Leia
nesta edição:
- Fechamento
de hospitais e a carência de leitos
- Síntese
do movimento de 7 de abril
- Sobrou para o consumidor
- Federações
podem oferecer planos
- Greve no
HC de Ribeirão
Preto (SP) lota hospitais do SUS
- Taxa de
lixo de hospitais e clínicas subirá 66%
- Gripe
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 042/2011
- OMS faz acordo para conter pandemias de gripe no mundo
- Projeto
permite dedução de gastos com enfermeiros
no IR
- Pesquisadores brasileiros desenvolvem testes com vacinas contra
a dengue
- Projeto
obriga SUS a oferecer radio e quimioterapia em até 72
horas
- Projeto
limita papel da Anvisa na fiscalização
de patentes
Terça-feira,
19.04.11
Jornal Nacional / Portal G1
Fechamento
de hospitais e a carência de leitos
Faltam leitos
para atender pacientes em hospitais públicos
e particulares
O recomendado
pelo Ministério da Saúde seriam
entre 2,5 e 3 leitos para cada mil habitantes. Mas a taxa nacional é de
2,3 leitos.
Números do Ministério da Saúde
mostram o tamanho do problema enfrentado por quem busca atendimento
nos
hospitais, faltam leitos, principalmente na rede particular.
Só na Região Metropolitana de São Paulo,
15 hospitais privados fecharam as portas, nos últimos
cinco anos.
Os doentes
chegam, mas têm uma surpresa desagradável.
Um hospital particular, na Zona Oeste de São Paulo, fechou
as portas no início do mês.
“É difícil, eu estou precisando”,
reclamou uma paciente. Zenaide tem plano de saúde. Com
fortes dores na coluna, precisou procurar atendimento em outro
lugar. “É sentir mais dor, mais humilhação
e raiva”, disse.
O fechamento
de hospitais prejudica principalmente a população
de baixa renda. Outro hospital da capital que parou de funcionar
tinha 200 leitos e a maioria era destinada a pacientes do SUS.
“Eles não deixaram nem entrar. Vou levar em outro
hospital, se eu achar”, contou uma mãe.
Segundo o
IBGE, entre 2005 e 2009 o país perdeu 11 mil
leitos de hospitais. No mesmo período, enquanto os leitos
particulares diminuíram 5,1%, os do SUS aumentaram 2,6%,
não foi suficiente.
O recomendado
pelo Ministério da Saúde seriam
entre 2,5 e 3 leitos para cada mil habitantes. Mas a taxa nacional é de
2,3 leitos, a mesma de São Paulo.
A Região Sul é a única do país no
patamar adequado. As regiões Norte e Nordeste continuam
as mais carentes. Entre 2005 e 2009, quase 400 hospitais privados
fecharam no Brasil. No mesmo período, o setor público
abriu 114.
Para o sindicato
dos hospitais particulares de São Paulo,
a quantidade de leitos está diminuindo por dois motivos:
os valores pagos pelo SUS seriam insuficientes para cobrir as
despesas. Outra razão, segundo o sindicato, é que
cresceu o número de instituições mal administradas,
inclusive por planos de saúde, e que acabaram fechando
as portas.
“A má gestão, em primeiro lugar, não
tem a menor dúvida. Porque se você tem uma má gestão,
como o pagamento é muito pouco, você não
vai conseguir suplantar o déficit, não tem como”,
explicou Dante Montagnana, do sindicato dos hospitais privados
de SP.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo,
que representa os planos de saúde, diz que a principal
receita dos hospitais que tiveram leitos fechados são
os repasses do SUS e que esses recursos são insuficientes
para cobrir as despesas.
O Ministério da Saúde
declarou que, entre 2008 e 2010, houve quatro reajustes na
tabela de pagamentos do SUS.
Conselho
Regional de Medicina de São Paulo
Síntese
do movimento de 7 de abril
Médicos aderem em massa à paralisação
Em todo o
país os médicos suspenderam, em 7 de
abril, Dia Mundial da Saúde, o atendimento a planos e
seguros de saúde. Em diversos centros os profissionais
foram às ruas para alertar a opinião pública
sobre o desrespeito das operadoras, as graves interferências
na autonomia do médico e a defasagem inaceitável
dos honorários.
Visibilidade
na mídia
A paralisação teve imensa repercussão e
visibilidade nos meios de comunicação. Já no
dia 5 de abril, dois dias antes da mobilização,
representantes das entidades nacionais – AMB, CFM e Fenam – apresentaram
a pauta de reivindicações, dados do setor e adiantaram
os rumos do movimento.
Bandeiras
A manifestação do dia 7 de abril foi pautada em
três prioridades:
- Reajustes
de honorários, tendo como balizador os valores
da CBHPM Sexta Edição;
- Regularização dos contratos conforme a Resolução
ANS nº 71/2004, que prevê critérios e periodicidade
de reajustes
- Ações no Congresso Nacional, visando a aprovação
de projetos de lei que contemplem a relação entre
médicos e planos de saúde.
Próximos
passos
Em abril
e maio ocorrerão as negociações
com as operadoras. Entre final de maio e inicio de junho serão
convocadas, pelas Comissões de Honorários Estaduais
ou Regionais, assembleias dos médicos para avaliar as
respostas das empresas de planos e seguros de saúde. Caso
não ocorra uma evolução satisfatória,
poderão ser defla¬gradas novas paralisações
e até mesmo descredenciamento coletivo de médicos.
Opinião e repercussão
“O alerta foi dado às operadoras e à sociedade.
De agora em diante, esperamos que seja feita uma negociação
real pelas empresas para acabar com a defasagem dos honorários
e as interferências abusivas” - Aloísio Tibiriçá Miranda,
2º vice-presidente do CFM e coordenador da Comissão
Nacional de Saúde Suplementar (Comsu).
“Há no mercado inúmeros planos de saúde
que enganam a população, pois são incompatíveis
com a boa Medicina, credenciam poucos médicos e praticam
honorários irrisórios com a conivência da
ANS” - Márcio Bichara, diretor da Federação
Nacional dos Médicos (Fenam).
“Com o desequilíbrio dos reajustes, aumentou a
jornada de trabalho, diminuiu a participação dos
médicos em eventos de atualização e caiu
a qualidade do atendimento” - Florisval Meinão,
1° secretário da AMB.
“Este é o ano de dar um basta à exploração
do trabalho médico pelos planos de saúde, à perda
de nossa autonomia e aos honorários vis praticados” -
Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp.
“O saldo é mais que positivo, com a grande presença
dos médicos no ato e com o apoio da população,
da imprensa , de outros profissionais de saúde, dos hospitais,
da seção São Paulo da OAB, dos órgãos
de defesa do consumidor. A caminhada é longa mas não
estamos sozinhos” - Cid Carvalhaes, presidente do Simesp
e da Fenam.
“Nunca havia participado de uma mobilização
como essa. O movimento médico está coeso e sintonizado
sobre a importância da mudança dessa grave situação.
Vamos fortalecer o movimento nas bases e esperamos que os avanços
ocorram rapidamente” - Jorge Machado Curi, presidente da
APM.
Movimento
divulga os valores irrisórios das consultas
e procedimentos médicos
Além de a consulta valer apenas R$ 40 em média,
contra o mínimo de R$ 62 reivindicado pelas entidades
médicas, as operadoras chegam a pagar R$ 25 por uma consulta
e R$ 162 por uma cesariana, dentre outros valores absurdos destacados
no quadro a seguir.
Cerca de
160 mil médicos atendem planos de saúde
em todo o país e realizam por ano 223 milhões de
consultas e 4,8 milhões de internações.
Em sete anos,
enquanto o valor da consulta aumentou cerca de 44%, os planos
de saúde tiveram 129% de incremento no
faturamento, que chegou a ultrapassar R$ 70 bilhões em
2010.
Correio Braziliense
Sobrou para o consumidor
Diante
da resistência das operadoras em reajustar consultas,
os médicos decidem exigir taxa de R$ 60 dos usuários
de convênios
Por Gustavo Henrique Braga
Sob o fogo
cruzado de médicos e operadoras de planos
de saúde, os usuários que buscaram atendimento
ontem em Brasília, mesmo com suas mensalidades em dia,
foram surpreendidos com a cobrança de uma taxa de R$ 60
por consulta. O ônus é mais um capítulo da
briga dos médicos contra as operadoras por um a reajuste
de seus honorários — eles não concordam com
o valor médio de R$ 30 pago pelos convênios. O pretexto
alegado foi o da entrada em vigor de uma resolução
do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF),
que estabelece mudanças na forma como as empresas remuneram
os profissionais. Em protesto por um reajuste no valor das consultas,
médicos de todo o país fizeram paralisação
no último dia 7.
O CRM-DF
argumentou que seis planos não se adaptaram à medida,
levando seus afiliados a se recusarem a prestar atendimento aos
clientes dos convênios Amil/Medial, Bradesco, Sul América,
Golden Cross, Bradesco Saúde, Assefaz e AGF que não
aceitassem pagar a taxa extra. As operadoras, por sua vez, desaprovaram
a decisão, que, segundo elas, foi praticada de forma unilateral
pelos médicos.
O valor adicional
fez com que muitos pacientes desistissem do atendimento. A
operadora de áudio Meire Aparecida da Silva,
29 anos, tentou uma consulta com um clínico-geral por
meio da Golden Cross, mas diante da cobrança de R$ 60,
mudou de ideia. “Vou procurar outra empresa. Eu me recuso
a pagar”, protestou. Procurada pelo Correio, a Golden Cross
não se pronunciou sobre a postura dos médicos até o
fechamento desta edição. O policial militar Vanderlucio
Alarcão, 48, também saiu revoltado do hospital
após ser informado que teria de pagar pela consulta, mesmo
sendo um cliente da Amil. “Vou registrar uma reclamação.
Isso é abusivo”, disse. A Amil informou que foi
surpreendida com “ações isoladas” de
cobrança de honorários médicos.
Reembolso
Já a funcionária pública Lenide Carreiro,
51 anos, pagou os R$ 60 para conseguir atendimento de um otorrinolaringologista
pela Assefaz, mas fez questão de pedir o recibo para cobrar
o ressarcimento do plano. “É uma falta de respeito.
A gente paga a mensalidade, mas não adianta nada”,
reclamou. A Assefaz disse não compactuar com a atitude
dos médicos, que classificou como “uma exceção
na maneira como (a operadora) atende aos beneficiários”.
A empresa assegurou que reembolsará integralmente o valor
das consultas.
“O paciente que teve de pagar pela consulta deve ir atrás
do plano ou das entidades de defesa do consumidor para ser reembolsado.
O médico está fazendo o trabalho dele. Quem nega
o atendimento é o plano, não o profissional. Urgências
e emergências continuarão o atendimento normal”,
assegurou Iran Cardoso, presidente do CRM-DF. Procurada, a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou apenas que
negociações entre médicos e planos não
podem prejudicar os beneficiários. Oswaldo Morais, presidente
do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), orientou os
usuários a guardarem os recibos e exigirem o ressarcimento
ao plano. “A relação de consumo é entre
paciente e operadora. A empresa tem que cumprir o contrato”,
explicou.
Preço
tabelado
O texto da
Resolução nº 317/2010, do CRM-DF,
que passou a valer ontem, determina que a remuneração
dos médicos não poderá mais ser feita pelo
intermédio dos hospitais — daqui para a frente,
os médicos querem receber os honorários diretamente
dos planos de saúde. Além disso, a categoria exige
o valor a ser recebido deve ser referenciado em tabela que será elaborada
pela entidade de classe. Por hora, os cálculos utilizados,
equivalentes a R$ 60, são da Associação
Médica Brasileira (AMB). Iran Augusto Cardoso, presidente
do CRM-DF, alegou que os seis planos cujos médicos deixaram
de atender os que remuneram a categoria abaixo desse valor.
A resolução do CRM foi publicada em 19 de novembro
de 2010 e estabeleceu, na ocasião, um prazo até o último
domingo para os planos se adaptarem. A elaboração
e a aplicação do texto é acompanhada pelo
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
(MPDFT), mas o órgão ainda não chegou a
uma conclusão sobre a legalidade do documento. O promotor
de Justiça de Defesa do Consumidor Trajano Sousa de Melo,
que acompanha o caso, disse que ainda é preciso ouvir
representantes dos planos de saúde para chegar a um entendimento
sobre o assunto. O Ministério Público apresentau
sugestões, mas o CRM as recusou.
Entre as
propostas apresentadas estava a de retirar a proibição
ao médico em aceitar planos que não se adaptarem à resolução. “Isso
pode gerar um conflito para o profissional. O código de ética
o obriga a atender os pacientes, mas a resolução
o proíbe. Seja qual for a decisão do médico,
ele fica passível de punição”, avaliou
Melo.
Estado de Minas
Federações
podem oferecer planos
Por Marinella Castro
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) modificou
a resolução que proibia as associações
e federações comerciais e industriais de serem
intermediárias na contratação de planos
de saúde de seus associados. Desde o ano passado essas
instituições estavam impedidas de comercializar
os convênios, assim como clubes, igrejas, lojas de departamento,
associações de bairro, que permanecem proibidas.
A medida teve como objetivo coibir o fenômeno dos falsos
planos coletivos que eram comercializados por entidades sem vínculos
de representação com o usuário deixando,
muitas vezes, o consumidor sujeito a reajustes abusivos.
Segundo súmula da agência publicada no Diário
Oficial da União (DOU), desde que comprovado pelas operadoras
a capacidade de operação nos segmentos, as associações
comerciais, industriais e entidades similares podem se reunir
para contratar planos privados coletivos de assistência à saúde.
A aprovação da reivindicação, puxada
pela Federação das Associações Comerciais
e Empresariais de Minas Gerais (Federaminas), foi recebida com
alívio.
As associações comerciais do estado são
responsáveis pelo plano de saúde de 15 mil beneficiários.
Como os convênios médicos se tornaram grande chamariz
para atrair associados, os cálculos era de uma queda mensal
de R$ 40 mil na arrecadação, caso a resolução
fosse mantida. “Mostramos para a ANS que 76% do Produto
Interno Bruto (PIB) do estado é representado pela Federaminas.
A proibição nos traria um grande problema econômico”,
justifica Thelma Evelange Láuar, superintendente geral
da federação.
Contratando
o plano de saúde por meio de uma associação
ou federação o produto fica 28% mais barato. Um
plano vendido por R$ 500 no mercado sai para o associado por
R$ 360. “Nós temos um vínculo com quem representamos,
não fazia sentido sermos excluídos”, defende
Láuar. A coordenadora da ProTeste (Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor), Maria Inês Dolci explica
que estava em jogo a capacidade das operadoras de manterem o
negócio conforme o contrato. “Muitos pequenos comércios
contratavam operadoras de pequeno porte que não conseguiam
oferecer segurança ao consumidor. Agora, as exigências
da ANS aumentaram para estas empresas.” Mesmo assim, segundo
Dolci, antes de contratar planos coletivos é preciso ter
cautela pois existe liberdade de reajuste de preços após
o período de carência.
A medida
abriu precedente para reivindicações
de instituições que continuam proibidas. Desde
o ano passado, o Clube da Maturidade de BH viu seu número
de associados despencar de 40 filiados por mês para uma
adesão de quatro ou cinco pessoas no período. Segundo
o presidente Oswaldo da Silva dos 4,5 mil associados, quase 90%
têm o convênio negociado no clube. “Os associados
tinham a chance de entrar em uma apólice coletiva e contratar
planos que no mercado têm preços proibitivos.” O
Clube moveu ação civil pública na Justiça
Federal contra a decisão da ANS. “Não há motivo
para ficarmos de fora. Há mais de 10 anos mantínhamos
contratos com uma operadora de saúde”, aponta Oswaldo.
A ANS não comentou o assunto.
DÊ SUA OPINIÃO
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia
hoje consulta pública sobre a proposta de regulamentação
dos artigos da Lei 9.656/98 que trata do direito de permanecer
com o plano de saúde depois da aposentadoria ou demissão
sem justa causa. Os interessados em participar deverão
enviar contribuições pelo formulário eletrônico
disponível no site da ANS (www.ans.gov.br), até 18
de maio. Está aberta também a consulta pública
sobre ampliação da cobertura assistencial obrigatória
para todos os planos de saúde contratados a partir de
2 de janeiro de 1999. A lista de inclusões engloba 50
procedimentos e eventos.
Folha
de São
Paulo
Greve
no HC de Ribeirão
Preto (SP) lota hospitais do SUS
Por Araripe Castilho
DE RIBEIRÃO
PRETO
A greve dos
médicos-assistentes do HC de Ribeirão
Preto (313 km de São Paulo) e, agora, a paralisação
de parte dos servidores têm superlotado outras unidades
da cidade que atendem pelo SUS. A paralisação ameaça
ainda a produção científica da USP (Universidade
de São Paulo).
Devido à greve, os médicos do HC estão
atendendo só casos de urgência e emergência
e, por isso, paciente que não é classificado dessa
forma tem consulta remarcada ou procura outras unidades, como
a Santa Casa e a Beneficência Portuguesa.
O diretor-técnico da Beneficência, José Victor
Nonino, disse que a entidade tem trabalhado com até 20%
mais pacientes que a capacidade.
Ele afirmou
que isso acontece porque, normalmente, os hospitais da cidade
já trabalham com ocupação total. "Quando
acontece qualquer coisa fora do comum, há essa superlotação."
A paralisação ocorre porque a categoria quer equiparação
com profissionais da Mater e do Hospital Estadual, que recebem
o dobro.
O provedor
da Santa Casa, Amauri Calil, também confirma
a ocupação acima da capacidade. "Temos cerca
de 200 leitos e sempre estão ocupados, mas agora estamos
muito mais lotados. A greve [do HC] contribui para que isso aconteça",
disse.
Calil e Nonino
afirmam que, como o sistema de leitos do município
está "no limite", outros fatores também
influenciam na lotação. A ocorrência de dengue
e a mudança no clima, que aumenta os casos de doenças
respiratórias, são exemplos.
O médico-assistente Ulysses Strogoff de Matos, membro
do comando de greve do HC, afirmou após assembleia ontem
de manhã que não há previsão para
que os profissionais retomem as atividades integralmente.
PESQUISA
Sem a equiparação salarial pedida pela categoria,
a tendência é que profissionais peçam demissão
do hospital, segundo médicos disseram à Folha.
Isso também poderia trazer impacto para a produção
científica da USP, de acordo com Matos.
Os médicos-assistentes também orientam residentes
e estudantes da universidade. De acordo com os grevistas, há duas
semanas essas atividades também estão suspensas.
A administração do HC afirmou ontem que o movimento
não interfere nas atividades acadêmicas, já que
docentes e alunos também atuam na orientação.
As reivindicações dos médicos e servidores,
entre eles enfermeiros e auxiliares, que decidiram parar as atividades
ontem e hoje, foram enviadas para a Secretaria de Estado da Saúde,
de acordo com o hospital.
O
Estado de São
Paulo
Taxa
de lixo de hospitais e clínicas subirá 66%
Entidades
filantrópicas,
como a Santa Casa, devem ser as mais atingidas pelo aumento
Por Diego Zanchetta / Vitor Hugo Brandalise
A taxa municipal
cobrada para o recolhimento de lixo de hospitais, de clínicas médicas e odontológicas e de
outros estabelecimentos de saúde sofrerá aumento
de 66% a partir de 2012. É mais uma mudança que
consta no pacote tributário enviado pelo prefeito Gilberto
Kassab (PSD) à Câmara Municipal e que deve ser aprovado
até o fim de maio.
A cobrança para grandes geradores de resíduos
hospitalares passa de R$ 22 mil para R$ 37 mil mensais. O sindicato
do setor já argumenta que o reajuste será repassado
aos pacientes.
Atualmente,
a taxa mensal varia de R$ 1,4 mil (para geradores de 50 a 160
quilos
de resíduos sólidos por dia)
a R$ 22,5 mil (mais de 650 kg por dia). Com o aumento, a cobrança
sobe para R$ 2,3 mil para os primeiros e para R$ 37,4 mil para
os grandes geradores - casos dos hospitais com mais de 200 leitos.
A cobrança pelo recolhimento de lixo para esse tipo de
estabelecimento foi criada em 2002 pela prefeita Marta Suplicy
(PT) junto com a taxa do lixo, extinta em 2005. A taxa dos hospitais
foi mantida e, agora, a atual gestão tenta o primeiro
reajuste.
Para o Sindicato
dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios
de São Paulo (Sindhosp), o aumento é "abusivo". "Com
aumento tão expressivo, deve ter repasse para o custo
de serviços, especialmente nas clínicas e em hospitais
médios", disse a superintendente jurídica
do Sindhosp, Eriete Ramos. "Discutimos e já há hospitais
se manifestando contra essa tentativa. Estaremos na audiência
pública de terça-feira, para expor a posição
dos hospitais, clínicas e laboratórios."
Constitucionalidade.
Os principais atingidos com o aumento devem ser os hospitais
filantrópicos, que definem preços
de atendimento baseados na tabela do Sistema Unificado de Saúde
(SUS) e, portanto, não poderão reajustar a maioria
dos serviços. "Para um estabelecimento filantrópico
com 90% dos atendimentos baseados na tabela do SUS, um aumento
anual desse porte (cerca de R$ 180 mil) desequilibrará as
contas", disse o chefe de gabinete da Santa Casa de Misericórdia,
Edison Ferreira da Silva. "Se o projeto for aprovado, vamos
estudar medidas judiciais contra a legalidade da taxa em si.
Há discussões sobre se ela é ou não
constitucional."
Além dos filantrópicos, devem sentir o aumento
os laboratórios, clínicas e hospitais médios. "Pelo
que produzimos, o aumento será de R$ 80 mil por ano. Como
não há margem de negociação, será difícil
não reajustar de alguma forma para o cliente", disse
Antonino Costa, diretor de uma clínica médica em
Pinheiros, zona oeste. O aumento deve ter impacto menor para
os grandes hospitais privados, que podem renegociar repasses
com as operadoras de planos de saúde.
O secretário municipal de Finanças, Mauro Ricardo
Costa, rebate as críticas. "Desde 2002 essa taxa
não era corrigida. Só que, nesse período,
as empresas que a Prefeitura paga para recolher o lixo dos hospitais
tiveram seus contratos reajustados, ou seja, é o contribuinte
comum que está pagando", argumentou. "Nada mais
justo que os grandes geradores de resíduos paguem esse
reajuste que está sendo repassado para os contribuintes",
acrescentou Costa.
Para a economista
Maria Cristina Amorim, especialista em administração
hospitalar e professora da PUC-SP, a opção da Prefeitura
por aumentar as taxas sobre produtividade "abre uma avenida" para
o aumento de preços para os pacientes: "Muitos não
verão saída a não ser aumentar."
Folha
de São
Paulo
GRIPE
Vacina
para quem tem medo de agulha é lançada
no Brasil
DE SÃO PAULO - Uma vacina contra gripe com uma agulha
dez vezes menor que a convencional foi lançada ontem no
mercado brasileiro.
Indicada
para adultos entre 18 e 59 anos, é a primeira
vacina intradérmica do mundo para vírus da gripe.
A micro agulha de 1,5 mm penetra só na pele, não
vai até o músculo como a comum. É indicada
para hemofílicos, pessoas com problemas de coagulação
ou para quem tem medo de agulha.
Fabricada
pela Sanofi Pasteur, só estará disponível
nas clínicas particulares. A aplicação vai
custar entre R$ 60 e R$ 70, segundo a fabricante. A vacina convencional,
intramuscular, custa cerca de R$ 50.
Confederação Nacional de Saúde
CIRCULAR
JURÍDICO
042/2011
APLICAÇÃO DO ESTATUTO DO IDOSO A PLANOS DE SAÚDE
SERÁ ANALISADA EM REPERCUSSÃO GERAL
A ministra
Ellen Gracie manifestou-se pela existência
de repercussão geral de tema contido no Recurso Extraordinário
(RE) 630852, interposto no Supremo Tribunal Federal (STF). Nele,
a Cooperativa de Serviços de Saúde dos Vales do
Taquari e Rio Pardo Ltda. (Unimed) sustenta que a aplicação
do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) em contrato de plano de
saúde firmado antes de sua entrada em vigor viola o ato
jurídico perfeito (artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição
Federal).
A Cooperativa
questiona acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que entendeu
ser abusivo o aumento da contribuição de plano
de saúde em razão da idade. O TJ considerou o idoso
um consumidor duplamente vulnerável ao avaliar que ele
necessita de “uma tutela diferenciada e reforçada”.
O caso
Uma consumidora
contratou um plano de saúde em 1999 – na
vigência da Lei dos Planos de Saúde (Lei 9656/98) –,
portanto antes do Estatuto do Idoso. No contrato constaria, de
forma clara, que são estabelecidas sete faixas etárias,
cada uma com determinada variação de percentual
sobre o valor básico.
Em outubro
de 2008, a consumidora teve reajustada sua mensalidade, conforme
o contrato,
pelo ingresso na faixa etária dos
60 anos. Por essa razão, ela pediu judicialmente a aplicação
do Estatuto do Idoso ao caso, a fim de não ter que pagar
qualquer reajuste.
A Justiça gaúcha julgou procedente o pedido para
declarar abusivos, à luz do Estatuto, os aumentos na mensalidade
do plano de saúde em função da idade. O
TJ-RS manteve o entendimento.
No entanto,
a Unimed sustenta que o acórdão questionado,
ao aplicar retroativamente o Estatuto do Idoso ao ato jurídico
perfeito [contrato], ofendeu a regra constitucional contida no
artigo 5º, inciso XXXVI, da CF, de acordo com o qual “a
lei não prejudicará o ato jurídico perfeito”.
Repercussão
reconhecida
A relatora
verificou que a questão contida neste Recurso
Extraordinário apresenta relevância do ponto de
vista econômico, político, social e jurídico,
nos termos do parágrafo 1º, do artigo 543-A, do Código
de Processo Civil (CPC). “É que o assunto alcança,
certamente, grande número de idosos usuários de
planos de saúde”, ressaltou Ellen Gracie.
Ela salientou
que o Supremo, no julgamento do RE 578801, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria
relativamente à incidência da Lei dos Planos de
Saúde (Lei 9.656/98) sobre os contratos firmados anteriormente à sua
vigência.
O voto da
ministra Ellen Gracie foi acompanhado por unanimidade pelos
ministros
do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do
Plenário Virtual.
Fonte: STF
Segunda-feira, 18.04.11
Agência
Brasil
OMS faz acordo para conter pandemias de gripe no mundo
A ideia é unificar os regimes jurídicos, ampliar
as parcerias dos laboratórios e indústrias farmacêuticas,
além de agilizar o acesso às vacinas e medicamentos
antivirais
BRASÍLIA - Os representantes dos 193 países, que
integram a Organização Mundial de Saúde
(OMS), definiram um plano de ação para conter pandemias
de gripe no mundo. A ideia é unificar os regimes jurídicos,
ampliar as parcerias dos laboratórios e indústrias
farmacêuticas, além de agilizar o acesso às
vacinas e medicamentos antivirais, assim como facilitar o uso
do material para diagnóstico. As informações
são da OMS.
"Esta foi uma longa jornada para chegar a este acordo,
mas o resultado final é uma vitória muito importante
para a saúde pública", afirmou a diretora-geral
da OMS, Margaret Chan. Para o diretor-geral adjunto de Saúde
e Segurança da OMS, Keiji Fukuda, um plano com abordagem
unificada e global garante a maior possibilidade de sucesso a
uma ação nesta área.
As medidas
favorecem principalmente, segundo especialistas, os países pobres. O objetivo é concentrar os esforços
na prevenção da gripe sazonal e ameaças
de pandemia, como a que envolve o vírus H5N.
As decisões foram tomadas depois de quase uma semana
de negociações do grupo de trabalho convocada pela
Assembleia Mundial da Saúde e coordenada pela OMS. Nas
discussões, os especialistas advertiram que em muitos
países a principal dificuldade está no acesso ao
controle da doença, assim como nos trabalhos de diagnóstico
e tratamento.
Para a OMS,
as medidas definidas vão ajudar a garantir
acesso mais equitativo às vacinas a preços acessíveis
e, ao mesmo tempo, assegurar o fluxo de amostras de vírus
para as análises de avaliação de riscos
para a saúde pública e desenvolvimento de vacinas.
Desde novembro
de 2007, a OMS negocia um acordo global para a prevenção, diagnóstico e tratamento da
gripe. A discussão começou por causa das preocupações
de que o vírus da gripe aviária (H5N1), no Sudeste
da Ásia, tornar-se uma pandemia.
Na ocasião foi aprovado um plano para garantir que, no
caso de uma pandemia, a percentagem de amostras de vírus
da gripe e para agilizar a sua resposta à proteção
da saúde pública. O documento incluiu a unificação
de regimes jurídicos, uma ação conjunta
dos laboratórios com a indústria farmacêutica
em países industrializados e países em desenvolvimento.
Agência Câmara de Notícias
Projeto
permite dedução
de gastos com enfermeiros no IR
Por Saulo Cruz
Assis Melo
afirma que omissão da lei é "inexplicável."A
Câmara analisa o Projeto de Lei 272/11, do deputado Assis
Melo (PCdoB-RS), que inclui o pagamento de profissionais de enfermagem
entre as despesas médicas dedutíveis do Imposto
de Renda da Pessoa Física.
A legislação atual só permite a dedução
de despesas médicas com médicos, dentistas, psicólogos,
fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais
e hospitais; e de gastos com exames laboratoriais, serviços
radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses
ortopédicas e dentárias.
Na avaliação de Assis Melo, a omissão da
lei em relação aos enfermeiros é "inexplicável" e
pode ser interpretada como uma discriminação em
relação à categoria.
Tramitação
A proposta
foi apensada ao PL 3479/08 e tramita nas comissões
de Finanças e Tributação (inclusive no mérito);
e de Constituição e Justiça e de Cidadania
em caráter conclusivo.
Agência
Brasil
Pesquisadores brasileiros desenvolvem testes com vacinas contra
a dengue
Comunidade
científica acredita que vacina esteja disponível
em cinco anos
Brasília - Três pesquisas acenam com a possibilidade
de criação de vacinas contra os quatro tipos de
dengue no Brasil, que poderão ser usadas no programa de
imunização do Ministério da Saúde.
O desenvolvimento das vacinas segue critérios internacionais
de homologação de produtos farmacêuticos
para uso humano, com três fases de testes de segurança
e eficácia comprovada em amostras consecutivas.
A pesquisa
mais adiantada é a do laboratório francês
Sanofi Pasteur, que está na segunda fase de estudos clínicos.
Os testes ocorrem no Brasil, Peru, na Colômbia, em Honduras,
no México, em Porto Rico, Cingapura, nas Filipinas, na
Tailândia e no Vietnã. Em todo mundo, mais de 4
mil pessoas receberam uma ou mais doses da vacina.
No Brasil,
o estudo clínico é feito desde agosto
do ano passado pelo Núcleo de Doenças Infectocontagiosas
da Universidade Federal do Espírito Santo, com um grupo
de 150 crianças e adolescentes de 9 a 16 anos. A vacina
em teste é ministrada em três doses e o estudo tem
a duração de 18 meses. A perspectiva da comunidade
científica é que a vacina esteja disponível
daqui a cinco anos, após registro na Agência de
Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Instituto
de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos,
ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),
no Rio de Janeiro; e o Instituto Butantan, vinculado à Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo, também
fazem pesquisas para criação de uma vacina contra
a dengue. Se conseguirem desenvolver as vacinas, as patentes
serão nacionais.
De acordo
com o diretor médico de ensaios clínicos
do Instituto Butantan, Alexander Roberto Precioso, a primeira
fase de estudos clínicos terá início no
segundo semestre, com pessoas adultas que não sofram de
diabetes, nem de hipertensão e que não tenham problemas
nos pulmões ou no coração, bem como nunca
tenham tido dengue, nem febre amarela.
"O objetivo principal é demonstrar a segurança
da vacina", afirma Precioso. De acordo com ele, a vacina
foi testada em macacos, nos Estados Unidos. A patente da vacina
testada foi cedida com exclusividade para o Butantan pelos Institutos
Nacionais de Saúde (National Institutes of Health - NIH).
Já em Bio-Manguinhos, duas vacinas estão sendo
desenvolvidas. A primeira experiência, exclusiva, é uma
vacina recombinante feita a partir do vírus da febre amarela
e do vírus da dengue. A outra tentativa, mais adiantada, é feita
em parceria com o laboratório belga GlaxoSmithKline. Essa
vacina está em estágio pré-clínico,
de testes em animais.
Segundo a
bióloga Helena Caride, que gerencia os projetos
de desenvolvimento tecnológico das vacinas em Bio-Manguinhos,
a intenção é fazer uma vacina que só exija
duas aplicações em intervalo mais curto do que
o da vacina em teste pela Sanofi Pasteur.
Helena lembra
que o desenvolvimento de vacinas contra a dengue no Brasil
não permite descuidar do combate ao mosquito
Aedes aegypti, transmissor do vírus. "Ainda temos
um caminho bastante longo para ter essa vacina no mercado e não
sabemos como essa vacina vai se comportar. É muito importante
continuar batalhando no combate ao mosquito vetor", ressalta
Helena, ao lembrar que "só a ciência de ponta
não consegue fazer sozinha. O saneamento básico é fundamental.
Questões de cultura e educação no Brasil
também são fundamentais para melhorar a saúde
pública."
Agência Câmara de Notícias
Projeto
obriga SUS a oferecer radio e quimioterapia em até 72
horas
Por Murilo
Souza / Edição - Marcelo Oliveira
A Câmara analisa o Projeto de Lei 184/11, que institui
o programa "Fila Zero" para obrigar hospitais públicos
e clínicas conveniadas com o Sistema Único de Saúde
(SUS) a oferecer aos pacientes, em até 72 horas após
a consulta, tratamentos de radio e quimioterapia e exames de
ressonância magnética.
A proposta,
do deputado Weliton Prado (PT-MG), é idêntica
ao PL 7921/10, do ex-deputado Edmar Moreira, que foi arquivado
no final da legislatura passada.
Prado afirma
que muitos doentes morrem em filas de hospitais, à espera
de atendimento. O parlamentar destaca que a medida, ao facilitar
o acesso da população a ações preventivas,
reduzirá os gastos públicos com internações
e procedimentos cirúrgicos de alta complexidade.
Tramitação
O projeto,
que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-184/2011
Agência Câmara de Notícias
Projeto
limita papel da Anvisa na fiscalização
de patentes
Por Luiz
Claudio Pinheiro / Edição – Pierre
Triboli
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7965/10, do deputado
Moreira Mendes (PPS-RO), que limita o papel da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na fiscalização
das patentes farmacêuticas e de produtos alimentícios.
O projeto permite à Anvisa analisar apenas a revalidação – o
chamado pipeline – das patentes farmacêuticas e de
produtos alimentícios.
O processo
de pipeline envolve os pedidos de revalidação
de patentes de produtos feitos no exterior, por países
que tenham tratado ou convenção específica
com o Brasil.
Atualmente,
a Lei de Patentes (Lei 9.279/96) determina que a Anvisa dê anuência prévia a todas as concessões
de patentes para produtos e processos farmacêuticos. Segundo
Moreira Mendes, no entanto, essa atribuição sobrecarrega
a Anvisa e dificulta o exercício de suas funções
fiscalizadoras.
O deputado
lembra que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)
já tem competência legal para analisar tecnicamente
o mérito dos pedidos de patente. Já a competência
da Anvisa, segundo ele, está definida nas funções
de proteção à saúde pública,
por meio do controle sanitário da produção
e da autorização para a venda de produtos, desde
que os mesmos tenham sido patenteados.
Para o deputado,
cabe ao INPI examinar o mérito do pedido
de patente, enquanto a Anvisa fiscaliza, controla a qualidade,
libera ou interdita o produto com a patente já liberada,
por razões de proteção à saúde
pública.
“Antes de o produto farmacêutico ser patenteado,
inexiste a função específica de proteção à saúde
pública, por falta de objeto, ou seja, não há ainda
produto protegido pela patente, nem disponibilizado para o mercado
consumidor”, diz Moreira Mendes.
O deputado
afirma que duas competências permanentes e
distintas não podem se superpor, “sob pena de injuridicidade
na aplicação da legislação infraconstitucional”.
Maior
eficácia
A correção legislativa proposta pelo projeto,
segundo o deputado, “permitirá maior eficácia” na
aplicação da Lei 10.973/04, que incentiva a inovação
e a pesquisa científica e tecnológica no ambiente
produtivo.
“O estímulo à pesquisa inovadora depende
de ambiente administrativo saudável e não congestionado
burocraticamente, de forma a estimular os pesquisadores e os
investimentos no setor”, argumenta o autor do projeto.
Segundo Moreira Mendes, o próprio governo entende assim, “tanto
que patrocinou a Lei de Inovação”.
Tramitação
O projeto
foi apensado ao PL 3709/08, de teor semelhante, que tramita
em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria
e Comércio; de Seguridade Social e Família; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-7965/2010
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências
Unidas / AssPreviSite
13 de Maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
o profissional de saúde a entender o processo
de integração da melhor evidência científica
com experiência clínica e a avaliação
individual do paciente.
Capacitar
o administrador de sistemas de saúde privado
ou público a entender a importância de gerir seu
sistema com base em evidências científicas de alta
qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.
Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante,
especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes,
em relação a acurácia e precisão
de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos
e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos
e preventivos.
Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar
a habilidade clínica e experiência passada para
identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente,
seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios
de intervenções potenciais.
Por avaliação individual do paciente entende-se
reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências
e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica
e que deve ser integrada numa decisão clínica.
Por tecnologia
de informação entende-se o uso
intensivo de indicadores, ferramentas de informática e
parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor
controle de qualidade e gestão.
Objetivos
específicos:
Ao final
do curso o participante deverá estar apto a:
* Reconhecer
a Medicina Baseada em Evidências como uma
maneira válida, útil e viável de melhorar
a sua prática médica com base em resultados de
pesquisas de boa qualidade.
* Elaborar
perguntas específicas e passíveis de
resposta científica para as diversas situações
clínicas.
* Realizar
uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos
médicos, utilizando métodos básicos
como as "clinical queries".
* Entender
a organização
e funcionamento das bases de dados informatizadas.
* Distinguir
os principais tipos de estudo, entender sua ligação
com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de
estudos com os níveis de evidências.
* Avaliar
criticamente artigos médicos de tratamento.
* Distinguir
diretrizes clínicas baseadas em evidências
das baseadas em consenso.
* Conhecer
os principais tipos de estudos de avaliação
econômica em saúde.
* Reconhecer
a importância das revisões sistemáticas
para o conhecimento em saúde.
* Conhecer
e utilizar as fontes de informação
com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence,
Evidence-Based Journals, etc).
* Transpor
para sua prática profissional os conhecimentos
de Saúde Baseada em Evidências.
* Reconhecer
as limitações das evidências
no contidiano clínico.
* Reconhecer
a importância da tecnologia de informação
integrada às evidências científicas para
a gestão de sistemas de saúde.
* Delimitar
as áreas de seu sistema de saúde onde
a tecnologia de informação poderá ser integrada
ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.
Instrutores
Dr. Otávio
Clark
Dr. Enéas José de
Mattos Faleiros
Público
Alvo
Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Custos
na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br