Leia
nesta edição:
- Subcomissão sobre saúde
do trabalhador define roteiro de trabalho
- Ministério
investe em leitos de UTI do SUS
- Déficit do governo no setor de remédios triplica;
indústria do País terá regalias
- Organização
enfrenta grave crise financeira
- Preço de genérico varia quase 1.000% em São
Paulo
- Consulta
para discutir criação de prêmios
nos planos
- CFM entra
com ação na justiça
contra a SDE
- RJ: Vontade e bom senso
- Plano de
saúde: é hora
de adaptar o contrato
- Os médicos
e a medicina suplementar
- Sobrevivência: Pequenas e médias
operadoras
- Médicos recorrem de decisão que proíbe
boicote a planos
- Tratamento curto evita novos casos de tuberculose
- Subcomissão discute modelos de assistência
do SUS
- Audiência discute situação do atendimento
médico de urgência no País
- Dez anos
depois, reforma na saúde mental é polêmica
- Consulta
Pública
sobre o Envelhecimento Ativo
Terça-feira,
17.05.11
Agência Câmara de Notícias
Subcomissão sobre saúde
do trabalhador define roteiro de trabalho
A subcomissão criada pela Comissão de Seguridade
Social e Família para avaliar as condições
de saúde do trabalhador se reúne hoje para discutir
o roteiro de trabalho.
A reunião será realizada às 17 horas, na
sala de reuniões da Secretaria Geral da Mesa.
Saúde
Business Web
Ministério
investe em leitos de UTI do SUS
Sistema Único de Saúde receberá R$ 96,4
mi por ano para habilitação de 629 leitos de Unidade
de Terapia Intensiva
O Ministério da Saúde autorizou o investimento
anual de R$ 96,4 milhões para a habilitação
de 629 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no
país e na reclassificação de outros 101,
que passam a receber maior volume de recursos do governo federal.
As medidas já estão em vigor e são resultado
do esforço do ministério em ampliar o acesso da
população aos serviços públicos de
saúde e melhorar a qualidade da assistência oferecida
pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os investimentos
beneficiam 53 municípios de 15 estados
(Goiás, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Espírito
Santo, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará,
Rio Grande do Norte, Piauí, Minas Gerais, Santa Catarina,
Alagoas e Rio de Janeiro), contemplando 68 hospitais.
Do total
de novos leitos habilitados, 411 são para tratamento
de adultos, 161 para recém-nascidos e 57 para crianças.
Os recursos do governo federal serão incorporados ao teto
financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC) dos respectivos
estados e municípios, responsáveis por transferirem
os valores às unidades de saúde.
Assitência
Com a oferta
destes 629 novos leitos, a população
passa a contar com um total de 16.808 leitos de UTI na rede pública
de saúde. Entre 2003 e 2010, o Ministério da Saúde
ampliou a oferta leitos de UTI no SUS com mais em 6.660 unidades,
a partir de um investimento de R$ 437,2 milhões. Nesse
mesmo período, a Pasta reclassificou outros 1.678 leitos
de UTI, medida que resultou no aumento do repasse de recursos
anuais este bloco de unidades.
O
Estado de São
Paulo
Déficit do governo no setor de remédios triplica;
indústria do País terá regalias
Mesmo
com política de incentivo, incluindo quebra de
patentes e agilidade no registro de genéricos, prejuízo
do governo saltou para US$ 10 bilhões em 8 anos
Por Jamil Chade, Correspondente / Genebra
Apesar de
o governo ter adotado políticas de incentivo
ao setor industrial para estimular a produção farmacêutica
nacional e ameaçado quebrar patentes, o déficit
comercial da área de saúde com remédios
e equipamentos triplicou nos oito anos de governo do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, atingindo US$ 10 bilhões.
Para reverter
o quadro, o governo de Dilma Rousseff prepara medidas que deverão proteger a indústria nacional
da concorrência estrangeira.
Os dados
do déficit são do presidente da Fiocruz,
Paulo Gadelha, que nesta semana participa da Assembleia Mundial
da Saúde, em Genebra. Ele admitiu que, embora os programas
de governo tenham estimulado a produção nacional,
o País continua dependente da importação
de remédios. "Só em medicamentos, o déficit
está em torno de US$ 8 bilhões e vem crescendo.
Por mais que tenhamos feito esforços, estamos enxugando
gelo", disse.
Gadelha atribui
parte do problema da explosão do déficit à valorização
do real frente ao dólar. Outra explicação é o
aumento do consumo de remédios no Brasil e uma demanda
por um grupo maior de pessoas. Os esforços de produção,
segundo ele, não seguiram o mesmo ritmo.
A emancipação da produção nacional
de medicamentos foi uma das bandeiras defendidas pelo governo
Lula e deve seguir na agenda da presidente Dilma. Para meados
do ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, promete
a publicação de uma nova lei permitindo que licitações
públicas deem vantagens para produtos de alta tecnologia
fabricados no País, em detrimento de concorrentes estrangeiros.
Padilha admite
que o déficit é ainda um problema.
Mas cita os programas de apoio do governo como parte da solução. "Temos
políticas específicas, como parcerias público-privadas,
contratos e ainda aprovamos uma lei que permite usar licitação
pública para estimular a produção nacional",
afirmou o ministro, que também está em Genebra.
A ideia é de que, mesmo que o produto nacional seja 25%
mais caro que o estrangeiro, ele tenha certos benefícios
na concorrência.
Regras. Na
Organização Mundial do Comércio
(OMC), governos como o dos Estados Unidos questionaram há duas
semanas as políticas de incentivo do Brasil, insinuando
que poderiam violar as regras internacionais.
Por anos,
o Brasil lutou por um acesso facilitado aos remédios
que mais pesam na balança comercial do governo. Chegou
a quebrar patentes de algumas empresas para produzir versões
genéricas locais, que custam 35% menos, em média.
O ministro
cita a criação de um novo mecanismo
para acelerar o registro de remédios genéricos,
o que permitiu uma alta de 73% na certificação
desses remédios no primeiro trimestre em 2011, em comparação
com o mesmo período de 2010. "Há toda uma
política de financiamento (do setor produtivo) e compras
governamentais para estimular a produção de genéricos",
disse.
Um relatório publicado na semana passada pela Organização
Mundial de Saúde (OMS), porém, mostra que o governo
brasileiro gasta menos da metade da média mundial em saúde.
Em 2008, 6% do orçamento nacional ia para a saúde.
No mundo, a média é de 13%.
Esforço
insuficiente
Paulo Gadelha, Presidente da FIOCRUZ
"O déficit inclui medicamentos e materiais. Há oito
anos, falávamos de um déficit de US$ 3 bilhões
a US$ 4 bilhões, hoje ele está em US$ 10 bi; por
mais que tenhamos feito esforços, estamos enxugando gelo."
O
Estado de São
Paulo
Organização
enfrenta grave crise financeira
Por Jamil Chade
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou
que enfrenta sua pior crise financeira em décadas e apela
aos países emergentes para que façam contribuições
para tapar o rombo causado pela queda da contribuição
de nações ricas. O Brasil quer aproveitar o momento
para negociar que a organização tenha mais equilíbrio
quando for tratar de temas de interesse dos emergentes, como,
por exemplo, a propriedade intelectual de remédios.
Atualmente,
a entidade máxima de saúde no mundo
acumula uma dívida de US$ 300 milhões e está sendo
obrigada a demitir quase 15% de seus funcionários, ou
seja, mais de 300 pessoas.
A diretora
da OMS, Margaret Chan, apelou para que a entidade seja socorrida
e
prometeu reformas para garantir que os recursos
serão melhor administrados. Para 2012-2013, o orçamento
será de US$ 1 bilhão, valor considerado insuficiente.
Hoje, o empresário Bill Gates deve anunciar uma doação.
Há o temor, porém, de que essas doações
acabem privatizando a OMS.
Agência
Estado
Preço de genérico varia quase 1.000% em São
Paulo
Por Saulo Luz / Camila da Silva Bezerra
O preço de um mesmo remédio genérico pode
variar quase 1.000% de uma farmácia para outra. Isso é o
que mostra levantamento da Fundação Procon-SP realizado
em drogarias da cidade de São Paulo.
A maior diferença de valores encontrada foi no medicamento
Diclofenaco Sódico (vendido como Voltarem, entre os de
marca), 50 mg, na embalagem com 20 comprimidos. O maior preço
foi R$10, na Farmácia Pague Menos na zona oeste, e o menor,
R$ 0,92, na Drogaria Extra na zona sul — uma diferença
de 986,96% ou R$ 9,08.
O mesmo produto,
quando vendido com a marca Voltarem, chega a custar entre R$
14,87
(Farma Conde na zona sul) e R$ 21(numa
unidade da rede Farmais da zona oeste). No final, a diferença
constatada pelo Procon-SP entre o genérico mais barato
e o de marca mais caro chega a 2.282,60% (R$ 20,08).
Para Odnir
Finotti, presidente da Associação Brasileira
das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos),
o fato de existirem grandes diferenças de preço
entre os genéricos é um sinal da forte concorrência.
“São 21 empresas que produzem o Diclofenato Sódico.
Cada uma tenta oferecer melhores custos e condições às
drogarias para que o seu produto chegue ao consumidor. Isso faz
com que o mercado seja bastante competitivo e venha crescendo
32% ao mês, comparando ao ano passado”, diz.
A pesquisa
avaliou 52 medicamentos em 15 drogarias de médio
e grande portes distribuídas pelas cinco regiões
da capital, entre 13 e 15 de abril. “O resultado indica
que o preço pode variar com o tipo da loja (física,
virtual e por telefone), de acordo com a região, rentabilidade
da loja, condições comerciais de compra, e outros
fatores. Até mesmo lojas de uma mesma franquia podem ter
preços diferentes. Por isso, o consumidor precisa pesquisar”,
diz Shirley Pereira, técnica do Procon-SP.
O aposentado
Francisco Iafelix, 80 anos, diz que ainda trabalha para poder
arcar com
os gastos com remédios, que variam
entre R$ 600 e R$ 700 por mês. “Cada farmácia
tem um preço. Além de buscar o menor, aproveito
os descontos que elas oferecem na hora”, diz.
Já a manicure Vanusa de Oliveira Santos gasta cerca de
R$ 200 com remédios para o filho. “Já aconteceu
de um remédio custar R$ 11 aqui no bairro do Limão
e R$ 20 no Mandaqui. Antibióticos, como o Amoxil, são
caros e os que mais têm diferença”, conta.
De fato,
o medicamento de marca Amoxil (Amoxicilina), da Glaxosmithkline,
de 500 mg,
com 21 cápsulas, apresenta a maior diferença
de preço entre os produtos de referência. O maior
valor foi R$ 49 ( Farmais da zona oeste) e o menor, R$ 20,86
(Pague Menos na zona oeste) — diferença de R$ 28,14
(134,90%).
O mesmo produto,
quando genérico, custava entre R$ 3,87
(Drogaria Extra na zona sul) e R$ 20,76 (Pague Menos na zona
oeste) — uma discrepância de 436%. O detalhe é que
a diferença entre o genérico mais barato e o de
referência mais caro é de 1.266,1%.
Por outro
lado, a variação é de apenas
R$ 0,10 entre o genérico mais caro e o de marca mais em
conta, ou 0,4%. Em média, os genéricos são
57,25% mais baratos do que os de marca.
Entre todos
os estabelecimentos, a Farma Conde (na zona Sul) apresentou
a maior quantidade de
produtos com menor preço
(37 itens dos 52 encontrados).
InfoMoney
Consulta
para discutir criação de prêmios
nos planos
Por Jéssica
Consulim Roccella
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) abriu
consulta pública para discutir a criação
de incentivos, como descontos e premiações, para
os beneficiários de planos de saúde que participarem
de programas de envelhecimento ativo e promoção
da saúde. A consulta termina dia 14 de junho.
Segundo a
agência, a implementação de políticas
públicas e regulatórias para idosos se tornou uma
necessidade, já que houve um envelhecimento da população
brasileira. Além disso, o setor de saúde suplementar
tem como desafio reorganizar um modelo de assistência voltado
para o cuidado integrado das condições crônicas
e melhorias da saúde.
"O objetivo é aprimorar a regulação
da saúde suplementar e ampliar o esforço que a
ANS vem fazendo no sentido de inverter a lógica existente
hoje no setor de focar o tratamento na doença e não,
como deve ser, na saúde das pessoas", diz a ANS.
O tema é um conceito adotado pela OMS (Organização
Mundial de Saúde), que consiste em um conjunto de ações
de promoção da saúde e prevenção
de riscos e doenças, o qual deve ser incorporado à atenção à saúde
das pessoas de todas as idades, desde o pré-natal até as
idades mais avançadas.
Proposta
De acordo
com a ANS, a proposta de resolução normativa
prevê a possibilidade de desconto nos planos de saúde
para os que participarem de programas de promoção
do envelhecimento ativo. Além disso, os beneficiários
poderão ser premiados, caso participem de programas voltados
para a promoção da saúde e prevenção
dos riscos e doenças.
A resolução também pretende estimular as
operadoras de planos de saúde a se envolverem com os desafios
e as oportunidades resultantes do processo de envelhecimento
da população brasileira.
Participação
Os beneficiários, operadoras e prestadores de serviços
de saúde podem acessar o site da ANS (www.ans.gov.br)
e responder o formulário eletrônico sobre a importância
dos programas, os motivos pelos quais a adesão acontece,
os impactos financeiros que ocasionam, entre outros assuntos.
CFM
CFM
entra com ação na justiça
contra a SDE
Também ontem, o Conselho pediu ao Cade a revogação
do ato administrativo instaurado por falta de fundamentação
legal
O Conselho
Federal de Medicina (CFM) propôs nesta segunda-feira
ação ordinária na Justiça Federal,
em Brasília, contra o processo administrativo instaurado
pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) pelo qual as
entidades médicas são impedidas de defender os
interesses da categoria no que se refere à recomposição
dos honorários pagos pelas operadoras de planos de saúde.
Na ação, o CFM pleiteia de antecipação
de tutela o que implicaria na suspensão das medidas preventivas
impostas.
Também nesta segunda-feira, o CFM apresentou pedido de
revisão da medida preventiva da SDE junto ao Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao
Ministério da Justiça. Este recurso não
tem caráter judicial, mas solicita ao órgão
que reavalie o embasamento da medida da Secretaria, revogando-a
pela ausência de fundamentação. Nas duas
ações, a argumentação apresenta pontos
em comum.
Em síntese, o CFM, por meio de sua assessoria jurídica,
sustenta que a entidade possui lastro legal para orientar e coordenar
a classe médica na obtenção de melhores
condições de trabalho e remuneração
pelos serviços prestados às operadoras de plano
de saúde, conforme reconheceu a SDE. O Conselho Federal
alega ainda que, ao adotar o processo administrativo com uma
série de medidas preventivas, a Secretaria de Direito
Econômico extrapolou sua competência legal.
Para o Conselho
Federal, a SDE, em nenhum momento, comprovou que o CFM ameaça, puniu ou pune os médicos que
não aderirem ao movimento ou não adotarem a Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM).
Além disso, a peça demonstra que o CFM não
impõe aos médicos apoio ao movimento nem à adoção
da CBHPM.
A entidade
de representação dos médicos
afirma ainda que o movimento dos médicos ocorre não
por determinação do CFM, mas porque a classe médica
não tem mais condições de atuar com os valores
pagos pelas operadoras de planos de saúde. O Conselho
Federal de Medicina também demonstra que os descredenciamentos,
quando ocorrem, são realizados à luz do disposto
na Resolução Normativa DC/ANS nº 71/2001.
Esta Resolução Normativa estabelece os critérios
e condições da relação entre as operadoras
e os profissionais de saúde, que, nesta situação,
são vistos como prestadores de serviços. A regra,
entre outros pontos, determina os parâmetros pelos quais
pode ser dar a rescisão contratual entre as partes.
Finalmente,
o CFM afirma que o movimento por melhores condições
de trabalho e uma remuneração justa não
ofende a livre concorrência, nem à livre iniciativa,
como alegado pela SDE. No entendimento do Conselho, a CBHPM é uma
referência, conforme decisões do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região proferidas em ações
judiciais no qual o item foi objeto de discussão e análise.
O Dia Online
RJ: Vontade e bom senso
A Zona Oeste
conta com 1,8 milhão de habitantes. Não
apenas é a região que mais cresce no Rio (média
de 1,35% ao ano), mas também a que mais sofre com a precariedade
dos serviços públicos. A superlotação
de hospitais e postos, a falta de uma rede de transportes eficiente
e os baixos índices de saneamento evidenciam um quadro
alarmante. Um exemplo: a chamada Área de Planejamento
5 tem 50% de esgoto coletados, dos quais apenas 4% são
tratados.
Houve avanços, é verdade. Na saúde pública,
o quadro começou a mudar nos últimos anos, graças à construção
das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), das Clínicas
da Família e do Hospital da Mulher, em Bangu. No entanto,
há imensa lacuna a ser preenchida no que diz respeito
ao Ensino Superior. A Zona Oeste não tem uma única
faculdade pública de Medicina que possa atender à enorme
demanda local por profissionais do setor. A região é justamente
a que mais se ressente da falta de médicos nas Emergências.
Esse desequilíbrio pode ser corrigido com a construção
de um núcleo avançado da Uerj, objeto de proposição
de minha autoria na Alerj. Hoje, municípios da Baixada
e do Norte Fluminense – com população muito
inferior à da Zona Oeste – já contam com
faculdades de Ciências Médicas e Biológicas.
Porque não instalar um centro de formação
médica na região que mais atrai investimentos em
todo o Estado?
Vale lembrar
que a Zona Oeste tem evoluído a passos largos
no Ensino Profissionalizante. A primeira universidade pública
da região (Uezo) e os Centros Vocacionais Tecnológicos
oferecem oportunidades a milhares de jovens que buscam formação
profissional sólida, além de boas perspectivas
de emprego. A criação de faculdade de Medicina,
portanto, será um fator preponderante de desenvolvimento
na área de saúde pública, além de
garantir o acesso dos moradores ao Ensino Superior de qualidade. É preciso
vontade e bom senso.
O
Estado de São
Paulo
Plano
de saúde: é hora
de adaptar o contrato
Se você ou alguém de sua família tem plano
de saúde antigo –contrato assinado até 2
de janeiro de 1999 –, chegou a hora da decisão.
Qual? Você poderá optar entre continuar com o contrato
antigo ou mudar para um contrato novo, ou seja, adaptado à Lei
de Planos de Saúde, que oferece mais vantagens quanto à cobertura.
Anote as
vantagens do novo contrato – ou contrato adaptado.
Primeira: enquanto para os contratos novos, assinados a partir
de janeiro de 1999, o reajuste anual da prestação é controlado
pelo órgão regulador, a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), quem tem contrato antigo continua
sujeito à cobrança de reajuste abusivo, pois este
não está sujeito à limitação
do índice de aumento estabelecido pela ANS.
A liberdade
que a empresa de saúde tem para impor o reajusto
no contrato antigo pode, em alguns casos, tornar inviável
o custo do plano.
O segundo
benefício para a mudança do plano – e
o mais importante deles – diz respeito à ampliação
da cobertura do serviços de saúde, pois a empresa
de assistência médica, após a adaptação
do contrato, fica proibida de negar o atendimento a todas as
doenças listadas pela classificação estatística
da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em outras
palavras, a adaptação do contrato livra
o consumidor das tristes exclusões e negativas de tratamento,
responsáveis por verdadeiros dramas e até mortes
de conveniados ou seus dependentes – que deixaram de ser
atendidos com base na alegação da empresa de que
o tratamento estava excluído do contrato.
O problema
relativo às exclusões de tratamento
só não foi mais grave porque as vítimas
da negativa de tratamento recorreram à Justiça,
que obrigou as empresas a prestarem o atendimento. Bom exemplo
da atuação do Judiciário nessa matéria
ocorreu à época do surgimento da aids, cujo atendimento
encabeçava a lista das malditas exclusões, que
foram derrubadas pelos juízes.
E a realidade
continua a mesma para quem tem contrato antigo, a saber: ou
fica sem
o tratamento em casos graves, em razão
das exclusões previstas no contrato, ou vai ter de recorrer à Justiça,
arcando com o custo e o desgaste do processo para obter o tratamento.
A adaptação do contrato livra o consumidor de
todos estes problemas, embora haja um senão: pela adaptação
o consumidor sofrerá um custo adicional à prestação
de até 20,59%, autorizado pela ANS, para remunerar as
empresas pela ampliação das coberturas.
Para quem
puder arcar com o referido custo, que a empresa poderá cobrar
a partir da assinatura o termo de adaptação, esta é recomendável,
como visto. Para quem não suportar o acréscimo,
restará o caminho da Justiça, inclusive podendo
valer-se do Juizado Especial Cível, onde não há despesa
com o processo.
A adaptação é uma livre escolha do consumidor,
que poderá solicitar a qualquer tempo à operadora
de saúde, e esta tem o prazo de cinco dias para apresentar
o termo da adaptação para a avaliação
e assinatura pelo consumidor.
O site do
Instituto de Defesa do Consumidor (Idec – www.idec.org.br)
) apresenta informações, com um competente infográfico,
que ajuda o consumidor na hora de decidir pela adaptação.
Espero que o Procon e a ANS, divulguem mais informações
detalhadas sobre o assunto, e criem um atendimento especial para
orientar os consumidores sobre as novas regras da adaptação,
que entram em vigor em agosto.
O assunto é muito relevante, afinal estamos falando de
9 milhões de vidas, que ainda têm contrato antigo,
e foram deixadas órfãs, quanto à adaptação
do plano de saúde, pela ANS, que desde 1999 deveria ter
editado e implementado as regras sobre o assunto, e só agora
parece interessada em cumprir o dever legal até então
negligenciado.
Saúde
Business Web
Os
médicos
e a medicina suplementar
Por José Luiz Gomes do Amaral / Florisval Meinão
/ Florentino Cardoso
Segundo expert, é urgente reajustar consultas e procedimentos
dentro de um processo que traga transparência à valorização
do trabalho médico
Em 1988,
a nova Constituição brasileira caracterizou
o sistema de saúde do País, o SUS, definindo o
papéis dos setores público e privado, denominado "suplementar" ou
o dos "planos de saúde". A regulação
da Saúde Suplementar se inicia, entretanto, 10 anos depois,
com as leis 9656/98 e 9961/2000, esta última, a que criou
a Agência Nacional de Saúde - ANS. Essas iniciativas,
contudo, não eliminaram insatisfações, nem
impediram a multiplicação de conflitos nessa área.
Quer ficar por dentro sobre tudo o que acontece no setor de saúde?
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os destaques em sua caixa de e-mail.
Nos mais
de onze anos seguintes a ANS passou a cuidar das coberturas
e das garantias
financeiras das operadoras de planos de saúde.
As propostas da ANS voltadas para regulamentação
passaram ao largo das relações entre médicos
e operadoras de planos de saúde. Ao verem coibidas as
práticas abusivas que aplicavam aos usuários, as
operadoras passaram a reduzir os custos por meio da interferência
na prática clínica, restringindo intervenções
diagnósticas e terapêuticas. As lacunas no processo
regulatório permitiram que, ano após ano, se ampliasse
o descompasso entre reajustes aplicados aos "beneficiários" e
remuneração médica.
Na última década, a ANS tem autorizado reajustes
dos planos individuais, em média, 2% acima da inflação,
o que resulta em acúmulo de 20% no período. Os
planos coletivos (80% dos planos de saúde) são
objeto de negociação direta e todos foram reajustados
em valores substancialmente superiores aos concedidos aos individuais.
Tal majoração, porém, não foi considerada
com relação a eventuais reajustes na remuneração
médica.
Em 1996,
ao analisar diversos elementos que compõem o
custo da consulta, a Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (FIPE) chegou ao valor de R$ 29. Se esse montante
fosse corrigido pela variação do salário
mínimo, deveria ser R$ 130. Caso fosse pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, seria R$ 70. As
poucas operadoras que reajustaram honorários médicos,
dificilmente remuneram consultas acima de R$ 50. A situaçâo é ainda
mais grave no que concerne aos procedimentos. As empresas têm
resistido a reajustar proporcionalmente os procedimentos médicos
e quando o fazem aplicam reajustes aos que são menos frequentes.
Assim, muitos médicos veem-se obrigados a limitar suas
atividades no sistema de saúde suplementar.
Para solucionar
tais graves distorsões, a AMB propôs
a utilização da Classificação Brasileira
Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que reúne
os procedimentos tecnicamente qualificados e os hierarquiza,
para trazer coerência e valorização ao trabalho
do médico.
Foi criado
recentemente, pela ANS, um grupo de trabalho para buscar acordo
entre operadoras
e médicos. Nesta instância,
as empresas recusaram-se a adotar a CBHPM e a considerar reajustes.
Apesar da Resolução Normativa 71 da ANS exigir
que contratos entre médicos e operadoras incluam cláusulas
tratando de critérios para reajuste e periodicidade de
sua aplicaçâo, essas empresas têm sistematicamente
ignorado essa obrigaçâo. Assim cresce a insatisfaçâo
e o movimento em busca da regularização dos contratos
se alastra pelo país.
É urgente reajustar consultas e procedimentos dentro
de um processo de hierarquização que traga transparência à valorização
do trabalho médico. O reajuste tem de ser regulado por
contrato e balizado pela lógica de hierarquização
incorporada na CBHPM. A ANS deve atuar como facilitadora desse
processo, arbitrando os reajustes. Quando não for possível,
deve participar ativamente do acordo com as empresas. Mais do
que uma prerrogativa da ANS, esta é uma obrigação
que a sociedade espera que seja cumprida.
Saúde
Business Web
Sobrevivência: Pequenas e médias
operadoras
Por Maria Carolina Buriti
Pequenas
e médias devem reinventar modelos de comercialização
Parcerias,
classes emergentes e planos para terceira idade são
apontadas como solução de sobrevivência das
empresas de pequeno porte
As pequenas
e médias operadoras devem partir para novos
modelos de comercialização, reinventando formatos
e com um olhar para perfis como os idosos e as classes emergentes.
Esta é a opinião do diretor da Neorumos Seguros
e membro da Comissão das Pequenas e Médias OPS
da Abramge, Rafael Gualda. O assunto foi discutido com operadoras
e entidades de classe na 6° Jornada Jurídica de Saúde
Suplementar, que ocorreu em São Paulo, na sexta-feira
(13).
Para Gualda,
um dos caminhos de sobrevivência citado é o
de parcerias regionais com outras operadoras menores, a fim de
atender uma determinada região sem prejuízos para
ambas. O executivo também acredita que a transformação
passa pelo canal de vendas com incentivos aos corretores, que
são porta de entrada do aumento da carteira.
"O empresário vive do risco de enfrentar a realidade
de inventar novos produtos", disse, analisando o novo cenário
para as pequenas e médias operadoras.
Para as pequenas
e médias sobreviverem ao dinâmico
mercado de operadoras com fusões e aquisições
emergindo constantemente, Gualda apontou modelos com potencial
como as classes C e D, modelos com exclusiva atenção
ambulatorial, planos com co-participação e os idosos-
população que tende a aumentar nos próximos
anos.
E é a terceira idade um dos negócios do executivo,
Gualda também é consultor da Neovita, canal de
vendas da Prevent Sênior, plano de saúde destinado
a pessoas acima de 49 anos.
Folha
de São
Paulo
Médicos recorrem de decisão que proíbe
boicote a planos
O Conselho
Federal de Medicina recorreu da decisão da
SDE (Secretaria de Direito Econômico) do Ministério
da Justiça que proibiu médicos de boicotarem planos
de saúde e de cobrarem dos pacientes valores adicionais
para consultas que já são cobertas.
A entidade
entrou com uma ação na Justiça
Federal em Brasília e com um recurso no Cade (Conselho
Administrativo de Defesa Econômica), também vinculado
ao Ministério da Justiça.
Na decisão divulgada no último dia 9, a SDE proibiu
os médicos de promoverem paralisações organizadas
como a que ocorreu no dia 7 de abril, quando houve suspensão
de atendimento a clientes dos planos.
Determinou
também a investigação do Conselho
Federal de Medicina, da Associação Médica
Brasileira e da Federação Nacional dos Médicos
para apurar possível participação das entidades
na organização do boicote.
Nos recursos
apresentados ontem, o conselho argumenta que tem atribuição legal para coordenar a categoria dos
médicos na busca por melhores condições
de trabalho e que não ameaçou punir quem não
participasse do movimento.
De acordo
com a entidade, o movimento dos médicos ocorre
não por determinação do conselho federal,
mas porque eles não têm condições
de trabalhar com os valores pagos pelas operadoras de planos
de saúde.
Folha
de São
Paulo
Tratamento curto evita novos casos de tuberculose
Pesquisa
feita com 8.000 pessoas mostra que é possível
diminuir tempo de terapia de seis para três meses
Conclusão vale para pacientes infectados que ainda não
mostram sintomas; Brasil participou do estudo
Por Iara Biderman
DE SÃO
PAULO
Um novo tratamento,
mais curto, mostrou-se seguro e eficaz para tratar pessoas
que foram infectadas pela tuberculose, mas não
manifestaram a doença de imediato.
Entre essas
pessoas, que contraíram o bacilo de Koch
(responsável pela tuberculose) mas não mostram
sintomas, 10% desenvolvem a doença nos dois primeiros
anos após a contaminação.
Hoje, a prevenção é feita com o uso diário
de um antibiótico oral (isoniazida) por seis a nove meses.
O novo tratamento, que dura só três meses, é feito
com uma dose semanal desse remédio combinado a outro antibiótico,
a rifapentina.
De acordo
com um estudo apresentado ontem no congresso da Sociedade Americana
do Tórax, em Denver (EUA), o tratamento mais
curto não provocou mais reações adversas
do que a terapia tradicional e conseguiu melhores resultados,
reduzindo pela metade a chance de a doença aparecer.
Coordenado
pelos Centros de Controle de Doenças dos EUA,
o trabalho foi feito em 19 centros nos Estados Unidos, no Canadá,
na Espanha e no Brasil. Participaram do estudo cerca de 8.000
pessoas ""660 do Brasil.
Durante dez
anos, as pessoas contaminadas foram encaminhadas, aleatoriamente,
para o tratamento diário de nove meses
ou para o semanal, de três meses.
No primeiro grupo, 15 pessoas adoeceram, contra sete da terapia
mais curta.
MENOS
REMÉDIOS
"O objetivo era pesquisar se um tratamento mais rápido
e mais fácil de ser seguido era seguro e tinha, no mínimo,
o mesmo resultado da terapia convencional", diz o pneumologista
Marcus Conde, da comissão de tuberculose da Sociedade
Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
Conde foi
o coordenador do grupo brasileiro do estudo, realizado no Hospital
Universitário
Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio
de Janeiro).
"No novo tratamento, você toma menos remédio
e por menos tempo. É muito mais fácil a pessoa
não desistir [de se tratar] no meio."
Para o pneumologista
Elie Fiss, da Faculdade de Medicina do ABC, que não participou do estudo, os resultados são
muito importantes para melhorar o controle da doença no
país.
"Um dos grandes problemas é a baixa adesão
ao tratamento. Essa nova forma de tratar economiza remédios
e tempo e aumenta a aderência do paciente."
O Brasil
tem, aproximadamente, 75 mil novos casos de tuberculose por
ano, mas o número total de pessoas contaminadas pelo
bacilo é cerca de 250 mil, segundo Marcus Conde.
"O tratamento preventivo evita o aparecimento da doença
em cerca de 20 mil pessoas. Isso quer dizer que podemos reduzir
em quase 30% os casos de tuberculose."
QUEM DEVE FAZER
Pessoas que
tiveram contato direto com doentes devem procurar um serviço de saúde para fazer o teste que detecta
o bacilo. No Brasil, o exame é feito na pele.
"A transmissão da tuberculose é feita principalmente
por via aéreas. Quem fica muito próximo do doente,
em lugar fechado, deve fazer o teste o mais rápido possível
e se for positivo, começar o tratamento", diz Conde.
Segunda-feira, 16.05.11
Agência Câmara de Notícias
Subcomissão discute modelos de assistência
do SUS
A Subcomissão Especial do Sistema Único de Saúde
(SUS) se reúne hoje, às 14 horas, com representantes
do Ministério da Saúde e dos conselhos nacionais
de secretarias municipais e estaduais de saúde. O encontro é uma
reunião de trabalho interna para discutir os modelos de
assistência, critérios de distribuição
das unidades de atendimento e sistema de garantia de acesso ao
SUS.
A reunião da subcomissão, que é vinculada
a Comissão de Seguridade Social e Família, será realizada
no plenário 15.
Agência Câmara de Notícias
Audiência discute situação do atendimento
médico de urgência no País
A Comissão de Seguridade Social e Família realiza
nesta terça-feira (17) audiência pública
para discutir a Política Nacional de Atenção às
Urgências. O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), que propôs
o evento, quer debater propostas de melhoria do atendimento médico
de emergência, incluindo a gestão das Unidades de
Pronto Atendimento (UPAs) e do Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência (Samu).
“O atendimento às urgências médicas é um
serviço público complexo e de difícil execução,
razão pela qual deve ser discutido perenemente com a finalidade
de aperfeiçoamento técnico e administrativo”,
diz Marcus Pestana.
Já o deputado João Ananias (PCdoB-CE) sugeriu
debate sobre a necessidade de reativação da emergência
do Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade
Federal do Ceará. Segundo o deputado, o fechamento desse
serviço, em 1992, resultou na sobrecarrega de outras unidades
de emergência e em prejuízo ao ensino dos profissionais
de saúde.
Foram convidados
para a audiência:
- o presidente
do Conselho Nacional dos Secretários Municipais
de Saúde (Conasems), Antonio Carlos Figueiredo Nardi;
- o 1º vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários
de Saúde (Conass), Antônio Jorge de Souza Marques;
- o coordenador
de Urgência e Emergência da Secretaria
de Saúde do Ceará, Frederico Arnaud;
- um representante
do Ministério da Saúde;
A audiência será realizada às 14h30, no
plenário 7.
Folha
de São
Paulo
Dez
anos depois, reforma na saúde mental é polêmica
DE
SÃO
PAULO
A lei da
reforma psiquiátrica, que mudou o tratamento
ao doente mental no país, completa dez anos em meio a
controvérsias. Uma delas é a redução
de leitos psiquiátricos. Hoje, são cerca de 20
mil a menos do que antes da reforma.
Dona de casa
conta experiência com hospital psiquiátrico
Segundo o
Ministério da Saúde, foi ampliada a
rede de tratamentos alternativos, como os Caps (Centros de Assistência
Psicossocial).
Há 1650 Caps no país, com diferentes especialidades
e horários de atendimento.
Há também 571 residências terapêuticas,
que abrigam doentes que passaram por hospitais psiquiátricos.
Para a Associação Brasileira de Psiquiatria, a
reforma foi negativa porque a redução nos leitos
gerou "desassistência psiquiátrica".
ANS
Consulta
Pública
sobre o Envelhecimento Ativo
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer
saber a opinião dos principais atores do setor de saúde
suplementar a respeito dos programas desenvolvidos por operadoras
de planos de saúde para promoção da saúde
e prevenção de riscos e doenças e para o
envelhecimento ativo.
A pesquisa
está disponível a partir desta segunda-feira,
16/05/2011, em formulário eletrônico exclusivamente
na página da ANS na Internet, para que beneficiários,
operadoras e prestadores de serviços de saúde respondam
sobre a importância desses programas, os motivos pelos
quais a adesão acontece e os impactos financeiros que
acarretam, entre outros temas.
O objetivo é aprimorar a regulação da saúde
suplementar e ampliar o esforço que a ANS vem fazendo
no sentido de inverter a lógica existente hoje no setor
de focar o tratamento na doença e não, como deve
ser, na saúde das pessoas. Por isso a pesquisa acontece
no momento em que a Agência inicia a Consulta Pública
nº 42, a respeito da concessão de descontos e/ou
de prêmios para os beneficiários que aderirem a
programas de promoção do envelhecimento ativo ao
logo da vida.
Esse tema
integra a Agenda Regulatória da ANS e é um
conceito adotado pela Organização Mundial de Saúde
(OMS), amplamente utilizado em vários países, que
consiste num conjunto de ações de promoção
da saúde e prevenção de riscos e doenças,
que devem ser incorporadas à atenção à saúde
das pessoas em todas as faixas etárias visando a manutenção
da capacidade funcional, englobando ações em todas
as fases da vida, desde o pré-natal até as idades
mais avançadas.
Portanto,
a participação de todos os envolvidos
e interessados por este tema é de fundamental importância
para contribuir e aprimorar o trabalho que tem sido desenvolvido
pela ANS.
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Unidas: Regulação, análise e auditoria
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
e Análise de Contas Médico-Hospitalares
e Controles em Sistemas de Saúde
26 e 27 de maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Promover
o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação,
análise e auditoria de prestação de serviços,
através da introdução de conhecimento técnico
e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas
e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação
e auditoria no sistema suplementar; Composição
da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais
e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas;
Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia
e utilização de tecnologia; Rediscussão
de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência
hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar,
monitoramentos entre outros).
Instrutor
DRA. MIYUKI GOTO
Público
Alvo
Profissionais
que atuam na área de: Análise de
contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação
com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita
hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento
aos usuários do sistema de saúde, autorização
prévia, liberação de guias e senhas; Gestão
e controles de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br