17-11-11

 

Leia nesta edição:

- Mário Covas completa dez anos no limite

- Frente Parlamentar da Saúde prossegue mobilização no Senado

- Assembleia aprova projeto que abre caminho para 'porta dupla' no HC

- Pesquisador inventa seringa autodestrutiva como parte de campanha contra reutilização do utensílio

- Brancos têm duas vezes mais acesso a planos de saúde no Brasil que negros

- Em visita à Câmara, Padilha defende mais rigor na Lei Seca

- Sesa adquire 100 máquinas

- Comissão rejeita benefício fiscal para laboratório clínico

- Médicos fazem cirurgia de coração sem cortes e com o auxílio de robô

- AM planeja laboratório para identificar tendência genética ao câncer

- Hospital Geral de Fortaleza já realizou 50 transplantes de fígado

- Eficácia da vacina contra gripe suína não é comprovada

- Hospital é multado por ligação clandestina de água no DF

- Pessoas saudáveis morrem mais após infarto

- Nova droga eleva colesterol bom e reduz o ruim

Quinta-feira, 17.11.11

DIÁRIO DO GRANDE ABC

Mário Covas completa dez anos no limite

Há exatamente uma década o Hospital Estadual Mário Covas, localizado em Santo André, saía do papel com inauguração do governador Geraldo Alckmin (PSBD). Antes disso, a construção, que começou em 1978, foi interrompida inúmeras vezes por causa da constante troca de prefeitos e falta de repasses estadual e federal.

Hoje, realizando mensalmente 1.000 cirurgias, 1.300 internações e 15 mil consultas ambulatoriais, o hospital encontra-se no limite de sua capacidade. A avaliação é do superintendente Geraldo Reple Sobrinho, que administrou o hospital durante toda a década e deixará o cargo no fim de dezembro. O substituto será Desiré Carlos Callegari, atual diretor técnico e professor de Anestesiologia da Fundação do ABC, gestora do hospital.

O envelhecimento gradativo da população aliado ao aumento de 5% a 10% dos atendimentos anuais do hospital contribuíram para que surgisse a chamada demanda reprimida, não mensurada pelo superintendente, que significa a quantidade de pacientes que não conseguem vagas e atendimentos. Para Sobrinho, será muito difícil o hospital atender demanda maior que a atual. Em uma década, o hospital contabiliza 115 mil internações, 69 mil cirurgias e cerca de 2 milhões de exames.

"Estamos no limite. Mais procura colocaria o próprio atendimento em risco. Se ultrapassarmos poderemos ter problemas até na limpeza de leitos. Não conseguimos ocupar (com funcionários) 100% do hospital."

A solução para frear a sobrecarga está em afinar o discurso entre entre prefeitos da região e governo estadual com a discussão de prioridades de investimento e abertura de leitos.

PROBLEMAS

Durante os dez anos de gestão foi conquistado atendimento satisfatório às crianças que necessitam de cirurgia, de acordo com Sobrinho. Hoje, não há fila de espera para esse tipo de procedimento. No entanto, há dois relevantes gargalos: o acesso ao tratamento de pacientes oncológicos e vagas para cirurgias ortopédicas, que incluem colocação de próteses.

Para os pacientes oncológicos, principalmente em casos de câncer de mama, o problema não é conseguir a cirurgia, e sim dispor de tratamento. São feitas, em média, 700 quimioterapias mensais. "Não damos conta de tudo. Todas as cadeiras estão sempre ocupadas", diz o superintendente. Quando não há alternativas, esses pacientes são encaminhados aos hospitais da Capital. A central de regulação de vagas monitorada pelo Estado é responsável pela busca.

O investimento em medicina preventiva é uma das saídas para evitar o afogamento de hospitais que atendem casos de alta complexidade. Para isso, as prefeituras devem apostar na atenção básica. A ideia é evitar o agravamento de doenças que, se bem controladas, não levarão o doente à internação. "Quando os municípios tiverem com ampla cobertura nessa área começará a diminuir o fluxo até nas Unidades Básicas de Saúde. Acredito que, com o funcionamento de novos hospitais municipais, a partir do ano que vem teremos outra realidade."

Hoje, o orçamento é de R$ 120 milhões anuais. Durante os dez anos, pelo menos R$ 30 milhões foram gastos para aquisição de equipamentos. O hospital tem 1.760 funcionários, 349 leitos, 27 consultórios e 13 salas cirúrgicas.

Demanda de pacientes com convênio chega a 30%

Apesar de o Hospital Mário Covas ser público, a referência no atendimento de neurocirurgia, ortopedia, pediatria e cirurgias cardíacas, entre outros, também atrai pacientes que possuem convênio médico e poderiam buscar tratamento na rede privada. Esse montante significa 20% a 30% dos atendimentos realizados. "O Sistema Único de Saúde é universal e atende indiscriminadamente. Não podemos perguntar antes de realizar o procedimento", explicou o superintendente Geraldo Reple Sobrinho.

A destinação de 25% dos leitos de hospitais estaduais gerenciados por organizações sociais aos pacientes com convênio surgiu meses atrás, depois de lei aprovada na Assembleia Legislativa. Porém, liminar na Justiça expedida em agosto impediu a venda dos leitos. Na época, os gestores de Saúde da região consideraram a ideia uma "tragédia."

SOLENIDADE

Em comemoração aos dez anos do hospital, haverá cerimônia hoje, às 19h, no Anfiteatro Grande ABC, na própria unidade. São aguardadas autoridades estaduais e dos sete municípios.

Descentralização pode vir com novos hospitais

Com as inaugurações de pelo menos dois grandes hospitais previstas para 2012, em Ribeirão Pires e São Bernardo, a expectativa é que haja descentralização dos atendimentos de alta complexidade, apesar de que os departamentos dos novos hospitais entrarão em funcionamento paulatinamente.

A falta de referência para atendimento de casos graves levantou a discussão sobre a construção do terceiro hospital estadual, além do Mário Covas e do Serraria, em Diadema. Para o superintendente, é preciso esperar. "Antes de pensar nisso, é preciso analisar qual será a demanda após as inaugurações. Além disso, temos novos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Um hospital não é erguido da noite para o dia. O Mário Covas demorou oito anos para funcionar em sua plenitude", disse Geraldo Reple Sobrinho.

BALANÇO

O superintendente faz balanço positivo de sua gestão. Apesar de avaliar que a situação ainda não é a ideal, acha que os usuários estão satisfeitos com o atendimento prestado e que a vinda de dois hospitais estaduais trouxe referência ao paciente do Grande ABC, que hoje não depende exclusivamente de hospitais da Capital. O índice de aprovação do Mário Covas passa de 90%. "Nossa prioridade sempre foi dar atendimento humanizado ao paciente e à família. Com a vinda dos hospitais estaduais melhorou o acesso ao tratamento e internações.

Além disso, todos os municípios investem pelo menos 20% do orçamento na Saúde. Caso contrário, a situação estaria muito pior."

AGÊNCIA CÂMARA

Frente Parlamentar da Saúde prossegue mobilização no Senado

A Frente Parlamentar da Saúde promoveu na quarta-feira (16) sua terceira reunião no Senado, visando à regulamentação da Emenda Constitucional 29, que fixa percentuais mínimos de investimentos em saúde pela União, pelos estados e pelos municípios, em tramitação naquela Casa.

Representantes das diversas entidades nacionais ligadas ao setor de saúde fizeram relatos sobre o trabalho de mobilização e de convencimento dos senadores, no sentido de que prevaleça o projeto original (PLP 121/07), aprovado em 2008 pelos senadores, obrigando a União a gastar o equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas com a saúde.

O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), um dos nomes mais cotados para ser o relator da matéria, afirmou que o Palácio do Planalto defende o texto aprovado pela Câmara e apoia com a derrubada do dispositivo que retira as verbas do Fundeb da base de cálculo do percentual de recursos a serem aplicados pelos estados. Se esse dispositivo cair, cerca de R$ 7 bilhões deixarão de ser retirados do orçamento do SUS.

Novo tributo

Humberto Costa afirmou também que o governo vai trabalhar para que a alíquota e a base de cálculo da Contribuição Social da Saúde (CSS, que substitui a extinta CPMF), derrubados pela Câmara, sejam restabelecidos.

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS), em resposta a Humberto Costa, declarou que o Senado não vai aprovar um novo tributo, embora a Casa tenha opinião formada sobre a necessidade de mais recursos para a saúde. Esses recursos, afirmou Moka, deverão vir da fixação da alíquota de 10% da União. “Não desejo um enfrentamento, mas vou trabalhar pelo texto original, do ex-senador Tião Viana (AC)”, declarou Moka.

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE), também cotado para a relatoria, afirmou que a União também precisa aderir ao princípio da percentualidade. “Os municípios já são obrigados a investir 15% em saúde, e os estados, 12%. A União também precisa adotar esse princípio e investir 10%”, disse.

Na próxima terça-feira (22), às 14 horas, representantes das dezenas de entidades nacionais ligadas ao setor de saúde farão uma nova mobilização em apoio aos 10% da União para o SUS. Em grupos, eles pretendem visitar cada senador.

A frente é presidida pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

ESTADÃO.COM.BR

Assembleia aprova projeto que abre caminho para 'porta dupla' no HC

Foi aprovado ontem na Assembleia Legislativa de São Paulo, por 58 votos a favor e 19 contra, o projeto de lei que transforma o Hospital das Clínicas (HC) da USP em autarquia de regime especial. O texto dá mais autonomia administrativa para a entidade e pode representar, segundo críticos, a base legal para o atendimento a planos de saúde - sistema conhecido como "porta dupla".

Se o projeto for sancionado pelo governador Geraldo Alckmin, o hospital passa a ter autonomia para, por exemplo, criar e extinguir cargos e contratar funcionários pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mas o trecho mais polêmico do projeto é aquele que aponta como uma das fontes de recursos do hospital os "convênios, contratos e outros ajustes, para execução de serviços no campo de sua especialidade".

Momentos antes da votação, foram suprimidos dois parágrafos do texto. Um deles autorizava o hospital a "realizar convênios e contratos com fundações e entidades de apoio" e o outro permitia a "interveniência das suas fundações de apoio nos recursos oriundos do atendimento aos pacientes SUS, de convênios e particulares".

Para o deputado Adriano Diogo (PT), o texto ainda dá margem para o reconhecimento legal dos convênios mantidos com planos de saúde. "É um dos maiores processos de privatização na saúde. Eles (administração do hospital) poderão fazer o que quiser. Não há limite estabelecido para o atendimento a planos."

Já o líder do governo na casa, deputado Samuel Moreira (PSDB), afirma que o texto não faz qualquer menção ao tema saúde suplementar. "São suposições, argumentos falsos. Não tem nada no projeto que afirme que o HC vai ser privatizado ou vai aumentar o atendimento a planos. O hospital vai continuar fazendo o que sempre fez."

Segundo José Otávio Auler Júnior, do Conselho Deliberativo do HC, os convênios mencionados no texto não têm relação com a saúde suplementar e sim com entidades de fomento à pesquisa, por exemplo. Mas esse ponto só deve ficar claro depois que a lei for regulamentada.

Mudanças. O projeto, de autoria do ex-governador Cláudio Lembo, passou por diversas modificações. Na semana passada, foi incluído um trecho segundo o qual recursos provenientes de convênios "deverão se dar sem prejuízo do Sistema Único de Saúde, sendo obrigatória a priorização da prestação de serviços aos usuários desse sistema".

Apesar das modificações, o texto ainda permite a legitimação e a ampliação do atendimento a particulares, afirma Mario Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda. A ONG entrou com uma representação contra o projeto de lei no Ministério Público (MP) de São Paulo.

Procurado pela reportagem, o promotor Luiz Roberto Faggioni afirma que o MP vai acompanhar a aplicação da lei. "O problema não é transformar o HC em autarquia, mas sim como a autarquia vai ser gerida e quais os convênios ela vai fazer. O texto pode ser usado para isso (ampliar convênios com planos), mas não podemos prever o futuro."

O GLOBO ONLINE

Pesquisador inventa seringa autodestrutiva como parte de campanha contra reutilização do utensílio

O pesquisador Marc Koska trabalha há 27 anos em campanhas contra a reutilização de seringas. Ele é responsável pela seringa K1, uma seringa especial que se autodestrói depois de urilizada pela primeira vez. E lidera a ONG SafePoint, que faz campanha em vários países do mundo, em especial na África, contra o reuso de seringas. Nesta entrevista para a revista “New Scientist”, ele fala de sua campanha global:

Você tem a missão de parar a reutilização de seringas no mundo. Quão grande é o problema?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 1,3 milhão de pessoas morrem a cada ano por causa da reutilização de seringas. O ônus do custo de doenças originadas pelo reuso de seringas é de mais de US$ 100 bilhões por ano. Vinte e dois milhões de casos de hepatite B são espalhados a cada ano, por causa da reutilização de seringas. A OMS diz que uma em cada duas injeções dadas não é segura.

Você inventou uma seringa não reutilizável simples, o K1. Onde tudo isso começou?

Eu li um artigo de jornal, em maio de 1984, que previa que as seringas que um dia seria uma das principais causas da transmissão do HIV. Era a informação que eu estava procurando para fazer um projeto. Queria um projeto que reunisse um monte de coisas: a resolução de problemas de design de produto, que exigisse uma campanha, e que fosse de grande envergadura. Eu cresci na Inglaterra, fui para uma escola pública, e não queria ir para a universidade. Então, pensei que eu iria passear. Fiz uma temporada de esqui, um pouco de vela, material típico de pirralho mimado. Acabei no Caribe. Eu estava tendo uma aventura pessoal. Por isto precisava de um projeto profissional maior, algo que me desse inspiração. Este projeto veio na forma das seringas.

Como você pensou numa seringa voltada para a sua autodestruição, a K1?

Seringas são feitas em bilhões a cada mês em todo o mundo. Eu percebi que poderia ir a um fabricante e dizer "isso não vai acrescentar nada aos seus custos de fabricação" com este meu projeto. Eu não tinha esperança, mas o design falou mais alto. Há uma parte do processo de moldagem já existente que é fácil de mudar. Eu projetei uma válvula mecânica no êmbolo. Depois de ser usado, o êmbolo passa por um anel. Se você tentar retrair o êmbolo depois de ele ter passado, o anel vai travar. Se você usar força excessiva, o êmbolo não pode ser usado.

A Tanzânia concordou em usar apenas esse tipo de seringa. Como você conseguiu isto?

O governo da Tanzânia reconheceu que há um problema: que eles não têm seringas estéreis suficientes, e muitas estão sendo reutilizadas, provavelmente quatro ou cinco vezes cada. O governo sabe que essa reutilização contribui enormemente para as despesas com saúde. Daí a decisão de prevenir o contágio com seringas descartáveis.

Como você persuadiu as autoridades da Tanzânia para mudar para seringas não reutilizáveis?

Eu estava anonimamente no país e enviei um vídeo de um trabalhador de saúde reutilizando uma seringa em três pessoas: uma criança de 4 anos, um adulto com HIV e, em seguida, um bebê de 1 ano de idade. Eu editei isso em uma versão curta e mostrei ao ministro, que ficou estarrecido.

Como é a sua campanha por seringas seguras?

Em 2012, quero me concentrar no leste da África. Eu quero ver a Tanzânia mudar. Depois eu quero ir para Uganda, Quênia, Ruanda e Burundi. Um país como a Tanzânia usa de 40 milhões a 200 milhões de seringas por ano. Este programa vai obrigá-los a gastar cerca de US$ 7 milhões extra, mas é provável que serão economizados cerca de US$ 70 milhões em custos de saúde. De onde eles tiraram os US$ 7 milhões para investir em seringas descartáveis? Meu papel é tentar ajudá-los a encontrar o dinheiro.

PORTAL UOL

Brancos têm duas vezes mais acesso a planos de saúde no Brasil que negros

A população branca tem duas vezes mais acesso a planos de saúde em comparação aos negros, no Brasil. Os dados são do Instituto Data Popular e vêm de uma pesquisa feita em parceria com o Fundo Baobá. Segundo a pesquisa, 15,2% dos negros têm plano de saúde, contra 31,3%, dos brancos.

Para Athayde Motta, diretor do fundo, que levanta recursos para projetos voltados à população negra, "o acesso aos serviço é em geral pior para os negros, que vivem em locais mais distantes, onde o tratamento não é de qualidade". "Se você ganha um pouquinho mais, a primeira coisa que faz é ter um plano de saúde privado e pagar escola particular para o filho. O sistema público de saúde e educação no Brasil ainda é muito ruim".

O dado sobre acesso a plano de saúde reflete a desigualdade racial no país, onde, segundo dados do Censo 2010 divulgados em maio passado, o número de pobres pardos ou pretos é 2,7 vezes o número de pobres brancos.

Dados da pesquisa do Instituto Data Popular indicam ainda que os negros continuam sendo minoria nos estratos mais ricos.

A classe A, por exemplo, é formada por 82,3% de brancos e 17,7% de negros. Já na classe E, os negros são 76,3% do total e os brancos 23,7%. A classe C é a camada social onde há menos desigualdade entre brancos (56,9%) e negros (43,1%).

Médico particular

A cabeleireira Dulcinéia Luz, de 32 anos, nunca teve um plano de saúde. Para o marido, a filha e os cinco irmãos, todos residentes em Araçoiaba da Serra, a 120 km de São Paulo, o SUS é a primeira opção quando precisam de atendimento médico. "Penso em ter um plano de saúde no futuro, você nunca sabe quando pode precisar. Mas acho também que o SUS poderia melhorar. Se o SUS fosse bom, eu nem pensaria em ter um plano de saúde", diz.

Assim como outros milhões de integrantes da classe C, Dulcinéia viu a vida melhorar nos últimos anos. Sua filha hoje tem um computador, luxo impensável há alguns anos, assim como o acesso a um médico particular. Sem plano de saúde, e descontente com os serviços do SUS, ela recorre a consultórios particulares se "a necessidade for grande". "Quando acho que dá para ser atendida no SUS, vou ao SUS. Se for mais grave, eu pago", diz.

A pesquisa mostra que quando precisam de tratamento médico apenas 10,9% dos negros e 27,3% dos brancos recorrem a um médico particular.

Ambulatório

A primeira opção, para a maioria dos negros (64,5% deles), é o ambulatório de empresas e sindicatos. O índice entre os brancos que recorrem a ambulatórios é de 49,2%.

Esse é o caso de Marcelo Antonio de Jesus, 36 anos, residente na Penha, zona leste de São Paulo. Jesus teve, por cinco anos, plano de saúde pago pela empresa para a qual trabalhava. "Hoje os planos de saúde mais baratos têm pouca qualidade, o atendimento é demorado. Já os planos bons são muito caros", explica.

Educador de uma ONG, Jesus conta que gostaria de voltar a ter acesso a um plano privado, "com atendimento mais rápido".

Quarta-feira, 16.11.11

PORTAL DA SAÚDE

Em visita à Câmara, Padilha defende mais rigor na Lei Seca

No ano passado, Brasil teve mais de 40 mil óbitos causados por acidentes de trânsito

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se, nesta quarta-feira (16), com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e pediu agilidade na análise de projeto de lei que torna mais rígida a aplicação da Lei Seca.

A proposta, aprovada na última semana no Senado, criminaliza o ato de dirigir sob efeito de qualquer nível de concentração de álcool ou outra substância psicoativa no sangue. Atualmente, essa tolerância é de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue.

A sugestão do ministro é de criar uma comissão especial para que o projeto seja aprovado o quanto antes. “Dada a urgência desse tema, sugeri a instalação de uma comissão para que essa proposta tramite o mais rápido possível e possamos ter um avanço na punição sobre a Lei Seca no país. Defendemos que todas as medidas que venham a restringir o hábito de dirigir com qualquer nível de álcool no sangue são importantes”, disse Padilha.

O ministro argumentou que os estados e municípios que intensificaram a fiscalização com base na Lei Seca conseguiram reduzir o número de acidentes e de mortes. “Hoje, o Brasil vive uma verdadeira epidemia de acidentes de carros e de motos. O ano de 2010 foi o primeiro ano que o país registrou mais de 40 mil óbitos e ultrapassou as 145 mil internações de pessoas vítimas de acidentes de carro e moto. O número de internações aumentou mais do que o de óbitos, o que mostra o esforço do SAMU, dos hospitais e das equipes de urgência e emergência, que tem conseguido salvar mais vidas. Mas precisamos reduzir ainda mais esse número”, avaliou.

O projeto, de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), também aumenta a punição para motoristas que forem pegos dirigindo sob o efeito de bebidas. Atualmente, a pena varia de seis meses a três anos de prisão. Pela proposta em análise, os motoristas alcoolizados que provocarem morte poderão cumprir penas que variam de 8 a 16 anos. Se o acidente provocar lesões gravíssimas, os motoristas estarão sujeitos a penas de 6 a 12 anos. Nos casos de lesão corporal grave, a pena pode variar de 3 a 8 anos; no caso das leves, irá de 1 a 4 anos.

A proposta também acaba com a obrigatoriedade do teste do bafômetro como única comprovação de embriaguez dos condutores de veículos. Fica autorizado o uso de imagens e provas testemunhais para comprovar a condição do motorista que se recusa a fazer o teste do bafômetro.

DIÁRIO DO NORDESTE

Sesa adquire 100 máquinas

Segundo a Secretaria da Saúde, os municípios têm até o dia 25 para apresentar planos de contingência da dengue

Conforme a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), os municípios estão mais preparados e com melhores condições para desenvolver as ações de prevenção e controle da dengue. Pois, além de recursos novos, um total de R$ 5,1 milhões que o Ministério da Saúde vai liberar para 51 municípios cearenses, o governo do Estado investiu R$ 300 mil na aquisição de 100 máquinas para aplicação de inseticida contra o Aedes aegypti", afirmou o secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos.

As máquinas costais, conhecidas com esse nome porque os trabalhadores carregam elas nas costas para ter acesso a locais onde os carros fumacê não circulam, já estão na Sesa e serão liberadas para as Coordenadorias Regionais de Saúde, atendendo às necessidades de todos os municípios cearenses.

Em relação aos recursos financeiros, segundo a Sesa, o Ministério da Saúde só libera os R$ 5,1 milhões a partir do envio do plano de contingência pelos 51 municípios considerados prioritários no controle da dengue. O prazo para encaminhamento dos planos de contingência ao Ministério da Saúde termina dia 25 deste mês.

Para contribuir com os municípios na elaboração dos planos, no encontro com os gestores de saúde, a Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa destacou o que deve constar nos planos municipais de contingência contra a dengue para 2012: ações de controle do mosquito, mobilização social, vigilância epidemiológica e entomológica e assistência aos pacientes com a doença.

Segundo a Sesa, na assistência aos pacientes, deve constar nos planos de contingência o número de Unidades Básicas de Saúde (postos de saúde) com profissionais treinados em dengue com classificação de risco dos pacientes. A meta é reduzir o número de óbitos, mesmo com o aumento da gravidade dos casos devido à incidência simultânea de pelo menos três tipos de vírus da doença.

Operação

No combate à dengue os municípios devem garantir a manutenção de número adequado de agentes de controle de endemias, de acordo com o parâmetro de um agente para cada mil imóveis nas atividades de visitas domiciliares, realização de 80% das visitas em pelo menos quatro ciclos bimestrais de trabalho e três Levantamentos Rápidos de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), em janeiro, março e outubro.

AGÊNCIA CÂMARA

Comissão rejeita benefício fiscal para laboratório clínico

A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou na quarta-feira (9) o Projeto de Lei 1716/07, do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que pretendia beneficiar os laboratórios de análises clínicas ao reduzir de 32% para 8% a base de cálculo do lucro presumido sujeito à tributação pelo Imposto de Renda e pela Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

A lei atual (9.249/95) já prevê esse patamar para os "serviços hospitalares", mas determina o coeficiente de 32% para o serviço de auxílio ao diagnóstico.

O projeto será arquivado, a menos que seja aprovado recurso contra o parecer da comissão, que é terminativo.

Orçamento

A comissão aprovou o parecer do relator, deputado Rui Costa (PT-BA), que foi pela prejudicialidade do projeto, devido à não observância do artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige a correspondente estimativa do impacto orçamentário-financeiro.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011, lembrou também Rui Costa, obriga a apresentação de estimativas desse impacto, elaboradas ou homologadas por órgão da União, como condição para a aprovação de proposições legislativas que importem ou autorizem diminuição da receita ou aumento de despesa.

PORTAL G1

Médicos fazem cirurgia de coração sem cortes e com o auxílio de robô

Os médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, realizaram uma cirurgia de coração inédita na América Latina. Eles usaram um robô para fazer uma ponte de safena - sem abrir o peito do paciente.

O vigilante Alvacir Silveira tinha uma obstrução em uma das artérias coronárias e o sangue chegava com dificuldade ao coração. Por isso, precisou fazer uma ponte de safena. No caso de Silveira, os médicos retiraram uma artéria que fica atrás da mama e colocaram no coração. A grande diferença foi o modo de realização do procedimento.

Em uma cirurgia convencional, é preciso abrir o peito do paciente com um corte de cerca de 25 centímetros, serrar o osso do peito e abrir a membrana que envolve o coração. Na cirurgia robótica, o médico consegue acessar o coração sem abrir o peito do paciente, fazendo apenas quatro furos pequenos no tórax.

O médico fica sentado em um console, a um metro do paciente, de onde comanda com as mãos e com os pés os movimentos do robô. Um dos braços mecânicos segura uma microcâmera que é inserida no tórax e capta imagens em alta definição. Nos outros braços ficam os instrumentos.

Com o robô, o médico faz movimentos extremamente delicados e exatos, já que a mão robótica não treme. Com a técnica menos agressiva, o tempo de recuperação do paciente cai de 60 para apenas 10 dias.

“Ele já volta às atividades normais como dirigir e carregar peso. Você não tem a abertura do peito e essa é a grande vantagem da cirurgia. Você tem um paciente que evolui de uma forma muito mais positiva”, explica o cirurgião cardíaco Robinson Poff.

PORTAL G1

AM planeja laboratório para identificar tendência genética ao câncer

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), planeja lançar, em 2012, um laboratório de oncogenética para identificar pacientes com propensão genética a desenvolver determinados tipos de câncer. Uma das características do laboratório é a possibilidade de inibir a evolução da doença, trabalhando no atendimento médico preventivo. A oncogenética é um dos assuntos em discussão no 1º Congresso Pan Amazônico de Oncologia, que começou nesta quarta-feira (16) em Manaus.

Segundo a diretora de ensino e pesquisa da FCecon, Kátia Torres, o congresso está possibilitando a troca de experiências com especialistas do Sudeste do país para a implantação do laboratório. “Todas as discussões do evento têm como foco a melhoria do tratamento do câncer e a possibilidade de novas frentes tecnológicas. O laboratório é um plano concreto e uma das nossas principais metas para o ano que vem", destacou.

O projeto do laboratório de oncogenética está em fase de elaboração técnica e captação de recursos para instalação. Kátia Torres frisou ainda que algumas pesquisas iniciais na especialidade começaram a ser feitas, este ano, por uma equipe da FCecon. O trabalho recebe financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). “Uma vez montada a infraestrutura necessária, várias linhas de pesquisa poderão ser desenvolvidas na área aqui no Amazonas”.

A ideia é que o laboratório receba pacientes que tenham histórico de câncer entre os familiares ou que tenham sido diagnosticados com doenças cuja probabilidade de evolução para o câncer é grande. Além da análise genética que identifica a propensão ao surgimento da doença, o laboratório contará com profissionais de saúde treinados para trabalhar com uma espécie de aconselhamento genético dos pacientes, orientando-os sobre como prevenir o desenvolvimento da doença.

“Será um laboratório de biologia molecular onde poderemos utilizar o DNA e fazer o diagnóstico da doença. Vamos poder identificar a propensão e prevenir”, destacou Kátia Torres, lembrando que a FCecon possui outros laboratórios com atuação no tratamento oncológico, como os laboratórios de sorologia, hematologia, bactérias e patologia. “O laboratório de patologia, por exemplo, detecta o tipo de alteração no tecido, o que é muito importante para identificar o tumor”.

O 1º Congresso Pan Amazônico de Oncologia vai até sábado (19). O encontro ocorre associado ao 1º Congresso de Enfermagem Oncológica da Região Amazônica, ao 3º Simpósio Amazonense de Oncologia Cutânea e a 2ª Jornada de Radiologia.

SITE DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ

Hospital Geral de Fortaleza já realizou 50 transplantes de fígado

Lá de Palmas, no Tocantins, a auxiliar de serviços gerais, Marlene do Nascimento, troca mensagens de carinho e otimismo pelo celular com a afilhada Lorrane Luiza, internada na UTI amarela do Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Lorrane foi a 50ª paciente a receber um fígado no HGF. O transplante aconteceu no último domingo, 13 de novembro. O órgão foi doado por outro adolescente, de 17 anos, cuja família também autorizou a doação dos dois rins e do coração.

Em setembro deste ano, depois de decidir cuidar da saúde de Lorrane, Marlene iniciou uma peregrinação por vários médicos lá em Tocantins. Ela queria um diagnóstico para o problema de Lorrane, que vivia há muitos anos com a barriga inchada e dolorida. Exames realizados, veio o diagnóstico: Lorrane tinha cirrose hepática e a única solução para o problema seria um transplante hepático. A possibilidade de conseguir o transplante parecia difícil, mas Marlene, confiante na providência divina, foi buscar todos os meios possíveis para que Lorrane tivesse mais essa chance de viver. Listada na fila do Hospital Geral de Fortaleza, HGF, Lorrane não esperou muito. Veio com a madrinha, fez os exames necessários e como o caso era urgente, passou a ser prioridade na fila de espera. No último fim de semana, a notícia que a família mais esperava aconteceu. “Tem um doador para a Lorrane”, conta a madrinha que depressa mandou vir o pai da garota, seu Divino da Silva para acompanhar a filha nesse momento tão importante. De lá pra cá, as orações agora são só de agradecimento. “Graças a Deus, a Lorrane fez o transplante e está muito bem. Estou muito feliz de ter ajudado a ela e sou muito grata à equipe do HGF, que recebeu minha afilhada como uma princesa. Eu prometi a Lorrane que iria ajudá-la e cumpri. Estou tranquila porque sei que ela está em boas mãos”, conclui.

Lorrane foi a 50ª paciente a receber um fígado no HGF. O hospital começou a realizar o procedimento em dezembro de 2009, quando foram realizados os dois primeiros transplantes na unidade. Em 2010, foram realizados 24 procedimentos e em 2011, o número já é superior. Até o dia 15 de novembro, foram realizados 26 transplantes de fígado.

O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) já é referência em transplantes renais realizando o procedimento desde 1993 e batendo recordes desde 2006. Foram 63 em 2006, 72 em 2007, 93 em 2008, 106 em 2009 e 114 em 2010. Este ano, a Unidade já quebrou um novo recorde. Realizou até 131 transplantes até o dia 14 de novembro. Os transplantes duplos, que começaram a ser realizados em dezembro de 2009, também são destaque na unidade. Já foram realizados 14 procedimentos. Um em 2009, 6 em 2010 e 7 em 2011.

PORTAL R7

Eficácia da vacina contra gripe suína não é comprovada

Não há provas científicas de que a vacina contra o vírus H1N1 seja eficaz para conter a gripe suína. Esta é a opinião de especialistas internacionais que participaram ontem do VIII Congresso Brasileiro de Epidemiologia, em São Paulo. Eles também questionaram a eficácia do fechamento de escolas e do controle em aeroportos como estratégias de Proteção na pandemia de 2009.

O próprio Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa Silva Junior, reconheceu, durante o evento, que faltam evidências que mostrem o impacto da vacinação contra o H1N1. Não há estudos comprovando de maneira efetiva o impacto da vacina, afirmou. Ele acrescentou que a adoção de medidas de contenção, como o isolamento de pacientes e adiamento de aulas, são ineficazes. Algumas doenças infecciosas são impossíveis de conter.

Para o professor Arthur Lawrence Reingold, chefe da Divisão de Epidemiologia da Universidade da Califórnia, nenhuma das estratégias atualmente disponíveis para conter o vírus - do uso de antivirais ao isolamento dos pacientes - tem eficácia comprovada. Não acho que a cobertura vacinal tenha a ver com a mudança na circulação do vírus. Ainda não é possível conter uma epidemia de influenza, só atrasá-la, disse. Até a recomendação de se lavar as mãos com frequência é vista com ceticismo. Nunca foi comprovado que isso previne a transmissão do H1N1, apesar de ser uma medida Importante de saúde.

ESTADÃO.COM.BR

Hospital é multado por ligação clandestina de água no DF

O Hospital Santa Luiza, instalado no Setor Hospitalar Sul, em Brasília, foi multado em R$ 10 mil pelo uso de água retirada de poços, durante 10 anos, com intuito de economizar nas contas de água, segundo informações da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa).

Além da multa, por burlar a legislação que proíbe essa prática quando a área é servida pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), os dois poços de extração de águas subterrâneas serão tampados.

O hospital também misturou água originária da concessionária com a da fonte alternativa para atender o abastecimento humano, limpeza e higiene, caracterizando grande risco à saúde humana se utilizada em ambiente hospitalar.

Desde 2002, quando a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos era o órgão responsável pela gestão dos Recursos Hídricos no Distrito Federal, a Instituição de saúde teve o seu pedido para captação de água subterrânea negado. O caso foi encaminhado ao Conselho do Meio Ambiente (Conam) que, mais uma vez, constatou a irregularidade e negou o recurso do Santa Luzia, solicitando a interdição dos poços tubulares e aplicando multa no valor de R$ 3 mil.

O hospital já recebeu o auto de infração e o boleto bancário no valor de R$ 10.001,00, que consiste em falta de natureza grave. O fechamento dos poços será realizado dentro de 10 dias. Se no prazo determinado o Hospital não realizar a operação, a Adasa fará o serviço e encaminhará a conta para a administração da instituição.

ESTADÃO.COM.BR

Pessoas saudáveis morrem mais após infarto

Pessoas com fatores de risco para doenças cardíacas, como pressão alta e colesterol elevado, têm mais chance de sobreviver após um ataque do coração do que aquelas completamente saudáveis. Isso é o que revela um novo estudo que acompanhou mais de 500 mil pacientes nos Estados Unidos, publicado no Journal of the American Medical Association.

Segundo os autores, mesmo levando em conta influências como idade e peso, o resultado mostra que, quanto maior o número de fatores de risco, menor a chance de morrer. "Após ajustar dados como idade e outros fatores clínicos, houve uma associação inversa entre o número de fatores de risco para ao coração e mortalidade no hospital", diz o líder do estudo, John Canto.

Para os pesquisadores, uma possível explicação para a descoberta é que pessoas com problemas conhecidos podem estar recebendo remédios, como estatinas e betabloqueadores, que ajudam a protegê-las após o ataque cardíaco. Esses pacientes também tendem a visitar o médico com mais frequência.

Também é possível que pacientes sem os tradicionais fatores de risco tenham outros fatores não avaliados, ou problemas no fluxo sanguíneo, por exemplo.

Os dados avaliados vieram de registros de internações entre 1994 e 2006. Do total de pacientes, mais de 85% tinham pelo menos um fator de risco, como pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou histórico familiar _ e pessoas com mais de um tinham sofrido ataques do coração mais jovens.

Após levar em conta o fato de que pessoas que não tinham fatores de risco eram frequentemente mais velhas, e ajustar dados como peso, raça e gênero, o estudo descobriu que aqueles que não fumavam, não tinham diabetes, colesterol alto ou histórico familiar tinham 50% mais chance de morrer no hospital do que os demais.

Um em cada sete pacientes com nenhum sinal de alerta morreu. No grupo dos que tinham fatores de risco, a mortalidade foi de um em 28.

Os autores também observaram que pacientes com mais fatores de risco tinham mais probabilidade de tomar medicação nas primeiras 24 horas da internação ou passar por uma cirurgia.

"A população realmente precisa identificar os fatores de risco que podem ser tratados precocemente, e esses tratamentos melhoram o prognóstico", diz Canto. "À medida que a pessoa envelhece, o fato de não ter fatores de risco não significa que ela não precise fazer consultas de rotina", alertam os médicos.

FOLHA.COM

Nova droga eleva colesterol bom e reduz o ruim

Estudo apresentado nesta semana no congresso da American Heart Association, em Orlando, nos EUA, mostra que um novo remédio conseguiu aumentar os níveis do chamado colesterol bom, o HDL, e baixar as taxas do ruim, o LDL.

Quando combinado aos remédios já usados para baixar colesterol (estatinas), o evacetrapib mais que dobrou os níveis de colesterol bom e reduziu em até 35% o colesterol ruim, além de diminuir os triglicérides, outro indicador de risco cardíaco que é medido em exames de rotina.

O novo remédio pertence a um grupo de substâncias que inibem uma proteína responsável por transferir colesterol do HDL para o LDL, aumentando a proteção contra o entupimento dos vasos. O HDL funciona "limpando" o colesterol das artérias e o levando até o fígado. De lá, ele é eliminado do corpo.

Segundo Raul Santos, diretor da unidade de lípides do InCor (Instituto do Coração), um nível baixo de HDL é um sinal de risco de infarto. Resultados abaixo de 40 mg/dl para homens e 50 mg/dl para mulheres são um sinal de alerta, de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Remédios da mesma família do evacetrapib vêm sendo testados há alguns anos. O primeiro deles foi uma grande decepção para os médicos, afirma Santos, porque aumentou a pressão arterial dos pacientes e o risco de problemas cardíacos. "Depois disso, foram desenvolvidas mais três moléculas que, até agora, não causaram esses efeitos."

Um desses medicamentos, o dalcetrapib, está sendo testado no InCor por 20 pacientes, há dois anos. "Em 2013 devemos ter uma resposta sobre os efeitos da droga."

Os médicos ainda precisam determinar se o mecanismo usado pela droga para aumentar o colesterol bom pode prejudicar a pessoa a longo prazo. A proteína cuja ação é inibida pelo remédio para aumentar o colesterol bom pode ter uma ação protetora para as artérias. "O efeito do remédio sobre o colesterol é ótimo, mas ainda não sabemos se isso vai prevenir eventos cardíacos", diz Santos.

O novo estudo, feito por médicos da Cleveland Clinic e publicado no "Journal of the American Medical Association", sugere testes maiores para comprovar os benefícios do remédio.

POLÊMICA

Um outro estudo apresentado no congresso americano de cardiologia e publicado no "New England Journal of Medicine" levanta o debate sobre outra substância usada há mais de 50 anos para aumentar o HDL, a niacina.

A pesquisa analisou o impacto da substância em pessoas com LDL controlado (abaixo de 70 mg/dl). Segundo os autores e um editorial publicado na revista médica, o remédio deve ser aposentado, porque não aumenta o colesterol bom dos pacientes e causa vermelhidão da pele.

Segundo o cardiologista do InCor, no entanto, ainda é preciso esperar o resultado de um estudo maior, com 25 mil pessoas, antes de desistir do remédio. "Ele é seguro, está no mercado há décadas."

AGENDA


- CIAD 2011 - 10º Congresso Brasileiro Interdisciplinar de Assistência Domiciliar

De 18 a 20 de novembro em São Paulo

www.ciad.com.br

(11) 3670-3499

Centro de Convenções Rebouças - Av. Dr. Enéas Carvalho Aguiar, 23 - (portaria 1) São Paulo (SP) - Brasil

O CIAD 2011 reunirá congressistas vindos de todos os Estados do Brasil que, em três dias de atividades, poderão trocar as mais diferentes experiências relacionadas à assistência domiciliar sob a perspectiva dos setores público e privado, tendo o paciente, as famílias e os cuidadores e o domicílio como foco dos cursos, palestras, painéis, mesas-redondas e atividades direcionadas aos profissionais da saúde que atuam em assistência domiciliar, principalmente enfermeiros, médicos de diversas especialidades com destaque para a geriatria, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos, dentistas, fisioterapeutas, entre outros. Este intercâmbio de idéias se concretiza também por meio da apresentação de trabalhos (pôsteres), além de estandes abertos à visitação.

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br


- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia Médica 2011

De 23 a 25 de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.

Bourbon Cataratas - Foz do Iguaçu - PR

(41) 3018-1790

http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/

silvana@confianceeventos.com.br

IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização não-governamental, não-comercial, fundada para difundir o método diagnóstico complementar por termografia médica, aumentar a comunicação e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada por representantes de vários países e sociedades de termologia médica.

Os princípios definidos no Consenso serão implementados por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação de cada país, levando em consideração as diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
© Copyright 2006, FEHERJ