19-08-11

 

Leia nesta edição:

- Conselho restringe publicidade médica em redes sociais

- CFM veta ''aval'' médico em rótulos de alimentos e produtos de higiene

- Cardiologistas aderem a boicote a planos

- Paralisação de servidores da saúde

- Dificuldades de operadoras são temas de encontro

- Médicos traduzem bulas para pacientes

- CFM impõe regras mais rigorosas para conter propaganda enganosa

- Vacina contra a Aids a caminho

- Funcionários da Fiocruz fazem paralisação, mas serviços essenciais são mantidos

- CFM Conselho proíbe médicos de dar consulta por telefone

- Plano para diminuir mortes por doenças crônicas

- Novo tratamento para hipertensão

- O peso do cérebro

- Adiada instalação da comissão sobre a Empresa de Serviços Hospitalares

- Comissão avaliará políticas públicas relacionadas aos agentes de saúde

- Até 2016 o Mercado Wi-Fi de Saúde deve atingir US$1,3 bilhões

Sexta-feira, 19.08.11

Folha de São Paulo

Conselho restringe publicidade médica em redes sociais

Profissionais não poderão divulgar telefone e endereço de consultório em perfis no Twitter ou no Facebook

Nova resolução também reitera que médicos não devem trazer a público informação que cause 'intranquilidade'

Por Joahanna Nubla

Uma nova resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) restringe a publicidade de médicos nas redes sociais e proíbe que entidades médicas confiram selos de aprovação a produtos.

A norma entrará em vigor após 180 dias da publicação no "Diário Oficial" , que está prevista para hoje.

As redes sociais passam a ser consideradas como entrevistas ou aparições públicas de médicos. Por isso, ficam sujeitas às regras que valem para a mídia tradicional.

Ou seja, um médico não poderá, em seu perfil no Facebook, divulgar endereço e telefone do consultório nem garantir bons resultados de um tratamento.

O mesmo vale para blogs. O conselho entende que a aparição de médicos nesses meios deve ter caráter educativo, e não de autopromoção.

Sites institucionais poderão manter contatos do consultório ou da clínica, explica Emmanuel Fortes, vice-presidente do conselho.

A norma estabelece ainda que médicos declarem se têm conflitos de interesse (financiamento da indústria farmacêutica, por exemplo).

Os médicos também estão proibidos de veicular informações que causem "intranquilidade à sociedade", mesmo que os dados sejam comprovados cientificamente.

Nesses casos, o médico deve se dirigir ao conselho regional ou federal para explicar a razão de sua preocupação. Esse último ponto deveria ser debatido com os médicos, diz Claudio Lorenzo, professor de bioética da UnB.

"E se imaginarmos que o conselho ou certas autoridades estão omissas ou tentam esconder algo? É bastante polêmico o fato de haver uma punição administrativa no caso de o médico exercer sua responsabilidade social, frente a um fato comprovado."

Fortes diz que a intenção é evitar danos e cita o caso da gripe suína. "Houve um anúncio tão exagerado que causou prejuízo." Para Fortes, o CFM não quer cercear liberdades nem banir a publicidade, mas torná-la mais "honesta e informativa".

O Estado de São Paulo

CFM veta ''aval'' médico em rótulos de alimentos e produtos de higiene

Nova resolução do Conselho Federal de Medicina também proíbe a divulgação de imagens de pacientes antes e depois de tratamento e traz regras sobre o comportamento do médico em blogs e redes sociais; normas entram em vigor dentro de 180 dias

Por Lígia Formenti

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a inclusão de selos ou marcas de sociedades médicas em rótulos de produtos, como alimentos, sabonetes e equipamentos. A medida integra resolução da entidade sobre publicidade médica e deve entrar em vigor em 180 dias.

"Queremos evitar a expectativa demasiada do consumidor em relação a um produto", justificou o conselheiro Emmanuel Fortes, um dos autores do novo documento. "Um selo como esse é prejudicial até mesmo para concorrência, algo que queremos evitar", completou.

A resolução publicada hoje traz novas regras sobre como o médico tem de se portar em redes sociais e blogs. Ele não pode divulgar endereço e telefone da clínica em que trabalha, fazer atendimentos ou consultorias a distância. As limitações valem também para entrevistas.

"Nas redes sociais, o profissional pode se manifestar como cidadão comum e dar orientações gerais sobre prevenção e problemas de saúde, mas nunca indicar tratamento ou fazer propaganda de seus serviços", disse Fortes.

Médicos também não podem dizer que são especialistas em áreas não reconhecidas pelo CFM, como medicina estética ou baseada na análise da íris. "Nessa área sempre encontramos alguns modismos. Não queremos que eles sejam confundidos com as especialidades."

Fica proibida a divulgação de títulos acadêmicos de áreas distintas da especialidade do profissional. "A formação acadêmica é diferente daquela recebida para a concessão do título de especialista. Um título acadêmico, por si só, não capacita o profissional para atendimento."

Reforço. Fruto de uma discussão que durou um ano, a resolução reforça recomendações da norma anterior, de 2003. A divulgação de imagens de pacientes antes e depois do tratamento continua vetada. Também foi mantida a restrição do anúncio de métodos que não foram aprovados cientificamente ou a realização de consórcios e concursos que têm como prêmio um tratamento. A participação de celebridades nas propagandas pode ocorrer, mas com critério.

A nova resolução proíbe médicos de dar declarações que provoquem pânico ou temor popular. Como exemplo, Fortes citou comportamento de alguns profissionais na gripe suína. "Houve uma corrida indevida para o uso de determinado remédio, citado muitas vezes por profissionais."

A fiscalização das novas regras será feita por comitês ligados aos conselhos regionais de medicina. Quando algum problema é detectado, o profissional é chamado para prestar esclarecimentos. No caso de reincidência, um processo é aberto. A pena varia de advertência à cassação. Entre 2005 e 2011, o CFM julgou 307 recursos de processos de médicos que envolviam o uso indevido da publicidade. Nove profissionais foram cassados

O Estado de São Paulo

Cardiologistas aderem a boicote a planos

Por Karina Toledo / Colaborou Clarissa Thomé

Os cardiologistas decidiram aderir à paralisação que vai atingir, no mês de setembro, pacientes de 12 planos de saúde no Estado de São Paulo. Agora, serão ao todo oito especialidades que vão parar em sistema de rodízio.

Primeiro param os ginecologistas e obstetras entre 1 e 3 de setembro. Entre 8 e 10, param os otorrinolaringologistas. Entre 14 e 16 é a vez dos pediatras, sendo seguidos pelos cardiologistas entre 16 e 19. Ortopedia e traumatologia param entre 19 e 20, pneumologia e tisiologia entre 21 e 23 e cirurgiões plásticos entre 28 e 30. Os anestesiologistas acompanham as demais especialidades.

A lista das empresas afetadas inclui Ameplan, Assefaz, Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Porto Seguro, Pró-Saúde e os planos de autogestão das empresas Volkswagen, Vale, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Outras 22 operadoras já encaminharam propostas que estão sendo avaliadas pelos médicos.

Consulta pública. A Agência Nacional de Saúde Suplementar vai criar norma obrigando as operadoras a divulgar suas redes assistenciais na internet. As empresas com mais de 20 mil funcionários terão de indicar a localização do serviço - por mapas ou fotografias. A consulta pública estará disponível a partir de quarta-feira e receberá sugestões por 30 dias.

Gazeta do Povo Online

Paralisação de servidores da saúde

Por Gladson Angeli, Fernanda Trisotto e Mariana Scoz

A categoria reivindica um plano de carreira próprio para os servidores e a revogação do Decreto 4.345, que determina que a jornada de trabalho seja de 40 horas semanais

Os servidores de saúde do Paraná realizaram protestos em várias cidades do estado nesta quinta-feira (18). A categoria reivindica um plano de carreira próprio para os servidores e a revogação do Decreto 4.345, que determina que a jornada de trabalho seja de 40 horas semanais.

Em Curitiba, os servidores se reuniram em frente ao Hemepar, na Travessa João Prosdócimo, no Alto da XV. Segundo Elaine Rodella, secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores em Serviços Públicos de Saúde Pública e Previdência do Estado do Paraná (SindSaúde), o dia foi marcado por paralisações de uma hora.

Em Curitiba, também houve atos no Hospital Oswaldo Cruz e Lacen. Por lei, 30% dos servidores devem continuar trabalhando durante a paralisação para atender a demanda. Além de Curitiba, houve manifestações em Cascavel, Umuarama, Cianorte, Lapa, Francisco Beltrão, Londrina e Ponta Grossa.

Representantes do SindSaúde se encontraram com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. Ficou marcada uma nova reunião para a próxima quarta-feira (24) onde devem ser apresentadas propostas para atender as reivindicações.

Os trabalhadores da categoria retomam as atividades normalmente na sexta-feira (19).

Outros atos

Essa é a terceira paralisação anunciada na área de saúde no estado nesta semana. Na segunda-feira (15), o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) aprovou uma greve dos médicos que trabalham nos Centros Municipais de Urgências Médicas de Curitiba (CMUM), que deve começar no dia 22.

Já o Instituto Carlos Chagas, que faz parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aderiu à paralisação promovida pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Fiocruz. Dezenove funcionários no Paraná participam do movimento.

Jornal Monitor Mercantil

Dificuldades de operadoras são temas de encontro

O atual cenário brasileiro da saúde privada e as barreiras encontradas pelas operadoras de planos de saúde foram os temas centrais de um encontro que reuniu o Senador Paim (PT-RS), a Unimed do Brasil, a Federação do Rio Grande do Sul e a Unimed-RS.

O presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, apresentou ao senador o panorama geral do sistema de saúde privada, apontou os obstáculos gerados pelas novas normas da ANS e comentou sobre a dificuldade do Sistema Unimed em ser reconhecido como um sistema de cooperativas. Ao final da reunião, Aquino avaliou como positivo o encontro. “Foi uma excelente oportunidade para o Senador Paim se inteirar sobre o assunto. Ele escutou atenciosamente nossas reinvidicações e sugeriu uma audiência pública em Brasília para a discussão do tema”, pontuou o presidente.

Correio Braziliense

Médicos traduzem bulas para pacientes

Com a ajuda de alunos da Universidade de Brasília, especialistas do HUB produzem informações simplificadas que facilitam o correto uso dos medicamentos prescritos

Por Thaís Paranhos / Thalita Lins

Ler aqueles nomes complicados escritos nas bulas dos remédios e entender o significado de cada um não é uma tarefa fácil, pelo menos para os leigos. Muitas pessoas desistem e acabam tomando o medicamento sem a correta orientação de uso. Ao detectar essa falta de compreensão, seja pelo vocabulário ou pelo tamanho da letra, os médicos do Hospital Universitário de Brasília (HUB) desenvolveram uma bula simplificada, com termos do cotidiano. O novo documento apresenta o termo técnico — na maioria das vezes, incompreensível — e a respectiva tradução. A equipe também produz folderes com informações sobre doenças, dietas, atividade física, comportamento, psicologia e medicamentos.

A ideia de criar bulas mais fáceis de ler faz parte de um projeto da área de cardiologia do HUB para aumentar o conhecimento do paciente sobre saúde. “A iniciativa nasceu após a descoberta de que havia uma baixa adesão dos pacientes às recomendações. Um dos motivos é o não entendimento sobre os aspectos relacionados à prevenção e ao tratamento da doença”, explicou o professor de cardiologia da Universidade de Brasília (UnB) e cardiologista do HUB Hervaldo Sampaio Carvalho. Outra causa apontada por ele é a falta de comunicação entre o profissional e o paciente. “A compreensão é baixa, mas acaba sendo fundamental para a adesão”, acrescenta.

Vocabulário acessível

Nos últimos anos, a equipe distribuiu a incumbência de desenvolver a bula com o vocabulário mais acessível a alunos da UnB e, nesse processo, passou por várias interações com os pacientes.

“Desenvolvemos a bula e mostramos para o paciente. Se não houver entendimento, trocamos de novo o que for preciso”, detalhou Hervaldo. As bulas com linguagem mais simples são distribuídas aos pacientes do ambulatório interdisciplinar e de cardiologia há mais de quatro anos. Não estão disponíveis para o público em geral.

De acordo com Alessandra Menezes Campos, farmacêutica clínica do HUB e também professora da Universidade de Brasília, quanto mais o paciente souber da doença, mais eficaz será o tratamento. “Assim, ele não deixará de se tratar, de tomar os remédios. O paciente tem o direito de saber o que e como usa. Nosso intuito é trabalhar com a informação”, explica. Segundo ela, muitos ficam envergonhados de dizer que não entenderam o que estava escrito na bula e não seguem as orientações corretamente. Desde o início do projeto, ela já traduziu 68 bulas com os alunos de pós-graduação em farmacologia clínica. Ao todo, a equipe já produziu 163 documentos.

Novas regras

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2009, determina que as orientações sobre o uso de medicamentos deverão vir com letras maiores e organizadas por perguntas e respostas. De acordo com a agência, todas as bulas devem ter tamanho de letra 10, não podendo estar condensadas ou expandidas.

Eu acho...

“Sinto muita dificuldade em ler a bula porque, além de as letras serem pequenas, as palavras são bastante complicadas. Já tentei ler várias vezes as orientações, mas na maioria delas não entendi o que estava escrito. Seria ótimo se implantassem esse projeto da UnB em todos os laboratórios. Parece ser muito bom e esclarecedor”.

Osvaldo Ramos Soares, 48 anos, motorista

Significados

Posologia — como tomar o remédio

Efeitos colaterais — efeitos indesejáveis

Concentração — quantidade de uma determinada substância

Cefaleia — dor de cabeça

Exantema — manchas avermelhadas na pele

Ultrapassa a barreira transplacentária — passa da mãe para o feto

Insuficiência cardíaca — coração fraco

Erros na dosagem

Por causa da falta de entendimento, a farmacêutica clínica Alessandra Campos ressalta que muitas pessoas tomam os remédios de forma errada. “Muitas não sabem o que é jejum. Tomam o medicamento antes do café da manhã, mas comem logo em seguida, o que descaracteriza o jejum. Isso é muito comum”, exemplifica. Quando receita um medicamento que precisa ser ingerido logo pela manhã, ela já informa que o paciente só poderá se alimentar depois de algumas horas. “Nem todo medicamento pode ser ingerido com alimento. Às vezes, até a bebida interfere na eficácia do remédio”, ressaltou.

Grávida de sete meses, a empregada doméstica Sueli Cézar de Carvalho, 38 anos, redobra a atenção ao tomar um medicamento, mas diz que sente dificuldade quando precisa ler as orientações na bula. “Fico com preguiça.

Já tentei diversas vezes e nunca entendo o que está escrito. Todos os remédios deveriam ser de fácil leitura e seguir essa ideia do HUB”, acredita. A servidora pública Maria Elza Leal, 55 anos, reclama das orientações. “Costumo ler tudo antes de tomar algum remédio, mas é difícil porque a letra é muito pequena e a linguagem, pouco objetiva. Não entendo muita coisa”, ressalta. (TP e TL)

Agência Brasil

CFM impõe regras mais rigorosas para conter propaganda enganosa

Para conter as propagandas enganosas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) tornou mais rigorosa as regras para a publicidade de serviços dos médicos.

Uma nova resolução determina que os médicos estão proibidos de anunciar o uso de técnicas “milagrosas” ou aparelhos com capacidade privilegiada. Os profissionais também não poderão participar de concursos ou premiações para eleger o “médico do ano” ou o “profissional de destaque”.

Os anúncios não poderão ter imagens dos pacientes para falar dos resultados de um tratamento, os conhecidos “antes” e “depois”, mesmo com autorização do paciente. Está vedado o uso do nome, imagem e voz de pessoas famosas em propagandas de serviços médicos.

Outra proibição é conceder entrevistas para autopromoção e divulgar o endereço e telefone do consultório nas redes sociais. De acordo com o CFM, o profissional poderá usar as redes sociais, como blog, para divulgar informações de caráter educacional ou preventivo, como descrever os sintomas de uma determinada doença.

Os médicos estão impedidos de fazer consultas pela internet ou por telefone, mesmo que para atender parentes. Há registro de empresas que ofereciam consultoria online para prescrever remédios. Além disso, é vedado ao profissional associar seu nome a produtos de empresas, como afirmar que aprova e garante a eficácia de determinado produto.

O manual com as regras se aplicam ainda a sociedades médicas e hospitais públicos e privados. Em caso de descumprimento será aberto um processo pelo conselho para apurar a denúncia. Se comprovada, o médico ou entidade sofrerá penalidade, que vai de advertência à cassação do registro.

Os profissionais e as entidades têm 180 dias para se adaptar à nova resolução, que atualiza as normas anteriores, vigentes desde 2003.

O Dia Online

Vacina contra a Aids a caminho

Cientistas identificam 17 anticorpos que podem destruir o vírus HIV

Uma nova descoberta científica abriu caminho para a busca de uma vacina contra a Aids. Cientistas do Instituto de Pesquisas Scripps, em La Jolla, Califórnia (EUA), identificaram 17 anticorpos ‘poderosos’, que podem neutralizar o vírus HIV no organismo.

As novas células de defesa, “amplamente neutralizantes”, são mais eficazes do que as identificadas anteriormente, afirmaram os cientistas em artigo na revista britânica ‘Nature’. Os 17 anticorpos foram isolados de quatro indivíduos soropositivos, num feito classificado pela comunidade científica internacional como parecido com “procurar agulha em um palheiro”, já que apenas número muito pequeno de pessoas produzem as poderosas moléculas.

“A maior parte das vacinas antivirais depende do estímulo às respostas dos anticorpos para funcionar”, explicou o pesquisador Dennis Burton. “Por causa da variabilidade do HIV, uma vacina eficaz provavelmente teria que ativar anticorpos amplamente neutralizantes. É por isso que esperamos que estes novos anticorpos provem ser aquisições valiosas nas pesquisas para a vacina da Aids”, disse.

Fiocruz

Funcionários da Fiocruz fazem paralisação, mas serviços essenciais são mantidos

Funcionários da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciaram nesta quarta-feira, (17) uma paralisação de 48 horas para reivindicar recomposição salarial em função de perdas com a inflação nos últimos anos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz, Paulo César de Castro, o último reajuste foi concedido em julho de 2009, o que gerou uma perda acumulada de 14%. “Os salários estão muito defasados e esperamos que haja avanços nas negociações com o governo”, disse.

Ele informou que a categoria rejeitou uma proposta enviada pelo Ministério do Planejamento, na semana passada, prevendo reestruturação das carreiras, com incorporação de gratificações.

“Do jeito que recebemos, quase não haverá impacto sobre os salários reais. Para os profissionais de nível intermediário a recomposição é quase 5% e para os de nível superior não chega nem a isso”, acrescentou.

Embora a paralisação, segundo estimativa do sindicato, conte com adesão de 70% dos cerca de 4,5 mil funcionários ativos, os serviços essenciais, como atendimentos em hospitais e postos de saúde ligados à instituição e a produção de linhas de vacina que já estavam em andamento, não foram atingidos.

Castro informou que uma nova assembleia está marcada para a próxima segunda-feira (22), quando a categoria vai avaliar a necessidade de repetir a paralisação.

A Fiocruz, vinculada ao Ministério da Saúde, conta com 15 unidades em seis estados e é responsável pelo desenvolvimento de pesquisas, pela prestação de serviços hospitalares e ambulatoriais; pelo ensino e pela formação de recursos humanos; e pela fabricação de medicamentos, reagentes e kits de diagnóstico e de vacinas que abastecem o Sistema Único de Saúde (SUS), como as contra a poliomielite, meningite meningocócica e febre amarela e a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Em 2010, foram entregues 79,6 milhões de doses de vacinas ao Ministério da Saúde.

Destak

CFM Conselho proíbe médicos de dar consulta por telefone

O Conselho Federal de Medicina estabeleceu novas regras para a participação de médicos em redes sociais e anúncios publicitários. O conjunto de medidas anunciado ontem pela entidade também proíbe que médicos realizem consultas por telefone.

A nova resolução vai substituir as regras anteriores, estabelecidas em 2003. Em 180 dias, quando a norma entrará em vigor, será proibida a divulgação de telefones de contato e prestação de serviços por médicos nas redes sociais.

Também não será permitida a chancela médica de produtos comerciais relacionados à saúde e a participação de sociedades médicas em anúncios publicitários.

A medida, publicada ontem no Diário Oficial da União, entrará em vigor em fevereiro de 2012.

O Dia Online

Plano para diminuir mortes por doenças crônicas

Diminuir o preço de frutas e hortaliças e aumentar as taxas para as bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco são algumas das ações que o governo pretende adotar para conter as mortes provocadas pelas doenças crônicas não transmissíveis na próxima década. Atualmente, essas doenças matam mais de 742 mil brasileiros por ano, cerca de 72% do total de mortes no país.

As ações fazem parte do Plano para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, apresentado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde, que tem o intuito de reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura, de pessoas com até 70 anos de idade, em decorrência de doenças como câncer, diabetes, infarto, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias. A taxa atual é de 255 vítimas para cada grupo de 100 mil habitantes. A ideia é atingir a relação de 196 casos por 100 mil habitantes até 2022.

O estilo de vida regado ao consumo abusivo de álcool, alimentos gordurosos, fumo, sedentarismo e obesidade aumenta o risco de uma pessoa ter uma doença crônica não transmissível. Para estimular a ingestão de frutas, verduras e legumes, o governo propõe reduzir impostos e taxas para produção e venda dos alimentos saudáveis, uma forma de facilitar o acesso, principalmente da população pobre – a mais afetada pelas doenças –, a esses produtos, já que o preço é um dos empecilhos.

“Defendemos incentivos fiscais e tributários para os alimentos saudáveis”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sem detalhar como será a adoção das medidas fiscais.

Outra medida é limitar a presença de sal, gordura e açúcar nos alimentos processados. Um acordo já firmado com a indústria alimentícia, em abril, prevê a redução gradativa do sódio (sal) nas massas, macarrão instantâneo e pães. Neste semestre, o ministério vai discutir com o setor a diminuição da gordura total. “É reduzir o sal que se vê no saleiro e o oculto nos alimentos”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

No caso do tabaco e do álcool, a proposta é aumentar os impostos incidentes nos produtos do setor para desestimular o hábito de fumar e a ingestão de bebidas alcoólicas. Nas últimas três décadas, a política antitabagista tem surtido efeito no país. No final dos anos 80, 34,8% dos adultos eram fumantes. Atualmente, o percentual é de 15%. Em 2022, a meta é cair para 9% da população adulta.

Já o consumo de álcool tem crescido. Um estudo feito pelo ministério, em 2010, revelou que 18% dos adultos bebem cinco ou mais doses em uma única ocasião, o que é considerado consumo abusivo. O percentual subiu 0,6 ponto percentual ao ano – desde 2006.

No início do mês, uma medida provisória determinou o aumento da carga tributária nos cigarros, passando de 60% para 81%. De acordo com Alexandre Padilha, já existem projetos no Congresso Nacional que preveem aumentar a carga tributária também para as bebidas alcoólicas, que tem o apoio do ministério.

Outras propostas são acabar com os fumódromos e intensificar a fiscalização na venda de álcool para menores de 18 anos de idade, que é proibida.

Para incentivar a prática de atividades físicas, o ministro aposta no Programa Academia da Saúde, com a instalação de 4 mil equipamentos esportivos em espaços públicos até 2014. O objetivo é que 22% da população façam exercício físico na hora do lazer, até 2022. “Fazer atividade física, às vezes, não é uma escolha para o indivíduo. É falta de opção”, disse Padilha.

O plano nacional será apresentado na assembleia-geral das Nações Unidas, em setembro, cujo tema será o combate a doenças crônicas. A presidenta Dilma Rousseff deve participar do evento.

Das mais de 740 mil mortes por doenças crônicas não transmissíveis, 31% são cardiovasculares e 16% por causa de cânceres. Essas doenças têm impacto de, pelo menos, 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o ministério. Estudos estimam redução de 2% do PIB ao ano nos países da América Latina por causa dessas doenças.

Saiba mais sobre o Plano

- Atendimento médico em casa para pacientes com dificuldade de locomoção que não precisam ser hospitalizados;

- Criação de leitos de retaguarda nas enfermarias dos hospitais para atendimento de pacientes que ainda necessitam de cuidados depois de passarem por intervenções de urgência nas próprias enfermarias. O Ministério da Saúde deverá repassar o dobro de recursos para garantir os leitos nos hospitais;

- Implantação de unidades específicas nos hospitais para o atendimento de doentes cardíacos e de vítimas de acidente vascular cerebral;

- Cobertura de exame de colo de útero para mais de 80% das mulheres de 25 a 64 anos de idade. Oferta universal (100%) do tratamento para quem tiver o diagnóstico de câncer de mama ou útero, os que mais matam as brasileiras.

Meia Hora

Novo tratamento para hipertensão

Técnica controla a pressão sem uso de remédios

Os pacientes com hipertensão resistente — aqueles que não respondem à utilização de três ou mais medicamentos ao mesmo tempo — têm agora uma nova esperança. O Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor) começa a testar esse mês um novo tratamento, sem o uso de remédios, para controlar a pressão arterial.

O cardiologista Luiz Bartolotto, diretor da Unidade de Hipertensão do Incor, conta que a atividade de alguns nervos faz com que os vasos dos rins se contraiam, de forma a reterem mais água e sal. Isso leva ao aumento da pressão arterial. A intenção, justamente, é acabar com a atividade deles.

"Um cateter é inserido pela virilha e vai até o rim. Um aparelho externo emite ondas, que cortam a ligação desse nervo. Depois, é retirado, e o paciente passa a fazer um acompanhamento clínico apenas", explica o especialista.

Segundo o médico, o procedimento será feito em conjunto com o Departamento de Eletrofisiologia, coordenado pelo também cardiologista Maurício Scanavacca.

Bartolotto conta ainda que não há efeitos colaterais graves. A técnica já vem sendo usada em outros países, com sucesso. Por isso, há um respaldo para o início da pesquisa no Brasil. Depois do primeiro voluntário, outras 20 pessoas farão parte da primeira fase.

"Cerca de 10% dos hipertensos se enquadram nesse tipo", ressalta. Outra pesquisa dele pretende observar o uso de outras drogas para tratar a chamada hipertensão resistente.

Correio Braziliense

O peso do cérebro

Pesquisadores da Unicamp descobrem que a inflamação do hipotálamo é um dos fatores relacionados à obesidade. Pela primeira vez na medicina, eles conseguiram provar o papel do sistema nervoso central no desenvolvimento da epidemia

Por Silvia Pacheco

Até algum tempo atrás, não se pensava em cérebro quando o assunto era obesidade. Antes, a doença era considerada um problema muito mais relacionado ao estoque de gordura. Nos últimos anos, porém, cientistas têm sugerido que o sistema nervoso central possui um papel fundamental nos caminhos que levam ao desenvolvimento da patologia. Para reforçar essa ideia, um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovou, pela primeira vez na medicina, que o cérebro de obesos funciona de forma diferente, comparando-se ao de pessoas magras. Os resultados abrem novas perspectivas terapêuticas, como o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

Considerada a epidemia do século 21 — segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da população mundial está acima do peso —, a obesidade não tem uma causa principal definida. O que se sabe é que é provocada por diversos fatores; entre eles, genéticos, ambientais e sociais. Mas ninguém, ainda, consegue explicar exatamente o porquê do início da doença, de onde e como ela é despertada.

Para tentar preencher essa lacuna, uma linha de pesquisa médica demonstra que a obesidade pode ser causada por algum distúrbio provocado no cérebro. “O nosso conhecimento a esse respeito cresceu de tal forma que hoje nós acreditamos que a obesidade decorra, principalmente, de algum erro no processamento de informações que chegam ao sistema nervoso central”, explica Lício Velloso, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e orientador do estudo.

Um dos hormônios centrais nesse processo é a leptina, produzida no tecido adiposo e responsável por levar ao cérebro a informação sobre a quantidade de energia que está sendo estocada. Quando essa comunicação fica comprometida, torna-se cada vez mais difícil controlar a ingestão de alimentos e o gasto de energia. “Foi exatamente a falha nessa comunicação que conseguimos demonstrar no cérebro de humanos”, conta Simone van de Sande-Lee, endocrinologista e autora da pesquisa.

Para chegar a essa conclusão, porém, o caminho foi longo. O primeiro indício de que havia algum problema no cérebro de obesos foi descrito em 1994, quando uma equipe norte-americana revelou a leptina e sua função. Em 2005, o grupo da Unicamp entendeu o motivo pelo qual o cérebro passa a responder inadequadamente à leptina, tornando-se resistente a ela.

Após experimentos com camundongos, também pela primeira vez os cientistas identificaram o erro de processamento da leptina no sistema nervoso central: o problema estava no hipotálamo, que, inflamado, não conseguia fazer a leitura correta do hormônio. Em 2009, a causa dessa inflamação foi descrita pelo mesmo grupo de Campinas. “Ácidos graxos encontrados sobretudo em gordura animal provocavam a inflamação do hipotálamo”, esclarece Velloso. Após essas constatações, faltava provar que todo o processo poderia ocorrer no cérebro humano. “Como o hipotálamo fica em uma região no interior do órgão, procuramos alternativas que não fossem invasivas”, conta o orientador do estudo.

Para avaliar as possíveis alterações no funcionamento cerebral, os pesquisadores optaram por estudar imagens de ressonância magnética funcional (RMf). Elas foram obtidas antes e depois de os pacientes passarem pela cirurgia bariátrica (veja arte). “A RMf é como um filme do órgão. Ela permite avaliar a atividade dos neurônios, se eles estão muito ou pouco ativos em determinado momento”, explica Simone.

Inflamação

Com as RMfs em mãos, os pesquisadores observaram que o hipotálamo dos obesos funciona de forma diferente. “Os obesos têm uma disfunção aparentemente provocada por uma inflamação”, diz a autora do estudo. Além das imagens, os cientistas recolheram o líquidocefalorraquidiano (que envolve o cérebro) para avaliar se houve realmente uma inflamação. “Observamos que, após a cirurgia, existe um aumento de substâncias anti-inflamatórias. Isso nos leva a crer que havia uma inflamação ali”, explica Simone.

A análise do líquidocefalorraquidiano e das RMfs dos indivíduos obesos que passaram pela cirurgia bariátrica demonstrou que a inflamação causa um dano irreversível no hitpotálamo. Segundo Velloso, os obesos que perdem muito peso — como os que passaram pela cirurgia — têm a recuperação da função do hipotálamo, mas apenas parcial. “Pode ser que, com o passar do tempo, isso melhore. Mas temos outra ideia: apesar de perder bastante peso, essas pessoas não conseguem chegar ao peso do magro. Acreditamos que o hipotálamo esteja danificado e, aparentemente, esse dano é irreversível.”

Com essas informações, os cientistas acreditam que uma das razões que possam provocar tal dano ao hipotálamo seja a ingestão a longo prazo de alimentos ricos em gordura saturada. “Quanto mais longo o tempo de alimentação com gordura saturada, maior o dano”, aponta Velloso. Outro fator que pode estar relacionado ao problema irreversível no hipotálamo dos obesos é a morte dos neurônios. “Isso explica o porquê de o hipotálamo não voltar a funcionar corretamente, como comprovamos em animais”, conta o professor da Unicamp.

O resultado da pesquisa representa mais uma peça no quebra-cabeça para entender o que acarreta a obesidade. “É essencial que sejam descobertos os fatores diretamente envolvidos com a doença”, destaca Velloso. Somente no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há 38,8 milhões de pessoas com sobrepeso ou obesidade, o que representa aproximadamente 22% da população.

Complicações no futuro

Os resultados do estudo são importantes porque as crianças estão sendo expostas a uma alimentação gordurosa muito cedo. Isso pode ser complicado no futuro. Pesquisas mostram que 28% das crianças brasileiras até os 5 anos estão acima do peso. Além disso, as que chegam aos 10 anos acima do peso têm 80% de probabilidade de virar um adulto obeso. A conclusão da pesquisa colocou mais um fator a ser estudado. Aparentemente, o hipotálamo está inflamado, mas pode haver outros fatores relacionados.

Maria Edna de Melo, endocrinologista e membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso)

Quinta-feira, 18.08.11

Agência Câmara de Notícias

Adiada instalação da comissão sobre a Empresa de Serviços Hospitalares

Foi adiada para a próxima terça-feira (23), em plenário a ser definido, a instalação da comissão especial que vai analisar o Projeto de Lei 1749/11, do Poder Executivo, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para administrar hospitais universitários federais. Na mesma reunião deverão ser eleitos o presidente e os vice-presidentes da comissão especial.

O objetivo da nova empresa pública é resolver problemas na contratação de trabalhadores para os hospitais universitários. Atualmente, as contratações geralmente ocorrem por intermédio das fundações de apoio das universidades, com bases legais frágeis.

O governo já havia enviado medida provisória com o mesmo objetivo ao Congresso (MP 520/10), que chegou a ser aprovada pela Câmara na forma de projeto de lei de conversão (PLV 14/11). No entanto, a medida não foi apreciada pelo Senado e perdeu a validade em 1º de junho.

Íntegra da proposta:

PL-1749/2011

Agência Câmara de Notícias

Comissão avaliará políticas públicas relacionadas aos agentes de saúde

A comissão especial que analisa a definição de um piso salarial nacional para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias decidiu realizar audiência pública para discutir as diretrizes e políticas dos ministérios da Saúde, do Planejamento e da Casa Civil relacionadas a esses profissionais. Serão convidados representantes dos três órgãos.

A reunião foi solicitada pelos deputados Romero Rodrigues (PSDB-PB), Benjamin Maranhão (PMDB-PB), Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), e João Campos (PSDB-GO). A data para realização da audiência ainda será definida.

A comissão

A comissão especial foi criada para avaliar o Projeto de Lei 7495/06, do Senado, que regulamenta as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Diversas outras propostas tramitam em conjunto, como o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930 mensais para profissionais com formação em nível médio.

A Emenda à Constituição 63, de fevereiro de 2010, estabelece que uma lei federal definirá o regime jurídico, o piso salarial nacional, as diretrizes para os planos de carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. Segundo essa emenda, caberá à União prestar assistência financeira complementar aos estados e aos municípios para o cumprimento do piso salarial.

Íntegra da proposta:

PL-7495/2006

PL-6111/2009

Mobihealthnews / Saúde Business Web

Até 2016 o Mercado Wi-Fi de Saúde deve atingir US$1,3 bilhões

Por Chris Gullo / Tradução: Alba Milena, especial para o Saúde Business

Estudo mostra que Voice over Wi-Fi e RTLS (sistemas de localização em tempo real) se juntarão ás “redes da área médica” (MBANs), que utiliza Wi-Fi em dispositivos móveis de monitoramento

O mercado para serviços de saúde Wi-Fi crescerá para US$1,34 bilhões até 2016, de acordo com um novo relatório da ABI Research. O relatório“Wireless Technologies in Professional Healthcare”, examinou o mercado global em expansão para serviços e hardware Wi-Fi.

De acordo com a ABI Resarch, Voice over Wi-Fi e RTLS (sistemas de localização em tempo real) se juntarão ás “redes da área médica” (MBANs), que utiliza Wi-Fi em dispositivos móveis de monitoramento. Cerca de 30 milhões de dispositivos de saúde MBAN serão lançados globalmente, anualmente, até 2016. O relatório também aborda o crescente mercado de dispositivos para o consumidor com Wi-Fi incorporados, como os oferecidos pela BodyMedia e Fitbit, que irão entrar cada vez mais em ambientes profissionais. Em junho, a ABI divulgou um relatório afirmando que sensores sem fio usáveis para fitness e bem-estar vai ultrapassar 80 milhões de dispositivos em 2016

“A ABI Research prevê que o número de dispositivos de smartphones e dispositivos de mão de profissionais de saúde alavancará cerca de 20% neste mercado em 2011”, informou Jonathan Collins, analista da ABI em um comunicado de imprensa. No ano passado, a ABI declarou que a adoção de Wi-Fi na saúde aumentaria em 60% no período de doze meses

A Wi-Fi já foi amplamente adotada em todos os locais de saúde na América do Norte, mas a expansão de redes existentes e a adoção crescente de Wi-Fi em outras regiões ao redor do mundo garantirá que o mercado de hardware de ponto de acesso Wi-Fi, software e serviços crescerão para US$ 1,34 bilhões de dólares em 2016.

Os principais fornecedores de infraestrutura Wi-Fi, incluindo a Cisco, Aruba e Motorola estão focados no potencial de Wi-Fi na área de saúde. Estas empresas irão beneficiar os clientes e não só construir as suas redes, mas também ajudam os fornecedores e seus parceiros a se estabelecerem para fornecer gerenciamento de redes e o crescente número de aplicativos que irá alavancar a conectividade.

Esse novo estudo examina o tamanho do mercado para serviços e hardwares Wi-Fi, analisando os desafios e os ganhos potenciais. Prevê a possibilidade de adoção de várias tecnologias na área de aplicativos de rede para profissionais de saúde.

Faz parte do Wireless Connectivity e Wireless Healthcare Research Services, que inclui também Research Reports, Market Data, ABI Insights, Vendor Matrices e Tear Downs.

AGENDA

- Ato político pede a regulamentação da EC 29

No dia 24 de agosto, a Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados e a Frente Parlamentar da Saúde realizarão um ato pela aprovação da regulamentação da Emenda Constitucional 29.

As entidades médicas Nacionais – Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – participarão da mobilização. Comparecerão também parlamentares, representantes da sociedade civil organizada, entidades e profissionais da área da saúde.

Serviço

Data: 24 de agosto – quarta-feira

Horário: 10h

Local: Plenário 7 – Anexo II – Corredor das Comissões – Câmara dos Deputados


- I Fórum Nacional sobre Serviços Farmacêuticos em Hospitais

A Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (SCTIE/DAF), realiza, nos dias 25 e 26 de agosto, em Brasília, o I Fórum Nacional Sobre Serviços Farmacêuticos em Hospitais.

O evento tem como principal objetivo reunir os profissionais da área da farmácia hospitalar, os gestores do SUS e os administradores das unidades hospitalares para compartilharem as experiências que podem orientar o aprofundamento do tema. As vagas são limitadas.

As experiências exitosas vão destacar quatro eixos, que têm como temas a gestão da informação; o ensino, a pesquisa e a educação permanente em saúde; o cuidado e segurança do paciente; além do processo de trabalho, que é referente à infraestrutura física, tecnológica e recursos humanos no desenvolvimento das atividades da Farmácia Hospitalar.

Após as discussões, haverá a conseqüente tomada de decisão por parte do órgão a fim de alavancar novas práticas profissionais e de gestão, tais como o monitoramento das ações de assistência farmacêutica, participar ativamente do aperfeiçoamento contínuo das práticas da equipe de saúde e contribuir para a promoção da atenção integral à saúde, humanização do cuidado e efetividade da intervenção terapêutica.

Para mais informações sobre os objetivos e a programação do evento, clique

Serviço:

“I Fórum Nacional Sobre Serviços Farmacêuticos em Hospitais.”

Data: 25 e 26 de agosto de 2011

Horário: Credenciamento às 8h30 e abertura oficial às 9h

Contato: (61) 3315-3369

- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde

Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

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Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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