Leia
nesta edição:
- Mário
Covas completa dez anos no limite
- Frente
Parlamentar da Saúde prossegue mobilização
no Senado
- Assembleia aprova projeto que abre caminho para 'porta dupla'
no HC
- Pesquisador
inventa seringa autodestrutiva como parte de campanha contra
reutilização do utensílio
- Brancos
têm duas vezes mais acesso a planos de saúde
no Brasil que negros
- Em visita à Câmara,
Padilha defende mais rigor na Lei Seca
- Sesa adquire
100 máquinas
- Comissão rejeita benefício fiscal para laboratório
clínico
- Médicos fazem cirurgia de coração sem
cortes e com o auxílio de robô
- AM planeja
laboratório para identificar tendência
genética ao câncer
- Hospital
Geral de Fortaleza já realizou 50 transplantes
de fígado
- Eficácia da vacina contra gripe suína não é comprovada
- Hospital é multado por ligação clandestina
de água no DF
- Pessoas
saudáveis morrem mais após
infarto
- Nova droga eleva colesterol bom e reduz o ruim
Quinta-feira, 17.11.11
DIÁRIO
DO GRANDE ABC
Mário
Covas completa dez anos no limite
Há exatamente uma década o Hospital Estadual Mário
Covas, localizado em Santo André, saía do papel
com inauguração do governador Geraldo Alckmin (PSBD).
Antes disso, a construção, que começou em
1978, foi interrompida inúmeras vezes por causa da constante
troca de prefeitos e falta de repasses estadual e federal.
Hoje, realizando
mensalmente 1.000 cirurgias, 1.300 internações
e 15 mil consultas ambulatoriais, o hospital encontra-se no limite
de sua capacidade. A avaliação é do superintendente
Geraldo Reple Sobrinho, que administrou o hospital durante toda
a década e deixará o cargo no fim de dezembro.
O substituto será Desiré Carlos Callegari, atual
diretor técnico e professor de Anestesiologia da Fundação
do ABC, gestora do hospital.
O envelhecimento
gradativo da população aliado
ao aumento de 5% a 10% dos atendimentos anuais do hospital contribuíram
para que surgisse a chamada demanda reprimida, não mensurada
pelo superintendente, que significa a quantidade de pacientes
que não conseguem vagas e atendimentos. Para Sobrinho,
será muito difícil o hospital atender demanda maior
que a atual. Em uma década, o hospital contabiliza 115
mil internações, 69 mil cirurgias e cerca de 2
milhões de exames.
"Estamos no limite. Mais procura colocaria o próprio
atendimento em risco. Se ultrapassarmos poderemos ter problemas
até na limpeza de leitos. Não conseguimos ocupar
(com funcionários) 100% do hospital."
A solução para frear a sobrecarga está em
afinar o discurso entre entre prefeitos da região e governo
estadual com a discussão de prioridades de investimento
e abertura de leitos.
PROBLEMAS
Durante os
dez anos de gestão foi conquistado atendimento
satisfatório às crianças que necessitam
de cirurgia, de acordo com Sobrinho. Hoje, não há fila
de espera para esse tipo de procedimento. No entanto, há dois
relevantes gargalos: o acesso ao tratamento de pacientes oncológicos
e vagas para cirurgias ortopédicas, que incluem colocação
de próteses.
Para os pacientes
oncológicos, principalmente em casos
de câncer de mama, o problema não é conseguir
a cirurgia, e sim dispor de tratamento. São feitas, em
média, 700 quimioterapias mensais. "Não damos
conta de tudo. Todas as cadeiras estão sempre ocupadas",
diz o superintendente. Quando não há alternativas,
esses pacientes são encaminhados aos hospitais da Capital.
A central de regulação de vagas monitorada pelo
Estado é responsável pela busca.
O investimento
em medicina preventiva é uma das saídas
para evitar o afogamento de hospitais que atendem casos de alta
complexidade. Para isso, as prefeituras devem apostar na atenção
básica. A ideia é evitar o agravamento de doenças
que, se bem controladas, não levarão o doente à internação. "Quando
os municípios tiverem com ampla cobertura nessa área
começará a diminuir o fluxo até nas Unidades
Básicas de Saúde. Acredito que, com o funcionamento
de novos hospitais municipais, a partir do ano que vem teremos
outra realidade."
Hoje, o orçamento é de R$ 120 milhões anuais.
Durante os dez anos, pelo menos R$ 30 milhões foram gastos
para aquisição de equipamentos. O hospital tem
1.760 funcionários, 349 leitos, 27 consultórios
e 13 salas cirúrgicas.
Demanda
de pacientes com convênio chega a 30%
Apesar de
o Hospital Mário Covas ser público,
a referência no atendimento de neurocirurgia, ortopedia,
pediatria e cirurgias cardíacas, entre outros, também
atrai pacientes que possuem convênio médico e poderiam
buscar tratamento na rede privada. Esse montante significa 20%
a 30% dos atendimentos realizados. "O Sistema Único
de Saúde é universal e atende indiscriminadamente.
Não podemos perguntar antes de realizar o procedimento",
explicou o superintendente Geraldo Reple Sobrinho.
A destinação de 25% dos leitos de hospitais estaduais
gerenciados por organizações sociais aos pacientes
com convênio surgiu meses atrás, depois de lei aprovada
na Assembleia Legislativa. Porém, liminar na Justiça
expedida em agosto impediu a venda dos leitos. Na época,
os gestores de Saúde da região consideraram a ideia
uma "tragédia."
SOLENIDADE
Em
comemoração aos dez anos do hospital, haverá cerimônia
hoje, às 19h, no Anfiteatro Grande ABC, na própria
unidade. São aguardadas autoridades estaduais e dos sete
municípios.
Descentralização
pode vir com novos hospitais
Com as inaugurações de pelo menos dois grandes
hospitais previstas para 2012, em Ribeirão Pires e São
Bernardo, a expectativa é que haja descentralização
dos atendimentos de alta complexidade, apesar de que os departamentos
dos novos hospitais entrarão em funcionamento paulatinamente.
A falta de
referência para atendimento de casos graves
levantou a discussão sobre a construção
do terceiro hospital estadual, além do Mário Covas
e do Serraria, em Diadema. Para o superintendente, é preciso
esperar. "Antes de pensar nisso, é preciso analisar
qual será a demanda após as inaugurações.
Além disso, temos novos AMEs (Ambulatórios Médicos
de Especialidades) e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Um
hospital não é erguido da noite para o dia. O Mário
Covas demorou oito anos para funcionar em sua plenitude",
disse Geraldo Reple Sobrinho.
BALANÇO
O superintendente
faz balanço positivo de sua gestão.
Apesar de avaliar que a situação ainda não é a
ideal, acha que os usuários estão satisfeitos com
o atendimento prestado e que a vinda de dois hospitais estaduais
trouxe referência ao paciente do Grande ABC, que hoje não
depende exclusivamente de hospitais da Capital. O índice
de aprovação do Mário Covas passa de 90%. "Nossa
prioridade sempre foi dar atendimento humanizado ao paciente
e à família. Com a vinda dos hospitais estaduais
melhorou o acesso ao tratamento e internações.
Além disso, todos os municípios investem pelo
menos 20% do orçamento na Saúde. Caso contrário,
a situação estaria muito pior."
AGÊNCIA CÂMARA
Frente
Parlamentar da Saúde prossegue mobilização
no Senado
A Frente
Parlamentar da Saúde promoveu na quarta-feira
(16) sua terceira reunião no Senado, visando à regulamentação
da Emenda Constitucional 29, que fixa percentuais mínimos
de investimentos em saúde pela União, pelos estados
e pelos municípios, em tramitação naquela
Casa.
Representantes
das diversas entidades nacionais ligadas ao setor de saúde fizeram relatos sobre o trabalho de mobilização
e de convencimento dos senadores, no sentido de que prevaleça
o projeto original (PLP 121/07), aprovado em 2008 pelos senadores,
obrigando a União a gastar o equivalente a 10% de suas
receitas correntes brutas com a saúde.
O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE),
um dos nomes mais cotados para ser o relator da matéria,
afirmou que o Palácio do Planalto defende o texto aprovado
pela Câmara e apoia com a derrubada do dispositivo que
retira as verbas do Fundeb da base de cálculo do percentual
de recursos a serem aplicados pelos estados. Se esse dispositivo
cair, cerca de R$ 7 bilhões deixarão de ser retirados
do orçamento do SUS.
Novo tributo
Humberto
Costa afirmou também que o governo vai trabalhar
para que a alíquota e a base de cálculo da Contribuição
Social da Saúde (CSS, que substitui a extinta CPMF), derrubados
pela Câmara, sejam restabelecidos.
O senador
Waldemir Moka (PMDB-MS), em resposta a Humberto Costa, declarou
que
o Senado não vai aprovar um novo tributo,
embora a Casa tenha opinião formada sobre a necessidade
de mais recursos para a saúde. Esses recursos, afirmou
Moka, deverão vir da fixação da alíquota
de 10% da União. “Não desejo um enfrentamento,
mas vou trabalhar pelo texto original, do ex-senador Tião
Viana (AC)”, declarou Moka.
O senador
Eduardo Amorim (PSC-SE), também cotado para
a relatoria, afirmou que a União também precisa
aderir ao princípio da percentualidade. “Os municípios
já são obrigados a investir 15% em saúde,
e os estados, 12%. A União também precisa adotar
esse princípio e investir 10%”, disse.
Na próxima terça-feira (22), às 14 horas,
representantes das dezenas de entidades nacionais ligadas ao
setor de saúde farão uma nova mobilização
em apoio aos 10% da União para o SUS. Em grupos, eles
pretendem visitar cada senador.
A frente é presidida pelo deputado Darcísio
Perondi (PMDB-RS).
ESTADÃO.COM.BR
Assembleia aprova projeto que abre caminho para 'porta dupla'
no HC
Foi aprovado
ontem na Assembleia Legislativa de São Paulo,
por 58 votos a favor e 19 contra, o projeto de lei que transforma
o Hospital das Clínicas (HC) da USP em autarquia de regime
especial. O texto dá mais autonomia administrativa para
a entidade e pode representar, segundo críticos, a base
legal para o atendimento a planos de saúde - sistema conhecido
como "porta dupla".
Se o projeto
for sancionado pelo governador Geraldo Alckmin, o hospital
passa a ter autonomia
para, por exemplo, criar e extinguir
cargos e contratar funcionários pelo regime da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT). Mas o trecho mais polêmico
do projeto é aquele que aponta como uma das fontes de
recursos do hospital os "convênios, contratos e outros
ajustes, para execução de serviços no campo
de sua especialidade".
Momentos
antes da votação, foram suprimidos dois
parágrafos do texto. Um deles autorizava o hospital a "realizar
convênios e contratos com fundações e entidades
de apoio" e o outro permitia a "interveniência
das suas fundações de apoio nos recursos oriundos
do atendimento aos pacientes SUS, de convênios e particulares".
Para o deputado
Adriano Diogo (PT), o texto ainda dá margem
para o reconhecimento legal dos convênios mantidos com
planos de saúde. "É um dos maiores processos
de privatização na saúde. Eles (administração
do hospital) poderão fazer o que quiser. Não há limite
estabelecido para o atendimento a planos."
Já o líder do governo na casa, deputado Samuel
Moreira (PSDB), afirma que o texto não faz qualquer menção
ao tema saúde suplementar. "São suposições,
argumentos falsos. Não tem nada no projeto que afirme
que o HC vai ser privatizado ou vai aumentar o atendimento a
planos. O hospital vai continuar fazendo o que sempre fez."
Segundo José Otávio Auler Júnior, do Conselho
Deliberativo do HC, os convênios mencionados no texto não
têm relação com a saúde suplementar
e sim com entidades de fomento à pesquisa, por exemplo.
Mas esse ponto só deve ficar claro depois que a lei for
regulamentada.
Mudanças. O projeto, de autoria do ex-governador Cláudio
Lembo, passou por diversas modificações. Na semana
passada, foi incluído um trecho segundo o qual recursos
provenientes de convênios "deverão se dar sem
prejuízo do Sistema Único de Saúde, sendo
obrigatória a priorização da prestação
de serviços aos usuários desse sistema".
Apesar das
modificações, o texto ainda permite
a legitimação e a ampliação do atendimento
a particulares, afirma Mario Scheffer, presidente do Grupo Pela
Vidda. A ONG entrou com uma representação contra
o projeto de lei no Ministério Público (MP) de
São Paulo.
Procurado
pela reportagem, o promotor Luiz Roberto Faggioni afirma que
o MP vai acompanhar
a aplicação da lei. "O
problema não é transformar o HC em autarquia, mas
sim como a autarquia vai ser gerida e quais os convênios
ela vai fazer. O texto pode ser usado para isso (ampliar convênios
com planos), mas não podemos prever o futuro."
O GLOBO ONLINE
Pesquisador
inventa seringa autodestrutiva como parte de campanha contra
reutilização do utensílio
O pesquisador
Marc Koska trabalha há 27 anos em campanhas
contra a reutilização de seringas. Ele é responsável
pela seringa K1, uma seringa especial que se autodestrói
depois de urilizada pela primeira vez. E lidera a ONG SafePoint,
que faz campanha em vários países do mundo, em
especial na África, contra o reuso de seringas. Nesta
entrevista para a revista “New Scientist”, ele fala
de sua campanha global:
Você tem a missão de parar a reutilização
de seringas no mundo. Quão grande é o problema?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz
que 1,3 milhão de pessoas morrem a cada ano por causa
da reutilização de seringas. O ônus do custo
de doenças originadas pelo reuso de seringas é de
mais de US$ 100 bilhões por ano. Vinte e dois milhões
de casos de hepatite B são espalhados a cada ano, por
causa da reutilização de seringas. A OMS diz que
uma em cada duas injeções dadas não é segura.
Você inventou uma seringa não reutilizável
simples, o K1. Onde tudo isso começou?
Eu li um
artigo de jornal, em maio de 1984, que previa que as seringas
que um
dia seria uma das principais causas da transmissão
do HIV. Era a informação que eu estava procurando
para fazer um projeto. Queria um projeto que reunisse um monte
de coisas: a resolução de problemas de design de
produto, que exigisse uma campanha, e que fosse de grande envergadura.
Eu cresci na Inglaterra, fui para uma escola pública,
e não queria ir para a universidade. Então, pensei
que eu iria passear. Fiz uma temporada de esqui, um pouco de
vela, material típico de pirralho mimado. Acabei no Caribe.
Eu estava tendo uma aventura pessoal. Por isto precisava de um
projeto profissional maior, algo que me desse inspiração.
Este projeto veio na forma das seringas.
Como
você pensou numa seringa voltada para a sua autodestruição,
a K1?
Seringas
são feitas em bilhões a cada mês
em todo o mundo. Eu percebi que poderia ir a um fabricante e
dizer "isso não vai acrescentar nada aos seus custos
de fabricação" com este meu projeto. Eu não
tinha esperança, mas o design falou mais alto. Há uma
parte do processo de moldagem já existente que é fácil
de mudar. Eu projetei uma válvula mecânica no êmbolo.
Depois de ser usado, o êmbolo passa por um anel. Se você tentar
retrair o êmbolo depois de ele ter passado, o anel vai
travar. Se você usar força excessiva, o êmbolo
não pode ser usado.
A
Tanzânia concordou em usar apenas esse tipo de seringa.
Como você conseguiu isto?
O governo
da Tanzânia reconheceu que há um problema:
que eles não têm seringas estéreis suficientes,
e muitas estão sendo reutilizadas, provavelmente quatro
ou cinco vezes cada. O governo sabe que essa reutilização
contribui enormemente para as despesas com saúde. Daí a
decisão de prevenir o contágio com seringas descartáveis.
Como
você persuadiu as autoridades da Tanzânia para
mudar para seringas não reutilizáveis?
Eu estava
anonimamente no país e enviei um vídeo
de um trabalhador de saúde reutilizando uma seringa em
três pessoas: uma criança de 4 anos, um adulto com
HIV e, em seguida, um bebê de 1 ano de idade. Eu editei
isso em uma versão curta e mostrei ao ministro, que ficou
estarrecido.
Como é a
sua campanha por seringas seguras?
Em 2012,
quero me concentrar no leste da África. Eu quero
ver a Tanzânia mudar. Depois eu quero ir para Uganda, Quênia,
Ruanda e Burundi. Um país como a Tanzânia usa de
40 milhões a 200 milhões de seringas por ano. Este
programa vai obrigá-los a gastar cerca de US$ 7 milhões
extra, mas é provável que serão economizados
cerca de US$ 70 milhões em custos de saúde. De
onde eles tiraram os US$ 7 milhões para investir em seringas
descartáveis? Meu papel é tentar ajudá-los
a encontrar o dinheiro.
PORTAL UOL
Brancos
têm duas vezes mais acesso a planos de saúde
no Brasil que negros
A população branca tem duas vezes mais acesso
a planos de saúde em comparação aos negros,
no Brasil. Os dados são do Instituto Data Popular e vêm
de uma pesquisa feita em parceria com o Fundo Baobá. Segundo
a pesquisa, 15,2% dos negros têm plano de saúde,
contra 31,3%, dos brancos.
Para Athayde
Motta, diretor do fundo, que levanta recursos para projetos
voltados à população negra, "o
acesso aos serviço é em geral pior para os negros,
que vivem em locais mais distantes, onde o tratamento não é de
qualidade". "Se você ganha um pouquinho mais,
a primeira coisa que faz é ter um plano de saúde
privado e pagar escola particular para o filho. O sistema público
de saúde e educação no Brasil ainda é muito
ruim".
O dado sobre
acesso a plano de saúde reflete a desigualdade
racial no país, onde, segundo dados do Censo 2010 divulgados
em maio passado, o número de pobres pardos ou pretos é 2,7
vezes o número de pobres brancos.
Dados da pesquisa do Instituto Data Popular indicam ainda que
os negros continuam sendo minoria nos estratos mais ricos.
A classe
A, por exemplo, é formada por 82,3% de brancos
e 17,7% de negros. Já na classe E, os negros são
76,3% do total e os brancos 23,7%. A classe C é a camada
social onde há menos desigualdade entre brancos (56,9%)
e negros (43,1%).
Médico
particular
A cabeleireira
Dulcinéia Luz, de 32 anos, nunca teve
um plano de saúde. Para o marido, a filha e os cinco irmãos,
todos residentes em Araçoiaba da Serra, a 120 km de São
Paulo, o SUS é a primeira opção quando precisam
de atendimento médico. "Penso em ter um plano de
saúde no futuro, você nunca sabe quando pode precisar.
Mas acho também que o SUS poderia melhorar. Se o SUS fosse
bom, eu nem pensaria em ter um plano de saúde", diz.
Assim como
outros milhões de integrantes da classe C,
Dulcinéia viu a vida melhorar nos últimos anos.
Sua filha hoje tem um computador, luxo impensável há alguns
anos, assim como o acesso a um médico particular. Sem
plano de saúde, e descontente com os serviços do
SUS, ela recorre a consultórios particulares se "a
necessidade for grande". "Quando acho que dá para
ser atendida no SUS, vou ao SUS. Se for mais grave, eu pago",
diz.
A pesquisa
mostra que quando precisam de tratamento médico
apenas 10,9% dos negros e 27,3% dos brancos recorrem a um médico
particular.
Ambulatório
A primeira
opção, para a maioria dos negros (64,5%
deles), é o ambulatório de empresas e sindicatos.
O índice entre os brancos que recorrem a ambulatórios é de
49,2%.
Esse é o caso de Marcelo Antonio de Jesus, 36 anos, residente
na Penha, zona leste de São Paulo. Jesus teve, por cinco
anos, plano de saúde pago pela empresa para a qual trabalhava. "Hoje
os planos de saúde mais baratos têm pouca qualidade,
o atendimento é demorado. Já os planos bons são
muito caros", explica.
Educador
de uma ONG, Jesus conta que gostaria de voltar a ter acesso
a um plano
privado, "com atendimento mais rápido".
Quarta-feira, 16.11.11
PORTAL
DA SAÚDE
Em
visita à Câmara,
Padilha defende mais rigor na Lei Seca
No
ano passado, Brasil teve mais de 40 mil óbitos causados
por acidentes de trânsito
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se, nesta
quarta-feira (16), com o presidente da Câmara dos Deputados,
Marco Maia (PT-RS), e pediu agilidade na análise de projeto
de lei que torna mais rígida a aplicação
da Lei Seca.
A proposta,
aprovada na última semana no Senado, criminaliza
o ato de dirigir sob efeito de qualquer nível de concentração
de álcool ou outra substância psicoativa no sangue.
Atualmente, essa tolerância é de até 6 decigramas
de álcool por litro de sangue.
A sugestão do ministro é de criar uma comissão
especial para que o projeto seja aprovado o quanto antes. “Dada
a urgência desse tema, sugeri a instalação
de uma comissão para que essa proposta tramite o mais
rápido possível e possamos ter um avanço
na punição sobre a Lei Seca no país. Defendemos
que todas as medidas que venham a restringir o hábito
de dirigir com qualquer nível de álcool no sangue
são importantes”, disse Padilha.
O ministro
argumentou que os estados e municípios que
intensificaram a fiscalização com base na Lei Seca
conseguiram reduzir o número de acidentes e de mortes. “Hoje,
o Brasil vive uma verdadeira epidemia de acidentes de carros
e de motos. O ano de 2010 foi o primeiro ano que o país
registrou mais de 40 mil óbitos e ultrapassou as 145 mil
internações de pessoas vítimas de acidentes
de carro e moto. O número de internações
aumentou mais do que o de óbitos, o que mostra o esforço
do SAMU, dos hospitais e das equipes de urgência e emergência,
que tem conseguido salvar mais vidas. Mas precisamos reduzir
ainda mais esse número”, avaliou.
O projeto,
de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES),
também aumenta a punição para motoristas
que forem pegos dirigindo sob o efeito de bebidas. Atualmente,
a pena varia de seis meses a três anos de prisão.
Pela proposta em análise, os motoristas alcoolizados que
provocarem morte poderão cumprir penas que variam de 8
a 16 anos. Se o acidente provocar lesões gravíssimas,
os motoristas estarão sujeitos a penas de 6 a 12 anos.
Nos casos de lesão corporal grave, a pena pode variar
de 3 a 8 anos; no caso das leves, irá de 1 a 4 anos.
A proposta
também acaba com a obrigatoriedade do teste
do bafômetro como única comprovação
de embriaguez dos condutores de veículos. Fica autorizado
o uso de imagens e provas testemunhais para comprovar a condição
do motorista que se recusa a fazer o teste do bafômetro.
DIÁRIO
DO NORDESTE
Sesa
adquire 100 máquinas
Segundo
a Secretaria da Saúde, os municípios têm
até o dia 25 para apresentar planos de contingência
da dengue
Conforme
a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), os municípios
estão mais preparados e com melhores condições
para desenvolver as ações de prevenção
e controle da dengue. Pois, além de recursos novos, um
total de R$ 5,1 milhões que o Ministério da Saúde
vai liberar para 51 municípios cearenses, o governo do
Estado investiu R$ 300 mil na aquisição de 100
máquinas para aplicação de inseticida contra
o Aedes aegypti", afirmou o secretário da saúde
do Estado, Arruda Bastos.
As máquinas costais, conhecidas com esse nome porque
os trabalhadores carregam elas nas costas para ter acesso a locais
onde os carros fumacê não circulam, já estão
na Sesa e serão liberadas para as Coordenadorias Regionais
de Saúde, atendendo às necessidades de todos os
municípios cearenses.
Em relação aos recursos financeiros, segundo a
Sesa, o Ministério da Saúde só libera os
R$ 5,1 milhões a partir do envio do plano de contingência
pelos 51 municípios considerados prioritários no
controle da dengue. O prazo para encaminhamento dos planos de
contingência ao Ministério da Saúde termina
dia 25 deste mês.
Para contribuir
com os municípios na elaboração
dos planos, no encontro com os gestores de saúde, a Coordenadoria
de Promoção e Proteção à Saúde
da Sesa destacou o que deve constar nos planos municipais de
contingência contra a dengue para 2012: ações
de controle do mosquito, mobilização social, vigilância
epidemiológica e entomológica e assistência
aos pacientes com a doença.
Segundo a
Sesa, na assistência aos pacientes, deve constar
nos planos de contingência o número de Unidades
Básicas de Saúde (postos de saúde) com profissionais
treinados em dengue com classificação de risco
dos pacientes. A meta é reduzir o número de óbitos,
mesmo com o aumento da gravidade dos casos devido à incidência
simultânea de pelo menos três tipos de vírus
da doença.
Operação
No combate à dengue os municípios devem garantir
a manutenção de número adequado de agentes
de controle de endemias, de acordo com o parâmetro de um
agente para cada mil imóveis nas atividades de visitas
domiciliares, realização de 80% das visitas em
pelo menos quatro ciclos bimestrais de trabalho e três
Levantamentos Rápidos de Infestação por
Aedes aegypti (LIRAa), em janeiro, março e outubro.
AGÊNCIA CÂMARA
Comissão rejeita benefício fiscal para laboratório
clínico
A Comissão de Finanças e Tributação
rejeitou na quarta-feira (9) o Projeto de Lei 1716/07, do deputado
Júlio Delgado (PSB-MG), que pretendia beneficiar os laboratórios
de análises clínicas ao reduzir de 32% para 8%
a base de cálculo do lucro presumido sujeito à tributação
pelo Imposto de Renda e pela Contribuição Social
sobre Lucro Líquido (CSLL).
A lei atual
(9.249/95) já prevê esse patamar para
os "serviços hospitalares", mas determina o
coeficiente de 32% para o serviço de auxílio ao
diagnóstico.
O projeto
será arquivado, a menos que seja aprovado recurso
contra o parecer da comissão, que é terminativo.
Orçamento
A comissão aprovou o parecer do relator, deputado Rui
Costa (PT-BA), que foi pela prejudicialidade do projeto, devido à não
observância do artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF), que exige a correspondente estimativa do impacto orçamentário-financeiro.
A Lei de
Diretrizes Orçamentárias de 2011, lembrou
também Rui Costa, obriga a apresentação
de estimativas desse impacto, elaboradas ou homologadas por órgão
da União, como condição para a aprovação
de proposições legislativas que importem ou autorizem
diminuição da receita ou aumento de despesa.
PORTAL G1
Médicos fazem cirurgia de coração sem cortes
e com o auxílio de robô
Os médicos do Hospital Albert Einstein, em São
Paulo, realizaram uma cirurgia de coração inédita
na América Latina. Eles usaram um robô para fazer
uma ponte de safena - sem abrir o peito do paciente.
O vigilante
Alvacir Silveira tinha uma obstrução
em uma das artérias coronárias e o sangue chegava
com dificuldade ao coração. Por isso, precisou
fazer uma ponte de safena. No caso de Silveira, os médicos
retiraram uma artéria que fica atrás da mama e
colocaram no coração. A grande diferença
foi o modo de realização do procedimento.
Em uma cirurgia
convencional, é preciso abrir o peito
do paciente com um corte de cerca de 25 centímetros, serrar
o osso do peito e abrir a membrana que envolve o coração.
Na cirurgia robótica, o médico consegue acessar
o coração sem abrir o peito do paciente, fazendo
apenas quatro furos pequenos no tórax.
O médico fica sentado em um console, a um metro do paciente,
de onde comanda com as mãos e com os pés os movimentos
do robô. Um dos braços mecânicos segura uma
microcâmera que é inserida no tórax e capta
imagens em alta definição. Nos outros braços
ficam os instrumentos.
Com o robô, o médico faz movimentos extremamente
delicados e exatos, já que a mão robótica
não treme. Com a técnica menos agressiva, o tempo
de recuperação do paciente cai de 60 para apenas
10 dias.
“Ele já volta às atividades normais como
dirigir e carregar peso. Você não tem a abertura
do peito e essa é a grande vantagem da cirurgia. Você tem
um paciente que evolui de uma forma muito mais positiva”,
explica o cirurgião cardíaco Robinson Poff.
PORTAL G1
AM
planeja laboratório para identificar tendência
genética ao câncer
A Fundação Centro de Controle de Oncologia do
Amazonas (FCecon), planeja lançar, em 2012, um laboratório
de oncogenética para identificar pacientes com propensão
genética a desenvolver determinados tipos de câncer.
Uma das características do laboratório é a
possibilidade de inibir a evolução da doença,
trabalhando no atendimento médico preventivo. A oncogenética é um
dos assuntos em discussão no 1º Congresso Pan Amazônico
de Oncologia, que começou nesta quarta-feira (16) em Manaus.
Segundo a
diretora de ensino e pesquisa da FCecon, Kátia
Torres, o congresso está possibilitando a troca de experiências
com especialistas do Sudeste do país para a implantação
do laboratório. “Todas as discussões do evento
têm como foco a melhoria do tratamento do câncer
e a possibilidade de novas frentes tecnológicas. O laboratório é um
plano concreto e uma das nossas principais metas para o ano que
vem", destacou.
O projeto
do laboratório de oncogenética está em
fase de elaboração técnica e captação
de recursos para instalação. Kátia Torres
frisou ainda que algumas pesquisas iniciais na especialidade
começaram a ser feitas, este ano, por uma equipe da FCecon.
O trabalho recebe financiamento da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). “Uma
vez montada a infraestrutura necessária, várias
linhas de pesquisa poderão ser desenvolvidas na área
aqui no Amazonas”.
A ideia é que o laboratório receba pacientes que
tenham histórico de câncer entre os familiares ou
que tenham sido diagnosticados com doenças cuja probabilidade
de evolução para o câncer é grande.
Além da análise genética que identifica
a propensão ao surgimento da doença, o laboratório
contará com profissionais de saúde treinados para
trabalhar com uma espécie de aconselhamento genético
dos pacientes, orientando-os sobre como prevenir o desenvolvimento
da doença.
“Será um laboratório de biologia molecular
onde poderemos utilizar o DNA e fazer o diagnóstico da
doença. Vamos poder identificar a propensão e prevenir”,
destacou Kátia Torres, lembrando que a FCecon possui outros
laboratórios com atuação no tratamento oncológico,
como os laboratórios de sorologia, hematologia, bactérias
e patologia. “O laboratório de patologia, por exemplo,
detecta o tipo de alteração no tecido, o que é muito
importante para identificar o tumor”.
O 1º Congresso Pan Amazônico de Oncologia vai até sábado
(19). O encontro ocorre associado ao 1º Congresso de Enfermagem
Oncológica da Região Amazônica, ao 3º Simpósio
Amazonense de Oncologia Cutânea e a 2ª Jornada de
Radiologia.
SITE
DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
Hospital
Geral de Fortaleza já realizou 50 transplantes
de fígado
Lá de Palmas, no Tocantins, a auxiliar de serviços
gerais, Marlene do Nascimento, troca mensagens de carinho e otimismo
pelo celular com a afilhada Lorrane Luiza, internada na UTI amarela
do Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Lorrane foi a 50ª paciente
a receber um fígado no HGF. O transplante aconteceu no último
domingo, 13 de novembro. O órgão foi doado por
outro adolescente, de 17 anos, cuja família também
autorizou a doação dos dois rins e do coração.
Em setembro
deste ano, depois de decidir cuidar da saúde
de Lorrane, Marlene iniciou uma peregrinação por
vários médicos lá em Tocantins. Ela queria
um diagnóstico para o problema de Lorrane, que vivia há muitos
anos com a barriga inchada e dolorida. Exames realizados, veio
o diagnóstico: Lorrane tinha cirrose hepática e
a única solução para o problema seria um
transplante hepático. A possibilidade de conseguir o transplante
parecia difícil, mas Marlene, confiante na providência
divina, foi buscar todos os meios possíveis para que Lorrane
tivesse mais essa chance de viver. Listada na fila do Hospital
Geral de Fortaleza, HGF, Lorrane não esperou muito. Veio
com a madrinha, fez os exames necessários e como o caso
era urgente, passou a ser prioridade na fila de espera. No último
fim de semana, a notícia que a família mais esperava
aconteceu. “Tem um doador para a Lorrane”, conta
a madrinha que depressa mandou vir o pai da garota, seu Divino
da Silva para acompanhar a filha nesse momento tão importante.
De lá pra cá, as orações agora são
só de agradecimento. “Graças a Deus, a Lorrane
fez o transplante e está muito bem. Estou muito feliz
de ter ajudado a ela e sou muito grata à equipe do HGF,
que recebeu minha afilhada como uma princesa. Eu prometi a Lorrane
que iria ajudá-la e cumpri. Estou tranquila porque sei
que ela está em boas mãos”, conclui.
Lorrane
foi a 50ª paciente a receber um fígado
no HGF. O hospital começou a realizar o procedimento em
dezembro de 2009, quando foram realizados os dois primeiros transplantes
na unidade. Em 2010, foram realizados 24 procedimentos e em 2011,
o número já é superior. Até o dia
15 de novembro, foram realizados 26 transplantes de fígado.
O Hospital
Geral de Fortaleza (HGF) já é referência
em transplantes renais realizando o procedimento desde 1993 e
batendo recordes desde 2006. Foram 63 em 2006, 72 em 2007, 93
em 2008, 106 em 2009 e 114 em 2010. Este ano, a Unidade já quebrou
um novo recorde. Realizou até 131 transplantes até o
dia 14 de novembro. Os transplantes duplos, que começaram
a ser realizados em dezembro de 2009, também são
destaque na unidade. Já foram realizados 14 procedimentos.
Um em 2009, 6 em 2010 e 7 em 2011.
PORTAL R7
Eficácia da vacina contra gripe suína não é comprovada
Não há provas científicas de que a vacina
contra o vírus H1N1 seja eficaz para conter a gripe suína.
Esta é a opinião de especialistas internacionais
que participaram ontem do VIII Congresso Brasileiro de Epidemiologia,
em São Paulo. Eles também questionaram a eficácia
do fechamento de escolas e do controle em aeroportos como estratégias
de Proteção na pandemia de 2009.
O próprio Secretário de Vigilância em Saúde
do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa Silva Junior,
reconheceu, durante o evento, que faltam evidências que
mostrem o impacto da vacinação contra o H1N1. Não
há estudos comprovando de maneira efetiva o impacto da
vacina, afirmou. Ele acrescentou que a adoção de
medidas de contenção, como o isolamento de pacientes
e adiamento de aulas, são ineficazes. Algumas doenças
infecciosas são impossíveis de conter.
Para o professor
Arthur Lawrence Reingold, chefe da Divisão
de Epidemiologia da Universidade da Califórnia, nenhuma
das estratégias atualmente disponíveis para conter
o vírus - do uso de antivirais ao isolamento dos pacientes
- tem eficácia comprovada. Não acho que a cobertura
vacinal tenha a ver com a mudança na circulação
do vírus. Ainda não é possível conter
uma epidemia de influenza, só atrasá-la, disse.
Até a recomendação de se lavar as mãos
com frequência é vista com ceticismo. Nunca foi
comprovado que isso previne a transmissão do H1N1, apesar
de ser uma medida Importante de saúde.
ESTADÃO.COM.BR
Hospital é multado por ligação clandestina
de água no DF
O Hospital
Santa Luiza, instalado no Setor Hospitalar Sul, em Brasília, foi multado em R$ 10 mil pelo uso de água
retirada de poços, durante 10 anos, com intuito de economizar
nas contas de água, segundo informações
da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento
Básico do Distrito Federal (Adasa).
Além da multa, por burlar a legislação
que proíbe essa prática quando a área é servida
pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb),
os dois poços de extração de águas
subterrâneas serão tampados.
O hospital
também misturou água originária
da concessionária com a da fonte alternativa para atender
o abastecimento humano, limpeza e higiene, caracterizando grande
risco à saúde humana se utilizada em ambiente hospitalar.
Desde 2002,
quando a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos era o órgão responsável
pela gestão dos Recursos Hídricos no Distrito Federal,
a Instituição de saúde teve o seu pedido
para captação de água subterrânea
negado. O caso foi encaminhado ao Conselho do Meio Ambiente (Conam)
que, mais uma vez, constatou a irregularidade e negou o recurso
do Santa Luzia, solicitando a interdição dos poços
tubulares e aplicando multa no valor de R$ 3 mil.
O hospital
já recebeu o auto de infração
e o boleto bancário no valor de R$ 10.001,00, que consiste
em falta de natureza grave. O fechamento dos poços será realizado
dentro de 10 dias. Se no prazo determinado o Hospital não
realizar a operação, a Adasa fará o serviço
e encaminhará a conta para a administração
da instituição.
ESTADÃO.COM.BR
Pessoas
saudáveis morrem mais após
infarto
Pessoas com
fatores de risco para doenças cardíacas,
como pressão alta e colesterol elevado, têm mais
chance de sobreviver após um ataque do coração
do que aquelas completamente saudáveis. Isso é o
que revela um novo estudo que acompanhou mais de 500 mil pacientes
nos Estados Unidos, publicado no Journal of the American Medical
Association.
Segundo os
autores, mesmo levando em conta influências
como idade e peso, o resultado mostra que, quanto maior o número
de fatores de risco, menor a chance de morrer. "Após
ajustar dados como idade e outros fatores clínicos, houve
uma associação inversa entre o número de
fatores de risco para ao coração e mortalidade
no hospital", diz o líder do estudo, John Canto.
Para os pesquisadores,
uma possível explicação
para a descoberta é que pessoas com problemas conhecidos
podem estar recebendo remédios, como estatinas e betabloqueadores,
que ajudam a protegê-las após o ataque cardíaco.
Esses pacientes também tendem a visitar o médico
com mais frequência.
Também é possível que pacientes sem os
tradicionais fatores de risco tenham outros fatores não
avaliados, ou problemas no fluxo sanguíneo, por exemplo.
Os dados
avaliados vieram de registros de internações
entre 1994 e 2006. Do total de pacientes, mais de 85% tinham
pelo menos um fator de risco, como pressão alta, colesterol
elevado, diabetes ou histórico familiar _ e pessoas com
mais de um tinham sofrido ataques do coração mais
jovens.
Após levar em conta o fato de que pessoas que não
tinham fatores de risco eram frequentemente mais velhas, e ajustar
dados como peso, raça e gênero, o estudo descobriu
que aqueles que não fumavam, não tinham diabetes,
colesterol alto ou histórico familiar tinham 50% mais
chance de morrer no hospital do que os demais.
Um em cada sete pacientes com nenhum sinal de alerta morreu.
No grupo dos que tinham fatores de risco, a mortalidade foi de
um em 28.
Os autores
também observaram que pacientes com mais fatores
de risco tinham mais probabilidade de tomar medicação
nas primeiras 24 horas da internação ou passar
por uma cirurgia.
"A população realmente precisa identificar
os fatores de risco que podem ser tratados precocemente, e esses
tratamentos melhoram o prognóstico", diz Canto. "À medida
que a pessoa envelhece, o fato de não ter fatores de risco
não significa que ela não precise fazer consultas
de rotina", alertam os médicos.
FOLHA.COM
Nova droga eleva colesterol bom e reduz o ruim
Estudo apresentado
nesta semana no congresso da American Heart Association, em
Orlando, nos EUA, mostra que um novo remédio
conseguiu aumentar os níveis do chamado colesterol bom,
o HDL, e baixar as taxas do ruim, o LDL.
Quando combinado
aos remédios já usados para baixar
colesterol (estatinas), o evacetrapib mais que dobrou os níveis
de colesterol bom e reduziu em até 35% o colesterol ruim,
além de diminuir os triglicérides, outro indicador
de risco cardíaco que é medido em exames de rotina.
O novo remédio pertence a um grupo de substâncias
que inibem uma proteína responsável por transferir
colesterol do HDL para o LDL, aumentando a proteção
contra o entupimento dos vasos. O HDL funciona "limpando" o
colesterol das artérias e o levando até o fígado.
De lá, ele é eliminado do corpo.
Segundo Raul
Santos, diretor da unidade de lípides do
InCor (Instituto do Coração), um nível baixo
de HDL é um sinal de risco de infarto. Resultados abaixo
de 40 mg/dl para homens e 50 mg/dl para mulheres são um
sinal de alerta, de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira
de Cardiologia.
Remédios da mesma família do evacetrapib vêm
sendo testados há alguns anos. O primeiro deles foi uma
grande decepção para os médicos, afirma
Santos, porque aumentou a pressão arterial dos pacientes
e o risco de problemas cardíacos. "Depois disso,
foram desenvolvidas mais três moléculas que, até agora,
não causaram esses efeitos."
Um desses
medicamentos, o dalcetrapib, está sendo testado
no InCor por 20 pacientes, há dois anos. "Em 2013
devemos ter uma resposta sobre os efeitos da droga."
Os médicos ainda precisam determinar se o mecanismo usado
pela droga para aumentar o colesterol bom pode prejudicar a pessoa
a longo prazo. A proteína cuja ação é inibida
pelo remédio para aumentar o colesterol bom pode ter uma
ação protetora para as artérias. "O
efeito do remédio sobre o colesterol é ótimo,
mas ainda não sabemos se isso vai prevenir eventos cardíacos",
diz Santos.
O novo estudo,
feito por médicos da Cleveland Clinic
e publicado no "Journal of the American Medical Association",
sugere testes maiores para comprovar os benefícios do
remédio.
POLÊMICA
Um outro
estudo apresentado no congresso americano de cardiologia e
publicado no "New England Journal of Medicine" levanta
o debate sobre outra substância usada há mais de
50 anos para aumentar o HDL, a niacina.
A pesquisa
analisou o impacto da substância em pessoas
com LDL controlado (abaixo de 70 mg/dl). Segundo os autores e
um editorial publicado na revista médica, o remédio
deve ser aposentado, porque não aumenta o colesterol bom
dos pacientes e causa vermelhidão da pele.
Segundo o
cardiologista do InCor, no entanto, ainda é preciso
esperar o resultado de um estudo maior, com 25 mil pessoas, antes
de desistir do remédio. "Ele é seguro, está no
mercado há décadas."
AGENDA
- CIAD 2011 - 10º Congresso Brasileiro Interdisciplinar
de Assistência Domiciliar
De 18 a 20
de novembro em São Paulo
www.ciad.com.br
(11) 3670-3499
Centro de
Convenções Rebouças - Av. Dr.
Enéas Carvalho Aguiar, 23 - (portaria 1) São Paulo
(SP) - Brasil
O CIAD 2011
reunirá congressistas vindos de todos os
Estados do Brasil que, em três dias de atividades, poderão
trocar as mais diferentes experiências relacionadas à assistência
domiciliar sob a perspectiva dos setores público e privado,
tendo o paciente, as famílias e os cuidadores e o domicílio
como foco dos cursos, palestras, painéis, mesas-redondas
e atividades direcionadas aos profissionais da saúde que
atuam em assistência domiciliar, principalmente enfermeiros,
médicos de diversas especialidades com destaque para a
geriatria, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos,
dentistas, fisioterapeutas, entre outros. Este intercâmbio
de idéias se concretiza também por meio da apresentação
de trabalhos (pôsteres), além de estandes abertos à visitação.
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia
Médica
2011
De 23 a 25
de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.
Bourbon Cataratas
- Foz do Iguaçu - PR
(41) 3018-1790
http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/
silvana@confianceeventos.com.br
IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para
o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização
não-governamental, não-comercial, fundada para
difundir o método diagnóstico complementar por
termografia médica, aumentar a comunicação
e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área
com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos
de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada
por representantes de vários países e sociedades
de termologia médica.
Os princípios definidos no Consenso serão implementados
por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação
de cada país, levando em consideração as
diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.