Leia
nesta edição:
- Maior investimento
em pesquisa cria centros de excelência
no país
- Anticoncepcional
com hormônio drospirenona pode provocar
problemas de saúde
- Faltam
técnicos especializados no país
- Depois dos 40, aumenta o risco de problemas de retina
- Adesão cresce 8,6% e receita alcança R$ 73 bilhões
- Ministério da Saúde
prepara documento para Rio +20
- Saúde Indígena
convoca 533 aprovados em concurso
- Saúde da Pessoa com Deficiência terá investimento
de R$ 1,4 bilhão
- Hospital
recruta homens para pesquisa sobre compulsão
sexual
- Hospital
Mario Covas anuncia nova gestão
- Anvisa
diz que bebida de Aloe vera traz risco à saúde
- Trauma
lança campanha de trânsito
para reduzir acidentes
- Prefeitos
têm até dia 10 de dezembro para enviar
emenda popular ao Orçamento
- Hospital
Evangélico
de Londrina inaugura nova UTI para adultos
- Planos
de saúde se recusam a pagar tratamento contra
câncer, aponta levantamento
- Câmara aprova projeto que obriga o INSS a informar resultado
de perícia
Sexta-feira, 18.11.11
BRASIL
ECONÔMICO
Maior
investimento em pesquisa cria centros de excelência
no país
Investimentos
em pesquisas e equipamentos elevaram centros médicos
do Brasil como os hospitais Sírio-Libanês e Israelita
Albert Einstein de São Paulo (HIAE), mais a rede Fleury
Medicina e Saúde ao patamar dos mais eficientes e avançados
tecnologicamente em centros de medicina mundiais.
Em evidência nas últimas semanas por tratar o ex-presidente
Lula e o ator Reynaldo Gianecchini, o Sírio dispõe
hoje do mais moderno e bem equipado Centro de Diagnóstico
do Brasil. "A área em que nos descolamos à frente
dos demais hospitais, tanto em diagnóstico quanto na assistência
aos pacientes, é a de radioterapia para tratamento de
tumores", afirma Gonzalo Vecina Neto, diretor do Sírio.
Papas da
medicina universal nas mais diversas áreas,
que visitam a instituição são unânimes
em situá-la no mesmo patamar dos mais avançados
centros médicos mundiais. "Estamos tão bem
equipados quanto os grandes centros europeus e americanos",
garante Vecina.
Um dos pontos
que distinguem o Sírio é que ele
dispõe em seu Centro de Diagnóstico de um sistema
que permite obter imagens milimétricas de tumores. Para
tanto são usadas duas metodologias: a Imagem Guiada de
Radioterapia (IGR), que emprega software para calcular e delimitar
a área do tumor; e a Imagem Modularizada de Radioterapia
(IMRT) utilizada na detecção e tratamento de tumores
em órgãos que se movem.
Por métodos tradicionais, os médicos precisam
delimitar áreas muito maiores do organismo.
Por estes
são delimitadas milimetricamente áreas
menores reduzindo a exposição do paciente que sofrerá radiação
- uma preocupação mundial da medicina, já que
ela pode gerar novos tumores.
Também o Einstein trouxe para o país o primeiro
tomógrafo, multidetectores Aquilion One, utilizado nos
principais hospitais do mundo, que reduz o tempo de exames e
produz menos radiação. "Nos equipamentos de
tomografia atuais, em cada rotação do tubo de raios
X obtínhamos 64 imagens do órgão. Com o
novo tomógrafo, em uma única rotação
a aquisição é de 320 imagens, sendo possível
cobrir, por exemplo, toda a área do coração",
explica Fernando Kay, radiologista do Departamento de Imagem
da Medicina Diagnóstica do Einstein.
A Hematologia
do Albert Einstein conta, ainda, com o Centro Oncológico para tratamento dos pacientes com linfomas,
leucemias e mielomas. O hospital dispõe, também,
de uma nova ala para transplante de células-tronco - o
mais caro e complexo dentre todos os transplantes, informa o
hospital.
E em parceria
com a Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu
uma modalidade pioneira de transplantes em esclerose múltipla,
lupus e outras doenças, com bons resultados em 70% dos
casos.
PORTAL UOL
Anticoncepcional
com hormônio drospirenona pode provocar
problemas de saúde
Depois que
estudos científicos indicaram que o uso do
hormônio drospirenona aumenta o risco de trombose venosa,
tromboembolia pulmonar e formação de coágulos
sanguíneos, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) vai monitorar os casos de reações
adversas graves em mulheres que tomam anticoncepcionais que levam
esse hormônio em sua composição.
Os artigos,
que foram publicados pela FDA (Food and Drugs Administration),
a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados
Unidos, e no periódico científico British Medical
Journal, mostram a ocorrência de tais problemas de saúde
e, ainda, afirmam que mulheres que fazem uso de anticoncepcionais à base
de drospirenona têm de duas a três vezes mais chances
de ter trombose venosa em comparação com mulheres
que usam anticoncepcionais com outro hormônio, o levonorgestrel.
A Anvisa
contará com a ajuda de médicos nesse
processo, que deverão informar qualquer reação
adversa grave em mulheres que tomam anticoncepcional contendo
o hormônio drospirenona, mesmo que as reações
estejam descritas na bula, através do sistema Notivisa,
disponível no site da Agência.
A Agência alerta que “as pacientes em uso de anticoncepcional
contendo o hormônio drospirenona devem seguir todas as
recomendações do médico que as acompanha. É importante
comunicar imediatamente ao médico caso desenvolvam reações
adversas durante o uso, mesmo que as reações constem
da bula".
Contudo,
a Anvisa esclarece que, até que seu parecer
seja definido, é favorável ao uso do medicamento,
desde que sob supervisão médica e seguindo as orientações
do fabricante expressas na bula.
BRASIL
ECONÔMICO
Faltam
técnicos especializados no país
Consumidores
devem ficar com o custo extra das novas exigências,
acreditam executivos da área
A viabilidade
das operadoras de planos de saúde de oferecerem
cobertura de 46 cirurgias a partir do ano que vem, como determinam
as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), está sendo questionada por entidades do setor.
Para a Associação Brasileira de Medicina em Grupo
(Abramge), as operadoras terão dificuldades para atender às
medidas em virtude do alto nível de especialização
que algumas intervenções exigem. "Todas as
cirurgias já são feitas pelas operadoras. O problema é que
cirurgias como a videolaparoscopia, um dos procedimentos previstos
nas novas regras, não conta com especialistas devidamente
treinados em todo o país", afirma Arlindo de Almeida,
presidente nacional da Abramge.
Segundo ele,
além das operadoras de planos de saúde
ficarem sem respaldo para atender esse tipo de cirurgia em localidades
fora dos grandes centros do país, a inexistência
de equipamentos apropriados também será um entrave. "O
procedimento da laparoscopia exige equipamentos sofisticados
como vídeo, telas de imagens, monitores e laparoscópios
que praticamente não existem em boa parte do país",
observa o presidente nacional da Abramge.
As operadoras
ainda não calcularam o quanto estes procedimentos
poderão impactar nos custos. "Só saberemos
o impacto dos custos depois que as medidas entrarem realmente
em vigor", afirma Almeida.
O presidente
da Abramge sugere que os custos com estes tipos de cirurgias
deveriam
ser calculados antes das determinações
serem implementadas. "Antes de se lançar medidas
como estas, deveriam ser feitos cálculos atuariais para
se saber o custo destes tipos de procedimentos", apregoa.
Ele não descarta que as medidas devem pesar no bolso
dos beneficiários. "Os planos vão encarecer.
Além disso, esse tipo de determinação pode
elitizar os planos de saúde", afirma Almeida.
Para Guilherme
Assis, analista de Health Care, da James Raymond, as medidas
devem
ser absorvidas pela maioria dos planos, mas
os beneficiários devem arcar com a despesa. "75%
dos planos repassam os aumentos dos custos para os usuários",
observa.
Em comunicado,
a Sulamérica Seguros informou que "está preparada
para atender às novas exigências da ANS em relação à atualização
do rol de procedimentos e eventos em saúde".
Segundo a
operadora, "os sistemas de operações
foram atualizados e circulares de comunicação serão
enviadas a toda a rede de prestadores com o detalhamento de como
serão as codificações dos novos procedimentos,
que serão atendidos tanto pela rede referenciada SulAmérica
como por reembolso".
A seguradora
finaliza o comunicado informando ainda que não
há um estudo prévio dos impactos da inclusão
dos itens no rol de procedimentos. "Isso será possível
apenas em 2012, quando poderemos medir o volume da demanda que
essas alterações acarretarão no mercado
de saúde suplementar e, principalmente, para as operadoras
de saúde."
GLOBO.COM
Depois dos 40, aumenta o risco de problemas de retina
Oftalmologistas
alertam que os primeiros sinais de problemas na visão devem ser diagnosticados e tratados imediatamente
porque quanto mais se demora para obter ajuda médica,
mais difícil se torna recuperar a vista em sua plenitude.
Tratamentos modernos podem fazer maravilhas, desde que sejam
iniciados antes de o dano tornar-se irreversível. Um atraso
no atendimento por um especialista pode diminuir a capacidade
da retina e mesmo a melhor terapia para preservar ou restaurar
a visão normal pode revelar-se inútil.
Os médicos oftalmologistas Tien Y. Wong, da Universidade
Nacional de Cingapura, e Ingrid Scott, do Penn State Hershey
Eye Center, observaram numa revisão de estudos médicos
de vários países que pessoas com mais de 40 anos
estão mais sujeitas a problemas graves como oclusão
ou descolamento da retina.
A retina é uma camada de tecido na parte de trás
do olho, que coleta a luz transmitida através da lente.
Células fotorreceptoras especiais na retina convertem
a luz em impulsos nervosos, que são transmitidos ao cérebro.
No centro da retina, há uma área especialmente
crítica chamada mácula, que permite ver tudo que
está diretamente na frente dos olhos, como as palavras
em uma página, o rosto de uma pessoa, a estrada à frente
ou a imagem em uma tela.
Quando o
fluxo sanguíneo na retina é bloqueado,
ou quando a retina se descola da parede do olho, surgem problemas
graves que, se diagnosticados corretamente, exigem atendimento
de emergência. Como em todos os tecidos vivos, a retina é altamente
dependente de um fornecimento constante de oxigênio pelo
sangue. Se alguma coisa perturbar este fornecimento, a visão
vira risco. Dois percalços da retina - a oclusão
da veia-retinal e o descolamento de retina - podem ocorrer em
qualquer idade, mas ambos são mais comuns entre os idosos.
A oclusão retinal venosa ocorre em uma ou duas pessoas
em 100, em grupos com mais de 40 anos, na maioria das vezes por
causa de um coágulo e por aterosclerose, isto é,
o endurecimento das artérias da retina, que aumenta a
pressão sobre uma veia central da retina.
A visão nublada de uma vista, por exemplo, pode ser resultado
de um bloqueio parcial na veia central, que drena o sangue da
retina. O bloqueio causado pela pressão nos capilares
que levam sangue para a retina pode vazar para o centro do olho,
turvando a visão. O bloqueio e as suas consequências
são análogos a um ralo de pia entupida: se a água
continua correndo na pia, ele acabará por derrame por
cima. A oclusão da retina é uma causa comum de
perda de visão em pessoas idosas, ficando atrás
apenas da retinopatia diabética como distúrbio
dos vasos sanguíneos da retina, segundo um relatório
do New England Journal of Medicine.
A oclusão da veia da retina, na maioria das vezes envolve
uma veia, o que é menos grave. Em metade dos casos, resolve-se
por conta própria, dentro de seis meses. Se o tratamento
for necessário, os pacientes costumam responder bem à terapia
com laser.
Já a oclusão da veia central da retina pode causar
inchaço da mácula e perda da visão central.
Neste caso, injeções de esteróides no olho
podem ser eficazes eficazes.
A pressão arterial elevada é o principal fator
de risco para doença ocular, mas a oclusão retinal
venosa costuma estar associada ao diabetes, aos lipídios
elevados no sangue, ao tabagismo, a doenças renais e ao
glaucoma.
Normalmente,
os pacientes apresentam perda repentina de visão
em um olho. A extensão da perda da visão depende
de quanto da retina é afetada, e de saber se a mácula
está envolvida. Na maioria das vezes, o diagnóstico
pode ser feito com base em um exame clínico. Há um
teste chamado angiografia com fluorescência, freqüentemente
realizado para avaliar a gravidade.
O descolamento
de retina, que ocorre em cerca de 18 em cada 100.000 pessoas
por
ano, é muito menos comum do que a
oclusão da veia da retina, mas é mais propensos
a causar perda permanente da visão, se não for
tratado rapidamente. Quanto mais tempo a retina permanece descolada,
menos provável é a restauração da
visão. Por isso, é vital reconhecer os sintomas
e procurar tratamento o oftalmologista sem demora.
Descolamento
de retina é indolor, mas quase sempre provoca
sintomas: a súbita aparição de manchas,
pêlos ou cordas no campo visual, flashes repentinos e breve
de luz, mesmo quando seus olhos estão fechados, ou uma
sombra sobre parte do seu campo visual. Há pacientes que
relatam ter visto manchas no canto interno do olho.
Buracos da
retina, ou lágrimas, também podem resultar
do afinamento da retina com o avanço da idade, ou de outras
doenças oculares. As lágrimas da retina (o líquido
do vítreo) podem vazar por trás, para longe da
parede do olho, impedindo que imagens de células fotorreceptoras
cheguem ao cérebro. O resultado é um blackout da
visão na parte afetada da retina.
Além da idade, fatores de risco para descolamento de
retina incluem miopia extrema, uma história familiar do
problema, um destacamento anterior em um olho, a cirurgia de
catarata e lesões oculares graves. O tratamento mais simples,
chamado de retinopexia pneumática, é feito no consultório
médico, sob anestesia local. Uma bolha de gás é injetada
na cavidade vítrea. À medida que o gás se
expande, ele pressiona a retina contra a parede do olho e fecha
o intervalo. O paciente deve permanecer virado para baixo por
vários dias para manter a bolha no lugar certo. O descolamento
da retina é muitas vezes permanentemente selado com uma
sonda de congelamento ou laser.
Outro tratamento
comum é a flambagem escleral, feita
em um hospital, sob anestesia geral. Uma banda de silicone permanente é costurada à parede
externa do globo ocular, criando um recorte que pressiona as
costas da retina.
A terceira
técnica, vitrectomia, também é feita
em um hospital. O gel vítreo que está puxando a
retina é removido e substituído por gás
ou líquido, para recolocar a retina. O procedimento é, às
vezes, combinado com flambagem escleral.
Após o tratamento, a visão pode levar muitos meses
para melhorar. O tratamento em si também pode causar catarata,
exigindo nova cirurgia.
BRASIL
ECONÔMICO
Adesão cresce 8,6% e receita alcança R$ 73 bilhões
Média anual de alta é de 4,5%, mas expansão
foi beneficiada pelo aumento da renda e da expectativa de vida
dos contribuintes
Superando
a média nacional de adesões, de 4,5%,
somente no último ano os planos de saúde registraram
um aumento de 8,6%. A expansão foi impulsionada pela economia
favorável, aumento de renda das classes menos favorecidas,
melhoria na expectativa de vida.
Além disso, a oferta do plano de saúde como diferencial
por empregadores contribuiu para o aumento das adesões.
Segundo a Fenasaúde -Federação Nacional
de Saúde Suplementar, representante institucional das
seguradoras especializadas na área, enquanto a economia
estiver em crescimento, o setor irá crescer. "Mesmo
com as novas regras impostas na última Resolução
Normativa, o setor deve continuar em crescimento, principalmente
em novas adesões", afirma Marcio Coriolano, presidente
da Fenasaúde.
Entretanto,
o Brasil é um dos únicos países
do mundo em que os serviços em saúde privados superam
os públicos. "Em outros países cerca de 70% é financiado
pelo governo, proveniente do pagamento dos impostos dos cidadãos",
informa Arlindo de Almeida, presidente nacional da Abramge (Associação
Brasileira de Medicina de Grupo), entidade representante de cerca
de 250 operadoras de planos de saúde.
Segundo Coriolano,
o aumento de adesões representa às
empresas uma base de aproximadamente 46,6 milhões de pessoas
usuárias, além de mais de 15 milhões aderirem
também a planos odontológicos, segundo informações
da entidade levantadas em junho deste ano.
Mesmo com
um faturamento registrado na casa dos R$ 73 bilhões,
entre janeiro e outubro, o crescimento em relação
ao ano de 2010 no período foi de apenas 3,8%. "Isso
acontece porque, a cada R$ 100 arrecadados pela taxa de sinistralidade
do mercado, R$ 79 vão para despesas de assistência,
R$ 14,3 para administração, R$ 3,3 para comercialização,
R$ 2,1 para impostos e sobram R$ 1,3 para as operadoras",
argumenta Coriolano.
No quesito
fusões e aquisições as empresas
de saúde são fortes candidatas a liderarem as negociações.
No entanto, é necessário avaliar os riscos de cada
operação para evitar a formação de
monopólio. "Para isso o Cade (Conselho Administrativo
de Defesa Econômica) está atento", complementa
Almeida, da Abramge. Por enquanto, segundo o executivo, esse
risco não é real.
Entretanto,
o maior grupo brasileiro em fusões e aquisições
hospitalares é a Amil. A empresa, desde 2002, comprou
as companhias menores operadoras Ampla, ASL, Dix, Life System,
Lincx e Saúde Excelsior, além de obter autorização,
para a compra da Medial recentemente. Além disso, a empresa
adquiriu as carteiras de clientes dos seguros da Porto Seguro,
bem como da Semic e dos hospitais Clínicas de Brasília,
Pró-Cardíaco (em Belo Horizonte), Casa de Saúde
Lúcia e Samaritano (ambos no Rio).
Quinta-feira, 17.11.11
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério da Saúde
prepara documento para Rio +20
Grupo de
Trabalho formado por vários setores do ministério
elabora documento que trará histórico do SUS desde
a Conferência Rio 92 e traçará desafios para
os próximos anos
O Ministério da Saúde está elaborando documento
com informações específicas sobre a saúde
no Brasil para serem discutidas no contexto da Conferência
Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável das Nações
Unidas, Rio +20, que será realizada em junho de 2012 no
Rio de Janeiro, a ser presidida pelo Governo Brasileiro. Os avanços
do atendimento a saúde no país desde a realização
da Conferência Rio 92 e os desafios que a saúde
irá enfrentar após a Conferência Rio +20
são alguns dos temas abordados. “Em 1992 o SUS cobria
3% da atenção básica, hoje atendemos 61%,
ou seja, mais de 100 milhões de pessoas são beneficiadas.
Além disso, a significativa melhoria das condições
sanitárias urbanas. Esses fatos são um grande avanço
para a saúde no Brasil”, diz o diretor do Departamento
de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde
do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme
Franco Netto.
Além de apontar pontos positivos, o documento pretende
mostrar outros fatos que afetam a saúde da população,
como o caso da urbanização descontrolada. O Brasil é o
país mais urbanizado da América Latina, dado que
não significa, obrigatoriamente, qualidade de vida. “O
que temos hoje são aglomerados urbanos estruturados de
forma não planejada, onde a população está em
péssimas condições e a saúde da população é diretamente
afetada por esse crescimento desordenado”, ressalta Guilherme
Netto.
Para elaborar
o documento o Ministério da Saúde
criou o Grupo de Trabalho (GT) para a Conferência das Nações
Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio +20. No dia
14 de novembro o GT realizou reunião sobre a saúde
na Rio +20, durante o Congresso de Epidemiologia da Associação
Brasileira de Pós-graduação em Saúde
Coletiva (Abrasco), em São Paulo.
O objetivo
do encontro foi obter contribuições
ao documento do Ministério sobre saúde e desenvolvimento
sustentável. Durante o evento, congressistas de diversas áreas
da saúde estiveram presentes e contribuíram de
forma positiva para o desenvolvimento do texto. Entidades como
a ABRASCO e o CEBES serão estimuladas a contribuir para
a visão da saúde sobre a Rio + 20.
Previamente
ao encontro no Congresso da ABRASCO, nos dias 10 e 11 de novembro,
representantes
do Grupo de Trabalho do Ministério
da Saúde participaram de um evento promovido pela Organização
Pan-Americana da Saúde (OPAS). Durante o encontro foi
realizada uma consulta aos países das Américas
sobre o tema desenvolvimento sustentável e saúde,
resgatando as principais realizações da saúde
no Brasil desde a Conferência Rio 92; os desafios para
o ciclo que se iniciará a partir da Rio +20.
“Ministério da Saúde irá realizar
um grande encontro sobre o tema em abril de 2012. Ainda, está realizando
gestões junto à Comissão Organizadora da
Rio +20 para que a programação da conferência
contemple os debates sobre as interfaces entre a saúde
e o desenvolvimento sustentável”, explica Guilherme
Franco.
Grupo de
Trabalho-No mês de agosto de 2011, foi publicada
Portaria do Ministério da Saúde 2030/11 que instituiu
o Grupo de Trabalho da Saúde para a Conferência
das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável
(RIO + 20).
O GT tem
o compromisso de formular propostas de contribuição
da saúde para os eixos da Conferência Rio +20: economia
verde no combate à miséria; governança visando
o fortalecimento do desenvolvimento sustentável; e articular
a participação do setor Saúde na Conferência
das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável
(Rio + 20).
PORTAL
DA SAÚDE
Saúde Indígena
convoca 533 aprovados em concurso
Profissionais
de nível médio e superior vão
reestruturar os Distritos Sanitários Especiais de Saúde
Indígena em todo o país
O Ministério da Saúde convocou nesta quinta-feira
(17) 533 profissionais de nível superior e médio
aprovados no processo seletivo simplificado, realizado pela Fundação
Nacional de Saúde (Funasa), em 2010. A contratação é imediata
e as vagas são para atividades administrativas. Os profissionais
vão recompor a força de trabalho na área
de gestão nos 34 Distritos Sanitários Especiais
de Saúde Indígena (Dsei) da Secretaria Especial
de Saúde Indígena (Sesai). O chamamento integra
o projeto de Reestruturação e Qualificação
da Atenção à Saúde Indígena
no país.
Entre os
533 postos de trabalho, 171 são para atividades
administrativas de nível superior e 362 para nível
médio. Entre os profissionais convocados, por meio de
edital, estão: contadores, administradores, economistas,
técnicos em contabilidade e pessoal para apoio administrativo. “Esses
profissionais são um reforço à Sesai e aos
DSEIs, na perspectiva da estruturação dos distritos
como unidades gestoras autônomas, capazes de fazerem compras
e licitações, por exemplo,”, explicou o secretário
Especial de Saúde Indígena do Ministério
da Saúde, Antônio Alves de Souza.
De acordo
com o Edital nº 21/SE/MS, publicado no Diário
Oficial da União de 17 de novembro, os 533 serão
convocados por meio de telegrama, que será enviado para
o endereço indicado no formulário de inscrição.
Se o candidato não se pronunciar no prazo de dez dias úteis,
contados a partir do recebimento da correspondência, será excluído
do processo seletivo. Neste caso, será convocado o candidato
com classificação subsequente. Conforme o edital,
os profissionais deverão comparecer ao endereço
do DSEI para a qual concorreram a uma vaga, no horário
das 9 às 17 horas, portando a documentação
necessária para a efetivação da contratação.
CONCURSO
No total,
foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão (MPOG) a contratação
de 269 vagas para profissionais de saúde de nível
superior (já convocados e contratados pelo Ministério
da Saúde em 05 de maio de 2011) e 533 para atividades
administrativas de nível superior e médio convocados
nesta quinta-feira (17), que devem ser preenchidas por completo,
respeitando os trâmites legais.
PORTAL
DA SAÚDE
Saúde da Pessoa com Deficiência terá investimento
de R$ 1,4 bilhão
Ações do Ministério da Saúde fazem
parte do plano Viver sem limite lançado hoje pela presidenta
Dilma Rousseff que beneficiará 45 milhões de brasileiros.
O Ministério da Saúde é um dos 15 órgãos
envolvidos nas ações do Viver Sem Limite – Plano
Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, lançado
nesta quinta-feira (17) pela Presidenta da República,
Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.
O programa,
coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos, visa a atender
os cerca
de 45 milhões de brasileiros -
23,9% da população - que possuem algum tipo de
deficiência.“É preciso que olhemos para as
pessoas com deficiência de outro modo, fortalecendo o seu
protagonismo, promovendo a sua autonomia e eliminando barreiras”,
disse, emocionada, a presidenta Dilma.
Por meio
de ações estratégicas em educação,
saúde, inclusão social e acessibilidade, o Plano
tem o objetivo de promover a cidadania e o fortalecimento da
participação da pessoa com deficiência na
sociedade, promovendo sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo
o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços
disponíveis a toda a população.
Para garantir
o cumprimento eficaz das propostas, o ministro Alexandre Padilha
assinou
ontem portaria que institui o Comitê Nacional
de Assessoramento e Apoio às Ações de Saúde
do Plano Nacional para Pessoas com Deficiência. A portaria
foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
Com investimento
de R$ 1,4 bilhão, de um total de R$
7,6 bilhões, o eixo da saúde ampliará ações
de prevenção às deficiências, criação
de um sistema nacional para o monitoramento e a busca ativa da
triagem neonatal, com um maior número de exames no Teste
do Pezinho.
O ministério também está estruturando a
Rede de Atenção à Saúde Pessoa com
DeficiênciaSUS, que será um conjunto de serviços,
ações e estratégias de saúde com
o objetivo de garantir a assistência integral a toda população
que necessita deste tipo de atendimento.
"Pela primeira vez uma rede desse porte é estruturada.
Queremos que todos os estados tenham um centro de referência
com os quatro atendimentos específicos (visual, física,
intelectual e auditiva) para as pessoas com deficiência.
Por isso, fizemos parceria com os centros de excelência
e reabilitação", afirmou o ministro Padilha.
A rede de
reabilitação do SUS é composta
por diversos serviços especializados em deficiência
física, visual, auditiva e intelectual, oficinas ortopédicas,
unidades básicas de saúde e hospitais, voltados
para o enfrentamento de problemas das pessoas com deficiência.
Dentro dessa
rede, estão os Centros Especializados de
Reabilitação (CER), que serão implantados
a partir de 2012. Os CERs são serviços que agregam
tecnologia para atender às várias modalidades de
cuidado específicas para os diferentes tipos de deficiência,
com qualidade e efetividade no cuidado.
Até 2012, está prevista a criação
de 45 novos CER, bem como a qualificação dos serviços
já existentes. Para facilitar o acesso da pessoa com deficiência
aos locais de reabilitação, serão distribuídos
88 veículos adaptados para o transporte de pessoas com
deficiência.
Do valor
investido pelo Ministério da Saúde, R$
949 milhões serão destinados ao fornecimento de órteses,
próteses e meios auxiliares de locomoção,
procedimentos de manutenção e materiais especiais.O
valor será investido no período de 2012 e 2014.
Inédito no SUS, o investimento na manutenção
das órteses e próteses permitirá aos usuários
constante conservação do material. Além
disso, o ministério promoverá, a cada dois anos,
a atualização da lista de itens oferecidos para
evitar sua defasagem do material oferecido.
Cadeiras
de rodas –Visando a melhor qualidade de vida
dos mais de 75 mil cadeirantes no Brasil, o Ministério
da Saúde pretende adaptar as cadeiras de rodas dos mais
de 75 mil brasileiros a partir do ano que vem. A medida terá um
investimento de R$ 42,5 milhões.
O Ministério da Saúde e a AACD, por meio de parceria
e cooperação técnica, realizam a concessão
e adaptação de cadeira de rodas a 3.891 pessoas
que hoje estão em fila de espera da instituição.
Destas, 3.736 terão adaptação convencional
e 155, adaptação digital. Isto significa um investimento
de aproximadamente R$ 5 milhões ainda neste ano.
As cadeiras
adaptadas auxiliam na manutenção da
postura desses pacientes, minimizando o estresse ósseo
e dos tecidos moles, garantindo maior conforto pela maior distribuição
da área de contato. Corrigindo a postura, previnem-se
deformidades, contraturas, lesões de pele (como as úlceras
de decúbito). Há melhora também nas condições
de acessibilidade, transporte e mobilidade dos deficientes, de
forma dependente ou independente.
Haverá ainda expressivo fortalecimento das ações
de habilitação e reabilitação, atendimento
odontológico, ampliação das redes de produção
e acesso a órtese e prótese. Também terão
reforço as ações clínicas e terapêuticas,
com a elaboração e publicação de
protocolos e diretrizes de várias patologias associadas à deficiência.
Comitê
O Comitê Nacional de Assessoramento e Apoio às
Ações de Saúde do Plano Nacional de para
Pessoas com Deficiência estabelecerá os padrões
de qualidade dos serviços, definirá os critérios
de organização e funcionamento, apoiará sua
qualificação e a capacitação de seus
profissionais. O Comitê será formado por representantes
das secretarias do Ministério da Saúde, seus órgãos
vinculados, além de instituições em excelência.
PORTAL R7
Hospital
recruta homens para pesquisa sobre compulsão
sexual
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira
(17) que assinou acordo para começar a produzir no Brasil
um kit que faz o diagnóstico rápido do HIV, vírus
da Aids.
A PDP (Parceria
de Desenvolvimento Produtivo) foi feita com o objetivo de produzir
o equipamento para o SUS (Sistema Único
de Saúde). Mas, os kits só estarão disponíveis
a partir de 2014.
A transferência da tecnologia para o desenvolvimento dos
kits no país foi acertada com o ICC (Instituto Carlos
Chagas) Fiocruz-Paraná e a Lifemed Industrial de Equipamentos
e Artigos Médicos Hospitalares.
Além de rápido, o resultado fica pronto em minutos,
o kit também é portátil e pode ser usado
nos próprios consultórios médicos.
O protótipo, desenvolvido pela UFPR (Universidade Federal
do Paraná), utiliza uma gota de sangue para identificar
além do HIV outras doenças como rubéola,
sífilis, toxoplasmose e hepatite B.
O equipamento
deve facilitar a execução dos testes
em locais remotos. Ele será indicado para o diagnóstico
de doenças infecciosas durante o período pré-natal.
RD ONLINE
Hospital
Mario Covas anuncia nova gestão
Maior hospital
público do ABC, o estadual Mário
Covas passará por novo momento a partir de 2012. Pela
primeira vez, desde a fundação em 2001, a superintendência
não estará a cargo de Geraldo Reple Sobrinho. O
decano, como antecipado pelo RD Online, a partir de janeiro estará sob
o comando de Desiré Carlos Callegari, hoje diretor técnico
e professor de Anestesiologia da Fundação do ABC,
gestora do hospital.
Inicialmente
chegou-se a cogitar a possibilidade de alterar o estatuto para
garantir
a permanência de Reple, mas a
empreitada arrefeceu. Por ser custeado pelo governo estadual,
comandado há décadas pelo PSDB, Geraldo Reple sempre
foi visto como pessoa ligada diretamente à ala tucana,
rótulo que ele, de pronto, rechaça. “Sou
do PS (Partido da Saúde)”, diz.
Reple diz
que nunca foi filiado a partido político e “sequer” chegou
a ser sondado. O contato partidário mais próximo
ocorreu entre 2007 a 2009, quando o superintendente comandou,
sem estar filiado, o Instituto Teotônio Vilela, braço
do PSDB.
Porém, segundo informações, Reple teria,
recentemente, ingressado nas fileiras do tucanato de Santo André para
reforçar possível raia majoritária, encabeçada
pelo vereador Paulinho Serra (PSDB).
O sucessor
de Reple, Desiré Callegari, é filiado
ao PSDB andreense.
Modelo
ganhou aprovação
O superintendente
Geraldo Reple Sobrinho afirma, categoricamente, que o sucesso,
verificado nos altos índices de aprovação
dos usuários, se deve ao modelo de atendimento do Hospital
Mário Covas.
“É um modelo vencedor, tudo feito de forma eletrônica,
que atraiu o apoio dos prefeitos desde o início, porque
entenderam o modelo. Só foi viável até hoje
porque não é porta aberta. As pessoas têm
atendimento inicial na UBS ou pronto-socorro de bairro e, mediante
a gravidade, são encaminhadas ao Mário Covas. Ao
que ele (hospital) se prestou até hoje, tem dado conta
do recado”, diz.
Segundo Geraldo
Reple, se o Mário Covas fosse “porta
aberta” à população, não daria
conta da demanda, pois seriam necessários outros três
no mesmo padrão.
“Temos capacidade instalada, hoje de 20 mil consultas/mês.
Se fosse procura direta, nós deveríamos fazer o
dobro ou o triplo disso. Isso é impossível porque,
nossa estrutura, tem limite físico. O Mário Covas é o
hospital dos hospitais”, afirma.
Apesar de
apresentar atendimento disputado por pacientes atendidos pelo
SUS, o hospital
corre, mensalmente, para bater a meta de
consultas, a qual interfere diretamente no repasse orçamentário
do Estado, responsável pelo equipamento.
“Nós temos metas qualitativas e quantitativas.
No começo nos pedíamos consultas porque faltavam
pacientes. Isso, por incrível que pareça, continua.
Se um médico atende 10 consultas, nós marcamos
40% a mais para atingir a meta. Apesar disso, ainda tem desconexão.
Temos a perda primária, que não é nem agendada
e temos a consulta que é agendada, mas a pessoa falta”,
explica.
Em 2001,
o hospital foi inaugurado fruto de um investimento de R$ 60
milhões para atender pacientes dos sete municípios.
Atualmente, o orçamento para manter o espaço é o
dobro.
Heliponto
e farmácia são
prioridades
Para os próximos meses, as prioridades do Hospital Mário
Covas são a construção do heliponto, que
vai contemplar, por exemplo, os constantes pousos do helicóptero Águia
da PM e a ampliação da Farmácia Popular.
Ainda de
acordo com o superintendente, a instalação
de mais um hospital regional, a exemplo do Mário Covas
e Serraria, não deve ser avaliada antes da inauguração
dos demais equipamentos previstos para a região, como
a AME de Mauá, o pleno funcionamento da AME Santo André,
e a otimização do atendimento do Nardini, também
em Mauá.
Além das iniciativas do Estado, estão em andamento
intervenções municipais como o Hospital de Clínicas,
em São Bernardo, e a construção das UPAs
(Unidades de Pronto Atendimento), parceria com o governo federal.
Os números do hospital são importantes. Por mês,
são 15 mil consultas e mais de 10 mil atendimentos em
reabilitação e outros procedimentos. Na área
de exames, só a patologia clínica realiza média
de 800 mil exames durante o ano. Em imagens, são 1,3 mil
tomografias e cerca de 4 mil de exames de radiologia, a cada
mês. (LA)
Responsabilidade
do Estado e com 1,7 mil colaboradores, o hospital tem parceria
com a Fundação do ABC e Faculdade
de Medicina do ABC.
‘De Clínicas’ era
seu primeiro nome
O HEMC foi
inicialmente projetado para ser o Hospital de Clínicas
de Santo André, depois Hospital de Clínicas Regional,
a exemplo do HC de São Paulo. Teve as obras lançadas
em 1978, mas sofreu inúmeras interrupções
ao longo dos anos, por falta de pagamento às empreiteiras,
trocas de prefeitos e não repasse de recursos estaduais
e federais.
Em campanha à reeleição, o então
governador Mário Covas prometeu retomar a construção,
parada também no seu primeiro mandato. O ex-governador
encontrou 15 hospitais inacabados pelo Estado e deu nova solução
para seu funcionamento: entregar a gestão à iniciativa
privada, na forma de OSSs (Organizações Sociais
de Saúde).
A Fundação do ABC, mantenedora da Faculdade de
Medicina do ABC e à época gestora de dois hospitais
universitários (Anchieta e HMU, em São Bernardo),
habilitou-se e venceu a licitação para administrar
também o HEMC, cuja primeira etapa, após a morte
de Mário Covas, em março de 2001, foi inaugurada
em 20 de novembro daquele ano pelo então governador Geraldo
Alckmin. O equipamento iniciou com serviços de hospital-dia,
imagem e ambulatório, e atingiu o milésimo atendimento
já no primeiro mês de atividades. A segunda etapa
foi entregue em 2002.
FOLHA.COM
Anvisa
diz que bebida de Aloe vera traz risco à saúde
A Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
publicou nesta quinta-feira um informe técnico que aponta
ausência de comprovação de segurança
no consumo de alimentos e sucos à base de Aloe vera.
Na última segunda-feira, a agência vetou venda,
fabricação e importação de alimentos
e bebidas à base de aloe vera. Em alimentos, ela só pode
ser usada como aditivo, empregada como aromatizante.
"As evidências científicas avaliadas até o
momento não comprovam a segurança de uso dos produtos
contendo Aloe vera como alimento (...) Com o intuito de proteger
e promover a saúde da população, os produtos
contendo Aloe vera não devem ser comercializados no Brasil
como alimento até que os requisitos legais que exigem
a comprovação de sua segurança de uso sejam
atendidos", diz o documento.
Um dos pontos
levantados pela Anvisa é que duas substâncias
(antraceno e a antraquinona) presentes na Aloe vera são
mutagênicas, isto é, podem causar mutação
nas células.
PB AGORA
Trauma
lança campanha de trânsito
para reduzir acidentes
O Hospital
de Emergência e Trauma de Campina Grande, Dom
Luiz Gonzaga Fernandes, vai lançar nesta quinta-feira
(17) a Campanha "Natal da Vida: Trânsito Seguro”.
A solenidade será realizada no auditório do Hospital, às
9h, e contará com a presença da diretoria do Trauma,
do Arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha, e representantes do Conselho
Municipal de Saúde, do Ministério Público
e da Associação Campinense de Imprensa (ACI).
A realização da campanha foi motivada após
um levantamento de dados realizado pelo hospital, que revelou
um índice elevado de acidentes envolvendo carros e motos.
De janeiro a outubro deste ano, dos 6.899 atendimentos registrados
no Trauma de Campina Grande, 90% foram de colisões envolvendo
motocicletas.
O Trauma
de Campina Grande conta com 250 médicos, sendo
27 de plantão 24 horas em todas as especialidades de urgência.
A unidade hospitalar tem ainda 150 enfermeiros, 450 técnicos
de enfermagem, 48 fisioterapeutas, 30 assistentes sociais, 25
psicólogos e 1.700 funcionários técnico-administrativos.
O Hospital é o único na região da Borborema
que possui Unidade de Queimados em atendimento hospitalar e ambulatorial
e é referência para 173 municípios paraibanos,
atendendo também pacientes do Rio Grande do Norte e de
Pernambuco.
Para a campanha,
serão abordadas as seguintes orientações
aos motoristas:
• Respeite os limites de velocidade; • Ande com
farol aceso. Procure ver e ser visto; • Utilize capacete
com viseira ou óculos; • Respeite as faixas de pedestres
e preferências rotatórias; • Evite costurar
no trânsito, fazendo S ou ziguezague entre veículos; • Reduza
a velocidade nos cruzamentos entre carros parados e próximos
de locais de concentração de pessoas; • Ultrapasse
somente pela esquerda; • Pilote com segurança, sinalize
sempre; • Use equipamento de segurança: o capacete é essencial,
mas não suficiente. Use luvas, roupas e calçados
apropriados; • Pilote sóbrio: nunca beba ou use
drogas quando for pilotar.
AGÊNCIA CÂMARA
Prefeitos
têm até dia 10 de dezembro para enviar
emenda popular ao Orçamento
Os prefeitos
de municípios com até 50 mil habitantes
têm até o dia 10 de dezembro para enviar à Comissão
Mista de Orçamento os formulários com as emendas
de iniciativa popular que serão incluídas na proposta
orçamentária para 2012 e destinadas à área
da saúde. Antes disso, as câmaras municipais e as
prefeituras, conjuntamente, deverão realizar audiências
públicas com a população para decidir como
o dinheiro deve ser aplicado.
Cada cidade
poderá enviar uma emenda de iniciativa popular,
destinando recursos federais para ações específicas
dentro da área da saúde. O valor da emenda varia
de acordo com o número de habitantes da cidade:
Serão permitidas emendas para estruturar a rede de serviços
de atenção básica à saúde,
como os prontos-socorros; para melhorias sanitárias nas
residências; e para implantar ou melhorar sistemas públicos
de abastecimento de água e de esgoto. Os recursos também
poderão ser destinados à melhoria do sistema de
tratamento de lixo.
As emendas
populares são a principal inovação
do relatório preliminar à proposta de Orçamento
para 2012 (PLN 28/11). O parecer, do deputado Arlindo Chinaglia
(PT-SP), foi aprovado na Comissão de Orçamento
no último dia 10.
Segundo Chinaglia,
caso o município não consiga
indicar a emenda popular até o dia 10 de dezembro, os
recursos serão destinados para a atenção
básica à saúde. "Vamos atender 65 milhões
de brasileiros, quase 5 mil municípios, independentemente
de quem seja o prefeito, de quem sejam os vereadores”,
ressaltou o relator-geral.
Os prefeitos
deverão enviar à Comissão
de Orçamento, por Sedex, a ata da audiência pública,
a lista de presença e o Formulário de Emenda de
Iniciativa Popular, disponível no site da comissão.
O DIARIO.COM
Hospital
Evangélico
de Londrina inaugura nova UTI para adultos
Será inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (18),
em cerimônia que acontece às 19h, a nova ala da
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, do Hospital
Evangélico (HE) de Londrina. A solenidade será realizada
no auditório do HE e contará com a palestra "Qualidade
e Segurança na Unidade de Terapia Intensiva", ministrada
pelo médico Álvaro Réa Neto, de Curitiba.
Nesta ala
foram investidos aproximadamente R$ 1.200.000,00 em construção e equipamentos. A reforma foi realizada
em uma área considerada abandonada pelo hospital há mais
de 20 anos e que foi assumida pela nova administração
que gerencia a Associação Evangélica Beneficente
de Londrina (AEBEL), mantenedora do HE desde 2006, ampliando
assim a capacidade de atendimento em mais 10 leitos de UTI.
"A conclusão dessa obra representa mais uma importante
conquista no planejamento de restauração do hospital.
Nos sentimos honrados e vitoriosos, gratos pelas parcerias que
têm nos possibilitado significativas melhorias no atendimento
em saúde", disse o médico e diretor da AEBEL,
Luiz Soares Koury.
De acordo
com informações do HE, a nova UTI oferece
mais conforto e segurança, com o diferencial de possuir
leitos individuais, amplos, planejados em modernos conceitos
de hotelaria hospitalar, com facilidades de higienização
e desinfecção, atendendo as normas da Vigilância
Sanitária.
Coordenada
pela médica Cintia Grion, especialista em
Terapia Intensiva, a nova UTI recebeu apoio e recursos de um
grupo de médicos de Londrina, vindo socorrer uma área
estrangulada na cidade, notória pela carência de
leitos. "O aumento da disponibilidade de leitos de UTI permite
que o paciente tenha acesso ao cuidado intensivo mais precocemente.
E quando se trata de paciente grave, o tempo é fundamental:
o tratamento correto tem que ser dado na hora certa", ressaltou.
A nova Unidade
de Terapia Intensiva para Adultos do HE, denominada de UTI
2,
passará a funcionar oficialmente a partir do
dia 21 de novembro.
PORTAL R7
Planos
de saúde se recusam a pagar tratamento contra
câncer, aponta levantamento
Planos de
saúde se recusam a arcar com despesas de tratamentos
caros, como câncer e doenças do coração,
de acordo com levantamento realizado pela FMUSP (Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo).
O estudo,
denominado Judicialização da Assistência
Médica Suplementar, desenvolvido pelo pesquisador Mário
Scheffer, analisou 782 decisões judiciais relacionadas à exclusão
de cobertura de planos de saúde, julgadas em segunda instância
pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
(TJ-SP), em 2009 e 2010. As informações são
da Agência USP.
A análise dos processos revelou que os procedimentos
mais negados pelas operadoras foram a quimioterapia e a radioterapia,
ambos tratamentos de combate ao câncer. Juntos, correspondem
a 35,95% das ações judiciais que mencionam procedimentos
médicos recusados pela cobertura.
No que se
refere aos insumos, as órteses, próteses,
exames diagnósticos e medicamentos foram os mais excluídos
pelos planos de saúde.
AGÊNCIA CÂMARA
Câmara aprova projeto que obriga o INSS a informar resultado
de perícia
A Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania (CCJ) aprovou na quarta-feira (16) o Projeto de
Lei 7209/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que obriga
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a informar por escrito
ao segurado, ao final do procedimento, o resultado da perícia
médica para concessão de auxílio-doença.
Aprovada em caráter conclusivo, a proposta será enviada
para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisada
pelo Plenário da Câmara.
O relatório deverá conter a caracterização
do benefício como acidentário (acidente ou doença
do trabalho) ou previdenciário (doença comum).
Atualmente, a legislação não prevê um
meio para informar o cidadão que solicita o benefício.
O relator,
deputado João Paulo Lima (PT-PE), recomendou
a aprovação da proposta com emendas. Ele destacou
que a Constituição garante o direito do cidadão
a ter informação sobre seus dados pessoais. As
emendas dão mais clareza à redação
da proposta, deixando claro que, após a perícia
médica, uma cópia do laudo será entregue
ao segurado.
Prazo determinado
A proposta
aprovada prevê que o auxílio-doença
será concedido sempre por prazo determinado. Ao fim de
cada período, deverá ser feita nova perícia
até que se comprove a recuperação do paciente.
O auxílio-doença é devido ao segurado que
permanecer afastado do trabalho ou da sua atividade habitual
por mais de 15 dias seguidos. Ele está previsto na Lei
de Benefícios da Previdência Social (8.213/91).
AGENDA
- CIAD 2011 - 10º Congresso Brasileiro Interdisciplinar
de Assistência Domiciliar
De 18 a 20
de novembro em São Paulo
www.ciad.com.br
(11) 3670-3499
Centro de
Convenções Rebouças - Av. Dr.
Enéas Carvalho Aguiar, 23 - (portaria 1) São Paulo
(SP) - Brasil
O CIAD 2011
reunirá congressistas vindos de todos os
Estados do Brasil que, em três dias de atividades, poderão
trocar as mais diferentes experiências relacionadas à assistência
domiciliar sob a perspectiva dos setores público e privado,
tendo o paciente, as famílias e os cuidadores e o domicílio
como foco dos cursos, palestras, painéis, mesas-redondas
e atividades direcionadas aos profissionais da saúde que
atuam em assistência domiciliar, principalmente enfermeiros,
médicos de diversas especialidades com destaque para a
geriatria, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos,
dentistas, fisioterapeutas, entre outros. Este intercâmbio
de idéias se concretiza também por meio da apresentação
de trabalhos (pôsteres), além de estandes abertos à visitação.
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia
Médica
2011
De 23 a 25
de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.
Bourbon Cataratas
- Foz do Iguaçu - PR
(41) 3018-1790
http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/
silvana@confianceeventos.com.br
IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para
o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização
não-governamental, não-comercial, fundada para
difundir o método diagnóstico complementar por
termografia médica, aumentar a comunicação
e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área
com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos
de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada
por representantes de vários países e sociedades
de termologia médica.
Os princípios definidos no Consenso serão implementados
por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação
de cada país, levando em consideração as
diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.