21-10-11

 

Leia nesta edição:

- Conferência mundial da OMS no Rio termina nesta sexta-feira

- Brasil e Reino Unido selam cooperação bilateral

- Saúde inicia blitz educativas da lei antiálcool para menores

- Atendimento ao idoso é mais rápido que previsto

- Proteínas podem evitar reentupimento de artérias submetidas a angioplastia

- Sobe para 57 o número de mortes por meningite no Estado do Rio de Janeiro

- Gordura do bem

- Vacinas contra gripe para mulheres grávidas também protegem recém-nascidos

- Instituto Nacional do Câncer homenageia José Alencar

- Ministério da Saúde lança sábado campanha de prevenção à osteoporose

- Problema genético torna pessoas suscetíveis à forma mais grave da dengue

- Ministro inaugura nova Clínica da Família no RJ

- Casa da Saúde inaugura unidades coronariana e semi-intensiva

- Ministério prepara o SUS para o Complexo Petroquímico do Rio

Sexta-feira, 21.10.11

Rádio ONU

Conferência mundial da OMS no Rio termina nesta sexta-feira

Julia Mandil

Especialistas de todo o mundo concluem, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, uma Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde. O evento da Organização Mundial da Saúde, OMS, e com o apoio do governo brasileiro, está analisando formas de prevenir e tratar doenças crônicas, não-transmissíveis.

Em setembro, a ONU realizou um encontro de alto nível sobre o tema e pediu mais investimentos por parte dos países. Atualmente, as doenças crônicas como câncer, diabetes, derrames, doenças pulmonares e coronárias são responsáveis por 63% de todas as mortes no mundo.

De acordo com a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, que está no Rio de Janeiro, as doenças crônicas são, atualmente, o principal desafio de saúde pública.

O presidente da Conferência, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou o compromisso do Brasil em oferecer um serviço de qualidade no setor.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, falou à Rádio ONU, sobre o SUS. “O fato de nós termos no Brasil um sistema como o SUS é um exemplo. Outros países olham com muito interesse. É o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que tem um sistema de saúde assim. Este acesso a medicamentos, a bens e serviços, creio que é a maneira de fazermos avançar os indicadores de saúde”.

O programa brasileiro de combate ao HIV/Aids também foi analisado no encontro com uma troca de experiências entre vários países participantes.

Na ocasião, o chefe do Escritório-Executivo do Unaids e mediador do painel, Luis Loures, afirmou que, depois de 30 anos de epidemia, é preciso tirar a Aids do isolamento.

“E essa experiência nós podemos transferir num panorama mais amplo para lidar com as determinantes sociais da saúde como um todo hoje.”

Loures acredita que o painel e a Conferência podem se complementar, aumentando o envolvimento das pessoas que vivem com a AIDS no movimento de luta contra a doença.

Dentre as autoridades presentes ao encontro no Rio está o vice-presidente do país, Michel Temer e outros membros do governo.

AGÊNCIA SAÚDE

Brasil e Reino Unido selam cooperação bilateral

Governo inglês está interessado, entre outros projetos, em apoiar o Ministério da Saúde do Brasil nas Olimpíadas de 2016

Os ministros de Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, e do Reino Unido, Simon Burns, assinaram no Rio de Janeiro, documento para expandir parcerias na área da saúde. O governo britânico quer apoiar o país na estruturação dos serviços de saúde para os Jogos Olímpicos de 2016, com sede na capital do Rio, estabelecer acordos para o desenvolvimento conjunto de medicamentos, realização de pesquisas e cooperação em vigilância sanitária. As duas autoridades se reuniram ontem (20) durante o evento da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, que termina hoje (21), no Rio de Janeiro.

Para Burns, o momento de crise econômica evidência que os países precisam cooperar mais. “É preciso mais colaboração entre as nações, sobretudo as parcerias entre ricos e pobres. Neste momento, devemos trocar experiência de gestão, apresentar nossos programas e dividir acertos”, afirmou.

O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, destacou o incentivo que o governo federal tem dado a realização de parcerias entre empresas públicas e privadas para a fabricação de medicamentos. São cerca de 30 acordos de transferência de tecnologia envolvendo empresas nacionais e internacionais. O ministro inglês demonstrou interesse na produção da vacina da gripe, que é fabricada no Instituto Butantan, empresa pública brasileira - poucos países dominam esse processo de produção.

Essa e outras possibilidades de cooperação serão detalhadas nos dias 3 e 4 de novembro, quando profissionais de saúde e representantes do governo dos dois países participam de um workshop sobre o assunto em Brasília. O acordo prevê reuniões como essa uma vez ao ano.

OUTRAS PARCERIAS- Padilha também se reuniu, nos dois primeiros dias da Conferência, com representantes dos Estados Unidos, Peru, Holanda e África do Sul. Na conversa com o secretário de Serviços Humanos dos Estados Unidos, Rathleen Sebelius, ressaltou-se a importância de cooperação trilateral com países africanos. O ministro Padilha aproveitou para apresentar a parceria do Brasil com o governo de Moçambique para a construção de uma fábrica de antirretrovirais.

O ministro do Peru, Alberto Tejada Noriega, no encontro com Padilha, pediu apoio brasileiro na estruturação de programas nesta área. “O Brasil é um modelo das políticas sociais de saúde”, disse. Padilha convidou o ministro peruano para visitar o país em uma missão e conhecer as ações brasileiras.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Saúde inicia blitz educativas da lei antiálcool para menores

Fiscalização com multas e interdições começará em 19 de novembro

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizou na tarde desta quinta-feira, 20, a primeira blitz educativa para orientar os proprietários dos estabelecimentos e responsáveis sobre a nova lei estadual de prevenção e combate ao álcool para menores de idade. A ação ocorreu em restaurantes da Rua Avanhandava, região central da capital paulista.

Agentes da Vigilância Sanitária Estadual percorreram o comércio local e distribuíram uma cartilha com as informações sobre a nova lei, seus objetivos e sanções previstas. A fiscalização com multas e interdições para quem descumprir a legislação começa em 19 de novembro.

As blitz educativas serão realizadas por todo o Estado - inclusive no período noturno e nas madrugadas -, por fiscais da Vigilância Sanitária e Procon, durante os próximos 30 dias, com o objetivo de orientar e sensibilizar os proprietários de estabelecimentos comerciais. Além desta ação, também foram realizadas blitze na zona norte e leste da capital.

Lei

Sancionada pelo governador Geraldo Alckmin na quarta-feira, dia 19, a nova lei estadual (http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=216503) amplifica a prevenção e o combate ao uso de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes no Estado de São Paulo. Bares, restaurantes, lojas de conveniência e baladas, entre outros locais, não poderão vender, oferecer nem permitir a presença de menores de idade consumindo bebidas alcoólicas no interior dos estabelecimentos, mesmo que acompanhados de seus pais ou irmãos maiores de idade A medida integra o Programa Estadual de Combate ao Álcool na Infância e Juventude.

O DIA

Atendimento ao idoso é mais rápido que previsto

Abertura de conta na Cidade Nova para aposentados leva, em média, 20 minutos

Por Alessandra Horto, em Rio de Janeiro

No primeiro dia oficial de abertura de conta no polo Bradesco da Cidade Nova, aposentados e pensionistas estaduais foram atendidos mais rápido do que estimativa inicial. O tempo médio registrado pela Coluna foi de 20 minutos. A instituição previu 24 minutos.

O servidor aposentado Ademar Bastos de Monteiro, de 73 anos, foi o primeiro a ser atendido na unidade. A ansiedade fez com que ele acordasse às 5h da manhã e chegasse à Cidade Nova uma hora depois: "Iniciei a fila de atendimento. Resolvi chegar logo cedo. Trouxe os documentos básicos mesmo, como a identidade, o CPF e o comprovante de residência. Sei que cheguei cedo, mas preferi fazer tudo com calma". O processo do ex-Inspetor de Segurança durou menos de 22 minutos.

Ao término da abertura, Ademar elogiou o atendimento: "Foi tudo nota dez. Acesso fácil, funcionários treinandos, gentis e muito bacanas". Ele contou ainda que recorreu ao atendimento telefônico gratuito do banco depois que o neto soube da mudança: "Consegui agendar rapidamente o dia para vir aqui".

O polo de atendimento da Cidade Nova vai funcionar até o dia 14 de dezembro. Deverão comparecer ao local servidores da capital do Rio e algumas cidades da Baixa Fluminense, como Nova Iguaçu, Belford Roxo, Mesquita, Queimados e Nilópolis. É necessário que o servidor ligue para 0800 882 02 02 antes de comparecer a qualquer uma das unidades exclusivas.

Roteiro de atendimento

- É necessário se apresentar aos locais com carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. Cópias serão tiradas no local.

- Logo no início, o servidor será encaminhado para a triagem. É nesse momento que ele deverá informar o número do CPF para que a senha seja gerada. Um funcionário do Bradesco vai acompanhar o servidor até a mesa específica.

- O servidor vai receber o contrato, que deverá ser lido antes de ser assinado. Também será cadastrada a assinatura do funcionário estadual.

- Após esse processo, o servidor vai cadastrar digital da palma da mão.

Opções de transporte para o local

O posto de atendimento na Cidade Nova está localizado nas esquinas das ruas Joaquim Palhares e Beatriz Larragoiti Lucas. A tenda fica no pátio do Centro de Convenções Sul América e próximo à sede da Prefeitura do Rio.

Quem quiser ir de carro terá a oportunidade de estacionar, gratuitamente, em uma das 2 mil vagas. Outra alternativa é ir de metrô, o que também pode ser feito por quem tiver que chegar de trem. A integração pode ser feita na Central do Brasil. É necessário descer na estação Estácio do metrô.

Por ficar próximo à Avenida Presidente Vargas, o servidor também pode utilizar as linhas que passam na via.

CORREIO BRAZILIENSE

Proteínas podem evitar reentupimento de artérias submetidas a angioplastia

Por Thais de Luna

Doenças cardiovasculares matam 17,3 milhões de pessoas no mundo anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessas mortes, 80% ocorrem nos países em desenvolvimento — entre eles, o Brasil. Uma das principais causas de óbito no país é o infarto agudo do miocárdio, que tira a vida de até 15% das pessoas atingidas. Os que sobrevivem à contração ou ao entupimento da artéria coronária costumam ser submetidos a uma cirurgia — geralmente, uma angioplastia — para a colocação de um stent, a fim de desobstruir a região da artéria a ser tratada. O problema é que a obstrução no vaso sanguíneo pode voltar. Pesquisadores da Universidade de Loyola, em Chicago, descobriram que duas proteínas podem ser inseridas no organismo das pessoas no início da cirurgia e evitar esse problema. O estudo foi publicado na versão on-line da revista Arteriosclerosis, thrombosis and vascular biology, da Assossiação Americana do Coração.

Como a cirurgia causa irritação na parede arterial, células endoteliais — que ficam no interior dos vasos sanguíneos — migram para o local a fim de reparar esse dano. No entanto, células musculares também vão para a região da artéria onde foi colocado o stent, o que pode criar uma cicatriz e obstruir novamente o local. Stents farmacológicos, recobertos por remédios que impedem a proliferação celular, resolveriam essa questão das células musculares. Como, entretanto, impedem a ação das células presentes no interior dos vasos, as paredes da artéria continuam danificadas.

Para que a angioplastia seja mais eficiente e a recuperação dos pacientes, mais rápida, a pesquisa, liderada pelo professor de medicina e fisiologia da Universidade de Loyola Allen M. Samarel, foca no uso de duas proteínas, chamadas FAK e FRNK. A FAK (quinase de adesão focal) tem exatamente a função de ativar a ação das células endoteliais no lugar onde o balão e o stent foram colocados. Desse modo, segundo o estudo, os pacientes não precisariam tomar remédios anticoagulantes por meses ou anos após a cirurgia, a fim de evitar a formação de coágulos na região. A FRNK (não quinase ligada à FAK), por sua vez, inibe a migração de células musculares e, consequentemente, a chance de a artéria voltar a entupir.

As duas proteínas já existem no corpo humano. Sua ação, porém, é potencializada quando as duas são inseridas no local específico onde precisam agir. No experimento, a equipe médica inseriu a FAK e a FRNK na artéria coronária dos ratos que já haviam passado por uma angioplastia — e cujas paredes do vaso sanguíneo haviam sido danificadas, de propósito, para avaliar a ação da FAK. Entre uma e duas semanas depois da cirurgia, a equipe comandada por Samarel analisou a artéria dos animais e constatou que as duas proteínas haviam agido com eficiência no organismo dos ratos, iniciando o processo de recuperação da parede arterial, mas sem a presença de células musculares na região.

Problema recorrente

O cardiologista do Instituto do Coração (Incor) de Taguatinga Vicente Motta diz que o entupimento da artéria que já foi desobstruída anteriormente chama-se reestenose. “O problema, quando ocorre, geralmente se manifesta nos primeiros seis meses que se seguem ao implante do stent”, explica. Segundo o médico, o fenômeno acontece em até 50% das intervenções cirúrgicas com balão e de em até 30% das angioplastias com stents convencionais. “O percentual cai para até 8% com o uso de stents farmacológicos”, detalha Motta. Ele alerta que lesões intensas na parede arterial, artérias muito finas e o diabetes são fatores que tornam a pessoa mais predisposta a sofrer com o problema.

O professor de medicina da Universidade Católica e cardiologista Alexandre Brick, que atua no Hospital Anchieta, acrescenta que a reincidência da obstrução arterial é uma reação do organismo à presença de um corpo estranho. “Ainda que os resultados obtidos com os stents farmacológicos possam ser considerados superiores aos dos stents tradicionais, os pesquisadores têm procurado desenvolver instrumentos mais eficazes e seguros para o procedimento”, destaca Brick.

Se já tivesse aplicações práticas atualmente, essa pesquisa poderia ter evitado que o bancário Takanori Carlos, 47 anos, passasse pela situação de ser submetido a uma angioplastia e, meses depois, ter que fazer a cirurgia novamente, porque a artéria havia voltado a ficar obstruída. “Entre agosto de 2010 e janeiro deste ano, tive que fazer três angioplastias para a colocação de seis stents farmacológicos”, recorda. Em setembro, o cardiologista que cuida de Carlos pediu que ele se submetesse a um cateterismo, para ver como as artérias tinham ficado após a cirurgia. “Nesse exame, descobriram que em uma das áreas onde estava um dos stents havia uma inflamação que estava voltando a fechar o local, impedindo a circulação do sangue”, explica o bancário. Ele precisou colocar mais um stent farmacológico após a descoberta da inflamação. Carlos tem diabetes, um fator que o torna mais vulnerável a sofrer com o problema de a artéria voltar a entupir.

A aposentada Maria Pereira de Sousa, 65 anos, precisou ser submetida a duas angioplastias na mesma artéria em menos de dois anos. “Na primeira vez, há três anos e cinco meses, tive um infarto e precisei fazer uma cirurgia. Senti muita dor no peito, falta de ar, passei mal. Fiz a cirurgia no coração no mesmo dia”, lembra Maria. Dois anos depois, ela sentiu os mesmos sintomas. “Fui operada de novo, porque a artéria entupiu. Agora, vou ao médico de seis em seis meses, para garantir que está tudo bem”, afirma a aposentada, que nunca teve outros problemas de saúde que a tornassem suscetível à reincidência de obstrução arterial.

Motta acredita que as conclusões do artigo terão impactos positivos no tratamento da reestenose coronariana. “A volta do entupimento da artéria não é mais o ‘calcanhar de Aquiles’ da angioplastia, como representava há alguns anos. O grande número de pesquisas na área que ajudam a nortear os procedimentos em angioplastia, assim como o uso de novos dispositivos (stents farmacológicos), minimizaram a incidência dessa complicação tardia”, garante o cardiologista do Incor.

Para Brick, o estudo pode ter aplicações práticas a longo prazo, na tentativa de estabelecer fatores genéticos que podem atuar na prevenção ou tratamento de doenças cardiovasculares — em especial, a ateroesclerose. “Mas o mais importante no tratamento e no controle para evitar a morte por doença cardiovascular chama-se prevenção. Para evitar fatores de risco, deve-se cuidar da alimentação, não fumar, praticar alguma atividade física, evitar a obesidade e o estresse da vida moderna”, completa o cardiologista.

Em todo o corpo

Nessa doença, ocorre a formação de placas de gordura e de tecido fibroso nos vasos sanguíneos, que os obstruem. A aterosclerose pode ocorrer em vasos de todo o corpo, mas se torna potencialmente letal quando aparece em artérias do coração e do cérebro. Pessoas com diabetes, hipertensão, colesterol alto, fumantes e sedentárias são as que correm mais risco de desenvolver o problema.

AGÊNCIA ESTADO

Sobe para 57 o número de mortes por meningite no Estado do Rio de Janeiro

Por enquanto não há epidemia e nada indica que vá ocorrer, diz secretário

A morte de uma menina de quatro anos com meningite, confirmada quarta-feira (19) pela Secretaria de Saúde de Barra Mansa, no sul fluminense, elevou para 57 o número mortes provocadas pela doença no Estado do Rio desde o início do ano.

Ao todo foram registrados oficialmente 262 casos de meningite meningocócica. No mesmo período do ano passado, houve 299 casos em todo Estado, com 68 mortes, de acordo com o governo do Rio.

O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado, Alexandre Otávio Chieppe, diz que "por enquanto não há epidemia e nada indica que vá ocorrer".

Segundo ele, o contágio é mais comum no período entre agosto e outubro, devido ao clima.

- Como esse período ainda não terminou, pode ser que o número de casos no Rio aumente, mas por enquanto não há epidemia. Infelizmente ocorreram mortes, mas isso também é uma coisa que se repete a cada ano. Como neste ano uma das vítimas era aluno de uma escola, houve maior repercussão, os pais ficaram preocupados com a possibilidade de contágio, mas todas as medidas foram tomadas (para evitar a contaminação de outros estudantes) e não significa que a situação seja mais grave do que em outros anos.

Em todo ano de 2010, foram registrados oficialmente 388 casos de meningite meningocócica e 92 óbitos.

ESTADO DE MINAS

Gordura do bem

Estudo conduzido no Rio de Janeiro usa células adiposas para garantir cicatrização de queimaduras mais rápida e com menos sequelas

Depois de acidentes de trânsito e assassinatos, as queimaduras são as maiores causas de morte no Brasil. Em média 1 milhão de casos são registrados a cada ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, fazendo com que esse tipo de acidente se torne um problema de saúde pública. A maior dificuldade enfrentada pelas vítimas é o tratamento das lesões. Na maioria das vezes, e dependendo da gravidade do acidente, as feridas, além de deixarem marcas profundas, atrapalham a funcionalidade dos membros, tornando o retorno à vida normal extremamente penoso. Uma pesquisa, porém, promete mudar esse cenário, ao desenvolver uma nova terapia que usa gordura corporal para cicatrizar com mais eficiência e rapidez os machucados, diminuindo de forma significativa as sequelas funcionais e estéticas.

O estudo, liderado pelo cirurgião plástico Marco Aurélio Pellon, baseou-se na capacidade de regeneração que os tecidos adiposos têm. Segundo Pellon, a gordura é a única célula do corpo humano com autonomia para regular a própria irrigação sanguínea, além de ter enorme plasticidade, podendo se transformar em outras células e adquirir funções semelhantes às que foram danificadas. Na nova técnica, parte da gordura subcutânea - a mesma que é retirada em uma lipoaspiração - é aspirada do paciente. Em seguida, as células são reaplicadas sobre a lesão, como se fosse uma pomada (veja infografia).

Depois de retirar a gordura, o médico induz no material uma agressão semelhante à de uma queimadura. "Ela, então, começa a produzir fatores de crescimento, um líquido gelatinoso que é colocado sobre a lesão", explica Pellon. Nas queimaduras de segundo grau, testadas pelo médico, a lesão atinge a epiderme e a derme, mas não chega a afetar a hipoderme - onde fica a gordura. Ao aplicar o tecido adiposo sobre a queimadura, Marco Aurélio Pellon aproveitou as células de gordura que não foram atingidas pela queimadura e, com isso, obteve uma duplicação da resposta à cicatrização. "Fizemos uma espécie de sanduíche na lesão, que ficou espremida entre a gordura subcutânea da área afetada e a que foi aplicada no local. Com isso, conseguimos duplicar a quantidade da resposta inflamatória de substâncias cicatrizantes na ferida", explica.

A terapia, considerada simples pelo cirurgião, começou a ser testada em 2010, na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, em três pessoas que sofreram queimaduras graves de segundo grau em mais de 60% do corpo. Em todas elas, as células adiposas atuaram com eficiência na regeneração do tecido queimado. Pellon observou também que a necessidade de enxertos e a hipertrofia nas áreas enxertadas foram reduzidas. Além disso, a recuperação da pele levou a metade do tempo que levaria para cicatrizar com o tratamento convencional.

De acordo com o médico, isso torna a terapia proposta vantajosa, sobretudo, no aspecto funcional. Dependendo do local atingido - cotovelos, mãos, pescoço, joelhos, por exemplo -, ele pode ficar retraído e limitar os movimentos. "O paciente até se recupera, mas fica com sequelas, como não conseguir esticar o braço", diz o cirurgião plástico. Para que isso não ocorra, o tempo de ciatrização é extremamente importante, pois quanto mais rápida a recuperação menos tecido fibroso se forma. Com a aplicação das células adiposas, Pellon explica que houve maior velocidade da cicatrização, impedindo a formação de fibrose (consequência da resposta exagerada do organismo para recuperar a parte atingida) e permitindo uma recuperação de mais qualidade da pele. "Uma cicatriz boa é aquela que além do bom resultado estético é também funcional, pois uma má cicatrização pode limitar os movimentos do paciente", esclarece.

Outra vantagem extremamente importante da terapia é a não rejeição da gordura pelo organismo, pois o material usado é do próprio paciente. "Esse meio não leva nenhuma substância estranha. No meio artificial, são usadas substâncias de animais. No nosso caso, é tudo natural", explica Pellon, que trabalha com a recuperação de queimados há mais de 30 anos. Além disso, há material em abundância - um adulto magro tem cerca de 40 bilhões de células gordurosas - e uma tecnologia totalmente dominada para a sua retirada, o que torna o processo simples e muito menos oneroso.

Produção em série Depois de retiradas do paciente, as células de gordura aplicadas sobre a queimadura morrem pela falta de oxigênio e deixam de produzir os fatores de crescimento. O próximo passo da pesquisa é conservar as células adiposas em um ambiente controlado, no qual recebam oxigênio na medida certa para que não morram e continuem produzindo as substâncias de cicatrização. "Vamos desenvolver um meio de cultura que forneça o líquido nutritivo a essas células, para depois colhermos e aplicarmos nas lesões", explica Radovan Borojevic, professor emérito de ciências biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor científico do Laboratório Excellion, também no Rio de Janeiro, no qual o estudo está sendo realizado.

Segundo Borojevic, esse procedimento poderá fazer com que as células produzam os fatores de crescimento em série, reduzindo a retirada de células adiposas do paciente. "O processo que buscamos é a extração das células do tecido adiposo e a aplicação em sequência na queimadura para ver se os resultados são melhores", relata o cientista.

Depois de receberem a autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para ampliar o estudo em um número maior de pacientes, Pellon e Borojevic acreditam que até o início de 2012 a terapia com gordura para queimados seja uma realidade nas clínicas. Nessa nova etapa, os pesquisadores vão verificar qual a quantidade correta de gordura a ser aplicada nos queimados, para a recuperação da pele. "Vamos padronizar a terapia e depois apresentá-las aos colegas", afirma o professor da UFRJ.

Nelson Piccolo, cirurgião plástico, secretário-geral da Confederação Mundial das Sociedades de Cirurgia Plástica e membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Regenerativa e Estética (INSRE, sigla em inglês), explica que boa parte da comunidade científica que se debruça sobre terapias regenerativas estuda o uso células gordurosas para a recuperação de diversas lesões, tais como as do infarto cardíaco.

"Células adiposas são semelhantes às células-tronco. Isso faz com que seu uso para curar o próprio organismo seja infinito", afirma. "A grande discussão é qual seria a maneira ideal de aplicação para se ter o benefício da evolução da gordura para outros tecidos", aponta Piccolo.

No caso das queimaduras, Piccolo ressalta que a maior dificuldade de padronizar seu uso clínico vem das diferenças entre os pacientes queimados. Ele acredita, contudo, que, num futuro bastante próximo esse tratamento estará disponível. "Quando se estabelecer a forma como será utilizado, vai virar rotina", afirma.

R7

Vacinas contra gripe para mulheres grávidas também protegem recém-nascidos

Crianças que contraem gripe podem ficar gravemente doentes, indo a óbito

Tomar uma vacina contra gripe durante a gravidez protege também os recém-nascidos durante alguns meses após o nascimento e não causa aborto espontâneo. É o que dizem estudos apresentados nesta quinta-feira (20) no encontro anual da Sociedade de Doenças Infecciosas da América (IDSA, na sigla em inglês), em Boston, Estados Unidos.

Kathleen Neuzil, membro da IDSA e professora clínica na Escola de Medicina da Universidade de Washington, Seattle, disse que as mulheres grávidas estão compreensivelmente preocupadas em proteger seus bebês em gestação, o que torna ainda mais importante para elas entenderem que tomar uma vacina contra a gripe durante a gravidez é uma forma importante de proteger o bebê, bem como a si mesmas.

- Estes novos dados sobre a segurança e eficácia dessas vacinas é reconfortante, e o número crescente de mulheres grávidas que recebem a vacina afirma que as mulheres estão ouvindo a mensagem sobre os benefícios da vacina.

Recém-nascidos entram no mundo sem imunidade protetora e não podem receber a vacina contra a gripe até que tenham seis meses de idade, o que os torna particularmente vulneráveis à gripe. Crianças que contraem a gripe podem ficar gravemente doentes, necessitar de hospitalização e até morrer, de acordo com dados da IDSA.

Os pesquisadores descobriram produção de anticorpos contra a gripe em todos os bebês nascidos de 11 mulheres grávidas que receberam a vacina contra a gripe sazonal, em comparação com 31% dos bebês nascidos de 16 mulheres que não receberam a vacina contra a gripe.

Entre os bebês nascidos de mulheres vacinadas, a proteção de anticorpos ainda estava presente em 60% quando tinham dois meses de idade e em 11% quando estavam quatro meses de idade. Nenhum dos bebês nascidos de mulheres não-imunizadas tinha a proteção de anticorpos aos dois ou quatro meses.

Julie Shakib, principal autora do estudo e professora da Universidade de Utah, disse que a pesquisa sugere que a vacinação materna fornece alguma proteção contra a gripe por alguns meses após o nascimento.

- As mulheres grávidas devem receber a vacina assim que estiverem disponíveis para se protegerem, assim como seus bebês.

Outro estudo não encontrou nenhuma ligação entre a vacinação contra a gripe sazonal durante a gravidez e o aborto. Os pesquisadores compararam 243 mulheres grávidas que tiveram um aborto e 243 mulheres grávidas que não abortaram.

Mulheres que abortaram não eram mais propensas a ter recebido a vacina contra a gripe nas quatro semanas antes de seu aborto, em comparação com mulheres que não abortaram.

Quinta-feira, 20.10.11

PORTAL SAÚDE

Instituto Nacional do Câncer homenageia José Alencar

Luta do ex-vice-presidente da República contra o câncer ajudou a desmistificar a doença entre os brasileiros e trouxe para sociedade a discussão sobre pesquisas experimentais

O Ministério da Saúde celebrou na tarde desta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro, a inclusão do nome do ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva ao Instituto Nacional de Câncer (Inca). A solenidade aconteceu no Auditório Moacyr Santos Silva, na sede do Inca, e contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan e de familiares de José Alencar, representados pela viúva, Mariza Alencar, e do filho, o empresário Josué Christiano Gomes da Silva.

Senador por Minas Gerais e vice-presidente do Brasil de janeiro de 2003 a janeiro de 2011, Alencar faleceu de câncer no último mês de março depois de uma luta de quase 15 anos contra a doença. O diretor-geral do Inca, Luiz Santini iniciou a homenagem elogiando o ex-vice-presidente: “Ele enfrentou o câncer sem perder o gosto pela vida. E sempre dizia que devíamos escutar mais os pacientes. José Alencar possuía humanidade, coerência, fé no progresso e compromisso público”, destacou Santini.

Josué Christiano Silva se mostrou emocionado com a homenagem. “Ela representa um verdadeiro presente à memória de meu pai, justamente na semana em que ele estaria completando 80 anos de vida. Uma vida de luta e de exemplo de amor para o Brasil”, disse.

Margaret Chan ressaltou a liderança que o Brasil estabeleceu no cenário mundial durante os mandatos do ex-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva e destacou o papel de José Alencar neste período. “Ele foi um grande homem e lutou pelo câncer sem deixar de ser servidor público. José Alencar nunca esqueceu seu povo”, afirmou.

No discurso de encerramento, o ministro Alexandre Padilha se emocionou ao lembrar de uma passagem dele com o então vice-presidente. Foi durante a posse de Padilha no Ministério da Saúde, quando, mesmo debilitado pela doença, José Alencar compareceu e foi aplaudido por todos os presentes. “Ele será sempre lembrado pela forma forte como enfrentava a doença e a maneira como tocava na reflexão de cada um”, destacou o ministro.

A cerimônia contou ainda com a exibição de fotos e frases do ex-vice-presidente. Familiares de José Alencar foram chamados ao palco e receberam das mãos de Cléo – ex-paciente pediátrica do Inca, curada de um câncer abdominal – um troféu com a imagem do Instituto e um desenho de sua autoria. A homenagem foi finalizada com o descerramento de uma placa comemorativa e ocorreu no mês em que Alencar faria 80 anos.

Porém, desde o último dia 21 de julho, o Inca passou a se chamar Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. A inclusão do nome do ex-vice-presidente consta do Decreto Presidencial 7.530, que aprova a estrutura regimental do Ministério da Saúde.

EXEMPLO – O ex-vice-presidente José Alencar enfrentou publicamente, durante mais de uma década, a doença, que, no Brasil muitos ainda temem chamar pelo nome: câncer. Durante esses anos, Alencar deu declarações otimistas a rádios, jornais e televisões em momentos delicados – antes de internações e ao entrar e sair de cirurgias. Com isso, contribuiu para desmistificar o temor da população em relação aos tumores malignos. Lentamente, a sociedade foi percebendo que é possível sobreviver à doença, com qualidade de vida.

Além do espírito aberto com o qual enfrentou o câncer, Alencar submeteu-se a tratamentos vinculados a pesquisas experimentais, feitas com absoluto rigor cientifico ético e metodológico. Sua trajetória passou, então, a se identificar com a missão do Inca, referência no tratamento oncológico para pacientes do SUS – uma instituição que alia atendimento à pesquisa de ponta.

INCA – O Instituto Nacional do Câncer possui 26 grupos de pesquisa cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), 24 especialidades de Residência Médica e 28 especializações multidisciplinares, além de cursos pós-graduação. Ainda na área de pesquisa, o Instituto coordena um grupo que integra estudo coordenado pelo National Cancer Institute (equivalente ao Inca, nos Estados Unidos) para pesquisar um tipo raro de câncer de mama (conhecido como triplo negativo), cuja incidência é alta na América Latina.

AGÊNCIA BRASIL

Ministério da Saúde lança sábado campanha de prevenção à osteoporose

No Dia Mundial de Combate à Osteoporose, o Ministério da Saúde anunciou uma campanha para prevenir a doença desde a infância. A campanha vai começar no próximo sábado (22).

Conhecida por afetar principalmente os idosos, o governo federal aposta que mudanças alimentares e a prática de atividade durante a infância podem prevenir o surgimento da osteoporose na fase adulta.

A orientação é que a criança beba mais leite e derivados (iogurte, queijo) e reduza o consumo de refrigerante, além de comer peixe, legumes verde escuros e alimentos oleaginosos, como castanha e nozes – todos ricos em cálcio que fortalecem os ossos. Além disso, é nessa fase da vida que o indivíduo ganha estatura e fortalece o esqueleto.

Outra recomendação é tomar sol, de 15 a 20 minutos por dia, para a fixação da vitamina D que estimula a absorção de cálcio pelo organismo.

A osteoporose se caracteriza pela redução da massa óssea, que deixa os ossos enfraquecido, suscetível a fraturas. No Brasil, estima-se que 10 milhões sofram da doença. Somente em 2010, 74 mil brasileiros foram internados na rede pública de saúde por causa de fratura de fêmur decorrente da doença. A meta do Brasil é reduzir em 2% ao ano as internações de idosos por fraturas.

As mulheres são mais afetadas que os homens. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que entre 13% e 18% das mulheres, acima de 50 anos, têm osteoporose, contra 3% a 6% dos homens.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres e homens, com mais de 60 anos, busquem um médico para avaliar a situação dos exames. Com o exame de desintometria óssea, por exemplo, é possível saber se os ossos estão desgastados (fase inicial da doença) e até mesmo identificar a osteoporose.

O tratamento da doença inclui dieta alimentar rica em cálcio, exercício físico, exposição ao sol , prevenção de quedas e remédios para aumentar a absorção de cálcio, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os adultos devem consumir, pelo menos, 1.200 miligramas por dia de cálcio, o equivalente a cinco copos de leite integral. Para as mulheres, no período pós-menopausa, a ingestão ideal é de 1.500 miligramas diários, mais de seis copos de leite.

No sábado (22), o governo do Distrito Federal e o ministério vão distribuir, no Parque da Cidade, no centro da capital, material de orientação.

CORREIO BRAZILIENSE

Problema genético torna pessoas suscetíveis à forma mais grave da dengue

Por Thais de Luna

Basta haver chuva e um recipiente a céu aberto e está pronto o lugar ideal para que o Aedes aegypti deposite seus ovos na água parada. A presença do mosquito é um perigo para a população, que corre o risco de ter dengue, já que o Aedes aegypti é o transmissor do vírus. A doença infecciosa, comum nesta época — já atingiu 715,6 mil brasileiros só em 2011 —, pode ocorrer de forma mais leve, com sintomas semelhantes aos da gripe, ou mais grave, na forma hemorrágica. Um estudo publicado esta semana na revista especializada Nature Genetics, feito por pesquisadores de Cingapura e do Vietnã, revela que uma mutação nos genes MICB e PLCE1 torna as pessoas mais vulneráveis a desenvolver a síndrome do choque da dengue, que é a forma mais grave da dengue hemorrágica.

A síndrome, segundo o epidemiologista Pedro Tauil, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), é caracterizada pela diminuição da pressão arterial; pela redução do volume do sangue — o que dificulta seu fornecimento pelo coração para todo o corpo —; pela perda de líquido e aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos; e, principalmente, por hemorragias. É um quadro gravíssimo, que pode levar o paciente à morte.

Um dos autores da pesquisa, Khor Chiea Chuen, médico e cientista do Instituto Genoma de Cingapura, explicou ao Correio que o gene MICB em seu estado normal age a partir das células exterminadoras naturais, para controlar a resposta do organismo à infecção causada pelo vírus. Se esse gene sofre alterações, pode afetar a ação de células do sistema imunológico. “Já o PLCE1 está ligado ao desenvolvimento e à multiplicação celular. Quando sofre mutação e o crescimento das células é afetado, o PLCE1 facilita a ocorrência da síndrome, devido à hemorragia que ocorre nos vasos sanguíneos”, conta.

O cientista de Cingapura afirma que foi surpreendente observar a ligação entre a síndrome do choque da dengue e as células exterminadoras naturais, um fator sobre o qual havia pouco conhecimento. “Acreditávamos que os culpados pela suscetibilidade à doença seriam outros componentes do sistema imunológico, como os linfócitos T ou os linfócitos B”, admite. Ele acrescenta que essa descoberta é um passo significativo para ajudar a compreender por que algumas pessoas ficam mais vulneráveis a desenvolver a forma mais grave da dengue e outras, não. “De acordo com nossos dados, parece que é uma progressão em duas etapas para a doença”, relata. Segundo essa avaliação, a pessoa teria problemas em controlar o vírus devido à mutação no MICB, desenvolvendo a dengue. Como ela também estaria propensa a ter hemorragias, pela alteração no PLCE1, o problema de saúde se agravaria até tornar-se a síndrome do choque da dengue.

Busca incessante

Tauil vê o estudo como importante, mas ressalva que ele precisa ser validado por outras pesquisas na área. “A medicina não teria praticamente nada a fazer para modificar este suposto fator de risco genético”, lamenta. A infectologista do Grupo Acreditar Maria Aparecida Teixeira, por sua vez, acredita que pesquisas na área de infectologia “podem antecipar o comportamento de doenças em determinadas pessoas”, o que auxilia médicos e cientistas a desenvolverem medidas de prevenção ou mesmo curas por meio da terapia genética. “A terapia genética é uma promessa impactante em diversas áreas da medicina e da biologia, mas ainda inacessível para a maioria da população”, pondera.

“Driblar todas as agressões infecciosas é impossível e também indesejável, já que nosso repertório de resposta imunitária é montado a partir dos agentes que provocam as doenças. Caso contrário, seríamos indefesos e teríamos curta vida na terra”, avalia a infectologista. “Alguns indivíduos, no entanto, não podem ‘se dar ao luxo’ de entrar num embate com um vírus, por exemplo, devido a algumas características genéticas, herdadas ou não seus pais. Essas características podem significar resposta imunitária exagerada ou insuficiente, levando a quadros igualmente desfavoráveis”, conta a médica.

Vacina

O epidemiologista da UnB destaca o avanço nas pesquisas de uma vacina, até o momento considerada segura, contra os quatro tipos de dengue. “Essa pode ser uma grande arma para reduzir a incidência da doença, pois a luta contra o mosquito, até o momento o único elo vulnerável da cadeia de transmissão, é muito difícil e pouco eficaz”, completa. Maria Aparecida discorda da ineficácia do combate ao vetor da doença. “Mesmo levando em conta toda a importância dos avanços científicos acerca da dengue, nossa longa convivência com o vírus — 30 anos — já nos permite interferir no processo de transmissão com mais sabedoria e bom senso”, ressalta a infectologista. Segundo ela, deve-se combater primeiro o mosquito o Aedes aegypti, e não o vírus.

Chuen destaca que pretende usar as informações obtidas nesse estudo, em especial sobre o gene MICB, para elaborar um projeto de vacina contra a dengue. “No mínimo, vamos nos esforçar para compreender qual é, exatamente, o efeito dessas variações genéticas sobre como o corpo humano controla e mata o vírus da dengue no processo de infecção.”

AGÊNCIA SAÚDE

Ministro inaugura nova Clínica da Família no RJ

Por Zeca Moreira e Camila Rabelo

Unidade segue o modelo dos serviços de Atenção Básica, coordenados pelo Ministério da Saúde; clínica vai beneficiar 24 mil pessoas de seis comunidades cariocas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, hoje (20), a 44ª Clínica da Família, do estado do Rio de Janeiro. O serviço, que segue o mesmo modelo da Atenção Básica coordenada pelo Ministério da Saúde, vai se chamarSergio Vieira de Mello (brasileiro, ex-funcionário da ONU, morto no Iraque) e irá atender, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aproximadamente 24 mil moradores da capital carioca. A unidade oferecerá à população consultas médicas (adulto e pediatria), além de serviços de enfermagem, pré-natal e saúde bucal.

O Ministério da Saúde vai investir R$ 44 mil, por mês, para custear as oito equipes de Atenção Básica que atenderão no local. As comunidades atendidas serão do Querosene, Mineira, Catumbi, Coroa, Paula Matos (Santa Tereza) e Santa Tereza.

Para o ministro Padilha, essas unidades de saúde são fundamentais para a ampliação do acesso e da qualidade do atendimento no SUS. “Essas clínicas levam saúde para perto do povo. Evitando, assim, que as pessoas saiam do conforto das suas casas, ruas e bairros, para cuidar de problemas simples nos grandes hospitais”, afirmou. “As clínicas de Saúde da Família ajudam a diminuir o movimento nos hospitais de referência.”

ATENDIMENTO - As Clínicas da Família funcionam nos mesmos moldes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e têm como objetivo reforçar a prevenção e a promoção da saúde, além do diagnóstico precoce de doenças. Nessa nova estratégia - que está sendo reforçada em todo o país pelo governo federal, em parceria com estados e municípios - o cidadão tem acompanhamento de equipes de saúde, compostas por médicos, enfermeiros e auxiliares.

Os usuários da Clínica da Família Sergio Vieira de Mello terão acesso, ainda, a vacinas, exames laboratoriais, raios-x, ultrassonografia e teste do pezinho. O tratamento e o acompanhamento de pacientes hipertensos, diabéticos, com tuberculose e hanseníase também estarão disponíveis, o que diminuirá a evolução de doenças mais graves que, quando não tratadas adequadamente, podem resultar em infartos, acidentes vasculares cerebrais, insuficiências renais, entre outras.

O Ministério da Saúde repassa aos municípios cariocas R$ 24 milhões, por mês, para custeio das equipes de Atenção Básica. São 1.824 equipes, que atendem em 90, dos 92 municípios do estado.

SAÚDE WEB

Casa da Saúde inaugura unidades coronariana e semi-intensiva

Com investimentos que chegam a R$ 5 milhões a remodelação incluiu obras de ampliação e também a renovação de todo o parque tecnológico

Seguindo seus projetos de expansão e reestruturação de serviços estratégicos, a Casa de Saúde São José (CSSJ), no Rio de Janeiro, anuncia dois lançamentos importantes: as novas unidades coronariana (UCO) e semi-intensiva (USI). Os setores foram oficialmente inaugurados no dia 18 de outubro, data em que também se comemorou o Dia do Médico, com a presença de médicos e funcionários e a realização de uma missa comemorativa.

Com investimentos que chegam a R$ 5 milhões a remodelação incluiu obras de ampliação e também a renovação de todo o parque tecnológico, com a aquisição de modernos equipamentos, com a possibilidade de segurança máxima para qualquer tipo de diagnóstico, inclusive com modernos sistemas de purificação e filtração do ar ambiente, necessários para certos tipos de pacientes, em quartos selecionados. Cada um dos setores será capaz de receber até onze pacientes.

De acordo com Augusto Neno, Fabrício Braga, José Kezen e Gustavo Gouvea, médicos responsáveis pela Unidade Coronariana e Emergência Cardiológica da CSSJ, além do aumento do número de leitos (anteriormente eram nove), os mesmos estão mais amplos, são totalmente individualizados, extremamente confortáveis, possuindo, inclusive, banheiros privativos.

"O ambiente é seguro, humanizado e acolhedor. A aparelhagem também é de última geração, com sistema de monitoramento multiparamétrico e câmeras de vídeo em todos os leitos para adequada vigilância e segurança do paciente", complementa o Dr. Augusto Neno, reforçando que a unidade se encontra preparada para atender qualquer tipo de patologia cardíaca e gravidades, incluindo suporte aos pós-operatórios de procedimentos cardiológicos e cirurgias cardíacas de alta complexidade realizadas na Casa de Saúde São José, com equipe médica que alia humanização e excelência no atendimento do paciente cardiológico.

Para Gustavo de Freitas Nobre e Marcelo Kalichsztein, chefes do Serviço de Terapia Intensiva da CSSJ, a nova USI permitirá que pacientes estejam próximos de seus familiares ao mesmo tempo em que recebem o máximo de cuidado técnico, psicológico e tecnológico, em um ambiente seguro, diferenciado, amplo, claro e agradável. A monitorização também é de ultima geração e os quartos possuem câmeras para acompanhamento contínuo dos pacientes por telemetria, possibilitando acesso à telemedicina.

"Um conjunto de fatores que, associados, contribuirão para que a experiência da internação seja a melhor possível, tanto para o paciente quanto para seus familiares", explicam Nobre e Kalichsztein, destacando que o perfil dos pacientes internados nesse setor costuma ser de pessoas que passaram por cirurgias de média complexidade ou estão saindo da terapia intensiva, possibilitando adaptação progressiva ao retorno ao domicilio.

PORTAL SAÚDE

Ministério prepara o SUS para o Complexo Petroquímico do Rio

Iniciada em 2008, a construção, no município de Itaboraí, irá gerar mais de 200 mil novos empregos, com repercussão em todos os municípios da Região Leste Fluminense

O secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, coordenou nesta quinta-feira (20/10), na representação do ministério no Rio, uma reunião com a direção do projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), a fim de preparar o SUS para o impacto que a implantação do Complexo causará na região. Iniciada em 2008, a construção, no município de Itaboraí, irá gerar mais de 200 mil novos empregos, com repercussão em todos os municípios da Região Leste Fluminense, formada, além de Itaboraí, por Niterói, São Gonçalo, Maricá, Tanguá, Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Cachoeira de Macacu, Magé e Guapimirim.

Helvécio Magalhães orientou que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS) do Rio de Janeiro escolham interlocutores para dialogar diretamente com a direção do COMPERJ. As prefeituras municipais envolvidas no projeto já sinalizaram e necessidade de reforço na atenção básica e na criação de uma rede de urgência/emergência, com regulação.

O trabalho será coordenado pela SES e os governos municipais também contam com a consultoria da Fundação Getulio Vargas, no que diz respeito a elaboração de projetos e estudos logísticos.

AGENDA


- Gestão Atuarial para Operadoras de Planos de Saúde

Unidas / AssPreviSite

20 e 21 de outubro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar conceitos de Atuária aplicados aos planos de saúde, abordando metodologias de tarifação de produtos na área de saúde, cálculo das garantias financeiras, elaboração de Nota Técnica de Registro de Produto e outros conceitos atuariais necessários às OPS.

Instrutor

Dr. Antônio Mário Rattes de Oliveira

Público Alvo

Dirigentes, gerentes e técnicos atuantes em Operadoras de Planos de Saúde; profissionais de qualquer área que atuem ou tenham interesse em conhecimentos da área de saúde suplementar.

Pré-Requisitos

Conhecimento de conceitos básicos de estatística e matemática financeira.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- RJ: HSVP realiza Jornada de fisioterapia

Saúde Business Web

Cuidados pré e pós-cirurgia bariátrica, distúrbios osteomusculares em profissionais de telemarketing e o impacto da incontinência urinária na vida dos idosos. Esses e outros temas serão discutidos durante a Jornada de Fisioterapia, que será realizada no dia 21 de outubro, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca (RJ). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone ou e-mail.

Cuidados pré e pós-cirurgia bariátrica, distúrbios osteomusculares em profissionais de telemarketing e o impacto da incontinência urinária na vida dos idosos. Esses e outros temas serão discutidos durante a Jornada de Fisioterapia, que será realizada no dia 21 de outubro, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca (RJ). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone ou e-mail.

“O objetivo é atualizar os participantes com novas técnicas de atendimento na área de fisioterapia. Esse ano, abordaremos as novidades fisioterápicas nas áreas de ortopedia, neonatologia, geriatria, entre outras”, destaca a fisioterapeuta do HSVP, Denise Portugal, que também é organizadora do evento.

A Jornada é destinada a estudantes e profissionais da área de saúde e será composta de oito palestras, ministradas por profissionais do HSVP e de outras instituições de saúde. A programação inclui ainda temas como prevalência de distúrbios posturais entre músicos tecladistas e a Síndrome do túnel do carpo.

Serviço: Jornada de Fisioterapia

Data: 21 de outubro

Horário: das 13h às 17h

Inscrições: Gratuitas, telefone (21)2563-2147 ou e-mail comunicacao@hsvp.org.br

Local: Hospital São Vicente de Paulo – Centro de Convenções Irmã Mathilde – Rua Doutor Satamini, 333, Tijuca.


- Senac realiza evento de segurança em serviços de saúde

São Carlos Agora

Neste sábado (22), o Senac São Carlos realiza o workshop Segurança no Trabalho em Serviços de Saúde - NR 32, direcionado a profissionais que atuam em atividades relacionadas a serviços de saúde.

O objetivo do curso é capacitar o participante a reconhecer os riscos ocupacionais nas atividades em ambientes de serviços de saúde, contribuindo na implementação do PPRA, bem como com a prevenção de doenças causadas por exposição acidental ou continuada, através de situações de exposição dialogadas incluindo dinâmicas individuais e em grupo, com apoio de slides.

A programação inclui: identificação dos riscos ocupacionais potenciais à saúde; identificação da legislação aplicável e normas internas; estabelecidas pelas organizações; implementação das medidas de controle que minimizem a exposição aos agentes ambientais ocupacionais; utilização de equipamentos de proteção coletiva, individual e vestimentas de trabalho; medidas para prevenção de acidentes e incidentes; e ações emergenciais na ocorrência de acidentes e incidentes.

O workshop acontece no dia 22 de outubro, das 8h30 às 17h30. Os interessados devem se inscrever com antecedência, pois as vagas são limitadas, pelo (16) 2107-1055 ou pessoalmente na Rua Episcopla, 700, Centro.

Serviço

Workshop Segurança no Trabalho em Serviços de Saúde - NR 32

Data: 22 de outubro de 2011

Horário: das 8h30 às 17h30

Local: Senac São Carlos

Endereço: Rua Episcopal, 700 – Centro

Telefone: 16 2107-1055

E-mail: saocarlos@sp.senac.br

Vagas Limitadas

- 12º Congresso Paulista de Saúde Pública

APSP tem o prazer de convidá-lo a participar do 12º Congresso Paulista de Saúde Pública, que será realizado de 22 a 26 de Outubro de 2011, no município de São Bernardo do Campo. O congresso tem como eixo central "Saúde e Direitos: escolhas para fazer o SUS".

As Comissões Científica e Organizadora estão preparando um grande evento que possibilite promover debates, reflexões e encaminhamentos que envolvam atores representantes da universidade, da gestão, dos trabalhadores da saúde, usuários de nossos serviços, enfim todos os cidadãos e coletivos responsáveis pela consolidação e fortalecimento do SUS. Nosso sistema de saúde é hoje a maior política garantidora de direitos no país e pela sua abrangência e universalidade está, permanentemente, em disputa entre vários setores e atores. O Congresso possibilitará explicitarmos e debatermos estas várias escolhas para atingirmos nosso objetivo, no sentido de garantir a saúde como um direito e conquista para a cidadania e desenvolvimento de nosso país.

Sua participação é fundamental para o enriquecimento do debate e avaliação de nossas escolhas! Esperamos por você no Congresso!

Mais informações: http://www.congressoapsp.com.br/

- HOSPITAL BUSINESS 2011

27 E 28 DE Outubro de 2011 / Copacabana / Rio de Janeiro

O Hospital Business reúne congresso científico e exposição de produtos, serviços e equipamentos; possibilitando o intercâmbio de conhecimento em um espaço de proposição e debates de idéias, onde profissionais se encontram para pensar a formação e agregar conhecimento aliado à experiência profissional. A exposição, em uma era cada vez mais digital, é o único canal onde o comprador, o vendedor e o produto se encontram fisicamente – uma força potente para os negócios que possibilita que os profissionais tenham acesso à lançamentos de novos produtos, novas tecnologias que terão impacto significativo em sua atuação profissional.

Inscrições: http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp

Contato: http://www.hospitalbusiness.com.br/contato.asp

- X Encontro Nacional de Economia da Saúde

O X Encontro Nacional de Economia da Saúde será realizado nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011, no Hotel Embaixador, na cidade de Porto Alegre/RS.

Mais informações: http://www.ppge.ufrgs.br/abres/index.php


- Custos na Saúde e Pagamento por Pacotes

Unidas / AssPreviSite

27 e 28 de outubro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

- Fornecer elementos para análise da constituição e do perfil dos custos da assistência à saúde no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização mediante formatação de pacotes para o pagamento dos serviços.

- Fornecer noções de Economia Básica e de custos em geral.

- Identificar os componentes dos custos na assistência à saúde.

- Identificar fatores que agravam os custos na saúde

- Destacar mecanismos de regulação na utilização dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos assistenciais.

- Avaliar o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde no mercado de saúde suplementar.

- Avaliar a repercussão da atuação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público e PROCON nos custos de assistência à saúde.

- Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.

- Analisar recomendações para formatação, formalização e operacionalização de pacotes.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Saúde Suplementar: Quem está satisfeito?

AssPreviSite

04 de Novembro de 2011

Quando nenhum dos atores de um sistema se encontra satisfeito alguma coisa estranha acontece no mesmo!

Num ano com muitas propostas e mudanças oriundas da ANS vamos promover um debate que busca:

- Avaliar o contexto da situação de um sistema em que não encontramos, em princípio, nenhum de seus atores satisfeitos;

- Entender o cenário 2011, com destaque para os temas das recentes ações da ANS e seus desdobramentos e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais atores do sistema; e

- Realizar uma leitura das perspectivas para o segmento de saúde suplementar frente ao cenário que se apresenta para 2012.

Assim, no próximo dia 04 de novembro, em São Paulo, das 9h00 às 17h00, acontece uma reunião de dirigentes, gestores e profissionais para debater a situação atual do sistema de saúde suplementar.

Tendo como convidados destacados nomes de especialistas, dirigentes de entidades associativas e empresas do segmento vamos verificar e avaliar tantas e tantas ações da ANS neste ano de 2011 (que resultados trouxeram, os desdobramentos e suas conseqüências, como se pode analisar o status vigente) e o que se pode esperar para 2012 neste importante sistema.

O sistema melhorou em 2011? Em que e para quem? Houve desenvolvimento ou retração? O que se visualiza para 2012?

Se você compartilha desta percepção, vamos conversar a respeito! Participe desta oportuna e estratégica reunião! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações e reservas pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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