16-11-11

 

Leia nesta edição:

- Aparelho consegue medir níveis de glicose em lágrima

- Prefeitura de Salvador lança Programa Saúde na Copa

- Mortalidade infantil cai 85% em 30 anos, segundo IBGE

- Técnica pioneira cura bebê com falência do fígado

- Grávida com câncer usa 'escudo' contra radiação para garantir saúde do feto

- Mais 100 novos equipamentos serão utilizados no combate ao mosquito da dengue

- Anvisa proíbe alimentos e bebidas à base de Aloe vera

- Qualicorp reverte prejuízo e lucra R$ 12 milhões no trimestre

- Dilma: programas de saúde vão tentar reduzir superlotação em prontos-socorros e falta de leitos

- Suprema Corte avaliará recursos contra reforma de saúde de Obama

- Amil lança aplicativo para iPhone

- É preciso levar o diagnóstico precoce do HIV aos jovens, diz ministro Padilha à revista Veja

- Paraná: Programa Transplante Fila Zero recebe pacientes de outros estados que aguardam córneas

- Diabetes causa uma morte a cada dez segundos em todo o mundo, alerta federação

- Transplante multivisceral pode reduzir mortes

- Ministro da Saúde inaugura obras e anuncia investimentos em Uberaba

- Rocinha tem mesmo modelo de Hospital de Campanha usado no Haiti

- Ministro inaugura UPA em Guarujá (SP)

- Acesso a medicamentos gratuitos triplica

- 24,4% da população tem plano de saúde, diz ANS

- Meta de Papanicolau atinge 71% em faixa prioritária

- Ministro Padilha implementa ação na Santa Casa de SP

- Educar para prevenir é o tema da campanha mundial

- Telessaúde brasileiro é referência em atendimento

Quarta-feira, 16.11.11

FOLHA DE S. PAULO

Aparelho consegue medir níveis de glicose em lágrima

Reinaldo José Lopes

Um estudo da Universidade de Michigan, nos EUA, deu um passo importante para livrar diabéticos do ritual incômodo de picar o dedo várias vezes por dia para medir os níveis de glicose no sangue. A alternativa: lágrimas.

Ocorre que, segundo a equipe liderada por Mark Meyerhoff, o fluido das lágrimas --que não aparece apenas quando as pessoas choram, mas está presente com frequência como lubrificante dos olhos-- também reflete o conteúdo de glicose do organismo, podendo ser examinado de forma confiável.

Em artigo na revista científica "Analytical Chemistry", Meyerhoff e companhia descrevem a criação de um sistema relativamente simples, envolvendo componentes comuns na indústria eletrônica, para medir os níveis de glicose nas lágrimas.

Os testes foram feitos com coelhos, revelando que o sensor dos pesquisadores é capaz de detectar os níveis da molécula de açúcar em amostras de apenas 5 microlitros de fluido lacrimal.

É um volume, de fato, muito pequeno, pouco mais de um milionésimo do encontrado numa garrafa d'água de 1 litro, por exemplo.

Sensibilidade

Esse era justamente um dos problemas para colocar em prática a medição alternativa de glicose: como aumentar a sensibilidade. Fala-se em substituir sangue por lágrimas desde os anos 1950.

A questão é que, quando os cientistas foram comparar o metabolismo do sangue com o das lágrimas, viram que a presença de glicose nessas últimas era muito menor --entre 1/30 e 1/50 da quantidade encontrada na corrente sanguínea.

Também não estava claro se a correlação entre açúcar no sangue e no fluido lacrimal era confiável. Se as flutuações fossem grandes demais, com níveis altos nas lágrimas não necessariamente associados a níveis elevados no sangue, um teste desse tipo seria inútil.

Os pesquisadores de Michigan levaram em conta todas essas dúvidas no teste com 12 coelhos --todos devidamente anestesiados e imobilizados, porque era preciso comparar os exames de sangue com os de lágrimas.

As amostras lacrimais eram recolhidas num tubinho de apenas 0,84 milímetro de diâmetro. O sensor desenvolvido pelos cientistas é mergulhado dentro do fluido.

Para detectar com precisão a quantidade de glicose na amostra, o sensor usa uma enzima (proteína que acelera reações químicas) que degrada o açúcar. A sobra da reação gera um sinal elétrico cuja intensidade diz quanta glicose está presente ali.

Graças a outros componentes do sensor que o ajudam a "ignorar" a presença de outras moléculas das lágrimas, que poderiam ser confundidas com a glicose, o sistema tem bom grau de precisão.

Os dados obtidos com os coelhos também mostraram que há uma correlação forte entre níveis de glicose no sangue e nas lágrimas.

O que acontece é que a correlação muda um pouco de indivíduo para indivíduo. Por isso, talvez seja necessária uma calibragem fazendo um exame inicial de sangue antes de partir para testes com o fluido das lágrimas.

A equipe, agora, pretende melhorar ainda mais a sensibilidade do teste para poder empregá-lo em pessoas.

SITE GENTE & MERCADOS

Prefeitura de Salvador lança Programa Saúde na Copa

Qualificar os profissionais de hotelaria, bares e restaurantes de Salvador em primeiros socorros. Este é o objetivo da primeira etapa do Programa Saúde na Copa, que será realizada hoje, 16, a partir das 14h, no Portobello Ondina Praia Hotel.

Idealizado pelo Escritório Municipal da Copa do Mundo da Fifa | Salvador cidade-sede (Ecopa) e pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o Programa Saúde na Copa visa contribuir com a preparação da cidade para o Mundial de futebol, considerando os eixos temáticos analisados pela Câmara Nacional de Saúde para a Copa 2014: Urgência e Emergência, Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e Prevenção de Riscos e Gerenciamento de Crises.

Até 2014, a meta é instruir 2.800 profissionais de hoteis, bares e restaurantes para que, em caso de urgência, eles possam ajudar torcedores locais e visitantes, realizando procedimentos iniciais. Ainda no eixo Urgência e Emergência, pretende-se alcançar na segunda etapa, prevista para ser iniciada a partir de 2012, outros 2.800 profissionais, sendo motoristas de táxis e ônibus que transitam por toda cidade.

O lançamento do Programa será composto por Gestores e Lideranças das unidades parceiras da Associação Brasileira da Indústria de Hoteis (ABIH – BA) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que receberão qualificação em parada cardíaca e instruções sobre afogamento e engasgo.

FOLHA DE S. PAULO

Mortalidade infantil cai 85% em 30 anos, segundo IBGE

Apenas 3,4% de todas as mortes no país em 2010 ocorreram antes do primeiro ano de vida, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira.

De acordo com estatísticas do Registro Civil, o índice era de 23,3% em 1980, o que configura um declínio de 85,4% nas mortes antes do primeiro ano.

A menor proporção foi encontrada no Rio Grande do Sul (2,1%), seguido pelo Rio de Janeiro (2,3%), Minas Gerais (2,7%), São Paulo (2,7%) e Santa Catarina (2,8%).

Na outro extremo, os Estados do Amazonas (8,5%), Amapá (7,9%), Maranhão (7,1%) e Acre (7,0%), concentram as taxas mais altas de mortalidade infantil.

Todos os Estados das regiões Sudeste e Sul estão abaixo da média nacional, além de Paraíba (3,2%), Rio Grande do Norte (3,3%), Pernambuco (3,3%) e Goiás (3,4%).

Campo

O Censo apurou que os padrões de mortalidade das áreas urbana e rural são próximos, mas que há diferenças significativas entre os mais novos.

Enquanto na área urbana o grupo de menores de um ano concentra 3,1% do total de óbitos, na área rural o percentual é de 5,4%.

A disparidade maior ocorre na faixa de 1 a 4 anos, em que o percentual da área rural (1,6%) é mais do que o dobro do da área urbana (0,7%).

Em alguns Estados, a mortalidade de crianças menores de um ano na área rural passam de 10% do total de óbitos, como no Amazonas (16%), Amapá (15%), Acre (12,6%), Pará (11,1%) e Maranhão (10,2%).

Censo

Participaram do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram os mais de 5.500 municípios brasileiros. Ao todo, foram entrevistados representantes de 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro --outras 899 mil residências foram consideradas fechadas.

Os primeiros dados da pesquisa, que identificou uma população de 190 milhões de pessoas, foram revelados em abril deste ano. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou dados consolidados e novos recortes nas estatísticas.

BBC BRASIL

Técnica pioneira cura bebê com falência do fígado

Uma técnica pioneira conseguiu curar um menino britânico de oito meses cuja vida corria perigo por conta de uma grave doença que estava destruindo seu fígado.

Os médicos implantaram células de doadores que atuaram como um fígado temporário, permitindo que o órgão se recuperasse.

Segundo os responsáveis pelo tratamento, do King's College Hospital, em Londres, essa foi a primeira vez que a técnica foi usada no mundo.

Iyaad Syed parece hoje um menino saudável, mas seis meses atrás ele estava próximo da morte. Um vírus havia atacado seu fígado, que começou a entrar em falência.

Em vez de colocar o menino na lista de espera por um transplante, os médicos injetaram as células de um doador em seu abdome.

Essas células processaram as toxinas e produziram proteínas vitais, atuando como um fígado temporário.

As células foram cobertas com uma substância química encontrada em algas para evitar que elas fossem atacadas pelo sistema imunológico do menino.

Após duas semanas, seu fígado começou a se recuperar.

Um dos principais benefícios do transplante é que Iyaad não precisará tomar remédios contra a rejeição do novo órgão, conhecidos como imunossupressores.

"Faz apenas alguns meses que eu atendi pela primeira vez o menino. Ele estava tão doente que precisava de diálise e respirava por aparelhos", conta o médico Anil Dhawan, especialista em fígado no King's College Hospital.

"Vê-lo assim depois de seis meses com uma função quase normal do fígado é impressionante", diz.

Para o pai de Iyaad, Jahangeer, seu filho é "um menino milagroso". "Após 48 horas depois de receber o tratamento, ele começou a melhorar, e a esperança voltou. Estamos muito orgulhosos dele", disse.

A questão agora é se a técnica poderia ser usada para ajudar outros pacientes com falência aguda do fígado.

A equipe do King's College Hospital sugere cautela, já que testes clínicos adicionais e em larga escala são necessários para comprovar a eficácia da técnica.

SITE ISAÚDE.NET

Grávida com câncer usa 'escudo' contra radiação para garantir saúde do feto

Técnica que impede que radioterapia chegue até a barriga foi aplicada com sucesso em britânica de 30 anos com câncer de boca

Uma mulher britânica com câncer deu à luz a um bebê saudável após utilizar uma técnica inovadora que minimiza a exposição do feto à radioterapia.

O procedimento, realizado por médicos do Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire, no Reino Unido, consiste na aplicação de um ' escudo' de chumbo especialmente projetado e construído para impedir que a radiação chegue até a barriga.

Sarah Best, de 30 anos, estava grávida de quatro meses quando descobriu que tinha um tumor maligno na boca. Na época, não se sabia como ela e o bebê iriam reagir, já que apenas sete mulheres grávidas no mundo haviam passado pelo mesmo tipo de tratamento.

Sarah passou por um procedimento cirúrgico raro que removeu parte de sua língua, mas o câncer já havia se espalhado por seus nódulos linfáticos.

A equipe liderada pela oncologista Lydia Fresco desenvolveu um escudo de 1,5 tonelada com 5 cm de espessura que protegeu a barriga da paciente durante os 32 dias de radioterapia. Ela também passou por seis semanas de quimioterapia.

Sarah entrou em trabalho de parto cinco semanas antes do esperado, no último dia de tratamento. O bebê, Jake, nasceu saudável, com 1,8 kg, de parto normal, no dia 28 de abril.

Segundo o cirurgião Gary Walton, este tipo de tratamento é complexo, na melhor das hipóteses, e muito raramente feito em mulheres grávidas, por isso eles trabalharam o tempo todo muito perto da equipe de obstetrícia. "Fico feliz que Sarah tenha respondido tão bem ao tratamento, especialmente agora que ela também deve cuidar de Jake", observa Walton.

Após alguns meses acompanhando o estado de saúde da mãe e do bebê, o hospital decidiu divulgar a história da família nesta terça-feira, por conta da semana da conscientização do câncer de boca. A paciente está agora em remissão do câncer.

A equipe afirmou que vai continuar monitorando Sarah e Jake de perto pelos próximos cinco anos, mas ressaltam que as indicações iniciais são extremamente positivas.

Terça-feira, 15.11.11

PORTAL DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ

Mais 100 novos equipamentos serão utilizados no combate ao mosquito da dengue

"Os municípios estão mais preparados e com melhores condições para desenvolver as ações de prevenção e controle da dengue. Além de recursos novos, um total de R$5,1 milhões que o Ministério da Saúde vai liberar para 51 municípios cearenses, o Governo do Estado investiu R$ 300 mil na aquisição de 100 máquinas para aplicação de inseticida contra o Aedes aegypti", afirmou o secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos. As máquinas costais, conhecidas com esse nome porque os trabalhadores carregam elas nas costas para ter acesso a locais onde os carros fumacê não circulam, já estão na Sesa e serão liberadas para as Coordenadorias Regionais de Saúde, atendendo as necessidades de todos os municípios cearenses. Em relação aos recursos financeiros, o Ministério da Saúde só libera os R$5, 1 milhões a partir do envio do plano de contingência pelos 51 municípios considerados prioritários no controle da dengue.

O prazo para encaminhamento dos planos de contingência ao Ministério da Saúde termina dia 25 deste mês. Para contribuir com os municípios na elaboração dos planos, no encontro com os gestores de saúde, a Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa destacou o que deve constar nos planos municipais de contingência contra a dengue para 2012: ações de controle do mosquito, mobilização social, vigilância epidemiológica e entomológica e assistência aos pacientes. Na assistência aos pacientes, deve constar nos planos de contingência o número de Unidades Básicas de Saúde (postos de saúde) com profissionais treinados em dengue com classificação de risco dos pacientes. A meta é reduzir o número de óbitos, mesmo com o aumento da gravidade dos casos devido a incidência simultânea de pelo menos três tipos de vírus da doença.

No combate ao Aedes aegypti os municípios devem garantir a manutenção de número adequado de agentes de controle de endemias, de acordo com o parâmetro de 1 agente para cada mil imóveis nas atividades de visitas domiciliares, realização de 80% das visitas domiciliares em pelo menos quatro ciclos bimestrais de trabalho e de pelo menos três Levantamentos Rápidos de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), em janeiro, março e outubro. O gestor local, na vigilância e assistência, ainda, deve notificar os casos suspeitos de dengue grave e os óbitos, além de ter uma rede de atenção primária com capacidade para atender casos na sua área de abrangência. No Ceará, a Secretaria da Saúde do Estado e o Conselho de Secretarias Estaduais de Saúde (Cosems) acordaram a realização de reunião extraordinária da CIB no dia 18 de novembro para apreciação dos planos de contingência elaborados pelos municípios.

Segunda-feira, 14.11.11

AGÊNCIA BRASIL

Anvisa proíbe alimentos e bebidas à base de Aloe vera

Amanda Cieglinski, de Brasília

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, fabricação e importação de alimentos e bebidas à base de Aloe vera. De acordo com o órgão, não há comprovação da segurança do uso do componente e nem registro para esse fim. A restrição foi publicada hoje (14) no Diário Oficial da União.

A Aloe vera é uma planta conhecida popularmente como babosa. É usada principalmente em produtos para o cabelo, mas recentemente também era encontrada em bebidas e alimentos, inclusive com função de emagrecimento. Por se encaixar na categoria de “novos alimentos”, a planta precisa se submeter ao registro da Anvisa para poder ser comercializada com esse fim.

De acordo com a resolução, o uso da Aloe vera é regulamentado apenas como aditivo na função de aromatizantes de alimentos e bebidas, o que continua sendo permitido.

VALOR ONLINE

Qualicorp reverte prejuízo e lucra R$ 12 milhões no trimestre Empresa que vende e administra planos de saúde coletivos teve aumento de 42,8% na receita líquida

A Qualicorp, empresa que vende e administra planos de saúde coletivos, fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 12,19 milhões. No mesmo período do ano passado, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 976 mil. A receita líquida da companhia, que tem como acionista majoritário o fundo de private equity Carlyle, cresceu 42,8%, na mesma base de comparação, para R$ 180,56 milhões. O resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 70%, para R$ 59,91 milhões. Em um ano, a margem Ebitda passou de 27,9% para 33,2%.

Em seu segundo resultado como companhia de capital aberto, a Qualicorp também apresentou o Ebitda ajustado, que inclui despesas não recorrentes, despesas sem efeito de caixa e realocação de receita financeira. Nesse caso, o crescimento foi de 47,2%, para R$ 71,57 milhões. Com relação ao segundo trimestre, houve um acréscimo líquido de 307 mil beneficiários, para fechar setembro com 3,68 milhões de clientes.

AGÊNCIA BRASIL

Dilma: programas de saúde vão tentar reduzir superlotação em prontos-socorros e falta de leitos

Yara Aquino, de Brasília

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (14) que os programas SOS Emergência e Saúde em Casa terão como meta enfrentar dois dos principais problemas da saúde pública: a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais.

“Estamos, com eles, dando mais um passo para melhorar a qualidade da saúde pública e aumentar a eficiência do atendimento no Sistema Único de Saúde”, disse durante entrevista no programa semanal Café com a Presidenta, ao abordar as iniciativas lançadas no último dia 8.

O Melhor em Casa tem o objetivo de ampliar o atendimento domiciliar do SUS. A finalidade é que, até 2014, o programa tenha mil equipes de atenção domiciliar e 400 de apoio atuando em todo o país. O Ministério da Saúde vai investir R$ 1 bilhão para custear esse atendimento.

“Decidimos oferecer o tratamento domiciliar para humanizar o serviço público de saúde. Vamos atender, em suas próprias casas, os doentes crônicos, os pacientes que estão em recuperação de cirurgias e as pessoas em processo de reabilitação motora”, explicou Dilma.

O SOS Emergência começa com a participação de 11 hospitais, e a finalidade é melhorar a gestão e qualificar o atendimento nos prontos-socorros. Até 2014, a ação deve chegar às 40 maiores unidades do país. Dilma informou que haverá parceria com hospitais privados de excelência para o treinamento das equipes e a otimização da gestão das unidades selecionadas para integrar o SOS Emergência.

A presidenta destacou o desafio do SUS de garantir atendimento público gratuito. “É uma tarefa enorme, mas vamos enfrentar esse desafio porque os brasileiros e as brasileiras merecem uma saúde de qualidade.”

PORTAL VEJA

Suprema Corte avaliará recursos contra reforma de saúde de Obama

Tribunal decidirá se programa extrapolou o poder do governo

A Suprema Corte dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que avaliará os recursos contra a reforma de saúde proposta pelo presidente Barack Obama. Opositores da reforma haviam pedido que a Corte se pronunciasse.

De acordo com a decisão tomada hoje, a Justiça deve decidir a respeito de três questões sobre o plano: se o programa extrapolou o poder do governo ao exigir que praticamente todo americano tenha um seguro de saúde até 2014 (e, se não o adquirir, passará a pagar uma multa); se a lei deve entrar em vigor; ou se o julgamento do tribunal ainda é prematuro.

A última questão levará o tribunal a decidir se a penalidade para aqueles que não pagarem o seguro de saúde pode ser igualada a um imposto. Se sim, qualquer decisão sobre a constitucionalidade da lei deverá se dar após a taxa ser determinada.

Oposição

A oposição afirma que a lei dá muito poder ao governo. Desde que o presidente propôs a regra, surgiram mais de 25 processos contra o plano. Mais da metade dos estados americanos apresentaram objeções ao plano, muitos deles denunciado a inconstitucionalidade da reforma.

A imprensa americana considera que esta será a maior decisão da Suprema Corte em 11 anos e que deverá pesará sobre a eleição presidencial de 2012. Contudo, a Corte não informou quando ouvirá os argumentos contra o plano. Especula-se que isso acontecerá em março.

SITE SAÚDE WEB

Amil lança aplicativo para iPhone

Aplicativo contempla todas as linhas de produtos da Amil, incluindo a Linha Dental

A Amil Assistência Médica Internacional lançou para os seus clientes um aplicativo para iPhone. Com download gratuito na AppleStore, o aplicativo reúne os dados do beneficiário. Além de outras informações, a exemplo da carteirinha virtual, que substitui o cartão impresso e pode ser utilizada em hospitais e laboratórios.

Segundo Cristiane Prado, diretora de Atendimento da Amil, este aplicativo é mais um canal de interação entre empresa e cliente. Ela diz que a operadora tem o objetivo de disponibilizar aos clientes mais facilidade e comodidade para que tenham acesso as informações de seu plano de saúde.

O aplicativo contempla todas as linhas de produtos da Amil, incluindo a Linha Dental. O cliente tem acesso a toda rede credenciada, podendo visualizar no mapa a localização de sua consulta ou exame.

Além disso, a operadora também disponibilizou consulta de status de reembolso, visualização de boletos em aberto, lista de telefones da operadora, acesso direto ao Amil Resgate Saúde e podcast com vídeos e dicas sobre saúde e qualidade de vida. A opção de agendamento de consultas on-line está disponível somente para iPad.

Segundo o diretor de Ti da Amil, o recurso possui uma interface simples e intuitiva, onde o beneficiário tem acesso a muitas informações. E completa ao dizer que essa mobilidade tem o intuito de aprimorar a agilizar o diálogo do usuário com a operadora.

AGÊNCIA AIDS

É preciso levar o diagnóstico precoce do HIV aos jovens, diz ministro Padilha à revista Veja

Em entrevista à revista semanal Veja, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse também que a aids não está sob controle. Padilha falou, ainda, que o crack tornou-se uma epidemia e que a criação de um novo imposto para a saúde nunca foi debatida no governo. Leia a seguir a entrevista na íntegra.

O crack virou epidemia

O ministro da Saúde admite que a droga avançou mais rápido do que as ações de combate travadas contra ela e se diz favorável a internação compulsória de viciados Caçula da Esplanada dos Ministérios, Alexandre Padilha, de 40 anos, assumiu o cargo em janeiro em meio a uma intensa discussão sobre a necessidade da criação de um novo imposto para financiar a saúde brasileira. Dez meses depois, ele tem um diagnóstico claro sobre o assunto. Para o ministro, é melhor arregaçar as mangas e fazer mais e melhor com o dinheiro disponível do que reclamar da falta de verbas.

Para fazer o dinheiro render. Padilha incentivou a meritocracia - o ministério repassa mais dinheiro aos hospitais que atendem melhor. Ele não vê fundamento na tese corrente de que o governo pretende recriar a CPMF. Padilha falou sobre a ruína provocada pelo crack e criticou quem acha que o ex-presidente Lula, diagnosticado com câncer na laringe deve se tratar pelo SUS. O ex-presidente Lula iniciou um tratamento contra um câncer de laringe em um hospital privado. Uma campanha na internet pede que ele se trate na rede pública, para "sentir na pele" o legado que deixou para a saúde brasileira.

O SUS é tão ruim assim?

Há duas questões importantes nessa discussão. Primeiro, alguém que paga por trinta anos um plano de saúde, como Lula pagou, precisa ter o tratamento custeado por esse plano. Essa é a regra. Não podemos achar natural que alguém que paga plano de saúde tenha de recorrer ao sistema público para se tratar. Se isso acontecer, o plano deverá reembolsar o governo. Não só no caso de câncer, mas todo gasto do SUS com pacientes que têm plano de saúde deve ser devolvido à União. A outra questão é que o SUS está sim, preparado para tratar de câncer. Os medicamentos que o ex-presidente está recebendo no Hospital Sírio-Libanês são os mesmos fornecido pelo SUS. Neste ano, aumentamos em 22% o orçamento para o câncer. Nos últimos oito anos, dobrou o número de procedimentos de quimioterapia na rede pública. É lógico que temos muito a melhorar. Mas essas críticas não tem sentido. Muita gente que condena Lula por não se tratar no SUS também iria criticá-lo se ele fosse para um hospital público ocupar a vaga de uma pessoa sem plano.

Pesquisas mostram que o brasileiro considera a saúde o pior serviço prestado pelo governo. O que esta sendo feito para mudar essa percepção?

Nosso maior desafio é melhorar o atendimento a população. O SUS precisa ter obsessão pela qualidade. O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que resolveu ter um sistema nacional público e gratuito. A Índia, a China, o Paquistão, a Indonésia e os Estados Unidos não fizeram isso. O sistema brasileiro tem 1 milhão de internações por mês, mais de 3,5 bilhões de procedimentos ambulatoriais. Mas essa dimensão não pode impedir que o SUS se preocupe com a qualidade.

Sim, mas como melhorar o atendimento?

Há duas linhas principais: a melhoria dos gastos e o combate aos desvios de recursos. Já começamos a criar políticas de incentivo financeiro pela qualidade. As equipes de saúde que prestarem um serviço melhor a população poderão ter o repasse de recursos federais dobrado. Já lançamos esse programa nos postos de saúde dos bairros. As equipes são cadastradas, acompanhadas por um painel de indicadores de qualidade e pesquisas de avaliação do usuário. Quem reduzir o tempo de espera e melhorar a qualidade do atendimento vai receber mais.

Um discurso comum a todos os governos é que faltam recursos para a saúde. Falta mesmo dinheiro ou ele é malgasto?

Meu papel como ministro é fazer mais e melhor com o dinheiro que tenho. Não posso ficar parado esperando mais recursos chegarem. O primeiro passo é incentivar a qualidade. O segundo é economizar e combater o desperdício de recursos. Nos primeiros dez meses do ano, o ministério conseguiu economizar mais de 1,1 bilhão de reais só mudando a forma de compra de medicamentos. Isso permitiu que colocássemos remédio de graça nas farmácias para hipertensos e diabéticos. Economizando, combatendo o desperdício e procurando a eficiência, nós podemos fazer mais com o que já temos.

De uma vez por todas, o governo vai ou não vai criar um novo imposto para a saúde?

Isso nunca foi debatido no governo. Eu nunca recebi da presidente a determinação de defender a recriação da CPMF. O congresso levantou esse tema do financiamento, é um debate importante para o futuro. É lógico que ter mais dinheiro para saúde seria importante.

Mas o papel do governo é fazer mais com o que já tem. Desde o início do governo Dilma, cinco ministros foram demitidos por suspeita de corrupção. O que o seu ministério vem fazendo para conter os desvios de dinheiro?

No dia em que a presidente Dilma me convidou para ocupar o ministério, deu-me uma orientação muito clara no sentido de reforçar o combate aos desvios e desperdícios. Já tomei algumas medidas para isso. A primeira foi obrigar municípios a ter uma conduta específica para receber os recursos da saúde, o que torna todas as movimentações rastreáveis, dificultando os desvios. Também criamos um cadastro com todos os estabelecimentos de saúde e seus profissionais. Cruzando esses dados foi possível descobrir que 14 000 médicos tinham registros incompatíveis com a realidade, já que trabalhavam mais de 24 horas por dia.

Com essa medida, descredenciamos 3 500 serviços de saúde, o que resultou numa economia de 40 milhões de reais por mês. Também passamos um pentefino nos medicamentos para glaucoma e detectamos um uso excessivo e inexplicável do remédio. Descredenciamos esse serviços e exigimos a devolução do dinheiro desperdiçado. É um trabalho longo, que está só no começo. Um dos principais motivos das crises de corrupção é o loteamento dos cargos entre os partidos. A sua pasta, por exemplo, é tradicionalmente um loteamento do PMDB...

A presidente me convidou para o cargo por ser médico e ter experiência em saúde. Ela disse que esta é a linha clara que eu deveria seguir: compor uma equipe com compromisso com a saúde de qualidade, com pessoas preparadas tecnicamente. Montei uma equipe com experiência em gestão, o que não seria possível se o ministério se preocupasse apenas com política. A orientação na Saúde é clara: compor a equipe com o único critério de compromisso com a saúde, mais nada. A diretoria da Funasa, por exemplo, hoje é toda composta de engenheiros de carreira, sem indicações políticas.

O governo está há tempos prometendo lançar uma campanha de combate ao crack. Por que está demorando tanto?

Eu estive pessoalmente na Cracolândia de São Paulo no início do ano e observei de perto a deterioração provocada pelo crack. Para mim, é evidente que essa droga se tornou uma epidemia, não há outro termo, não há como amenizar. Por isso, a ação não pode ser exclusiva da saúde. É preciso haver uma coordenação de ações de segurança pública, de educação, de reinserção social. Nós, da Saúde, queremos pôr o dedo nessa ferida do crack e ajudar a cicatrizá-la. Já não é sem tempo, a epidemia avançou mais rápido do que as ações de combate.

O senhor é favorável à internação compulsória?

Precisamos ter serviços de saúde diferentes para situações diferentes. É grave ter centenas de pessoas se drogando na Cracolândía, com suas famílias desestruturadas, sem perspectiva de reabilitação. Nesses espaços,6 necessário ter consultórios de rua e pessoas capacitadas. Para esses casos, eu tenho a convicção clara, dentro do que a Organização Mundial de Saúde defende, de que a internação involuntária é fundamental para proteger a vida das pessoas viciadas. Temos regras e protocolos para isso. Não é usar a polícia para carregar o dependente para uma clínica qualquer. É preciso a avaliação de um profissional de saúde, é preciso escolher um local adequado. Sou contra o recolhimento compulsório por policiais. Agora, eu defendo, sim, a internação involuntária em caso de risco de vida. Outro problema que parece não ter solução é a infinidade de acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados.

A Lei Seca fracassou?

Há uma epidemia de acidentes no país. Em 2010, pela primeira vez o Brasil ultrapassou as marcas de 140000 internações no SUS por acidentes e de mais de 40000 mortos. Isso mostra que precisamos reforçar os sistemas de prevenção. Logo que a Lei Seca foi criada. ela teve um impacto positivo. E os estados que continuaram apertando a fiscalização também tiveram redução nos acidentes. O Rio de Janeiro é um exemplo. Por isso, em primeiro lugar é preciso intensificar a fiscalização, a lei não pode ser ignorada. Também 6 necessário discutir no Congresso um reforço à punição prevista na lei. Uma pessoa que 6 flagrada dirigindo alcoolizada deve ser punida com rigor. Com multas pesadas, apreensão do carro, da carteira de habilitação. O Brasil não pode continuar perdendo vidas para essa combinação de álcool com alta velocidade. A Lei Seca precisa conter esses motoristas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou uma ofensiva contra a venda de remédios para emagrecimento. Não é uma intervenção excessiva do estado na atividade médica?

Dou total autonomia às decisões da Anvisa, não tenho nenhuma influência. Agora, em saúde, é sempre melhor prevenir do que remediar. É sempre bom agir com o conceito da precaução. A Anvisa faz consultas públicas, ouve todos os lados e toma a decisão que acha correta, baseada unicamente em critérios técnicos. Sobre esse tema dos remédios de emagrecimento, há posições diferentes entre os médicos brasileiros, há países que proíbem e outros que liberam. Eu concordo com a decisão da agência já que há muitos casos de remédios que foram liberados e só anos depois se descobriu que causavam problemas.

Já podemos dizer que a aids é um problema sob controle?

Não. Hoje há uma grande preocupação com o combate à aids entre as mulheres jovens, principalmente de 13 a 19 anos. Há uma redução das práticas de sexo seguro entre os mais jovens. E uma geração que não teve as referências que a minha geração, que está na faixa dos 40 anos, teve no combate à aids. A atual geração não teve ídolos e celebridades que sofreram com a doença. E preciso levar mais informação e diagnóstico mais rápido para a população, sobretudo para os mais jovens.

É unanimidade no meio politico que a presidente Dilma é uma pessoa dura, que cobra resultados com muito mais rigor do que seu antecessor. O senhor é alvo dessas cobranças?

Eu convivi muito de perto com os dois, fui ministro dos dois. Eles cobram muito, acompanham de perto as ações, sempre estabelecem metas claras. Todas as cobranças que a presidente Dilma me fez foram para acertar os rumos da saúde. E bom que a gente tenha uma presidente que exige muito dos ministros, porque isso contribui para o aprimoramento da gestão. Mas são exigências justas, não tenho do que reclamar. É muito fácil trabalhar com ela.

O senhor trabalhou diretamente com o ex-ministro José Dirceu. Ele tem mesmo influência exagerada no governo?

Hoje, como militante do PT e ministro da Saúde, recebo orientações e influências do presidente do partido e da presidente da República. Há muito de mito em torno dos outros dirigentes, mas a política também se faz por mitos. Só que o PT não é um partido que se deixa influenciar por uma única pessoa. Mesmo Lula não consegue mandar no PT.

AGÊNCIA BRASIL

Paraná: Programa Transplante Fila Zero recebe pacientes de outros estados que aguardam córneas

Lúcia Nórcio, de Curitiba

O centro médico Hospital de Olhos do Paraná promove a campanha Programa Transplante Fila Zero, por meio do qual são cedidas córneas para outras unidades depois que a acaba a lista de espera pelo transplante. Segundo o oftalmologista Hamilton Moreira, diretor clínico do hospital, pacientes inscritos em qualquer central do país podem, sem aguardar em filas, fazer o transplante no Paraná. O centro médico é credenciado pelo Ministério da Saúde para atuar em todas as fases da cirurgia, oferecendo tratamento integral ao paciente.

“Candidatos comprovadamente com indicação para o transplante devem se cadastrar no ambulatório do programa, em Curitiba, e receberão atendimento integral custeado pelo SUS, em todas as fases da cirurgia”, destacou o médico. Segundo ele, em algumas regiões do país, pacientes aguardam por um doador há mais de três anos.

Adalberto Fraga, de 65 anos, estava inscrito na Central de Transplantes do Maranhão desde 2008. Ele sofria de uma grave infecção que o fez perder a visão quase completamente. Poucos dias após se cadastrar no programa, Fraga conseguiu uma consulta em Curitiba, submeteu-se à cirurgia e está em fase de recuperação. Ele contou que precisou apenas apresentar exames de sangue e outros exigidos no pré-cirúrgico.

O agendamento de consultas pode ser feito pelo telefone (41) 3068-1066.

AGÊNCIA BRASIL

Diabetes causa uma morte a cada dez segundos em todo o mundo, alerta federação

Carolina Pimentel, de Brasília

Estima-se que haja, pelo menos, 300 milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo, e no Brasil, são cerca de 11 milhões de portadores, segundo dados do Ministério da Saúde e de sociedades médicas.

No Dia Mundial do Diabetes, lembrado hoje (14), o foco da campanha global, pelo terceiro ano seguido, é orientar a população para prevenir a doença, que mata uma pessoa a cada dez segundos no mundo - conforme estatística da Federação Internacional de Diabetes, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O desconhecimento sobre o que é a doença, os sintomas e o tratamento tem sido um dos obstáculos para conter essa epidemia global. A própria federação internacional estima que metade das pessoas não sabe que tem diabetes.

Apesar de muitos brasileiros terem um parente ou amigo com a doença, parte deles não sabe como evitá-la. “Muitos têm contato, mas não conseguem ajudar a pessoa próxima [com a doença]. E ficam incapazes de prevenir nelas mesmas”, alerta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Walter Minicucci.

O diabetes tipo 2, que atinge mais pessoas, ocorre quando há aumento da taxa de açúcar (glicose) no sangue. Os sinais mais comuns são a sede excessiva, a perda de peso, a fome exagerada, a vontade de urinar muitas vezes, a difícil cicatrização de feridas, a visão embaçada, o cansaço e infecções frequentes. Alguns dos fatores de risco são a obesidade, o sedentarismo e o histórico familiar com casos da doença.

A prática de exercícios físicos e a alimentação equilibrada ajudam a evitar o diabetes tipo 2, que não tem cura.

Quando o diabetes não é tratado, aumenta o risco de o paciente ter um ataque cardíaco, ficar cego ou sofrer amputação de uma perna.

PORTAL BAND.COM.BR

Transplante multivisceral pode reduzir mortes

Médico brasileiro é referência mundial; transplante de vários órgãos ao mesmo tempo salva quem precisa de novo intestino

Marielly Campos

A cirurgia que salvou a vida de Renato Consonni, vítima de um tumor no intestino, ainda não é realizada no Brasil. Mas tem como uma das referências o médico brasileiro Rodrigo Vianna. Há 12 anos em Indiana, nos Estados Unidos, Vianna é diretor do Departamento Adulto e Pediátrico de Transplante Intestinal e Multivisceral e professor associado de cirurgia da Universidade de Saúde de Indiana. O maior centro especializado neste tipo de cirurgia do mundo.

Segundo Vianna, a técnica ainda não é realizada no Brasil por uma série de fatores. “Falta de mão de obra, falta de recursos. A cirurgia é bastante complexa, até no pós-operatório”, ressalta. “Cuidar do paciente que passa por esse tipo de tratamento, requer uma dedicação de profissionais em tempo integral durante anos”, acrescenta ainda.

O transplante multivisceral consiste na retirada de todos os órgãos do abdome e a reposição dos mesmos com órgãos transplantados do mesmo doador. “A princípio não é uma cirurgia indicada para cânceres agressivos, no caso de tumores de crescimento lento e benigno. O mais comum é o tumor desmóide, que tem origem no mesentério – vasos do intestino e que pode se alastrar na cavidade abdominal”, explica o especialista.

Pode ser também realizado em casos de tumor neuro-endócrinos. “Parecido com o tumor de pâncreas que atingiu o Steve Jobs [criador da Apple, morto em 5 de outubro deste ano]”, afirmou Vianna.

A técnica – que pode também ser usada em outros tratamentos – vem crescendo no mundo e no centro dirigido pelo brasileiro. “Especificamente para casos de câncer, aqui no nosso centro, já fizemos a cirurgia em aproximadamente 20 pacientes. Esta técnica vem sendo aplicadas para esses casos há cerca de seis anos”, diz.

Apesar de ainda não aplicado no Brasil, o especialista vê esperanças de que esse tipo de transplante chegue aqui. Segundo ele, existe uma mobilização do Ministério da Saúde para que isso aconteça e pode chegar primeiramente em São Paulo.

“O grande problema do Brasil, muito mais que o câncer são os pacientes que perdem o intestino. Quando o paciente perde esse órgão precisa de muitos cuidados, de alimentação na veia, a chamada nutrição parenteral. Esse tipo pode trazer complicações, insuficiência do fígado, infecção etc.”, comenta.

“Hoje em dia, como não tem opção no Brasil, ainda há uma mortalidade muito alta de pacientes que tiraram o intestino”, completa Vianna.

PORTAL G1

Ministro da Saúde inaugura obras e anuncia investimentos em Uberaba

Na cidade foram anunciados mais de R$22,5 milhões para a saúde. Ainda hoje Padilha passa por Uberlândia, Monte Alegre e Santa Vitória.

Luiz Vieira, do Triângulo Mineiro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está no Triângulo Mineiro nesta segunda-feira (14). No início da manhã, em visita a Uberaba, inaugurou obras e falou sobre os projetos que devem melhorar o atendimento de urgência e emergência na cidade.

Além disso, o ministro visitou o pronto socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e anunciou investimentos para o setor de saúde. Na parte da tarde, em Uberlândia, irá ao Hospital Municipal e Maternidade Dr. Odelmo Leão Carneiro e ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Depois segue para Monte Alegre de Minas e Santa Vitória para receber o título de cidadão honorário. Já nesta terça-feira, estará em Ituiutaba, também para receber o título de cidadão honorário.

Em Uberaba, durante a visita foi inaugurado o Ambulatório de Especialidades da UFTM. O local recebeu cerca de R$1,2 milhão em recursos do Ministério da Saúde e tem como proposta aumentar o número de atendimentos na instituição. O local, que passou por reformas passa a contar com 50 salas de consultas médicas, 02 novas salas de cirurgia, salas de operação e vestiários, além de um pequeno anfiteatro.

Segundo o reitor da universidade, Virmondes Rodrigues Júnior, o local vai permitir ampliar o atendimento em áreas críticas como o setor de oftalmologia e até dobrar o número de consultas diárias. “O ambulatório vai possibilitar aumentar o atendimento em mil consultas diárias. Hoje são entre 1.200 e 1.500 atendimentos diários. Vamos poder dobrar essa capacidade”, completou o reitor.

Além destes recursos, a universidade também integra o programa SOS Emergência. Só este ano a instituição recebeu cerca de R$7 milhões em recursos do Ministério da Saúde e, para o próximo ano, estão previstos mais R$10 milhões. A proposta do programa é que os recursos sejam investidos em melhorias no setor de urgência e emergência das instituições de saúde.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a prioridade do Ministério da Saúde é a construção de leitos de retaguarda do pronto socorro. “Percebemos que é preciso ter uma enfermaria de retaguarda para as pessoas que tiveram a vida salva. Garantir que essas pessoas tenham atendimento de qualidade”, acrescentou. Segundo Alexandre Padilha, ao todo a UFTM deve receber R$20 milhões que serão distribuídos na compra de equipamentos, reformas e contratação de médicos.

Além dos recursos destinados à UFTM, o ministro anunciou mais R$2,5 milhões para o Hospital Dr. Hélio Angotti. A medida faz parte de uma iniciativa do governo para ampliar o tratamento de câncer no interior do país. Atualmente a instituição recebe um recurso mensal de cerca de R$200 mil desde o mês de agosto, que são parcelas deste investimento de R$2,5 milhões. O novo investimento deve ajudar na contratação de médicos e no funcionamento de mais serviços de tratamento para a população. O presidente do hospital, Délcio Scandiuzzi, lembrou que a parceria com o Ministério tem ajudado a manter as contas do hospital em dia e devem ajudar a ampliar o atendimento na região.

“Temos um problema sério com a compra de medicamentos, o hospital gasta cerca de R$600 mil por mês. Então os recursos de maneira mais contínua permitem controlar os gastos do hospital e a manutenção dos pacientes, que antigamente sofriam com interrupções do tratamento. Esperamos melhora na quantidade e qualidade do tratamento. Estamos buscando mais recursos para melhorar isso”, afirmou Délcio.

A visita do ministro a cidade de Uberaba terminou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro São Benedito. O local foi avaliado pela equipe do Ministério da Saúde e tenta se credenciar no Programa Nacional UPA 24h. Se credenciada, a unidade deve receber R$300 mil por mês do Ministério da Saúde. O recurso deve ser utilizado na contratação de médicos e melhorias no atendimento.

Parte da tarde do ministro será em Uberlândia

Em Uberlândia o ministro será recebido pelo do reitor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Alfredo Júlio Fernandes Neto, onde abordarão o projeto do novo pronto socorro que será construído ao lado do Hospital de Clínicas. Alexandre Padilha também irá ao Hospital Municipal e Maternidade Dr. Odelmo Leão Carneiro.

Domingo, 13.11.11

PORTAL G1

Rocinha tem mesmo modelo de Hospital de Campanha usado no Haiti

Bombeiros se preparam para receber possíveis vítimas durante ocupação. Leitos funcionam na quadra da escola de samba Acadêmicos da Rocinha

Rodrigo Vianna, do Rio de Janeiro

A poucas horas da ocupação das forças de segurança, cerca de 15 homens do Corpo de Bombeiros se preparam, no início da madrugada desde domingo (12), para receber possíveis vítimas no Hospital de Campanha que foi montado na quadra da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, em frente à comunidade, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o major Jair Bretas, responsável pela equipe de busca e salvamento, o modelo é o mesmo que foi utilizado no Haiti, durante o terremoto de 2010.

"As equipes que vão atuar aqui são todas do Corpo de Bombeiros, de vários quartéis, do GSE e da equipe de Busca e Salvamento. Além do Haiti, essas tendas também fora usadas no Morro do Bumba e na Região Serrana do Rio. Estamos prontos para receber as vitimas e preparados. O nosso trabalho aqui não tem hora para terminar", disse o major.

Na sexta-feira (11), a Secretaria estadual de Segurança Pública confirmou a ocupação para esta madrugada. A operação vai contar, ainda, com 194 fuzileiros navais e 18 blindados, além de homens das polícias Militar, Civil e Federal. Durante este sábado, policiais do Batalhão de Choque continuaram reforçando o patrulhamento no entorno da comunidade.

De acordo com o major Bretas, as tendas começaram a ser montadas na manhã de sábado. Elas são equipadas com ar condicionado, cinco macas, seis poltronas para soro, desfribilador e até equipamentos para alguns casos cirúrgicos. Ele afirmou que o local está preparado para atender até oito pessoas ao mesmo tempo.

'Qualquer tipo de situação'

"Nós temos o material mais básico, mas também temos material cirúrgico. Estamos preparados para qualquer tipo de situação. A gente sempre espera que o pior não ocorra. Nos também temos condições de atender casos mais graves aqui. Todo esse trabalho é feito em conjunto com a Secretaria de Saúde do estado, que também coordena algumas equipes", completou o major.

O Corpo de Bombeiros informou, ainda, que apesar de o Hospital de Campanha estar apto para receber qualquer tipo de vitima, os casos mais graves deverão ser encaminhados ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul, que é a unidade de referência. De acordo com o major Bretas, o Hospital de Campanha conta, ainda, com um monitor cardíaco.

Mais cedo, pelo menos dez ambulâncias do Corpo de Bombeiros e do SAMU chegaram à Favela da Rocinha. Só a Marinha vai colocar em ação 194 fuzileiros navais e 18 veículos blindados na ocupação. Algumas ambulâncias ficaram na quadra da escola de samba Acadêmicos da Rocinha e outras foram espalhadas em pontos estratégicos na região.

Sábado, 12.11.11

AGÊNCIA SAÚDE

Ministro inaugura UPA em Guarujá (SP)

Unidade de Pronto-Atendimento tem capacidade de atender até 300 pessoas por dia

Paula Rosa

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou ontem (11) a primeira Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) no município do Guarujá, localizada no litoral de São Paulo. A nova unidade fica localizada no bairro da Enseada, contará com até 12 leitos e terá capacidade para atender até 300 pacientes por dia, prestando atendimento emergencial de baixa e média complexidade 24 horas por dia. Serão beneficiados os moradores da Vila Baiana, Cidade Atlântica, Barreira do João Guarda, Pedreira, Vila Râ, Vila Sapo, Areião, Maré Mansa, Jardim Bandeirantes, Morro do Bio, Sorocotuba, Praia de Pernambuco e Pererê.

“Esta UPA tem um papel muito importante para a população do Guarujá, porque vai reduzir a lotação dos prontos-socorros. Um estudo do Ministério da Saúde mostra que, de cada 1.000 pessoas que procuram uma UPA, apenas quatro delas precisam ir para um pronto-socorro”, lembrou Padilha.

Para a UPA do Guarujá, o Governo Federal liberou incentivos de R$ 2 milhões para construção e compra de equipamentos necessários para o funcionamento. O município também receberá incentivos anuais para custeio e manutenção dos serviços. Ainda está prevista na cidade outra UPA, também de porte II, localizada na Av. Vicente de Carvalho. Para esta outra UPA, foram liberados mais R$ 2 milhões para construção e compra de equipamentos, além de previsão de incentivos mensais.

UPA em São Paulo

Ao todo, o estado de São Paulo conta com 15 UPAS 24 horas em funcionamento. Além disso, o governo habilitou133 novas unidades, 15 delas através do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), que serão instaladas em municípios inseridos no Mapa da Miséria. O investimento total do Governo Federal no estado de São Paulo para construção da UPAS será de R$ 212,6 milhões.

A UPA que será inaugurada no Guarujá representa mais um passo em direção a meta do Governo Federal de inaugurar, até 2014, 1.000 UPA em todo País. Atualmente no Brasil existem 124 UPAs 24h em funcionamento, contando iniciativas federais, estaduais e municipais. Além disso, são 588 UPAS habilitadas.

UPA

As UPAS 24h estão inseridas na rede Saúde Toda Hora, que está reorganizando a atenção às urgências e emergências no Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia de atendimento está diretamente relacionada ao trabalho do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente ao serviço de saúde adequado à situação. Nas unidades, os pacientes são avaliados de acordo com uma classificação de risco, podendo ser liberados ou permanecer em observação por até 24 horas ou se necessário, serão removidos para um hospital de referência.

Sexta-feira, 11.11.11

PORTAL DA SAÚDE

Acesso a medicamentos gratuitos triplica

Aproximadamente 3 milhões de diabéticos e hipertensos foram beneficiados em outubro. Região Norte teve o maior crescimento: 763% de janeiro a outubro

A ação “Saúde Não Tem Preço” – lançada em fevereiro pelo governo federal – está beneficiando cada vez mais brasileiros e ampliando o acesso ao tratamento de diabetes e hipertensão no Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta do programa do Ministério da Saúde aumentou três vezes, nas mais de 20 mil unidades privadas credenciadas. São 11 medicamentos gratuitos. Em janeiro, 853 mil pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos pelo programa, enquanto que, em outubro, o número saltou para 2.993.962 (Confira tabela abaixo).

“Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças prevalentes na população, e diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida do brasileiro”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A quantidade de hipertensos beneficiados saltou 285%, de 658 mil em janeiro para 2,5 milhões em outubro. Já o número de diabéticos beneficiados aumentou 202%, passando de 306 mil para 925 mil no mesmo período. Antes da criação do “Saúde Não Tem Preço”, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.

Crescimento

A região Norte apresentou maior crescimento no número de beneficiados em relação ao restante do País desde janeiro: 763%, passando de 9.793 para 84.553 no período. Roraima foi o estado que mais se destacou no Brasil. O total de pacientes atendidos em outubro foi 139 vezes maior do que em janeiro, um salto equivalente a 13.743%. O número de hipertensos e diabéticos que retiraram medicamentos em outubro foi 3.194 pessoas, enquanto em janeiro haviam sido 23.

Destaque também para a região Centro-Oeste, onde o número de beneficiados cresceu sete vezes desde o início do ano, um aumento de 692%, passando de 23.301 para 184.526 no mesmo período. No Nordeste, o programa apresentou 435% de crescimento, o número de beneficiados passou de 55.842 em janeiro para 298.669 em outubro. Já nas regiões Sul e Sudeste o crescimento foi, respectivamente, de 310% e 196%.

“A oferta de saúde está cada vez melhor distribuída pelo país, sem prejuízo de qualquer região, por meio do Farmácia Popular. O maior crescimento do programa na região Norte indica que a assistência farmacêutica está se ampliando de maneira equânime no Brasil, chegando a todos os brasileiros, sem distinção”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Doenças

A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Ainda pelo Vigitel, a diabetes atinge 6,3% da população adulta, sendo maior em mulheres 7% do quem em homens, 5,4%.

O Saúde Não Tem Preço tem alavancado a oferta do programa Aqui Tem Farmácia Popular como um todo, incluindo os 14 produtos ofertados com 90% de desconto, para o tratamento de asma, incontinência urinária, osteoporose, rinite, colesterol, doença de Parkinson, glaucoma e os anticoncepcionais. O número de pessoas atendidas pelo programa cresceu 192% de janeiro a outubro, saltando de 1,2 milhões para 3,7 milhões.

Orientações aos usuários

Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.

Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo, que é a substância que compõe o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

PORTAL IG

24,4% da população tem plano de saúde, diz ANS

O número de vínculos de beneficiários de planos de saúde teve um crescimento de 7,6% entre os meses de junho de 2010 e junho de 2011.

Os dados são os mais recentes divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Foram mais de 3,3 milhões de novos vínculos, que chegaram a 46.601.052.

A taxa de cobertura de plano de saúde chegou a 24,4% da população.

O maior crescimento foi dos planos coletivos, com 9,6%. Os individuais subiram 4,6%.

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o ritmo de crescimento do número de vínculos em planos de saúde está relacionado ao bom desempenho da economia, que tem propiciado aumento de renda e diminuição da taxa de desemprego.

PORTAL DA SAÚDE

Meta de Papanicolau atinge 71% em faixa prioritária

Balanço do Ministério da Saúde tem foco nos cânceres de colo do útero e mama. Entram em consulta pública regras para melhorar qualidade das mamografias

Dados inéditos do Ministério da Saúde revelam que, somente no primeiro semestre de 2011, foram realizados mais de 5,6 milhões de exames de citologia, o conhecido exame de preventivo contra o câncer de colo de útero ou de Papanicolau. Para o público prioritário, mulheres entre 25 e 64 anos, desse total, foram realizadas 4,3 milhões de exames, o que corresponde a 71% da meta – a geral ficou em 47%, no período. Esse grupo concentra o maior risco e a maior incidência da doença. Em julho, a faixa de rastreamento prioritária foi ampliada. Para mamografia, meta para faixa prioritária atingiu 50%. Nesta sexta-feira (11), o ministério lançou consulta pública para melhorar qualidade das mamografias.

O Papanicolau é um exame laboratorial realizado com o objetivo de prevenir e detectar precocemente o câncer de colo do útero. Por detectar lesões precursoras, a sua realização periódica concorre para o tratamento nesta fase, reduzindo a incidência de casos novos e, consequentemente, a mortalidade por esse tumor. Em março, o Ministério da Saúde lançou a rede para a Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Mama e de Útero.

“Os dados mostram que estamos firmes no objetivo de compor um conjunto de ações para melhorar a saúde da mulher, em especial a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama e de colo do útero. Queremos garantir serviços de qualidade no Sistema Único de Saúde”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para as ações de detecção de câncer de colo do útero, que provoca mais de 18 mil novos casos por ano, com 4,9 mil óbitos (2010 preliminar), o investimento é de R$ 93,9 milhões em 2011. O previsto é aplicar R$ 382,4 milhões até 2014.

Mamografias

Os dados do Ministério da Saúde mostram também que, no primeiro semestre, foram realizados mais de 1,6 milhão de mamografias de rastreamento, para a detecção de câncer de mama, o que corresponde a 43% da meta de realizar 3,8 milhões de exames este ano.

Do total de exames de mama em 2011, mais de 8,8 mil foram realizados em mulheres na faixa etária entre 50 a 69 anos, grupo que concentra a maior número de casos. Isso representa 50% da meta para este grupo. No primeiro semestre de 2010 o percentual foi de 41%.

O câncer de mama é o que mais mata as mulheres entre os cânceres que as acometem. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, o Brasil deve registrar 49,2 mil casos novos em 2011. Em 2010, 12.638 brasileiras perderam a vida vítimas desta doença.

Neste ano, o investimento total nas ações de detecção é de R$ 201,2 milhões. Até 2014, serão R$ 754,9 milhões.

Consulta

A partir desta sexta (11), o Ministério coloca dois documentos em consulta pública: Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM) e os Requisitos de Qualidade dos Exames e dos Laudos de Mamografia.

O objetivo da consulta é consolidar um programa nacional para garantir a qualidade dos exames oferecidos à população e minimizar o grau de risco associado ao uso dos raios-X na mamografia. A consulta pública terá duração de 20 dias e está disponível no endereço: http://www.saude.gov.br/consultapublica.

A consulta integra uma proposta para melhorar o atendimento aos pacientes que procuram o SUS, por intermédio de ações que reformulam o atendimento, com a adoção de melhores estratégias de diagnóstico e tratamento, capacitação e qualificação de profissionais, entre outras.

De acordo o secretário Nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia - que inclui o Programa de Garantia da Qualidade, da ANVISA, e a qualidade da imagem e do laudo mamográficos - também se constituirá em um instrumento para monitoramento da situação dos mamógrafos existentes na rede de atenção à saúde. “Precisamos garantir e melhorar o acesso aos exames. Para isso, é necessário garantir a qualidade do serviço, desde o momento que o paciente é diagnosticado ao tratamento integral oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS). Não tínhamos um programa de qualidade, e o Programa vem justamente atender essa deficiência”, garante.

Investimento

O Ministério da Saúde lançou, em março deste ano, o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer do Colo do Útero e de Mama, que terá investimentos de R$ 4,5 bilhões, até 2014. O objetivo é reduzir a mortalidade pelos dois tipos de cânceres mais comuns entre as mulheres.

Para tanto, o Ministério vai concentrar esforços nas ações de ampliação, qualificação, prevenção, detecção, tratamento e acompanhamento dos casos de cânceres de mama e colo do útero.

Do total até 2014, R$ 576 milhões serão aplicados na implantação de 32 serviços de radioterapia em centros de oncologia, na atualização tecnológica de 48 serviços de radioterapia já existentes.

Também está prevista a implantação de 50 novos centros especializados em diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de 20, do câncer do colo do útero, nos próximos três anos, respectivamente no valor de R$ 50 milhões e R$ 2 milhões de investimento.

Para obter recursos, estados, municípios e instituições públicas ou filantrópicas devem apresentar propostas ao MS, nos sistemas informatizados de convênios (SICONV, SISPAG ou GESCON).

AGÊNCIA SAÚDE

Ministro Padilha implementa ação na Santa Casa de SP

Estratégia S.O.S Emergências vai qualificar o setor de urgência e emergência. Pacientes do SUS serão beneficiados com melhores condições de assistência.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve, hoje (11), em São Paulo onde deu continuidade às ações de implantação do S.O.S Emergências, estratégia do governo federal - executada em parceria com estados e municípios - que vai qualificar a gestão e o atendimento nas emergências de grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele visitou o hospital Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Participaram também da solenidade representantes do governo estadual e municipal, além dos representantes da Santa Casa.

“Com o S.O.S Emergências, vamos melhorar a qualidade do atendimento de urgência e emergência, oferecendo atendimento mais humano, no setor onde a saúde pública tem seus maiores problemas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nos próximos dias, o ministro visitará o hospital Santa Marcelina, também localizado em São Paulo, e que faz parte da estratégia.

Na ocasião, foi implantado o Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), que será responsável pelo diagnóstico das principais dificuldades relacionadas à porta de entrada de emergência, apontando as medidas a serem adotadas. Cada núcleo é formado por representantes do Ministério, das secretarias estadual e municipal de Saúde e do hospital.

Representantes do hospital mencionaram a necessidade de 200 novos leitos destinados a receber pacientes oriundos do pronto-socorro. Segundo eles, esta medida ajudará a desafogar o setor. O projeto, formulado pelo hospital, será analisado pelo NAQH, assim como outras necessidades da instituição.

Investimentos

Para viabilizar a ampliação e qualificação de leitos, o ministro Padilha anunciou a duplicação dos repasses por dia de internação, que passarão de R$ 145 para R$ 300. O S.O.S Emergências prevê ainda o repasse mensal de R$ 300 mil para ser empregado na melhoria das condições de atendimento do pronto socorro, e outras R$ 200 mil que serão destinados à organização do fluxo de pacientes, o que inclui, por exemplo, iniciativas como a informatização das informações relacionadas aos pacientes transferidos de uma unidade de saúde para outra.

A parceria entre a direção da Santa Casa, a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde prevê ainda implementar o “Melhor em Casa”, outro programa lançado este semana pelo governo federal, e que viabilizará o atendimento domiciliar a pacientes que hoje estão internados. Este programa prevê visitas periódicas aos pacientes de equipes multiprofissionais de saúde. “É uma maneira importante de humanizar o tratamento”, frisou o ministro.

Ações

A previsão é que o NAQH conclua, em 30 dias, o diagnóstico em relação à quantidade de leitos, capacidade de ampliação da rede de atendimento domiciliar do município, que passará a receber recursos federais. Após a solenidade de assinatura do acordo, o ministro Alexandre Padilha visitou as instalações do pronto-socorro central da Santa Casa – que atualmente atende cerca de mil pacientes ao dia. Até o mês de dezembro, o ministro Padilha visitará mais 8 hospitais de grande porte que fazem parte do S.O.S Emergências.

Rede

O S.O.S Emergências foi lançado pela presidenta da República, Dilma Rousseff e o ministro Alexandre Padilha, em Brasília, na última terça-feira. A iniciativa integra a Rede Saúde Toda Hora, que engloba o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa.

PORTAL DA SAÚDE

Educar para prevenir é o tema da campanha mundial

Na segunda-feira (14), é lembrado o Dia Mundial do Diabetes. Ministério da Saúde vem reforçando ações de prevenção e cuidados aos pacientes

Na segunda-feira (14), é lembrado o Dia Mundial do Diabetes. Prevenção e Educação são os focos da campanha mundial, que segue até 2013, definida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) - entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde o último dia 7 de novembro, estão acontecendo atividades por todo país para reforçar a data e informar a população sobre importância da prevenção.

Segundo a OMS e a IDF, o Brasil passará da 8ª posição do ranking mundial de portadores do diabetes para a 6ª posição em 2030.A pesquisa Vigitel, inquérito por telefone do Ministério da Saúde, publicada neste ano, verificou 6,3% da população igual ou maior de 18 anos possui diabetes. Isso representa cerca de 8,3 milhões de pessoas. A pasta estima que outras 3 milhões de pessoas desconhecem serem portadores da diabetes.

Nas próximas duas décadas, os novos casos de diabetes vão crescer 54% no mundo, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2030, haverá 438 milhões de diabéticos no planeta. Nas Américas Central e do Sul, o crescimento será ainda mais acentuado (65%). Isso significa que quase 30 milhões de pessoas terão a doença em nosso continente.

O Ministério da Saúde atento a essa epidemia mundial, vem enfatizando as ações integradas para prevenção e o cuidado das pessoas com diabetes e hipertensão arterial. O balanço divulgado nesta sexta-feira (11), aponta que o total de diabéticos e hipertensos beneficiados pela ação Saúde Não Tem Preço chegou a quase 3 milhões, número quatro vezes maior do que em janeiro, quando 843 mil diabéticos e hipertensos foram atendidos. A Região Norte apresentou maior crescimento do País no número de beneficiados: 763% de janeiro a outubro.

Ainda, foi lançado, no último mês de agosto, o Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis/2011-2022, que define ações e recursos para o enfrentamento dessas enfermidades nos próximos dez anos. Além disso, o governo federal está implementando em todo o país as Academias de Saúde, para promover práticas de uma vida saudável. A pasta também está incentivando a prevenção e na orientação da população por meio da Atenção Básica, com o “Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica” (PMAQ), que estabelece metas para que assistência para as equipes de saúde.

A mais recentemente a estratégia é o Melhor em Casa, que tem como objetivo de levar, no Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento domiciliar aos brasileiros. “Essa estratégia vem atender, dentre outros, os pacientes crônicos com uma assistência multiprofissional gratuita em seus lares. São pessoas que possuem o chamado Pé Diabético, por exemplo, que agora serão atendidas em casa, no seio de sua família”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Campanha

2011 é o terceiro ano da campanha “Diabetes: Educar Para Prevenir”, escolhida para o período 2009-2013. No mundo, estima-se que existem atuamente 300 milhões de pacientes. Com a primeira Reunião Geral das Nações Unidas que abordou as Doenças Silenciosas, em setembro, o Dia Mundial do Diabetes foi fortalecido nessa agenda internacional de combate às doenças Crônicas Não Transmissíveis. Em dezembro, ocorre em Dubai (Emirados Árabes, o Diabetes World Congress.

AGÊNCIA SAÚDE

Telessaúde brasileiro é referência em atendimento

Ministério da Saúde participa de evento internacional no México e sedia, no Rio de Janeiro, o lançamento do “Global eHealth Ambassadord Programme”

A experiência do Sistema Único de Saúde em atendimento por meio de tecnologias de comunicação à distância, com o programa Telessaúde, foi destaque no lançamento do plano GeHAP (Global eHealth Ambassadord Programme). O evento, que ocorreu no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, foi realizado pela Coordenação Nacional do Programa Telessaúde Brasil Redes da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde e do Núcleo de Telessaúde Técnico Científico da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e contou com a presença do Diretor Executivo da Sociedade Internacional para Telemedicina e Esaúde (International Society for Telemedicine and eHealth - ISfTeH), Yunkap Kwankan.

A iniciativa integra um conjunto de medidas que atendem às diretrizes da resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Panamericana da Saúde (OPAS) para o desenvolvimento da e-Saúde e o uso das tecnologias de informação e comunicação aplicadas à saúde, com o objetivo de promover maior equidade, com foco nos países menos favorecidos, no acesso aos serviços e ações de saúde.

O Brasil foi escolhido para sediar a reunião de lançamento do programa pelo reconhecimento internacional e das principais autoridades na área, com relação à importância da experiência brasileira nesta área.

A diretora do Telessaúde brasileiro, Ana Estela Haddad, declarou que o programa dialoga com as prioridades do governo da Presidente Dilma, que inclui a saúde na agenda central no compromisso de erradicação da miséria.

Dentro das iniciativas de E-saúde, foi dado destaque à implementação do Cartão Nacional de Saúde, ao Centro de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde (Cievs) e à integração do Telessaúde Brasil Redes com a Universidade Aberta do SUS (UNA SUS) e com a Rede Universitária de Telemedicina (RUTE),vinculada à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia.

“A cada duas teleconsultorias oferecidas aos médicos e profissionais de saúde que atuam no SUS, evita-se a remoção de um paciente para atendimento em outro serviço”, destaca Ana Estela. Para ela, além de garantir maior resolutividade na atenção, a consulta à distância gera também a redução de custos.

Estudo realizado no âmbito do programa demonstrou que a teleconsultoria que evita a remoção do paciente custa para o SUS oito vezes menos do que a consulta que demanda remoção para atendimento em outro serviço.

O GeHAPconta como apoio da OMS, da Gulbenkian Foundation e da Microsoft, que estiveram representados no evento. A OMS foi representada pela Dra. Regina Ungerer, Coordenadora da Rede ePORTUGUÊSe, que falou sobre a importância de se trabalhar em rede e criar oportunidades de promover maior equidade por meio do uso das TICs.

O Prof. Ricky Richardson, Diretor do GeHAPdestacou a importância e o papel a ser desempenhado pelos Embaixadores, destacando a missão de acelerar a apropriação dos métodos, processos e soluções em e-Saude e telessaúde para fortalecer os sistemas de saúde em todo o mundo.

Experiências bem sucedidas

O Brasil apresentou, no início desta semana, no Fórum de Políticas Públicas Global, em Guadalajara, no México, sua experiência na incorporação de Tecnologia da Informação (TI) no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde foi convidado pela Aliança Mundial de Serviços e Tecnologia da Informação (WITSA) para falar a um público de 400 executivos de TI, representantes governamentais e formuladores de políticas públicas de mais de 40 países do mundo.

Entre as experiências brasileiras apresentadas está o Telessaúde, ferramenta de TI que oferece teleassistência e teleducação aos profissionais que atendem na Atenção Primária de 974 municípios em 11 estados. Especialistas orientam a distância os profissionais de saúde que estão em contato direto com o paciente, conforme as situações do dia-a-dia.

Entre os beneficiados está a população indígena na região da Amazônia, onde os profissionais de saúde chegam por meio de unidades de saúde fluviais. Pesquisa mostrou que 67% dos profissionais do SUS consideram que o Telessaúde Brasil rompe com a sensação de isolamento dos médicos e colabora com a decisão de permanecer em locais remotos.

Telessaúde Brasil Redes

O programa Telessaúde Brasil Redes, em articulação com a Universidade Aberta do SUS (UNA SUS) do Ministério da Saúde, disponibiliza educação e supervisão continuada, à distância e semipresencial aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa permite que profissionais de saúde troquem informações sem sair dos postos de atendimento, por meio de videoconferências e internet. A ferramenta, que integra regiões mais distantes aos grandes centros de pesquisa e referência, permite ações como uma segunda opinião para os médicos e demais profissionais de saúde. Isso evita deslocamentos desnecessários do paciente, qualifica o diagnóstico e permite a educação permanente dos profissionais de saúde.

O governo federal está ampliando as ações do projeto Telessaúde Brasil Redes para todo o país. O Ministério da Saúde investirá nos próximos 12 meses R$ 70 milhões para a expansão do serviço, que hoje está presente em 12 estados.

AGENDA


- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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