21-09-11

 

Leia nesta edição:

- Emenda 29 vai à votação na Câmara

- União contra doenças não transmissíveis

- EC 29 e os gastos com saúde x saúde fiscal

- Ministro diz que Saúde precisa de mais R$45 bi

- Dia de boicote a planos de saúde

- Criada empresa pública de administração hospitalar

- Pesquisa propõe nova forma de combater HIV

- Das boas intenções

- Coqueluche volta a assustar

- Médicos de planos fazem greve hoje

- Indústria farmacêutica rejeita quebra de patente

- Avert, laboratório de sócios da Biolab, adquire o Zurita

- R$ 45 bi para a saúde

- CFM e Fenam desconhecem negociação com médicos anunciada pela FenaSaúde

- Reforma de unidades básicas em todo o país vai custar R$ 120 milhões

- 5 desafios de avaliar o desempenho em saúde

- Como o benchmarking aumenta a segurança do paciente

- Médicos gostam de dispositivos móveis, mas precisam de tecnologias mais inteligentes

- Brasil recebe prêmio da Sociedade Americana do Câncer em Nova Iorque

- Saúde precisa de R$ 45 bilhões a mais por ano para chegar ao patamar do Chile e da Argentina, diz Padilha

- A evolução nas áreas de atuação

- Deputada quer imposto sobre grandes fortunas para aumentar recursos da saúde

- Proteínas, carboidratos e gorduras compõem a melhor dieta para os genes

- Exame de sangue pode ser capaz de diagnosticar ataques cardíacos

- Entre os infartados brasileiros, 98% não sabem reconhecer os sinais do problema

- Comer 25 gramas de maçã por dia reduz em 9% o risco de sofrer um AVC

Quarta-feira, 21.09.11

Valor Econômico

Emenda 29 vai à votação na Câmara

Por Fernando Exman e Yvna Sousa

A Câmara deve aprovar hoje o projeto que regulamenta a Emenda Constitucional 29, que estabelece percentuais mínimos de investimentos públicos na área de saúde, sem instituir um novo tributo para financiar o setor. O governo federal já trabalha com esse cenário e espera que o Senado possa melhorar o texto a ser enviado pelos deputados.

O Palácio do Planalto chegou a pressionar os governadores para que eles tentassem mobilizar os congressistas pela criação de um novo tributo para garantir recursos à saúde. A maioria dos deputados, no entanto, resiste à ideia. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), receberá hoje diversos governadores para tratar da regulamentação da Emenda 29 e da partilha dos royalties do petróleo do pré-sal.

"Não há possibilidade de ser criado um novo imposto. A base de cálculo é o fundamental para a criação de qualquer imposto. Se não há base de cálculo, não há imposto", afirmou Maia. "A Câmara não irá criar a CSS."
O texto que será votado pela Câmara prevê a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), tributo defendido pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), embora outros impostos tenham sido aumentados para substituir a CPMF. No entanto, um destaque apresentado pelo DEM e que deve ser aprovado acaba com a base de cálculo do tributo. Ou seja, inviabiliza a cobrança da CSS. Segundo a avaliação dos deputados, a base de cálculo só poderia então ser criada por uma medida provisória ou outro projeto de lei complementar.

No Senado, a ala governista terá a missão de derrubar o trecho do projeto que exclui os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) da Emenda 29. Nas contas do Ministério da Saúde, tal artigo pode retirar cerca de R$ 6 bilhões da saúde. O Executivo também quer impedir que seja aprovado mecanismo, sugerido pelo ex-senador Tião Viana (PT), atual governador do Acre, que vincula à saúde 10% da receita líquida da União. Pela Emenda 29, os Estados ficaram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos e os municípios, 15%.

Ontem, Maia promoveu no plenário da Câmara uma audiência pública para debater o assunto. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não pediu diretamente a criação de um imposto. Mas alertou que a área sob sua gestão necessita de mais verbas. "Se o Brasil quiser chegar a patamares parecidos com os dos seus companheiros sul-americanos, como Chile e Argentina, é preciso investir R$ 45 bilhões [por ano] na saúde do nosso país", destacou. "Esta é uma Casa sensível e absolutamente preparada para dar passos ainda mais decisivos para a consolidação do sistema público de saúde que criou."

O representante da Confederação de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNS) reforçou o coro. Disse que a criação de um novo tributo é essencial para que os hospitais privados consigam atender pacientes vindos do SUS. "A aprovação da Emenda 29 com recurso adicional é fundamental para a sobrevivência do SUS", afirmou Olympio Távora.

Já a Frente Parlamentar da Saúde e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) condenaram a possibilidade de um novo tributo ser criado. "A posição do setor industrial é que o financiamento da saúde deve se dar com a arrecadação atual", discursou o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

Correio Braziliense

União contra doenças não transmissíveis

Por Mirta Roses Periago, Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)

A epidemia silenciosa das doenças não transmissíveis assola as Américas, causando quase 4 milhões de mortes todos os anos e afetando cada vez mais a população mais jovem e em idade produtiva. Por isso, os chefes de Estado da região, com o restante do mundo, estão comparecendo à Reunião Plenária de Alto Nível das Nações Unidas para analisar medidas para enfrentar essa enorme ameaça ao desenvolvimento.

As doenças cardiovasculares, o câncer, a diabetes e os males respiratórios crônicos afetam enormemente a economia, ao interferir na produtividade pessoal, e nos sistemas de saúde, por serem incapacitantes e requererem tratamentos custosos e prolongados.

Além disso, as doenças não transmissíveis acometem desproporcionalmente os mais pobres e de menor escolaridade. Quase 30% das mortes por doenças cardiovasculares ocorrem nos 20% mais pobres da população, enquanto que, entre os 20% mais ricos, são a causa de 13% das mortes. Sofrer dessas doenças empobrece as famílias, especialmente as mais vulneráveis, pois implica despesas muito elevadas e incapacitação, e compromete o potencial de gerar renda.

As causas profundas dessa epidemia silenciosa não podem ser modificadas com a ação isolada do setor da saúde. O problema resulta de vários fatores demográficos, sociais e relacionados especificamente ao ambiente, como crescimento e envelhecimento populacionais, urbanização acelerada, altos níveis de sedentarismo por mudanças no modo de vida e alimentação baseada em alimentos processados, calóricos e de baixo valor nutritivo.

É, portanto, fundamental dar ênfase à prevenção dessas doenças por meio de mudanças sistemáticas nos espaços físicos e sociais, e tornando realidade o acesso ao diagnóstico e tratamento oportunos para os grupos de alto risco. A prevenção inclui mudanças em diversos setores, como educação, comércio, planejamento urbano e agricultura, que determinam o que comemos e como trabalhamos e vivemos.

Estamos incentivando a realização da primeira Semana do Bem-estar, que visa fazer crescer um movimento social para criar espaços saudáveis para uma vida sadia. A motivação e a participação em massa têm o propósito de aumentar a conscientização do público em geral, de comunidades, empresários e responsáveis pelas decisões públicas quanto à necessidade de incorporar a prevenção das doenças não transmissíveis como parte essencial de suas ações.

O lançamento da Semana do Bem-estar em Nova York, com atividades em vários países do continente, é fruto do nosso trabalho com aquela megalópole, o Fórum Econômico Mundial, organizações comunitárias e o setor privado, a fim de convocar todos para a mudança dos fatores de risco das doenças não transmissíveis e a criação de espaços que propiciem uma vida mais saudável. Adotada pelos prefeitos e governos locais e nacionais, neste primeiro ano já contamos com a participação de uma dúzia de países do continente e da Espanha.

Tenho certeza de que esta semana se converterá gradativamente em um movimento social, valendo-se das redes de cidades e comunidades saudáveis, dos prefeitos participantes da iniciativa Rostos, vozes e lugares e de outros movimentos, como o das ciclovias e o Cinco ao dia, associações profissionais e de consumidores, de pacientes e familiares, de corporações e entidades religiosas, até abranger todo o continente e expandir-se aos demais.

Os chefes de Estado estão demonstrando esta semana vontade política para promover as mudanças necessárias, com intervenções de êxito comprovado em grande escala. Diante das profundas mudanças necessárias para enfrentar esse desafio, o setor privado e a sociedade civil devem atuar com os governos para fazer os acordos resultarem em melhorias do nível de saúde e de bem-estar de toda a população.

Valor Econômico

EC 29 e os gastos com saúde x saúde fiscal

Por Felipe Salto

Sem mudanças na política fiscal, a elevação de gastos importantes impõe novos aumentos na carga tributária.

A regulamentação da Emenda Constitucional (EC) nº 29, que trata dos limites mínimos para os gastos com saúde pelos municípios, Estados e União, gerará pressões elevadas sobre a despesa pública e os resultados do setor público consolidado. Isto é, o cenário de que o lado arrecadador passará por novas mudanças para dar conta dessas despesas torna-se bastante provável, com o equilíbrio fiscal mantendo-se em um padrão de péssima qualidade: aumento da carga tributária, baixo nível de investimentos e ausência de limitantes ao crescimento da despesa com pessoal.

Uma simulação simples realizada a partir dos dados do Tesouro Nacional indica que os novos gastos totalizariam algo como R$ 37,3 bilhões por ano. Esse gasto adicional é decorrente da obrigatoriedade de elevação dos percentuais de despesa com saúde para 10%, 12% e 15% da receita no âmbito da União, Estados e municípios, respectivamente.

Regulamentação da Emenda 29 só reforça a avaliação de que a meta de superávit não deve ser cumprida em 2012

Há dois complicadores importantes no cálculo dos custos fiscais advindos dessa regulamentação. O primeiro é a definição acurada da receita que deve ser usada para o cálculo dos percentuais citados. Há deduções de receitas específicas, transferências e outros que impedem uma conclusão imediata sobre os números a serem utilizados, principalmente no caso dos municípios e dos Estados. Por conta dessa dificuldade, utilizamos a receita corrente para Estados e municípios e a receita total (ou bruta) para a União, assumindo o risco de uma superestimação dos cálculos.

O segundo problema, que neutraliza em parte o efeito do primeiro, é o fato de que a regulamentação também prevê uma especificação/reclassificação dos gastos considerados na "função saúde". Isso é, gastos que hoje estão considerados nesta função, no orçamento das três esferas, podem sofrer alterações significativas, provavelmente conduzindo a uma redução nos percentuais atuais da relação "saúde/receitas correntes". Neste caso, a adequação aos limites fixados em lei exigiria um aumento maior do que o estimado, uma vez que consideramos a atual classificação de gastos com saúde, dada a impossibilidade de simular esse tipo de mudança.

Assumindo os dois problemas, foi feito o cálculo para Estados, União e municípios, das necessidades adicionais de financiamento na saúde advindas da regulamentação da EC nº 29. Os cálculos, com base nos dados de 2010, evidenciam que a União, hoje com um gasto de 6,6% da receita corrente (ou R$ 60,6 bilhões), teria de financiar o aumento de R$ 30,6 bilhões para adequar-se ao piso de 10%.

Finalmente, os municípios teriam de elevar em R$ 500 milhões seus gastos em saúde para se ajustar ao percentual de 15%. Aqui, provavelmente, estão os principais efeitos do segundo problema relatado. Isto é, a reclassificação de gastos, sob a nova especificação ditada pela regulamentação da EC 29, deve gerar uma mudança importante nas despesas dos municípios, que, muitas vezes, consideram na função saúde muitos gastos alheios a ela.

Em resumo, para que os pisos definidos fossem cumpridos, o total adicional teria que ser de R$ 37,3 bilhões. Como o cenário da Tendências já apontava um superávit primário de 2,2% do PIB, em 2012, a regulamentação da EC 29 só reforça a avaliação de que a meta fiscal (3,1% do PIB, com 0,6% do PIB podendo ser abatido) não deve ser cumprida. Nossa estimativa para o superávit primário considera os seguintes gastos "extras": Previdência + Lei Orgânica de Assistência Social + Seguro-Desemprego (R$ 23 bilhões), funcionalismo (R$ 20,6 bilhões), pagamento de precatórios (R$ 7,5 bilhões) e os custos fiscais advindos do Programa "Brasil Maior" (R$ 27,3 bilhões). Esses fatores devem pressionar fortemente as despesas do próximo exercício.

Assim, ampliam-se as possibilidades de aumentos de tributos e ou recriação de contribuições para compensar as expansões no lado dos dispêndios. As iniciativas recentes do governo no setor automotivo, ao expandir a tributação do IPI para produtos importados, bem com a elevação da alíquota do IPI-Fumo (que foi postergada de dezembro de 2011 para o início de 2012) são duas amostras de que essa estratégia deve ser utilizada com frequência nos próximos períodos.

A alternativa de recriar a CPMF, como Contribuição Social para a Saúde (CSS), poderia gerar recursos suficientes para dar conta dessas novas pressões, desde que a alíquota fosse de 0,38%. Neste caso, os recursos gerados poderiam superar os R$ 50 bilhões. Se, no entanto, a alíquota aprovada fosse de 0,1% - conforme projeto que regulamenta a EC 29 -, poderiam ser obtidos de R$ 13 bilhões a R$ 14 bilhões apenas e, com isso, o superávit primário seria sacrificado.

Vale ressaltar que, considerando o cenário político, não é provável a criação da CSS, mas o governo buscará novas fontes de recursos, via aumento da tributação sobre o restante da sociedade (IOF, IPI, CSLL, Cofins, PIS, royalties sobre mineração, etc.) e, com isso, o primário não ficará menor do que 2,2% do PIB (um esforço já bastante inferior ao necessário para compensar o afrouxamento monetário em curso e manter a inflação no centro da meta).

É dessa forma que os efeitos fiscais da regulamentação da EC 29 constituir-se-ão como complicadores importantes para o campo fiscal e levarão, necessariamente - dada a ausência de mudanças efetivas na política fiscal - a um novo ajuste fiscal de qualidade "ruim", conduzido pelo aumento das receitas e pautado pela continuidade do crescimento robusto da despesa total.

Não há, nesse sentido, "saúde" fiscal suficientemente boa para dar conta de expansões de gastos importantes (saúde é um exemplo) sem prejudicar o superávit primário ou aumentar a tributação. Este é um quadro que dificilmente será alterado nos próximos anos, o que poderia ocorrer por meio de medidas estruturais de controle do crescimento da despesa corrente (pessoal, em especial), algo que permanece distante das prioridades do atual governo.

Felipe Salto é economista pela EESP/FGV-SP, mestrando em administração pública pela EAESP/FGV-SP, cofundador do Instituto Tellus e especialista em finanças públicas da Tendências Consultoria Integrada. Contato: blogdosalto.blogspot.com

O Globo

Ministro diz que Saúde precisa de mais R$45 bi

Por Fábio Fabrini

Apesar de apelo de Padilha, presidente da Câmara descarta criação de novo imposto

Brasília. Em discurso na Câmara a um dia da votação de projeto para regulamentar a Emenda Constitucional 29 - lei que fixa os investimentos mínimos de União, estados e municípios em Saúde -, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) disse ontem que o Brasil precisa de mais R$45 bilhões por ano para equiparar seus serviços aos de vizinhos sul-americanos. A cifra se refere ao que as três esferas de governo teriam de aplicar a mais caso queiram oferecer aos doentes o mesmo que Chile e Argentina. O valor corresponde à arrecadação da extinta CPMF, em 2007, seu último ano de vigência.

O incremento representaria um aumento de 30% sobre as despesas atuais dos governos, de cerca de R$150 milhões - o orçamento do Ministério da Saúde é de pouco mais da metade disso (R$77 milhões).

- O Brasil precisa pôr mais R$45 bilhões na Saúde. Isso para não ficar atrás de Chile e Argentina - frisou Padilha, acrescentando que, embora o país invista 9% do PIB em Saúde, só 45% dos recursos são do setor público.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que o último destaque da Emenda 29 será votado hoje, mas descartou a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), novo imposto nos moldes da CPMF. E admitiu que se pode iniciar uma discussão sobre novas fontes para a Saúde.

Correio Braziliense

Dia de boicote a planos de saúde

Por Ana Carolina Dinardo

Médicos vão se recusar a aceitar convênios hoje para pressionar as operadoras a elevarem a R$ 60 o valor pago pelas consultas

Quem tem consulta médica marcada para hoje enfrentará sérios problemas quando chegar aos consultórios. Médicos de todo o Brasil — com exceção de Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte — vão recusar o atendimento por meio do plano de saúde em um protesto contra as operadoras. O boicote decorre de uma briga que se arrasta desde abril entre os profissionais e as empresas. Eles reclamam do baixo valor pago pelos serviços que prestam. No Distrito Federal, os maiores prejudicados serão os clientes da Bradesco Saúde, da Golden Cross, da Amil e da Sul América. Essas companhias concentram 211 mil conveniados, 40% do total de planos vigentes na capital do país.

A recusa, segundo a Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), se estenderá por 24 horas. Somente os casos de emergência serão atendidos. A paralisação valerá tanto para os consultórios quanto para os ambulatórios e hospitais. A principal reivindicação dos médicos é o reajuste no valor das consultas. Segundo o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, a média nacional paga pelos planos é de R$ 36 a R$ 40 por consulta. Os profissionais querem, no mínimo, R$ 60. Ele ressaltou que o protesto de hoje é um desdobramento da paralisação de abril, quando foi feito um alerta às operadoras sobre o desequilíbrio na relação entre os médicos e os convênios. "Queremos um acordo sensato e cabível. De maneira nenhuma queremos prejudicar os pacientes", afirmou.

A comissão calcula que há 1.044 operadoras de saúde suplementar em operando no país. Cerca de 46 milhões de brasileiros estão associados aos planos de saúde. Dos 347 mil médicos registrados no Conselho Federal de Medicina (CFM), 160 mil atendem por meio de convênios. No país, 80% das consultas são realizadas pelos planos e 20%, particulares.

Ao longo do dia de ontem, as empresas tentaram demover os médicos da paralisação. Segundo José Cechin, diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que tem como afiliadas a Amil, a Golden, a Bradesco e a Sul América, foram apresentadas duas propostas a representantes dos profissionais de saúde: um novo parâmetro de remuneração e uma terminologia única para os procedimentos a serem pagos — atualmente, os nomes dos serviços variam de acordo com a região. A Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e o CFM asseguraram, porém, desconhecer "as negociações por parte das operadoras e das seguradoras relativas aos honorários médicos".

Cechin informou que a unificação da terminologia está quase concluída. "A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) já preparou a tabela com os 2 mil procedimentos médicos que serão seguidos pelas operadoras. Mas os valores ainda não foram discutidos pela FenaSaúde, pois cada empresa definirá os seus", frisou. "Essa prática aperfeiçoará o atendimento aos pacientes", garantiu.

Quanto ao atendimento nesta quarta-feira, Cechin disse que as operadoras não têm programa de emergência, mas estão dispostas a resolver as reclamações. "Os usuários, de fato, vão enfrentar problemas. Mas basta procurarem as empresas por telefone para tirar dúvidas e procurar a melhor solução", afirmou. Aloísio Tibiriça, vice-presidente do CFM, destacou que a paralisação é para valer e justa. Ele admitiu avaliar possíveis propostas a serem apresentadas pelas empresas. Se até o fim deste mês não houver acordo, poderá haver novo protesto. "Em 1° de outubro definiremos se ocorrerá uma terceira etapa da mobilização, que poderá durar até 72 horas. Isso, é claro, se tivermos uma resposta negativa das empresas de saúde", previu.

O Estado de São Paulo

Criada empresa pública de administração hospitalar

Por Eugênia Lopes

Por 240 votos a favor, 112 contra e 4 abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), com sede em Brasília.

Pela proposta, a empresa pública ficará encarregada da administração de 45 hospitais universitários federais e pela contratação de pessoal pela CLT, desde que seja realizado concurso público. A estimativa é que existam hoje cerca de 26 mil trabalhadores terceirizados em hospitais universitários federais.

O projeto, que segue para votação no Senado, foi enviado ao Congresso no final de junho. A criação da empresa pública estava prevista em uma medida provisória que perdeu a validade. Os sindicalistas são contrários ao projeto por temerem a privatização dos hospitais universitários. "Esse projeto fere a autonomia universitária", disse o deputado Chico Alencar (Psol-RJ).

Na exposição de motivos, o ministro da Educação, Fernando Haddad, argumentou que a criação da EBSERH "tem precedentes nas experiências de autonomia na forma de empresa pública adotadas nos casos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, empresa pública federal vinculada ao Ministério da Educação, e do Grupo Hospitalar Conceição, sociedade de economia mista vinculada ao Ministério da Saúde". "Tratam-se de instituições dotadas de autonomia administrativa e orçamentária, gestão profissionalizada e mecanismos de governança colegiada que promovem a sua inserção estratégica no ambiente de atuação e na administração pública", escreveu o ministro.

Folha de São Paulo

Pesquisa propõe nova forma de combater HIV

Técnica deixa vírus incapaz de atacar o sistema imune e pode ajudar criação de vacina

Da Reuters

Cientistas acharam uma nova forma de evitar que o vírus HIV cause danos ao sistema imunológico. Essa descoberta pode ser um novo caminho para desenvolver uma vacina contra a Aids.

Pesquisadores americanos e europeus descobriram que o vírus é incapaz de atacar o sistema imune se tiver o colesterol removido da membrana que o envolve.

O vírus usa a membrana da célula que ele infecta. Essa membrana contém colesterol, que ajuda o HIV a interagir com outras células.

Em geral, células de defesa do corpo reconhecem o HIV rapidamente e produzem moléculas chamadas interferon. Esses sinais ativam respostas que, no começo, ajudam a lutar contra o vírus, mas que, a longo prazo, prejudicam o sistema imune.

A equipe de cientistas liderada por Adriano Boasso, do Imperial College de Londres, descobriu que, sem o colesterol, o HIV não ativa mais essa resposta nociva.

Isso deixa o caminho livre as células T, que montam a segunda linha de defesa do corpo e têm mais sucesso na luta contra o vírus.

Os pesquisadores dizem que a descoberta desse mecanismo é um passo à frente no desenvolvimento de vacinas contra o HIV.

A imunização contra o vírus está na mira dos cientistas há muitos anos, sem resultados até agora.

Em 2009, um estudo tailandês com 16 mil voluntários mostrou, pela primeira vez, que uma vacina pode proteger algumas pessoas contra o vírus HIV, mas a eficácia foi só de 30%.

Folha de São Paulo

Editoriais

Das boas intenções

O exame das despesas de governos estaduais com saúde reforça a percepção de que o cumprimento da emenda 29 -a dos gastos mínimos para União, Estados e municípios - é problema mais de gestão e menos de falta de recursos.

Desde a aprovação da emenda constitucional, em 2000, Estados utilizam-se de artifícios contábeis para satisfazer o compromisso mínimo exigido, de destinar 12% das receitas para o setor. Incluem de dispêndios com bolsas assistenciais a verbas para restaurantes populares, o que os ajuda a cumprir apenas formalmente a meta.

Está na pauta de hoje da Câmara o exame do projeto de lei voltado a especificar os tipos de despesa dessa rubrica, fechando assim as principais lacunas que distorcem o objetivo da medida. Trata-se de regulamentação elementar, embora tardia, incapaz, entretanto, de assegurar saltos de qualidade na saúde pública brasileira.

Expurgadas as artimanhas contábeis, os dados mais recentes (2009) mostram que, das 27 unidades da Federação, apenas o Rio Grande do Sul, com 5% da receita destinada à saúde, está muito longe de atingir a fatia mínima definida pela Carta. Os outros nove Estados que descumprem a norma têm gastos que oscilam de pouco mais de 10% a quase os 12% exigidos.

Os recursos que deixaram de ser investidos pelos Estados somam R$ 2 bilhões ao ano, montante expressivo, porém insuficiente para alterar a realidade do setor. Pelos cálculos do Ministério da Saúde, de 2004 a 2008 os Estados investiram em média 90% do que deveriam.

A União também já gasta o mínimo exigido -os valores de 1999 acrescidos de 5% e ajustados ano a ano pelo crescimento do PIB nominal. No caso dos municípios, há tamanha falta de informação confiável que se torna impossível verificar se desembolsam ao menos 15% de sua receita em saúde.

O Planalto incentiva um movimento, na sua base de apoio e entre governadores, para que o Congresso aprove a volta do imposto do cheque, agora sob o nome de CSS (Contribuição Social para a Saúde). A presidente Dilma Rousseff, que disse ser contra a criação do tributo na campanha, parece terceirizar agora a tarefa, potencialmente desgastante, de aprová-lo.

Num país de renda média, cujos governos não obstante tomam da sociedade R$ 40 de cada R$ 100 produzidos, é um desplante defender aumento de impostos.

Boas intenções, como elevar gastos em saúde, há aos montes. Mas é hora de obrigar o poder público a fazer escolhas dentro do orçamento, já exorbitante, de que dispõe.

Para elevar dispêndios em saúde (e em educação), é preciso pisar no freio na Previdência, o que se faz moderando a alta do salário mínimo. Um programa profundo de combate ao desperdício nas despesas da saúde também ajudará a atender melhor o cidadão.

Correio Braziliense

Coqueluche volta a assustar

Por Max Milliano Melo

A doença, considerada controlada no país há muitos anos, ressurge com força. Maior número de novos casos é em adolescentes e adultosNotíciaGráfico

São Paulo (SP) — Ela pode ser chamada de tosse comprida ou simplesmente coqueluche. Uma doença antiga, dos tempos da vovó, mas que assusta mesmo é os mais novos. Tido como controlado no Brasil, o mal, segundo especialistas, nunca foi tão assustador. Só este ano, cerca de 2 mil foram notificados — quase 600, confirmados. A coqueluche já provocou a morte de 16 bebês, todos com menos de 6 meses. O pior, no entanto, ainda está por vir. A doença é mais frequente nos meses mais quentes, como dezembro e janeiro. A única forma de proteção é por meio de vacinação.

Ao contrário do que muita gente imagina, a coqueluche não é uma doença leve e que atinge apenas crianças. "O que estamos presenciando é justamente um crescimento dos casos entre adolescentes e adultos, que, ao contrário das crianças, não estão imunizados", explica a pediatra Luiza Helena Falleiros Arlant, vice-presidente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (Slipe). "Embora os casos mais graves, que podem levar à morte, ocorram em bebês, de no máximo 6 meses, é nos adultos que a doença, surpreendentemente, tem crescido nos últimos anos", conta.

Se a imunização, feita pela vacina tríplice viral (que também protege contra o tétano e a difteria), é obrigatória no calendário oficial da rede pública, por que os adultos, que têm sido alvo de intensas campanhas, estão ficando doentes? A resposta é simples: a vacina protege por um período máximo de seis anos. Como a última dose é administrada por volta dos 6 anos, no início da adolescência o paciente já está suscetível à doença. "A vacina com o anticorpo inteiro, como é ministrada na rede pública de saúde, possui muitas toxinas e, se administrada em pacientes com mais de 7 anos, produziria efeitos colaterais severos. Por essa razão, ela só pode ser utilizada em crianças", conta Lúcia Bricks, doutora em medicina pela Universidade de São Paulo (USP).

Atenção

Apesar da frequência maior em adultos, é nos bebês que a doença mais preocupa os médicos. A vacina precisa inicialmente de três doses para imunizar, dadas a cada dois meses após o nascimento. Dessa forma, até a metade do primeiro ano de vida, os recém-nascidos ainda não estão completamente protegidos. Além de serem mais vulneráveis à doença e terem menos força para combater o vírus, os pacientes também têm menos anticorpos para proteção contra outras doenças. "O muco que se acumula no sistema respiratório em função da coqueluche serve como um meio de cultura para outras bactérias, que podem causar doenças como a pneumonia", conta o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato de Ávila Kfouri.

Nos mais velhos, a doença segue silenciosa. Como os sintomas são mais leves — em geral, apenas uma tosse persistente —, o paciente não costuma procurar um médico. "Na maioria das vezes, culpa-se a poluição ou o cigarro e espera-se que a tosse se cure sozinha. Apesar de não preocupar, o paciente transmite a doença para outras pessoas, entre elas, os bebês, que podem sofrer casos mais graves", explica Luiza Helena. Estudos mostram que as mães são as principais responsáveis pela transmissão para os bebês — em 33% dos casos, é delas que vêm as bactérias.

Se, em aproximadamente 75% dos casos em bebês, a transmissão da coqueluche ocorre dentro de casa, vinda da família, e não é possível imunizar os bebês antes dos 6 meses — quando a terceira dose completa o ciclo de proteção —, a estratégia proposta pelos médicos é vacinar também os adultos. Uma nova vacina, a dTpa5-IPV, vem sendo usada nos Estados Unidos e na Europa e conseguindo ajudar a conter a doença. "A grande vantagem dessa nova vacina é que ela pode ser administrada em adolescentes e adultos", conta a médica Lúcia Bricks, da USP. "Imunizando a família e os profissionais que cercam as crianças, conseguiremos salvar a vida dos bebês que ainda não cumpriram seu ciclo de imunização", completa.

* O repórter viajou a convite da Sanofi Aventis.

O Globo

Médicos de planos fazem greve hoje

Médicos suspendem atendimento a usuários de planos de saúde hoje

Por Geralda Doca

Profissionais querem reajustar consultas. No Rio, movimento atinge todas as operadoras

Brasília e São Paulo. Os médicos que atendem pelos planos de saúde vão suspender hoje, por 24 horas, o atendimento aos usuários de 23 operadoras. O principal objetivo da categoria é forçar as empresas a reajustarem o preço por consultas e procedimentos (cirurgias). Segundo estimativa do movimento, cerca de 20 milhões de um total de 46 milhões credenciados poderão ficar sem atendimento em todo o país. No Rio, os médicos vão fazer hoje, às 11h, uma manifestação em frente à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na Glória. Os médicos reclamam que, nos últimos 12 anos, a inflação acumulada atingiu 120%. Nesse período, os planos foram reajustados em 150%, segundo a categoria, e os honorários médicos, em 50%.

Os serviços de urgência e emergência serão realizados normalmente. A paralisação vai ocorrer em quase todos os estados (com exceção de Amazonas, Rio Grande do Norte e Roraima). Em nove deles, incluindo o Rio, o movimento atinge todas as operadoras. No restante, serão alguns planos selecionados pela categoria.

- Há duas semanas estamos pedindo aos pacientes que agendem consultas e cirurgias para outro dia. Não queremos prejudicar a população, mas a situação dos médicos está muito difícil - disse Márcia Araujo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio.

Segundo o coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), Aloisio Tibiriçá, a categoria decidiu suspender as atividades porque o resultado das negociações entre a categoria e as operadoras, iniciadas em 7 de abril, foi insuficiente. Eles querem que o preço médio da consulta suba dos atuais R$40 para R$60, no mínimo. Defendem também reajustes nos valores das cirurgias.

Comissão pede mediação do Ministério da Saúde

Além disso, querem fazer valer norma da ANS que determina a assinatura de contratos entre as operadoras e seus prestadores, com duração do serviço e critério de reajuste. O comando do movimento tem uma audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, hoje, para entregar suas reivindicações e queixas.

- Queremos que o Ministério da Saúde entre como mediador na situação porque a ANS não cumpre seu papel - disse Tibiriçá, acrescentando que novas paralisações não estão descartadas caso não haja avanço nas negociações.

A ANS informou, em nota, que considera legítimo o movimento dos médicos por melhor remuneração, mas ressaltou que as operadoras de planos de saúde têm que garantir o atendimento do que foi contratado pelos beneficiários, sem taxas adicionais.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa os 15 maiores grupos de empresas de saúde privada do país, disse, em nota, que, conforme acordo com a categoria, vai definir um novo parâmetro para o trabalho dos médicos, com base na complexidade dos procedimentos.

O Globo

Indústria farmacêutica rejeita quebra de patente

Por Marcelle Ribeiro

Sindicatos destacam respeito do Brasil a direito intelectual, reclamam da carga tributária, mas admitem conversar

São Paulo. Representantes de sindicatos da indústria farmacêutica brasileira não acreditam na quebra de patentes de remédios contra as chamadas doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, câncer, diabetes e doenças respiratórias, defendida pela presidente Dilma Rousseff em discurso na ONU, na segunda-feira. Apesar de reclamarem da carga tributária incidente no setor, disseram que os laboratórios estão dispostos a conversar com o governo sobre preços.

O vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, disse que o governo já fornece gratuitamente medicamentos contra hipertensão e diabetes pelo programa Saúde Não Tem Preço. Segundo ele, vários remédios para câncer já tiveram a patente vencida ou que está prestes a vencer. Mussolini lembrou que a presidente Dilma afirmou na ONU que o Brasil respeita compromissos relacionados a direitos intelectuais.

- O Brasil sempre respeitou os contratos, e temos certeza de que isso vai acontecer. E existem regras de como fazer (a flexibilização) - afirmou.

Mussolini comentou também declaração do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de que a simples discussão da flexibilização das regras levará à redução dos preços dos remédios.

- Isso depende de como a discussão for feita, não é com a simples notícia de que há a possibilidade de flexibilização que os preços vão cair. Os preços têm uma série de componentes. As discussões podem levar a alguma redução de preço - afirmou Mussolini.

O presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás, Marçal Henrique Soares, cobrou a diminuição da carga tributária sobre o setor - que, segundo ele, é de quase 40% - para permitir redução de preços.

- Precisa ver onde ele (o governo) vai flexibilizar. A nossa carga tributária deveria ser menor, para ter um preço menor para o consumidor - disse Soares, afirmando que não há nenhuma negociação nesse sentido no momento.

Valor Econômico

Avert, laboratório de sócios da Biolab, adquire o Zurita

Por Mônica Scaramuzzo, de São Paulo

A farmacêutica Avert, criada por três sócios da Biolab, um dos maiores laboratórios do país, anunciou a aquisição da companhia Zurita, de Araras (SP), cujo carro-chefe na produção é a linha Acnase (combate acne). A aquisição marca a entrada da Avert no segmento popular de medicamentos isentos de prescrição (MIP) médica.

Cleiton de Castro Marques, presidente da Biolab e um dos sócios da Avert, afirmou ao Valor que a farmacêutica paulista foi criada em meados no ano passado e ainda estava inoperante. "Surgiu a oportunidade de adquirir os ativos da Zurita, que têm grande apelo no segmento popular", afirmou. O valor do negócio não foi divulgado.

Além da linha Acnase, o laboratório de Araras também comercializa produtos conhecidos no mercado como o xarope Broncofenil, Sinustrat (combate a sinusite e resfriado) e o Fatigan Plus. No ano passado, o Zurita registrou faturamento de R$ 25 milhões. "Compramos os ativos, que inclui o laboratório, e os produtos, mas a marca Zurita fica de fora", afirmou o empresário.

A expectativa é de que a farmacêutica Avert, já com os novos produtos, cresça entre 10% e 15% nos próximos anos. Os empresários estão reforçando suas apostas no avanço da classe C no mercado, com aumento de renda da população e o maior acesso a medicamentos. Segundo Marques de Castro, a Avert poderá fazer futuras aquisições em medicamentos populares para avançar neste segmento.

A Avert vai ser o braço farmacêutico popular dos irmãos Cleiton de Castro Marques e Paulo de Castro Marques, e do empresário Dante Alário Júnior. Os três são sócios do laboratório Biolab junto com Fernando de Castro Marques, que é presidente da farmacêutica União Química. Fernando não faz parte da Avert.

Os três irmãos têm participação cruzada nos laboratórios Biolab e União Química e negociam atualmente o fim da participação cruzada nos laboratórios. Os bancos Deutsche Bank e o BTG Pactual foram contratados para assessorar essa operação.

Apesar de serem sócios da Biolab, fundada há 13 anos, a Avert não tem vínculo com essa farmacêutica. "Queremos deixar os negócios separados. A Biolab é especializada em medicamentos de prescrição médica, com foco nas áreas de cardiologia, ginecologia e dermatologia", explicou. No ano passado, a Biolab obteve faturamento de cerca de R$ 600 milhões.

Nos primeiros meses deste ano, o movimento de concentração no setor farmacêutico continuou acelerado. Até junho, foram concretizadas 11 negociações de fusões e aquisições, segundo levantamento da consultoria KPMG. Em 2010, foram 18 operações, ante 12 no ano anterior. "As transações no setor estão acontecendo em ritmo acelerado e vêm aumentando relativamente a cada ano. O que prova que é um setor que vem se consolidando", afirmou o sócio da KPMG no Brasil, Luis Motta. Esse setor tem atraído grandes multinacionais e estimulado a união de gigantes nacionais.

Correio Braziliense

R$ 45 bi para a saúde

Por JÚNIA GAMA

Ministro e governistas pedem aporte extra para a área e não descartam novo tributo. Sem consenso, votação da Emenda 29 está marcada para hoje

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou o coro da presidente Dilma Rousseff e disse que a saúde brasileira precisa de pelo menos R$ 45 bilhões para sair do vermelho. Em discurso na comissão geral que discutiu a Emenda 29 na Câmara, Padilha relatou as ações do governo para reorganizar o Sistema Único de Saúde (SUS), mas afirmou ser "fundamental mais recursos".

O dispositivo estabelece um percentual mínimo de repasse para a saúde pela União, pelos estados e pelos municípios. A visita do ministro ocorre no dia anterior à votação do destaque da regulamentação da EC 29, que, se aprovado, derruba a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), tida como substituta da CPMF.

Apesar de o governo ter abandonado oficialmente a defesa do aumento de impostos, Padilha não negou que um novo tributo possa ser a solução para o problema. Coube ao PT a atribuição de agir no Congresso para angariar apoio à proposta. "A saúde é cara e generosa. Temos que repensar nossa base tributária para fazer uma distribuição de renda mais justa e dar mais recursos para a saúde", disse o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), em referência à possibilidade de criação de um imposto para os mais ricos.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), almoça hoje com governadores para discutir o assunto, horas antes da votação marcada para a Câmara. Ele disse que caberia aos governadores pressionar por um novo tributo, já que são os estados os maiores impactados pela regulamentação da EC 29. Maia não descarta que, por pressão dos governadores sobre as bancadas, a CSS acabe sendo aprovada. "Os governadores têm poder sobre os deputados dos seus partidos, e como eles sabem que precisam de mais recursos, isso pode acontecer", afirmou.

Questionado sobre a necessidade de aumentar impostos, Padilha preferiu passar a bola ao Legislativo. "O debate está no Congresso Nacional, que marcou a data para a votação da regulamentação (da Emenda 29). Com essa votação, abre-se o debate sobre como se irá financiar esses gastos mínimos com saúde", disse.

Texto aberto

O ministro apontou ainda que o texto a ser apreciado hoje é apenas um primeiro passo para a melhoria do SUS, já que define com clareza o que são os gastos com saúde e favorece a fiscalização sobre esses investimentos."Torço para que o texto seja modificado no Senado, porque o texto que está na Câmara retira o Fundeb da base de cálculo, o que significa menos R$ 6 bilhões por ano em saúde", criticou Padilha.

Os líderes da oposição criticaram as cobranças do governo por mais recursos. "O governo sempre dá a entender que, sem um novo tributo, não será possível aprovar a regulamentação e garantir dinheiro para o SUS. Mas esse discurso vai de encontro ao crescimento da receita do governo federal", disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). Para o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), secretário de Saúde de Minas Gerais entre 2003 e 2010, aumentar os investimentos em saúde é uma questão de prioridades, não de aumento da fonte. "Os pagamentos com juros aos credores internacionais e os altos aportes do governo ao BNDES são uma inversão de prioridades", acredita.

CFM

CFM e Fenam desconhecem negociação com médicos anunciada pela FenaSaúde

Nota oficial informa que entidades médicas não foram procuradas para negociar os honorários pagos aos profissionais

Em virtude de nota divulgada pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) nessa terça-feira (20), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) publicaram nota em que afirmam desconhecer a negociação por parte da seguradora e que as entidades médicas não foram procuradas para negociar os honorários pagos aos médicos.

Nota Oficial

A diretoria da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) informam que foi surpreendida com a nota oficial divulgada pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) que representa as 15 maiores operadoras do país, informando que está negociando reajustes nos honorários dos médicos credenciados. A FENAM e o CFM afirmam que desconhecem a negociação por parte da seguradora e que as entidades médicas não foram procuradas pela mesma para negociar os honorários pagos aos médicos.

As entidades médicas renovam ainda suas expectativas e se colocam a disposição para manter um diálogo aberto, franco e definitivo com a FenaSaúde e com qualquer operadora de seguros de saúde para estabelecer um acordo que seja digno e respeitoso para os médicos por parte dessas operadoras .

Nesta quarta-feira (21), os médicos estão realizando um protesto nacional contra as operadoras de planos de saúde que mantém postura abusiva e antiética na relação com os profissionais, inclusive algumas associadas da FenaSaúde. Durante 24 horas, será suspenso o atendimento a essas empresas em consultórios, ambulatórios e hospitais de todo o país como forma de chamar a atenção da sociedade para os prejuízos causados ao exercício da boa Medicina e à qualidade da assistência oferecida aos pacientes, preservando os atendimentos de urgência e emergência.

Isaude.net

Reforma de unidades básicas em todo o país vai custar R$ 120 milhões

Medida faz parte do Programa Brasil Sem Miséria. Serão priorizados municípios localizados em regiões de extrema pobreza

O Ministério da Saúde está qualificando o atendimento oferecido à população brasileira nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O governo federal vai investir R$ 120 milhões para reformar unidades de saúde nos 26 estados e no Distrito Federal. A medida faz parte do Programa Brasil Sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, no início do ano, e reforça a estratégia do governo federal de reestruturar a Atenção Básica no SUS.

Atualmente, 38 mil UBS estão em funcionamento no país. Nelas, os usuários do SUS realizam consultas médicas, curativos, vacinas, coleta de exames laboratoriais, tratamento odontológico, encaminhamentos para especialidades e fornecimento de medicação básica. As reformas incluirão obras estruturais, como adequação do espaço físico, cobertura das unidades, reformulação dos pisos e limpeza.

"Esta é uma ação inédita de fortalecimento da Atenção Básica, dentro do Programa Saúde Mais Perto de Você. O investimento que estamos fazendo vai levar mais qualidade e humanização no atendimento aos usuários do SUS" , afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. " Com a Atenção Básica funcionando bem, até 80% dos problemas de saúde da população podem ser resolvidos. Isso sem precisar ir ao hospital, o que desafoga o atendimento das emergências e garante um acompanhamento continuado."

A indicação das unidades que serão reformadas será feita pelos gestores estaduais, nas Comissões Intergestores Bipartite (CIB). Municípios localizados em regiões de extrema pobreza ou com baixo Produto Interno Bruto (PIB) per capita serão priorizados.

Critérios

Os recursos para as reformas das UBS serão definidos, conforme o tamanho das unidades. UBS com porte entre 153m² e 293m² vão dispor de R$ 30 mil a R$ 150 mil. Já as unidades com tamanho superior a 293m² receberão entre R$ 30 mil e R$ 350 mil. Os recursos serão repassados em duas parcelas, sendo que a primeira corresponderá a 20% do total da obra. O restante do valor (equivalente a 80%) será repassado somente após comprovado o início dos serviços.

Participação

Os municípios devem acessar a página do Ministério da Saúde para se habilitar às reformas. O sistema disponibilizado pelo Ministério calcula o valor de incentivo da reforma, conforme a necessidade de cada unidade. Após esta avaliação, a proposta é encaminhada ao gestor estadual para que sejam aplicados os critérios de prioridade.

O objetivo das ações de aprimoramento da Atenção Básica no SUS - coordenadas pelo Ministério da Saúde em parceria com os estados - é incentivar os municípios a melhorar o padrão de qualidade da assistência oferecida nas UBS e por meio das equipes de Atenção Básica de Saúde. Desde o início do ano, o Ministério da Saúde realiza levantamento para identificar as reais necessidades dos estados em relação à estrutura e quantidade de UBS no país.

Construção

Afinado ao novo modelo de fortalecimento da Atenção Básica no país, o governo federal também autorizou, na semana passada, a liberação de R$ 6,4 milhões para a construção de 19 novas UBS básicas em nove estados: Acre (1), Bahia (2), Goiás (2), Pará (2), Pernambuco (4), Paraná (2), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (1) e São Paulo (3) serão os beneficiados. Essas unidades beneficiarão 6,1 milhões de brasileiros.

Confira no Portal da Saúde os valores destinados a cada estado para reforma de UBS.

Saúde Business Web

5 desafios de avaliar o desempenho em saúde

Por César Luiz Abicalaffe

Relacionados com o programa de pagamento por performance os principais desafios esbarram em questões culturais, legais, éticas, de gestão e operacionais

No artigo anterior discutimos a importância da avaliação de desempenho dos prestadores de serviços de saúde, sejam eles no sistema público ou privado. Hoje traremos alguns desafios para implantar esta estratégia de gestão, principalmente quando associamos a programas de pagamento por performance. A grande parte destes desafios foi observada na prática pela minha equipe, mas também percebemos a semelhança com os desafios observados em outros países.

Durante o SAÚDE BUSINESS FORUM 2011, que ocorrerá nesta semana na Bahia, discutiremos isso pessoalmente.

Dividi os principais desafios observados em: culturais, legais, éticos, de gestão e operacionais.

Os desafios culturais mais comumente observados são o falso conforto do status quo e a dificuldade de engajar o médico na agenda da qualidade. Considero este último um dos maiores desafios, pois muito pouco acontece no sistema de saúde sem uma prescrição médica, sendo, portanto, o envolvimento deste profissional a condição para termos um sistema de saúde de alta performance.

Os desafios legais estão mais relacionados ao processo de regulação da ANS e aos modelos de contratação do serviço público que podem dificultar ganhos diferenciados. Dentro do processo de regulação da ANS temos a obrigatoriedade pelo uso de tabelas padronizadas (TUSS). O uso de tabelas padronizadas de honorários médicos torna mais complexo a reforma no modelo de remuneração médica, principalmente quando se quer migrar de modelos retrospectivos para modelos prospectivos ou ainda para modelos híbridos de remuneração.

Um dos desafios éticos que temos que transpor é risco de entendimento de que pagamento por performance vincula o ganho do médico ao resultado. Isso vai contra o artigo 62 do Código de Ética Médica. Outro ponto é a proibição do uso de CIDs nas trocas de informações entre os prestadores e os planos de saúde (o que de forma estranha não ocorre quando a troca de informações é feita para pacientes do SUS). Sem termos informações claras sobre as patologias em tratamento fica impossível monitorar sua evolução e conseqüente se o desempenho dos prestadores está sendo condizentes com as melhores práticas. Outro desafio ético observado é a difusão pública dos resultados. Tal prática é comum em vários países, como os EUA, França e Inglaterra, que adotam modelos de pagamento por performance ou de avaliação de desempenho.

No caso dos desafios de gestão que trazemos para discussão, percebemos que um deles refere-se ao entendimento pelos gestores de que a avaliação de desempenho é uma importante ferramenta para governança clínica (veja o artigo anterior). Outro desafio observado é a criação de modelos “caseiros” de avaliação de desempenho, sem critérios baseados em evidência ou ainda em modelos já existentes.

Quando falamos em desafios operacionais, percebemos as questões de cunho mais prático, mas que muitas vezes demandam grandes esforços para serem superados. O principal deles está nos sistemas de informações implantados. Geralmente são sistemas não integrados e que, na sua grande maioria, contém informações limitadas a custo e utilização. Mesmo em hospitais, boa parte deles tem foco no faturamento e não na gestão assistencial. Para complicar mais, as poucas informações existentes ainda tem baixa qualidade, pois os dados registrados na sua origem muitas vezes não são confiáveis, gerando indicadores questionáveis. E, finalmente, o uso de prontuários eletrônicos. Atualmente já existem bons prontuários eletrônicos, mas a sua implantação na prática tem sido muito difícil.

Mesmo com todos estes desafios, temos a convicção de que vale a pena implantar estratégias de avaliação de desempenho em saúde, pois as melhorias observadas, tanto para a instituição como para os profissionais e pacientes assistidos são gratificantes.

Saúde Business Web

Como o benchmarking aumenta a segurança do paciente

Experiência dos países desenvolvidos demonstra que a troca padronizada de informações entre hospitais é uma das formas de aprimorar o processo de qualidade dessas instituições

Por Sílvio Possa

Nas últimas semanas a mídia tem dado grande divulgação para o tema “erro nos hospitais brasileiros” e focado mais especificamente na enfermagem, apresentando cenas e casos bastante reveladores da realidade de parte dos serviços públicos e privados de saúde no Brasil.

O que deixa a desejar nessas reportagens é o porquê que isso acontece e quais as soluções para melhorarmos a segurança do paciente nos hospitais do país.

Apesar de lançarem um olhar sobre o problema, parece sempre que se busca culpados e ao final indica de forma genérica a falta de recursos ou a má gestão pelo problema, não ajudando a se traçar meios para alcançarmos um futuro melhor em nossos serviços de saúde.

Como abordamos no post “Segurança do paciente no Brasil, privilégio dos hospitais privados?” há pouquíssima informação sobre o trabalho realizado pelos hospitais do país, seja sobre segurança do paciente, indicadores de satisfação dos pacientes, dados de produtividade, perfis de morbidade, ou seja, não se sabe nada sobre a quase totalidade dos hospitais brasileiros, excluindo-se aqui um pequeno e seleto grupo de hospitais privados que se reúnem na Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) e que mantém há seis anos um sistema de benchmarking e um programa de melhores práticas assistenciais, publicados anualmente no site http://www.anahp.org.br/publicacoes.asp.

A experiência dos países desenvolvidos demonstra que a troca padronizada de informações entre hospitais é uma das formas de aprimorar o processo de qualidade dessas instituições, sendo que há países que publicam essas informações permitindo que o público em geral e os usuários especificamente possam acompanhar a quantas anda a aplicação dos recursos públicos na saúde, se estão bem geridos ou não, possibilitando inclusive a escolha pelo paciente através da comparação entre diversos hospitais, além de servir como um incentivo para a melhoria de performance de cada hospital(http://www.hospitalcompare.hhs.gov/).

A simples informação da disponibilidade de leitos hospitalares para a população já será um indicativo das prioridades a serem buscadas pelos cidadãos no momento de defender seus interesses, porém ainda só esta disponível em sites da sociedade civil (vide http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/analises_distritos.php?tema=10#info).

Assim um grande passo para o avanço da qualidade e segurança do paciente nos hospitais brasileiros será a implantação de sistemas de trocas de informações e publicização dessas informações e que deverá contar com a participação e apoio dos órgãos responsáveis pela saúde pública do país.

Saúde Business Web

Médicos gostam de dispositivos móveis, mas precisam de tecnologias mais inteligentes

Por Ken Terry, da InformationWeek EUA

“De qualquer forma, a objeção que a mobilidade teve no passado, está caindo por terra na medida em que o wireless se torna mais poderoso, mais barato e amigável.”

Esta é a conclusão da nova pesquisa promovida pela Frost & Sullivan com usuários de dispositivos móveis da área da saúde.

Kenneth Kleinberg, consultor de Advisory Board, concorda com esta perspectiva. “Existe uma grande onda de interesse no uso de tablets e smartphones por médicos”, avalia. “Eles vão usar qualquer tipo de tecnologia que torne seu trabalho mais rápido e fácil.”

A Frost & Sullivan projetou que o uso do smartphone na América do Norte vai saltar de 24% para 67% até o ano de 2015. Neste quesito, os médicos estão à frente da população comum. Afinal, 64% desses profissionais já estavam usando smartphones em março de 2010, de acordo com o estudo realizado pela Manhattan Research. A pesquisa da Frost também observou que as aplicações de smartphone para a área da saúde incluem referências a drogas e ferramentas clínicas de diagnóstico em tempo real, mantendo o cadastro dos pacientes.

O estudo concluiu ainda que os “registros eletrônicos de saúde (EHRs) podem ser acessados via smartphone, permitindo comunicar-se virtualmente em qualquer lugar, a qualquer momento, inclusive no ponto de atendimento”.

A pesquisa observou, entretanto, que o smartphone possui limitações na tela e no processador, podendo fornecer informações incompletas ou demandar muito tempo para realizar consultas por meio de múltiplas telas.

A pesquisa lembra que os tablets estiveram por perto desde 1980 e, como nota Kleinberg, tiveram algum impacto na área da saúde. “De qualquer forma”, observa a Frost & Sullivan, “o mais fino, mais barato, que dispõem de versões com mais recursos está pegando a indústria de dispositivos móveis como uma onda. Essas novas interações, lançadas pela lista crescente de fornecedores de primeira linha, tem um significado em potencial para o setor da saúde.”

Entre as principais formas de uso dos tablets estão aplicações para “diagnóstico de imagens e vídeo, de fácil acesso educacional, além de incluir ferramentas de referências, com apenas um click pode-se acessar lista eletrônica de pacientes”, concluiu o relatório.

Kleinberg aponta que os clínicos não poderão fazer uso dos EHRs nem em tablets nem em smartphones, a menos que os fornecedores de software desenvolvam aplicações nativas.

A explosão de mobilidade na área médica caminha ao mesmo tempo em que as tecnologias estão sendo desenvolvidas, nota Kleinberg. Grandes empresas são capazes de investir em todas as frentes, mas as de menor porte podem ter que adiar a concepção nativa de aplicações móveis. A nova geração de dispositivos para uso efetivo da EHRs “está quase lá”, disse. Um médico pode documentar a consulta em iPad, por exemplo, usando a tela sensível ao toque, escrita digital e reconhecimento de voz.

Mas o fluxo de trabalho não tem sido suficientemente abordado. Deve-se reduzir o número de telas e a quantidade de dados, disse. Aplicações devem ser projetadas com características mais inteligentes.

iPads são perfeitamente capazes de lidar com estas questões, tais como visualizações de imagens digitais ou tirar fotografias de pacientes para mostrar suas condições, disse Kleinberg. E os médicos podem usar diferentes dispositivos móveis para organizar o sistema de entrada de pedidos, desde que não esperem muito para tomar essa decisão, adicionou.

A maior vantagem dos dispositivos móveis, disse, é que eles têm potencial para aumentar uso de TI entre os médicos, porque eles adoram seus smatphones e iPads.

Terça-feira, 20.09.11

Ministério da Saúde

Brasil recebe prêmio da Sociedade Americana do Câncer em Nova Iorque

Ministro Padilha representou a presidente Dilma Rousseff, que foi reconhecida pelo empenho na luta contra o câncer

Em cerimônia na qual representou a presidenta da República, Dilma Rousseff, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu da na noite dessa segunda-feira, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o prêmio da Sociedade Americana do Câncer.

O prêmio foi concedido pelo empenho da presidenta Dilma e do governo brasileiro no combate ao câncer por meio da promoção da conscientização da importância da prevenção e sobre métodos humanizados e eficientes.

"Países em desenvolvimento têm uma capacidade menor de responder ao desafio do câncer. Portanto, é essencial que instituições como a OMS (Organização Mundial de Saúde) continuem a promover a conscientização sobre as doenças não transmissíveis para que possam, assim, melhorar práticas para seu combate", disse Padilha no discurso de agradecimento.

O ministro brasileiro lembrou que tais doenças são responsáveis por 72% das mortes e que as mulheres são mais acometidas por tais enfermidades. " As mulheres foram desproporcionalmente afetadas pelos fatores de risco crescente. O uso nocivo de álcool e obesidade entre as mulheres têm crescido bem. Mortes associadas a doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente um terço das mortes entre elas no Brasil. Estamos atentos à gravidade do problema e estamos reagindo com todos os esforços possíveis para a urgência desta questão exige" , destacou.

Por fim, Padilha disse que as iniciativas em curso na saúde brasileira foram desenvolvidas com a colaboração muito importante da OMS e do Fundo das Nações Unidas e ressaltou a importância na luta contra as doenças não-transmissíveis.

Agência Brasil

Saúde precisa de R$ 45 bilhões a mais por ano para chegar ao patamar do Chile e da Argentina, diz Padilha

Por Paula Laboissière

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (20) que a saúde brasileira precisa de R$ 45 bilhões anuais a mais do que o atual orçamento para chegar ao patamar de países como o Chile e a Argentina. A declaração foi dada durante sessão da Comissão Geral da Câmara dos Deputados que discute a regulamentação da Emenda Constitucional 29.

"É um passo que abre uma caminhada para reorganizar o SUS [Sistema Único de Saúde], para dar conta das novas necessidades do povo brasileiro. É importante termos mais controle, é importante termos regras que estabeleçam melhor a fiscalização, mas é fundamental termos mais financiamento”, destacou.

Durante o debate, o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), confirmou para amanhã (21) a conclusão da votação sobre o tema. Segundo ele, a proposta será votada “faça chuva ou faça sol”.

A regulamentação da Emenda 29 tramita na forma de Projeto de Lei Complementar (PLP) do. O texto prevê recursos públicos mínimos obrigatórios para a saúde.

CFM

A evolução nas áreas de atuação

Antonio Pinheiro é cirurgião plástico, conselheiro do CFM e coordenador da Comissão Mista de Especialidades

Desde que em 2002 confirmou-se o planejamento que vinha evoluindo sobre uma unificação que organizasse as especialidades médicas no país, o Conselho Federal de Medicina (CFM) tem albergado a Comissão Mista de Especialidades, fruto desta decisão madura e consistente tomada conjuntamente com a Associação Médica Brasileira e a Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação.

Entendiam os dirigentes destas instâncias que o constante aporte tecnológico e de conhecimento científico das já estabelecidas especialidades poderiam trazer áreas de atividade com consistência operacional na medicina, sem que fossem especialidades e compreendendo o que então se denominou de áreas de atuação. Ao invés de se pensar em hierarquia de conhecimento, pensava-se em disciplinar como áreas específicas de maior aprofundamento de uma ou mais especialidades.

Após a assinatura do convênio entre as entidades, foi criada a Comissão Mista, composta paritariamente e com atribuições específicas previstas no próprio convênio e em Resolução do CFM. É importante que se reconheça que a evolução dos trabalhos da Comissão possibilitou a confiabilidade das decisões em todos os níveis, sendo o conjunto delas marco para o reconhecimento das atividades especializadas da medicina no Mercosul.

Uma das mais importantes regras é que o CFM deve emitir relatório anual sobre a Comissão, consolidando suas decisões na questão das especialidades e áreas de atuação em Resolução a ser apresentada e analisada pelo plenário. E assim tem sido nestes anos, em momentos que a Comissão Mista de Especialidades (CME), pode inclusive repensar e modificar decisões, à mercê de realidades da atividade médica e de necessidades sociais e epidemiológicas do país.

A Resolução 1973/2011, publicada no Diário Oficial da União em 1º de agosto de 2011, não trouxe nenhuma nova especialidade aprovada, mas algumas inclusões nas áreas de Atuação além de alargar acesso em duas delas. Também em demorada mediação da Diretoria do CFM, obteve-se a unificação da Medicina Legal com a Perícia Médica, passando então a especialidade a denominar-se Medicina Legal e Perícia Médica.

Em síntese, a norma cria três novas áreas de atuação médica: Medicina do Sono, Medicina Paliativa e Medicina Tropical. A partir de sua publicação, a resolução do CFM associa a área de Medicina Paliativa às especialidades Clínica Médica, Cancerologia, Geriatria e Gerontologia, Medicina de Família e Comunidade, Pediatria e Anestesiologia. De acordo com importantes especialistas no tema, a decisão trouxe maior visibilidade a um tipo de trabalho médico que já existe e é realizado com rigor científico.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 65% dos portadores de doenças crônicas que ameaçam a vida necessitam de cuidados paliativos. Com a publicação da norma que cria esta área, a Comissão Nacional de Medicina Paliativa da Associação Médica Brasileira (AMB) definirá os critérios para o reconhecimento dos primeiros paliativistas titulados do país.

A área de atuação Medicina Tropical, vinculada à especialidade infectologia, é dedicada ao estudo e tratamento de doenças como malária, febre amarela, dengue, esquistossomose e leishmaniose, típicas de regiões tropicais. De acordo com o Juvêncio Dualib, chefe do setor de infectologia do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, a especialidade é derivada do campo de estudo da medicina tropical, mas atualmente abrange um vasto número de doenças.

Com a norma em vigor, a área de atuação Dor, que era associada somente às especialidades Anestesiologia e Neurologia, passa a ser associada adicionalmente à Acupuntura, Medicina Física e Reabilitação, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia e Reumatologia. Também houve ampliação no número de especialidades vinculadas à área de atuação Hepatologia, que, a partir de agora, manterá ligações além da gastroenterologia, com a Clínica Médica e a Infectologia. Além disso, a especialidade Medicina Legal passa a ser denominada Medicina Legal e Perícia Médica. Deixaram de ser tratadas como áreas de atuação: Cirurgia de Coluna, Perícia Médica e Reprodução Humana e Medicina Aeroespacial.

Esperamos que as atividades tão importantes da CME possam prosseguir, como tem sido até agora, com muita discussão aberta nas suas reuniões ordinárias e relatórios consistentes em que se procura o consenso para manutenção de uma união que só trouxe progresso e fortalecimento para a medicina brasileira.

Agência Câmara

Deputada quer imposto sobre grandes fortunas para aumentar recursos da saúde

A deputada Jandira Fegali (PCdoB-RJ) defendeu há pouco a aprovação do Projeto de Lei Complementar 48/11, do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), que regulamenta o imposto sobre grandes fortunas para financiar a saúde. A deputada é relatora do projeto na Comissão de Seguridade Social e Família, e disse que essa pode ser uma das fontes de recursos adicionais, já que não há ambiente de recriar a CPMF.

Segundo Jandira, que participa de comissão geral sobre a regulamentação da Emenda 29 (PLP 306/08), a saúde no Brasil está subfinanciada porque desde o começo se pensou no investimento mínimo previsto pela Constituição como o teto para o investimento de municípios, estados e da União. “Esses recursos são metade do que diz a Organização Mundial da Saúde para um país que queira dar atenção total à sua população. Devíamos estar investindo 6% doPIB, e estamos em 3,7%”, afirmou.

Por sua vez, o líder do PP, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), defendeu a regulamentação da Emenda 29, mas ressaltou que é preciso rediscutir as responsabilidades de municípios, estados e da União, e não apenas do ponto de vista dos recursos empregados. “É necessário priorizar as ações no município, para discutir na prática quem está responsável pelas ações”, disse

Isaude.net

Proteínas, carboidratos e gorduras compõem a melhor dieta para os genes

Consumir um terço dos alimentos em cada um destes grupos limita surgimento de doenças ligadas ao estilo de vida

Biólogos da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia conseguiram desvendar quais são os melhores alimentos em nível molecular para os genes. O estudo revelou que o consumo de um terço de proteínas, um terço de carboidratos e um terço de gordura é a melhor receita para limitar o aparecimento de doenças relacionadas ao estilo de vida.

Os resultados mostraram ainda que uma dieta com 65% de carboidratos faz com que um número de classes de genes trabalhe horas extras e aumente o risco de doenças. "Isso afeta não apenas os genes que causam a inflamação no corpo, que foi o que originalmente queríamos estudar, mas também genes associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, demência e diabetes tipo 2, todas doenças relacionadas ao estilos de vida", explicou a professora de biologia, Berit Johansen.

Segundo os autores, essas descobertas minam a maioria das bases científicas de dietas saudáveis recomendadas nos dias de hoje. Somente agora eles estão tentando descobrir a relação entre a digestão da dieta e os efeitos sobre a saúde e o sistema imunológico, para assim dizer não só que tipos de alimentos são saudáveis, mas por que. "Ambas as dietas de baixa e alta caloria estão erradas. Mas uma dieta baixa em carboidratos é preferível. Uma dieta saudável não deve ser composta por mais de um terço de carboidratos (até 40% das calorias) em cada refeição, caso contrário, estimulamos nossos genes a iniciar a atividade que gera inflamação no corpo", observou Johansen.

A professora defende que a dieta é a chave para controlar nossa susceptibilidade genética para uma determinada doença. " Ao escolher o que comemos, escolhemos se vamos oferecer aos nossos genes as armas que causam a doença. Quando consumimos muitos carboidratos e o corpo é acionado para reagir, o sistema imunitário mobiliza sua força, como se o corpo estivesse sendo invadida por bactérias ou vírus", afirmou Johansen.

Johansen salientou que os pesquisadores não têm todas as respostas para a relação entre dieta e alimentos ainda. Mas as tendências descobertas, juntamente com a literatura científica recente, deixa claro que a recomendação deve ser para as pessoas mudarem seus hábitos alimentares. Caso contrário, um número crescente de pessoas será atingido com doenças crônicas relacionadas ao estilo de vida.

Estudos clínicos

A equipe de pesquisa conduziu dois testes. O primeiro foi para determinar que tipo de métodos de pesquisa eles usariam para responder às perguntas. No estudo-piloto de 28 dias, cinco homens obesos ingeriram comida normal, enquanto no segundo estudo, 32 homens e mulheres um pouco acima do peso ingeriram comida feita especialmente alimentos em pó.

Participantes no último estudo foram aleatoriamente designados para seguir por seis dias uma dieta com 65% das calorias provenientes de carboidratos, o resto das calorias derivadas de proteína (15%) e gordura (20%) e depois uma semana sem dieta. Então eles retomaram uma nova dieta por seis dias com metade dos carboidratos e o dobro de proteínas e gordura. Exames de sangue foram realizados antes e após cada período de dieta.

Estudos de dieta que comparam diferentes quantidades de gordura são muitas vezes criticados com o argumento de que é a diferença na quantidade de ômega-3, os ácidos graxos, que produz os efeitos na saúde, e não o resto da ingestão de alimentos.

Os pesquisadores resolveram este problema mantendo a mesma quantidade de ômega-3 e ômega-6 em ambas as dietas, embora a quantidade de gordura, em geral, fosse diferente nas dietas que foram testadas.

Segundo os investigadores, os estudos resultaram em duas descobertas importantes. Uma delas é o efeito positivo de muitas refeições ao longo do dia e os detalhes sobre a qualidade e composição dos componentes em uma dieta ideal, incluindo ácidos graxos ômega-3 e ômega-6. A segunda é que uma dieta rica em carboidratos, independentemente de haver ou não exagero, tem consequências para genes que afetam as doenças de estilo de vida.

Temperatura genética

Ao longo do estudo, os pesquisadores analisaram se vários genes estavam trabalhando normalmente ou horas extras. Uma medida agregada dos resultados de toda essa atividade genética é chamada de expressão gênica. Ela pode quase ser considerada uma medida da temperatura genética do estado de saúde do corpo.

Os resultados mostraram que um grupo de genes envolvidos no desenvolvimento de reações inflamatórias trabalham horas extras no corpo, alguns desses grupos estão ligados às doenças do estilo de vida. "Os genes que estão envolvidos no diabetes tipo 2, doença cardiovascular, doença de Alzheimer e alguns tipos de câncer, respondem à dieta e são ativados por uma dieta rica em carboidratos", explicou Johansen.

Segundo os pesquisadores, vale a pena notar que os genes associados com o risco de doença podem ser influenciados pela dieta. Eles acreditam que uma pessoa pode prevenir ou retardar o aparecimento de doenças se tiver uma alimentação correta e se reduzir os carboidratos na dieta. "Precisamos de mais pesquisa sobre isso. Parece claro que a composição e a quantidade de nossas dietas podem ser fundamentais para influenciar os sintomas da doença crônica" , disse Johansen.

Os resultados do estudo mostraram também que alguns genes não estão ativados, mas sim se acalmam ao invés de acelerar conforme a dieta que recebem. A equipe descobriu que um conjunto genético relacionado à doença cardiovascular foi reprimido em resposta a uma dieta equilibrada, ao contrário de uma dieta rica em carboidratos.

Outro gene que foi significativamente expresso de forma diferente pelas dietas que foram testadas foi um comumente chamado de "gene da juventude" na literatura científica.

De acordo com os pesquisadores eles ainda não descobriram a fonte da juventude em si, mas eles devem levar estes resultados muito a sério. " O importante para nós é que, pouco a pouco, estamos descobrindo os mecanismos de progressão de doenças para muitos de nossos principais distúrbios relacionados com o estilo de vida", afirmou Johansen.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês). http://www.ntnu.edu/news/feed-your-genes

Isaude.net

Exame de sangue pode ser capaz de diagnosticar ataques cardíacos

Teste se baseia no reconhecimento da proteína C ligante da miosina cardíaca (cMyBP-C), liberada no sangue após um ataque cardíaco

Pesquisadores da Loyola University Chicago Stritch School of Medicine, no Estados Unidos, desenvolveram um exame de sangue que pode ser capaz de diagnosticar ataques cardíacos.

Os cientistas relatam que uma proteína grande conhecida como proteína C ligante da miosina cardíaca (cMyBP-C) é liberada no sangue após um ataque cardíaco.

"Ela tem potencial para se tornar a base para um novo teste para ser utilizado em conjunto com outros exames de sangue para ajudar a diagnosticar ataques cardíacos. Este é o começo. Muitos estudos adicionais serão necessários para estabelecer a cMyBP-C como um biomarcador válido para os ataques cardíacos", disse Sakthivel Sadayappan.

Entre 60% e 70% de todos os pacientes que se queixam de dor no peito não têm ataques cardíacos. Muitos destes pacientes são admitidos no hospital, por tempo e custos consideráveis, até que um ataque cardíaco seja definitivamente descartado.

Um eletrocardiograma pode diagnosticar os ataques cardíacos maiores, mas não os menores. Existem também exames de sangue para várias proteínas associadas com os ataques cardíacos. Mas a maioria destas proteínas não são específicas para o coração. Os níveis elevados podem indicar um problema diferente de um ataque cardíaco, como uma lesão muscular.

Apenas uma proteína, que agora é utilizada em exames de sangue, chamada troponina-I, é específica para o coração. Mas é preciso pelo menos de quatro a seis horas para que esta proteína apareça no sangue após um ataque cardíaco. Assim, a busca continua por uma proteína de ataque cardíaco que é específica para o coração.

O estudo da Loyola é o primeiro a descobrir que a cMyBP-C está associada aos ataques cardíacos. A proteína é específica do coração. E pode ser facilmente detectável em um exame de sangue por causa de seu grande tamanho molecular e de sua concentração relativamente elevada no sangue.

Pesquisadores avaliaram amostras de sangue de pacientes de ataque cardíaco. Eles também avaliaram ratos que tinham sofrido ataques cardíacos. Eles descobriram que em humanos e ratos, a cMyBP-C foi elevada significativamente após os ataques cardíacos.

Sadayappan disse que a cMyBP-C é uma proteína grande de montagem que estabiliza a estrutura muscular cardíaca e que regula a função cardíaca. Durante um ataque cardíaco, uma artéria coronária está obstruída, e as células do músculo cardíaco começam a morrer devido à falta de fluxo sanguíneo e de oxigênio. Como as células do coração morrem, a cMyPB-C quebra-se em fragmentos e é liberada no sangue.

"Os estudos futuros", Sadayappan e seus colegas escreveram, "determinariam o curso do tempo de liberação, as concentrações máximas e meia vida no sistema circulatório".

Isaude.net

Entre os infartados brasileiros, 98% não sabem reconhecer os sinais do problema

Pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em parceria com o Datafolha, ouviu mais de 600 pacientes em seis capitais

Em uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), dos mais de 600 entrevistados que já sofreram um infarto, apenas 2% souberam reconhecer os indícios do problema. A enquete da SBC foi realizada em seis capitais do país.

Para o coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo Abrahão, nem sempre é fácil reconhecer a situação. Para ele, a melhor opção é ligar para o Samu (192).

Um quarto da população brasileira tem pressão alta, segundo o Ministério da Saúde e a proporção de hipertensos é maior entre as mulheres. O problema pode ser evitado com a mudança de hábitos alimentares. De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Hipertensão do Ministério da Saúde, Rosa Sampaio, diminuir o consumo de sal é a principal medida a ser tomada. " A quantidade de sal recomendada é seis gramas por dia, o equivalente a quatro colheres rasas de café" .

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Uma pessoa é considerada hipertensa quando a pressão é igual ou superior a 14 por 9.

Isaude.net

Comer 25 gramas de maçã por dia reduz em 9% o risco de sofrer um AVC

Frutas e legumes com polpa branca são associados com a diminuição no risco de acidente vascular cerebral

Frutas e legumes cujas partes comestíveis são brancas podem reduzir o risco de acidente vascular cerebral mais do que outras frutas e legumes, relatam os pesquisadores holandeses.

Cada 25 gramas diárias de frutas e legumes brancos consumidos levou a uma diminuição de 9% no risco de acidente vascular cerebral, e as maçãs e peras foram as "frutas brancas"mais comumente consumidas, de acordo com o estudo.

"O risco de incidência de AVC foi 52% menor para as pessoas com alta ingestão de frutas e legumes brancos, em comparação a pessoas com uma baixa ingestão destes alimentos", disse a autora do estudo, Linda M. Oude Greip, aluna do pós-doutorado da Wageningen University, na Holanda.

Mas, Oude Greip enfatizou que não se deve parar de comer frutas e legumes de outras cores, pois eles podem proteger contra outras doenças crônicas. Os resultados da pesquisa precisam ser replicados.

Oude Greip disse que as pesquisas anteriores mostraram que o maior consumo de frutas e vegetais pode diminuir o risco de acidente vascular cerebral, mas nenhuma delas analisou o consumo de frutas e produtos hortícolas específicos para ver se algum deles contribuiu mais para a redução do risco do que os outros.

Para seu estudo, Oude Greip usou dados coletados pelo Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda, que incluíam mais de 20.000 pessoas. Os participantes do estudo estavam com idades entre 20 e 65 anos no início do estudo, e nenhum deles demonstrou quaisquer sinais de doença cardiovascular.

Todos os voluntários do estudo responderam um questionário de frequência alimentar com 178 itens. O estudo, então, incluiu 10 anos de informação de acompanhamento sobre a saúde dos participantes. Durante o período de acompanhamento, 233 pessoas tiveram um derrame.

As frutas e os legumes foram divididos em quatro grupos de cores, cada um com base na cor da parte "carnuda" das frutas e dos legumes: verde, laranja/amarelo, vermelho/roxo e branco.

O único grupo que foi associado com uma redução estatisticamente significante no risco de acidente vascular cerebral foi o de frutas e legumes brancos.

As frutas e os legumes incluídos na categoria branca eram as maçãs, as peras, o suco de maçã, o molho de maçã, a banana, a couve-flor, a chicória, o pepino e os cogumelos. O grupo de frutas e legumes brancos foi o mais consumido, com 36% da ingestão total de frutas e legumes sendo proveniente do grupo branco. Dentro do grupo branco, as maçãs e as peras foram as mais consumidas, representando 55% do que foi consumido.

Para cada aumento de 25 gramas, na quantidade de frutas brancas consumida a cada dia, o risco de acidente vascular cerebral diminuiu 9%, de acordo com o estudo. Uma maçã geralmente pesa cerca de 120 gramas, acrescentaram os pesquisadores.

Oude Greip disse que não está claro exatamente quais componentes nas frutas brancas pode ser protetor contra o acidente vascular cerebral, mas ela suspeita que a fibra dietética e os flavonoides atuem neste sentido. As maçãs e as peras têm níveis elevados de um flavonoide chamado quercetina.

"Como em qualquer estudo, existem limitações. Uma é que a ingestão de alimentos foi auto-relatada. Os questionários de frequência alimentar são inerentemente tendenciosos porque é difícil lembrar exatamente o que você comeu no passado. Mas, a única coisa positiva para tirar isso é que tudo o que vínhamos dizendo foi confirmado novamente. Frutas e legumes são bons para você ", ela disse.

Shapiro disse também que seria difícil de destacar o que há nas frutas brancas que pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral. "É realmente o alimento como um todo. Há fibras e fitoquímicos e flavonoides, e eles trabalham em conjunto sinergicamente. Eu não acho que se possa apontar um único nutriente".

Ela disse que não recomendaria limitar sua dieta para apenas frutas brancas e vegetais. "Coma o arco-íris de frutas e vegetais. Cada fruta e cada legume fornecem certos nutrientes que se combinam e interagem com os outros".

AGENDA


- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo

Abramge / AssPreviSite

As inscrições para os Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”. Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio site da Abramge.

No Brasil, o Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais: a informação não é muito divulgada. O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus – e segundo estudo publicado na revista científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma humano.

Podem participar da premiação, jornalistas profissionais de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de 2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover a informação sobre saúde e estimular a pesquisa científica do setor”, diz o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

A comissão julgadora dos Prêmios será constituída de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão encaminhados aos jurados escolhidos pela direção da Abramge para análise e indicação dos melhores trabalhos.

Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem: R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos. E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da Abramge.

Veja o regulamento completo dos Prêmios no endereço eletrônico www.abramge.com.br


- Curso "Gestão da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde" São Paulo-SP

Data do Curso

21/9/2011 a 23/9/2011

Objetivo

Possibilitar aos participantes o desenvolvimento das competências necessárias para as funções ligadas à Logística Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de atuação, considerando os aspectos técnicos e administrativos.

Público Alvo

Profissionais com e/ou sem vivência no setor Hospitalar Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.

Programa

FUNDAMENTOS E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:

- Definição de Logística de Suprimentos no ambiente hospitalar;

- Organização e estruturação da Logística de Suprimentos e a sua posição na estrutura organizacional de um hospital;

ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:

- Conceitos básicos em Farmácia Hospitalar;

- Atribuições do farmacêutico Hospitalar;

- Sistemas de distribuição e rastreabilidade de medicamentos e produtos para saúde;

- Legislações aplicadas à Farmácia Hospitalar;

- Farmácia Clínica, Farmacovigilância, CIM e CCIH.

SISTEMAS DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE NEGOCIAÇÃO:

- Planejamento e definição das estratégias de compras;

- Conceitos de custo total no processo de aquisição (Sourcing);

- Compras eletrônicas - (e-procurement, pregão, leilão reverso);

- Licitação

- Legislação e Princípios;

- Estratégias de negociação;

- Gestão de contratos.

QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/ NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:

- Qualificação e avaliação dos fornecedores;

- Padronização de produtos para saúde como estratégia de redução de custos;

- Conceitos de classificação, codificação e catalogação de produtos para saúde;

ARMAZENAGEM, MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES

- Técnicas de recebimento e inspeção de qualidade;

- Armazenamento, movimentação e transporte de materiais;

- Valorização dos estoques (método PEPs, FIFO, Custo Médio Ponderado);

GESTÃO DOS ESTOQUES

- Principais conceitos da administração de materiais;

- Conceitos e aplicabilidade

- Estoque Mínimo, Estoque de Segurança, Ponto de Pedido;

Lote Econômico, Curva ABC;

- Normas de inventário e contagem cíclica;

Inscrições até 16/09/11

Local

Sede Administrativa Pró Saúde - Rua Guaicurús nº 563 Lapa

Horário: 8:30 às 17h

Instrutor - Mônica Cristina Granzo

Bacharel em Ciências Contábeis; MBA em Logística Empresarial, Vasta experiência profissional na área de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes a área.

Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki

Graduação em Farmácia & Bioquímica, pós graduação em Farmácia Hospitalar e Introdução à Farmácia Clínica. Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras, membro Presidente da Comissão de Padronização de Produtos da Central de Compras, atuação em educação continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação de fornecedores.

Mais informações


- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde


Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português

- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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