Leia
nesta edição:
- Perde força a defesa da volta da cobrança
da CPMF
- Sistema integrado
- Economia pode chegar R$ 1,25 bi
- Ameaça
nas patentes
- Ministro:
PPPs, SUS e regulação
- Governo
tenta estimular redes de suporte à pesquisa
- Ministro destaca parceria do Congresso para aprimoramento
do SUS
- Compra
de remédios contra aids será revista
- A atuação da Anvisa e a defesa da saúde
pública
- Ministro Alexandre Padilha discute com parlamentares EC 29
- Saúde é serviço público com pior
avaliação
- Saúde suplementar: aviltar o médico é a
solução?
- Movimento
dos médicos
em abril
- Projeto
acaba com carência em benefício para
três doenças graves
- Planos doaram R$ 12 mi para campanhas eleitorais
- Quanto risco podemos tolerar em desastres naturais?
- Seminário sobre saúde encerra inscrições
hoje
- Ministério da Saúde prorroga gratuidade de Tamiflu
no programa Aqui Tem Farmácia Popular
- Governo
amplia público para vacinação
contra gripe
Sexta-feira, 18.03.11
Valor
Econômico
Perde
força a defesa da volta da cobrança
da CPMF
Editorial
As discussões a respeito do retorno da CPMF podem estar
voltando para a gaveta. Um dos maiores interessados em potencial
nessa receita, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
disse que a CPMF não é uma prioridade na sua agenda.
Em entrevista exclusiva ao Valor, Padilha foi enfático
ao eleger como foco a melhoria da gestão da saúde.
A prioridade de Ministério é fazer mais com o que
temos, afirmou o ministro.
Dessa forma,
Padilha alinha-se com a posição da
chefe de Estado, a presidente Dilma Rousseff, que disse no início
de março ser possível que se resolva muita coisa
com o dinheiro que se tem; e que a discussão a respeito
da CPMF está feita de forma errada: antes de saber se é necessária
ou não, é preciso identificar para que vai servir.
A pasta da
Saúde é, de longe, dona do maior orçamento
dentro do governo. Não escapou dos cortes recentemente
anunciados, embora a redução de despesas tenha
sido apenas marginal no seu caso. Após a revisão
da programação orçamentaria deste ano, que
implicou o corte total de R$ 53,5 bilhões, a Saúde
teve as despesas reduzidas em 0,9% para R$ 63,1 bilhões.
O orçamento da saúde é bastante superior
ao do segundo colocado, a Educação, de R$ 28 bilhões,
após o corte de 11,1%, que é seguido pela pasta
das Cidades, cujas despesas foram reduzidas em 40,6% para R$
21,1 bilhões; e pela de Transportes, que teve economia
de 13% para R$ 18,4 bilhões.
A ênfase na saúde não poderia ser diferente
em um país com população de 190 milhões
e uma péssima distribuição de renda. O SUS é o
sistema público de saúde que mais faz hemodiálises
e transplantes do mundo e gasta apenas R$ 660 per capita, dos
quais só a União contribui com R$ 304 e o restante é despendido
por Estados e municípios. Inglaterra e Canadá gastam
seis vezes mais.
Estima-se
que pelo menos 150 milhões de brasileiros dependam
exclusivamente do Sistema Unificado de Saúde (SUS) e que
o sistema de saúde suplementar atenda o restante da população.
Ainda assim é comum a pessoa que tem um plano privado
de saúde recorrer ao SUS em casos de emergência.
Nem por isso os planos de saúde privados reembolsam o
SUS pelas despesas e isso é uma fonte de litígio
no sistema de saúde. Estima-se que 10% a 15% dos portadores
de planos privados usem o SUS que, por esse motivo, teria direito
a receber de R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão por ano
dos planos privados, o que compensaria com folga o corte orçamentário
sofrido neste ano. E isso sim está no topo da agenda de
Padilha.
Não se pode considerar, porém, que a posição
de Dilma e Padilha signifique uma pá de cal sobre a CPMF,
que foi extinta pelo Congresso em 2007. O Executivo pode estar
querendo evitar o desgaste perante a opinião pública
de defender a criação de um novo imposto e empurrar
esse ônus político para outras autoridades, como
os Estados e municípios, que vêm sofrendo mais dificuldade
de bancar os gastos com saúde. Não se pode esquecer
também que, no início de fevereiro, a bancada do
Partido dos Trabalhadores concluiu que era necessário
criar outra fonte de financiamento da saúde na forma da
Contribuição Social para a Saúde (CSS).
Fica, no
entanto, difícil defender essa posição
diante dos bons resultados da arrecadação. No ano
passado, a arrecadação cresceu 9,85% em termos
reais e somou R$ 826,1 bilhões em valores corrigidos pelo
IPCA (R$ 805 bilhões, sem correção). Praticamente
todos os tributos estão com receita em expansão,
como resultado da recuperação da economia, com
exceção do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica
e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL), que foram prejudicados em 2010 ainda por efeito dos balanços
ruins de 2009, que justificaram compensações. Mas
neste ano isso não deve voltar a acontecer e a previsão é de
um crescimento nominal de mais 10% da arrecadação
federal para R$ 885 bilhões.
A CPMF nasceu
em 1993, quando ainda se chamava IPMF e a área
da saúde enfrentava realmente problemas de financiamento
por causa da transferência das contribuições
dos trabalhadores e empresas para a Previdência. Depois
de algumas interrupções, ressurgiu, em 1996, como
CPMF e fonte de recursos para saúde (0,20%), previdência
(0,10%) e para o Fundo de Combate e Erradicação
da Pobreza (0,08%). No seu último ano de vigência,
em 2007, arrecadou cerca de R$ 35 bilhões.
Mas nem todo
o dinheiro estava indo para a saúde. Nos últimos
anos antes de acabar, em média 20% dos recursos arrecadados
acabaram ficando no caixa do Tesouro e ajudaram a fechar as metas
fiscais. Em 2006, o superávit primário chegou a
4,32% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da meta de 4,25%.
Valor
Econômico
Sistema integrado
Governo quer
estabelecer uma agenda favorável às
empresas que investem em soluções mais inovadoras
para o setor. Genils on Cezar , para o Valor , de São
Paulo
Por Genilson Cezar
O Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1988,
avançou significativamente nos últimos anos no
atendimento às necessidades básicas de saúde
de grande parte da população brasileira.
Os programas
de atenção primária, por exemplo,
já suprem os interesses de quase 100 milhões de
pessoas. Mas ainda não dão conta da demanda existente.
Seu acesso
precisa ser ampliado e o atendimento melhorado para dar conta
do novo
cenário de complexidade demográfica,
social e econômica que o país atravessa, com aumento
das doenças relativas ao envelhecimento, endemias urbanas
e as pressões do rápido crescimento de regiões
até então carentes de desenvolvimento econômico.
Mais do que
tudo, exige injeções combinadas de
gestão e investimentos, em doses elevadas, e uma atuação
que incorpore e integre de forma equilibrada o sistema de saúde
suplementar, responsável pela cobertura médica,
por meio dos planos de saúde particulares, a cerca de
45 milhões de pessoas, e de cobertura odontológica
a 14 milhões de cidadãos.
Trata-se
de um movimento de revitalização completamente
diferente do que foi feito nos últimos 30 anos, que vai
exigir investimentos estratégicos em serviços de
saúde. E que abre amplas oportunidades de negócios
para as empresas, avalia o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, que fez a abertura do seminário "Pers pectivas
do Setor Saúde no Brasil", organizado pelo Valor
, na quartafeira, em São Paulo.
"Nosso maior desafio hoje é aumentar o acesso e
qualificar os serviços de atenção primária
da saúde, para que ela possa resolver os grandes problemas
de saúde das pessoas. Só vamos atingir esse universo
se houver uma política intercalada entre as redes de serviços
e uma nova política de investimento e desenvolvimento
de inovações tecnológicas do setor industrial
privado." Segundo Padilha, o governo está disposto
a construir uma agenda compartilhada com a iniciativa privada,
que contemple diversas reivindicações do setor,
inclusive com tratamento diferenciado e privilegiado às
empresas da área de saúde que investirem em soluções
tecnológicas inovadoras.
Além de esforços visando à desoneração
tributária e flexibilização do marco regulatório,
está em estudo a dispensa de licitação nas
compras governamentais, que se situam atualmente no patamar de
R$ 10 bilhões por ano.
"Todo mundo sabe que o déficit comercial nas transações
de remédios e equipamentos médicos vem crescendo.
Fechamos 2010 com saldo negativo de mais de US$ 10 bilhões,
e isso tem muito a ver com o aumento de acesso aos serviços
de saúde pela população.
Significa,
então, que, para manter essa escalada de crescimento
do acesso, precisamos do suporte do setor privado, dos investimentos
em uma produção nacional tecnologicamente inovadora.
Só assim poderemos enfrentar o déficit comercial
na área de saúde e termos uma política de
desenvolvimento sustentável", afirma.
Uma das principais
diretrizes para uma nova política
de saúde, de acordo com Helvécio Miranda Magalhães,
secretário de atenção à saúde
do Ministério da Saúde, é a utilização
de todos os recursos possíveis para a construção
de várias redes de serviços. Essa é uma
questão fundamental para o ministério, segundo
ele, e as primeiras propostas já estão em debate.
"As novas redes devem ter como prioridade absoluta os serviços
de urgência e emergência, a atenção
integral à mulher, saúde mental e combate às
drogas. A intenção é construir um mapa sanitário,
que já inclui 500 regiões de saúde em todo
o país. Ali, estarão as redes de atenção à saúde
dotadas de gestores regionais, com atuação compartilhada
entre União, Estados e municípios", explica
Magalhães.
Para os funcionários do governo, empresários do
setor farmacêutico, autoridades da área de saúde
e parlamentares presentes ao seminário, o maior esforço,
sem dúvida, é o de trazer a saúde para o
centro da discussão sobre o desenvolvimento do país.
Antônio Britto, presidente-executivo da Associação
da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma),
entidade que congrega 40 laboratórios, responsáveis
por um faturamento anual de R$ 18,5 bilhões, acha que é hora
de fugir de falsos dilemas, como imaginar o Brasil sem o SUS
ou com um SUS que possa fazer tudo para todos. E de superar polêmicas
irreais sobre as conveniências de se ter um único
sistema público ou apenas um sistema privado de saúde,
além de abandonar, igualmente, o debate simplista sobre
se a saúde está precisando de gestão ou
de mais recursos financeiros. "Precisamos de ambos, em grande
volume.
Mas acima
de tudo, devemos afirmar que o Brasil tem o direito e o dever
de possuir
um projeto próprio, nacional, para
o setor de s a ú d e", afirma Britto.
Um dos pontos
fundamentais para uma nova política de
saúde, de acordo com o presidente da Interfarma, é o
da desoneração de impostos que incidem sobre os
medicamentos. Segundo a associação, os tributos
sobre o valor agregado dos medicamentos no Brasil chegam a 27,5%
- "um recorde internacional", destaca.
Para o secretário estadual de saúde de São
Paulo, Giovanni Cerri, a situação é favorável
para impulsionar soluções em torno do problema
de financiamento à saúde.
"A gestão é fundamental, mas há uma
necessidade maior de melhorar o financiamento de saúde",
diz ele. Em São Paulo, por exemplo, 55% do atendimento
de saúde é feito pelas Santas Casas e entidades
filantrópicas, que passam por situações
difíceis, do ponto de vista financeiro. "No momento,
o governo paulista está investindo R$ 185 milhões
para suplementação orçamentária das
entidades filantrópicas, e divide com a Santa Casa de
São Paulo os gastos anuais com leito hospitalar, em torno
de R$ 240 milhões", conta Cerri.
Valor
Econômico
Economia pode chegar R$ 1,25 bi
Ogari
Pacheco: investimentos em inovação e produção
de princípios ativos
Por Rosangela Capozoli
O Laboratório Cristália, fabricante de genéricos,
iniciou no princípio de janeiro a entrega dos pedidos
do medicamento antipsicótico denominado clozapina, fruto
de sua primeira Parceria PúblicoPrivada (PPP). A indústria
farmacêutica é uma das 17 parceiras privadas que
está fechando acordo com nove laboratórios públicos
para a fabricação de fármacos no Brasil, "estratégicos
para o Sistema Único de Saúde (SUS)". Desde
2009 até agora, o Ministério da Saúde aprovou
20 PPPs, cujos acordos contemplam transferência de tecnologia
para os laboratórios. Estes, por sua vez, se comprometem
a produzir medicamentos a partir de Insumos Farmacêuticos
Ativos ( I F A"s) fabricados no país.
Entre os
25 fármacos a serem produzidos destacam-se as
drogas para tratamento de osteoporose, os antiretrovirais para
portadores de HIV, antipsicóticos para mal de Alzheimer.
Também fazem parte da lista drogas destinadas aos hemofílicos,
os antiasmáticos, tuberculostáticos e imunossupressores.
A parceria
irá permitir aos cofres públicos economia
de R$ 1, 25 bilhão até 2015. A expectativadogoverno,
neste ano, é fechar compras de até R 1,2 bilhão.
Das 17 empresas privadas parceiras, dez estrangeiras e sete nacionais.
"Até 2010, houve uma redução nos gastos
de R$ 400 milhões, fruto do anúncio dos acordos.
Nos próximos cinco anos, a estimativa é de uma
economia da ordem de R$ 1,25 bilhão apenas no âmbito
de parcerias", diz Carlos Gadelha , secretário de
ciência e tecnologia e insumos estratégicos do Ministério
da Saúde. A contrapartida do ministério é a
compra desses medicamentos dos laboratórios oficiais pelo
período de cinco anos.
Pelas contas
de Gadelha, o governo deverá gastar entre
US$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão na aquisição
dos produtos ao longo de 2011. Se a expectativa de compra por
parte do governo é promissora, os aportes nas áreas
de pesquisa e capacitação de produção
também acompanham a mesma tendência. "O ministério
trabalha com um valor que oscila entre R$ 4 bilhões e
R$ 5 bilhões de investimentos para os próximos
cinco anos, quantia recorde para o setor", afirma. Nos últimos
cinco anos, foram desembolsados R$ 3 bilhões.
O aporte
financeiro, no entanto, não será bancado
exclusivamente pelo Ministério da Saúde. Envolve
outras fontes de financiamentos como, o Banco Nacional de Desenvolvimento
Nacional Econômico e Social (BNDES), Ministério
da Ciência e Tecnologia, Financiadora de Estudos e Projetos
(Finep) e as próprias empresas privadas. "Esta mos
vivendo o processo que a China e a Índia passaram há 15
anos. É o fortalecimento da capacidade produtiva de fazer
melhorias de produtos existentes para o país ganhar musculatura
e poder entrar no mundo da inovação radical." "O
Cristália se preparou para essa modalidade de mercado,
investindo em inovação e na produção
de princípios ativos", afirma Ogari Pacheco, presidente
da companhia.
Segundo ele,
os aportes são contínuos. Em setembro
de 2009, o Cristália inaugurou seu Centro de Pesquisa,
Desenvolvimento e Inovação (PD&I), onde foram
investidos R$ 30 milhões em estrutura.
Em 2010,
com desembolsos de R$ 160 milhões, inaugurou
sua nova fábrica, que permite quadruplicar a capacidade
de produção.
"Ainda está em curso a expansão da planta
Farmoquímica que deve ser concluída até o
fim do ano." Além do Clozapina, o Cristália
fechou parceria para a fabricação de outros medicamentos. "Aguar
damos o sinal do governo para seguir adiante. Os demais medicamentos
dependerão do cronograma a ser recebido. Cada parceria
se destina a um produto específico", diz Pacheco.
Segundo ele, a empresa produzirá comprimidos de Quetiapina,
Olanzapina, Tenofovir, Ritonavir, Donepezila e o Fator VIIA Recombinante.
Esse último medicamento é uma droga bastante utilizada
pelos pacientes do SUS. Será produzido através
de uma associação entre as empresas brasileiras
Cristália e a estatal Empresa Brasileira de Hemoderivados
e Biotecnologia (Hemobras).
Atualmente,
o fator VII-A Recombinante usado no Brasil é importado
do laboratório dinamarquês Novo Nordisk.
Não é possível precisar quantos pacientes
usam o fator VII-A Recombinante devido às características
da doença. Em 2008, foi feita a primeira compra do insumo
pelo Ministério da Saúde no valor de R$ 44 milhões.
A droga foi aprovada para o tratamento de pacientes com hemofilia
congênita e inibidores dos fatores VIII ou IX, assim como
para o tratamento de pacientes com hemofilia adquirida. Para
o presidente, as PPPs representam uma possibilidade de alavancagem
da produção farmacêutica do Cristália
e a independência do país no tocante à importação
dos insumos envolvidos.
Os acordos
permitirão, além da redução
de gastos efetivos para o ministério, uma contribuição
para a redução do déficit na balança
comercial global da área de saúde. "O nosso
déficit comercial em saúde somando medicamentos,
vacinas, equipamentos é de US$ 10 bilhões. É uma
parte expressiva da balança comercial b r a s i l e i
r a", diz o secretário. Segundo ele, trata-se de "um
déficit comercial e não de produto". "Te
mos um déficit de conhecimento de inovação
para produzir aqueles medicamentos que são mais sofisticados
do ponto de vista tecnológico. A PPP irá permitir
e garantir a sustentabilidade no acesso a esses produtos prevendo
uma consolidação e aprofundamento do SUS para os
próximos anos", conclui. E acrescenta: "se não
houver uma prática produtiva e tecnológica sólida,
a política de acesso medicinal pode ficar comprometida."
O Globo
Ameaça
nas patentes
Por Allan Rocha de Souza, Franklin Rodrigues da Costa e Vania
Lindoso
Avisita do
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil faz
ressuscitar
desejo antigo de implementar mecanismos que padronizem à concessão
de patentes em um sistema conhecido como Patente Mundial.
O Brasil,
por meio de sua representação diplomática,
sempre combateu essa agenda, em todas as oportunidades que fora
apresentada. Espera-se, agora, que os interesses do país
continuem a ser preservados pela presidente Dilma Rousseff, de
modo que o Brasil consiga romper com a política subserviente,
em termos verdadeiros. As dificuldades, para tanto, são
enormes.
E o que acontece
quando se confere tratamento idêntico
a situações completamente distintas? No caso da
propriedade intelectual, traz danos para os menos desenvolvidos,
como o Brasil: a) aplicação antecipada da lei de
propriedade industrial (para se adequar ao Trips, o Brasil aplicou
a Lei nº 9.279/96 antes dos países desenvolvidos
ignorando os prazos conferidos pelo artigo 65, do Acordo); b)
desequilíbrio da balança comercial, com substanciais
remessas de royalties; c) sucateamento da indústria nacional,
com instalação de eventual processo de desindustrialização
; d) preços de medicamentos muito mais caros (a Índia
usou todos os prazos do TRIPS e por isso vende os medicamentos
até 94% mais barato que os nacionais); e) comprometimento
de programas sociais do governo federal, como o programa oferecido
pelo Ministério da Saúde, DST/Aids e Hepatites
Virais, que fornece gratuitamente todo o tratamento para os portadores
da síndrome de imunodeficiência adquirida e é referência
mundial.
A retórica dos países desenvolvidos, contra a
política voltada às realidades locais, vem ensejando
uma série de propostas de acordos com objetivos semelhantes
aos alcançados no TRIPS, só que mais rigorosos
e restritivos.
E é com esse manto de candura e a justificativa de pôr
fim ao atraso no exame das patentes, conhecido como backlog,
que se encontra escondido o real objetivo do Patent Prosecution
Highway (PPH): encontrar um "caminho mais curto" para
transferir o exame de patenteabilidade do Inpi para o USPTO ou
deixar na mão do examinador de patentes a responsabilidade
de fazer a Escolha de Sofia, qual seja, aceitar o exame americano
ou refazê-lo, o que se afigura de todo inaceitável.
Estamos diante
de situação semelhante ao problema
das patentes pipeline (mecanismo inserido na LPI para conceder
proteção a patentes de medicamentos), que na leitura
do Inpi não necessitavam ser examinadas, se concedidas
no país de origem. Inúmeras demandas se arrastam
até hoje, no Judiciário, envolvendo os questionados
dispositivos que regulam o assunto, com enormes custos sociais
e econômicos.
É desta mesma fonte que nasceu a divergência entre
Anvisa e Inpi, quanto aos termos que deveriam ser dados à Anuência
Prévia (art. 229-C, da LPI), que prevê a possibilidade
de a concessão da patente ser um ato complexo, com a interação
entre dois órgãos que são autoridades no
assunto, e cujo deslinde até o momento, não foi
alcançado.
Disso resulta
uma indagação pertinente: a Anvisa
não pode atuar no exame dos requisitos das patentes farmacêuticas,
mas a oficina americana pode? Qual instituição
está habilitada e interessada em defender o interesse
e a posição do Brasil? A Anvisa ou o escritório
americano de patentes?
E, diante
dos efeitos ao mesmo tempo amplos e profundos para o destino
e soberania
do país, como isso poderia ser feito
através de um singelo adendo ao acordo vigente de cooperação
técnica entre as oficinas de patentes?
Isso nos
parece uma verdadeira falácia que, na prática,
resultará na transferência do exame de patenteabilidade
para o escritório americano de patentes, que, obviamente,
atuará na defesa dos interesses econômicos do seu
país e do seu governo.
autorautor> VANIA LINDOSO é procuradora federal da
Advocacia-Geral da União na Fiocruz - Fundação
Oswaldo Cruz (Rio).
Saúde
Business Web
Ministro:
PPPs, SUS e regulação
Por Verena Souza
Ministro
da Saúde expôs as pespectivas do setor
de saúde no Brasil e as iniciativas de seu governo
Durante coletiva
de imprensa em Seminário sobre as perspectivas
do setor de saúde no Brasil, realizado nesta última
quarta-feira (16), em São Paulo, o Ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, falou sobre a importância das Parcerias
Públicos Privadas (PPPs), Sistema único de Saúde
(SUS), regulamentações, relação entre
público e privado, entre outros temas.
Confira a entrevista:
Quanto às políticas de prevenção à saúde,
o que o governo tem feito?
O Ministério tem R$ 60 milhões em edital aberto
para municípios e estados apresentarem projetos. Nossa
política de atenção primária busca
estimular a promoção à saúde. Na
estratégia da Saúde da família incorporamos,
além de médicos e enfermeiros, fisioterapeutas,
professores de educação física, terapeutas
ocupacionais. Além disso, em abril, vamos lançar
novas medidas de promoção à saúde.
Faremos um
acordo com a indústria de alimentos para a
redução de sódio nos alimentos. Vamos lançar
uma grande campanha para a promoção de alimentação
e hábitos saudáveis. Há também o
plano de redução de gorduras, mas ainda não
tem um prazo fechado.
ONU
Este ano,
vamos ter uma grande oportunidade no Brasil. Em setembro, a
Assembleia
Geral da ONU pela terceira vez vai incorporar o
tema da Saúde nas discussões com os chefes de Estado.
Na década de 80 foi a poliomielite, nos anos 90 foi a
AIDS e, agora, é a vez das doenças crônicas
não transmissíveis.
Com essa
mudança demográfica, tendo em vista o
envelhecimento da população mundial, percebe-se
que vai haver epidemias de doenças crônicas não
transmissíveis como obesidade, hipertensão e diabetes,
em um futuro próximo.
O Brasil,
dessa forma, está se antecipando a um risco
real, saindo na frente para o enfretamento deste problema. O
Ministério também tem um programa para construir
academias de saúde, próximas às unidade
básicas de saúde para estimular atividades físicas
para a população.
Com
a ampliação do acesso. Quais as oportunidades
que vão surgir?
Investimentos
em saúde e educação são
os que mais retornam para o crescimento do PIB no País,
segundo dados do Ipea. Investir em saúde é criar
um novo mercado de usuários de equipamentos de saúde,
insumos e medicamentos. Essa dimensão econômica
da saúde no crescimento econômico do Brasil é fundamental.
Além disso, investir em saúde é criar um
ambiente para o desenvolvimento do País.
Hoje, existem
31 mil equipes de saúde da família
no Brasil, atendendo 100 milhões de pessoas com atenção
básica. Estamos ampliando fortemente o acesso. As indústrias
farmacêuticas e de equipamentos tem de perceber esse mercado
que se amplia e os governos continuarem a fazer políticas
para garantir a ampliação.
O Ministério passa a usar o poder de compra como para
a ampliação de quimioterápicos para neoplasias,
por exemplo, e o introduz no mercado. Isso significa que a indústria,
percebendo tal iniciativa, invista em políticas de redução
de preços. Isso é um mercado novo que se abre para
o setor.
PPPs,
Regulação e indústria
Hoje, o Ministério da Saúde, Ciência e Tecnologia
e o BNDES investem cerca de R$ 7 bilhões em um conjunto
de Parcerias Público Privadas (PPPs) que envolvam a indústria
farmacêutica, seja de empresas nacionais ou internacionais,
para se associarem a laboratórios públicos para
a produção de medicamentos no Brasil. O exemplo
mais recente refere-se ao antiviral Tenofovir, que combate a
AIDS.
Em janeiro,
assinamos uma PPP entre uma indústria farmacêutica
internacional e um laboratório público de Minas
Gerais, com financiamento do governo federal e BNDES.
O conjunto
de PPPs é uma grande oportunidade. Nós
devemos ter nos próximos dois anos cerca de 19 a 20 produtos
que vão perder suas patentes. Isso vai abrir espaço
para a produção nacional, inclusive para genéricos.
Além de ser oportunidade também para a inovação
e incorporação tecnológica.
Outro aspecto
que gera oportunidades é questão
da regulação - seja por meio das agências
vinculadas ou pelo próprio Ministério. Isso tem
um impacto positivo no estímulo à produção
nacional e parcerias. Nós abrimos uma agenda com a indústria
sobre pontos importantes no marco regulatório que precisamos
avançar.
Firmamos
um contrato com a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) de gestão, que prevê um
rito mais rápido no processo de registro produtos, insumos,
medicamentos e equipamentos. Não queremos que um medicamento
para tuberculose demore o mesmo tempo que um cosmético.
Existe um
grupo de trabalho com a Anvisa para estudar melhores políticas
de rastreabilidade de medicamentos brasileiros no Brasil.
Qual
a importância
do SUS?
É unânime a importância do SUS para todos
os gestores de saúde. Precisamos aprimorar o processo
de descentralização da gestão. Vamos construir
com estados e municípios contratos mais sólidos
que estabeleçam não só os repasses de recursos,
mas também metas a serem cumpridas. Está em debate
a ideia de uma lei de responsabilidade sanitária no País,
onde a União, estados e municípios tenham metas
a serem cumpridas e, dessa forma, os investimentos sejam direcionados
de acordo com o cumprimento dessas metas.
Quanto ao ressarcimento dos planos ao SUS. Tem alguma conversa?
Em primeiro
lugar precisamos qualificar as informações.
Principal desafio do SUS, da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), e das operadoras é fazer com que as
informações dos usuários em comum sejam
mais claras. Para isso, o DATASUS precisa ser aprimorado, principalmente
com relação às internações
hospitalares e procedimentos de alta complexidade - principais
motivos para que um paciente de planos busque o atendimento no
SUS.
Cartão
SUS x operadoras
O processo
de implantação do Cartão Nacional
de Saúde vai envolver as operadoras de planos de saúde,
para que elas distribuam também aos seus usuários.
Quando houver uma solicitação de internação
SUS ou procedimento de alta complexidade, o número do
cartão deverá ser exigido.
Além disso, precisamos cada vez mais estabelecer uma
relação de complementaridade. O gestor municipal
e estadual tem de perceber que, muitas vezes, existe uma demanda
grande pelo SUS e uma oferta grande na saúde suplementar.
Neste caso, é preciso uma ação de complementaridade
entre eles.
Saúde Não Tem Preço
Padilha aproveitou
a oportunidade da coletiva para divulgar o balanço do programa Saúde Não Tem Preço
lançado no início do governo da presidente Dilma
Rousseff.
Depois de
trintas dias, o programa, que atende 15 mil farmácias
brasileiras, obteve aumento de 61% na distribuição
gratuita de medicamentos contra hipertensão e 51% para
diabéticos. Foram 1,920 milhão de pessoas beneficiadas
pela iniciativa.
Medicamentos
para outras patologias, da rede de farmácias
populares, também apresentaram avanços. Em relação
aos medicamentos para asma, subsidiados em até 90% pelo
governo, registraram aumento de 54% na distribuição.
"O programa ampliou não só o acesso para
os remédios contra hipertensão e diabetes, como
também para outras patologias subsidiadas. Em Roraima,
por exemplo, houve aumento do acesso em mais de 1000%",
afirmou Padilha.
Padilha deixou claro que o governo estuda a possibilidade de
subsidiar outros medicamentos.
Valor
Econômico
Governo
tenta estimular redes de suporte à pesquisa
O Brasil
progrediu no campo do conhecimento de saúde,
aumentou sua capacidade empresarial e de produção
farmacêutica ) - o país é hoje o nono mercado
mundial, com um faturamento total em torno de R$ 32 bilhões
em 2009 -, mas está bastante atrasado no desenvolvimento
de inovações tecnológicas para acompanhar
os novos desafios do cenário de saúde nacional.
O dispêndio nacional em pesquisa e desenvolvimento em
relação ao PIB por exemplo, é hoje de apenas
1,09%. A constatação foi feita pelo secretário
de ciência, tecnologia e insumos estratégicos do
Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, durante sua
apresentação sobre "A perspectiva do complexo
industrial da saúde", no seminário organizado
pelo Valor . Ele disse, porém, que não se trata
de um quadro a lamentar. "A situação já foi
bem pior - antes, o investimento em P&D na área de
saúde era de 0,7% do PIB." Segundo Gadelha, no entanto,
vários indicadores mostram o esforço brasileiro
para reverter esse quadro de dicotomia entre evolução
da ciência e desenvolvimento econômico e social.
Por exemplo: a participação de artigos brasileiros
publicados em periódicos científicos indexados
pela instituição de gerenciamento Thomson\/ISI,
em torno de 2,7% do total, é praticamente o dobro da participação
brasileira no PIB mundial. O número de doutores cresceu
20% nos últimos anos, a participação da
saúde nos grupos de pesquisa é atualmente de 17,4%
e o país continua na busca para consolidar seus investimentos
em pesquisa e inovação.
Nos dois últimos anos, informa Gadelha, o total investido
em P&D&I atingiu cerca de R$ 2 bilhões, sendo
68% dos recursos provenientes de parceiros. No dia 15, o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
aprovou um financiamento de R$ 277,6 milhões para projetos
de inovação no setor farmacêutico.
São quatro projetos que têmcomo objetivo desenvolvimento
de novos produtos, contribuindo para a expansão da oferta
nacional de medicamentos de maior valor agregado e permitindo
aumentar a capacitação tecnológica nacional,
inclusive no segmento da biotecnologia.
"Ou seja, no esforço nacional de construir redes
de suporte às atividades de pesquisa, desenvolvimento
e inovação o Brasil não parte de um deserto",
afirma.
Mas, se evoluibemno
campo de conhecimento, o Brasil enfrenta ainda, segundo Gadelha,
o desafio de transformar essa capacidade
em produtos de valor agregado. A preocupação maior é com
o déficit comercial, que cresceu mais de 50% de 2009 para
2010, fechando no ano passado com saldo negativo de US$ 10 bilhões.
A indústria farmacêutica respondeu por 64% de todo
o déficit em saúde, incluindo hemoderivados. Uma
das alternativas para frear esse processo de corrosão
são os programas de assistência farmacêutica
e compras governamentais.
Os gastos
do Brasil com medicamentos crescem aceleradamente, indicam
dados oficiais.
Passaram de R$ 7,5 bilhões em
2009 para R$ 10,1 bilhões em 2010, e devem ficar em R$
9,8 bilhões neste ano.
Os estímulos à pesquisa e inovação
eumapolítica que beneficie investimentos, como a dispensa
dos processos licitatórios públicos, previstos
na Lei 8.666, devem contribuir para fortalecer o setor.
Ministério da Saúde
Ministro destaca parceria do Congresso para aprimoramento do
SUS
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta
quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados, de reunião
com as frentes parlamentares ligadas à saúde para
debater as políticas públicas do setor. Foi a primeira
vez que todas as frentes da saúde se reuniram: da Saúde;
em Defesa dos profissionais de Saúde; das Santas Casas
de Misericórida; de Hepatites e Transplantes; Farmacêutica;
de enfrentamento ao Crack, em Defesa do SUS.
Durante evento,
o ministro destacou ações do Ministério
da Saúde e a importância da criação
de uma agenda completa para debater saúde com a sociedade,
Congresso e entidades. “O fato de as frentes parlamentares,
dos mais variados partidos e com grande representação,
estarem aqui reunidas, é um marco para estabelecermos
um diálogo sobre temas centrais da saúde”,
disse.
Padilha destacou
também a necessidade de aprimoramento
do Sistema Único de Saúde (SUS) e a importância
da parceria dos parlamentares nesta mudança. “O
Congresso pode ajudar muito. Nós somos o país que
tem o maior programa de atenção básica;
que mais faz transplante público no mundo e a expansão
dos serviços não se sustenta sem profissionais
de saúde capacitados e valorizados. Essa discussão
precisa passar pelo Congresso”, afirmou o ministro.
30
dias de ‘Saúde Não Tem Preço’
O ministro
ressaltou aos parlamentes presentes na reunião
o sucesso do programa ‘Saúde Não Tem Preço’,
que estabeleceu a gratuidade nos remédios de hipertensão
e diabetes na rede Aqui Tem Farmácia Popular. Em 30 dias
de programa, a retirada gratuita de medicamentos de hipertensão
e diabetes cresceu 61% e 50% respectivamente na Rede Aqui Tem
Farmácia Popular.
Temas
Os parlamentares
abordaram vários temas da saúde
durante o encontro, como os desafios do crack, o aumento dos
transplantes, hospitais universitários, regulamentação
da emenda constitucional 29, programa Saúde da Família,
melhoria de gestão, projeto de lei sobre residência
médica, dentre outros.
O presidente
da Frente Parlamentar de Saúde, deputado
Darcísio Perondi, agradeceu a presença do ministro
na reunião com as frentes parlamentares e citou a capacidade
de articulação de Padilha e as perspectivas para
o setor. “É um ministro que tem força, agrega.
Além disso, a presidenta Dilma chamou para ela a responsabilidade
de melhorar a saúde”, lembrou. “Estou otimista,
porém é preciso mais para a saúde”,
disse o deputado citando a necessidade da regulamentação
da Emenda Constitucional 29.
Jornal do Commercio PE
Compra
de remédios contra aids será revista
BRASÍLIA O ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
afirmou ontem que o processo de compra de medicamentos contra
a aids será revisto, embora tenha negado qualquer desabastecimento
na rede pública. Nos últimos dias, o ministério
recomendou às unidades de saúde que o atazanavir
medicamento que compõe o coquetel antiaids distribuído
pelo governo federal fosse substituído por outras drogas
quando possível, já que ele não estava disponível
em algumas localidades.
Ontem, Padilha
garantiu que a droga estará em todas as
unidades de saúde até o fim do mês.
Outras duas
drogas (saquinavir e diadosina) foram objeto de recomendações do ministério, mas, nesse
caso, a orientação foi por um planejamento melhor
do estoque, segundo Padilha. Não houve interrupção
de nenhum tratamento por causa de falhas no fornecimento , disse.
O ministro
afirmou que pediu à sua equipe um detalhamento
do processo de aquisição dos medicamentos para
possíveis modificações. Se houve falha no
processo de compra, quero saber onde foi , disse.
Não é a primeira vez que surgem problemas na distribuição
de antirretrovirais.
No ano passado, quatro medicamentos ficaram temporariamente
em falta, o que gerou diversos protestos de pacientes.
Última Instância
A
atuação da Anvisa e a defesa da saúde
pública
Por Juliana Ferreira
Não é a primeira vez que a Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária), agindo estritamente
dentro de suas competências legais, sofre ataque à sua
forma de atuação, quando atinge em cheio interesses
econômicos de grandes corporações.
Como exemplo,
cumpre lembrar que esta agência já foi
acionada judicialmente quando passou a intensificar a reavaliação
de produtos agrotóxicos e quando criou norma que proíbe
a venda de medicamentos isentos de prescrição em
gôndolas, bem como teve seu papel restrito no processo
de concessão de patente de medicamentos.
Agora, a
mídia tem veiculado diversas manifestações
contrárias à atividade regulatória da Anvisa
com relação ao tabaco. Isso porque a Agência
colocou em consulta pública duas questões: a proibição
do uso de aditivos em cigarros, tais como aromatizantes e flavorizantes,
a exemplo dos sabores de chocolate, baunilha, morango, menta,
entre outros, visando impedir que os produtos de tabaco se tornem
mais palatáveis e atrativos para crianças e adolescentes
que, juntos, representam 90% dos iniciantes (Consulta Pública
nº 112); e a regulamentação da exposição
de produtos de tabaco nos pontos de venda e a ampliação
das advertências sanitárias (Consulta Pública
nº 117).
Sob o pretexto
de defender direitos e princípios constitucionais,
como a liberdade individual e o princípio da legalidade,
alega-se que a Anvisa tenta ultrapassar os limites de sua competência
regulamentar.
Ocorre que,
a Lei 9.782/99, que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a Anvisa, estabelece
claramente que é competência desta agência
regulamentar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam
risco à saúde pública, incluindo os produtos
derivados do tabaco.
Importante
entender em que termos deve se dar a atividade regulatória
das Agências Reguladoras, como é o caso da Anvisa.
A regulação divide-se em dois tipos básicos,
a econômica e a social. A regulação econômica
trata dos esforços governamentais em assegurar o funcionamento
adequado dos mercados, como prevenção de monopólios,
definição de tarifas e regras de entrada, permanência
e saída em determinados mercados. Já a regulação
social trata de questões como assimetrias de informação,
segurança e externalidades negativas, em áreas
como meio ambiente, proteção do consumidor, segurança
do trabalho, entre outras.
Estas duas
formas de regulação devem andar juntas
e a intervenção do Estado na economia passa a ser
meio para a promoção de direitos. Nessa esteira,
se em determinado setor sensível à sociedade o
mercado funcionasse em perfeitas condições, ainda
assim haveria a necessidade de regulação, entendida
como a intervenção do Estado na economia para a
promoção do bem-estar social.
E na regulação da Anvisa com relação
ao tabaco, é evidente que sua atividade regulatória
deve se focar mais na garantia da saúde pública
e menos em fazer o mercado funcionar de forma eficiente.
Assim, a
atuação da Anvisa, dentro da competência
que lhe atribui tal Lei, consiste em estabelecer medidas como
estas agora propostas, medidas que visam a redução
gradativa da exposição da população
aos componentes tóxicos presentes na fumaça gerada
pelo tabaco e a redução progressiva do consumo
de tabaco.
Vale notar
que a iniciativa da Anvisa de regular tais questões
não surgiu do nada, mas sim da necessidade de cumprimento
das medidas que o Brasil se obrigou a adotar ao ratificar a Convenção
Quadro para o Controle do Tabaco, através do Decreto 5658/2006,
primeiro tratado internacional de saúde pública
celebrado sobre os auspícios da Organização
Mundial da Saúde. A importância da Convenção
Quadro é tratar o tabagismo, principal causa evitável
de mortes, que ceifa mais de 5,4 milhões de vidas por
ano, como uma questão de saúde pública e
adotar medidas comprovadamente eficazes para a redução
do consumo e da iniciação.
Não há, no tratado internacional ou nas propostas
da Anvisa, qualquer medida que vise proibir a produção
ou o consumo de produtos de tabaco e menos ainda criminalizá-lo.
Ao contrário, o que se busca é desestimular o consumo
através, entre outras medidas, da proibição
da publicidade e do aumento da informação aos consumidores.
Além disso, a abertura de consultas públicas cumpre
os princípios da transparência e da participação
da sociedade na tomada de decisões, inclusive dos setores
ligados à indústria do tabaco. Qualquer tentativa
no sentido de impedir a realização destas consultas
públicas caracteriza-se prática claramente antidemocrática
e autoritária, excluindo o debate e o esclarecimento da
população.
Diante disso,
diversas entidades assinaram uma carta aberta manifestando
seu apoio à atuação da Anvisa,
que demonstra pautar sua regulação na garantia
da saúde pública, sem deixar prevalecer interesses
meramente econômicos.
O Superior
Tribunal de Justiça recentemente se manifestou
favoravelmente à atuação regulamentar da
Anvisa em prol da saúde pública, ao suspender as
liminares que autorizavam determinadas farmácias e drogarias
a descumprirem a RDC 44, que proíbe a venda de medicamentos
isentos de prescrição em gôndolas, com o
claro objetivo de promover o uso racional dos medicamentos. Em
sua decisão, o ministro Ari Pargendler destacou que "a
saúde pública estará comprometida se o consumidor
for estimulado, mediante a exposição de remédios, à automedicação".
O Idec apoia
a atuação da Anvisa na regulação
do tabaco, já que tem como uma de suas principais bandeiras
o consumo consciente. E cidadãos bem informados são
os que podem, efetivamente, fazer escolhas conscientes.
Jornal Brasil
Ministro Alexandre Padilha discute com parlamentares EC 29
Na tarde
desta quarta-feira, 16 de março, o Ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu com as Frentes
Parlamentares em Defesa da Saúde, atualmente no total
de seis, para debater as questões do setor. Durante a
apresentação, Padilha pautou quatro temas para
a reunião, entre eles, a regulamentação
da Emenda Constitucional 29 - reivindicação feita
pela Confederação Nacional de Municípios
(CNM) há anos.
O acesso
aos serviços pela ampliação da
atenção básica; serviço civil em
Saúde, e a judicialização do setor foram
os outros temas propostos pelo ministro, que defendeu com veemência
uma reforma ampla no Sistema Único de Saúde (SUS).O
deputado João Linhares (PP-CE) defendeu a regulamentação
da EC 29 e pediu urgência. "A EC 29 é uma responsabilidade
nossa. Temos que colocá-la em pauta já. Ela representa
um grito de socorro para os prestadores", avaliou. Em tom
de brincadeira, o deputado, que é padre, disse que se
pudesse rezaria um "Creio em Padilha" para que a emenda
fosse aprovada.
Ao final
da reunião, Padilha defendeu o discurso do deputado
Linhares e sugeriu a formação de uma "agenda
mais completa". Sobre a reforma do SUS, o ministro disse
que representa um aprimoramento da relação entre
a União, Estados e Municípios, tanto na gestão
dos recursos humanos, quanto no montante a ser aplicado por cada
ente no setor, o que, ainda segundo ele, não tem relação
apenas com o financiamento da Saúde.
A CNM há mais de seis anos luta junto aos Municípios
pela regulamentação da EC 29 - que financia os
recursos do setor. Desde o dia 13 de setembro de 2000, data em
que a emenda foi aprovada, a responsabilidade de suprir as carências
da comunidade tem recaído sobre os Municípios.
O presidente
da Confederação, Paulo Ziulkoski,
estima que neste período as prefeituras aplicaram R$ 81
bilhões a mais do que era de sua responsabilidade. E,
mesmo assim, os recursos não foram suficientes para promover
os avanços de que o Sistema Único de Saúde
(SUS) necessita.
Já nestes dez anos, a União deixou de investir
R$ 11,8 bilhões no setor. Número que poderia ser
sinônimo de melhoria no atendimento, instalação
de novas unidades hospitalares e mais dignidade para a população. "Não
são recursos para os prefeitos e seus orçamentos
e, sim, para o cidadão e para o setor de Saúde
nos Municípios, cada vez mais debilitado", desabafa
Ziulkoski.
Fonte:CNM
Saúde
Business Web
Saúde é serviço público com pior
avaliação
Dois em cada
grupo de três brasileiros são contrários à criação
ou ao aumento dos impostos para melhorar os serviços de
saúde, segundo CNI
Pesquisa "Retratos da sociedade brasileira: qualidade dos
serviços públicos e tributação" da
Confederação Nacional da Indústria (CNI)
constatou que dois em cada grupo de três brasileiros são
contrários à criação ou ao aumento
dos impostos para melhorar os serviços de saúde.
E mais: 72% da população desaprovam o retorno da
Contribuição Provisória Sobre Movimentação
Financeira (CPMF).
Para 81%
dos entrevistados, a baixa qualidade dos serviços
de saúde é resultado da má-utilização
dos recursos públicos. "A maioria dos brasileiros
acredita que o governo já arrecada muito e não
precisa aumentar os impostos para melhorar os serviços
públicos", diz o estudo.
A população afirma, ainda, que não há necessidade
de aumento de impostos, quaisquer que sejam. Na avaliação
de 82%, a arrecadação já é suficiente
para a melhoria dos serviços públicos. De acordo
com a pesquisa, 81% dos entrevistados pensam que os serviços
oferecidos pelo governo deveriam ser melhores diante do elevado
valor dos tributos. Para 87% das pessoas, a carga tributária é alta
ou muito alta, e 79% acreditam que os impostos estão aumentando
nos últimos anos. Apenas 7% dos entrevistados consideram
a carga tributária adequada.
Satisfação
Além da carga tributária, a pesquisa avalia a
satisfação dos brasileiros com os serviços
públicos. Entre 12 itens avaliados pela pesquisa, apenas
quatro tiveram mais de 50% de aprovação. O serviço
com a pior avaliação foi o de postos de saúde
e hospitais, reprovado por 81% dos entrevistados. Em seguida,
vem a segurança pública, que é considerada
de baixa ou muito baixa qualidade por 72% da população.
Os mais bem
avaliados são fornecimento de energia elétrica,
fornecimento de água, iluminação pública
e educação superior. O fornecimento de energia
elétrica teve a aprovação de 75% dos entrevistados.
Também foram avaliados os serviços de atendimento
nas repartições públicas, educação
fundamental e ensino médio, conservação
de ruas e avenidas, rodovias e estradas, transporte urbano e
limpeza urbana.
A pesquisa
realizada pela CNI em parceria com o IBOPE foi feita entre
4 e 7 de dezembro
de 2010 com 2.002 pessoas em 140 municípios.
Segundo comunicado da CNI, a margem de erro é de 2 pontos
percentuais e o grau de confiança de 95%.
Veja íntegra
da pesquisa no link
http://www.cni.org.br/portal/data/pages/FF8080812E82F097012EBEFEEBD00518.htm
Gazeta do Povo
Saúde suplementar: aviltar o médico é a
solução?
Os médicos que estão se descredenciando estão
afirmando que não realizarão consultas relâmpagos,
não cobrarão por fora, não permitirão
a atuação médica sem o tempo e o carinho
necessários para a realização da boa medicina
As discussões sobre gestão técnica, recursos
e competitividade na prestação de serviços
não apagam o fato de que a remuneração médica
tem sido gradativamente retirada da conta. Diante de toda a salada
de números, índices e gráficos, ainda resta
evidente um fato: a exploração do trabalho médico,
sem o qual não existiriam planos de saúde.
É preciso ressaltar que durante anos os médicos
não recebem reajuste de seus honorários, o que
significa que ano após ano o valor de seu trabalho se
deteriorou consideravelmente. Nós estamos falando do sustento
de um ser humano, de uma remuneração de caráter
alimentar. Não estamos falando de um profissional que
está exigindo um aumento, e sim de um profissional que
está exigindo o reequilíbrio econômico de
seu contrato de prestação de serviço, cujos
valores estão absurdamente defasados.
É inegável, por simples inferência lógica,
que uma operadora de saúde que não reajusta os
valores pagos aos seus contratados está barateando sua
manutenção e aumentando seu lucro à custa
da exploração do labor médico. Vale ressaltar
que não estamos falando de aumento salarial; estamos falando
de manutenção do valor real de remuneração!
O direito
ao reajuste não é uma ficção
jurídica, é uma obrigação decorrente
da Constituição Federal, dos princípios
que norteiam a relação contratual e das próprias
determinações normativas exaradas pela Agência
Nacional de Saúde. Determinações que garantem
a possibilidade do descredenciamento, ou seja, que o médico
que atende o paciente não precisa fazer parte de sua operadora
de saúde.
A tentativa
de jogar a população contra o médico é uma
atitude covarde! O médico não é responsável
pelo suposto problema nas contas das operadoras de saúde.
Ao contrário, ele tem bancado, com a diminuição
de seus honorários, a inoperância administrativa
realizada na gestão das mesmas.
Como o médico não pode, pela própria natureza
de sua profissão, pressionar as operadoras sem prejudicar
seus pacientes, ele se manteve calado. Sem pressão, nenhuma
operadora se digna a negociar com as entidades representantes
da classe, ou, quando muito, oferecem propostas que envolvem
o racionamento e não a racionalização da
solicitação de exames.
CFM
Movimento
dos médicos
em abril
Sindicato
dos Hospitais apoia protestos da classe médica
Durante reunião na Associação Paulista
de Medicina (APM), em 15 de março, Danilo Bernik, coordenador
do Departamento de Saúde Suplementar do Sindicato dos
Hospitais, Clínicas e Laboratórios (Sindhosp),
oficializou o apoio da entidade ao movimento dos médicos
contra os abusos dos planos de saúde, especialmente as
interferências na autonomia profissional (glosas, limitação
de exames, procedimentos e tempo de internação,
entre outras) e a defasagem histórica dos honorários.
“Vamos fazer circular em nossas redes de comunicação
a Carta aos Médicos e a Carta Aberta à População,
orientando os hospitais a suspender o atendimento ambulatorial
no dia 7 de abril, assim como as clínicas”, comprometeu-se
Bernik, que falou em nome de Dante Montagna, presidente do Sindhosp
e da Federação dos Hospitais, Clínicas e
Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp).
Para Bernik,
as dificuldades financeiras dos médicos
pessoas físicas são as mesmas dos profissionais
de medicina que atuam como pessoa jurídica e das instituições
hospitalares. “Também sofremos com valores aviltantes
pagos pelos serviços; falta respeito e ética na
saúde suplementar”, destacou.
Em 2010,
assim como a APM, o Sindhosp e a Fehoesp também
divulgaram pesquisa sobre a relação entre as operadoras
de planos de saúde e os prestadores de serviços,
confirmando novamente a insatisfação geral dos
profissionais e gestores.
“O apoio dos hospitais é crucial para o movimento.
Unidos, somos muito mais fortes para enfrentar os absurdos a
que temos sido submetidos cotidianamente. Temos este dever de
defender os médicos e os pacientes”, registrou Jorge
Carlos Machado Curi, presidente da APM.
Agência Câmara de Notícias
Projeto
acaba com carência em benefício para três
doenças graves
Por
Maria Neves / Edição Pierre Triboli
A Câmara analisa o Projeto de Lei 8013/10, do ex-deputado
Raul Jungmann, que inclui os portadores de hepatopatia grave,
doença de Huntington e esclerose lateral aminiotrófica
entre os beneficiários que não precisam cumprir
prazo de carência para ter direito a auxílio-doença
e aposentaria por invalidez. O projeto inclui essas três
enfermidades no rol de doenças estabelecido pela Lei 8.213/91.
O deputado
lembra que a esclerose lateral aminiotrófica,
irreversível até o momento, acomete o sistema nervoso
e incapacita o portador à medida que avança. "A
pessoa sente dificuldades de se locomover, comer, falar, perde
habilidade dos movimentos, inclusive das próprias mãos,
e não consegue ficar de pé por muito tempo, pois
a doença acaba por afetar toda a musculatura", afirma.
Já a doença de Huntington é um distúrbio
neurológico hereditário raro que se manifesta entre
30 e 50 anos. Os sintomas mais visíveis são movimentos
corporais anormais e falta de coordenação. A doença
pode afetar também habilidades mentais e aspectos de personalidade.
Esses sintomas podem ser minimizados por meio de medicação,
mas ainda não há cura para a doença.
Hepatopatia grave
Os portadores
de hepatopatia grave (doença crônica
do fígado) já têm direito a auxílio-doença
e a aposentaria por invalidez sem necessidade de carência.
Esse direito está previsto em portaria do Ministério
da Saúde, de 2001. Raul Jungmann afirma, no entanto, que
essa medida precisa ser reconhecida por lei.
Tramitação
O projeto,
que tramita em conjunto com o PL 5378/09, aguarda votação na Comissão de Seguridade Social
e Família. As propostas tramitam em caráter conclusivo
e também serão analisadas pelas comissões
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-5378/2009
PL-8013/2010
Saúde
Business Web
Planos doaram R$ 12 mi para campanhas eleitorais
Doações de empresas do segmento cresceram 760%
em relação a 2002
Em 2010,
ano da realização de eleições
estaduais e federal, as empresas de plano de saúde destinaram
cerca de R$ 12 milhões para as campanhas de 157 candidatos
a cargos eletivos, 75 deles eleitos. Os dados são de um
levantamento realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo (FMUSP) e Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ).
De acordo
com as informações do estudo, o financiamento
de empresas de plano de saúde para as campanhas de candidatos
vêm crescendo a cada eleição. De 2006 a 2010,
as doações oficiais, registradas no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), cresceram 39,5%. Em relação a
2002, o aumento foi de 760,8% e o número de empresas doadoras
saltou de 15 para 49. O estudo também revelou que em 2009,
o setor de saúde suplementar teve um faturamento de R$
64,2 bilhões.
O levantamento
analisou 1.061 empresas de planos de saúde
em atividade no Brasil, registradas na Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) em 2010, e as doações
oficialmente registradas nas prestações de contas
de candidatos e partidos - dados disponíveis no site do
TSE.
Opinião
Mário Scheffer, pesquisador responsável pelo levantamento,
afirmou em comunicado que "esse aumento do montante de doações
oficiais reflete um possível interesse em se ter uma bancada
no legislativo e cargos no executivo".
De acordo
com ele, é interessante para os planos de saúde
manter representações com o legislativo e com o
executivo para assegurar normas e decisões políticas
favoráveis a estas empresas. Pois, com influencia no legislativo
seria possível impedir uma legislação que
desfavoreça os planos como por exemplo, o aumento da cobertura
de pacientes ou limite no reajuste dos preços.
No que se
refere às doações para campanhas
para o poder executivo, o pesquisador ressaltou que os cargos
estratégicos concedidos à representantes destas
empresas e a legislações estaduais que favorecem
a atuação do setor. Um exemplo é a recente
lei do Estado de São Paulo, que reserva até 25%
de seus leitos para as empresas de planos de saúde em
hospitais públicos do Sistema Único de Saúde
(SUS). Além disso, diretores da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), o órgão regulador
do setor, foram ex-funcionários e dirigentes de empresas
de plano de saúde.
Ainda no
comunicado, o pesquisador afirmou que "ainda que
legítimo, este lobby não é transparente
e exclui interesses públicos". "Por isso é importante
monitorar as doações e os mandatos dos eleitos
para que não prevaleçam interesses particulares
no setor da saúde".
Em 2010,
os planos de saúde contribuíram com R$
500 mil para a campanha presidencial de José Serra (PSDB)
e R$ 1 milhão para a campanha da atual presidente Dilma
Rousseff (PT). O campeão de recursos recebidos de planos
de saúde em 2010 foi Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP),
beneficiado com R$ 285 mil, seguido pelo ex-Ministro da Saúde
e deputado federal eleito José Saraiva Felipe ( PMDB-MG),
com R$ 270 mil. Neste mesmo ano, 38 deputados federais, 26 deputados
estaduais, cinco senadores e cinco governadores, além
da presidente da república, contaram com doações
de empresas de planos de saúde para serem eleitos.
UOL
Notícias
Quanto risco podemos tolerar em desastres naturais?
Por
Mike Littwin, colunista do "The Denver Post"
Um economista
britânico em Cingapura diz que a sucessão
de crises no Japão terá um efeito global como nenhum
outro evento desde o 11 de Setembro.
Um cientista
nuclear americano coloca a crise em algum ponto além de Three Mile Island, mas bem abaixo de Tchernobyl.
Ao ser perguntado sobre qual seria o pior cenário, ele
se recusa a responder. Enquanto isso, um apresentador anuncia
que a estrutura de contenção primária do
reator Nº 3 da usina de Fukushima Daiichi está danificada.
O chefe de
energia da União Europeia, Guenther Oettinger,
diz que a situação está fora de controle. "Nós
estamos em algum ponto entre um desastre e um grande desastre",
ele diz ao Parlamento Europeu. Ele acrescenta: "Fala-se
em um apocalipse e eu acho que a palavra é particularmente
bem escolhida".
Leia mais
Um executivo
de petróleo de Tóquio fala sobre
como a vida mudou desde o terremoto e tsunami. Como as notícias
lançaram uma nuvem sobre todo o Japão, como a agitação
das luzes de Tóquio perdeu o brilho, de como a imagem
que não consegue tirar de sua cabeça é do
pequeno bar de sushi que certa vez visitou em uma viagem de negócios
ao norte, a surpresa do lugar e a quase certeza de que agora
está perdido para sempre para a ferocidade do tsunami.
Em meio às histórias de perda, há a história
de 50 trabalhadores -50 heróis- que ficaram na usina nuclear
para combater a crise, espalhando água sobre as barras
aquecidas, arriscando sua saúde, talvez suas vidas, no
processo.
O imperador,
pela primeira vez, vai à TV para dizer às
pessoas que está "muito preocupado" com os riscos
apresentados pela usina nuclear.
Nos Estados
Unidos, nós não conseguimos ficar
longe da TV. Nós assistimos e enviamos nossos cheques
para a Cruz Vermelha, nos emocionamos com a história do
idoso que foi resgatado e conversamos sobre fusão nuclear,
sem saber o que fusão significa de fato ou o que poderia
significar.
TVs por toda
parte estão sintonizadas na "CNN" para
o mais recente vídeo da onda gigante arrastando carros,
arremessando embarcações de lado, tomando terras
e vidas com uma força que não parece real, enquanto
pessoas buscavam desesperadamente um terreno elevado em uma parte
do Japão onde não há nenhum terreno elevado.
Nós assistimos um homem contar a história de como
entrou em seu carro e literalmente correu mais do que a onda.
Ele disse que foi como algo saído de um filme, mas que
filme ousaria nos dar um terremoto, tsunami e uma fusão
de núcleo de reator nuclear?
É ordenada a evacuação dos moradores em
um raio de 19 quilômetros da usina de Fukushima. As notícias
do governo parecem mudar de hora em hora. E Gregory Jaczko, presidente
da Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos, diz
ao Congresso que os japoneses subestimaram o risco e diz aos
americanos que o perímetro de exclusão deve ser
de 80 quilômetros.
Na Rádio Pública Nacional, dois ambientalistas
discutem o futuro da energia nuclear nos Estados Unidos. Um diz
que o carvão causa muito mais mortes e que a energia nuclear é a
melhor ponte possível para o uso de energia renovável.
Segundo a Organização Mundial de Saúde,
a poluição do ar causa 2 milhões de mortes
prematuras por ano. Mas a crise japonesa nos trás de volta à pergunta:
quão ruim é o pior cenário?
Entenda
como aconteceram as explosões
Enquanto
isso, os republicanos da Comissão de Energia
e Comércio da Câmara votam contra uma emenda ao
projeto de lei que limita a ação da Agência
de Proteção Ambiental contra as emissões
de gases do efeito estufa -uma emenda dizendo que "o aquecimento
do clima é inequívoco".
Enquanto
assistimos o Japão, nós debatemos nos
Estados Unidos quanto risco podemos tolerar. Nós vemos
o Japão, tão preparado quanto qualquer país,
em crise. Mas fazemos políticas baseadas em uma tempestade
que ocorre a cada 100 anos, em um cataclisma que ocorre a cada
100 anos? Nós já vimos o pior cenário?
Eu estava
em San Francisco no terremoto de 1989. Ele foi grande -registrando
6,9- mas
não o grandão, nem mesmo
tão grande quanto o terremoto no Japão- o quarto
maior em um século. Não é do tremor que
me lembro. É da viagem de volta ao hotel, em uma cidade às
escuras, com policiais nas ruas com lanternas, incêndios
queimando ao longe. Eles nos abrigaram em um salão de
baile no andar de baixo -os quartos estavam cheios de vidro-
e o gerador de apoio nos permitia assistir TV e a "CNN" mostrando,
repetidas vezes, um carro caindo de um trecho que ruiu da Bay
Bridge. Eu tinha cruzado aquela ponte naquela manhã.
Simon Winchester
-que escreveu um livro fascinante sobre Krakatoa, o vulcão perto de Java que causou um tsunami catastrófico
no século 19- tem um artigo na "Newsweek" sobre
terremotos no Pacífico. Ele escreve sobre como o chamado
anel de fogo do Pacífico passou por terremotos imensos
em três cantos -Chile, Nova Zelândia e Japão-
e que a Califórnia pode ser a próxima.
Não é uma previsão. Não é exatamente
um alerta, mas um lembrete de Winchester da lição
que aprendemos, reaprendemos e aprendemos de novo -"que
a humanidade habita esta terra sujeita a um consentimento geológico
-que pode ser retirado a qualquer momento".
Tradução:
George El Khouri Andolfato
Agência
Senado
Seminário sobre saúde encerra inscrições
hoje
Terminam
hoje as inscrições para o Seminário
de Direito Legislativo — o direito à saúde
na produção legislativa, que o Senado realiza,
em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),
nos dias 22 e 23 de março. As incrições
são gratuitas e podem ser feitas pelo site da Fiocruz
Brasília (http://migre.me/448i0).
O evento
vai discutir a produção de normas para
a área da saúde. Participam do evento professores,
especialistas e parlamentares, como os senadores Humberto Costa
(PT-PE), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Duas conferências fazem parte da programação: "A
emergência do Direito Sanitário como um novo campo
do Direito", com o professor da USP Fernando Aith, e "A
regulamentação da Emenda Constitucional 29: dificuldades
e perspectivas", com o professor da Faculdade de Ciências
Médicas da Unicamp Nelson Rodrigues dos Santos.
Durante o
evento, que será realizado no auditório
do Interlegis, será lançado o Observatório
da Saúde no Legislativo, um site para acompanhar os projetos
sobre saúde em tramitação no Congresso.
Quinta-feira, 17.03.11
Agência
Brasil
Ministério da Saúde prorroga gratuidade de Tamiflu
no programa Aqui Tem Farmácia Popular
Medicamento é usado no tratamento de doença respiratória
grave
Brasília – O Ministério da Saúde
prorrogou até 2012 a gratuidade do medicamento fosfato
de oseltamivir, mais conhecido como Tamiflu, no programa Aqui
Tem Farmácia Popular. O remédio é indicado
para o tratamento de infecções respiratórias
agudas graves.
A distribuição começou em março
de 2010, em razão da possibilidade de uma segunda onda
da influenza A (H1N1) – gripe suína. Mesmo com a
vacinação de 88 milhões de pessoas contra
a doença, o ministério informou que vai manter
a descentralização para a aquisição
do medicamento.
Isso significa
que, para retirar o remédio, o cidadão
precisa apresentar apenas o documento de identidade e a receita
emitida por um médico da rede pública ou privada.
Ela terá que ter validade de cinco dias e ficará retida
na unidade da Farmácia Popular.
O ministério alertou que o medicamento não é indicado
para todo e qualquer tipo de gripe. A recomendação é que
o antiviral seja utilizado por pacientes com quadro de doença
respiratória grave, cujo início dos sintomas tenha
ocorrido no período de 48 horas.
O remédio, segundo avaliação médica,
também é indicado para o tratamento de pacientes
com sintomas de gripe que sejam portadores de fatores de risco,
como doença crônica e gravidez.
A entrega
do Tamiflu, no programa do governo federal, ficará sob
responsabilidade do Instituto de Tecnologia em Fármacos
(Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O
Estado de São
Paulo
Governo
amplia público para vacinação
contra gripe
Campanha
de vacinação será realizada
entre os dias 25 de abril e 13 de maio
Por
Lígia
Formenti
Gestantes,
crianças de seis meses a dois anos e profissionais
de saúde passam a integrar a partir deste ano a Campanha
Nacional de Vacinação, ao lado de idosos e população
indígena. A mudança, anunciada hoje pelo Ministério
da Saúde, foi tomada com base na experiência da
pandemia de gripe suína. Na época, tanto gestantes
quanto crianças menores de dois anos, mostraram ser, ao
lado dos idosos, os mais suscetíveis para desenvolver
casos graves de infecção.
Profissionais
de saúde foram incluídos por uma
razão parecida. "Eles podem ser a porta de entrada
do vírus quando tratam de crianças e idosos. Daí a
necessidade também da vacinação desse grupo",
afirmou o secretário de Vigilância em Saúde
do ministério, Jarbas Barbosa.
A vacinação deste ano começa dia 25 de
abril e vai até 13 de maio. No primeiro sábado
da campanha será realizado o Dia de Mobilização,
quando postos de todo o País ficam abertos para vacinar
o público alvo da campanha. Este ano, 65 mil postos de
vacinação serão instalados.
A expectativa é imunizar 23,8 milhões de brasileiros.
A exemplo de outros anos, a vacina usada na campanha será produzida
pelo Instituto Butantã. Este ano, foram adquiridos 33
milhões de doses, ao custo de R$ 229 milhões. A
incorporação dos três novos grupos para vacinação
contra gripe, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, é definitiva.
Gripe
suína
A campanha
de vacinação contra a gripe sazonal
deste ano vai imunizar os grupos também contra a influenza
A (H1N1) – gripe suína. O ministro da Saúde,
Alexandre Padilha disse que a vacina muda a cada ano e tem como
base os três vírus do tipo influenza que mais circularam
no ano anterior.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas
Barbosa, ressaltou que este ano não haverá uma
campanha de vacinação específica para a
imunização contra a gripe suína. Ele lembrou
que a Organização Mundial da Saúde (OMS)
retirou o alerta de pandemia e que os casos registrados são
esporádicos.
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2011 debate trabalho
e ensino
Os conselhos
de medicina de todo o país têm encontro
marcado no próximo mês de março, em Goiânia.
A capital goiana recebe nos dias 16 , 17 e 18 o I Encontro Nacional
dos Conselhos de Medicina de 2011 (I ENCM 2011). O evento reunirá dirigentes
dos conselhos regionais e do CFM e será oportunidade para
análise dos desafios da medicina. Esse intercâmbio
permitirá traçar amplo quadro da saúde e
elaborar diretivas conjuntas das entidades.
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.