Leia
nesta edição:
- Unindo
forças
contra a dengue
- Planos
de saúde: futuro imprevisível
- ''Telecuidadores'' ajudam idosos em casa
- Composto
extraído do tomate promete ação
antitrombose
- Entrevista
- Clarice Weiss Arns
- Terapia
genética
contra a dor
- FenaSaúde nega bônus para desestimular médicos
- ANS: Grupo
Técnico
de Envelhecimento Ativo
- Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos
- Saúde em "fatias"
- Plantão Médico: Fatores de risco e a doença
de Alzheimer
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 041/2011
Segunda-feira, 18.04.11
Folha
de São
Paulo
Tendências
/ Debates
Unindo
forças
contra a dengue
Giovanni
Guido Cerri, médico e professor titular da Faculdade
de Medicina da USP, é secretário de Estado da Saúde
de São Paulo.
Com a introdução da dengue 4 em São Paulo, é preciso
redobrar os esforços; para isso, gostaríamos de
contar com o apoio de todos os paulistas
Na saúde pública há algumas áreas
em que o sucesso das ações, além do trabalho
integrado das três esferas gestoras do SUS (Sistema Único
de Saúde), depende diretamente da participação
ativa dos cidadãos. Entre elas, a doação
de órgãos, a manutenção dos estoques
de sangue nos hospitais e o combate ao mosquito transmissor da
dengue, já que 80% dos criadouros estão nas residências.
A dengue
está presente em aproximadamente uma centena
de países em que a condição climática
favorece a reprodução do Aedes aegypti. É um
problema grave de saúde pública e merece atenção
por parte das autoridades de saúde de todo o país.
Neste ano,
o vírus do tipo 4 da doença voltou
a circular em alguns Estados brasileiros. Confirmamos, há alguns
dias, a presença do vírus pela primeira vez no
Estado de São Paulo, isolado pelo Instituto Adolfo Lutz.
O caso foi relativo a uma paciente moradora da cidade de São
José do Rio Preto, que foi tratada a tempo e está curada.
Com um novo
tipo de vírus, há maior número
de pessoas suscetíveis a desenvolver os sintomas da dengue,
já que elas não estão imunes à doença.
A dengue 4, portanto, é uma ameaça nova aos 42
milhões de cidadãos paulistas.
Não há, entretanto, motivo para alardes. A introdução
do vírus 4 da dengue não altera a rotina do trabalho
de campo para o controle de criadouros do Aedes aegypti nem as
recomendações para assistência dos pacientes
suspeitos nos serviços de saúde. Os sintomas da
doença também são iguais aos demais tipos
de vírus.
Os governos
federal, estaduais e municipais têm papéis
distintos e complementares no controle da dengue. Em resumo,
ao Ministério da Saúde cabe garantir o financiamento
das ações municipais e elaborar as diretrizes nacionais
de prevenção e controle, além de prestar
consultoria técnica especializada a Estados e municípios.
Já o governo estadual de São Paulo responde pela
capacitação de profissionais de saúde, pelo
apoio aos municípios nas atividades de controle e prevenção
(como ações especiais de nebulização),
pelo monitoramento de índices larvários, pela orientação
e supervisão técnica às secretarias municipais,
pela avaliação dos planos de contingência
e pelo diagnóstico laboratorial de casos suspeitos, por
meio do Instituto Adolfo Lutz.
O Estado
de São Paulo investe cerca de R$ 40 milhões
ao ano para combater a dengue. No último dia 4 de abril,
a Secretaria de Estado da Saúde iniciou grande mobilização,
reunindo 25 mil agentes em todo o Estado, para uma semana especial
de atividades. O objetivo foi chamar a atenção
para o problema, e não somente naquela semana, já que
o combate à dengue deve ser feito o ano todo. Também
enviamos 1 milhão de torpedos SMS por celular com alertas
sobre a doença.
Os dados
epidemiológicos apontam para uma queda, neste
ano, de cerca de 90% no número de casos de dengue na comparação
com o ano de 2010. Mas não podemos abaixar a guarda.
Com a introdução da dengue 4, é preciso
redobrar os esforços; para isso, gostaríamos de
poder contar com o imprescindível apoio de todos os paulistas,
no sentido de removerem os recipientes com água parada
em suas residências, eliminando possíveis criadouros
e incorporando o combate ao mosquito às suas rotinas.
A participação solidária dos cidadãos é essencial
para que a transmissão da dengue seja contida. Mais do
que nunca, esta é a hora de juntarmos forças para
dar um basta nessa doença.
Segs
Planos
de saúde: futuro imprevisível
Para o setor,
as regras atuais, os novos procedimentos e o envelhecimento
da população formam equação de resultado
imprevisível, que pode ficar negativo - especialmente
no caso de quem tem poucos clientes. Márcio Coriolano,
presidente do Bradesco Saúde, diz que o crescimento do
setor esbarra no limite que a população e as empresas
têm em incorporar esses gastos no futuro.
Os convênios estimam que empresas pequenas tendem a sumir,
gerando concentração no setor. "Pedimos que
a ANS olhe isso com atenção. Não é interessante
que haja alta concentração, afirma o presidente
da Abramge.
Estudo da
Amcham aponta que 32% das empresas entrevistadas passaram por
fusão ou aquisição entre 2009 e 2010.
A análise feita é que os custos de saúde
no Brasil estimulam as fusões. O presidente da Unimed,
Mohamad Akl, lembrou no evento que desde que o Estatuto do Idoso
(que impede o reajuste por faixa a maiores de 59 anos) entrou
em vigor, em 1998, mais de 700 convênios desapareceram.
As empresas
querem a possibilidade de vender planos modulares, com cobertura
restrita,
o que não é possível
hoje. "Aí você saberia exatamente o que iria
cobrir, sem riscos, afirma Almeida.
Reajuste
só com
qualidade
ANS
estuda medidas para punir operadoras que não prestam
bons serviços
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer
estimular a concorrência entre os planos de saúde,
premiando a eficiência. Fábio Fassini, gerente-geral
do órgão, afirma que as empresas precisam melhorar
a gestão e que a agência estuda formas de punir
empresas pouco eficientes, que poderiam ter o reajuste autorizado
anualmente pela ANS limitado.
"Não é justo que empresas que invistam em
programas de promoção e prevenção
e treinamento tenham o mesmo reajuste daquelas que se veem como
intermediários financeiros, disse.
Outro ponto
em estudo é o incentivo ao que chamam de "envelhecimento
ativo do idoso. O cliente que participa de programas de prevenção
poderia ter abatimento na mensalidade, já que as chances
de usar o convênio seriam reduzidas.
O saúde-previdência, ou VGBL-Saúde, também
está sendo analisado. "É a possibilidade de
usar os recursos de um plano de capitalização no
abatimento de despesas futuras com saúde.
Segundo Fassini,
a ANS ainda deve ampliar o período em
que conveniado pode trocar de plano sem cumprir nova carência
- hoje só é possível fazer a transferência
no aniversário do plano ou no mês seguinte. Para
2012, a agência prevê a criação de
reajustes diferenciados por região, medida que as empresas
veem com bons olhos.
Aliás, o envelhecimento da população e
as novas tecnologias em saúde preocupam os convênios
médicos, que temem aumento dos gastos. As atuais regras
limitam o reajuste dos clientes dos planos individuais após
os 59 anos e permitem que trabalhadores mantenham o plano coletivo
da empresa após a aposentadoria.
Hoje, os
idosos com mais de 60 anos representam cerca de 11% da população, mas estudos do Banco Mundial apontam
que esse índice pode chegar a 30% em 2050. Com o envelhecimento
da população, crescem os casos de doenças
crônicas, cujos tratamentos são mais caros.
Além disso, nos últimos anos a ANS elevou o número
de procedimentos obrigatórios cobertos pelos planos, medida
que deve ser retomada sempre que a medicina evoluir. E como em
medicina um procedimento novo não necessariamente substitui
métodos já existentes, os valores dessas análises
e tratamentos demoram a cair.
"O custo da medicina fica cada vez mais alto para os planos,
afirma Arlindo de Almeida, presidente da Abramge (Associação
Brasileira de Medicina de Grupo).
Saiba +
Outra medida,
proposta pela Federação Nacional
de Saúde Suplementar (Fenasaúde), é a saúde-previdência,
uma espécie de plano de previdência atrelado ao
convênio médico que ajudaria o idoso a custear o
seu plano de saúde no futuro. A mensalidade do jovem aumentaria
e essa diferença iria para um plano capitalizado, para
ser usado no futuro, para ajudar o idoso a pagar seu plano. Em
todo o Brasil, existem mais de 40 milhões de usuários
de planos de saúde. Só no Distrito Federal são
cerca de 800 mil usuários. Na semana passada, médicos
conveniados de todo o País pararam o atendimento por 24
horas. Eles ameaçam paralisar o atendimento por tempo
indeterminado caso as operadoras não aumentem o valor
do repasse por consulta. A ANS também estuda forma de
melhorar a remuneração dos médicos para
evitar um apagão no setor.
O
Estado de São
Paulo
''Telecuidadores'' ajudam idosos em
Nos EUA,
empresas desenvolvem sistemas que monitoram o dia a dia das
pessoas
mais velhas, tranquilizando suas famílias
Por Husna Haq, do The Christian Science Monitor
Todas as
noites às 17 horas, quando Edward e Lavinia
Fitzgerald começam a jantar em sua cozinha em Savannah,
Geórgia, eles têm uma convidada. Denise Cady conversa
com os Fitzgerald sobre seus vizinhos e eles fazem piadas sobre
o tempo. Ela conhece Edward e Lavinia, ambos octogenários,
há dois anos. Para o casal, Denise é como uma filha,
apesar de eles nunca terem a visto pessoalmente.
Denise é uma cuidadora à distância que se
comunica com os Fitzgerald todas as noites a 1,5 mil quilômetros
de distância, em Lafayette, Indiana. Ela trabalha em uma
companhia de cuidados domésticos para idosos e se une
ao casal via um monitor de computador que fica próximo à mesa
da cozinha.
Graças a duas câmeras e vários detetores
de movimento instalados por todo o rancho dos Fitzgerald, Denise
pode ver o que há para o jantar, se Fitzgerald deixou
o queimador do fogão aceso, há quanto tempo Lavinia
está no banheiro e quantas vezes a porta da frente foi
aberta e fechada.
Embora possa
soar meio "Big Brother" para alguns,
o serviço de video monitoramento oferecido pela empresa
ResCare significa paz de espírito para Colleen Henry,
que começou a tomar conta de sua mãe, Lavinia,
anos atrás, quando ela sofreu uma lesão cerebral
e, mais recentemente, teve um calcanhar quebrado.
"Ela e meu pai requeriam muito mais cuidado, muito mais
do que o tempo que eu dispunha", diz Colleen, que vive a
8 quilômetros de seus pais e lhes traz o jantar todas as
noites. Quando Colleen tomou conhecimento do serviço de
monitoramento da ResCare, sentiu "que um sonho se realizava.
Estou muito feliz de ter mais um par de olhos."
Baby boomers.
Neste ano, os primeiros dos 78 milhões
de baby boomers (a geração nascida na década
pós-guerra) atingem a idade de se aposentar, o começo
de um chamado "tsunami prateado" que renovará o
perfil demográfico dos EUA.
A proporção de pessoas com 65 anos ou mais aumentará de
13% da população para 20% em 2050, segundo o Departamento
do Censo dos Estados Unidos. É igualmente importante que
uma quantidade maior deles desejará passar seus anos dourados
em casa, seja por conveniência ou por desejo de independência.
"A questão do envelhecimento não é mais
uma projeção demográfica. Ela está aqui",
diz Joe Coughlin, diretor e fundador do AgeLab no Instituo de
Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge. "Existe
um mercado à espera, políticas a serem feitas e
um estilo de vida a ser inventado hoje - na verdade, ontem",
explica ele.
Coughlin
fundou o AgeLab em 1999 para conceber maneiras de melhorar
a saúde e a qualidade de vida de idosos. O laboratório,
abrigado na Escola de Engenharia do MIT, se inspira em lugares
criados pela Nasa.
Entre os
equipamentos do AgeLab está o Aware Car (Carro
Consciente), um Lincoln MKS com câmeras, monitores e sensores
interligados que avaliam o comportamento de um motorista para
melhorar a segurança.
Na casa adaptada,
a equipe de Coughlin, para monitorar a medicação
da mamãe e os óculos do papai, adota a mesma tecnologia
que a Nasa usa para monitorar os suprimentos numa estação
espacial. Minúsculas etiquetas com frequência de
rádio podem ser fixadas nesses itens. Filhos adultos podem
monitorar sua localização e uso via internet.
Tome-se o
caso da Adaptive Home. A empresa pioneira de monitoramento
de cuidados
de idosos usa sensores para monitorar a movimentação
do idoso por sua casa. Técnicos instalam detetores de
movimento por toda a casa de um cliente para dar a filhos adultos
um resumo detalhado do dia do idoso.
Os Fitzgerald
usam o serviço de atendimento remoto chamado
RestAssured, que permite que sua filha mantenha o controle deles.
O equipamento inclui câmeras de vídeo, sistemas
de áudio e alguns sensores de movimento. Se alguma coisa
estiver errada, cuidadores e membros da família são
alertados imediatamente. / Tradução de Celso M.
Paciornik
Folha
de São
Paulo
Composto
extraído do tomate promete ação
antitrombose
Substância, patenteada por indústria holandesa, é usada
na fórmula de bebidas nos EUA e na Europa
Ingrediente
chegou este mês no Brasil; para especialistas,
não há certeza sobre a segurança do ativo
Por Juliana Vines
DE SÃO
PAULO
Um ingrediente
extraído do tomate pode melhorar a circulação
sanguínea e diminuir o risco de trombose.
Pelo menos, é o
que promete a fabricante, a holandesa DSM, que acaba de trazer
a novidade para o Brasil.
O concentrado
de tomate tem nucleotídeos, flavonoides
e polifenois. Já é adicionado a produtos nos EUA
e na Europa, com autorização do governo.
Um exemplo é a bebida Relaxzen, para pessoas que fazem
longas viagens de avião e, por isso, correm maior risco
de formação de coágulos.
Por aqui,
o ativo foi lançado, mas ainda não há produtos
com o ingrediente na fórmula. Isso depende do interesse
de alguma indústria de alimentos.
Segundo Bernd
Mussler, pesquisador da DSM, estudos com cerca de 300 pessoas
comprovam
a eficácia do composto, patenteado
com o nome de Fruitflow.
A principal
ação do ativo aconteceria na inibição
da agregação plaquetária ""etapa
da coagulação do sangue.
"Inibir a agregação plaquetária é um
mecanismo reconhecido para diminuir risco de doença cardiovascular."
Como não é um produto final, não precisa
de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária).
Mas, caso
seja usado na fórmula de alguma bebida, por
exemplo, precisará do aval da vigilância.
A agência proíbe embalagens de alimento funcional
de informar que o produto previne ou cura doenças.
"Concentrados de alimentos não podem ser usados
como remédios", diz Jaime Farfan, professor de engenharia
dos alimentos da Unicamp.
Segundo ele,
flavonoides ajudam na circulação
sanguínea, mas isso não é propriedade exclusiva
do tomate.
"Há muitos alimentos com flavonoides. É muito
mais seguro consumir vegetais do que ingerir um composto concentrado.
A ação não vem apenas de um componente."
Para o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São
Luiz, os estudos até agora não são conclusivos.
"Faltam informações sobre qual seria a molécula
ativa e a dose ideal".
Correio Braziliense
Entrevista - Clarice Weiss Arns
Nova presidente da Sociedade Brasileira de Virologia fala sobre
a luta contra microrganismos que circulam cada vez mais livremente
Por
Márcia
Neri
Um informe
divulgado recentemente por especialistas chineses deixou autoridades
mundiais de saúde em alerta e trouxe à tona
um sério receio de infectologistas que atuam em todos
os continentes : a iminência de uma nova pandemia causada
pela mistura genética entre os vírus influenza
e híbridos novos e mais letais. O comunicado chinês
alerta que o vírus da gripe suína H1N1 é compatível
com o da gripe aviária endêmica H9N2, e que a combinação
entre ambos resulta em exemplares ainda mais ameaçadores à humanidade.
A preocupação dos especialistas está, é claro,
relacionada ao contexto histórico no qual esses microrganismos
ganham o mundo — com rapidez jamais registrada em outros
tempos. A globalização encurtou distâncias,
integrou povos e, consequentemente, facilitou a disseminação
viral e o encontro entre diferentes agentes infecciosos.
Apesar da
evidente evolução científica
e tecnológica que também marca o novo século,
o conhecimento detalhado dos vírus se dá a passos
bem mais lentos. As doenças provocadas por eles são
conhecidas, mas a forma de prevenir os danos e as perdas humanas,
no entanto, continua um grande mistério para a ciência.
A virologista Clarice Weiss Arns, professora do Departamento
de Genética do Instituto de Biologia da Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp) e recém-empossada presidente da
Sociedade Brasileira de Virologia (SBV) explica que as mutações
dificultam o desenvolvimento de vacinas. Os cientistas não
têm tempo hábil para aprimorar a pesquisa sobre
o comportamento dos agentes infecciosos, pois vírus emergentes
surgem a cada ano.
Para Clarice,
a domesticação de animais e a criação
de muitas espécies para alimentação são
exponentes da ameaça iminente. Vale lembrar que o vírus
da varíola, doença classificada pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) como uma das mais devastadoras
da humanidade, surgiu a partir do camelo, na Ásia. O agente
infeccioso do sarampo veio do gado; o da pneumonia asiática,
a Sars, teve origem em um felino. A especialista brasileira reforça
que o aumento populacional também é um grande aliado
dos vírus. Segundo ela, os virologistas brasileiros estão
atentos ao ressurgimento do vírus da dengue tipo 4 no
Brasil, que atingiu pessoas em estados do Norte, do Nordeste
e do Sudeste do país, e à introdução
do chikungunya, também transmitido pelo mosquisto Aedes
aegypti. Em entrevista ao Correio, Clarice falou sobre os desafios
da SBV e dos profissionais que estudam os vírus em todo
o planeta.
Mutações
constantes
O vírus influenza é um vírus especulado,
cujo ácido ribonucleico (RNA), que é uma espécie
de livro de receitas de como deve funcionar o organismo, possui
uma grande capacidade de mutação. Suas espículas
(pequenas pontas) facilitam a aderência do vírus
na mucosa e na membrana das células. Tal microrganismo
tem ainda uma capa protetora (cápside) que protege o seu
RNA nucleolar (material genético) contra agressões.
O RNA guia a fabricação de novos microrganismos.
Por isso, cada gripe se apresenta de forma diferente.
Isto é
Terapia
genética
contra a dor
Cientistas
americanos anunciam o sucesso de método que
usa o poder de um gene para reduzir drasticamente o sofrimento
Por Rachel Costa
Um novo método em teste nos Estados Unidos pode revolucionar
o tratamento da dor crônica. Cientistas do Departamento
de Neurologia da Universidade de Michigan estão fazendo
as primeiras aplicações em seres humanos de um
procedimento baseado em terapia genética. Os voluntários
são dez pacientes que sofrem dores agudas e constantes
causadas por câncer. Eles estão recebendo injeções
sob a pele de um composto contendo um gene, o PENK, responsável
pela produção de encefalina – um dos opioides
naturalmente fabricados por nosso organismo e que possui efeito
analgésico. Nos testes feitos até agora, os pacientes
que receberam altas doses obtiveram uma redução
da dor de até 80%.
O resultado é animador. Especialmente por representar
uma grande esperança para os portadores de dor de origem
neurológica. “Essas são as mais difíceis
de tratar”, explica João Batista Garcia, presidente
da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. “Com os medicamentos
que temos hoje à disposição, comemoramos
quando o doente consegue uma redução de 30% na
intensidade”, diz.
O método abre uma nova frente na batalha contra a dor
e tem potencial para eliminar a necessidade do uso de analgésicos
farmacológicos, que comumente causam efeitos colaterais
como constipação, sonolência, náuseas
e vômito. Por meio dele, é possível dar condições
ao próprio organismo de produzir os opioides necessários
para bloquear a sensação dolorosa.
Outra vantagem
da terapia gênica é atuar apenas
sobre o alvo. Enquanto o medicamento comum percorre um longo
caminho até a origem da dor, passando por vários órgãos
através da circulação sanguínea,
o gene injetado age diretamente sobre as células nervosas – exatamente
aquelas por meio das quais o sinal da dor é transmitido
até o cérebro, onde é processado.
Isso é possível porque ele é levado até elas
por um vírus, o da herpes simples. “Normalmente,
quando entra no corpo, esse vírus procura as células
nervosas”, explica a médica Fabíola Minson,
coordenadora da equipe de tratamento da dor do Hospital Albert
Einstein, em São Paulo. Por isso ele foi o escolhido.
Porém, para o procedimento, o vírus passa por modificações:
a parte do seu material genético causadora da doença é retirada
e a ele é adicionado o gene PENK. Dessa maneira, ele se
torna um ótimo veículo transportador, carregando
o gene certo para o lugar certo, sem oferecer nenhuma ameaça à saúde. “O
composto contendo o vírus modificado, após ser
aplicado nos terminais nervosos da pele, começa a estimular
o corpo a produzir a encefalina”, disse à ISTOÉ David
Fink, coordenador da pesquisa.
Em uma etapa
anterior, ainda durante os testes em animais, o método mostrou-se eficiente também em casos de
dor crônica causada por lesão dos nervos e inflamações,
além de câncer. A equipe americana pretende, até o
fim do ano, ter em mãos os resultados da segunda fase
dos estudos clínicos – na qual compara-se um grupo
medicado com placebo a outro que recebeu a terapia.
Tratar a
dor crônica é um dos maiores desafios
atuais da medicina. Grande incidência e poucas opções
de tratamento são os principais empecilhos. No Brasil,
calcula-se que uma a cada três pessoas sofra com o problema,
usualmente tratado por meio de analgésicos, anticonvulsivantes
e antidepressivos. O surgimento de uma terapia mais eficiente é esperança
de mais qualidade de vida aos milhares de pessoas que hoje têm
de se acostumar a viver com a dor.
Saúde
Business Web
FenaSaúde nega bônus para desestimular médicos
Instituição informa que suas afiliadas desconhecem
a prática de inibição de procedimentos médicos
que está sendo objeto da súmula da ANS
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde), que congrega 15 operadoras de planos de saúde,
desconhece a prática de concessão de bônus
ou outros meios para desestimular médicos na solicitação
de exames complementares. A Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) publicou na última terça-feira
(13) súmula que prevê multa no valor de R$ 35 mil às
operadoras de planos que adotarem esse tipo de medida.
"A FenaSaúde [Federação Nacional de
Saúde Suplementar], que representa 15 grupos de operadoras
privadas de assistência à saúde, informa
que suas afiliadas desconhecem a prática de inibição
de procedimentos médicos que está sendo objeto
da súmula da ANS", diz nota da entidade, enviada à Agência
Brasil.
Na súmula, a ANS diz que tomou a decisão diante
do fato de que "algumas operadoras de planos privados de
assistência à saúde vêm adotando política
de remuneração de seus prestadores de serviços
de saúde baseada em uma parcela fixa, acrescida ou não
de uma parcela paga a título de bonificação" e
que "a referida bonificação somente é paga
aos prestadores de serviços de saúde que limitarem
a determinado parâmetro estatístico de produtividade
o volume de solicitações de exames e diagnósticos
complementares".
O vice-presidente
do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio
Tibiriçá, aprovou a decisão da agência
reguladora, que, segundo ele, reforça denúncias
de interferência dos planos na autonomia médica. "Saudamos
a ANS por esse ato e queremos mais para que haja avanços
na relação entre médicos e operadoras",
disse.
Caso os conselhos
federal e regionais de medicina recebam denúncia
de profissional que aceite o bônus, o caso é analisado
e julgado pelos órgãos, segundo Tibiriçá.
ANS
ANS:
Grupo Técnico
de Envelhecimento Ativo
O Grupo Técnico de Envelhecimento Ativo, formado por
técnicos da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) e representantes de entidades ligadas ao setor de planos
de saúde, reuniu-se pela segunda vez no dia 22 de março
de 2011.
Durante a
reunião, foi apresentado o consolidado das
sugestões enviadas pelos participantes do GT à proposta
de Resolução Normativa (RN) de criação
de incentivos para programas de promoção do envelhecimento
ativo no âmbito da Saúde Suplementar. Os participantes
também fizeram novas sugestões à proposta
e discutiram o tema.
Saúde
Business Web
Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos
Por Natalia Kfouri
A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes
do Estado de São Paulo (Fehosp) promove o 20º Congresso
de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares
de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São
Paulo, de 03 a 06 de maio, no Bourbon Atibaia SPA Resort, em
Atibaia, no interior de São Paulo.
O evento,
que este ano terá como tema “Filantropia:
o Brasil precisa muito de nós”, irá abordar
a atualização da nova lei da filantropia, incluindo
aspectos jurídicos e contábeis, além de
temas como parcerias estratégicas para a saúde,
voluntariado, gestão, entre outros assuntos voltados aos
profissionais da saúde e gestores de entidades.
O congresso
contará com a participação
de Wellington Nogueira, fundador e coordenador do grupo “Doutores
da Alegria”, Montserrat Dolz, diretora técnica do
Gesaworld, grupo especializado em assessoria hospitalar, da Espanha,
José Luiz Spigolon, superintendente da CMB (Confederação
das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades
Filantrópicas) e diversos especialistas da saúde.
Também marcam presença no evento, diversos setores
governamentais, entre eles, o Ministério da Saúde,
o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, a
Frente Parlamentar de Saúde e a Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo, para discutir o que os gestores
pensam da prática da filantropia.
Domingo, 17.04.11
Estado de Minas
Saúde em "fatias"
Por Marinella Castro
"O que existe são planos supercompletos, que não
conseguem ser barato"
Uma semana
após a manifestação nacional
dos médicos que promoveu no país um dia sem planos
de saúde, o superintendente executivo do Instituto de
Estudos da Saúde Suplementar (IESS), Luiz Carneiro, defende
reformulações no sistema de precificação
dos planos. Segundo ele, a paralisação, que teve
como pauta a baixa tabela dos honorários médicos,
não pode ser atribuída à má distribuição
dos rendimentos das operadoras. Para Carneiro, que acabou de
assumir o comando do IESS, a saúde suplementar chegou
a um limite. Para driblar desafios como o envelhecimento da carteira
e aumento das ocorrências envolvendo os segurados, ele
defende a polêmica proposta da venda de planos em fatias,
ou seja, produtos específicos para consultas, exames,
internações. “Hoje o que existe são
pacotes supercompletos que não conseguem ser baratos.
Quem disse que para o consumidor só serve ter uma Mercedes?”,
compara. Os convênios no ano passado tiveram alta recorde
de 8,1% no número de beneficiários, somando 45,5
milhões de usuários, ou 24% da população. “Existe
espaço para crescer desde que as regras para comercialização
do produto sejam alteradas.”
O plano de
saúde é um investimento alto para as
famílias brasileiras e principalmente para os idosos. É possível
tornar o produto mais barato?
Sim, desde
que haja flexibilização no modo de
contratação. O Brasil tem potencial para crescer.
Em países como a Austrália, a população
coberta chega a 42%, mesmo o serviço público sendo
muito bom. Hoje, o que temos é um pacote supercompleto,
que, por isso, não consegue ser barato. Poderíamos
ter planos apenas para consultas ou exames, ou hospitalização.
Hoje 95% das operadoras vendem as duas opções juntas – ambulatório
e hospitalar. O valor mínimo para ter esse pacote é relativamente
alto, se se considerar o padrão de renda da população
brasileira como um todo. Pessoas que pagam seus médicos
particulares poderiam contratar um plano somente hospitalar,
assim como usuários com menor renda teriam acesso apenas
a consultas. Hoje, os planos ambulatoriais existentes incluem
diversas terapias. Não se pode vender apenas um plano
para consultas, por exemplo.
Mas a prática não mostrou que esse formato acaba
não sendo eficiente, gerando muitos conflitos judiciais
entre operadoras e usuários dos convênios?
Antigamente
não havia regras. Não estamos falando
de colocar regras para atendimento ou limites para a cobertura.
Os planos seguem exatamente o rol de procedimentos mínimo
existente hoje no Brasil. Atualmente, existe uma grande demanda
no país por planos, apenas para consultas, por exemplo.
A prova disso é que muita gente compra cartão de
descontos para consultas, uma prática a que a ANS tem
feito vista grossa. Por que não possibilitar que os usuários
façam isso junto à sua operadora? Órgãos
de defesa do consumidor condenam a venda de planos neste formato.
Consideram que a saúde, diferentemente de outros produtos,
deve ser oferecida de forma integral. Aí, você se
depara com esta pesquisa (encomendada pelo IESS) em que 75% da
população que não têm plano diz que
não têm por achar alto o preço e outros 69%
dizem que gostariam de ter um plano. Será que de fato
estas entidades estão defendendo o que o consumidor quer?
Será que eles precisam de uma Mercedes? Um carro decente
já não quebra o galho? Não é o que
as entidades de defesa do consumidor falam que é de fato
bom para o usuário.
Os planos
não
poderiam vender produtos completos e mais baratos?
O setor já trabalha em seu limite. Uma sinistralidade
boa para um plano é algo em torno de 70% ou 75% e já estamos
em 82%. Chegou a um nível limite. Temos 18% para despesas
assistenciais, e 1,5% a 2% são o lucro. Das cerca de 1
mil operadoras que estão no mercado, umas 700 têm
menos de 20 mil beneficiários. Com este número,
já não se consegue fazer a diluição
do risco. De forma geral, este é o panorama que nós
temos: operadoras estranguladas. A regulação foi
boa, mas trouxe ônus financeiro. Mas o rol foi importante
para os usuários dos planos. Traz mais segurança
para quem paga caro pelo produto. A Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) não tem um ranking de qualidade.
O consumidor olha para as operadoras e não sabe qual é boa.
Quem garante que depois que ele comprar um plano terá um
serviço de qualidade? A agência deveria fiscalizar
a qualidade e dar informação ao consumidor. Poderia
contratar um órgão isento de avaliação
para fazer um ranking e fornecer informações ao
consumidor.
Como o senhor
vê a insatisfação dos médicos?
Pesquisa
mostra que os consumidores estão satisfeitos
com o atendimento médico. Mas os médicos não
estão satisfeitos com os honorários, por isso fizeram
uma paralisação. O argumento de comparar a receita
total dos planos com os honorários médicos não
pode ser feito dessa forma. As despesas também aumentaram
muito, a margem de lucro está em um nível muito
baixo e os reajustes dos planos individuais são abaixo
da necessidade. O sistema está operando no limite.
O que se
esperar da saúde suplementar?
Alguns pontos
precisam ser revistos. A forma de contratação
dos planos e a formação do preço, os reajustes
por faixa etária precisam ser revistos. A lei diz que
o último reajuste dado aos 59 anos não pode ser
seis vezes superior ao da primeira faixa. Quem tem 59 anos paga
o mesmo valor de quem tem 90 anos, sem saber se vai chegar até lá.
As operadoras diluem o custo pelas faixas, o que encarece o plano
para os mais jovens.
Mas este
raciocínio não
aumentaria ainda mais os custos?
Não, para os mais jovens cairia. O preço deve
ser calculado de forma justa. Uma pessoa de 59 anos paga caro
porque não pode ter um reajuste aos 70, 80 e 90. De fato,
a pessoa é punida pelo Estatuto do Idoso. Quando ela faz
60 anos, tem um reajuste que poderia ser diluído.
Folha
de São
Paulo
PLANTÃO MÉDICO
Por
Júlio
Abramczyk - julio@uol.com.br
Fatores de
risco e a doença de Alzheimer
A preocupação com a doença de Alzheimer
costuma surgir quando chegamos à idade madura e temos
alguns esquecimentos ou quando um parente próximo passa
a apresentar o problema.
Não há tratamento, atualmente, para essa progressiva
deterioração mental observada principalmente em
idosos.
A doença começa, depois da idade adulta, por uma
gradativa perda da memória, antecipando-se a situações
de desorientação e confusão.
Na medicina,
enquanto não se tem um tratamento, o melhor
caminho para evitar uma doença é orientar a sua
prevenção.
O professor
Yan-Jiang Wang, da 3ª. Universidade Médica
Militar, em Chongqing, China, identifica na revista "Neurology", órgão
oficial da Academia Americana de Neurologia, fatores de risco
para a doença.
Essas possíveis causas, que podem ser tratadas e controladas,
são a hipertensão, o colesterol com nível
elevado no sangue (que leva à formação de
ateromas que obstruem as artérias) e o diabetes.
Yang-Jiang
e sua equipe acompanharam a evolução
de 837 idosos com moderado declínio da memória,
dos quais 414 apresentavam um fator de risco vascular, no mínimo.
O tratamento
constou de remédios para a pressão
e para diminuir o colesterol, insulina para o diabetes e controle
dietético para os fatores de risco.
Após cinco anos, 298 pessoas desenvolveram a doença
de Alzheimer. Os demais, em decorrência da idade apenas,
apresentavam discreta diminuição da capacidade
de adquirir conhecimentos.
Dos 414 idosos
com pelo menos um fator de risco, 52% desenvolveram Alzheimer,
em comparação aos 36% que não
tinham fator de risco.
Aqueles que
trataram adequadamente a pressão, o diabetes
e o colesterol tiveram 39% menos possibilidade de desenvolver
Alzheimer em relação àqueles que não
se trataram.
Os idosos
que fizeram pelo menos algum tratamento apresentaram 26% menos
possibilidade
de ter a doença, em comparação
com os que não tiveram nenhum cuidado com seus problemas
de pressão, diabetes e colesterol.
Sexta-feira, 15.04.11
Confederação Nacional de Saúde
CIRCULAR
JURÍDICO
041/2011
Seguradora
terá que indenizar empresa médica por
atendimentos após contrato
Se os clientes
de empresa de seguro-saúde continuam utilizando
os serviços de associação médica
mesmo após o fim do contrato, deve haver indenização.
O entendimento, unânime, foi dado pela Terceira Turma do
Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recurso da Generali
do Brasil Companhia de Seguros contra decisão do Tribunal
de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O tribunal fluminense
considerou que a empresa deveria pagar indenização à Associação
Sulamericana de Assistência Médica (Sulamed).
Em 1993,
a Generali e a Sulamed celebraram contrato pelo qual a segunda
administraria
os planos de seguro-saúde da primeira
empresa. A Sulamed passou a fornecer aos segurados da Generali
acesso a uma rede credenciada de hospitais, médicos e
laboratórios. Os serviços eram pagos à rede
pela Sulamed, que em seguida cobrava da Generali o respectivo
ressarcimento. As duas empresas romperam o contrato em 1996,
entretanto, os associados da Generali continuaram usando os serviços
e a associação médica continuou sendo cobrada
pela rede credenciada.
O TJRJ decidiu
que a Sulamed deveria ser ressarcida pelos gastos com os segurados
da Generali após o fim do contrato, avaliados
em R$ 1,169 milhão, acrescidos de 10% de multa por atraso
e R$ 600 mil a título de danos morais. No recurso ao STJ,
a Generali alegou que houve resolução do contrato
por inadimplemento da Sulamed em relação aos serviços
prestados e que jamais se recusou a pagar pelo atendimento de
seus segurados após a extinção do contrato,
desde que fosse apresentada a prestação de contas;
e que não há prova de que a Sulamed tenha pago à rede
credenciada os valores do ressarcimento determinado na condenação.
Em seu voto,
o relator do recurso, ministro Paulo de Tarso Sanseverino,
reconheceu
que não há no processo manifestação
do TJRJ quanto ao fato de a Sulamed ter ou não feito o
pagamento dos serviços à rede credenciada, mas
afirmou que “essa questão não possui a relevância
atribuída pela recorrente”. Segundo ele, a omissão
sobre esse argumento só teria importância se fosse
capaz de alterar a solução do processo.
De acordo
com o ministro, tanto o juiz de primeira instância
quanto o TJRJ “reconheceram, diante da prova dos autos,
ter a rede credenciada da Sulamed prestado serviços médicos
aos segurados da Generali e, consequentemente, estar a Sulamed
em débito para com a sua rede”.
Assim, segundo
o relator, não seria correto acolher a
pretensão da Generali, de se eximir de suas obrigações
frente à associação médica, apenas “com
base no eventual e incerto inadimplemento de obrigação
de que não é credora, de obrigação
pactuada em relação jurídica à qual
não pertence, travada apenas entre a Sulamed e a sua rede
credenciada”.
O ministro
Sanseverino afirmou que a obrigação
da Generali não era só recolher as carteiras, mas
impedir o atendimento dos seus associados pela rede credenciada
da Sulamed. Com essas considerações, o ministro
apenas reformou o julgado do TJRJ no que se refere ao pagamento
de honorários advocatícios e custas do processo,
que deve ser repartido entre as duas empresas, pois nem tudo
o que se pedia na ação foi concedido pela Justiça.
Fonte: STJ
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências
Unidas / AssPreviSite
13 de Maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
o profissional de saúde a entender o processo
de integração da melhor evidência científica
com experiência clínica e a avaliação
individual do paciente.
Capacitar
o administrador de sistemas de saúde privado
ou público a entender a importância de gerir seu
sistema com base em evidências científicas de alta
qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.
Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante,
especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes,
em relação a acurácia e precisão
de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos
e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos
e preventivos.
Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar
a habilidade clínica e experiência passada para
identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente,
seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios
de intervenções potenciais.
Por avaliação individual do paciente entende-se
reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências
e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica
e que deve ser integrada numa decisão clínica.
Por tecnologia
de informação entende-se o uso
intensivo de indicadores, ferramentas de informática e
parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor
controle de qualidade e gestão.
Objetivos
específicos:
Ao final
do curso o participante deverá estar apto a:
* Reconhecer
a Medicina Baseada em Evidências como uma
maneira válida, útil e viável de melhorar
a sua prática médica com base em resultados de
pesquisas de boa qualidade.
* Elaborar
perguntas específicas e passíveis de
resposta científica para as diversas situações
clínicas.
* Realizar
uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos
médicos, utilizando métodos básicos
como as "clinical queries".
* Entender
a organização
e funcionamento das bases de dados informatizadas.
* Distinguir
os principais tipos de estudo, entender sua ligação
com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de
estudos com os níveis de evidências.
* Avaliar
criticamente artigos médicos de tratamento.
* Distinguir
diretrizes clínicas baseadas em evidências
das baseadas em consenso.
* Conhecer
os principais tipos de estudos de avaliação
econômica em saúde.
* Reconhecer
a importância das revisões sistemáticas
para o conhecimento em saúde.
* Conhecer
e utilizar as fontes de informação
com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence,
Evidence-Based Journals, etc).
* Transpor
para sua prática profissional os conhecimentos
de Saúde Baseada em Evidências.
* Reconhecer
as limitações das evidências
no contidiano clínico.
* Reconhecer
a importância da tecnologia de informação
integrada às evidências científicas para
a gestão de sistemas de saúde.
* Delimitar
as áreas de seu sistema de saúde onde
a tecnologia de informação poderá ser integrada
ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.
Instrutores
Dr. Otávio
Clark
Dr. Enéas José de
Mattos Faleiros
Público
Alvo
Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Custos
na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br