20-05-11

 

Leia nesta edição:

- Justiça Federal suspende efeitos de decisão da SDE

- O Brasil gasta pouco com saúde?

- Liminar anula decisão que proibia médicos de fazer greve

- Preconceito ainda barra combate à AIDS

- Justiça libera abuso de médicos

- Hospitais não poderão pedir cheque caução

- Saúde suplementar apresenta expansão

- Peso de diárias em receita de hospital recua no país

- Médicos e a medicina suplementar

- Política para o envelhecimento ativo

- Diálogo entre hospitais e operadoras

- A autonomia dos médicos e o Cade

- Hospitais não poderão pedir cheque caução

Sexta-feira, 20.05.2011

CFM

Justiça Federal suspende efeitos de decisão da SDE

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) obtiveram uma importante vitória na Justiça contra a Secretaria de Direito Econômico (SDE). Após analisar ação impetrada pelo CFM, o juiz Antonio Correia, da 9 ª Vara Federal, em Brasília, concedeu pedido de antecipação de tutela em detrimento de medidas preventivas determinadas pelo órgão do Ministério da Justiça que impedia os médicos – por meio de suas entidades representativas – de expressarem sua opinião e pleitos com relação aos planos de saúde.

Em sua decisão, o magistrado considerou o processo administrativo instaurado pela SDE “viciado pelo abuso de poder, dada a ausência de competência para interferir nas relações dos médicos com seus pacientes ou com os planos de saúde”. O juiz argumenta ainda que com seus atos as operadoras pretendem “mediante contrato de adesão, fazer com que trabalhem para terceiros que solicitam os serviços de sua arte científica pelos valores que se propõe a pagar”.

Essa é a mesma tese defendida pelas entidades médicas: de que as operadoras de planos de saúde têm agido de forma desequilibrada em sua relação com os médicos ao imporem os valores dos honorários de consultas e procedimentos sem fazer os reajustes devidos.

De acordo com levantamento realizado pelo CFM, pela Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), em sete anos (de 2003 a 2009), os planos médico-hospitalares tiveram 129% de incremento na movimentação financeira, passando de R$ 28 bilhões para R$ 65,4 bilhões. O valor da consulta, no mesmo período, subiu apenas 44%. Isso em média apurada pela própria ANS. Em 2011, há operadoras que ainda pagam o absurdo de R$ 25,00 a consulta.

Empresa

Na sua decisão, juiz se refere à impropriedade dos argumentos apresentados pela SDE em sua ação contra os médicos e entidades que lutam por melhores condições de trabalho e de assistência pelos planos de saúde. Para ele, a Secretaria extrapolou: “a competência é a atribuição, por lei, de poderes para a produção do ato. Ausente esta, o ato estará viciado pelo abuso de poder e não terá validade e nem eficácia”.

“Estou convencido de que as expressões mercado e empresa não se confundem e nem se aplicam à prática da atividade da medicina e suas relações com seus pacientes ou com as empresas que contratam com o público em geral o fornecimento de serviços, mediante adesão e pagamento de valor mensal, bem como o órgão de fiscalização da atividade criado por lei com competência específica, que não atua no mercado ou como empresa”, cita em sua decisão.

O ato praticado pela SDE foi motivo de pesadas críticas pelo CFM. Em nota distribuída à sociedade, a entidade afirma que decisão da Secretaria “desrespeitou a Constituição e as leis que fundamentam a cidadania e as liberdades de organização e de expressão no Brasil, agindo como um instrumento digno dos piores regimes autoritários a serviço de interesses políticos ou privados”.

O CFM e os CRMs afirmara, ainda em sua nota, que a SDE se revelou injusta ao tratar os médicos e empresários de forma desproporcional: de um lado, penaliza o movimento de profissionais da Medicina como um cartel, sujeitando-o a medidas adequadas às empresas; de outro, ignora a ação coordenada dos empresários, que acumulam lucros exorbitantes, e condena trabalhadores e pacientes a se sujeitar ao pouco oferecido sem direito a reação.

“Este processo abriu precedentes sombrios e soa um alerta para a sociedade: se hoje o alvo da SDE são os médicos, em breve a artilharia pode se voltar para advogados, arquitetos, engenheiros, jornalistas, professores, metalúrgicos ou qualquer outra categoria que OUSE lutar para que seus direitos e sua voz sejam ouvidos e respeitados”, profetizaram o CFM e os CRMs em seu posicionamento público.

Valor Online

O Brasil gasta pouco com saúde?

Por Naercio Menezes Filho

Muitos analistas defendem um aumento nos gastos públicos, inclusive com a criação de impostos específicos para a saúde, como a ressurreição da CPMF, por exemplo. Mas, afinal, o que mostram os dados? Será que o Brasil gasta pouco com saúde em relação a outros países? Quanto é gasto pelo setor público e privado? Quais os principais gastos privados?

Dados mostram os gastos com saúde como proporção do PIB em alguns países do mundo, com dados de 2009 recém divulgados pela Organização Mundial da Saúde. Podemos observar que o país que mais gasta com saúde nessa amostra é os Estados Unidos, atingindo 16% do PIB. Em seguida temos Cuba, país famoso pela qualidade dos seus serviços de saúde e educação, que investe 12% do PIB. Países da OCDE, como a Alemanha, Portugal e Canadá, gastam cerca de 11%. Já o Brasil gasta 9% do PIB com saúde, integrando o terceiro grupo de países, juntamente com a Argentina e o Reino Unido. O Brasil gasta mais que o Chile e bem mais do que o México e a Coreia. Já a China gasta somente 4% do seu PIB com saúde.

O Brasil integra o grupo de países em que o setor privado é responsável por metade dos gastos

Assim, ao dedicar 9% do seu PIB para a saúde, o Brasil está gastando mais do que a maioria dos países latino-americanos. Mas, como a população brasileira é grande, faz sentido examinar também o gasto por habitante, dado que o nosso sistema de saúde pretende-se universal. Ao fazer essa conta, vemos que o Brasil gasta cerca de US$ 1 mil por pessoa com saúde. Esse montante é pouco quando comparado com o Reino Unido, Alemanha e Canadá, que gastam cerca de US$ 4 mil por habitante. Mas, esses países são bem mais ricos que o Brasil. Logo todos os seus gastos são maiores. Na verdade, por esse critério o Brasil gasta praticamente o mesmo que a Argentina, México e Chile.

A figura mostra também a distribuição dos gastos entre o setor público e privado. Em Cuba e no Reino Unido os gastos privados são irrisórios, pois o Estado é responsável por quase todo o sistema de saúde. Na Alemanha, Canadá, Portugal e Argentina os gastos privados correspondem a cerca de 20% do total. Já o Brasil integra o grupo de países em que o setor privado é responsável por metade dos gastos, juntamente com os Estados Unidos, México, Coreia e China. Mais especificamente, no Brasil, as famílias são responsáveis por 54% dos gastos com saúde, o equivalente a R$ 151 bilhões em 2009. Assim, quando perguntamos se o Brasil gasta pouco ou muito com saúde, é necessário distinguir entre o gasto público e o privado.

Somente os gastos com medicamentos somaram R$ 55 bilhões em 2009, mais do que tudo o que foi gasto pelas famílias com educação naquele ano, incluindo as despesas com livros, cursos de idiomas e pré-vestibulares. Na verdade, mais de 80% dos domicílios brasileiros gastam algum montante com remédios durante o ano. Além disto, uma parte substancial do gasto privado refere-se a planos de saúde. Cerca de ¼ dos domicílios brasileiros tinha planos de saúde em 2009. Entre os que ganham mais do que R$ 2.700 por mês, quase 60% tem algum tipo de plano. Obviamente, essas pessoas não querem correr o risco de ficar doentes e terem que parar num hospital na rede pública, com as honrosas exceções de praxe.

É interessante notar, portanto, que se o aumento do gasto público realmente melhorasse a qualidade do atendimento na rede pública, os gastos privados poderiam diminuir, deixando o gasto total constante. Temos que pensar então no aspecto distributivo dessa questão. Todos deveriam ter acesso a um sistema de saúde com qualidade e ter o direito de escolher entre o atendimento público e o privado de acordo com suas preferências, renda e tipo de tratamento. Entretanto, hoje em dia há muita ineficiência no gasto público com saúde. Pesquisas mostram que muitos hospitais públicos operam com baixa taxa de ocupação e excesso de funcionários, enquanto outros permanecem sobrecarregados. Além disto, há distorções evidentes no sistema. Por exemplo, 16% das pessoas que foram internadas em 2009 e tinham plano de saúde, utilizaram recursos públicos. Além disto, grande parte dos gastos privados com saúde é dedutível do Imposto de Renda. Dessa forma, antes de aumentar ainda mais os gastos públicos com saúde, é necessário racionalizar o sistema.

O Estado de São Paulo

Liminar anula decisão que proibia médicos de fazer greve

Processo movido pela Secretaria de Direito Econômico contra o CFM foi considerado ''viciado'' por juiz federal

Por Karina Toledo/ Colaborou Alexandre Gonçalves

O Conselho Federal de Medicina (CFM) obteve liminar anulando a decisão da Secretaria de Direito Econômico (SDE) que, entre outras coisas, proibia as entidades médicas de organizar paralisações para reivindicar reajuste nos honorários pagos pelos planos de saúde.

Em sua decisão, o juiz Antonio Correia, da 9.ª Vara Federal, em Brasília, considerou o processo administrativo instaurado pela SDE "viciado pelo abuso de poder, dada a ausência de competência para interferir nas relações dos médicos com seus pacientes ou com planos de saúde".

A SDE informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que pretende recorrer, com apoio da Advocacia-Geral da União.

Para o presidente do CFM, Roberto d"Avila, a liminar beneficia também outras entidades envolvidas no movimento contra as operadoras. Mas representantes da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e da Associação Médica Brasileira (AMB) ainda não estão certos disso.

"Cada entidade entrou com uma ação distinta, pois nosso escopo de atuação é diferente. Por enquanto, apenas o CFM teve uma resposta", diz Florisval Meinão, da AMB.

Segundo ele, o objetivo do movimento médico não é promover o descredenciamento coletivo ou paralisar o atendimento a pacientes de planos. "Queremos negociar com as operadoras e não prejudicar o usuário. A liminar não muda isso", afirma.

Na nota técnica divulgada na semana passada, a SDE também proibia as entidades médicas de divulgar valores de consultas e de usar artigos do Código de Ética Médico para punir os profissionais que não adotassem a tabela de remuneração proposta pela AMB. Vetava também a fixação de valores mínimos para os procedimentos médicos e a cobrança de taxas adicionais ao valor que os pacientes pagam às operadoras.

D"Avila, no entanto, afirma que desde o início da década o CFM decidiu não punir os médicos que desobedecessem as decisões do movimento referentes ao valor dos honorários.

Em relação à cobrança "por fora" dos pacientes, D"Avila diz que essa nunca foi uma orientação das lideranças. "Soubemos que em alguns locais isso foi ventilado, mas estamos tomando medidas para corrigir essa conduta."

Remuneração

R$ 80 é o valor mínimo por consulta pleiteado pelos médicos. Hoje, o valor pago pelas operadoras varia entre R$ 25 e R$ 49

Folha de São Paulo

Preconceito ainda barra combate à AIDS

Na África, que concentra 88% dos casos no mundo, distribuição de antirretrovirais reduz contágio de mãe para filho

Discriminação dificulta uso dos serviços de saúde, segundo médicos que atuam no controle da epidemia

Ricardo Bonalume Neto, enviado especial à Tanzânia (viajou a convite do Global Fund)

O estigma associado à Aids ainda prejudica o controle da epidemia no mundo, mesmo 30 anos depois de identificada como doença.

Hoje, 33,3 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV. A África responde por 88% das pessoas infectadas.

"A discriminação impede a utilização dos serviços disponíveis", afirma o médico Daniel Ndaki Nkonya, do programa de combate à Aids do Ministério da Saúde e Bem-Estar Social da Tanzânia.

"Há mulheres mais interessadas em proteger sua imagem social do que a criança em sua barriga, ou não querem correr o risco de perder o parceiro com HIV que paga suas contas", diz Jovin Tesha, diretor da Pasada, sigla para Atividades e Serviços Pastorais para Pessoas com Aids da Arquidiocese de Dar es Salaam, maior cidade do país.

MAIS TRATAMENTO

A Tanzânia é um bom exemplo do que pode ser feito para controlar a epidemia.

O país é um dos cinco maiores destinatários de verbas, entre outros 146, do Global Fund to Fight Aids, Tuberculosis and Malaria (Fundo Global para o Combate à Aids, Tuberculose e Malária).

O fundo é uma instituição de financiamento internacional com sede em Genebra, Suíça, criado em 2002.

Desde então, já apoiou mais de 600 programas de combate a essas três doenças infecciosas, com US$ 21,7 bilhões em recursos. A Tanzânia recebeu US$ 992 milhões.

O dinheiro vem de governos que doam ao fundo e de instituições privadas.

Segundo relatório divulgado ontem pela instituição, os financiamentos bateram o recorde no ano passado, com US$ 3 bilhões, que permitiram, por exemplo, pagar o tratamento de 3 milhões de pessoas com os antirretrovirais que combatem o HIV.

Há 10 milhões de pessoas na fila para receber os remédios, em países pobres.

Hoje, 52% dos pacientes na Tanzânia recebem tratamento. Outros desafios para o controle da epidemia no país são a carência de profissionais de saúde e a infraestrutura inadequada.

Em média, 5,7% dos adultos entre 15 e 49 anos estão infectados com o HIV no país, em uma população total de cerca de 45 milhões. Um dos sucessos da Tanzânia é a diminuição da transmissão de mãe para filho.

O Hospital Temeke, em Dar es Salaam, é um exemplo dos desafios enfrentados no combate à Aids. "O espaço é pequeno, falta o básico e só temos uma ambulância velha", diz o médico Amaani Malima.

O hospital tem um moderno laboratório de diagnósticos. Mas uma vala com água suja atravessa o terreno, parte dele repleta de lama e de poças d'água quando chove. E chove muito na Tanzânia.

Correio Braziliense

Justiça libera abuso de médicos

Liminar derruba proibição de cobrança de taxa extra em consultas por meio de planos

Por Fábio Monteiro / Ana D´Ângelo

Os médicos podem, a partir de hoje, retomar a cobrança das taxas adicionais de R$ 60 no atendimento a conveniados de planos de saúde, além de fazerem boicotes e paralisações sem aviso prévio. O juiz Antônio Corrêa, da 9ª Vara Federal em Brasília, concedeu liminar ontem em favor do Conselho Federal de Medicina (CFM), suspendendo as restrições impostas pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, que tinham por objetivo proteger os consumidores de constantes abusos e constrangimentos. O governo informou que ainda não foi intimado oficialmente, mas que vai acionar a Advocacia-Geral da União e recorrer, assim que for notificado.

Há pouco mais de uma semana, a SDE determinou ao Conselho que adotasse uma série de medidas preventivas, para evitar a cobrança indevida de taxas complementares de filiados a planos de saúde, atitude considerada abusiva. O governo também proibiu o CFM de organizar paralisações de médicos e de incentivar o descredenciamento em massa dos profissionais em protesto contra as operadoras. Mas o juiz acolheu argumento do Conselho de que a SDE não poderia determinar regras para o setor.

Segundo Corrêa, a decisão da SDE “está viciada pelo abuso de poder, dada a ausência de competência para interferir nas relações dos médicos com seus pacientes ou com os planos de saúde”. Dessa forma, a liminar dá sinal verde para práticas abusivas que prejudicam os pacientes que necessitam de atendimento. O magistrado afirmou também “estar convencido de que as expressões “mercado” e “empresa” não se confundem nem se aplicam à prática da atividade de medicina e as suas relações com os seus pacientes.”

O presidente do CFM, Roberto Luiz D´Avila, disse que ficou satisfeito com a decisão judicial. “O Judiciário acolheu todos os argumentos que defendemos há muito tempo. A saúde é mercado apenas para as empresas que trabalham no setor, não para os médicos”, afirmou. Ele acredita que o poder da SDE engloba apenas as companhias, e, por isso, não pode haver interferência do órgão na relação entre médicos e pacientes. “Medicina não é empresa.”

As principais reivindicações dos médicos são a revisão do valor pago pelos convênios aos médicos e a adoção da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) — tabela que definiria preços de procedimentos e consultas em todo o território nacional. O governo já declarou ser favorável à definição de uma referência para os preços cobrados pelos médicos, mas considera injusto que o mesmo valor seja vigente em todas as cidades do país, pois os pacientes de pequenas cidades não teriam condições de desembolsar o mesmo que pacientes das grandes capitais.

D´Avila acredita que os maiores culpados pela guerra declarada no setor de saúde complementar são os planos de saúde, que não fazem os devidos repasses aos profissionais. “Essas empresas precisam entender que também dependem dos médicos, pois, sem eles, não há como fazer a venda dos planos. O que estamos pleiteando é um reajuste mínimo das remunerações”, disse o presidente do CFM. Levantamento realizado por entidades médicas aponta que, entre 2003 e 2009, os planos de saúde registraram alta de 129% no faturamento, enquanto o repasse por consultas subiu, no mesmo período, 44%.

Insatistação

Como denunciou o Correio, médicos vinham cobrando taxas extras dos pacientes que buscavam atendimento por meio de planos de saúde. Os R$ 60 desembolsados pelos pacientes seriam para completar o valor que a categoria considera como remuneração justa. Porém, a prática é condenada por representantes do próprio CFM. “Nós orientamos que os médicos não façam a cobrança de qualquer taxa. Se o profissional aceitou prestar atendimentos por determinado convênio e está insatisfeito, ele deve pedir o descredenciamento e respeitar os prazos legais para isso. Mas o paciente não pode ser punido por causa da insatisfação do médico”, explicou D´Avila. Apesar disso, nada impede que novas taxas abusivas sejam cobradas do elo mais fraco na disputa, que é o consumidor.

Fim da espera

Outro problema detectado pelo governo entre os conveniados a planos de saúde é a demora para a marcação de consultas e de exames. A Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) está estudando uma forma de fixar prazos para atendimentos aos pacientes. Na avaliação do órgão regulador, é inconcebível que o consumidor precise aguardar meses para conseguir um serviço que está sendo pago.

Saúde Business Web

Hospitais não poderão pedir cheque caução

Objetivo da lei é garantir a saúde do paciente e evitar que ele passe por constrangimento

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, na quarta-feira, um projeto de lei que proíbe hospitais e clínicas médicas de pedirem cheque caução a pacientes que precisam ser internados. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem 30 dias para avaliar a proposta e decidir se aprova ou veta. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

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Hospitais costumam exigir o caução para autorizar a internação de pacientes que não possuem plano de saúde ou não o pagam em dia. O objetivo da lei, segundo o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), autor do projeto, é garantir a saúde do paciente e evitar que ele passe por constrangimento.

"Se entender que deve cobrar, o hospital pode fazer isso depois. E, se o paciente não pagar, o hospital tem meios de ir à Justiça para cobrar", afirma. "O Código Civil proíbe negociação com alguém que está em necessidade. E é o caso dos hospitais", completa.

Segundo ele, a prática é vetada pela Resolução Normativa 44/2003, da Agência Nacional de Saúde Suplementar e pelo Código de Defesa do Consumidor. De acordo com o jornal, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e a Associação dos Hospitais do Estado não foram localizados. A assessoria de imprensa da Anahp entrou em contato com o Saúde Business Web e informou que enviará posicionamento em breve. A Associação dos Hospitais do Estado não foi localizada.

Jornal Monitor Mercantil

Saúde suplementar apresenta expansão

A receita das operadoras de saúde suplementar teve forte expansão no primeiro trimestre do ano, com destaque para os resultados da Bradesco, SulAmérica e Porto Seguro, todos na casa de dois dígitos. A Bradesco Saúde, com faturamento de R$ 1,7 bilhão, apresentou crescimento de 54,7% nos três primeiros meses deste ano em relação ao primeiro trimestre de 2010. A SulAmérica registrou faturamento de R$ 1,4 bilhão no período, obtendo evolução de 27,4% sobre o total apurado de janeiro a março de 2010. A Porto Seguro Saúde avançou 25,9% na receita acumulada dos três primeiros meses do ano sobre o mesmo período de 2010, elevando-a para R$ 196,6 milhões.

Folha de São Paulo

Peso de diárias em receita de hospital recua no país

Por Maria Crisitina Frias

A participação dos serviços de diárias aos pacientes no faturamento dos hospitais privados brasileiros recuou em relação ao resultado total das instituições em 2010.

Subiu, por outro lado, o peso relativo das receitas obtidas com a comercialização de insumos como medicamentos, material e gases, usados em internações de alta complexidade como UTIs.

O faturamento dos maiores hospitais do país foi de R$ 7,5 bilhões em 2010, segundo estudo que a Anahp divulga na próxima semana.

Do total, a participação das diárias e taxas na composição de receitas caiu de 32% em 2006 para 27,5% no ano passado.

Os insumos, que representavam 45% das receitas hospitalares em 2006, são hoje responsáveis por 54%.

"Isso ocorre pois não tem havido reajuste adequado das diárias e taxas hospitalares por parte das operadoras. Ao mesmo tempo, o investimento em alta complexidade ganha espaço", diz Henrique Salvador, presidente do conselho da entidade.

"É uma distorção. A principal função do hospital é prestar serviço, não vender material, medicamento e gás."

A alta no faturamento veio acompanhada de queda no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em inglês).

"O Ebitda caiu porque os custos nesse modelo sobem. A alta na receita com base nos insumos dá um controle menor sobre os custos", diz.

Estado de Minas

Médicos e a medicina suplementar

Por José Luiz Gomes do Amaral / Florisval Meinão

Em 1988, a nova Constituição brasileira caracterizou o sistema de saúde do país, o SUS, definindo os papéis dos setores público e privado, denominado suplementar ou o dos planos de saúde. A regulação da saúde suplementar se inicia, entretanto, 10 anos depois, com as leis 9656/98 e 9961/2000, esta última, a que criou a Agência Nacional de Saúde (ANS). Essas iniciativas, contudo, não eliminaram insatisfações, nem impediram a multiplicação de conflitos nessa área.

Nos mais de 11 anos seguintes a ANS passou a cuidar das coberturas e das garantias financeiras das operadoras de planos de saúde. As propostas da ANS voltadas para a regulamentação passaram ao largo das relações entre médicos e operadoras de planos de saúde. Ao verem coibidas as práticas abusivas que aplicavam aos usuários, as operadoras passaram a reduzir os custos por meio da interferência na prática clínica, restringindo intervenções diagnósticas e terapêuticas. As lacunas no processo regulatório permitiram que, ano após ano, se ampliasse o descompasso entre os reajustes aplicados aos beneficiários e a remuneração dos médicos.

Na última década, a ANS tem autorizado reajustes dos planos individuais, em média, 2% acima da inflação, o que resulta em acúmulo de 20% no período. Os planos coletivos (80% dos planos de saúde) são objeto de negociação direta e todos foram reajustados em valores substancialmente superiores aos concedidos aos individuais. Tal majoração, porém, não foi considerada com relação a eventuais reajustes na remuneração médica.

Em 1996, ao analisar diversos elementos que compõem o custo da consulta, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) chegou ao valor de R$ 29. Se esse montante fosse corrigido pela variação do salário mínimo, deveria ser R$ 130. Caso fosse pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), seria R$ 70. As poucas operadoras que reajustaram honorários médicos dificilmente remuneram consultas acima de R$ 50. A situação é ainda mais grave no que concerne aos procedimentos. As empresas têm resistido a reajustar proporcionalmente os procedimentos médicos e quando o fazem aplicam reajustes aos que são menos frequentes. Assim, muitos médicos veem-se obrigados a limitar suas atividades no sistema de saúde suplementar.

Para solucionar tais graves distorções, a AMB propôs a utilização da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que reúne os procedimentos tecnicamente qualificados e os hierarquiza, para trazer coerência e valorização ao trabalho do médico. Foi criado recentemente, pela ANS, um grupo de trabalho para buscar acordo entre operadoras e médicos.

Nessa instância, as empresas recusaram-se a adotar a CBHPM e a considerar reajustes. Apesar da Resolução Normativa 71 da ANS exigir que contratos entre médicos e operadoras incluam cláusulas tratando de critérios para reajuste e periodicidade de sua aplicação, essas empresas têm sistematicamente ignorado essa obrigação. Assim, cresce a insatisfação e o movimento em busca da regularização dos contratos se alastra pelo país.

É urgente reajustar consultas e procedimentos dentro de um processo de hierarquização que traga transparência à valorização do trabalho médico. O reajuste tem de ser regulado por contrato e balizado pela lógica de hierarquização incorporada na CBHPM. A ANS deve atuar como facilitadora desse processo. Quando não for possível, deve participar ativamente do acordo com as empresas. Mais do que uma prerrogativa da ANS, essa é uma obrigação que a sociedade espera ver cumprida.

O Globo

Política para o envelhecimento ativo

Por Martha Oliveira

Oprocesso de envelhecimento populacional é fenômeno mundial. No Brasil, porém, vem acontecendo de forma mais acelerada. A expectativa de vida ao nascer, no país, vem aumentando ao longo das últimas décadas: em 1990 era de 67 anos, em 2009 passou para 73 anos (10% da população) e, segundo projeções, será de 81 anos em 2050 (29% da população). Além disso, com a diminuição da fecundidade e da mortalidade no país, há aumento da participação de pessoas idosas na pirâmide populacional.

No âmbito dos planos privados de saúde, essa mudança ocorre com intensidade semelhante: entre 2000 e 2009 verificou-se aumento de 4,6% na participação percentual de beneficiários idosos. Em 2009, cerca de 11% do total de beneficiários pertenciam a esta faixa etária.

O envelhecimento é um processo contínuo ao longo da vida, encerrando apenas com a morte. Os avanços sociais, econômicos, tecnológicos, farmacêuticos e de atenção à saúde já alcançados possibilitam que um número cada vez maior de indivíduos alcance idades cada vez mais avançadas. Trata-se, claro, de excelente notícia para brasileiros e brasileiras.

Para o sistema de saúde, no entanto, essa nova dinâmica demográfica tem reflexos sobre as demandas assistenciais e sobre a viabilidade dos atuais mecanismos de financiamento do próprio sistema.

Considerando este cenário, são necessárias políticas regulatórias tanto para a assistência aos idosos de hoje, como para a promoção da saúde das pessoas que serão idosas amanhã. Com este objetivo e em consonância com as políticas públicas do Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desenvolveu um grupo técnico para discutir a questão do envelhecimento ativo no âmbito da saúde suplementar. Participam dele representantes de operadoras de planos de saúde, de órgãos de defesa do consumidor e de outras entidades representativas do setor.

Este grupo de trabalho busca rever antigos conceitos que fazem com que operadoras encarem os idosos como um problema. É necessária a condução de políticas regulatórias de incentivo à atenção e cuidado com a saúde, capazes de inverter a lógica do atual sistema, pautado pelo ciclo de tratamento da doença e não da saúde. Para isso foi apresentada a proposta de Resolução Normativa (RN) que trata da criação de incentivos para programas de promoção do envelhecimento ativo no âmbito da saúde suplementar. O objetivo é facilitar a adesão dos beneficiários a programas de envelhecimento ativo e estimular as operadoras a adotarem esta perspectiva de cuidados dos beneficiários, inclusive com a alternativa de bonificação nas mensalidades dos usuários que aderirem aos programas de saúde, como um primeiro passo para o enfrentamento do envelhecimento da população brasileira.

Programas voltados para o envelhecimento ativo envolvem ações tanto para a prevenção quanto para o acesso a cuidados primários de saúde que visam a detectar e gerenciar precocemente as doenças crônicas que, associadas à idade avançada, são responsáveis pela maior parte das perdas da capacidade funcional dos indivíduos. Em sua maioria, estas doenças são passíveis de prevenção com base nos cuidados primários de saúde ao longo da vida.

O conceito de envelhecimento ativo é válido para o entendimento do envelhecimento individual e da sociedade de forma geral. A promoção da saúde ao longo do curso da vida é o principal pilar para inserção e participação dos indivíduos nas sociedades, pois ao mesmo tempo engloba ações de incentivo à adoção de hábitos saudáveis e ações voltadas para assegurar proteção aos indivíduos em condição de maior vulnerabilidade. Importante também é diferenciar o gerenciamento do estado de saúde de beneficiários com doenças crônicas do gerenciamento da promoção do envelhecimento ativo. Este último é mais amplo e tem a prevenção de doenças crônicas como um dos seus diversos objetivos.

Saúde Business Web

Diálogo entre hospitais e operadoras

Por Maria Carolina Buriti

Relacionamento começa antes da discussão sobre modelo de pagamento

Primeiro encontro "Colóquios de Saúde" abre diálogo entre hospitais e operadoras

A aproximação dos diferentes agentes e a compreensão do papel de cada um foram expostos como etapa precedente à discussão sobre os modelos de pagamento. Esse foi um dos pontos abordados no primeiro encontro do "Colóquios de Saúde", série de quatro reuniões organizados pela IT Mídia, com objetivo de abrir o diálogo entre os elos da cadeia de saúde.

Conduzidos pelo filósofo e professor da Fundação Dom Cabral e PUC- SP, Mario Sergio Cortella, cerca de 30 executivos conversaram, questionaram e discutiram sobre as questões conflituosas que permeiam o relacionamento entre hospitais e operadoras- primeiro tema da série de Colóquios. Entre os assuntos abordados estão a legislação do setor, a auditoria, custos, gestão e modelos de pagamento.

O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo Lopes, um dos dialogadores do encontro, lembrou da prática da verticalização adotada pelas operadoras como forma de diminuir os custos. "A verticalização ocorreu em vários ramos e os hospitais não estão conseguindo oferecer preços razoáveis e por isso começam a verticalizar", pontuou.

Também presente entre os dialogadores, o presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) e diretor do Mater Dei, Henrique Salvador, enfatizou a importância de abordar esse relacionamento mencionando dados da Organização Mundial da Saúde, onde 56% dos gastos da saúde do Brasil são provenientes do setor privado.

"Eu acho que as pessoas à frente desse processo deveriam lidar com as questões de maneira mais construtiva e não de forma destrutiva", colocou o executivo sobre a reção de prestadores de serviço e a operadora.

Sérgio Bento, superintendente do Hospital Samaritano, falou do custo da "confiança" no relacionamento, que muitas vezes são refletidos no custo da auditoria. O executivo também enfatizou a criação da Agência Nacional da Saúde Suplementar. " A agência entrou (no setor) porque somos incapazes de nos resolver na saúde suplementar".

Essa é uma opinião compartilhada pela superintendente de provimento de saúde da Unimed-BH, Mônica Castro. "A ANS foi positiva para quem trabalha sério no setor", afirmou. A executiva também enfatizou a não sustentabilidade do modelo fee for service, modelo de pagamento adotado no Brasil.

Os planos de saúde também foram representados pelo diretor da Amil, Paulo Marcos Souza. O executivo lembrou a curta trajetória da saúde suplementar brasileira . "O setor é muito recente são apenas 40 anos", o executivo ainda enfatizou a importância da transparência nos números "Tem operadora e hospital que sentam na mesa de negociação e não têm números", disse, sobre a capacidade de sustentabilidade de hospitais e planos de saúde.

Saúde Business Forum

O convite e o compromisso de reunir os diferentes elos da cadeia de saúde para dialogar sobre os principais conflitos e desafios do setor foram feitas pela IT Mídia no Saúde Business Forum 2010.

Como andamento desta iniciativa nasceram os "Colóquios da Saúde", série de quatro encontros reunindo executivos e pensadores da saúde brasileira para propor o diálogo e entendimento entre os agentes. A proposta é documentar os debates e apresentá-los como protocolos com diretrizes e orientações sobre melhores práticas no setor de saúde.

Todos os encontros serão conduzidos pelo professor Mario Sergio Cortella e realizados pela IT Mídia, que se coloca como uma facilitadora do debate. O último encontro, o fechamento do ciclo de debates e a apresentação dos protocolos ocorrerão no Saúde Business Forum 2011.

CFM

A autonomia dos médicos e o Cade

Por José Hiran da Silva Gallo

A Autonomia é um dos pilares da Bioética, termo criado pelo Dr. Van Potter na década de 70, que acabou por se tornar uma disciplina na grade curricular dos cursos de Medicina. Para John Mill, ”sobre seu corpo, sobre sua mente, todo indivíduo é soberano”. Contudo, entendemos que a Autonomia de cada um tem limites que são estabelecidos pelo “outro”, o que resulta em uma perspectiva que alia a ação individual ao componente social.

Em 7 de abril de 2011, os médicos de todo o país suspenderam por 24 horas o atendimento aos usuários dos planos de Saúde. Foi a saída encontrada pelos profissionais para chamar a atenção da sociedade para a desvalorização da Medicina adotada por parte das empresas de saúde suplementar.

O desrespeito das operadoras de planos e seguros afronta a dignidade dos profissionais da Medicina. De um lado, há a interferência na autonomia dos médicos; do outro, persistem os honorários defasados, irrisórios, vergonhosos à espera de sua revisão urgente. Afinal, são anos de formação e uma tarefa árdua gratificada com valores, por vezes, irrisórios diante da responsabilidade que lhe é exigida.

O movimento dos médicos agiu durante todo o processo que culminou com a vitoriosa manifestação de 7 de abril de forma responsável e atento às exigências da lei. Foram vários meses de tentativa de negociação e de abertura de diálogo junto às operadoras. Tudo para preservar a sociedade de prejuízos ou transtornos. Inclusive, medidas de contingência foram adotadas, como a manutenção dos atendimentos nas urgências e emergências dos planos de saúde que intermediam a relação dos médicos com os usuários do plano e o reagendamento de consultas desmarcadas.

Mas tanto respeito e cautela não foram suficientes para a Secretaria de Direito Econômico. Este órgão agiu de forma arbitrária e encaminhou ao Conselho Nacional de Direito Econômico (Cade) um pedido de condenação do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) por expressarem seu apoio a um movimento pacífico, justo e legítimo.

Caso essas entidades insistam em apoiar o movimento dos médicos pelo devido reajuste de seus honorários e pelo fim da interferência dos convênios na autonomia dos profissionais a multa será pesada: R$ 50 mil por dia. Mas o silêncio não tem preço quando o assunto é justiça e cidadania, assim pensam os conselhos de medicina de todo o país.

O movimento dos médicos foi vítima de uma atitude retaliatória e ditatorial decorrente de um quadro de crise crescente, mas que poderia ter sido evitado na origem pela Agência Nacional de Saúde (ANS). Esta entidade deveria cumprir seu papel com isenção e imparcialidade, garantindo uma relação saudável as três pontas do tripé da saúde suplementar: operadoras, médicos e usuários.

Contudo, essa ação preventiva não é feita por razões desconhecidas, ou não. O fato de dirigentes de um órgão possuir sólidas raízes fincadas no setor privado, inclusive com relações históricas e funcionais vinculadas diretamente a conhecidas operadoras em atividade não seria um sinal claro, evidente, inequívoco de conflito de interesses? Ou não? Enfim, dormiremos com o incômodo da dúvida e da suspeita.

Além disso, a SDE – com sua ação anacrônica, em completo descompasso com a modernidade e a democracia do Estado brasileiro atual – nos faz regredir aos tempos obscuros da ditadura. Seu ato nos parece digno de um regime de exceção, no qual a autonomia do cidadão, do trabalhador, é reduzida a pó pela vontade de políticos e de outros interesses que não os públicos.

Policiais, bombeiros, servidores, metalúrgicos, enfim, todos têm o direito constitucional de manifestação por meio de movimentos de classe que, em determinadas situações podem optar por greves ou paralisações. Os médicos também têm os mesmos direitos, inclusive o de se descredenciarem de planos de saúde mais preocupados com lucros estratosféricos que com a saúde da população e a qualidade da assistência oferecida aos seus usuários. Nosso movimento e nossas entidades não são cartel e, portanto, não merecem ser tratadas como tal.

Asseguramos à sociedade e aos médicos brasileiros: o CFM e os CRMs não se curvarão a essa decisão arbitrária e responderão à altura – pelos meios legais – à agressão gratuita sofrida, honrando, assim, seus compromissos e competências legais em prol da Medicina. Estaremos firmes, junto aos pacientes, contrários à exploração aviltante do trabalho, cujo desfecho é de difícil previsibilidade, mas prontos à apresentar todos os argumentos contra a ditadura da burocracia e a ação nefasta de privação da liberdade.

Quinta-feira, 19.05.2011

Agência Estado

Hospitais não poderão pedir cheque caução

Assembleia Legislativa de São Paulo aprova projeto de lei que tem como objetivo evitar que o paciente passe por constrangimento

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem um projeto de lei que proíbe hospitais e clínicas médicas de pedirem cheque caução a pacientes que precisam ser internados. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem 30 dias para avaliar a proposta e decidir se aprova ou veta.

Hospitais costumam exigir o caução para autorizar a internação de pacientes que não possuem plano de saúde ou não o pagam em dia. O objetivo da lei, segundo o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), autor do projeto, é garantir a saúde do paciente e evitar que ele passe por constrangimento.

“Se entender que deve cobrar, o hospital pode fazer isso depois. E, se o paciente não pagar, o hospital tem meios de ir à Justiça para cobrar”, afirma. “O Código Civil proíbe negociação com alguém que está em necessidade. E é o caso dos hospitais”, completa.

Segundo ele, a prática é vetada pela Resolução Normativa 44/2003, da Agência Nacional de Saúde Suplementar e pelo Código de Defesa do Consumidor. A Associação Nacional de Hospitais Privados e a Associação dos Hospitais do Estado não foram localizados. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.


AGENDA


- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- Negociação dos Serviços de Saúde

Unidas / AssPreviSite

16 e 17 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais de negociação no mercado de saúde para atuarem com consciência de seu papel e sua importância enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções básicas da negociação em geral e seus conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo de negociação em seus aspectos subjetivos e formais; Apresentar o mercado de saúde, suas características, seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens e dificuldades na negociação multilateral;

Identificar vantagens e dificuldades na negociação com paralisação dos serviços; Esclarecer a participação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público, PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços de saúde.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- Sistemas de Informação para Gestão da Saúde

Unidas / AssPreviSite

02 e 03 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Conhecer os fundamentos dos Sistemas de Informação em Saúde e entender a sua aplicação à gestão de Sistemas de Saúde. Conhecer o processo de construção do Prontuário Eletrônico do Paciente e analisar seu uso na Assistência e na Gestão.

Conhecer os padrões para representar e transmitir a informação em saúde. Impactos da implantação do TISS – Troca de Informação em Saúde Suplementar. Conhecer a Comissão de Estudo Especial Temporária Informática em Saúde da ABNT e o HL7 Brasil. Conhecer o projeto de informatização da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e a integração com laboratórios clínicos. Conhecer a legislação sobre privacidade e confidencialidade da informação em saúde. Conhecer a questão dos usos da informação para a gestão e qualidade em saúde; discutir o cenário nacional de avaliação em saúde suplementar e comparar com o cenário internacional. Conhecer as tendências de disseminação da informação em saúde. Apresentar os conceitos de software livre e sua importância para área da saúde.

Instrutor

DRA. BEATRIZ DE FARIA LEÃO

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos de Saúde, Executivos da área de Informática, Profissionais de Informática em Saúde e responsáveis pelo desenvolvimento de Sistemas de Informação em Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- II Jornada Hospitalar Home Care de Gestão em Saúde

AssPreviSite

No dia 26 de maio, acontece em Porto Alegre (RS) a II Jornada Hospitalar Home Care de Gestão em Saúde, com o foco no atendimento domiciliar de pacientes com doenças neurodegenerativas e de pacientes pediátricos.

Uma das doenças neurodegenerativas em debate será a esclerose lateral amiotrófica, mais conhecido por sua sigla ELA, a mesma patologia do famoso físico Stephen Hawking. A ELA, pouco conhecida mundialmente, é também misteriosa para a própria classe médica e ainda tem sua causa ignorada.

Os que possuem a doença passam por fases crescentes de debilidade motora, conforme o sistema nervoso começa a falhar. Esse tipo de esclerose paralisa o corpo aos poucos até levar a morte. O que torna esta enfermidade crônica ainda mais cruel é que a cognição do indivíduo costuma permanecer sadia. Avassaladora, a doença geralmente leva o paciente a óbito em, no máximo, seis anos. Hawking, que convive com a patologia há mais de 40 anos, é um caso atípico.

Experiência argentina - Outro destaque do evento é a participação de Enrique Laffaire, médico intensivista, professor, pesquisador e diretor da conceituada empresa argentina En Casa Internación Domiciliaria. O especialista mostrará a situação do atendimento domiciliar em saúde no país vizinho durante a conferência de abertura. Posteriormente, tratará também das doenças degenerativas.

No turno da tarde, a Jornada abordará temas ligados ao atendimento domiciliar pediátrico, com a participação de especialistas gaúchos e da região Sudeste.

O evento acontece no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm do Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha.
A programação completa pode ser conferida no site http://www.gweventos.com.br/hospitalar


- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Unidas: Regulação, análise e auditoria

Unidas / AssPreviSite

Auditoria e Análise de Contas Médico-Hospitalares e Controles em Sistemas de Saúde

26 e 27 de maio de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Promover o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação, análise e auditoria de prestação de serviços, através da introdução de conhecimento técnico e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação e auditoria no sistema suplementar; Composição da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas; Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia e utilização de tecnologia; Rediscussão de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar, monitoramentos entre outros).

Instrutor

DRA. MIYUKI GOTO

Público Alvo

Profissionais que atuam na área de: Análise de contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento aos usuários do sistema de saúde, autorização prévia, liberação de guias e senhas; Gestão e controles de planos de saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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