Leia
nesta edição:
- Empresas
dominam debate sobre plano de saúde
- Carência em plano de saúde
- Médicos paulistas vão
suspender atendimento
- Médicos
do DF definem se aderem ao boicote
- Médicos ignoram norma que proíbe vale-remédio
- Simpósio de Assistência
Domiciliar no DF
- HIV: Exame
de carga viral é restringido
- Mais vida para soropositivos
- Crianças e idosos são vítimas
da dengue
- Plano prevê abertura
de 2,5 mil vagas de Medicina para reduzir desigualdade
- Das verbas
desviadas, 70% são de Saúde e Educação
- Projeto
obriga planos de saúde a justificar recusa
por escrito
- Deputados discutem a qualidade do SUS
- Venda fracionada
de medicamentos pode ser obrigatória
- Entram em vigor novas diretrizes para tratamento da hepatite
C
- Mobilização
elimina quase 5 mil focos do mosquito da dengue no Rio
Terça-feira,
19.07.11
O Globo
Empresas
dominam debate sobre plano de saúde
Por Evandro Éboli
Associação do setor elabora roteiro de discussão
para guiar a Subcomissão de Saúde Complementar
da Câmara BRASÍLIA.
Criada para
elaborar o marco regulatório dos planos de
saúde, a subcomissão de Saúde Suplementar
da Câmara dos Deputados está sendo orientada pela
Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
entidade que reúne empresas que atuam nesse mercado. Por
solicitação da própria subcomissão,
a Abramge elaborou um roteiro de trabalho sobre como a subcomissão
deve funcionar e os temas a serem tratados. O documento foi distribuído
a parlamentares e a dirigentes de outras entidades, durante reunião
na Câmara, semana passada.
Na reunião, que ocorreu na última quarta-feira,
o advogado e dirigente da Abramge, Dagoberto José Steinmeyer
Lima, sentou-se à mesa, ao lado do presidente da subcomissão,
deputado André Zacharow (PMDB-PR), e apresentou o roteiro.
Zacharow, na sua campanha eleitoral, teve apoio do setor e recebeu
R$50 mil da Unimed. O relator da subcomissão, Luiz Henrique
Mandetta (DEM-MS), dirigiu a Unimed em seu estado.
A Abramge
também fez um levantamento de quantos projetos
de lei sobre regulamentação dos planos de saúde
tramitam no Congresso Nacional, 41, e listou todas essas propostas.
No documento, a entidade relaciona as mudanças que precisam
ser feitas na legislação e, entre outras propostas,
prevê regras para evitar a judicialização
dos contratos de planos de seguros de saúde, da participação
de empresas estrangeiras nesse mercado e de como deve ser a atuação
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A presença de Lima na coordenação dos trabalhos
irritou alguns dos convidados da reunião. Um dos vice-presidentes
do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda,
da Comissão de Saúde Suplementar da entidade, considerou
a atuação da Abramge uma ingerência indevida.
- Fiquei
preocupado quando foi apresentado o roteiro da nova legislação justamente por quem deve ser regulado,
que são as operadoras. Questiono a Abramge estar ditando
o roteiro desse trabalho, dessa subcomissão. Que isto
fique em ata. Os médicos questionam as operadoras estarem
na coordenação do roteiro da comissão -
afirmou Aloísio Tibiriçá na reunião.
Diretor da
Abramge diz que participação é técnica,
Lima é advogado especialista em direito empresarial e
assessora entidades e operadoras de planos de saúde.
Na década de 90, ele prestou assessoria para o relator
do texto que criou a atual legislação sobre planos
de saúde. Lima justificou sua presença na comissão
e afirmou ter sido convidado.
- Fui convidado
pela subcomissão para fazer essa exposição
e foi sugerido que apresentasse esse roteiro básico, como
forma de ordenar o trabalho. Me pediram para colaborar tecnicamente
- disse Lima.
Autores do
estudo "Representação política
e interesses particulares na saúde", sobre financiamento
de campanhas eleitorais pelas empresas de planos de saúde,
Mário Scheffer e Ligia Bahia, criticaram a presença
da Abramge na coordenação do trabalho.
- É a volta do mesmo e bem-sucedido lobby, que atuou
em outras ocasiões. Com total impedimento ético.
E, desta vez, com roteiro e tudo, ou seja, tudo documentado -
disse Mário Scheffer, da USP.
- O que é preocupante é que, na verdade, essa
comissão, criada para regulamentar, vai é desregulamentar. É a
autonormatização do setor. É um paradoxo
- disse a professora Ligia Bahia, da UFRJ.
Zacharow
afirmou que a comissão vai ouvir todos os segmentos
que atuam nesse setor e que o roteiro elaborado pela Abramge é uma
orientação. - Podemos discordar e apresentar outra
proposta - afirmou Zacharow.
JC Online
Carência em plano de saúde
A possibilidade
de mudar de plano de saúde levando junto
os períodos de carência já cumpridos é uma
realidade desde abril de 2009 para os beneficiários de
planos contratados a partir de 2/01/1999, após a regulamentação
do setor. Em abril deste ano, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) ampliou as regras de portabilidade, incluindo
novas possibilidades de transferências, como a permanência
mínima no plano, reduzida de 2 para 1 ano a partir da
segunda portabilidade. Isso não quer dizer que não
exista mais carência. As pessoas que contratam planos de
saúde pela primeira vez têm de saber que há prazos
a serem cumpridos. Para esclarecer questões como essas,
a ANS preparou um folheto com as 12 principais dúvidas
dos usuários.
Para os novos
clientes, os períodos máximos de
carência são 24 horas para urgência e emergência,
300 dias para parto (dentro do prazo normal de gestação)
e 180 dias para os demais casos, como exames, consultas e internações.
O cliente deve ficar atento ao fato de que enquanto estiver no
período de carência para internações
e acontecer um atendimento de emergência, a operadora vai
transferir o paciente para um hospital do SUS, depois de realizado
o atendimento de urgência, caso o paciente necessite ficar
internado.
Pessoas que
têm doenças preexistentes também
deverão ter cuidado na hora de contratar o plano pela
primeira vez. A Lei 9656/98, que regulamenta o setor, prevê um
prazo de 24 meses para o cliente passar a poder a ser tratado
para os procedimentos relacionados à doença declarada
como preexistente. Para todos os outros casos, no entanto, as
carências são iguais.
Esse tipo
de informação é amplamente divulgado
pela ANS em seu site, mas o cliente que tiver dúvidas
pode entrar em contrato com a agência pelo Disque-ANS (0800-701-9656)
ou pelo site da instituição (www.ans.gov.br).
O setor de
saúde suplementar é composto por operadoras
de planos privados de assistência por meio de uma rede
de prestadoras de serviços (hospitais, clínicas,
laboratórios e consultórios) e pelos beneficiários
dos planos. É um mercado que envolve 1.630 operadoras
em todo o Brasil, que atendem mais de 46,6 milhões de
clientes. Só no ano passado, o setor movimentou R$ 74
bilhões.
Este setor é regulado pela ANS e tem duas leis que formam
o seu marco regulatório. A primeira é a Lei 9.656/1998,
que dispõe sobre a regulamentação dos planos
e seguros privados de assistência à saúde,
estabelecendo as coberturas obrigatórias das doenças
listadas na Classificação Estatística Internacional
de Doenças da Organização Mundial de Saúde.
A outra lei é a 9.961/2000, que criou a ANS, cuja finalidade é regular
as operadoras.
Jornal Monitor Mercantil
Médicos paulistas vão
suspender atendimento
Médicos de São Paulo de seis especialidades vão
parar de atender pacientes de planos de saúde a partir
de 1 de setembro. Cada especialidade vai suspender o atendimento
por três dias. As primeiras serão ginecologia e
obstetrícia, de 1 a 3 de setembro. Depois, otorrinolaringologia
(de 8 a 10), pediatria (14 a 16), pneumologia (21 a 23) e cirurgia
plástica (28 a 30). Os anestesiologistas também
vão parar conforme o rodízio das outras especialidades.
A Associação Paulista de Medicina (APM), uma das
coordenadoras do movimento, assegurou que os casos de urgência
e emergência serão atendidos. O cronograma vai até o
final de setembro, mas a associação adiantou que
a paralisação é por tempo indeterminado
até que as operadoras dos planos de saúde atendam às
reivindicações da categoria.
Por enquanto,
está definido que os médicos vão
interromper o atendimento a clientes de seis planos: Gama Saúde,
Green Line, Intermédica, Abet (Telefónica), Companhia
de Engenharia de Tráfego (CET) e Notredame. Os profissionais
estão em negociação com nove empresas.
Os médicos paulistas reivindicam valor de R$ 80 por consulta,
regularização dos contratos e reajuste anual dos
serviços com base no índice concedido pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para correção
dos planos individuais.
Correio Braziliense
Médicos
do DF definem se aderem ao boicote
Por Jorge Freitas
A Comissão de Honorários Médicos do Distrito
Federal (DF) reúne-se hoje para definir se vai ou não
aderir ao movimento nacional de boicote aos planos de saúde
a partir de 1° de setembro. Os profissionais que atuam na
capital do país reivindicam das operadoras Amil, Golden
Cross, Sul América e Bradesco aumento de R$ 40 para R$
60 no valor das consultas médicas. Também defendem
a adoção de procedimentos mínimos para casos
de cirurgias. Como o prazo para resposta das empresas já expirou,
os médicos do DF aguardam definições de
outros estados para aderir ao movimento iniciado em São
Paulo.
“Seguimos a orientação que outros estados
têm adotado e poderemos acompanhar o movimento nacional”,
afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Marcos
Gutemberg Fialho da Costa. No Rio de Janeiro, o Conselho Regional
de Medicina do estado informou que a recusa de planos afetará clientes
da Medial, da Dix e da SulAmérica.
Para o diretor
do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon/DF),
Oswaldo Morais, os consumidores não
podem ser prejudicados, nem pelos médicos nem pelos planos. “Manteremos
contato com as empresas porque os conveniados têm o direito
a consultar o médico a que estão acostumados”,
disse. “Não é possível alguém
pagar um plano e ficar sem atendimento”, acrescentou.
Pleito
Profissionais querem que o valor das consultas chegue a R$ 60
para garantir atendimento aos conveniados
Gazeta do Povo
Médicos ignoram norma que proíbe vale-remédio
Conselho
de Medicina veta entrega de cupom que dá ao
paciente desconto na compra de medicamentos. Mesmo assim, prática é comum
nos consultórios
Um ano após o Conselho Federal de Medicina (CFM) editar
uma resolução (n.° 1.939/2010) que proíbe
os médicos de distribuírem cupons e vale-descontos
de remédios para pacientes, a prática ainda é comum
em clínicas e consultórios. O paciente é atendido,
diagnosticado e recebe a receita e o cupom. Em seguida, se cadastra
pela internet ou pelo telefone da empresa farmacêutica
e recebe o benefício. Em alguns medicamentos, os descontos
podem chegar a até 100% na primeira compra e 50% nas demais.
Para o CFM,
esses cadastros violam o sigilo do paciente por causa do envio
de
dados pessoais e do número de registro
do médico que concedeu o cupom. Além disso, podem
revelar aos laboratórios o diagnóstico da doença
a partir da prescrição. “Não é ético
nem recomendável. O sigilo do paciente é um elemento
básico”, diz o médico Renato Tambara Filho,
do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos
do Hospital de Clínicas de Curitiba. Com as informações
do paciente, o risco é que as indústrias enviem
propaganda de remédios para o endereço do cadastro
ou telefonem para saber se o paciente está seguindo o
tratamento, uma função exclusiva do médico.
O problema é tão sério que a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está debatendo
os chamados programas de adesão ao tratamento. Por enquanto,
não existe qualquer medida restritiva. Entretanto, a questão é vista
com certa cautela já que, quando oferecidos por laboratórios
farmacêuticos, os programas acabam ocasionando a fidelização
do paciente a determinada marca de medicamento, o que suscita
questionamentos do ponto de vista ético.
Relação
comercial
Rodrigo (nome
fictício), por várias vezes, saiu
de consultórios com um vale desconto em mãos. “Eu
imaginava que fosse ilegal”, diz. Lima conta que até se
rendeu à possibilidade de pagar menos por um medicamento,
mas a burocracia para se cadastrar foi tão grande que
desistiu. “Acho injusto. Seria melhor repassar os descontos
para os medicamentos direto na farmácia”, defende.
O cupom de
vale-desconto também acarreta em outro problema ético:
a relação comercial entre o profissional da saúde
e a indústria. De acordo com o texto da resolução
do CFM, “ao se inserir como peça indispensável
para esse tipo de promoção de vendas da indústria
farmacêutica, [o médico] exerce a medicina como
comércio, atuando em interação com o laboratório”.
Ainda segundo
o CFM, os médicos não podem vincular
a prescrição médica ao recebimento de vantagens
materiais, exercendo simultaneamente medicina e farmácia. “O
exercício da medicina é incompatível com
o comércio, campo de atividade própria do capitalismo”,
diz o secretário-geral do CFM, Henrique Batista, autor
da resolução.
Na opinião de Batista, a indústria farmacêutica
tem outras maneiras de divulgar novos medicamentos, sem a necessidade
de se relacionar com o médico. “A indústria
farmacêutica poderia intensificar a divulgação
de seus produtos usando publicações, correio eletrônico
e eventos científicos. Cabe a ela buscar outros meios
de divulgação”, diz. O Conselho Regional
de Medicina (CRM) de cada estado é responsável
por fiscalizar o exercício da medicina e o cumprimento
das resoluções do CFM, mas, segundo Batista, muitos
desvios só podem ser coibidos por meio de denúncias.
Quando um
médico é denunciado, o CRM abre um processo
investigatório. Caso seja comprovado que o médico
desrespeitou a resolução do conselho, a pena pode
variar desde uma advertência reservada até a cassação
do registro profissional.
Laboratórios
dizem que programas apenas orientam o paciente
Para as indústrias de medicamentos, os programas de fidelidade
ou acompanhamento colaboram com os pacientes. De acordo com Nelson
Ambrogio, diretor da unidade de negócios Medicina Geral
da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, trata-se de um
programa de orientação para o bom andamento do
tratamento prescrito, que inclui também desconto nos medicamentos. “As
vendas pelo programa representam menos de 1% das vendas da Bayer
na área da saúde humana”, afirma.
A Novartis,
que mantém o programa Vale Mais Saúde,
explica que o programa, disponível para toda
a população, visa melhorar a adesão dos
pacientes ao tratamento prescrito pelos médicos, por meio
de informação e da oferta de medicamentos a preços
reduzidos. A empresa cita um estudo da Organização
Mundial da Saúde (OMS) mostrando que a adesão ao
tratamento é um fator-chave no gerenciamento de doenças
crônicas.
De acordo
com a Novartis, os dados cadastrais solicitados aos pacientes
são unicamente para o funcionamento do programa. “Com
o objetivo de assegurar a total privacidade dos participantes,
todas as informações cadastrais fornecidas na inscrição
ficam armazenadas em uma empresa especializada nesse tipo de
serviço e não podem ser acessadas individualmente
pela Novartis”, informa nota enviada pela empresa.
A Bayer afirma
que a verificação do número
de registro do médico no Conselho Regional de
Medicina (CRM) é uma garantia ao próprio
paciente. “A menção do CRM é uma importante
indicação de que o produto foi prescrito por profissional
habilitado”, diz Ambrogio.
Utilidade
Por meio
de nota enviada pela assessoria de imprensa, o Sindicato da
Indústria de Produtos Farmacêuticos de São
Paulo (Sindusfarma), que representa 80% do mercado nacional,
afirma que “a indústria farmacêutica entende
que os planos de adesão de pacientes são úteis
para a eficácia do tratamento e cura dos pacientes. Esses
programas, de acordo com as regras de cada empresa, agregam uma
série de serviços de suporte de interesse dos pacientes,
preservando a liberdade de prescrição do médico.
O Sindusfarma entende que a sociedade brasileira deve discutir
amplamente esse tema”.
As duas empresas
procuradas pela Gazeta do Povo não comentaram
a resolução do Conselho Federal de Medicina que
proíbe a prática. Ambas também afirmaram
que não dão ou pagam nenhuma espécie de
brinde para médicos.
Serviço:
Para fazer
uma denúncia, a pessoa deve procurar o Conselho
Regional de Medicina. Em Curitiba, a sede do CRM fica na Rua
Victório Viezzer, 84, no bairro Vista Alegre. O telefone é (41)
3240-4000.
AssPreviSite
Simpósio de Assistência
Domiciliar no DF
O evento
realizado na Capital Federal na última semana
abriu espaço para as empresas de Home Care, operadoras
de saúde, gestores em saúde e o próprio
Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção
Domiciliar (Nead) iniciarem importante discussão em torno
da Assistência Médico-Domiciliar no Distrito Federal
capaz de enxergar todos os personagens envolvidos no processo
da assistência e assegurar um atendimento de qualidade
e efetivo para o paciente.
Com o compromisso
de abordar a assistência domiciliar
nos seus aspectos de gestão e técnico, o evento
foi aberto pelo presidente do Nead, Dr. André Minchillo,
que abordou a realidade da assistência médico-domiciliar
no cenário nacional e os desafios do Distrito Federal.
Em sua palestra,
Minchillo, destacou que o segmento de Home Care é relativamente jovem, mas que está se estruturando
de forma gradativa nesses últimos anos. “A utilidade
desta iniciativa é importante para que se criem ferramentas
de gestão e aprendizado” comentou.
Para o presidente
da entidade, o acesso da população
aos serviços de assistência domiciliar está crescendo
consideravelmente. No cenário da assistência domiciliar
expôs que ainda se afiguram dificuldades de acesso a hospitais
para que se chegue ao paciente para realizar uma avaliação.
Outro tema
abordado ainda no dia da abertura tratou de discutir maneiras
de administrar
a diversidade de interesses como parceiros
em Home Care. Conduzida pelo médico e Coordenador Médico
do Grupo Ideal Care, Dr. Oswaldo Lourenço de Molla Neto,
a apresentação buscou retratar os principais atores
e parceiros que atuam no sistema e o que se deve considerar quando
se fala em gerenciamento.
Para o médico “as operadoras de planos de saúde
acreditam que os prestadores de serviços e os profissionais
de saúde sobrecarregam de forma desnecessária as
despesas do sistema e por isso, desenvolvem métodos para
evitar a realização ou pagamento daquilo que consideram
desnecessário”, comentou Neto.
O segundo
dia do evento foi marcado pela exposição
da visão de operadoras de saúde em Autogestão
e Medicina de Grupo. Hênio Braga, Gerente da CASSI em Brasília,
expôs os cuidados domiciliares na visão de uma empresa
de autogestão. Em sua palestra comentou a estratégia
de saúde da família implementada pela CASSI e de
que maneira a assistência domiciliar está inserida
nessa estratégia. “Na CASSI fazemos a gestão
das necessidades do paciente, e não a gestão da
oferta do mercado”. Comentou. Para o palestrante é preciso
que haja um processo de interação e integração
da assistência oferecida. “É preciso repensar
as práticas de atenção domiciliar” destacou.
O ponto máximo do evento reuniu em mesa redonda os personagens
que atuam no segmento em torno da discussão da administração
da diversidade de pensamentos. Participaram da discussão
a Diretora Regional da União Nacional das Empresas de
Autogestão em Saúde (Unidas), Angela Oliveira,
o Presidente do Nead, Dr. André Minchillo, o Gerente da
CASSI, Hênio Braga, com mediação do representante
da empresa Pleno Saúde, Dr. Ricardo Spilborghs.
Entre os
assuntos discutidos foram descatados os processos de acreditação atuais. Para o grupo, ainda há que
se discutir a validade dos protocolos utilizados para o segmento
de Assistência Domiciliar, haja vista que se trata de processos
emanados do ambiente hospitalar, que não estão
adaptados para a realidade domiciliar. Outra questão foi
o fato de que a acreditação não assegura à empresa
diferenciação em preço.
Concluídos os painéis o evento foi finalizado
com a expectativa de se começar a pensar em sua próxima
edição.
Mais sobre o evento: http://grupoidealcare.blogspot.com/
Folha
de São
Paulo
HIV:
Exame de carga viral é restringido
Falta de kits para medir carga de HIV faz governo restringir
exame
O Ministério da Saúde passou a restringir em todo
o país o chamado exame de carga viral, que mede a carga
de HIV no sangue e pode mostrar, por exemplo, se o tratamento
está funcionando.
Nos Estados
de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo,
há relatos de que o sangue está sendo colhido,
mas congelado para fazer o exame depois.
Na última semana, o ministério divulgou uma nota
técnica criando dois grupos prioritários de teste:
gestantes infectadas pelo HIV e crianças.
Os pacientes fora do grupo de prioridade devem fazer o exame
quando os estoques forem regularizados.
A falta do
kit começou quando o ministério resolveu
implantar um teste para carga viral em tempo real. Em maio, a
pasta deu início a um processo de licitação,
que acabou atrasando -um dos participantes questionou o processo.
Agora, o
governo terá de
fazer uma compra emergencial de mais kits.
Correio Braziliense
Mais vida para soropositivos
Por Max Milliano Melo
A maior pesquisa
feita com grupos populacionais infectados pelo HIV mostra que é possível viver com o vírus
além da expectativa. O estudo diz que é preciso
fazer testes, seguir o tratamento e ampliar o acesso
Há três décadas, quando surgiram os primeiros
casos de Aids no mundo, os tratamentos para combater a doença
ainda não existiam e ser contaminado era uma sentença
de morte. Desde então, pesquisadores de várias
nacionalidades têm unido esforços, tanto na busca
de tratamento mais eficazes para os pacientes que contraíram
o HIV, quanto para produzir uma vacina. Depois de diversos estudos
confirmarem que algumas formas de tratamento são capazes
de diminuir em 96% as chances de se transmitir o vírus,
uma pesquisa publicada na edição de hoje do periódico
norte-americano Annals of Internal Medicine apresenta mais um
avanço — mostra que, com o uso de antirretrovirais
já disponíveis no mercado, a expectativa de vida
dos pacientes — que antes dos anos 2000 era de 10 anos,
pode ser a mesma de pessoas saudáveis, se esse tratamento
não sofrer interrupção.
A descoberta
reforça ainda mais a necessidade de se ampliar
o acesso aos remédios a populações carentes
de diversas partes do mundo. Agora, definitivamente, a Aids deixa
de ser sinônimo de atestado de óbito. O estudo divulgado
hoje é o primeiro em grande escala a medir o impacto na
expectativa de vida dos pacientes soropositivos que utilizam
medicamentos antirretrovirais. Feito com cerca de 22.315 voluntários,
com idade acima de 14 anos, em Uganda, na África, os pesquisadores
consideraram a expectativa de vida em 35 anos de idade, quando
na região é de 62 anos.
Os homens
que utilizavam as drogas para o controle da doença
tiveram uma expectativa de vida de 57 anos, e as mulheres de
67. “Essa diferença drástica entre homens
e mulheres deve -se ao fato de que, tradicionalmente, os homens
aderem mais tarde ao tratamento. E também por receberem
menos cuidados ao longo da vida”, disse em entrevista ao
Correio o médico canadense Edward Mills, da Universidade
da Columbia Britânica, principal autor do estudo.
América
Latina
Para ele,
a constatação de que o tratamento permite
o soropositivo viver aproximadamente o mesmo tempo de uma pessoa
saudável, também pode ser aplicada à América
Latina e a outros países da África, onde a epidemia
ainda é um problema grave. “Utilizamos métodos
de investigação propostos pela Organização
Mundial de Saúde. Além disso, os medicamentos usados
em Uganda, são os mesmos adotados em outras regiões
do continente e do mundo”, explica o pesquisador. “Por
isso, acreditamos que os resultados são os mesmos, independentemente
da região ter uma expectativa de vida maior. Na verdade,
acreditamos que em regiões onde o acesso aos medicamentos é maior,
essa diferença na expectativa de vida de soropositivos
e saudáveis deva ser ainda melhor”, acrescenta Mills.
A boa notícia veio enquanto cientistas e entidades se
reúnem na Itália para debater os rumos das pesquisas
em combate ao HIV, na 6ª Conferência da Sociedade
Internacional de Aids sobre Patogenia, Tratamento e Prevenção,
que segue até amanhã, em Roma. O tratamento da
doença é o centro das discussões do evento,
depois que pesquisas mostraram que ao utilizar medicamentos de
forma correta o paciente tem 96% menos chance de transmitir a
Aids.
A novidade
já havia sido adiantada pelo Correio em 30
de maio, em entrevista com Willy Rozenbaum, médico francês
que ajudou a descobrir a Aids. “Uma pessoa que sabe que
foi contaminada pode se beneficiar do tratamento, e esse tratamento
permite, inclusive, não transmitir a doença em
96% dos casos”, adiantou o pesquisador na época.
No entanto,
para que o coquetel de antirretrovirais possa se efetivar como
a principal
arma tanto na melhoria da qualidade
de vida dos pacientes como aliado para impedir o surgimento de
novos casos, é preciso ampliar a oferta de testes. O Ministério
da Saúde estima que apenas no Brasil 250 mil pessoas estão
contaminadas pelo HIV e não sabem disso. No planeta, esse
número chega a 34 milhões de pessoas — metade
dos soropositivos do mundo — e a grande maioria deles habita
regiões pobres, como parte da América Latina e África,
onde a oferta de exames ainda não é eficiente.
Esperança
Segundo o
representante no Brasil do Programa Conjunto das Nações
Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Pedro Chequer, esta é a
segunda revolução de tratamento na epidemia da
doença, após 30 anos de combate. “A primeira
revolução ocorreu em 1996, quando surgiram as primeiras
drogas que ampliaram a expectativa de vida dos pacientes”,
explica. “Agora, temos uma nova revolução,
já que, somando o tratamento com a proteção
do preservativo poderemos, pela primeira vez, acabar com as novas
contaminações”, completa Chequer.
Para que
isso ocorra, no entanto, ainda há um longo caminho
a ser seguido. “Nas regiões da África, onde
o estudo mostrou que a expectativa de vida pode ser prolongada,
ou mesmo em outros lugares do planeta, o que inclui, de certa
forma, o Brasil, ter-se consciência de que se está infectado
ainda demora muito”, observa o especialista. “O país
precisa empreender uma verdadeira cruzada, permanente, para que
todas as pessoas contaminadas saibam disso e possam começar
a se tratar e a usufruir desses tratamentos. Além disso,
será preciso repensar quando iniciar o uso de medicamentos.
Isso deve acontecer de maneira mais precoce”, alerta Pedro
Chequer.
Metodologia aplicada
A expectativa
de vida aos 35 anos foi escolhida porque, no decorrer dos anos,
essa
taxa varia muito. Segundo os especialistas, ao
nascer, a esperança de vida da pessoa é mais baixa,
pois na região são comuns as mortes por problemas
de desnutrição e de desidratação.
Na adolescência, a expectativa de vida cresce pois esses
problemas não puxam mais o índice para baixo. Por
fim, na vida adulta, quando a chance de morrer por motivos de
violência não impacta na taxa, as doenças
passam a ser o fator preponderante na longevidade. E isso possibilita
medir com mais eficiência o impacto do tratamento da Aids.
Agência
Brasil
Crianças e idosos são vítimas
da dengue
Apesar de
qualquer pessoa, de qualquer faixa etária,
estar sujeito a contrair dengue, crianças e idosos têm
sido vítimas frequentes da doença. Das 310 mortes
registradas no primeiro semestre deste ano, 73 foram de doentes
com menos de 15 anos de idade (23,5%). Dos 8.102 casos graves
no mesmo período, foram identificados 2.794 em crianças
e adolescentes (34%). E, desde 2008, pelo menos 25% dos pacientes
internados em decorrência da dengue têm menos de
15 anos de idade.
Segundo o
secretário de Vigilância em Saúde
do ministério, Jarbas Barbosa, essa tendência é resultado
da recirculação de alguns tipos de vírus
da dengue, como o sorotipo 2. Ele explica que as crianças
não tiveram contato com esses vírus no passado
e, por isso, são mais vulneráveis a contrair a
doença. “Os adultos tiveram contato com o vírus
e ficaram protegidos, as crianças não. Assim, os
casos entre crianças aumentam proporcionalmente a queda
entre os adultos”, disse à Agência Brasil.
Como os sintomas
da dengue são semelhantes aos de outras
viroses, fica mais difícil diagnosticar a doença
no estágio inicial. Segundo os médicos, a falta
de diagnóstico precoce acaba favorecendo o desenvolvimento
da forma grave da dengue nas crianças e adolescentes. “Não é fácil
a identificação da dengue no início. O paciente
pode apresentar um processo viral inespecífico, como o
de uma gripe”, explicou Paulo Cesar Guimarães, integrante
do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria
(SBP).
Para evitar
mortes de crianças e complicações
decorrentes da doença, o ministério decidiu distribuir
um guia aos profissionais de saúde para que aumentem os
cuidados com quem apresenta sintomas de dengue. Um dos alertas é para
os sinais de agravamento da doença nas crianças. “Na
criança, o início da doença pode passar
despercebido e o quadro grave ser identificado como a primeira
manifestação clínica. O agravamento, em
geral, é súbito, diferente do que ocorre no adulto,
que é gradual, com os sinais de alarme de gravidade mais
facilmente detectados”, diz o manual. Alguns dos sintomas
mais comuns são febre, dores e manchas vermelhas pelo
corpo.
Na comparação com os primeiros seis meses de 2010,
o secretário Jarbas Barbosa informou que houve queda do
número de mortes e de casos graves entre crianças
e adolescentes. Entre as mortes, a redução foi
cerca de 35%, de 111 em 2010 para 73 este ano. Nos casos graves,
a diminuição equivale a aproximadamente 30%, de
4.002 em 2010 para 2.794 nos primeiros seis meses de 2011.
Assim como
as crianças, os idosos também sofrem
com a dengue. Sem informar dados específicos dessa faixa
etária, Barbosa disse que o número de casos graves
e mortes relacionadas à doença tem crescido entre
os mais velhos desde o ano passado. “O idoso tem uma doença
cardíaca ou diabetes grave. A dengue pode descompensar
essa outra doença que o idoso tem”, explicou o secretário.
De acordo
com Barbosa, os idosos apresentam quadro de saúde
mais debilitado e muitos contraem a doença mais de duas
vezes ao longo da vida, o que eleva o risco de desenvolver a
forma hemorrágica. Quanto mais vezes a pessoa contrair
a doença, maior a chance de desenvolver as formas mais
agressivas da dengue.
O último balanço nacional da doença, divulgado
no dia 6 de julho, mostrou queda de 18% nas notificações
de dengue no primeiro semestre deste ano em comparação
ao mesmo período de 2010. De janeiro a julho, as notificações
somaram 715.666. As mortes e os casos graves também tiveram
redução de 44% e 45%, respectivamente.
O
Estado de São
Paulo
Plano
prevê abertura
de 2,5 mil vagas de Medicina para reduzir desigualdade
Ministérios da Saúde e da Educação
desenvolvem uma estratégia conjunta para aumentar o número
de médicos por habitantes no País e, ao mesmo tempo,
enrijecer as regras para criação de vagas em cursos
que formam esses profissionais
Por Fernanda Bassette e Mariana Mandelli
Ministérios da Saúde e da Educação
finalizam um plano nacional de educação médica
que terá, entre seus objetivos, a meta de aumentar o número
de médicos por habitantes no País e tornar mais
rígido o processo de abertura de novas vagas em cursos
de Medicina. Estudos das duas pastas indicam a necessidade de
criação de 2,5 mil vagas, prioritariamente em instituições
públicas.
Hoje, o Brasil
tem 1,8 médico para cada mil habitantes.
A ideia do plano é chegar, gradualmente, a pelo menos
2,5 médicos para cada mil pessoas até 2030.
Para que
isso aconteça, os dois ministérios traçaram
um raio X da formação médica no Brasil para
identificar as áreas com maior carência. Assim,
pretendem expandir a abertura de vagas em cursos de Medicina
nas regiões mais deficitárias (mais informações
nesta página).
Atualmente,
o Brasil forma 16,5 mil novos médicos por
ano em 183 escolas. A proposta que está em discussão é elevar
esse número para 19 mil/ano.
As últimas autorizações para abertura de
vagas de Medicina foram concedidas no início de 2010 pelo
Ministério da Educação (MEC) a duas instituições
públicas. Hoje existem 45 processos parados no Conselho
Nacional de Educação (CNE). O conselho aguarda
a publicação da portaria interministerial que vai
definir as novas regras par dar andamento aos pedidos.
Plano maior. É a primeira vez que os dois ministérios
juntam esforços para fazer estudos para identificar a
necessidade de profissionais e discutir a qualidade da formação
médica. A proposta foi oficialmente apresentada no início
do mês aos conselhos nacionais de Educação
e Saúde.
"Esse plano faz parte de um projeto maior, que envolve
toda a formação na área de saúde,
incluindo odontologia, enfermagem, fisioterapia e terapia ocupacional",
diz Milton de Arruda Martins, secretário de gestão
do trabalho e educação em saúde do Ministério
da Saúde.
Para chegar
ao diagnóstico da falta de médicos
por região, o governo dividiu o número de profissionais
ativos pela população de cada Estado. Essa conta
apontou a cifra de 1,8 médico por mil habitantes. "Mas
países que são considerados modelo em atenção à saúde
possuem pelo menos 2,5 médicos por mil. E é com
esse horizonte que estamos trabalhando", afirma Martins,
que reforça que não se sabe se esse número é realmente
o ideal.
Disparidades.
O levantamento mostra o déficit de médicos
nas Regiões Norte e Nordeste - que agora viram foco do
governo.
O Estado
do Maranhão possui a situação
mais crítica: 0,6 médico para cada mil habitantes.
Na contramão estão o Rio de Janeiro e o Distrito
Federal, com 3,5 médicos por mil habitantes - número
acima da média ideal. São Paulo está exatamente
na média que o Brasil quer atingir: 2,5 médicos
por mil.
Agora os
ministérios estão cruzando o número
de vagas de Medicina que cada Estado oferece por ano. O cálculo
para fazer a projeção sobre a abertura de novas
vagas ainda leva em consideração o envelhecimento
dos médicos na ativa e a quantidade de serviços
do Sistema Único de Saúde (SUS) disponíveis.
"A questão mais urgente é resolver as disparidades
regionais. Isso vai ajudar o MEC a saber quais Estados serão
priorizados na abertura de novas vagas de Medicina", diz
Martins. Ele exemplifica a situação com o Maranhão,
que tem 181 vagas em 3 cursos. "São números
insuficientes para suprir a demanda de médicos",
afirma. O Rio, por sua vez, oferece 2.516 vagas por ano em 18
escolas. "Não há motivos para abrirmos novas
vagas nesse local", afirma Martins.
Para o Conselho
Federal de Medicina (CFM), não faltam
médicos no País - o problema é a distribuição
deles. O órgão é contra a expansão
de vagas.
"E isso só pode ser corrigido erradicando as causas,
como a falta de condições adequadas de trabalho,
de centros de referência e de uma carreira de Estado que
estimule o médico, até mesmo os mais experientes",
diz o vice-presidente Carlos Vital. Segundo ele, o CFM só é a
favor da criação de novas vagas se elas substituírem
as que já existem em escolas ruins.
Martins,
do ministério, diz que o programa contempla
a abertura e o fechamento de vagas ao mesmo tempo. "Fechamos
cerca de 800 vagas em dois anos. As exigências estão
cada vez mais rigorosas."
O GLOBO
Das
verbas desviadas, 70% são de Saúde e Educação
Setores que
têm os maiores orçamentos da União
e estão diretamente ligados aos cidadãos, Saúde
e Educação são também os que mais
sofrem com a corrupção no Brasil. Segundo o Departamento
de Patrimônio e Probidade da Advocacia Geral da União
(AGU), de 60% a 70% dos recursos públicos desviados no
país são dessas duas áreas. É, por
exemplo, dinheiro destinado a reformas de escolas e hospitais,
compra de merenda escolar e de medicamentos, construção
de quadras esportivas e procedimentos do SUS, mas que acaba indo
para o ralo por causa da corrupção. Auditorias
da Controladoria Geral da União (CGU) constataram, apenas
entre 2007 e 2010, desvios de R$ 662,2 milhões nesses
dois setores. E quase metade dos acusados de improbidade em todas
as áreas da administração pública,
segundo a AGU, é de prefeitos ou ex-prefeitos. Um dos
problemas é a falta de fiscalização, mas
também a pulverização dos recursos.
Segunda-feira, 18.07.11
Agência Câmara de Notícias
Projeto
obriga planos de saúde a justificar recusa por
escrito
Por Rachel
Librelon / Edição: Wilson Silveira
A Câmara analisa o Projeto de Lei 394/11, do deputado
Marcelo Aguiar (PSC-SP), que exige dos planos de saúde
a fundamentação por escrito da recusa de cobertura
total ou parcial em procedimentos médicos hospitalares.
Conforme
o projeto, em caso de negativa de cobertura parcial ou total
de procedimento
médico, cirúrgico ou de
diagnóstico, bem como de tratamento e de internação,
a operadora do plano ou seguro de à saúde é obrigada
a fornecer ao consumidor justificativa por escrito, de forma
imediata e independente de solicitação.
A justificativa
deverá trazer o motivo e a fundamentação
legal e contratual da negativa de procedimento, de forma clara
e completa, e a razão e/ou a denominação
social da operadora ou seguradora, o número do Cadastro
Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o endereço
completo e atual, a assinatura do responsável, o local,
a data e a hora da negativa de cobertura.
Caso o consumidor
interessado não possa receber a justificativa,
o documento pode ser entregue, independentemente de procuração,
a parente, ao acompanhante do paciente ou a qualquer advogado,
sem necessidade de comprovação de interesse.
Falta
de informação
O autor da
proposta destaca que, atualmente, milhares de consumidores
são afetados pela negativa de cobertura de doenças
e/ou tratamentos, seja por falta de informação
ou de orientação. Segundo ele, muitas vezes, essa
negativa se baseia em cláusulas contratuais ilegais de
exclusão de determinados procedimentos médicos.
“É necessário que os consumidores de planos
e seguros de saúde de obtenham todas as informações
sobre seus direitos e seus deveres, compreendendo os procedimentos
cobertos, a sua forma de solicitação e os mecanismos
para uma eventual reclamação”, defende o
deputado Marcelo Aguiar.
Regra atual
A proposta
altera a Lei dos Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde
(9.656/98). A lei estabelece algumas coberturas mínimas
por meio de um plano-referência de assistência à saúde,
com cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar,
compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente
no Brasil. A amplitude das coberturas, inclusive de transplantes
e de procedimentos de alta complexidade, é definida por
normas editadas pela ANS.
A Resolução 08/98 do Conselho Nacional de Saúde
Suplementar impõe às operadoras de planos de saúde
o dever de “fornecer ao consumidor laudo circunstanciado,
quando solicitado, bem como cópia de toda a documentação
relativa às questões de impasse que possam surgir
no curso do contrato”.
Tramitação
A proposta
foi apensada ao PL 4076/01, que será analisado
pela Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania e pelo Plenário.
Íntegra
da proposta:
PL-394/2011
Agência Câmara de Notícias
Deputados discutem a qualidade do SUS
Pesquisa
promovida pelo Ministério da Saúde sobre
o Sistema Único de Saúde (SUS) fez uma revelação
curiosa: para a classe média, que se vale mais dos planos
de saúde, o sistema é ruim, quase péssimo,
mas a avaliação feita pela população
carente é mais favorável. Para falar sobre a qualidade
do SUS e todas as outras variáveis que envolvem o sistema
público de saúde no Brasil, o "Pinga-Fogo" reuniu,
em uma série especial de dois programas. três deputados
especialistas no tema, todos ex-secretários de Saúde
de seus respectivos estados: Osmar Terra (PMDB-RS), Mandetta
(DEM-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE).
Agência Câmara de Notícias
Venda
fracionada de medicamentos pode ser obrigatória
Por
Rachel Librelon / Edição: Wilson Silveira
A Câmara analisa o Projeto de Lei 396/11, do deputado
Dr. Aluizio (PV-RJ), que torna obrigatório o fracionamento
de medicamentos, conforme a receita médica. A proposta
define como aptas para fracionamento as substâncias apresentadas
sob a forma de drágeas, comprimidos, cápsulas,
pastilha, supositório e óvulos. Para evitar dúvidas,
a proposta acrescenta à lei a definição
das formas possíveis de apresentação de
medicamentos.
Atualmente,
a legislação sobre o controle de comércio
de medicamentos (Decreto 74.170/74) permite o fracionamento de
determinados medicamentos, sem torná-lo obrigatório.
Existe uma lista de quase 800 medicamentos que podem ser fracionados
editada e atualizada pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa).
Podem ser
fracionados hoje medicamentos acondicionados em frasco-ampola,
ampola,
seringa preenchida, flaconete, sachê, envelope,
blister e strip. Também estão na lista de fracionamento
os apresentados nas formas de comprimidos, cápsulas, óvulos
vaginais, drágeas, adesivos transdérmicos e supositórios.
Intoxicação
O parlamentar
argumenta que os medicamentos estão entre
as principais causas de intoxicação de crianças,
correspondendo a cerca de 35% dos casos. O controle na quantidade
de medicamentos vendidos poderia prevenir situações
dessa natureza.
“As intoxicações respondem por aproximadamente
7% de todos os acidentes em crianças menores de 5 anos
e estão relacionadas a cerca de 2% de todas as mortes
na infância no mundo”, afirma.
Tramitação
A proposta
será analisada em caráter conclusivo
pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Desenvolvimento
Econômico, Indústria e Comércio; de Seguridade
Social e Família; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-396/2011
O Globo
Entram em vigor novas diretrizes para tratamento da hepatite
C
Entraram
em vigor nesta segunda-feira as novas diretrizes do Ministério da Saúde para melhorar o tratamento
da hepatite C. A partir de agora, será ampliado o uso
do medicamento interferon peguilado e os pacientes terão
facilitado o acesso à terapia, em alguns casos, sem necessidade
de biópsia prévia.
O protocolo
anterior, de 2007, só permitia a extensão
do uso do interferon com aprovação do Comitê Estadual
de Hepatites Virais. Agora o médico do paciente poderá receitar
a continuidade do tratamento, de acordo com os critérios
no documento.
No Brasil,
há 11.882 pessoas em tratamento, e a ampliação
do uso do interferon peguilado beneficiará pelo menos
outros 500 pacientes ainda este ano. O uso deste fármaco,
diz o Ministério, trará mais bem-estar e conforto
aos portadores, porque é ele usado apenas uma vez por
semana. No caso do interferon convencional, são três
doses a cada semana.
Hoje, um
tratamento com duração de 48 semanas
com o interferon peguilado custar R$ 23 mil ao Sistema Único
de Saúde (SUS) e um paciente com hepatite C é tratado
por até 72 semanas. A hepatite C ataca o fígado
e a maioria dos pacientes foi contaminada em transfusão
de sangue, ocorrida antes de 1993, ano em que os testes para
detecção de anticorpos da hepatite C em bancos
de sangue foram implantados. Outros casos de infecção
se dão por seringas ou aparelhos perfurocortantes contaminados,
como equipamentos odontológicos e materiais usados para
tatuagem e piercing. Lâminas de barbear e de manicure e
pedicure devem ser individualizados. A doença também
pode ser transmitida em relação sexual desprotegida.
A transmissão da mãe para o bebê na gravidez
do vírus C é menos frequente e ocorre em cerca
de 5% dos nascidos de mães portadoras do vírus
com carga viral elevada. A doença tem tratamento e cura,
particularmente com diagnóstico e tratamento precoce.
A prevalência da hepatite C nas capitais brasileiras é de
cerca de 1,5%, e o Ministério está ampliando o
acesso ao diagnóstico precoce desta infecção.
Isaude.net
Mobilização
elimina quase 5 mil focos do mosquito da dengue no Rio
Mais de 10
mil pessoas, entre voluntários e profissionais
de saúde participaram da campanha na capital fluminense
Durante a
3ª Mobilização contra a Dengue
pela Cidade do Rio, nesta semana, foram eliminados 4.746 focos
do Aedes aegypti. A ação na capital fluminense
também identificou 7.150 possíveis criadouros do
mosquito transmissor da dengue. Mais de 10 mil pessoas, entre
voluntários e profissionais de saúde participaram
da campanha.
Os participantes
percorreram 358 trajetos em todas as áreas
da cidade, verificando mais de duas mil ruas, num total de cerca
de 1.500 km. Além da busca de focos de mosquito da dengue,
houve trabalho educativo com a população.
Os resultados
das notificações coletadas durante
a caminhada pelo Teleatendimento 1746 ou por formulários
distribuídos nos locais foram consolidadas em um mapa
no Centro de Operações da Prefeitura. As próximas
ações de combate à dengue serão feitas
também com base nesse levantamento.
As caminhadas
do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável,
iniciadas em abril, pretendem sensibilizar os cidadãos
a olhar a sua própria rua e o entorno de sua residência
como um espaço coletivo que precisa ser cuidado durante
o ano inteiro e não apenas no verão, a fim de evitar
a proliferação do Aedes aegypti. Nas mobilizações
anteriores foram eliminados cerca de 10 mil focos do mosquito
transmissor da dengue.
AGENDA
-
Estão abertas as inscrições de trabalhos
para a 11ª Expoepi
Anvisa
Estão abertas as inscrições de trabalhos
para a mostra competitiva da 11ª Mostra Nacional de Experiências
Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle
de Doenças – 11ª Expoepi. O prazo para a subscrição
de trabalhos vai até o dia 20 de julho de 2011, pela internet.
O evento acontece entre os dias 1º a 3 de novembro, em Brasília-DF.
Serão contempladas duas modalidades de participação.
A modalidade I trata das experiências bem-sucedidas realizadas
pelos serviços de saúde do Sistema Único
de Saúde (SUS) que contribuíram para o aprimoramento
das ações de vigilância em saúde.
A experiência vencedora em cada uma das nove áreas
da Modalidade I receberá um prêmio no valor de R$30
mil, oferecido pela Secretaria de Vigilância em Saúde
do Ministério da Saúde. A modalidade II (com apenas
uma área específica) é uma inovação
para este ano, por estar direcionada aos profissionais da Saúde
que atuam no SUS e desenvolveram trabalhos técnico-científicos
em nível de pós-graduação que contribuem
para o aprimoramento das ações de vigilância
em saúde. Nesta modalidade, serão concedidos prêmios
no valor de R$9 mil para tese de doutorado, R$6 mil para dissertação
de mestrado e R$3 mil para monografia de especialização.
Critérios
Os trabalhos
serão selecionados segundo os critérios
estabelecidos no Edital de convocação. A experiência
ou trabalho técnico-científico inscrito que não
demonstrar sua contribuição ao aprimoramento das
ações de vigilância em saúde será considerado
inelegível para a mostra competitiva.
- CBA oferece Curso e Pós-Graduação em gerenciamento
do ambiente e segurança em saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) – representante
exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde
do mundo, a Joint Commission International (JCI) –, está com
inscrições abertas para o curso de Gerenciamento
do Ambiente em instituições de Saúde, que
acontece em julho e agosto, e também para a pós-graduação
em Gestão do Ambiente e Segurança em Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde, que começa em agosto e
tem duração de 11 meses.
As inscrições para o curso e para a pós-graduação
estão abertas até dia 31 de julho. Seguem abaixo
as informações de ambos.
Curso:
Gerenciamento do Ambiente em Instituições
de Saúde
Gerenciamento
de resíduos de serviços de saúde,
gerenciamento de resíduos perigosos, o tratamento de resíduos
biológicos, a incineração como alternativa
restrita, as regras para construção predial e no
sistema de abastecimento da água para o cumprimento da
legislação e a sustentabilidade nos ambientes de
saúde. Estes são alguns dos temas a serem abordados
no curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições
de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de
Acreditação (CBA).
Segundo a
enfermeira Irene Haddad, que ministrará o curso,
ainda é grande o número de hospitais brasileiros
que utilizam termômetro e esfignomanômetro de mercúrio,
o que representa um perigo não só à saúde
dos trabalhadores das instituições de saúde,
mas também para a saúde dos pacientes e acompanhantes.
Como exemplo, ela citou um levantamento realizado em um hospital
do Rio de Janeiro. Segundo o inventário, em apenas três
meses, foram requisitados 824 termômetros de mercúrio
para substituir outros danificados. “O dado é alarmante.
O mercúrio é um metal volátil que libera
vapor tóxico por até um ano, causando danos neurológicos
que só vão surgir anos depois”, alerta Irene,
apontando que esses equipamentos devem ser substituídos
pelos digitais, disponíveis no mercado e certificados
pelo INMETRO.
A enfermeira
que é consultora de educação
para acreditação do CBA, gerente de resíduos
de serviços de saúde do Hospital Federal dos Servidores
do Estado (RJ) e consultora de Controle de Infecção
Hospitalar e Gerenciamento de Resíduos de Serviços
de Saúde da Prevento Consultoria, ensinará como
elaborar um plano de gerenciamento de resíduos durante
o curso. “É importante saber classificar corretamente
os resíduos gerados para garantir o manejo correto até a
disposição final, diminuindo os impactos ambientais
e promovendo saúde”, ressalta.
O curso de
Gerenciamento do Ambiente em instituições
de Saúde, voltado para profissionais de saúde,
gestores e lideranças intermediárias, acontece
em duas datas: 23 de julho ou 25 e 26 de agosto, ambos com carga
horária de 36 horas/aula. “Este curso é uma
disciplina eletiva do MBA Gestão da Qualidade em Saúde
e Acreditação. As aulas serão teóricas
e práticas”, explica Rosângela Boigues, Coordenadora
de Ensino do CBA.
As inscrições podem ser feitas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br
ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241 ou 3299-8202 ou ainda 3299-8234. Mais informações
no site www.cbacred.org.br. O valor do curso é de R$ 800,00.
Pós-graduação: Gestão do Ambiente
e Segurança em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Especializar
gestores e profissionais de instituições
de saúde públicas e privadas para o gerenciamento
do ambiente hospitalar e de serviços de saúde ou
gestão de riscos (Risk Officer Management); Desenvolver
uma visão estratégica sobre o estabelecimento assistencial
de saúde e seu meio ambiente interno e externo (Hospital
Verde); e Qualificar estes profissionais para planejar, desenvolver,
implantar, monitorar e melhorar o ambiente de sistemas e serviços
de saúde. Estes são os objetivos principais dessa
pós-graduação, que tem duração
de 11 meses, se estendendo de agosto deste ano a julho de 2012,
perfazendo uma carga horária de 396 horas/aulas.
Com conteúdo como, Estudo do Ambiente Hospitalar e de
outros Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, Estudo
do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Custos
Hospitalares e Introdução à Legislação
Ambiental, além de outras oito disciplinas, o curso de
pós-graduação é voltado para gestores
de instituições públicas e privadas de saúde,
profissionais da saúde, além de profissionais das áreas
de administração, arquitetura, assistência
social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem,
farmácia, hotelaria, medicina e nutrição
que já atuem ou tenham interesse de atuação
em serviços de saúde.
Com inscrições até o dia 31 de julho, a
pós-graduação terá início
no dia 18 de agosto com a disciplina Gestão pela Qualidade – Princípios
e Métodos. Mais informações e inscrições
através do site www.cbacred.org.br ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda pelos tels. (21)3299 8241 / 3299 8202 / 3299 8242.
- VIII Encontro Prestadoras e Operadoras de Planos de
Saúde
Dias 21 e 22 de Julho, em Salvador
Auditório do C. Médico do Hospital Português
Av. Princesa
Isabel – Barra
Avenida
Inscrições
pelo site: www.ucasaude.com.br ou pelo telefone: 30823766 /
3752
-
Fórum Nacional das Câmaras Técnicas
de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina
Data: 22 de julho
Local: Sede
do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília
- DF (Veja Mapa)
Horário: Das 8h às
18h
Informações:
(61) 3445-5957 / 5900
Contato:
eventos@portalmedico.org.brEste endereço de
e-mail está protegido contra spambots. Você deve
habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Realização:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Inscrições:
Gratuitas
- XXI Congresso Nacional das Santas Casas
AssPreviSite
Com a presença confirmada do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde
e o meio ambiente
A Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu
XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011,
em Brasília. Com o tema central “Saúde e
meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”,
o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem
impactar na Saúde do homem e quais estratégias
devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.
Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização
na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para
melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas
transformações ambientais. Além disso, com
tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo
a formulação de políticas públicas
que sejam adequadas à nova realidade, é preciso
debater, hoje, o futuro dos hospitais.
Para o presidente
da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira
Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais
Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe
em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos
um time de especialistas discutindo a participação
do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em
ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar
para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor
atendimento de nossos pacientes”.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário
de Atenção à Saúde, Helvécio
Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional
de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso,
já confirmaram a presença.
O evento
conta com o patrocínio da Caixa Econômica
Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.
Para mais
informações e inscrições:
www.cmb.org.br/congresso.
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
Unidas / AssPreviSite
18 e 19 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades,
autoridades,
solução de problemas e negociação.
Metodologia
A metodologia
alterna exposição dialogada, exemplificações
voltadas para a realidade da administração pública
com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição,
conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem
e debates, de forma a favorecer a troca de experiências
e assimilação do conteúdo proposto. Também
alterna a realização de módulos em sala
de aula com períodos de aplicação junto às
equipes naturais.
Instrutor
Professor Peter M. Dostler
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
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16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
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1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br