Leia
nesta edição:
- Área de saúde terá dispensa de licitação
- Ministro
afirma que acordo com indústria deve sair
em abril
- Ordem das coisas
- Saúde terá regras específicas para licitações
do setor
- Saúde é serviço público com pior
avaliação
- AMB debate
com especialidades médicas detalhes para
mobilização do dia 7 de abril
- Convocada
a 14ª Conferência Nacional de Saúde
- Fiscalização
em repasses de verbas
- Ministro
diz que não vai discutir contribuição
para a Saúde
- Dia 7 de
abril: passeata marcará o movimento dos médicos
em SP
- Entrevista
com Hêider Aurélio Pinto, diretor
do Departamento de Atenção Básica do MS
Quinta-feira, 17.03.11
Valor
Econômico
Área de saúde terá dispensa de licitação
Por
Cristiane Agostine / Luciano Máximo
Políticas públicas: Compra de medicamentos produzidos
no país receberá do governo tratamento privilegiado
O governo
federal dará tratamento privilegiado às
empresas da área de saúde que se destacam no desenvolvimento
de inovação e tecnologia no país. As companhias
que produzem medicamentos de alto custo e alta complexidade,
vacinas, testes para identificar doenças transmissíveis
e equipamentos médicos poderão ser dispensadas
dos tradicionais processos de licitação pública,
previstos na Lei 8.666. Até o meio do ano, o Ministério
da Saúde apresentará as regras para a regulamentação
desses benefícios.
A dispensa
de licitações na área de saúde
será baseada em valores de mercado e em compras recentes
feitas pelo Ministério da Saúde, como explica o
secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos
da pasta, Carlos Gadelha. Vamos mostrar que é possível,
ao mesmo tempo, reduzir gasto público, substituir importação
e fazer tecnologia no Brasil. Ou seja, vamos regulamentar processos
legais de dispensa e inexigibilidade de licitação
para tecnologias estratégicas ao acesso à saúde
da população brasileira, diz.
Entre os
itens que devem receber os benefícios das compras
governamentais estão medicamentos para a aids e câncer
e instrumentos de diagnósticos de doenças transmissíveis,
como dengue, malária e leptospirose. O Ministério
da Saúde quer, por exemplo, incentivar pesquisa e produção,
por parte da indústria nacional, de reagentes que consigam
identificar simultaneamente várias doenças, em
poucos segundos. Imagine um posto de saúde no interior
do Amazonas. Será possível, com uma única
gota de saliva ou de sangue, fazer teste para hepatite B, chagas,
aids, acrescenta Gadelha.
A negociação para a exclusão de licitação
na área de saúde está em fase final e é feita
pelo Ministério da Saúde com os ministérios
do Desenvolvimento, Comércio e Indústria e Ciência
e Tecnologia. Para o governo, o incentivo à produção
nacional será uma forma de tentar reduzir o déficit
na balança comercial brasileira e de tornar o sistema
de saúde brasileiro menos dependente do mercado internacional.
O déficit comercial do país nas transações
de remédios e equipamentos médicos cresceu mais
de 50% de 2009 para 2010, fechando o ano passado com saldo negativo
superior a US$ 10 bilhões.
A preocupação com a situação deficitária é tamanha
que o governo considera até pagar mais caro para incentivar
a indústria nacional em algumas concorrências envolvendo
empresas brasileiras e estrangeiras.
De acordo
com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
a dispensa de licitação na compra governamental
deve priorizar produtos de inovação tecnológica
e de produção nacional, com uma margem de preço
até 25% maior que a de um produto produzido fora do pais.
O governo diz não temer contestações de
outros países quanto ao tratamento. Não estamos
ferindo a legislação e, mais importante, não
vamos comprar mais caro, diz Gadelha.
A proposta
foi bem recebida por empresários do setor
farmacêutico e autoridades da área de saúde
presentes ao seminário organizado pelo Valor. Sérgio
Cortes, secretário estadual de Saúde do Rio de
Janeiro, lembra que o setor de saúde representa 9% do
Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Metade disso é representado
pelo poder público, que tem um tremendo potencial de compra.
A iniciativa ajudará o Estado a incorporar tecnologia
na saúde. E isso é urgente, porque estamos muito
atrasados.
Na opinião de Antônio Britto, presidente-executivo
da Associação da Indústria Farmacêutica
de Pesquisa (Interfarma), a ideia ajudará na concorrência
internacional, mas deveria ser complementada com uma redução
da carga tributária do setor. Nos maiores produtores de
tecnologia farmacêutica, o peso dos tributos é muito
baixo, a competição é muito desigual.
Folha
de São
Paulo
Ministro
afirma que acordo com indústria deve sair em
abril
PROJETO DE
SÃO PAULO - Em seminário realizado
ontem, em São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, fez um balanço do programa Saúde Não
Tem Preço e apontou novos projetos na área.
No primeiro
mês do programa, que oferece gratuitamente
remédios para hipertensão e diabetes, a distribuição
desses produtos aumentou mais de 50%, segundo o ministério.
Padilha também falou sobre ações para prevenção
de doenças, como o acordo com a indústria de alimentos
para reduzir o sódio na comida, que deve ser firmado em
abril. Há planos para a redução de gorduras
nos produtos.
"Estamos nos antecipando a um risco real de o Brasil ter,
nos próximos anos, uma epidemia de obesidade."
No evento,
o ministro afirmou que um novo contrato entre o ministério
e a Anvisa vai garantir registro mais rápido para produtos
de interesse da saúde pública
Correio Braziliense
Ordem das coisas
Por Antonio Machado
A sequência de desastres econômicos e naturais que
sacode o mundo desde 2008, culminando com o derretimento real
de usinas nucleares no Japão, a sequela dramática
do terremoto devastador acompanhado de tsunami que destruiu a
costa noroeste japonesa na sexta-feira, torna desprezível,
no Brasil, a discussão sobre se a inflação
saiu do prumo, o que é exagero, e o Banco Central está na
mão errada.
O que importa
em meio à sequência de abalos no
mundo é saber se a economia está de pé e
os riscos que a ameaçam no curto prazo. É um luxo
disputar o enquadramento da inflação à meta
anual de 4,5%, se um largo pedaço do mundo está mergulhado
em crises reais, como os distúrbios políticos e
sociais no Oriente Médio e no Norte da África,
com o pano de fundo do choque de preços dos alimentos
e da energia.
O Banco Central,
certamente por orientação do
governo, confrontou as incertezas globais com a situação
inflacionária - consequência tanto da corrida dos
preços das commodities agrícolas nos mercados externos,
como das imprudências fiscais nos últimos 18 meses,
que romperam o tênue equilíbrio entre a demanda
e a oferta -, e decidiu informalmente, isto é, sem explicitar
em seus comunicados, esticar de 2011 para 2012 o prazo de convergência
da inflação à meta.
Tal opção tem riscos, já que as ações
adotadas para desacelerar o consumo podem ainda ser mais brandas
que a resistência do mercado de trabalho ao aperto do crédito
por medidas prudenciais e aumento dos juros básicos (a
Selic), além de também poder frustrar-se a presunção
de que os preços dos alimentos tendem a esgotar o ímpeto
altista, embora se mantendo em patamar elevado.
Mas talvez
seja muito mais arriscado aceitar um ajuste recessivo para
trazer a inflação à meta no ano calendário,
como setores do mercado financeiro pressionam o BC. Em tal cenário,
dificilmente o ciclo em expansão dos investimentos terá continuidade.
E, depois, levará anos para resgatar o ânimo empresarial
a investir, afora, em tal situação, a inevitável
perda de arrecadação decorrente da volta do crescimento
econômico ao padrão pífio de 4% ao ano.
Entre essas
duas possibilidades ruins - a regressão do
padrão de crescimento, caso se perca o pique do investimento,
ou inflação a mais nos próximos doze meses,
mas agindo para evitar os riscos de contaminação
devidos à indexação -, o BC optou pela que
acarreta menos danos à economia em médio prazo,
na avaliação do governo.
Rebelião
dos puristas
É assim que o BC não levará a Selic para
além do que já insinuou, 12,25%, por aí,
além de poder acionar novas medidas de controle de crédito.
Os puristas do regime de metas de inflação entendem
que a convergência à meta tem de acontecer dentro
do próprio ano, e isso estritamente com o manejo da taxa
básica de juros pelo BC.
A insatisfação está exposta pelo mercado
financeiro nos cenários prospectivos sobre os índices
de desempenho da economia captados pelo BC e divulgados em seu
boletim semanal Focus. Por enquanto é só isso,
um ensaio, mas a experiência indica que a luz vermelha
do Focus, se não desligada pelo BC, ilumina a trajetória
da inflação.
Brasil se sai melhor
A incompreensão dos mercados financeiros pode acirrar-se,
o que vai exigir do governo medidas fortes, não necessariamente
o que tais pressões reivindicam: o aumento da Selic em
conformidade com a expectativa inflacionária simulada
por essas mesmas análises.
É muita miopia, já que, confrontado ao que vai
pelo mundo, está longe de ser ruim o desempenho da economia
brasileira. A economia mundial está de pernas para o ar,
surpreendida a cada indício mais firme de recuperação
da crise iniciada com o abalo de Wall Street por novos fatos
imprevisíveis, como a "descoberta" - assim,
entre aspas, pois sabida, embora desdenhada pelos poderosos da
Europa -, de que o remanso monetário na Zona do Euro era
de ficção tanto quanto a sabedoria dos mercados
financeiros desregulados nos EUA.
Descrédito
da palavra
Desses percalços, o país se safou até que
com maestria, apesar das muitas mazelas da economia, com o buffer
fiscal surpreendentemente usado com eficiência pelo governo
para mitigar o tsunami recessivo importado, sendo o gasto público
desregrado a causa mais antiga do descompasso entre a produção
e a demanda equilibrada com juros.
E aí se dá uma volta inteira do círculo:
a aposta do BC é crível, se o amplificador fiscal
regido pela Fazenda se enquadrar ao plano monetário. A
presidente Dilma Rousseff assumiu tal compromisso. Os seus porta-vozes
na economia é que não estão sendo convincentes.
Dificuldades de Dilma
No fundo,
Dilma enfrenta não um problema isolado, como
má vontade do mercado financeiro depois que o BC dividiu
a majestade da Selic com o dirigismo do crédito. As percepções
esbarram em diagnósticos conflitantes sobre as causas
da inflação. A Fazenda contesta o BC, por exemplo,
sobre o descompasso entre a demanda e a produção.
Ela mesma
demonstra dificuldade em ajustar o discurso social com a contribuição fiscal à desaceleração
da demanda e à prioridade do investimento público.
Novas políticas sociais continuam anunciadas sem previsão
de fonte de custeio, além de adicionais aos programas
universais do SUS, educação e renda mínima,
e mesmo com mercado de trabalho apertado. É como se o
governo só se visse legitimado pelo aumento do gasto social,
mesmo sabendo não ter mais PIB para isso.Com a sequência
de abalos no mundo, a economia de pé importa mais que
a inflação 100% na meta
Brasil
Econômico
Saúde terá regras específicas para licitações
do setor
Por Ruy Barata Neto
O Ministério da Saúde está desenvolvendo
regras específicas para as licitações no
setor. O titular da pasta, Alexandre Padilha, disse ontem, em
São Paulo, que deve adotar os procedimentos até o
segundo semestre , tendo como base novas regras de compras governamentais
que permitem direcionar compras do poder público para
a indústria nacional.
Na área da saúde, isso significa que medicamentos
resultantes de inovação tecnológica nacional
serão privilegiados pelo governo, ainda que tenham preços
até 25% maiores quando comparados a seus concorrentes
internacionais.
A iniciativa
faz parte de um conjunto de medidas que estão
sendo tomadas pelo Ministério para tornar a indústria
nacional de saúde mais competitiva e estimular empresas
estrangeiras a produzir no país. "É necessário
o entendimento de que a saúde não pode estar descolada
da agenda de desenvolvimento do país", diz Padilha.
Redução tributária
O ministro
afirmou ainda que o debate em torno da desoneração
tributária dos medicamentos segue na pauta do Ministério.
Padilha não descarta novas iniciativas que podem ser tomadas,
a exemplo dos acordos com o Conselho Nacional de Política
Fazendária (Confaz) que, no ano passado, permitiram a
redução no preço de um medicamento fitoterápico
por meio de redução do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidia sobre as
vendas do produto.
O gerente
executivo da Associação dos Laboratórios
Nacionais (Alanac), Serafim Branco Neto, diz que a indústria
brasileira perde para concorrentes internacionais "no quesito
imposto", já que sobre o preço de cada medicamento
incide 37% de taxas. Dados da entidade apontam que o governo
compra cerca de 20% de tudo o que é vendido pela indústria
farmacêutica, o que representa algo em torno de R$ 7 bilhões.
Deste total, 40% vem de fornecedores nacionais.
Hoje, o déficit na balança comercial do setor
de saúde chega a US$ 10 bilhões. Deste total, US$
6,2 bilhões são apenas do setor farmacêutico,
segundo dados da Associação dos Laboratórios
Farmacêuticos Nacionais (Alanac). O número cresce
na medida em que a política de acesso aos serviços
públicos de saúde é ampliada. Em função
do preço mais competitivo, o governo acaba comprando insumos
de fabricantes internacionais para dar suporte a suas iniciativas
no segmento.
PPPs
Segundo Padilha,
existem atualmente acertos que abrem Parcerias Público-Privadas (PPPs) de laboratórios do governo
com estrangeiros. Exemplo é o acordo para produção
local do Tenofovir, medicamento importado, de alto custo, usado
no tratamento da Aids que passará a ser produzido pela
Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório
farmacêutico público do estado de Minas Gerais.
O Ministro lembra que existem cerca de R$ 7 bilhões para
financiar a produção de medicamentos no país
por meio de PPPs, recursos disponibilizados com a ajuda do BNDES.
Ele ainda
considera ainda novas oportunidades que devem surgir em breve,
com o
fim de 20 patentes de remédios, previsto
para os próximos dois anos, que podem abrir espaço
para produção pela indústria nacional.
"É necessário o entendimento de que a saúde
não pode estar descolada da agenda de desenvolvimento
do país", Alexandre Padilha Ministro da Saúde.
O
Estado de São
Paulo
Saúde é serviço público com pior
avaliação
Por Lu Aiko Otta
O atendimento
nos hospitais e postos de saúde é o
serviço público com pior avaliação
pelos brasileiros, revela pesquisa encomendada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope.
Porém, 72% são contra a recriação
da Contribuição Provisória sobre a Movimentação
Financeira (CPMF) ou outro tributo específico para financiar
o setor. Eles acham que os governos podem reforçar os
serviços com os recursos existentes nos orçamentos
e melhorar a gestão.
A pesquisa
ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em todo o País, entre 4 e 7 de dezembro passado. Sobre os serviços
de saúde, 37% classificaram a qualidade como "muito
baixa" e 44% como "baixa", perfazendo um total
de 81% de desaprovação.
Entre os
potenciais usuários, os entrevistados com renda
de até um salário mínimo, 37% consideraram
a qualidade "muito baixa" e 43%, "baixa".
Entre aqueles com renda entre um e dois salários mínimos,
34% responderam "muito baixa" e 45%, "baixa".
Entre os com renda superior a dez salários mínimos,
que provavelmente não dependem unicamente dos serviços
públicos de saúde, 40% consideraram a qualidade "muito
baixa" e 33%, "baixa".
Em segundo
lugar no ranking vem a segurança pública,
com 71% de avaliação "baixa" ou "muito
baixa". Depois estão o atendimento nas repartições
públicas e a educação fundamental e média.
No extremo
oposto, 75% consideraram a qualidade no fornecimento de energia
elétrica como "muito alta", "alta" ou "adequada",
apesar dos recentes apagões. A avaliação
foi majoritariamente positiva ou neutra também para fornecimento
de água, iluminação pública e educação
superior.
AMB
AMB
debate com especialidades médicas detalhes para mobilização
do dia 7 de abril
Diretores
da AMB estiveram reunidos com representantes de defesa profissional
das especialidades
médicas nesta terça-feira,
15 de março, para detalhar como será o movimento
de mobilização pela saúde suplementar do
dia 7 de abril.
Roberto Gurgel,
diretor de Defesa Profissional da AMB, pontuou quais são as principais reivindicações do
movimento - reajustes dos honorários médicos, tendo
como balizador os valores da CBHPM edição 2010;
regularização dos contratos conforme a Resolução
ANS Nº 71/2004; e aprovação de projeto de
lei que contemple a relação entre médicos
e planos de saúde.
“É importante que todos leiam os informes que estamos
divulgando, disponíveis nos sites das três entidades
nacionais, para que os médicos todos estejam afinados
e a mobilização não se enfraqueça.
Este é um movimento político, de alerta para a
população. Não tem conotação
grevista”, explicou.
Florisval
Meinão, 1º tesoureiro da AMB e coordenador
da Comissão Nacional de Consolidação e Defesa
da CBHPM, lembrou que a grande aspiração dos médicos é que
os contratos com as operadoras de saúde contenham critérios
claros e regulares de reajustes dos honorários.
“O dia 7 de abril é um dia de alerta; de alerta à sociedade,
para que entenda a situação vivida pelos médicos,
e de alerta aos médicos, para que se unam”, disse
Meinão.
Já Florentino Cardoso, diretor de Saúde Pública
da AMB, frisou o importante papel de cada associação
de especialidade médica para capilarizar todas informações,
de modo que cheguem a todos os médicos, de todo o país.
“A estratégia traçada pelas três entidades
nacionais, AMB, CFM e Fenam, é algo inicial, pois cada
especialidade tem suas especificidades e tem toda a condição
de levar o movimento para a ponta.”
No dia 25
de março, em Belo Horizonte (MG), durante reunião
da Diretoria Plena, a AMB dará as mesmas orientações
aos presidentes das federadas. E ocorrerá no dia 5 de
abril, na sede da AMB, coletiva de imprensa para mais esclarecimentos à população
sobre os motivos da mobilização.
Conselho
Nacional de Saúde
Convocada
a 14ª Conferência Nacional de Saúde
Foi publicado
no dia 4 de março no Diário Oficial
da União (DOU), o Decreto Presidencial que convoca a realização
da 14 a Conferência Nacional de Saúde (14ª CNS)
, no período de 30 de novembro a 4 de dezembro de 2011,
em Brasília, Distrito Federal.
As etapas
municipais da 14ª Conferência Nacional
de Saúde serão realizadas no período de
1 º de abril a 15 de julho de 2011 e as etapas estaduais,
no período de 16 de julho a 31 de outubro de 2011.
Sob o tema
Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social - Política
Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro e o eixo
Acesso e acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS , a
14ª Conferência tem por objetivo discutir a política
nacional de saúde, segundo os princípios da integralidade,
da universalidade e da equidade.
Ao Conselho
Nacional de Saúde caberá a tarefa
de aprovar e editar o regimento interno da 14 a Conferência
Nacional de Saúde, mediante portaria do Ministro de Estado
da Saúde, Alexandre Padilha, que por sua vez presidirá a
Conferência. As despesas com a organização
e realização da 14 a correrão por conta
de recursos orçamentários consignados ao Ministério
da Saúde.
Mobilização - O Sistema Único de Saúde é uma
conquista da sociedade brasileira. Ele é fruto da luta
por um sistema de saúde que atenda a toda a população,
sem nenhum tipo de discriminação. Hoje, o SUS é a
maior política de inclusão social existente no
País. Daí a importância da realização
da 14ª Conferência Nacional de Saúde, pois
será o local onde estarão reunidos todos aqueles
que acreditam e que lutam por um país onde impere a justiça
social, a democracia e a participação popular na
de?nição das políticas públicas.
Última Instância
Fiscalização
em repasses de verbas
MPF
quer obrigar SUS a fazer auditoria em repasses ao Saúde
da Família
O MPF-SP
(Ministério Público Federal do Estado
de São Paulo) entrou na Justiça para conseguir
a realização de auditoria para apurar a existência
de irregularidades na aplicação de verbas federais
repassadas para os programas Saúde da Família e
Agentes Comunitários da Saúde.
A investigação começou depois do recebimento
de denúncias de que haveria má utilização
das verbas repassadas pelo governo federal para os dois programas.
Há suspeita de irregularidades na aplicação
das verbas que, no caso, foram aplicadas por meio de convênio
entre a Prefeitura de Bauru (SP) e a entidade Sorri (Sociedade
para Reabilitação e Reintegração
do Incapacitado).
O responsável pela realização da auditoria é o
Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), ligado ao
Ministério da Saúde. O primeiro ofício ao
Denasus foi enviado em setembro de 2009. A resposta do órgão
informava que a auditoria só poderia ser realizada no
primeiro trimestre de 2010 – prazo que foi estendido para
o segundo trimestre e, posteriormente, para o primeiro semestre
de 2011.
O MPF solicitou
então à Justiça Federal
a concessão de liminar que obrigue a Denasus a apresentar
um relatório conclusivo sobre a existência de irregularidades
no prazo de 30 dias. Caso haja alguma irregularidade, o documento
deve apontar sua extensão, prejuízo e identificação
dos responsáveis.
O procurador
da República responsável pela ação,
Pedro Antônio de Oliveira Machado, considera que é inconcebível
que o início de uma auditoria possa durar quase dois anos.
Ele classificou a demora como sendo desleixo na fiscalização
e controle da aplicação das verbas públicas
federais na área da saúde.
Pressa
Como os fatos
denunciados teriam ocorrido em 2006, o procurador da República defende a necessidade de uma rápida
auditoria para que eventuais irregularidades possam ser denunciadas à Justiça
antes que estejam prescritas.
"A elaboração da auditoria é imprescindível
para a constatação dos fatos denunciados, bem como
para a adoção, pelo MPF, das medidas cabíveis
de responsabilização e ressarcimento ao erário",
afirmou Machado.
Segundo a
Secretaria de Saúde de Bauru, existiram dois
convênios entre o município e a entidade Sorri.
O primeiro firmado em 2002 e o segundo em 2006, quando foram
ampliadas para sete as equipes dos programas Saúde da
Família e Agentes Comunitários da Saúde.
A Secretaria informou também que os repasses federais
para os programas investigados são de R$ 1.140.349,96.
Em contrapartida, o município investe R$ 1.409.711,00
no mesmo setor.
Quarta-feira, 16.03.11
Agência Câmara de Notícias
Ministro
diz que não vai discutir contribuição
para a Saúde
Por
Idhelene Macedo (Rádio Câmara) / Edição
Marcos Rossi
Em reunião com frentes parlamentares ligadas à saúde,
o ministro Alexandre Padilha disse que não vai se envolver
na discussão sobre a possibilidade da criação
de uma nova contribuição para financiar o setor.
A Contribuição Social da Saúde (CSS), nos
moldes da extinta CPMF, está prevista na polêmica
regulamentação da Emenda, pendente de votação
no Congresso – o substitutivo ao Projeto de Lei Complementar
306/08 foi aprovado, mas ainda restaram destaques para votação
em separado. Para aumentar a discussão, pesquisa CNI/Ibope
divulgada nesta quarta-feira revela que 72% dos brasileiros desaprovam
a criação de uma nova contribuição.
O ministro
da Saúde defendeu uma discussão mais
ampla, que vai além da criação da taxa. "Não é um
debate em que eu entro. Está virando um Fla-Flu, contra
ou a favor. Estamos fazendo um debate sério. A principal
iniciativa que o governo pode ter para melhorar a saúde
no País é exatamente mostrar que é possível
fazer mais com o que nós temos de recursos, até para
que os recursos crescentes que a economia do Brasil tem trazido à Saúde
possam ser cada vez mais bem utilizados para melhorar a atenção
ao setor no País", destacou.
Padilha sugeriu
um contato contínuo com o Congresso para
a construção de uma agenda conjunta. Segundo o
ministro, é preciso avançar, por exemplo, na discussão
da assistência farmacêutica, no acesso aos insumos
de medicamentos e na questão da judicialização
da saúde. Ele também quer debater iniciativas para
melhorar a gestão e a formação profissional.
Texto do Senado
Já os parlamentares reconheceram que é responsabilidade
do Congresso finalizar a votação da regulamentação
da Emenda 29. Presidente da Frente Parlamentar da Saúde,
o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) disse que vai apresentar
uma sugestão aos colegas que resgata o texto já aprovado
no Senado.
Ele destacou
que, se na votação da proposta for
rejeitada a contribuição social, a regulamentação
voltará ao Senado, que já aprovou a destinação
de 10% da receita corrente bruta da União na Saúde.
Isso, segundo ele, coloca R$ 30 bilhões no Sistema Único
de Saúde (SUS). Perondi também quer acabar com
a Desvinculação dos Recursos da União (DRU)
para o setor, que tira 20% das receitas da Seguridade, o que
representa R$ 40 bilhões.
Segundo Perondi,
com a regulamentação da Emenda
29 e o fim da DRU, a saúde terá recursos suficientes.
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
APM
Dia
7 de abril: passeata marcará o movimento dos médicos
em SP
Em 7 de abril,
Dia Mundial da Saúde, os profissionais
de medicina de São Paulo farão uma grande passeata
na capital para alertar a opinião pública sobre
o desrespeito dos planos de saúde à assistência
médica, com graves interferências na autonomia e
defasagem inaceitável dos honorários. Na mesma
data, será suspenso o atendimento eletivo em todo o país,
conforme movimento deflagrado pelas entidades nacionais.
A decisão sobre a passeata foi tomada, por unanimidade,
em reunião na noite de 15 de março entre a diretoria
da Associação Paulista de Medicina (APM), suas
Regionais e as representações das Sociedades de
Especialidade no Estado. O ponto de encontro será o estacionamento
da APM (Rua Francisca Miquelina, 67), a partir das 9h30. Trajados
de jalecos brancos, os médicos sairão em protesto
até a Catedral da Sé.
O ato público deverá contar com o apoio de representantes
dos usuários, hospitais e clínicas, órgãos
de defesa do consumidor, parlamentares médicos, acadêmicos
de medicina e diversos outros segmentos da sociedade envolvidos
na saúde suplementar. Profissionais de medicina do Grande
ABC, Baixada Santista e região de Campinas devem engrossar
o coro dos manifestantes.
“A situação é mais do que grave.
Precisamos de uma ação contundente, efetiva. Quanto
mais divulgarmos o movimento em nossas redes, conscientizando
o maior número possível de colegas, maior será nossa
chance de pressionar as empresas e obter avanços”,
afirma o presidente da APM, Jorge Carlos Machado Curi.
Florisval
Meinão, 1º vice-presidente da APM e diretor
da Associação Médica Brasileira, lembra
que a passeata e a suspensão do atendimento, em 7 de abril,
fazem parte de um cronograma de ações. “É importante
que os médicos orientem suas secretárias a explicar
aos usuários o motivo da remarcação das
consultas e procedimentos para outras datas, e também
divulguem a Carta Aberta à População em
seus consultórios e conversem com os pacientes sobre o
tema, afinal são eles quem pagam os planos de saúde”,
destaca.
Para o diretor
de Defesa Profissional da APM, Tomás P.
Smith-Howard, este grito de alerta é um momento muito
singular. “É importantíssima a força
de mobilização das Sociedades de Especialidade
e Regionais para tornar emblemática a passeata em São
Paulo. Precisamos contagiar médicos, pacientes e toda
a opinião pública com nossa indignação”,
conclama.
Também participaram do encontro os representantes do
Sindicado dos Médicos de São Paulo, Otelo Chino
Júnior; e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas
e Laboratórios (Sindhosp) e Federação dos
Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de
São Paulo (Fehoesp), Danilo Bernik, que oficializou o
apoio das entidades ao movimento.
Rede APS
Entrevista
com Hêider Aurélio Pinto, diretor do
Departamento de Atenção Básica do MS
Rede
de Pesquisas APS entrevista Hêider Aurélio
Pinto (via Saúde com Dilma)
Hêider Aurélio Pinto – médico sanitarista
e militante pela reforma sanitária; formado em medicina
pela Universidade de Pernambuco (UPE), com especialização
em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Sergipe
(UFS); foi diretor-geral da Fundação Estatal Saúde
da Família (FESF-SUS); e, atualmente, é diretor
do Departamento de Atenção Básica do Ministério
da Saúde.
1)
Quais aspectos você considera positivos e negativos
no Sistema Único de Saúde?
Compartilho
do entendimento de nossa presidenta Dilma que o SUS é uma das maiores e mais importantes conquistas sociais
do povo brasileiro. Cravar na Constituição que
saúde é direito de cidadania, exigindo um sistema
nacional de saúde que garanta a universalidade, integralidade,
equidade e participação da comunidade, é uma
ousadia sem tamanho!
Muito avançamos nesses anos todos na produção
da reforma sanitária no dia a dia das lutas e da atuação
nos serviços de saúde.Já é lugar
comum citar a cobertura de APS de mais da metade da população,
que inclui a saúde bucal diferente de muitos outros países;
a expansão da rede de urgências, com destaque para
o SAMU; nossa importante oferta gratuita de medicamentos; nossas
mundialmente reconhecidas políticas de imunização,
aids, transplantes etc. Fazer o SUS funcionar e avançar
num país enorme e diverso envolvendo mais de 5.500 municípios,
27 Estados e a União, num desenho federativo com diversos
problemas, concentração de recursos na União,
fragilidade econômica e de gestão da maioria dos
municípios e carência de arranjos regionais, e com
o pouco financiamento que nosso sistema tem – se compararmos
com países que têm sistema universal de saúde
e até mesmo com outros vizinhos de nossa América
Latina –, é um desafio que gestores, trabalhadores
e usuários têm superado para além das expectativas.
Desse ponto de vista, o SUS é um sucesso. Mudando de perspectiva,
olhando desde a necessidade e satisfação do usuário
para o acesso, acolhimento e qualidade da atenção
prestada, muito se avançou , mas ainda temos que avançar
muito mais. As pessoas precisam perceber concretamente a partir
da experiência delas o que já sabemos teoricamente – investir
nessa exitosa política e sistema público é muito
melhor e menos dispendioso que tentar copiar o modelo privado
dos Estados Unidos, quando eles mesmos decidem mudar dada a sua
inviabilidade. Nosso governo tem um desafio: convencer os brasileiros,
principalmente aquele em ascensão por causa desse momento
extraordinário de nossa economia, que eles precisam usar,
confiar e querer melhorar o SUS quando identificam problema,
além de compreender que, hoje e daqui para frente, o potencial
de acesso e qualidade do SUS é muito maior que qualquer
solução individual e privada que ele pode acessar.
2)
E a Atenção Primária à Saúde
no SUS?
Não tenho a menor dúvida de quanto avançamos.
A Estratégia Saúde da Família é vitoriosa.
A ampliação do acesso é inquestionável
e, a cada dia, diversos estudos nacionais e internacionais mostram
com fartura de evidências que o impacto na saúde
da população é enorme. Junto com o Bolsa-Família,
o “programa” de maior impacto que temos é a
Saúde da Família. Não obstante, temos que
dar uma virada, um salto de qualidade. Muitas equipes existem
no sistema de informação, mas não quando
a mãe procura a unidade de saúde para atender o
filho. Outras vezes, até existe na prática, os
profissionais estão lá, mas não podem acolher
o avô que teve um pico hipertensivo porque não há lugar
para problemas agudos. Ou, e ntão, não se consegue
resolver o esperado e o gargalo da atenção especializada
condena o sujeito a uma espera angustiante.
Temos que
colocar o “bode na sala”, falar das coisas
sem preconceitos ou medos. Qual o problema, onde queremos chegar,
como resolveremos, quais sacrifícios teremos que fazer
ou interesses compatibilizar porque, se pudéssemos ir à omelete
sem precisar passar pela quebra de ovos, já estaríamos
saciados.
3)
Como novo diretor do Departamento de Atenção
Básica do Ministério da Saúde, quais serão
os grandes desafios da sua gestão?
Todos sabem,
felizmente – e isso é motivo de muita
comemoração por parte do movimento sanitário –,
que a presidenta Dilma colocou a saúde “debaixo
do braço”, é prioridade de governo. Até por
isso temos o privilégio de ter Alexandre Padilha como
Ministro da Saúde. Ambos tiveram reuniões e trataram
do tema da atenção primária por mais de
três vezes. Imagine isso! Quando poderíamos pensar
que um presidente em tão pouco tempo se ocuparia desse
tema com tanto afinco?
Pois bem,
o governo está colocando no centro da pauta
a saúde como importante para o desenvolvimento econômico
e social de nosso povo, daí que a APS é central
no desafio de erradicar a miséria. Reestruturar a rede
de Unidades Básicas de Saúde é fundamental
para mostrar ao povo qu e ele merece um lugar bonito e humanizado,
para gerar empregos temporários e permanentes e para garantir
acesso a todos os brasileiros.
Porém, existe o desafio central de qualificar o acesso
para que, perto de cada um, haja um serviço de APS ao
qual é vinculado, com o qual se possa contar tanto nos
problemas agudos quanto nos cuidados regulares de saúde,
onde vai encontrar caras reconhecidas e que conhecem a história
dele. A saúde tem que estar em todo lugar e quando a pessoa
precisa. Isso exige medidas de expansão de rede relacionadas à organização
do serviço, mas também dirigidas à gestão
e regulação do trabalho. Sem combinar essas três
coisas, torna-se inútil.
Qualificar
a atenção, avançando rumo a
uma atenção integral e resolutiva, é outro
desafio que exige gestão da informaç& atilde;o,
formação ampla, permanente e de boa qualidade,
que exige difusão de boas práticas, implantação
de processos de qualidade, diálogo e pactuações
entre profissionais de diferentes pontos da rede, mudanças
importantes na lógica de gestão e de gestão
do trabalho etc.Avançar na práxis das ações
junto à comunidade, promovendo a autonomia, autocuidado,
redes de relações sociais promotoras de qualidade
de vida, enfim, fazer a intersetorialidade e a promoção
da saúde habitarem o cotidiano além do discurso é outro
desafio. E isso vai desde as iniciativas feitas em cada comunidade
a pactos e ações regulatórias com a indústria
de alimentos e bebidas, por exemplo.E tudo isso tem que valer
para toda a APS, não importando se é Saúde
da Família de um jeit o A ou de um jeito B, ou mesmo se é modelo
X de APS que não tem sua sustentação no
médico de Família. O Ministério vai trabalhar
para que todos implantem os princípios da APS, pois entendemos
que ou o SUS se sustenta numa presente, expandida, forte, qualificada
e articuladora Rede de APS ou não cumprirá a tarefa
do ponto de vista da universalidade, qualidade e sustentabilidade.
4)
Em sua opinião, como a rede pode contribuir para o
avanço da APS no Brasil?
A rede é uma daquelas iniciativas que merecem muitas
salvas de palma. Reunir as pessoas do modo que ela fez já é uma
conquista. Uma rede ativa que produz e dissemina conhecimentos,
que identifica e pactua novos rumos para essa atividade é fantástica
não só para a qualificação das tecnologias
utilizadas na produção e gestão do cuidado,
na gestão dos serviços e redes e na formulação
de políticas, mas também na legitimação
e sustentação dessa opção. O desafio é combinar
a rede com movimentos que podem ou não fazer parte dela:
atuar também na mobilização de mentes, experiências
e saberes que orientem a tomada de decisão e formulação
de políticas na velocidade que isso demanda – que é bem
mais rá ;pida que a de produção científica – e
conectar-se ao fazer cotidiano, à produção
massiva de experiências e de tecnologias no dia a dia,
aquele fazer permanente e criativo que sempre dá “nó” nos
problemas. Vou instigar para que a rede se relacione, alimente
e dialogue com uma comunidade de práticas.
5)
Nós sabemos que vestir a camisa da APS é difícil
e, em seu entender, qual o principal diferencial desses profissionais?
É fantástico quando temos militância combinada
com responsabilidade e qualidade no trabalho. Em algumas áreas é desse
jeito. Como não reconhecer a militância que temos
na saúde mental, na luta contra a aids, no que estamos
vendo no cuidado dos usuários de drogas, entre outras.
Na APS é assim também, temos muitos militantes
e eles dão vida, dedicação e criatividade
ao trabalho. Dão sustentação também
porque lutam, resistem, impulsionam o projeto para a frente.Mas
nenhuma política vive só de militantes. Mais e
mais pessoas precisam vestir a camisa da APS e elas têm
que fazer do trabalho certa militância sem serem necessariamente
militantes a priori. Ou seja, temos que ter uma política,
projeto, proposta que seja interessante enquanto lugar de trabalho
e projeto profissional para as pessoas, que faça sentido
para elas e que seja associado a um trabalho sério, necessário,
de qualidade, valorizado e gostoso de fazer, aprender, ensinar,
dedicar-se… Valorizar, mobilizar e envolver esse trabalhador é uma
tarefa grande, desafiante, gostosa e absolutamente necessária!
AGENDA
- Custos na Saúde e Pagamento por
Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2011 debate trabalho
e ensino
Os conselhos
de medicina de todo o país têm encontro
marcado no próximo mês de março, em Goiânia.
A capital goiana recebe nos dias 16 , 17 e 18 o I Encontro Nacional
dos Conselhos de Medicina de 2011 (I ENCM 2011). O evento reunirá dirigentes
dos conselhos regionais e do CFM e será oportunidade para
análise dos desafios da medicina. Esse intercâmbio
permitirá traçar amplo quadro da saúde e
elaborar diretivas conjuntas das entidades.
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.