Leia
nesta edição:
- Programa
de Qualificação
das Operadoras
- Justiça garante direitos a clientes de convênios
- STJ: Direito do consumidor e os planos
- RJ: Após as chuvas, as doenças
- Judicialização
da medicina
- Check-up antes do check-in
- Anvisa disponibiliza primeiro grupo de bulas em novo formato
- Navegação
interna
- Desvio
não
tira PMDB da Funasa, diz Temer
- OMS alerta
sobre impacto financeira nos fundos para saúde
- Aplicativo
para Smartphone pode realizar exames de sangue via celular-
250
mil doses de vacinas contra tétano e
difteria são enviadas para o Rio
- Programa
de Qualificação
das Operadoras
Terça-feira,
18.01.11
ANS
Programa
de Qualificação
das Operadoras
A ANS deu
início ao processo de avaliação
do Programa de Qualificação das Operadoras de Planos
de Saúde referente ao ano de 2010. As regras estão
expressas na Instrução Normativa nº 10 (IN
nº 10) e os resultados serão publicados no início
do segundo semestre, com base nas informações enviadas
pelas operadoras.
O programa é composto por quatro dimensões: Atenção à Saúde;
Econômico-Financeira; Estrutura e Operação;
e Satisfação do Beneficiário. Cada dimensão
tem conjunto próprio de indicadores e peso específico.
Neste ciclo
de 2010, no entanto, foram necessários alguns
ajustes na dimensão Atenção à Saúde.
A ANS ficou impedida de coletar informações epidemiológicas
devido a uma decisão judicial, em ação proposta
pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj),
que determinou a suspensão da exigência de aplicação
do Código Internacional de Doenças (CID) nas guias
de Troca de Informação em Saúde Suplementar
(TISS). A decisão ainda será reexaminada pelo TRF
da 2ª Região, que inicialmente manteve a sentença
de primeira instância.
Para não haver prejuízos ao programa, a ANS criou
três novos indicadores desenvolvidos a partir de informações
amplamente conhecidas e disponíveis: Proporção
de consulta médica em pronto-socorro; Número de
internações por beneficiário; e Número
de consultas médicas ambulatoriais por beneficiário.
Na referida
ação, o Cremerj entende que a tabulação
das informações relativas ao CID nas guias TISS,
se divulgadas indevidamente, violaria o direito à intimidade
dos pacientes e o dever de sigilo médico. A ANS, no entanto,
mantém uma política de segurança das informações
descrita na Resolução Normativa (RN) nº 153/2007,
que tem como referência a Resolução CFM nº 1639/2002,
do próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) em relação à transmissão
eletrônica de informações. Cabe, por fim,
ressaltar que tais indicadores já vinham sendo calculados
e divulgados desde o ano de 2007 e a ANS não tem conhecimento
de problemas referentes à quebra de sigilo de informações
de saúde dos beneficiários.
Agora
São
Paulo
Justiça garante direitos a clientes de convênios
Por Livia Wachowiak Junqueira
Os consumidores
de convênios médicos que passam
por problemas relacionados a cobertura de procedimentos, reajuste
de mensalidades e tempo de internação, entre outros,
têm respaldo para entrar na Justiça.
O STJ (Superior
Tribunal de Justiça) divulgou um levantamento
com nove processos dos últimos anos em que os beneficiários
ganharam ações contra os planos. O entendimento
do tribunal costuma ser seguido pelas instâncias inferiores
no país.
Em um dos
casos, uma consumidora recebeu indenização
de R$ 10 mil porque precisou passar por uma cirurgia de emergência,
mas, após a realização da operação,
o plano se negou a pagar pelo serviço e alegou que a beneficiária
estava cumprindo prazo de carência. O STJ entendeu que,
como a situação era urgente, a carência seria
de 24 horas para atendimento --o que já havia sido cumprido.
JusBrasil
Notícias
STJ: Direito do consumidor e os planos
Planos
de Saúde:
a busca do STJ pela efetividade dos direitos do consumidor
O direito à saúde foi reconhecido internacionalmente
em 1948, quando da aprovação da Declaração
Universal dos Direitos Humanos pela Organização
das Nações Unidas (ONU). No Brasil, esse direito é assegurado
pela Constituição Federal de 1988 que, em seu artigo
196, preceitua: “A saúde é direito de todos
e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais
e econômicas que visem à redução do
risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal
e igualitário às ações e serviços
para a sua promoção, proteção e recuperação”.
No texto
constitucional, a saúde passou a integrar o
Sistema de Seguridade Social. Instituiu-se o Sistema Único
de Saúde (SUS), um sistema de atenção e
cuidados que não consegue ser suficiente para a efetivação
do direito à saúde a toda a população.
Assim, milhões de brasileiros buscam os serviços
de planos e seguros de saúde para poder obter o “verdadeiro” acesso
a essa garantia constitucional a um custo compatível com
o nível de renda de cada um.
Entretanto,
verifica-se que inúmeros planos de saúde
adotam práticas abusivas em relação ao cidadão-consumidor,
como a limitação de internações e
consultas, a proibição de alguns procedimentos,
a rescisão de contrato em razão da sua alta sinistralidade,
entre outros. Diante dessa realidade, o Superior Tribunal de
Justiça (STJ) tem atuado quando as condutas dos fornecedores
de planos e seguros de saúde violam o direito básico
do consumidor, aplicando, por exemplo, o Código de Defesa
do Consumidor (Súmula 469) para fazer valer os direitos
dos segurados ou para manter o equilíbrio dessa relação.
A Súmula 469 do STJ consolida o entendimento, há tempos
pacificado no Tribunal, de que “a operadora de serviços
de assistência à saúde que presta serviços
remunerados à população tem sua atividade
regida pelo CDC, pouco importando o nome ou a natureza jurídica
que adota” (Resp 267.530).
O CDC é aplicado aos planos de saúde mesmo em
contratos firmados anteriormente à vigência do código,
mas que são renovados após sua vigência.
De acordo com o voto da ministra Nancy Andrighi, no precedente,
não se trata de retroatividade da lei. “Dada a natureza
de trato sucessivo do contrato de seguro-saúde, o CDC
rege as renovações que se deram sob sua vigência,
não havendo que se falar aí em retroação
da lei nova”, assinalou.
Limitações
nos planos
O STJ tem
entendimento reiterado no que diz respeito à limitação
do tempo de internação. A Quarta Turma, quando
do julgamento do Resp 361.415, declarou nula cláusula
contratual dos planos de saúde que limita o tempo de internação
em UTI. Tal reconhecimento, porém, não implicou,
no caso, pagamento de indenização por danos morais
e materiais.
O caso envolvia
o pedido de um segurado do Rio Grande do Sul contra a Unimed
Ijuí Cooperativa de Trabalho Médico.
Ele buscava a condenação pelo dissabor na cobrança
pelos dias de internação da esposa, que faleceu
em decorrência de um acidente automobilístico. A
paciente ficou internada durante 47 dias e o contrato do plano
de saúde previa a permanência do segurado em UTI
por apenas 10 dias, período não cumulável
ano a ano.
O relator,
ministro Luis Felipe Salomão, esclareceu que
não foi possível atender o pedido de indenização,
no caso, porque a recusa da empresa de saúde não
foi materializada por nenhum ato concreto. A seguradora teria
se limitado a prestar informações de que o plano
de saúde não cobria internações em
UTI superiores a 10 dias. Segundo o ministro, o autor também
não teria experimentado prejuízo pecuniário
pela internação. Apenas teria recebido uma “cobrança” amigável
do hospital.
Em outro
julgamento (Resp 326.147), a Quarta Turma decidiu que os planos
de saúde não podem limitar o valor do
tratamento e de internações de seus associados.
Acompanhando o voto do relator, ministro Aldir Passarinho Junior,
a Turma concluiu que a limitação de valor é mais
lesiva que a restrição do tempo de internação
vetada pela Súmula 302 do Tribunal.
Segundo o
ministro, a exemplo da limitação do
tempo de internação, quando se restringe o valor
do custeio, independentemente do estado de saúde do paciente
segurado, esvazia-se o propósito do contrato, que é o
de assegurar os meios para a sua cura. Para ele, está claro
que limitar o valor do tratamento é lesivo ao segurado,
pois reduz a eficácia do tratamento.
Reajustes
O STJ, repetidamente,
recebe recursos que discutem a abusividade nos reajustes dos
planos e seguros de saúde, principalmente
quando há mudança de faixa etária. A Terceira
Turma, ao julgar o Resp 989.380, vedou os reajustes nas mensalidades
dos planos de saúde da Unimed Natal a partir de janeiro
de 2004, em razão da mudança de faixa etária
daqueles que completassem 60 anos ou mais, independentemente
da época em que foi celebrado o contrato, permanecendo
os consumidores idosos submetidos aos demais reajustes definidos
em lei e no contrato.
Para a relatora
do caso, ministra Nancy Andrighi, o consumidor que atingiu
a idade
de 60 anos, quer seja antes da vigência
do Estatuto do Idoso, quer seja a partir de sua vigência,
está sempre amparado contra a abusividade de reajustes
das mensalidades dos planos de saúde com base exclusivamente
na mudança de faixa etária, por força da
proteção oferecida pela lei, agora confirmada pelo
Estatuto.
A ministra
Nancy Andrighi aplicou o mesmo entendimento ao julgar caso
envolvendo um grupo
de associados da Associação
Paulista de Medicina (APM) e da SulAmérica Seguro Saúde
S/A (Resp 1.106.557).
Os associados
alegaram que a APM enviou-lhes uma correspondência
avisando que o plano de saúde não renovaria as
suas apólices coletivas por causa da alta sinistralidade
do grupo, decorrente de maior concentração dos
segurados nas faixas etárias mais avançadas. Informou,
ainda, que eles deveriam aderir à nova apólice
de seguro, que prevê aumento de 100%, sob pena de extinção
da apólice anterior. A ministra considerou ilegítima
a rescisão.
Cobertura
A cobertura
assistencial é um conjunto de direitos a
que o consumidor faz jus ao contratar um plano de saúde.
A extensão da cobertura é determinada pela legislação
de saúde suplementar e tem que estar expressa no contrato
firmado com a operadora. Entretanto, muito se tem discutido,
na Justiça, sobre o que deve ser coberto ou não
pelos planos de saúde.
Para os ministros
da Terceira Turma do STJ, a cirurgia plástica
para a retirada do excesso de pele (tecido epitelial) decorrente
de cirurgia bariátrica (redução do estômago)
faz parte do tratamento de obesidade mórbida e deve ser
integralmente coberto pelo plano de saúde (Resp 1.136.475).
O relator
do processo, ministro Massami Uyeda, concluiu que esta cirurgia
não pode ser classificada como mero tratamento
de rejuvenescimento ou de emagrecimento com finalidade estética,
procedimentos expressamente excluídos de cobertura, nos
termos do artigo 10 da Lei n. 9.656/1998. “É ilegítima
a recusa da cobertura das cirurgias destinadas à remoção
de tecido epitelial, quando estas se revelarem necessárias
ao pleno restabelecimento do segurado acometido de obesidade
mórbida”, ressaltou o ministro.
Ainda sobre
cirurgia bariátrica, os ministros da Turma
determinaram que um plano de saúde arcasse com as despesas
da cirurgia em uma paciente que mantinha contrato de seguro anterior
ao surgimento dessa técnica de tratamento (Resp 1.106.789).
A relatora
do recurso, ministra Nancy Andrighi, destacou que deve ser
proporcionado
ao consumidor o tratamento mais moderno
e adequado, em substituição ao procedimento obsoleto
previsto especificamente no contrato. Ela observou que havia
uma cláusula contratual genérica que previa a cobertura
de cirurgias “gastroenterológicas”.
De acordo
com a ministra, se o contrato previa a cobertura para a doença, qualquer constatação de desequilíbrio
financeiro a partir da alteração do tratamento
dependeria de uma comparação entre os custos dos
dois procedimentos. Para a relatora, sem essa comparação, é apenas
hipotética a afirmação de que a nova técnica
seria mais onerosa.
Noutro caso,
em janeiro de 2010, a Amil Assistência Médica
Internacional Ltda. foi condenada ao pagamento integral de todos
os gastos havidos até janeiro de 2002, relativamente aos
transplantes autólogos (quimioterapia com resgate de células-tronco)
realizados por um beneficiário (Resp 1.092.127). O julgamento
foi realizado pela Terceira Turma.
O segurado
ajuizou a ação sustentando que, após
uma internação e um procedimento de coleta de células-tronco,
em março de 2000, o plano se recusou a cobrir a continuidade
do tratamento, pois foi alegado que o resgate de células-tronco
era procedimento equiparado a transplante e, nessa qualidade,
não estaria coberto pela apólice.
Indenização
Uma segurada
do plano de saúde Unimed – Cooperativa
do Trabalho Médico de Santa Catarina também teve
garantida pelo STJ indenização por danos materiais
e morais decorrentes da falta de cobertura de um enxerto ósseo.
As instâncias inferiores haviam entendido que, no caso,
caberia apenas a reparação material pela falta
de cobertura, já que não houve ato ilícito
por parte da seguradora. A Terceira Turma do Tribunal, no entanto,
concedeu também o dano moral baseado na existência
do dano e não de uma suposta conduta ilícita por
parte da seguradora. O enxerto ósseo não constava
de previsão contratual (Resp 1.096.560).
No caso,
a segurada fez uma cirurgia para remoção
de um tumor ósseo, com implantação de enxerto
no lugar do tecido removido. O custo do enxerto era de R$ 325
e a recusa da Unimed em cobrir o procedimento fez com que ela
recorresse à Justiça.
A Terceira
Turma ponderou, no julgamento, que, se uma conduta é ilícita
para fins de reparação por dano material, será ilícita
também para a avaliação do dano moral. “O
que pode acontecer é que, apesar de ilícita, o
mero descumprimento de uma cláusula contratual não
gere, para parte, qualquer dano moral indenização”,
ressaltou a ministra Nancy Andrighi em seu voto, acompanhando
o relator, ministro Sidnei Benetti. A Unimed foi condenada ao
pagamento de reparação por danos morais no valor
de R$ 3 mil.
Em outra
decisão, a Turma condenou um plano de saúde
a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais
a uma segurada que se submeteu a cirurgia de urgência para
retirada de vesícula biliar. Aconteceu que, três
dias após a operação, o plano de saúde
negou-se a cobrir as despesas (Resp 1.072.308).
“A jurisprudência deste Tribunal vem reconhecendo
que a recusa indevida à cobertura médica é causa
de danos morais, pois agrava o contexto de aflição
psicológica e de angústia sofrido pelo segurado”,
disse a ministra Nancy Andrighi. Pesou, ainda, contra a seguradora,
a circunstância de que a negativa de cobertura, além
de ilegal, aconteceu após a realização da
cirurgia, quando a paciente estava em recuperação
e, de repente, se viu envolvida pelas preocupações
com a conta do hospital.
Permanência
no plano
O STJ negou
o pedido de um ex-funcionário do Banco do
Brasil que havia se demitido e, mesmo assim, ingressou com ação
judicial para permanecer vinculado, juntamente com seus dependentes,
ao plano coletivo de assistência à saúde
(Resp 1.078.991).
O julgamento
baseou-se em voto do ministro Massami Uyeda, relator do processo.
De
acordo com o ministro, o direito de manter a
condição de beneficiário nas mesmas condições
de que gozava quando era funcionário ativo do banco, somente
está previsto para os casos em que o empregado é demitido
ou exonerado sem justa causa.
Aplicando
este entendimento, a Terceira Turma manteve a decisão
que determinou à Cassi a reinclusão de ex-funcionário
da instituição no plano de saúde. Segundo
a Turma, o artigo 30 da Lei n. 9.656/98 não depende de
outra norma para ser aplicado. O artigo torna possível
a continuidade de ex-funcionário, dispensado sem justa
causa, em plano de saúde privado, desde que assumisse
o pagamento da parcela patronal (Resp 820.379).
Extra Online
RJ:
Após as chuvas, as doenças
Por Leticia Sicsu
O cenário de devastação das regiões
atingidas pela chuva pode sinalizar um período de muitas
doenças, provocadas principalmente pela água infectada.
Algumas delas têm sintomas que podem demorar de uma semana
até um mês para aparecer. A urgência, portanto, é tentar
se prevenir quanto a essas patologias como a leptospirose, diarreias
e até a hepatite A.
De acordo
com o Ministério da Saúde, o primeiro
cuidado a se tomar é com a água que se bebe. Ela
deve ser filtrada e fervida ou tratada com hipoclorito de sódio
(2,5%), utilizando, neste último caso, duas gotas para
cada litro de água. Depois de 15 minutos descansando sob
efeito do produto, a água está pronta para consumo
humano.
Água
e lama
Outro cuidado
importante é evitar o contato com água
e lama, já que podem estar infectadas pela urina do rato,
que causa a leptospirose. Para se proteger, é recomendado
o uso de botas e sacos plásticos nas mãos para
evitar o contato com a pele. Após as águas baixarem, é preciso
desinfectar o local, sempre tomando cuidado com a proteção.
De acordo
com a infectologista Isabela Cavalcanti de Albuquerque, os
sintomas da doença são
comuns:
- Muitas
vezes a doença vem sem nem ter sintomas. Mas,
sentindo sintomas como o da gripe, a pessoa deve procurar um
médico.
A infectologista
Isabela Cavalcanti de Albuquerque lembra ainda que, com a chuva,
o
risco de proliferação de mosquitos
da dengue pode ser maior:
- É bom lembrar de não deixar água acumulada.
A picada do mosquito da dengue é outra preocupação.
CFM
Judicialização
da medicina
Por José Luiz
Gomes do Amaral
Levantamento
do Conselho Nacional de Justiça mostrou
que em 20 dos 91 tribunais brasileiros existem mais de 112 mil
processos sobre demandas de saúde. Esses dados evidenciam
a falta de credibilidade dos sistemas de saúde brasileiros.
No âmbito público, a insistência de que tudo
se oferece contrasta com o pouco que se tem e a reiterada resistência
em encarar a falta de recursos. As indisfarçáveis
tentativas de distorcer a realidade por meio da manipulação
da informação e interferência na prática
clínica criam inconsistências óbvias.
Por outro
lado, os planos de saúde, enredados em processo
concorrencial predatório, vendem igualmente o que não
tem. Impossibilitados de entregar o prometido, voltam-se contra
os prestadores de serviços, pressionando-os a aderir a
padrões de atenção incompatíveis
com a ciência e a ética. Vinte e dois anos de prática
de SUS e onze anos de regulamentação (tímida
e parcial) da saúde suplementar não foram suficientes
para corrigir vícios e construir um plano de ações
que faça, de fato, boas ideias saírem do papel.
Há cerca de uma década, a Associação
Médica Brasileira (AMB) trabalha pela adoção
integral da Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos (CBHPM). Revisada regularmente
pelas sociedades de especialidades, a CBHPM lista os procedimentos
médicos adequados no uso clinico. Para beneficiar os pacientes
atendidos, considera-se a eficácia e a segurança,
eliminando alternativas obsoletas e aquelas ainda em experimentação.
Paralelamente
a essa iniciativa, o Projeto Diretrizes, também
desenvolvido pela AMB, busca definir, com base nas melhores evidências
científicas, quando e como realizar os procedimentos médicos
listados na CBHPM. Até o momento, foram publicadas 320
diretrizes que apoiam a decisão clínica, sem ofender
a individualização dos cuidados e a independência,
valores inalienáveis à prática médica.
Enquanto
guiados pela lógica da contenção
de recursos, gestores políticos e empresários da
saúde suplementar têm rejeitado sistematicamente
a transparência e a evidência científica.
Vê-se, portanto, a Justiça obrigada a intervir em
prol dos interesses da sociedade. Opõem-se paradoxalmente
os que deveriam a ela antecipar-se.
A AMB coloca-se à disposição do Poder Judiciário
em defesa da qualidade da atenção à saúde.
Estado de Minas
Check-up antes do check-in
Por Américo Tângari
J.
A falta de
hábito da maior parte dos brasileiros de realizar
exames de saúde preventivos uma vez por ano faz com que
convivam sempre com o risco, um agente traiçoeiro que
age quando menos se espera. No campo de futebol, pega de surpresa
jogadores de fim de semana que não passaram pelo aval
do médico e, na praia, espreita os que jogam vôlei
sob um sol escaldante. Mais recentemente, tem acompanhado os
incautos que, dispostos a usufruir o aumento de sua renda e a
possibilidade de pagar uma viagem em várias parcelas,
entram no avião sem consultar o médico.
O bom senso
recomenda: por maior que seja o desejo de conhecer outros lugares,
o check-up
tem que vir antes do check-in. Viagens
aéreas, historicamente, são cercadas pelo nervosismo
circunstancial e ansiedade, fatores aos quais se junta o estresse
ocasionado pela atual saturação dos aeroportos.
O acúmulo de elementos, mais a predisposição
familiar ou os maus hábitos, colabora para elevar o número
de casos de morte súbita em aviões. Hoje, 80% são
provocados pelo coração. Paradas cardíacas
são muito mais frequentes do que se imagina. De acordo
com a Associação Internacional de Transporte Aéreo,
os ataques cardíacos chegam a somar cerca de 60% das doenças
graves a bordo das aeronaves. A morte poderia ser evitada se
houvesse pronto atendimento, o que deveria incluir um desfibrilador
para recompor os batimentos cardíacos, mas a lei não
obriga a presença desses aparelhos em aviões, nem
de médicos a bordo.
As companhias
aéreas dispõem de material de emergência,
mas não contam com equipamentos completos para atuarem
numa emergência. Só a lembrança desses aspectos
deveria ser mais do que suficiente para levar à reflexão
os passageiros de avião que não têm avaliação
médica de qualidade. Adotar a prevenção
como norma de vida é fundamental para manter a saúde,
evitar problemas e dar à pessoa a noção
exata do que pode ou não fazer. O coração
não exige muito, apenas uma consulta anual, acompanhada
de eletrocardiograma e complementada pelo teste ergométrico,
desde que acompanhado por cardiologista. Exames de prevenção
revelam se as artérias estão levando sangue de
forma adequada ao coração. Mudar hábitos
também deve ser norma, o que significa passar do sedentarismo
para a prática de exercícios e de frituras para
alimentos mais saudáveis como saladas, verduras e frutas.
Sem exceção, todos, sejam cardíacos, hipertensos
ou portadores de doença pulmonar ou vascular, devem ser
avaliados pelo médico antes de voar. A recomendação
se estende aos que têm alguma doença sistêmica
e que decidem se aventurar pelo mundo afora, sem qualquer orientação
e cuidados. Esquecem que, em uma viagem de avião, há alterações
na pressão do ar, diminuição de quantidade
de oxigênio, o que afeta demais os que sofrem de asma,
enfisema e bronquite, e problemas de fuso horário, que
podem levar ao estresse físico ou psicológico,
inclusive gerando angústia.
Precauções são essenciais para evitar problemas
numa viagem aérea. Mesmo pessoas saudáveis devem
tomar cuidados em viagens que demoram cerca de oito horas. Pernas
por muito tempo na mesma posição prejudicam a circulação. É importante,
pois, caminhar no avião, movimentar-se, ingerir bastante
líquido, trocar refrigerantes e bebidas alcoólicas
por sucos e, no caso de varizes, usar meia elástica. Para
os mais ansiosos, um calmante pode ser a solução
na primeira viagem, mas o melhor é fazer uma psicoterapia
para solucionar de vez o problema, que pode se manifestar em
outras situações.
Em todo o
mundo, 600 mil pessoas voam por semana. A maior parte, com
certeza, desconhece
os prejuízos que o ambiente artificial
do avião pode causar a quem tem alguma doença cardíaca
ou respiratória, principalmente. E não se preocupa
em ouvir a orientação de um médico. Bons
programas de prevenção podem diminuir os casos
fatais. Prevenção é cultura que precisa
ser divulgada em todos os países. No Brasil, é premente
sua implantação. O bom senso indica: fazer o check-up
antes do check-in.
Anvisa
Anvisa disponibiliza primeiro grupo de bulas em novo formato
Já estão disponíveis no Bulário
Eletrônico da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) as primeiras 202 bulas adequadas às
novas regras da Anvisa que exigem informações mais
claras, linguagem mais objetiva e conteúdos padronizados.
De acordo
com a RDC 47 de 2009, que instituiu as novas regras, a partir
da publicação no Bulário Eletrônico
as empresas terão até 180 dias para colocar as
bulas à disposição dos consumidores nas
embalagens de medicamentos. Este também é o prazo
para que as empresas fabricantes dos medicamentos que já estão
no Bulário passem a oferecer a bula em formato especial
para deficientes visuais, como Braile, áudio, fonte ampliada,
entre outros.
Genéricos
e similares
A publicação das primeiras bulas adequadas vai
desencadear também a adequação das bulas
de muitos medicamentos genéricos e similares, que devem
ser iguais à bula padrão, reduzindo o tempo de
análise das bulas e o custo. Quando a Bula Padrão
de um medicamento de referência for publicada no Bulário,
as bulas dos seus genéricos e similares também
deverão ser adequadas. Essa padronização
vai facilitar o entendimento do consumidor.
As bulas
dos genéricos e similares podem diferir das
Bulas Padrão, que estarão no Bulário, apenas
no que se refere às informações específicas
do medicamento como nome, fórmula e cuidados de conservação
e aos dados das empresas.
Os fabricantes
de medicamentos genéricos e similares
terão 180 dias para disponibilizar essas bulas nas caixas
dos medicamentos, a partir a publicação das Bulas
Padrão no Bulário Eletrônico.
Histórico
Em setembro
de 2009, foi publicada a resolução
RDC 47/09, que estabeleceu novas regras para as bulas de medicamentos
no país. Durante o primeiro semestre de 2010, um primeiro
conjunto de bulas começou a ser adequado à nova
resolução. As detentoras de registro dos medicamentos
elaboraram as novas bulas e submeteram à Anvisa. Durante
o segundo semestre do ano, a Anvisa analisou as bulas submetidas
pelas empresas e aprovou as bulas adequadas.
Como resultado
desse trabalho, estão disponíveis,
no Bulário Eletrônico da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), as primeiras 202
bulas adequadas às exigências da RC 47 de 2009.
A estimativa é de que até 2012 as bulas de todos
os medicamentos existentes no país já estejam adequadas.
Transição
As caixas
dos medicamentos que foram fabricados antes do prazo de disponibilização ser encerrado e que ainda podem
estar no mercado, conterão as bulas no formato antigo.
Não haverá recolhimento de produtos para troca
de bulas durante o prazo de renovação dos estoques.
Enquanto isso, elas serão publicadas no Bulário
Eletrônico da Anvisa.
As bulas
de medicamentos de referência que já estavam
publicadas no Bulário, mas que ainda não estão
adequadas, continuarão disponíveis para consulta
e serão excluídas à medida em que suas novas
bulas forem publicadas.
Correio
Braziliense – Saúde
Navegação
interna
A chamada
radiologia intervencionista permite diagnósticos
precoces e tratamentos menos invasivos, com menores riscos de
complicações e morte
Por Márcia
Neri
Uma viagem
pelo corpo humano, na qual é possível
navegar tridimensionalmente pelas mais estreitas passagens do
organismo, como veias e artérias. O cenário parece
futurístico, mas é bem real, graças à radiologia
intervencionista (RI), especialidade que permite diagnosticar
e tratar doenças graves de forma minimamente invasiva,
reduzindo riscos de complicações e morte. A história
da RI começou a se desenhar na década de 1960,
quando o americano Charles Dotter fez a primeira angiologia de
artéria femoral em uma paciente de 82 anos. Referência
entre os colegas, o médico buscava alternativas para as
cirurgias abertas. “Essa senhora apresentava dor e gangrena
devido ao estreitamento arterial, não era uma boa candidata à operação
e o caso evoluía para a amputação”,
conta Alexander Corvello, chefe do serviço de RI do Hospital
Santa Cruz, em Curitiba. Dotter usou uma corda de guitarra como
fio guia e um cateter, que dilatou a artéria. “A
paciente foi embora andando e com as lesões cicatrizadas”,
diz.
De lá para cá, o aprimoramento da especialidade
permitiu o tratamento de doentes com os mais diversos males.
Através de microincisões, cateteres navegam guiados
por equipamento de imagens e patologias são combatidas
sem que o resto do organismo seja agredido. “O tempo de
recuperação é muito menor. Hoje, tratamos
doenças intra e extravasculares. Na maioria dos casos,
um único furinho, geralmente na virilha, é feito
na pele do paciente. Nem ponto é necessário”,
pondera Corvello, que está à frente da Sociedade
Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular.
Atualmente,
a RI tem nocauteado mazelas como aneurismas, doença
obstrutiva da artéria carótida (AVC isquêmico),
trombose venosa profunda, doença arterial periférica,
impotência sexual vasculogênica, tumores malignos
no fígado e em outros órgãos, fratura de
vértebras e muitas outras. A neurocirurgiã Iruena
Kessler fala com entusiasmo sobre o aumento nas chances de recuperação
total de pacientes diagnosticados com aneurisma cerebral. Antigamente,
a doença era um caminho sem volta para boa parte dos enfermos.
Na cirurgia convencional, o crânio é aberto e parte
do osso é retirada para que o aneurisma seja clipado ou
costurado. Diversas estruturas podem ser lesadas. “Pela
radiologia intervencionista, fazemos a embolização
e exclusão do aneurisma com micromolas ou stents. Sem
traumas, o paciente vai para casa andando dois dias depois”,
explica a médica.
O procedimento é realizado via punção da
artéria femoral — um microfuro na virilha —,
por onde os cateteres navegam até as ramificações
do cérebro. O risco de lesão em outras áreas é mínimo. “O
preenchimento com micromolas exclui o fluxo de sangue e resolve
o transtorno”, acrescenta Gustavo Paludetto, radiologista
intervencionista que atua no Incor Taguatinga e no Instituto
de Cardiologia do Distrito Federal (IC-DF). As imagens que guiam
a equipe médica são obtidas por ultrassom, tomografia
computadorizada, angiografia por subtração digital
e radioscopia.
A comerciária Brasília de Paula Teixeira, 53 anos,
acredita estar viva graças à RI. Diagnosticada
com um aneurisma cerebral já rompido em 2009, ela ficou
internada na UTI por 24 dias. “Os médicos me desenganaram,
diziam que eu não sobreviveria à cirurgia aberta.
Um radiologista intervencionista soube do meu caso e me operou
com um único furo na virilha. Graças a ele, estou
viva. Três dias depois do procedimento, eu estava em casa
com minha família”, relembra.
Promessas
Os miomas
uterinos, tumores que atingem 25% das mulheres, também
podem ser tratados pela RI. Até a década de 1990,
a única solução para o problema era a cirurgia
aberta. Na maioria dos casos, o útero era retirado. “Hoje,
pelas artérias injetamos microesferas que obstruem os
vasos e reduzem a irrigação do tumor. A embolização
pode ser feita apenas com anestesia local na virilha e leve sedação.
Não há cortes nem perda sanguínea, apenas
uma incisão menor que 2mm”, pontua Paludetto.
Entre os
pacientes mais beneficiados pela RI, estão os
diagnosticados com aneurisma na aorta, cujo rompimento leva 87%
das vítimas à morte. Da maior artéria do
nosso corpo, saem os ramos que irrigam todos os tecidos do organismo.
O método cirúrgico tradicional de retirada do aneurisma
envolve procedimentos de risco. O índice de mortalidade é alto
e 25% dos pacientes que vencem a cirurgia ficam paraplégicos. “Com
a RI, implantamos a mesma prótese colocada na cirurgia
convencional. Apenas 0,8% dos pacientes morrem e o índice
de paraplegia caiu para 2,2%”, observa o radiologista intervencionista.
O médico intensivista Renato de Camargo Viscardi, 63
anos, conta que recebeu o diagnóstico de aneurisma na
aorta por um exame de ecografia. “O aneurisma estava crescendo
rapidamente e, como médico, sabia dos riscos da cirurgia
tradicional, mas já estava por dentro dos benefícios
da RI. Optei por esse novo caminho. Poucos dias depois da cirurgia,
estava cavalgando. Hoje, levo uma vida absolutamente normal,
o que provavelmente não seria possível se tivesse
sobrevivido à cirurgia convencional”, considera.
Para Alexander
Corvello, o futuro da especialidade mais democrática
da medicina é promissor. “Somos pioneiros na medicina
moderna. A RI nos exige expertise em anatomia humana, demanda
conhecimento de diversas áreas da medicina e destreza
com a tecnologia. Até a oncologia tem se beneficiado.
O tratamento de alguns cânceres, como o de fígado,
por exemplo, ganhou uma ajuda representativa”, avalia.
Segundo ele, as expectativas não poderiam ser mais animadoras. “Nos
próximos anos, a RI será mais difundida e tratará as
enfermidades com ainda mais efetividade e menor agressão
para o paciente”, garante.
Folha
de São Paulo – Poder
Desvio
não
tira PMDB da Funasa, diz Temer
Vice-presidente
pede sanções aos culpados, mas
diz que já há acordo sobre fundação
Por Rodrigo
Rötzsch
O vice-presidente
da República, Michel Temer (PMDB),
afirmou ontem no Rio de Janeiro que, "se for apurado que
houve desvios [na Funasa], deve haver sanções".
Reportagem
publicada ontem pela Folha revelou que auditorias feitas nos últimos quatro anos pela CGU (Controladoria-Geral
da União) apontaram que a Funasa foi vítima de
desvios que podem ultrapassar R$ 500 milhões.
De acordo
com os relatórios, o dinheiro teria sumido
entre convênios irregulares, contratações
viciadas e repasses a Estados e prefeituras sem a prestação
de contas exigida por lei.
A Funasa
(Fundação Nacional de Saúde) é controlada
desde 2005 pelo PMDB, partido que Temer presidiu até se
tornar vice-presidente. Ela atua nas áreas de saneamento
básico e saúde indígena e controla um Orçamento
anual de R$ 4,7 bilhões.
A possibilidade
de que o controle da entidade fosse retirado do PMDB ajudou
a
fomentar uma disputa entre o partido e o PT
pelo preenchimento de cargos no segundo escalão do governo
da presidente Dilma Rousseff.
Questionado,
Temer disse que a reportagem da Folha não
ameaça a permanência do PMDB à frente da
Funasa, uma vez que já teria sido acertado entre o ministro
da Saúde, o petista Alexandre Padilha, e o líder
do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves,
que o futuro presidente da entidade será escolhido de
comum acordo entre os dois partidos.
Em entrevista à Folha, publicada no domingo, Padilha
disse, porém, que "não tem definição
ainda sobre o comando da Funasa" e que a sua prioridade é definir
as metas para o órgão, e não quem irá comandá-lo.
Apesar da
disputa com o PT, Temer negou ontem a possibilidade de que
haja "reação" do PMDB por ter
perdido espaços no governo em relação aos
que detinha sob o presidente Lula -líderes do partido
chegaram a ameaçar criar obstáculos à eleição
de Marco Maia (PT-RS) à presidência da Câmara.
Temer participou
ontem, no Rio, da abertura da 2ª Conferência
Mundial sobre Justiça Constitucional -que reuniu o presidente
do STF, Cezar Peluso, e os ministros do STF Gilmar Mendes e Ricardo
Lewandowski.
Em SP, o
ministro José Eduardo Cardozo (Justiça)
defendeu apuração no caso Funasa. "Se houver
qualquer irregularidade, ela tem que ser duramente punida."
Saúde
Business Web
OMS
alerta sobre impacto financeira nos fundos para saúde
Diretora
da organização expressou preocupação
pelo impacto da economia nos progressos e inovações
na luta contra doenças
Várias organizações de saúde de
alcance mundial sofreram grandes reduções em seus
fundos, o que põe em risco os avanços na luta contra
doenças como a pólio, a aids e a malária,
afirmou a diretora geral da Organização Mundial
da Saúde (OMS), Margaret Chan. As informações
são da Agência Efe.
A diretora
alertou que, além de sua própria instituição,
outras como o Fundo Mundial contra a aids, a Malária e
a Tuberculose e a Aliança Gavi, entidade internacional
dedicada à imunização, também tiveram
redução nos seus orçamentos.
Ao inaugurar
em Genebra o Conselho Executivo da OMS, órgão
constituído por 34 países, Chan expressou sua preocupação
pelo impacto da economia internacional nos progressos e inovações
na luta contra doenças como a meningite, a tuberculose
e a aids.
Segundo ela,
os mosquiteiros (impregnados de inseticida para prevenir a
malária) devem ser substituídos, o tratamento
com antiretrovirais (para tratar a aids) deve ser bem administrado,
o diagnóstico e o tratamento da tuberculose devem ser
intensificados e cada bebê deve ser protegido através
da vacinação.
Após reforçar a necessidade de persistir na luta
contra essas e outras doenças, Chan reconheceu que a epidemia
da gripe A, entre 2009 e 2010, criou uma situação
de desconfiança na opinião pública sobre
as vacinas.
Os laboratórios desenvolveram em um tempo recorde uma
vacina contra o vírus AH1N1, o que gerou medo na população
e em grande parte de países.
No entanto,
de acordo com ela, o problema da desconfiança
pública vai além das vacinas contra a gripe. Chan
sustentou que essa é uma tendência que é preciso
ser contornada porque "a percepção pública
sobre a segurança de uma vacina pode ficar permanentemente
alterada por temores sem fundamento.
Segunda-feira, 17.01.11
Portal
ISaúde
Aplicativo para Smartphone pode realizar exames de sangue via
celular
Nova tecnologia
lab-on-a-chip permitirá realizar exames
em menos de meia hora com apenas uma gota de sanguetamanho da
letra
O dispositivo
vai permitir a realização de exames
de sangue rápidos e baratos utilizando apenas uma gota
de sangue
Dispositivo
desenvolvido por uma equipe de engenheiros da Universidade
de Rhode Island,
nos Estados Unidos, vai permitir, em um futuro
próximo, a realização de exames de sangue
via celular. Atualmente, o novo aparelho já fornece resultados
rápidos e baratos. Enquanto a maioria dos testes requer
a entrega de um frasco de sangue em um laboratório para
análise e a espera de alguns dias para a obtenção
dos resultados, o novo dispositivo portátil fornece as
análises em menos de 30 minutos.
Com a nova
tecnologia lab-on-a-chip, a gota de sangue é colocada
em um cartucho de polímero plástico menor que um
cartão de crédito e inserido em um biossensor do
tamanho de uma caixa de sapatos contendo um espectrômetro
em miniatura e uma micro-bomba piezoelétrica. O sangue
percorre o cartucho em pequenos canais com 500 mícrons
de largura para um local de detecção onde reage
com reagentes pré-carregados que permitem ao sensor detectar
biomarcadores de certas doenças.
Em comparação com dispositivos semelhantes em
desenvolvimento em outros países, o pesquisadores afirmam
que o sistema desenvolvido pelo pesquisador Mohammad Faghri é muito
menor, mais portátil e requer uma amostra de sangue menor.
Os primeiros
cartuchos que os pesquisadores desenvolveram foram focados
na detecção da proteína C-reativa
(PCR) no sangue, um método que ajuda os médicos
a avaliarem o risco de doenças cardiovasculares e doenças
vasculares periféricas.
Os pesquisadores
estão trabalhando agora para detectar
com o dispositivo os níveis da proteína beta amiloide,
que pode ser usado como um preditor da doença de Alzheimer.
O dispositivo também pode ser projetado para detectar
patógenos virulentos, incluindo o HIV, hepatite B e gripe
H1N1.
Teste
móvel
A próxima geração do dispositivo irá incorporar
um sensor de mão que irá reduzir os custos de fabricação.
Faghri também prevê uma maior miniaturização
da invenção que pode ser adaptada como um aplicativo
de Smartphone. Ao incorporar o biossensor no cartucho e utilizar
a energia do telefone, bem como as suas capacidades de comunicação
sem fio, o pesquisador acredita que os pacientes podem ser capazes
de realizar os testes eles mesmos e de os resultados serem transmitidos
imediatamente ao escritório do seu médico através
do seu telefone.
"Nós já estamos fazendo progressos em muitos
dos passos para a próxima geração do sistema,
e não demorará muito para que possamos começar
a comercializá-la", disse Faghri.
Portal
ISaúde
250
mil doses de vacinas contra tétano e difteria são
enviadas para o Rio
Sesdec-RJ
distribuiu 6 mil doses de vacinas contra tétano
e difteria para cada um dos três municípios atingidostamanho
da letra
Ministério da Saúde enviou mais de 250 mil doses
da vacina dupla (contra difteria e tétano) para o atendimento às
vítimas das enxurradas na região serrana do Rio
de Janeiro e reposição do estoque da secretaria
de saúde estadual.
A Secretaria
de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec)
distribuiu cerca de 6 mil doses de vacinas contra tétano
e difteria para cada um dos três municípios da região
serrana do Rio de Janeiro mais atingidas pelas fortes chuvas
e por deslizamentos de terra na última quarta-feira (12):
Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Para Sumidouro,
foram enviadas mais 600 doses do imunizante.
Informações da Secretaria de Saúde indicam
que o órgão ainda tem estoque de cerca de 100 mil
doses de vacina para enviar às cidades afetadas, o que
será feito de acordo com a necessidade de cada município.
A secretaria
pede à população que evite
o contato com a água em áreas de alagamentos, uma
vez que isso pode provocar doenças como a leptospirose
e a diarreias - principalmente porque não há vacina
para essas doenças.
"A prevenção é feita evitando o contato
e a ingestão de água da chuva, que pode estar contaminada
com a urina de rato, um dos principais vetores da leptospirose,
doença infecciosa febril, aguda e potencialmente grave" ,
esclarece a nota da secretaria.
Para receber
a vacina, o morador deve procurar a prefeitura de sua cidade
ou o posto
de saúde municipal.
Nova Friburgo
A Secretaria
Municipal de Saúde de Nova Friburgo começou
a vacinar ontem (15) a população contra o tétano.
De acordo com a responsável pela pasta, Jamile Calil Ribeiro,
chegaram à cidade cerca de 5 mil doses da vacina, produzidas
pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na cidade
do Rio de Janeiro.
A secretária informou que o serviço está disponível
no antigo posto de saúde, no centro da cidade. Para atender às
pessoas que moram em locais mais afastados, cerca de dez equipes
de profissionais de saúde se dividiram para levar as doses
aos distritos de Nova Friburgo.
ANS
Programa
de Qualificação
das Operadoras
A ANS deu
início ao processo de avaliação
do Programa de Qualificação das Operadoras de Planos
de Saúde referente ao ano de 2010. As regras estão
expressas na Instrução Normativa nº 10 (IN
nº 10) e os resultados serão publicados no início
do segundo semestre, com base nas informações enviadas
pelas operadoras.
O programa é composto por quatro dimensões: Atenção à Saúde;
Econômico-Financeira; Estrutura e Operação;
e Satisfação do Beneficiário. Cada dimensão
tem conjunto próprio de indicadores e peso específico.
Neste ciclo
de 2010, no entanto, foram necessários alguns
ajustes na dimensão Atenção à Saúde.
A ANS ficou impedida de coletar informações epidemiológicas
devido a uma decisão judicial, em ação proposta
pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj),
que determinou a suspensão da exigência de aplicação
do Código Internacional de Doenças (CID) nas guias
de Troca de Informação em Saúde Suplementar
(TISS). A decisão ainda será reexaminada pelo TRF
da 2ª Região, que inicialmente manteve a sentença
de primeira instância.
Para não haver prejuízos ao programa, a ANS criou
três novos indicadores desenvolvidos a partir de informações
amplamente conhecidas e disponíveis: Proporção
de consulta médica em pronto-socorro; Número de
internações por beneficiário; e Número
de consultas médicas ambulatoriais por beneficiário.
Na referida
ação, o Cremerj entende que a tabulação
das informações relativas ao CID nas guias TISS,
se divulgadas indevidamente, violaria o direito à intimidade
dos pacientes e o dever de sigilo médico. A ANS, no entanto,
mantém uma política de segurança das informações
descrita na Resolução Normativa (RN) nº 153/2007,
que tem como referência a Resolução CFM nº 1639/2002,
do próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) em relação à transmissão
eletrônica de informações. Cabe, por fim,
ressaltar que tais indicadores já vinham sendo calculados
e divulgados desde o ano de 2007 e a ANS não tem conhecimento
de problemas referentes à quebra de sigilo de informações
de saúde dos beneficiários.
JANEIRO / 2011
-
Unidas: Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
24 e 25 de fevereiro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
DR. LEONARDO
PEREIRA FLORÊNCIO
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos Privados de Saúde, Gestores
Públicos de Saúde, Coordenadores de Programas e
Projetos de Qualidade de Vida, Medicina Preventiva, Promoção
da Saúde. Profissionais auditores, gestores de tecnologia
da informação de organizações de
saúde. Profissionais de saúde que pretendem atuar
em programas de promoção da saúde e qualidade
de vida.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)