Leia
nesta edição:
- Vacinação contra a pólio começa
amanhã; oito estados vacinam contra sarampo
- SUS: acesso
universal, igualitário e gratuito
- Monitoramento da Qualidade dos Prestadores
- Risco de
elementos cancerígenos é exagerado
- Reajuste
de plano por faixa etária
- Abramge
contesta política de ressarcimento SUS
- Estudo questiona elo entre celular e tumor
- Medicamentos:
Alíquota zero é direito de hospitais
e clínicas
- Saúde e fundos de pensão
mais pertos do resseguro
- Câmara aprova alterações
na Lei de Filantropia
- Regulamentação da Emenda Constitucional da Saúde
fica para julho
- Setor privado
de saúde cresce e se fortalece a custa
do Sistema Público
- Médicos poderão solicitar correção
nas informações do cadastro nacional do Ministério
da Saúde
- Brasil
precisa discutir papel que o Estado terá na
saúde, diz CFM
- Frente
Parlamentar da Pesquisa e Inovação é lançada
Sexta-feira, 17.06.11
O
Estado de São
Paulo
Vacinação contra a pólio começa
amanhã; oito estados vacinam contra sarampo
Ao
todo, 115 mil postos de saúde em todo o país
devem funcionar das 9h às 17h
Agência
Brasil
BRASÍLIA - Crianças menores de 5 anos devem receber
no sábado, 18, a primeira dose da vacina contra a poliomielite
(paralisia infantil). Pais e responsáveis devem levar
o cartão de vacinação para atualização
das doses. A Campanha Nacional de Vacinação segue
até o dia 22 de julho.
Em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande
do Sul, em Pernambuco, na Bahia, no Ceará e em Alagoas,
crianças de 1 a 7 anos também vão receber
a vacina tríplice viral - que imuniza contra o sarampo,
a rubéola e a caxumba.
Ao todo,
115 mil postos de saúde em todo o país
devem funcionar das 9h às 17h. Além das unidades
permanentes, shopping centers, rodoviárias e escolas também
vão receber postos móveis. Mais de 350 mil profissionais
de saúde estarão mobilizados.
A segunda
dose da vacina contra a poliomielite será aplicada
a partir do dia 13 de agosto. Nesse mesmo dia, os demais estados
iniciam a aplicação da tríplice viral.
De acordo
com o Ministério da Saúde, a criança
só fica completamente protegida contra a paralisia infantil
após receber as duas gotinhas previstas.
Crianças com febre acima de 38 graus ou com alguma infecção
devem ser avaliadas por um médico antes de receber a vacina.
Também não é recomendado vacinar crianças
com problemas de imunodepressão (como pacientes com câncer
e aids) ou que já apresentaram reação alérgica
severa a doses anteriores.
A meta do
governo é vacinar 95% do público-alvo
- 14,1 milhão de crianças contra a poliomielite
e 17 milhões contra o sarampo.
Folha
de São
Paulo
TENDÊNCIAS
/ DEBATES
SUS:
acesso universal, igualitário e gratuito
Por Anna Trotta Yaryd / Gilson Carvalho
É incontroverso que a saúde pública precisa
de recursos, mas não podemos aceitar isso como justificativa
para a privatização da coisa pública
O exercício democrático não é fácil.
Principalmente quando tratamos de questões polêmicas,
que envolvem interesses diversos. Bons ou ruins, os debates são
sempre necessários, porque informam, esclarecem e estimulam à reflexão,
imprescindível para a cidadania plena e para a prática
democrática.
Por isso
voltamos à cena. As afirmações
feitas pelo dr. Adib Jatene em artigo publicado nesta semana
("Desinformação e deformação", "Tendências/Debates",
13/6) merecem esclarecimentos e precisam ser rebatidas. Não é o
momento de reduzir a luta em defesa do SUS a questões
paroquiais de um conjunto hospitalar.
Nunca é demais lembrarmos que o SUS é a consolidação
do pacto social brasileiro, pelo qual concordamos em garantir,
mediante o recolhimento de tributos e por meio do Estado, o acesso
universal e igualitário de todos os brasileiros aos serviços
públicos de saúde.
Trata-se,
portanto, do nosso maior projeto público de
inclusão social, em construção.
Inteligentíssimo. Afinal, não interessa a nenhum
país, muito menos àqueles que pretendem o desenvolvimento,
uma sociedade doente, que não produz ou não viva
com o mínimo de dignidade.
Dessa forma,
muito embora os serviços de saúde
não sejam "de graça", pois são
financiados sempre por nós, cidadãos, são,
sim, gratuitos porque, ao serem prestados, não podem ser
cobrados. Essa é a conclusão lógica extraída
dos princípios constitucionais do SUS, amparada também
na lei federal nº 8.080/90 e na Constituição
do Estado de São Paulo.
Claro que
o direito assegurado a todo e qualquer cidadão
brasileiro de ter acesso gratuito aos serviços de saúde
não é extensivo às empresas seguradoras
dos planos de saúde. Por isso, a legislação
prevê a possibilidade de cobrança, pelo poder público,
dos serviços prestados aos consumidores na rede pública
de saúde a título de ressarcimento.
Contudo,
não significa que as seguradoras possam usufruir,
de forma exclusiva, de parte da infraestrutura dos serviços
públicos e dos leitos públicos, garantindo atendimento
privilegiado e diferenciado aos seus segurados na rede pública.
Isso é ilegal e inconstitucional.
É incontroverso que a saúde pública precisa
de mais recursos, mas não podemos aceitar esse fato como
justificativa para permitir a privatização da coisa
pública. Lutemos pela regulamentação da
emenda constitucional 29, que assegura os recursos mínimos
para o financiamento dos serviços de saúde, e cobremos
do poder público mais eficiência na gestão,
transparência e controle do dinheiro público.
Essas sim,
são medidas que trarão mais recursos
para a saúde pública, além de segurança
e transparência no trato do dinheiro público.
Não podemos perder de vista que a concepção
de gestão pública do SUS é essencialmente
democrática, devendo ser submetida ao controle da sociedade.
Que sejam ouvidos os Conselhos de Saúde!
Nada temos
contra a iniciativa privada, mas jamais defenderemos que se
privatize
a coisa pública, dando-lhe destino diferente
de sua finalidade constitucional. Qualquer insinuação
em sentido contrário é retórica distorcida
e mal fundamentada. Devemos zelar pela prevalência do interesse
público na condução política do Estado.
Anna Trotta
Yaryd é promotora de Justiça do Estado
de São Paulo e vice-presidente da Associação
Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde.
Gilson Carvalho é médico pediatra e professor
doutor em saúde pública pela USP.
ANS
Monitoramento da Qualidade dos Prestadores
Com o objetivo
de zelar pela garantia da qualidade da assistência
prestada aos beneficiários de planos de saúde,
a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciará no
dia 24 de junho a Consulta Pública nº 44, que apresenta
proposta de Resolução Normativa para implantação
de um instrumento capaz de avaliar o desempenho e os resultados
assistenciais dos prestadores de serviço na saúde
suplementar. O instrumento criado permitirá a seleção
de indicadores que tenham validade, comparabilidade e ajudem
na diferenciação das organizações
avaliadas.
O programa,
denominado QUALISS, será desenvolvido para
monitorar os indicadores de qualidade assistencial dos hospitais
com o uso de referências mundiais. Inicialmente o programa
será focado em hospitais, mas o objetivo é que
seja extensivo a outros prestadores da saúde suplementar.
Tais indicadores proporcionarão aos estabelecimentos de
saúde novas ferramentas e métodos para gestão
da qualidade (benchmarking), além de fornecer ao poder
público e consumidores em geral elementos de apoio à tomada
de decisão, com foco na qualidade do atendimento.
Segundo Bruno
Sobral, Diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS: “observamos que poucas informações sobre
qualidade dos hospitais estão disponíveis. E acreditamos
que esta iniciativa pode gerar uma concorrência positiva,
mudando o foco do preço para a qualidade do serviço
prestado. Além disso, este programa dará ao consumidor
maior capacidade de escolha de seu plano de saúde pois
ele poderá avaliar de forma mais objetiva a qualidade
da rede associada a cada produto disponível no mercado".
Principais
consideração
no desenvolvimento do QUALISS:
- A qualidade
do cuidado à saúde não pode
ser mensurada diretamente, portanto diversos indicadores têm
sido utilizados para atender a necessidade de informação
dos usuários dos sistemas de saúde e de suas entidades
representativas sobre a qualidade dos cuidados prestados. Desta
forma, pretende-se alcançar abrangência e capilaridade
que programas atuais de monitoramento da qualidade da assistência
das operadoras não conseguem entregar
- Os domínios escolhidos para constituir os eixos do
QUALISS – efetividade, eficiência, equidade, acesso,
centralidade no paciente e segurança, têm como base
os relatórios do Instituto de Medicina dos EUA, instituição
que impulsionou a qualidade dos serviços de saúde
e melhoria do cuidado no processo de reforma do sistema de saúde
daquele país.
- Os prestadores
de serviço terão acesso aos resultados
de seu desempenho antes da divulgação pública,
podendo detectar falhas ocorridas no processo de envio das informações
e de sua avaliação sistemática pela ANS.
- A rede
hospitalar brasileira apresenta uma grande heterogeneidade
em relação à estrutura, incorporação
de tecnologias e disponibilidade de recursos humanos, coexistindo
estabelecimentos de diversos padrões.
- O QUALISS
contará com um comitê gestor cuja finalidade
será promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento
do Programa, com participação de representantes
das operadoras de planos de saúde, dos hospitais, clínicas,
laboratórios, dos médicos, das acreditadoras e
dos consumidores, dando legitimidade e transparência às
ações instituídas.
A consulta
estará disponível entre os dias 24/06/2011
e 23/07/011, em formulário eletrônico exclusivamente
na página da ANS na Internet, para que beneficiários,
operadoras e prestadores de serviços de saúde possam
contribuir. A participação de todos os envolvidos
e interessados por este tema é de fundamental importância
para aprimorar o trabalho que tem sido desenvolvido pela ANS.
Confira os
arquivos referentes à Consulta Pública
nº 44 no link:
http://www.ans.gov.br/index.php/participacao-da-sociedade/consultas-publicas
Folha
de São
Paulo
Risco
de elementos cancerígenos é exagerado
Publicação de listas de substâncias causadoras
de câncer não deixa claro o nível de exposição
que causa perigo
OMS e EUA
incluíram celular, formol e substância
usada em isopor em rol de produtos perigosos
Da Associated Press
De São
Paulo
Apesar das
notícias recentes sobre os riscos de câncer
por causa de celulares, café, plásticos, isopor
e formol, a maioria das pessoas tem poucas chances de estar em
perigo por causa desses elementos, segundo especialistas.
"Estamos sendo bombardeados com alertas sobre perigos trazidos
por coisas comuns, mas a maior parte da nossa exposição
a isso não está em um nível que vá causar
câncer", afirma Len Lichtenfeld, vice-diretor da American
Cancer Society.
A toxicologista
Linda Birnbaum concorda. Ela lidera a agência
do governo americano que acaba de divulgar que o estireno, ingrediente
da fibra de vidro dos barcos e do isopor, pode causar câncer.
Birnbaum
diz que não há motivo para pânico.
Os níveis de estireno de embalagens de comida feitas de
isopor, por exemplo, são centenas ou milhares de vezes
mais baixos do que os que ocorrem nas fábricas onde são
produzidas.
Lá, os produtos químicos em forma de vapor são
um risco para os funcionários.
EXPOSIÇÃO
O tema está em evidência agora por causa da recente
publicação de relatórios por dois grupos
de cientistas que analisam substâncias para saber se elas
causam câncer.
No mês passado, a Iarc (agência internacional de
pesquisa sobre câncer), ligada à OMS (Organização
Mundial da Saúde), afirmou que há uma possibilidade
de que os celulares aumentem o risco de tumor no cérebro.
Na semana
passada, o Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos
divulgou
seu relatório, adicionando à lista
de substâncias cancerígenas o formol, presente em
alisadores de cabelo.
Desde 1971,
a Iarc já avaliou mais de 900 substâncias.
A lista completa está em tinyurl.com/3g8flye.
Mais de cem
substâncias foram classificadas como cancerígenas,
59 como provavelmente cancerígenas e 266 como possivelmente
cancerígenas. Nessa última categoria estão
a radiação do celular, o café e o talco
em pó.
Carcinogênicos conhecidos incluem bebidas alcoólicas,
tratamentos de reposição hormonal à base
de estrogênio, pílulas anticoncepcionais, vírus
(como HIV e HPV), parasitas e até algumas drogas para
tratar câncer.
PARA ORIENTAR
De acordo
com a epidemiologista Ubirani Otero, chefe da área
de câncer ocupacional do Instituto Nacional de Câncer,
do governo brasileiro, a divulgação dessas listas
ajuda a orientar a população.
"O risco do formol é evitável, porque ele é usado
para um fim estético [alisar cabelos]. Sabemos que quem
trabalha em salão de beleza está sujeito a mais
risco."
A presença de agentes como café entre os possivelmente
cancerígenos não é motivo para preocupação. "O
café não é tóxico e seu consumo não
tem efeitos agudos imediatos para o organismo."
Valor Online
Reajuste
de plano por faixa etária
Os reajustes
implementados pelos planos de saúde em razão
da mudança de faixa etária não constituem
ilegalidade e devem ser apreciados com respeito às singularidades
de cada caso, de modo a não ferir os direitos do idoso
nem desequilibrar as contas das seguradoras. A decisão é da
4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que
julgou improcedente uma ação coletiva ajuizada
pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em favor
de seus associados. O recurso foi proposto pelo Bradesco Saúde
após decisão do Tribunal de Justiça de São
Paulo (TJ-SP) que julgou procedente a demanda. A maioria dos
ministros da turma do STJ considerou que não se pode extrair
das normas que disciplinam o regulamento da matéria que
todo e qualquer reajuste que se baseie em mudança de faixa
etária seja considerado ilegal. Somente aquele reajuste
desarrazoado e discriminante, que, em concreto, traduza verdadeiro
fator de discriminação do idoso, de forma a dificultar
ou impedir sua permanência no plano, pode ser assim considerado.
Segundo o ministro Raul Araújo, cujo entendimento prevaleceu
no julgamento, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio
entre as normas relativas a seguro, de forma a chegar a uma solução
justa para os interesses em conflito. (Valor Online)
Saúde
Business Web
Abramge
contesta política
de ressarcimento SUS
O artigo
32 da lei 9656, que prevê o ressarcimento ao
Sistema Único de Saúde (SUS) pelos planos, é contestado
pelas entidades representativas da saúde suplementar. “A
constituição diz que a saúde é um
direito de todos e um dever do Estado. Portanto, o consumidor
não pode pagar duas vezes pela assistência”,
afirma o Chefe da Assessoria Jurídica da Associação
Brasileira de Medicina de Grupo, Dagoberto Lima.
A lógica é simples. A cobrança da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) referente ao ressarcimento
SUS impacta os custos das operadoras que acabam aumentando seus
preços para o consumidor final.
Para Lima,
a ANS foi arbitrária ao definir tabela única
para procedimentos médicos. “O valor para o ressarcimento é sempre
superior aos reais gastos”, explica Lima durante a 6º Jornada
Jurídica de Saúde Suplementar.
Em entrevista à Saúde TV, o advogado também
faz menção às irregularidades das cobranças. “Ao
avaliar a cobrança para contestá-la muitas vezes
identificamos pedidos de ressarcimentos fraudulentos cobrados
do poder público. Ou seja, o Datasus pagou o prestador
por um procedimento que não existiu. Acabamos sendo auditores
públicos”, ressalta
Folha
de São
Paulo
Estudo questiona elo entre celular e tumor
DA REUTERS
Tumores no
cérebro de usuários de celular não
são concentrados na região atingida pela radiação
emitida pela maioria dos aparelhos, segundo um novo estudo.
Segundo a
pesquisa, pessoas que usavam o celular por mais tempo não tiveram maior risco de ter um tumor a 5 cm do telefone,
para onde 90% da radiação é emitida, afirma
o médico Suvi Larjavaara, da Universidade de Tampere,
na Finlândia.
O autor destaca
que o estudo não é conclusivo.
O câncer pode demorar muito tempo para se desenvolver,
e só 5% das pessoas incluídas no estudo usavam
celular por mais de dez anos.
A pesquisa
foi publicada na revista médica "American
Journal of Epidemiology".
Larjavaara
reconhece que seu estudo contradiz o último
anúncio da OMS (Organização Mundial da Saúde),
que incluiu o celular entre agentes possivelmente cancerígenos,
gerando reações conflitantes de especialistas.
QUANTO TEMPO?
Um dos grandes
problemas ao se estudar riscos do uso do celular é que
as pessoas não lembram por quanto tempo costumam usar
o telefone.
Para ter
uma abordagem mais científica, a pesquisa finlandesa
procurou mapear a localização do tumor. A ideia é que,
se o câncer fosse perto de onde a pessoa usa o telefone,
ele seria o culpado.
Os pesquisadores
mapearam a localização de 888
tumores cerebrais entre 2000 e 2004, mas não encontraram
uma associação entre a doença e o uso do
celular.
Outro estudo
espanhol calculou a energia a que a região
do tumor estaria exposta por causa do telefone.
A análise, do Centro de Pesquisa de epidemiologia Ambiental
de Barcelona, não encontrou mais tumores em locais mais
atingidos pela energia do celular.
As duas pesquisas
foram incluídas na análise feita
pela OMS sobre o risco de câncer por uso de celular. Os
resultados completos dos estudos sobre o tema serão publicados
no dia 1º de julho.
Consultor
Jurídico
Medicamentos:
Alíquota zero é direito de hospitais
e clínicas
Por Igor Azevedo Silva Almeida
No último dia 15 de março o Superior Tribunal
de Justiça firmou entendimento de que hospitais e clínicas
não se enquadram na hipótese do artigo 2º da
Lei 10.147, de 2000 e, portanto, não teriam direito a
redução da alíquota para zero na receita
bruta decorrente da venda dos medicamentos descritos no inciso
I do artigo 1º da mesma lei. Este posicionamento foi declarado
no Acórdão 2010/0209174-3 que de forma unânime
indeferiu o pleito do agravante para destrancar o Recurso Especial.
Segundo o
argumento do relator, que foi acompanhado pelos demais ministros,
o benefício deve ser prestado, apenas, às
pessoas jurídicas cuja atividade fim seja a venda de medicamentos.
Os hospitais e clínicas, por sua vez, não teriam
direito a redução da alíquota, pois os produtos
são utilizados como insumo para a prestação
do serviço médico-hospitalar, atividade precípua
destas empresas.
Amparados
nesta premissa, a decisão sustentou que o valor
cobrado pelos remédios integra o valor do serviço
e, portanto, o faturamento de hospitais e clínicas, fato
gerador do tributo, por não ser derivado da venda de medicamentos,
não estaria amparado pela hipótese do artigo 2º.
Respeito
o posicionamento dos ministros, mas acredito não
ser o melhor entendimento. Primeiro, porque impõe um requisito
inexistente na lei. Segundo, porque o valor da venda dos medicamentos
nem sempre integram o valor do serviço, podendo ser cobrado
separadamente.
O artigo
2º da lei 10.147/2000 em nenhum momento exige
que a atividade fim do beneficiário seja a venda de medicamentos,
mas, tão somente, que ele não esteja na condição
de industrial ou de importador, veja: “São reduzidas
a zero as alíquotas da contribuição para
o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta decorrente
da venda dos produtos tributados na forma do inciso I do artigo
1º, pelas pessoas jurídicas não enquadradas
na condição de industrial ou de importador”.
A exigência imposta pelo STJ em momento algum é feita
pela norma e, por isso, não pode ser utilizada como fundamento
para negar o benefício, principalmente pela entidade que
tem como finalidade tão somente interpretar e dizer a
lei. Ao não permitir que hospitais e clínicas apliquem
a alíquota zero, por não terem como atividade fim
a venda de medicamentos, o STJ extrapola a sua função
jurisdicional e passa a interferir em atividade do Legislativo.
O legislador,
por sua vez, ao elaborar a norma subjetiva estabeleceu, apenas,
duas condições, não se tratar de
indústria ou importador e não ser optante do Simples,
com a clara e exclusiva intenção de limitar a tributação
ao inicio da cadeia produtiva. O artigo segundo da lei em comento,
obviamente, foi criado para direcionar a totalidade da contribuição
ao primeiro estágio da cadeia econômica, por isso,
inclusive, as alíquotas para esse setor foram aumentadas.
Qualquer um que exerça atividades terciarias e não,
apenas, aqueles que tenham como atividade fim a venda de produtos
medicinais são beneficiários da alíquota
reduzida. Trate-se, aqui, de tributação monofásica.
O equívoco do STJ não é considerar que
os medicamentos são insumos, mas, não levar em
conta que estes também são itens vendidos ao consumidor
que, muitas vezes, integram a receita bruta na forma de venda
de produtos. Justamente a hipótese subjetiva da lei. O
fato de o medicamento ser utilizado pelos hospitais e clínicas
não lhes tira a condição de produto vendido.
Não permitir a utilização da alíquota
zero ofende tanto à isonomia, pois implica em alíquotas
diferentes para um mesmo fato gerador, como o impedimento a bi
tributação, haja vista o tributo já ter
sido recolhido em sua totalidade, pelo fabricante ou importador.
Hospitais
e clínicas, não só prestam serviços
de natureza médico-hospitalar, como também vendem
medicamentos. Existe, portanto, duas fontes distintas de faturamento
que merecem ser consideradas separadamente para efeito de tributação.
No tocante a importância correspondente a venda de produtos
descritos no artigo 1º, inciso I, da Lei 10.147/2000 não
há porque negar-lhes o direito a aplicação
da alíquota do artigo 2º, uma vez que não
se trata aqui de indústria, importadora ou optante do
Simples.
Contudo,
deve-se ressaltar que na hipótese dos hospitais
ou clínicas não descriminem na nota qual o valor
do serviço e qual o valor da venda dos remédios,
não terão direito ao benefício. Isto porque,
caso seja faturado apenas o valor do serviço médico/
hospitalar, incorrerá o estabelecimento na hipótese
suscitada pelo STJ, ter apenas uma forma de faturamento. Não
havendo discriminação em nota, os medicamentos
utilizados para o tratamento serão, realmente, mero insumo
do serviço prestado e, portanto, o fato gerador, que é o
faturamento, será composto exclusivamente pela prestação
do serviço médico-hospitalar.
A meu ver
a recente decisão do STJ foi muito simplista
ao considerar como única forma de faturamento a prestação
de serviços médico/ hospitalares e ao adotar esta
premissa equivocada conclui que hospitais e clínicas não
se enquadram na hipótese do artigo 2º da Lei 10.147/2000.
Entretanto, independente de qual seja a atividade fim da pessoa
jurídica, caso ela destaque o montante do faturamento
proveniente da venda dos medicamentos elencados no artigo 1º,
inciso I, desta mesma lei, fará jus ao direito de aplicar
a alíquota zero desde que não seja indústria,
importadora e optante do Simples.
Ainda não há uma posição definitiva
sobre este assunto. Alguns tribunais federais já proferiram
decisões a favor dos hospitais e clínicas, posicionamento
adotado também por alguns ministros do próprio
STJ. Por outro lado, esse último julgado foi contrário
aos contribuintes, mas refletiu a opinião de, apenas,
uma das turmas. Portanto, não põe termo à discussão.
Acredito que, em breve, com a repetição de recursos
nesse sentido, a Corte Superior se pronunciará, definitivamente,
sobre o assunto, encerrando a controvérsia. Resta saber
qual posicionamento será adotado.
Seguros dia-a-dia
Saúde e fundos de pensão
mais pertos do resseguro
Equiparados
a cedentes, os fundos de pensão e as operadoras
de planos de saúde e odontológicos (medicina de
grupo), bem como as cooperativas e as entidades filantrópicas
e de autogestão em saúde, poderão recorrer
diretamente ao resseguro sem precisar negociar com uma seguradora.
Medida nesse sentido – o Projeto de Lei Complementar 259/10,
do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) –, está em
análise, na forma de substitutivo, na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE) com parecer favorável
de Armando Monteiro (PTB-PE).
Como é substitutivo, o projeto, já aprovado, precisa
passar por mais uma votação na comissão,
antes de seguir para plenário e, em seguida, se receber
sinal verde, para a Câmara Federal. O projeto modifica
a Lei Complementar 126, de 2007, que regulamenta a abertura do
mercado de resseguros.
O projeto
substituto acolhe emendas do senador Lindbergh Farias (PT-RJ),
preservando
competências da ANS. Uma delas para
deixar claro que a Susep só deve regular aspectos relativos
aos contratos de resseguro e, uma outra, para autorizar o Executivo
a determinar que a transferência de riscos possa ser feito
sem a regulação da própria Susep, desde
que as operações envolvam apenas operadoras de
planos privados de saúde.
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Câmara aprova alterações
na Lei de Filantropia
A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória
526/2011, que autoriza a União a conceder crédito
de R$ 55 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) para aumentar sua capacidade
de financiamento. Graças ao trabalho de duas frentes parlamentares,
a da Saúde e a das Santas Casas, foram incluídas
no Substitutivo alterações na Lei da Filantropia
(Lei 12.101/09). A MP, cujo prazo de validade é 1º de
julho, ainda precisa ser votada pelo Senado.
Segundo explicou
o presidente da Frente Parlamentar da Saúde,
deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), o resultado da votação
foi consequencia do ótimo trabalho de articulação
da Confederação das Santas Casas, com o apoio do
ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “A Câmara
conseguiu corrigir falhas na Lei de Filantropia”, disse.
Por conta das mudanças, serão mantidos os atendimentos
ambulatoriais e as internações do Sistema Único
de Saúde, cumprindo os critérios para a manutenção
das isenções previdenciárias.
“Nenhuma sociedade ou país do mundo pode dispensar
o voluntariado. Amor ao próximo, solidariedade, dedicação
de um pouco do seu tempo no comando de uma escola, um instituto
de criança, asilo ou santa casa. Isto é o voluntariado,
maior parceiro do Governo na área do SUS”, destacou
Perondi.
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Regulamentação da Emenda Constitucional da Saúde
fica para julho
A conclusão da votação do Projeto de Regulamentação
da Emenda Constitucional 29, a chamada Emenda da Saúde,
na forma do PLP 306/2008, foi definida para a primeira quinzena
de julho. A informação é do presidente da
Câmara, Marco Maia, após reunião com as lideranças
partidárias. O acordo entre os partidos prevê a
aprovação de um Destaque apresentado pelo DEM,
para a derrubada da CSS, a Contribuição Social
da Saúde, com alíquota de 0,1%, nos mesmos moldes
na extinta CPMF. Os partidos consideram que não existe
clima político para a aprovação de novos
impostos ou contribuições.
Para o presidente
da Frente Parlamentar da Saúde, deputado
Darcísio Perondi (PMDB-RS), é importante que a
votação na Câmara aconteça logo, para
que a matéria possa retornar à sua Casa de origem,
o Senado, onde a Frente Parlamentar vai tentar definir uma fórmula
de correção orçamentária mais adequada
e justa para a saúde.
Pela fórmula atual, o orçamento da saúde
não pode ser inferior ao ano anterior. Segundo explicou
Perondi, o dinheiro da saúde deve ser tudo o que foi gasto
no ano anterior mais a variação nominal do PIB
(Produto Interno Bruto). “O Substitutivo da Câmara
não altera esta fórmula. Daí a importância
do retorno do Projeto ao Senado, que já aprovou um texto
bem mais interessante para o setor de saúde”. Perondi
se refere ao projeto original do então senador Tião
Viana, que estabelecia como fórmula de correção
orçamentária da saúde, 10% das receitas
correntes brutas da União, que possibilitaria um acréscimo
de até R$ 30 bilhões para a saúde.
O deputado
Darcísio Perondi ressalta que o Projeto de
regulamentação também define o que são
ações e serviços de saúde que, por
si só, acaba com os desvios de recursos do setor. Hoje,
a maioria dos Estados usa dinheiro da saúde para obras
de saneamento e infraestrutura e para pagamento de inativos,
por exemplo.
Blog
Saúde
com Dilma
Setor
privado de saúde cresce e se fortalece a custa
do Sistema Público
Por José Gomes Temporão, professor da Fundação
Oswaldo Cruz e ex-Ministro da Saúde
O Sistema
de saúde brasileiro é um processo histórico
e complexo que não se encerra. Porém, o momento
atual tem uma dinâmica bastante distinta da que existia
quando o SUS (Sistema Único de Saúde) foi concebido,
há mais de 20 anos. Naquela época havia um consenso
na sociedade de que uma medicina pública, de qualidade,
em um sistema universal era o que todos queriam. Hoje essa questão
não está tão clara assim e o Brasil está discutindo,
mesmo que de maneira tímida ainda, a perda da hegemonia
da saúde pública. A medicina privada cresce e se
fortalece devido a um fenômeno que pode ser explicado de
algumas perspectivas. A primeira é a crônica falta
de recursos do setor público.
O SUS nasceu
subfinanciado, situação agravada
ao longo da sua existência e que permanece. Um exemplo
dos estragos que esse subfinanciamento causa são os hospitais
do antigo Inamps, no Rio de Janeiro, e que hoje são do
Ministério da Saúde. Há 20 anos, eles eram
os melhores do Brasil e agora não conseguem se colocar
nesse ranking nem de longe. Atualmente, os principais hospitais
brasileiros são privados e localizados na cidade de São
Paulo. Sem recursos suficientes, o setor público perdeu
qualidade e eficiência, abrindo espaço para o avanço
da medicina privada.
Outra questão importante e relevante, que explica do
ponto de vista político-ideológico a perda da hegemonia, é a
visão atual da sociedade de que ter um plano de saúde
representa, de certa forma, uma ascensão social. É um
grave equívoco achar que um plano privado pode resolver
todos os problemas porque, na maioria das vezes, não é bem
assim. A reivindicação dos sindicatos dos . trabalhadores,
de todas as categorias, de planos de saúde também
está incluída nesse cenário. Esses sindicatos,
do ponto de vista político e do discurso, dizem apoiar
o Sistema Único de Saúde, a medicina pública
para todos, mas pragmaticamente preferem optar pelo setor privado
dentro de seus acordos coletivos. Curiosamente, o funcionalismo
público dos três poderes também faz parte
desse processo e têm planos privados. Uma questão
pouco discutida e enfrentada, e muito irônica também,é que
os próprios funcionários públicos que tralham
no SUS, e que defendem o Sistema, têm plano privado, o
que é uma contradição em si.
Mais curioso
ainda é que em todos esses casos há renúncia
fiscal e subsídios diretos e indiretos do governo. As
famílias e as empresas, por exemplo, podem abater as despesas
com saúde no Imposto de Renda e cerca de 50% do custo
dos planos do funcionalismo público é pago pelo
Estado. Isso é um paradoxo. Quando se soma todo esse conjunto
de subsídios e renúncia fiscal, estima-se que isso
hoje esteja em torno de R$ 15 bilhões por ano. Isso significa
que são transferidos R$ 15 bilhões do SUS para
o sistema privado. É como se com uma mão o Estado
colocasse subsídios a partir do reembolso das despesas
médicas-hospitalares das empresas, famílias de
classe média, gastos com os planos do funcionalismo e
com a outra mão retirasse esse recurso do setor público.
Então, a leitura que se faz é que o setor privado
de saúde cresce e se fortalece a custa do Sistema Público,
a partir de uma renúncia fiscal e de subsídios
do poder público.
Por isso,
a relação entre o público e o
privado deve ser rediscutida, repensada, pois o Brasil pode se
aproximar de uma situação perigosa, que seria o
processo de ‘americanização” do sistema
de saúde. Por exemplo, o movimento que a sociedade americana
fez nos últimos anos até culminar na reforma Barak
Obama, que tenta corrigir algumas das tendências nefastas
de mercado sobre a saúde nos Estados Unidos mas que, mesmo
assim, não consegue ser implementada totalmente pelo presidente.
Esse processo lento de degradação contínua
do sistema público, de subfinanciamento crônico,
aliado à essa questão político-ideológica
da medicina privada como um processo de ascensão social,
leva a saúde brasileira a um modelo mais próximo
do americano e a distância do europeu, que foi a sua referência.
Portal
da Saúde
Médicos poderão solicitar correção
nas informações do cadastro nacional do Ministério
da Saúde
Portaria
134, publicada neste ano, reforçou a responsabilidade
dos gestores em manter atualizado o sistema de registro nacional
de profissionais e estabelecimentos de saúde
Médicos poderão contestar informações
registradas do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de
Saúde). A decisão foi tomada a partir de reunião
realizada nesta quarta-feira (15) entre representantes de entidades
médicas de Pernambuco e a diretoria da Federação
Nacional dos Médicos (Fenam) e chefe de Gabinete do Ministério
da Saúde, Mozart Sales. O encontro discutiu portaria 134
que, entre outras definições, regulamenta o registro
de profissionais no cadastro nacional.
O CNES é o sistema que registra as informações
dos estabelecimentos de saúde públicos e privados
e dados dos profissionais de saúde. O cadastro é utilizado
pelo Ministério da Saúde para a implementação
e implantação de políticas públicas
e também para o controle e repasse de recursos da saúde.
“A partir dessa decisão, o profissional médico
poderá fazer um requerimento de ajuste de informações.
Isso evita que informações incorretas, como vínculo
de emprego onde não trabalha mais, permaneçam no
sistema”, afirmou Sales. Segundo ele, a ferramenta estará disponível
ainda neste mês. A contestação do médico
irá gerar um chamado automático para que o gestor
local corrija os dados.
Desde abril,
a nova portaria reforçou a responsabilidade
do gestor local (estadual, municipal e do Distrito Federal) e
dos gerentes dos estabelecimentos de saúde em inserir
e manter atualizado os dados cadastrais dos profissionais de
saúde em exercício nos respectivos serviços
públicos e privados. Além de representes da Fenam,
participaram do encontro membros do Conselho Regional de Medicina
de Pernambuco (CREMEPE) e do Sindicato Médico de Pernambuco
(Simepe).
Saúde
Business Web
Brasil
precisa discutir papel que o Estado terá na saúde,
diz CFM
O Conselho
Federal de Medicina (CFM) defendeu nesta quinta-feira (16),
na Câmara dos Deputados, um projeto nacional para
a saúde. Representando a entidade, o 2º vice-presidente,
Aloísio Tibiriçá, apontou – durante
reunião de trabalho da Subcomissão especial destinada
a tratar do financiamento, da reestruturação e
da organização do SUS – que a solução
para o problema da escassez de médicos, que atinge inclusive
as grandes cidades, não é a criação
imponderada de novas escolas, como observado na última
década.
Para o Conselho
Federal de Medicina, é preciso uma política
de distribuição, qualificação e incentivos
para que o profissional se fixe onde é preciso: ”Sem
esses incentivos, quem vai mandar é o mercado”,
alerta Tibiriçá. Além de defender um projeto
nacional para a saúde, o representante do CFM comentou
alguns impasses que o SUS enfrenta, como subfinanciamento, falta
de profissionalização da gestão e problemas
na área de recursos humanos. Ele aponta que hospitais
das grandes cidades têm problemas para provimento e que
no PSF, como exemplifica, faltam médicos em 30% das equipes. “A
gestão dos recursos humanos é uma coisa bastante
preocupante e merece ser chamado de nó crítico”,
salienta.
As discussões foram conduzidas pelo deputado João
Ananias (PCdoB/CE), presidente da subcomissão. Além
do CFM, participaram dos debates representantes da Associação
Brasileira de Educação Médica (ABEM) e Comissão
Nacional de Residência Médica (CNRM), e deputados
como Célia Rocha (PTB/AL), Rogério Carvalho (PT/SE),
Raimundão (PMDB/CE), Eleuses Paiva (DEM/SP) e Darcísio
Perondi (PMDB/RS), membros da comissão.
Saúde
Business Web
Frente
Parlamentar da Pesquisa e Inovação é lançada
A nova Frente
Parlamentar da Pesquisa e Inovação
(FPPI) foi lançada nesta quarta-feira (15/6), no Senado
Federal. Composto por mais de 200 parlamentares de todo o país,
o grupo tem o objetivo de contribuir para o aprimoramento da
legislação federal com foco na Pesquisa, Desenvolvimento
e Inovação (PD&I), assim como promover a alocação
de recursos orçamentários para o setor.
A Associação Brasileira das Instituições
de Pesquisa Tecnológica Industrial (Abipti) responderá pela
secretaria executiva da frente, que será coordenada pelo
deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG). A Abipti representa mais
de 200 entidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A FPPI será uma associação suprapartidária
com pelo menos um terço de membros do Poder Legislativo
Federal, destinada a promover o aprimoramento da legislação
federal sobre pesquisa e inovação. Um dos objetivos é que
a instância se estabeleça como um canal permanente
de comunicação com as organizações
do setor.
A frente
organizará a agenda legislativa da pesquisa
e da inovação e buscará promover e intervir
no desenvolvimento de políticas públicas, visando
o fortalecimento da pesquisa e maior desenvolvimento científico
e tecnológico do Brasil.
Outras atribuições da FPPI serão a manutenção
de um canal permanente de comunicação com as organizações
que formam a cadeia brasileira de pesquisa e inovação;
o fortalecimento e a consolidação da presença
e do posicionamento dessas entidades no Congresso Nacional; e
a promoção da alocação de recursos
orçamentários e financeiros para o desenvolvimento
científico e tecnológico do país.
AGENDA
- Auditoria de medicamentos de alto custo
Unidas / AssPrevISite
Quimioterapia,
radioterapia e agentes biológicos
01 de Julho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
1) DR.LUCIANO PALADINI
2) ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm