20-10-11

 

Leia nesta edição:

- AMB na presidência da Associação Médica Mundial

- José Cechin estará entre debatedores de novos desafios da gestão na saúde

- Pesquisadores desaconselham realização de PSA

- Icatu e Swiss Life buscam sócio para entrar em seguro saúde

- Combate à osteoporose deve começar na infância

- Guarulhos e HC usam webconferência para solucionar casos clínicos

- Programa de Qualificação das Operadoras 2011

- Aprovada PEC que cria cargos públicos para médicos no valor de R$15 mil

- Testes da vacina começam até o fim do mês em Fortaleza

- Deputados declaram apoio à CMB e ao Setor Filantrópico

- Brasil define normas para cópia de medicamentos biológicos

- CNS abre consulta pública sobre pesquisa clínica no Brasil

- Cientistas criam detector de problemas cardíacos que repassa informações para médico

- Governo federal libera R$ 1,9 milhão para unidades básicas de saúde

- Consumo de antidepressivos nos EUA aumentou 400% em 20 anos

Quinta-feira, 20.10.11

AMB

AMB na presidência da Associação Médica Mundial

Durante a Assembleia da Associação Médica Mundial (WMA), realizada na manhã desta sexta-feira, dia 14, em Montevidéu, Uruguai, o presidente da AMB, José Luiz Gomes do Amaral, foi empossado para presidir a entidade internacional para a gestão 2011/2012.

Amaral havia sido eleito por aclamação para o cargo em outubro do ano passado, no Canadá, durante a Assembleia de Vancouver. Esta é a terceira vez que um brasileiro assume o cargo máximo na entidade. O cirurgião e ortopedista catarinense Antônio Moniz de Aragão presidiu a WMA em 1961 e o dermatologista paulista Pedro Kassab em 1976.

José Luiz Gomes do Amaral representa o Brasil integrando o Conselho da WMA desde 2005 e, há três anos, preside o Comitê de Assuntos Médicos Sociais (SMAC). Ele foi responsável por trazer ao Brasil relevantes discussões sobre pesquisas clínicas, como a revisão da Declaração de Helsinki (agosto de 2008), o uso de placebo em pesquisa médica associada ao tratamento (janeiro de 2010), e o Seminário Internacional de Resiliência Médica (agosto de 2010).

Com a realização da Conferência Doutores do Ambiente, em novembro de 2009, ajudou a disseminar a Declaração de Delhi sobre saúde e mudança climática. Na época, Dana Hanson, presidente da WMA, compareceu ao evento realizando a palestra de abertura. Yoram Blachar, presidente da WMA em 2008, também visitou o Brasil naquele ano, na abertura da versão brasileira do Curso de Formação de Lideranças Médicas, adaptação de uma iniciativa da WMA.

Durante seu discurso, Amaral falou sobre o enorme desafio que é presidir a WMA, entidade que congrega representantes de todos os continentes.

“Do presidente da WMA, espera-se que seja porta-voz da opinião de mais de 9 milhões de médicos, reunidos nas 97 associações médicas nacionais que integram esta instituição. Sinto-me profundamente honrado. Grato por terem-me concedido tal privilégio e comprometido com a imensa responsabilidade que esta posição encerra; desafio formidável em qualquer circunstância e ainda maior nos dias de hoje”.

Ele destacou também a importância da atuação dos médicos na atenção à saúde da população mundial.

“É hora de decidirmos se queremos protagonizar a atenção à saúde, ou se nos compraz o papel de expectadores distantes. Não há espaço, nem tempo para indefinição. Não cabemos figurantes em uma peça onde o público nos espera protagonistas. É hora de liderarmos o processo de atenção à saúde. Fomos preparados para tanto. Foi nos dado o privilégio e a responsabilidade de cuidar da vida e da saúde das pessoas. Este é nosso dever e a sociedade espera que nos comportemos a altura de suas expectativas”, finalizou.

WMA

A Associação Médica Mundial (WMA) foi fundada em 1947. Em nome de pacientes e médicos, busca qualidade em ética, educação e direitos humanos relacionados à saúde de todas as pessoas. Reúne 97 Associações Médicas Nacionais, que representam mais de nove milhões de médicos.

Em nome dos médicos brasileiros, a AMB ingressou na WMA em janeiro de 1951. Desde então, faz parte do Conselho desta Associação que, atualmente, é composto por 23 membros, representado a América do Norte, Europa, África, Ásia e América Latina.

A WMA conduz os seus trabalhos em três comitês permanentes: Ética Médica; Assuntos Médico-Sociais (SMAC); Finanças e Planejamento.

A AMB tem participado ativamente de vários grupos de trabalho da WMA, incluindo os temas uso de placebo em pesquisa clínica, enfrentamento de doenças crônicas não transmissíveis, transplantes e doação de órgãos, desastres e determinantes sociais da saúde.

A AMB, neste ano, apresentará à WMA duas propostas: de mobilização e qualificação de profissionais de saúde face a situações de desastres e uma resolução contra a discriminação dos portadores de hanseníase e seus familiares.

SEGS

José Cechin estará entre debatedores de novos desafios da gestão na saúde

José Cechin, diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), está entre os nomes que participarão da nova edição do Hospital Business 2011, de 27 a 28 de outubro. O talk show tratará dos "Novos desafios da gestão na saúde: verticalização, formação de redes, governança clínica, relacionamento com a indústria e fornecedores de insumos e o papel do médico neste novo cenário".

Também vão participar do encontro os presidentes da Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP), Henrique Salvador; da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz Gomes do Amaral; e da Amil Assistência Internacional de Saúde, Edson de Godoy Bueno. A reunião ocorrerá no Hotel Windsor Atlântica (Av. Atlântica, 1020 – Copacabana – Rio). Inscrições: http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp

BIBLIOMED

Pesquisadores desaconselham realização de PSA

Há mais de uma década foi introduzido no quadro de exames anuais dos homens o PSA (antígeno prostático específico) para prevenção do câncer de próstata. Agora, segundo pesquisadores da Força-Tarefa de Serviços Preventivos, nos Estados Unidos, os médicos devem parar de pedir esse exame.

A equipe afirma que o rastreamento para câncer de próstata com base no PSA não tem benefício líquido e as campanhas preventivas com base nele incluem uma alta taxa de falsos positivos, efeitos psicológicos negativos e complicações associadas com biópsias e tratamentos.

Entre 1986 e 2005, 1 milhão de homens nos EUA passaram por cirurgia e radioterapia para câncer de próstata após um teste de PSA. Contudo, os especialistas não encontraram evidências de que estes tratamentos tenham impedido mais mortes do que o padrão "observar e esperar", quando a saúde do paciente é monitorada com cuidado até que sinais mais consistentes da doença indiquem a necessidade real do tratamento.

Entre 200 e 300 homens em casa mil tratados, cerca de 20% a 30%, desenvolveram incontinência ou disfunção erétil, o que, de acordo com os cientistas, é um efeito colateral dos tratamentos cuja necessidade não se comprovou.

O tema tem provocado polêmica entre a comunidade científica. Enquanto alguns defendem a manutenção do PSA, outros, como os europeus, já não o utilizam mais.

VALOR ECONÔMICO

Icatu e Swiss Life buscam sócio para entrar em seguro saúde

Luciano Snel, da Icatu: "As empresas brasileiras que viraram multinacionais serão clientes importantes"

Felipe Marques

A seguradora Icatu e sua parceira internacional, a Swiss Life, estão à procura de um parceiro local para oferecer seguros de saúde para empresas. "Já a partir de 2012 devemos começar a oferecer produtos de saúde", diz, em visita ao Brasil, Margrit Schmid, diretora executiva da Swiss Life, que é líder em seguros de vida no mercado suíço.

De acordo com a executiva, a parceria permitirá que as seguradoras ofereçam, no mercado corporativo brasileiro, um pacote de benefícios mais atraente, somando o seguro saúde a coberturas de vida e previdência.

A busca por um novo parceiro veio da necessidade de empresas por planos de benefícios mais complexos. Daniel Dubach, responsável na Swiss Life pelas operações da América Latina, conta que se encontrou com uma multinacional no Brasil na terça e que a empresa sentia necessidade de programas de benefícios mais abrangentes no país - à semelhança do mercado europeu.

Além da parceria, a estratégia de crescimento da Icatu prevê abertura de novas unidades regionais. Até o fim de 2011, a seguradora vai instalar filial no Recife e deve inaugurar, no começo de 2012, duas no interior de São Paulo. Luciano Snel, vice-presidente de planejamento e vendas da Icatu, diz que as novas unidades ajudarão a alcançar empresas de médio porte no país que ainda não possuem programas de benefícios corporativos.

A seguradora também está de olho nas multinacionais brasileiras. "Nós vemos com interesse algumas empresas brasileiras que têm filiais em outros países da América Latina, mas ainda não são tão grandes", diz.

Schmid, da Swiss Life, conta que as duas seguradoras montaram uma lista de empresas multinacionais, brasileiras ou com filiais no país, que serão abordadas com ofertas de pacotes de benefícios. Entre as múltis locais, Schmid diz que as empresas do setor químico receberam atenção adicional.

Na carteira atual, a Swiss Life conta com 396 empresas multinacionais, sendo 100 delas também clientes da Icatu no Brasil. Segundo Snel, a Icatu atende em torno de 60 mil clientes de previdência corporativa e 500 mil em seguros de vida corporativos.

AGÊNCIA SAÚDE

Combate à osteoporose deve começar na infância

Paula Rosa

A osteoporose deve ser prevenida desde a infância. O alerta do Ministério da Saúde para hoje (20), dia mundial de combate à doença, será tema da campanha que começa no dia 22 de outubro. A mobilização nacional tem o objetivo de reduzir a incidência da doença, que atualmente atinge 10 milhões de brasileiros. O tema é “Prevenção da osteoporose: da criança à pessoa idosa” e chama a atenção para o fato de que a adoção de hábitos saudáveis pelas crianças pode prevenir, ou minimizar o aparecimento da doença na vida adulta.

A osteoporose faz parte do processo natural de envelhecimento e caracteriza-se pela diminuição substancial da massa óssea que provoca ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos à fraturas. “É uma doença silenciosa e que causa muito sofrimento, já que, geralmente, é descoberta em idosos, após fratura provocada por uma queda e até escorregão”, explica a coordenadora da Saúde do Idoso, do Ministério da Saúde, Luiza Machado.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo, 13% a 18% das mulheres e 3% a 6% dos homens, acima de 50 anos, sofrem com a osteoporose. No Brasil, o número de pessoas que possuem a doença chega a 10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), são altos. “Só em 2010, o SUS gastou aproximadamente R$ 81 milhões para a atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas”, informa Luiza Machado.

A meta do governo federal é reduzir em 2%, ao ano, a taxa de internação hospitalar por fratura de fêmur em pessoas idosas. Apenas, em 2010, foram internados 74 mil brasileiros na rede pública por fratura de fêmur. Para isso, o governo federal firmou acordo com estados e municípios (com população acima de 100 mil habitantes), para a redução progressiva de internações por fratura de fêmur, desde 2008 com o Pacto Pela Vida.

Hábitos saudáveis

Para lutar contra a estimativa de 1 milhão de brasileiros com fraturas osteoporóticas a cada ano, o Ministério da Saúde aposta nas ações de prevenção ainda na infância, já que é nesta fase que o indivíduo ganha estatura, fortifica seu esqueleto e adquire o máximo de massa óssea possível. “É preciso aumentar na dieta das crianças o consumo de leite e derivados, que possuem alto índice de cálcio e diminuir o de refrigerantes. Outras fontes potenciais de cálcio são os vegetais de cor verde escuro, os peixes e os alimentos oleaginosos, como castanhas e nozes”, orienta a coordenadora.

Outra recomendação do Ministério da Saúde é a prática de atividade física regular, pois, assim como os músculos, os ossos se tornam mais fortes com os exercícios. A exposição ao sol, de 15 a 20 minutos, em horário correto, também é um hábito importante para a prevenção da osteoporose, já que a luz do sol é fonte de vitamina D, que ajuda na fixação do cálcio nos ossos e diminui o risco de osteoporose na fase adulta. “Temos que motivar à criança a sair de frente do computador e da televisão e brincar ao ar livre”, alerta Luiza Machado.

Campanha

O ápice da mobilização será no sábado (22). A orientação do Ministério da Saúde é que estados e municípios realizem atividades envolvendo a população.

Na capital federal, em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF) e o SESC, o Ministério montará tendas no Parque da Cidade onde profissionais da saúde distribuirão materiais didáticos e o “teste do minuto”, dezenove perguntas simples que ajudam a entender como está a saúde dos ossos e pode indicar a predisposição para a osteoporose. Também serão fornecidas orientações sobre nutrição, cálculo de índice de massa muscular (IMC) e atividade física.

SAÚDE WEB

Guarulhos e HC usam webconferência para solucionar casos clínicos

Serão promovidas duas webconferências por semana, sendo uma para médicos e outra para enfermeiros, com uma hora de duração cada

A rede municipal de saúde de Guarulhos firmou uma parceria com o Hospital das Clínicas para a discussão de casos clínicos de difícil solução. A partir de agora, é possível a realização de webconferências entre os médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Guarulhos e especialistas da Faculdade de Medicina da USP em torno de situações complexas do atendimento na rede.

Segundo o professor chefe da disciplina de Telemedicina da USP e coordenador do Núcleo São Paulo do Telessaúde Brasil, Chao Lung Wen, não se trata de uma aula online, mas da discussão sobre casos mais complicados. Se o problema não puder ser resolvido durante a webconferência, um grupo de especialistas do Hospital das Clínicas debaterá o problema e depois dará um retorno aos profissionais da rede.

Serão promovidas duas webconferências por semana, sendo uma para médicos e outra para enfermeiros, com uma hora de duração cada. Os profissionais poderão participar do debate usando computadores, notebooks ou tablets, equipados com webcam, em uma conexão on-line. No primeiro encontro, médicos e enfermeiros das UBS São Rafael, Belvedere, Soberana e Mário Macca (Cumbica) irão participar da discussão de 12 casos clínicos sobre diabetes, a partir desta sexta-feira (21).

Para o professor de Telemedicina da USP, trata-se de um programa de qualificação permanente, com suporte assistencial quando houver necessidade. De acordo com ele, como nem todos podem participar, os debates serão gravados e os vídeos disponibilizados no site Tela Saúde de SP.

O Telessaúde é uma ação do Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Tem por objetivo integrar as equipes de saúde da família das diversas regiões do país com os centros universitários de referência, para melhorar a qualidade dos serviços prestados em atenção primária, diminuindo o custo de saúde através da qualificação profissional, redução da quantidade de deslocamentos desnecessários de pacientes e por meio do aumento de atividades de prevenção de doenças.

ANS

Programa de Qualificação das Operadoras 2011

O Relatório do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar – Componente Qualificação das Operadoras /ano 2011 - demonstrou uma tendência de crescimento na qualificação das empresas de planos de saúde em relação aos anos anteriores. Os resultados se referem a 2010 com base em informações relacionadas ao desempenho econômico-financeiro, assistencial, estrutura e operação e satisfação do beneficiário. O programa foi implementado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2004 e está em constante aprimoramento.

A pesquisa demonstrou crescimento do percentual de beneficiários em planos com Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) igual ou superior a 0,5 entre 2007 e 2010. Atualmente, cerca de 41 milhões de beneficiários (71% do total) estão em operadoras que se encontram nesta faixa. Entre 2009 e 2010, no entanto, este percentual teve uma pequena redução, mas o número de beneficiários aumentou.

Segundo João Matos, Coordenador do Programa, “o índice evidencia uma evolução positiva na qualidade das operadoras que, sem dúvida, se reflete na expectativa de melhoria na oferta de serviços ao beneficiário”.

Nos últimos três anos, o percentual de operadoras médico-hospitalares nas duas faixas de melhor avaliação do IDSS pulou de 11%, em 2007, para 32%, em 2010. E nas operadoras exclusivamente odontológicas, o percentual de empresas nas maiores faixas de IDSS passou de 13%, em 2007, para 29%, em 2010.

No mesmo período, o percentual de beneficiários de operadoras médico-hospitalares nas duas faixas de melhor avaliação do IDSS passou de 19%, em 2007, para 56%, em 2010. E nas operadoras exclusivamente odontológicas, o percentual de empresas nas maiores faixas de IDSS passou de 53%, em 2007, para 70%, em 2010.

O Programa de Qualificação das Operadoras avalia o desempenho destas por meio do IDSS. Este índice é composto por quatro dimensões, com diferentes pesos: 50% referente ao Índice de Desempenho da Atenção à Saúde (IDAS); 30% para o Índice de Desempenho Econômico-financeiro (IDEF); 10% para o Índice de Desempenho de Estrutura e Operação (IDEO) e 10% referente ao Índice de Desempenho da Satisfação dos Beneficiários (IDSB). Cada uma dessas dimensões é medida por um conjunto específico de indicadores. Estes são calculados com base nos dados extraídos dos sistemas de informações da ANS, cujo envio é feito pelas operadoras ou coletados pela Agência nos sistemas nacionais de informações em saúde.

No ciclo de 2010, foram necessários alguns ajustes na dimensão Atenção à Saúde, pois a ANS ficou impedida de coletar informações epidemiológicas, devido a uma decisão judicial. Para não haver prejuízos ao programa, a ANS criou três novos indicadores desenvolvidos a partir de informações conhecidas e disponíveis: Proporção de consulta médica em pronto-socorro; Número de internações por beneficiário; e Número de consultas médicas ambulatoriais por beneficiário.

Para o ciclo de 2011, a ANS realizou uma Câmara Técnica para avaliações dos novos indicadores e pesos das dimensões, que agora se encontram em Consulta Pública.

Agência Senado

Aprovada PEC que cria cargos públicos para médicos no valor de R$15 mil

De acordo com a PEC, a ascensão funcional do médico de estado será realizada alternadamente pelos critérios de merecimento e antiguidade e considerando o aperfeiçoamento profissional

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 454/09, que cria a carreira de médico nos serviços públicos federal, estadual e municipal e estabelece a remuneração inicial da categoria em R$ 15.187,00, semelhante à de juízes e promotores.

O objetivo da proposta, de autoria dos deputados do DEM Eleuses Paiva (SP) e Ronaldo Caiado (GO), é criar uma carreira de estado para os médicos. O relator, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), apresentou parecer favorável à proposta. Ele rebateu o argumento do voto em separado do deputado Luiz Couto (PT-PB) segundo o qual o texto interfere em pressupostos constitucionais ligados à competência legislativa de estados e municípios.

De acordo com a PEC, a ascensão funcional do médico de estado será realizada alternadamente pelos critérios de merecimento e antiguidade, considerando o aperfeiçoamento profissional, conforme normas estabelecidas pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina.

“Para se atingir níveis melhores na saúde do País, é preciso que o Estado apresente políticas consistentes para a reformulação das estruturas físicas e para a organização de um plano de carreira, cargos e salários que esteja à altura da grandeza da ação dos profissionais de Medicina”, argumentou o relator.

Para ele, ao criar um piso salarial para os médicos, a PEC dá o primeiro passo para que também outros profissionais brasileiros sejam devidamente remunerados.

Tramitação

A proposta será examinada por uma comissão especial e, depois, votada em dois turnos pelo Plenário, sujeita à aprovação de no mínimo 3/5 dos 513 deputados.

O POVO Online

Testes da vacina começam até o fim do mês em Fortaleza

Thiago Mendes

Estudo clínico mundial de vacina contra a dengue começa neste mês em Fortaleza. Aplicação em voluntários será feita em crianças e adolescentes, que serão acompanhados durante dois anos pela Faculdade de Medicina da UFC

Começam até o fim do mês, em Fortaleza, testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. No Brasil, outras quatro capitais participam dos testes clínicos: Vitória (ES), Natal (RN), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS). A aplicação da vacina candidata a prevenir a dengue será feita em três doses e deve durar dois anos.

Em todo o mundo, 13 países participam do estudo, que prevê a participação de 45 mil voluntários. De acordo com a Sanofi Pasteur, laboratório que desenvolve a vacina há cerca de 20 anos, 13 mil pessoas já receberam o medicamento nos EUA, Ásia e América Latina.

A finalização dos primeiros testes de eficácia (fase atual e que envolve maior número de pessoas) ocorre até o fim de 2012 entre os voluntários da Tailândia. A perspectiva da empresa é finalizar os estudos da vacina entre 2014 e 2015.

Em Fortaleza os testes ocorrem na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), sob a coordenação do professor Luís Carlos Rey. Serão escolhidos 800 voluntários entre moradores de bairros com alta incidência de dengue e que tenham entre 9 e 16 anos.

Os testes em crianças e adolescentes ocorrem nos países pesquisados na América Latina e buscam abranger as diferentes realidades de incidência da dengue na região, explica Pedro Garbes, diretor de desenvolvimento clínico da Sanofi Pasteur para a América Latina.

“O objetivo é que essa faixa etária possa contemplar, de maneira uniforme, todos os países envolvidos”, detalha Garbes. Segundo dados do Ministério da Saúde, 25% dos casos de morte por dengue no Brasil, em 2007, foram de pessoas com menos de 15 anos.

Controle

A eficácia da vacina será testada na comparação da incidência de dengue entre os voluntários que receberam as doses do medicamento e os que receberam apenas doses de placebo (substância sem efeito).

“Espera-se que o grupo de placebo tenha ocorrência maior de dengue”, resume Reynaldo Dietze, diretor do Núcleo de Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e coordenador dos testes clínicos realizadas nos centros universitários do País.

Ele explica que nem a equipe médica nem os testados sabem se a dose aplicada é da vacina ou do placebo. Durante o período de aplicação das três doses, entre um ano e meio e dois anos, os voluntários serão acompanhados.

“Eu quero saber, a cada febre, qual a causa. Quero saber se foi dengue, se não foi dengue. E, se não foi, o que foi. É a única forma de separar os dois grupos”, detalha Dietze.

Segundo o médico, a pesquisa em teste é segura e os efeitos colaterais apresentados pelos voluntários “são muito pequenos e não diferem do que está descrito na literatura (médica)”, aponta.

O recrutamento dos voluntários em Fortaleza, segundo a Sanofi Pasteur, ainda está em andamento e deve durar por vários meses. As pessoas escolhidas podem mudar de bairro para bairro, conforme a variação da concentração dos casos.

Entre 2000 e 2010, 2.195 pessoas morreram no Brasil por complicações causadas pela dengue, segundo o Ministério da Saúde.

Foram registradas 508.874 internações no SUS, no mesmo período, por dengue clássica e hemorrágica. Em todo o mundo, estima-se que 2,5 bilhões de pessoas estão vulneráveis à dengue.

AGÊNCIA BRASIL

Brasil vai dobrar produção de medicamento para tratar doença de Chagas

Aumento foi solicitado por instituições internacionais para atender à demanda global

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira que o Brasil vai dobrar sua produção anual de benzonidazol, medicamento usado para tratamento da doença de Chagas. Com a decisão do governo federal, o Brasil produzirá 3,2 milhões de comprimido todo ano, em vez dos 1,2 milhão fabricados atualmente.

O aumento da produção foi pedido por organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), para atender à demanda global pelo medicamento. Desde 2008, o Brasil é o único produtor do medicamento no mundo.

— O Brasil vai assumir toda a demanda do medicamento para tratamento da doença de Chagas, solicitada pela Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde. Já vínhamos garantindo isso como único produtor nacional, por intermédio de uma parceria do Ministério da Saúde com um laboratório público do estado de Pernambuco. Nós já vínhamos cumprindo toda a demanda solicitada e recebemos novo pedido para aumentar [a produção] — afirmou.

Este ano, o Ministério da Saúde fará uma entrega imediata de 225 mil comprimidos para a organização internacional Médicos sem Fronteiras, a fim de que possam ser atendidos os casos mais urgentes. Mais 3,2 milhões serão entregues até o final de dezembro.

Quarta-feira, 19.10.11

CMB

Deputados declaram apoio à CMB e ao Setor Filantrópico

Lenir Camimura


Segundo o presidente da CNS, Dr. José Carlos Abrahão,
filantropia é mola fundamental no atendimento da Saúde


Terminou há pouco o café da manhã promovido pela Confederação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), no Salão Verde da Câmara dos Deputados. O evento, que contou com o apoio da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas e pela Frente Parlamentar de Saúde, reuniu cerca de 100 pessoas para expor aos parlamentares a necessidade de definição de uma fonte de recursos e financiamento do setor saúde, bem como soluções para os problemas enfrentados pelas Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.

O presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas de Santa Catarina (FEHOSC), Vilson Santin, representou o presidente da CMB no evento. Santin afirmou que a CMB quer manter uma parceria com os parlamentares, especialmente quanto à votação de projetos que beneficiam o Setor com mais recursos, como é o caso da Emenda Constitucional 29. “Nós precisamos de um caminho menos tortuoso e acreditamos que uma via é a Emenda 29. Por isso, queremos – e precisamos – ter os senhores parlamentares como parceiros”.

O presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, deputado Antonio Brito (PTB-BA), ressaltou a importância do trabalho das Santas Casas e hospitais filantrópicos na Saúde, que respondem, hoje, por cerca de 50% dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o segmento continua enfrentando dificuldades de sobrevivência dada a falta de financiamento do Setor.

Já o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) cobrou, de parlamentares, provedores e entidades representativas ações concretas para convencer os senadores a votarem o projeto original da regulamentação da Emenda 29, que define que a União deve investir 10% das receitas correntes brutas na Saúde. “As prioridades orçamentárias são uma questão de escolha do governo. Dinheiro tem, falta apenas vontade política. Eu tenho esperança e nós temos muita força para pressionar o Senado a votar ainda este ano a Emenda 29 com os 10%”, disse Perondi.

Outros deputados ressaltaram o trabalho que as Santas Casas e hospitais filantrópicos vêm desenvolvendo no País. O deputado Paulo Folleto (PSB-ES), por exemplo, afirmou que os estabelecimentos filantrópicos mudaram o sistema de saúde no Espírito Santo. Ele ressaltou que é fundamental que os provedores tenham contato com o governo. “Damos nosso apoio integral aos filantrópicos, que são a melhor válvula de escape para atender a população”, afirmou.

A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) também destacou a importância das atividades das filantrópicas, mas chamou a atenção para a necessidade de melhorar a remuneração de médicos e profissionais de saúde nos estabelecimentos. “Precisamos garantir médicos na urgência e emergência, na cirurgia e em outras áreas. Mas, para isso, precisamos melhorar a remuneração, porque ninguém aceita mais trabalhar pelo valor atual”.

O Setor Filantrópico também recebeu o apoio de outras entidades de Saúde. O presidente da Confederação nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão, declarou que o segmento filantrópico é uma mola fundamental no atendimento da Saúde. “Deixamos nossa mensagem de apoio à CMB e ao segmento. Estamos juntos nessa luta para proporcionar um melhor atendimento à população”, disse.

Mobilização

Depois do café da manhã, os deputados Darcísio Perondi e Antonio Brito convocaram uma reunião extraordinária com os provedores das Santas Casas e hospitais filantrópicos presentes para definir estratégias concretas de mobilização no Senado.

Entre as estratégias sugeridas estão as visitas aos senadores e a manifestação na Internet – sites, e-mail, twitter, facebook – reivindicando a aprovação da regulamentação com os investimentos da União em 10% das receitas correntes brutas.

O diretor da CMB, Vilson Santin, afirmou que as propostas serão apresentadas na reunião da Diretoria Executiva da CMB na tarde desta quarta-feira, dia 19 de outubro. Santin também conclamou as Federações ligadas à CMB para assumir o compromisso, junto a seus associados, de procurar os senadores de cada Estado para convencê-los da importância e necessidade de aprovação da matéria nos moldes do projeto original.

A expectativa é que uma nova reunião seja marcada com as Frentes Parlamentares, em 15 dias, para fazer um levantamento dos senadores que já foram procurados e definir novas estratégias de mobilização no Senado.

AGÊNCIA SAÚDE

Brasil define normas para cópia de medicamentos biológicos

Medida anunciada pelo ministro da Saúde incentiva a fabricação nacional de produtos com patentes vencidas. Área compromete 34% do orçamento do SUS

Por Camila Rabelo

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, durante a Conferência Mundial de Determinantes Sociais da Saúde, a publicação de normas que servem de base para a cópia, registro e produção de medicamentos biotecnológicos no país. Esses produtos, como vacinas, kit diagnóstico e tratamento para doenças como câncer, são criados a partir de organismos vivos ou parte deles. A medida é um estímulo ao ingresso da indústria nacional neste mercado, com base em patentes de produtos vencidos e preparar-se para os estão para vencer. A nova normatização sobre o setor será publicada pela Anvisa (Agência Nacional Vigilância Saúde).

“Os produtos biotecnológicos são a nova fronteira de produtos mais eficazes e seguros para a população. A Anvisa, ao estabelecer as regras de registro no país, está incentivando a participação da indústria nacional neste mercado. E quando começarmos a produzir aqui esses medicamentos, vamos reduzir os custos de compra e, consequentemente, atender ainda mais pessoas”, destacou o ministro Padilha.

A biotecnologia tem revolucionado a investigação e o desenvolvimento de novos medicamentos, mas chegam ao mercado a um custo muito maior que os demais produtos. Para se ter uma idéia do impacto, esses materiais hoje representam 1% da oferta do Sistema Único de Saúde, no entanto comprometem 34% do orçamento do Ministério da Saúde para compra de medicamentos. Hoje esses produtos são utilizados no tratamento de câncer, doenças inflamatórias e infecciosas, entre outras.

“Acreditamos que a nova regulamentação proposta, fornecerá as diretrizes legais e científicas necessárias ao desenvolvimento de cópias de produtos biotecnológicos no Brasil e preencherá lacunas regulatórias existentes anteriormente”, disse Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa. O esforço da Anvisa coincide com o fim da patente de produtos biológicos e possibilidade de início da produção de cópias no país.

As normas são apresentadas em quatro guias criados pela agência e estarão disponíveis em sua página na internet (www.anvisa.gov.br). Dois dos materiais aprovados pelo órgão trazem informações para o registro de eparina, um anticoagulante, e alfa interferon, usado no tratamento de doenças infecciosas. Além disso, foi criada uma Câmara Técnica de Medicamentos Biológicos, que facilitará a implementação de regras neste setor.

Em reunião com representantes da indústria nacional na manhã desta quarta-feira (19), a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde destacou que, com o crescimento que o mercado brasileiro vem apresentando, o país tem capacidade para exportar produtos e, principalmente, para não perder a oportunidade do mercado de biosimilares. Segundo ela, para ultrapassar essas barreiras é preciso que o país invista em tecnologia.

SAÚDE WEB

CNS abre consulta pública sobre pesquisa clínica no Brasil

Proposta tem o objetivo de revisitar alguns pontos a serem melhorados para que o Brasil conquiste competitividade perante outros países e alcance o topo do setor

O Conselho Nacional de Saúde abriu consulta pública para receber sugestões relativas à proposta de revisão da Resolução 196, de 1996. Esta resolução reúne os principais documentos e regras que determinam como deve ser a pesquisa clínica no Brasil.

A proposta tem o objetivo de revisitar alguns pontos a serem melhorados para que o Brasil conquiste competitividade perante outros países e alcance o topo do setor. Por isso, é importante que profissionais, empresas e entidades ligadas às pesquisas clínicas enviem suas sugestões ao CNS até 10 de novembro, data em que se encerra a discussão pública.

Em declaração, a Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisas Clínicas (Abracro) acredita que a consulta pública é uma oportunidade de se discutir, entre outros assuntos, a morosidade da aprovação regulatória que antecede a realização dos estudos clínicos, um entrave ao desenvolvimento do Brasil na área, sem descuidar dos aspectos éticos que devem nortear a pesquisa.

Uma das modificações defendidas pela Abracro, juntamente com outras entidades do setor, é a revisão dos processos regulatórios instituídos pela Resolução 196, que faz com que o País seja o único do mundo a exigir aprovação dos estudos em três instâncias: duas éticas (do CEP – Comitê de Ética em Pesquisa – e da CONEP – Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e uma técnica (da Anvisa).

Essa obrigatoriedade acaba tornando o processo de aprovação de estudos no País pouco ágil, o que faz com que o Brasil demore de 10 meses a um ano para iniciar um estudo, enquanto que em países da Europa esse tempo cai para até 79 dias e, nos Estados Unidos, para 60 dias.

Segundo a organização, parte do problema poderia ser resolvida se a aprovação ética ficasse a cargo apenas dos CEPs, ficando à Conep a responsabilidade de fiscalizar esses comitês. Além disso, é importante estimular o aperfeiçoamento desses órgãos, com treinamento, revisão de fluxos, aumento do número de profissionais e incentivo à participação de voluntários nos CEPs. Há necessidade ainda de maior colaboração entre essas instituições, com estímulo à troca de informações entre elas, investigadores, patrocinadores e CROs (organizações representativas de pesquisas clínicas que atuam ativamente no setor no Brasil).

As sugestões para a consulta pública devem ser enviadas à Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Saúde – Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo, Ala B, 1º andar, sala 104 – Cep. 70058-900 – Brasília, DF; ou pelo Fax: (61) 3315-2414/3315-3839; ou ainda pelos sites www.conselho.saude.gov.br/consultapublica e www.saude.gov.br/consultapublica

 

AFP

Cientistas criam detector de problemas cardíacos que repassa informações para médico

Criado em universidade suíça, sistema é composto por detectores que acompanham o ritmo cardíaco em tempo real

A universidade tecnológica suíça EPFL anunciou ter criado um sistema eletrônico que detecta problemas cardíacos instantaneamente e repassa as informações para o médico via telefone celular.

O sistema inclui pequenos detectores que são usados pelo paciente, e que acompanham o ritmo cardíaco em tempo real. Em caso de anomalia, "informações diferentes são enviadas para o smartphone do paciente e, em seguida, transmitidas por SMS ou e-mail para a equipe médica, que poderá tomar as providências cabíveis".

— O sistema permite a obtenção de informações precisas e confiáveis. É equipado com uma bateria que pode durar até quatro semanas — informou o professor David Atienza.

Segundo os pesquisadores, o sistema também garante a análise automática das informações e sua transmissão em um formato condensado para o médico.

REDE BRASIL ATUAL

Governo federal libera R$ 1,9 milhão para unidades básicas de saúde

O Ministério da Saúde vai liberar R$ 1,9 milhão para instalação de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. A medida, que conta com recursos de emendas parlamentares, está inserida no programa Brasil Sem Miséria. A relação das unidades que serão instaladas está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (19).

O objetivo do governo é incentivar os gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) a melhorar o padrão da assistência por meio das equipes de Saúde da Família. Elas têm a responsabilidade de ofertar uma atenção integral aos usuários do SUS, desde a promoção da saúde e prevenção de doenças até o tratamento e a recuperação dos pacientes, incluindo o acompanhamento deles em casos de doenças crônicas como também o encaminhamento à assistência em casos de urgências.

Segundo informações da Agência Saúde, em São Paulo, o investimento de R$ 200 mil será em uma unidade do município de São Carlos. No Espírito Santo terá cinco unidades localizadas em Vila Velha, cada uma no valor de R$ 266 mil. Diamantina (MG) receberá uma UBS no valor de R$ 200 mil. Em Santa Catarina, a cidade escolhida é Canoinhas, com uma unidade de R$ 266 mil.

Os valores, repassados pelo governo federal, às secretarias municipais de saúde, em três parcelas, são definidos de acordo com o número de equipes de Saúde da Família que atuam na unidade. A primeira corresponde a 10% do valor total; a segunda, a 65%; e a última, a 25%. As duas últimas parcelas são liberadas mediante comprovação do andamento da obra pelos gestores locais do SUS. Os recursos financeiros são transferidos diretamente do Fundo Nacional de Saúde para os fundos municipais de saúde.

AFP

Consumo de antidepressivos nos EUA aumentou 400% em 20 anos

Relatório publicado nesta quarta-feira mostra que estes medicamentos são os mais utilizados por americanos entre 18 e 44 anos

O consumo de antidepressivos aumentou 400% em 20 anos nos Estados Unidos e um em cada 10 americanos começa a tomá-los aos 12 anos, revelou esta quarta-feira um relatório oficial de alcance nacional.

Os antidepressivos são o terceiro medicamento mais prescrito para os americanos de todas as idades e o primeiro entre pessoas entre os 18 e os 44 anos, informaram os autores do relatório, publicado pelos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC).

No entanto, dois terços dos americanos que sofrem de depressão grave aparentemente não são tratados, destacou o informe, ressaltando ainda que mais de 8% daqueles que tomaram antidepressivos não têm sintomas da doença.

Este último grupo "poderia incluir aqueles que tomam antidepressivos por outras razões ou cujos sintomas depressivos desapareceram", destacou o documento, baseado em estatísticas entre 2005 e 2008, comparadas com as do período 1988-1994.

Cerca de um terço dos americanos maiores de 12 anos e com sintomas depressivos graves foram tratados com antidepressivos, afirmaram os autores do informe.

Os pesquisadores também constataram que as mulheres são duas vezes e meia mais propensas do que os homens a tomarem antidepressivos, independentemente da gravidade da doença.

Os brancos consomem mais antidepressivos do que qualquer outro grupo racial ou étnico nos Estados Unidos, e os maiores de 40 anos tomam mais do que aqueles que têm entre 12 e 39 anos, demonstraram as estatísticas, que confirmaram tendências já demonstradas em outros estudos.

Quanto à renda, o relatório não demonstrou diferenças no uso de antidepressivos entre ricos ou pobres.

AGENDA


- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo

Abramge / AssPreviSite

As inscrições para os Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”. Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio site da Abramge.

No Brasil, o Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais: a informação não é muito divulgada. O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus – e segundo estudo publicado na revista científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma humano.

Podem participar da premiação, jornalistas profissionais de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de 2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover a informação sobre saúde e estimular a pesquisa científica do setor”, diz o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

A comissão julgadora dos Prêmios será constituída de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão encaminhados aos jurados escolhidos pela direção da Abramge para análise e indicação dos melhores trabalhos.

Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem: R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos. E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da Abramge.

Veja o regulamento completo dos Prêmios no endereço eletrônico www.abramge.com.br


- Gestão Atuarial para Operadoras de Planos de Saúde

Unidas / AssPreviSite

20 e 21 de outubro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar conceitos de Atuária aplicados aos planos de saúde, abordando metodologias de tarifação de produtos na área de saúde, cálculo das garantias financeiras, elaboração de Nota Técnica de Registro de Produto e outros conceitos atuariais necessários às OPS.

Instrutor

Dr. Antônio Mário Rattes de Oliveira

Público Alvo

Dirigentes, gerentes e técnicos atuantes em Operadoras de Planos de Saúde; profissionais de qualquer área que atuem ou tenham interesse em conhecimentos da área de saúde suplementar.

Pré-Requisitos

Conhecimento de conceitos básicos de estatística e matemática financeira.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- RJ: HSVP realiza Jornada de fisioterapia

Saúde Business Web

Cuidados pré e pós-cirurgia bariátrica, distúrbios osteomusculares em profissionais de telemarketing e o impacto da incontinência urinária na vida dos idosos. Esses e outros temas serão discutidos durante a Jornada de Fisioterapia, que será realizada no dia 21 de outubro, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca (RJ). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone ou e-mail.

Cuidados pré e pós-cirurgia bariátrica, distúrbios osteomusculares em profissionais de telemarketing e o impacto da incontinência urinária na vida dos idosos. Esses e outros temas serão discutidos durante a Jornada de Fisioterapia, que será realizada no dia 21 de outubro, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca (RJ). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone ou e-mail.

“O objetivo é atualizar os participantes com novas técnicas de atendimento na área de fisioterapia. Esse ano, abordaremos as novidades fisioterápicas nas áreas de ortopedia, neonatologia, geriatria, entre outras”, destaca a fisioterapeuta do HSVP, Denise Portugal, que também é organizadora do evento.

A Jornada é destinada a estudantes e profissionais da área de saúde e será composta de oito palestras, ministradas por profissionais do HSVP e de outras instituições de saúde. A programação inclui ainda temas como prevalência de distúrbios posturais entre músicos tecladistas e a Síndrome do túnel do carpo.

Serviço: Jornada de Fisioterapia

Data: 21 de outubro

Horário: das 13h às 17h

Inscrições: Gratuitas, telefone (21)2563-2147 ou e-mail comunicacao@hsvp.org.br

Local: Hospital São Vicente de Paulo – Centro de Convenções Irmã Mathilde – Rua Doutor Satamini, 333, Tijuca.

- 12º Congresso Paulista de Saúde Pública

APSP tem o prazer de convidá-lo a participar do 12º Congresso Paulista de Saúde Pública, que será realizado de 22 a 26 de Outubro de 2011, no município de São Bernardo do Campo. O congresso tem como eixo central "Saúde e Direitos: escolhas para fazer o SUS".

As Comissões Científica e Organizadora estão preparando um grande evento que possibilite promover debates, reflexões e encaminhamentos que envolvam atores representantes da universidade, da gestão, dos trabalhadores da saúde, usuários de nossos serviços, enfim todos os cidadãos e coletivos responsáveis pela consolidação e fortalecimento do SUS. Nosso sistema de saúde é hoje a maior política garantidora de direitos no país e pela sua abrangência e universalidade está, permanentemente, em disputa entre vários setores e atores. O Congresso possibilitará explicitarmos e debatermos estas várias escolhas para atingirmos nosso objetivo, no sentido de garantir a saúde como um direito e conquista para a cidadania e desenvolvimento de nosso país.

Sua participação é fundamental para o enriquecimento do debate e avaliação de nossas escolhas! Esperamos por você no Congresso!

Mais informações: http://www.congressoapsp.com.br/

- HOSPITAL BUSINESS 2011

27 E 28 DE Outubro de 2011 / Copacabana / Rio de Janeiro

O Hospital Business reúne congresso científico e exposição de produtos, serviços e equipamentos; possibilitando o intercâmbio de conhecimento em um espaço de proposição e debates de idéias, onde profissionais se encontram para pensar a formação e agregar conhecimento aliado à experiência profissional. A exposição, em uma era cada vez mais digital, é o único canal onde o comprador, o vendedor e o produto se encontram fisicamente – uma força potente para os negócios que possibilita que os profissionais tenham acesso à lançamentos de novos produtos, novas tecnologias que terão impacto significativo em sua atuação profissional.

Inscrições: http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp

Contato: http://www.hospitalbusiness.com.br/contato.asp

- X Encontro Nacional de Economia da Saúde

O X Encontro Nacional de Economia da Saúde será realizado nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011, no Hotel Embaixador, na cidade de Porto Alegre/RS.

Mais informações: http://www.ppge.ufrgs.br/abres/index.php

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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