançou
para os seus clientes um aplicativo para iPhone. Com download
gratuito na AppleStore, o aplicativo reúne os dados do
beneficiário. Além de outras informações,
a exemplo da carteirinha virtual, que substitui o cartão
impresso e pode ser utilizada em hospitais e laboratórios.
Segundo Cristiane
Prado, diretora de Atendimento da Amil, este aplicativo é mais um canal de interação
entre empresa e cliente. Ela diz que a operadora tem o objetivo
de disponibilizar aos clientes mais facilidade e comodidade para
que tenham acesso as informações de seu plano de
saúde.
O aplicativo
contempla todas as linhas de produtos da Amil, incluindo a
Linha Dental.
O cliente tem acesso a toda rede credenciada,
podendo visualizar no mapa a localização de sua
consulta ou exame.
Além disso, a operadora também disponibilizou
consulta de status de reembolso, visualização de
boletos em aberto, lista de telefones da operadora, acesso direto
ao Amil Resgate Saúde e podcast com vídeos e dicas
sobre saúde e qualidade de vida. A opção
de agendamento de consultas on-line está disponível
somente para iPad.
Segundo o
diretor de Ti da Amil, o recurso possui uma interface simples
e intuitiva,
onde o beneficiário tem acesso a
muitas informações. E completa ao dizer que essa
mobilidade tem o intuito de aprimorar a agilizar o diálogo
do usuário com a operadora.
AGÊNCIA
AIDS
É preciso levar o diagnóstico precoce do HIV aos
jovens, diz ministro Padilha à revista Veja
Em entrevista à revista semanal Veja, o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, disse também que a aids não
está sob controle. Padilha falou, ainda, que o crack tornou-se
uma epidemia e que a criação de um novo imposto
para a saúde nunca foi debatida no governo. Leia a seguir
a entrevista na íntegra.
O crack virou epidemia
O ministro
da Saúde admite que a droga avançou
mais rápido do que as ações de combate travadas
contra ela e se diz favorável a internação
compulsória de viciados Caçula da Esplanada dos
Ministérios, Alexandre Padilha, de 40 anos, assumiu o
cargo em janeiro em meio a uma intensa discussão sobre
a necessidade da criação de um novo imposto para
financiar a saúde brasileira. Dez meses depois, ele tem
um diagnóstico claro sobre o assunto. Para o ministro, é melhor
arregaçar as mangas e fazer mais e melhor com o dinheiro
disponível do que reclamar da falta de verbas.
Para fazer
o dinheiro render. Padilha incentivou a meritocracia - o ministério repassa mais dinheiro aos hospitais que
atendem melhor. Ele não vê fundamento na tese corrente
de que o governo pretende recriar a CPMF. Padilha falou sobre
a ruína provocada pelo crack e criticou quem acha que
o ex-presidente Lula, diagnosticado com câncer na laringe
deve se tratar pelo SUS. O ex-presidente Lula iniciou um tratamento
contra um câncer de laringe em um hospital privado. Uma
campanha na internet pede que ele se trate na rede pública,
para "sentir na pele" o legado que deixou para a saúde
brasileira.
O
SUS é tão
ruim assim?
Há duas questões importantes nessa discussão.
Primeiro, alguém que paga por trinta anos um plano de
saúde, como Lula pagou, precisa ter o tratamento custeado
por esse plano. Essa é a regra. Não podemos achar
natural que alguém que paga plano de saúde tenha
de recorrer ao sistema público para se tratar. Se isso
acontecer, o plano deverá reembolsar o governo. Não
só no caso de câncer, mas todo gasto do SUS com
pacientes que têm plano de saúde deve ser devolvido à União.
A outra questão é que o SUS está sim, preparado
para tratar de câncer. Os medicamentos que o ex-presidente
está recebendo no Hospital Sírio-Libanês
são os mesmos fornecido pelo SUS. Neste ano, aumentamos
em 22% o orçamento para o câncer. Nos últimos
oito anos, dobrou o número de procedimentos de quimioterapia
na rede pública. É lógico que temos muito
a melhorar. Mas essas críticas não tem sentido.
Muita gente que condena Lula por não se tratar no SUS
também iria criticá-lo se ele fosse para um hospital
público ocupar a vaga de uma pessoa sem plano.
Pesquisas
mostram que o brasileiro considera a saúde
o pior serviço prestado pelo governo. O que esta sendo
feito para mudar essa percepção?
Nosso maior
desafio é melhorar o atendimento a população.
O SUS precisa ter obsessão pela qualidade. O Brasil é o único
país com mais de 100 milhões de habitantes que
resolveu ter um sistema nacional público e gratuito. A Índia,
a China, o Paquistão, a Indonésia e os Estados
Unidos não fizeram isso. O sistema brasileiro tem 1 milhão
de internações por mês, mais de 3,5 bilhões
de procedimentos ambulatoriais. Mas essa dimensão não
pode impedir que o SUS se preocupe com a qualidade.
Sim, mas como melhorar o atendimento?
Há duas linhas principais: a melhoria dos gastos e o
combate aos desvios de recursos. Já começamos a
criar políticas de incentivo financeiro pela qualidade.
As equipes de saúde que prestarem um serviço melhor
a população poderão ter o repasse de recursos
federais dobrado. Já lançamos esse programa nos
postos de saúde dos bairros. As equipes são cadastradas,
acompanhadas por um painel de indicadores de qualidade e pesquisas
de avaliação do usuário. Quem reduzir o
tempo de espera e melhorar a qualidade do atendimento vai receber
mais.
Um
discurso comum a todos os governos é que faltam recursos
para a saúde. Falta mesmo dinheiro ou ele é malgasto?
Meu papel
como ministro é fazer mais e melhor com o dinheiro
que tenho. Não posso ficar parado esperando mais recursos
chegarem. O primeiro passo é incentivar a qualidade. O
segundo é economizar e combater o desperdício de
recursos. Nos primeiros dez meses do ano, o ministério
conseguiu economizar mais de 1,1 bilhão de reais só mudando
a forma de compra de medicamentos. Isso permitiu que colocássemos
remédio de graça nas farmácias para hipertensos
e diabéticos. Economizando, combatendo o desperdício
e procurando a eficiência, nós podemos fazer mais
com o que já temos.
De
uma vez por todas, o governo vai ou não vai criar
um novo imposto para a saúde?
Isso nunca
foi debatido no governo. Eu nunca recebi da presidente a determinação de defender a recriação
da CPMF. O congresso levantou esse tema do financiamento, é um
debate importante para o futuro. É lógico que ter
mais dinheiro para saúde seria importante.
Mas
o papel do governo é fazer mais com o que já tem.
Desde o início do governo Dilma, cinco ministros foram
demitidos por suspeita de corrupção. O que o seu
ministério vem fazendo para conter os desvios de dinheiro?
No dia em
que a presidente Dilma me convidou para ocupar o ministério,
deu-me uma orientação muito clara no sentido de
reforçar o combate aos desvios e desperdícios.
Já tomei algumas medidas para isso. A primeira foi obrigar
municípios a ter uma conduta específica para receber
os recursos da saúde, o que torna todas as movimentações
rastreáveis, dificultando os desvios. Também criamos
um cadastro com todos os estabelecimentos de saúde e seus
profissionais. Cruzando esses dados foi possível descobrir
que 14 000 médicos tinham registros incompatíveis
com a realidade, já que trabalhavam mais de 24 horas por
dia.
Com essa
medida, descredenciamos 3 500 serviços de saúde,
o que resultou numa economia de 40 milhões de reais por
mês. Também passamos um pentefino nos medicamentos
para glaucoma e detectamos um uso excessivo e inexplicável
do remédio. Descredenciamos esse serviços e exigimos
a devolução do dinheiro desperdiçado. É um
trabalho longo, que está só no começo. Um
dos principais motivos das crises de corrupção é o
loteamento dos cargos entre os partidos. A sua pasta, por exemplo, é tradicionalmente
um loteamento do PMDB...
A presidente
me convidou para o cargo por ser médico
e ter experiência em saúde. Ela disse que esta é a
linha clara que eu deveria seguir: compor uma equipe com compromisso
com a saúde de qualidade, com pessoas preparadas tecnicamente.
Montei uma equipe com experiência em gestão, o que
não seria possível se o ministério se preocupasse
apenas com política. A orientação na Saúde é clara:
compor a equipe com o único critério de compromisso
com a saúde, mais nada. A diretoria da Funasa, por exemplo,
hoje é toda composta de engenheiros de carreira, sem indicações
políticas.
O
governo está há tempos prometendo lançar
uma campanha de combate ao crack. Por que está demorando
tanto?
Eu estive
pessoalmente na Cracolândia de São Paulo
no início do ano e observei de perto a deterioração
provocada pelo crack. Para mim, é evidente que essa droga
se tornou uma epidemia, não há outro termo, não
há como amenizar. Por isso, a ação não
pode ser exclusiva da saúde. É preciso haver uma
coordenação de ações de segurança
pública, de educação, de reinserção
social. Nós, da Saúde, queremos pôr o dedo
nessa ferida do crack e ajudar a cicatrizá-la. Já não é sem
tempo, a epidemia avançou mais rápido do que as
ações de combate.
O
senhor é favorável à internação
compulsória?
Precisamos
ter serviços de saúde diferentes para
situações diferentes. É grave ter centenas
de pessoas se drogando na Cracolândía, com suas
famílias desestruturadas, sem perspectiva de reabilitação.
Nesses espaços,6 necessário ter consultórios
de rua e pessoas capacitadas. Para esses casos, eu tenho a convicção
clara, dentro do que a Organização Mundial de Saúde
defende, de que a internação involuntária é fundamental
para proteger a vida das pessoas viciadas. Temos regras e protocolos
para isso. Não é usar a polícia para carregar
o dependente para uma clínica qualquer. É preciso
a avaliação de um profissional de saúde, é preciso
escolher um local adequado. Sou contra o recolhimento compulsório
por policiais. Agora, eu defendo, sim, a internação
involuntária em caso de risco de vida. Outro problema
que parece não ter solução é a infinidade
de acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados.
A Lei Seca fracassou?
Há uma epidemia de acidentes no país. Em 2010,
pela primeira vez o Brasil ultrapassou as marcas de 140000 internações
no SUS por acidentes e de mais de 40000 mortos. Isso mostra que
precisamos reforçar os sistemas de prevenção.
Logo que a Lei Seca foi criada. ela teve um impacto positivo.
E os estados que continuaram apertando a fiscalização
também tiveram redução nos acidentes. O
Rio de Janeiro é um exemplo. Por isso, em primeiro lugar é preciso
intensificar a fiscalização, a lei não pode
ser ignorada. Também 6 necessário discutir no Congresso
um reforço à punição prevista na
lei. Uma pessoa que 6 flagrada dirigindo alcoolizada deve ser
punida com rigor. Com multas pesadas, apreensão do carro,
da carteira de habilitação. O Brasil não
pode continuar perdendo vidas para essa combinação
de álcool com alta velocidade. A Lei Seca precisa conter
esses motoristas.
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) lançou uma ofensiva contra a venda de remédios
para emagrecimento. Não é uma intervenção
excessiva do estado na atividade médica?
Dou total
autonomia às decisões da Anvisa, não
tenho nenhuma influência. Agora, em saúde, é sempre
melhor prevenir do que remediar. É sempre bom agir com
o conceito da precaução. A Anvisa faz consultas
públicas, ouve todos os lados e toma a decisão
que acha correta, baseada unicamente em critérios técnicos.
Sobre esse tema dos remédios de emagrecimento, há posições
diferentes entre os médicos brasileiros, há países
que proíbem e outros que liberam. Eu concordo com a decisão
da agência já que há muitos casos de remédios
que foram liberados e só anos depois se descobriu que
causavam problemas.
Já podemos dizer que a aids é um
problema sob controle?
Não. Hoje há uma grande preocupação
com o combate à aids entre as mulheres jovens, principalmente
de 13 a 19 anos. Há uma redução das práticas
de sexo seguro entre os mais jovens. E uma geração
que não teve as referências que a minha geração,
que está na faixa dos 40 anos, teve no combate à aids.
A atual geração não teve ídolos e
celebridades que sofreram com a doença. E preciso levar
mais informação e diagnóstico mais rápido
para a população, sobretudo para os mais jovens.
É unanimidade no meio politico que a presidente Dilma é uma
pessoa dura, que cobra resultados com muito mais rigor do que
seu antecessor. O senhor é alvo dessas cobranças?
Eu convivi
muito de perto com os dois, fui ministro dos dois. Eles cobram
muito,
acompanham de perto as ações,
sempre estabelecem metas claras. Todas as cobranças que
a presidente Dilma me fez foram para acertar os rumos da saúde.
E bom que a gente tenha uma presidente que exige muito dos ministros,
porque isso contribui para o aprimoramento da gestão.
Mas são exigências justas, não tenho do que
reclamar. É muito fácil trabalhar com ela.
O
senhor trabalhou diretamente com o ex-ministro José Dirceu.
Ele tem mesmo influência exagerada no governo?
Hoje, como
militante do PT e ministro da Saúde, recebo
orientações e influências do presidente do
partido e da presidente da República. Há muito
de mito em torno dos outros dirigentes, mas a política
também se faz por mitos. Só que o PT não é um
partido que se deixa influenciar por uma única pessoa.
Mesmo Lula não consegue mandar no PT.
AGÊNCIA
BRASIL
Paraná: Programa Transplante Fila Zero recebe pacientes
de outros estados que aguardam córneas
Lúcia Nórcio,
de Curitiba
O centro
médico Hospital de Olhos do Paraná promove
a campanha Programa Transplante Fila Zero, por meio do qual são
cedidas córneas para outras unidades depois que a acaba
a lista de espera pelo transplante. Segundo o oftalmologista
Hamilton Moreira, diretor clínico do hospital, pacientes
inscritos em qualquer central do país podem, sem aguardar
em filas, fazer o transplante no Paraná. O centro médico é credenciado
pelo Ministério da Saúde para atuar em todas as
fases da cirurgia, oferecendo tratamento integral ao paciente.
“Candidatos comprovadamente com indicação
para o transplante devem se cadastrar no ambulatório do
programa, em Curitiba, e receberão atendimento integral
custeado pelo SUS, em todas as fases da cirurgia”, destacou
o médico. Segundo ele, em algumas regiões do país,
pacientes aguardam por um doador há mais de três
anos.
Adalberto
Fraga, de 65 anos, estava inscrito na Central de Transplantes
do Maranhão desde 2008. Ele sofria de uma grave infecção
que o fez perder a visão quase completamente. Poucos dias
após se cadastrar no programa, Fraga conseguiu uma consulta
em Curitiba, submeteu-se à cirurgia e está em fase
de recuperação. Ele contou que precisou apenas
apresentar exames de sangue e outros exigidos no pré-cirúrgico.
O agendamento de consultas pode ser feito pelo telefone (41)
3068-1066.
AGÊNCIA
BRASIL
Diabetes
causa uma morte a cada dez segundos em todo o mundo, alerta
federação
Carolina
Pimentel, de Brasília
Estima-se
que haja, pelo menos, 300 milhões de pessoas
com diabetes em todo o mundo, e no Brasil, são cerca de
11 milhões de portadores, segundo dados do Ministério
da Saúde e de sociedades médicas.
No Dia Mundial
do Diabetes, lembrado hoje (14), o foco da campanha global,
pelo
terceiro ano seguido, é orientar a população
para prevenir a doença, que mata uma pessoa a cada dez
segundos no mundo - conforme estatística da Federação
Internacional de Diabetes, ligada à Organização
Mundial da Saúde (OMS).
O desconhecimento
sobre o que é a doença, os sintomas
e o tratamento tem sido um dos obstáculos para conter
essa epidemia global. A própria federação
internacional estima que metade das pessoas não sabe que
tem diabetes.
Apesar de
muitos brasileiros terem um parente ou amigo com a doença, parte deles não sabe como evitá-la. “Muitos
têm contato, mas não conseguem ajudar a pessoa próxima
[com a doença]. E ficam incapazes de prevenir nelas mesmas”,
alerta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes,
Walter Minicucci.
O diabetes
tipo 2, que atinge mais pessoas, ocorre quando há aumento
da taxa de açúcar (glicose) no sangue. Os sinais
mais comuns são a sede excessiva, a perda de peso, a fome
exagerada, a vontade de urinar muitas vezes, a difícil
cicatrização de feridas, a visão embaçada,
o cansaço e infecções frequentes. Alguns
dos fatores de risco são a obesidade, o sedentarismo e
o histórico familiar com casos da doença.
A prática de exercícios físicos e a alimentação
equilibrada ajudam a evitar o diabetes tipo 2, que não
tem cura.
Quando o
diabetes não é tratado, aumenta o risco
de o paciente ter um ataque cardíaco, ficar cego ou sofrer
amputação de uma perna.
PORTAL BAND.COM.BR
Transplante multivisceral pode reduzir mortes
Médico brasileiro é referência mundial;
transplante de vários órgãos ao mesmo tempo
salva quem precisa de novo intestino
Marielly Campos
A cirurgia
que salvou a vida de Renato Consonni, vítima
de um tumor no intestino, ainda não é realizada
no Brasil. Mas tem como uma das referências o médico
brasileiro Rodrigo Vianna. Há 12 anos em Indiana, nos
Estados Unidos, Vianna é diretor do Departamento Adulto
e Pediátrico de Transplante Intestinal e Multivisceral
e professor associado de cirurgia da Universidade de Saúde
de Indiana. O maior centro especializado neste tipo de cirurgia
do mundo.
Segundo Vianna,
a técnica ainda não é realizada
no Brasil por uma série de fatores. “Falta de mão
de obra, falta de recursos. A cirurgia é bastante complexa,
até no pós-operatório”, ressalta. “Cuidar
do paciente que passa por esse tipo de tratamento, requer uma
dedicação de profissionais em tempo integral durante
anos”, acrescenta ainda.
O transplante
multivisceral consiste na retirada de todos os órgãos
do abdome e a reposição dos mesmos com órgãos
transplantados do mesmo doador. “A princípio não é uma
cirurgia indicada para cânceres agressivos, no caso de
tumores de crescimento lento e benigno. O mais comum é o
tumor desmóide, que tem origem no mesentério – vasos
do intestino e que pode se alastrar na cavidade abdominal”,
explica o especialista.
Pode ser
também realizado em casos de tumor neuro-endócrinos. “Parecido
com o tumor de pâncreas que atingiu o Steve Jobs [criador
da Apple, morto em 5 de outubro deste ano]”, afirmou Vianna.
A técnica – que pode também ser usada em
outros tratamentos – vem crescendo no mundo e no centro
dirigido pelo brasileiro. “Especificamente para casos de
câncer, aqui no nosso centro, já fizemos a cirurgia
em aproximadamente 20 pacientes. Esta técnica vem sendo
aplicadas para esses casos há cerca de seis anos”,
diz.
Apesar de
ainda não aplicado no Brasil, o especialista
vê esperanças de que esse tipo de transplante chegue
aqui. Segundo ele, existe uma mobilização do Ministério
da Saúde para que isso aconteça e pode chegar primeiramente
em São Paulo.
“O grande problema do Brasil, muito mais que o câncer
são os pacientes que perdem o intestino. Quando o paciente
perde esse órgão precisa de muitos cuidados, de
alimentação na veia, a chamada nutrição
parenteral. Esse tipo pode trazer complicações,
insuficiência do fígado, infecção
etc.”, comenta.
“Hoje em dia, como não tem opção
no Brasil, ainda há uma mortalidade muito alta de pacientes
que tiraram o intestino”, completa Vianna.
PORTAL G1
Ministro
da Saúde
inaugura obras e anuncia investimentos em Uberaba
Na cidade
foram anunciados mais de R$22,5 milhões para
a saúde. Ainda hoje Padilha passa por Uberlândia,
Monte Alegre e Santa Vitória.
Luiz
Vieira, do Triângulo
Mineiro
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, está no
Triângulo Mineiro nesta segunda-feira (14). No início
da manhã, em visita a Uberaba, inaugurou obras e falou
sobre os projetos que devem melhorar o atendimento de urgência
e emergência na cidade.
Além disso, o ministro visitou o pronto socorro do Hospital
de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo
Mineiro (UFTM) e anunciou investimentos para o setor de saúde.
Na parte da tarde, em Uberlândia, irá ao Hospital
Municipal e Maternidade Dr. Odelmo Leão Carneiro e ao
Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia
(UFU). Depois segue para Monte Alegre de Minas e Santa Vitória
para receber o título de cidadão honorário.
Já nesta terça-feira, estará em Ituiutaba,
também para receber o título de cidadão
honorário.
Em Uberaba,
durante a visita foi inaugurado o Ambulatório
de Especialidades da UFTM. O local recebeu cerca de R$1,2 milhão
em recursos do Ministério da Saúde e tem como proposta
aumentar o número de atendimentos na instituição.
O local, que passou por reformas passa a contar com 50 salas
de consultas médicas, 02 novas salas de cirurgia, salas
de operação e vestiários, além de
um pequeno anfiteatro.
Segundo o
reitor da universidade, Virmondes Rodrigues Júnior,
o local vai permitir ampliar o atendimento em áreas críticas
como o setor de oftalmologia e até dobrar o número
de consultas diárias. “O ambulatório vai
possibilitar aumentar o atendimento em mil consultas diárias.
Hoje são entre 1.200 e 1.500 atendimentos diários.
Vamos poder dobrar essa capacidade”, completou o reitor.
Além destes recursos, a universidade também integra
o programa SOS Emergência. Só este ano a instituição
recebeu cerca de R$7 milhões em recursos do Ministério
da Saúde e, para o próximo ano, estão previstos
mais R$10 milhões. A proposta do programa é que
os recursos sejam investidos em melhorias no setor de urgência
e emergência das instituições de saúde.
Segundo o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a prioridade
do Ministério da Saúde é a construção
de leitos de retaguarda do pronto socorro. “Percebemos
que é preciso ter uma enfermaria de retaguarda para as
pessoas que tiveram a vida salva. Garantir que essas pessoas
tenham atendimento de qualidade”, acrescentou. Segundo
Alexandre Padilha, ao todo a UFTM deve receber R$20 milhões
que serão distribuídos na compra de equipamentos,
reformas e contratação de médicos.
Além dos recursos destinados à UFTM, o ministro
anunciou mais R$2,5 milhões para o Hospital Dr. Hélio
Angotti. A medida faz parte de uma iniciativa do governo para
ampliar o tratamento de câncer no interior do país.
Atualmente a instituição recebe um recurso mensal
de cerca de R$200 mil desde o mês de agosto, que são
parcelas deste investimento de R$2,5 milhões. O novo investimento
deve ajudar na contratação de médicos e
no funcionamento de mais serviços de tratamento para a
população. O presidente do hospital, Délcio
Scandiuzzi, lembrou que a parceria com o Ministério tem
ajudado a manter as contas do hospital em dia e devem ajudar
a ampliar o atendimento na região.
“Temos um problema sério com a compra de medicamentos,
o hospital gasta cerca de R$600 mil por mês. Então
os recursos de maneira mais contínua permitem controlar
os gastos do hospital e a manutenção dos pacientes,
que antigamente sofriam com interrupções do tratamento.
Esperamos melhora na quantidade e qualidade do tratamento. Estamos
buscando mais recursos para melhorar isso”, afirmou Délcio.
A visita
do ministro a cidade de Uberaba terminou na Unidade de Pronto
Atendimento
(UPA) do bairro São Benedito. O
local foi avaliado pela equipe do Ministério da Saúde
e tenta se credenciar no Programa Nacional UPA 24h. Se credenciada,
a unidade deve receber R$300 mil por mês do Ministério
da Saúde. O recurso deve ser utilizado na contratação
de médicos e melhorias no atendimento.
Parte
da tarde do ministro será em Uberlândia
Em Uberlândia o ministro será recebido pelo do
reitor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Alfredo
Júlio Fernandes Neto, onde abordarão o projeto
do novo pronto socorro que será construído ao lado
do Hospital de Clínicas. Alexandre Padilha também
irá ao Hospital Municipal e Maternidade Dr. Odelmo Leão
Carneiro.
Domingo, 13.11.11
PORTAL G1
Rocinha tem mesmo modelo de Hospital de Campanha usado no Haiti
Bombeiros
se preparam para receber possíveis vítimas
durante ocupação. Leitos funcionam na quadra da
escola de samba Acadêmicos da Rocinha
Rodrigo Vianna, do Rio de Janeiro
A poucas
horas da ocupação das forças de
segurança, cerca de 15 homens do Corpo de Bombeiros se
preparam, no início da madrugada desde domingo (12), para
receber possíveis vítimas no Hospital de Campanha
que foi montado na quadra da escola de samba Acadêmicos
da Rocinha, em frente à comunidade, na Zona Sul do Rio
de Janeiro. Segundo o major Jair Bretas, responsável pela
equipe de busca e salvamento, o modelo é o mesmo que foi
utilizado no Haiti, durante o terremoto de 2010.
"As equipes que vão atuar aqui são todas
do Corpo de Bombeiros, de vários quartéis, do GSE
e da equipe de Busca e Salvamento. Além do Haiti, essas
tendas também fora usadas no Morro do Bumba e na Região
Serrana do Rio. Estamos prontos para receber as vitimas e preparados.
O nosso trabalho aqui não tem hora para terminar",
disse o major.
Na sexta-feira
(11), a Secretaria estadual de Segurança
Pública confirmou a ocupação para esta madrugada.
A operação vai contar, ainda, com 194 fuzileiros
navais e 18 blindados, além de homens das polícias
Militar, Civil e Federal. Durante este sábado, policiais
do Batalhão de Choque continuaram reforçando o
patrulhamento no entorno da comunidade.
De acordo
com o major Bretas, as tendas começaram a ser
montadas na manhã de sábado. Elas são equipadas
com ar condicionado, cinco macas, seis poltronas para soro, desfribilador
e até equipamentos para alguns casos cirúrgicos.
Ele afirmou que o local está preparado para atender até oito
pessoas ao mesmo tempo.
'Qualquer
tipo de situação'
"Nós temos o material mais básico, mas também
temos material cirúrgico. Estamos preparados para qualquer
tipo de situação. A gente sempre espera que o pior
não ocorra. Nos também temos condições
de atender casos mais graves aqui. Todo esse trabalho é feito
em conjunto com a Secretaria de Saúde do estado, que também
coordena algumas equipes", completou o major.
O Corpo de
Bombeiros informou, ainda, que apesar de o Hospital de Campanha
estar
apto para receber qualquer tipo de vitima,
os casos mais graves deverão ser encaminhados ao Hospital
Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul, que é a
unidade de referência. De acordo com o major Bretas, o
Hospital de Campanha conta, ainda, com um monitor cardíaco.
Mais cedo,
pelo menos dez ambulâncias do Corpo de Bombeiros
e do SAMU chegaram à Favela da Rocinha. Só a Marinha
vai colocar em ação 194 fuzileiros navais e 18
veículos blindados na ocupação. Algumas
ambulâncias ficaram na quadra da escola de samba Acadêmicos
da Rocinha e outras foram espalhadas em pontos estratégicos
na região.
Sábado,
12.11.11
AGÊNCIA SAÚDE
Ministro
inaugura UPA em Guarujá (SP)
Unidade
de Pronto-Atendimento tem capacidade de atender até 300
pessoas por dia
Paula Rosa
O Ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou ontem
(11) a primeira Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) no município
do Guarujá, localizada no litoral de São Paulo.
A nova unidade fica localizada no bairro da Enseada, contará com
até 12 leitos e terá capacidade para atender até 300
pacientes por dia, prestando atendimento emergencial de baixa
e média complexidade 24 horas por dia. Serão beneficiados
os moradores da Vila Baiana, Cidade Atlântica, Barreira
do João Guarda, Pedreira, Vila Râ, Vila Sapo, Areião,
Maré Mansa, Jardim Bandeirantes, Morro do Bio, Sorocotuba,
Praia de Pernambuco e Pererê.
“Esta UPA tem um papel muito importante para a população
do Guarujá, porque vai reduzir a lotação
dos prontos-socorros. Um estudo do Ministério da Saúde
mostra que, de cada 1.000 pessoas que procuram uma UPA, apenas
quatro delas precisam ir para um pronto-socorro”, lembrou
Padilha.
Para a UPA
do Guarujá, o Governo Federal liberou incentivos
de R$ 2 milhões para construção e compra
de equipamentos necessários para o funcionamento. O município
também receberá incentivos anuais para custeio
e manutenção dos serviços. Ainda está prevista
na cidade outra UPA, também de porte II, localizada na
Av. Vicente de Carvalho. Para esta outra UPA, foram liberados
mais R$ 2 milhões para construção e compra
de equipamentos, além de previsão de incentivos
mensais.
UPA
em São
Paulo
Ao todo,
o estado de São Paulo conta com 15 UPAS 24 horas
em funcionamento. Além disso, o governo habilitou133 novas
unidades, 15 delas através do PAC 2 (Programa de Aceleração
do Crescimento), que serão instaladas em municípios
inseridos no Mapa da Miséria. O investimento total do
Governo Federal no estado de São Paulo para construção
da UPAS será de R$ 212,6 milhões.
A UPA que
será inaugurada no Guarujá representa
mais um passo em direção a meta do Governo Federal
de inaugurar, até 2014, 1.000 UPA em todo País.
Atualmente no Brasil existem 124 UPAs 24h em funcionamento, contando
iniciativas federais, estaduais e municipais. Além disso,
são 588 UPAS habilitadas.
UPA
As UPAS 24h
estão inseridas na rede Saúde Toda
Hora, que está reorganizando a atenção às
urgências e emergências no Sistema Único de
Saúde (SUS). A estratégia de atendimento está diretamente
relacionada ao trabalho do Serviço Móvel de Urgência
(SAMU) que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente
ao serviço de saúde adequado à situação.
Nas unidades, os pacientes são avaliados de acordo com
uma classificação de risco, podendo ser liberados
ou permanecer em observação por até 24 horas
ou se necessário, serão removidos para um hospital
de referência.
Sexta-feira, 11.11.11
PORTAL
DA SAÚDE
Acesso a medicamentos gratuitos triplica
Aproximadamente
3 milhões de diabéticos e hipertensos
foram beneficiados em outubro. Região Norte teve o maior
crescimento: 763% de janeiro a outubro
A ação “Saúde Não Tem Preço” – lançada
em fevereiro pelo governo federal – está beneficiando
cada vez mais brasileiros e ampliando o acesso ao tratamento
de diabetes e hipertensão no Sistema Único de Saúde
(SUS). A oferta do programa do Ministério da Saúde
aumentou três vezes, nas mais de 20 mil unidades privadas
credenciadas. São 11 medicamentos gratuitos. Em janeiro,
853 mil pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos
pelo programa, enquanto que, em outubro, o número saltou
para 2.993.962 (Confira tabela abaixo).
“Os números mostram que o brasileiro está mais
e melhor assistido para o tratamento dessas doenças prevalentes
na população, e diretamente relacionadas aos novos
hábitos de vida do brasileiro”, observa o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha.
A quantidade
de hipertensos beneficiados saltou 285%, de 658 mil em janeiro
para 2,5 milhões em outubro. Já o
número de diabéticos beneficiados aumentou 202%,
passando de 306 mil para 925 mil no mesmo período. Antes
da criação do “Saúde Não Tem
Preço”, os produtos eram oferecidos com até 90%
de desconto nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia
Popular.
Crescimento
A região Norte apresentou maior crescimento no número
de beneficiados em relação ao restante do País
desde janeiro: 763%, passando de 9.793 para 84.553 no período.
Roraima foi o estado que mais se destacou no Brasil. O total
de pacientes atendidos em outubro foi 139 vezes maior do que
em janeiro, um salto equivalente a 13.743%. O número de
hipertensos e diabéticos que retiraram medicamentos em
outubro foi 3.194 pessoas, enquanto em janeiro haviam sido 23.
Destaque
também para a região Centro-Oeste, onde
o número de beneficiados cresceu sete vezes desde o início
do ano, um aumento de 692%, passando de 23.301 para 184.526 no
mesmo período. No Nordeste, o programa apresentou 435%
de crescimento, o número de beneficiados passou de 55.842
em janeiro para 298.669 em outubro. Já nas regiões
Sul e Sudeste o crescimento foi, respectivamente, de 310% e 196%.
“A oferta de saúde está cada vez melhor
distribuída pelo país, sem prejuízo de qualquer
região, por meio do Farmácia Popular. O maior crescimento
do programa na região Norte indica que a assistência
farmacêutica está se ampliando de maneira equânime
no Brasil, chegando a todos os brasileiros, sem distinção”,
afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos
Gadelha.
Doenças
A hipertensão arterial atinge 23,3% da população
adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo
Vigilância de Risco e Proteção para Doenças
Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel),
2010, que considera o diagnóstico médico referido
pelo entrevistado. Ainda pelo Vigitel, a diabetes atinge 6,3%
da população adulta, sendo maior em mulheres 7%
do quem em homens, 5,4%.
O Saúde Não Tem Preço tem alavancado a
oferta do programa Aqui Tem Farmácia Popular como um todo,
incluindo os 14 produtos ofertados com 90% de desconto, para
o tratamento de asma, incontinência urinária, osteoporose,
rinite, colesterol, doença de Parkinson, glaucoma e os
anticoncepcionais. O número de pessoas atendidas pelo
programa cresceu 192% de janeiro a outubro, saltando de 1,2 milhões
para 3,7 milhões.
Orientações aos usuários
Para obter
os produtos disponíveis no Saúde não
Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento
com foto e receita médica, que é exigida pelo programa
como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando
o uso racional de medicamentos e a promoção da
saúde.
Eventuais
dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas
ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos
credenciados ou pelos usuários do programa – por
meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) como também
pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.
Os medicamentos
gratuitos para hipertensão e diabetes
são identificados pelo princípio ativo, que é a
substância que compõe o medicamento. Os itens disponíveis
são informados pelas unidades do programa, onde os usuários
podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele
que deverá informar, ao usuário, o princípio
ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca,
genérico ou similar) prescrito pelo médico.
PORTAL IG
24,4%
da população tem plano de saúde,
diz ANS
O número de vínculos de beneficiários de
planos de saúde teve um crescimento de 7,6% entre os meses
de junho de 2010 e junho de 2011.
Os dados
são os mais recentes divulgados pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Foram mais
de 3,3 milhões de novos vínculos, que
chegaram a 46.601.052.
A taxa de
cobertura de plano de saúde chegou a 24,4%
da população.
O maior crescimento foi dos planos coletivos, com 9,6%. Os individuais
subiram 4,6%.
Segundo o
Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS),
o ritmo de crescimento do número de vínculos em
planos de saúde está relacionado ao bom desempenho
da economia, que tem propiciado aumento de renda e diminuição
da taxa de desemprego.
PORTAL
DA SAÚDE
Meta
de Papanicolau atinge 71% em faixa prioritária
Balanço do Ministério da Saúde tem foco
nos cânceres de colo do útero e mama. Entram em
consulta pública regras para melhorar qualidade das mamografias
Dados inéditos do Ministério da Saúde revelam
que, somente no primeiro semestre de 2011, foram realizados mais
de 5,6 milhões de exames de citologia, o conhecido exame
de preventivo contra o câncer de colo de útero ou
de Papanicolau. Para o público prioritário, mulheres
entre 25 e 64 anos, desse total, foram realizadas 4,3 milhões
de exames, o que corresponde a 71% da meta – a geral ficou
em 47%, no período. Esse grupo concentra o maior risco
e a maior incidência da doença. Em julho, a faixa
de rastreamento prioritária foi ampliada. Para mamografia,
meta para faixa prioritária atingiu 50%. Nesta sexta-feira
(11), o ministério lançou consulta pública
para melhorar qualidade das mamografias.
O Papanicolau é um exame laboratorial realizado com o
objetivo de prevenir e detectar precocemente o câncer de
colo do útero. Por detectar lesões precursoras,
a sua realização periódica concorre para
o tratamento nesta fase, reduzindo a incidência de casos
novos e, consequentemente, a mortalidade por esse tumor. Em março,
o Ministério da Saúde lançou a rede para
a Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do
Câncer de Colo de Mama e de Útero.
“Os dados mostram que estamos firmes no objetivo de compor
um conjunto de ações para melhorar a saúde
da mulher, em especial a prevenção, o diagnóstico
e o tratamento do câncer de mama e de colo do útero.
Queremos garantir serviços de qualidade no Sistema Único
de Saúde”, disse o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha.
Para as ações de detecção de câncer
de colo do útero, que provoca mais de 18 mil novos casos
por ano, com 4,9 mil óbitos (2010 preliminar), o investimento é de
R$ 93,9 milhões em 2011. O previsto é aplicar R$
382,4 milhões até 2014.
Mamografias
Os dados
do Ministério da Saúde mostram também
que, no primeiro semestre, foram realizados mais de 1,6 milhão
de mamografias de rastreamento, para a detecção
de câncer de mama, o que corresponde a 43% da meta de realizar
3,8 milhões de exames este ano.
Do total
de exames de mama em 2011, mais de 8,8 mil foram realizados
em mulheres
na faixa etária entre 50 a 69 anos, grupo
que concentra a maior número de casos. Isso representa
50% da meta para este grupo. No primeiro semestre de 2010 o percentual
foi de 41%.
O câncer de mama é o que mais mata as mulheres
entre os cânceres que as acometem. De acordo com estimativas
do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério
da Saúde, o Brasil deve registrar 49,2 mil casos novos
em 2011. Em 2010, 12.638 brasileiras perderam a vida vítimas
desta doença.
Neste ano,
o investimento total nas ações de detecção é de
R$ 201,2 milhões. Até 2014, serão R$ 754,9
milhões.
Consulta
A partir
desta sexta (11), o Ministério coloca dois documentos
em consulta pública: Programa Nacional de Qualidade em
Mamografia (PNQM) e os Requisitos de Qualidade dos Exames e dos
Laudos de Mamografia.
O objetivo
da consulta é consolidar um programa nacional
para garantir a qualidade dos exames oferecidos à população
e minimizar o grau de risco associado ao uso dos raios-X na mamografia.
A consulta pública terá duração de
20 dias e está disponível no endereço: http://www.saude.gov.br/consultapublica.
A consulta
integra uma proposta para melhorar o atendimento aos pacientes
que
procuram o SUS, por intermédio de ações
que reformulam o atendimento, com a adoção de melhores
estratégias de diagnóstico e tratamento, capacitação
e qualificação de profissionais, entre outras.
De acordo
o secretário Nacional de Atenção à Saúde,
Helvécio Magalhães, o Programa Nacional de Qualidade
em Mamografia - que inclui o Programa de Garantia da Qualidade,
da ANVISA, e a qualidade da imagem e do laudo mamográficos
- também se constituirá em um instrumento para
monitoramento da situação dos mamógrafos
existentes na rede de atenção à saúde. “Precisamos
garantir e melhorar o acesso aos exames. Para isso, é necessário
garantir a qualidade do serviço, desde o momento que o
paciente é diagnosticado ao tratamento integral oferecido
no Sistema Único de Saúde (SUS). Não tínhamos
um programa de qualidade, e o Programa vem justamente atender
essa deficiência”, garante.
Investimento
O Ministério da Saúde lançou, em março
deste ano, o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico
e Tratamento do Câncer do Colo do Útero e de Mama,
que terá investimentos de R$ 4,5 bilhões, até 2014.
O objetivo é reduzir a mortalidade pelos dois tipos de
cânceres mais comuns entre as mulheres.
Para tanto,
o Ministério vai concentrar esforços
nas ações de ampliação, qualificação,
prevenção, detecção, tratamento e
acompanhamento dos casos de cânceres de mama e colo do útero.
Do total
até 2014, R$ 576 milhões serão
aplicados na implantação de 32 serviços
de radioterapia em centros de oncologia, na atualização
tecnológica de 48 serviços de radioterapia já existentes.
Também está prevista a implantação
de 50 novos centros especializados em diagnóstico e tratamento
do câncer de mama e de 20, do câncer do colo do útero,
nos próximos três anos, respectivamente no valor
de R$ 50 milhões e R$ 2 milhões de investimento.
Para obter
recursos, estados, municípios e instituições
públicas ou filantrópicas devem apresentar propostas
ao MS, nos sistemas informatizados de convênios (SICONV,
SISPAG ou GESCON).
AGÊNCIA SAÚDE
Ministro
Padilha implementa ação na Santa Casa
de SP
Estratégia S.O.S Emergências vai qualificar o setor
de urgência e emergência. Pacientes do SUS serão
beneficiados com melhores condições de assistência.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, esteve, hoje
(11), em São Paulo onde deu continuidade às ações
de implantação do S.O.S Emergências, estratégia
do governo federal - executada em parceria com estados e municípios
- que vai qualificar a gestão e o atendimento nas emergências
de grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de
Saúde (SUS). Ele visitou o hospital Santa Casa de Misericórdia
de São Paulo. Participaram também da solenidade
representantes do governo estadual e municipal, além dos
representantes da Santa Casa.
“Com o S.O.S Emergências, vamos melhorar a qualidade
do atendimento de urgência e emergência, oferecendo
atendimento mais humano, no setor onde a saúde pública
tem seus maiores problemas”, afirmou o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha. Nos próximos dias, o ministro visitará o
hospital Santa Marcelina, também localizado em São
Paulo, e que faz parte da estratégia.
Na ocasião, foi implantado o Núcleo de Acesso
e Qualidade Hospitalar (NAQH), que será responsável
pelo diagnóstico das principais dificuldades relacionadas à porta
de entrada de emergência, apontando as medidas a serem
adotadas. Cada núcleo é formado por representantes
do Ministério, das secretarias estadual e municipal de
Saúde e do hospital.
Representantes
do hospital mencionaram a necessidade de 200 novos leitos destinados
a receber pacientes oriundos do pronto-socorro.
Segundo eles, esta medida ajudará a desafogar o setor.
O projeto, formulado pelo hospital, será analisado pelo
NAQH, assim como outras necessidades da instituição.
Investimentos
Para viabilizar
a ampliação e qualificação
de leitos, o ministro Padilha anunciou a duplicação
dos repasses por dia de internação, que passarão
de R$ 145 para R$ 300. O S.O.S Emergências prevê ainda
o repasse mensal de R$ 300 mil para ser empregado na melhoria
das condições de atendimento do pronto socorro,
e outras R$ 200 mil que serão destinados à organização
do fluxo de pacientes, o que inclui, por exemplo, iniciativas
como a informatização das informações
relacionadas aos pacientes transferidos de uma unidade de saúde
para outra.
A parceria
entre a direção da Santa Casa, a Secretaria
Municipal de Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde
prevê ainda implementar o “Melhor em Casa”,
outro programa lançado este semana pelo governo federal,
e que viabilizará o atendimento domiciliar a pacientes
que hoje estão internados. Este programa prevê visitas
periódicas aos pacientes de equipes multiprofissionais
de saúde. “É uma maneira importante de humanizar
o tratamento”, frisou o ministro.
Ações
A previsão é que o NAQH conclua, em 30 dias, o
diagnóstico em relação à quantidade
de leitos, capacidade de ampliação da rede de atendimento
domiciliar do município, que passará a receber
recursos federais. Após a solenidade de assinatura do
acordo, o ministro Alexandre Padilha visitou as instalações
do pronto-socorro central da Santa Casa – que atualmente
atende cerca de mil pacientes ao dia. Até o mês
de dezembro, o ministro Padilha visitará mais 8 hospitais
de grande porte que fazem parte do S.O.S Emergências.
Rede
O S.O.S Emergências foi lançado pela presidenta
da República, Dilma Rousseff e o ministro Alexandre Padilha,
em Brasília, na última terça-feira. A iniciativa
integra a Rede Saúde Toda Hora, que engloba o SAMU 192,
UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços
da Atenção Básica e Melhor em Casa.
PORTAL
DA SAÚDE
Educar
para prevenir é o
tema da campanha mundial
Na
segunda-feira (14), é lembrado o Dia Mundial do Diabetes.
Ministério da Saúde vem reforçando ações
de prevenção e cuidados aos pacientes
Na segunda-feira
(14), é lembrado o Dia Mundial do Diabetes.
Prevenção e Educação são os
focos da campanha mundial, que segue até 2013, definida
pela Federação Internacional de Diabetes (IDF)
- entidade vinculada à Organização Mundial
da Saúde (OMS). Desde o último dia 7 de novembro,
estão acontecendo atividades por todo país para
reforçar a data e informar a população sobre
importância da prevenção.
Segundo a
OMS e a IDF, o Brasil passará da 8ª posição
do ranking mundial de portadores do diabetes para a 6ª posição
em 2030.A pesquisa Vigitel, inquérito por telefone do
Ministério da Saúde, publicada neste ano, verificou
6,3% da população igual ou maior de 18 anos possui
diabetes. Isso representa cerca de 8,3 milhões de pessoas.
A pasta estima que outras 3 milhões de pessoas desconhecem
serem portadores da diabetes.
Nas próximas duas décadas, os novos casos de diabetes
vão crescer 54% no mundo, segundo estimativa da Organização
Mundial da Saúde (OMS). Em 2030, haverá 438 milhões
de diabéticos no planeta. Nas Américas Central
e do Sul, o crescimento será ainda mais acentuado (65%).
Isso significa que quase 30 milhões de pessoas terão
a doença em nosso continente.
O Ministério da Saúde atento a essa epidemia mundial,
vem enfatizando as ações integradas para prevenção
e o cuidado das pessoas com diabetes e hipertensão arterial.
O balanço divulgado nesta sexta-feira (11), aponta que
o total de diabéticos e hipertensos beneficiados pela
ação Saúde Não Tem Preço chegou
a quase 3 milhões, número quatro vezes maior do
que em janeiro, quando 843 mil diabéticos e hipertensos
foram atendidos. A Região Norte apresentou maior crescimento
do País no número de beneficiados: 763% de janeiro
a outubro.
Ainda, foi
lançado, no último mês de agosto,
o Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças
Crônicas Não Transmissíveis/2011-2022, que
define ações e recursos para o enfrentamento dessas
enfermidades nos próximos dez anos. Além disso,
o governo federal está implementando em todo o país
as Academias de Saúde, para promover práticas de
uma vida saudável. A pasta também está incentivando
a prevenção e na orientação da população
por meio da Atenção Básica, com o “Programa
Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção
Básica” (PMAQ), que estabelece metas para que assistência
para as equipes de saúde.
A mais recentemente
a estratégia é o Melhor em
Casa, que tem como objetivo de levar, no Sistema Único
de Saúde (SUS), atendimento domiciliar aos brasileiros. “Essa
estratégia vem atender, dentre outros, os pacientes crônicos
com uma assistência multiprofissional gratuita em seus
lares. São pessoas que possuem o chamado Pé Diabético,
por exemplo, que agora serão atendidas em casa, no seio
de sua família”, afirma o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha.
Campanha
2011 é o terceiro ano da campanha “Diabetes: Educar
Para Prevenir”, escolhida para o período 2009-2013.
No mundo, estima-se que existem atuamente 300 milhões
de pacientes. Com a primeira Reunião Geral das Nações
Unidas que abordou as Doenças Silenciosas, em setembro,
o Dia Mundial do Diabetes foi fortalecido nessa agenda internacional
de combate às doenças Crônicas Não
Transmissíveis. Em dezembro, ocorre em Dubai (Emirados Árabes,
o Diabetes World Congress.
AGÊNCIA SAÚDE
Telessaúde brasileiro é referência
em atendimento
Ministério da Saúde participa de evento internacional
no México e sedia, no Rio de Janeiro, o lançamento
do “Global eHealth Ambassadord Programme”
A experiência do Sistema Único de Saúde
em atendimento por meio de tecnologias de comunicação à distância,
com o programa Telessaúde, foi destaque no lançamento
do plano GeHAP (Global eHealth Ambassadord Programme). O evento,
que ocorreu no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, foi realizado
pela Coordenação Nacional do Programa Telessaúde
Brasil Redes da Secretaria de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde e do Núcleo de
Telessaúde Técnico Científico da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e contou com a presença
do Diretor Executivo da Sociedade Internacional para Telemedicina
e Esaúde (International Society for Telemedicine and eHealth
- ISfTeH), Yunkap Kwankan.
A iniciativa
integra um conjunto de medidas que atendem às
diretrizes da resolução da Organização
Mundial da Saúde (OMS) e da Organização
Panamericana da Saúde (OPAS) para o desenvolvimento da
e-Saúde e o uso das tecnologias de informação
e comunicação aplicadas à saúde,
com o objetivo de promover maior equidade, com foco nos países
menos favorecidos, no acesso aos serviços e ações
de saúde.
O Brasil
foi escolhido para sediar a reunião de lançamento
do programa pelo reconhecimento internacional e das principais
autoridades na área, com relação à importância
da experiência brasileira nesta área.
A diretora
do Telessaúde brasileiro, Ana Estela Haddad,
declarou que o programa dialoga com as prioridades do governo
da Presidente Dilma, que inclui a saúde na agenda central
no compromisso de erradicação da miséria.
Dentro das
iniciativas de E-saúde, foi dado destaque à implementação
do Cartão Nacional de Saúde, ao Centro de Informação
Estratégica de Vigilância em Saúde (Cievs)
e à integração do Telessaúde Brasil
Redes com a Universidade Aberta do SUS (UNA SUS) e com a Rede
Universitária de Telemedicina (RUTE),vinculada à Rede
Nacional de Ensino e Pesquisa do Ministério da Ciência
e Tecnologia.
“A cada duas teleconsultorias oferecidas aos médicos
e profissionais de saúde que atuam no SUS, evita-se a
remoção de um paciente para atendimento em outro
serviço”, destaca Ana Estela. Para ela, além
de garantir maior resolutividade na atenção, a
consulta à distância gera também a redução
de custos.
Estudo realizado
no âmbito do programa demonstrou que
a teleconsultoria que evita a remoção do paciente
custa para o SUS oito vezes menos do que a consulta que demanda
remoção para atendimento em outro serviço.
O GeHAPconta
como apoio da OMS, da Gulbenkian Foundation e da Microsoft,
que
estiveram representados no evento. A OMS foi representada
pela Dra. Regina Ungerer, Coordenadora da Rede ePORTUGUÊSe,
que falou sobre a importância de se trabalhar em rede e
criar oportunidades de promover maior equidade por meio do uso
das TICs.
O Prof. Ricky
Richardson, Diretor do GeHAPdestacou a importância
e o papel a ser desempenhado pelos Embaixadores, destacando a
missão de acelerar a apropriação dos métodos,
processos e soluções em e-Saude e telessaúde
para fortalecer os sistemas de saúde em todo o mundo.
Experiências
bem sucedidas
O Brasil
apresentou, no início desta semana, no Fórum
de Políticas Públicas Global, em Guadalajara, no
México, sua experiência na incorporação
de Tecnologia da Informação (TI) no Sistema Único
de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde foi
convidado pela Aliança Mundial de Serviços e Tecnologia
da Informação (WITSA) para falar a um público
de 400 executivos de TI, representantes governamentais e formuladores
de políticas públicas de mais de 40 países
do mundo.
Entre as
experiências brasileiras apresentadas está o
Telessaúde, ferramenta de TI que oferece teleassistência
e teleducação aos profissionais que atendem na
Atenção Primária de 974 municípios
em 11 estados. Especialistas orientam a distância os profissionais
de saúde que estão em contato direto com o paciente,
conforme as situações do dia-a-dia.
Entre os
beneficiados está a população
indígena na região da Amazônia, onde os profissionais
de saúde chegam por meio de unidades de saúde fluviais.
Pesquisa mostrou que 67% dos profissionais do SUS consideram
que o Telessaúde Brasil rompe com a sensação
de isolamento dos médicos e colabora com a decisão
de permanecer em locais remotos.
Telessaúde
Brasil Redes
O programa
Telessaúde Brasil Redes, em articulação
com a Universidade Aberta do SUS (UNA SUS) do Ministério
da Saúde, disponibiliza educação e supervisão
continuada, à distância e semipresencial aos profissionais
do Sistema Único de Saúde (SUS).
O programa
permite que profissionais de saúde troquem
informações sem sair dos postos de atendimento,
por meio de videoconferências e internet. A ferramenta,
que integra regiões mais distantes aos grandes centros
de pesquisa e referência, permite ações como
uma segunda opinião para os médicos e demais profissionais
de saúde. Isso evita deslocamentos desnecessários
do paciente, qualifica o diagnóstico e permite a educação
permanente dos profissionais de saúde.
O governo
federal está ampliando as ações
do projeto Telessaúde Brasil Redes para todo o país.
O Ministério da Saúde investirá nos próximos
12 meses R$ 70 milhões para a expansão do serviço,
que hoje está presente em 12 estados.
AGENDA
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html