Leia
nesta edição:
- Conferência
mundial da OMS no Rio termina nesta sexta-feira
- Brasil
e Reino Unido selam cooperação bilateral
- Saúde inicia blitz educativas da lei antiálcool
para menores
- Atendimento
ao idoso é mais rápido
que previsto
- Proteínas podem evitar reentupimento de artérias
submetidas a angioplastia
- Sobe para
57 o número
de mortes por meningite no Estado do Rio de Janeiro
- Gordura do bem
- Vacinas
contra gripe para mulheres grávidas também
protegem recém-nascidos
- Instituto
Nacional do Câncer homenageia José Alencar
- Ministério da Saúde lança sábado
campanha de prevenção à osteoporose
- Problema
genético torna pessoas suscetíveis à forma
mais grave da dengue
- Ministro
inaugura nova Clínica da Família no
RJ
- Casa da
Saúde
inaugura unidades coronariana e semi-intensiva
- Ministério prepara o SUS para o Complexo Petroquímico
do Rio
Sexta-feira, 21.10.11
Rádio
ONU
Conferência
mundial da OMS no Rio termina nesta sexta-feira
Julia Mandil
Especialistas
de todo o mundo concluem, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro,
uma
Conferência Mundial sobre Determinantes
Sociais da Saúde. O evento da Organização
Mundial da Saúde, OMS, e com o apoio do governo brasileiro,
está analisando formas de prevenir e tratar doenças
crônicas, não-transmissíveis.
Em setembro,
a ONU realizou um encontro de alto nível
sobre o tema e pediu mais investimentos por parte dos países.
Atualmente, as doenças crônicas como câncer,
diabetes, derrames, doenças pulmonares e coronárias
são responsáveis por 63% de todas as mortes no
mundo.
De acordo
com a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, que está no
Rio de Janeiro, as doenças crônicas são,
atualmente, o principal desafio de saúde pública.
O presidente
da Conferência, o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, reafirmou o compromisso do Brasil em oferecer
um serviço de qualidade no setor.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas
Barbosa, falou à Rádio ONU, sobre o SUS. “O
fato de nós termos no Brasil um sistema como o SUS é um
exemplo. Outros países olham com muito interesse. É o único
país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes
que tem um sistema de saúde assim. Este acesso a medicamentos,
a bens e serviços, creio que é a maneira de fazermos
avançar os indicadores de saúde”.
O programa
brasileiro de combate ao HIV/Aids também foi
analisado no encontro com uma troca de experiências entre
vários países participantes.
Na ocasião, o chefe do Escritório-Executivo do
Unaids e mediador do painel, Luis Loures, afirmou que, depois
de 30 anos de epidemia, é preciso tirar a Aids do isolamento.
“E essa experiência nós podemos transferir
num panorama mais amplo para lidar com as determinantes sociais
da saúde como um todo hoje.”
Loures acredita
que o painel e a Conferência podem se
complementar, aumentando o envolvimento das pessoas que vivem
com a AIDS no movimento de luta contra a doença.
Dentre as
autoridades presentes ao encontro no Rio está o
vice-presidente do país, Michel Temer e outros membros
do governo.
AGÊNCIA SAÚDE
Brasil
e Reino Unido selam cooperação bilateral
Governo
inglês está interessado, entre outros projetos,
em apoiar o Ministério da Saúde do Brasil nas Olimpíadas
de 2016
Os ministros
de Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, e
do Reino Unido, Simon Burns, assinaram no Rio de Janeiro, documento
para expandir parcerias na área da saúde. O governo
britânico quer apoiar o país na estruturação
dos serviços de saúde para os Jogos Olímpicos
de 2016, com sede na capital do Rio, estabelecer acordos para
o desenvolvimento conjunto de medicamentos, realização
de pesquisas e cooperação em vigilância sanitária.
As duas autoridades se reuniram ontem (20) durante o evento da
Organização Mundial de Saúde (OMS), a Conferência
Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, que termina
hoje (21), no Rio de Janeiro.
Para Burns,
o momento de crise econômica evidência
que os países precisam cooperar mais. “É preciso
mais colaboração entre as nações,
sobretudo as parcerias entre ricos e pobres. Neste momento, devemos
trocar experiência de gestão, apresentar nossos
programas e dividir acertos”, afirmou.
O ministro
da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, destacou
o incentivo que o governo federal tem dado a realização
de parcerias entre empresas públicas e privadas para a
fabricação de medicamentos. São cerca de
30 acordos de transferência de tecnologia envolvendo empresas
nacionais e internacionais. O ministro inglês demonstrou
interesse na produção da vacina da gripe, que é fabricada
no Instituto Butantan, empresa pública brasileira - poucos
países dominam esse processo de produção.
Essa e outras
possibilidades de cooperação serão
detalhadas nos dias 3 e 4 de novembro, quando profissionais de
saúde e representantes do governo dos dois países
participam de um workshop sobre o assunto em Brasília.
O acordo prevê reuniões como essa uma vez ao ano.
OUTRAS PARCERIAS-
Padilha também se reuniu, nos dois
primeiros dias da Conferência, com representantes dos Estados
Unidos, Peru, Holanda e África do Sul. Na conversa com
o secretário de Serviços Humanos dos Estados Unidos,
Rathleen Sebelius, ressaltou-se a importância de cooperação
trilateral com países africanos. O ministro Padilha aproveitou
para apresentar a parceria do Brasil com o governo de Moçambique
para a construção de uma fábrica de antirretrovirais.
O ministro
do Peru, Alberto Tejada Noriega, no encontro com Padilha, pediu
apoio
brasileiro na estruturação
de programas nesta área. “O Brasil é um modelo
das políticas sociais de saúde”, disse. Padilha
convidou o ministro peruano para visitar o país em uma
missão e conhecer as ações brasileiras.
GOVERNO
DO ESTADO DE SÃO PAULO
Saúde inicia blitz educativas da lei antiálcool
para menores
Fiscalização com multas e interdições
começará em 19 de novembro
A Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo realizou
na tarde desta quinta-feira, 20, a primeira blitz educativa para
orientar os proprietários dos estabelecimentos e responsáveis
sobre a nova lei estadual de prevenção e combate
ao álcool para menores de idade. A ação
ocorreu em restaurantes da Rua Avanhandava, região central
da capital paulista.
Agentes da
Vigilância Sanitária Estadual percorreram
o comércio local e distribuíram uma cartilha com
as informações sobre a nova lei, seus objetivos
e sanções previstas. A fiscalização
com multas e interdições para quem descumprir a
legislação começa em 19 de novembro.
As blitz
educativas serão realizadas por todo o Estado
- inclusive no período noturno e nas madrugadas -, por
fiscais da Vigilância Sanitária e Procon, durante
os próximos 30 dias, com o objetivo de orientar e sensibilizar
os proprietários de estabelecimentos comerciais. Além
desta ação, também foram realizadas blitze
na zona norte e leste da capital.
Lei
Sancionada
pelo governador Geraldo Alckmin na quarta-feira, dia 19, a
nova lei estadual
(http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=216503)
amplifica a prevenção e o combate ao uso de bebidas
alcoólicas por crianças e adolescentes no Estado
de São Paulo. Bares, restaurantes, lojas de conveniência
e baladas, entre outros locais, não poderão vender,
oferecer nem permitir a presença de menores de idade consumindo
bebidas alcoólicas no interior dos estabelecimentos, mesmo
que acompanhados de seus pais ou irmãos maiores de idade
A medida integra o Programa Estadual de Combate ao Álcool
na Infância e Juventude.
O DIA
Atendimento
ao idoso é mais rápido
que previsto
Abertura
de conta na Cidade Nova para aposentados leva, em média,
20 minutos
Por Alessandra Horto, em Rio de Janeiro
No primeiro
dia oficial de abertura de conta no polo Bradesco da Cidade
Nova, aposentados
e pensionistas estaduais foram atendidos
mais rápido do que estimativa inicial. O tempo médio
registrado pela Coluna foi de 20 minutos. A instituição
previu 24 minutos.
O servidor
aposentado Ademar Bastos de Monteiro, de 73 anos, foi o primeiro
a ser
atendido na unidade. A ansiedade fez com
que ele acordasse às 5h da manhã e chegasse à Cidade
Nova uma hora depois: "Iniciei a fila de atendimento. Resolvi
chegar logo cedo. Trouxe os documentos básicos mesmo,
como a identidade, o CPF e o comprovante de residência.
Sei que cheguei cedo, mas preferi fazer tudo com calma".
O processo do ex-Inspetor de Segurança durou menos de
22 minutos.
Ao término da abertura, Ademar elogiou o atendimento: "Foi
tudo nota dez. Acesso fácil, funcionários treinandos,
gentis e muito bacanas". Ele contou ainda que recorreu ao
atendimento telefônico gratuito do banco depois que o neto
soube da mudança: "Consegui agendar rapidamente o
dia para vir aqui".
O polo de
atendimento da Cidade Nova vai funcionar até o
dia 14 de dezembro. Deverão comparecer ao local servidores
da capital do Rio e algumas cidades da Baixa Fluminense, como
Nova Iguaçu, Belford Roxo, Mesquita, Queimados e Nilópolis. É necessário
que o servidor ligue para 0800 882 02 02 antes de comparecer
a qualquer uma das unidades exclusivas.
Roteiro de atendimento
- É necessário se apresentar aos locais com carteira
de identidade, CPF e comprovante de residência. Cópias
serão tiradas no local.
- Logo no
início, o servidor será encaminhado
para a triagem. É nesse momento que ele deverá informar
o número do CPF para que a senha seja gerada. Um funcionário
do Bradesco vai acompanhar o servidor até a mesa específica.
- O servidor
vai receber o contrato, que deverá ser lido
antes de ser assinado. Também será cadastrada a
assinatura do funcionário estadual.
- Após esse processo, o servidor vai cadastrar digital
da palma da mão.
Opções
de transporte para o local
O posto de
atendimento na Cidade Nova está localizado
nas esquinas das ruas Joaquim Palhares e Beatriz Larragoiti Lucas.
A tenda fica no pátio do Centro de Convenções
Sul América e próximo à sede da Prefeitura
do Rio.
Quem quiser
ir de carro terá a oportunidade de estacionar,
gratuitamente, em uma das 2 mil vagas. Outra alternativa é ir
de metrô, o que também pode ser feito por quem tiver
que chegar de trem. A integração pode ser feita
na Central do Brasil. É necessário descer na estação
Estácio do metrô.
Por ficar
próximo à Avenida Presidente Vargas,
o servidor também pode utilizar as linhas que passam na
via.
CORREIO BRAZILIENSE
Proteínas podem evitar reentupimento de artérias
submetidas a angioplastia
Por Thais de Luna
Doenças cardiovasculares matam 17,3 milhões de
pessoas no mundo anualmente, segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS). Dessas mortes, 80% ocorrem nos
países em desenvolvimento — entre eles, o Brasil.
Uma das principais causas de óbito no país é o
infarto agudo do miocárdio, que tira a vida de até 15%
das pessoas atingidas. Os que sobrevivem à contração
ou ao entupimento da artéria coronária costumam
ser submetidos a uma cirurgia — geralmente, uma angioplastia — para
a colocação de um stent, a fim de desobstruir a
região da artéria a ser tratada. O problema é que
a obstrução no vaso sanguíneo pode voltar.
Pesquisadores da Universidade de Loyola, em Chicago, descobriram
que duas proteínas podem ser inseridas no organismo das
pessoas no início da cirurgia e evitar esse problema.
O estudo foi publicado na versão on-line da revista Arteriosclerosis,
thrombosis and vascular biology, da Assossiação
Americana do Coração.
Como a cirurgia
causa irritação na parede arterial,
células endoteliais — que ficam no interior dos
vasos sanguíneos — migram para o local a fim de
reparar esse dano. No entanto, células musculares também
vão para a região da artéria onde foi colocado
o stent, o que pode criar uma cicatriz e obstruir novamente o
local. Stents farmacológicos, recobertos por remédios
que impedem a proliferação celular, resolveriam
essa questão das células musculares. Como, entretanto,
impedem a ação das células presentes no
interior dos vasos, as paredes da artéria continuam danificadas.
Para que
a angioplastia seja mais eficiente e a recuperação
dos pacientes, mais rápida, a pesquisa, liderada pelo
professor de medicina e fisiologia da Universidade de Loyola
Allen M. Samarel, foca no uso de duas proteínas, chamadas
FAK e FRNK. A FAK (quinase de adesão focal) tem exatamente
a função de ativar a ação das células
endoteliais no lugar onde o balão e o stent foram colocados.
Desse modo, segundo o estudo, os pacientes não precisariam
tomar remédios anticoagulantes por meses ou anos após
a cirurgia, a fim de evitar a formação de coágulos
na região. A FRNK (não quinase ligada à FAK),
por sua vez, inibe a migração de células
musculares e, consequentemente, a chance de a artéria
voltar a entupir.
As duas proteínas já existem no corpo humano.
Sua ação, porém, é potencializada
quando as duas são inseridas no local específico
onde precisam agir. No experimento, a equipe médica inseriu
a FAK e a FRNK na artéria coronária dos ratos que
já haviam passado por uma angioplastia — e cujas
paredes do vaso sanguíneo haviam sido danificadas, de
propósito, para avaliar a ação da FAK. Entre
uma e duas semanas depois da cirurgia, a equipe comandada por
Samarel analisou a artéria dos animais e constatou que
as duas proteínas haviam agido com eficiência no
organismo dos ratos, iniciando o processo de recuperação
da parede arterial, mas sem a presença de células
musculares na região.
Problema recorrente
O cardiologista
do Instituto do Coração (Incor)
de Taguatinga Vicente Motta diz que o entupimento da artéria
que já foi desobstruída anteriormente chama-se
reestenose. “O problema, quando ocorre, geralmente se manifesta
nos primeiros seis meses que se seguem ao implante do stent”,
explica. Segundo o médico, o fenômeno acontece em
até 50% das intervenções cirúrgicas
com balão e de em até 30% das angioplastias com
stents convencionais. “O percentual cai para até 8%
com o uso de stents farmacológicos”, detalha Motta.
Ele alerta que lesões intensas na parede arterial, artérias
muito finas e o diabetes são fatores que tornam a pessoa
mais predisposta a sofrer com o problema.
O professor
de medicina da Universidade Católica e cardiologista
Alexandre Brick, que atua no Hospital Anchieta, acrescenta que
a reincidência da obstrução arterial é uma
reação do organismo à presença de
um corpo estranho. “Ainda que os resultados obtidos com
os stents farmacológicos possam ser considerados superiores
aos dos stents tradicionais, os pesquisadores têm procurado
desenvolver instrumentos mais eficazes e seguros para o procedimento”,
destaca Brick.
Se já tivesse aplicações práticas
atualmente, essa pesquisa poderia ter evitado que o bancário
Takanori Carlos, 47 anos, passasse pela situação
de ser submetido a uma angioplastia e, meses depois, ter que
fazer a cirurgia novamente, porque a artéria havia voltado
a ficar obstruída. “Entre agosto de 2010 e janeiro
deste ano, tive que fazer três angioplastias para a colocação
de seis stents farmacológicos”, recorda. Em setembro,
o cardiologista que cuida de Carlos pediu que ele se submetesse
a um cateterismo, para ver como as artérias tinham ficado
após a cirurgia. “Nesse exame, descobriram que em
uma das áreas onde estava um dos stents havia uma inflamação
que estava voltando a fechar o local, impedindo a circulação
do sangue”, explica o bancário. Ele precisou colocar
mais um stent farmacológico após a descoberta da
inflamação. Carlos tem diabetes, um fator que o
torna mais vulnerável a sofrer com o problema de a artéria
voltar a entupir.
A aposentada
Maria Pereira de Sousa, 65 anos, precisou ser submetida a duas
angioplastias
na mesma artéria em menos de dois
anos. “Na primeira vez, há três anos e cinco
meses, tive um infarto e precisei fazer uma cirurgia. Senti muita
dor no peito, falta de ar, passei mal. Fiz a cirurgia no coração
no mesmo dia”, lembra Maria. Dois anos depois, ela sentiu
os mesmos sintomas. “Fui operada de novo, porque a artéria
entupiu. Agora, vou ao médico de seis em seis meses, para
garantir que está tudo bem”, afirma a aposentada,
que nunca teve outros problemas de saúde que a tornassem
suscetível à reincidência de obstrução
arterial.
Motta acredita
que as conclusões do artigo terão
impactos positivos no tratamento da reestenose coronariana. “A
volta do entupimento da artéria não é mais
o ‘calcanhar de Aquiles’ da angioplastia, como representava
há alguns anos. O grande número de pesquisas na área
que ajudam a nortear os procedimentos em angioplastia, assim
como o uso de novos dispositivos (stents farmacológicos),
minimizaram a incidência dessa complicação
tardia”, garante o cardiologista do Incor.
Para Brick,
o estudo pode ter aplicações práticas
a longo prazo, na tentativa de estabelecer fatores genéticos
que podem atuar na prevenção ou tratamento de doenças
cardiovasculares — em especial, a ateroesclerose. “Mas
o mais importante no tratamento e no controle para evitar a morte
por doença cardiovascular chama-se prevenção.
Para evitar fatores de risco, deve-se cuidar da alimentação,
não fumar, praticar alguma atividade física, evitar
a obesidade e o estresse da vida moderna”, completa o cardiologista.
Em todo o corpo
Nessa doença, ocorre a formação de placas
de gordura e de tecido fibroso nos vasos sanguíneos, que
os obstruem. A aterosclerose pode ocorrer em vasos de todo o
corpo, mas se torna potencialmente letal quando aparece em artérias
do coração e do cérebro. Pessoas com diabetes,
hipertensão, colesterol alto, fumantes e sedentárias
são as que correm mais risco de desenvolver o problema.
AGÊNCIA
ESTADO
Sobe
para 57 o número
de mortes por meningite no Estado do Rio de Janeiro
Por
enquanto não há epidemia e nada indica que
vá ocorrer, diz secretário
A morte de
uma menina de quatro anos com meningite, confirmada quarta-feira
(19)
pela Secretaria de Saúde de Barra Mansa,
no sul fluminense, elevou para 57 o número mortes provocadas
pela doença no Estado do Rio desde o início do
ano.
Ao todo foram
registrados oficialmente 262 casos de meningite meningocócica. No mesmo período
do ano passado, houve 299 casos em todo Estado, com 68 mortes,
de acordo com
o governo do Rio.
O superintendente
de Vigilância Epidemiológica
e Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado, Alexandre
Otávio Chieppe, diz que "por enquanto não
há epidemia e nada indica que vá ocorrer".
Segundo ele,
o contágio é mais comum no período
entre agosto e outubro, devido ao clima.
- Como esse
período ainda não terminou, pode ser
que o número de casos no Rio aumente, mas por enquanto
não há epidemia. Infelizmente ocorreram mortes,
mas isso também é uma coisa que se repete a cada
ano. Como neste ano uma das vítimas era aluno de uma escola,
houve maior repercussão, os pais ficaram preocupados com
a possibilidade de contágio, mas todas as medidas foram
tomadas (para evitar a contaminação de outros estudantes)
e não significa que a situação seja mais
grave do que em outros anos.
Em todo ano
de 2010, foram registrados oficialmente 388 casos de meningite
meningocócica e 92 óbitos.
ESTADO DE MINAS
Gordura do bem
Estudo conduzido
no Rio de Janeiro usa células adiposas
para garantir cicatrização de queimaduras mais
rápida e com menos sequelas
Depois de
acidentes de trânsito e assassinatos, as queimaduras
são as maiores causas de morte no Brasil. Em média
1 milhão de casos são registrados a cada ano, de
acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, fazendo com
que esse tipo de acidente se torne um problema de saúde
pública. A maior dificuldade enfrentada pelas vítimas é o
tratamento das lesões. Na maioria das vezes, e dependendo
da gravidade do acidente, as feridas, além de deixarem
marcas profundas, atrapalham a funcionalidade dos membros, tornando
o retorno à vida normal extremamente penoso. Uma pesquisa,
porém, promete mudar esse cenário, ao desenvolver
uma nova terapia que usa gordura corporal para cicatrizar com
mais eficiência e rapidez os machucados, diminuindo de
forma significativa as sequelas funcionais e estéticas.
O estudo,
liderado pelo cirurgião plástico Marco
Aurélio Pellon, baseou-se na capacidade de regeneração
que os tecidos adiposos têm. Segundo Pellon, a gordura é a única
célula do corpo humano com autonomia para regular a própria
irrigação sanguínea, além de ter
enorme plasticidade, podendo se transformar em outras células
e adquirir funções semelhantes às que foram
danificadas. Na nova técnica, parte da gordura subcutânea
- a mesma que é retirada em uma lipoaspiração
- é aspirada do paciente. Em seguida, as células
são reaplicadas sobre a lesão, como se fosse uma
pomada (veja infografia).
Depois de
retirar a gordura, o médico induz no material
uma agressão semelhante à de uma queimadura. "Ela,
então, começa a produzir fatores de crescimento,
um líquido gelatinoso que é colocado sobre a lesão",
explica Pellon. Nas queimaduras de segundo grau, testadas pelo
médico, a lesão atinge a epiderme e a derme, mas
não chega a afetar a hipoderme - onde fica a gordura.
Ao aplicar o tecido adiposo sobre a queimadura, Marco Aurélio
Pellon aproveitou as células de gordura que não
foram atingidas pela queimadura e, com isso, obteve uma duplicação
da resposta à cicatrização. "Fizemos
uma espécie de sanduíche na lesão, que ficou
espremida entre a gordura subcutânea da área afetada
e a que foi aplicada no local. Com isso, conseguimos duplicar
a quantidade da resposta inflamatória de substâncias
cicatrizantes na ferida", explica.
A terapia,
considerada simples pelo cirurgião, começou
a ser testada em 2010, na Clínica São Vicente,
no Rio de Janeiro, em três pessoas que sofreram queimaduras
graves de segundo grau em mais de 60% do corpo. Em todas elas,
as células adiposas atuaram com eficiência na regeneração
do tecido queimado. Pellon observou também que a necessidade
de enxertos e a hipertrofia nas áreas enxertadas foram
reduzidas. Além disso, a recuperação da
pele levou a metade do tempo que levaria para cicatrizar com
o tratamento convencional.
De acordo
com o médico, isso torna a terapia proposta
vantajosa, sobretudo, no aspecto funcional. Dependendo do local
atingido - cotovelos, mãos, pescoço, joelhos, por
exemplo -, ele pode ficar retraído e limitar os movimentos. "O
paciente até se recupera, mas fica com sequelas, como
não conseguir esticar o braço", diz o cirurgião
plástico. Para que isso não ocorra, o tempo de
ciatrização é extremamente importante, pois
quanto mais rápida a recuperação menos tecido
fibroso se forma. Com a aplicação das células
adiposas, Pellon explica que houve maior velocidade da cicatrização,
impedindo a formação de fibrose (consequência
da resposta exagerada do organismo para recuperar a parte atingida)
e permitindo uma recuperação de mais qualidade
da pele. "Uma cicatriz boa é aquela que além
do bom resultado estético é também funcional,
pois uma má cicatrização pode limitar os
movimentos do paciente", esclarece.
Outra vantagem
extremamente importante da terapia é a
não rejeição da gordura pelo organismo,
pois o material usado é do próprio paciente. "Esse
meio não leva nenhuma substância estranha. No meio
artificial, são usadas substâncias de animais. No
nosso caso, é tudo natural", explica Pellon, que
trabalha com a recuperação de queimados há mais
de 30 anos. Além disso, há material em abundância
- um adulto magro tem cerca de 40 bilhões de células
gordurosas - e uma tecnologia totalmente dominada para a sua
retirada, o que torna o processo simples e muito menos oneroso.
Produção em série Depois de retiradas do
paciente, as células de gordura aplicadas sobre a queimadura
morrem pela falta de oxigênio e deixam de produzir os fatores
de crescimento. O próximo passo da pesquisa é conservar
as células adiposas em um ambiente controlado, no qual
recebam oxigênio na medida certa para que não morram
e continuem produzindo as substâncias de cicatrização. "Vamos
desenvolver um meio de cultura que forneça o líquido
nutritivo a essas células, para depois colhermos e aplicarmos
nas lesões", explica Radovan Borojevic, professor
emérito de ciências biomédicas da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor científico
do Laboratório Excellion, também no Rio de Janeiro,
no qual o estudo está sendo realizado.
Segundo Borojevic,
esse procedimento poderá fazer com
que as células produzam os fatores de crescimento em série,
reduzindo a retirada de células adiposas do paciente. "O
processo que buscamos é a extração das células
do tecido adiposo e a aplicação em sequência
na queimadura para ver se os resultados são melhores",
relata o cientista.
Depois de
receberem a autorização da Comissão
Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para ampliar o estudo
em um número maior de pacientes, Pellon e Borojevic acreditam
que até o início de 2012 a terapia com gordura
para queimados seja uma realidade nas clínicas. Nessa
nova etapa, os pesquisadores vão verificar qual a quantidade
correta de gordura a ser aplicada nos queimados, para a recuperação
da pele. "Vamos padronizar a terapia e depois apresentá-las
aos colegas", afirma o professor da UFRJ.
Nelson Piccolo,
cirurgião plástico, secretário-geral
da Confederação Mundial das Sociedades de Cirurgia
Plástica e membro da Sociedade Internacional de Cirurgia
Plástica Regenerativa e Estética (INSRE, sigla
em inglês), explica que boa parte da comunidade científica
que se debruça sobre terapias regenerativas estuda o uso
células gordurosas para a recuperação de
diversas lesões, tais como as do infarto cardíaco.
"Células adiposas são semelhantes às
células-tronco. Isso faz com que seu uso para curar o
próprio organismo seja infinito", afirma. "A
grande discussão é qual seria a maneira ideal de
aplicação para se ter o benefício da evolução
da gordura para outros tecidos", aponta Piccolo.
No caso das
queimaduras, Piccolo ressalta que a maior dificuldade de padronizar
seu
uso clínico vem das diferenças
entre os pacientes queimados. Ele acredita, contudo, que, num
futuro bastante próximo esse tratamento estará disponível. "Quando
se estabelecer a forma como será utilizado, vai virar
rotina", afirma.
R7
Vacinas
contra gripe para mulheres grávidas também
protegem recém-nascidos
Crianças que contraem gripe podem ficar gravemente doentes,
indo a óbito
Tomar uma
vacina contra gripe durante a gravidez protege também
os recém-nascidos durante alguns meses após o nascimento
e não causa aborto espontâneo. É o que dizem
estudos apresentados nesta quinta-feira (20) no encontro anual
da Sociedade de Doenças Infecciosas da América
(IDSA, na sigla em inglês), em Boston, Estados Unidos.
Kathleen
Neuzil, membro da IDSA e professora clínica
na Escola de Medicina da Universidade de Washington, Seattle,
disse que as mulheres grávidas estão compreensivelmente
preocupadas em proteger seus bebês em gestação,
o que torna ainda mais importante para elas entenderem que tomar
uma vacina contra a gripe durante a gravidez é uma forma
importante de proteger o bebê, bem como a si mesmas.
- Estes novos
dados sobre a segurança e eficácia
dessas vacinas é reconfortante, e o número crescente
de mulheres grávidas que recebem a vacina afirma que as
mulheres estão ouvindo a mensagem sobre os benefícios
da vacina.
Recém-nascidos entram no mundo sem imunidade protetora
e não podem receber a vacina contra a gripe até que
tenham seis meses de idade, o que os torna particularmente vulneráveis à gripe.
Crianças que contraem a gripe podem ficar gravemente doentes,
necessitar de hospitalização e até morrer,
de acordo com dados da IDSA.
Os pesquisadores
descobriram produção de anticorpos
contra a gripe em todos os bebês nascidos de 11 mulheres
grávidas que receberam a vacina contra a gripe sazonal,
em comparação com 31% dos bebês nascidos
de 16 mulheres que não receberam a vacina contra a gripe.
Entre os
bebês nascidos de mulheres vacinadas, a proteção
de anticorpos ainda estava presente em 60% quando tinham dois
meses de idade e em 11% quando estavam quatro meses de idade.
Nenhum dos bebês nascidos de mulheres não-imunizadas
tinha a proteção de anticorpos aos dois ou quatro
meses.
Julie Shakib,
principal autora do estudo e professora da Universidade de
Utah, disse
que a pesquisa sugere que a vacinação
materna fornece alguma proteção contra a gripe
por alguns meses após o nascimento.
- As mulheres
grávidas devem receber a vacina assim que
estiverem disponíveis para se protegerem, assim como seus
bebês.
Outro estudo
não encontrou nenhuma ligação
entre a vacinação contra a gripe sazonal durante
a gravidez e o aborto. Os pesquisadores compararam 243 mulheres
grávidas que tiveram um aborto e 243 mulheres grávidas
que não abortaram.
Mulheres
que abortaram não eram mais propensas a ter
recebido a vacina contra a gripe nas quatro semanas antes de
seu aborto, em comparação com mulheres que não
abortaram.
Quinta-feira, 20.10.11
PORTAL
SAÚDE
Instituto
Nacional do Câncer homenageia José Alencar
Luta do ex-vice-presidente
da República contra o câncer
ajudou a desmistificar a doença entre os brasileiros e
trouxe para sociedade a discussão sobre pesquisas experimentais
O Ministério da Saúde celebrou na tarde desta
quinta-feira (20), no Rio de Janeiro, a inclusão do nome
do ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva ao Instituto
Nacional de Câncer (Inca). A solenidade aconteceu no Auditório
Moacyr Santos Silva, na sede do Inca, e contou com a presença
do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da diretora-geral
da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret
Chan e de familiares de José Alencar, representados pela
viúva, Mariza Alencar, e do filho, o empresário
Josué Christiano Gomes da Silva.
Senador por
Minas Gerais e vice-presidente do Brasil de janeiro de 2003
a janeiro
de 2011, Alencar faleceu de câncer no último
mês de março depois de uma luta de quase 15 anos
contra a doença. O diretor-geral do Inca, Luiz Santini
iniciou a homenagem elogiando o ex-vice-presidente: “Ele
enfrentou o câncer sem perder o gosto pela vida. E sempre
dizia que devíamos escutar mais os pacientes. José Alencar
possuía humanidade, coerência, fé no progresso
e compromisso público”, destacou Santini.
Josué Christiano Silva se mostrou emocionado com a homenagem. “Ela
representa um verdadeiro presente à memória de
meu pai, justamente na semana em que ele estaria completando
80 anos de vida. Uma vida de luta e de exemplo de amor para o
Brasil”, disse.
Margaret
Chan ressaltou a liderança que o Brasil estabeleceu
no cenário mundial durante os mandatos do ex-presidente
de Luiz Inácio Lula da Silva e destacou o papel de José Alencar
neste período. “Ele foi um grande homem e lutou
pelo câncer sem deixar de ser servidor público.
José Alencar nunca esqueceu seu povo”, afirmou.
No discurso
de encerramento, o ministro Alexandre Padilha se emocionou
ao lembrar de uma
passagem dele com o então
vice-presidente. Foi durante a posse de Padilha no Ministério
da Saúde, quando, mesmo debilitado pela doença,
José Alencar compareceu e foi aplaudido por todos os presentes. “Ele
será sempre lembrado pela forma forte como enfrentava
a doença e a maneira como tocava na reflexão de
cada um”, destacou o ministro.
A cerimônia contou ainda com a exibição
de fotos e frases do ex-vice-presidente. Familiares de José Alencar
foram chamados ao palco e receberam das mãos de Cléo – ex-paciente
pediátrica do Inca, curada de um câncer abdominal – um
troféu com a imagem do Instituto e um desenho de sua autoria.
A homenagem foi finalizada com o descerramento de uma placa comemorativa
e ocorreu no mês em que Alencar faria 80 anos.
Porém, desde o último dia 21 de julho, o Inca
passou a se chamar Instituto Nacional de Câncer José Alencar
Gomes da Silva. A inclusão do nome do ex-vice-presidente
consta do Decreto Presidencial 7.530, que aprova a estrutura
regimental do Ministério da Saúde.
EXEMPLO – O ex-vice-presidente José Alencar enfrentou
publicamente, durante mais de uma década, a doença,
que, no Brasil muitos ainda temem chamar pelo nome: câncer.
Durante esses anos, Alencar deu declarações otimistas
a rádios, jornais e televisões em momentos delicados – antes
de internações e ao entrar e sair de cirurgias.
Com isso, contribuiu para desmistificar o temor da população
em relação aos tumores malignos. Lentamente, a
sociedade foi percebendo que é possível sobreviver à doença,
com qualidade de vida.
Além do espírito aberto com o qual enfrentou o
câncer, Alencar submeteu-se a tratamentos vinculados a
pesquisas experimentais, feitas com absoluto rigor cientifico ético
e metodológico. Sua trajetória passou, então,
a se identificar com a missão do Inca, referência
no tratamento oncológico para pacientes do SUS – uma
instituição que alia atendimento à pesquisa
de ponta.
INCA – O Instituto Nacional do Câncer possui 26
grupos de pesquisa cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPQ), 24 especialidades
de Residência Médica e 28 especializações
multidisciplinares, além de cursos pós-graduação.
Ainda na área de pesquisa, o Instituto coordena um grupo
que integra estudo coordenado pelo National Cancer Institute
(equivalente ao Inca, nos Estados Unidos) para pesquisar um tipo
raro de câncer de mama (conhecido como triplo negativo),
cuja incidência é alta na América Latina.
AGÊNCIA
BRASIL
Ministério da Saúde lança sábado
campanha de prevenção à osteoporose
No Dia Mundial
de Combate à Osteoporose, o Ministério
da Saúde anunciou uma campanha para prevenir a doença
desde a infância. A campanha vai começar no próximo
sábado (22).
Conhecida
por afetar principalmente os idosos, o governo federal aposta
que mudanças alimentares e a prática de
atividade durante a infância podem prevenir o surgimento
da osteoporose na fase adulta.
A orientação é que a criança beba
mais leite e derivados (iogurte, queijo) e reduza o consumo de
refrigerante, além de comer peixe, legumes verde escuros
e alimentos oleaginosos, como castanha e nozes – todos
ricos em cálcio que fortalecem os ossos. Além disso, é nessa
fase da vida que o indivíduo ganha estatura e fortalece
o esqueleto.
Outra recomendação é tomar sol, de 15 a
20 minutos por dia, para a fixação da vitamina
D que estimula a absorção de cálcio pelo
organismo.
A osteoporose
se caracteriza pela redução da massa óssea,
que deixa os ossos enfraquecido, suscetível a fraturas.
No Brasil, estima-se que 10 milhões sofram da doença.
Somente em 2010, 74 mil brasileiros foram internados na rede
pública de saúde por causa de fratura de fêmur
decorrente da doença. A meta do Brasil é reduzir
em 2% ao ano as internações de idosos por fraturas.
As mulheres
são mais afetadas que os homens. A Organização
Mundial da Saúde (OMS) prevê que entre 13% e 18%
das mulheres, acima de 50 anos, têm osteoporose, contra
3% a 6% dos homens.
O Ministério da Saúde orienta que mulheres e homens,
com mais de 60 anos, busquem um médico para avaliar a
situação dos exames. Com o exame de desintometria óssea,
por exemplo, é possível saber se os ossos estão
desgastados (fase inicial da doença) e até mesmo
identificar a osteoporose.
O tratamento
da doença inclui dieta alimentar rica em
cálcio, exercício físico, exposição
ao sol , prevenção de quedas e remédios
para aumentar a absorção de cálcio, disponíveis
no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os adultos
devem consumir, pelo menos, 1.200 miligramas por dia de cálcio, o equivalente a cinco copos de leite integral.
Para as mulheres, no período pós-menopausa, a ingestão
ideal é de 1.500 miligramas diários, mais de seis
copos de leite.
No sábado (22), o governo do Distrito Federal e o ministério
vão distribuir, no Parque da Cidade, no centro da capital,
material de orientação.
CORREIO BRAZILIENSE
Problema
genético torna pessoas suscetíveis à forma
mais grave da dengue
Por Thais de Luna
Basta haver
chuva e um recipiente a céu aberto e está pronto
o lugar ideal para que o Aedes aegypti deposite seus ovos na água
parada. A presença do mosquito é um perigo para
a população, que corre o risco de ter dengue, já que
o Aedes aegypti é o transmissor do vírus. A doença
infecciosa, comum nesta época — já atingiu
715,6 mil brasileiros só em 2011 —, pode ocorrer
de forma mais leve, com sintomas semelhantes aos da gripe, ou
mais grave, na forma hemorrágica. Um estudo publicado
esta semana na revista especializada Nature Genetics, feito por
pesquisadores de Cingapura e do Vietnã, revela que uma
mutação nos genes MICB e PLCE1 torna as pessoas
mais vulneráveis a desenvolver a síndrome do choque
da dengue, que é a forma mais grave da dengue hemorrágica.
A síndrome, segundo o epidemiologista Pedro Tauil, professor
da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), é caracterizada
pela diminuição da pressão arterial; pela
redução do volume do sangue — o que dificulta
seu fornecimento pelo coração para todo o corpo —;
pela perda de líquido e aumento da permeabilidade dos
vasos sanguíneos; e, principalmente, por hemorragias. É um
quadro gravíssimo, que pode levar o paciente à morte.
Um dos autores
da pesquisa, Khor Chiea Chuen, médico
e cientista do Instituto Genoma de Cingapura, explicou ao Correio
que o gene MICB em seu estado normal age a partir das células
exterminadoras naturais, para controlar a resposta do organismo à infecção
causada pelo vírus. Se esse gene sofre alterações,
pode afetar a ação de células do sistema
imunológico. “Já o PLCE1 está ligado
ao desenvolvimento e à multiplicação celular.
Quando sofre mutação e o crescimento das células é afetado,
o PLCE1 facilita a ocorrência da síndrome, devido à hemorragia
que ocorre nos vasos sanguíneos”, conta.
O cientista
de Cingapura afirma que foi surpreendente observar a ligação entre a síndrome do choque da
dengue e as células exterminadoras naturais, um fator
sobre o qual havia pouco conhecimento. “Acreditávamos
que os culpados pela suscetibilidade à doença seriam
outros componentes do sistema imunológico, como os linfócitos
T ou os linfócitos B”, admite. Ele acrescenta que
essa descoberta é um passo significativo para ajudar a
compreender por que algumas pessoas ficam mais vulneráveis
a desenvolver a forma mais grave da dengue e outras, não. “De
acordo com nossos dados, parece que é uma progressão
em duas etapas para a doença”, relata. Segundo essa
avaliação, a pessoa teria problemas em controlar
o vírus devido à mutação no MICB,
desenvolvendo a dengue. Como ela também estaria propensa
a ter hemorragias, pela alteração no PLCE1, o problema
de saúde se agravaria até tornar-se a síndrome
do choque da dengue.
Busca incessante
Tauil vê o estudo como importante, mas ressalva que ele
precisa ser validado por outras pesquisas na área. “A
medicina não teria praticamente nada a fazer para modificar
este suposto fator de risco genético”, lamenta.
A infectologista do Grupo Acreditar Maria Aparecida Teixeira,
por sua vez, acredita que pesquisas na área de infectologia “podem
antecipar o comportamento de doenças em determinadas pessoas”,
o que auxilia médicos e cientistas a desenvolverem medidas
de prevenção ou mesmo curas por meio da terapia
genética. “A terapia genética é uma
promessa impactante em diversas áreas da medicina e da
biologia, mas ainda inacessível para a maioria da população”,
pondera.
“Driblar todas as agressões infecciosas é impossível
e também indesejável, já que nosso repertório
de resposta imunitária é montado a partir dos agentes
que provocam as doenças. Caso contrário, seríamos
indefesos e teríamos curta vida na terra”, avalia
a infectologista. “Alguns indivíduos, no entanto,
não podem ‘se dar ao luxo’ de entrar num embate
com um vírus, por exemplo, devido a algumas características
genéticas, herdadas ou não seus pais. Essas características
podem significar resposta imunitária exagerada ou insuficiente,
levando a quadros igualmente desfavoráveis”, conta
a médica.
Vacina
O epidemiologista
da UnB destaca o avanço nas pesquisas
de uma vacina, até o momento considerada segura, contra
os quatro tipos de dengue. “Essa pode ser uma grande arma
para reduzir a incidência da doença, pois a luta
contra o mosquito, até o momento o único elo vulnerável
da cadeia de transmissão, é muito difícil
e pouco eficaz”, completa. Maria Aparecida discorda da
ineficácia do combate ao vetor da doença. “Mesmo
levando em conta toda a importância dos avanços
científicos acerca da dengue, nossa longa convivência
com o vírus — 30 anos — já nos permite
interferir no processo de transmissão com mais sabedoria
e bom senso”, ressalta a infectologista. Segundo ela, deve-se
combater primeiro o mosquito o Aedes aegypti, e não o
vírus.
Chuen destaca
que pretende usar as informações
obtidas nesse estudo, em especial sobre o gene MICB, para elaborar
um projeto de vacina contra a dengue. “No mínimo,
vamos nos esforçar para compreender qual é, exatamente,
o efeito dessas variações genéticas sobre
como o corpo humano controla e mata o vírus da dengue
no processo de infecção.”
AGÊNCIA SAÚDE
Ministro
inaugura nova Clínica da Família no RJ
Por Zeca Moreira e Camila Rabelo
Unidade segue
o modelo dos serviços de Atenção
Básica, coordenados pelo Ministério da Saúde;
clínica vai beneficiar 24 mil pessoas de seis comunidades
cariocas.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, hoje
(20), a 44ª Clínica da Família, do estado
do Rio de Janeiro. O serviço, que segue o mesmo modelo
da Atenção Básica coordenada pelo Ministério
da Saúde, vai se chamarSergio Vieira de Mello (brasileiro,
ex-funcionário da ONU, morto no Iraque) e irá atender,
pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aproximadamente
24 mil moradores da capital carioca. A unidade oferecerá à população
consultas médicas (adulto e pediatria), além de
serviços de enfermagem, pré-natal e saúde
bucal.
O Ministério da Saúde vai investir R$ 44 mil,
por mês, para custear as oito equipes de Atenção
Básica que atenderão no local. As comunidades atendidas
serão do Querosene, Mineira, Catumbi, Coroa, Paula Matos
(Santa Tereza) e Santa Tereza.
Para o ministro
Padilha, essas unidades de saúde são
fundamentais para a ampliação do acesso e da qualidade
do atendimento no SUS. “Essas clínicas levam saúde
para perto do povo. Evitando, assim, que as pessoas saiam do
conforto das suas casas, ruas e bairros, para cuidar de problemas
simples nos grandes hospitais”, afirmou. “As clínicas
de Saúde da Família ajudam a diminuir o movimento
nos hospitais de referência.”
ATENDIMENTO
- As Clínicas da Família funcionam
nos mesmos moldes das Unidades Básicas de Saúde
(UBS) e têm como objetivo reforçar a prevenção
e a promoção da saúde, além do diagnóstico
precoce de doenças. Nessa nova estratégia - que
está sendo reforçada em todo o país pelo
governo federal, em parceria com estados e municípios
- o cidadão tem acompanhamento de equipes de saúde,
compostas por médicos, enfermeiros e auxiliares.
Os usuários da Clínica da Família Sergio
Vieira de Mello terão acesso, ainda, a vacinas, exames
laboratoriais, raios-x, ultrassonografia e teste do pezinho.
O tratamento e o acompanhamento de pacientes hipertensos, diabéticos,
com tuberculose e hanseníase também estarão
disponíveis, o que diminuirá a evolução
de doenças mais graves que, quando não tratadas
adequadamente, podem resultar em infartos, acidentes vasculares
cerebrais, insuficiências renais, entre outras.
O Ministério da Saúde repassa aos municípios
cariocas R$ 24 milhões, por mês, para custeio das
equipes de Atenção Básica. São 1.824
equipes, que atendem em 90, dos 92 municípios do estado.
SAÚDE
WEB
Casa
da Saúde
inaugura unidades coronariana e semi-intensiva
Com
investimentos que chegam a R$ 5 milhões a remodelação
incluiu obras de ampliação e também a renovação
de todo o parque tecnológico
Seguindo
seus projetos de expansão e reestruturação
de serviços estratégicos, a Casa de Saúde
São José (CSSJ), no Rio de Janeiro, anuncia dois
lançamentos importantes: as novas unidades coronariana
(UCO) e semi-intensiva (USI). Os setores foram oficialmente inaugurados
no dia 18 de outubro, data em que também se comemorou
o Dia do Médico, com a presença de médicos
e funcionários e a realização de uma missa
comemorativa.
Com investimentos
que chegam a R$ 5 milhões a remodelação
incluiu obras de ampliação e também a renovação
de todo o parque tecnológico, com a aquisição
de modernos equipamentos, com a possibilidade de segurança
máxima para qualquer tipo de diagnóstico, inclusive
com modernos sistemas de purificação e filtração
do ar ambiente, necessários para certos tipos de pacientes,
em quartos selecionados. Cada um dos setores será capaz
de receber até onze pacientes.
De acordo
com Augusto Neno, Fabrício Braga, José Kezen
e Gustavo Gouvea, médicos responsáveis pela Unidade
Coronariana e Emergência Cardiológica da CSSJ, além
do aumento do número de leitos (anteriormente eram nove),
os mesmos estão mais amplos, são totalmente individualizados,
extremamente confortáveis, possuindo, inclusive, banheiros
privativos.
"O ambiente é seguro, humanizado e acolhedor. A
aparelhagem também é de última geração,
com sistema de monitoramento multiparamétrico e câmeras
de vídeo em todos os leitos para adequada vigilância
e segurança do paciente", complementa o Dr. Augusto
Neno, reforçando que a unidade se encontra preparada para
atender qualquer tipo de patologia cardíaca e gravidades,
incluindo suporte aos pós-operatórios de procedimentos
cardiológicos e cirurgias cardíacas de alta complexidade
realizadas na Casa de Saúde São José, com
equipe médica que alia humanização e excelência
no atendimento do paciente cardiológico.
Para Gustavo
de Freitas Nobre e Marcelo Kalichsztein, chefes do Serviço de Terapia Intensiva da CSSJ, a nova USI permitirá que
pacientes estejam próximos de seus familiares ao mesmo
tempo em que recebem o máximo de cuidado técnico,
psicológico e tecnológico, em um ambiente seguro,
diferenciado, amplo, claro e agradável. A monitorização
também é de ultima geração e os quartos
possuem câmeras para acompanhamento contínuo dos
pacientes por telemetria, possibilitando acesso à telemedicina.
"Um conjunto de fatores que, associados, contribuirão
para que a experiência da internação seja
a melhor possível, tanto para o paciente quanto para seus
familiares", explicam Nobre e Kalichsztein, destacando que
o perfil dos pacientes internados nesse setor costuma ser de
pessoas que passaram por cirurgias de média complexidade
ou estão saindo da terapia intensiva, possibilitando adaptação
progressiva ao retorno ao domicilio.
PORTAL
SAÚDE
Ministério prepara o SUS para o Complexo Petroquímico
do Rio
Iniciada
em 2008, a construção, no município
de Itaboraí, irá gerar mais de 200 mil novos empregos,
com repercussão em todos os municípios da Região
Leste Fluminense
O secretário de Atenção à Saúde,
Helvécio Magalhães, coordenou nesta quinta-feira
(20/10), na representação do ministério
no Rio, uma reunião com a direção do projeto
do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ),
a fim de preparar o SUS para o impacto que a implantação
do Complexo causará na região. Iniciada em 2008,
a construção, no município de Itaboraí,
irá gerar mais de 200 mil novos empregos, com repercussão
em todos os municípios da Região Leste Fluminense,
formada, além de Itaboraí, por Niterói,
São Gonçalo, Maricá, Tanguá, Rio
Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Cachoeira de Macacu,
Magé e Guapimirim.
Helvécio Magalhães orientou que a Secretaria Estadual
de Saúde (SES) e o Conselho de Secretarias Municipais
de Saúde (COSEMS) do Rio de Janeiro escolham interlocutores
para dialogar diretamente com a direção do COMPERJ.
As prefeituras municipais envolvidas no projeto já sinalizaram
e necessidade de reforço na atenção básica
e na criação de uma rede de urgência/emergência,
com regulação.
O trabalho
será coordenado pela SES e os governos municipais
também contam com a consultoria da Fundação
Getulio Vargas, no que diz respeito a elaboração
de projetos e estudos logísticos.
AGENDA
- Gestão Atuarial para Operadoras de Planos de Saúde
Unidas / AssPreviSite
20 e 21 de outubro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
conceitos de Atuária aplicados aos planos
de saúde, abordando metodologias de tarifação
de produtos na área de saúde, cálculo das
garantias financeiras, elaboração de Nota Técnica
de Registro de Produto e outros conceitos atuariais necessários às
OPS.
Instrutor
Dr. Antônio Mário
Rattes de Oliveira
Público
Alvo
Dirigentes,
gerentes e técnicos atuantes em Operadoras
de Planos de Saúde; profissionais de qualquer área
que atuem ou tenham interesse em conhecimentos da área
de saúde suplementar.
Pré-Requisitos
Conhecimento
de conceitos básicos de estatística
e matemática financeira.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- RJ: HSVP realiza Jornada de fisioterapia
Saúde
Business Web
Cuidados
pré e pós-cirurgia bariátrica,
distúrbios osteomusculares em profissionais de telemarketing
e o impacto da incontinência urinária na vida dos
idosos. Esses e outros temas serão discutidos durante
a Jornada de Fisioterapia, que será realizada no dia 21
de outubro, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na
Tijuca (RJ). As inscrições são gratuitas
e podem ser feitas por telefone ou e-mail.
Cuidados
pré e pós-cirurgia bariátrica,
distúrbios osteomusculares em profissionais de telemarketing
e o impacto da incontinência urinária na vida dos
idosos. Esses e outros temas serão discutidos durante
a Jornada de Fisioterapia, que será realizada no dia 21
de outubro, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na
Tijuca (RJ). As inscrições são gratuitas
e podem ser feitas por telefone ou e-mail.
“O objetivo é atualizar os participantes com novas
técnicas de atendimento na área de fisioterapia.
Esse ano, abordaremos as novidades fisioterápicas nas áreas
de ortopedia, neonatologia, geriatria, entre outras”, destaca
a fisioterapeuta do HSVP, Denise Portugal, que também é organizadora
do evento.
A Jornada é destinada a estudantes e profissionais da área
de saúde e será composta de oito palestras, ministradas
por profissionais do HSVP e de outras instituições
de saúde. A programação inclui ainda temas
como prevalência de distúrbios posturais entre músicos
tecladistas e a Síndrome do túnel do carpo.
Serviço: Jornada de Fisioterapia
Data: 21 de outubro
Horário: das
13h às
17h
Inscrições: Gratuitas, telefone (21)2563-2147 ou e-mail comunicacao@hsvp.org.br
Local: Hospital
São Vicente de Paulo – Centro de
Convenções Irmã Mathilde – Rua Doutor
Satamini, 333, Tijuca.
- Senac realiza evento de segurança em serviços
de saúde
São
Carlos Agora
Neste sábado (22), o Senac São Carlos realiza
o workshop Segurança no Trabalho em Serviços de
Saúde - NR 32, direcionado a profissionais que atuam em
atividades relacionadas a serviços de saúde.
O objetivo
do curso é capacitar o participante a reconhecer
os riscos ocupacionais nas atividades em ambientes de serviços
de saúde, contribuindo na implementação
do PPRA, bem como com a prevenção de doenças
causadas por exposição acidental ou continuada,
através de situações de exposição
dialogadas incluindo dinâmicas individuais e em grupo,
com apoio de slides.
A programação inclui: identificação
dos riscos ocupacionais potenciais à saúde; identificação
da legislação aplicável e normas internas;
estabelecidas pelas organizações; implementação
das medidas de controle que minimizem a exposição
aos agentes ambientais ocupacionais; utilização
de equipamentos de proteção coletiva, individual
e vestimentas de trabalho; medidas para prevenção
de acidentes e incidentes; e ações emergenciais
na ocorrência de acidentes e incidentes.
O workshop
acontece no dia 22 de outubro, das 8h30 às
17h30. Os interessados devem se inscrever com antecedência,
pois as vagas são limitadas, pelo (16) 2107-1055 ou pessoalmente
na Rua Episcopla, 700, Centro.
Serviço
Workshop
Segurança no Trabalho em Serviços de
Saúde - NR 32
Data: 22 de outubro de 2011
Horário: das
8h30 às
17h30
Local: Senac
São
Carlos
Endereço: Rua
Episcopal, 700 – Centro
Telefone: 16 2107-1055
E-mail: saocarlos@sp.senac.br
Vagas Limitadas
-
12º Congresso Paulista de Saúde Pública
APSP tem
o prazer de convidá-lo a participar do 12º Congresso
Paulista de Saúde Pública, que será realizado
de 22 a 26 de Outubro de 2011, no município de São
Bernardo do Campo. O congresso tem como eixo central "Saúde
e Direitos: escolhas para fazer o SUS".
As Comissões Científica e Organizadora estão
preparando um grande evento que possibilite promover debates,
reflexões e encaminhamentos que envolvam atores representantes
da universidade, da gestão, dos trabalhadores da saúde,
usuários de nossos serviços, enfim todos os cidadãos
e coletivos responsáveis pela consolidação
e fortalecimento do SUS. Nosso sistema de saúde é hoje
a maior política garantidora de direitos no país
e pela sua abrangência e universalidade está, permanentemente,
em disputa entre vários setores e atores. O Congresso
possibilitará explicitarmos e debatermos estas várias
escolhas para atingirmos nosso objetivo, no sentido de garantir
a saúde como um direito e conquista para a cidadania e
desenvolvimento de nosso país.
Sua participação é fundamental para o enriquecimento
do debate e avaliação de nossas escolhas! Esperamos
por você no Congresso!
Mais informações: http://www.congressoapsp.com.br/
- HOSPITAL BUSINESS 2011
27 E 28 DE Outubro de 2011 / Copacabana / Rio de Janeiro
O Hospital
Business reúne congresso científico
e exposição de produtos, serviços e equipamentos;
possibilitando o intercâmbio de conhecimento em um espaço
de proposição e debates de idéias, onde
profissionais se encontram para pensar a formação
e agregar conhecimento aliado à experiência profissional.
A exposição, em uma era cada vez mais digital, é o único
canal onde o comprador, o vendedor e o produto se encontram fisicamente – uma
força potente para os negócios que possibilita
que os profissionais tenham acesso à lançamentos
de novos produtos, novas tecnologias que terão impacto
significativo em sua atuação profissional.
Inscrições:
http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp
Contato: http://www.hospitalbusiness.com.br/contato.asp
-
X Encontro Nacional de Economia da Saúde
O X Encontro
Nacional de Economia da Saúde será realizado
nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011, no Hotel Embaixador,
na cidade de Porto Alegre/RS.
Mais informações: http://www.ppge.ufrgs.br/abres/index.php
- Custos na Saúde e Pagamento por Pacotes
Unidas / AssPreviSite
27 e 28 de outubro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
- Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
- Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
- Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
- Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Saúde Suplementar: Quem está satisfeito?
AssPreviSite
04 de Novembro de 2011
Quando nenhum dos atores de um sistema se encontra satisfeito
alguma coisa estranha acontece no mesmo!
Num ano com
muitas propostas e mudanças oriundas da ANS
vamos promover um debate que busca:
- Avaliar
o contexto da situação de um sistema
em que não encontramos, em princípio, nenhum de
seus atores satisfeitos;
- Entender
o cenário 2011, com destaque para os temas
das recentes ações da ANS e seus desdobramentos
e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais
atores do sistema; e
- Realizar
uma leitura das perspectivas para o segmento de saúde
suplementar frente ao cenário que se apresenta para 2012.
Assim, no
próximo dia 04 de novembro, em São Paulo,
das 9h00 às 17h00, acontece uma reunião de dirigentes,
gestores e profissionais para debater a situação
atual do sistema de saúde suplementar.
Tendo como
convidados destacados nomes de especialistas, dirigentes de
entidades
associativas e empresas do segmento vamos verificar
e avaliar tantas e tantas ações da ANS neste ano
de 2011 (que resultados trouxeram, os desdobramentos e suas conseqüências,
como se pode analisar o status vigente) e o que se pode esperar
para 2012 neste importante sistema.
O sistema
melhorou em 2011? Em que e para quem? Houve desenvolvimento
ou retração?
O que se visualiza para 2012?
Se você compartilha desta percepção, vamos
conversar a respeito! Participe desta oportuna e estratégica
reunião! A taxa de adesão é de R$ 300,00
(trezentos reais). Informações e reservas pelo
e-mail assprevisite2@terra.com.br
- 14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html