Leia
nesta edição:
- Planos
de saúde
passam a ter prazo para agendar consultas e exames
- Planos
de saúde dizem que vão cumprir novos
prazos para consultas médicas
- Renda mais
alta no Norte e no Nordeste atrai planos de saúde
- Estudo
mostra que dois em cada três casos de aneurisma
estão ligados ao tabagismo
- Agência aprova 1º 'coração artificial'
para crianças nos Estados Unidos
- Brasil
terá bioinseticida
contra dengue em 2012
- Autoridade
da saúde se encontra com lideranças
em Brasília
- Planos
de saúde vão
piorar, alerta a ANS
- Hospital
abre unidade dentro de shopping em São Paulo
- Juiz determina repasse para funcionamento de 10 UTIs
- Após
ver imagens da mente, cientistas querem 'ler' sentimentos
- Exame de
DNA para vírus HPV deve ser rotina, diz pesquisa
- Estudo
reverte enrijecimento de artérias causado por
gordura
- Atendimento
a queimados ainda precisa avançar no país
- Intermédica inaugura Centro Clínico
em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense
- Hospitais
em todo o Brasil fazem mutirão contra câncer
de pele
- HBDF define
metas para o SOS Emergências
- Casa de
Saúde expande atuação
em maternidade e alta complexidade
- Portaria
amplia número de Centros de Saúde do
Trabalhador
- Miguel
Couto e Albert Schweitzer têm plano de ação
- Hospital
recebe R$ 5 milhões em investimento para criação
de 120 novos leitos
Segunda-feira, 19.12.11
O ESTADO DE S. PAULO
Planos
de saúde
passam a ter prazo para agendar consultas e exames
Norma da
ANS que entra hoje em vigor estabelece que operadora ofereça pelo menos um serviço ou profissional em
cada área contratada, mas não garante que alternativa
seja a escolhida pelo usuário, já que o profissional
pode estar com a agenda cheia
Fernanda Bassette
A partir
de hoje, as operadoras de planos de saúde terão
de garantir aos usuários o agendamento de consultas, exames
e procedimentos dentro de um prazo máximo estabelecido
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A norma estabelece
que a operadora ofereça pelo menos
um serviço ou profissional em cada área contratada,
mas não garante que a alternativa seja a escolhida pelo
usuário, já que o profissional pode estar com a
agenda lotada ou o laboratório, com sua capacidade máxima
atingida. Assim, a obrigatoriedade está na indicação
de um profissional, mas não necessariamente aquele que
o cliente escolheu.
O agendamento
de consultas básicas com clínico
geral, pediatra, ginecologista e cirurgia geral, por exemplo,
terá de ser feito dentro de sete dias úteis.Consultas
de especialidades, como cardiologia, dermatologia ou oftalmologia,
por exemplo, terão de ser agendadas em até 14 dias.
A mesma regra
se aplica para o agendamento de consultas com nutricionista,
fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta
ocupacional e fisioterapia. Nesses casos, entretanto, o prazo é de
10 dias (mais informações nesta página).
Demora
Segundo pesquisa
do Conselho Federal de Medicina (CFM) feita com 2.061 pessoas
em 145 municípios, a demora no atendimento é uma
das principais queixas dos usuários de planos, ao lado
de negativa de cobertura e reajustes abusivos.
O levantamento
mostra que seis entre cada dez usuários
de planos tiveram algum a experiência negativa com o atendimento
no último ano. E 26% se queixaram de demora no atendimento
ou de fila de espera no pronto-socorro e nos serviços
de laboratório.
Outra queixa
comum foi a demora para conseguir marcar consulta com um médico:
19% relataram o problema.
Segundo Joana
Cruz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
(Idec),
a norma da ANS é um avanço,
já que há relatos de casos de pessoas que demoravam
até dois meses para conseguir agendar uma consulta. Para
ela, o maior problema será a fiscalização
dessa novas regras.
Consulta
"O consumidor precisa estar ciente dos seus direitos para
poder reclamar e denunciar, se for o caso. Ele não pode
escolher o médico, mas tem o direito de ser atendido dentro
de um prazo já estabelecido", diz Joana.
Se por acaso
o usuário não conseguir agendar a
consulta dentro do prazo, Joana diz que a pessoa deve pedir um
número de protocolo, anotar dia e hora da recusa e formalizar
uma queixa na ANS.
Além disso, diz Joana, o consumidor também pode
procurar o Procon e, em casos mais sérios, até o
juizado especial.
"É difícil dizermos se esses prazos são
longos ou não porque estamos falando da saúde das
pessoas. Mas ter uma legislação que defenda o consumidor
nesse sentido já é um primeiro passo", avalia
a advogada.
Operadoras
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde), que representa 15 dos maiores grupos de operadoras
de planos de saúde, informou, por meio de nota, que considera
os prazos estabelecidos razoáveis e que suas afiliadas
estão preparadas para atender os prazos.
Já a Associação Brasileira de Medicina
de Grupo (Abramge), que representa 245 operadoras de planos de
saúde, informou que praticamente tudo que ficou decidido
na resolução da ANS já era praticado pelo
mercado.
Diz ainda
que o segmento que representa conta com médicos
contratados em seus serviços próprios, o que facilita
o cumprimento da nova regra da agência.
Segundo a
ANS, as empresas que não obedecerem aos prazos
definidos sofrerão penalidades e, em casos de descumprimentos
constantes, poderão passar por medidas administrativas.
Perda de tempo
60% dos usuários de planos de saúde tiveram algum
problema com atendimento no último ano 26% dos usuários
reclamaram de demora no atendimento ou de fila de espera no pronto-socorro
e nos serviços de laboratório
PORTAL UOL
Planos
de saúde dizem que vão cumprir novos prazos
para consultas médicas
As empresas
de planos de saúde afirmam que estão
preparadas para cumprir a norma da ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar) que determina prazos máximos
de agendamento de consultas.
A partir
desta segunda-feira (19), as empresas de planos de saúde terão de agendar consultas médicas
de especialistas, como cardiologistas, em até 14 dias úteis.
No caso de consultas básicas, como clínica geral,
o prazo é menor ainda: até 7 dias. Exames de sangue,
por exemplo, têm de ser marcados em até três
dias úteis.
Não explicam, no entanto, se aumentaram sua rede credenciada
ou os serviços de call center para darem conta do aumento
da demanda.
Em nota,
a Sul América Seguros, uma das maiores empresas
do setor, informou apenas que "faz constantemente a gestão
da rede para dimensioná-la corretamente, de forma a atender
a todas as demandas em conformidade" com a resolução
da ANS.
A Bradesco
Seguros disse que "cumpre rigorosamente a legislação
vigente". Amil e Unimed Paulistana não informaram
se estão prontas para cumprir a medida.
Em nota,
a Fenasaúde (Federação Nacional
de Saúde Suplementar), que representa 15 operadoras, disse
que "suas afiliadas estão preparadas para atender
os prazos previstos".
Segundo associação, prazos já são
cumpridos
O presidente
da Abramge (Associação Brasileira
de Medicina de Grupo, que representa 200 empresas), Arlindo de
Almeida, diz que o consumidor pode ter problemas se quiser marcar
consulta com um profissional específico ou um profissional
de alguma especialidade rara em cidades menores.
"Mas, nesse caso, apenas as empresas pequenas podem ter
algum problema", afirma. "A grande maioria das operadoras
já marca as consultas nesses prazos."
Não é essa, porém, a opinião dos
próprios clientes de planos de saúde. Uma pesquisa
feita pelo Instituto Datafolha e divulgada em junho pelo CFM
(Conselho Federal de Medicina) mostra que 58% dos usuários
têm reclamações contra os planos.
As mais comuns,
registradas por 26% dos entrevistados, estão
justamente relacionadas com a demora no atendimento ou fila de
espera no pronto-socorro, no laboratório ou na clínica.
Domingo, 18.12.11
FOLHA DE S. PAULO
Renda
mais alta no Norte e no Nordeste atrai planos de saúde
Empresa com
foco nas regiões cresce a uma taxa anual
de 20% e eleva em 11 vezes carteira de clientes em dez anos.
Os dez Estados com maior alta percentual de beneficiários
ficam no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste
Leandro Martins
Atuando apenas
no Norte e no Nordeste, a operadora de planos de saúde Hapvida, do Ceará, vai fechar 2011 com
faturamento de R$ 900 milhões e carteira de 1,2 milhão
de clientes, ante 100 mil dez anos atrás.
A empresa é uma das muitas atuantes no setor que têm
crescido fora dos Estados do eixo Sul-Sudeste, graças à ampliação
de renda da população nessas regiões.
Levantamento
que a Folha fez a partir de dados da ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) mostra que os dez Estados
onde houve maior crescimento percentual de beneficiários
de planos de saúde ficam no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste.
Desde 2008,
a Hapvida cresceu a uma taxa superior a 20% ao ano. Estatísticas da ANS já a colocam atrás apenas
de gigantes nacionais, como Bradesco Saúde, Intermédica,
Amil e Unimed.
Segundo empresas
do segmento, a melhora de renda da população
favoreceu esse crescimento - famílias que entraram na
chamada classe C passaram a incluir o plano de saúde no
orçamento.
Esse quadro
acabou sendo bem mais favorável fora de Sul
e Sudeste, onde há muito mais espaço para crescer.
Enquanto
em São Paulo 45% da população
já tem convênio médico, em Estados como Piauí,
Tocantins, Acre, Roraima e Maranhão a taxa de cobertura
não chega a 7%.
Em Rondônia, o crescimento de clientes das operadoras
foi de 30% ante 2010 muito acima da média nacional, de
7,6%, e de São Paulo, com alta de 7,1% (veja quadro abaixo).
Segundo o
presidente-executivo da Hapvida, Jorge Pinheiro, a fórmula encontrada para crescer nas regiões Norte
e Nordeste foi reduzir custos para oferecer preços mais
competitivos.
Uma das maneiras
foi investir em rede própria de hospitais
-hoje são 20, nos 11 Estados onde atua o plano, fundado
há 15 anos.
"A complexidade de gestão é maior, mas permite
ter previsibilidade de custos e, com isso, reduzir preços."
O outro ponto,
segundo Pinheiro, foi o investimento em tecnologia. Com um
sistema
interligado de totens de autoatendimento espalhados
pelas cidades, que permite a marcação de consultas,
exames e outros serviços, a empresa reduziu gastos com
funcionários - atualmente são 10 mil empregados.
O potencial
de crescimento da região atraiu empresas
com atuação nacional. Segundo Pinheiro, seus principais
concorrentes de forma regionalizada são as cooperativas
montadas pela Unimed nos municípios.
O presidente
da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, confirma ser
bem maior
o crescimento em regiões como Norte e Nordeste
do que em polos médicos mais consolidados, como São
Paulo.
AGÊNCIA
BRASIL
Estudo
mostra que dois em cada três casos de aneurisma
estão ligados ao tabagismo
Pesquisa
feita pelo Serviço de Neurocirurgia do Hospital
de Transplantes do Estado de São Paulo mostra que 62%
dos pacientes que sofreram aneurismas cerebrais fumavam regularmente.
O estudo analisou 250 casos nos últimos dois anos. O levantamento
destaca que os fumantes são até dez vezes mais
propensos a apresentar hemorragias cerebrais causadas pelos aneurismas.
O fumo, de acordo com a pesquisa, está diretamente ligado
ao surgimento de casos em pacientes que já trataram do
aneurisma ou que ainda enfrentam o problema.
Segundo Rafael
Vicente Alves, neurocirurgião do Hospital
de Transplantes do Estado de São Paulo, toxinas do cigarro
enfraquecem uma proteína fibrosa e flexível, chamada
de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos.
A fragilidade da proteína facilita a ocorrência
de um aneurisma – espécie de embaulamento do vaso – que
ocorre quando há dilatação anormal de uma
artéria ou veia do cérebro. O sangramento causado
pelo rompimento desse vaso pode levar o paciente à morte.
“A doença é traiçoeira. Normalmente
o paciente descobre que tem aneurisma quando ele sangra, e é um
sangramento muito grave. Cerca de 12 a 15% dos pacientes evoluem
para o óbito antes mesmo de chegar ao hospital”,
explica.
Segundo o
médico, dos pacientes que sobrevivem, cerca
de 50% vão conviver com algum tipo de sequela grave. O
aneurisma é mais comum nas mulheres, devido a fatores
hormonais. No Hospital de Transplantes, aproximadamente 80% dos
casos em tratamento de aneurisma são em mulheres.
Para tratar
do aneurisma é necessária a intervenção
cirúrgica. Na técnica chamada de embolização
endovascular, o paciente é operado com um pequeno furo
feito, geralmente, próximo à virilha. Pela incisão,
o material cirúrgico percorre os vasos do paciente até o
local exato do aneurisma para preencher o espaço rompido.
No entanto, há casos que precisam ser tratados pelo modo
convencional, em que há abertura do crânio.
Além do cigarro, colaboram para o surgimento de aneurismas
a hipertensão arterial, o diabetes, as alterações
de colesterol, o consumo de álcool e as doenças
infecciosas inflamatórias. “As pessoas têm
de trabalhar em fatores que elas conseguem controlar. Controle
de pressão, o diabetes, as alteração de
gorduras no sangue, evitar álcool, e não só não
fumar, mas também não conviver com pessoas que
fumam, para evitar fumar passivamente”, ressalta o médico.
PORTAL G1
Agência aprova 1º 'coração artificial'
para crianças nos Estados Unidos
A agência norte-americana que regula alimentos e medicamentos
(FDA) aprovou o primeiro coração artificial destinado
a crianças que esperam um transplante do coração,
informou uma funcionária da agência neste fim de
semana.
"Trata-se do primeiro sistema de assistência circulatória
mecânica pulsátil especificamente destinado a crianças
que é aprovado pelo FDA", disse a médica Susan
Cummins, do centro de Saúde de dispositivos e radiológicos
da FDA.
Este coração artificial, denominado EXCOR Pediatric
System, é fabricado pela sociedade alemã Berlin
Heart, está disponível em vários tamanhos
com o objetivo de adaptá-lo para adolescentes, crianças
e bebês.
"Os dispositivos anteriores de assistência cardíaca
para adultos eram muito grandes para serem utilizados em crianças
gravemente doentes com o objetivo de mantê-las com vida
enquanto esperam para receber um novo coração",
disse Cummins em um comunicado.
O dispositivo
foi aprovado em um grupo de 48 pequenos pacientes americanos.
Foi
determinado que ele melhora as oportunidades
de sobrevivência em crianças que esperam um transplante
cardíaco em comparação com o emprego de
um dispositivo tradicional de circulação extracorpórea.
Segundo a
FDA, entre 12% e 17% das crianças e 23% dos
bebês morrem enquanto aguardam por um transplante de coração.
As crianças sofrem menos que os adultos de problemas
cardíacos, mas é muito difícil encontrar
um coração de seu tamanho para realizar um transplante,
e existe uma espera média de 119 dias antes de localizar
um doador.
PORTAL R7
Brasil
terá bioinseticida
contra dengue em 2012
O país contará com um importante aliado para combater
a dengue no próximo ano. Um bioinseticida desenvolvido
pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e fabricado
por uma indústria farmacêutica promete ser divisor
de águas na luta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor
da doença.
O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas
coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na
Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção
de medicamentos.
Criado a
partir do Bacillus thuringiensis e do Bacillus sphaericus,
ele será produzido na forma de comprimidos, para dissolução
em caixas d’água, ou em apresentações
maiores, para utilização em açudes e reservatórios.
Segundo Elizabeth,
que é engenheira bioquímica
e bióloga, “no caso da dengue domiciliar, é recomendável
a utilização do comprimido hidrossolúvel”.
- O produto
tem duas ações concomitantes: paralisa
os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção
generalizada nela.
A pesquisadora
garantiu que o bioinseticida não apresenta
qualquer risco para o meio ambiente.
- Nós fizemos todos os testes referentes ao impacto ambiental
e toxicologia da formulação em animais de sangue
quente, inclusive. Temos a segurança dos produtos que
desenvolvemos, justamente por serem aplicados em ambientes domiciliares.
A Farmanguinhos
concluiu o treinamento dos funcionários
da empresa BR3, vencedora da licitação e que poderá iniciar
a produção dentro de alguns meses, segundo Elizabeth.
- A empresa
acabou de ser treinada e está bem adiantada
na implantação do projeto. Eu penso que no meio
do ano que vem nós já tenhamos produtos dessa parceria
tecnológica”
Além do produto contra a dengue, a Farmanguinhos licenciou
mais dois bioinseticidas: contra a malária e contra a
elefantíase. A pesquisadora disse que produtos com ações
semelhantes já são utilizados em outros países,
como a China, mas não podem ser simplesmente importados
para aplicação no Brasil:
- O produto
tem que ser desenvolvido com especificidade para o local de
aplicação. Justamente para podermos
ajustar a formulação para aquele ambiente.
Sábado,
17.12.11
JORNAL DO BRASIL
Autoridade
da saúde se encontra com lideranças
em Brasília
O presidente
da Confederação Nacional de Saúde
(CNS), José Carlos Abrahão, recebeu cerca de 100
lideranças do setor na última quinta-feira, 13,
em Brasília, durante um jantar de confraternização.
Entre os convidados, a deputada federal Carmen Zanotto e o diretor
da Amil, Reinaldo Scheibe, em destaque na foto abaixo.
A Confederação, que representa todos os estabelecimentos
de saúde do Brasil, tem como prioridade para 2012 a regulamentação
do Sistema S do setor.
CORREIO BRAZILIENSE
Planos
de saúde vão
piorar, alerta a ANS
Com o crescimento
acelerado do mercado de planos de saúde,
as margens de lucro das vendas de convênios tendem a ser
menores e as operadoras podem se ver tentadas a adotar procedimentos
burocráticos que dificultem o acesso dos consumidores
aos serviços contratados. O alerta consta do relatório
de gestão do período de 2009 a 2011 da Ouvidoria
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
divulgado ontem pelo órgão.
No documento,
a ouvidora Stael Riani também aponta falhas
da agência na defesa dos direitos dos consumidores, como
a falta de definição de prazo máximo para
atendimento das reclamações dos clientes e a manutenção
de normas que permitem inúmeros recursos das empresas
autuadas por irregularidades - o que acaba resultando na prescrição
de boa parte dos processos administrativos instaurados. "A
ANS terá que mostrar uma melhor capacidade de regulação
e de fiscalização", afirma o relatório.
Envelhecimento
Para a Ouvidoria,
não há desculpa para as falhas
da agência reguladora. "Hoje, não faltam à ANS
os recursos gerenciais necessários para a execução
de suas tarefas", diz o relatório, referindo-se ao
quadro de pessoal bem pago, às condições
de trabalho e à experiência acumulada em 11 anos
de existência. Stael destaca que os próprios servidores
têm visão crítica da atuação
do órgão, conforme apontou pesquisa feita pela
associação da categoria.
Apesar da
expansão de 50% nos últimos 10 anos,
os lucros das empresas ficarão menores, na avaliação
da Ouvidoria, porque a maioria dos novos beneficiários
tem renda mais baixa e taxa de utilização (sinistralidade)
igual à dos demais clientes, o que eleva os custos. Além
disso, o setor será pressionado pelo aumento da demanda
decorrente do envelhecimento da população brasileira
e pela maior complexidade dos procedimentos médicos e
equipamentos mais caros. A parcela de pessoas com 60 anos ou
mais deverá passar dos atuais 10,3% para 30% nos próximos
40 anos, conforme cálculos do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
O que precisa
mudar Principais recomendações do
relatório Previsão de prazo máximo para
a prática de atos administrativos e de atendimento de
demandas de consumidores, de cinco ou 10 dias; Limitação
dos prazos e dos recursos dos processos administrativos contra
operadoras que descumprem as normas em prejuízo dos consumidores;
Divulgação no portal da agência de todos
os processos administrativos e o respectivo andamento; Prioridade
nos processos administrativos motivados por demandas de pessoas
com 60 anos ou mais, portadoras de deficiência física
ou mental e com doenças graves, como tuberculose, doença
de Parkinson, HIV e hepatopatia grave, entre outras.
FOLHA DE S. PAULO
Hospital
abre unidade dentro de shopping em São Paulo
Recepção
da nova unidade do Hospital Cema, com o corredor do shopping
Aricanduva ao fundo
Alessandro Shinoda
As consultas
médicas agora podem entrar na lista de afazeres
dos paulistanos quando vão ao shopping.
Nesta semana,
foi aberta a primeira unidade de saúde
dentro de um centro de compras na cidade.
O Hospital
Cema passa a oferecer, no shopping Aricanduva, na zona leste
da cidade,
serviços de oftalmologia e otorrinolaringologia.
Comum nos
EUA, o conceito de clínicas em shoppings também
não é novo no Brasil. Rio e Salvador já contam
com unidades desse tipo.
Em todos
os casos, a promessa é oferecer conveniências
como facilidade de estacionamento para quem precisa fazer consultas
e procedimentos médicos simples, que não exijam
internação.
A clínica paulista segue a mesma linha. Tem só atendimento
ambulatorial. Casos mais complexos e que precisem de cirurgia
são encaminhados para outras unidades. De acordo com o
gestor comercial do Cema, Nelson Affonso, a expectativa é que
a clínica atenda cerca de 10 mil pacientes por mês
quando estiver em pleno funcionamento, em 2012.
Para a corretora
de seguros Andrea Muniz, que estava entre os primeiros clientes
da unidade, a vantagem está do lado
de fora da clínica. "Aqui é mais fácil
de estacionar." Ela foi levar o filho Fernando, 9, para
uma consulta de rotina. "Vamos aproveitar para almoçar
e ver algumas coisas no shopping."
A GAZETA
Juiz determina repasse para funcionamento de 10 UTIs
A Justiça determinou que a Secretaria de Saúde
(SES/MT) faça o repasse de R$ 750 mil, valores que estão
em atraso, para garantir o funcionamento de 10 leitos de Unidade
de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Lucas, no município
de Juína (735 km a noroeste da Capital). Na decisão,
o juiz Gabriel da Silveira Matos deu 48 horas como prazo para
o pagamento. Em caso de descumprimento, a pasta será multada
em R$ 20 mil por dia.
PORTAL TERRA
Após
ver imagens da mente, cientistas querem 'ler' sentimentos
Angela Joenck Pinto
Recentemente,
um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia,
mostrou ser capaz de reproduzir imagens do cérebro combinando
a tecnologia da ressonância magnética com padrões
informáticos. Essas pesquisas, porém, não
estão longe dos objetivos das instituições
brasileiras. Liderando estudos semelhantes na Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o
chefe do serviço de neurologia do Hospital São
Lucas de Porto Alegre, André Palmini, explica como o processo
de aquisição das imagens é realizado.
Conheça sete mitos sobre o cérebro
humano
"Entendemos que 'leitura do cérebro' é a
leitura de padrões de ativação cerebral.
As imagens são adquiridas em alguns momentos específicos
e depois são subtraídas de um período de
repouso. Tu podes, na verdade, fazer a aquisição
das imagens nos momentos que mais te interessam", diz.
Conforme
o médico, que pretende começar um novo
estudo em março de 2012, ao mostrar um filme para um indivíduo é possível
ver que áreas se ativam no cérebro quando aparecem
cenas com movimento ou cenas tristes. "De posse de três
ou quatro tipos de cena, é possível observar qual é o
sistema de ativação cerebral com motivos específicos",
explica.
"Mas a coisa mais importante é que tem um período
que se ativa no cérebro quando nenhuma dessas coisas está acontecendo,
quando temos cenas mais paradas", diz Palmini. O conjunto
de regiões ativadas neste caso se chama de Região
de Funcionamento Padrão. Segundo o neurologista, esta é a área
responsável por fazer uma espécie de reflexão
sobre a experiência tida pela pessoa. "Então
são áreas do cérebro que vivenciam as experiências
e as áreas que refletem sobre isso no período que
o estímulo não está sendo produzido",
declara.
Através da Ressonância Magnética Funcional,
neurologistas também mostram como nosso cérebro "confunde" passado
e presente. "Ao pedir que uma pessoa recrie uma memória
do passado, o cérebro se ativa como se estivesse revivenciando
aquela situação no presente. E isso tem permitido
muito avanço, principalmente no campo de estudo das emoções,
para entender por que a gente se chateia tanto com lembranças
negativas antigas, e também por que esses traumas antigos
marcam tanto as pessoas. É porque essas memórias
são facilmente acessadas. As pesquisas mostram isso",
fala.
Ajudando pacientes
Segundo o
professor da PUCRS, estudos como esse podem ajudar vários tipos de pacientes, desde pessoas com problemas
motores até casos de doenças mentais. "Talvez
possamos verificar que algum tipo de estímulo possa ativar áreas
motoras do cérebro. Tu pegas uma pessoa que teve um déficit
motor por um acidente vascular cerebral, por exemplo, e de repente
pode existir algum tipo de exercício que desperte mais
a área que ela precise ativar no cérebro, testando
diversos exercícios antes de começar um programa
de reabilitação, por exemplo. E aí seremos
capazes de saber que aquilo vai ter mais resultados", pondera.
Já no caso de dificuldades mentais, o médico acredita
que esta modalidade de estudo do cérebro mostrará quais
tipos de psicoterapia poderão ativar mais as áreas
de satisfação, prazer e bem estar, antecipando
o tipo de linha de tratamento que irá beneficiar mais
a cada pessoa.
"Esse é o futuro que se descortina nessa questão
de entender melhor o cérebro. A gente está avançando
muito em termos de imagem e esta é a maneira de tu conseguires
mensurar essas ativações cerebrais, especialmente
nas conexões entre as regiões do cérebro.
Antigamente a gente conseguia ver a ativação de
apenas uma área. Hoje, a gente consegue ver as reações
de uma rede neural", diz.
Indo diretamente
a áreas especificas, os médicos
pretendem obter o que Palmini chama de "assinatura das potencialidades
das pessoas", verificando se elas têm regiões
interconectadas para serem mais ou menos propensas à atividade
social. "Diferenciar as pessoas conforme sua capacidade
de ativar essas áreas, já antecipando que isso
tenha um impacto de quanto elas poderão viver melhor em
sociedade. Para as pessoas que não têm essas áreas
motivadas, ver como modificar isso", explica o professor.
Neuromarketing
e ética
Mas como
todo o tipo de conhecimento, o estudo do cérebro
também é usado para fins menos nobres, como a venda
de produtos. Hoje, utilizando pesquisas semelhantes, campos conhecidos
por neuromarketing já mapearam o cérebro humano. "O
que o neuromarketing tem feito é moldar comerciais de
televisão e outdoors, depois de apresentá-los para
voluntários durante a feitura de um exame de Ressonância
Magnética Funcional para ver qual dos estímulos
mais ativa as áreas do cérebro que têm a
ver com prazer, aversão, medos, conflitos ou ansiedades",
diz o chefe da neurologista do Hospital São Lucas. Desta
forma, as empresas garantem melhores reações aos
seus produtos, maximizando resultados.
O médico lembra, porém, que certos cuidados têm
de ser tomados quando se estuda o cérebro. "Com este
tipo de exame, podemos saber se a pessoa está mentindo
ou não. Quando tu estás mentindo, é criado
um conflito na mente. A gente já sabe que áreas
do cérebro se ativam nessas horas. Tudo isso dá pra
fazer, mas vamos ter que ter todo um debate da questão
da ética envolvida, para que se saiba o quanto isso vai
efetivamente ser ou não útil para as pessoas",
alerta.
FOLHA DE S. PAULO
Exame
de DNA para vírus HPV deve ser rotina, diz pesquisa
Teste hoje
só é recomendado quando há suspeita
de lesão que possa levar ao câncer do colo do útero
Thiago Fernandes
Pesquisa
com 45 mil mulheres mostrou redução na
incidência de tumores ao combinar DNA e papanicolaou
Um extenso
estudo envolvendo 45 mil mulheres mostrou que o teste para
detecção do DNA do vírus HPV, associado
ao exame preventivo ginecológico, é mais eficiente
para o diagnóstico precoce das lesões que podem
levar ao câncer do colo do útero em relação
ao papanicolau-padrão.
O trabalho,
realizado por uma equipe da VU University Medical Centre, em
Amsterdam,
acompanhou as mulheres por cinco anos e é o
mais consistente publicado até hoje demonstrando essa
correlação. O estudo foi publicado na revista "The
Lancet Oncology".
A associação dos métodos apresentou maior
eficiência na detecção precoce dos indícios
desse tipo de câncer, reduzindo de 0,07% para 0,02% a incidência
da doença no grupo analisado.
Baseado nessa
evidência, os pesquisadores sugerem que
os serviços de saúde incluam o exame do HPV entre
os procedimentos ginecológicos de rotina de mulheres com
mais de 30 anos. No Brasil, o protocolo médico padrão
indica esse procedimento apenas para pacientes que apresentaram
resultado suspeito no papanicolaou.
De acordo
com o médico César Eduardo Fernandes,
presidente da Associação de Obstetrícia
e Ginecologia de São Paulo, os resultados apresentados
pelo estudo são de fato sólidos. "É o
tipo de trabalho que orienta a formulação futura
de novos procedimentos médicos", diz.
No entanto,
ele defende que, antes de se pensar em adicionar mais um exame à rotina preventiva, seria necessário
aperfeiçoar os métodos atuais de coleta e análise,
considerando a realidade brasileira.
"Há regiões do país em que até 60%
das amostras não podem ser analisadas por falhas nessas
etapas", diz.
Outro ponto
levantado pelo médico é quanto ao
custo adicional para o sistema de saúde. O exame de DNA é duas
a três vezes mais caro que o papanicolaou.
INCIDÊNCIA
No Brasil,
o câncer do colo do útero é o
segundo mais frequente entre as mulheres, atrás apenas
do câncer de mama, e representa a quarta causa de morte
de mulheres por câncer no país. Em média,
são diagnosticados 18.430 novos casos por ano, com 4.800
vítimas fatais.
O HPV está diretamente relacionado à doença,
estando presente em cerca de 90% dos casos. Fernandes lembra
que a infecção do vírus não leva
necessariamente ao desenvolvimento de tumores.
"Só uma pequena parte das pacientes chega a desenvolver
a doença, por isso é importante fazer o acompanhamento
constante".
VACINA
O estudo
chega num momento em que está em discussão
no país a inclusão da vacina contra HPV no Programa
Nacional de Imunização.
Segundo um
parecer do ministério sobre o assunto, o custo
adicional para o programa seria de R$ 1,86 bilhão, enquanto
seu orçamento atual é de R$ 750 milhões/ano.
Além disso, a vacina não apresenta proteção
contra todos os subtipos do vírus que estão relacionados
ao câncer, não dispensando outras medidas de proteção,
como o uso de preservativo.
Os principais
fatores de risco são o início precoce
da atividade sexual e múltiplos parceiros, além
do tabagismo e do uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.
FOLHA DE S. PAULO
Estudo
reverte enrijecimento de artérias causado por
gordura
Teste
feito em camundongos propõe novo método
de tratamento
Um estudo
com camundongos reverteu o enrijecimento dos vasos sanguíneos típico de doenças cardiovasculares
como aterosclerose e hipertensão, causado pelo acúmulo
de gorduras e pela formação de placas rígidas.
O resultado
indicou que uma droga no momento em testes clínicos
nos EUA, a Fasudil - ou uma outra conhecida como Y-27632 -, poderiam
ser usadas para evitar a progressão do problema.
O estudo,
publicado na "Science Translational Medicine",
envolveu três experimentos básicos: "in vitro" (com
células em provetas), "ex vivo" (com aortas
de camundongos) e "in vivo" (com os bichos vivos).
Em vez de
atacar o enrijecimento dos vasos diretamente, a pesquisa propõe agir no mecanismo bioquímico da contração
das células que permite o acúmulo de substâncias
causadoras de enrijecimento, como o colesterol "ruim",
o LDL. Quanto mais rija a parede do vaso, mais fácil a
passagem da gordura.
O estudo "in vitro" criou um modelo de células
que imitava vasos jovens e enrijecidos e media quanto de um corante
passava entre as células. O corante fazia o papel do colesterol
se movendo na artéria durante a formação
da placa de aterosclerose.
"Usar as células como alvo pode ser um enfoque mais
bem-sucedido", disse a pesquisadora Cynthia Reinhart-King à Folha.
PORTAL R7
Atendimento
a queimados ainda precisa avançar no país
Cinquenta
anos atrás, o país registrava o pior
acidente com queimados da sua história. A lona do Gran
Circo Norte-Americano incendiou-se no espetáculo de estreia,
em 17 de dezembro de 1961. O mastro veio abaixo, prendendo 2.000
espectadores entre as chamas. O fogo durou dez minutos, matou
503 pessoas, pois a assistência ainda era precária,
e deixou centenas de feridos.
Em cinco
décadas, a prática médica evoluiu,
novas técnicas foram desenvolvidas, o queimado passou
a ser visto como paciente prioritário que precisa de intervenção
precoce - no passado, era o último a ser operado, por
exemplo, para evitar a contaminação do centro cirúrgico.
Mas o atendimento ao queimado ainda precisa avançar no
país. Não existe um só hospital destinado
exclusivamente a esse tipo de paciente, como ocorre em outras
especialidades, como câncer, cardiologia e ortopedia.
A situação é criticada pelo cirurgião
plástico Luiz Macieira Guimarães Júnior,
chefe do CTQ (Centro de Tratamento de Queimados) do Hospital
Federal do Andaraí, que faz cerca de mil procedimentos
mensais, entre cirurgias, internações e atendimento
ambulatorial.
- A OMS (Organização Mundial de Saúde)
preconiza um leito para queimado para cada 30 mil habitantes.
Uma cidade como o Rio deveria ter 200 leitos e não tem
um quarto disso.
Segundo o
Ministério da Saúde, há apenas
45 hospitais habilitados pelo SUS (Sistema Único de Saúde)
para o atendimento a queimados no país e mais da metade
(27) está na Região Sudeste. São 188 leitos,
o equivalente a uma vaga para cada 1 milhão de habitantes,
bem abaixo do recomendado pela OMS.
As principais
causas de queimaduras são os acidentes
domésticos com líquidos aquecidos, a manipulação
do álcool líquido e os incêndios com inalação
de fumaça. A queimadura destrói o maior órgão
de defesa: a pele. Composta por três camadas (epiderme,
derme e hipoderme), ela impede que bactérias e germes
ataquem o organismo. Sem essa barreira, o paciente está exposto
a infecções. Por ser um extremamente frágil,
ele precisa de ambiente isolado, esterilizado.
REVISTA FATOR BRASIL
Intermédica inaugura Centro Clínico
em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense
Pronto-Atendimento
24 horas, atendimento ambulatorial com especialistas, exames
e pequenos procedimentos estão entre os serviços
médicos disponíveis aos usuários da região.
A Intermédica, uma das três maiores operadoras
de planos de saúde do Brasil e pioneira em Medicina Preventiva,
inaugura Centro Clínico dentro do Shopping Unigranrio,
em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A nova unidade está equipada
e preparada para realizar mais de dez mil atendimentos mensais,
incluindo pronto-atendimento 24 horas (a partir da segunda quinzena
de janeiro de 2012) e atendimento ambulatorial em diversas especialidades.
Para colocá-la em operação, foram investidos
cerca de R$ 2 milhões, incluindo projeto, espaço,
obras de adequação e equipamentos.
Trata-se
do primeiro centro clínico próprio de
uma operadora de saúde no interior de um shopping center
no Rio de Janeiro. A ideia surgiu a partir da necessidade de
instalar uma unidade em um local que dispusesse de segurança,
infraestrutura, facilidade de acesso e proximidade de todos os
outros serviços no município, afirma Dr. Pedro
Onófrio, diretor médico do Grupo NotreDame Intermédica.
O município de Duque de Caxias é estratégico
para a Intermédica por ser a cidade da Baixada Fluminense
mais próxima da capital e por concentrar um grande número
de empresas. Além disso, mais de 20 mil beneficiários
já são atualmente at endidos pela Intermédica
naquela região, demandando a ampliação das
opções de atendimento com uma unidade própria.
A unidade
contará com pronto-atendimento e terá serviços
ambulatoriais em Clínica Médica, Cardiologia, Ortopedia,
Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Dermatologia, Cirurgia
Geral e outras especialidades. Também poderão ser
realizados exames radiológicos e pequenos procedimentos
de baixa complexidade. O Centro Clínico não terá internação,
mas está localizado próximo aos hospitais-base
credenciados na Baixada Fluminense, o que garante fácil
deslocamento, em casos de maior complexidade, em que sejam necessários
uma estrutura hospitalar mais completa. Além disso, funcionarão
no local as atividades dos Programas de Medicina Preventiva da
Intermédica, como o Programa Gestação Segura
(PGS) e o Programa de Apoio ao Paciente com Doenças Crônicas
(P AC).
A Intermédica, pertencente ao Grupo NotreDame Intermédica,
está no mercado há mais de 40 anos e acredita que
oferecer um plano de assistência médica que inclui
ações de promoção de saúde,
prevenção de doenças, além de ações
curativas, significa, antes de tudo, evitar que as pessoas fiquem
doentes: Gestão Integral de Saúde.
Para oferecer
um atendimento de qualidade e a melhor relação
custo-qualidade-benefício do mercado, a Intermédica
possui uma estrutura completa de atendimento, composta por ampla
rede credenciada e a maior rede de centros clínicos próprios
do País com mais de 90 unidades em funcionamento, além
de cinco maternidades, nove prontos-socorros e nove hospitais
próprios.
PORTAL TERRA
Hospitais
em todo o Brasil fazem mutirão contra câncer
de pele
O primeiro
Mutirão Nacional do Câncer de Pele esé realizado
neste sábado em hospitais públicos e privados de
todo o País. A iniciativa é da Sociedade Brasileira
de Cirurgia Plástica (SBCP). Como parte das ações
contra o câncer de pele, o Hospital Federal de Ipanema,
na zona sul da do Rio de Janeiro, realizou na sexta-feira cirurgias
em 15 pacientes.
De acordo
com o chefe do Serviço de Cirurgia Plástica
do hospital, José Luiz Leal, a importância dessa
mobilização é procurar tratar o maior número
de pessoas com essa patologia. "Quanto mais cedo o paciente
faz essa cirurgia, mas rápido ele pode ter a confirmação
da lesão e melhor é a reparação dos
tecidos. Esses pacientes são acompanhados o tempo que
for necessário, ele é acompanho para ser orientado
sobre a doença", disse.
Ainda de
acordo com José Leal, todos os pacientes que
foram operados ontem têm os três tipos mais comuns
de câncer de pele, entre eles o carcinoma base celular,
o mais frequente e menos agressivo. Segundo ele, a doença
afeta principalmente as pessoas de olho claro e pele clara e
submetidas a exposição inadequada ao sol, cujo
efeito é mais agressivo, manifestando-se com mais frequência
depois dos 40 anos de idade.
A Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica informou,
em nota, que "o Mutirão Nacional do Câncer
de Pele é uma ação humanitária e
filantrópica do Departamento de Ação Social
da SBCP destinada a pessoas carentes". Ainda de acordo com
a nota, todos os membros da SBCP, em qualquer parte do território
nacional, seja em clínicas ou hospitais públicos
e privados, podem participar do mutirão desde que não
haja custo para os pacientes.
Este é o terceiro evento que o Hospital Federal de Ipanema
realiza por meio do Mutirão Nacional do Câncer de
Pele, doença que teve destaque na agenda da unidade em
2011. No dia 26 de novembro, o Serviço de Dermatologia
do hospital atendeu 90 pessoas e diagnosticou a doença
em 8,9%. No dia 29 de novembro, funcionários do hospital
assistiram às palestras do evento Sol e Pele, no auditório
do Centro de Estudos da unidade.
PORTAL
DA SAÚDE
HBDF
define metas para o SOS Emergências
Objetivo
da proposta é proporcionar um atendimento mais
rápido à população e um melhor fluxo
dentro do setor de emergências
A partir
de janeiro de 2012,o primeiro atendimento do paciente que chegar à emergência do Hospital de Base do Distrito
Federal (HBDF) será feito pelos médicos neurocardiovasculares
e os clínicos gerais. Somente se for necessário,
o doente será encaminhado para o consultório de
um especialista. O novo modelo integra o plano de ação
definido esta semana pelo Núcleo de Acesso e Qualidade
Hospitalar (NAQH), responsável pela efetivação
do SOS Emergências, implantado recentemente no hospital.
Em cada unidade
hospitalar é instalado um núcleo
integrado por representantes do ministério, do corpo técnico
do hospital e das respectivas Secretarias de Saúde. A
função deste grupo é fazer o diagnóstico
das principais dificuldades e apontar medidas a serem adotadas.
O objetivo
desta proposta é proporcionar um atendimento
mais rápido à população e um melhor
fluxo dentro do setor como determina o SOS Emergências,
estratégia do Ministério da Saúde, executada
em parceria com estados e municípios, para qualificar
a gestão e o atendimento nas grandes emergências
que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
INICIATIVA
O plano de
ação elaborado pelo núcleo do
SOS Emergências estima ainda uma redução
de 50% a cada 30 dias do tempo de permanência dos pacientes
na emergência do HBDF, até que se chegue ao ideal
de 24 horas. De acordo com a direção do hospital,
hoje este período fica entre 10 e 12 dias. Nesta proposta,
os pacientes não serão recebidos por médicos
de diferentes especialidades ao chegar à emergência.
Este primeiro
contato ficará a cargo dos profissionais
responsáveis pela área neurocardiovascular. Os
clínicos vão continuar a fazer a avaliação
diária (exames, parecer, indicação de internação
ou alta referenciada). Esta mudança não implicará no
embargo de consultas a um especialista. Se o paciente tiver necessidade
de um oftalmologista, por exemplo, ele será atendido por
este profissional.
PROPOSTA
Além de um atendimento mais célere na porta de
entrada da emergência, o hospital vai disponibilizar 80
leitos de retaguarda para os pacientes que precisem de internação.
Ainda ficou
definida a imediata avaliação da estrutura
física e de recursos humanos da emergência; definição
de protocolos clínicos e normas e rotinas; verificação
da disponibilidade de leitos não regulados da Unidade
de Terapia Intensiva (UTI) e na Unidade Coronariana, além
da abertura de salas do centro cirúrgico para apoio à emergência.
A direção do hospital também desenvolverá uma
proposta para conscientizar o corpo clínico e os funcionários
sobre a importância da instalação do SOS
Emergências. A intenção é que até 1º de
fevereiro de 2012 todos os procedimentos já estejam ajustados
e em funcionamento.
Na próxima semana haverá nova reunião do
Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar. Na ocasião,
serão definidas outras metas e prazos de trabalho do grupo
em relação ao SOS Emergências.
Sexta-feira, 16.12.11
SAÚDE
WEB
Casa
de Saúde expande atuação
em maternidade e alta complexidade
Para se destacar
em um mercado polarizado pela Amil e Rede D´Or,
a entidade quer expandir maternidade e consolidar alta-complexidade
crédito: Luciana Areas
"Fatores como legislações urbanísticas
e limitação de gabaritos são entraves que
têm dificultado a expansão do hospital", André Gall,
da Casa de Saúde São José
O escritor
e dramaturgo austríaco Hugo Von Hoffmmansthal
aplicava o seguinte conceito em suas obras: "O presente
impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas
constitui a criatividade". No ano de 2011, a Casa de Saúde
São José, no Rio de Janeiro, colocou essa premissa
em prática.
O presente
imposto foi o crescimento de aquisições
de leitos privados realizada pela Amilpar, juntamente com aumento
de hospitais pela Rede D´Or no Rio de Janeiro.
Diante deste
cenário, onde passou a predominar a atuação
das duas grandes empresas, os dirigentes da Casa de Saúde
São José viram que era preciso expandir e manter-se
competitivo entre os hospitais cariocas.
"Atentos a isso, precisávamos dar um norte para
o hospital, uma vez que passaram a ter dois grandes pilares dentro
do nosso negócio, pois tivemos hospitais que passaram
a se credenciar a Amil e outros viraram Rede D´Or",
explica o diretor executivo da Casa de Saúde São
José, André Gall.
De acordo
com Gall, a solução encontrada pela
instituição foi direcionar a sua atenção
para uma parcela de pacientes que preza por bom atendimento e
valor justo. "Por mais que esses dois pilares cresçam,
sempre vai haver uma lacuna entre eles. E é nessa lacuna
que decidimos focar nossos negócios".
Para colocar
em prática a estratégia adotada,
o diretor executivo da CSSJ conta que o hospital precisou fazer
um fortalecimento em tecnologias médicas, em reestruturação
física e fortalecimento de especialidades. "Não
somos um hospital geral, somos efetivamente cirúrgico,
que possui as esferas da emergência cardiológica,
obstétrica e ortopédica no cerne".
Além das especialidades citadas, o executivo acredita
que a instituição também tem o seu diferencial
na obstetrícia e maternidade, especialidades escassas
no Rio de Janeiro. "Essa especialidade teve a sua atuação
reduzida na cidade, por conta da rentabilidade pequena que ela
traz".
E conta que
o hospital possui planos de usar essa carência
a seu favor. "Temos um projeto para a ampliação
de leitos de maternidade, principalmente obstetrícia de
alto risco. Mas precisamos de uma aprovação de
crescimento. Por enquanto, precisamos de um aval do poder público
para nos autorizar esse projeto".
Fatores como
legislações urbanísticas e
limitação de gabaritos são entraves que
dificultado a expansão do hospital, segundo Gall.
Se por um
lado a Casa de Saúde São José encontra
dificuldades para expandir os seus leitos da maternidade, o hospital
obteve bons resultados nos projetos que colocou em prática.
Isso porque no ano de 2011, a entidade contou com um orçamento
de aproximadamente R$ 34 milhões para realizar melhorias,
dos quais, até o mês de outubro, 73% já estavam
finalizadas.
No entanto, é importante ressaltar que o hospital já vinha
reciclando suas estratégias de negócios desde o
ano de 2010. "Em setembro do ano passado, foi realizado
um ciclo de reflexão estratégica onde foram reunidos
membros do colegiado e diretoria para traçar os próximos
cinco anos, que se iniciou este ano e vai até 2015".
Criatividade
em prática
No intuito
de se destacar à sua maneira no cenário
de hospitais cariocas, Gall conta que a instituição
passou a dialogar com os médicos sobre quais são
as necessidades dos pacientes levando-se em consideração
também a disponibilidade da fonte pagadora. "O médico
traz para a gente qual é a necessidade de assistência
que as pessoas precisam e quais ele quer desenvolver. Em seguida,
nós alinhamos isso com a fonte pagadora, equilibrando
as necessidades apresentadas com o melhor custo possível".
Ainda que
a estratégia de negócios do hospital
leve em consideração atendimento de qualidade com
preços justos é importante lembrar que a Casa de
Saúde São José é um hospital que
atende exclusivamente pacientes particulares e beneficiários
de planos de saúde predominantemente das classes A e B
Porém, Gall explica que essa manobra não está ligada
a uma exclusão dos pacientes do SUS, pois a entidade junto
com o Hospital Santa Catarina são os dois maiores responsáveis
pelos recursos da Associação Congregação
Santa Catarina.
Resultados
Com as melhorias
e reformas realizadas na CSSJ, Gall conta que há estimativa de alcançar a receita de R$ 240 milhões.
Para 2012 a avaliação também é positiva. "Esperamos
que o hospital obtenha um crescimento de aproximadamente 10%".
Já para o ano de 2015 - data final para o plano estratégico
- o executivo diz que há expectativa de aumentar de 230
para, no mínimo, 300 leitos.
Essa aposta
visa suprir a lacuna problemática que faz
parte da realidade do Rio de Janeiro com a falta de leitos. "As
pessoas estão com mais acesso à saúde suplementar
e a demanda por leitos para essa cadeia tem crescido". Finaliza.
PORTAL
DA SAÚDE
Portaria
amplia número de Centros de Saúde
do Trabalhador
Os
novos Centros de Referência darão suporte para
o SUS nas ações de promoção da saúde
do trabalhador
Nesta sexta-feira
(16) foi publicada no Diário Oficial
da União a Portaria 2.978, que amplia para 210 a quantidade
de Centros de Referência em Saúde do Trabalhador
(Cerest), no Brasil.
Hoje, existem
190 Cerest no país e serão criados
mais 10 unidades nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste
e Centro-Oeste. Os novos Cerest terão abrangência
regional e darão subsídio técnico para o
Sistema Único de Saúde (SUS) nas ações
de promoção, prevenção, vigilância,
diagnóstico, tratamento e reabilitação em
saúde dos trabalhadores urbanos e rurais, com prioridade
para as populações do campo e da floresta.
Criados em
2002, pela Portaria 1.679, os Cerest estão
localizados em todos os estados do Brasil. No mesmo ano, foram
habilitadas as 17 primeiras unidades. Os Centros dão suporte
técnico e científico às intervenções
do SUS no campo da saúde do trabalhador.
Para implantação de cada unidade é feito
um investimento de R$ 50 mil para cada Cerest e repasses mensais
de R$ 30 mil e R$ 40 mil para a manutenção das
unidades regionais e estaduais, respectivamente.
A ampliação de Cerest por estado será realizada
por meio de pleitos aprovados pelo Ministério da Saúde,
com enfoque nas necessidades de atenção à população
do campo e da floresta.
PORTAL
DA SAÚDE
Miguel
Couto e Albert Schweitzer têm plano de ação
Práticas para melhorar o atendimento e o fluxo de leitos
começam a ser implantadas nos dois hospitais cariocas;
Ação pretende reduzir permanência dos pacientes
nas emergências.
Apoiados
pela ação S.O.S Emergências, os
hospitais Miguel Couto e Albert Schweitzer, no Rio de Janeiro,
já concluíram seus planos de ação
e começam a colocar em execução as primeiras
medidas para qualificar a gestão e o atendimento do pronto-socorro.
Com a implantação de novos protocolos, o Miguel
Couto pretende melhorar o fluxo de leitos, reduzindo a permanência
dos pacientes na emergência. No Albert Schweitzer, obras
de adaptação do espaço físico da
emergência e novas práticas vão melhorar
a recepção e o atendimento à população
que busca socorro na unidade, a maior em funcionamento na Zona
Oeste da cidade.
O S.O.S Emergências é uma estratégia do
Ministério da Saúde, executada em parceria com
estados e municípios, para qualificar a gestão
e o atendimento nas grandes emergências que atendem pelo
Sistema Único de Saúde (SUS). Em cada unidade atendida é instalado
um Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), formando
por representantes do ministério, do corpo técnico
do hospital e das respectivas Secretarias de Saúde. A
função do grupo é fazer o diagnóstico
das principais dificuldades e apontar medidas a serem adotadas.
DECISÕES
Uma das decisões já tomadas pelo núcleo
do Miguel Couto refere-se à destinação dos
recursos de R$ 3 milhões destinados pelo S.O.S Emergências.
Os recursos serão integralmente usados na aquisição
de equipamentos para melhorar a qualidade do atendimento e o
conforto dos pacientes da emergência. Uma lista com cerca
de 50 itens, entre novos aparelhos de raios-x, monitores multifunções,
leitos especiais de emergência e terapia intensiva e macas
de transporte especial de emergência foi elaborada e apresentada
ao Ministério da Saúde para análise e liberação
da verba.
O NAQH do
Miguel Couto fez relatórios por cada área
do hospital, apontando medidas de curto, médio e longo
prazo. Entre as medidas de curto prazo estão os protocolos
elaborados para a porta de entrada, visando aprimorar a classificação
de risco e medir o tempo de espera pelo atendimento. O núcleo
também desenvolveu práticas para agilizar a transferência
dos pacientes da emergência para setores do hospital ou
outras unidades onde seja dada continuidade aos primeiros cuidados
ou mesmo para o tratamento domiciliar, através do Melhor
em Casa, outra ação do Ministério da Saúde.
Indicadores foram criados para medir a qualidade do serviço
prestado e apontar, se necessário, ajustes e novas medidas
a serem adotadas.
Para o diretor
geral do Miguel Couto, Luiz Alexandre Essinger, a chegada do
S.O.S
Emergências e a formação
do NAQH motivou a equipe médica do hospital a buscar alternativas
para tentar solucionar os problemas da unidade. A partir do diagnóstico
feito e com o apoio do Ministério da Saúde, ele
espera dar continuidade à implantação das
medidas de médio e longo prazo já apontadas para
qualificar e melhorar o atendimento aos pacientes.
A mesma motivação da equipe com a chegada do S.O.S
Emergências é observada no Albert Schweitzer pelo
diretor da unidade, Dílson da Silva Pereira. Na unidade,
o NAQH também fez diagnósticos das dificuldades
dos principais setores do hospital, em especial das portas de
entrada e saída, a emergência e as clínicas
que recebem os maiores quantitativos de pacientes, como a ortopédica,
a geral, a cirúrgica e pediátrica.
Medidas de
curto, médio e longo prazo foram elaboradas.
Entre as de curto prazo, uma reorganização do atendimento
e da distribuição dos pacientes pelos leitos clínicos
vai ajudar a desafogar a emergência. A destinação
dos recursos de R$ 3 milhões disponibilizados pelo Ministério
da Saúde para o hospital será definida em janeiro.
REDE
O S.O.S Emergências integra a Rede Saúde Toda Hora
e, além do Miguel Couto e do Albert Schweitzer, foi implantado
em mais nove hospitais de grande porte localizados em oito capitais:
São Paulo (SP), Brasília (DF), Salvador (BA), Porto
Alegre (RS), Recife (PE), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (BH)
e Goiânia (GO). Todos os hospitais selecionados são
referências regionais, possuem pronto-socorro e realizam
grande número de internações e atendimentos
ambulatoriais. A meta é que até 2014 o S.O.S Emergências
atinja os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, em 26 estados
e no Distrito Federal.
CORREIO DO BRASIL
Hospital
recebe R$ 5 milhões em investimento para criação
de 120 novos leitos
Foi lançado nesta sexta-feira, 16 de dezembro, no Hospital
Terezinha de Jesus o projeto “100% SUS. Aqui você é particular”,
uma parceria entre o hospital, o Governo Estadual e Prefeitura
de Juiz de Fora (PJF) para ampliação do atendimento.
O secretário de Estado de Saúde, Antônio
Jorge de Souza Marques, assinou a liberação de
R$ 5 milhões para a criação de mais 120
leitos na unidade.
Atualmente,
o hospital é responsável por aproximadamente
900 internações por mês e possui 150 leitos.
Com o investimento, serão disponibilizados mais 90 leitos
para internação, 20 para Centro de Terapia Intensiva
(CTI) adulto e dez Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal,
totalizando 260 vagas. Segundo o diretor geral do hospital, Ricardo
Campello, as implantações devem ser completadas
em no máximo um ano. “Praticamente duplicar a nossa
capacidade é um grande desafio para a gente.”
O prefeito
de Juiz de Fora, Custódio Mattos, afirma que
a ideia do projeto surgiu a partir da necessidade de desafogar
os atendimentos no Hospital Pronto Socorro (HPS). “Percebemos
que o HPS estava saturado e com filas de espera de 60 a 70 dias.
Foi uma oportunidade de diluir o atendimento e o Hospital Terezinha
de Jesus se dispôs a participar.”
Mattos e
Marques comentam que além do investimento em
infraestrutura, o projeto busca uma mudança de conceito
na saúde. A intenção é criar um atendimento
mais humanizado na cidade. “Temos que valorizar o usuário
do SUS, inclusive aqueles que têm convênio ou plano
de saúde. O SUS não é para a população
pobre, e sim para todos os cidadãos. O usuário
deve ser tratado como paciente particular”, afirma o prefeito.
O secretário de Estado de Saúde explica que iniciativas
parecidas já foram apoiadas em outras cidades de Minas
Gerais.
Para Campello,
o hospital está tecnologicamente preparado
para o aumento no número de atendimentos. “Somos
completos tecnologicamente, com ressonância, tomografia,
uma maternidade que atende toda a Zona da Mata. No entanto, a
nossa capacidade estava esgotada.”
O hospital
já vem realizando cerca de 125 cirurgias ortopédicas
por mês com pacientes atendidos no HPS e em médio
grau de complexidade. A unidade aguarda a liberação
para realizar de cirurgias de alta complexidade.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br