Leia
nesta edição:
- Regras
ficam só no
papel
- Queixas
contra planos são engavetadas pela ANS
- Convênio médico é prioridade
do trabalhador
- Setor de
serviços é destaque
no ano
- Proposta
prevê vacina
gratuita contra HPV para mulheres de 9 a 26 anos
- Definidas
especialidades que vão parar de atender em
SP
- Médicos do DF adiam decisão
sobre boicote
- Seis meses
de agonia à espera
de um exame
- Atendimento ANS
- Representantes
da ANS e do SBDC se reúnem em Brasília
- Ativistas
demonstram descontentamento com política
brasileira de combate à aids
Quinta-feira, 21.07.11
Correio Braziliense
Regras
ficam só no
papel
Prazo
para consultas e procedimentos não deve ter aplicação
na prática, pois seu descumprimento dificilmente gerará punições
Por Ana D'Angelo
Ao mesmo
tempo em que não consegue atender as reclamações
dos usuários de planos de saúde, a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixa regras para as
empresas do setor que, na prática, não têm
como ser cumpridas. A badalada resolução da agência
reguladora que fixa prazos máximos para a marcação
de consultas e cirurgias, de junho deste ano, tende a ficar no
papel. A norma entra em vigor em 18 de setembro. Entre a queixa
do cliente e a instauração de processo administrativo
para apuração de infração, são
pelo menos 30 dias. A partir daí, há novos prazos
para defesa da operadora, recursos e pedidos de reconsideração,
o que leva anos.
Conforme
informações obtidas pelo Correio, a maior
parte dos processos instaurados em 10 anos de existência
da ANS contra as empresas do setor prescreveu ou está prestes
a caducar sem decisão final — o prazo de prescrição é de
cinco anos. A Diretoria de Fiscalização conseguiu
arrecadar até hoje apenas 2% das multas aplicadas que
não foram pagas espontaneamente. O Correio pediu informações à ANS
sobre o total de multas lavradas e arrecadadas, além do
tempo de conclusão dos processos. Mas, passados 20 dias,
a agência reguladora não deu resposta. Informa que
ainda está levantando os dados.
Pela resolução da ANS, após a reclamação
do usuário que teve a cobertura negada pelo plano, a própria
agência retorna o contato para colher mais informações.
Concluindo que houve de fato a recusa de atendimento, a agência
tenta resolver o conflito entre as partes. Caso o consumidor
reafirme a irregularidade, o órgão notifica o plano
para se explicar em cinco dias úteis. “Não
há prazos para a ANS se manifestar nas diversas etapas
do cumprimento da resolução”, alerta a advogada
do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) Juliana Ferreira.
Se considerar
que a resposta não é pertinente,
a ANS abre o processo administrativo para apuração
de infração, aquele que leva anos. “Há uma
interpretação interna de que cabe pedido de reconsideração
da operadora de qualquer ato no processo. E ele vai se estendendo
ao longo do tempo”, diz um analista da autarquia. Segundo
a advogada do Idec,
Durante a
discussão da resolução em consulta
pública, a agência reguladora não acatou
as sugestões do instituto de fixar prazos menores para
a marcação das consultas e cirurgias e para a apresentação
de recursos pelas operadoras. “Os prazos são extensos
demais. Que fossem pelo menos dias corridos”, reclama.
Sem resposta
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou
nota ontem admitindo que deixou sem resposta cerca de 7 mil consumidores
que fizeram consultas e queixas contra planos de saúde
na central de atendimento do órgão entre março
e maio. Desses, 3 mil receberam contato telefônico. Para
os outros 4 mil, foram enviados comunicados para que apresentassem
de novo a demanda. Conforme informações obtidas
pelo Correio e publicadas na edição de ontem, a
Diretoria de Fiscalização expediu memorando interno
mandando engavetar todas as reclamações do período,
em torno de 10 mil. No texto enviado, a ANS disse para o usuário
reapresentar a demanda se ainda tivesse interesse.
Pernambuco.com / Estado de Minas
Queixas
contra planos são engavetadas pela ANS
A razão de existir da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) é a proteção e defesa
do usuário de plano de saúde. O órgão,
encarregado de regular e fiscalizar o setor, estampa em sua página
na internet que o consumidor é o protagonista de suas
ações. Mas a prática revela que o usuário
não passa de mero figurante. No início do mês,
a Diretoria de Fiscalização, responsável
pelo atendimento às reclamações dos consumidores,
mandou engavetar, por meio de memorando interno, todas as queixas
e consultas acumuladas desde março sem resposta – em
torno de 10 mil. Quem quiser que reapresente a queixa, "fornecendo
o maior número de informações possível
sobre o caso relatado".
Essa é a resposta que os consumidores que perderam o
tempo nos últimos meses acessando os canais de atendimento
da agência, que custam R$ 4 milhões por ano, têm
recebido. A justificativa da agência é que o sistema
de cadastro de demandas do “Fale com a ANS” passou
por processo de mudanças e que, por isso, as demandas
ficaram “impossibilitadas de serem tratadas”. Mas
não é de hoje que a ANS atende mal ao usuário.
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada
no órgão entre 2008 e abril de 2009 já havia
detectado que o serviço de atendimento ao consumidor funcionava
mal.
Segundo o
relatório do TCU, não foram apresentados
indicadores sobre taxa de resposta aos usuários, de reabertura
de demanda ou outros indicadores de resolução das
consultas e reclamações. Há dois anos, a
ANS apresentou ao TCU a mesma explicação que tem
dado atualmente aos consumidores que reclamaram neste ano e não
foram atendidos: de que a central de atendimento está em
processo de mudanças para otimizar os serviços
prestados. Foi o que os auditores do TCU ouviram dos responsáveis
pela Gerência-Geral de Relacionamento Institucional em
reunião realizada na sede do órgão em 13
de junho de 2009.
Em março deste ano, a ANS chegou a avisar em sua página
que “o tempo de resposta das demandas” encontrava-se “um
pouco maior que o usual”, ressaltando que o atendimento
ao consumidor permanecia “em plena atividade pelo Disque-ANS
(0800 701 9656)”. Na realidade, o Disque-ANS já estava
entrando em colapso.
Ao Estado
de Minas, a ANS minimizou o problema. Informou que “os
cidadãos que entraram em contato durante o período
foram respondidos diretamente pela Central de Atendimento Disque
ANS”. Segundo a agência, só não foram
respondidos “os que não ofereceram elementos suficientes
para a resposta”. Para eles, afirmou, foi encaminhada mensagem
solicitando o reencaminhamento da demanda. A ANS disse ainda
que “não confirma o número de 10 mil”,
mas não informou quantas ficaram sem resposta.
SUS
mais rápido
Os consumidores
estão indignados. Margarete de Brito
já protocolou diversas reclamações desde
março. Para sua surpresa, recebeu três e-mais de
resposta da ANS, todos dizendo para ela reapresentar a queixa,
se tiver interesse. O servidor Valdemar Valverde já cansou
de enviar e-mais para o órgão, sem obter resposta. “Se
fosse um caso de vida ou morte, o paciente já estaria
enterrado”, reclamou. Foi o que aconteceu com o aposentado
Affonso Luccas, de 85 anos. Ele morreu num hospital público
em São Paulo, sem obter resposta da ANS.
Ivone Ribeiro
constatou que o Sistema Único de Saúde
(SUS) é mais rápido que a ANS. Ela protocolou reclamação
em 5 de maio por causa da negativa de seu plano de cobrir uma
cirurgia. Sem resposta da ANS e do plano, recorreu a um hospital
que atende pelo SUS para fazer a cirurgia. “O SUS me atendeu
mais rápido”, desabafou.
Jornal da Tarde
Convênio médico é prioridade
do trabalhador
Por Saulo Luz
Convênio médico é o benefício mais
importante para o trabalhador brasileiro. Isso é o que
mostra pesquisa internacional da MetLife, multinacional do setor
de seguros e planos de previdência. E o plano de saúde
oferecido pelas empresas, além de proporcionar tranquilidade
para o empregado em uma eventual necessidade, também traz
vantagem para o empregador que tem no benefício um argumento
a mais para manter seus colaboradores.
O levantamento
foi realizado entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011 com
2.930
empregados na Austrália, Índia,
México, Reino Unido e Brasil. Segundo o estudo, os brasileiros
são os que mais temem o impacto da morte ou doença
sobre a segurança financeira de sua família (71%
são “extremamente preocupados”) e 68% dos
pesquisados temem que a estabilidade econômica seja afetada
por gastos médicos não cobertos pelo plano de saúde.
Dos 500 brasileiros
entrevistados, 90% citaram o convênio
médico entre os cinco benefícios trabalhistas mais
importantes. Depois vêm seguro de vida (lembrado por 72%),
plano odontológico (59%), vale-supermercado (56%), plano
de aposentadoria (53%), recebimento de salário em caso
de doença (48%), vale-refeição (43%), check-up
médico (30%), seguro de acidentes pessoais (29%) e vale-combustível
(19%).
Cerca de
metade das companhias brasileiras que hoje não
oferecem assistência médica para seus funcionários
disseram que planejam fazê-lo nos próximos três
anos. E três em cada dez profissionais têm interesse
em conseguir esse benefício por intermédio da empresa.
Família em 1º lugar
A mesma pesquisa
aponta que 75% dos trabalhadores brasileiros se dizem “extremamente preocupados” em conseguir
pagar os gastos do convênio médico com o dinheiro
da aposentadoria, 69% temem não conseguir se sustentar
com o salário da aposentadoria e 63% preocupam-se em ter
recursos financeiros suficientes para cuidar dos pais e parentes
na terceira idade.
“O brasileiro se preocupa e valoriza muito a família.
E isso fica claro na necessidade de seguros de vida, salário
em caso de invalidez e plano de saúde familiar, que surge
no topo da lista”, diz Marco Monguzzi, diretor de marketing
e planejamento estratégico da MetLife.
O engenheiro
de software Andre Luis Berbert Ozorio, de 29 anos, considera
benefícios que “agregam qualidade de vida” tão
importantes que podem ser tão atraentes ao ponto de deixar
o salário para segundo plano. Ele valoriza tanto o convênio
médico que nunca trabalhou em empresa que não oferecia
tal suporte.
“Acredito que os profissionais trabalham melhor quando
recebem benefícios, como plano de saúde. Principalmente
quando todos da família (esposa e filhos) também
têm”, diz Ozorio, que é funcionário
da Radix, empresa de engenharia e TI do Rio de Janeiro.
Para o consultor
jurídico do Sebrae-SP Paulo Melchor,
companhias que oferecem plano de saúde e outros benefícios
têm diferencial para atrair os trabalhadores mais qualificados. “O
convênio talvez seja o maior entre todos os benefícios
trabalhistas. O alto custo de um plano de saúde individual
ou familiar — que pode variar de R$ 1 mil e R$1.500 — faz
com que as pessoas busquem emprego já pensando no convênio.
Mas é bom lembrar que, em alguns casos, esse benefício
não é apenas uma opção dada pelo
empregador, mas uma obrigatoriedade prevista nos acordos e convenções
entre patrões e sindicatos.”
Em São Paulo, bancários e metalúrgicos
têm direito a plano de saúde. Já as empresas
de gastronomia e hospedagem de São Paulo e região
não são obrigadas a oferecer o benefício.
Apesar disso, o sindicato que representa os trabalhadores do
setor (Sinthoresp) firmou acordo para que os patrões ofereçam
salários maiores para contratados de estabelecimentos
que não oferecem plano.
A pesquisa
indica ainda as maiores preocupações
financeiras do trabalhador brasileiro: ter dinheiro suficiente
para pagar a educação dos filhos (68%), pagar contas
durante uma perda de renda súbita (67%), ter mais tempo
com a família (65%), ter dinheiro suficiente para pagar
as despesas (65%), ter um convênio médico adequado
(62%). Outro dado é que os trabalhadores pretendem se
aposentar aos 56 anos, apesar da longevidade ter aumentado no
País.
Valor
Econômico
Setor
de serviços é destaque
no ano
Por Fernando Travaglini
Os números de criação de emprego continuam
fortes, sem sinais claros de desaceleração. Em
junho foram criados 215,4 mil vagas, com leve alta de 0,6% em
relação ao mesmo mês de 2010. É o
segundo melhor resultado para o mês da série histórica,
e deve ainda sofrer um ajuste para cima, quando forem incorporados
os dados que chegam apenas no fim do mês. "Ainda vai
aumentar bem", disse o ministro do Trabalho e Emprego (MTE),
Carlos Lupi.
Todos os
oito setores da atividade econômica apresentaram
elevação no mês, na comparação
com junho de 2010. A maior geração de empregos
veio da agricultura, com 75 mil vagas, alta de 4,6% no período,
de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), do MTE.
O destaque,
no entanto, continua sendo o setor de serviços,
com 53,5 mil vagas, o terceiro maior saldo, fruto da expansão
de cinco dos seis ramos que compõem o segmento. Serviços
de alimentação (21,9 mil vagas) e serviços
médicos (9,1 mil vagas) foram os que mais criaram empregos
formais.
O Banco Central
(BC), que decide hoje a taxa Selic, expressou sua preocupação com relação ao mercado
de trabalho no último Relatório de Inflação,
divulgado no mês passado. Para a autoridade monetária,
esse é um dos maiores fatores de risco à convergência
dos preços, já que o mercado de trabalho permanece
aquecido, com desemprego em nível historicamente baixo
e ganhos salariais elevados. Além disso, uma série
de datas-base de importantes categorias está programada
para este segundo semestre, o que pode pressionar mais os custos
de produção.
No consolidado
do primeiro semestre, foram criados 1,414 milhão
de empregos, o terceiro melhor número da série
histórica, levando-se em conta os dados ajustados até maio
e ainda sem ajustes em junho.
Na comparação com o primeiro semestre do ano passado
(1,634 milhão), houve recuo de 13,4%. De acordo com Lupi,
no entanto, essa queda se justifica pela distorção
provocada pelas eleições em 2010, já que
os governos precisaram concentrar seus gastos nos primeiros seis
meses do ano, para não ferir a lei eleitoral, ampliando
investimentos e contratações.
"Não vejo desaceleração na criação
de emprego", disse Lupi. Segundo ele, a tendência é de
continuidade na criação de vagas, que deve chegar
a 3 milhões no fim do ano, levando-se em conta os números
de empregos com carteira assinada da Rais e do Caged.
O setor de
serviços puxou o desempenho, com 564 mil vagas
no primeiro semestre, seguido pela indústria de transformação
(261,5 mil) e agricultura (235,4 mil).
A renda também continua crescendo. O salário médio
de admissão teve aumento real de 3% no semestre, na comparação
com o primeiro semestre de 2010.
Para Cristiano
Souza, do Santander, a sinalização é de
mercado de trabalho ainda aquecido, acima do nível de
pleno emprego, estimado pelo banco em 7,2% - a taxa de desemprego
em junho, conforme dados do IBGE, foi de 6,2% da população
economicamente ativa.
Agência Câmara de Notícias
Proposta
prevê vacina
gratuita contra HPV para mulheres de 9 a 26 anos
Por Maria
Neves / Edição: Wilson Silveira
Tramita na
Câmara o Projeto de Lei 449/11, da deputada
Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que obriga o Sistema Único
de Saúde (SUS) a oferecer imunização contra
o Papilomavírus Humano (HPV) a mulheres de 9 a 26 anos.
A deputada
argumenta que trabalhos científicos comprovam
que o HPV é a causa principal de um dos tipos mais graves
de câncer de cólon de útero. No Brasil, já existe
vacina aprovada contra essa infecção, “porém
seu alto custo inviabiliza o acesso dessa vacina para milhões
de mulheres carentes”, afirma a parlamentar.
A proposta
determina ainda que pesquisas científicas
para fins diagnósticos ou terapêuticos sejam realizadas
apenas com o consentimento expresso da mulher ou de seu representante
legal. Deve ocorrer também a comunicação
do estudo aos conselhos profissionais competentes e aos conselhos
estaduais e municipais de Saúde.
Tramitação
A proposta
foi apensada ao PL 6820/10, do Senado, que inclui a vacina
HPV no calendário de vacinação
do SUS. Os projetos serão analisados em caráter
conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-449/2011
CFM
Definidas
especialidades que vão parar de atender em
SP
Formada por
representantes da Associação Paulista
de Medicina, Conselho Regional de Medicina do Estado de São
Paulo, Sindicatos dos Médicos, Academia e Sociedades de
Especialidades, a Comissão Estadual de Mobilização
Médica para a Saúde Suplementar acaba de definir
como será o rodízio seqüencial de suspensão
ao atendimento dos planos de saúde em protesto aos baixos
honorários e às interferências abusivas que
impossibilitam a adequada assistência aos cidadãos.
As paralisações começam em 1º em setembro
e prosseguirão por tempo indeterminado até que
as reivindicações sejam atendidas.
As especialidades
que iniciarão o movimento, interrompendo
o atendimento eletivo no primeiro mês, serão: Ginecologia
e Obstetrícia (de 1º a 3 de setembro), Otorrinolaringologia
(8 a 10 de setembro), Pediatria (14 a 16 de setembro), Pneumologia
(21 a 23 de setembro) e Cirurgia Plástica (28 a 30 de
setembro). As urgências e emergências estarão
garantidas.
Os anestesiologistas
terão papel diferenciado no movimento:
darão apoio a todas as especialidades cirúrgicas,
parando semanalmente os procedimentos das áreas que estiverem
no rodízio seqüencial de suspensão. Por exemplo,
interromperão os procedimentos ligados à ginecologia
na primeira semana, os da otorrino na segunda semana, e assim
por diante.
Reivindicações
da classe
Vale lembrar
que os médicos definiram como pauta do movimento
estadual a recomposição do valor da consulta para
R$ 80,00 e procedimentos atualizados proporcionalmente de acordo
com o sistema de hierarquização da Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM),
além de regularização dos contratos entre
médicos e operadoras com a inserção de cláusula
de reajuste anual baseado no índice autorizado pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos individuais.
Outro pleito é o fim das pressões das empresas
para que reduzam solicitações de exames, internações
e outros procedimentos, interferências inaceitáveis
que colocam em risco a saúde dos cidadãos.
Processo
de negociações
Até agora a Comissão Estadual abriu formalmente
negociação com 34 empresas, das quais 19 na última
semana. Do primeiro grupo contatado para dialogar, somente as
listadas a seguir não deram qualquer resposta:
Medicina
de grupo: Gama Saúde, Green Line, Intermédica;
Autogestões: ABET (Telefônica), Companhia de Engenharia
de Tráfego;
Seguradoras: Notredame.
Estão em processo de negociação
as listadas abaixo:
Medicina de grupo: Amil, Golden Cross, e Medial;
Autogestões: Caixa Econômica
Federal, Cassi (Banco do Brasil), Embratel e Geap;
Seguradoras:
Marítima,
Porto Seguro.
As 19 procuradas
recentemente ainda estão no prazo para
posicionamento, que se encerrará no início de agosto.
Critérios para suspensão
Os médicos do estado de São Paulo definiram que
a suspensão do atendimento abrangerá todas as empresas
que não abrirem negociação, além
daquelas que tiveram suas propostas consideradas insuficientes.
O anúncio oficial dos planos que terão a assistência
interrompida acontecerá em coletiva à imprensa
na sede da Associação Paulista de Medicina (Avenida
Brigadeiro Luiz Antonio, 278), no próximo dia 10 de agosto, às
10h.
As entidades
médicas permanecem abertas à negociação
e esperam chegar a um bom termo, contemplando profissionais de
medicina, pacientes e operadoras, o que é essencial para
o equilíbrio do sistema.
Saúde
Business Web
Médicos do DF adiam decisão
sobre boicote
Médicos do Distrito Federal (DF) decidiram esperar até o
dia 4 de agosto para definir se vão suspender o atendimento
de pacientes de planos de saúde a partir de 1° de
setembro. O boicote será direcionado aos planos que não
aceitarem discutir o reajuste da tabela de pagamentos de serviços.
No Distrito
Federal, os alvos da suspensão são
as operadoras Amil, Golden Cross, Sul América e Bradesco,
de acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do
DF, Gutemberg Fialho.
“Os convênios foram notificados e demos prazo de
dez dias para que se manifestem. No dia 4 de agosto teremos reunião
da Comissão Nacional de Saúde Suplementar e definiremos
as estratégias, caso não haja negociação”,
disse Fialho ontem.
Em São Paulo, médicos de seis especialidades já definiram
um cronograma de paralisação do atendimento a partir
de 1º de setembro. Cada especialidade vai suspender o atendimento
por três dias. As primeiras serão ginecologia e
obstetrícia, de 1º a 3 de setembro. Depois, otorrinolaringologia
(8 a 10 de setembro), pediatria (14 a 16 de setembro), pneumologia
(21 a 23 de setembro) e cirurgia plástica (28 a 30 de
setembro).
Correio Braziliense
Seis
meses de agonia à espera
de um exame
Exames
na gaveta por até seis meses
Por Saulo
Araújo
Quanto mais
cedo uma pessoa souber que está com câncer,
maior é a chance de derrotar a doença. Mas em Brasília
a vida de pacientes que aguardam o resultado de uma biópsia
para descobrir se estão com algum tipo de tumor transformou-se
em suplício. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF),
pelo menos mil exames estão prontos, mas levam até seis
meses para serem divulgados porque faltam servidores para digitar
o laudo. Uma calamidade. Ainda mais depois da previsão
do Instituto Nacional de Câncer de que até o fim
do ano devem ser registrados quase 6 mil casos da doença
no DF. No hospital, o maior da região, o descaso se repete
com os mortos. Os corpos demoram a ser liberados porque o HBDF
não entrega o resultado das necropsias. O promotor de
Justiça Diaulas Ribeiro culpa a Secretaria de Saúde. "Você acha
que uma secretaria que não cuida nem dos vivos vai cuidar
dos mortos?", pergunta.
Saúde
Pelo menos
mil testes de biópsia estão parados
no Hospital de Base por falta de funcionários para digitá-los.
Os resultados são fundamentais para que os pacientes possam
ter o diagnóstico precoce do câncer, doença
grave e letal se não for tratada a tempo
A falta de
servidores para executar tarefas básicas na
rede pública de saúde no Distrito Federal compromete
o tratamento de pacientes com suspeita de câncer. No Hospital
de Base do DF (HBDF), pelo menos mil exames de biópsia
estão prontos, mas ainda não foram entregues simplesmente
porque não há quem os digite. A situação
foi denunciada pelo Correio em reportagem publicada em 25 de
outubro do ano passado. Na ocasião, a Secretaria de Saúde,
em parceria com o Exército Brasileiro, conseguiu praticamente
zerar a pilha de documentos, por meio de um mutirão. O
governo também informatizou o sistema, instalando computadores
na seção de anatomia da maior unidade de saúde
da capital do país. No entanto, não há funcionários
para operá-los. Menos de um ano depois, o resultado é novamente
o acúmulo de exames. Sobra para o paciente, que pode aguardar
até seis meses para saber se está ou não
com a doença grave. Uma demora que pode ser fatal.
Se nada for
feito para mudar o cenário, a tendência é que
a situação piore, pois previsões nada animadoras
do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão
ligado ao Ministério da Saúde, estimam que 5.930
mil casos da doença devem ser registrados no DF até o
fim do ano. A maior parte (3.220) deve atingir mulheres. Somente
no HBDF, há cerca de 5 mil pessoas em tratamento.
O início precoce do tratamento para eliminar um câncer é determinante
para salvar a vida de um enfermo. Em muitos casos, mesmo que
haja a suspeita da doença, a pessoa não pode começar
o tratamento sem ter em mãos o laudo do médico
patologista que confirme o diagnóstico. A diarista Maria
Helena da Silva, 42 anos, ficou três meses, entre idas
e vindas ao Hospital de Base, até finalmente obter o resultado
de uma biópsia feita em sua mãe, a aposentada Rita
Maria Lopes, 70. “Foram três meses de agonia porque
a gente não sabia se a mamãe estava com um câncer
na mama ou não. Graças a Deus, deu negativo, mas
perdemos muitas noites de sono pensando que poderia ser pior”,
contou Maria Helena.
Atualmente,
no HBDF, apenas três funcionários são
responsáveis pela digitação de todos os
laudos emitidos pelos patologistas. A situação
fica crítica quando um deles entra em férias, pede
licença ou se afasta por motivo de doença. Um servidor
contou que é comum ter dias que nenhum deles aparece no
serviço por motivos diversos. “Às vezes,
um está em férias e os outros dois, de atestado.
Tudo isso faz com que a papelada acumule. É doído
ver as pessoas angustiadas querendo uma solução
para o seu problema e que tudo isso poderia ser resolvido com
um pouco mais de boa vontade do governo”, afirmou um funcionário,
que preferiu não revelar a identidade.
Membros amputados
No laboratório de anatomia patológica, a falta
de pessoal também ameaça o bom andamento do serviço.
Desde o início do ano, 4.084 amostras de tecidos e células
foram analisadas. Esse é um dos processos do exame de
biópsia que consiste em colocar em lâminas fragmentos
para que o médico identifique, por meio da microscopia,
se a parte analisada é cancerígena. O trabalho
minucioso foi feito por apenas quatro técnicos. Na semana
passada, um deles se aposentou e não há previsão
da substituição da mão de obra.
Atrasos também são verificados em biópsias
de quem teve algum membro amputado. O procedimento deveria ser
a realização do exame logo após os médicos
retirarem uma parte do corpo do paciente, mas não é o
que ocorre na prática. Numa pasta velha, estão
guardados 49 pedidos de biópsias referentes a esses casos
extremos. Os mais antigos datam do início do mês
de março deste de ano e, como não são considerados
prioritários, devem permanecer esquecidos por mais um
bom tempo antes de serem concluídos. "Como não
dá para fazer milagre, a mentalidade que adotamos é que "se
já está amputado, pode esperar mais um pouco. Tentamos
dar prioridade àqueles com risco maior de desenvolver
um câncer, mas é difícil", destacou
o funcionário.
Quadro defasado
O último concurso para o provimento de vagas para técnicos
administrativos da Secretaria de Saúde ocorreu em 2008.
Foram chamados 433 aprovados, mas poucos tomaram posse. A última
nomeação saiu em 29 de setembro do ano passado,
quando 23 novos servidores foram convocados. Como o concurso
foi homologado em 2009, os aprovados podem ser chamados até 2013,
considerando a prorrogação por mais dois anos.
Fase fundamental
A biópsia é um procedimento cirúrgico importante,
no qual se colhe uma amostra de tecidos ou células para
posterior estudo em laboratório, tal como a evolução
de determinada doença crônica, principalmente o
câncer.
Erro
resulta em indenização
Uma paciente
da rede pública de saúde do DF irá receber
R$ 20 mil do GDF por dano moral. O Hospital Regional do Gama
(HRG) diagnosticou erroneamente que ela era portadora do vírus
HIV. A constatação falha ocorreu durante um teste
pré-parto. A sentença é do juiz da Primeira
Vara da Fazenda Pública e cabe recurso. Para o magistrado,
a conduta dos profissionais de saúde causou "danos
de toda ordem moral à paciente. Por achar que estava realmente
com aids, ela foi impedida de amamentar seu filho. Ela só descobriu
que era vítima de um erro quando realizou um outro exame."
Quarta-feira, 20.07.11
ANS
Atendimento ANS
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece
que mantém uma Central de Relacionamento com a sociedade,
constituída por diversos canais de comunicação,
entre os quais o serviço Fale com a ANS (respostas por
e-mail) e o Disque ANS (0800-7019656).
Durante os
meses de março a maio de 2011, em virtude
de uma reformulação do sistema de cadastro do Fale
com a ANS, ocorreram problemas técnicos que impossibilitaram
o envio das respostas a cerca de sete mil usuários que
encaminharam demandas através deste canal. Diante do fato,
a ANS remeteu a totalidade das demandas ao Disque ANS para o
devido tratamento por meio de contatos telefônicos. Cerca
de três mil usuários foram contatados.
Para evitar
que os demais usuários com os quais não
foi possível o contato ficassem sem resposta, a ANS encaminhou
uma mensagem padrão explicando o problema ocorrido e solicitando
que a demanda fosse reencaminhada para a devida resposta.
Cabe acrescentar
que a reformulação do portal
da ANS propiciou maior facilidade de acesso aos consumidores,
acarretando aumento em média de 250% nas demandas enviadas
ao Fale com a ANS nos últimos quatro meses. Portanto,
para evitar novos transtornos aos usuários, enquanto este
canal estiver sofrendo os ajustes necessários para comportar
tal aumento das demandas, a ANS continuará contando com
o suporte da equipe do Disque ANS. Assim, sempre que a capacidade
de resposta por e-mail (Fale com a ANS) for ultrapassada, o usuário
será contatado também pelo Disque ANS.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar lamenta
a ocorrência de possíveis transtornos e continuará trabalhando
para aumentar sua capacidade de relacionamento com a sociedade,
atendendo às solicitações de esclarecimento
de dúvidas (cerca de 85% do total de contatos) e também às
reclamações enviadas.
Canais de relacionamento com a sociedade:
Disque ANS (0800-7019656)
Correspondências (Av.Augusto Severo, 84 – Gloria – CEP:
20021-040)
ANS
Representantes
da ANS e do SBDC se reúnem em Brasília
Diretores
da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) reuniram-se aos membros do Sistema Brasileiro de Defesa
da Concorrência (SBDC) com o objetivo de discutir a relação
operadoras-prestadores de serviços em saúde. A
reunião aconteceu em Brasília, na última
quinta-feira, 14 de julho.
Este foi
o primeiro encontro realizado após a definição
de um plano de trabalho firmado entre a ANS e o SBDC. A parceria
tem a finalidade de estudar e propor políticas públicas
que viabilizem maior equilíbrio entre os agentes econômicos,
epecialmente em assuntos como a remuneração dos
médicos e o atual grau de concorrência no setor.
O encontro
contou com a participação do diretor-presidente
da ANS, Maurício Ceshin; do diretor de Desenvolvimento
Setorial da ANS, Bruno Sobral; do presidente do Conselho Administrativo
de Defesa Econômica (Cade), Fernando Furlan e de conselheiros
da instituição; do Secretário de Direito
Econômico (SDE), Vinicius Carvalho; do Secretário
de Acompanhamento Econômico (SEAE), Antonio Henrique Silveira;
além de técnicos dos refreferidos órgãos.
O diretor-presidente
da ANS, Maurício Ceshin(esquerda)
e o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral
participaram do encontro
Durante o
evento foi definido o cronograma de atividades dos grupos de
trabalho
que discutirão, especificamente, os
temas "condições de negociação
entre operadors e prestadores", "hierarquização
de procedimentos"," metologia de mapeamento de mercados
relevantes" e "estudo sobre grau de concorrência
no setor".
Para a ANS,
a parceria com o SBDC promoverá maior conhecimento
técnico eharmonizará a conduta das entidades participantes.
ISaúde.net
Ativistas
demonstram descontentamento com política brasileira
de combate à aids
Presidente
do Fórum ONG/Aids fez duras críticas à forma
como está ocorrendo a distribuição de antirretrovirais
no país tamanho da letraA-A+" Já virou rotina.
A cada 15 dias temos que enfrentar um novo problema na resposta
contra a aids" , disse o Presidente do Fórum de ONG/Aids
do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro. " No último
ano parece que o combate da aids só piora" , acrescentou
o ativista.
Na semana
passada, ativistas denunciaram o desabastecimento do antirretroviral
Fosamprenavir, que segundo o Ministério
da Saúde, teve sua distribuição regularizada
nesta semana. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo,
alguns pacientes receberam uma quantidade de comprimidos suficiente
para uma semana, enquanto o normal seria para um mês.
O especialista
em saúde pública e coordenador
do Grupo Pela VIDDA (Valorização, Integração
e Dignidade do Doente de AIDS), de São Paulo, Mário
Scheffer, disse que é " inadmissível" ,
com a experiência obtida pelo Governo brasileiro no enfrentamento
da epidemia, que falte um insumo tão importante como a
carga viral." Não estamos falando de algo que começamos
a comprar recentemente, mas de um tipo de exame que é essencial
para o tratamento da aids e que é há muito tempo é feito
no país" , comentou.
Usado para
medir a quantidade de HIV no sangue, o exame de carga viral é um dos testes mais importantes para avaliar a
resposta de um paciente ao tratamento da aids, assim como para
auxiliar o médico se está na hora de iniciar a
terapia antirretroviral em pacientes soropositivos.
Segundo nota
técnica enviada pelo Departamento de DST/Aids
e Hepatites Virais às Secretarias Estaduais de Saúde,
os seguintes grupos devem ser considerados prioritários
para a realização do teste: gestantes infectadas
pelo HIV, crianças e aqueles que precisarem ser avaliados
sobre a supressão da carga viral após a introdução
de um novo esquema antirretroviral.
Os pacientes fora do grupo de prioridade devem fazer o exame
quando os estoques forem regularizados.
Em um grupo
de discussão na internet, ativistas do Rio
Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas também
reclamaram da restrição do exame em seus Estados.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, disse durante
entrevista à rádio Jovem Pan que " pacientes
e profissionais podem ter garantia e segurança de que
não haverá desabastecimento, no sentido, de que
prejudique os tratamentos" .
A nota técnica assinada pelo diretor do Departamento
de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde,
Dirceu Greco, explica que o órgão deu início
a um processo de implantação de uma nova metodologia
de quantificação da carga viral, mas que as empresas
licitantes ainda não responderam a demanda. Sendo assim,
o órgão fez uma aquisição emergencial
da atual metodologia de testagem, que abastecerá a Rede
Nacional de Laboratório durante seis meses. E a normalização
dos estoques na Rede ocorrerá, no máximo, até a
primeira semana de agosto.
AGENDA
-
Estão abertas as inscrições de trabalhos
para a 11ª Expoepi
Anvisa
Estão abertas as inscrições de trabalhos
para a mostra competitiva da 11ª Mostra Nacional de Experiências
Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle
de Doenças – 11ª Expoepi. O prazo para a subscrição
de trabalhos vai até o dia 20 de julho de 2011, pela internet.
O evento acontece entre os dias 1º a 3 de novembro, em Brasília-DF.
Serão contempladas duas modalidades de participação.
A modalidade I trata das experiências bem-sucedidas realizadas
pelos serviços de saúde do Sistema Único
de Saúde (SUS) que contribuíram para o aprimoramento
das ações de vigilância em saúde.
A experiência vencedora em cada uma das nove áreas
da Modalidade I receberá um prêmio no valor de R$30
mil, oferecido pela Secretaria de Vigilância em Saúde
do Ministério da Saúde. A modalidade II (com apenas
uma área específica) é uma inovação
para este ano, por estar direcionada aos profissionais da Saúde
que atuam no SUS e desenvolveram trabalhos técnico-científicos
em nível de pós-graduação que contribuem
para o aprimoramento das ações de vigilância
em saúde. Nesta modalidade, serão concedidos prêmios
no valor de R$9 mil para tese de doutorado, R$6 mil para dissertação
de mestrado e R$3 mil para monografia de especialização.
Critérios
Os trabalhos
serão selecionados segundo os critérios
estabelecidos no Edital de convocação. A experiência
ou trabalho técnico-científico inscrito que não
demonstrar sua contribuição ao aprimoramento das
ações de vigilância em saúde será considerado
inelegível para a mostra competitiva.
- CBA oferece Curso e Pós-Graduação em gerenciamento
do ambiente e segurança em saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) – representante
exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde
do mundo, a Joint Commission International (JCI) –, está com
inscrições abertas para o curso de Gerenciamento
do Ambiente em instituições de Saúde, que
acontece em julho e agosto, e também para a pós-graduação
em Gestão do Ambiente e Segurança em Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde, que começa em agosto e
tem duração de 11 meses.
As inscrições para o curso e para a pós-graduação
estão abertas até dia 31 de julho. Seguem abaixo
as informações de ambos.
Curso:
Gerenciamento do Ambiente em Instituições
de Saúde
Gerenciamento
de resíduos de serviços de saúde,
gerenciamento de resíduos perigosos, o tratamento de resíduos
biológicos, a incineração como alternativa
restrita, as regras para construção predial e no
sistema de abastecimento da água para o cumprimento da
legislação e a sustentabilidade nos ambientes de
saúde. Estes são alguns dos temas a serem abordados
no curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições
de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de
Acreditação (CBA).
Segundo a
enfermeira Irene Haddad, que ministrará o curso,
ainda é grande o número de hospitais brasileiros
que utilizam termômetro e esfignomanômetro de mercúrio,
o que representa um perigo não só à saúde
dos trabalhadores das instituições de saúde,
mas também para a saúde dos pacientes e acompanhantes.
Como exemplo, ela citou um levantamento realizado em um hospital
do Rio de Janeiro. Segundo o inventário, em apenas três
meses, foram requisitados 824 termômetros de mercúrio
para substituir outros danificados. “O dado é alarmante.
O mercúrio é um metal volátil que libera
vapor tóxico por até um ano, causando danos neurológicos
que só vão surgir anos depois”, alerta Irene,
apontando que esses equipamentos devem ser substituídos
pelos digitais, disponíveis no mercado e certificados
pelo INMETRO.
A enfermeira
que é consultora de educação
para acreditação do CBA, gerente de resíduos
de serviços de saúde do Hospital Federal dos Servidores
do Estado (RJ) e consultora de Controle de Infecção
Hospitalar e Gerenciamento de Resíduos de Serviços
de Saúde da Prevento Consultoria, ensinará como
elaborar um plano de gerenciamento de resíduos durante
o curso. “É importante saber classificar corretamente
os resíduos gerados para garantir o manejo correto até a
disposição final, diminuindo os impactos ambientais
e promovendo saúde”, ressalta.
O curso de
Gerenciamento do Ambiente em instituições
de Saúde, voltado para profissionais de saúde,
gestores e lideranças intermediárias, acontece
em duas datas: 23 de julho ou 25 e 26 de agosto, ambos com carga
horária de 36 horas/aula. “Este curso é uma
disciplina eletiva do MBA Gestão da Qualidade em Saúde
e Acreditação. As aulas serão teóricas
e práticas”, explica Rosângela Boigues, Coordenadora
de Ensino do CBA.
As inscrições podem ser feitas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br
ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241 ou 3299-8202 ou ainda 3299-8234. Mais informações
no site www.cbacred.org.br. O valor do curso é de R$ 800,00.
Pós-graduação: Gestão do Ambiente
e Segurança em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Especializar
gestores e profissionais de instituições
de saúde públicas e privadas para o gerenciamento
do ambiente hospitalar e de serviços de saúde ou
gestão de riscos (Risk Officer Management); Desenvolver
uma visão estratégica sobre o estabelecimento assistencial
de saúde e seu meio ambiente interno e externo (Hospital
Verde); e Qualificar estes profissionais para planejar, desenvolver,
implantar, monitorar e melhorar o ambiente de sistemas e serviços
de saúde. Estes são os objetivos principais dessa
pós-graduação, que tem duração
de 11 meses, se estendendo de agosto deste ano a julho de 2012,
perfazendo uma carga horária de 396 horas/aulas.
Com conteúdo como, Estudo do Ambiente Hospitalar e de
outros Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, Estudo
do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Custos
Hospitalares e Introdução à Legislação
Ambiental, além de outras oito disciplinas, o curso de
pós-graduação é voltado para gestores
de instituições públicas e privadas de saúde,
profissionais da saúde, além de profissionais das áreas
de administração, arquitetura, assistência
social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem,
farmácia, hotelaria, medicina e nutrição
que já atuem ou tenham interesse de atuação
em serviços de saúde.
Com inscrições até o dia 31 de julho, a
pós-graduação terá início
no dia 18 de agosto com a disciplina Gestão pela Qualidade – Princípios
e Métodos. Mais informações e inscrições
através do site www.cbacred.org.br ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda pelos tels. (21)3299 8241 / 3299 8202 / 3299 8242.
- VIII Encontro Prestadoras e Operadoras de Planos de
Saúde
Dias 21 e 22 de Julho, em Salvador
Auditório do C. Médico do Hospital Português
Av. Princesa
Isabel – Barra
Avenida
Inscrições
pelo site: www.ucasaude.com.br ou pelo telefone: 30823766 /
3752
-
Fórum Nacional das Câmaras Técnicas
de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina
Data: 22 de julho
Local: Sede
do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília
- DF (Veja Mapa)
Horário: Das 8h às
18h
Informações:
(61) 3445-5957 / 5900
Contato:
eventos@portalmedico.org.brEste endereço de
e-mail está protegido contra spambots. Você deve
habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Realização:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Inscrições:
Gratuitas
- XXI Congresso Nacional das Santas Casas
AssPreviSite
Com a presença confirmada do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde
e o meio ambiente
A Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu
XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011,
em Brasília. Com o tema central “Saúde e
meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”,
o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem
impactar na Saúde do homem e quais estratégias
devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.
Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização
na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para
melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas
transformações ambientais. Além disso, com
tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo
a formulação de políticas públicas
que sejam adequadas à nova realidade, é preciso
debater, hoje, o futuro dos hospitais.
Para o presidente
da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira
Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais
Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe
em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos
um time de especialistas discutindo a participação
do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em
ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar
para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor
atendimento de nossos pacientes”.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário
de Atenção à Saúde, Helvécio
Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional
de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso,
já confirmaram a presença.
O evento
conta com o patrocínio da Caixa Econômica
Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.
Para mais
informações e inscrições:
www.cmb.org.br/congresso.
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
Unidas / AssPreviSite
18 e 19 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades,
autoridades,
solução de problemas e negociação.
Metodologia
A metodologia
alterna exposição dialogada, exemplificações
voltadas para a realidade da administração pública
com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição,
conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem
e debates, de forma a favorecer a troca de experiências
e assimilação do conteúdo proposto. Também
alterna a realização de módulos em sala
de aula com períodos de aplicação junto às
equipes naturais.
Instrutor
Professor Peter M. Dostler
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br