Leia
nesta edição:
- Conselho
restringe publicidade médica em redes sociais
- CFM veta
''aval'' médico em rótulos de alimentos
e produtos de higiene
- Cardiologistas aderem a boicote a planos
- Paralisação de servidores da saúde
- Dificuldades
de operadoras são temas de encontro
- Médicos
traduzem bulas para pacientes
- CFM impõe
regras mais rigorosas para conter propaganda enganosa
- Vacina contra a Aids a caminho
- Funcionários da Fiocruz fazem paralisação,
mas serviços essenciais são mantidos
- CFM Conselho
proíbe médicos
de dar consulta por telefone
- Plano para
diminuir mortes por doenças crônicas
- Novo tratamento
para hipertensão
- O peso
do cérebro
- Adiada
instalação da comissão sobre a
Empresa de Serviços Hospitalares
- Comissão avaliará políticas públicas
relacionadas aos agentes de saúde
- Até 2016 o Mercado Wi-Fi de Saúde deve atingir
US$1,3 bilhões
Sexta-feira, 19.08.11
Folha
de São
Paulo
Conselho
restringe publicidade médica em redes sociais
Profissionais
não poderão divulgar telefone e
endereço de consultório em perfis no Twitter ou
no Facebook
Nova resolução também reitera que médicos
não devem trazer a público informação
que cause 'intranquilidade'
Por Joahanna
Nubla
Uma nova
resolução do CFM (Conselho Federal de
Medicina) restringe a publicidade de médicos nas redes
sociais e proíbe que entidades médicas confiram
selos de aprovação a produtos.
A norma entrará em vigor após 180 dias da publicação
no "Diário Oficial" , que está prevista
para hoje.
As redes
sociais passam a ser consideradas como entrevistas ou aparições públicas de médicos.
Por isso, ficam sujeitas às regras que valem para a mídia
tradicional.
Ou seja,
um médico não poderá, em seu perfil
no Facebook, divulgar endereço e telefone do consultório
nem garantir bons resultados de um tratamento.
O mesmo vale
para blogs. O conselho entende que a aparição
de médicos nesses meios deve ter caráter educativo,
e não de autopromoção.
Sites institucionais
poderão manter contatos do consultório
ou da clínica, explica Emmanuel Fortes, vice-presidente
do conselho.
A norma estabelece
ainda que médicos declarem se têm
conflitos de interesse (financiamento da indústria farmacêutica,
por exemplo).
Os médicos também estão proibidos de veicular
informações que causem "intranquilidade à sociedade",
mesmo que os dados sejam comprovados cientificamente.
Nesses casos,
o médico deve se dirigir ao conselho regional
ou federal para explicar a razão de sua preocupação.
Esse último ponto deveria ser debatido com os médicos,
diz Claudio Lorenzo, professor de bioética da UnB.
"E se imaginarmos que o conselho ou certas autoridades
estão omissas ou tentam esconder algo? É bastante
polêmico o fato de haver uma punição administrativa
no caso de o médico exercer sua responsabilidade social,
frente a um fato comprovado."
Fortes diz
que a intenção é evitar danos
e cita o caso da gripe suína. "Houve um anúncio
tão exagerado que causou prejuízo." Para Fortes,
o CFM não quer cercear liberdades nem banir a publicidade,
mas torná-la mais "honesta e informativa".
O
Estado de São
Paulo
CFM
veta ''aval'' médico em rótulos de alimentos
e produtos de higiene
Nova resolução do Conselho Federal de Medicina
também proíbe a divulgação de imagens
de pacientes antes e depois de tratamento e traz regras sobre
o comportamento do médico em blogs e redes sociais; normas
entram em vigor dentro de 180 dias
Por
Lígia
Formenti
O Conselho
Federal de Medicina (CFM) proibiu a inclusão
de selos ou marcas de sociedades médicas em rótulos
de produtos, como alimentos, sabonetes e equipamentos. A medida
integra resolução da entidade sobre publicidade
médica e deve entrar em vigor em 180 dias.
"Queremos evitar a expectativa demasiada do consumidor
em relação a um produto", justificou o conselheiro
Emmanuel Fortes, um dos autores do novo documento. "Um selo
como esse é prejudicial até mesmo para concorrência,
algo que queremos evitar", completou.
A resolução publicada hoje traz novas regras sobre
como o médico tem de se portar em redes sociais e blogs.
Ele não pode divulgar endereço e telefone da clínica
em que trabalha, fazer atendimentos ou consultorias a distância.
As limitações valem também para entrevistas.
"Nas redes sociais, o profissional pode se manifestar como
cidadão comum e dar orientações gerais sobre
prevenção e problemas de saúde, mas nunca
indicar tratamento ou fazer propaganda de seus serviços",
disse Fortes.
Médicos também não podem dizer que são
especialistas em áreas não reconhecidas pelo CFM,
como medicina estética ou baseada na análise da íris. "Nessa área
sempre encontramos alguns modismos. Não queremos que eles
sejam confundidos com as especialidades."
Fica proibida
a divulgação de títulos acadêmicos
de áreas distintas da especialidade do profissional. "A
formação acadêmica é diferente daquela
recebida para a concessão do título de especialista.
Um título acadêmico, por si só, não
capacita o profissional para atendimento."
Reforço. Fruto de uma discussão que durou um ano,
a resolução reforça recomendações
da norma anterior, de 2003. A divulgação de imagens
de pacientes antes e depois do tratamento continua vetada. Também
foi mantida a restrição do anúncio de métodos
que não foram aprovados cientificamente ou a realização
de consórcios e concursos que têm como prêmio
um tratamento. A participação de celebridades nas
propagandas pode ocorrer, mas com critério.
A nova resolução proíbe médicos
de dar declarações que provoquem pânico ou
temor popular. Como exemplo, Fortes citou comportamento de alguns
profissionais na gripe suína. "Houve uma corrida
indevida para o uso de determinado remédio, citado muitas
vezes por profissionais."
A fiscalização das novas regras será feita
por comitês ligados aos conselhos regionais de medicina.
Quando algum problema é detectado, o profissional é chamado
para prestar esclarecimentos. No caso de reincidência,
um processo é aberto. A pena varia de advertência à cassação.
Entre 2005 e 2011, o CFM julgou 307 recursos de processos de
médicos que envolviam o uso indevido da publicidade. Nove
profissionais foram cassados
O
Estado de São
Paulo
Cardiologistas aderem a boicote a planos
Por
Karina Toledo / Colaborou Clarissa Thomé
Os cardiologistas
decidiram aderir à paralisação
que vai atingir, no mês de setembro, pacientes de 12 planos
de saúde no Estado de São Paulo. Agora, serão
ao todo oito especialidades que vão parar em sistema de
rodízio.
Primeiro
param os ginecologistas e obstetras entre 1 e 3 de setembro.
Entre 8
e 10, param os otorrinolaringologistas. Entre
14 e 16 é a vez dos pediatras, sendo seguidos pelos cardiologistas
entre 16 e 19. Ortopedia e traumatologia param entre 19 e 20,
pneumologia e tisiologia entre 21 e 23 e cirurgiões plásticos
entre 28 e 30. Os anestesiologistas acompanham as demais especialidades.
A lista das
empresas afetadas inclui Ameplan, Assefaz, Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Porto Seguro,
Pró-Saúde e os planos de autogestão das
empresas Volkswagen, Vale, Companhia Ambiental do Estado de São
Paulo (Cetesb) e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Outras 22
operadoras já encaminharam propostas que estão
sendo avaliadas pelos médicos.
Consulta
pública. A Agência Nacional de Saúde
Suplementar vai criar norma obrigando as operadoras a divulgar
suas redes assistenciais na internet. As empresas com mais de
20 mil funcionários terão de indicar a localização
do serviço - por mapas ou fotografias. A consulta pública
estará disponível a partir de quarta-feira e receberá sugestões
por 30 dias.
Gazeta do Povo Online
Paralisação de servidores da saúde
Por Gladson Angeli, Fernanda Trisotto e Mariana Scoz
A categoria
reivindica um plano de carreira próprio para
os servidores e a revogação do Decreto 4.345, que
determina que a jornada de trabalho seja de 40 horas semanais
Os servidores
de saúde do Paraná realizaram protestos
em várias cidades do estado nesta quinta-feira (18). A
categoria reivindica um plano de carreira próprio para
os servidores e a revogação do Decreto 4.345, que
determina que a jornada de trabalho seja de 40 horas semanais.
Em Curitiba,
os servidores se reuniram em frente ao Hemepar, na Travessa
João Prosdócimo, no Alto da XV. Segundo
Elaine Rodella, secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores
e Servidores em Serviços Públicos de Saúde
Pública e Previdência do Estado do Paraná (SindSaúde),
o dia foi marcado por paralisações de uma hora.
Em Curitiba,
também houve atos no Hospital Oswaldo Cruz
e Lacen. Por lei, 30% dos servidores devem continuar trabalhando
durante a paralisação para atender a demanda. Além
de Curitiba, houve manifestações em Cascavel, Umuarama,
Cianorte, Lapa, Francisco Beltrão, Londrina e Ponta Grossa.
Representantes
do SindSaúde se encontraram com o secretário
estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. Ficou marcada
uma nova reunião para a próxima quarta-feira (24)
onde devem ser apresentadas propostas para atender as reivindicações.
Os trabalhadores da categoria retomam as atividades normalmente
na sexta-feira (19).
Outros atos
Essa é a terceira paralisação anunciada
na área de saúde no estado nesta semana. Na segunda-feira
(15), o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar)
aprovou uma greve dos médicos que trabalham nos Centros
Municipais de Urgências Médicas de Curitiba (CMUM),
que deve começar no dia 22.
Já o Instituto Carlos Chagas, que faz parte da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), aderiu à paralisação
promovida pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Fiocruz.
Dezenove funcionários no Paraná participam do movimento.
Jornal Monitor Mercantil
Dificuldades
de operadoras são temas de encontro
O atual cenário brasileiro da saúde privada e
as barreiras encontradas pelas operadoras de planos de saúde
foram os temas centrais de um encontro que reuniu o Senador Paim
(PT-RS), a Unimed do Brasil, a Federação do Rio
Grande do Sul e a Unimed-RS.
O presidente
da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, apresentou ao
senador o
panorama geral do sistema de saúde privada,
apontou os obstáculos gerados pelas novas normas da ANS
e comentou sobre a dificuldade do Sistema Unimed em ser reconhecido
como um sistema de cooperativas. Ao final da reunião,
Aquino avaliou como positivo o encontro. “Foi uma excelente
oportunidade para o Senador Paim se inteirar sobre o assunto.
Ele escutou atenciosamente nossas reinvidicações
e sugeriu uma audiência pública em Brasília
para a discussão do tema”, pontuou o presidente.
Correio Braziliense
Médicos
traduzem bulas para pacientes
Com a ajuda
de alunos da Universidade de Brasília, especialistas
do HUB produzem informações simplificadas que facilitam
o correto uso dos medicamentos prescritos
Por
Thaís
Paranhos / Thalita Lins
Ler aqueles
nomes complicados escritos nas bulas dos remédios
e entender o significado de cada um não é uma tarefa
fácil, pelo menos para os leigos. Muitas pessoas desistem
e acabam tomando o medicamento sem a correta orientação
de uso. Ao detectar essa falta de compreensão, seja pelo
vocabulário ou pelo tamanho da letra, os médicos
do Hospital Universitário de Brasília (HUB) desenvolveram
uma bula simplificada, com termos do cotidiano. O novo documento
apresenta o termo técnico — na maioria das vezes,
incompreensível — e a respectiva tradução.
A equipe também produz folderes com informações
sobre doenças, dietas, atividade física, comportamento,
psicologia e medicamentos.
A ideia de
criar bulas mais fáceis de ler faz parte de
um projeto da área de cardiologia do HUB para aumentar
o conhecimento do paciente sobre saúde. “A iniciativa
nasceu após a descoberta de que havia uma baixa adesão
dos pacientes às recomendações. Um dos motivos é o
não entendimento sobre os aspectos relacionados à prevenção
e ao tratamento da doença”, explicou o professor
de cardiologia da Universidade de Brasília (UnB) e cardiologista
do HUB Hervaldo Sampaio Carvalho. Outra causa apontada por ele é a
falta de comunicação entre o profissional e o paciente. “A
compreensão é baixa, mas acaba sendo fundamental
para a adesão”, acrescenta.
Vocabulário acessível
Nos últimos anos, a equipe distribuiu a incumbência
de desenvolver a bula com o vocabulário mais acessível
a alunos da UnB e, nesse processo, passou por várias interações
com os pacientes.
“Desenvolvemos a bula e mostramos para o paciente. Se
não houver entendimento, trocamos de novo o que for preciso”,
detalhou Hervaldo. As bulas com linguagem mais simples são
distribuídas aos pacientes do ambulatório interdisciplinar
e de cardiologia há mais de quatro anos. Não estão
disponíveis para o público em geral.
De acordo
com Alessandra Menezes Campos, farmacêutica
clínica do HUB e também professora da Universidade
de Brasília, quanto mais o paciente souber da doença,
mais eficaz será o tratamento. “Assim, ele não
deixará de se tratar, de tomar os remédios. O paciente
tem o direito de saber o que e como usa. Nosso intuito é trabalhar
com a informação”, explica. Segundo ela,
muitos ficam envergonhados de dizer que não entenderam
o que estava escrito na bula e não seguem as orientações
corretamente. Desde o início do projeto, ela já traduziu
68 bulas com os alunos de pós-graduação
em farmacologia clínica. Ao todo, a equipe já produziu
163 documentos.
Novas regras
Resolução da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), de 2009, determina que as orientações
sobre o uso de medicamentos deverão vir com letras maiores
e organizadas por perguntas e respostas. De acordo com a agência,
todas as bulas devem ter tamanho de letra 10, não podendo
estar condensadas ou expandidas.
Eu acho...
“Sinto muita dificuldade em ler a bula porque, além
de as letras serem pequenas, as palavras são bastante
complicadas. Já tentei ler várias vezes as orientações,
mas na maioria delas não entendi o que estava escrito.
Seria ótimo se implantassem esse projeto da UnB em todos
os laboratórios. Parece ser muito bom e esclarecedor”.
Osvaldo Ramos Soares, 48 anos, motorista
Significados
Posologia — como tomar o remédio
Efeitos colaterais — efeitos indesejáveis
Concentração — quantidade de uma determinada
substância
Cefaleia — dor de cabeça
Exantema — manchas
avermelhadas na pele
Ultrapassa
a barreira transplacentária — passa
da mãe para o feto
Insuficiência cardíaca — coração
fraco
Erros na dosagem
Por causa
da falta de entendimento, a farmacêutica clínica
Alessandra Campos ressalta que muitas pessoas tomam os remédios
de forma errada. “Muitas não sabem o que é jejum.
Tomam o medicamento antes do café da manhã, mas
comem logo em seguida, o que descaracteriza o jejum. Isso é muito
comum”, exemplifica. Quando receita um medicamento que
precisa ser ingerido logo pela manhã, ela já informa
que o paciente só poderá se alimentar depois de
algumas horas. “Nem todo medicamento pode ser ingerido
com alimento. Às vezes, até a bebida interfere
na eficácia do remédio”, ressaltou.
Grávida de sete meses, a empregada doméstica Sueli
Cézar de Carvalho, 38 anos, redobra a atenção
ao tomar um medicamento, mas diz que sente dificuldade quando
precisa ler as orientações na bula. “Fico
com preguiça.
Já tentei diversas vezes e nunca entendo o que está escrito.
Todos os remédios deveriam ser de fácil leitura
e seguir essa ideia do HUB”, acredita. A servidora pública
Maria Elza Leal, 55 anos, reclama das orientações. “Costumo
ler tudo antes de tomar algum remédio, mas é difícil
porque a letra é muito pequena e a linguagem, pouco objetiva.
Não entendo muita coisa”, ressalta. (TP e TL)
Agência
Brasil
CFM
impõe
regras mais rigorosas para conter propaganda enganosa
Para conter
as propagandas enganosas, o Conselho Federal de Medicina (CFM)
tornou mais
rigorosa as regras para a publicidade
de serviços dos médicos.
Uma nova
resolução determina que os médicos
estão proibidos de anunciar o uso de técnicas “milagrosas” ou
aparelhos com capacidade privilegiada. Os profissionais também
não poderão participar de concursos ou premiações
para eleger o “médico do ano” ou o “profissional
de destaque”.
Os anúncios não poderão ter imagens dos
pacientes para falar dos resultados de um tratamento, os conhecidos “antes” e “depois”,
mesmo com autorização do paciente. Está vedado
o uso do nome, imagem e voz de pessoas famosas em propagandas
de serviços médicos.
Outra proibição é conceder entrevistas
para autopromoção e divulgar o endereço
e telefone do consultório nas redes sociais. De acordo
com o CFM, o profissional poderá usar as redes sociais,
como blog, para divulgar informações de caráter
educacional ou preventivo, como descrever os sintomas de uma
determinada doença.
Os médicos estão impedidos de fazer consultas
pela internet ou por telefone, mesmo que para atender parentes.
Há registro de empresas que ofereciam consultoria online
para prescrever remédios. Além disso, é vedado
ao profissional associar seu nome a produtos de empresas, como
afirmar que aprova e garante a eficácia de determinado
produto.
O manual
com as regras se aplicam ainda a sociedades médicas
e hospitais públicos e privados. Em caso de descumprimento
será aberto um processo pelo conselho para apurar a denúncia.
Se comprovada, o médico ou entidade sofrerá penalidade,
que vai de advertência à cassação
do registro.
Os profissionais
e as entidades têm 180 dias para se adaptar à nova
resolução, que atualiza as normas anteriores, vigentes
desde 2003.
O Dia Online
Vacina contra a Aids a caminho
Cientistas
identificam 17 anticorpos que podem destruir o vírus
HIV
Uma nova
descoberta científica abriu caminho para a busca
de uma vacina contra a Aids. Cientistas do Instituto de Pesquisas
Scripps, em La Jolla, Califórnia (EUA), identificaram
17 anticorpos ‘poderosos’, que podem neutralizar
o vírus HIV no organismo.
As novas
células de defesa, “amplamente neutralizantes”,
são mais eficazes do que as identificadas anteriormente,
afirmaram os cientistas em artigo na revista britânica ‘Nature’.
Os 17 anticorpos foram isolados de quatro indivíduos soropositivos,
num feito classificado pela comunidade científica internacional
como parecido com “procurar agulha em um palheiro”,
já que apenas número muito pequeno de pessoas produzem
as poderosas moléculas.
“A maior parte das vacinas antivirais depende do estímulo às
respostas dos anticorpos para funcionar”, explicou o pesquisador
Dennis Burton. “Por causa da variabilidade do HIV, uma
vacina eficaz provavelmente teria que ativar anticorpos amplamente
neutralizantes. É por isso que esperamos que estes novos
anticorpos provem ser aquisições valiosas nas pesquisas
para a vacina da Aids”, disse.
Fiocruz
Funcionários da Fiocruz fazem paralisação,
mas serviços essenciais são mantidos
Funcionários da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
iniciaram nesta quarta-feira, (17) uma paralisação
de 48 horas para reivindicar recomposição salarial
em função de perdas com a inflação
nos últimos anos. De acordo com o presidente do Sindicato
dos Trabalhadores da Fiocruz, Paulo César de Castro, o último
reajuste foi concedido em julho de 2009, o que gerou uma perda
acumulada de 14%. “Os salários estão muito
defasados e esperamos que haja avanços nas negociações
com o governo”, disse.
Ele informou
que a categoria rejeitou uma proposta enviada pelo Ministério do Planejamento, na semana passada, prevendo
reestruturação das carreiras, com incorporação
de gratificações.
“Do jeito que recebemos, quase não haverá impacto
sobre os salários reais. Para os profissionais de nível
intermediário a recomposição é quase
5% e para os de nível superior não chega nem a
isso”, acrescentou.
Embora a
paralisação, segundo estimativa do sindicato,
conte com adesão de 70% dos cerca de 4,5 mil funcionários
ativos, os serviços essenciais, como atendimentos em hospitais
e postos de saúde ligados à instituição
e a produção de linhas de vacina que já estavam
em andamento, não foram atingidos.
Castro informou
que uma nova assembleia está marcada
para a próxima segunda-feira (22), quando a categoria
vai avaliar a necessidade de repetir a paralisação.
A Fiocruz,
vinculada ao Ministério da Saúde, conta
com 15 unidades em seis estados e é responsável
pelo desenvolvimento de pesquisas, pela prestação
de serviços hospitalares e ambulatoriais; pelo ensino
e pela formação de recursos humanos; e pela fabricação
de medicamentos, reagentes e kits de diagnóstico e de
vacinas que abastecem o Sistema Único de Saúde
(SUS), como as contra a poliomielite, meningite meningocócica
e febre amarela e a tríplice viral (sarampo, caxumba e
rubéola). Em 2010, foram entregues 79,6 milhões
de doses de vacinas ao Ministério da Saúde.
Destak
CFM
Conselho proíbe médicos
de dar consulta por telefone
O Conselho
Federal de Medicina estabeleceu novas regras para a participação de médicos em redes sociais
e anúncios publicitários. O conjunto de medidas
anunciado ontem pela entidade também proíbe que
médicos realizem consultas por telefone.
A nova resolução vai substituir as regras anteriores,
estabelecidas em 2003. Em 180 dias, quando a norma entrará em
vigor, será proibida a divulgação de telefones
de contato e prestação de serviços por médicos
nas redes sociais.
Também não será permitida a chancela médica
de produtos comerciais relacionados à saúde e a
participação de sociedades médicas em anúncios
publicitários.
A medida,
publicada ontem no Diário Oficial da União,
entrará em vigor em fevereiro de 2012.
O Dia Online
Plano
para diminuir mortes por doenças crônicas
Diminuir
o preço de frutas e hortaliças e aumentar
as taxas para as bebidas alcoólicas e produtos derivados
do tabaco são algumas das ações que o governo
pretende adotar para conter as mortes provocadas pelas doenças
crônicas não transmissíveis na próxima
década. Atualmente, essas doenças matam mais de
742 mil brasileiros por ano, cerca de 72% do total de mortes
no país.
As ações fazem parte do Plano para Enfrentamento
das Doenças Crônicas Não Transmissíveis,
apresentado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde,
que tem o intuito de reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade
prematura, de pessoas com até 70 anos de idade, em decorrência
de doenças como câncer, diabetes, infarto, acidente
vascular cerebral e doenças respiratórias. A taxa
atual é de 255 vítimas para cada grupo de 100 mil
habitantes. A ideia é atingir a relação
de 196 casos por 100 mil habitantes até 2022.
O estilo
de vida regado ao consumo abusivo de álcool,
alimentos gordurosos, fumo, sedentarismo e obesidade aumenta
o risco de uma pessoa ter uma doença crônica não
transmissível. Para estimular a ingestão de frutas,
verduras e legumes, o governo propõe reduzir impostos
e taxas para produção e venda dos alimentos saudáveis,
uma forma de facilitar o acesso, principalmente da população
pobre – a mais afetada pelas doenças –, a
esses produtos, já que o preço é um dos
empecilhos.
“Defendemos incentivos fiscais e tributários para
os alimentos saudáveis”, disse o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, sem detalhar como será a adoção
das medidas fiscais.
Outra medida é limitar a presença de sal, gordura
e açúcar nos alimentos processados. Um acordo já firmado
com a indústria alimentícia, em abril, prevê a
redução gradativa do sódio (sal) nas massas,
macarrão instantâneo e pães. Neste semestre,
o ministério vai discutir com o setor a diminuição
da gordura total. “É reduzir o sal que se vê no
saleiro e o oculto nos alimentos”, explicou o secretário
de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
No caso do
tabaco e do álcool, a proposta é aumentar
os impostos incidentes nos produtos do setor para desestimular
o hábito de fumar e a ingestão de bebidas alcoólicas.
Nas últimas três décadas, a política
antitabagista tem surtido efeito no país. No final dos
anos 80, 34,8% dos adultos eram fumantes. Atualmente, o percentual é de
15%. Em 2022, a meta é cair para 9% da população
adulta.
Já o consumo de álcool tem crescido. Um estudo
feito pelo ministério, em 2010, revelou que 18% dos adultos
bebem cinco ou mais doses em uma única ocasião,
o que é considerado consumo abusivo. O percentual subiu
0,6 ponto percentual ao ano – desde 2006.
No início do mês, uma medida provisória
determinou o aumento da carga tributária nos cigarros,
passando de 60% para 81%. De acordo com Alexandre Padilha, já existem
projetos no Congresso Nacional que preveem aumentar a carga tributária
também para as bebidas alcoólicas, que tem o apoio
do ministério.
Outras propostas
são acabar com os fumódromos
e intensificar a fiscalização na venda de álcool
para menores de 18 anos de idade, que é proibida.
Para incentivar
a prática de atividades físicas,
o ministro aposta no Programa Academia da Saúde, com a
instalação de 4 mil equipamentos esportivos em
espaços públicos até 2014. O objetivo é que
22% da população façam exercício
físico na hora do lazer, até 2022. “Fazer
atividade física, às vezes, não é uma
escolha para o indivíduo. É falta de opção”,
disse Padilha.
O plano nacional
será apresentado na assembleia-geral
das Nações Unidas, em setembro, cujo tema será o
combate a doenças crônicas. A presidenta Dilma Rousseff
deve participar do evento.
Das mais
de 740 mil mortes por doenças crônicas
não transmissíveis, 31% são cardiovasculares
e 16% por causa de cânceres. Essas doenças têm
impacto de, pelo menos, 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro,
segundo o ministério. Estudos estimam redução
de 2% do PIB ao ano nos países da América Latina
por causa dessas doenças.
Saiba mais sobre o Plano
- Atendimento
médico em casa para pacientes com dificuldade
de locomoção que não precisam ser hospitalizados;
- Criação de leitos de retaguarda nas enfermarias
dos hospitais para atendimento de pacientes que ainda necessitam
de cuidados depois de passarem por intervenções
de urgência nas próprias enfermarias. O Ministério
da Saúde deverá repassar o dobro de recursos para
garantir os leitos nos hospitais;
- Implantação de unidades específicas nos
hospitais para o atendimento de doentes cardíacos e de
vítimas de acidente vascular cerebral;
- Cobertura
de exame de colo de útero para mais de 80%
das mulheres de 25 a 64 anos de idade. Oferta universal (100%)
do tratamento para quem tiver o diagnóstico de câncer
de mama ou útero, os que mais matam as brasileiras.
Meia Hora
Novo
tratamento para hipertensão
Técnica controla a pressão sem uso de remédios
Os pacientes
com hipertensão resistente — aqueles
que não respondem à utilização de
três ou mais medicamentos ao mesmo tempo — têm
agora uma nova esperança. O Instituto do Coração
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
(Incor) começa a testar esse mês um novo tratamento,
sem o uso de remédios, para controlar a pressão
arterial.
O cardiologista
Luiz Bartolotto, diretor da Unidade de Hipertensão
do Incor, conta que a atividade de alguns nervos faz com que
os vasos dos rins se contraiam, de forma a reterem mais água
e sal. Isso leva ao aumento da pressão arterial. A intenção,
justamente, é acabar com a atividade deles.
"Um cateter é inserido pela virilha e vai até o
rim. Um aparelho externo emite ondas, que cortam a ligação
desse nervo. Depois, é retirado, e o paciente passa a
fazer um acompanhamento clínico apenas", explica
o especialista.
Segundo o
médico, o procedimento será feito em
conjunto com o Departamento de Eletrofisiologia, coordenado pelo
também cardiologista Maurício Scanavacca.
Bartolotto
conta ainda que não há efeitos colaterais
graves. A técnica já vem sendo usada em outros
países, com sucesso. Por isso, há um respaldo para
o início da pesquisa no Brasil. Depois do primeiro voluntário,
outras 20 pessoas farão parte da primeira fase.
"Cerca de 10% dos hipertensos se enquadram nesse tipo",
ressalta. Outra pesquisa dele pretende observar o uso de outras
drogas para tratar a chamada hipertensão resistente.
Correio Braziliense
O
peso do cérebro
Pesquisadores
da Unicamp descobrem que a inflamação
do hipotálamo é um dos fatores relacionados à obesidade.
Pela primeira vez na medicina, eles conseguiram provar o papel
do sistema nervoso central no desenvolvimento da epidemia
Por Silvia Pacheco
Até algum tempo atrás, não se pensava em
cérebro quando o assunto era obesidade. Antes, a doença
era considerada um problema muito mais relacionado ao estoque
de gordura. Nos últimos anos, porém, cientistas
têm sugerido que o sistema nervoso central possui um papel
fundamental nos caminhos que levam ao desenvolvimento da patologia.
Para reforçar essa ideia, um estudo realizado pela Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) comprovou, pela primeira vez na
medicina, que o cérebro de obesos funciona de forma diferente,
comparando-se ao de pessoas magras. Os resultados abrem novas
perspectivas terapêuticas, como o desenvolvimento de tratamentos
mais eficazes.
Considerada
a epidemia do século 21 — segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço
da população mundial está acima do peso —,
a obesidade não tem uma causa principal definida. O que
se sabe é que é provocada por diversos fatores;
entre eles, genéticos, ambientais e sociais. Mas ninguém,
ainda, consegue explicar exatamente o porquê do início
da doença, de onde e como ela é despertada.
Para tentar
preencher essa lacuna, uma linha de pesquisa médica
demonstra que a obesidade pode ser causada por algum distúrbio
provocado no cérebro. “O nosso conhecimento a esse
respeito cresceu de tal forma que hoje nós acreditamos
que a obesidade decorra, principalmente, de algum erro no processamento
de informações que chegam ao sistema nervoso central”,
explica Lício Velloso, professor do Departamento de Clínica
Médica da Faculdade de Ciências Médicas da
Unicamp e orientador do estudo.
Um dos hormônios centrais nesse processo é a leptina,
produzida no tecido adiposo e responsável por levar ao
cérebro a informação sobre a quantidade
de energia que está sendo estocada. Quando essa comunicação
fica comprometida, torna-se cada vez mais difícil controlar
a ingestão de alimentos e o gasto de energia. “Foi
exatamente a falha nessa comunicação que conseguimos
demonstrar no cérebro de humanos”, conta Simone
van de Sande-Lee, endocrinologista e autora da pesquisa.
Para chegar
a essa conclusão, porém, o caminho
foi longo. O primeiro indício de que havia algum problema
no cérebro de obesos foi descrito em 1994, quando uma
equipe norte-americana revelou a leptina e sua função.
Em 2005, o grupo da Unicamp entendeu o motivo pelo qual o cérebro
passa a responder inadequadamente à leptina, tornando-se
resistente a ela.
Após experimentos com camundongos, também pela
primeira vez os cientistas identificaram o erro de processamento
da leptina no sistema nervoso central: o problema estava no hipotálamo,
que, inflamado, não conseguia fazer a leitura correta
do hormônio. Em 2009, a causa dessa inflamação
foi descrita pelo mesmo grupo de Campinas. “Ácidos
graxos encontrados sobretudo em gordura animal provocavam a inflamação
do hipotálamo”, esclarece Velloso. Após essas
constatações, faltava provar que todo o processo
poderia ocorrer no cérebro humano. “Como o hipotálamo
fica em uma região no interior do órgão,
procuramos alternativas que não fossem invasivas”,
conta o orientador do estudo.
Para avaliar
as possíveis alterações no
funcionamento cerebral, os pesquisadores optaram por estudar
imagens de ressonância magnética funcional (RMf).
Elas foram obtidas antes e depois de os pacientes passarem pela
cirurgia bariátrica (veja arte). “A RMf é como
um filme do órgão. Ela permite avaliar a atividade
dos neurônios, se eles estão muito ou pouco ativos
em determinado momento”, explica Simone.
Inflamação
Com as RMfs
em mãos, os pesquisadores observaram que
o hipotálamo dos obesos funciona de forma diferente. “Os
obesos têm uma disfunção aparentemente provocada
por uma inflamação”, diz a autora do estudo.
Além das imagens, os cientistas recolheram o líquidocefalorraquidiano
(que envolve o cérebro) para avaliar se houve realmente
uma inflamação. “Observamos que, após
a cirurgia, existe um aumento de substâncias anti-inflamatórias.
Isso nos leva a crer que havia uma inflamação ali”,
explica Simone.
A análise do líquidocefalorraquidiano e das RMfs
dos indivíduos obesos que passaram pela cirurgia bariátrica
demonstrou que a inflamação causa um dano irreversível
no hitpotálamo. Segundo Velloso, os obesos que perdem
muito peso — como os que passaram pela cirurgia — têm
a recuperação da função do hipotálamo,
mas apenas parcial. “Pode ser que, com o passar do tempo,
isso melhore. Mas temos outra ideia: apesar de perder bastante
peso, essas pessoas não conseguem chegar ao peso do magro.
Acreditamos que o hipotálamo esteja danificado e, aparentemente,
esse dano é irreversível.”
Com essas
informações, os cientistas acreditam
que uma das razões que possam provocar tal dano ao hipotálamo
seja a ingestão a longo prazo de alimentos ricos em gordura
saturada. “Quanto mais longo o tempo de alimentação
com gordura saturada, maior o dano”, aponta Velloso. Outro
fator que pode estar relacionado ao problema irreversível
no hipotálamo dos obesos é a morte dos neurônios. “Isso
explica o porquê de o hipotálamo não voltar
a funcionar corretamente, como comprovamos em animais”,
conta o professor da Unicamp.
O resultado
da pesquisa representa mais uma peça no quebra-cabeça
para entender o que acarreta a obesidade. “É essencial
que sejam descobertos os fatores diretamente envolvidos com a
doença”, destaca Velloso. Somente no Brasil, de
acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,
há 38,8 milhões de pessoas com sobrepeso ou obesidade,
o que representa aproximadamente 22% da população.
Complicações
no futuro
Os resultados
do estudo são importantes porque as crianças
estão sendo expostas a uma alimentação gordurosa
muito cedo. Isso pode ser complicado no futuro. Pesquisas mostram
que 28% das crianças brasileiras até os 5 anos
estão acima do peso. Além disso, as que chegam
aos 10 anos acima do peso têm 80% de probabilidade de virar
um adulto obeso. A conclusão da pesquisa colocou mais
um fator a ser estudado. Aparentemente, o hipotálamo está inflamado,
mas pode haver outros fatores relacionados.
Maria Edna
de Melo, endocrinologista e membro da Associação
Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica
(Abeso)
Quinta-feira, 18.08.11
Agência Câmara de Notícias
Adiada
instalação da comissão sobre a Empresa
de Serviços Hospitalares
Foi adiada
para a próxima terça-feira (23), em
plenário a ser definido, a instalação da
comissão especial que vai analisar o Projeto de Lei 1749/11,
do Poder Executivo, que cria a Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares (Ebserh) para administrar hospitais universitários
federais. Na mesma reunião deverão ser eleitos
o presidente e os vice-presidentes da comissão especial.
O objetivo
da nova empresa pública é resolver
problemas na contratação de trabalhadores para
os hospitais universitários. Atualmente, as contratações
geralmente ocorrem por intermédio das fundações
de apoio das universidades, com bases legais frágeis.
O governo
já havia enviado medida provisória com
o mesmo objetivo ao Congresso (MP 520/10), que chegou a ser aprovada
pela Câmara na forma de projeto de lei de conversão
(PLV 14/11). No entanto, a medida não foi apreciada pelo
Senado e perdeu a validade em 1º de junho.
Íntegra
da proposta:
PL-1749/2011
Agência Câmara de Notícias
Comissão avaliará políticas públicas
relacionadas aos agentes de saúde
A comissão especial que analisa a definição
de um piso salarial nacional para agentes comunitários
de saúde e de combate a endemias decidiu realizar audiência
pública para discutir as diretrizes e políticas
dos ministérios da Saúde, do Planejamento e da
Casa Civil relacionadas a esses profissionais. Serão convidados
representantes dos três órgãos.
A reunião foi solicitada pelos deputados Romero Rodrigues
(PSDB-PB), Benjamin Maranhão (PMDB-PB), Raimundo Gomes
de Matos (PSDB-CE), e João Campos (PSDB-GO). A data para
realização da audiência ainda será definida.
A
comissão
A comissão especial foi criada para avaliar o Projeto
de Lei 7495/06, do Senado, que regulamenta as atividades dos
agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde
(Funasa). Diversas outras propostas tramitam em conjunto, como
o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930
mensais para profissionais com formação em nível
médio.
A Emenda à Constituição 63, de fevereiro
de 2010, estabelece que uma lei federal definirá o regime
jurídico, o piso salarial nacional, as diretrizes para
os planos de carreira e a regulamentação das atividades
de agente comunitário de saúde e agente de combate às
endemias. Segundo essa emenda, caberá à União
prestar assistência financeira complementar aos estados
e aos municípios para o cumprimento do piso salarial.
Íntegra
da proposta:
PL-7495/2006
PL-6111/2009
Mobihealthnews
/ Saúde
Business Web
Até 2016 o Mercado Wi-Fi de Saúde deve atingir
US$1,3 bilhões
Por
Chris Gullo / Tradução: Alba Milena, especial
para o Saúde Business
Estudo mostra
que Voice over Wi-Fi e RTLS (sistemas de localização
em tempo real) se juntarão ás “redes da área
médica” (MBANs), que utiliza Wi-Fi em dispositivos
móveis de monitoramento
O mercado
para serviços de saúde Wi-Fi crescerá para
US$1,34 bilhões até 2016, de acordo com um novo
relatório da ABI Research. O relatório“Wireless
Technologies in Professional Healthcare”, examinou o mercado
global em expansão para serviços e hardware Wi-Fi.
De acordo
com a ABI Resarch, Voice over Wi-Fi e RTLS (sistemas de localização em tempo real) se juntarão ás “redes
da área médica” (MBANs), que utiliza Wi-Fi
em dispositivos móveis de monitoramento. Cerca de 30 milhões
de dispositivos de saúde MBAN serão lançados
globalmente, anualmente, até 2016. O relatório
também aborda o crescente mercado de dispositivos para
o consumidor com Wi-Fi incorporados, como os oferecidos pela
BodyMedia e Fitbit, que irão entrar cada vez mais em ambientes
profissionais. Em junho, a ABI divulgou um relatório afirmando
que sensores sem fio usáveis para fitness e bem-estar
vai ultrapassar 80 milhões de dispositivos em 2016
“A ABI Research prevê que o número de dispositivos
de smartphones e dispositivos de mão de profissionais
de saúde alavancará cerca de 20% neste mercado
em 2011”, informou Jonathan Collins, analista da ABI em
um comunicado de imprensa. No ano passado, a ABI declarou que
a adoção de Wi-Fi na saúde aumentaria em
60% no período de doze meses
A Wi-Fi já foi amplamente adotada em todos os locais
de saúde na América do Norte, mas a expansão
de redes existentes e a adoção crescente de Wi-Fi
em outras regiões ao redor do mundo garantirá que
o mercado de hardware de ponto de acesso Wi-Fi, software e serviços
crescerão para US$ 1,34 bilhões de dólares
em 2016.
Os principais
fornecedores de infraestrutura Wi-Fi, incluindo a Cisco, Aruba
e Motorola
estão focados no potencial de
Wi-Fi na área de saúde. Estas empresas irão
beneficiar os clientes e não só construir as suas
redes, mas também ajudam os fornecedores e seus parceiros
a se estabelecerem para fornecer gerenciamento de redes e o crescente
número de aplicativos que irá alavancar a conectividade.
Esse novo
estudo examina o tamanho do mercado para serviços
e hardwares Wi-Fi, analisando os desafios e os ganhos potenciais.
Prevê a possibilidade de adoção de várias
tecnologias na área de aplicativos de rede para profissionais
de saúde.
Faz parte
do Wireless Connectivity e Wireless Healthcare Research Services,
que inclui
também Research Reports, Market Data,
ABI Insights, Vendor Matrices e Tear Downs.
AGENDA
-
Ato político pede a regulamentação
da EC 29
No dia 24
de agosto, a Comissão de Seguridade Social
e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados e a Frente
Parlamentar da Saúde realizarão um ato pela aprovação
da regulamentação da Emenda Constitucional 29.
As entidades
médicas Nacionais – Conselho Federal
de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira
(AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – participarão
da mobilização. Comparecerão também
parlamentares, representantes da sociedade civil organizada,
entidades e profissionais da área da saúde.
Serviço
Data: 24
de agosto – quarta-feira
Horário:
10h
Local: Plenário 7 – Anexo II – Corredor das
Comissões – Câmara dos Deputados
-
I Fórum Nacional sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais
A Secretaria
de Ciência e Tecnologia do Ministério
da Saúde, por meio do Departamento de Assistência
Farmacêutica e Insumos Estratégicos (SCTIE/DAF),
realiza, nos dias 25 e 26 de agosto, em Brasília, o I
Fórum Nacional Sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais.
O evento
tem como principal objetivo reunir os profissionais da área da farmácia hospitalar, os gestores do
SUS e os administradores das unidades hospitalares para compartilharem
as experiências que podem orientar o aprofundamento do
tema. As vagas são limitadas.
As experiências exitosas vão destacar quatro eixos,
que têm como temas a gestão da informação;
o ensino, a pesquisa e a educação permanente em
saúde; o cuidado e segurança do paciente; além
do processo de trabalho, que é referente à infraestrutura
física, tecnológica e recursos humanos no desenvolvimento
das atividades da Farmácia Hospitalar.
Após as discussões, haverá a conseqüente
tomada de decisão por parte do órgão a fim
de alavancar novas práticas profissionais e de gestão,
tais como o monitoramento das ações de assistência
farmacêutica, participar ativamente do aperfeiçoamento
contínuo das práticas da equipe de saúde
e contribuir para a promoção da atenção
integral à saúde, humanização do
cuidado e efetividade da intervenção terapêutica.
Para mais
informações sobre os objetivos e a programação
do evento, clique
Serviço:
“I Fórum Nacional Sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais.”
Data: 25 e 26 de agosto de 2011
Horário: Credenciamento às 8h30 e abertura oficial às
9h
Contato: (61) 3315-3369
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
-
1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html