Leia
nesta edição:
- Câmara realiza nesta tarde comissão
geral para discutir Emenda 29
- Médicos voltam a fazer greve amanhã no País
- ONU pede
prioridade para combate a doenças crônicas
- Dilma defende
quebra de patente de drogas para diabete e hipertensão
- Faltam
3 mil leitos em UTIs neonatais no país
- Comissão se reúne hoje para votar projeto sobre
empresa de serviços hospitalares
- CPI vai
investigar a máfia das internações
- Médicos de planos vão
parar amanhã
- 131 mortes por dengue este ano
- Cidades
incluem saneamento e merenda como gastos em saúde
- Estudos
indicam possível prejuízo com Emenda
29
- Diabéticos:
Dificuldade de achar droga 'da moda'
- Plenário pode votar hoje projeto sobre administração
de hospitais universitários
- Comissão sobre agentes de saúde ouve ministérios
do Planejamento e da Saúde
- Kassab
quer médico temporário
para aliviar crise na rede
- Redução do ritmo da mortalidade materna é lenta
no Brasil
- Coqueluche
avança no Estado de São
Paulo
- Promoção da saúde não é custo,
mas investimento
- Para eliminar
dúvidas
- Superlotação facilita contaminação
- Compete
ao médico
da empresa avaliar o atestado
Terça-feira,
20.09.11
Agência Câmara de Notícias
Câmara realiza nesta tarde comissão
geral para discutir Emenda 29
O projeto
que regulamenta o percentual de repasse de verbas para a saúde pode ser votado pelo Plenário na quarta-feira.
Proposta prevê criação de tributo nos moldes
da extinta CPMF e estabelece uma lista de ações
que podem ou não ser incluídas na rubrica da saúde.
A Câmara promove nesta tarde, às 16 horas, comissão
geral para discutir a regulamentação da Emenda
29, que prevê recursos públicos mínimos obrigatórios
para a saúde. Entre os convidados para o debate estão
o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, representantes
da área financeira do governo federal, prefeitos, governadores
e dirigentes de entidades da sociedade civil ligadas ao setor.
A proposta poderá ser votada amanhã pelo Plenário.
A regulamentação da Emenda 29 tramita na forma
do Projeto de Lei Complementar (PLP) 306/08, do Senado, cujo
texto-base já foi aprovado na forma de substitutivo pelo
Plenário em 2008, mas a sua votação não
foi concluída. Os deputados ainda precisam votar um destaque
apresentado pelo DEM, que pretende retirar do texto a parte que
prevê a criação de um novo imposto: a Contribuição
Social da Saúde, que seria cobrada nos moldes da extinta
CPMF, mas com alíquota menor.
Para o presidente
da Câmara, Marco Maia, não há clima
político para a criação de um novo imposto
para financiar a saúde. Segundo ele, os recursos para
a regulamentação da Emenda 29 deverão vir
da readequação do Orçamento, de áreas
como os royalties do petróleo.
Para compensar
o aumento de gastos governamentais com saúde,
várias sugestões foram cogitadas, como a legalização
dos bingos, o aumento do seguro obrigatório dos carros
mais caros e a cobrança pela remessa de lucros e dividendos
de empresas para fora do Brasil. Todas essas medidas propõem
destinar toda ou parte da arrecadação de impostos
de cada setor para a saúde.
Reunião
com governadores
O presidente
da Câmara, Marco Maia, disse que convocou
a comissão geral para conhecer o impacto que a regulamentação
da Emenda 29 terá em cada um dos estados. “Vamos
pedir que os governadores mostrem, de forma sistematizada, qual é o
efeito que a proposta provocará nos seus estados, para
que isso nos ajude também a propor alternativas que possam
viabilizar novos recursos para a área da saúde”,
disse.
Na quarta-feira
(21), está previsto um almoço
dos governadores com líderes partidários na residência
oficial da Presidência da Câmara. Segundo Marco Maia,
o objetivo do encontro é buscar entendimento sobre a proposta.
Classificação
de despesas
O projeto
que regulamenta a Emenda 29 lista 12 despesas que podem ser
consideradas para
o cumprimento do mínimo a
ser investido em saúde. Entre as ações permitidas
estão a vigilância em saúde (inclusive epidemiológica
e sanitária); a capacitação do pessoal do
Sistema Único de Saúde (SUS); a produção,
compra e distribuição de medicamentos, sangue e
derivados; a gestão do sistema público de saúde;
as obras na rede física do SUS e a remuneração
de pessoal em exercício na área.
O projeto
também lista dez despesas que não podem
ser custeadas com os recursos vinculados pela Emenda 29. Entre
elas, o pagamento de inativos e pensionistas; merenda escolar;
limpeza urbana e remoção de resíduos; ações
de assistência social; e obras de infraestrutura.
Entidades
ligadas à área da saúde afirmam
que essa lista possui caráter subjetivo e pode dar margem
a manobras. Atualmente, segundo o Ministério da Saúde,
há estados que, respaldados pelo Tribunal de Contas, interpretam
como possíveis de ser contabilizadas como gastos em saúde
iniciativas de combate à fome, de saneamento e várias
outras. Em alguns casos, até recursos destinados ao Bolsa
Família – principal programa de transferência
de renda do governo federal – chegaram a ser contabilizados
como gastos com saúde.
Verbas
da União
O substitutivo
aprovado pelo Plenário em 2008 mantém
a regra atualmente seguida pela União para destinar recursos à área
de saúde, ou seja, o governo federal aplicará o
valor empenhado no ano anterior acrescido da variação
nominal do Produto Interno Bruto (PIB), além do adicional
da arrecadação da CSS (se aprovado o novo tributo).
Se houver
revisão posterior para cima no cálculo
do PIB, créditos adicionais deverão ser abertos
para ajustar o total. No caso de revisão para baixo, o
valor mínimo nominal não poderá ser reduzido.
De acordo
com o governo federal, a União já cumpre
o preceito constitucional e até aplica acima do que está previsto.
Segundo o Executivo, a previsão de gastos com saúde
para 2011 é de R$ 71,5 bilhões, o que corresponde
a 6,9% da receita corrente bruta.
Estados
e municípios
Segundo o
substitutivo, os estados deverão aplicar na
saúde 12% da receita corrente bruta, e os municípios
15%. Esses percentuais são os mesmos exigidos pela Emenda
29 até o exercício financeiro de 2004 e que continuaram
em vigor por falta de regulamentação posterior
da emenda.
O substitutivo
autoriza os estados e o Distrito Federal a excluir os recursos
do Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento
da Educação Básica e de Valorização
dos Profissionais da Educação (Fundeb) da base
de cálculo do montante a ser aplicado em saúde.
A regra valerá por cinco anos contados da data de vigência
da futura lei complementar.
Outro benefício concedido aos estados, aos municípios
e ao Distrito Federal é a possibilidade de considerar
como parte da aplicação mínima as despesas
com juros e amortizações de empréstimos
usados, a partir de 1º de janeiro de 2000, para financiar
ações e serviços públicos de saúde.
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
Folha
de São
Paulo
Médicos voltam a fazer greve amanhã no País
Por Karina Toledo
Amanhã, médicos de todo o País vão
parar novamente o atendimento a planos de saúde para reivindicar
reajuste nos honorários. Os atendimentos de urgência
não serão afetados.
A categoria
reivindica que o valor médio da consulta
passe de R$ 30 para R$ 60 - em alguns Estados, como São
Paulo, o valor considerado ideal é de R$ 80. E pedem que
seja incluído no contrato um índice de reajuste
anual.
"No dia 7 de abril (data da primeira paralisação),
nossa intenção era fazer um alerta de que a situação
estava insustentável. Queríamos iniciar a negociação.
Agora vamos protestar contra as empresas que se recusaram",
diz Florisval Meinão, diretor da Associação
Médica Brasileira.
A lista das
empresas varia de acordo com o Estado. Em São
Paulo, será suspenso o atendimento a 11 planos: Ameplan,
Golden Cross, Green Line, Intermédica, Notre Dame, Prosaúde,
Blue Life, Dix Amico, Medial, GEAP, Volkswagen.
Folha
de São
Paulo
ONU
pede prioridade para combate a doenças crônicas
Presidente
Dilma Rousseff defende quebra de patente de drogas usadas contra
câncer, diabetes, problemas cardíacos
e pulmonares
Por Verena
Fornetti e Álvaro Fagundes, de Nova York
A ONU (Organização das Nações Unidas)
elevou as doenças crônicas não transmissíveis à condição
de prioridade para as políticas públicas dos Estados
membros.
O compromisso
foi divulgado ontem em reunião de alto
nível com chefes de Estado. Dilma Rousseff, segunda presidente
a discursar no evento, defendeu que as doenças crônicas
não transmissíveis também possam motivar
quebra de patentes de medicamentos.
São consideradas doenças crônicas não
transmissíveis câncer, diabetes, problemas cardíacos
e pulmonares. Segundo o documento divulgado ontem, os governos
criarão, até 2013, planos para combater os fatores
desencadeadores dessas doenças.
Entre as
medidas sugeridas pela ONU estão mais impostos
sobre cigarros e limites para a publicidade de alimentos ricos
em gordura saturada, sal e açúcar.
Patentes
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que
após a reunião da ONU -que pela terceira vez na
história elevou uma discussão sobre saúde
ao âmbito dos chefes de Estado- o Brasil não admitirá mais
distinção entre doenças transmissíveis
e não transmissíveis na elaboração
de políticas públicas.
Com isso, é possível alegar que males crônicos
não transmissíveis são interesse de saúde
pública e que estão acima de interesse econômico.
O ministro
afirmou, porém, que o Brasil não está defendendo
quebra indiscriminada de patentes.
"Apenas defendemos que os acordos já construídos
possam ser utilizados para o enfrentamento dessas doenças",
disse Padilha.
A princesa
Dina Mired, da Jordânia, embaixadora para União
pelo Controle Internacional do Câncer, fez críticas à campanha
da ONU.
"Fiquei desapontada porque não ouvi as doenças
crônicas sendo tratadas como uma epidemia. E isso é que
o elas são." A embaixadora propôs que os governos
assumissem o compromisso de reduzir em 25% até 2025 a
incidência dessas doenças.
Margaret
Chan, diretora-geral da OMS, disse que esses males mostram
um desastre de saúde em marcha lenta no mundo
e criticou as políticas públicas atuais.
"As causas dessas doenças não têm sido
combatidas. Os índices de obesidade mostram quão
terríveis têm sido as políticas púbicas."
O
Estado de São
Paulo
Dilma
defende quebra de patente de drogas para diabete e hipertensão
Por Lisandra Paraguassu, enviada especial / Nova York
Em seu primeiro
dia nas Nações Unidas, a presidente
Dilma Rousseff defendeu a quebra de patentes de remédios
para doenças não transmissíveis como diabete,
hipertensão e câncer, em casos considerados de necessidade
pública.
Em sua fala
na reunião de Alto Nível sobre Doenças
Crônicas Não Transmissíveis, Dilma argumentou
que o acesso a medicamentos faz parte do direito à saúde. "Sabemos
que é elemento estratégico para a inclusão
social, para a busca da equidade e para o fortalecimento dos
sistemas públicos de Saúde".
Também afirmou que não pode haver diferença
no tratamento de doenças transmissíveis e não
transmissíveis. "A defesa pelo acesso a medicamentos
e a promoção à prevenção à saúde
devem caminhar juntas. O Brasil respeita seus compromissos em
matéria de propriedade intelectual, mas estamos convencidos
de que as flexibilidades previstas em acordos globais (...) são
indispensáveis para políticas que garantam o direito à saúde",
afirmou Dilma.
Entre os
acertos globais citados pela presidente estão
o acordo internacional de propriedade intelectual (Trips, em
inglês) da Organização Mundial do Comércio
(OMC), a Declaração de Doha sobre Trips e saúde
pública e a Estratégia Global sobre Saúde
Pública.
Em 2001,
após muita discussão, a Declaração
de Doha sobre Trips determinou que, em casos de necessidade pública,
países poderiam quebrar patentes em vigor de medicamentos
necessários ao controle de epidemias.
No entanto,
a declaração tratava apenas de doenças
transmissíveis que podem se alastrar rapidamente, como
aids - cujos medicamentos foram os primeiros a ter patentes quebradas
e, mais recentemente, a gripe suína.
Ironicamente,
os Estados Unidos, um dos países mais contrários à quebra
de patentes, foram um dos primeiros a usar o expediente para
fabricar em larga escala o Tamiflu, droga usada no combate à gripe
suína.
De acordo
com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
que acompanha a presidente em Nova York, o Brasil não
teria planos ou necessidades imediatas de quebrar patentes no
momento.
No entanto,
ele reforçou o discurso de Dilma, defendendo
que as doenças não transmissíveis, responsáveis
pela morte de 36 milhões de pessoas ao ano, a maioria
em países em desenvolvimento, precisam ter o mesmo tratamento
das contagiosas.
"A distinção entre doenças transmissíveis
e não transmissíveis é uma discussão
ultrapassada, e o Brasil não aceita isso", disse
Padilha. "Quando a ONU traz essa discussão para os
chefes de Estado é porque reconhece como um problema de
saúde pública mundial."
Estréia
Em seu primeiro
discurso nas Nações Unidas, a
presidente falou rapidamente, menos de cinco minutos.
Em nenhum
momento Dilma citou o fato de ser ela mesma uma vítima
de câncer, uma das doenças não transmissíveis
mais caras e difíceis de tratar. A presidente, porém,
demonstrou emoção quando começou a falar
sobre o tema.
Gazeta do Povo
Faltam
3 mil leitos em UTIs neonatais no país
Por Diego Antonelli
Total representa
defasagem de 30% de vagas na rede hospitalar nacional. No Paraná, são necessários mais
181 leitos de emergência para recém-nascidos
O Brasil
precisa aumentar em 30% a oferta de leitos em Unidades de Terapia
Intensiva
(UTIs) neonatais para atender à recomendação
do Ministério da Saúde (MS) e da Sociedade Brasileira
de Pediatria (SBP). Isso significa que deveriam ser montados
3,3 mil novos leitos em todo o país – atualmente,
existem 7,7 mil vagas, grande parte concentrada nas regiões
Sul e Sudeste. No Paraná, a necessidade de expansão é de
30%, o que representa mais 181 novos leitos.
A SBP e o
MS recomendam quatro leitos de UTI para cada mil bebês
nascidos vivos. Em todo o país, segundo o IBGE, nascem
cerca de 2,76 milhões de crianças por ano. Dessa
forma, o território nacional deveria abrigar em torno
de 11 mil leitos em UTIs neonatais destinados a bebês com
menos de 28 dias e em risco de vida. Hoje, o país dispõe
de apenas 3,8 mil unidades que atendem pelo Sistema Único
de Saúde (SUS).
No Paraná, a situação não é diferente.
Como nos últimos cinco anos, segundo o IBGE, nasceram
em média 150 mil crianças por ano, a rede hospitalar
paranaense, pública e privada, deveria dispor de 600 vagas.
Os hospitais contam com 419, ou seja, aproximadamente 70% do
ideal. Se levar em conta somente o número da rede pública,
a oferta é de 286 leitos.
Barreiras
A falta de
investimento e a dificuldade em conseguir profissionais especializados
na área são apontados como os principais
entraves na saúde pública destinada a recém-nascidos
no país. Neste ano, o governo estadual credenciou mais
22 UTIs neonatais no SUS. Contudo, a iniciativa ainda não é suficiente
para atender à demanda existente em todo o Paraná.
A presidente
do departamento de Neonatologia da Sociedade Paranaense de
Pediatria, Gislaine
Nieto, acredita que a atual situação
do setor é extremamente preocupante. Para ela, além
da construção de novos leitos, é essencial
que toda a estrutura que envolve a saúde de recém-nascidos
no estado seja revista. “Há uma dificuldade enorme
em fazer o transporte do bebê que está em alto risco
de vida. Além da dificuldade de encontrar leitos, a logística
do atendimento deve ser melhorada. Sem falar que profissionais
específicos de neonatologia não são reconhecidos,
o que leva a uma falta de médicos no setor”, ressalta.
O salário, por hora, de um médico em UTI neonatal
gira em torno de R$ 50.
Para o procurador
de Justiça e coordenador do Centro
de Apoio Operacional às Promotorias de Saúde, Marco
Antônio Teixeira, a necessidade de implantar leitos de
UTI neonatal no Paraná é antiga. “Nós
estamos com uma ação desde 2006 para que o poder
público estadual crie mais UTIs. E até agora a
determinação não foi cumprida. Esse é um
setor que carece de muitos cuidados e investimentos”, avalia.
A má distribuição geográfica dos
leitos é outro gargalo no setor, segundo o diretor de
Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da
Saúde, Vinicius Filipak. Do total de vagas no Paraná,
179 estão alocadas na região de Curitiba, o que
corresponde a 43% do total de leitos. “A gente tem uma
carência muito grande no interior de todo o estado. Em
números brutos, nós até podemos estar dentro
das nossas necessidades. Mas essa distribuição
desigual provoca o drama de vários pais e mães
em todo o Paraná, que não encontram vaga para seus
filhos”, salienta.
Em
trabalho de parto e sem vaga por três dias
Os dias 14,
15 e 16 de agosto de 2011 não sairão
tão cedo da memória de Cláudia Matos, 29
anos, e Adriano Luiz Ferreira, 36 anos. Aos sete meses de gravidez,
ela entrou em trabalho de parto e corria o risco de perder o
bebê. Como a gravidez era considerada extremamente preocupante,
era necessário conseguir uma vaga em UTI neonatal. Porém,
as 10 vagas existentes em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, estavam
lotadas.
“A gente estava com as mãos atadas. Batia o desespero
toda hora. Não sabia mais o que fazer”, conta Ferreira.
Três dias depois de ser internada, com perda de líquido
amniótico, Cláudia conseguiu uma vaga pelo Sistema Único
de Saúde para um hospital com leito em UTI neonatal disponível.
A vaga aberta era em Campo Largo, na região metropolitana
de Curitiba, a 87 quilômetros de Ponta Grossa. O sofrimento
continuava. “Tinha a vaga, mas não tinha transporte.
Levaram a gente para lá dentro de uma kombi depois de
horas de espera”, indigna-se Adriano.
Medo
Além dessa situação, o medo do casal se
repetia. Há dois anos, o casal havia sofrido com as dificuldades
do sistema público de saúde. Na época, Cláudia
estava grávida de gêmeos e segundo ela, devido à demora
no atendimento médico, perdeu os bebês. “A
gente estava com muito medo de perder de novo um filho nosso.
Ainda bem que dessa vez deu certo”, diz Cláudia.
Ana Luiza
nasceu prematura e ficou 10 dias em uma UTI. Apesar de estar
em casa, os cuidados
extras não cessaram. Como
a bebê tem menos de dois quilos, o risco persiste. “A
gente tem que ir toda hora fazer acompanhamento médico
para que nossa filha fique saudável”, afirma a mãe.
Agência Câmara de Notícias
Comissão se reúne hoje para votar projeto sobre
empresa de serviços hospitalares
Proposta
também poderá ser votada nesta terça-feira
pelo Plenário.
A comissão especial que analisa o Projeto de Lei 1749/11,
que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
(Ebserh), se reúne às 14h30 para votar o parecer
do relator, deputado Danilo Forte (PMDB-CE). A reunião
ocorrerá no Plenário 9.
O anúncio da reunião foi feito hoje, apesar de
o presidente da comissão, deputado Rogério Carvalho
(PT-SE), ter afirmado na semana passada que a comissão
não votaria o projeto, em razão de tumulto provocado
por servidores dos hospitais universitários que protestaram
contra o projeto.
A proposta,
de autoria do Poder Executivo, tramita em regime de urgência constitucional e pode ser votada na noite de
hoje pelo Plenário, independentemente do parecer da comissão
especial.
Público
x privado
O projeto
cria a Ebserh para administrar hospitais universitários
federais. Um dos objetivos da nova empresa é resolver
problemas na contratação de trabalhadores para
esses hospitais. Atualmente, os contratos costumam ser são
firmados por intermédio das fundações de
apoio das universidades, com bases legais frágeis.
O relator
do projeto, deputado Danilo Forte, apresentou substitutivo
que exclui a
possibilidade de a Ebserh ser constituída
como sociedade anônima. “Vamos garantir que o controle
total seja da União, e o patrimônio, 100% público.”
Há temor, no entanto, de que a criação
da empresa resulte em terceirização dos serviços
prestados pelos hospitais. “Na verdade, é uma empresa
pública na sua natureza formal, mas as subsidiárias
são privadas. Então, essa natureza híbrida
mudará substancialmente e isso poderá acarretar
uma priorização de convênios, de relações
privadas”, disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).
Íntegra
da proposta:
PL-1749/2011
Da Redação/PT
O Globo
CPI
vai investigar a máfia das internações
Por Fabíola
Gerbase
Câmara dos Vereadores convocará delegado que investiga
o caso; MP apura denúncia
A Câmara dos Vereadores instaurou uma CPI para apurar
a denúncia feita pelo GLOBO sobre o esquema de propina
paga por clínicas particulares do Rio e municípios
vizinhos em troca de pacientes para internação.
Propinas de R$50 e R$600 são pagas a funcionários
de empresas de remoção hospitalar por doente levado
para os quartos ou CTIs dos hospitais envolvidos. O esquema garante
ocupação dos leitos e mais repasses dos planos
de saúde.
Comprovada
pelo GLOBO em 14 hospitais, a atuação
do grupo levou o vereador Paulo Pinheiro (PPS) a propor uma CPI
para apurar o caso. O pedido foi aprovado pelo presidente da
Câmara, Jorge Felippe (PMDB), na última sexta-feira.
Entre os
convocados a depor está o delegado Marcos Cipriano,
titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a
Saúde Pública. Ele abriu uma investigação
sobre o caso após a denúncia. A Promotoria de Defesa
do Consumidor do Ministério Público estadual também
está investigando a prática.
O Tempo
Médicos de planos vão
parar amanhã
Médicos conveniados a planos de saúde vão
parar de atender amanhã, quarta-feira, em 23 Estados e
no Distrito Federal em protesto contra as operadoras e pedindo
remuneração maior e melhores condições
de trabalho. Organizada pelas principais entidades médicas
do país, a paralisação vai durar o dia todo.
A principal
reivindicação da categoria é o
reajuste do valor das consultas e serviços pagos pelas
operadoras. Outra reclamação é interferência
das empresas na autonomia dos médicos, como recusar exames
ou dificultar a internação de determinados pacientes,
de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
Os médicos vão suspender consultas aos clientes
de planos que, segundo eles, não apresentaram propostas
satisfatórias para categoria ou não negociaram.
Cada Estado definiu a lista dos planos afetados. Os atendimentos
de urgência e emergência serão mantidos. Segundo
o CFM, os usuários foram avisados com antecedência
para reagendar as consultas e exames suspensos na quarta.
Os Estados
do Amazonas, Rio Grande do Norte e de Roraima não
vão participar do protesto. No dia 7 de abril deste ano,
os médicos suspenderam o atendimento eletivo aos clientes
de todas as operadoras do país.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(Fenasaúde), que representa as 15 maiores operadoras do
país, informa que está negociando a remuneração
dos médicos credenciados.
Hoje em Dia
131 mortes por dengue este ano
Por Marcela Bourroul Gonsalves
Os números foram anunciados juntamente com um novo programa
da secretaria para evitar uma epidemia da doença no próximo
verão
No Estado
do Rio de Janeiro já foram registradas 131
mortes e 160 mil casos de dengue em 2011. Os dados foram confirmados
hoje pela Secretaria Estadual de Saúde.
Os números foram anunciados juntamente com um novo programa
da secretaria para evitar uma epidemia da doença no próximo
verão. A campanha "10 Minutos Contra a Dengue" foi
idealizada e implementada pela secretaria, com base na experiência
bem sucedida do governo de Cingapura.
O objetivo
da campanha é estimular a população
a investir 10 minutos da semana eliminando possíveis criadouros
em suas casas, uma vez que o ambiente doméstico concentra
80% dos focos da dengue.
Os agentes
de saúde dos municípios ficarão
responsáveis por levar o guia "10 Minutos Contra
a Dengue" à população durante visitas às
casas. O material traz orientações sobre como é preciso
ficar atento a situações como calhas entupidas,
caixas d´água destampadas, ralos no quintal acumulando água
da chuva, o pratinho embaixo do vaso, além de deixar baldes
e garrafas viradas com a boca para baixo.
Folha
de São
Paulo
Cidades
incluem saneamento e merenda como gastos em saúde
Prefeituras
dizem gastar mais de 40% de suas receitas no setor, mas usam
artifícios contábeis
Tribunais de Contas apontam dificuldades para fiscalizar gastos;
maioria dos prefeitos segue a lei, diz conselho
Por Larissa
Guimarães / Maria Clara Cabral, de Brasília
Levantamento
da Folha indica que há um descompasso entre
o que os municípios dizem gastar com a saúde e
o que eles realmente aplicam.
Prefeituras
afirmam gastar até mais de 40% de suas receitas
no setor, mas contabilizam até obras sanitárias
para melhorar seus resultados.
Por lei,
as cidades são obrigadas a aplicar 15% de seus
recursos na área. Em 2010, um em cada cinco municípios
disse ao Ministério da Saúde ter gasto em saúde
mais do que a média nacional (23%).
As declarações não sofrem uma fiscalização
nacional, e os próprios Tribunais de Contas admitem a
dificuldade para averiguar esses índices.
O tribunal
mineiro diz só auditar cidades que não
cumprem a lei. No país, só 12 dos mais de 5.500
municípios dizem estar nessa situação.
Vicentina
(MS), por exemplo, está em quinto no ranking
de aplicação na saúde: 39,5%. À Folha
o município reconheceu que incluiu obras sanitárias
nos gastos.
O Tribunal
de Contas do Estado disse que são "raros" os
casos de cidades que aplicam muito além dos 15% exigidos
pela lei, mas não detalhou as contas de Vicentina.
Com pouco
mais de 10 mil habitantes, Presidente Kennedy (ES) diz ser
o município que mais aplica recursos na saúde
em todo o país: usou 65% de sua receita no setor.
O percentual
não bate com a análise preliminar
do Tribunal de Contas do Espírito Santo: segundo o tribunal,
a prefeitura gasta 58%.
Morada Nova
de Minas (MG), com cerca de 10 mil habitantes, é a
vice-campeã: 41,5% dos recursos na área.
O prefeito
Alexsander Rocha (PSB), porém, explicou que
declarou o que gasta em relação aos repasses recebidos
pelo município. Se fosse calculado sobre o total da arrecadação,
esse índice cairia para pouco menos de 20%.
Rocha classifica
de "bons" o único hospital
da cidade, os três postos de saúde e as quatro unidades
de atendimento. Mas os atendimentos mais complexos precisam ser
feitos em Belo Horizonte, a cerca de 300 km de distância.
Isso mostra
que os gastos podem estar fora de controle. Nesta semana, a
Câmara dos Deputados deve votar a regulamentação
da emenda 29, que definirá quais ações poderão
ser classificadas como gastos em saúde.
"Deve ter muita maquiagem até mesmo nos municípios,
senão a saúde estaria maravilhosa. Há casos
de até merenda escolar entrar como gasto", afirma
Livia Bahia, vice-presidente da Associação Brasileira
de Pós-graduação em Saúde Coletiva.
Para José Ênio Duarte, do Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde, a maioria das cidades
cumpre os 15% da lei, e parte alcança 30% de aplicação: "Patamares
entre 40% e 60% parecem exagero ou erro".
Emenda 29
Gastos com
saúde
O
que é a
Emenda 29
Aprovada
em 2000, define percentuais mínimos para gastos
com saúde pública
12% dos recursos dos Estados
15% dos recursos
dos municípios
O Problema
Não há uma lei que defina o que pode ser considerado
gasto na área de saúde
Como resolver
Projeto que
tramita na Câmara define quais ações
poderão ser consideradas despesas na área
Por
que isso é controverso
Para atingir
o percentual mínimo exigido, Estados e municípios
contabilizam ações que não são da área
de saúde
O
Estado de São
Paulo
Estudos
indicam possível prejuízo
com Emenda 29
Ao tirar
os R$ 58 bilhões do Fundeb da base de cálculo,
a perda estimada pelos consultores técnicos da Câmara é de
R$ 7 bilhões anuais para o SUS
Por Christiane Samarco
A lei que
regulamenta a Emenda 29 pode, ao invés de aumentar,
diminuir o montante de dinheiro para investir na saúde
pública. Essa polêmica será decidida no Senado
e, antes mesmo de receber a proposta dos deputados, líderes
do PT e do PMDB já se confrontam em torno de quem pagará a
conta.
Do jeito
que está, a lei tem um dispositivo que retira
as verbas do Fundo de Valorização do Profissionais
de Educação (Fundeb) da base do cálculo
do porcentual de recursos a serem aplicados pelos 26 Estados
e o Distrito Federal. Ao tirar os R$ 58 bilhões do Fundeb
da base de cálculo, a perda estimada pelos consultores
técnicos da Câmara é de R$ 7 bilhões
anuais para o Sistema Único de Saúde (SUS).
O líder do PT no Senado e ex-ministro da Saúde
do governo Lula, Humberto Costa (PE), admite que pode haver queda
de recursos para a saúde. Adianta, porém, que "já foi
firmado um compromisso com a Câmara e com governo para
corrigir o artigo" e garantir investimento extra de R$ 5
bilhões a R$ 6 bilhões dos Estados. O problema é que
o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), diz que seu
partido não fez acordo algum.
"O PMDB ainda vai discutir o assunto, mas os Estados não
podem pagar sozinhos essa conta", disse Raupp. Ele sugere
taxar bebidas e cigarros.
"É um absurdo o que vamos fazer. Estamos vendendo
a ilusão de que a emenda resolverá tudo, mas não
tem dinheiro público novo para a saúde", analisa
o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana.
Costa diz
que 17 Estados não cumprem o piso de gasto
obrigatório em saúde - 12% do Orçamento.
Na falta de regra definida, alguns porcentuais são inflados,
por exemplo, com pagamento de plano de saúde de servidores.
"Costa pode falar pelo PT. No PMDB isso não foi
discutido e não vejo como os senadores poderão
transferir mais encargos para os Estados", reage o deputado
Eunício Oliveira (PMDB-CE).
Folha
de São
Paulo
Diabéticos:
Dificuldade de achar droga 'da moda'
Por Mariana Versolato
Medicamento
Victoza, usado também para emagrecer, sumiu
das farmácias
Grandes redes
de drogarias têm lista de espera; distribuidores
especializados têm estoque do remédio
A corrida
para comprar o remédio Victoza (liraglutida),
indicado para o tratamento de diabetes mas cada vez mais usado
para emagrecer, pode deixar os pacientes que realmente precisam
do medicamento na mão.
Segundo o endocrinologista Ricardo Meirelles, ex-presidente
da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que
atua no Rio, metade dos seus pacientes que usam o Victoza se
queixa de dificuldade para comprar a droga.
Ele estima
que dez pacientes seus usem o remédio. "O
número não é grande porque se trata de um
medicamento novo e caro [cerca de R$ 400]", explica.
Meirelles
diz que não está recomendando aos diabéticos
que se adaptam bem ao Byetta, droga de efeito similar ao do Victoza,
a mudar de remédio. "Mas o Victoza atrai os pacientes
novos porque tem só uma aplicação ao dia
em vez de duas do Byetta."
O endocrinologista
Antonio Carlos Lerário, diretor da
Sociedade Brasileira de Diabetes, também tem poucos pacientes
usando o remédio, por causa do preço.
"O Victoza vendeu como nunca depois da reportagem da revista
'Veja'. Fora do Brasil não houve esse furor."
Na edição do dia 7 de setembro, a revista "Veja" publicou
uma reportagem de capa sobre a droga, chamando o Victoza de "bala
de prata" contra o excesso de peso.
Na semana
seguinte, a Vigilância Sanitária divulgou
um alerta afirmando que o remédio não é recomendado
para emagrecer, podendo causar hipoglicemia, náusea, diarreia,
pancreatite e distúrbios da tireoide.
Como estudos
mostram que o Victoza leva à perda de peso,
alguns médicos já o receitam para tratar obesidade.
Esse tipo de indicação é conhecido como "off
label" (fora da bula).
Lista de espera
Um comunicado
da Sociedade Brasileira de Diabetes afirma que aumento da procura
pelo Victoza
causa impacto no preço
e na disponibilidade da droga.
"Em Belo Horizonte, o Victoza está em R$ 394 e o
estoque, esgotado, tem previsão de reposição
só para daqui a uma semana", diz a nota.
A reportagem
da Folha procurou o remédio em dez grandes
farmácias de São Paulo e não encontrou o
Victoza em nenhuma.
Algumas lojas
têm
listas de espera com 25 pessoas.
Já em três distribuidores de remédios especiais
(que precisam de refrigeração no transporte), o
Victoza foi encontrado para pronta-entrega, por até R$
400.
"As farmácias mantêm estoques pequenos. Por
isso indico as lojas de medicamentos especiais", diz o endocrinologista
Marcos Tambascia, professor da Unicamp.
A consultora
de negócios internacionais Luci Vagues começou
a usar o Victoza no mês passado e teme não achar
o remédio, que acabou há dois dias. "Se acabar
porque tem gente comprando para emagrecer, nós [diabéticos]
vamos ser prejudicados. Não dá para ficar sem."
A Novo Nordisk,
fabricante do Victoza, diz que as vendas da droga estão
normais.
Remédio terá injeção
semanal
Deve ser
lançada em 2012 uma versão do medicamento
Byetta com injeções semanais. O remédio é similar
ao Victoza mas, hoje, requer duas injeções diárias.
Os resultados de estudos com o remédio foram apresentados
no último Congresso Europeu de Diabetes, em Lisboa, na
semana passada.
Agência Câmara de Notícias
Plenário pode votar hoje projeto sobre administração
de hospitais universitários
Votação está prevista para a noite desta
terça-feira, após a comissão geral sobre
a Emenda 29.
O Plenário pode votar hoje o Projeto de Lei 1749/11,
do Poder Executivo, que cria a Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares (Ebserh) para administrar hospitais universitários
federais. Um dos objetivos da nova empresa é resolver
problemas na contratação de trabalhadores para
esses hospitais. Atualmente, os contratos costumam ser são
firmados por intermédio das fundações de
apoio das universidades, com bases legais frágeis.
O projeto
tramita em regime de urgência constitucional
e tranca a pauta, inclusive de eventuais sessões extraordinárias.
O presidente da Câmara, Marco Maia, anunciou que a proposta
será votada na noite desta terça-feira, após
a comissão geral sobre a Emenda 29, prevista para as 16
horas.
Marco Maia
afirmou que a polêmica em torno do projeto
que cria a empresa não vai impedir a sua votação
em Plenário. Na semana passada, a proposta não
foi votada na comissão especial por causa de protestos
de servidores dos hospitais universitários. Há temor
de que a criação da empresa resulte em terceirização
dos serviços prestados pelos hospitais.
O relator
do projeto, deputado Danilo Forte (PMDB-CE), apresentou substitutivo
que
exclui a possibilidade de a Ebserh ser constituída
como sociedade anônima. “Vamos garantir que o controle
total seja da União, e o patrimônio, 100% público.”
A deputada
Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou, no entanto, que o temor
de uma privatização se justifica. “Na
verdade, é uma empresa pública na sua natureza
formal, mas as subsidiárias são privadas. Então,
essa natureza híbrida mudará substancialmente e
isso poderá acarretar uma priorização de
convênios, de relações privadas.”
O governo
já havia enviado ao Congresso medida provisória
com o objetivo de criar a Ebserh (MP 520/10), que foi aprovada
pela Câmara em maio deste ano, mas perdeu a validade quando
estava em análise no Senado, em junho.
MPs em pauta
Além do projeto que cria a Ebserh, a pauta da sessão
ordinária do Plenário está trancada por
três medidas provisórias. A primeira delas é a
MP 539/11, que estabelece Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) de até 25% sobre a especulação
de bancos e empresas com a queda do dólar. O objetivo,
segundo o governo, é conter a valorização
do real que prejudica as exportações brasileiras.
Outra MP
que tranca a pauta é a 540/11, que institui
o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários
para as Empresas Exportadoras (Reintegra); reduz o Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automotiva;
e desonera a folha de pagamento das empresas que prestam serviços
de tecnologia da informação e da comunicação
(TIC), das indústrias moveleiras, de confecções
e de artefatos de couro.
A medida
faz parte da política de estímulo à indústria
nacional, anunciada pelo governo no início de agosto,
chamada de Plano Brasil Maior, e é uma das mais complexas
em tramitação na Casa. O texto do governo já recebeu
mais de 240 emendas, um recorde no ano. O relator da MP, deputado
Renato Molling (PP-RS), disse que precisará de, pelo menos,
duas semanas para negociar o seu parecer sobre as emendas.
A terceira
MP que tranca os trabalhos é a 541/11, que,
entre outras medidas, autoriza a União a participar, no
limite global de até R$ 1 bilhão, no Fundo de Financiamento à Exportação
(Fiex), para formação de seu patrimônio.
Agência Câmara de Notícias
Comissão sobre agentes de saúde ouve ministérios
do Planejamento e da Saúde
A comissão especial que analisa a definição
de um piso salarial nacional para agentes comunitários
de saúde e de combate a endemias se reúne hoje
para discutir a proposta com representantes dos ministérios
do Planejamento, da Saúde e da Casa Civil. Também
foram convidados representantes da Confederação
Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs).
A reunião será realizada às 9 horas, no
auditório Nereu Ramos.
A comissão especial foi criada para avaliar o Projeto
de Lei 7495/06, do Senado, que regulamenta as atividades dos
agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde
(Funasa). Diversas outras propostas tramitam em conjunto, como
o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930
mensais para profissionais com formação em nível
médio.
A Emenda
Constitucional 63, de fevereiro de 2010, estabelece que uma
lei federal definirá o regime jurídico,
o piso salarial nacional, as diretrizes para os planos de carreira
e a regulamentação das atividades de agente comunitário
de saúde e agente de combate às endemias. Segundo
essa emenda, caberá à União prestar assistência
financeira complementar aos estados e aos municípios para
o cumprimento do piso salarial.
O debate foi proposto pelos deputados Raimundo Gomes de Matos
(PSDB-CE) e Romero Rodrigues (PSDB-PB).
Seminários
estaduais
Nesta terça-feira (20), a comissão vai avaliar
os resultados dos seminários que realizou em diversos
estados. A reunião será realizada às 14
horas, no Plenário 16.
Íntegra
da proposta:
PL-7495/2006
PL-6111/2009
Folha
de São
Paulo
Kassab
quer médico temporário
para aliviar crise na rede
Projeto enviado à Câmara também prevê contratação
sem concurso público e cria jornada semanal flexível
Para sindicato,
mais que salário baixo, o que afasta
médicos são as condições precárias
de trabalho no município
Por José Benedito da Silva, de São
Paulo
O prefeito
Gilberto Kassab (PSD) quer contratar médicos
sem concurso e por tempo determinado -até o fim da gestão,
em dezembro de 2012- para aliviar o deficit na rede.
A falta de
médicos é um dos gargalos do setor,
apontado por 28% dos paulistanos em pesquisa Datafolha, feita
no último dia 1º, como o principal problema da cidade.
A prefeitura
não informa o deficit, mas diz que só na
Autarquia Hospitalar Municipal, que reúne 12 dos 18 hospitais,
chega a 20% -500 médicos.
Em 2010,
o Tribunal de Contas do Município encontrou
escalas médicas incompletas em 39% das unidades. Projeto
enviado à Câmara prevê, ainda, a criação
de jornada semanal de 12 h e a flexibilização da
jornada de 20 h, hoje cumprida em cinco expedientes diários
de 4 h.
Para a Secretaria
de Saúde, isso deve elevar o interesse
de médicos, já que "poderão conciliar
melhor as diversas atividades profissionais".
No projeto,
Kassab pede autorização para admitir
sem concurso nas mesmas condições de lei de 1989
(gestão Luiza Erundina), que libera a prática em
caso de calamidade pública ou "perturbações" em
serviços essenciais.
Para João Paulo Cechinel Souza, do Sindicato dos Médicos,
o salário de R$ 3.053 (20 h) não é o maior
problema -o ideal, segundo estudo, seria R$ 9.188. "A questão é a
precariedade das condições de trabalho", diz,
citando dificuldade para fazer exames e falta de remédios.
A medida precariza os vínculos de trabalho, diz ainda.
Em nota,
a prefeitura afirma que "a falta de médicos é um
problema nacional", mas que o quadro, que era de 8.606 em
2004, cresceu para 13.607. Isso, diz, permitiu alta de 39% nas
consultas.
O
Estado de São
Paulo
Redução do ritmo da mortalidade materna é lenta
no Brasil
Se a velocidade
da queda não aumentar, meta combinada
com a ONU para 2015 deve ser atingida pelo País em 2040
Por Karina Toledo
Se o ritmo
de queda da mortalidade materna no País permanecer
nos níveis de hoje, o Brasil só conseguirá atingir
a meta pactuada entre os países da Organização
das Nações Unidas (ONU) para 2015 após o
ano de 2040. A estimativa foi feita em artigo publicado na revista
The Lancet.
Segundo pesquisadores
do Institute for Health Metrics and Evaluation, da Universidade
de Washington, o Brasil está no grupo
dos 31 países que devem atingir a meta de redução
da mortalidade infantil até 2015. No entanto, apenas nove
países conseguirão atingir esses dois objetivos
do milênio (mais informações nesta página)
até 2015: China, Egito, Irã, Líbia, Maldivas,
Mongólia, Peru, Síria e Tunísia.
O País avançou nos dois indicadores, principalmente
graças à implantação do Sistema Único
de Saúde (SUS) e à universalização
do atendimento. Entre 1990 e 2000, segundo o artigo, a mortalidade
de crianças menores de 5 anos caiu a uma taxa de 5,2%
ao ano. "Após esse período, o ritmo diminuiu,
mas a tendência de queda ainda é forte e o País
deve atingir a meta", afirma Haidong Wang, coautor do estudo.
A mortalidade
materna caiu cerca de 2,5% ao ano entre 1990 e 2000. Mas entre
2000
e 2011 a taxa anual foi de apenas 0,3%. "Muito
inferior que a média de 3,6% que verificamos no resto
do mundo", conta Wang.
Uma das causas
apontadas é o elevado índice de
cesarianas no País - em torno de 47%. Na saúde
suplementar, o índice chega a 90%, enquanto no SUS é de
37%. O recomendado pela ONU é, no máximo, 15%.
A cesariana está mais associada a complicações
que podem levar à morte.
Esse fator
também é apontado por Alby Rocha, coordenador
do Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade
(Orbis). Ele ressalta o crescimento no número de mulheres
que têm o primeiro filho com idade avançada.
Maria Udenal,
do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, diz que
80% das mortes
relacionadas à gestação
e parto são por causas evitáveis. Segundo elas,
as principais são infecção hospitalar e
erros durante o atendimento. "Para reduzir, é preciso
combater a gravidez na adolescência, melhorar o pré-natal
e a assistência ao parto", diz.
Esses pontos
fazem parte da estratégia Rede Cegonha,
um dos principais programas de Dilma Rousseff, diz Helvécio
Magalhães, secretário de Atenção à Saúde
do ministério. Ele admite que não será possível
atingir o objetivo do milênio até 2015, mas contesta
a estimativa pessimista. "Colocamos esse problema no centro
do governo. Nossa expectativa é que, com a Rede Cegonha,
a taxa de queda se acentue." Ontem, na ONU, Dilma disse
que a saúde da mulher é "prioridade".
O
Estado de São
Paulo
Coqueluche
avança no Estado de São
Paulo
Número de afetados até julho é maior que
o total de 2010; jovens e adultos são principais disseminadores
da doença, conhecida como tosse comprida
Por Mariana Lenharo, Jornal da Tarde
Os dados
do Estado de São Paulo sobre a incidência
de coqueluche, popularmente conhecida como tosse comprida, comprovam
a percepção clínica de infectologistas sobre
o ressurgimento da doença. Até julho deste ano,
a infecção atingiu mais pessoas que no ano passado
inteiro, quando o Estado concentrou cerca de um terço
dos casos do País.
Há vacina no SUS apenas para crianças, mas são
adultos e jovens os principais disseminadores do causador da
infecção, a bactéria Bordetella pertussis.
A coqueluche
costuma ser mais grave em menores de 6 meses, podendo levar à morte por pneumonia, já que a imunidade é adquirida
apenas após a terceira dose da vacina tríplice
bacteriana. Mas esse tipo de imunização, cujas
cinco doses devem ser tomadas até os 6 anos, conferem
imunidade apenas por dez anos - e mesmo quem já teve a
doença está sujeito a nova infecção.
"Temos observado cada vez mais casos nas enfermarias e
nas UTIs de pediatria", diz a infectologista Rosa Barbosa,
da Sociedade Paulista de Infectologia.
Em adultos,
a coqueluche pode ser confundida com um resfriado, portanto
dificilmente é diagnosticada. Por isso, Rosa
afirma que o aumento de casos é apenas a "ponta do
iceberg".
Até julho, o Estado teve 183 casos, com 6 mortes. Em
2010, a doença atingiu 176 pessoas, das quais 7 morreram.
No País, foram 593 casos neste ano e 588 no ano passado.
O pediatra Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira
de Imunizações, confirma que a sensação é de
aumento das infecções, apesar da boa cobertura
vacinal entre crianças.
Ele conta
que a situação da doença mudou
muito desde o início da vacinação no País,
na década de 1980. "Depois da vacinação,
a coqueluche praticamente sumiu, mas quando as crianças
vacinadas na década de 1980 perderam a imunização,
voltaram a portar a bactéria e a infectar os bebês",
explica. "A doença tem potencial epidêmico.
Podem ocorrer surtos em escolas e creches. Um funcionário
infectado e não diagnosticado pode contaminar várias
crianças."
Estudos internacionais
comprovam que adultos são os principais
transmissores. Pesquisa publicada no Pediatric Infectious Disease
Journal, em 2007, concluiu que 83% dos casos de coqueluche em
menores de 6 meses têm relação com o contágio
por meio parentes, sendo os próprios pais os responsáveis
por 55% das transmissões.
Diretora
da Divisão de Doenças de Transmissão
Respiratória do Centro de Vigilância Epidemiológica
do Estado, Telma Carvalhanas afirma que o aumento dos casos "ainda
está dentro do esperado". Segundo ela, a coqueluche
se caracteriza por ciclos, com picos a cada três ou quatro
anos, seguidos por declínio. Ela diz que o diagnóstico
tem sido aprimorado, com um sistema mais rápido e sensível
de detecção.
Adultos
devem tomar reforço
A vacina
contra coqueluche, que também protege contra
tétano e difteria, faz parte do calendário nacional
de imunizações. Mas a tríplice bacteriana
(DTP) perde o efeito cerca de dez anos após a última
dose. Para adolescentes e adultos, a doença não é grande
ameaça, pois tende a ser branda. O problema é quando
esse público passa a conviver com bebês, ainda não
totalmente imunizados.
A solução é tomar a DTP para adultos. A
infectologista Rosa Barbosa diz que, enquanto a vacina infantil é feita
com a célula inteira da bactéria, a dos adultos
traz uma parte, o suficiente para imunizar sem causar reações.
Essa opção ainda não faz parte do calendário
nacional de imunizações. Em clínicas particulares,
a dose varia de R$ 110 a R$ 130. "O reforço é recomendável,
a imunidade declina com os anos", diz pediatra Luíza
Arlant. / M.L.
Saúde
Business Web
Promoção da saúde não é custo,
mas investimento
Por Adilson Bernardino
Cada dólar investido em prevenção e gerenciamento
de doenças crônicas, o retorno é de US$ 2,9,
ou seja, um benefício de quase 3 por 1
O Ministério da Saúde lançou recentemente
um Plano de Ações para Enfrentamento das Doenças
Crônicas Não-transmissíveis (DCNT). Ao longo
dos próximos 10 anos, o Plano se propõe a ser a
resposta do Brasil a uma preocupação comum em todo
o mundo: estima-se que 63% das mortes, atualmente, ocorram por
DCNT. A taxa de mortalidade prematura, ou seja, de óbitos
antes dos 70 anos motivados por DCNT, é de 255 a cada
grupo de 100 mil habitantes. O consenso mundial é que
poderia ser reduzida para 196 por 100 mil.
No Brasil,
as Doenças Crônicas Não-transmissíveis
que mais matam são as doenças cardiovasculares
(31,3%), o câncer (16,2%), as doenças respiratórias
crônicas (5,8%) e o diabetes mellitus (5,2%). Por isso,
os quatro fatores de risco com maior influência no aparecimento
destas doenças serão combatidos de forma prioritária
até 2022: o tabagismo, o consumo abusivo de álcool,
a inatividade física e a alimentação não-saudável.
As informações são do Secretário
de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde,
dr. Jarbas Barbosa, que em recente entrevista destacou uma mudança
evidente no conceito de Saúde. Segundo ele, “a concepção
moderna é de que não basta aumentar anos de vida, é preciso
aumentar anos saudáveis de vida, e para isso a promoção
da Saúde tem que começar cedo”.
A colocação do Secretário vem precisamente
ao encontro do que defendo: que cada cidadão deve ter
acesso à informação e às ferramentas
necessárias para, de forma autônoma e crescente,
cuidar da própria Saúde. E isso significa agir
antes da manifestação da doença.
No livro “Repensando a Saúde, Estratégias
para melhorar a qualidade e reduzir os custos”, os autores
apresentam o novo Ciclo de Atendimento à Saúde,
onde a Saúde precede a assistência. Para Michael
Porter, doutor de economia pela Universidade de Harvard, e Elizabeth
Olmsted Teisberg, pós-doutora pela Universidade da Virginia, é latente
a necessidade de se medir e minimizar o risco de doenças,
oferecer um gerenciamento abrangente de doenças e disponibilizar
serviços de prevenção para todos os clientes,
inclusive os saudáveis.
Neste escopo,
segundo os autores-especialistas, a Saúde
não pode envolver meramente a Assistência, mas sim
a Preparação para o serviço (que aumenta
a eficiência da cadeia de valor), a Intervenção,
a Recuperação, o Monitoramento/Gerenciamento da
condição clínica, a Promoção
ao Acesso, a Mensuração de Resultados, e, por fim,
a disseminação da informação. O argumento
parte da comprovação de que, a cada dólar
investido em prevenção e gerenciamento de doenças
crônicas, o retorno é de US$ 2,9, ou seja, um benefício
de quase 3 por 1.
A promoção da Saúde, como aliada imprescindível
da assistência, foi alçada à condição
de oferta obrigatória à sociedade. E o Brasil,
felizmente, tem acompanhado a evolução mundial
neste sentido.
Em todo o
mundo, ainda existem divergências sobre o percentual
ideal de investimento em promoção da Saúde,
em comparação ao volume destinado à assistência.
Apesar desta conta ser complexa e flexível, uma certeza,
pelo menos, já é consenso: cada vez mais é necessário
investir recursos para evitar que as pessoas adoeçam.
A prevenção não é um custo e sim
um investimento com lucro certo.
Correio Braziliense
Para
eliminar dúvidas
Pesquisadores
brasileiros desenvolvem um teste que pode identificar com mais
segurança a origem das meningites. Estudo pode
ajudar a enfrentar o mal, que mata 1,2 milhão de pessoas
a cada ano
Por Paloma Oliveto / Carlos Tavares
Pesquisadores
da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
estão próximos de encontrar uma forma definitiva
de diagnóstico diferencial para os vários tipos
de meningite a partir da identificação precisa
dos agentes infecciosos que provocam a doença. O estudo,
desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisa Clínica
Evandro Chagas, mede a concentração de duas proteínas — interleucinas
6 e 8 — no líquido que envolve o sistema nervoso
(líquor) e estabelece qual delas aponta para a forma viral
ou bacteriana da meningite, as mais frequentes no Brasil. A mais
grave, a bacteriana, exibe uma taxa de 30% de mortalidade e afeta
45 indivíduos em cada grupo de 100 mil; a de origem viral,
11 em cada 100 mil. No mundo, cerca de 1,2 milhão de pessoas
perdem a vida devido à enfermidade.
As interleucinas
(Il 6 e Il8) que funcionam como marcadores de infecção já vêm sendo estudadas
há algum tempo, e os especialistas sabem que elas estão
presentes em situações de infecção.
A novidade da pesquisa é que os infectologistas conseguiram
investigar a atuação delas no líquor e medir
o grau de concentração de cada uma delas. “O
que nós fizemos foi testar um painel de diversas citocinas
e perguntar se haveria algum padrão que pudesse ser facilmente
diferenciado quando comparávamos infecções
causadas por vírus e bactérias no sistema nervoso
central”, explica Hugo Caire, coordenador do estudo pela
Fiocruz. Uma das vantagens da pesquisa é que, fechado
o ciclo de investigações, o Brasil poderá apresentar
ao mundo o primeiro modelo de diagnóstico etiológico
para a meningite.
Isso significa
que muitos problemas com pacientes mal diagnosticados poderão ser evitados. “A principal das consequências
em não diagnosticar corretamente um caso de meningite
bacteriana, por exemplo, é falhar ao instituir a terapia
correta, o que pode levar o paciente à morte.” O
médico explica que a pesquisa foi feita com 60 voluntários
e precisa ser ampliada para dar mais segurança em seus
resultados. “Monitoramos a atividade das interleucinas
em todos os tipos de meningites e elas funcionam como marcadores
para todos eles. A pesquisa, entretanto, verificou que a concentração
da Il-8 é maior nos casos de meningite bacteriana”,
conclui Caire.
Opções
Na Sociedade
Paulista de Infectologia (SPI), a pesquisa foi analisada como
mais uma
alternativa de diagnóstico, que
vem se juntar a outras de tradicional eficácia, como exames
laboratoriais de cultura, contraimunoeletroforese (CIE), aglutinação
pelo látex e identificação de genes específicos
pela reação em cadeia de polimerase (PCR), considerado
um dos mais precisos testes para identificar se um vírus
ou uma bactéria causaram a doença. “A ideia
da pesquisa é boa, mas ela precisa ser feita com um contingente
maior de pacientes para assegurar um diagnóstico diferencial
exato. É importante distinguir se a meningite é viral
ou bacteriana para que seja feito o tratamento adequado”,
afirma a presidente da instituição, a infectologista
Rosana Ritchman.
A ideia dos
pesquisadores da Fiocruz é exatamente essa
e, em breve, uma nova etapa dos estudos vai medir a qualidade
do teste em um contingente maior de pessoas. Nos casos de dúvida
no diagnóstico etiólogico, o médico poderia
pedir a dosagem das citocinas e observar o padrão obtido,
explica Caire. De acordo com o especialista, “o teste ainda
precisa ser validado pelo estudo de um número maior de
pacientes de diferentes hospitais e regiões”, para
que se possa confirmar sua utilidade e estabelecer seus limites
com maior precisão.
Esse é um exame, segundo o coordenador da pesquisa, para
identificar o agente etiológico em casos nos quais o diagnóstico,
feito após testes de rotina, apresenta resultados dúbios
ou pouco específicos. “Ele está sendo criado
para casos que fogem do padrão estabelecido para a maioria
dos pacientes. Ele não é um teste de triagem de
grandes quantidades de pacientes, para situações
nas quais um surto possa estar se desenvolvendo.” Ele explica
também que se trata de um exame de alto custo e não
deve entrar no rol dos testes de rotina: “Ele será usado
em casos de dúvida médica, em que não é possível
fazer o diagnóstico pelos parâmetros clínicos
rotineiros”.
No Brasil,
não há estatística epidemiológica
sobre erros em diagnósticos, mas a recomendação
dos especialistas é para — inclusive em caso de
dúvida se o paciente tem a forma viral ou a bacteriana — aplicar
antibióticos, mesmo que eles depois venham a ser retirados,
no caso de pacientes com a forma viral. “O grande problema
no Brasil é que temos poucos microbiologistas (quem faz
a maioria dos testes) para o tamanho do país. Para melhorar
o sistema, tem de haver mais investimentos em capacitação
profissional e ampliar o acesso aos métodos diagnósticos
já consagrados”, avalia Rosana Ritchman.
Segundo a
médica, uma das maneiras mais eficazes de evitar
a doença é a prevenção. “O
Brasil tem uma boa cobertura vacinal e um dos programas de imunização
mais eficientes do mundo”, diz Rosana.
A forma mais grave
A meningite
bacteriana é muito mais grave que a viral.
Vários estudos mostram uma mortalidade em torno de 25%
a 30% dos casos, com 25% de sequelas neurológicas mesmo
após a cura. Dos 22.106 casos confirmados de meningite
bacteriana no Brasil em 2006, 2.578 (12%) morreram. O uso de
antimicrobianos, desde a década de 1930, reduziu drasticamente
esses índices. Recentemente, novos estudos mostraram que,
além dos antibióticos, o uso de dexametasona, um
tipo de corticosteroide, diminuiu drasticamente o número
de pacientes com sequelas da infecção, principalmente
na causada por pneumococos.
Portal G1
Superlotação facilita contaminação
Um levantamento
feito pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), a pedido do Ministério Público
Estadual de SP, em 2009, mostrou a necessidade de os programas
serem mais seguros: em mais de 90% das unidades, o controle da
infecção hospitalar era deficiente. Foram visitadas,
ao todo, 158 instituições, na capital e no interior
do estado. Dessas, 65 eram públicas e 93, privadas. De
acordo com o estudo, 92,4% dos programas deixaram de atender
a pelo menos um dos itens verificados, e 82% das comissões
de controle não funcionavam adequadamente em pelo menos
um dos itens analisados. Além disso, o Cremesp constatou
que 28,1% das unidades não tinham “de forma adequada
o conjunto para lavagem das mãos nas áreas críticas”.
— É revoltante. Os dados mostram que no Brasil
muita gente morre de problemas evitáveis. As comissões
foram implementadas, mas não funcionam corretamente. Auditorias
regulares nos hospitais podiam contribuir. E o governo devia
obrigar as unidades a criarem taxas máximas para infecções,
por exemplo, nos berçários, em unidades de terapia
intensiva e nos centros cirúrgicos, e para infecções
urinárias e respiratórias. Hoje, a pessoa morre
por estar no hospital. Em casa, não pegaria bactérias
adversas — diz Ferraz. É a sensação
que X. tem depois de ter levado uma parente, de 41 anos, para
ser internada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio:
— Ela ficou num ambiente infecto. A emergência parecia
um depósito de gente e fedia a xixi. No primeiro dia,
estava numa maca de metal, em roupa de cama. De lá, foi
para uma enfermaria com três leitos. No dia da visita,
nós a encontramos suja. Estava com diarreia, e a enfermeira
disse que já a tinha limpado três vezes. Ao lado,
as outras pacientes comiam. Nenhuma higiene. Ela implorava para
ir embora. A gente leva para o hospital para tentar aliviar o
sofrimento, e fica arrasada com essas cenas. Ela morreu em 15
dias, de septicemia.
— Com superlotação, o risco de infecção
hospitalar é maior. Quando se deixa macas umas ao lado
das outras, por mais que haja vigilância, não se
consegue controlar isso. É quase impossível manter
o paciente numa situação adequada se ele está amontoado.
Começam a surgir bactérias mais resistentes — diz
Julio Noronha, chefe da emergência do Hospital Geral de
Bonsucesso, no Rio. Gerente de vigilância e monitoramento
em Serviços de Saúde da Anvisa, Magda Miranda Costa
explica que as CCIHs dos hospitais são obrigadas a notificar
os casos de infecção até o 15º dia
do mês. No entanto, ela reconhece que “os dados são
frágeis”.
— Não sabemos se a pessoa morreu mesmo por infecção.
Por conta disso, a Anvisa definiu, em 2008, critérios
para todo o país sobre o que é infecção
hospitalar. E este ano começamos a monitorar o primeiro
dos cinco indicadores que vamos analisar. Estamos acompanhando
em 1.144 hospitais a infecção primária de
corrente sanguínea em pacientes com uso de cateter venoso
central em UTIs com dez ou mais leitos.
— Falta de informação não impede
que haja política pública. Trabalhamos, por exemplo,
para sensibilizar os profissionais de saúde a fazerem
adesão à higienização. Além
disso, a infecção em UTI é prioridade nacional,
mas não significa que os hospitais só façam
esse enfrentamento.
Daqui a dez
anos, talvez tenhamos informação fiel,
científica e responsável — diz Diana Carmem
de Oliveira, gerente-geral de Tecnologia em Serviços de
Saúde da Anvisa.
Falta de higiene coloca pacientes em risco
Em
Pernambuco e no Piauí, sujeira em hospitais aumenta
número de casos de infecções
O bancário aposentado Antônio Carlos Lustosa, de
70 anos, foi internado num hospital de Teresina, em abril deste
ano, com sintomas de dengue. A doença evoluiu para uma
pneumonia e, após a internação, Lustosa
sofreu um infarto com quadro de edema pulmonar. No terceiro dia,
entrou em coma e foi internado na UTI com apenas 10% de chances
de sobreviver, garantiam os médicos. Mas o bancário
aposentado se recuperou e, sete dias depois, deixou a UTI. Sua
filha, Zenaide Lustosa, conta que o pai passou a receber visitas
e iniciou a fisioterapia.
— Seu estado era de melhora. Ele requeria cuidados, mas
partindo para a recuperação — recorda Zenaide.
Ela conta que, repentinamente, o quadro de saúde de Lustosa
se agravou por causa de uma infecção generalizada
provocada por uma bactéria.
— A causa de sua morte foi provocada por infecção
hospitalar. Naquele momento, o sofrimento é tão
grande que não se pensa em responsabilizar o hospital — diz
Zenaide, que testemunhou a unidade onde o pai estava internado
sendo invadida pela água da chuva durante uma enchente,
chegando próxima à UTI. Zenaide recorda que a infecção
generalizada atingiu de forma tão forte seu pai, que os
medicamentos ministrados não davam mais resultado. Os
casos de morte por infecção hospitalar nos hospitais
do Piauí, quase sempre lotados, são cada vez mais
comuns. De acordo com a diretora de Vigilância à Atenção
Básica de Saúde do Piauí, Telma Evangelista,
a secretaria estadual de Saúde não tem uma comissão
para centralizar as ocorrências. Cada hospital possui seu
próprio grupo para cuidar da doença.
— A taxa de infecção ainda é muito
alta, nem sempre os cuidados para se ter uma situação
asséptica necessária para um hospital são
tomadas. Além disso, há um uso indiscriminado de
antibióticos que faz com que as pessoas não adquiram
resistência aos micro-organismos. Isso é um fator
importante que contribui para as infecções. Já em
Pernambuco, a Secretaria estadual de Saúde contabilizou
146 casos de infecção hospitalar provocada pela
bactéria Klebsiella pneumoniae (KPC), entre outubro de
2010 e julho de 2011, período em que foram registradas
41 mortes possivelmente relacionadas ao micro-organismo. No entanto,
só dois óbitos tiveram confirmação
oficial de terem sido provocados pela KPC. O surto da infecção
atingiu 29 hospitais da região metropolitana de Recife,
segundo a coordenadora estadual de Controle da Infecção
Hospitalar, Marilene da Silveira Barros.
—- Os outros 39 pacientes estavam em situação
muito grave, tinham outras infecções e não
podemos precisar se as mortes deles foram provocadas pela KPC.
Em 2007, outro surto de infecção, dessa vez provocado
pela bactéria Enterococcus resistente a vancomicina (VRE),
atingiu 300 pacientes.
— Teve hospital que tomou medidas duras, como escalar
um vigilante para ficar na portaria e só permitir acesso
de profissionais, inclusive médicos e enfermeiros, depois
que lavassem as mãos — lembra Jaime Brito, chefe
da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária.
Segundo Brito,
os 360 hospitais de Pernambuco, entre públicos
e particulares, somam índices de infecção
de 10% a 15%, percentual limite de tolerância estipulado
pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
— Infelizmente, os profissionais não lavam tanto
as mãos como deveriam. Eles sabem que esse é o
melhor meio de evitar as infecções, mas há resistência.
Para a Associação de Defesa dos Usuários,
Seguros, Planos e Sistemas de Saúde, os problemas de higienização
da rede não se limitam à falta de limpeza das mãos.
A associação denuncia sujeira em banheiros, cozinhas
e até enfermarias dos hospitais públicos do estado.
A visita mais recente ocorreu no Agamenon Magalhães, do
SUS, onde foram encontrados até insetos como baratas nos
recipientes de comida entregues a pacientes. A sujeira foi documentada
em fotografias.
Diário
do Povo do Piauí
Compete
ao médico
da empresa avaliar o atestado
Tribunal
nega abono de faltas atestadas por médico que
não pertence à empresa.
A Segunda
Turma do Tribunal Superior do Trabalho teve que decidir uma
disputa
envolvendo empregado e empregador relativa à não
concessão de abono de faltas ao trabalho, cujo valor total
pleiteado não chega a R$ 300.
De um lado,
o trabalhador pretendia o pagamento de 20 dias em que esteve
afastado por
motivos de doença; de outro, a
empresa, que alegava não ter abonado os dias porque o
atestado médico apresentado pelo empregado comprovando
incapacidade para o trabalho não foi fornecido por médico
de seu ambulatório.
Para a Turma,
a empresa estava com a razão: segundo a
jurisprudência do TST, se a empresa tem ambulatório
médico, compete a ela abonar as faltas por motivo de doença.
A disputa
judicial teve início em 2010. O fiandeiro (profissional
que trabalha com a fiação) da Fábrica de
Tecidos Carlos Renaux S.A., em Brusque (SC), disse que procurou
o ambulatório da empresa no dia 9 de abril de 2010 com
dores lombares e foi orientado pelo médico a procurar
um especialista em problemas de coluna.
O médico da empresa lhe concedeu apenas um dia de licença,
mas o trabalhador ficou outros cinco sem comparecer ao trabalho
e não apresentou atestado relativo a esse período.
A empresa,
em sua defesa, alegou o que o empregado já havia
ficado 67 dias sem trabalhar e foi encaminhado ao INSS, que recusou
concessão do benefício previdenciário (auxílio-doença)
por constatar que os problemas de saúde alegados não
eram incapaci-tantes para o trabalho.
Por esse
motivo, além de não pagar os cinco dias
não atestados, negou também o pagamento dos dias
não concedidos pelo INSS, em julho de 2009. Os afastamentos
do fiandeiro relatam problemas como unha encravada, dor no pescoço
e dores lombares.
A Vara do
Trabalho de Brus-que julgou improcedente a ação
movida pelo trabalhador. Segundo o juiz, a existência de
serviço médico na empresa não impede que
o empregado procure outros profissionais, porém, neste
caso, o abono das faltas por períodos inferiores a 15
dias é direito exclusivo da empresa.
"O que existe é que os médicos que atendem
nas empresas costumam ser comedidos e dificilmente concedem ausências
justifica-das, salvo se comprovada a real impossibilidade do
trabalho, ao passo que os médicos não vinculados
são bastante maleáveis e concedem licenças
até mesmo sem a realização de exames mais
profundos", destacou o magistrado na sentença.
O empregado
recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região
(SC), que deu parcial provimento ao seu pedido, concedendo os
15 dias de atestado e negando os cinco sem a autorização
médica.
Para o colegiado
regional, a empresa não esclareceu a
razão pela qual o atestado, emitido por outro médico,
careceria de validade.
"Parece-me não ter o serviço médico
da empresa o poder discricionário de aceitar os atestados
que quiser e recusar os demais. A norma não fala que cabe
ao serviço médico do empregador, exclusivamente,
examinar o empregado".
A empresa
recorreu, então, ao TST.
Ao analisar
o recurso de revista da fábrica de tecidos,
o relator, ministro Renato de Lacerda Paiva, entendeu que o TRT,
ao dar validade ao atestado subscrito por médico, independentemente
de sua vinculação ao empregador, sem observar a
ordem preferencial dos atestados médicos nem a competência
primária do serviço médico da empresa para
abonar as faltas, contrariou as Súmulas nºs 15 e
282 do TST.
As jurisprudências pacíficas do TST, expressas
nas mencionadas súmulas, estabelecem, respectivamente,
que "a justificação da ausência do empregado
motivada por doença, para a percepção do
salário-enfermidade e da remuneração do
repouso semanal, deve observar a ordem preferencial dos atestados
médicos estabeleci-da em lei", e que "ao serviço
médico da empresa ou ao mantido por esta última
mediante convênio compete abonar os primeiros quinze dias
de ausência ao trabalho".
O recurso
da empresa foi conhecido, para restabelecer a sentença
que considerou improcedentes os pedidos do trabalhador. (RR-18-84.2010.5.12.0010)
- Tribunal Superior do Trabalho, por Cláudia Valente,
14.09.2011
Enfatizando:
A Lei 8.213
/ 1991, em seu Art. 60 - "O auxílio-doença
será devido ao segurado empregado a contar do décimo
sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais
segurados, a contar da data do início da incapacidade
e enquanto ele permanecer incapaz". Redação
dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99).
Parágrafo 4º - "A empresa que dispuser de serviço
médico, próprio ou em convênio, terá a
seu cargo o exame médico e o abono das faltas correspondentes
ao período referido no § 3º, somente devendo
encaminhar o segurado à perícia médica da
Previdência Social quando a incapacidade ultrapassar 15
(quinze) dias".
Parecer 3.657
/ 2009 do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais: "Ao médico do trabalho, no exercício
de suas atividades dentro do âmbito da empresa, é facultada
a possibilidade de discordar de atestado médico apresentado
pelo trabalhador, assim como estabelecer novo período
de afastamento decorrente de sua avaliação médica,
sempre assumindo a responsabilidade pelos seus atos."
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html