Leia
nesta edição:
- Lei de
patentes fez País gastar R$ 123 milhões
a mais com 4 medicamentos
- Anvisa
quer acabar com as armadilhas dos rótulos
- ANS estuda
incentivos à concorrência
- Novo imposto
para saúde divide opiniões
- Controle
- Passo a Passo
- MP entra
na briga a favor de remédio
- ANS quer
plano de saúde com previdência privada
- (Re)pensando o SUS
- Trabalho
- Projeto
estabelece piso salarial para agentes comunitários
de saúde
- Veja agenda
econômica
da semana no Brasil e no mundo
- Planos:
Médicos
prometem paralisar em abril
Segunda-feira, 21.02.11
O
Estado de São
Paulo
Lei
de patentes fez País gastar R$ 123 milhões
a mais com 4 medicamentos
Por Lígia
Formenti e Felipe Recondo
Num período de 19 meses, o Brasil gastou R$ 123 milhões
a mais na compra da versão patenteada de apenas quatro
medicamentos distribuídos no sistema público de
saúde. O valor refere-se ao dinheiro que o governo economizaria
se comprasse as mesmas drogas em países onde elas são
vendidas na versão genérica.
Isso não é possível por causa de um mecanismo
chamado pipeline - que reconheceu a patente concedida em outros
países antes de a lei brasileira sobre o tema entrar em
vigor, em 1996. Na prática, ele impede o Brasil quebrar
a patente desses medicamentos ou comprá-los a preços
mais baixos no exterior, em sua versão genérica,
O fim do
pipeline tornou-se a bandeira de um movimento iniciado há dois meses por organizações não
governamentais (ONGs) do Brasil e de outros 26 países
para tentar apressar o julgamento no Supremo Tribunal Federal
(STF) de uma ação direta de inconstitucionalidade
(Adin) sobre patentes de drogas.
A Adin, proposta
em maio de 2009, pede a revogação
do pipeline. Se a ação for considerada procedente
pelo STF, as patentes concedidas automaticamente a pelo menos
440 remédios no Brasil passam a ser consideradas inválidas
- o passaporte necessário para dar início à versão
genérica dessas drogas.
"Estamos falando de muito dinheiro que poderia ser economizado
e também de mais pessoas com acesso a tratamento",
afirma Gabriela Chaves, farmacêutica da ONG Médicos
Sem Fronteiras.
Os quatro
medicamentos citados no início da reportagem
servem de exemplo. O custo de R$ 123 milhões a mais gasto
pelo governo, entre maio de 2009 e dezembro de 2010, foi estimado
pelo Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual a pedido
do Estado. Os medicamentos são: olanzapina, usado para
o tratamento de esquizofrenia; imatinib, indicado para tratamento
de um tipo de câncer; atorvastatina, receitado para reduzir
as taxas de colesterol; e lopinavir/ritonavir, um antiaids. O
onlazapina perdeu a patente em abril de 2010. Por isso, no cálculo
feito, foram considerados os gastos somente até esse período.
A lei de
patentes, de 1996, previa que, até 1997, empresas
interessadas poderiam apresentar seus pedidos de patente por
meio do processo pipeline. "Corremos contra o relógio.
Parte das patentes já expirou. Em tese, as últimas
devem terminar até 2017", afirmou a advogada do grupo
Conectas, Marcela Cristina Fogaça Vieira. "A versão
genérica de um medicamento pode ter um impacto nas contas
extremamente significativo." A diferença pode ser
notada com a onlazapina. Em 2010, o Brasil pagou por uma das
apresentações 142,83 vezes mais caro do que teria
desembolsado com a aquisição de uma versão
genérica do produto.
Isonomia.
A ação direta de inconstitucionalidade
foi proposta pelo então procurador-geral da República,
Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, depois de uma representação
da Federação Nacional dos Farmacêuticos.
Entre os argumentos está o de que o pipeline fere o princípio
da isonomia: patentes aprovadas por esse sistema não tiveram
de ser analisadas como os demais medicamentos. O pedido era automaticamente
aceito: bastava que se comprovasse a existência da patente
em outros países no período anterior a 1997. Além
disso, a tese é de que, como o Brasil não reconhecia
até 1996 patentes para medicamentos, qualquer produto
até aquela data deveria ser considerado como de conhecimento
público. "O pipeline ocorreu por opção
do Legislativo. Nada obrigava o País a adotar essa medida",
diz Gabriela.
Depois de
proposta a ação, várias instituições
pediram para participar do julgamento, incluindo a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim
que recebeu o processo no STF, a ministra Carmem Lúcia
decidiu que não analisaria o pedido de liminar e adotou
um rito abreviado para julgamento do processo. Ela encaminhou
a ação para que a Presidência da República
e a Advocacia-Geral da União se manifestassem sobre o
assunto. Todas as informações, inclusive o parecer
do Ministério Público, foram encaminhadas ao STF
até março do ano passado. Desde então, o
processo aguarda a análise da ministra. "Estou trabalhando
no processo", afirmou a ministra. Ela não adiantou,
no entanto, quando levará o processo a julgamento.
Diferença de preço
17,99 vezes
a mais foi o quanto o governo brasileiro pagou pela versão de marca do Imatinib em 2010 em relação
ao genérico disponível no mercado internacional
10,84 vezes a mais foi o quanto custou aos cofres públicos
em 2010 a compra do remédio Atorvastatina de marca, em
comparação à versão genérica
do mesma droga
PERGUNTAS & RESPOSTAS
Como funciona a patente
1. O que é patente?
A patente é um título de propriedade concedido
pelo Estado ao inventor do produto ou do processo, por um tempo
determinado. A patente assegura ao seu detentor o direito de
exclusividade na exploração do produto.
2. Quais
são
requisitos da patente?
Para ser
concedida, o autor do pedido da patente deve comprovar a novidade,
a atividade
inventiva (a obtenção do
produto deve envolver processo criativo) e a aplicação
industrial do produto.
3. Qual o prazo da patente?
A patente
de invenção
vigora pelo prazo de 20 anos contados a partir da data do pedido.
4. O que é Pipeline?
O mecanismo
foi previsto na Lei de Patentes, de 1996. Por esse mecanismo,
foram aprovados
automaticamente pedidos de patentes
concedidos no exterior, mas que, até então, o Brasil
não reconhecia - como patentes para remédios e
para alimentos. Os pedidos de patente pipeline estavam sujeitos
apenas à análise formal. Em nenhum dos processos
foi examinado se estavam presentes requisitos de patenteabilidade:
novidade, atividade inventiva e aplicação industrial
pelo escritório brasileiro de patentes, o Instituto Nacional
de Propriedade Industrial (Inpi).
Gazeta do Povo
Anvisa
quer acabar com as armadilhas dos rótulos
No mês que vem, o governo abre consulta pública
sobre a forma de expor informações nutricionais
complementares nos alimentos
Na parte
da frente da embalagem, em letras garrafais, os benefícios
são muitos: leite enriquecido com ômega 3, biscoitos
recheados fortificados com ferro e vitaminas, margarina sem gordura
trans, pão integral fonte de fibras, leite fermentado
com alegações funcionais e maionese com 0% de colesterol.
O problema é quando esta propaganda desvia a atenção
do consumidor de dados nutricionais pouco saudáveis.
Mas essas
armadilhas da indústria alimentícia
estão com os dias contados. Para deixar os rótulos
com informações mais claras e aproximá-los
dos consumidores, em março a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável
pela aprovação dos alimentos para consumo, deve
realizar uma consulta pública para receber novas propostas
de critérios para publicação das informações
nutricionais complementares nos alimentos. A intenção é verificar
como o brasileiro gostaria que elas viessem publicadas para que
a leitura e a compreensão fossem mais transparentes. A
participação com críticas e sugestões é gratuita
e poderá ser feita pelo site www.anvisa.gov.br.
Até a nova regulamentação entrar em vigência,
o ideal para o consumidor, segundo os especialistas, é não
se deixar levar pela primeira impressão, já que
nem sempre aquele produto que aparenta ser mais vantajoso é necessariamente
o melhor para a saúde.
Mesmo com
esse destaque na frente dos pacotes, é preciso
ler os rótulos com atenção e verificar se
um alimento com uma substância de atuação
benéfica, como o ômega 3 ou o ferro expostos em
letras grandes , não é acompanhada de várias
outras ruins, como gordura saturada e trans ou sódio em
excesso, uma informação que vem em escala bem menor
no verso do produto , orienta Durval Ribas Filho, médico
nutrólogo e presidente da Associação Brasileira
de Nutrologia (Abran).
Segundo ele,
as regras para que uma empresa apresente o produto como funcional,
enriquecido
ou com baixo teor de algum nutriente
são muito criteriosas, mas vale a pena ter atenção
e ficar de olho nos produtos que se pretende levar para casa.
Se o produto informa que tem determinada característica,
o consumidor pode acreditar, mas isso não tira a importância
de comparar as tabelas nutricionais e verificar qual produto é realmente
o melhor.
O especialista
de Regulação e Vigilância
Sanitária da Anvisa Rodrigo Martins explica que alimentos
enriquecidos, fortificados ou com baixos teores de algumas substâncias,
como gorduras e colesterol, não podem ser, por si só,
considerados saudáveis. Isso porque a liberação
para o uso de uma dessas denominações é feita
apenas pela análise da quantidade de determinado elemento
(presença de fibras ou redução no índice
de gorduras, por exemplo) e outros aspectos, como ter sódio
em excesso, não são levados em conta.
Isso pode
ser um problema sério para os consumidores,
uma vez que o consumo excessivo de alimentos com fórmulas
desequilibradas não ajuda a melhorar a saúde pelo
contrário, pode ser até mais danoso. Não é porque
a empresa diz que o biscoito recheado é fonte de vitaminas
que a pessoa deve comer apenas isso. Às vezes, ele é rico
em gorduras, sódio, açúcar ou outros componentes
que fazem mal à saúde, além de ter muito
açúcar , alerta. O resultado são quilos
a mais na balança e maior chance de desenvolver problemas
graves, como hipertensão, enfarte e diabete.
Frequência
Outro ponto
importante é que mesmo os alimentos funcionais
com atuação amplamente benéfica para o organismo
só conseguem atingir seus resultados se consumidos com
frequência. Não adianta comer aveia uma vez por
mês e achar que está protegido contra doenças
cardiovasculares , diz a professora da Universidade Positivo
(UP) e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN-PR)
Eda Maria Arruda Scur.
Da mesma
forma, consumir o pão enriquecido com fibras
com margarina rica em ômega 3 e depois extrapolar em refrigerantes
e salgadinhos não significa uma alteração
positiva em uma dieta desequilibrada. A ação dos
grãos e das substâncias benéficas chega a
ser insignificante comparada a esse conjunto alimentar , diz.
Outro ponto
importante é saber que os benefícios
garantidos por esses alimentos, principalmente os funcionais,
são preventivos e não têm a capacidade de
curar doenças. Mesmo com um índice pequeno de ômega
3, o leite enriquecido contribui para manter os níveis
de colesterol em dia, mas não substitui a medicação
nos casos em que o problema já foi identificado , explica
Ribas Filho.
O principal
conselho da professora Eda é não cair
na ilusão de que o alimento industrializado é capaz
de substituir à altura as fontes naturais dos nutrientes.
O leite enriquecido com ômega 3 e os biscoitos fortificados
com ferro podem ser mais práticos, mas não substituem
o consumo regular de alimentos como salmão e feijão.
Valor
Econômico
ANS
estuda incentivos à concorrência
Por Janes
Rocha, Paola de Moura, Heloísa Magalhães
Planos
de saúde:
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer
estimular a concorrência entre as operadoras de planos
de saúde para fazer frente à tendência de
concentração no setor e evitar que os consumidores
fiquem sem opção. Segundo o presidente da agência,
Maurício Ceschin, duas medidas estão sendo analisadas
nesse sentido. Uma é a ampliação dos convênios
já existentes com os órgãos de defesa da
concorrência. Outra é atender a demanda das pequenas
operadoras por um programa de simplificação burocrática
que reduza os custos administrativos e permita que elas ofereçam
condições melhores em planos de saúde aos
consumidores em relação às grandes operadoras.
Estamos estudando
a possibilidade de um Simples para as pequenas operadoras,
disse Ceschin, referindo-se ao regime tributário
diferenciado e favorecido para micro e pequenas empresas. No
entanto, ao contrário do Simples, o enfoque não
será em redução de carga tributária,
mas sim em simplificação no envio de documentos
e informações obrigatórias à agência.
Isso reduz o custo administrativo, afirma.
Segundo a
ANS, o setor de planos de saúde no país é composto
por um número grande de operadoras, mais de 1.060 empresas.
No entanto, metade do mercado está concentrado em 37 empresas.
As duas maiores, Bradesco e Amil, têm juntas 10% do mercado.
Segundo Ceschin,
a ANS pretende aproveitar os convênios
já assinados com a Secretaria de Defesa Econômica
(SDE) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade),
ligados ao Ministério da Justiça e a Secretaria
de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério
da Fazenda, para identificar mercados onde é necessária
mais competição.
A análise da concorrência e da concentração,
explicou Ceschin, será segmentada por produto e regiões.
Em produto, será dada atenção especial ao
segmento de planos individuais que há anos vêm perdendo
espaço na preferência das operadoras por causa do
rigoroso controle de preços e coberturas exercido pelo
governo. Assim, há cada vez menos empresas oferecendo
esse tipo de plano, o que leva à concentração.
Regionalmente,
Ceschin diz que é preciso qualificar a
concorrência de acordo com o alcance. Uma coisa é falar
em concentração em uma cidade como São Paulo
em que 60% da população tem planos de saúde
e outra é no Acre, onde apenas 3% tem acesso à saúde
suplementar privada. Há situações no interior
em que você tem a Unimed praticamente hegemônica.
Em São Paulo, também, há poucas grandes
operadoras que atendem planos individuais, afirmou o presidente
da ANS. Nossa preocupação é qual os mecanismos
para incentivar a concorrência.
Entre os
já desenvolvidos estão a ampliação
do prazo para a portabilidade de carências. É um
mecanismo de defesa do consumidor. Até o fim do primeiro
trimestre, a agência vai publicar uma nova norma que amplia
o prazo de portabilidade de dois meses por ano, para quatro meses.
Hoje, o usuário pode pedir a mudança de plano,
levando a carência já cumprida, no mês de
aniversário do contrato ou no seguinte, desde que esteja
em dia com o pagamento e tenha mais de dois anos como beneficiário
daquela empresa. A nova regra permitirá que a mudança
seja pedida no mês ou nos três seguintes.
Ceschin também conta que estão sendo feitos estudos
para melhorar o equilíbrio econômico financeiro
dos contratos de planos de saúde e evitar que os idosos
tenham aumento exorbitantes no fim de suas vidas. A última
faixa não pode custar mais de seis vezes a da primeira,
afirma. A ideia é criar um mutualismo com capitalização.
O usuário paga um suplemento na sua mensalidade, quando
ainda for novo, para evitar que o valor seja muito alto quando
ele ficar mais velho. O que ele poupar, será utilizado
no futuro para pagar a prestação.
Ceschin conta
que o valor capitalizado também terá portabilidade,
mas, como estudo ainda está no começo, não
foi definido o que ocorre se o usuário decidir não
usar mais plano ou se ele morrer.
O Globo
Novo
imposto para saúde divide opiniões
Nos bastidores,
o governo federal deseja que os estados liderem o debate sobre
a ampliação dos recursos para a
Saúde, estimulando a aprovação do novo tributo
durante a votação do projeto que regulamenta a
Emenda Constitucional 29, dispositivo que determina o piso de
investimentos e quais são os gastos que entram na conta
do setor. A regulamentação da PEC/29 se arrasta
na Câmara dos Deputados desde 2008.
O tema, entretanto, é controverso. Alguns governadores,
como o pernambucano Eduardo Campos (PSB) e a potiguar Rosalba
Ciarlini (DEM), não estão dispostos a fazer a defesa
pública da CSS. O secretário de governo pernambucano,
Maurício Rands (PT), afirma que Pernambuco espera pela
regulamentação da Emenda 29, independentemente
da criação do tributo. Rands observa que o encontro
deve se fixar no corte de R$50 bilhões no orçamento
de 2011.
“Temos a compreensão do momento, do risco de inflação
que precisa de ações do governo. Mas há perplexidade
diante das escolhas. Não podem ocorrer cortes em obras
que estimulem o desenvolvimento econômico da região,
que já mostrou que responde bem aos estímulos da
União”, afirmou Rands.
Crescimento
na região
seria prejudicado com cortes
O ex-presidente
da Confederação Nacional da Indústria,
senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE), é outro convencido
de que o orçamento tomará conta do Fórum.
Ele observa que as projeções de crescimento da
região podem ser prejudicadas, caso os cortes prejudiquem
obras como a transposição do Rio Francisco e a
ferrovia Transnordestina. Visão compartilhada pela governadora
do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini. "Sem infraestrutura
adequada, que sirva a todos os estados, o Nordeste não
cresce", afirmou a governadora, em vídeo postado
no site do Fórum dos Governadores.
Jornal do Commercio
Controle
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, domou o Conselho
Nacional de Saúde (CNS), cuja presidência assumiu
na quarta-feira. Principal instância de controle social
do Sistema Único de Saúde (SUS), o órgão
vivia às turras com o ex-ministro José Gomes Temporão.
Reúne representantes de usuários, trabalhadores,
gestores e prestadores de serviço.
Zero Hora
Passo a Passo
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, anda distribuindo
cartilhas aos deputados, ensinando a maneira mais eficiente de
encaminhar emendas a sua equipe. Nas conversas, ele aproveita
para alertar sobre as prioridades do ministério, costurando
as relações com a Câmara. Cacoete dos tempos
em que comandou a Articulação Política do
governo Lula.
A
Notícia
MP
entra na briga a favor de remédio
O Ministério Público do Distrito Federal decidiu
entrar na briga entre a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e os endocrinologistas a respeito da
proibição ou não dos inibidores de apetite,
usados nos tratamentos para emagrecer. E já sabe de que
lado estará. O promotor de justiça Diaulas Costa
Ribeiro representará o MP na audiência da Anvisa
programada para discutir a questão, na quarta-feira, e
adiantou ser contrário à suspensão da venda.
Na opinião de Diaulas Ribeiro, a medida da Anvisa é equivocada,
mesmo sendo baseada nos exemplos de Europa, Estados Unidos e
Canadá, que já proibiram a comercialização
da sibutramina, um dos inibidores de apetite mais usados no País.
Ele avalia que o Brasil não tem estrutura para abrir mão
desses medicamentos.
E explica:
Países de primeiro mundo que podem se dar
ao luxo de proibir uma medicação como essa, com
certeza, estão encontrando mecanismos de contenção
da obesidade, e podem estar apostando em tratamentos de genes,
por exemplo, porque a cirurgia (bariátrica) tem matado
muito .
O promotor
acredita que o País precisa avançar
nas pesquisas sobre a obesidade para então discutir o
fim do registro dos inibidores de apetite. Há um certo
modismo de interferir em coisas quando não se tem alternativas.
Se nós já estivéssemos em um nível
de estudos que assegurassem alternativas, é evidente que
não se daria preferência a uma medicação
, defende.
Para Diaulas,
teria resultado mais efetivo a fiscalização
do que é receitado aos pacientes e a atenção
dos médicos quanto às contraindicações.
Jornal Destak
ANS
quer plano de saúde com previdência privada
Pelo modelo,
parte da mensalidade seria acumulada em um fundo para custear
a saúde na 3ª idade
A Agência Nacional de Saúde Suplementar promete
finalizar ainda neste semestre o desenho de um novo tipo de plano
que une assistência médica e previdência privada
num só produto.
A ideia é acumular parte do valor da mensalidade em um
fundo de capitalização individual, que ajudaria
a custear os gastos com saúde dos pacientes após
os 60 anos, quando a necessidade de assistência aumenta
e a renda, normalmente, diminui.
O projeto
vem sendo debatido há alguns anos, mas agora
foi incluído na Agenda Regulatória da agência
- uma espécie de plano de gestão - e se tornou
prioridade, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
"Nos preocupa a sustentabilidade da saúde suplementar.
O número de idosos, que hoje representam 10% da população
e 25% dos gastos com saúde, deve triplicar até 2050",
disse ao jornal Mauricio Ceschin, presidente da ANS.
Quando assumiu
o cargo, no fim de 2009, Ceschin já defendia
a adoção de novo cálculo de preço
para os planos de saúde de idosos, para que eles não
pesassem tanto no bolso dessas pessoas.
O produto
seria oferecido por meio de parceria entre uma operadora de
saúde e uma instituição financeira que
trabalhe com planos do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício
Livre), que permite acumular recursos por um prazo contratado.
O resgate
do dinheiro, que paga Imposto de Renda, seria totalmente isento
caso fosse
usado com despesas médicas ou pagamento
de um convênio.
A
Notícia
(Re)pensando o SUS
adriano.psicologia@yahoo.com.br
O ano de
2011 trouxe à tona novos personagens no cenário
político, mas antigas discussões. Trago aqui uma
temática sempre discutida em épocas eleitorais,
mas que precisa ser continuamente debatida, e, acima de tudo,
transformada. A questão é: como está caminhando
nossa saúde pública?
O Sistema Único de Saúde (SUS), é vigente
no Brasil desde 1990, embora tenha suas linhas já descritas
na Constituição de 1988. De lá para cá,
ele vem tentando se consolidar dentro de seus princípios
básicos, visando a garantir o acesso de todos à saúde
e distribuir os serviços para o maior número possível
de pessoas, respeitando as diferentes necessidades de cada um,
independentemente do nível de complexidade exigido para
o caso.
Vale mencionar
também a possibilidade de a sociedade
civil cogerir as ações do Estado, enfatizando-se,
então, a importância do controle social por parte
da população, uma vez que, por meio de cidadãos
que reivindiquem seus direitos garantidos em lei nacional, pode
realmente mudar o cenário de nossa saúde.
Porém, considerando os avanços obtidos, ainda
nota-se que o SUS atual está distante do SUS que a Constituição
se propôs a desenvolver. Enquanto o SUS constitucional
se propôs a criar um sistema público universal para
toda a população brasileira independentemente de
qualquer fator econômico/racial/social, o SUS, na prática,
consolida-se como um espaço de saúde destinado
aos que não têm possibilidade ao sistema privado,
o que acaba levando-nos a um sistema fragmentado, pelo qual um
sistema pobre acolhe pobres, havendo assim uma segregação
social no fator saúde.
Contudo,
o sistema de saúde não está estagnado,
e, atualmente, existem inúmeros programas de atenção à saúde
da população. E mais: as universidades já vêm
preparando novos profissionais da saúde para atender de
forma mais humanizada e integral às demandas que a rede
abarca.
Não existe um fim, e está longe da perfeição,
mas estamos amadurecendo, e o sistema está caminhando
nesta direção. Cabe a todos os brasileiros que
querem um sistema de saúde de melhor qualidade contribuir
para que caminhemos nessa direção. Nossa saúde
não tem preço.
Jornal
da Câmara
TRABALHO
- Projeto estabelece piso salarial para agentes comunitários
de saúde
Em tramitação na Câmara, o Projeto de Lei
7056/10, do deputado Pedro Chaves (PMDB-GO), fixa em R$ 1.020
o piso salarial dos agentes comunitários de saúde
e dos agentes de combate às endemias e institui as diretrizes
do plano de carreira dessas categorias. A proposta regulamenta
a Emenda Constitucional (EC) 63/10 e altera a Lei 11.350/06,
duas normas que tratam especificamente desses profissionais,
e também fixa critérios para o exercício
da profissão.
Hoje, os
agentes são contratados pelo regime da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43) pelos órgãos
ou entidades da administração direta, autárquica
ou fundacional, mas não têm uma carreira no quadro
do funcionalismo. De acordo com o autor, a proposta representa
um avanço na proteção a esses trabalhadores,
complementando o reconhecimento de seu papel no sistema de saúde.
A proposta
foi apensada ao Projeto de Lei 7495/06, do ex-senador Rodolpho
Tourinho.
Os dois projetos tramitam em regime de prioridade
e serão analisados por uma comissão especial.
Insalubridade
- A proposta também reconhece as condições
de insalubridade do trabalho desses agentes e prevê que
tenham equipamento adequado de trabalho e recebimento de adicional.
A proposta também atribui caráter técnico às
atividades e institui um curso a ser seguido como requisito para
o desempenho profissional.
O projeto
regulamenta ainda o repasse de recursos financeiros aos gestores
locais
do Serviço Único de Saúde
(SUS), para possibilitar o cumprimento da lei e garantir o pagamento
dos salários dos agentes de todo o País. Essas
regras estabelecem punições para o desvio de finalidade
desses recursos.
Folha
de São
Paulo
Veja
agenda econômica
da semana no Brasil e no mundo
DE
SÃO
PAULO
Os investidores
devem se ocupar com a pauta de indicadores econômicos
nacionais nesta semana. O governo divulga a arrecadação
federal de janeiro e o resultado das contas públicas no
mês.
No Brasil,
saem também a taxa de desemprego para janeiro
e a prévia de inflação de fevereiro. A agenda
fraca fora do país, com feriado nos Estados Unidos, tem
como destaque o PIB do quarto trimestre do Reino Unido. Confira
os principais indicadores da semana:
Segunda-feira
Banco Central divulga o resultado da pesquisa Focus - Brasil
MDIC divulga
a balança
comercial semanal - Brasil
Terça-feira
IBGE informa
o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor
Amplo -15) de fevereiro - Brasil
Sai o nível de confiança
do consumidor americano de fevereiro - EUA
Quarta-feira
Banco Central divulga resultado do fluxo cambial na semana -
Brasil
Receita Federal
informa a arrecadação de janeiro
- Brasil
Banco Central divulga resultado das contas externas de janeiro
- Brasil
Quinta-feira
IBGE divulga a taxa de desemprego em janeiro - Brasil
Saem os dados
de crédito
do Banco Central de janeiro - Brasil
Sai o resultado
primário
do governo central em janeiro - Brasil
Índice
de atividade Fed Chicago - EUA
Sexta-feira
FGV divulga
o IGP-M (Índice Geral de Preços do
Mercado) de fevereiro - Brasil
Banco Central
divulga resultado primário do setor público
e a relação dívida/PIB- Brasil
Reino Unido
informa o PIB do 4º trimestre - Reino Unido
Sábado,
19.02.11
Diário
Catarinense
Planos:
Médicos
prometem paralisar em abril
Classe
vai suspender atendimento eletivo para pedir reajuste nos
honorários
Médicos de todas as especialidades e em todo o país
prometem paralisar o atendimento eletivo a pacientes de planos
de saúde no dia 7 de abril, o Dia Internacional da Saúde.
O objetivo é convencer as operadoras a negociar reajustes
nos honorários médicos e a adequar os contratos.
Os serviços de urgência serão mantidos. A
decisão foi tomada sexta-feira em reunião na sede
da Associação Paulista de Medicina, onde estavam
presentes as principais lideranças médicas do país.
Algumas especialidades,
como ginecologia e anestesiologia, vêm
fazendo protestos isolados desde o ano passado, mas é a
primeira vez que toda a categoria estará mobilizada. O
diretor da Associação Médica Brasileira,
Florisval Meinão, diz que uma resolução
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determina
que contratos entre médicos e operadoras tenham uma cláusula
com os critérios e a periodicidade do reajuste. Mas, segundo
ele, a maioria dos contratos não cumpre a regra.
As empresas
resistem em negociar. Por isso, decidimos tomar uma atitude – afirma Meinão.
Também foi definido sexta-feira que as lideranças
de cada Estado farão um balanço da situação
regional para enviar propostas de reajustes para as operadoras.
O vice-presidente
do Conselho Federal de Medicina, Aloísio
Tibiriçá, explica que há outra frente de
negociação que envolve a ANS e o Ministério
Público do Trabalho.
Já fizemos algumas reuniões com a mediação
do Ministério Público também para regulamentar
a questão dos contratos de trabalho.
A FenaSaúde, entidade que representa os planos, informou,
por meio de nota, que “suas associadas buscam constantemente
aperfeiçoar o seu relacionamento com os médicos,
apresentando propostas concretas nos fóruns de debates”.
AGENDA
- AssPreviSite
Um debate sobre o contexto dos planos em 2011
Encontro
sobre o cenário 2011 da Saúde
Suplementar
1º de Março - 13:30 às
17:30 h.
Auditório do Instituto Metrus - São
Paulo - SP
Como será 2011 para a Saúde
Suplementar?
Quais os
tons que irão compor este cenário?
Qual a visão da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS sobre
o cenário?
O AssPreviSite
promoverá na tarde do dia 1º de março,
em São Paulo, um encontro de dirigentes, gestores e profissionais
da área de Saúde Suplementar para um debate e avaliação
do cenário 2011, destacando os temas das recentes das
consultas públicas da ANS, seus desdobramentos e impactos
para as operadoras de planos de saúde e demais atores
do sistema. Outro foco da reunião é a amplitude
e implicações da Agenda Regulatória do órgão.
A reunião busca esclarecer alguns dos tópicos destes
dois componentes e de outros aspectos que estão na pauta
do dia a dia do Sistema de Saúde Suplementar de nosso
país.
Destacamos
alguns componentes deste cenário e que serão
objeto do nosso encontro:
Variáveis constantes em consultas públicas:
- Alteração
de contratos antigos;
- Prazos
máximos
de Atendimento;
- Disponibilidade
de prestadores de serviços;
- Transporte
para prestador noutro município;
- Reembolso
integral dos custos dos beneficiários;
- Outros...
Contexto
da Agenda Regulatória da ANS:
- Financiamento do Setor;
- Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial;
- Modelo de Pagamento a Prestadores;
- Assistência Farmacêutica;
- Incentivo
a Concorrência;
- Garantia
de Acesso a Informação;
- Contratos Antigos;
- Assistência
ao Idoso;
- Integração
com o SUS.
Outros aspectos
componentes do cenário:
- Composição
da Diretoria da ANS;
- Programa
de Qualificação em Saúde
Suplementar;
- Programa
de Acreditação
das Operadoras;
- Portabilidade de planos;
- Regulamentação
de artigos da Lei 9656/98
- Propostas
de mudanças na Legislação;
- Ressarcimento ao SUS;
- Atuação do Judiciário...
Assim, para
abordar esta temática de extrema importância
para o ano de 2011 e a dinâmica e contextualização
que se pode esperar para a gestão dos planos de saúde,
convidamos dirigentes da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS para
expor o entendimento e a visão destas instituições
sobre este cenário. Também foram convidados destacados
e experientes advogados, especialistas do segmento, para apresentar
suas considerações sob a ótica jurídica.
O Encontro,
que tem o apoio do Instituo METRUS e o patrocínio
do Grupo BEM, será no dia 1º de março, das
13:30 às 17:30 h, no Auditório do METRUS, na Alameda
Santos, 1827 - 1º andar, na região da Avenida Paulista,
em São Paulo. A taxa de adesão é de R$ 200,00
(duzentos reais). Informações e inscrições
podem ser solicitadas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.