18-04-11

 

Leia nesta edição:

- Unindo forças contra a dengue

- Planos de saúde: futuro imprevisível

- ''Telecuidadores'' ajudam idosos em casa

- Composto extraído do tomate promete ação antitrombose

- Entrevista

- Clarice Weiss Arns

- Terapia genética contra a dor

- FenaSaúde nega bônus para desestimular médicos

- ANS: Grupo Técnico de Envelhecimento Ativo

- Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos

- Saúde em "fatias"

- Plantão Médico: Fatores de risco e a doença de Alzheimer

- Confederação Nacional de Saúde: Circular Jurídico 041/2011

Segunda-feira, 18.04.11

Folha de São Paulo

Tendências / Debates

Unindo forças contra a dengue

Giovanni Guido Cerri, médico e professor titular da Faculdade de Medicina da USP, é secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

Com a introdução da dengue 4 em São Paulo, é preciso redobrar os esforços; para isso, gostaríamos de contar com o apoio de todos os paulistas

Na saúde pública há algumas áreas em que o sucesso das ações, além do trabalho integrado das três esferas gestoras do SUS (Sistema Único de Saúde), depende diretamente da participação ativa dos cidadãos. Entre elas, a doação de órgãos, a manutenção dos estoques de sangue nos hospitais e o combate ao mosquito transmissor da dengue, já que 80% dos criadouros estão nas residências.

A dengue está presente em aproximadamente uma centena de países em que a condição climática favorece a reprodução do Aedes aegypti. É um problema grave de saúde pública e merece atenção por parte das autoridades de saúde de todo o país.

Neste ano, o vírus do tipo 4 da doença voltou a circular em alguns Estados brasileiros. Confirmamos, há alguns dias, a presença do vírus pela primeira vez no Estado de São Paulo, isolado pelo Instituto Adolfo Lutz. O caso foi relativo a uma paciente moradora da cidade de São José do Rio Preto, que foi tratada a tempo e está curada.

Com um novo tipo de vírus, há maior número de pessoas suscetíveis a desenvolver os sintomas da dengue, já que elas não estão imunes à doença. A dengue 4, portanto, é uma ameaça nova aos 42 milhões de cidadãos paulistas.

Não há, entretanto, motivo para alardes. A introdução do vírus 4 da dengue não altera a rotina do trabalho de campo para o controle de criadouros do Aedes aegypti nem as recomendações para assistência dos pacientes suspeitos nos serviços de saúde. Os sintomas da doença também são iguais aos demais tipos de vírus.

Os governos federal, estaduais e municipais têm papéis distintos e complementares no controle da dengue. Em resumo, ao Ministério da Saúde cabe garantir o financiamento das ações municipais e elaborar as diretrizes nacionais de prevenção e controle, além de prestar consultoria técnica especializada a Estados e municípios.

Já o governo estadual de São Paulo responde pela capacitação de profissionais de saúde, pelo apoio aos municípios nas atividades de controle e prevenção (como ações especiais de nebulização), pelo monitoramento de índices larvários, pela orientação e supervisão técnica às secretarias municipais, pela avaliação dos planos de contingência e pelo diagnóstico laboratorial de casos suspeitos, por meio do Instituto Adolfo Lutz.

O Estado de São Paulo investe cerca de R$ 40 milhões ao ano para combater a dengue. No último dia 4 de abril, a Secretaria de Estado da Saúde iniciou grande mobilização, reunindo 25 mil agentes em todo o Estado, para uma semana especial de atividades. O objetivo foi chamar a atenção para o problema, e não somente naquela semana, já que o combate à dengue deve ser feito o ano todo. Também enviamos 1 milhão de torpedos SMS por celular com alertas sobre a doença.

Os dados epidemiológicos apontam para uma queda, neste ano, de cerca de 90% no número de casos de dengue na comparação com o ano de 2010. Mas não podemos abaixar a guarda.

Com a introdução da dengue 4, é preciso redobrar os esforços; para isso, gostaríamos de poder contar com o imprescindível apoio de todos os paulistas, no sentido de removerem os recipientes com água parada em suas residências, eliminando possíveis criadouros e incorporando o combate ao mosquito às suas rotinas.

A participação solidária dos cidadãos é essencial para que a transmissão da dengue seja contida. Mais do que nunca, esta é a hora de juntarmos forças para dar um basta nessa doença.

Segs

Planos de saúde: futuro imprevisível

Para o setor, as regras atuais, os novos procedimentos e o envelhecimento da população formam equação de resultado imprevisível, que pode ficar negativo - especialmente no caso de quem tem poucos clientes. Márcio Coriolano, presidente do Bradesco Saúde, diz que o crescimento do setor esbarra no limite que a população e as empresas têm em incorporar esses gastos no futuro.

Os convênios estimam que empresas pequenas tendem a sumir, gerando concentração no setor. "Pedimos que a ANS olhe isso com atenção. Não é interessante que haja alta concentração, afirma o presidente da Abramge.

Estudo da Amcham aponta que 32% das empresas entrevistadas passaram por fusão ou aquisição entre 2009 e 2010. A análise feita é que os custos de saúde no Brasil estimulam as fusões. O presidente da Unimed, Mohamad Akl, lembrou no evento que desde que o Estatuto do Idoso (que impede o reajuste por faixa a maiores de 59 anos) entrou em vigor, em 1998, mais de 700 convênios desapareceram.

As empresas querem a possibilidade de vender planos modulares, com cobertura restrita, o que não é possível hoje. "Aí você saberia exatamente o que iria cobrir, sem riscos, afirma Almeida.

Reajuste só com qualidade

ANS estuda medidas para punir operadoras que não prestam bons serviços

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer estimular a concorrência entre os planos de saúde, premiando a eficiência. Fábio Fassini, gerente-geral do órgão, afirma que as empresas precisam melhorar a gestão e que a agência estuda formas de punir empresas pouco eficientes, que poderiam ter o reajuste autorizado anualmente pela ANS limitado.

"Não é justo que empresas que invistam em programas de promoção e prevenção e treinamento tenham o mesmo reajuste daquelas que se veem como intermediários financeiros, disse.

Outro ponto em estudo é o incentivo ao que chamam de "envelhecimento ativo do idoso. O cliente que participa de programas de prevenção poderia ter abatimento na mensalidade, já que as chances de usar o convênio seriam reduzidas.

O saúde-previdência, ou VGBL-Saúde, também está sendo analisado. "É a possibilidade de usar os recursos de um plano de capitalização no abatimento de despesas futuras com saúde.

Segundo Fassini, a ANS ainda deve ampliar o período em que conveniado pode trocar de plano sem cumprir nova carência - hoje só é possível fazer a transferência no aniversário do plano ou no mês seguinte. Para 2012, a agência prevê a criação de reajustes diferenciados por região, medida que as empresas veem com bons olhos.

Aliás, o envelhecimento da população e as novas tecnologias em saúde preocupam os convênios médicos, que temem aumento dos gastos. As atuais regras limitam o reajuste dos clientes dos planos individuais após os 59 anos e permitem que trabalhadores mantenham o plano coletivo da empresa após a aposentadoria.

Hoje, os idosos com mais de 60 anos representam cerca de 11% da população, mas estudos do Banco Mundial apontam que esse índice pode chegar a 30% em 2050. Com o envelhecimento da população, crescem os casos de doenças crônicas, cujos tratamentos são mais caros.

Além disso, nos últimos anos a ANS elevou o número de procedimentos obrigatórios cobertos pelos planos, medida que deve ser retomada sempre que a medicina evoluir. E como em medicina um procedimento novo não necessariamente substitui métodos já existentes, os valores dessas análises e tratamentos demoram a cair.

"O custo da medicina fica cada vez mais alto para os planos, afirma Arlindo de Almeida, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo).

Saiba +

Outra medida, proposta pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), é a saúde-previdência, uma espécie de plano de previdência atrelado ao convênio médico que ajudaria o idoso a custear o seu plano de saúde no futuro. A mensalidade do jovem aumentaria e essa diferença iria para um plano capitalizado, para ser usado no futuro, para ajudar o idoso a pagar seu plano. Em todo o Brasil, existem mais de 40 milhões de usuários de planos de saúde. Só no Distrito Federal são cerca de 800 mil usuários. Na semana passada, médicos conveniados de todo o País pararam o atendimento por 24 horas. Eles ameaçam paralisar o atendimento por tempo indeterminado caso as operadoras não aumentem o valor do repasse por consulta. A ANS também estuda forma de melhorar a remuneração dos médicos para evitar um apagão no setor.

O Estado de São Paulo

''Telecuidadores'' ajudam idosos em

Nos EUA, empresas desenvolvem sistemas que monitoram o dia a dia das pessoas mais velhas, tranquilizando suas famílias

Por Husna Haq, do The Christian Science Monitor

Todas as noites às 17 horas, quando Edward e Lavinia Fitzgerald começam a jantar em sua cozinha em Savannah, Geórgia, eles têm uma convidada. Denise Cady conversa com os Fitzgerald sobre seus vizinhos e eles fazem piadas sobre o tempo. Ela conhece Edward e Lavinia, ambos octogenários, há dois anos. Para o casal, Denise é como uma filha, apesar de eles nunca terem a visto pessoalmente.

Denise é uma cuidadora à distância que se comunica com os Fitzgerald todas as noites a 1,5 mil quilômetros de distância, em Lafayette, Indiana. Ela trabalha em uma companhia de cuidados domésticos para idosos e se une ao casal via um monitor de computador que fica próximo à mesa da cozinha.

Graças a duas câmeras e vários detetores de movimento instalados por todo o rancho dos Fitzgerald, Denise pode ver o que há para o jantar, se Fitzgerald deixou o queimador do fogão aceso, há quanto tempo Lavinia está no banheiro e quantas vezes a porta da frente foi aberta e fechada.

Embora possa soar meio "Big Brother" para alguns, o serviço de video monitoramento oferecido pela empresa ResCare significa paz de espírito para Colleen Henry, que começou a tomar conta de sua mãe, Lavinia, anos atrás, quando ela sofreu uma lesão cerebral e, mais recentemente, teve um calcanhar quebrado.

"Ela e meu pai requeriam muito mais cuidado, muito mais do que o tempo que eu dispunha", diz Colleen, que vive a 8 quilômetros de seus pais e lhes traz o jantar todas as noites. Quando Colleen tomou conhecimento do serviço de monitoramento da ResCare, sentiu "que um sonho se realizava. Estou muito feliz de ter mais um par de olhos."

Baby boomers. Neste ano, os primeiros dos 78 milhões de baby boomers (a geração nascida na década pós-guerra) atingem a idade de se aposentar, o começo de um chamado "tsunami prateado" que renovará o perfil demográfico dos EUA.

A proporção de pessoas com 65 anos ou mais aumentará de 13% da população para 20% em 2050, segundo o Departamento do Censo dos Estados Unidos. É igualmente importante que uma quantidade maior deles desejará passar seus anos dourados em casa, seja por conveniência ou por desejo de independência.

"A questão do envelhecimento não é mais uma projeção demográfica. Ela está aqui", diz Joe Coughlin, diretor e fundador do AgeLab no Instituo de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge. "Existe um mercado à espera, políticas a serem feitas e um estilo de vida a ser inventado hoje - na verdade, ontem", explica ele.

Coughlin fundou o AgeLab em 1999 para conceber maneiras de melhorar a saúde e a qualidade de vida de idosos. O laboratório, abrigado na Escola de Engenharia do MIT, se inspira em lugares criados pela Nasa.

Entre os equipamentos do AgeLab está o Aware Car (Carro Consciente), um Lincoln MKS com câmeras, monitores e sensores interligados que avaliam o comportamento de um motorista para melhorar a segurança.

Na casa adaptada, a equipe de Coughlin, para monitorar a medicação da mamãe e os óculos do papai, adota a mesma tecnologia que a Nasa usa para monitorar os suprimentos numa estação espacial. Minúsculas etiquetas com frequência de rádio podem ser fixadas nesses itens. Filhos adultos podem monitorar sua localização e uso via internet.

Tome-se o caso da Adaptive Home. A empresa pioneira de monitoramento de cuidados de idosos usa sensores para monitorar a movimentação do idoso por sua casa. Técnicos instalam detetores de movimento por toda a casa de um cliente para dar a filhos adultos um resumo detalhado do dia do idoso.

Os Fitzgerald usam o serviço de atendimento remoto chamado RestAssured, que permite que sua filha mantenha o controle deles. O equipamento inclui câmeras de vídeo, sistemas de áudio e alguns sensores de movimento. Se alguma coisa estiver errada, cuidadores e membros da família são alertados imediatamente. / Tradução de Celso M. Paciornik

Folha de São Paulo

Composto extraído do tomate promete ação antitrombose

Substância, patenteada por indústria holandesa, é usada na fórmula de bebidas nos EUA e na Europa

Ingrediente chegou este mês no Brasil; para especialistas, não há certeza sobre a segurança do ativo

Por Juliana Vines

DE SÃO PAULO

Um ingrediente extraído do tomate pode melhorar a circulação sanguínea e diminuir o risco de trombose.

Pelo menos, é o que promete a fabricante, a holandesa DSM, que acaba de trazer a novidade para o Brasil.

O concentrado de tomate tem nucleotídeos, flavonoides e polifenois. Já é adicionado a produtos nos EUA e na Europa, com autorização do governo.

Um exemplo é a bebida Relaxzen, para pessoas que fazem longas viagens de avião e, por isso, correm maior risco de formação de coágulos.

Por aqui, o ativo foi lançado, mas ainda não há produtos com o ingrediente na fórmula. Isso depende do interesse de alguma indústria de alimentos.

Segundo Bernd Mussler, pesquisador da DSM, estudos com cerca de 300 pessoas comprovam a eficácia do composto, patenteado com o nome de Fruitflow.

A principal ação do ativo aconteceria na inibição da agregação plaquetária ""etapa da coagulação do sangue.

"Inibir a agregação plaquetária é um mecanismo reconhecido para diminuir risco de doença cardiovascular."

Como não é um produto final, não precisa de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Mas, caso seja usado na fórmula de alguma bebida, por exemplo, precisará do aval da vigilância.

A agência proíbe embalagens de alimento funcional de informar que o produto previne ou cura doenças.

"Concentrados de alimentos não podem ser usados como remédios", diz Jaime Farfan, professor de engenharia dos alimentos da Unicamp.

Segundo ele, flavonoides ajudam na circulação sanguínea, mas isso não é propriedade exclusiva do tomate.

"Há muitos alimentos com flavonoides. É muito mais seguro consumir vegetais do que ingerir um composto concentrado. A ação não vem apenas de um componente."

Para o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, os estudos até agora não são conclusivos.

"Faltam informações sobre qual seria a molécula ativa e a dose ideal".

Correio Braziliense

Entrevista - Clarice Weiss Arns

Nova presidente da Sociedade Brasileira de Virologia fala sobre a luta contra microrganismos que circulam cada vez mais livremente

Por Márcia Neri

Um informe divulgado recentemente por especialistas chineses deixou autoridades mundiais de saúde em alerta e trouxe à tona um sério receio de infectologistas que atuam em todos os continentes : a iminência de uma nova pandemia causada pela mistura genética entre os vírus influenza e híbridos novos e mais letais. O comunicado chinês alerta que o vírus da gripe suína H1N1 é compatível com o da gripe aviária endêmica H9N2, e que a combinação entre ambos resulta em exemplares ainda mais ameaçadores à humanidade. A preocupação dos especialistas está, é claro, relacionada ao contexto histórico no qual esses microrganismos ganham o mundo — com rapidez jamais registrada em outros tempos. A globalização encurtou distâncias, integrou povos e, consequentemente, facilitou a disseminação viral e o encontro entre diferentes agentes infecciosos.

Apesar da evidente evolução científica e tecnológica que também marca o novo século, o conhecimento detalhado dos vírus se dá a passos bem mais lentos. As doenças provocadas por eles são conhecidas, mas a forma de prevenir os danos e as perdas humanas, no entanto, continua um grande mistério para a ciência. A virologista Clarice Weiss Arns, professora do Departamento de Genética do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e recém-empossada presidente da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV) explica que as mutações dificultam o desenvolvimento de vacinas. Os cientistas não têm tempo hábil para aprimorar a pesquisa sobre o comportamento dos agentes infecciosos, pois vírus emergentes surgem a cada ano.

Para Clarice, a domesticação de animais e a criação de muitas espécies para alimentação são exponentes da ameaça iminente. Vale lembrar que o vírus da varíola, doença classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das mais devastadoras da humanidade, surgiu a partir do camelo, na Ásia. O agente infeccioso do sarampo veio do gado; o da pneumonia asiática, a Sars, teve origem em um felino. A especialista brasileira reforça que o aumento populacional também é um grande aliado dos vírus. Segundo ela, os virologistas brasileiros estão atentos ao ressurgimento do vírus da dengue tipo 4 no Brasil, que atingiu pessoas em estados do Norte, do Nordeste e do Sudeste do país, e à introdução do chikungunya, também transmitido pelo mosquisto Aedes aegypti. Em entrevista ao Correio, Clarice falou sobre os desafios da SBV e dos profissionais que estudam os vírus em todo o planeta.

Mutações constantes

O vírus influenza é um vírus especulado, cujo ácido ribonucleico (RNA), que é uma espécie de livro de receitas de como deve funcionar o organismo, possui uma grande capacidade de mutação. Suas espículas (pequenas pontas) facilitam a aderência do vírus na mucosa e na membrana das células. Tal microrganismo tem ainda uma capa protetora (cápside) que protege o seu RNA nucleolar (material genético) contra agressões. O RNA guia a fabricação de novos microrganismos. Por isso, cada gripe se apresenta de forma diferente.

Isto é

Terapia genética contra a dor

Cientistas americanos anunciam o sucesso de método que usa o poder de um gene para reduzir drasticamente o sofrimento

Por Rachel Costa

Um novo método em teste nos Estados Unidos pode revolucionar o tratamento da dor crônica. Cientistas do Departamento de Neurologia da Universidade de Michigan estão fazendo as primeiras aplicações em seres humanos de um procedimento baseado em terapia genética. Os voluntários são dez pacientes que sofrem dores agudas e constantes causadas por câncer. Eles estão recebendo injeções sob a pele de um composto contendo um gene, o PENK, responsável pela produção de encefalina – um dos opioides naturalmente fabricados por nosso organismo e que possui efeito analgésico. Nos testes feitos até agora, os pacientes que receberam altas doses obtiveram uma redução da dor de até 80%.

O resultado é animador. Especialmente por representar uma grande esperança para os portadores de dor de origem neurológica. “Essas são as mais difíceis de tratar”, explica João Batista Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. “Com os medicamentos que temos hoje à disposição, comemoramos quando o doente consegue uma redução de 30% na intensidade”, diz.

O método abre uma nova frente na batalha contra a dor e tem potencial para eliminar a necessidade do uso de analgésicos farmacológicos, que comumente causam efeitos colaterais como constipação, sonolência, náuseas e vômito. Por meio dele, é possível dar condições ao próprio organismo de produzir os opioides necessários para bloquear a sensação dolorosa.

Outra vantagem da terapia gênica é atuar apenas sobre o alvo. Enquanto o medicamento comum percorre um longo caminho até a origem da dor, passando por vários órgãos através da circulação sanguínea, o gene injetado age diretamente sobre as células nervosas – exatamente aquelas por meio das quais o sinal da dor é transmitido até o cérebro, onde é processado.

Isso é possível porque ele é levado até elas por um vírus, o da herpes simples. “Normalmente, quando entra no corpo, esse vírus procura as células nervosas”, explica a médica Fabíola Minson, coordenadora da equipe de tratamento da dor do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Por isso ele foi o escolhido. Porém, para o procedimento, o vírus passa por modificações: a parte do seu material genético causadora da doença é retirada e a ele é adicionado o gene PENK. Dessa maneira, ele se torna um ótimo veículo transportador, carregando o gene certo para o lugar certo, sem oferecer nenhuma ameaça à saúde. “O composto contendo o vírus modificado, após ser aplicado nos terminais nervosos da pele, começa a estimular o corpo a produzir a encefalina”, disse à ISTOÉ David Fink, coordenador da pesquisa.

Em uma etapa anterior, ainda durante os testes em animais, o método mostrou-se eficiente também em casos de dor crônica causada por lesão dos nervos e inflamações, além de câncer. A equipe americana pretende, até o fim do ano, ter em mãos os resultados da segunda fase dos estudos clínicos – na qual compara-se um grupo medicado com placebo a outro que recebeu a terapia.

Tratar a dor crônica é um dos maiores desafios atuais da medicina. Grande incidência e poucas opções de tratamento são os principais empecilhos. No Brasil, calcula-se que uma a cada três pessoas sofra com o problema, usualmente tratado por meio de analgésicos, anticonvulsivantes e antidepressivos. O surgimento de uma terapia mais eficiente é esperança de mais qualidade de vida aos milhares de pessoas que hoje têm de se acostumar a viver com a dor.

Saúde Business Web

FenaSaúde nega bônus para desestimular médicos

Instituição informa que suas afiliadas desconhecem a prática de inibição de procedimentos médicos que está sendo objeto da súmula da ANS

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que congrega 15 operadoras de planos de saúde, desconhece a prática de concessão de bônus ou outros meios para desestimular médicos na solicitação de exames complementares. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou na última terça-feira (13) súmula que prevê multa no valor de R$ 35 mil às operadoras de planos que adotarem esse tipo de medida.

"A FenaSaúde [Federação Nacional de Saúde Suplementar], que representa 15 grupos de operadoras privadas de assistência à saúde, informa que suas afiliadas desconhecem a prática de inibição de procedimentos médicos que está sendo objeto da súmula da ANS", diz nota da entidade, enviada à Agência Brasil.

Na súmula, a ANS diz que tomou a decisão diante do fato de que "algumas operadoras de planos privados de assistência à saúde vêm adotando política de remuneração de seus prestadores de serviços de saúde baseada em uma parcela fixa, acrescida ou não de uma parcela paga a título de bonificação" e que "a referida bonificação somente é paga aos prestadores de serviços de saúde que limitarem a determinado parâmetro estatístico de produtividade o volume de solicitações de exames e diagnósticos complementares".

O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, aprovou a decisão da agência reguladora, que, segundo ele, reforça denúncias de interferência dos planos na autonomia médica. "Saudamos a ANS por esse ato e queremos mais para que haja avanços na relação entre médicos e operadoras", disse.

Caso os conselhos federal e regionais de medicina recebam denúncia de profissional que aceite o bônus, o caso é analisado e julgado pelos órgãos, segundo Tibiriçá.

ANS

ANS: Grupo Técnico de Envelhecimento Ativo

O Grupo Técnico de Envelhecimento Ativo, formado por técnicos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e representantes de entidades ligadas ao setor de planos de saúde, reuniu-se pela segunda vez no dia 22 de março de 2011.

Durante a reunião, foi apresentado o consolidado das sugestões enviadas pelos participantes do GT à proposta de Resolução Normativa (RN) de criação de incentivos para programas de promoção do envelhecimento ativo no âmbito da Saúde Suplementar. Os participantes também fizeram novas sugestões à proposta e discutiram o tema.

Saúde Business Web

Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos

Por Natalia Kfouri

A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) promove o 20º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, de 03 a 06 de maio, no Bourbon Atibaia SPA Resort, em Atibaia, no interior de São Paulo.

O evento, que este ano terá como tema “Filantropia: o Brasil precisa muito de nós”, irá abordar a atualização da nova lei da filantropia, incluindo aspectos jurídicos e contábeis, além de temas como parcerias estratégicas para a saúde, voluntariado, gestão, entre outros assuntos voltados aos profissionais da saúde e gestores de entidades.

O congresso contará com a participação de Wellington Nogueira, fundador e coordenador do grupo “Doutores da Alegria”, Montserrat Dolz, diretora técnica do Gesaworld, grupo especializado em assessoria hospitalar, da Espanha, José Luiz Spigolon, superintendente da CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas) e diversos especialistas da saúde.

Também marcam presença no evento, diversos setores governamentais, entre eles, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, a Frente Parlamentar de Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, para discutir o que os gestores pensam da prática da filantropia.

Domingo, 17.04.11

Estado de Minas

Saúde em "fatias"

Por Marinella Castro

"O que existe são planos supercompletos, que não conseguem ser barato"

Uma semana após a manifestação nacional dos médicos que promoveu no país um dia sem planos de saúde, o superintendente executivo do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), Luiz Carneiro, defende reformulações no sistema de precificação dos planos. Segundo ele, a paralisação, que teve como pauta a baixa tabela dos honorários médicos, não pode ser atribuída à má distribuição dos rendimentos das operadoras. Para Carneiro, que acabou de assumir o comando do IESS, a saúde suplementar chegou a um limite. Para driblar desafios como o envelhecimento da carteira e aumento das ocorrências envolvendo os segurados, ele defende a polêmica proposta da venda de planos em fatias, ou seja, produtos específicos para consultas, exames, internações. “Hoje o que existe são pacotes supercompletos que não conseguem ser baratos. Quem disse que para o consumidor só serve ter uma Mercedes?”, compara. Os convênios no ano passado tiveram alta recorde de 8,1% no número de beneficiários, somando 45,5 milhões de usuários, ou 24% da população. “Existe espaço para crescer desde que as regras para comercialização do produto sejam alteradas.”

O plano de saúde é um investimento alto para as famílias brasileiras e principalmente para os idosos. É possível tornar o produto mais barato?

Sim, desde que haja flexibilização no modo de contratação. O Brasil tem potencial para crescer. Em países como a Austrália, a população coberta chega a 42%, mesmo o serviço público sendo muito bom. Hoje, o que temos é um pacote supercompleto, que, por isso, não consegue ser barato. Poderíamos ter planos apenas para consultas ou exames, ou hospitalização. Hoje 95% das operadoras vendem as duas opções juntas – ambulatório e hospitalar. O valor mínimo para ter esse pacote é relativamente alto, se se considerar o padrão de renda da população brasileira como um todo. Pessoas que pagam seus médicos particulares poderiam contratar um plano somente hospitalar, assim como usuários com menor renda teriam acesso apenas a consultas. Hoje, os planos ambulatoriais existentes incluem diversas terapias. Não se pode vender apenas um plano para consultas, por exemplo.

Mas a prática não mostrou que esse formato acaba não sendo eficiente, gerando muitos conflitos judiciais entre operadoras e usuários dos convênios?

Antigamente não havia regras. Não estamos falando de colocar regras para atendimento ou limites para a cobertura. Os planos seguem exatamente o rol de procedimentos mínimo existente hoje no Brasil. Atualmente, existe uma grande demanda no país por planos, apenas para consultas, por exemplo. A prova disso é que muita gente compra cartão de descontos para consultas, uma prática a que a ANS tem feito vista grossa. Por que não possibilitar que os usuários façam isso junto à sua operadora? Órgãos de defesa do consumidor condenam a venda de planos neste formato. Consideram que a saúde, diferentemente de outros produtos, deve ser oferecida de forma integral. Aí, você se depara com esta pesquisa (encomendada pelo IESS) em que 75% da população que não têm plano diz que não têm por achar alto o preço e outros 69% dizem que gostariam de ter um plano. Será que de fato estas entidades estão defendendo o que o consumidor quer? Será que eles precisam de uma Mercedes? Um carro decente já não quebra o galho? Não é o que as entidades de defesa do consumidor falam que é de fato bom para o usuário.

Os planos não poderiam vender produtos completos e mais baratos?

O setor já trabalha em seu limite. Uma sinistralidade boa para um plano é algo em torno de 70% ou 75% e já estamos em 82%. Chegou a um nível limite. Temos 18% para despesas assistenciais, e 1,5% a 2% são o lucro. Das cerca de 1 mil operadoras que estão no mercado, umas 700 têm menos de 20 mil beneficiários. Com este número, já não se consegue fazer a diluição do risco. De forma geral, este é o panorama que nós temos: operadoras estranguladas. A regulação foi boa, mas trouxe ônus financeiro. Mas o rol foi importante para os usuários dos planos. Traz mais segurança para quem paga caro pelo produto. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não tem um ranking de qualidade. O consumidor olha para as operadoras e não sabe qual é boa. Quem garante que depois que ele comprar um plano terá um serviço de qualidade? A agência deveria fiscalizar a qualidade e dar informação ao consumidor. Poderia contratar um órgão isento de avaliação para fazer um ranking e fornecer informações ao consumidor.

Como o senhor vê a insatisfação dos médicos?

Pesquisa mostra que os consumidores estão satisfeitos com o atendimento médico. Mas os médicos não estão satisfeitos com os honorários, por isso fizeram uma paralisação. O argumento de comparar a receita total dos planos com os honorários médicos não pode ser feito dessa forma. As despesas também aumentaram muito, a margem de lucro está em um nível muito baixo e os reajustes dos planos individuais são abaixo da necessidade. O sistema está operando no limite.

O que se esperar da saúde suplementar?

Alguns pontos precisam ser revistos. A forma de contratação dos planos e a formação do preço, os reajustes por faixa etária precisam ser revistos. A lei diz que o último reajuste dado aos 59 anos não pode ser seis vezes superior ao da primeira faixa. Quem tem 59 anos paga o mesmo valor de quem tem 90 anos, sem saber se vai chegar até lá. As operadoras diluem o custo pelas faixas, o que encarece o plano para os mais jovens.

Mas este raciocínio não aumentaria ainda mais os custos?

Não, para os mais jovens cairia. O preço deve ser calculado de forma justa. Uma pessoa de 59 anos paga caro porque não pode ter um reajuste aos 70, 80 e 90. De fato, a pessoa é punida pelo Estatuto do Idoso. Quando ela faz 60 anos, tem um reajuste que poderia ser diluído.

Folha de São Paulo

PLANTÃO MÉDICO

Por Júlio Abramczyk - julio@uol.com.br

Fatores de risco e a doença de Alzheimer

A preocupação com a doença de Alzheimer costuma surgir quando chegamos à idade madura e temos alguns esquecimentos ou quando um parente próximo passa a apresentar o problema.

Não há tratamento, atualmente, para essa progressiva deterioração mental observada principalmente em idosos.

A doença começa, depois da idade adulta, por uma gradativa perda da memória, antecipando-se a situações de desorientação e confusão.

Na medicina, enquanto não se tem um tratamento, o melhor caminho para evitar uma doença é orientar a sua prevenção.

O professor Yan-Jiang Wang, da 3ª. Universidade Médica Militar, em Chongqing, China, identifica na revista "Neurology", órgão oficial da Academia Americana de Neurologia, fatores de risco para a doença.

Essas possíveis causas, que podem ser tratadas e controladas, são a hipertensão, o colesterol com nível elevado no sangue (que leva à formação de ateromas que obstruem as artérias) e o diabetes.

Yang-Jiang e sua equipe acompanharam a evolução de 837 idosos com moderado declínio da memória, dos quais 414 apresentavam um fator de risco vascular, no mínimo.

O tratamento constou de remédios para a pressão e para diminuir o colesterol, insulina para o diabetes e controle dietético para os fatores de risco.

Após cinco anos, 298 pessoas desenvolveram a doença de Alzheimer. Os demais, em decorrência da idade apenas, apresentavam discreta diminuição da capacidade de adquirir conhecimentos.

Dos 414 idosos com pelo menos um fator de risco, 52% desenvolveram Alzheimer, em comparação aos 36% que não tinham fator de risco.

Aqueles que trataram adequadamente a pressão, o diabetes e o colesterol tiveram 39% menos possibilidade de desenvolver Alzheimer em relação àqueles que não se trataram.

Os idosos que fizeram pelo menos algum tratamento apresentaram 26% menos possibilidade de ter a doença, em comparação com os que não tiveram nenhum cuidado com seus problemas de pressão, diabetes e colesterol.

Sexta-feira, 15.04.11

Confederação Nacional de Saúde

CIRCULAR JURÍDICO 041/2011

Seguradora terá que indenizar empresa médica por atendimentos após contrato

Se os clientes de empresa de seguro-saúde continuam utilizando os serviços de associação médica mesmo após o fim do contrato, deve haver indenização. O entendimento, unânime, foi dado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recurso da Generali do Brasil Companhia de Seguros contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O tribunal fluminense considerou que a empresa deveria pagar indenização à Associação Sulamericana de Assistência Médica (Sulamed).

Em 1993, a Generali e a Sulamed celebraram contrato pelo qual a segunda administraria os planos de seguro-saúde da primeira empresa. A Sulamed passou a fornecer aos segurados da Generali acesso a uma rede credenciada de hospitais, médicos e laboratórios. Os serviços eram pagos à rede pela Sulamed, que em seguida cobrava da Generali o respectivo ressarcimento. As duas empresas romperam o contrato em 1996, entretanto, os associados da Generali continuaram usando os serviços e a associação médica continuou sendo cobrada pela rede credenciada.

O TJRJ decidiu que a Sulamed deveria ser ressarcida pelos gastos com os segurados da Generali após o fim do contrato, avaliados em R$ 1,169 milhão, acrescidos de 10% de multa por atraso e R$ 600 mil a título de danos morais. No recurso ao STJ, a Generali alegou que houve resolução do contrato por inadimplemento da Sulamed em relação aos serviços prestados e que jamais se recusou a pagar pelo atendimento de seus segurados após a extinção do contrato, desde que fosse apresentada a prestação de contas; e que não há prova de que a Sulamed tenha pago à rede credenciada os valores do ressarcimento determinado na condenação.

Em seu voto, o relator do recurso, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, reconheceu que não há no processo manifestação do TJRJ quanto ao fato de a Sulamed ter ou não feito o pagamento dos serviços à rede credenciada, mas afirmou que “essa questão não possui a relevância atribuída pela recorrente”. Segundo ele, a omissão sobre esse argumento só teria importância se fosse capaz de alterar a solução do processo.

De acordo com o ministro, tanto o juiz de primeira instância quanto o TJRJ “reconheceram, diante da prova dos autos, ter a rede credenciada da Sulamed prestado serviços médicos aos segurados da Generali e, consequentemente, estar a Sulamed em débito para com a sua rede”.

Assim, segundo o relator, não seria correto acolher a pretensão da Generali, de se eximir de suas obrigações frente à associação médica, apenas “com base no eventual e incerto inadimplemento de obrigação de que não é credora, de obrigação pactuada em relação jurídica à qual não pertence, travada apenas entre a Sulamed e a sua rede credenciada”.

O ministro Sanseverino afirmou que a obrigação da Generali não era só recolher as carteiras, mas impedir o atendimento dos seus associados pela rede credenciada da Sulamed. Com essas considerações, o ministro apenas reformou o julgado do TJRJ no que se refere ao pagamento de honorários advocatícios e custas do processo, que deve ser repartido entre as duas empresas, pois nem tudo o que se pedia na ação foi concedido pela Justiça.

Fonte: STJ

AGENDA


- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Pós-graduação em Gestão do Ambiente em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde

Oferecido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo, a pós-graduação busca, através do desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e a utilização do sistema de climatização), a racionalização da utilização da água, a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para a formação de profissionais com uma visão gerencial no crescimento sustentável das instituições de saúde, valorizando a gestão alternativa.

Entre o conteúdo programático estão as disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.

A pós-graduação é voltada para profissionais com formação nas áreas de saúde, gestão de instituições públicas e privadas de saúde, administração, arquitetura, assistência social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição, que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de saúde.

Com 396 horas/aula e 11 meses de duração, o curso tem início previsto para 19 de maio. As inscrições já estão abertas. Informações podem ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br ou ainda através do site www.cbacred.org.br.


- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências

Unidas / AssPreviSite

13 de Maio de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Capacitar o profissional de saúde a entender o processo de integração da melhor evidência científica com experiência clínica e a avaliação individual do paciente.

Capacitar o administrador de sistemas de saúde privado ou público a entender a importância de gerir seu sistema com base em evidências científicas de alta qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.

Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante, especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes, em relação a acurácia e precisão de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos e preventivos.

Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar a habilidade clínica e experiência passada para identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente, seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios de intervenções potenciais.

Por avaliação individual do paciente entende-se reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica e que deve ser integrada numa decisão clínica.

Por tecnologia de informação entende-se o uso intensivo de indicadores, ferramentas de informática e parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor controle de qualidade e gestão.

Objetivos específicos:

Ao final do curso o participante deverá estar apto a:

* Reconhecer a Medicina Baseada em Evidências como uma maneira válida, útil e viável de melhorar a sua prática médica com base em resultados de pesquisas de boa qualidade.

* Elaborar perguntas específicas e passíveis de resposta científica para as diversas situações clínicas.

* Realizar uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos médicos, utilizando métodos básicos como as "clinical queries".

* Entender a organização e funcionamento das bases de dados informatizadas.

* Distinguir os principais tipos de estudo, entender sua ligação com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de estudos com os níveis de evidências.

* Avaliar criticamente artigos médicos de tratamento.

* Distinguir diretrizes clínicas baseadas em evidências das baseadas em consenso.

* Conhecer os principais tipos de estudos de avaliação econômica em saúde.

* Reconhecer a importância das revisões sistemáticas para o conhecimento em saúde.

* Conhecer e utilizar as fontes de informação com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence, Evidence-Based Journals, etc).

* Transpor para sua prática profissional os conhecimentos de Saúde Baseada em Evidências.

* Reconhecer as limitações das evidências no contidiano clínico.

* Reconhecer a importância da tecnologia de informação integrada às evidências científicas para a gestão de sistemas de saúde.

* Delimitar as áreas de seu sistema de saúde onde a tecnologia de informação poderá ser integrada ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.

Instrutores

Dr. Otávio Clark

Dr. Enéas José de Mattos Faleiros

Público Alvo

Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Custos na Saúde e Pagamento por Pacotes

25 e 26 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

- Fornecer elementos para análise da constituição e do perfil dos custos da assistência à saúde no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização mediante formatação de pacotes para o pagamento dos serviços.

- Fornecer noções de Economia Básica e de custos em geral.

- Identificar os componentes dos custos na assistência à saúde.

-Identificar fatores que agravam os custos na saúde

-Destacar mecanismos de regulação na utilização dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos assistenciais.

- Avaliar o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde no mercado de saúde suplementar.

- Avaliar a repercussão da atuação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público e PROCON nos custos de assistência à saúde.

-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.

-Analisar recomendações para formatação, formalização e operacionalização de pacotes.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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