19-07-11

 

Leia nesta edição:

- Empresas dominam debate sobre plano de saúde

- Carência em plano de saúde

- Médicos paulistas vão suspender atendimento

- Médicos do DF definem se aderem ao boicote

- Médicos ignoram norma que proíbe vale-remédio

- Simpósio de Assistência Domiciliar no DF

- HIV: Exame de carga viral é restringido

- Mais vida para soropositivos

- Crianças e idosos são vítimas da dengue

- Plano prevê abertura de 2,5 mil vagas de Medicina para reduzir desigualdade

- Das verbas desviadas, 70% são de Saúde e Educação

- Projeto obriga planos de saúde a justificar recusa por escrito

- Deputados discutem a qualidade do SUS

- Venda fracionada de medicamentos pode ser obrigatória

- Entram em vigor novas diretrizes para tratamento da hepatite C

- Mobilização elimina quase 5 mil focos do mosquito da dengue no Rio

Terça-feira, 19.07.11

O Globo

Empresas dominam debate sobre plano de saúde

Por Evandro Éboli

Associação do setor elabora roteiro de discussão para guiar a Subcomissão de Saúde Complementar da Câmara BRASÍLIA.

Criada para elaborar o marco regulatório dos planos de saúde, a subcomissão de Saúde Suplementar da Câmara dos Deputados está sendo orientada pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), entidade que reúne empresas que atuam nesse mercado. Por solicitação da própria subcomissão, a Abramge elaborou um roteiro de trabalho sobre como a subcomissão deve funcionar e os temas a serem tratados. O documento foi distribuído a parlamentares e a dirigentes de outras entidades, durante reunião na Câmara, semana passada.

Na reunião, que ocorreu na última quarta-feira, o advogado e dirigente da Abramge, Dagoberto José Steinmeyer Lima, sentou-se à mesa, ao lado do presidente da subcomissão, deputado André Zacharow (PMDB-PR), e apresentou o roteiro. Zacharow, na sua campanha eleitoral, teve apoio do setor e recebeu R$50 mil da Unimed. O relator da subcomissão, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), dirigiu a Unimed em seu estado.

A Abramge também fez um levantamento de quantos projetos de lei sobre regulamentação dos planos de saúde tramitam no Congresso Nacional, 41, e listou todas essas propostas. No documento, a entidade relaciona as mudanças que precisam ser feitas na legislação e, entre outras propostas, prevê regras para evitar a judicialização dos contratos de planos de seguros de saúde, da participação de empresas estrangeiras nesse mercado e de como deve ser a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A presença de Lima na coordenação dos trabalhos irritou alguns dos convidados da reunião. Um dos vice-presidentes do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda, da Comissão de Saúde Suplementar da entidade, considerou a atuação da Abramge uma ingerência indevida.

- Fiquei preocupado quando foi apresentado o roteiro da nova legislação justamente por quem deve ser regulado, que são as operadoras. Questiono a Abramge estar ditando o roteiro desse trabalho, dessa subcomissão. Que isto fique em ata. Os médicos questionam as operadoras estarem na coordenação do roteiro da comissão - afirmou Aloísio Tibiriçá na reunião.

Diretor da Abramge diz que participação é técnica, Lima é advogado especialista em direito empresarial e assessora entidades e operadoras de planos de saúde.

Na década de 90, ele prestou assessoria para o relator do texto que criou a atual legislação sobre planos de saúde. Lima justificou sua presença na comissão e afirmou ter sido convidado.

- Fui convidado pela subcomissão para fazer essa exposição e foi sugerido que apresentasse esse roteiro básico, como forma de ordenar o trabalho. Me pediram para colaborar tecnicamente - disse Lima.

Autores do estudo "Representação política e interesses particulares na saúde", sobre financiamento de campanhas eleitorais pelas empresas de planos de saúde, Mário Scheffer e Ligia Bahia, criticaram a presença da Abramge na coordenação do trabalho.

- É a volta do mesmo e bem-sucedido lobby, que atuou em outras ocasiões. Com total impedimento ético. E, desta vez, com roteiro e tudo, ou seja, tudo documentado - disse Mário Scheffer, da USP.

- O que é preocupante é que, na verdade, essa comissão, criada para regulamentar, vai é desregulamentar. É a autonormatização do setor. É um paradoxo - disse a professora Ligia Bahia, da UFRJ.

Zacharow afirmou que a comissão vai ouvir todos os segmentos que atuam nesse setor e que o roteiro elaborado pela Abramge é uma orientação. - Podemos discordar e apresentar outra proposta - afirmou Zacharow.

JC Online

Carência em plano de saúde

A possibilidade de mudar de plano de saúde levando junto os períodos de carência já cumpridos é uma realidade desde abril de 2009 para os beneficiários de planos contratados a partir de 2/01/1999, após a regulamentação do setor. Em abril deste ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ampliou as regras de portabilidade, incluindo novas possibilidades de transferências, como a permanência mínima no plano, reduzida de 2 para 1 ano a partir da segunda portabilidade. Isso não quer dizer que não exista mais carência. As pessoas que contratam planos de saúde pela primeira vez têm de saber que há prazos a serem cumpridos. Para esclarecer questões como essas, a ANS preparou um folheto com as 12 principais dúvidas dos usuários.

Para os novos clientes, os períodos máximos de carência são 24 horas para urgência e emergência, 300 dias para parto (dentro do prazo normal de gestação) e 180 dias para os demais casos, como exames, consultas e internações. O cliente deve ficar atento ao fato de que enquanto estiver no período de carência para internações e acontecer um atendimento de emergência, a operadora vai transferir o paciente para um hospital do SUS, depois de realizado o atendimento de urgência, caso o paciente necessite ficar internado.

Pessoas que têm doenças preexistentes também deverão ter cuidado na hora de contratar o plano pela primeira vez. A Lei 9656/98, que regulamenta o setor, prevê um prazo de 24 meses para o cliente passar a poder a ser tratado para os procedimentos relacionados à doença declarada como preexistente. Para todos os outros casos, no entanto, as carências são iguais.

Esse tipo de informação é amplamente divulgado pela ANS em seu site, mas o cliente que tiver dúvidas pode entrar em contrato com a agência pelo Disque-ANS (0800-701-9656) ou pelo site da instituição (www.ans.gov.br).

O setor de saúde suplementar é composto por operadoras de planos privados de assistência por meio de uma rede de prestadoras de serviços (hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios) e pelos beneficiários dos planos. É um mercado que envolve 1.630 operadoras em todo o Brasil, que atendem mais de 46,6 milhões de clientes. Só no ano passado, o setor movimentou R$ 74 bilhões.

Este setor é regulado pela ANS e tem duas leis que formam o seu marco regulatório. A primeira é a Lei 9.656/1998, que dispõe sobre a regulamentação dos planos e seguros privados de assistência à saúde, estabelecendo as coberturas obrigatórias das doenças listadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. A outra lei é a 9.961/2000, que criou a ANS, cuja finalidade é regular as operadoras.

Jornal Monitor Mercantil

Médicos paulistas vão suspender atendimento

Médicos de São Paulo de seis especialidades vão parar de atender pacientes de planos de saúde a partir de 1 de setembro. Cada especialidade vai suspender o atendimento por três dias. As primeiras serão ginecologia e obstetrícia, de 1 a 3 de setembro. Depois, otorrinolaringologia (de 8 a 10), pediatria (14 a 16), pneumologia (21 a 23) e cirurgia plástica (28 a 30). Os anestesiologistas também vão parar conforme o rodízio das outras especialidades.

A Associação Paulista de Medicina (APM), uma das coordenadoras do movimento, assegurou que os casos de urgência e emergência serão atendidos. O cronograma vai até o final de setembro, mas a associação adiantou que a paralisação é por tempo indeterminado até que as operadoras dos planos de saúde atendam às reivindicações da categoria.

Por enquanto, está definido que os médicos vão interromper o atendimento a clientes de seis planos: Gama Saúde, Green Line, Intermédica, Abet (Telefónica), Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e Notredame. Os profissionais estão em negociação com nove empresas.

Os médicos paulistas reivindicam valor de R$ 80 por consulta, regularização dos contratos e reajuste anual dos serviços com base no índice concedido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para correção dos planos individuais.

Correio Braziliense

Médicos do DF definem se aderem ao boicote

Por Jorge Freitas

A Comissão de Honorários Médicos do Distrito Federal (DF) reúne-se hoje para definir se vai ou não aderir ao movimento nacional de boicote aos planos de saúde a partir de 1° de setembro. Os profissionais que atuam na capital do país reivindicam das operadoras Amil, Golden Cross, Sul América e Bradesco aumento de R$ 40 para R$ 60 no valor das consultas médicas. Também defendem a adoção de procedimentos mínimos para casos de cirurgias. Como o prazo para resposta das empresas já expirou, os médicos do DF aguardam definições de outros estados para aderir ao movimento iniciado em São Paulo.

“Seguimos a orientação que outros estados têm adotado e poderemos acompanhar o movimento nacional”, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Marcos Gutemberg Fialho da Costa. No Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Medicina do estado informou que a recusa de planos afetará clientes da Medial, da Dix e da SulAmérica.

Para o diretor do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon/DF), Oswaldo Morais, os consumidores não podem ser prejudicados, nem pelos médicos nem pelos planos. “Manteremos contato com as empresas porque os conveniados têm o direito a consultar o médico a que estão acostumados”, disse. “Não é possível alguém pagar um plano e ficar sem atendimento”, acrescentou.

Pleito

Profissionais querem que o valor das consultas chegue a R$ 60 para garantir atendimento aos conveniados

Gazeta do Povo

Médicos ignoram norma que proíbe vale-remédio

Conselho de Medicina veta entrega de cupom que dá ao paciente desconto na compra de medicamentos. Mesmo assim, prática é comum nos consultórios

Um ano após o Conselho Federal de Medicina (CFM) editar uma resolução (n.° 1.939/2010) que proíbe os médicos de distribuírem cupons e vale-descontos de remédios para pacientes, a prática ainda é comum em clínicas e consultórios. O paciente é atendido, diagnosticado e recebe a receita e o cupom. Em seguida, se cadastra pela internet ou pelo telefone da empresa farmacêutica e recebe o benefício. Em alguns medicamentos, os descontos podem chegar a até 100% na primeira compra e 50% nas demais.

Para o CFM, esses cadastros violam o sigilo do paciente por causa do envio de dados pessoais e do número de registro do médico que concedeu o cupom. Além disso, podem revelar aos laboratórios o diagnóstico da doença a partir da prescrição. “Não é ético nem recomendável. O sigilo do paciente é um elemento básico”, diz o médico Renato Tambara Filho, do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Hospital de Clínicas de Curitiba. Com as informações do paciente, o risco é que as indústrias enviem propaganda de remédios para o endereço do cadastro ou telefonem para saber se o paciente está seguindo o tratamento, uma função exclusiva do médico.

O problema é tão sério que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está debatendo os chamados programas de adesão ao tratamento. Por en­­quanto, não existe qualquer medida restritiva. Entretanto, a questão é vista com certa cautela já que, quando oferecidos por laboratórios farmacêuticos, os programas acabam ocasionando a fidelização do paciente a determinada marca de medicamento, o que suscita questionamentos do ponto de vista ético.

Relação comercial

Rodrigo (nome fictício), por várias vezes, saiu de consultórios com um vale desconto em mãos. “Eu imaginava que fosse ilegal”, diz. Lima conta que até se rendeu à possibilidade de pagar menos por um medicamento, mas a burocracia para se cadastrar foi tão grande que desistiu. “Acho injusto. Seria melhor repassar os descontos para os medicamentos direto na farmácia”, defende.

O cupom de vale-desconto também acarreta em outro problema ético: a relação comercial entre o profissional da saúde e a indústria. De acordo com o texto da resolução do CFM, “ao se inserir como peça indispensável para esse tipo de promoção de vendas da indústria farmacêutica, [o médico] exerce a medicina como comércio, atuando em interação com o laboratório”.

Ainda segundo o CFM, os médicos não podem vincular a prescrição médica ao recebimento de vantagens materiais, exercendo simultaneamente medicina e farmácia. “O exercício da medicina é incompatível com o comércio, campo de atividade própria do capitalismo”, diz o secretário-geral do CFM, Henrique Batista, autor da resolução.

Na opinião de Batista, a indústria farmacêutica tem outras maneiras de divulgar novos medicamentos, sem a necessidade de se relacionar com o médico. “A indústria farmacêutica poderia intensificar a divulgação de seus produtos usando publicações, correio eletrônico e eventos científicos. Cabe a ela buscar outros meios de divulgação”, diz. O Conselho Regional de Medicina (CRM) de cada estado é responsável por fiscalizar o exercício da medicina e o cumprimento das resoluções do CFM, mas, segundo Batista, muitos desvios só podem ser coibidos por meio de denúncias.

Quando um médico é denunciado, o CRM abre um processo investigatório. Caso seja comprovado que o médico desrespeitou a resolução do conselho, a pena pode variar desde uma advertência reservada até a cassação do registro profissional.

Laboratórios dizem que programas apenas orientam o paciente

Para as indústrias de medicamentos, os programas de fidelidade ou acompanhamento colaboram com os pacientes. De acordo com Nelson Ambrogio, diretor da unidade de negócios Medicina Geral da Bayer HealthCare Pharma­ceu­ticals, trata-se de um programa de orientação para o bom andamento do tratamento prescrito, que inclui também desconto nos medicamentos. “As vendas pelo programa representam menos de 1% das vendas da Bayer na área da saúde humana”, afirma.

A Novartis, que mantém o programa Vale Mais Saúde, explica que o programa, disponível para to­­da a população, visa melhorar a adesão dos pacientes ao tratamento prescrito pelos médicos, por meio de informação e da oferta de medicamentos a preços reduzidos. A empresa cita um estudo da Or­­ga­­nização Mundial da Saúde (OMS) mostrando que a adesão ao tratamento é um fator-chave no gerenciamento de doenças crônicas.

De acordo com a Novartis, os dados cadastrais solicitados aos pacientes são unicamente para o funcionamento do programa. “Com o objetivo de assegurar a total privacidade dos participantes, todas as informações cadastrais fornecidas na inscrição ficam armazenadas em uma empresa especializada nesse tipo de serviço e não podem ser acessadas individualmente pela Novartis”, informa nota enviada pela empresa.

A Bayer afirma que a verificação do número de registro do mé­­dico no Conselho Regional de Me­­di­­cina (CRM) é uma garantia ao pró­­prio paciente. “A menção do CRM é uma importante indicação de que o produto foi prescrito por profissional habilitado”, diz Ambrogio.

Utilidade

Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, o Sindicato da Indústria de Produtos Farma­cêuticos de São Paulo (Sindus­farma), que representa 80% do mercado nacional, afirma que “a indústria farmacêutica entende que os planos de adesão de pacientes são úteis para a eficácia do tratamento e cura dos pacientes. Esses programas, de acordo com as regras de cada empresa, agregam uma série de serviços de suporte de interesse dos pacientes, preservando a liberdade de prescrição do médico. O Sindusfarma entende que a sociedade brasileira deve discutir amplamente esse tema”.

As duas empresas procuradas pela Gazeta do Povo não comentaram a resolução do Conselho Federal de Medicina que proíbe a prática. Ambas também afirmaram que não dão ou pagam nenhuma espécie de brinde para médicos.

Serviço:

Para fazer uma denúncia, a pessoa deve procurar o Conselho Regional de Medicina. Em Curitiba, a sede do CRM fica na Rua Victório Viezzer, 84, no bairro Vista Alegre. O telefone é (41) 3240-4000.

AssPreviSite

Simpósio de Assistência Domiciliar no DF

O evento realizado na Capital Federal na última semana abriu espaço para as empresas de Home Care, operadoras de saúde, gestores em saúde e o próprio Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead) iniciarem importante discussão em torno da Assistência Médico-Domiciliar no Distrito Federal capaz de enxergar todos os personagens envolvidos no processo da assistência e assegurar um atendimento de qualidade e efetivo para o paciente.

Com o compromisso de abordar a assistência domiciliar nos seus aspectos de gestão e técnico, o evento foi aberto pelo presidente do Nead, Dr. André Minchillo, que abordou a realidade da assistência médico-domiciliar no cenário nacional e os desafios do Distrito Federal.

Em sua palestra, Minchillo, destacou que o segmento de Home Care é relativamente jovem, mas que está se estruturando de forma gradativa nesses últimos anos. “A utilidade desta iniciativa é importante para que se criem ferramentas de gestão e aprendizado” comentou.

Para o presidente da entidade, o acesso da população aos serviços de assistência domiciliar está crescendo consideravelmente. No cenário da assistência domiciliar expôs que ainda se afiguram dificuldades de acesso a hospitais para que se chegue ao paciente para realizar uma avaliação.

Outro tema abordado ainda no dia da abertura tratou de discutir maneiras de administrar a diversidade de interesses como parceiros em Home Care. Conduzida pelo médico e Coordenador Médico do Grupo Ideal Care, Dr. Oswaldo Lourenço de Molla Neto, a apresentação buscou retratar os principais atores e parceiros que atuam no sistema e o que se deve considerar quando se fala em gerenciamento.

Para o médico “as operadoras de planos de saúde acreditam que os prestadores de serviços e os profissionais de saúde sobrecarregam de forma desnecessária as despesas do sistema e por isso, desenvolvem métodos para evitar a realização ou pagamento daquilo que consideram desnecessário”, comentou Neto.

O segundo dia do evento foi marcado pela exposição da visão de operadoras de saúde em Autogestão e Medicina de Grupo. Hênio Braga, Gerente da CASSI em Brasília, expôs os cuidados domiciliares na visão de uma empresa de autogestão. Em sua palestra comentou a estratégia de saúde da família implementada pela CASSI e de que maneira a assistência domiciliar está inserida nessa estratégia. “Na CASSI fazemos a gestão das necessidades do paciente, e não a gestão da oferta do mercado”. Comentou. Para o palestrante é preciso que haja um processo de interação e integração da assistência oferecida. “É preciso repensar as práticas de atenção domiciliar” destacou.

O ponto máximo do evento reuniu em mesa redonda os personagens que atuam no segmento em torno da discussão da administração da diversidade de pensamentos. Participaram da discussão a Diretora Regional da União Nacional das Empresas de Autogestão em Saúde (Unidas), Angela Oliveira, o Presidente do Nead, Dr. André Minchillo, o Gerente da CASSI, Hênio Braga, com mediação do representante da empresa Pleno Saúde, Dr. Ricardo Spilborghs.

Entre os assuntos discutidos foram descatados os processos de acreditação atuais. Para o grupo, ainda há que se discutir a validade dos protocolos utilizados para o segmento de Assistência Domiciliar, haja vista que se trata de processos emanados do ambiente hospitalar, que não estão adaptados para a realidade domiciliar. Outra questão foi o fato de que a acreditação não assegura à empresa diferenciação em preço.

Concluídos os painéis o evento foi finalizado com a expectativa de se começar a pensar em sua próxima edição.

Mais sobre o evento: http://grupoidealcare.blogspot.com/

Folha de São Paulo

HIV: Exame de carga viral é restringido

Falta de kits para medir carga de HIV faz governo restringir exame

O Ministério da Saúde passou a restringir em todo o país o chamado exame de carga viral, que mede a carga de HIV no sangue e pode mostrar, por exemplo, se o tratamento está funcionando.

Nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, há relatos de que o sangue está sendo colhido, mas congelado para fazer o exame depois.

Na última semana, o ministério divulgou uma nota técnica criando dois grupos prioritários de teste: gestantes infectadas pelo HIV e crianças.

Os pacientes fora do grupo de prioridade devem fazer o exame quando os estoques forem regularizados.

A falta do kit começou quando o ministério resolveu implantar um teste para carga viral em tempo real. Em maio, a pasta deu início a um processo de licitação, que acabou atrasando -um dos participantes questionou o processo.

Agora, o governo terá de fazer uma compra emergencial de mais kits.

Correio Braziliense

Mais vida para soropositivos

Por Max Milliano Melo

A maior pesquisa feita com grupos populacionais infectados pelo HIV mostra que é possível viver com o vírus além da expectativa. O estudo diz que é preciso fazer testes, seguir o tratamento e ampliar o acesso

Há três décadas, quando surgiram os primeiros casos de Aids no mundo, os tratamentos para combater a doença ainda não existiam e ser contaminado era uma sentença de morte. Desde então, pesquisadores de várias nacionalidades têm unido esforços, tanto na busca de tratamento mais eficazes para os pacientes que contraíram o HIV, quanto para produzir uma vacina. Depois de diversos estudos confirmarem que algumas formas de tratamento são capazes de diminuir em 96% as chances de se transmitir o vírus, uma pesquisa publicada na edição de hoje do periódico norte-americano Annals of Internal Medicine apresenta mais um avanço — mostra que, com o uso de antirretrovirais já disponíveis no mercado, a expectativa de vida dos pacientes — que antes dos anos 2000 era de 10 anos, pode ser a mesma de pessoas saudáveis, se esse tratamento não sofrer interrupção.

A descoberta reforça ainda mais a necessidade de se ampliar o acesso aos remédios a populações carentes de diversas partes do mundo. Agora, definitivamente, a Aids deixa de ser sinônimo de atestado de óbito. O estudo divulgado hoje é o primeiro em grande escala a medir o impacto na expectativa de vida dos pacientes soropositivos que utilizam medicamentos antirretrovirais. Feito com cerca de 22.315 voluntários, com idade acima de 14 anos, em Uganda, na África, os pesquisadores consideraram a expectativa de vida em 35 anos de idade, quando na região é de 62 anos.

Os homens que utilizavam as drogas para o controle da doença tiveram uma expectativa de vida de 57 anos, e as mulheres de 67. “Essa diferença drástica entre homens e mulheres deve -se ao fato de que, tradicionalmente, os homens aderem mais tarde ao tratamento. E também por receberem menos cuidados ao longo da vida”, disse em entrevista ao Correio o médico canadense Edward Mills, da Universidade da Columbia Britânica, principal autor do estudo.

América Latina

Para ele, a constatação de que o tratamento permite o soropositivo viver aproximadamente o mesmo tempo de uma pessoa saudável, também pode ser aplicada à América Latina e a outros países da África, onde a epidemia ainda é um problema grave. “Utilizamos métodos de investigação propostos pela Organização Mundial de Saúde. Além disso, os medicamentos usados em Uganda, são os mesmos adotados em outras regiões do continente e do mundo”, explica o pesquisador. “Por isso, acreditamos que os resultados são os mesmos, independentemente da região ter uma expectativa de vida maior. Na verdade, acreditamos que em regiões onde o acesso aos medicamentos é maior, essa diferença na expectativa de vida de soropositivos e saudáveis deva ser ainda melhor”, acrescenta Mills.

A boa notícia veio enquanto cientistas e entidades se reúnem na Itália para debater os rumos das pesquisas em combate ao HIV, na 6ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids sobre Patogenia, Tratamento e Prevenção, que segue até amanhã, em Roma. O tratamento da doença é o centro das discussões do evento, depois que pesquisas mostraram que ao utilizar medicamentos de forma correta o paciente tem 96% menos chance de transmitir a Aids.

A novidade já havia sido adiantada pelo Correio em 30 de maio, em entrevista com Willy Rozenbaum, médico francês que ajudou a descobrir a Aids. “Uma pessoa que sabe que foi contaminada pode se beneficiar do tratamento, e esse tratamento permite, inclusive, não transmitir a doença em 96% dos casos”, adiantou o pesquisador na época.

No entanto, para que o coquetel de antirretrovirais possa se efetivar como a principal arma tanto na melhoria da qualidade de vida dos pacientes como aliado para impedir o surgimento de novos casos, é preciso ampliar a oferta de testes. O Ministério da Saúde estima que apenas no Brasil 250 mil pessoas estão contaminadas pelo HIV e não sabem disso. No planeta, esse número chega a 34 milhões de pessoas — metade dos soropositivos do mundo — e a grande maioria deles habita regiões pobres, como parte da América Latina e África, onde a oferta de exames ainda não é eficiente.

Esperança

Segundo o representante no Brasil do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Pedro Chequer, esta é a segunda revolução de tratamento na epidemia da doença, após 30 anos de combate. “A primeira revolução ocorreu em 1996, quando surgiram as primeiras drogas que ampliaram a expectativa de vida dos pacientes”, explica. “Agora, temos uma nova revolução, já que, somando o tratamento com a proteção do preservativo poderemos, pela primeira vez, acabar com as novas contaminações”, completa Chequer.

Para que isso ocorra, no entanto, ainda há um longo caminho a ser seguido. “Nas regiões da África, onde o estudo mostrou que a expectativa de vida pode ser prolongada, ou mesmo em outros lugares do planeta, o que inclui, de certa forma, o Brasil, ter-se consciência de que se está infectado ainda demora muito”, observa o especialista. “O país precisa empreender uma verdadeira cruzada, permanente, para que todas as pessoas contaminadas saibam disso e possam começar a se tratar e a usufruir desses tratamentos. Além disso, será preciso repensar quando iniciar o uso de medicamentos. Isso deve acontecer de maneira mais precoce”, alerta Pedro Chequer.

Metodologia aplicada

A expectativa de vida aos 35 anos foi escolhida porque, no decorrer dos anos, essa taxa varia muito. Segundo os especialistas, ao nascer, a esperança de vida da pessoa é mais baixa, pois na região são comuns as mortes por problemas de desnutrição e de desidratação. Na adolescência, a expectativa de vida cresce pois esses problemas não puxam mais o índice para baixo. Por fim, na vida adulta, quando a chance de morrer por motivos de violência não impacta na taxa, as doenças passam a ser o fator preponderante na longevidade. E isso possibilita medir com mais eficiência o impacto do tratamento da Aids.

Agência Brasil

Crianças e idosos são vítimas da dengue

Apesar de qualquer pessoa, de qualquer faixa etária, estar sujeito a contrair dengue, crianças e idosos têm sido vítimas frequentes da doença. Das 310 mortes registradas no primeiro semestre deste ano, 73 foram de doentes com menos de 15 anos de idade (23,5%). Dos 8.102 casos graves no mesmo período, foram identificados 2.794 em crianças e adolescentes (34%). E, desde 2008, pelo menos 25% dos pacientes internados em decorrência da dengue têm menos de 15 anos de idade.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, essa tendência é resultado da recirculação de alguns tipos de vírus da dengue, como o sorotipo 2. Ele explica que as crianças não tiveram contato com esses vírus no passado e, por isso, são mais vulneráveis a contrair a doença. “Os adultos tiveram contato com o vírus e ficaram protegidos, as crianças não. Assim, os casos entre crianças aumentam proporcionalmente a queda entre os adultos”, disse à Agência Brasil.

Como os sintomas da dengue são semelhantes aos de outras viroses, fica mais difícil diagnosticar a doença no estágio inicial. Segundo os médicos, a falta de diagnóstico precoce acaba favorecendo o desenvolvimento da forma grave da dengue nas crianças e adolescentes. “Não é fácil a identificação da dengue no início. O paciente pode apresentar um processo viral inespecífico, como o de uma gripe”, explicou Paulo Cesar Guimarães, integrante do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Para evitar mortes de crianças e complicações decorrentes da doença, o ministério decidiu distribuir um guia aos profissionais de saúde para que aumentem os cuidados com quem apresenta sintomas de dengue. Um dos alertas é para os sinais de agravamento da doença nas crianças. “Na criança, o início da doença pode passar despercebido e o quadro grave ser identificado como a primeira manifestação clínica. O agravamento, em geral, é súbito, diferente do que ocorre no adulto, que é gradual, com os sinais de alarme de gravidade mais facilmente detectados”, diz o manual. Alguns dos sintomas mais comuns são febre, dores e manchas vermelhas pelo corpo.

Na comparação com os primeiros seis meses de 2010, o secretário Jarbas Barbosa informou que houve queda do número de mortes e de casos graves entre crianças e adolescentes. Entre as mortes, a redução foi cerca de 35%, de 111 em 2010 para 73 este ano. Nos casos graves, a diminuição equivale a aproximadamente 30%, de 4.002 em 2010 para 2.794 nos primeiros seis meses de 2011.

Assim como as crianças, os idosos também sofrem com a dengue. Sem informar dados específicos dessa faixa etária, Barbosa disse que o número de casos graves e mortes relacionadas à doença tem crescido entre os mais velhos desde o ano passado. “O idoso tem uma doença cardíaca ou diabetes grave. A dengue pode descompensar essa outra doença que o idoso tem”, explicou o secretário.

De acordo com Barbosa, os idosos apresentam quadro de saúde mais debilitado e muitos contraem a doença mais de duas vezes ao longo da vida, o que eleva o risco de desenvolver a forma hemorrágica. Quanto mais vezes a pessoa contrair a doença, maior a chance de desenvolver as formas mais agressivas da dengue.

O último balanço nacional da doença, divulgado no dia 6 de julho, mostrou queda de 18% nas notificações de dengue no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2010. De janeiro a julho, as notificações somaram 715.666. As mortes e os casos graves também tiveram redução de 44% e 45%, respectivamente.

O Estado de São Paulo

Plano prevê abertura de 2,5 mil vagas de Medicina para reduzir desigualdade

Ministérios da Saúde e da Educação desenvolvem uma estratégia conjunta para aumentar o número de médicos por habitantes no País e, ao mesmo tempo, enrijecer as regras para criação de vagas em cursos que formam esses profissionais

Por Fernanda Bassette e Mariana Mandelli

Ministérios da Saúde e da Educação finalizam um plano nacional de educação médica que terá, entre seus objetivos, a meta de aumentar o número de médicos por habitantes no País e tornar mais rígido o processo de abertura de novas vagas em cursos de Medicina. Estudos das duas pastas indicam a necessidade de criação de 2,5 mil vagas, prioritariamente em instituições públicas.

Hoje, o Brasil tem 1,8 médico para cada mil habitantes. A ideia do plano é chegar, gradualmente, a pelo menos 2,5 médicos para cada mil pessoas até 2030.

Para que isso aconteça, os dois ministérios traçaram um raio X da formação médica no Brasil para identificar as áreas com maior carência. Assim, pretendem expandir a abertura de vagas em cursos de Medicina nas regiões mais deficitárias (mais informações nesta página).

Atualmente, o Brasil forma 16,5 mil novos médicos por ano em 183 escolas. A proposta que está em discussão é elevar esse número para 19 mil/ano.

As últimas autorizações para abertura de vagas de Medicina foram concedidas no início de 2010 pelo Ministério da Educação (MEC) a duas instituições públicas. Hoje existem 45 processos parados no Conselho Nacional de Educação (CNE). O conselho aguarda a publicação da portaria interministerial que vai definir as novas regras par dar andamento aos pedidos.

Plano maior. É a primeira vez que os dois ministérios juntam esforços para fazer estudos para identificar a necessidade de profissionais e discutir a qualidade da formação médica. A proposta foi oficialmente apresentada no início do mês aos conselhos nacionais de Educação e Saúde.

"Esse plano faz parte de um projeto maior, que envolve toda a formação na área de saúde, incluindo odontologia, enfermagem, fisioterapia e terapia ocupacional", diz Milton de Arruda Martins, secretário de gestão do trabalho e educação em saúde do Ministério da Saúde.

Para chegar ao diagnóstico da falta de médicos por região, o governo dividiu o número de profissionais ativos pela população de cada Estado. Essa conta apontou a cifra de 1,8 médico por mil habitantes. "Mas países que são considerados modelo em atenção à saúde possuem pelo menos 2,5 médicos por mil. E é com esse horizonte que estamos trabalhando", afirma Martins, que reforça que não se sabe se esse número é realmente o ideal.

Disparidades. O levantamento mostra o déficit de médicos nas Regiões Norte e Nordeste - que agora viram foco do governo.

O Estado do Maranhão possui a situação mais crítica: 0,6 médico para cada mil habitantes. Na contramão estão o Rio de Janeiro e o Distrito Federal, com 3,5 médicos por mil habitantes - número acima da média ideal. São Paulo está exatamente na média que o Brasil quer atingir: 2,5 médicos por mil.

Agora os ministérios estão cruzando o número de vagas de Medicina que cada Estado oferece por ano. O cálculo para fazer a projeção sobre a abertura de novas vagas ainda leva em consideração o envelhecimento dos médicos na ativa e a quantidade de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) disponíveis.

"A questão mais urgente é resolver as disparidades regionais. Isso vai ajudar o MEC a saber quais Estados serão priorizados na abertura de novas vagas de Medicina", diz Martins. Ele exemplifica a situação com o Maranhão, que tem 181 vagas em 3 cursos. "São números insuficientes para suprir a demanda de médicos", afirma. O Rio, por sua vez, oferece 2.516 vagas por ano em 18 escolas. "Não há motivos para abrirmos novas vagas nesse local", afirma Martins.

Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), não faltam médicos no País - o problema é a distribuição deles. O órgão é contra a expansão de vagas.

"E isso só pode ser corrigido erradicando as causas, como a falta de condições adequadas de trabalho, de centros de referência e de uma carreira de Estado que estimule o médico, até mesmo os mais experientes", diz o vice-presidente Carlos Vital. Segundo ele, o CFM só é a favor da criação de novas vagas se elas substituírem as que já existem em escolas ruins.

Martins, do ministério, diz que o programa contempla a abertura e o fechamento de vagas ao mesmo tempo. "Fechamos cerca de 800 vagas em dois anos. As exigências estão cada vez mais rigorosas."

O GLOBO

Das verbas desviadas, 70% são de Saúde e Educação

Setores que têm os maiores orçamentos da União e estão diretamente ligados aos cidadãos, Saúde e Educação são também os que mais sofrem com a corrupção no Brasil. Segundo o Departamento de Patrimônio e Probidade da Advocacia Geral da União (AGU), de 60% a 70% dos recursos públicos desviados no país são dessas duas áreas. É, por exemplo, dinheiro destinado a reformas de escolas e hospitais, compra de merenda escolar e de medicamentos, construção de quadras esportivas e procedimentos do SUS, mas que acaba indo para o ralo por causa da corrupção. Auditorias da Controladoria Geral da União (CGU) constataram, apenas entre 2007 e 2010, desvios de R$ 662,2 milhões nesses dois setores. E quase metade dos acusados de improbidade em todas as áreas da administração pública, segundo a AGU, é de prefeitos ou ex-prefeitos. Um dos problemas é a falta de fiscalização, mas também a pulverização dos recursos.

Segunda-feira, 18.07.11

Agência Câmara de Notícias

Projeto obriga planos de saúde a justificar recusa por escrito

Por Rachel Librelon / Edição: Wilson Silveira

A Câmara analisa o Projeto de Lei 394/11, do deputado Marcelo Aguiar (PSC-SP), que exige dos planos de saúde a fundamentação por escrito da recusa de cobertura total ou parcial em procedimentos médicos hospitalares.

Conforme o projeto, em caso de negativa de cobertura parcial ou total de procedimento médico, cirúrgico ou de diagnóstico, bem como de tratamento e de internação, a operadora do plano ou seguro de à saúde é obrigada a fornecer ao consumidor justificativa por escrito, de forma imediata e independente de solicitação.

A justificativa deverá trazer o motivo e a fundamentação legal e contratual da negativa de procedimento, de forma clara e completa, e a razão e/ou a denominação social da operadora ou seguradora, o número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o endereço completo e atual, a assinatura do responsável, o local, a data e a hora da negativa de cobertura.

Caso o consumidor interessado não possa receber a justificativa, o documento pode ser entregue, independentemente de procuração, a parente, ao acompanhante do paciente ou a qualquer advogado, sem necessidade de comprovação de interesse.

Falta de informação

O autor da proposta destaca que, atualmente, milhares de consumidores são afetados pela negativa de cobertura de doenças e/ou tratamentos, seja por falta de informação ou de orientação. Segundo ele, muitas vezes, essa negativa se baseia em cláusulas contratuais ilegais de exclusão de determinados procedimentos médicos.

“É necessário que os consumidores de planos e seguros de saúde de obtenham todas as informações sobre seus direitos e seus deveres, compreendendo os procedimentos cobertos, a sua forma de solicitação e os mecanismos para uma eventual reclamação”, defende o deputado Marcelo Aguiar.

Regra atual

A proposta altera a Lei dos Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde (9.656/98). A lei estabelece algumas coberturas mínimas por meio de um plano-referência de assistência à saúde, com cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil. A amplitude das coberturas, inclusive de transplantes e de procedimentos de alta complexidade, é definida por normas editadas pela ANS.

A Resolução 08/98 do Conselho Nacional de Saúde Suplementar impõe às operadoras de planos de saúde o dever de “fornecer ao consumidor laudo circunstanciado, quando solicitado, bem como cópia de toda a documentação relativa às questões de impasse que possam surgir no curso do contrato”.

Tramitação

A proposta foi apensada ao PL 4076/01, que será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

PL-394/2011

Agência Câmara de Notícias

Deputados discutem a qualidade do SUS

Pesquisa promovida pelo Ministério da Saúde sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) fez uma revelação curiosa: para a classe média, que se vale mais dos planos de saúde, o sistema é ruim, quase péssimo, mas a avaliação feita pela população carente é mais favorável. Para falar sobre a qualidade do SUS e todas as outras variáveis que envolvem o sistema público de saúde no Brasil, o "Pinga-Fogo" reuniu, em uma série especial de dois programas. três deputados especialistas no tema, todos ex-secretários de Saúde de seus respectivos estados: Osmar Terra (PMDB-RS), Mandetta (DEM-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Agência Câmara de Notícias

Venda fracionada de medicamentos pode ser obrigatória

Por Rachel Librelon / Edição: Wilson Silveira

A Câmara analisa o Projeto de Lei 396/11, do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), que torna obrigatório o fracionamento de medicamentos, conforme a receita médica. A proposta define como aptas para fracionamento as substâncias apresentadas sob a forma de drágeas, comprimidos, cápsulas, pastilha, supositório e óvulos. Para evitar dúvidas, a proposta acrescenta à lei a definição das formas possíveis de apresentação de medicamentos.

Atualmente, a legislação sobre o controle de comércio de medicamentos (Decreto 74.170/74) permite o fracionamento de determinados medicamentos, sem torná-lo obrigatório. Existe uma lista de quase 800 medicamentos que podem ser fracionados editada e atualizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Podem ser fracionados hoje medicamentos acondicionados em frasco-ampola, ampola, seringa preenchida, flaconete, sachê, envelope, blister e strip. Também estão na lista de fracionamento os apresentados nas formas de comprimidos, cápsulas, óvulos vaginais, drágeas, adesivos transdérmicos e supositórios.

Intoxicação

O parlamentar argumenta que os medicamentos estão entre as principais causas de intoxicação de crianças, correspondendo a cerca de 35% dos casos. O controle na quantidade de medicamentos vendidos poderia prevenir situações dessa natureza.

“As intoxicações respondem por aproximadamente 7% de todos os acidentes em crianças menores de 5 anos e estão relacionadas a cerca de 2% de todas as mortes na infância no mundo”, afirma.

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-396/2011

O Globo

Entram em vigor novas diretrizes para tratamento da hepatite C

Entraram em vigor nesta segunda-feira as novas diretrizes do Ministério da Saúde para melhorar o tratamento da hepatite C. A partir de agora, será ampliado o uso do medicamento interferon peguilado e os pacientes terão facilitado o acesso à terapia, em alguns casos, sem necessidade de biópsia prévia.

O protocolo anterior, de 2007, só permitia a extensão do uso do interferon com aprovação do Comitê Estadual de Hepatites Virais. Agora o médico do paciente poderá receitar a continuidade do tratamento, de acordo com os critérios no documento.

No Brasil, há 11.882 pessoas em tratamento, e a ampliação do uso do interferon peguilado beneficiará pelo menos outros 500 pacientes ainda este ano. O uso deste fármaco, diz o Ministério, trará mais bem-estar e conforto aos portadores, porque é ele usado apenas uma vez por semana. No caso do interferon convencional, são três doses a cada semana.

Hoje, um tratamento com duração de 48 semanas com o interferon peguilado custar R$ 23 mil ao Sistema Único de Saúde (SUS) e um paciente com hepatite C é tratado por até 72 semanas. A hepatite C ataca o fígado e a maioria dos pacientes foi contaminada em transfusão de sangue, ocorrida antes de 1993, ano em que os testes para detecção de anticorpos da hepatite C em bancos de sangue foram implantados. Outros casos de infecção se dão por seringas ou aparelhos perfurocortantes contaminados, como equipamentos odontológicos e materiais usados para tatuagem e piercing. Lâminas de barbear e de manicure e pedicure devem ser individualizados. A doença também pode ser transmitida em relação sexual desprotegida.

A transmissão da mãe para o bebê na gravidez do vírus C é menos frequente e ocorre em cerca de 5% dos nascidos de mães portadoras do vírus com carga viral elevada. A doença tem tratamento e cura, particularmente com diagnóstico e tratamento precoce. A prevalência da hepatite C nas capitais brasileiras é de cerca de 1,5%, e o Ministério está ampliando o acesso ao diagnóstico precoce desta infecção.

Isaude.net

Mobilização elimina quase 5 mil focos do mosquito da dengue no Rio

Mais de 10 mil pessoas, entre voluntários e profissionais de saúde participaram da campanha na capital fluminense

Durante a 3ª Mobilização contra a Dengue pela Cidade do Rio, nesta semana, foram eliminados 4.746 focos do Aedes aegypti. A ação na capital fluminense também identificou 7.150 possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue. Mais de 10 mil pessoas, entre voluntários e profissionais de saúde participaram da campanha.

Os participantes percorreram 358 trajetos em todas as áreas da cidade, verificando mais de duas mil ruas, num total de cerca de 1.500 km. Além da busca de focos de mosquito da dengue, houve trabalho educativo com a população.

Os resultados das notificações coletadas durante a caminhada pelo Teleatendimento 1746 ou por formulários distribuídos nos locais foram consolidadas em um mapa no Centro de Operações da Prefeitura. As próximas ações de combate à dengue serão feitas também com base nesse levantamento.

As caminhadas do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável, iniciadas em abril, pretendem sensibilizar os cidadãos a olhar a sua própria rua e o entorno de sua residência como um espaço coletivo que precisa ser cuidado durante o ano inteiro e não apenas no verão, a fim de evitar a proliferação do Aedes aegypti. Nas mobilizações anteriores foram eliminados cerca de 10 mil focos do mosquito transmissor da dengue.

AGENDA

- Estão abertas as inscrições de trabalhos para a 11ª Expoepi

Anvisa

Estão abertas as inscrições de trabalhos para a mostra competitiva da 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças – 11ª Expoepi. O prazo para a subscrição de trabalhos vai até o dia 20 de julho de 2011, pela internet. O evento acontece entre os dias 1º a 3 de novembro, em Brasília-DF.

Serão contempladas duas modalidades de participação. A modalidade I trata das experiências bem-sucedidas realizadas pelos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) que contribuíram para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde. A experiência vencedora em cada uma das nove áreas da Modalidade I receberá um prêmio no valor de R$30 mil, oferecido pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A modalidade II (com apenas uma área específica) é uma inovação para este ano, por estar direcionada aos profissionais da Saúde que atuam no SUS e desenvolveram trabalhos técnico-científicos em nível de pós-graduação que contribuem para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde. Nesta modalidade, serão concedidos prêmios no valor de R$9 mil para tese de doutorado, R$6 mil para dissertação de mestrado e R$3 mil para monografia de especialização.

Critérios

Os trabalhos serão selecionados segundo os critérios estabelecidos no Edital de convocação. A experiência ou trabalho técnico-científico inscrito que não demonstrar sua contribuição ao aprimoramento das ações de vigilância em saúde será considerado inelegível para a mostra competitiva.


- CBA oferece Curso e Pós-Graduação em gerenciamento do ambiente e segurança em saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) – representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI) –, está com inscrições abertas para o curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições de Saúde, que acontece em julho e agosto, e também para a pós-graduação em Gestão do Ambiente e Segurança em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, que começa em agosto e tem duração de 11 meses.

As inscrições para o curso e para a pós-graduação estão abertas até dia 31 de julho. Seguem abaixo as informações de ambos.

Curso: Gerenciamento do Ambiente em Instituições de Saúde

Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, gerenciamento de resíduos perigosos, o tratamento de resíduos biológicos, a incineração como alternativa restrita, as regras para construção predial e no sistema de abastecimento da água para o cumprimento da legislação e a sustentabilidade nos ambientes de saúde. Estes são alguns dos temas a serem abordados no curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

Segundo a enfermeira Irene Haddad, que ministrará o curso, ainda é grande o número de hospitais brasileiros que utilizam termômetro e esfignomanômetro de mercúrio, o que representa um perigo não só à saúde dos trabalhadores das instituições de saúde, mas também para a saúde dos pacientes e acompanhantes. Como exemplo, ela citou um levantamento realizado em um hospital do Rio de Janeiro. Segundo o inventário, em apenas três meses, foram requisitados 824 termômetros de mercúrio para substituir outros danificados. “O dado é alarmante. O mercúrio é um metal volátil que libera vapor tóxico por até um ano, causando danos neurológicos que só vão surgir anos depois”, alerta Irene, apontando que esses equipamentos devem ser substituídos pelos digitais, disponíveis no mercado e certificados pelo INMETRO.

A enfermeira que é consultora de educação para acreditação do CBA, gerente de resíduos de serviços de saúde do Hospital Federal dos Servidores do Estado (RJ) e consultora de Controle de Infecção Hospitalar e Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde da Prevento Consultoria, ensinará como elaborar um plano de gerenciamento de resíduos durante o curso. “É importante saber classificar corretamente os resíduos gerados para garantir o manejo correto até a disposição final, diminuindo os impactos ambientais e promovendo saúde”, ressalta.

O curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições de Saúde, voltado para profissionais de saúde, gestores e lideranças intermediárias, acontece em duas datas: 23 de julho ou 25 e 26 de agosto, ambos com carga horária de 36 horas/aula. “Este curso é uma disciplina eletiva do MBA Gestão da Qualidade em Saúde e Acreditação. As aulas serão teóricas e práticas”, explica Rosângela Boigues, Coordenadora de Ensino do CBA.

As inscrições podem ser feitas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241 ou 3299-8202 ou ainda 3299-8234. Mais informações no site www.cbacred.org.br. O valor do curso é de R$ 800,00.

Pós-graduação: Gestão do Ambiente e Segurança em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde

Especializar gestores e profissionais de instituições de saúde públicas e privadas para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços de saúde ou gestão de riscos (Risk Officer Management); Desenvolver uma visão estratégica sobre o estabelecimento assistencial de saúde e seu meio ambiente interno e externo (Hospital Verde); e Qualificar estes profissionais para planejar, desenvolver, implantar, monitorar e melhorar o ambiente de sistemas e serviços de saúde. Estes são os objetivos principais dessa pós-graduação, que tem duração de 11 meses, se estendendo de agosto deste ano a julho de 2012, perfazendo uma carga horária de 396 horas/aulas.

Com conteúdo como, Estudo do Ambiente Hospitalar e de outros Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Custos Hospitalares e Introdução à Legislação Ambiental, além de outras oito disciplinas, o curso de pós-graduação é voltado para gestores de instituições públicas e privadas de saúde, profissionais da saúde, além de profissionais das áreas de administração, arquitetura, assistência social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição que já atuem ou tenham interesse de atuação em serviços de saúde.

Com inscrições até o dia 31 de julho, a pós-graduação terá início no dia 18 de agosto com a disciplina Gestão pela Qualidade – Princípios e Métodos. Mais informações e inscrições através do site www.cbacred.org.br ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br ou ainda pelos tels. (21)3299 8241 / 3299 8202 / 3299 8242.


- VIII Encontro Prestadoras e Operadoras de Planos de Saúde

Dias 21 e 22 de Julho, em Salvador

Auditório do C. Médico do Hospital Português

Av. Princesa Isabel – Barra Avenida

Inscrições pelo site: www.ucasaude.com.br ou pelo telefone: 30823766 / 3752


- Fórum Nacional das Câmaras Técnicas de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina

Data: 22 de julho

Local: Sede do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília - DF (Veja Mapa)

Horário: Das 8h às 18h

Informações: (61) 3445-5957 / 5900

Contato: eventos@portalmedico.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Realização: Conselho Federal de Medicina (CFM)

Inscrições: Gratuitas


- XXI Congresso Nacional das Santas Casas

AssPreviSite

Com a presença confirmada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde e o meio ambiente

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011, em Brasília. Com o tema central “Saúde e meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”, o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem impactar na Saúde do homem e quais estratégias devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.

Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas transformações ambientais. Além disso, com tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo a formulação de políticas públicas que sejam adequadas à nova realidade, é preciso debater, hoje, o futuro dos hospitais.

Para o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos um time de especialistas discutindo a participação do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor atendimento de nossos pacientes”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso, já confirmaram a presença.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrições: www.cmb.org.br/congresso.


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.


- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Unidas / AssPreviSite

18 e 19 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutor

Professor Peter M. Dostler

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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