18-11-11

 

Leia nesta edição:

- Maior investimento em pesquisa cria centros de excelência no país

- Anticoncepcional com hormônio drospirenona pode provocar problemas de saúde

- Faltam técnicos especializados no país

- Depois dos 40, aumenta o risco de problemas de retina

- Adesão cresce 8,6% e receita alcança R$ 73 bilhões

- Ministério da Saúde prepara documento para Rio +20

- Saúde Indígena convoca 533 aprovados em concurso

- Saúde da Pessoa com Deficiência terá investimento de R$ 1,4 bilhão

- Hospital recruta homens para pesquisa sobre compulsão sexual

- Hospital Mario Covas anuncia nova gestão

- Anvisa diz que bebida de Aloe vera traz risco à saúde

- Trauma lança campanha de trânsito para reduzir acidentes

- Prefeitos têm até dia 10 de dezembro para enviar emenda popular ao Orçamento

- Hospital Evangélico de Londrina inaugura nova UTI para adultos

- Planos de saúde se recusam a pagar tratamento contra câncer, aponta levantamento

- Câmara aprova projeto que obriga o INSS a informar resultado de perícia

Sexta-feira, 18.11.11

BRASIL ECONÔMICO

Maior investimento em pesquisa cria centros de excelência no país

Investimentos em pesquisas e equipamentos elevaram centros médicos do Brasil como os hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein de São Paulo (HIAE), mais a rede Fleury Medicina e Saúde ao patamar dos mais eficientes e avançados tecnologicamente em centros de medicina mundiais.

Em evidência nas últimas semanas por tratar o ex-presidente Lula e o ator Reynaldo Gianecchini, o Sírio dispõe hoje do mais moderno e bem equipado Centro de Diagnóstico do Brasil. "A área em que nos descolamos à frente dos demais hospitais, tanto em diagnóstico quanto na assistência aos pacientes, é a de radioterapia para tratamento de tumores", afirma Gonzalo Vecina Neto, diretor do Sírio.

Papas da medicina universal nas mais diversas áreas, que visitam a instituição são unânimes em situá-la no mesmo patamar dos mais avançados centros médicos mundiais. "Estamos tão bem equipados quanto os grandes centros europeus e americanos", garante Vecina.

Um dos pontos que distinguem o Sírio é que ele dispõe em seu Centro de Diagnóstico de um sistema que permite obter imagens milimétricas de tumores. Para tanto são usadas duas metodologias: a Imagem Guiada de Radioterapia (IGR), que emprega software para calcular e delimitar a área do tumor; e a Imagem Modularizada de Radioterapia (IMRT) utilizada na detecção e tratamento de tumores em órgãos que se movem.

Por métodos tradicionais, os médicos precisam delimitar áreas muito maiores do organismo.

Por estes são delimitadas milimetricamente áreas menores reduzindo a exposição do paciente que sofrerá radiação - uma preocupação mundial da medicina, já que ela pode gerar novos tumores.

Também o Einstein trouxe para o país o primeiro tomógrafo, multidetectores Aquilion One, utilizado nos principais hospitais do mundo, que reduz o tempo de exames e produz menos radiação. "Nos equipamentos de tomografia atuais, em cada rotação do tubo de raios X obtínhamos 64 imagens do órgão. Com o novo tomógrafo, em uma única rotação a aquisição é de 320 imagens, sendo possível cobrir, por exemplo, toda a área do coração", explica Fernando Kay, radiologista do Departamento de Imagem da Medicina Diagnóstica do Einstein.

A Hematologia do Albert Einstein conta, ainda, com o Centro Oncológico para tratamento dos pacientes com linfomas, leucemias e mielomas. O hospital dispõe, também, de uma nova ala para transplante de células-tronco - o mais caro e complexo dentre todos os transplantes, informa o hospital.

E em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu uma modalidade pioneira de transplantes em esclerose múltipla, lupus e outras doenças, com bons resultados em 70% dos casos.

PORTAL UOL

Anticoncepcional com hormônio drospirenona pode provocar problemas de saúde

Depois que estudos científicos indicaram que o uso do hormônio drospirenona aumenta o risco de trombose venosa, tromboembolia pulmonar e formação de coágulos sanguíneos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai monitorar os casos de reações adversas graves em mulheres que tomam anticoncepcionais que levam esse hormônio em sua composição.

Os artigos, que foram publicados pela FDA (Food and Drugs Administration), a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, e no periódico científico British Medical Journal, mostram a ocorrência de tais problemas de saúde e, ainda, afirmam que mulheres que fazem uso de anticoncepcionais à base de drospirenona têm de duas a três vezes mais chances de ter trombose venosa em comparação com mulheres que usam anticoncepcionais com outro hormônio, o levonorgestrel.

A Anvisa contará com a ajuda de médicos nesse processo, que deverão informar qualquer reação adversa grave em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona, mesmo que as reações estejam descritas na bula, através do sistema Notivisa, disponível no site da Agência.

A Agência alerta que “as pacientes em uso de anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona devem seguir todas as recomendações do médico que as acompanha. É importante comunicar imediatamente ao médico caso desenvolvam reações adversas durante o uso, mesmo que as reações constem da bula".

Contudo, a Anvisa esclarece que, até que seu parecer seja definido, é favorável ao uso do medicamento, desde que sob supervisão médica e seguindo as orientações do fabricante expressas na bula.

BRASIL ECONÔMICO

Faltam técnicos especializados no país

Consumidores devem ficar com o custo extra das novas exigências, acreditam executivos da área

A viabilidade das operadoras de planos de saúde de oferecerem cobertura de 46 cirurgias a partir do ano que vem, como determinam as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), está sendo questionada por entidades do setor. Para a Associação Brasileira de Medicina em Grupo (Abramge), as operadoras terão dificuldades para atender às medidas em virtude do alto nível de especialização que algumas intervenções exigem. "Todas as cirurgias já são feitas pelas operadoras. O problema é que cirurgias como a videolaparoscopia, um dos procedimentos previstos nas novas regras, não conta com especialistas devidamente treinados em todo o país", afirma Arlindo de Almeida, presidente nacional da Abramge.

Segundo ele, além das operadoras de planos de saúde ficarem sem respaldo para atender esse tipo de cirurgia em localidades fora dos grandes centros do país, a inexistência de equipamentos apropriados também será um entrave. "O procedimento da laparoscopia exige equipamentos sofisticados como vídeo, telas de imagens, monitores e laparoscópios que praticamente não existem em boa parte do país", observa o presidente nacional da Abramge.

As operadoras ainda não calcularam o quanto estes procedimentos poderão impactar nos custos. "Só saberemos o impacto dos custos depois que as medidas entrarem realmente em vigor", afirma Almeida.

O presidente da Abramge sugere que os custos com estes tipos de cirurgias deveriam ser calculados antes das determinações serem implementadas. "Antes de se lançar medidas como estas, deveriam ser feitos cálculos atuariais para se saber o custo destes tipos de procedimentos", apregoa.

Ele não descarta que as medidas devem pesar no bolso dos beneficiários. "Os planos vão encarecer. Além disso, esse tipo de determinação pode elitizar os planos de saúde", afirma Almeida.

Para Guilherme Assis, analista de Health Care, da James Raymond, as medidas devem ser absorvidas pela maioria dos planos, mas os beneficiários devem arcar com a despesa. "75% dos planos repassam os aumentos dos custos para os usuários", observa.

Em comunicado, a Sulamérica Seguros informou que "está preparada para atender às novas exigências da ANS em relação à atualização do rol de procedimentos e eventos em saúde".

Segundo a operadora, "os sistemas de operações foram atualizados e circulares de comunicação serão enviadas a toda a rede de prestadores com o detalhamento de como serão as codificações dos novos procedimentos, que serão atendidos tanto pela rede referenciada SulAmérica como por reembolso".

A seguradora finaliza o comunicado informando ainda que não há um estudo prévio dos impactos da inclusão dos itens no rol de procedimentos. "Isso será possível apenas em 2012, quando poderemos medir o volume da demanda que essas alterações acarretarão no mercado de saúde suplementar e, principalmente, para as operadoras de saúde."

GLOBO.COM

Depois dos 40, aumenta o risco de problemas de retina

Oftalmologistas alertam que os primeiros sinais de problemas na visão devem ser diagnosticados e tratados imediatamente porque quanto mais se demora para obter ajuda médica, mais difícil se torna recuperar a vista em sua plenitude. Tratamentos modernos podem fazer maravilhas, desde que sejam iniciados antes de o dano tornar-se irreversível. Um atraso no atendimento por um especialista pode diminuir a capacidade da retina e mesmo a melhor terapia para preservar ou restaurar a visão normal pode revelar-se inútil.

Os médicos oftalmologistas Tien Y. Wong, da Universidade Nacional de Cingapura, e Ingrid Scott, do Penn State Hershey Eye Center, observaram numa revisão de estudos médicos de vários países que pessoas com mais de 40 anos estão mais sujeitas a problemas graves como oclusão ou descolamento da retina.

A retina é uma camada de tecido na parte de trás do olho, que coleta a luz transmitida através da lente. Células fotorreceptoras especiais na retina convertem a luz em impulsos nervosos, que são transmitidos ao cérebro. No centro da retina, há uma área especialmente crítica chamada mácula, que permite ver tudo que está diretamente na frente dos olhos, como as palavras em uma página, o rosto de uma pessoa, a estrada à frente ou a imagem em uma tela.

Quando o fluxo sanguíneo na retina é bloqueado, ou quando a retina se descola da parede do olho, surgem problemas graves que, se diagnosticados corretamente, exigem atendimento de emergência. Como em todos os tecidos vivos, a retina é altamente dependente de um fornecimento constante de oxigênio pelo sangue. Se alguma coisa perturbar este fornecimento, a visão vira risco. Dois percalços da retina - a oclusão da veia-retinal e o descolamento de retina - podem ocorrer em qualquer idade, mas ambos são mais comuns entre os idosos.

A oclusão retinal venosa ocorre em uma ou duas pessoas em 100, em grupos com mais de 40 anos, na maioria das vezes por causa de um coágulo e por aterosclerose, isto é, o endurecimento das artérias da retina, que aumenta a pressão sobre uma veia central da retina.

A visão nublada de uma vista, por exemplo, pode ser resultado de um bloqueio parcial na veia central, que drena o sangue da retina. O bloqueio causado pela pressão nos capilares que levam sangue para a retina pode vazar para o centro do olho, turvando a visão. O bloqueio e as suas consequências são análogos a um ralo de pia entupida: se a água continua correndo na pia, ele acabará por derrame por cima. A oclusão da retina é uma causa comum de perda de visão em pessoas idosas, ficando atrás apenas da retinopatia diabética como distúrbio dos vasos sanguíneos da retina, segundo um relatório do New England Journal of Medicine.

A oclusão da veia da retina, na maioria das vezes envolve uma veia, o que é menos grave. Em metade dos casos, resolve-se por conta própria, dentro de seis meses. Se o tratamento for necessário, os pacientes costumam responder bem à terapia com laser.

Já a oclusão da veia central da retina pode causar inchaço da mácula e perda da visão central. Neste caso, injeções de esteróides no olho podem ser eficazes eficazes.

A pressão arterial elevada é o principal fator de risco para doença ocular, mas a oclusão retinal venosa costuma estar associada ao diabetes, aos lipídios elevados no sangue, ao tabagismo, a doenças renais e ao glaucoma.

Normalmente, os pacientes apresentam perda repentina de visão em um olho. A extensão da perda da visão depende de quanto da retina é afetada, e de saber se a mácula está envolvida. Na maioria das vezes, o diagnóstico pode ser feito com base em um exame clínico. Há um teste chamado angiografia com fluorescência, freqüentemente realizado para avaliar a gravidade.

O descolamento de retina, que ocorre em cerca de 18 em cada 100.000 pessoas por ano, é muito menos comum do que a oclusão da veia da retina, mas é mais propensos a causar perda permanente da visão, se não for tratado rapidamente. Quanto mais tempo a retina permanece descolada, menos provável é a restauração da visão. Por isso, é vital reconhecer os sintomas e procurar tratamento o oftalmologista sem demora.

Descolamento de retina é indolor, mas quase sempre provoca sintomas: a súbita aparição de manchas, pêlos ou cordas no campo visual, flashes repentinos e breve de luz, mesmo quando seus olhos estão fechados, ou uma sombra sobre parte do seu campo visual. Há pacientes que relatam ter visto manchas no canto interno do olho.

Buracos da retina, ou lágrimas, também podem resultar do afinamento da retina com o avanço da idade, ou de outras doenças oculares. As lágrimas da retina (o líquido do vítreo) podem vazar por trás, para longe da parede do olho, impedindo que imagens de células fotorreceptoras cheguem ao cérebro. O resultado é um blackout da visão na parte afetada da retina.

Além da idade, fatores de risco para descolamento de retina incluem miopia extrema, uma história familiar do problema, um destacamento anterior em um olho, a cirurgia de catarata e lesões oculares graves. O tratamento mais simples, chamado de retinopexia pneumática, é feito no consultório médico, sob anestesia local. Uma bolha de gás é injetada na cavidade vítrea. À medida que o gás se expande, ele pressiona a retina contra a parede do olho e fecha o intervalo. O paciente deve permanecer virado para baixo por vários dias para manter a bolha no lugar certo. O descolamento da retina é muitas vezes permanentemente selado com uma sonda de congelamento ou laser.

Outro tratamento comum é a flambagem escleral, feita em um hospital, sob anestesia geral. Uma banda de silicone permanente é costurada à parede externa do globo ocular, criando um recorte que pressiona as costas da retina.

A terceira técnica, vitrectomia, também é feita em um hospital. O gel vítreo que está puxando a retina é removido e substituído por gás ou líquido, para recolocar a retina. O procedimento é, às vezes, combinado com flambagem escleral.

Após o tratamento, a visão pode levar muitos meses para melhorar. O tratamento em si também pode causar catarata, exigindo nova cirurgia.

BRASIL ECONÔMICO

Adesão cresce 8,6% e receita alcança R$ 73 bilhões

Média anual de alta é de 4,5%, mas expansão foi beneficiada pelo aumento da renda e da expectativa de vida dos contribuintes

Superando a média nacional de adesões, de 4,5%, somente no último ano os planos de saúde registraram um aumento de 8,6%. A expansão foi impulsionada pela economia favorável, aumento de renda das classes menos favorecidas, melhoria na expectativa de vida.

Além disso, a oferta do plano de saúde como diferencial por empregadores contribuiu para o aumento das adesões. Segundo a Fenasaúde -Federação Nacional de Saúde Suplementar, representante institucional das seguradoras especializadas na área, enquanto a economia estiver em crescimento, o setor irá crescer. "Mesmo com as novas regras impostas na última Resolução Normativa, o setor deve continuar em crescimento, principalmente em novas adesões", afirma Marcio Coriolano, presidente da Fenasaúde.

Entretanto, o Brasil é um dos únicos países do mundo em que os serviços em saúde privados superam os públicos. "Em outros países cerca de 70% é financiado pelo governo, proveniente do pagamento dos impostos dos cidadãos", informa Arlindo de Almeida, presidente nacional da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), entidade representante de cerca de 250 operadoras de planos de saúde.

Segundo Coriolano, o aumento de adesões representa às empresas uma base de aproximadamente 46,6 milhões de pessoas usuárias, além de mais de 15 milhões aderirem também a planos odontológicos, segundo informações da entidade levantadas em junho deste ano.

Mesmo com um faturamento registrado na casa dos R$ 73 bilhões, entre janeiro e outubro, o crescimento em relação ao ano de 2010 no período foi de apenas 3,8%. "Isso acontece porque, a cada R$ 100 arrecadados pela taxa de sinistralidade do mercado, R$ 79 vão para despesas de assistência, R$ 14,3 para administração, R$ 3,3 para comercialização, R$ 2,1 para impostos e sobram R$ 1,3 para as operadoras", argumenta Coriolano.

No quesito fusões e aquisições as empresas de saúde são fortes candidatas a liderarem as negociações. No entanto, é necessário avaliar os riscos de cada operação para evitar a formação de monopólio. "Para isso o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) está atento", complementa Almeida, da Abramge. Por enquanto, segundo o executivo, esse risco não é real.

Entretanto, o maior grupo brasileiro em fusões e aquisições hospitalares é a Amil. A empresa, desde 2002, comprou as companhias menores operadoras Ampla, ASL, Dix, Life System, Lincx e Saúde Excelsior, além de obter autorização, para a compra da Medial recentemente. Além disso, a empresa adquiriu as carteiras de clientes dos seguros da Porto Seguro, bem como da Semic e dos hospitais Clínicas de Brasília, Pró-Cardíaco (em Belo Horizonte), Casa de Saúde Lúcia e Samaritano (ambos no Rio).

Quinta-feira, 17.11.11

PORTAL DA SAÚDE

Ministério da Saúde prepara documento para Rio +20

Grupo de Trabalho formado por vários setores do ministério elabora documento que trará histórico do SUS desde a Conferência Rio 92 e traçará desafios para os próximos anos

O Ministério da Saúde está elaborando documento com informações específicas sobre a saúde no Brasil para serem discutidas no contexto da Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, Rio +20, que será realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro, a ser presidida pelo Governo Brasileiro. Os avanços do atendimento a saúde no país desde a realização da Conferência Rio 92 e os desafios que a saúde irá enfrentar após a Conferência Rio +20 são alguns dos temas abordados. “Em 1992 o SUS cobria 3% da atenção básica, hoje atendemos 61%, ou seja, mais de 100 milhões de pessoas são beneficiadas. Além disso, a significativa melhoria das condições sanitárias urbanas. Esses fatos são um grande avanço para a saúde no Brasil”, diz o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto.

Além de apontar pontos positivos, o documento pretende mostrar outros fatos que afetam a saúde da população, como o caso da urbanização descontrolada. O Brasil é o país mais urbanizado da América Latina, dado que não significa, obrigatoriamente, qualidade de vida. “O que temos hoje são aglomerados urbanos estruturados de forma não planejada, onde a população está em péssimas condições e a saúde da população é diretamente afetada por esse crescimento desordenado”, ressalta Guilherme Netto.

Para elaborar o documento o Ministério da Saúde criou o Grupo de Trabalho (GT) para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio +20. No dia 14 de novembro o GT realizou reunião sobre a saúde na Rio +20, durante o Congresso de Epidemiologia da Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), em São Paulo.

O objetivo do encontro foi obter contribuições ao documento do Ministério sobre saúde e desenvolvimento sustentável. Durante o evento, congressistas de diversas áreas da saúde estiveram presentes e contribuíram de forma positiva para o desenvolvimento do texto. Entidades como a ABRASCO e o CEBES serão estimuladas a contribuir para a visão da saúde sobre a Rio + 20.

Previamente ao encontro no Congresso da ABRASCO, nos dias 10 e 11 de novembro, representantes do Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde participaram de um evento promovido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Durante o encontro foi realizada uma consulta aos países das Américas sobre o tema desenvolvimento sustentável e saúde, resgatando as principais realizações da saúde no Brasil desde a Conferência Rio 92; os desafios para o ciclo que se iniciará a partir da Rio +20.

“Ministério da Saúde irá realizar um grande encontro sobre o tema em abril de 2012. Ainda, está realizando gestões junto à Comissão Organizadora da Rio +20 para que a programação da conferência contemple os debates sobre as interfaces entre a saúde e o desenvolvimento sustentável”, explica Guilherme Franco.

Grupo de Trabalho-No mês de agosto de 2011, foi publicada Portaria do Ministério da Saúde 2030/11 que instituiu o Grupo de Trabalho da Saúde para a Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável (RIO + 20).

O GT tem o compromisso de formular propostas de contribuição da saúde para os eixos da Conferência Rio +20: economia verde no combate à miséria; governança visando o fortalecimento do desenvolvimento sustentável; e articular a participação do setor Saúde na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20).

PORTAL DA SAÚDE

Saúde Indígena convoca 533 aprovados em concurso

Profissionais de nível médio e superior vão reestruturar os Distritos Sanitários Especiais de Saúde Indígena em todo o país

O Ministério da Saúde convocou nesta quinta-feira (17) 533 profissionais de nível superior e médio aprovados no processo seletivo simplificado, realizado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em 2010. A contratação é imediata e as vagas são para atividades administrativas. Os profissionais vão recompor a força de trabalho na área de gestão nos 34 Distritos Sanitários Especiais de Saúde Indígena (Dsei) da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). O chamamento integra o projeto de Reestruturação e Qualificação da Atenção à Saúde Indígena no país.

Entre os 533 postos de trabalho, 171 são para atividades administrativas de nível superior e 362 para nível médio. Entre os profissionais convocados, por meio de edital, estão: contadores, administradores, economistas, técnicos em contabilidade e pessoal para apoio administrativo. “Esses profissionais são um reforço à Sesai e aos DSEIs, na perspectiva da estruturação dos distritos como unidades gestoras autônomas, capazes de fazerem compras e licitações, por exemplo,”, explicou o secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Antônio Alves de Souza.

De acordo com o Edital nº 21/SE/MS, publicado no Diário Oficial da União de 17 de novembro, os 533 serão convocados por meio de telegrama, que será enviado para o endereço indicado no formulário de inscrição. Se o candidato não se pronunciar no prazo de dez dias úteis, contados a partir do recebimento da correspondência, será excluído do processo seletivo. Neste caso, será convocado o candidato com classificação subsequente. Conforme o edital, os profissionais deverão comparecer ao endereço do DSEI para a qual concorreram a uma vaga, no horário das 9 às 17 horas, portando a documentação necessária para a efetivação da contratação.

CONCURSO

No total, foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) a contratação de 269 vagas para profissionais de saúde de nível superior (já convocados e contratados pelo Ministério da Saúde em 05 de maio de 2011) e 533 para atividades administrativas de nível superior e médio convocados nesta quinta-feira (17), que devem ser preenchidas por completo, respeitando os trâmites legais.

PORTAL DA SAÚDE

Saúde da Pessoa com Deficiência terá investimento de R$ 1,4 bilhão

Ações do Ministério da Saúde fazem parte do plano Viver sem limite lançado hoje pela presidenta Dilma Rousseff que beneficiará 45 milhões de brasileiros.

O Ministério da Saúde é um dos 15 órgãos envolvidos nas ações do Viver Sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, lançado nesta quinta-feira (17) pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

O programa, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos, visa a atender os cerca de 45 milhões de brasileiros - 23,9% da população - que possuem algum tipo de deficiência.“É preciso que olhemos para as pessoas com deficiência de outro modo, fortalecendo o seu protagonismo, promovendo a sua autonomia e eliminando barreiras”, disse, emocionada, a presidenta Dilma.

Por meio de ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade, o Plano tem o objetivo de promover a cidadania e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, promovendo sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda a população.

Para garantir o cumprimento eficaz das propostas, o ministro Alexandre Padilha assinou ontem portaria que institui o Comitê Nacional de Assessoramento e Apoio às Ações de Saúde do Plano Nacional para Pessoas com Deficiência. A portaria foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

Com investimento de R$ 1,4 bilhão, de um total de R$ 7,6 bilhões, o eixo da saúde ampliará ações de prevenção às deficiências, criação de um sistema nacional para o monitoramento e a busca ativa da triagem neonatal, com um maior número de exames no Teste do Pezinho.

O ministério também está estruturando a Rede de Atenção à Saúde Pessoa com DeficiênciaSUS, que será um conjunto de serviços, ações e estratégias de saúde com o objetivo de garantir a assistência integral a toda população que necessita deste tipo de atendimento.

"Pela primeira vez uma rede desse porte é estruturada. Queremos que todos os estados tenham um centro de referência com os quatro atendimentos específicos (visual, física, intelectual e auditiva) para as pessoas com deficiência. Por isso, fizemos parceria com os centros de excelência e reabilitação", afirmou o ministro Padilha.

A rede de reabilitação do SUS é composta por diversos serviços especializados em deficiência física, visual, auditiva e intelectual, oficinas ortopédicas, unidades básicas de saúde e hospitais, voltados para o enfrentamento de problemas das pessoas com deficiência.

Dentro dessa rede, estão os Centros Especializados de Reabilitação (CER), que serão implantados a partir de 2012. Os CERs são serviços que agregam tecnologia para atender às várias modalidades de cuidado específicas para os diferentes tipos de deficiência, com qualidade e efetividade no cuidado.

Até 2012, está prevista a criação de 45 novos CER, bem como a qualificação dos serviços já existentes. Para facilitar o acesso da pessoa com deficiência aos locais de reabilitação, serão distribuídos 88 veículos adaptados para o transporte de pessoas com deficiência.

Do valor investido pelo Ministério da Saúde, R$ 949 milhões serão destinados ao fornecimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, procedimentos de manutenção e materiais especiais.O valor será investido no período de 2012 e 2014.

Inédito no SUS, o investimento na manutenção das órteses e próteses permitirá aos usuários constante conservação do material. Além disso, o ministério promoverá, a cada dois anos, a atualização da lista de itens oferecidos para evitar sua defasagem do material oferecido.

Cadeiras de rodas –Visando a melhor qualidade de vida dos mais de 75 mil cadeirantes no Brasil, o Ministério da Saúde pretende adaptar as cadeiras de rodas dos mais de 75 mil brasileiros a partir do ano que vem. A medida terá um investimento de R$ 42,5 milhões.

O Ministério da Saúde e a AACD, por meio de parceria e cooperação técnica, realizam a concessão e adaptação de cadeira de rodas a 3.891 pessoas que hoje estão em fila de espera da instituição. Destas, 3.736 terão adaptação convencional e 155, adaptação digital. Isto significa um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões ainda neste ano.

As cadeiras adaptadas auxiliam na manutenção da postura desses pacientes, minimizando o estresse ósseo e dos tecidos moles, garantindo maior conforto pela maior distribuição da área de contato. Corrigindo a postura, previnem-se deformidades, contraturas, lesões de pele (como as úlceras de decúbito). Há melhora também nas condições de acessibilidade, transporte e mobilidade dos deficientes, de forma dependente ou independente.

Haverá ainda expressivo fortalecimento das ações de habilitação e reabilitação, atendimento odontológico, ampliação das redes de produção e acesso a órtese e prótese. Também terão reforço as ações clínicas e terapêuticas, com a elaboração e publicação de protocolos e diretrizes de várias patologias associadas à deficiência.

Comitê

O Comitê Nacional de Assessoramento e Apoio às Ações de Saúde do Plano Nacional de para Pessoas com Deficiência estabelecerá os padrões de qualidade dos serviços, definirá os critérios de organização e funcionamento, apoiará sua qualificação e a capacitação de seus profissionais. O Comitê será formado por representantes das secretarias do Ministério da Saúde, seus órgãos vinculados, além de instituições em excelência.

PORTAL R7

Hospital recruta homens para pesquisa sobre compulsão sexual

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (17) que assinou acordo para começar a produzir no Brasil um kit que faz o diagnóstico rápido do HIV, vírus da Aids.

A PDP (Parceria de Desenvolvimento Produtivo) foi feita com o objetivo de produzir o equipamento para o SUS (Sistema Único de Saúde). Mas, os kits só estarão disponíveis a partir de 2014.

A transferência da tecnologia para o desenvolvimento dos kits no país foi acertada com o ICC (Instituto Carlos Chagas) Fiocruz-Paraná e a Lifemed Industrial de Equipamentos e Artigos Médicos Hospitalares.

Além de rápido, o resultado fica pronto em minutos, o kit também é portátil e pode ser usado nos próprios consultórios médicos.

O protótipo, desenvolvido pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), utiliza uma gota de sangue para identificar além do HIV outras doenças como rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B.

O equipamento deve facilitar a execução dos testes em locais remotos. Ele será indicado para o diagnóstico de doenças infecciosas durante o período pré-natal.

RD ONLINE

Hospital Mario Covas anuncia nova gestão

Maior hospital público do ABC, o estadual Mário Covas passará por novo momento a partir de 2012. Pela primeira vez, desde a fundação em 2001, a superintendência não estará a cargo de Geraldo Reple Sobrinho. O decano, como antecipado pelo RD Online, a partir de janeiro estará sob o comando de Desiré Carlos Callegari, hoje diretor técnico e professor de Anestesiologia da Fundação do ABC, gestora do hospital.

Inicialmente chegou-se a cogitar a possibilidade de alterar o estatuto para garantir a permanência de Reple, mas a empreitada arrefeceu. Por ser custeado pelo governo estadual, comandado há décadas pelo PSDB, Geraldo Reple sempre foi visto como pessoa ligada diretamente à ala tucana, rótulo que ele, de pronto, rechaça. “Sou do PS (Partido da Saúde)”, diz.

Reple diz que nunca foi filiado a partido político e “sequer” chegou a ser sondado. O contato partidário mais próximo ocorreu entre 2007 a 2009, quando o superintendente comandou, sem estar filiado, o Instituto Teotônio Vilela, braço do PSDB.

Porém, segundo informações, Reple teria, recentemente, ingressado nas fileiras do tucanato de Santo André para reforçar possível raia majoritária, encabeçada pelo vereador Paulinho Serra (PSDB).

O sucessor de Reple, Desiré Callegari, é filiado ao PSDB andreense.

Modelo ganhou aprovação

O superintendente Geraldo Reple Sobrinho afirma, categoricamente, que o sucesso, verificado nos altos índices de aprovação dos usuários, se deve ao modelo de atendimento do Hospital Mário Covas.

“É um modelo vencedor, tudo feito de forma eletrônica, que atraiu o apoio dos prefeitos desde o início, porque entenderam o modelo. Só foi viável até hoje porque não é porta aberta. As pessoas têm atendimento inicial na UBS ou pronto-socorro de bairro e, mediante a gravidade, são encaminhadas ao Mário Covas. Ao que ele (hospital) se prestou até hoje, tem dado conta do recado”, diz.

Segundo Geraldo Reple, se o Mário Covas fosse “porta aberta” à população, não daria conta da demanda, pois seriam necessários outros três no mesmo padrão.

“Temos capacidade instalada, hoje de 20 mil consultas/mês. Se fosse procura direta, nós deveríamos fazer o dobro ou o triplo disso. Isso é impossível porque, nossa estrutura, tem limite físico. O Mário Covas é o hospital dos hospitais”, afirma.

Apesar de apresentar atendimento disputado por pacientes atendidos pelo SUS, o hospital corre, mensalmente, para bater a meta de consultas, a qual interfere diretamente no repasse orçamentário do Estado, responsável pelo equipamento.

“Nós temos metas qualitativas e quantitativas. No começo nos pedíamos consultas porque faltavam pacientes. Isso, por incrível que pareça, continua. Se um médico atende 10 consultas, nós marcamos 40% a mais para atingir a meta. Apesar disso, ainda tem desconexão. Temos a perda primária, que não é nem agendada e temos a consulta que é agendada, mas a pessoa falta”, explica.

Em 2001, o hospital foi inaugurado fruto de um investimento de R$ 60 milhões para atender pacientes dos sete municípios. Atualmente, o orçamento para manter o espaço é o dobro.

Heliponto e farmácia são prioridades

Para os próximos meses, as prioridades do Hospital Mário Covas são a construção do heliponto, que vai contemplar, por exemplo, os constantes pousos do helicóptero Águia da PM e a ampliação da Farmácia Popular.

Ainda de acordo com o superintendente, a instalação de mais um hospital regional, a exemplo do Mário Covas e Serraria, não deve ser avaliada antes da inauguração dos demais equipamentos previstos para a região, como a AME de Mauá, o pleno funcionamento da AME Santo André, e a otimização do atendimento do Nardini, também em Mauá.

Além das iniciativas do Estado, estão em andamento intervenções municipais como o Hospital de Clínicas, em São Bernardo, e a construção das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), parceria com o governo federal.

Os números do hospital são importantes. Por mês, são 15 mil consultas e mais de 10 mil atendimentos em reabilitação e outros procedimentos. Na área de exames, só a patologia clínica realiza média de 800 mil exames durante o ano. Em imagens, são 1,3 mil tomografias e cerca de 4 mil de exames de radiologia, a cada mês. (LA)

Responsabilidade do Estado e com 1,7 mil colaboradores, o hospital tem parceria com a Fundação do ABC e Faculdade de Medicina do ABC.

‘De Clínicas’ era seu primeiro nome

O HEMC foi inicialmente projetado para ser o Hospital de Clínicas de Santo André, depois Hospital de Clínicas Regional, a exemplo do HC de São Paulo. Teve as obras lançadas em 1978, mas sofreu inúmeras interrupções ao longo dos anos, por falta de pagamento às empreiteiras, trocas de prefeitos e não repasse de recursos estaduais e federais.

Em campanha à reeleição, o então governador Mário Covas prometeu retomar a construção, parada também no seu primeiro mandato. O ex-governador encontrou 15 hospitais inacabados pelo Estado e deu nova solução para seu funcionamento: entregar a gestão à iniciativa privada, na forma de OSSs (Organizações Sociais de Saúde).

A Fundação do ABC, mantenedora da Faculdade de Medicina do ABC e à época gestora de dois hospitais universitários (Anchieta e HMU, em São Bernardo), habilitou-se e venceu a licitação para administrar também o HEMC, cuja primeira etapa, após a morte de Mário Covas, em março de 2001, foi inaugurada em 20 de novembro daquele ano pelo então governador Geraldo Alckmin. O equipamento iniciou com serviços de hospital-dia, imagem e ambulatório, e atingiu o milésimo atendimento já no primeiro mês de atividades. A segunda etapa foi entregue em 2002.

FOLHA.COM

Anvisa diz que bebida de Aloe vera traz risco à saúde

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou nesta quinta-feira um informe técnico que aponta ausência de comprovação de segurança no consumo de alimentos e sucos à base de Aloe vera.

Na última segunda-feira, a agência vetou venda, fabricação e importação de alimentos e bebidas à base de aloe vera. Em alimentos, ela só pode ser usada como aditivo, empregada como aromatizante.

"As evidências científicas avaliadas até o momento não comprovam a segurança de uso dos produtos contendo Aloe vera como alimento (...) Com o intuito de proteger e promover a saúde da população, os produtos contendo Aloe vera não devem ser comercializados no Brasil como alimento até que os requisitos legais que exigem a comprovação de sua segurança de uso sejam atendidos", diz o documento.

Um dos pontos levantados pela Anvisa é que duas substâncias (antraceno e a antraquinona) presentes na Aloe vera são mutagênicas, isto é, podem causar mutação nas células.

PB AGORA

Trauma lança campanha de trânsito para reduzir acidentes

O Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, Dom Luiz Gonzaga Fernandes, vai lançar nesta quinta-feira (17) a Campanha "Natal da Vida: Trânsito Seguro”. A solenidade será realizada no auditório do Hospital, às 9h, e contará com a presença da diretoria do Trauma, do Arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha, e representantes do Conselho Municipal de Saúde, do Ministério Público e da Associação Campinense de Imprensa (ACI).

A realização da campanha foi motivada após um levantamento de dados realizado pelo hospital, que revelou um índice elevado de acidentes envolvendo carros e motos. De janeiro a outubro deste ano, dos 6.899 atendimentos registrados no Trauma de Campina Grande, 90% foram de colisões envolvendo motocicletas.

O Trauma de Campina Grande conta com 250 médicos, sendo 27 de plantão 24 horas em todas as especialidades de urgência. A unidade hospitalar tem ainda 150 enfermeiros, 450 técnicos de enfermagem, 48 fisioterapeutas, 30 assistentes sociais, 25 psicólogos e 1.700 funcionários técnico-administrativos. O Hospital é o único na região da Borborema que possui Unidade de Queimados em atendimento hospitalar e ambulatorial e é referência para 173 municípios paraibanos, atendendo também pacientes do Rio Grande do Norte e de Pernambuco.

Para a campanha, serão abordadas as seguintes orientações aos motoristas:

• Respeite os limites de velocidade; • Ande com farol aceso. Procure ver e ser visto; • Utilize capacete com viseira ou óculos; • Respeite as faixas de pedestres e preferências rotatórias; • Evite costurar no trânsito, fazendo S ou ziguezague entre veículos; • Reduza a velocidade nos cruzamentos entre carros parados e próximos de locais de concentração de pessoas; • Ultrapasse somente pela esquerda; • Pilote com segurança, sinalize sempre; • Use equipamento de segurança: o capacete é essencial, mas não suficiente. Use luvas, roupas e calçados apropriados; • Pilote sóbrio: nunca beba ou use drogas quando for pilotar.

AGÊNCIA CÂMARA

Prefeitos têm até dia 10 de dezembro para enviar emenda popular ao Orçamento

Os prefeitos de municípios com até 50 mil habitantes têm até o dia 10 de dezembro para enviar à Comissão Mista de Orçamento os formulários com as emendas de iniciativa popular que serão incluídas na proposta orçamentária para 2012 e destinadas à área da saúde. Antes disso, as câmaras municipais e as prefeituras, conjuntamente, deverão realizar audiências públicas com a população para decidir como o dinheiro deve ser aplicado.

Cada cidade poderá enviar uma emenda de iniciativa popular, destinando recursos federais para ações específicas dentro da área da saúde. O valor da emenda varia de acordo com o número de habitantes da cidade:

Serão permitidas emendas para estruturar a rede de serviços de atenção básica à saúde, como os prontos-socorros; para melhorias sanitárias nas residências; e para implantar ou melhorar sistemas públicos de abastecimento de água e de esgoto. Os recursos também poderão ser destinados à melhoria do sistema de tratamento de lixo.

As emendas populares são a principal inovação do relatório preliminar à proposta de Orçamento para 2012 (PLN 28/11). O parecer, do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi aprovado na Comissão de Orçamento no último dia 10.

Segundo Chinaglia, caso o município não consiga indicar a emenda popular até o dia 10 de dezembro, os recursos serão destinados para a atenção básica à saúde. "Vamos atender 65 milhões de brasileiros, quase 5 mil municípios, independentemente de quem seja o prefeito, de quem sejam os vereadores”, ressaltou o relator-geral.

Os prefeitos deverão enviar à Comissão de Orçamento, por Sedex, a ata da audiência pública, a lista de presença e o Formulário de Emenda de Iniciativa Popular, disponível no site da comissão.

O DIARIO.COM

Hospital Evangélico de Londrina inaugura nova UTI para adultos

Será inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (18), em cerimônia que acontece às 19h, a nova ala da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, do Hospital Evangélico (HE) de Londrina. A solenidade será realizada no auditório do HE e contará com a palestra "Qualidade e Segurança na Unidade de Terapia Intensiva", ministrada pelo médico Álvaro Réa Neto, de Curitiba.

Nesta ala foram investidos aproximadamente R$ 1.200.000,00 em construção e equipamentos. A reforma foi realizada em uma área considerada abandonada pelo hospital há mais de 20 anos e que foi assumida pela nova administração que gerencia a Associação Evangélica Beneficente de Londrina (AEBEL), mantenedora do HE desde 2006, ampliando assim a capacidade de atendimento em mais 10 leitos de UTI.

"A conclusão dessa obra representa mais uma importante conquista no planejamento de restauração do hospital. Nos sentimos honrados e vitoriosos, gratos pelas parcerias que têm nos possibilitado significativas melhorias no atendimento em saúde", disse o médico e diretor da AEBEL, Luiz Soares Koury.

De acordo com informações do HE, a nova UTI oferece mais conforto e segurança, com o diferencial de possuir leitos individuais, amplos, planejados em modernos conceitos de hotelaria hospitalar, com facilidades de higienização e desinfecção, atendendo as normas da Vigilância Sanitária.

Coordenada pela médica Cintia Grion, especialista em Terapia Intensiva, a nova UTI recebeu apoio e recursos de um grupo de médicos de Londrina, vindo socorrer uma área estrangulada na cidade, notória pela carência de leitos. "O aumento da disponibilidade de leitos de UTI permite que o paciente tenha acesso ao cuidado intensivo mais precocemente. E quando se trata de paciente grave, o tempo é fundamental: o tratamento correto tem que ser dado na hora certa", ressaltou.

A nova Unidade de Terapia Intensiva para Adultos do HE, denominada de UTI 2, passará a funcionar oficialmente a partir do dia 21 de novembro.

PORTAL R7

Planos de saúde se recusam a pagar tratamento contra câncer, aponta levantamento

Planos de saúde se recusam a arcar com despesas de tratamentos caros, como câncer e doenças do coração, de acordo com levantamento realizado pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

O estudo, denominado Judicialização da Assistência Médica Suplementar, desenvolvido pelo pesquisador Mário Scheffer, analisou 782 decisões judiciais relacionadas à exclusão de cobertura de planos de saúde, julgadas em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em 2009 e 2010. As informações são da Agência USP.

A análise dos processos revelou que os procedimentos mais negados pelas operadoras foram a quimioterapia e a radioterapia, ambos tratamentos de combate ao câncer. Juntos, correspondem a 35,95% das ações judiciais que mencionam procedimentos médicos recusados pela cobertura.

No que se refere aos insumos, as órteses, próteses, exames diagnósticos e medicamentos foram os mais excluídos pelos planos de saúde.

AGÊNCIA CÂMARA

Câmara aprova projeto que obriga o INSS a informar resultado de perícia

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na quarta-feira (16) o Projeto de Lei 7209/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que obriga o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a informar por escrito ao segurado, ao final do procedimento, o resultado da perícia médica para concessão de auxílio-doença. Aprovada em caráter conclusivo, a proposta será enviada para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisada pelo Plenário da Câmara.

O relatório deverá conter a caracterização do benefício como acidentário (acidente ou doença do trabalho) ou previdenciário (doença comum). Atualmente, a legislação não prevê um meio para informar o cidadão que solicita o benefício.

O relator, deputado João Paulo Lima (PT-PE), recomendou a aprovação da proposta com emendas. Ele destacou que a Constituição garante o direito do cidadão a ter informação sobre seus dados pessoais. As emendas dão mais clareza à redação da proposta, deixando claro que, após a perícia médica, uma cópia do laudo será entregue ao segurado.

Prazo determinado

A proposta aprovada prevê que o auxílio-doença será concedido sempre por prazo determinado. Ao fim de cada período, deverá ser feita nova perícia até que se comprove a recuperação do paciente.

O auxílio-doença é devido ao segurado que permanecer afastado do trabalho ou da sua atividade habitual por mais de 15 dias seguidos. Ele está previsto na Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91).

AGENDA


- CIAD 2011 - 10º Congresso Brasileiro Interdisciplinar de Assistência Domiciliar

De 18 a 20 de novembro em São Paulo

www.ciad.com.br

(11) 3670-3499

Centro de Convenções Rebouças - Av. Dr. Enéas Carvalho Aguiar, 23 - (portaria 1) São Paulo (SP) - Brasil

O CIAD 2011 reunirá congressistas vindos de todos os Estados do Brasil que, em três dias de atividades, poderão trocar as mais diferentes experiências relacionadas à assistência domiciliar sob a perspectiva dos setores público e privado, tendo o paciente, as famílias e os cuidadores e o domicílio como foco dos cursos, palestras, painéis, mesas-redondas e atividades direcionadas aos profissionais da saúde que atuam em assistência domiciliar, principalmente enfermeiros, médicos de diversas especialidades com destaque para a geriatria, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos, dentistas, fisioterapeutas, entre outros. Este intercâmbio de idéias se concretiza também por meio da apresentação de trabalhos (pôsteres), além de estandes abertos à visitação.

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br


- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia Médica 2011

De 23 a 25 de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.

Bourbon Cataratas - Foz do Iguaçu - PR

(41) 3018-1790

http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/

silvana@confianceeventos.com.br

IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização não-governamental, não-comercial, fundada para difundir o método diagnóstico complementar por termografia médica, aumentar a comunicação e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada por representantes de vários países e sociedades de termologia médica.

Os princípios definidos no Consenso serão implementados por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação de cada país, levando em consideração as diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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