19-10-11

 

Leia nesta edição:

- Número de internações por doenças decorrentes da falta de saneamento cai, mas ainda é elevado

- Profissionais pedem mais leitos de UTI em hospitais públicos

- Saúde inicia campanha para detecção de novos casos de hanseníase

- Prefeitura e Marcelinas realizam exames de mamografia durante o Outubro Rosa

- Quase metade dos municípios brasileiros descarta lixo hospitalar de forma inadequada

- Anvisa e OMS discutem acesso a medicamentos biológicos

- No Dia Mundial da osteoporose serão realizados atendimentos e orientações à população

- Vacina contra a dengue é testada em cinco capitais brasileiras

- Conferência discute consolidação do Sistema Único de Assistência Social no Pará

- Saneantes: reunião discute qualidade dos laudos para registro

- Núcleo da ANS de Belo Horizonte retoma atendimento ao público

Quarta-feira, 19.10.11

AGÊNCIA BRASIL

Número de internações por doenças decorrentes da falta de saneamento cai, mas ainda é elevado

Thais Leitão, de Rio de Janeiro

Embora a taxa de internações por doenças relacionadas à má qualidade do saneamento básico, como diarreias, dengue e leptospirose, esteja caindo no país, ainda é elevada, sobretudo em alguns estados das regiões Norte e Nordeste. Conforme constatação do Atlas do Saneamento 2011, divulgado hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1993, o país registrava 733 internações desse tipo por grupo de 100 mil habitantes. Em 2008, a relação caiu para 309 por 100 mil.

Segundo Denise Kronemberger, uma das pesquisadoras do projeto, uma análise mais aprofundada desses números revela "evidentes" disparidades regionais. “Em estados das regiões Norte e Nordeste, que contam com serviço de saneamento menos eficiente, essas internações podem alcançar até 900 para cada 100 mil habitantes, número bastante superior à média do país. Por outro lado, em São Paulo, por exemplo, vemos valores inferiores a 100 por 100 mil”.

Para ela, além dos números preocupantes, no caso de municípios do Norte e do Nordeste, a situação se agrava "se pensarmos que vem associada, muitas vezes, a uma população já vulnerável, com saúde debilitada e má alimentada em vários casos”. Mas pesquisadora lembra que todas essas doenças decorrentes da falta de saneamento podem ser evitadas com investimentos em ações preventivas.

O levantamento aponta que a principal deficiência do saneamento básico no país é a falta de sistema de coleta de esgoto, que atinge 44,8% dos municípios (2.495 cidades).

A Região Norte é a que apresenta a situação mais grave. Apenas 3,5% dos domicílios de 13% dos municípios estão ligados à rede de esgoto. São Paulo, por sua vez, é o único estado em que quase todos os municípios dispõem de rede de esgoto.

HNews

Profissionais pedem mais leitos de UTI em hospitais públicos

No dia em que se comemora o Dia do Médico, profissionais de saúde cobraram ontem a ampliação do número de leitos disponibilizados em unidades de terapia intensiva (UTI) de hospitais filiados ao Sistema Único de Saúde

No dia em que se comemora o Dia do Médico, profissionais de saúde cobraram ontem a ampliação do número de leitos disponibilizados em unidades de terapia intensiva (UTI) de hospitais filiados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, a coordenadora-geral de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Ana Paula Cavalcante, admitiu que a pasta registra déficit de leitos em quase todos os estados.

Segundo ela, a definição utilizada pelo ministério atualmente – de destinar 4% do total de leitos para urgências e emergências – representa o “cálculo mínimo” do que é necessário para o funcionamento de uma UTI.

Para o representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz Ribeiro, uma das “faces mais perversas” da crise que atinge o SUS trata exatamente do atendimento na urgência e emergência e, portanto, se reflete nos pacientes que mais precisam do suporte do Estado.

“Pacientes graves, hoje, estão ficando nas salas de atendimento das emergências, entubados”, alertou. “Estamos aceitando isso como uma coisa normal. Esses pacientes morrem a granel. Essas salas não são leitos de UTI, estão muito longe disso”, completou.

Para Ribeiro, além de mais leitos, o país precisa de capacitação para os profissionais que atendem nas urgências e emergências. De acordo com o representante da Associação Médica Brasileira, Fernando Dias, dos 20 mil médicos que trabalham em UTI atualmente, apenas 4 mil são especializados nesse tipo de atendimento.

“Para se tornar especialista, são necessários dois anos em clínica médica e mais dois em terapia intensiva”, explicou. “Levar especialistas para áreas mais distantes tem um custo. É preciso suporte e implementação de políticas públicas”, completou.

O representante da Associação de Medicina Intensivista Brasileira, Ederlon Rezende Alves, avaliou que há um consenso entre médicos brasileiros em relação à escassez de leitos no SUS, mas lembrou que foram feitos progressos nos últimos seis anos. Segundo ele, nesse período o número de leitos foi pelo menos duplicado.

“Bastante foi feito, entretanto muito ainda precisa ser feito”, ressaltou. “A questão, neste momento, não é apenas abrir novos leitos. É preciso estimular e formar profissionais habilitados para cuidar desses pacientes”, concluiu.

EPTV

Saúde inicia campanha para detecção de novos casos de hanseníase

Neste ano, foram identificados oito casos da doença

A Secretaria Municipal de Saúde de Barretos realiza, até 31 de outubro, uma campanha com o objetivo de detectar novos casos de hanseníase para o tratamento precoce da doença.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Adriana Araújo, neste ano, foram registrados oito casos de hanseníase. Em 2010, foram registrados 11 casos da doença em Barretos.

A campanha ocorre em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no ambulatório de doenças infecto contagiosas, que atende na Fundação Sebastião – antigo Hospital Santa Inês, na Avenida 19, esquina da Rua 34.

A hanseníase tem cura e pode manifestar-se com uma ou mais manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, em qualquer parte do corpo, muitas vezes sem sensibilidade ou apresentar nódulos (caroços) na face e orelha, além de dormência e formigamento.

Ao apresentar qualquer um desses sintomas, a pessoa deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. O tratamento é gratuito e o diagnostico pode ser realizado em qualquer unidade de saúde.

TUDO RONDÔNIA

Prefeitura e Marcelinas realizam exames de mamografia durante o Outubro Rosa

Até o dia 28 de outubro, serão realizados 100 exames.

Meiry Santos, de Porto Velho, Rondônia

Durante toda esta semana a prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), em parceria com o hospital Santa Marcelina e coordenadoria municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, estará realizando exames de mamografias para mulheres atendidas nas unidades de saúde do município.

Segundo Mara Regina, coordenadora das Mulheres, a ação faz parte da programação do Outubro Rosa, movimento popular que acontece em todo o mundo e que lembra sobre os cuidados com o câncer de mama.

“O câncer de mama é o segundo que mais acomete as mulheres em Porto Velho. E diante das estatísticas que nos preocupam a cada dia, resolvemos aderir à campanha e lembrar à todas as mulheres da importância do autoexame. E para aquelas mulheres que são acompanhadas pelos agentes de saúde do município e que foi detectado alguma necessidade de maior detalhamento, nós conseguimos, em parceria com o hospital Santa Marcelina, a realização do exame de mamografia”, disse.

Serão 100 exames realizados até o dia 28 de outubro que serão feitos no próprio hospital. “Priorizamos as mulheres com mais de 51 anos que nunca fizeram o exame ou está há mais dois sem fazê-lo”, disse Mara.

UOL

Quase metade dos municípios brasileiros descarta lixo hospitalar de forma inadequada

Cerca de 42% dos municípios brasileiros depositam o lixo hospitalar junto com o comum. É o que mostra o Atlas de Saneamento 2011, publicado nesta quarta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A prática é comum principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

O levantamento também mostra que pouco mais da metade dos municípios brasileiros (50,8%) destina seus resíduos para vazadouros a céu aberto, apesar de possuir serviço de coleta de lixo. A informação faz parte d Apesar do número alto, o levantamento mostra que a prática apresentou queda de 17,9% entre 2000 e 2008.

O Atlas mostra que a destinação incorreta dos resíduos é mais comum ainda em municípios pequenos, com até 20 mil habitantes (52%) ou com população de 21 mil a 100 mil habitantes (53%). A prática acarreta a poluição das águas e do solo, além de poder resultar em problemas de saúde, especialmente para os catadores.

A situação mais crítica ocorre nas regiões Norte e Nordeste, onde o percentual de destinação incorreta de lixo chegava a 89,3% e 85,5% em 2008, respectivamente.

Coleta seletiva

O IBGE informa que o percentual de coleta seletiva do país ainda é baixo, apesar de crescente. O índice passou de 8,2% dos municípios em 2000 para 17,9% em 2008, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Vale ressaltar que apenas 38% deles fazem a coleta em todo o município.

Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste mais de 90% das cidades declararam não possuir o serviço.

Doenças

Um dos problemas relacionados ao saneamento básico é a ocorrência de doenças como diarreias, dengue e leptospirose, entre outras. O Atlas diz que a taxa de internações por esse tipo de enfermidade vem caindo no país, mas ainda é alta.

A diarreia é responsável pela maior parte das internações (0,26 por 100 habitantes), especialmente em municípios das regiões Norte e Nordeste. Em relação à dengue, o IBGE destaca que a taxa é menor (0,04 por 100 habitantes), mas apresentaram um ligeiro aumento de 1993 a 2008. As internações são mais elevadas em municípios do Pará, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Bahia.

ANVISA

Anvisa e OMS discutem acesso a medicamentos biológicos

A regulação de produtos biológicos no Brasil é tema de reunião do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, com a Diretora Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, nesta quarta-feira (19/10), no Rio de Janeiro. O encontro de trabalho ocorre durante a I Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde (CMDSS). O objetivo da conferência é discutir estratégias para o enfrentamento das desigualdades sociais na saúde.

Desde maio de 2007, com a Resolução WHA 60.29, o comitê Executivo da OMS adota medidas para garantir o acesso universal a medicamentos, vacinas e produtos e serviços de qualidade e comprovada eficácia. Do mesmo modo, a OMS reconhece que os processos regulatórios, a fiscalização, o licenciamento de fabricantes e distribuidores, a vigilância pós-comercialização, o controle da propaganda e o uso racional de tecnologias de saúde são fundamentais para garantir a segurança dos consumidores desses produtos.

É de acordo com a perspectiva da OMS de combate às desigualdades na saúde que se insere a Resolução RDC N. 55 de 2010. Baseada em regulamentações e diretrizes internacionais, a RDC 55/2010 estabelece as normas necessárias para a produção de medicamentos biológicos, considerando que a patente da maioria desses produtos está expirando. A RDC também atende à estratégia do governo brasileiro de disponibilizar no mercado produtos biológicos com preços acessíveis, mas com a mesma eficácia e qualidade do medicamento original.

De acordo com a RDC 55/2010, existem duas categorias de produtos biológicos e biotecnológicos no Brasil, os produtos inovadores são denominados produtos biológicos novos e as cópias denominadas produtos biológicos. Os produtos biológicos novos devem ser registrados pela via regulatória clássica, com apresentação de dossiê completo, contendo todos os dados de produção, controle de qualidade e dados não clínicos e clínicos (Fase I, II e III) completos.

Para os produtos biológicos, ou seja, os produtos não inovadores, existem duas vias regulatórias possíveis para registro: a via de desenvolvimento por comparabilidade e a via de desenvolvimento individual. Nestas duas vias é possível apresentar um dossiê de registro com informações reduzidas.

No Brasil, o uso de diferentes produtos biológicos (vacinas, bioterapêuticos, anticorpos monoclonais e hemoderivados, por exemplo) tem cobertura assistencial do governo, por meio de programas do Ministério da Saúde, e representam uma parcela significativa do orçamento destinado ao setor Saúde.

Enquanto os produtos bioterapêuticos representam somente 2% de todos os medicamentos distribuídos pelo governo, eles chegam a representar 41% do total gasto anualmente pelo Ministério da Saúde com medicamentos. Entre os produtos biológicos, os anticorpos monoclonais representam 1% do total dos bioterapêuticos distribuídos por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), mas utilizam 32% do total gasto pelo governo com produtos biológicos.

Por conta do elevado custo, o governo brasileiro tem grande interesse em produzir medicamentos biológicos, principalmente se puder ser em larga escala e por laboratórios nacionais e internacionais. Deste modo, seria ampliada a disponibilidade do produto ao mesmo tempo em que os custos seriam reduzidos. Neste sentido, a Anvisa aprovou, nesta terça-feira (18/10), resolução específica para produtos biológicos que será publicada em breve no Diário Oficial da União.

Serviço:

I Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde

Local: Rio de Janeiro, Hotel Sofitel Cobacabana

Data: de 19 a 21 de outubro de 2010

Contato: Unidade de Comunicação Social da Anvisa, 61-3462.6710

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO ACRE

No Dia Mundial da osteoporose serão realizados atendimentos e orientações à população

Marcelo Torres

A data serve para conscientização sobre as formas de combate a doença que atinge principalmente as mulheres a partir dos 40 anos

No dia mundial da osteoporose, 20 de outubro, as Secretarias Estadual de Saúde e também a Secretaria de Saúde de Rio Branco, em parceria com o Centro de Diagnóstico por Imagem (Cediac), vão realizar atendimentos para pessoas acima de 50 anos, no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) do São Francisco, das 8 às 13 horas.

Esta ação irá disponibilizar atendimentos gratuitos como aferição de Pressão Arterial e Glicemia, avaliação multidimensional, avaliação ortopédica, orientação nutricional, formas de prevenir as quedas, entre outros.

Segundo a gerente da Divisão de Saúde do Idoso, Rossy Ramos, essa ação serve para alertar a população que está acima de 50 anos a buscar um diagnóstico e se necessário, o tratamento da doença.

“Iremos aproveitar a data para conscientizar a população sobre as formas de combate a osteoporose que atinge principalmente as mulheres a partir dos 40 anos de idade, mas também as crianças por apresentarem fraturas ósseas repentinas ou por medicamentos que baixam a densidade óssea. A osteoporose também pode ser uma doença hereditária e não apresenta sintomas, muitas vezes as pessoas descobrem quando ocorre a primeira fratura”, destaca Rossy.

A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso com maior possibilidade de fraturas, mesmo após pequenas quedas e traumas. Por não ser uma doença de notificação compulsória (registro que universaliza as notificações, visando o rápido controle de eventos que requerem pronta intervenção), não há no Brasil dados exatos que estimem quantas pessoas são acometidas anualmente, mas sabe-se que a osteoporose atinge principalmente mulheres pós-menopausa, pessoas de pele e olhos claros, idosos, magros, tabagistas e alcoólatras.

De acordo com a técnica municipal de saúde do idoso, Valgerlângela Souza, “estatísticas mostram que uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma em cada cinco mulheres que já teve fratura sofrerá outra fatura, em menos de um ano”.

Convivia com a doença e não sabia

A aposentada Elizete Nogueira, comenta que só descobriu que tinha osteoporose quando quebrou uma costela sem ter levado qualquer pancada ou ter caído.

“Aos 62 anos de idade descobri que era portadora da osteoporose por acaso. Estava sentada e me abaixei para pegar um objeto e senti uma dor muito forte na região das costelas. As horas se passaram e a dor aumentava, fiz um exame de Raio-X e o médico plantonista diagnosticou uma fratura na costela. Procurei um ortopedista e ao fazer o exame de densitometria óssea foi constatado que eu tinha osteoporose”, relata Elizate. “A partir daí, mudei meus hábitos alimentares, passei a ingerir alimentos que possuem grande quantidade de cálcio, além de vitamina D e comecei a fazer caminhada três vezes por semana”, diz Elizete Nogueira.

Prevenindo a doença

A prevenção da osteoporose pode ser feita até mesmo na infância e adolescência, fase em que os ossos estão em formação, a criança deve ter uma dieta rica em cálcio, praticar atividades físicas e tomar sol.

Por volta dos 30 anos, atinge-se o pico de massa óssea, que fica estocada até o envelhecimento. Depois disso, exercícios físicos, alimentação adequada e sol continuam sendo importantes para manter o que foi formado. Evitar fumar e beber e tratar problemas hormonais e diabetes para evitar a perda de cálcio.

G1

Vacina contra a dengue é testada em cinco capitais brasileiras

Se aprovada, dose pode entrar no mercado em 2014, diz laboratório. Hoje, única forma de enfrentar a doença é combater o mosquito.

Tadeu Meniconi, em São Paulo

Cinco capitais brasileiras – Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Natal e Vitória – estão participando dos testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. Os dados serão analisados em conjunto com os de outros países latino-americanos e asiáticos, onde a dengue também é uma epidemia. Em testes anteriores, o medicamento tem se mostrado seguro para a saúde.

Hoje o único método de prevenir a transmissão do vírus é agir sobre o Aedes aegypti, mosquito transmissor, seja com inseticidas – fumacê – ou com a eliminação dos criadouros – água parada.

Os voluntários escolhidos para a pesquisa têm entre 9 e 16 anos e são acompanhados de perto por uma equipe médica enquanto fizerem o tratamento. Dois terços dos pacientes recebem a vacina candidata e os demais tomam doses de placebo – uma substância que não tem efeito no corpo.

A vacina é composta por três doses, que devem ser dadas com intervalos de seis meses. Todos os pacientes serão observados durante o período, e qualquer caso de febre deve ser relatado aos médicos pesquisadores. O objetivo é saber quais crianças e adolescentes vão ter dengue ou não.

Para que ela seja considerada eficiente, o número – relativo – de casos de dengue entre os pacientes que tomaram a vacina precisa ser no máximo 30% do número de casos entre os que receberam doses de placebo.

“Essa premissa de 70% de eficácia foi compartilhada com alguns órgãos reguladores como, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde”, diz o médico Pedro Garbes, diretor regional de desenvolvimento clínico na América Latina do Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela produção da vacina.

Os voluntários precisam morar em áreas expostas ao risco de transmissão de dengue; caso contrário, é natural que nenhum deles desenvolva a doença e a pesquisa não tenha validade.

“Eu gosto de dar como exemplo uma coisa meio absurda. Você está testando uma vacina para HIV e escolhe vacinar cem freiras num convento. Dois anos depois, você volta, faz os exames e fala que a vacina funcionou muito bem. Você escolheu a população errada e se esqueceu de perguntar se elas tinham risco de adquirir a infecção”, justifica Reynaldo Dietze, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador da pesquisa no Brasil.

Como funciona

Toda vacina é feita com material do próprio agente causador da doença – um vírus, no caso da dengue –, em forma atenuada ou morta, que serve para preparar o sistema imunológico. Após tomar a imunização, o corpo será capaz de reconhecer o vírus e terá anticorpos para combatê-lo.

A dengue tem quatro tipos de vírus diferentes que provocam os mesmos sintomas. Uma vacina tem que ser capaz de preparar o sistema imunológico para todos eles. Nessa pesquisa, os cientistas trabalharam separadamente com cada um dos tipos. É como se eles tivessem feito quatro vacinas diferentes e as misturado em uma só.

No passado, vacinas que usavam o próprio vírus da dengue provocaram uma reação muito forte nos pacientes e não foram consideradas seguras. Por isso, os cientistas recorreram à engenharia genética para colocar o material genético dos vírus da dengue em outro organismo.

“Recortou-se parte do seu genoma e se colocou essa parte do genoma deles em outro vírus: o vírus vacinal da febre amarela”, conta Pedro Garbes. Segundo o médico, a vacina da febre amarela já existe há 70 anos e é considerada bastante segura.

Caso a vacina seja aprovada, o laboratório pretende colocá-la no mercado em 2014.

Pesquisa nacional

Esse não é o único grupo de pesquisadores empenhado em elaborar uma vacina para a dengue. O Instituto Butantan, vinculado ao governo do estado de São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, do governo federal também têm projetos nesse sentido.

Alexander Precioso, diretor de testes clínicos do Instituto Butantan, coordena uma equipe que trabalha com esse objetivo, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. A primeira fase de testes começa ainda esse ano.

Para ele, não é um problema grave se alguém chegar a uma fórmula antes e não se trata de uma corrida com um único ganhador. “Todas as iniciativas são muito bem-vindas, a princípio”, diz Precioso.

“A demanda é mundial”, lembra o especialista. “Ninguém terá a capacidade de produzir todas as doses necessárias”, acrescenta.

Precioso afirma ainda que é importante para o Brasil ter uma vacina produzida por uma instituição local e com financiamento público.

“Nós acreditamos que ela terá o resultado esperado e mais adequado para o nosso país”, diz. “É claro que por ser uma produção nacional, nós temos a expectativa de que ela tenha o custo inferior”.

AGÊNCIA PARÁ DE NOTÍCIAS

Conferência discute consolidação do Sistema Único de Assistência Social no Pará

Amanda Engelke

Promovida pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) e o Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas), foi aberta na noite da última terça-feira, 18, no Hangar, a VIII Conferência Estadual de Assistência Social. Até o dia 20, mais de 800 pessoas, entre delegados eleitos em conferências municipais, representantes da sociedade civil e governamentais, conselheiros e técnicos, deverão se reunir com o objetivo de avaliar e propor diretrizes para o aperfeiçoamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no Pará.

Realizada a cada dois anos, a conferência estadual também organiza estratégias e define as questões prioritárias que serão apresentadas em Brasília (DF), durante a Conferência Nacional de Assistência Social, prevista para o mês de dezembro. “Já temos a participação de 138 municípios paraenses nesse evento estadual, ou seja, a maioria. A expectativa é de que possamos tirar sugestões que venham proporcionar melhorias para a Assistência Social do Pará e do Brasil”, afirmou a titular da Seas, Tetê Santos.

Diversas mesas redondas e painéis ocorrem durante toda esta quarta-feira, com a proposta central de consolidar o SUAS e valorizar os seus trabalhadores. A elaboração do documento oficial da conferência e a eleição dos 38 delegados que irão à Brasília, ocorre na quinta, 20, durantea Plenária Final. “Todos os municípios, através das suas conferências, elencaram propostas que serão apresentadas aqui. No último dia elegeremos aquelas consideradas mais necessárias ao Estado, que também serão levadas ao encontro nacional”, informou a presidente do Ceas, Maura Marques Santos.

SUAS - Elaborado em 2005, mas sancionado pelo governo federal somente em julho deste ano, o Sistema Único de Assistência Social segue os moldes do Sistema Único de Saúde (SUS), com atendimento e organização dos serviços em bases regionais e finalidade de garantir o direito à Assistência Social e proteção das famílias e indivíduos em situação de risco e vulnerabilidade social. “Esse é um marco para consolidarmos essa política pública, que é fruto da luta de muitos dos nossos trabalhadores estaduais”, destacou o representante dos assistentes sociais na cerimônia de abertura, Édson Silva, do município de Mocajuba.

Para Tetê Santos, essa é uma grande conquista para a Assistência Social. “Apesar da lei ter sido sancionada há pouco tempo e de estarmos há apenas nove meses no governo, já temos resultados positivos aqui no Estado e que representam grandes ganhos, como a criação do Cheque Moradia para portadores de necessidades especiais, benefício que vai atender pelo menos 200 famílias somente este ano”, informou, ressaltando que recursos para o co-financiamento à implantação do Sistema Único no Estado já estão inclusos no Plano Plurianual 2012-2015.

Terça-feira, 18.10.11

ANVISA

Saneantes: reunião discute qualidade dos laudos para registro

Eujane Medeiros

Na tarde desta terça-feira (18/10), uma reunião para discutir a qualidade dos laudos analíticos para registro de produtos saneantes reuniu, no Parlatório da Anvisa, representantes do setor regulado, da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), das gerências-gerais de Saneantes (GGSAN) e de Laboratórios de Saúde Pública (GGLAS).

O laudo analítico, em conjunto com outras informações, possibilita a avaliação e o gerenciamento do risco de um produto saneante submetido a registro. Muitos desses laudos têm chegado à GGSAN com inconsistências, o que impede que os técnicos da gerência tenham segurança suficiente para que seja concedido o registro desses produtos.

A reunião foi aberta pelo diretor-presidente da Agência, Dirceu Barbano, que ressaltou a importância do encontro: “esse tipo de reunião produz uma significativa troca de impressões. É um encontro para se compartilhar informações que promovam a melhoria da qualidade dos laudos apresentados para registro de produtos saneantes”.

ANS

Núcleo da ANS de Belo Horizonte retoma atendimento ao público

O Núcleo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de Belo Horizonte estará funcionando em uma nova sala, no mesmo endereço, a partir desta quarta-feira, 19 de outubro, para atendimento aos consumidores e operadoras de planos de saúde.

O núcleo ficou fechado para atendimento ao público durante os dias 17 e 18 de outubro devido a uma infiltração no teto, que levou à interdição da sala pelo Corpo de Bombeiros por tempo ainda indeterminado.

O Núcleo ANS de Belo Horizonte é responsável pela fiscalização do estado de Minas Gerais (com exceção da Mesorregião do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Sul e Sudoeste de Minas Gerais) e Espírito Santo. Os consumidores destas localidades que precisarem contatar a ANS poderão comparece pessoalmente à Rua Paraíba, nº 330 – nível 2 (das 8h30 às 16h30) ou entrar em contato através do Disque ANS (0800 701 9656) ou pela Central de Atendimento ao Consumidor no sitio eletrônico da ANS (www.ans.gov.br).

AGENDA


- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo

Abramge / AssPreviSite

As inscrições para os Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”. Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio site da Abramge.

No Brasil, o Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais: a informação não é muito divulgada. O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus – e segundo estudo publicado na revista científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma humano.

Podem participar da premiação, jornalistas profissionais de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de 2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover a informação sobre saúde e estimular a pesquisa científica do setor”, diz o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

A comissão julgadora dos Prêmios será constituída de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão encaminhados aos jurados escolhidos pela direção da Abramge para análise e indicação dos melhores trabalhos.

Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem: R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos. E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da Abramge.

Veja o regulamento completo dos Prêmios no endereço eletrônico www.abramge.com.br


- Gestão Atuarial para Operadoras de Planos de Saúde

Unidas / AssPreviSite

20 e 21 de outubro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar conceitos de Atuária aplicados aos planos de saúde, abordando metodologias de tarifação de produtos na área de saúde, cálculo das garantias financeiras, elaboração de Nota Técnica de Registro de Produto e outros conceitos atuariais necessários às OPS.

Instrutor

Dr. Antônio Mário Rattes de Oliveira

Público Alvo

Dirigentes, gerentes e técnicos atuantes em Operadoras de Planos de Saúde; profissionais de qualquer área que atuem ou tenham interesse em conhecimentos da área de saúde suplementar.

Pré-Requisitos

Conhecimento de conceitos básicos de estatística e matemática financeira.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- RJ: HSVP realiza Jornada de fisioterapia

Saúde Business Web

Cuidados pré e pós-cirurgia bariátrica, distúrbios osteomusculares em profissionais de telemarketing e o impacto da incontinência urinária na vida dos idosos. Esses e outros temas serão discutidos durante a Jornada de Fisioterapia, que será realizada no dia 21 de outubro, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca (RJ). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone ou e-mail.

Cuidados pré e pós-cirurgia bariátrica, distúrbios osteomusculares em profissionais de telemarketing e o impacto da incontinência urinária na vida dos idosos. Esses e outros temas serão discutidos durante a Jornada de Fisioterapia, que será realizada no dia 21 de outubro, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca (RJ). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone ou e-mail.

“O objetivo é atualizar os participantes com novas técnicas de atendimento na área de fisioterapia. Esse ano, abordaremos as novidades fisioterápicas nas áreas de ortopedia, neonatologia, geriatria, entre outras”, destaca a fisioterapeuta do HSVP, Denise Portugal, que também é organizadora do evento.

A Jornada é destinada a estudantes e profissionais da área de saúde e será composta de oito palestras, ministradas por profissionais do HSVP e de outras instituições de saúde. A programação inclui ainda temas como prevalência de distúrbios posturais entre músicos tecladistas e a Síndrome do túnel do carpo.

Serviço: Jornada de Fisioterapia

Data: 21 de outubro

Horário: das 13h às 17h

Inscrições: Gratuitas, telefone (21)2563-2147 ou e-mail comunicacao@hsvp.org.br

Local: Hospital São Vicente de Paulo – Centro de Convenções Irmã Mathilde – Rua Doutor Satamini, 333, Tijuca.

- 12º Congresso Paulista de Saúde Pública

APSP tem o prazer de convidá-lo a participar do 12º Congresso Paulista de Saúde Pública, que será realizado de 22 a 26 de Outubro de 2011, no município de São Bernardo do Campo. O congresso tem como eixo central "Saúde e Direitos: escolhas para fazer o SUS".

As Comissões Científica e Organizadora estão preparando um grande evento que possibilite promover debates, reflexões e encaminhamentos que envolvam atores representantes da universidade, da gestão, dos trabalhadores da saúde, usuários de nossos serviços, enfim todos os cidadãos e coletivos responsáveis pela consolidação e fortalecimento do SUS. Nosso sistema de saúde é hoje a maior política garantidora de direitos no país e pela sua abrangência e universalidade está, permanentemente, em disputa entre vários setores e atores. O Congresso possibilitará explicitarmos e debatermos estas várias escolhas para atingirmos nosso objetivo, no sentido de garantir a saúde como um direito e conquista para a cidadania e desenvolvimento de nosso país.

Sua participação é fundamental para o enriquecimento do debate e avaliação de nossas escolhas! Esperamos por você no Congresso!

Mais informações: http://www.congressoapsp.com.br/

- HOSPITAL BUSINESS 2011

27 E 28 DE Outubro de 2011 / Copacabana / Rio de Janeiro

O Hospital Business reúne congresso científico e exposição de produtos, serviços e equipamentos; possibilitando o intercâmbio de conhecimento em um espaço de proposição e debates de idéias, onde profissionais se encontram para pensar a formação e agregar conhecimento aliado à experiência profissional. A exposição, em uma era cada vez mais digital, é o único canal onde o comprador, o vendedor e o produto se encontram fisicamente – uma força potente para os negócios que possibilita que os profissionais tenham acesso à lançamentos de novos produtos, novas tecnologias que terão impacto significativo em sua atuação profissional.

Inscrições: http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp

Contato: http://www.hospitalbusiness.com.br/contato.asp

- X Encontro Nacional de Economia da Saúde

O X Encontro Nacional de Economia da Saúde será realizado nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011, no Hotel Embaixador, na cidade de Porto Alegre/RS.

Mais informações: http://www.ppge.ufrgs.br/abres/index.php

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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