Leia
nesta edição:
- Emenda
29 vai à votação na Câmara
- União contra doenças não transmissíveis
- EC 29 e
os gastos com saúde x saúde fiscal
- Ministro
diz que Saúde precisa de mais R$45 bi
- Dia de
boicote a planos de saúde
- Criada
empresa pública de administração
hospitalar
- Pesquisa
propõe
nova forma de combater HIV
- Das boas
intenções
- Coqueluche volta a assustar
- Médicos
de planos fazem greve hoje
- Indústria farmacêutica
rejeita quebra de patente
- Avert,
laboratório de sócios
da Biolab, adquire o Zurita
- R$ 45 bi
para a saúde
- CFM e Fenam
desconhecem negociação com médicos
anunciada pela FenaSaúde
- Reforma
de unidades básicas em todo o país vai
custar R$ 120 milhões
- 5 desafios
de avaliar o desempenho em saúde
- Como o
benchmarking aumenta a segurança do paciente
- Médicos gostam de dispositivos móveis,
mas precisam de tecnologias mais inteligentes
- Brasil
recebe prêmio da Sociedade Americana do Câncer
em Nova Iorque
- Saúde precisa de R$ 45 bilhões
a mais por ano para chegar ao patamar do Chile e da Argentina,
diz Padilha
- A evolução nas áreas de atuação
- Deputada
quer imposto sobre grandes fortunas para aumentar recursos
da saúde
- Proteínas, carboidratos e gorduras compõem
a melhor dieta para os genes
- Exame de
sangue pode ser capaz de diagnosticar ataques cardíacos
- Entre os
infartados brasileiros, 98% não sabem reconhecer
os sinais do problema
- Comer 25
gramas de maçã por dia reduz em 9%
o risco de sofrer um AVC
Quarta-feira, 21.09.11
Valor
Econômico
Emenda
29 vai à votação na Câmara
Por Fernando Exman e Yvna Sousa
A Câmara deve aprovar hoje o projeto que regulamenta a
Emenda Constitucional 29, que estabelece percentuais mínimos
de investimentos públicos na área de saúde,
sem instituir um novo tributo para financiar o setor. O governo
federal já trabalha com esse cenário e espera que
o Senado possa melhorar o texto a ser enviado pelos deputados.
O Palácio do Planalto chegou a pressionar os governadores
para que eles tentassem mobilizar os congressistas pela criação
de um novo tributo para garantir recursos à saúde.
A maioria dos deputados, no entanto, resiste à ideia.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), receberá hoje
diversos governadores para tratar da regulamentação
da Emenda 29 e da partilha dos royalties do petróleo do
pré-sal.
"Não há possibilidade de ser criado um novo
imposto. A base de cálculo é o fundamental para
a criação de qualquer imposto. Se não há base
de cálculo, não há imposto", afirmou
Maia. "A Câmara não irá criar a CSS."
O texto que será votado pela Câmara prevê a
criação da Contribuição Social para
a Saúde (CSS), tributo defendido pelo governo do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva após a extinção
da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), embora outros impostos tenham sido aumentados
para substituir a CPMF. No entanto, um destaque apresentado pelo
DEM e que deve ser aprovado acaba com a base de cálculo
do tributo. Ou seja, inviabiliza a cobrança da CSS. Segundo
a avaliação dos deputados, a base de cálculo
só poderia então ser criada por uma medida provisória
ou outro projeto de lei complementar.
No Senado,
a ala governista terá a missão de derrubar
o trecho do projeto que exclui os recursos do Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação
(Fundeb) da Emenda 29. Nas contas do Ministério da Saúde,
tal artigo pode retirar cerca de R$ 6 bilhões da saúde.
O Executivo também quer impedir que seja aprovado mecanismo,
sugerido pelo ex-senador Tião Viana (PT), atual governador
do Acre, que vincula à saúde 10% da receita líquida
da União. Pela Emenda 29, os Estados ficaram obrigados
a aplicar 12% da arrecadação de impostos e os municípios,
15%.
Ontem, Maia
promoveu no plenário da Câmara uma
audiência pública para debater o assunto. O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, não pediu diretamente
a criação de um imposto. Mas alertou que a área
sob sua gestão necessita de mais verbas. "Se o Brasil
quiser chegar a patamares parecidos com os dos seus companheiros
sul-americanos, como Chile e Argentina, é preciso investir
R$ 45 bilhões [por ano] na saúde do nosso país",
destacou. "Esta é uma Casa sensível e absolutamente
preparada para dar passos ainda mais decisivos para a consolidação
do sistema público de saúde que criou."
O representante
da Confederação de Saúde,
Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNS) reforçou
o coro. Disse que a criação de um novo tributo é essencial
para que os hospitais privados consigam atender pacientes vindos
do SUS. "A aprovação da Emenda 29 com recurso
adicional é fundamental para a sobrevivência do
SUS", afirmou Olympio Távora.
Já a Frente Parlamentar da Saúde e a Confederação
Nacional da Indústria (CNI) condenaram a possibilidade
de um novo tributo ser criado. "A posição
do setor industrial é que o financiamento da saúde
deve se dar com a arrecadação atual", discursou
o gerente-executivo de Política Econômica da CNI,
Flávio Castelo Branco.
Correio Braziliense
União contra doenças não transmissíveis
Por Mirta
Roses Periago, Diretora da Organização
Pan-Americana da Saúde (Opas)
A epidemia
silenciosa das doenças não transmissíveis
assola as Américas, causando quase 4 milhões de
mortes todos os anos e afetando cada vez mais a população
mais jovem e em idade produtiva. Por isso, os chefes de Estado
da região, com o restante do mundo, estão comparecendo à Reunião
Plenária de Alto Nível das Nações
Unidas para analisar medidas para enfrentar essa enorme ameaça
ao desenvolvimento.
As doenças cardiovasculares, o câncer, a diabetes
e os males respiratórios crônicos afetam enormemente
a economia, ao interferir na produtividade pessoal, e nos sistemas
de saúde, por serem incapacitantes e requererem tratamentos
custosos e prolongados.
Além disso, as doenças não transmissíveis
acometem desproporcionalmente os mais pobres e de menor escolaridade.
Quase 30% das mortes por doenças cardiovasculares ocorrem
nos 20% mais pobres da população, enquanto que,
entre os 20% mais ricos, são a causa de 13% das mortes.
Sofrer dessas doenças empobrece as famílias, especialmente
as mais vulneráveis, pois implica despesas muito elevadas
e incapacitação, e compromete o potencial de gerar
renda.
As causas
profundas dessa epidemia silenciosa não podem
ser modificadas com a ação isolada do setor da
saúde. O problema resulta de vários fatores demográficos,
sociais e relacionados especificamente ao ambiente, como crescimento
e envelhecimento populacionais, urbanização acelerada,
altos níveis de sedentarismo por mudanças no modo
de vida e alimentação baseada em alimentos processados,
calóricos e de baixo valor nutritivo.
É, portanto, fundamental dar ênfase à prevenção
dessas doenças por meio de mudanças sistemáticas
nos espaços físicos e sociais, e tornando realidade
o acesso ao diagnóstico e tratamento oportunos para os
grupos de alto risco. A prevenção inclui mudanças
em diversos setores, como educação, comércio,
planejamento urbano e agricultura, que determinam o que comemos
e como trabalhamos e vivemos.
Estamos incentivando
a realização da primeira
Semana do Bem-estar, que visa fazer crescer um movimento social
para criar espaços saudáveis para uma vida sadia.
A motivação e a participação em massa
têm o propósito de aumentar a conscientização
do público em geral, de comunidades, empresários
e responsáveis pelas decisões públicas quanto à necessidade
de incorporar a prevenção das doenças não
transmissíveis como parte essencial de suas ações.
O lançamento da Semana do Bem-estar em Nova York, com
atividades em vários países do continente, é fruto
do nosso trabalho com aquela megalópole, o Fórum
Econômico Mundial, organizações comunitárias
e o setor privado, a fim de convocar todos para a mudança
dos fatores de risco das doenças não transmissíveis
e a criação de espaços que propiciem uma
vida mais saudável. Adotada pelos prefeitos e governos
locais e nacionais, neste primeiro ano já contamos com
a participação de uma dúzia de países
do continente e da Espanha.
Tenho certeza
de que esta semana se converterá gradativamente
em um movimento social, valendo-se das redes de cidades e comunidades
saudáveis, dos prefeitos participantes da iniciativa Rostos,
vozes e lugares e de outros movimentos, como o das ciclovias
e o Cinco ao dia, associações profissionais e de
consumidores, de pacientes e familiares, de corporações
e entidades religiosas, até abranger todo o continente
e expandir-se aos demais.
Os chefes
de Estado estão demonstrando esta semana vontade
política para promover as mudanças necessárias,
com intervenções de êxito comprovado em grande
escala. Diante das profundas mudanças necessárias
para enfrentar esse desafio, o setor privado e a sociedade civil
devem atuar com os governos para fazer os acordos resultarem
em melhorias do nível de saúde e de bem-estar de
toda a população.
Valor
Econômico
EC
29 e os gastos com saúde x saúde fiscal
Por Felipe Salto
Sem mudanças na política fiscal, a elevação
de gastos importantes impõe novos aumentos na carga tributária.
A regulamentação da Emenda Constitucional (EC)
nº 29, que trata dos limites mínimos para os gastos
com saúde pelos municípios, Estados e União,
gerará pressões elevadas sobre a despesa pública
e os resultados do setor público consolidado. Isto é,
o cenário de que o lado arrecadador passará por
novas mudanças para dar conta dessas despesas torna-se
bastante provável, com o equilíbrio fiscal mantendo-se
em um padrão de péssima qualidade: aumento da carga
tributária, baixo nível de investimentos e ausência
de limitantes ao crescimento da despesa com pessoal.
Uma simulação simples realizada a partir dos dados
do Tesouro Nacional indica que os novos gastos totalizariam algo
como R$ 37,3 bilhões por ano. Esse gasto adicional é decorrente
da obrigatoriedade de elevação dos percentuais
de despesa com saúde para 10%, 12% e 15% da receita no âmbito
da União, Estados e municípios, respectivamente.
Regulamentação da Emenda 29 só reforça
a avaliação de que a meta de superávit não
deve ser cumprida em 2012
Há dois complicadores importantes no cálculo dos
custos fiscais advindos dessa regulamentação. O
primeiro é a definição acurada da receita
que deve ser usada para o cálculo dos percentuais citados.
Há deduções de receitas específicas,
transferências e outros que impedem uma conclusão
imediata sobre os números a serem utilizados, principalmente
no caso dos municípios e dos Estados. Por conta dessa
dificuldade, utilizamos a receita corrente para Estados e municípios
e a receita total (ou bruta) para a União, assumindo o
risco de uma superestimação dos cálculos.
O segundo
problema, que neutraliza em parte o efeito do primeiro, é o
fato de que a regulamentação também prevê uma
especificação/reclassificação dos
gastos considerados na "função saúde".
Isso é, gastos que hoje estão considerados nesta
função, no orçamento das três esferas,
podem sofrer alterações significativas, provavelmente
conduzindo a uma redução nos percentuais atuais
da relação "saúde/receitas correntes".
Neste caso, a adequação aos limites fixados em
lei exigiria um aumento maior do que o estimado, uma vez que
consideramos a atual classificação de gastos com
saúde, dada a impossibilidade de simular esse tipo de
mudança.
Assumindo
os dois problemas, foi feito o cálculo para
Estados, União e municípios, das necessidades adicionais
de financiamento na saúde advindas da regulamentação
da EC nº 29. Os cálculos, com base nos dados de 2010,
evidenciam que a União, hoje com um gasto de 6,6% da receita
corrente (ou R$ 60,6 bilhões), teria de financiar o aumento
de R$ 30,6 bilhões para adequar-se ao piso de 10%.
Finalmente,
os municípios teriam de elevar em R$ 500
milhões seus gastos em saúde para se ajustar ao
percentual de 15%. Aqui, provavelmente, estão os principais
efeitos do segundo problema relatado. Isto é, a reclassificação
de gastos, sob a nova especificação ditada pela
regulamentação da EC 29, deve gerar uma mudança
importante nas despesas dos municípios, que, muitas vezes,
consideram na função saúde muitos gastos
alheios a ela.
Em resumo,
para que os pisos definidos fossem cumpridos, o total adicional
teria
que ser de R$ 37,3 bilhões. Como o cenário
da Tendências já apontava um superávit primário
de 2,2% do PIB, em 2012, a regulamentação da EC
29 só reforça a avaliação de que
a meta fiscal (3,1% do PIB, com 0,6% do PIB podendo ser abatido)
não deve ser cumprida. Nossa estimativa para o superávit
primário considera os seguintes gastos "extras":
Previdência + Lei Orgânica de Assistência Social
+ Seguro-Desemprego (R$ 23 bilhões), funcionalismo (R$
20,6 bilhões), pagamento de precatórios (R$ 7,5
bilhões) e os custos fiscais advindos do Programa "Brasil
Maior" (R$ 27,3 bilhões). Esses fatores devem pressionar
fortemente as despesas do próximo exercício.
Assim, ampliam-se
as possibilidades de aumentos de tributos e ou recriação de contribuições para
compensar as expansões no lado dos dispêndios. As
iniciativas recentes do governo no setor automotivo, ao expandir
a tributação do IPI para produtos importados, bem
com a elevação da alíquota do IPI-Fumo (que
foi postergada de dezembro de 2011 para o início de 2012)
são duas amostras de que essa estratégia deve ser
utilizada com frequência nos próximos períodos.
A alternativa
de recriar a CPMF, como Contribuição
Social para a Saúde (CSS), poderia gerar recursos suficientes
para dar conta dessas novas pressões, desde que a alíquota
fosse de 0,38%. Neste caso, os recursos gerados poderiam superar
os R$ 50 bilhões. Se, no entanto, a alíquota aprovada
fosse de 0,1% - conforme projeto que regulamenta a EC 29 -, poderiam
ser obtidos de R$ 13 bilhões a R$ 14 bilhões apenas
e, com isso, o superávit primário seria sacrificado.
Vale ressaltar
que, considerando o cenário político,
não é provável a criação da
CSS, mas o governo buscará novas fontes de recursos, via
aumento da tributação sobre o restante da sociedade
(IOF, IPI, CSLL, Cofins, PIS, royalties sobre mineração,
etc.) e, com isso, o primário não ficará menor
do que 2,2% do PIB (um esforço já bastante inferior
ao necessário para compensar o afrouxamento monetário
em curso e manter a inflação no centro da meta).
É dessa forma que os efeitos fiscais da regulamentação
da EC 29 constituir-se-ão como complicadores importantes
para o campo fiscal e levarão, necessariamente - dada
a ausência de mudanças efetivas na política
fiscal - a um novo ajuste fiscal de qualidade "ruim",
conduzido pelo aumento das receitas e pautado pela continuidade
do crescimento robusto da despesa total.
Não há, nesse sentido, "saúde" fiscal
suficientemente boa para dar conta de expansões de gastos
importantes (saúde é um exemplo) sem prejudicar
o superávit primário ou aumentar a tributação.
Este é um quadro que dificilmente será alterado
nos próximos anos, o que poderia ocorrer por meio de medidas
estruturais de controle do crescimento da despesa corrente (pessoal,
em especial), algo que permanece distante das prioridades do
atual governo.
Felipe Salto é economista pela EESP/FGV-SP, mestrando
em administração pública pela EAESP/FGV-SP,
cofundador do Instituto Tellus e especialista em finanças
públicas da Tendências Consultoria Integrada. Contato:
blogdosalto.blogspot.com
O Globo
Ministro
diz que Saúde
precisa de mais R$45 bi
Por Fábio
Fabrini
Apesar de
apelo de Padilha, presidente da Câmara descarta
criação de novo imposto
Brasília. Em discurso na Câmara a um dia da votação
de projeto para regulamentar a Emenda Constitucional 29 - lei
que fixa os investimentos mínimos de União, estados
e municípios em Saúde -, o ministro Alexandre Padilha
(Saúde) disse ontem que o Brasil precisa de mais R$45
bilhões por ano para equiparar seus serviços aos
de vizinhos sul-americanos. A cifra se refere ao que as três
esferas de governo teriam de aplicar a mais caso queiram oferecer
aos doentes o mesmo que Chile e Argentina. O valor corresponde à arrecadação
da extinta CPMF, em 2007, seu último ano de vigência.
O incremento
representaria um aumento de 30% sobre as despesas atuais dos
governos, de
cerca de R$150 milhões - o orçamento
do Ministério da Saúde é de pouco mais da
metade disso (R$77 milhões).
- O Brasil
precisa pôr mais R$45 bilhões na Saúde.
Isso para não ficar atrás de Chile e Argentina
- frisou Padilha, acrescentando que, embora o país invista
9% do PIB em Saúde, só 45% dos recursos são
do setor público.
O presidente
da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que
o último destaque da Emenda 29 será votado hoje,
mas descartou a criação da Contribuição
Social para a Saúde (CSS), novo imposto nos moldes da
CPMF. E admitiu que se pode iniciar uma discussão sobre
novas fontes para a Saúde.
Correio Braziliense
Dia
de boicote a planos de saúde
Por Ana Carolina Dinardo
Médicos vão se recusar a aceitar convênios
hoje para pressionar as operadoras a elevarem a R$ 60 o valor
pago pelas consultas
Quem tem
consulta médica marcada para hoje enfrentará sérios
problemas quando chegar aos consultórios. Médicos
de todo o Brasil — com exceção de Amazonas,
Roraima e Rio Grande do Norte — vão recusar o atendimento
por meio do plano de saúde em um protesto contra as operadoras.
O boicote decorre de uma briga que se arrasta desde abril entre
os profissionais e as empresas. Eles reclamam do baixo valor
pago pelos serviços que prestam. No Distrito Federal,
os maiores prejudicados serão os clientes da Bradesco
Saúde, da Golden Cross, da Amil e da Sul América.
Essas companhias concentram 211 mil conveniados, 40% do total
de planos vigentes na capital do país.
A recusa,
segundo a Comissão Nacional de Saúde
Suplementar (Comsu), se estenderá por 24 horas. Somente
os casos de emergência serão atendidos. A paralisação
valerá tanto para os consultórios quanto para os
ambulatórios e hospitais. A principal reivindicação
dos médicos é o reajuste no valor das consultas.
Segundo o presidente da Associação Médica
Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, a média nacional
paga pelos planos é de R$ 36 a R$ 40 por consulta. Os
profissionais querem, no mínimo, R$ 60. Ele ressaltou
que o protesto de hoje é um desdobramento da paralisação
de abril, quando foi feito um alerta às operadoras sobre
o desequilíbrio na relação entre os médicos
e os convênios. "Queremos um acordo sensato e cabível.
De maneira nenhuma queremos prejudicar os pacientes", afirmou.
A comissão calcula que há 1.044 operadoras de
saúde suplementar em operando no país. Cerca de
46 milhões de brasileiros estão associados aos
planos de saúde. Dos 347 mil médicos registrados
no Conselho Federal de Medicina (CFM), 160 mil atendem por meio
de convênios. No país, 80% das consultas são
realizadas pelos planos e 20%, particulares.
Ao longo
do dia de ontem, as empresas tentaram demover os médicos
da paralisação. Segundo José Cechin, diretor
executivo da Federação Nacional de Saúde
Suplementar (FenaSaúde), que tem como afiliadas a Amil,
a Golden, a Bradesco e a Sul América, foram apresentadas
duas propostas a representantes dos profissionais de saúde:
um novo parâmetro de remuneração e uma terminologia única
para os procedimentos a serem pagos — atualmente, os nomes
dos serviços variam de acordo com a região. A Federação
Nacional dos Médicos (Fenam) e o CFM asseguraram, porém,
desconhecer "as negociações por parte das
operadoras e das seguradoras relativas aos honorários
médicos".
Cechin informou
que a unificação da terminologia
está quase concluída. "A ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) já preparou a tabela
com os 2 mil procedimentos médicos que serão seguidos
pelas operadoras. Mas os valores ainda não foram discutidos
pela FenaSaúde, pois cada empresa definirá os seus",
frisou. "Essa prática aperfeiçoará o
atendimento aos pacientes", garantiu.
Quanto ao
atendimento nesta quarta-feira, Cechin disse que as operadoras
não têm programa de emergência,
mas estão dispostas a resolver as reclamações. "Os
usuários, de fato, vão enfrentar problemas. Mas
basta procurarem as empresas por telefone para tirar dúvidas
e procurar a melhor solução", afirmou. Aloísio
Tibiriça, vice-presidente do CFM, destacou que a paralisação é para
valer e justa. Ele admitiu avaliar possíveis propostas
a serem apresentadas pelas empresas. Se até o fim deste
mês não houver acordo, poderá haver novo
protesto. "Em 1° de outubro definiremos se ocorrerá uma
terceira etapa da mobilização, que poderá durar
até 72 horas. Isso, é claro, se tivermos uma resposta
negativa das empresas de saúde", previu.
O
Estado de São
Paulo
Criada
empresa pública de administração
hospitalar
Por Eugênia
Lopes
Por 240 votos
a favor, 112 contra e 4 abstenções,
a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria
a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH),
com sede em Brasília.
Pela proposta,
a empresa pública ficará encarregada
da administração de 45 hospitais universitários
federais e pela contratação de pessoal pela CLT,
desde que seja realizado concurso público. A estimativa é que
existam hoje cerca de 26 mil trabalhadores terceirizados em hospitais
universitários federais.
O projeto,
que segue para votação no Senado, foi
enviado ao Congresso no final de junho. A criação
da empresa pública estava prevista em uma medida provisória
que perdeu a validade. Os sindicalistas são contrários
ao projeto por temerem a privatização dos hospitais
universitários. "Esse projeto fere a autonomia universitária",
disse o deputado Chico Alencar (Psol-RJ).
Na exposição de motivos, o ministro da Educação,
Fernando Haddad, argumentou que a criação da EBSERH "tem
precedentes nas experiências de autonomia na forma de empresa
pública adotadas nos casos do Hospital de Clínicas
de Porto Alegre, empresa pública federal vinculada ao
Ministério da Educação, e do Grupo Hospitalar
Conceição, sociedade de economia mista vinculada
ao Ministério da Saúde". "Tratam-se de
instituições dotadas de autonomia administrativa
e orçamentária, gestão profissionalizada
e mecanismos de governança colegiada que promovem a sua
inserção estratégica no ambiente de atuação
e na administração pública", escreveu
o ministro.
Folha
de São
Paulo
Pesquisa
propõe
nova forma de combater HIV
Técnica deixa vírus incapaz de atacar o sistema
imune e pode ajudar criação de vacina
Da Reuters
Cientistas
acharam uma nova forma de evitar que o vírus
HIV cause danos ao sistema imunológico. Essa descoberta
pode ser um novo caminho para desenvolver uma vacina contra a
Aids.
Pesquisadores
americanos e europeus descobriram que o vírus é incapaz
de atacar o sistema imune se tiver o colesterol removido da membrana
que o envolve.
O vírus usa a membrana da célula que ele infecta.
Essa membrana contém colesterol, que ajuda o HIV a interagir
com outras células.
Em geral,
células de defesa do corpo reconhecem o HIV
rapidamente e produzem moléculas chamadas interferon.
Esses sinais ativam respostas que, no começo, ajudam a
lutar contra o vírus, mas que, a longo prazo, prejudicam
o sistema imune.
A equipe
de cientistas liderada por Adriano Boasso, do Imperial College
de Londres,
descobriu que, sem o colesterol, o HIV não
ativa mais essa resposta nociva.
Isso deixa
o caminho livre as células T, que montam a
segunda linha de defesa do corpo e têm mais sucesso na
luta contra o vírus.
Os pesquisadores
dizem que a descoberta desse mecanismo é um
passo à frente no desenvolvimento de vacinas contra o
HIV.
A imunização contra o vírus está na
mira dos cientistas há muitos anos, sem resultados até agora.
Em 2009,
um estudo tailandês com 16 mil voluntários
mostrou, pela primeira vez, que uma vacina pode proteger algumas
pessoas contra o vírus HIV, mas a eficácia foi
só de 30%.
Folha
de São
Paulo
Editoriais
Das
boas intenções
O exame das
despesas de governos estaduais com saúde
reforça a percepção de que o cumprimento
da emenda 29 -a dos gastos mínimos para União,
Estados e municípios - é problema mais de gestão
e menos de falta de recursos.
Desde a aprovação da emenda constitucional, em
2000, Estados utilizam-se de artifícios contábeis
para satisfazer o compromisso mínimo exigido, de destinar
12% das receitas para o setor. Incluem de dispêndios com
bolsas assistenciais a verbas para restaurantes populares, o
que os ajuda a cumprir apenas formalmente a meta.
Está na pauta de hoje da Câmara o exame do projeto
de lei voltado a especificar os tipos de despesa dessa rubrica,
fechando assim as principais lacunas que distorcem o objetivo
da medida. Trata-se de regulamentação elementar,
embora tardia, incapaz, entretanto, de assegurar saltos de qualidade
na saúde pública brasileira.
Expurgadas
as artimanhas contábeis, os dados mais recentes
(2009) mostram que, das 27 unidades da Federação,
apenas o Rio Grande do Sul, com 5% da receita destinada à saúde,
está muito longe de atingir a fatia mínima definida
pela Carta. Os outros nove Estados que descumprem a norma têm
gastos que oscilam de pouco mais de 10% a quase os 12% exigidos.
Os recursos
que deixaram de ser investidos pelos Estados somam R$ 2 bilhões ao ano, montante expressivo, porém
insuficiente para alterar a realidade do setor. Pelos cálculos
do Ministério da Saúde, de 2004 a 2008 os Estados
investiram em média 90% do que deveriam.
A União também já gasta o mínimo
exigido -os valores de 1999 acrescidos de 5% e ajustados ano
a ano pelo crescimento do PIB nominal. No caso dos municípios,
há tamanha falta de informação confiável
que se torna impossível verificar se desembolsam ao menos
15% de sua receita em saúde.
O Planalto
incentiva um movimento, na sua base de apoio e entre governadores,
para
que o Congresso aprove a volta do imposto
do cheque, agora sob o nome de CSS (Contribuição
Social para a Saúde). A presidente Dilma Rousseff, que
disse ser contra a criação do tributo na campanha,
parece terceirizar agora a tarefa, potencialmente desgastante,
de aprová-lo.
Num país de renda média, cujos governos não
obstante tomam da sociedade R$ 40 de cada R$ 100 produzidos, é um
desplante defender aumento de impostos.
Boas intenções, como elevar gastos em saúde,
há aos montes. Mas é hora de obrigar o poder público
a fazer escolhas dentro do orçamento, já exorbitante,
de que dispõe.
Para elevar
dispêndios em saúde (e em educação), é preciso
pisar no freio na Previdência, o que se faz moderando a
alta do salário mínimo. Um programa profundo de
combate ao desperdício nas despesas da saúde também
ajudará a atender melhor o cidadão.
Correio Braziliense
Coqueluche volta a assustar
Por Max Milliano Melo
A doença, considerada controlada no país há muitos
anos, ressurge com força. Maior número de novos
casos é em adolescentes e adultosNotíciaGráfico
São Paulo (SP) — Ela pode ser chamada de tosse
comprida ou simplesmente coqueluche. Uma doença antiga,
dos tempos da vovó, mas que assusta mesmo é os
mais novos. Tido como controlado no Brasil, o mal, segundo especialistas,
nunca foi tão assustador. Só este ano, cerca de
2 mil foram notificados — quase 600, confirmados. A coqueluche
já provocou a morte de 16 bebês, todos com menos
de 6 meses. O pior, no entanto, ainda está por vir. A
doença é mais frequente nos meses mais quentes,
como dezembro e janeiro. A única forma de proteção é por
meio de vacinação.
Ao contrário do que muita gente imagina, a coqueluche
não é uma doença leve e que atinge apenas
crianças. "O que estamos presenciando é justamente
um crescimento dos casos entre adolescentes e adultos, que, ao
contrário das crianças, não estão
imunizados", explica a pediatra Luiza Helena Falleiros Arlant,
vice-presidente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia
Pediátrica (Slipe). "Embora os casos mais graves,
que podem levar à morte, ocorram em bebês, de no
máximo 6 meses, é nos adultos que a doença,
surpreendentemente, tem crescido nos últimos anos",
conta.
Se a imunização, feita pela vacina tríplice
viral (que também protege contra o tétano e a difteria), é obrigatória
no calendário oficial da rede pública, por que
os adultos, que têm sido alvo de intensas campanhas, estão
ficando doentes? A resposta é simples: a vacina protege
por um período máximo de seis anos. Como a última
dose é administrada por volta dos 6 anos, no início
da adolescência o paciente já está suscetível à doença. "A
vacina com o anticorpo inteiro, como é ministrada na rede
pública de saúde, possui muitas toxinas e, se administrada
em pacientes com mais de 7 anos, produziria efeitos colaterais
severos. Por essa razão, ela só pode ser utilizada
em crianças", conta Lúcia Bricks, doutora
em medicina pela Universidade de São Paulo (USP).
Atenção
Apesar da
frequência maior em adultos, é nos bebês
que a doença mais preocupa os médicos. A vacina
precisa inicialmente de três doses para imunizar, dadas
a cada dois meses após o nascimento. Dessa forma, até a
metade do primeiro ano de vida, os recém-nascidos ainda
não estão completamente protegidos. Além
de serem mais vulneráveis à doença e terem
menos força para combater o vírus, os pacientes
também têm menos anticorpos para proteção
contra outras doenças. "O muco que se acumula no
sistema respiratório em função da coqueluche
serve como um meio de cultura para outras bactérias, que
podem causar doenças como a pneumonia", conta o presidente
da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato
de Ávila Kfouri.
Nos mais
velhos, a doença segue silenciosa. Como os sintomas
são mais leves — em geral, apenas uma tosse persistente —,
o paciente não costuma procurar um médico. "Na
maioria das vezes, culpa-se a poluição ou o cigarro
e espera-se que a tosse se cure sozinha. Apesar de não
preocupar, o paciente transmite a doença para outras pessoas,
entre elas, os bebês, que podem sofrer casos mais graves",
explica Luiza Helena. Estudos mostram que as mães são
as principais responsáveis pela transmissão para
os bebês — em 33% dos casos, é delas que vêm
as bactérias.
Se, em aproximadamente
75% dos casos em bebês, a transmissão
da coqueluche ocorre dentro de casa, vinda da família,
e não é possível imunizar os bebês
antes dos 6 meses — quando a terceira dose completa o ciclo
de proteção —, a estratégia proposta
pelos médicos é vacinar também os adultos.
Uma nova vacina, a dTpa5-IPV, vem sendo usada nos Estados Unidos
e na Europa e conseguindo ajudar a conter a doença. "A
grande vantagem dessa nova vacina é que ela pode ser administrada
em adolescentes e adultos", conta a médica Lúcia
Bricks, da USP. "Imunizando a família e os profissionais
que cercam as crianças, conseguiremos salvar a vida dos
bebês que ainda não cumpriram seu ciclo de imunização",
completa.
* O repórter
viajou a convite da Sanofi Aventis.
O Globo
Médicos
de planos fazem greve hoje
Médicos suspendem atendimento a usuários de planos
de saúde hoje
Por Geralda Doca
Profissionais querem reajustar consultas. No Rio, movimento
atinge todas as operadoras
Brasília e São Paulo. Os médicos que atendem
pelos planos de saúde vão suspender hoje, por 24
horas, o atendimento aos usuários de 23 operadoras. O
principal objetivo da categoria é forçar as empresas
a reajustarem o preço por consultas e procedimentos (cirurgias).
Segundo estimativa do movimento, cerca de 20 milhões de
um total de 46 milhões credenciados poderão ficar
sem atendimento em todo o país. No Rio, os médicos
vão fazer hoje, às 11h, uma manifestação
em frente à Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), na Glória. Os médicos reclamam que, nos últimos
12 anos, a inflação acumulada atingiu 120%. Nesse
período, os planos foram reajustados em 150%, segundo
a categoria, e os honorários médicos, em 50%.
Os serviços de urgência e emergência serão
realizados normalmente. A paralisação vai ocorrer
em quase todos os estados (com exceção de Amazonas,
Rio Grande do Norte e Roraima). Em nove deles, incluindo o Rio,
o movimento atinge todas as operadoras. No restante, serão
alguns planos selecionados pela categoria.
- Há duas semanas estamos pedindo aos pacientes que agendem
consultas e cirurgias para outro dia. Não queremos prejudicar
a população, mas a situação dos médicos
está muito difícil - disse Márcia Araujo,
presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio.
Segundo o
coordenador da Comissão Nacional de Saúde
Suplementar (Comsu), Aloisio Tibiriçá, a categoria
decidiu suspender as atividades porque o resultado das negociações
entre a categoria e as operadoras, iniciadas em 7 de abril, foi
insuficiente. Eles querem que o preço médio da
consulta suba dos atuais R$40 para R$60, no mínimo. Defendem
também reajustes nos valores das cirurgias.
Comissão pede mediação do Ministério
da Saúde
Além disso, querem fazer valer norma da ANS que determina
a assinatura de contratos entre as operadoras e seus prestadores,
com duração do serviço e critério
de reajuste. O comando do movimento tem uma audiência com
o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, hoje, para entregar
suas reivindicações e queixas.
- Queremos
que o Ministério da Saúde entre como
mediador na situação porque a ANS não cumpre
seu papel - disse Tibiriçá, acrescentando que novas
paralisações não estão descartadas
caso não haja avanço nas negociações.
A ANS informou,
em nota, que considera legítimo o movimento
dos médicos por melhor remuneração, mas
ressaltou que as operadoras de planos de saúde têm
que garantir o atendimento do que foi contratado pelos beneficiários,
sem taxas adicionais.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde), que representa os 15 maiores grupos de empresas
de saúde privada do país, disse, em nota, que,
conforme acordo com a categoria, vai definir um novo parâmetro
para o trabalho dos médicos, com base na complexidade
dos procedimentos.
O Globo
Indústria farmacêutica
rejeita quebra de patente
Por Marcelle Ribeiro
Sindicatos
destacam respeito do Brasil a direito intelectual, reclamam
da carga
tributária, mas admitem conversar
São Paulo. Representantes de sindicatos da indústria
farmacêutica brasileira não acreditam na quebra
de patentes de remédios contra as chamadas doenças
crônicas não transmissíveis, como hipertensão,
câncer, diabetes e doenças respiratórias,
defendida pela presidente Dilma Rousseff em discurso na ONU,
na segunda-feira. Apesar de reclamarem da carga tributária
incidente no setor, disseram que os laboratórios estão
dispostos a conversar com o governo sobre preços.
O vice-presidente
executivo do Sindicato da Indústria
de Produtos Farmacêuticos de São Paulo (Sindusfarma),
Nelson Mussolini, disse que o governo já fornece gratuitamente
medicamentos contra hipertensão e diabetes pelo programa
Saúde Não Tem Preço. Segundo ele, vários
remédios para câncer já tiveram a patente
vencida ou que está prestes a vencer. Mussolini lembrou
que a presidente Dilma afirmou na ONU que o Brasil respeita compromissos
relacionados a direitos intelectuais.
- O Brasil
sempre respeitou os contratos, e temos certeza de que isso
vai acontecer.
E existem regras de como fazer (a flexibilização)
- afirmou.
Mussolini
comentou também declaração do
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de que a simples
discussão da flexibilização das regras levará à redução
dos preços dos remédios.
- Isso depende
de como a discussão for feita, não é com
a simples notícia de que há a possibilidade de
flexibilização que os preços vão
cair. Os preços têm uma série de componentes.
As discussões podem levar a alguma redução
de preço - afirmou Mussolini.
O presidente
do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas
no Estado de Goiás, Marçal Henrique Soares, cobrou
a diminuição da carga tributária sobre o
setor - que, segundo ele, é de quase 40% - para permitir
redução de preços.
- Precisa
ver onde ele (o governo) vai flexibilizar. A nossa carga tributária deveria ser menor, para ter um preço
menor para o consumidor - disse Soares, afirmando que não
há nenhuma negociação nesse sentido no momento.
Valor
Econômico
Avert,
laboratório de sócios
da Biolab, adquire o Zurita
Por Mônica Scaramuzzo, de São
Paulo
A farmacêutica Avert, criada por três sócios
da Biolab, um dos maiores laboratórios do país,
anunciou a aquisição da companhia Zurita, de Araras
(SP), cujo carro-chefe na produção é a linha
Acnase (combate acne). A aquisição marca a entrada
da Avert no segmento popular de medicamentos isentos de prescrição
(MIP) médica.
Cleiton de
Castro Marques, presidente da Biolab e um dos sócios
da Avert, afirmou ao Valor que a farmacêutica paulista
foi criada em meados no ano passado e ainda estava inoperante. "Surgiu
a oportunidade de adquirir os ativos da Zurita, que têm
grande apelo no segmento popular", afirmou. O valor do negócio
não foi divulgado.
Além da linha Acnase, o laboratório de Araras
também comercializa produtos conhecidos no mercado como
o xarope Broncofenil, Sinustrat (combate a sinusite e resfriado)
e o Fatigan Plus. No ano passado, o Zurita registrou faturamento
de R$ 25 milhões. "Compramos os ativos, que inclui
o laboratório, e os produtos, mas a marca Zurita fica
de fora", afirmou o empresário.
A expectativa é de que a farmacêutica Avert, já com
os novos produtos, cresça entre 10% e 15% nos próximos
anos. Os empresários estão reforçando suas
apostas no avanço da classe C no mercado, com aumento
de renda da população e o maior acesso a medicamentos.
Segundo Marques de Castro, a Avert poderá fazer futuras
aquisições em medicamentos populares para avançar
neste segmento.
A Avert vai
ser o braço farmacêutico popular dos
irmãos Cleiton de Castro Marques e Paulo de Castro Marques,
e do empresário Dante Alário Júnior. Os
três são sócios do laboratório Biolab
junto com Fernando de Castro Marques, que é presidente
da farmacêutica União Química. Fernando não
faz parte da Avert.
Os três irmãos têm participação
cruzada nos laboratórios Biolab e União Química
e negociam atualmente o fim da participação cruzada
nos laboratórios. Os bancos Deutsche Bank e o BTG Pactual
foram contratados para assessorar essa operação.
Apesar de
serem sócios da Biolab, fundada há 13
anos, a Avert não tem vínculo com essa farmacêutica. "Queremos
deixar os negócios separados. A Biolab é especializada
em medicamentos de prescrição médica, com
foco nas áreas de cardiologia, ginecologia e dermatologia",
explicou. No ano passado, a Biolab obteve faturamento de cerca
de R$ 600 milhões.
Nos primeiros
meses deste ano, o movimento de concentração
no setor farmacêutico continuou acelerado. Até junho,
foram concretizadas 11 negociações de fusões
e aquisições, segundo levantamento da consultoria
KPMG. Em 2010, foram 18 operações, ante 12 no ano
anterior. "As transações no setor estão
acontecendo em ritmo acelerado e vêm aumentando relativamente
a cada ano. O que prova que é um setor que vem se consolidando",
afirmou o sócio da KPMG no Brasil, Luis Motta. Esse setor
tem atraído grandes multinacionais e estimulado a união
de gigantes nacionais.
Correio Braziliense
R$
45 bi para a saúde
Por JÚNIA
GAMA
Ministro
e governistas pedem aporte extra para a área
e não descartam novo tributo. Sem consenso, votação
da Emenda 29 está marcada para hoje
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou
o coro da presidente Dilma Rousseff e disse que a saúde
brasileira precisa de pelo menos R$ 45 bilhões para sair
do vermelho. Em discurso na comissão geral que discutiu
a Emenda 29 na Câmara, Padilha relatou as ações
do governo para reorganizar o Sistema Único de Saúde
(SUS), mas afirmou ser "fundamental mais recursos".
O dispositivo
estabelece um percentual mínimo de repasse
para a saúde pela União, pelos estados e pelos
municípios. A visita do ministro ocorre no dia anterior à votação
do destaque da regulamentação da EC 29, que, se
aprovado, derruba a criação da Contribuição
Social para a Saúde (CSS), tida como substituta da CPMF.
Apesar de
o governo ter abandonado oficialmente a defesa do aumento de
impostos,
Padilha não negou que um novo tributo
possa ser a solução para o problema. Coube ao PT
a atribuição de agir no Congresso para angariar
apoio à proposta. "A saúde é cara e
generosa. Temos que repensar nossa base tributária para
fazer uma distribuição de renda mais justa e dar
mais recursos para a saúde", disse o líder
do PT, Paulo Teixeira (SP), em referência à possibilidade
de criação de um imposto para os mais ricos.
O presidente
da Câmara, Marco Maia (PT-RS), almoça
hoje com governadores para discutir o assunto, horas antes da
votação marcada para a Câmara. Ele disse
que caberia aos governadores pressionar por um novo tributo,
já que são os estados os maiores impactados pela
regulamentação da EC 29. Maia não descarta
que, por pressão dos governadores sobre as bancadas, a
CSS acabe sendo aprovada. "Os governadores têm poder
sobre os deputados dos seus partidos, e como eles sabem que precisam
de mais recursos, isso pode acontecer", afirmou.
Questionado
sobre a necessidade de aumentar impostos, Padilha preferiu
passar
a bola ao Legislativo. "O debate está no
Congresso Nacional, que marcou a data para a votação
da regulamentação (da Emenda 29). Com essa votação,
abre-se o debate sobre como se irá financiar esses gastos
mínimos com saúde", disse.
Texto aberto
O ministro
apontou ainda que o texto a ser apreciado hoje é apenas
um primeiro passo para a melhoria do SUS, já que define
com clareza o que são os gastos com saúde e favorece
a fiscalização sobre esses investimentos."Torço
para que o texto seja modificado no Senado, porque o texto que
está na Câmara retira o Fundeb da base de cálculo,
o que significa menos R$ 6 bilhões por ano em saúde",
criticou Padilha.
Os líderes da oposição criticaram as cobranças
do governo por mais recursos. "O governo sempre dá a
entender que, sem um novo tributo, não será possível
aprovar a regulamentação e garantir dinheiro para
o SUS. Mas esse discurso vai de encontro ao crescimento da receita
do governo federal", disse o líder do PPS, Rubens
Bueno (PR). Para o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), secretário
de Saúde de Minas Gerais entre 2003 e 2010, aumentar os
investimentos em saúde é uma questão de
prioridades, não de aumento da fonte. "Os pagamentos
com juros aos credores internacionais e os altos aportes do governo
ao BNDES são uma inversão de prioridades",
acredita.
CFM
CFM
e Fenam desconhecem negociação com médicos
anunciada pela FenaSaúde
Nota
oficial informa que entidades médicas não
foram procuradas para negociar os honorários pagos aos
profissionais
Em virtude
de nota divulgada pela Federação Nacional
de Saúde Suplementar (FenaSaúde) nessa terça-feira
(20), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação
Nacional dos Médicos (Fenam) publicaram nota em que afirmam
desconhecer a negociação por parte da seguradora
e que as entidades médicas não foram procuradas
para negociar os honorários pagos aos médicos.
Nota Oficial
A diretoria
da Federação Nacional dos Médicos
(FENAM) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) informam que
foi surpreendida com a nota oficial divulgada pela Federação
Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) que representa
as 15 maiores operadoras do país, informando que está negociando
reajustes nos honorários dos médicos credenciados.
A FENAM e o CFM afirmam que desconhecem a negociação
por parte da seguradora e que as entidades médicas não
foram procuradas pela mesma para negociar os honorários
pagos aos médicos.
As entidades
médicas renovam ainda suas expectativas
e se colocam a disposição para manter um diálogo
aberto, franco e definitivo com a FenaSaúde e com qualquer
operadora de seguros de saúde para estabelecer um acordo
que seja digno e respeitoso para os médicos por parte
dessas operadoras .
Nesta quarta-feira
(21), os médicos estão realizando
um protesto nacional contra as operadoras de planos de saúde
que mantém postura abusiva e antiética na relação
com os profissionais, inclusive algumas associadas da FenaSaúde.
Durante 24 horas, será suspenso o atendimento a essas
empresas em consultórios, ambulatórios e hospitais
de todo o país como forma de chamar a atenção
da sociedade para os prejuízos causados ao exercício
da boa Medicina e à qualidade da assistência oferecida
aos pacientes, preservando os atendimentos de urgência
e emergência.
Isaude.net
Reforma
de unidades básicas em todo o país vai
custar R$ 120 milhões
Medida
faz parte do Programa Brasil Sem Miséria. Serão
priorizados municípios localizados em regiões de
extrema pobreza
O Ministério da Saúde está qualificando
o atendimento oferecido à população brasileira
nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O governo
federal vai investir R$ 120 milhões para reformar unidades
de saúde nos 26 estados e no Distrito Federal. A medida
faz parte do Programa Brasil Sem Miséria, lançado
pela presidenta Dilma Rousseff, no início do ano, e reforça
a estratégia do governo federal de reestruturar a Atenção
Básica no SUS.
Atualmente,
38 mil UBS estão em funcionamento no país.
Nelas, os usuários do SUS realizam consultas médicas,
curativos, vacinas, coleta de exames laboratoriais, tratamento
odontológico, encaminhamentos para especialidades e fornecimento
de medicação básica. As reformas incluirão
obras estruturais, como adequação do espaço
físico, cobertura das unidades, reformulação
dos pisos e limpeza.
"Esta é uma ação inédita de
fortalecimento da Atenção Básica, dentro
do Programa Saúde Mais Perto de Você. O investimento
que estamos fazendo vai levar mais qualidade e humanização
no atendimento aos usuários do SUS" , afirma o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha. " Com a Atenção
Básica funcionando bem, até 80% dos problemas de
saúde da população podem ser resolvidos.
Isso sem precisar ir ao hospital, o que desafoga o atendimento
das emergências e garante um acompanhamento continuado."
A indicação das unidades que serão reformadas
será feita pelos gestores estaduais, nas Comissões
Intergestores Bipartite (CIB). Municípios localizados
em regiões de extrema pobreza ou com baixo Produto Interno
Bruto (PIB) per capita serão priorizados.
Critérios
Os recursos
para as reformas das UBS serão definidos,
conforme o tamanho das unidades. UBS com porte entre 153m² e
293m² vão dispor de R$ 30 mil a R$ 150 mil. Já as
unidades com tamanho superior a 293m² receberão entre
R$ 30 mil e R$ 350 mil. Os recursos serão repassados em
duas parcelas, sendo que a primeira corresponderá a 20%
do total da obra. O restante do valor (equivalente a 80%) será repassado
somente após comprovado o início dos serviços.
Participação
Os municípios devem acessar a página do Ministério
da Saúde para se habilitar às reformas. O sistema
disponibilizado pelo Ministério calcula o valor de incentivo
da reforma, conforme a necessidade de cada unidade. Após
esta avaliação, a proposta é encaminhada
ao gestor estadual para que sejam aplicados os critérios
de prioridade.
O objetivo
das ações de aprimoramento da Atenção
Básica no SUS - coordenadas pelo Ministério da
Saúde em parceria com os estados - é incentivar
os municípios a melhorar o padrão de qualidade
da assistência oferecida nas UBS e por meio das equipes
de Atenção Básica de Saúde. Desde
o início do ano, o Ministério da Saúde realiza
levantamento para identificar as reais necessidades dos estados
em relação à estrutura e quantidade de UBS
no país.
Construção
Afinado ao
novo modelo de fortalecimento da Atenção
Básica no país, o governo federal também
autorizou, na semana passada, a liberação de R$
6,4 milhões para a construção de 19 novas
UBS básicas em nove estados: Acre (1), Bahia (2), Goiás
(2), Pará (2), Pernambuco (4), Paraná (2), Rio
de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (1) e São Paulo (3)
serão os beneficiados. Essas unidades beneficiarão
6,1 milhões de brasileiros.
Confira no
Portal da Saúde os valores destinados a cada
estado para reforma de UBS.
Saúde
Business Web
5
desafios de avaliar o desempenho em saúde
Por César
Luiz Abicalaffe
Relacionados
com o programa de pagamento por performance os principais desafios
esbarram em questões culturais, legais, éticas,
de gestão e operacionais
No artigo
anterior discutimos a importância da avaliação
de desempenho dos prestadores de serviços de saúde,
sejam eles no sistema público ou privado. Hoje traremos
alguns desafios para implantar esta estratégia de gestão,
principalmente quando associamos a programas de pagamento por
performance. A grande parte destes desafios foi observada na
prática pela minha equipe, mas também percebemos
a semelhança com os desafios observados em outros países.
Durante o
SAÚDE BUSINESS FORUM 2011, que ocorrerá nesta
semana na Bahia, discutiremos isso pessoalmente.
Dividi os
principais desafios observados em: culturais, legais, éticos,
de gestão e operacionais.
Os desafios
culturais mais comumente observados são o
falso conforto do status quo e a dificuldade de engajar o médico
na agenda da qualidade. Considero este último um dos maiores
desafios, pois muito pouco acontece no sistema de saúde
sem uma prescrição médica, sendo, portanto,
o envolvimento deste profissional a condição para
termos um sistema de saúde de alta performance.
Os desafios
legais estão mais relacionados ao processo
de regulação da ANS e aos modelos de contratação
do serviço público que podem dificultar ganhos
diferenciados. Dentro do processo de regulação
da ANS temos a obrigatoriedade pelo uso de tabelas padronizadas
(TUSS). O uso de tabelas padronizadas de honorários médicos
torna mais complexo a reforma no modelo de remuneração
médica, principalmente quando se quer migrar de modelos
retrospectivos para modelos prospectivos ou ainda para modelos
híbridos de remuneração.
Um dos desafios éticos que temos que transpor é risco
de entendimento de que pagamento por performance vincula o ganho
do médico ao resultado. Isso vai contra o artigo 62 do
Código de Ética Médica. Outro ponto é a
proibição do uso de CIDs nas trocas de informações
entre os prestadores e os planos de saúde (o que de forma
estranha não ocorre quando a troca de informações é feita
para pacientes do SUS). Sem termos informações
claras sobre as patologias em tratamento fica impossível
monitorar sua evolução e conseqüente se o
desempenho dos prestadores está sendo condizentes com
as melhores práticas. Outro desafio ético observado é a
difusão pública dos resultados. Tal prática é comum
em vários países, como os EUA, França e
Inglaterra, que adotam modelos de pagamento por performance ou
de avaliação de desempenho.
No caso dos
desafios de gestão que trazemos para discussão,
percebemos que um deles refere-se ao entendimento pelos gestores
de que a avaliação de desempenho é uma importante
ferramenta para governança clínica (veja o artigo
anterior). Outro desafio observado é a criação
de modelos “caseiros” de avaliação
de desempenho, sem critérios baseados em evidência
ou ainda em modelos já existentes.
Quando falamos
em desafios operacionais, percebemos as questões
de cunho mais prático, mas que muitas vezes demandam grandes
esforços para serem superados. O principal deles está nos
sistemas de informações implantados. Geralmente
são sistemas não integrados e que, na sua grande
maioria, contém informações limitadas a
custo e utilização. Mesmo em hospitais, boa parte
deles tem foco no faturamento e não na gestão assistencial.
Para complicar mais, as poucas informações existentes
ainda tem baixa qualidade, pois os dados registrados na sua origem
muitas vezes não são confiáveis, gerando
indicadores questionáveis. E, finalmente, o uso de prontuários
eletrônicos. Atualmente já existem bons prontuários
eletrônicos, mas a sua implantação na prática
tem sido muito difícil.
Mesmo com
todos estes desafios, temos a convicção
de que vale a pena implantar estratégias de avaliação
de desempenho em saúde, pois as melhorias observadas,
tanto para a instituição como para os profissionais
e pacientes assistidos são gratificantes.
Saúde
Business Web
Como
o benchmarking aumenta a segurança do paciente
Experiência dos países desenvolvidos demonstra
que a troca padronizada de informações entre hospitais é uma
das formas de aprimorar o processo de qualidade dessas instituições
Por Sílvio
Possa
Nas últimas semanas a mídia tem dado grande divulgação
para o tema “erro nos hospitais brasileiros” e focado
mais especificamente na enfermagem, apresentando cenas e casos
bastante reveladores da realidade de parte dos serviços
públicos e privados de saúde no Brasil.
O que deixa
a desejar nessas reportagens é o porquê que
isso acontece e quais as soluções para melhorarmos
a segurança do paciente nos hospitais do país.
Apesar de
lançarem um olhar sobre o problema, parece
sempre que se busca culpados e ao final indica de forma genérica
a falta de recursos ou a má gestão pelo problema,
não ajudando a se traçar meios para alcançarmos
um futuro melhor em nossos serviços de saúde.
Como abordamos
no post “Segurança do paciente no
Brasil, privilégio dos hospitais privados?” há pouquíssima
informação sobre o trabalho realizado pelos hospitais
do país, seja sobre segurança do paciente, indicadores
de satisfação dos pacientes, dados de produtividade,
perfis de morbidade, ou seja, não se sabe nada sobre a
quase totalidade dos hospitais brasileiros, excluindo-se aqui
um pequeno e seleto grupo de hospitais privados que se reúnem
na Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP)
e que mantém há seis anos um sistema de benchmarking
e um programa de melhores práticas assistenciais, publicados
anualmente no site http://www.anahp.org.br/publicacoes.asp.
A experiência dos países desenvolvidos demonstra
que a troca padronizada de informações entre hospitais é uma
das formas de aprimorar o processo de qualidade dessas instituições,
sendo que há países que publicam essas informações
permitindo que o público em geral e os usuários
especificamente possam acompanhar a quantas anda a aplicação
dos recursos públicos na saúde, se estão
bem geridos ou não, possibilitando inclusive a escolha
pelo paciente através da comparação entre
diversos hospitais, além de servir como um incentivo para
a melhoria de performance de cada hospital(http://www.hospitalcompare.hhs.gov/).
A simples
informação da disponibilidade de leitos
hospitalares para a população já será um
indicativo das prioridades a serem buscadas pelos cidadãos
no momento de defender seus interesses, porém ainda só esta
disponível em sites da sociedade civil (vide http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/analises_distritos.php?tema=10#info).
Assim um
grande passo para o avanço da qualidade e segurança
do paciente nos hospitais brasileiros será a implantação
de sistemas de trocas de informações e publicização
dessas informações e que deverá contar com
a participação e apoio dos órgãos
responsáveis pela saúde pública do país.
Saúde
Business Web
Médicos gostam de dispositivos móveis,
mas precisam de tecnologias mais inteligentes
Por Ken Terry, da InformationWeek EUA
“De qualquer forma, a objeção que a mobilidade
teve no passado, está caindo por terra na medida em que
o wireless se torna mais poderoso, mais barato e amigável.”
Esta é a conclusão da nova pesquisa promovida
pela Frost & Sullivan com usuários de dispositivos
móveis da área da saúde.
Kenneth Kleinberg,
consultor de Advisory Board, concorda com esta perspectiva. “Existe uma grande onda de interesse
no uso de tablets e smartphones por médicos”, avalia. “Eles
vão usar qualquer tipo de tecnologia que torne seu trabalho
mais rápido e fácil.”
A Frost & Sullivan projetou que o uso do smartphone na América
do Norte vai saltar de 24% para 67% até o ano de 2015.
Neste quesito, os médicos estão à frente
da população comum. Afinal, 64% desses profissionais
já estavam usando smartphones em março de 2010,
de acordo com o estudo realizado pela Manhattan Research. A pesquisa
da Frost também observou que as aplicações
de smartphone para a área da saúde incluem referências
a drogas e ferramentas clínicas de diagnóstico
em tempo real, mantendo o cadastro dos pacientes.
O estudo
concluiu ainda que os “registros eletrônicos
de saúde (EHRs) podem ser acessados via smartphone, permitindo
comunicar-se virtualmente em qualquer lugar, a qualquer momento,
inclusive no ponto de atendimento”.
A pesquisa
observou, entretanto, que o smartphone possui limitações
na tela e no processador, podendo fornecer informações
incompletas ou demandar muito tempo para realizar consultas por
meio de múltiplas telas.
A pesquisa
lembra que os tablets estiveram por perto desde 1980 e, como
nota
Kleinberg, tiveram algum impacto na área
da saúde. “De qualquer forma”, observa a Frost & Sullivan, “o
mais fino, mais barato, que dispõem de versões
com mais recursos está pegando a indústria de dispositivos
móveis como uma onda. Essas novas interações,
lançadas pela lista crescente de fornecedores de primeira
linha, tem um significado em potencial para o setor da saúde.”
Entre as
principais formas de uso dos tablets estão aplicações
para “diagnóstico de imagens e vídeo, de
fácil acesso educacional, além de incluir ferramentas
de referências, com apenas um click pode-se acessar lista
eletrônica de pacientes”, concluiu o relatório.
Kleinberg
aponta que os clínicos não poderão
fazer uso dos EHRs nem em tablets nem em smartphones, a menos
que os fornecedores de software desenvolvam aplicações
nativas.
A explosão de mobilidade na área médica
caminha ao mesmo tempo em que as tecnologias estão sendo
desenvolvidas, nota Kleinberg. Grandes empresas são capazes
de investir em todas as frentes, mas as de menor porte podem
ter que adiar a concepção nativa de aplicações
móveis. A nova geração de dispositivos para
uso efetivo da EHRs “está quase lá”,
disse. Um médico pode documentar a consulta em iPad, por
exemplo, usando a tela sensível ao toque, escrita digital
e reconhecimento de voz.
Mas o fluxo
de trabalho não tem sido suficientemente
abordado. Deve-se reduzir o número de telas e a quantidade
de dados, disse. Aplicações devem ser projetadas
com características mais inteligentes.
iPads são perfeitamente capazes de lidar com estas questões,
tais como visualizações de imagens digitais ou
tirar fotografias de pacientes para mostrar suas condições,
disse Kleinberg. E os médicos podem usar diferentes dispositivos
móveis para organizar o sistema de entrada de pedidos,
desde que não esperem muito para tomar essa decisão,
adicionou.
A maior vantagem
dos dispositivos móveis, disse, é que
eles têm potencial para aumentar uso de TI entre os médicos,
porque eles adoram seus smatphones e iPads.
Terça-feira,
20.09.11
Ministério da Saúde
Brasil
recebe prêmio da Sociedade Americana do Câncer
em Nova Iorque
Ministro
Padilha representou a presidente Dilma Rousseff, que foi reconhecida
pelo empenho
na luta contra o câncer
Em cerimônia na qual representou a presidenta da República,
Dilma Rousseff, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
recebeu da na noite dessa segunda-feira, na sede da Organização
das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o prêmio
da Sociedade Americana do Câncer.
O prêmio foi concedido pelo empenho da presidenta Dilma
e do governo brasileiro no combate ao câncer por meio da
promoção da conscientização da importância
da prevenção e sobre métodos humanizados
e eficientes.
"Países em desenvolvimento têm uma capacidade
menor de responder ao desafio do câncer. Portanto, é essencial
que instituições como a OMS (Organização
Mundial de Saúde) continuem a promover a conscientização
sobre as doenças não transmissíveis para
que possam, assim, melhorar práticas para seu combate",
disse Padilha no discurso de agradecimento.
O ministro
brasileiro lembrou que tais doenças são
responsáveis por 72% das mortes e que as mulheres são
mais acometidas por tais enfermidades. " As mulheres foram
desproporcionalmente afetadas pelos fatores de risco crescente.
O uso nocivo de álcool e obesidade entre as mulheres têm
crescido bem. Mortes associadas a doenças cardiovasculares
são responsáveis por aproximadamente um terço
das mortes entre elas no Brasil. Estamos atentos à gravidade
do problema e estamos reagindo com todos os esforços possíveis
para a urgência desta questão exige" , destacou.
Por fim,
Padilha disse que as iniciativas em curso na saúde
brasileira foram desenvolvidas com a colaboração
muito importante da OMS e do Fundo das Nações Unidas
e ressaltou a importância na luta contra as doenças
não-transmissíveis.
Agência
Brasil
Saúde precisa de R$ 45 bilhões
a mais por ano para chegar ao patamar do Chile e da Argentina,
diz Padilha
Por Paula
Laboissière
Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, disse hoje (20) que a saúde brasileira precisa
de R$ 45 bilhões anuais a mais do que o atual orçamento
para chegar ao patamar de países como o Chile e a Argentina.
A declaração foi dada durante sessão da
Comissão Geral da Câmara dos Deputados que discute
a regulamentação da Emenda Constitucional 29.
"É um passo que abre uma caminhada para reorganizar
o SUS [Sistema Único de Saúde], para dar conta
das novas necessidades do povo brasileiro. É importante
termos mais controle, é importante termos regras que estabeleçam
melhor a fiscalização, mas é fundamental
termos mais financiamento”, destacou.
Durante o
debate, o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS),
confirmou
para amanhã (21) a conclusão
da votação sobre o tema. Segundo ele, a proposta
será votada “faça chuva ou faça sol”.
A regulamentação da Emenda 29 tramita na forma
de Projeto de Lei Complementar (PLP) do. O texto prevê recursos
públicos mínimos obrigatórios para a saúde.
CFM
A
evolução nas áreas de atuação
Antonio Pinheiro é cirurgião plástico,
conselheiro do CFM e coordenador da Comissão Mista de
Especialidades
Desde que
em 2002 confirmou-se o planejamento que vinha evoluindo sobre
uma unificação que organizasse as especialidades
médicas no país, o Conselho Federal de Medicina
(CFM) tem albergado a Comissão Mista de Especialidades,
fruto desta decisão madura e consistente tomada conjuntamente
com a Associação Médica Brasileira e a Comissão
Nacional de Residência Médica do Ministério
da Educação.
Entendiam
os dirigentes destas instâncias que o constante
aporte tecnológico e de conhecimento científico
das já estabelecidas especialidades poderiam trazer áreas
de atividade com consistência operacional na medicina,
sem que fossem especialidades e compreendendo o que então
se denominou de áreas de atuação. Ao invés
de se pensar em hierarquia de conhecimento, pensava-se em disciplinar
como áreas específicas de maior aprofundamento
de uma ou mais especialidades.
Após a assinatura do convênio entre as entidades,
foi criada a Comissão Mista, composta paritariamente e
com atribuições específicas previstas no
próprio convênio e em Resolução do
CFM. É importante que se reconheça que a evolução
dos trabalhos da Comissão possibilitou a confiabilidade
das decisões em todos os níveis, sendo o conjunto
delas marco para o reconhecimento das atividades especializadas
da medicina no Mercosul.
Uma das mais
importantes regras é que o CFM deve emitir
relatório anual sobre a Comissão, consolidando
suas decisões na questão das especialidades e áreas
de atuação em Resolução a ser apresentada
e analisada pelo plenário. E assim tem sido nestes anos,
em momentos que a Comissão Mista de Especialidades (CME),
pode inclusive repensar e modificar decisões, à mercê de
realidades da atividade médica e de necessidades sociais
e epidemiológicas do país.
A Resolução 1973/2011, publicada no Diário
Oficial da União em 1º de agosto de 2011, não
trouxe nenhuma nova especialidade aprovada, mas algumas inclusões
nas áreas de Atuação além de alargar
acesso em duas delas. Também em demorada mediação
da Diretoria do CFM, obteve-se a unificação da
Medicina Legal com a Perícia Médica, passando então
a especialidade a denominar-se Medicina Legal e Perícia
Médica.
Em síntese, a norma cria três novas áreas
de atuação médica: Medicina do Sono, Medicina
Paliativa e Medicina Tropical. A partir de sua publicação,
a resolução do CFM associa a área de Medicina
Paliativa às especialidades Clínica Médica,
Cancerologia, Geriatria e Gerontologia, Medicina de Família
e Comunidade, Pediatria e Anestesiologia. De acordo com importantes
especialistas no tema, a decisão trouxe maior visibilidade
a um tipo de trabalho médico que já existe e é realizado
com rigor científico.
Dados da
Organização Mundial de Saúde (OMS)
indicam que 65% dos portadores de doenças crônicas
que ameaçam a vida necessitam de cuidados paliativos.
Com a publicação da norma que cria esta área,
a Comissão Nacional de Medicina Paliativa da Associação
Médica Brasileira (AMB) definirá os critérios
para o reconhecimento dos primeiros paliativistas titulados do
país.
A área de atuação Medicina Tropical, vinculada à especialidade
infectologia, é dedicada ao estudo e tratamento de doenças
como malária, febre amarela, dengue, esquistossomose e
leishmaniose, típicas de regiões tropicais. De
acordo com o Juvêncio Dualib, chefe do setor de infectologia
do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, a especialidade é derivada
do campo de estudo da medicina tropical, mas atualmente abrange
um vasto número de doenças.
Com a norma
em vigor, a área de atuação
Dor, que era associada somente às especialidades Anestesiologia
e Neurologia, passa a ser associada adicionalmente à Acupuntura,
Medicina Física e Reabilitação, Neurocirurgia,
Ortopedia e Traumatologia e Reumatologia. Também houve
ampliação no número de especialidades vinculadas à área
de atuação Hepatologia, que, a partir de agora,
manterá ligações além da gastroenterologia,
com a Clínica Médica e a Infectologia. Além
disso, a especialidade Medicina Legal passa a ser denominada
Medicina Legal e Perícia Médica. Deixaram de ser
tratadas como áreas de atuação: Cirurgia
de Coluna, Perícia Médica e Reprodução
Humana e Medicina Aeroespacial.
Esperamos
que as atividades tão importantes da CME possam
prosseguir, como tem sido até agora, com muita discussão
aberta nas suas reuniões ordinárias e relatórios
consistentes em que se procura o consenso para manutenção
de uma união que só trouxe progresso e fortalecimento
para a medicina brasileira.
Agência Câmara
Deputada
quer imposto sobre grandes fortunas para aumentar recursos
da saúde
A deputada
Jandira Fegali (PCdoB-RJ) defendeu há pouco
a aprovação do Projeto de Lei Complementar 48/11,
do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), que regulamenta o imposto sobre
grandes fortunas para financiar a saúde. A deputada é relatora
do projeto na Comissão de Seguridade Social e Família,
e disse que essa pode ser uma das fontes de recursos adicionais,
já que não há ambiente de recriar a CPMF.
Segundo Jandira,
que participa de comissão geral sobre
a regulamentação da Emenda 29 (PLP 306/08), a saúde
no Brasil está subfinanciada porque desde o começo
se pensou no investimento mínimo previsto pela Constituição
como o teto para o investimento de municípios, estados
e da União. “Esses recursos são metade do
que diz a Organização Mundial da Saúde para
um país que queira dar atenção total à sua
população. Devíamos estar investindo 6%
doPIB, e estamos em 3,7%”, afirmou.
Por sua vez,
o líder do PP, deputado Aguinaldo Ribeiro
(PB), defendeu a regulamentação da Emenda 29, mas
ressaltou que é preciso rediscutir as responsabilidades
de municípios, estados e da União, e não
apenas do ponto de vista dos recursos empregados. “É necessário
priorizar as ações no município, para discutir
na prática quem está responsável pelas ações”,
disse
Isaude.net
Proteínas, carboidratos e gorduras compõem
a melhor dieta para os genes
Consumir
um terço dos alimentos em cada um destes grupos
limita surgimento de doenças ligadas ao estilo de vida
Biólogos da Universidade Norueguesa de Ciência
e Tecnologia conseguiram desvendar quais são os melhores
alimentos em nível molecular para os genes. O estudo revelou
que o consumo de um terço de proteínas, um terço
de carboidratos e um terço de gordura é a melhor
receita para limitar o aparecimento de doenças relacionadas
ao estilo de vida.
Os resultados
mostraram ainda que uma dieta com 65% de carboidratos faz com
que um
número de classes de genes trabalhe horas
extras e aumente o risco de doenças. "Isso afeta
não apenas os genes que causam a inflamação
no corpo, que foi o que originalmente queríamos estudar,
mas também genes associados ao desenvolvimento de doenças
cardiovasculares, alguns tipos de câncer, demência
e diabetes tipo 2, todas doenças relacionadas ao estilos
de vida", explicou a professora de biologia, Berit Johansen.
Segundo os
autores, essas descobertas minam a maioria das bases científicas de dietas saudáveis recomendadas nos
dias de hoje. Somente agora eles estão tentando descobrir
a relação entre a digestão da dieta e os
efeitos sobre a saúde e o sistema imunológico,
para assim dizer não só que tipos de alimentos
são saudáveis, mas por que. "Ambas as dietas
de baixa e alta caloria estão erradas. Mas uma dieta baixa
em carboidratos é preferível. Uma dieta saudável
não deve ser composta por mais de um terço de carboidratos
(até 40% das calorias) em cada refeição,
caso contrário, estimulamos nossos genes a iniciar a atividade
que gera inflamação no corpo", observou Johansen.
A professora
defende que a dieta é a chave para controlar
nossa susceptibilidade genética para uma determinada doença. " Ao
escolher o que comemos, escolhemos se vamos oferecer aos nossos
genes as armas que causam a doença. Quando consumimos
muitos carboidratos e o corpo é acionado para reagir,
o sistema imunitário mobiliza sua força, como se
o corpo estivesse sendo invadida por bactérias ou vírus",
afirmou Johansen.
Johansen
salientou que os pesquisadores não têm
todas as respostas para a relação entre dieta e
alimentos ainda. Mas as tendências descobertas, juntamente
com a literatura científica recente, deixa claro que a
recomendação deve ser para as pessoas mudarem seus
hábitos alimentares. Caso contrário, um número
crescente de pessoas será atingido com doenças
crônicas relacionadas ao estilo de vida.
Estudos
clínicos
A equipe
de pesquisa conduziu dois testes. O primeiro foi para determinar
que tipo
de métodos de pesquisa eles usariam
para responder às perguntas. No estudo-piloto de 28 dias,
cinco homens obesos ingeriram comida normal, enquanto no segundo
estudo, 32 homens e mulheres um pouco acima do peso ingeriram
comida feita especialmente alimentos em pó.
Participantes
no último estudo foram aleatoriamente designados
para seguir por seis dias uma dieta com 65% das calorias provenientes
de carboidratos, o resto das calorias derivadas de proteína
(15%) e gordura (20%) e depois uma semana sem dieta. Então
eles retomaram uma nova dieta por seis dias com metade dos carboidratos
e o dobro de proteínas e gordura. Exames de sangue foram
realizados antes e após cada período de dieta.
Estudos de
dieta que comparam diferentes quantidades de gordura são muitas vezes criticados com o argumento de que é a
diferença na quantidade de ômega-3, os ácidos
graxos, que produz os efeitos na saúde, e não o
resto da ingestão de alimentos.
Os pesquisadores
resolveram este problema mantendo a mesma quantidade de ômega-3 e ômega-6
em ambas as dietas, embora a quantidade de gordura, em geral,
fosse diferente nas dietas que
foram testadas.
Segundo os
investigadores, os estudos resultaram em duas descobertas importantes.
Uma
delas é o efeito positivo de muitas refeições
ao longo do dia e os detalhes sobre a qualidade e composição
dos componentes em uma dieta ideal, incluindo ácidos graxos ômega-3
e ômega-6. A segunda é que uma dieta rica em carboidratos,
independentemente de haver ou não exagero, tem consequências
para genes que afetam as doenças de estilo de vida.
Temperatura
genética
Ao longo
do estudo, os pesquisadores analisaram se vários
genes estavam trabalhando normalmente ou horas extras. Uma medida
agregada dos resultados de toda essa atividade genética é chamada
de expressão gênica. Ela pode quase ser considerada
uma medida da temperatura genética do estado de saúde
do corpo.
Os resultados
mostraram que um grupo de genes envolvidos no desenvolvimento
de reações inflamatórias
trabalham horas extras no corpo, alguns desses grupos estão
ligados às doenças do estilo de vida. "Os
genes que estão envolvidos no diabetes tipo 2, doença
cardiovascular, doença de Alzheimer e alguns tipos de
câncer, respondem à dieta e são ativados
por uma dieta rica em carboidratos", explicou Johansen.
Segundo os
pesquisadores, vale a pena notar que os genes associados com
o risco de doença podem ser influenciados pela dieta.
Eles acreditam que uma pessoa pode prevenir ou retardar o aparecimento
de doenças se tiver uma alimentação correta
e se reduzir os carboidratos na dieta. "Precisamos de mais
pesquisa sobre isso. Parece claro que a composição
e a quantidade de nossas dietas podem ser fundamentais para influenciar
os sintomas da doença crônica" , disse Johansen.
Os resultados
do estudo mostraram também que alguns genes
não estão ativados, mas sim se acalmam ao invés
de acelerar conforme a dieta que recebem. A equipe descobriu
que um conjunto genético relacionado à doença
cardiovascular foi reprimido em resposta a uma dieta equilibrada,
ao contrário de uma dieta rica em carboidratos.
Outro gene
que foi significativamente expresso de forma diferente pelas
dietas
que foram testadas foi um comumente chamado de "gene
da juventude" na literatura científica.
De acordo
com os pesquisadores eles ainda não descobriram
a fonte da juventude em si, mas eles devem levar estes resultados
muito a sério. " O importante para nós é que,
pouco a pouco, estamos descobrindo os mecanismos de progressão
de doenças para muitos de nossos principais distúrbios
relacionados com o estilo de vida", afirmou Johansen.
Veja mais
detalhes sobre esta pesquisa (em inglês). http://www.ntnu.edu/news/feed-your-genes
Isaude.net
Exame
de sangue pode ser capaz de diagnosticar ataques cardíacos
Teste se
baseia no reconhecimento da proteína C ligante
da miosina cardíaca (cMyBP-C), liberada no sangue após
um ataque cardíaco
Pesquisadores
da Loyola University Chicago Stritch School of Medicine, no
Estados Unidos,
desenvolveram um exame de sangue
que pode ser capaz de diagnosticar ataques cardíacos.
Os cientistas
relatam que uma proteína grande conhecida
como proteína C ligante da miosina cardíaca (cMyBP-C) é liberada
no sangue após um ataque cardíaco.
"Ela tem potencial para se tornar a base para um novo teste
para ser utilizado em conjunto com outros exames de sangue para
ajudar a diagnosticar ataques cardíacos. Este é o
começo. Muitos estudos adicionais serão necessários
para estabelecer a cMyBP-C como um biomarcador válido
para os ataques cardíacos", disse Sakthivel Sadayappan.
Entre 60%
e 70% de todos os pacientes que se queixam de dor no peito
não têm ataques cardíacos. Muitos
destes pacientes são admitidos no hospital, por tempo
e custos consideráveis, até que um ataque cardíaco
seja definitivamente descartado.
Um eletrocardiograma
pode diagnosticar os ataques cardíacos
maiores, mas não os menores. Existem também exames
de sangue para várias proteínas associadas com
os ataques cardíacos. Mas a maioria destas proteínas
não são específicas para o coração.
Os níveis elevados podem indicar um problema diferente
de um ataque cardíaco, como uma lesão muscular.
Apenas uma
proteína, que agora é utilizada em
exames de sangue, chamada troponina-I, é específica
para o coração. Mas é preciso pelo menos
de quatro a seis horas para que esta proteína apareça
no sangue após um ataque cardíaco. Assim, a busca
continua por uma proteína de ataque cardíaco que é específica
para o coração.
O estudo
da Loyola é o primeiro a descobrir que a cMyBP-C
está associada aos ataques cardíacos. A proteína é específica
do coração. E pode ser facilmente detectável
em um exame de sangue por causa de seu grande tamanho molecular
e de sua concentração relativamente elevada no
sangue.
Pesquisadores
avaliaram amostras de sangue de pacientes de ataque cardíaco. Eles também avaliaram ratos que tinham
sofrido ataques cardíacos. Eles descobriram que em humanos
e ratos, a cMyBP-C foi elevada significativamente após
os ataques cardíacos.
Sadayappan
disse que a cMyBP-C é uma proteína
grande de montagem que estabiliza a estrutura muscular cardíaca
e que regula a função cardíaca. Durante
um ataque cardíaco, uma artéria coronária
está obstruída, e as células do músculo
cardíaco começam a morrer devido à falta
de fluxo sanguíneo e de oxigênio. Como as células
do coração morrem, a cMyPB-C quebra-se em fragmentos
e é liberada no sangue.
"Os estudos futuros", Sadayappan e seus colegas escreveram, "determinariam
o curso do tempo de liberação, as concentrações
máximas e meia vida no sistema circulatório".
Isaude.net
Entre
os infartados brasileiros, 98% não sabem reconhecer
os sinais do problema
Pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em parceria
com o Datafolha, ouviu mais de 600 pacientes em seis capitais
Em uma pesquisa
realizada pelo Datafolha, em parceria com a Sociedade Brasileira
de Cardiologia
(SBC), dos mais de 600 entrevistados
que já sofreram um infarto, apenas 2% souberam reconhecer
os indícios do problema. A enquete da SBC foi realizada
em seis capitais do país.
Para o coordenador-geral
de Urgência e Emergência
do Ministério da Saúde, Paulo Abrahão, nem
sempre é fácil reconhecer a situação.
Para ele, a melhor opção é ligar para o
Samu (192).
Um quarto
da população brasileira tem pressão
alta, segundo o Ministério da Saúde e a proporção
de hipertensos é maior entre as mulheres. O problema pode
ser evitado com a mudança de hábitos alimentares.
De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Hipertensão
do Ministério da Saúde, Rosa Sampaio, diminuir
o consumo de sal é a principal medida a ser tomada. " A
quantidade de sal recomendada é seis gramas por dia, o
equivalente a quatro colheres rasas de café" .
Segundo a
Organização Mundial de Saúde,
as doenças cardiovasculares são a principal causa
de morte no mundo. Uma pessoa é considerada hipertensa
quando a pressão é igual ou superior a 14 por 9.
Isaude.net
Comer
25 gramas de maçã por dia reduz em 9% o
risco de sofrer um AVC
Frutas e
legumes com polpa branca são associados com
a diminuição no risco de acidente vascular cerebral
Frutas e
legumes cujas partes comestíveis são
brancas podem reduzir o risco de acidente vascular cerebral mais
do que outras frutas e legumes, relatam os pesquisadores holandeses.
Cada 25 gramas
diárias de frutas e legumes brancos consumidos
levou a uma diminuição de 9% no risco de acidente
vascular cerebral, e as maçãs e peras foram as "frutas
brancas"mais comumente consumidas, de acordo com o estudo.
"O risco de incidência de AVC foi 52% menor para
as pessoas com alta ingestão de frutas e legumes brancos,
em comparação a pessoas com uma baixa ingestão
destes alimentos", disse a autora do estudo, Linda M. Oude
Greip, aluna do pós-doutorado da Wageningen University,
na Holanda.
Mas, Oude
Greip enfatizou que não se deve parar de comer
frutas e legumes de outras cores, pois eles podem proteger contra
outras doenças crônicas. Os resultados da pesquisa
precisam ser replicados.
Oude Greip
disse que as pesquisas anteriores mostraram que o maior consumo
de frutas
e vegetais pode diminuir o risco de acidente
vascular cerebral, mas nenhuma delas analisou o consumo de frutas
e produtos hortícolas específicos para ver se algum
deles contribuiu mais para a redução do risco do
que os outros.
Para seu
estudo, Oude Greip usou dados coletados pelo Instituto Nacional
de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda,
que incluíam mais de 20.000 pessoas. Os participantes
do estudo estavam com idades entre 20 e 65 anos no início
do estudo, e nenhum deles demonstrou quaisquer sinais de doença
cardiovascular.
Todos os
voluntários do estudo responderam um questionário
de frequência alimentar com 178 itens. O estudo, então,
incluiu 10 anos de informação de acompanhamento
sobre a saúde dos participantes. Durante o período
de acompanhamento, 233 pessoas tiveram um derrame.
As frutas
e os legumes foram divididos em quatro grupos de cores, cada
um com base
na cor da parte "carnuda" das frutas
e dos legumes: verde, laranja/amarelo, vermelho/roxo e branco.
O único grupo que foi associado com uma redução
estatisticamente significante no risco de acidente vascular cerebral
foi o de frutas e legumes brancos.
As frutas
e os legumes incluídos na categoria branca
eram as maçãs, as peras, o suco de maçã,
o molho de maçã, a banana, a couve-flor, a chicória,
o pepino e os cogumelos. O grupo de frutas e legumes brancos
foi o mais consumido, com 36% da ingestão total de frutas
e legumes sendo proveniente do grupo branco. Dentro do grupo
branco, as maçãs e as peras foram as mais consumidas,
representando 55% do que foi consumido.
Para cada
aumento de 25 gramas, na quantidade de frutas brancas consumida
a cada
dia, o risco de acidente vascular cerebral diminuiu
9%, de acordo com o estudo. Uma maçã geralmente
pesa cerca de 120 gramas, acrescentaram os pesquisadores.
Oude Greip
disse que não está claro exatamente
quais componentes nas frutas brancas pode ser protetor contra
o acidente vascular cerebral, mas ela suspeita que a fibra dietética
e os flavonoides atuem neste sentido. As maçãs
e as peras têm níveis elevados de um flavonoide
chamado quercetina.
"Como em qualquer estudo, existem limitações.
Uma é que a ingestão de alimentos foi auto-relatada.
Os questionários de frequência alimentar são
inerentemente tendenciosos porque é difícil lembrar
exatamente o que você comeu no passado. Mas, a única
coisa positiva para tirar isso é que tudo o que vínhamos
dizendo foi confirmado novamente. Frutas e legumes são
bons para você ", ela disse.
Shapiro disse
também que seria difícil de destacar
o que há nas frutas brancas que pode reduzir o risco de
acidente vascular cerebral. "É realmente o alimento
como um todo. Há fibras e fitoquímicos e flavonoides,
e eles trabalham em conjunto sinergicamente. Eu não acho
que se possa apontar um único nutriente".
Ela disse
que não recomendaria limitar sua dieta para
apenas frutas brancas e vegetais. "Coma o arco-íris
de frutas e vegetais. Cada fruta e cada legume fornecem certos
nutrientes que se combinam e interagem com os outros".
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html