Leia
nesta edição:
- Saúde impulsiona indústria de diagnósticos
- Número de pessoas com HIV chega a 34 milhões
no mundo, diz ONU
- Fiocruz
vai dobrar fabricação anual de vacinas
e quer chegar a 600 milhões
- Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no
país
- Comissão quer obstetra de plantão
em hospital
- Medicina sob medida
- O SUS que deu nova vida a seu Francisco Edneu
- Ônibus-hospital começa viagem pelo interior para
levar prevenção ao câncer
- Publicidade
e Saúde
se unem
- ANS quer
plano de saúde específico para idosos
- Laboratório brasileiro passa a integrar rede que monitora
resistência do HIV a medicamentos
- Estados
planejam intensificar combate à dengue no verão
- Brasil
deve testar tratamento inédito com células-tronco
em 2012
- Ministério da Saúde
anuncia 100 novos leitos hospitalares
- Cresce
número
de abandonados no Hospital Geral
- Governo
abrirá mais consultórios de rua para
usuários de drogas
- Para Moraes,
Turismo de Saúde é segmento a ser
desenvolvido no Brasil
- Programa
'Saúde
na Escola' vai beneficiar alunos no Amazonas
- Ministério fortalece ações de alimentação
e nutrição
- MP pede
intervenção na Saúde de Paiçandu
- Prevenção é a melhor estratégia
contra o câncer
- São Bernardo e Mauá vão
receber mais verba do SUS
- Uberlândia terá R$
545 mil para o combate a dengue
- ANS beneficiará operadoras de plano de saúde
que cumprirem a regulação
- Cai número de ações judiciais contra
planos de saúde que se negam a cobrir tratamento para
a aids em São Paulo
Segunda-feira, 21.11.11
DCI
Saúde impulsiona indústria de diagnósticos
O aumento
do número de brasileiros que têm acesso
a planos de saúde vem impulsionando o mercado de diagnóstico
por imagem no País. De 36,8 milhões de beneficiários
de planos privados de assistência médica em 2006,
o Brasil passou em cinco anos para 45,5 milhões de contratantes
desse tipo de serviço, um aumento de 23%. Em junho de
2011, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
já computava 46,6 milhões de beneficiários,
ou 24,4% da população.
De olho nessa
mudança, a francesa Guerbet, multinacional
farmacêutica especializada em contrastes para exames de
raios-X e ressonância magnética, planeja dobrar
sua capacidade produtiva no País até 2013. No segmento
de equipamentos, os investimentos da Siemens devem chegar a US$
50 milhões em 2011 para expandir seu negócio de
cuidados com saúde. Outra gigante da área de equipamentos,
a GE Healthcare, iniciou em 2009 um plano global de investimentos
de US$ 6 bilhões que vai até 2015, incluindo mercados
emergentes, e tem como objetivo ampliar acesso das populações
a sistemas de diagnóstico de saúde.
Para dobrar
a capacidade, a Guerbet deve investir R$ 5 milhões
ao ano, seu capital próprio, até 2013, em novas
máquinas para sua planta fluminense e no treinamento de
pessoal. Um equipamento para o enchimento de frascos deve elevar
de 10 mil para 20 mil frascos preenchidos por hora, e um de lavagem
triplicará a capacidade para 9 mil frascos lavados nesse
tempo. "Entre 2008 e 2012 vamos trocar todas as máquinas
do nosso processo", diz Alexis Peyroles, diretor da filial
nacional. De acordo com ele, por enquanto não há planos
de uma nova fábrica no País. "Mas com todos
esses investimentos e com a implantação do sistema
Lean de gerenciamento da planta atual, é quase uma nova
fábrica", afirma, referindo-se ao modelo fabril da
Toyota implementado na unidade.
De uma produção de 4 milhões de frascos,
a empresa pretende chegar a 8 milhões nos próximos
dois anos. "O plano é usar a fábrica brasileira
para produzir para a Ásia, para países como Coreia
e Taiwan e para o sudeste asiático", revela. Hoje,
a fábrica exporta apenas 10% de sua produção,
principalmente para países da América Latina. O
objetivo é chegar a 40% de produção para
o mercado externo. No mercado interno, a empresa, líder
no setor com 45% de participação no mercado, espera
ampliar essa fatia para 50%, com novos produtos importados, como
contrastes em soft bags e seringas preenchidas.
A produção brasileira representa hoje 25% do total
do grupo, a expectativa é ampliar essa participação
para até 35%. O faturamento da empresa em 2010 foi de
R$ 100 milhões, um crescimento de 10% em relação
a 2009. Para 2011, a expectativa de crescimento é de apenas
2%, devido a uma queda de preços. "Temos uma competição
maior no mercado e nossos clientes passam por processos de fusão
que aumenta seu poder de compra", afirma. Como novo competidor,
Peyroles cita a GE Healthcare, que tem trazido contrastes importados
para o mercado brasileiro.
O mercado
nacional de contrastes cresce em média 10%
ao ano, afirma o executivo. "Você tem um crescimento
da classe média no Brasil, mais pessoas têm acesso
a planos de saúde e, consequentemente, aos exames de diagnóstico
por imagem."
Neste ano,
a empresa completa 38 anos no Brasil e 20 de fabricação
local, e pretende ampliar a realização de testes
clínicos no País. De acordo com Peyroles, uma dificuldade
para esse tipo de estudo por aqui é a demora de até oito
meses para a autorização de realização.
Mas a qualidade é uma vantagem competitiva. "O alto
nível dos centros clínicos no Brasil vai possibilitar
essa ampliação. A qualidade aqui é muito
alta: você tem grupos de diagnóstico com mais de
100 máquinas de ressonância, isso não existe
na Europa", diz.
Equipamentos
Para a Siemens,
muitos dos clientes nos mercados emergentes estão enfrentando o mesmo desafio, ter de tratar um grande
número de pacientes, muitas vezes sob circunstâncias
difíceis e com orçamentos apertados. Assim, a companhia
optou por uma estratégia de desenvolvimento de produtos
robustos, mas de alta qualidade a um preço atraente. Desde
2001, a empresa fabrica no País - que é um dos
10 maiores mercados da Siemens no mundo - o sistema Multix B
de raios-X que, segundo a companhia, estabeleceu um novo padrão
de preços na categoria e cujas vendas chegaram a mais
de 750 unidades. A multinacional estima que 30% de toda a produção
de imagens digitais para diagnóstico no Brasil seja executada
com equipamentos seus.
Neste ano,
a Siemens Healthcare investiu US$ 50 milhões
para expandir o negócio no País. Esse não
será o último investimento no mercado da saúde
em terras brasileiras. Como anunciado em julho pelo CEO da Siemens
AG, Peter Loescher, a multinacional deverá investir mais
de US$ 600 milhões em suas atividades no Brasil nos próximos
cinco anos. Recentemente, a alemã entrou no mercado de
equipamentos laboratoriais. Para a empresa, há diferenças
e semelhanças nas soluções diagnósticas
in vitro e in vivo, mas ambas são complementares. Para
a Siemens, por exemplo, a modalidade de produção
de imagens (in vivo), é um negócio de investimento
industrial, em termos de ciclos de investimento e substituição.
Isso contribui para uma maior volatilidade do que no negócio
in vitro
Com uma fábrica de equipamentos de raios-X e mamógrafos
no Brasil, a GE também aposta nos produtos mais básicos
e acessíveis. Em breve a empresa afirma que começará a
produzir também equipamentos de tomografia, ressonância
e ultrassonografia. "O Brasil é foco de grande crescimento
para a GE por isso tem sido muito valorizado", diz a diretora
de Marketing, Débora Telésio.Por isso, a companhia
estima ter um crescimento de cerca de 20% este ano. A aposta
da empresa é um equipamento de ultrassom portátil,
o que permite levar equipamento às áreas mais carentes.
PORTAL G1
Número de pessoas com HIV chega a 34 milhões
no mundo, diz ONU
As Nações Unidas divulgaram nesta segunda-feira
(21) que 34 milhões de pessoas no mundo conviviam com
o vírus HIV até o fim do ano de 2010. O novo balanço
de soropositivos foi divulgado pela Unaids, braço da organização
que mantém estatísticas e iniciativas sobre a Aids.
O número recorde de infectados se deve ao prolongamento
cada vez maior da vida de pessoas contaminadas, graças
aos avanços nas terapias contra doença.
No ano passado,
foram 2,7 milhões de novas infecções
pelo vírus HIV e 1,8 milhão de óbitos por
conta de complicações ligadas à doença.
Novos dados sobre infecções e mortes no Brasil
serão divulgados no dia 1º de dezembro pelo Ministério
da Saúde.
O número de mortes ligadas à Aids no mundo caiu
21% desde 2005. Novas infecções anuais pelo vírus
HIV reduziram 21% desde 1997. Para Michael Sidibé, diretor
executivo da Unaids, mesmo com a crise financeira mundial, o
combate à doença não sofreu grandes consequências.
Segundo a Unaids, o acesso a tratamento poupou 2,5 milhões
de vidas desde 1995.
Na América Latina, os números da epidemia continuam
estáveis segundo a Unaids, com uma média de 100
mil novos casos de infecção a cada ano desde 2001.
As mulheres são um terço das pessoas infectadas
até 2010.
Informações da Unaids e da Organização
Mundial da Saúde (OMS) revelam que 47% de 14,2 milhões
que teriam direito a tratamento realmente utilizam terapia antirretrovival.
O acesso aumentou em 1,3 milhão de pessoas desde 2009.
Esse universo de pessoas vive em uma lista de países considerados
pela Unaids e pela OMS como de "baixa e média renda",
com nações como o Brasil, a Argentina e o México.
As quedas
nas infecções anuais e nas mortes aconteceram
por causa da melhora no atendimento contra a doença em
nações africanas como Etiópia, Nigéria,
Zâmbia e Zimbábue. Já na África do
Sul houve uma redução de um terço no número
de pessoas que contraíram o vírus desde 1997 -
o país é o líder no ranking de soropositivos,
com 5,6 milhões de habitantes vivendo com o vírus
atualmente.
No Caribe,
as novas infecções também caíram
cerca de 33% em comparação com os níveis
de 2001. Os avanços principais ocorreram na Jamaica e
na República Dominicana, locais onde a incidência
da doença caiu em até 25%.
ESTADÃO.COM.BR
Fiocruz
vai dobrar fabricação anual de vacinas
e quer chegar a 600 milhões
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das principais
instituições de pesquisa e produção
de remédios do País, dobrará para 600 milhões
de doses a capacidade anual de fabricação de vacina.
A instituição está negociando com o governo
do Estado os termos de um acordo para cessão de um terreno
de 550 mil metros quadrados para a instalação do
Centro do Processamento Final de Vacinas do Instituto de Tecnologia
em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos), que estará concluída
em cinco anos.
O anúncio da ampliação da capacidade de
produção vem no momento em que a Fiocruz se habilita
para receber financiamento da Fundação Bill e Melinda
Gates para a produção e exportação
de vacinas para países pobres. O Instituto Butantã também
disputa a verba.
Uma missão da organização americana esteve
na Fiocruz em outubro para avaliar as possibilidades de cooperação. "Há questões
técnicas, sobre a vacina que será produzida e a
escala de produção. Mas vamos dar um passo muito
significativo", afirmou Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz. "Essa
fábrica garante a manutenção do Programa
Nacional de Imunização e possibilita a entrada
no mercado global e em mercados regionais, dentro da Unasul (União
das Nações Sul-Americanas)."
O projeto
prevê uma fábrica integralmente automatizada. "O
maquinário é todo involucrado. As pessoas não
têm acesso ao equipamento. Significa que todo o produto
que sai da fábrica já está certificado",
afirmou. A planta também será flexível -
vacinas que têm base comum podem ser produzidas concomitantemente. "A
fábrica que nós temos já é bem moderna,
mas está duas gerações aquém da que
vamos construir", disse Gadelha. O projeto básico
foi concluído e o terreno cedido ficará no Distrito
Industrial de Santa Cruz, na zona oeste. O financiamento será do
Ministério da Saúde.
Inovação. A Fiocruz também se prepara para
tirar da prateleira dos laboratórios alguns dos seus mais
importantes estudos. A pesquisa para a vacina tetravalente de
dengue avança para nova fase e será testada em
três capitais, em 2012. A fundação também
licenciou a patente do bioinseticida BTI, que combate larvas
dos mosquitos da dengue, malária e filariose. Técnicos
da BR3, empresa abrigada na incubadora da USP, receberam as últimas
instruções para a transferência de tecnologia
no dia 31. "Estamos no nosso melhor momento", contou
Gadelha.
O bioinseticida
está pronto para ser produzido em larga
escala. "A formulação é específica
para o vetor e, dessa forma, não agride outras espécies",
explica a engenheira química Elizabeth Gomes Sanches.
A comercialização deve começar em dois anos.
Hoje a Fiocruz
tem 1,4 mil projetos de pesquisa, alguns em parceria com laboratórios internacionais. Um deles é o medicamento
para tuberculose que combina em um comprimido quatro drogas.
A tecnologia será transferida pelo laboratório
indiano Lupin. Também foi assinado recentemente acordo
com a empresa alemã Boehringer Ingelheim, para transferência
de tecnologia do medicamento pramipexol, usado no tratamento
da doença de Parkinson.
Domingo 20.11.11
FOLHA DE S. PAULO
Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no
país
Em 2010,
52% dos partos no Brasil foram cirúrgicos; em
hospitais privados, taxa é de 82%, na rede pública,
37%. Dificuldade de achar leitos em hospitais e menor remuneração
para parto normal explicam a tendência.
Marcos Michael
A professora
universitária Verônica
Toste, 30, e sua filha Luisa, em sua casa no Rio
Pela primeira
vez, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais.
Tabulações feitas pela Folha no
DataSUS, sistema do Ministério da Saúde, mostram
que o percentual de partos cesáreos chegou a 52% do total
em 2010. Em 2009, eles já tinham se igualado aos normais.
A Organização Mundial da Saúde recomenda
uma taxa em torno de 15%. A cirurgia, quando bem indicada, traz
benefícios à gestante e ao recém-nascido,
mas, quando feita indiscriminadamente, pode elevar os riscos
para a mãe e para o feto.
Como o parto é marcado com antecedência, ele pode
ocorrer antes do tempo adequado, levando o bebê a ter problemas
associados à prematuridade.
"Esse é o grande perigo do aumento das cesáreas.
Mesmo com todos os exames, a medicina não é uma
ciência exata", diz o coordenador da Câmara
Técnica de Parto Normal do CFM (Conselho Federal de Medicina),
José Fernando Maia Vinagre.
No país, o grande número de cesarianas é puxado
pelo setor privado, em que cerca de 80% dos partos são
cirúrgicos desde 2004. Mas é no SUS que essa taxa
está aumentando: passou de 24% para 37% na década
passada.
EPIDEMIA
O secretário de Atenção à Saúde
do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães,
diz que o aumento é preocupante e que os atuais patamares
de cesáreas são inaceitáveis, chegando a
níveis "escandalosos" no setor privado. Ele
classifica as altas taxas como uma epidemia. Segundo ele, está havendo
uma contaminação do SUS pelo setor privado. "Entre
70% e 80% dos médicos estão nos dois sistemas e
eles transportam práticas da rede particular para o SUS."
Outro motivo
que ele aponta para o crescimento é a deterioração
da formação médica na década passada. "Milhares
de estudantes se formam sem ter feito parto normal", diz
o secretário.
Magalhães cita fatores econômicos e culturais para
a elevação das cesáreas. A maior inserção
feminina no mercado de trabalho, por exemplo, tem levado mulheres
a optar pela comodidade de marcar data e horário do parto
até na rede pública.
José Fernando Maia Vinagre, do CFM, diz ainda que muitas
pacientes do SUS podem estar se mirando no exemplo das classes
mais altas ao escolher a cirurgia. "Na saúde suplementar,
o natural passou a ser o parto cesáreo", afirma.
Ele diz também que o número elevado de cesáreas
no setor público pode estar relacionado a problemas no
pré-natal. "Se o pré-natal for malfeito, o
médico só vai detectar eventuais problemas na hora
do parto e pode acabar optando pela cesárea."
Uma das apostas
do governo para diminuir as cesarianas no SUS é a
ampliação de centros de parto normal, unidades
criadas só para esse fim. Hoje, são 25 no país.
A meta é ter mais 250 até 2014.
REMUNERAÇÃO
Na saúde privada, há outros fatores que explicam
o alto número de cesarianas. Um deles é a remuneração
do obstetra e da equipe em partos normais pelos planos de saúde,
considerada insuficiente pelos profissionais. "O trabalho
de parto, especialmente do primeiro filho, pode durar até 12
horas. Já na cesárea, o médico escolhe o
horário mais conveniente e, em uma hora e meia, já está liberado.
Alguns planos até remuneram melhor o parto normal do que
a cesárea, mas mesmo assim não compensa",
diz Vinagre, do CFM.
Outro problema é a dificuldade de encontrar leitos em
maternidades quando a gestante entra em trabalho de parto -fica
mais fácil marcar a cirurgia com antecedência. Os
custos, porém, costumam ser maiores, já que a recuperação
da mãe é mais lenta e, nos casos em que o bebê nasce
prematuro, são comuns as internações em
UTI.
FOLHA DE S. PAULO
Comissão quer obstetra de plantão
em hospital
Médico que acompanha a gestação seria chamado
só na hora do parto, para evitar necessidade de espera
Para tentar
reduzir o número de cesarianas na rede privada,
entidades querem que os hospitais mantenham equipes especializadas
de plantão para acompanhar as primeiras horas do trabalho
de parto das gestantes. Com isso, o obstetra que fez o pré-natal
poderia ser acionado só quando o nascimento estivesse
se aproximando-a longa duração do processo é um
dos motivos pelos quais muitos médicos optam pelas cirurgias.
Essa é uma das propostas da Comissão de Parto
Normal, criada em 2009 pela ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar), pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), pela Febrasgo
(Federação Brasileira das Associações
de Ginecologia e Obstetrícia) e pela SBP (Sociedade Brasileira
de Pediatria) para estimular esse tipo de parto sempre que não
houver indicação clínica para a cesárea.
"A cesariana é muito importante em alguns momentos,
salva vidas, mas no Brasil tem sido feita de forma excessiva",
diz a gerente de assistência à saúde da ANS,
Karla Coelho.
Segundo ela,
a agência já leva em consideração
a evolução do número de cesáreas
ao fazer a avaliação das operadoras de planos de
saúde, mas isso não tem sido suficiente para diminuir
as altas taxas na saúde suplementar.
MEDIDAS
Para isso,
avalia, é necessário adotar uma série
de ações conjuntas, que a agência busca estimular
junto às operadoras. Além das equipes de plantão,
por exemplo, Coelho defende a disseminação de salas
de pré-parto, onde a gestante possa ficar durante o trabalho
de parto, acompanhada por enfermeiros obstétricos.
Integrante
do grupo técnico de obstetrícia do
Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), Jacqueline Torres diz
que, em países como a Holanda, a maior participação
desses profissionais melhorou a qualidade dos partos. "São
profissionais treinados para acompanhar o trabalho de parto e,
diferentemente dos médicos, têm uma formação
mais de aguardar do que de intervir", afirma.
Outra medida
em estudo é a adoção, pela
rede privada, de iniciativas já vigentes no SUS, como
o cartão da gestante e o partograma.
INFORMAÇÃO
ABERTA
O cartão é um documento com informações
sobre o histórico da gestação, inclusive
com resultados de exames.
Na avaliação de José Fernando Maia Vinagre,
do Conselho Federal de Medicina, isso daria mais tranquilidade à gestante
para optar pelo parto normal: mesmo que o obstetra responsável
pelo acompanhamento no pré-natal não esteja disponível
no dia do parto, todas as informações importantes
estariam acessíveis para o profissional que assumir o
procedimento.
Hoje, muitos
médicos mantêm essas informações
em seus consultórios, sem repassá-las para a paciente.
Já o partograma é um registro da evolução
do trabalho de parto, com informações como o número
e a frequência das contrações e o grau de
dilatação.
Além de orientar o trabalho da equipe, o documento poderia
permitir que as maternidades acompanhassem de forma mais fácil
a conduta de suas equipes. Segundo Vinagre, o CFM estuda editar
uma resolução obrigando os médicos a preencher
esses documentos.
Para Coelho,
da ANS, é importante que as operadoras de
planos formem grupos de gestantes para abordar a questão
do parto normal. "É preciso desmistificar a questão
da dor."
O GLOBO
Medicina sob medida
Testes
genéticos já determinam qual o tratamento
e o remédio mais eficazes para cada caso
A medicina
personalizada está se tornando realidade no
mundo e no Brasil. Drogas biológicas - produzidas a partir
de seres vivos - e fármacos que levam em conta o perfil
genético de cada paciente revolucionam os tratamentos
de vários tipos de câncer, de problemas cardíacos,
de infecções e de doenças autoimunes, aquelas
em que o organismo ataca a si próprio, como artrite ou
psoríase. Com o melhor conhecimento da influência
da genética na resposta aos fármacos, é possível
colocar em prática o que médicos sempre preconizaram:
cuidar de cada caso como único, o que melhora a eficácia
do tratamento e reduz significativamente os efeitos colaterais.
A medicina
personalizada ajuda a entender por que dois indivíduos
com a mesma doença respondem de formas diferentes a uma
mesma droga. Isso acontece, em parte, devido à constituição
genética de cada um, além de outros fatores, como
metabolismo e estilo de vida. São diferenças que
determinam se um precisa de dose maior do que outro, ou reage
a uma química melhor que o outro.
Nesse caminho
evolui a farmacogenética ciência
que investiga como os genes respondem às drogas , permitindo
avanços no tratamento de tumores, da Aids e da trombose,
entre outros males. Com melhor conhecimento da genética,
pesquisadores buscam os biomarcadores proteínas ou mutações
que indicam como será a interação com uma
droga. Os pacientes são testados e, dependendo do resultado,
o médico sabe qual o remédio mais eficiente e com
menos efeitos adversos. Guilherme Suarez-Kurtz, do Instituto
Nacional de Câncer e um dos fundadores da Rede Nacional
de Farmacogenética (www.refargen.org.br), diz que inexiste
uma droga que funcione da mesma forma para todos.
A herança genética influencia na resposta ao medicamento,
assim como meio ambiente, peso e estado de saúde, entre
outros fatores diz Kurtz, que organiza simpósio sobre
farmacogenética em 2012 no Rio. Um exemplo são
as drogas tiopurinas, receitadas contra leucemias. Alteração
no gene TPMT indica que o paciente precisará de dose cerca
de dez vezes menor que da população em geral. E
isto é detectado em exame genético.
Biomarcador define a melhor terapia.
Quem sofre
de alterações da coagulação
do sangue e corre risco de trombose tem à disposição
um tratamento preventivo customizado e com garantia maior de
eficácia. Antes de o médico receitar a dose de
varfarina (anticoagulante), é preciso saber que alguns
pacientes precisam de 5mg e outros de 100mg por semana para alcançar
o mesmo benefício, como explica Kurtz:
Estudos que
fizemos em colaboração com o Instituto
Nacional de Cardiologia de Laranjeiras mostraram que isso se
deve, em parte, a mutações em dois genes, CYP2C9
e VKORC1. Laboratórios no Brasil já fazem testes
para identificá-las.
Outros aliados
na otimização e personificação
de tratamentos são os fármacos biológicos.
Eles são fabricados a partir de células vivas,
em geral, proteínas (como anticorpos), moléculas
grandes e muito mais complexas, diferentemente das sintéticas.
Algumas dessas células têm biomarcadores, ou seja,
são direcionadas a um grupo específico de pacientes.
Outras drogas são feitas para a média da população,
mas também têm uma eficácia direcionada,
atingindo o alvo da doença e agredindo menos as células
sadias. A maioria das drogas personalizadas é para tratar
câncer. Há, porém, fármacos otimizados,
indicados para doenças como artrite, psoríase e
hepatite. No exame da célula tumoral, investigamos mutações
e proteínas. Assim sabemos qual é a droga mais
adequada em cada caso diz o oncologista Sergio Simon, do Hospital
Israelita Albert Einstein.
VALOR
ECONÔMICO
Fatia
de gasto com idoso é maior em plano de autogestão
Com o aumento
da expectativa de vida, o idoso representa uma parcela crescente
dos gastos
dos planos de saúde. Nas
empresas de autogestão, essa fatia é ainda maior.
A 12ª Pesquisa Nacional da União Nacional das Instituições
de Autogestão em Saúde (Unidas), a ser lançada
hoje, faz um raio-x do segmento no Brasil.
O levantamento,
referente ao ano de 2010, foi realizado com 48 das 140 operadoras
de
autogestão credenciadas à entidade.
A amostra responde por mais de 3,2 milhões de vidas, 62,4%
dos usuários do segmento no Brasil.
No sistema
de autogestão, a própria empresa ou
outra organização institui e administra, sem fins
lucrativos, o programa de assistência à saúde
dos beneficiários. O segmento registrou receita de R$
8,4 bilhões em 2010, quando todo o setor de saúde
suplementar faturou R$ 74,2 bilhões, segundo a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O levantamento
mostra que o segmento de autogestão é o
que possui maior proporção de idosos. Entre os
beneficiários das operadoras consultadas, 22,3% tinham
mais de 60 anos em 2010. No ano anterior, eram 20,8%. Em todo
o sistema de saúde suplementar, o índice é de
11,2%.
Os gastos
com a população de mais de 59 anos são
quase sete vezes maiores do que as despesas com os jovens de
0 a 17 anos.
As despesas
dos planos de autogestão somaram R$ 7,5 bilhões
em 2010, de acordo com a presidente da Unidas, Denise Eloi, que é gerente
na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco
do Brasil (Cassi).
O impacto
das despesas também cresceu no período.
Enquanto no ano passado a relação entre as despesas
administrativas e a receita total foi de 15,4%, em 2009 o índice
foi de 12,4%. Esse indicador de eficiência administrativa
tem aumentado, de acordo com Denise, porque, "para garantir
o acesso em algumas regiões do país, operadoras
têm investido na verticalização, com estrutura
própria de serviços básicos de saúde".
As despesas
hospitalares representam mais da metade dos gastos dos planos
de autogestão e são as que mais crescem.
Dessa fatia, 49,3% são recursos destinados à compra
de materiais, órteses, próteses e medicamentos. "Há uma
distorção do sistema, pois a maior parte dos recursos
vai para insumos, em vez de melhorar a remuneração
dos médicos", diz Denise.
Uma redução de 5% nos custos de insumos permitiria
aumentar em pelo menos 30% os honorários médicos,
segundo a executiva. No entanto, embora o gasto com materiais
e medicamentos tenha caído em relação a
2009, quando significava 56,5% das despesas hospitalares, a parcela
dos honorários médicos ficou praticamente estável,
em torno de 12,5%.
JORNAL DE HOJE
O SUS que deu nova vida a seu Francisco Edneu
Foi como
rejuvenescer. O comerciante Francisco Edneu Pinheiro, 51, já não tinha forças para o trabalho.
Mas agora que sente um coração novo batendo no
peito, seus sonhos recuperaram fôlego. As duas filhas já estão
crescidas. O que ele quer é acompanhar as conquistas dos
três netos. Não vê a hora de voltar a trabalhar.
Ainda internado no Hospital de Messejana – foi transplantado
no dia 29 de outubro –, às vezes, acorda com vontade
de correr, abraçar as pessoas, comemorar a vida nova.
Seu Edneu é a prova entusiasmada de um Sistema Único
de Saúde (SUS) que dá certo. Desde 1983, quando
descobriu que tinha doença de Chagas, passou a ser acompanhado
pelo Hospital de Messejana, que é especializado em doenças
cardíacas e referência em transplante cardíaco.
Morador do município de Milhã, ele e a família
sabem o custo – não apenas financeiro – de
se fazer tratamento longe de casa.
“Foram muitas idas e vindas. Muitos anos de luta. Até que
o problema passou a ser miocardiopatia dilatada”, lamenta
a mulher, a dona de casa Rosângela Lima Pinheiro, 45. Em
julho do ano passado, seu Edneu sentiu-se muito mal. Forte cansaço,
aperto no coração e febre o levaram a ser internado
no Hospital de Messejana no dia 30 de agosto, quando recebeu
a indicação de transplante e entrou na fila de
espera.
A gravidade
do caso obrigou o casal a se mudar para Fortaleza. “É difícil,
porque além de ser desgastante, tem a questão financeira
também. Por conta do transplante, a gente teve que morar
aqui. Em julho descobriu que era caso confirmado de transplante
e a gente não voltou mais”, lembra ela.
Foram dois
meses de espera. De lá para cá, seu
Edneu chegou a ser chamado sete vezes ao hospital, diante das
possibilidades de ter doador, mas as tentativas eram sempre frustradas,
pois muitas famílias não aceitam a doação
de órgãos. “A gente nunca perdeu a esperança.
Na hora certa, Deus ia providenciar”, conta Seu Edneu.
No fim de outubro, a espera chegaria ao fim quando a família
de um homem de 35 anos aceitou doar o coração.
Comemoração
No último dia 3 de novembro, o aniversário de
51 anos foi comemorado com alegria, ainda que estivesse na Unidade
de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Seu Edneu vem reagindo
bem ao transplante. Agora, espera que os seis primeiros meses
pós cirurgia passem para poder voltar para casa, em Milhã. “Claro
que a gente enfrentou dificuldades. Mas, se não fosse
o SUS, ele não estaria aí, novinho. Está mais
novo do que eu”, brinca a dona Rosângela, seis anos
mais nova.
Hospital de Messejana
O Hospital
de Messejana é referência no transplante
cardíaco de adultos e crianças, pioneiro no Nordeste
em implante de Coração Artificial, dispositivo
de assistência ventricular, e desde junho de 2011 tornou-se
o primeiro hospital de Norte e Nordeste a realizar transplante
pulmonar.
Nove pacientes
estão na fila de espera por um transplante
cardíaco. Só neste ano, o Hospital de Messejana
já realizou 22 transplantes. Na fila para o transplante
pulmonar, existem dois pacientes. De junho até hoje, o
Hospital já realizou três transplantes de pulmão.
A
CRÍTICA
Ônibus-hospital começa viagem pelo interior para
levar prevenção ao câncer
Está desde ontem (19) em Camapuã o “Ônibus
da Saúde”, que leva atendimento de prevenção
ao câncer às mulheres do interior de Mato Grosso
do Sul, por meio de parceria entre a Cassems (Caixa de Assistência
dos Servidores de MS) e o Hospital do Câncer Doutor Alfredo
Abrão.
O ônibus é equipado com instrumentos modernos e
uma equipe médica de 12 profissionais e o objetivo do
projeto é levar bem estar às comunidades afastadas,
que não tiveram a chance de realizarem exames ou tratamentos
na Capital.
O veículo tem 4,32 metros de altura e 14 metros de comprimento,
dividido entre a sala de exames, ginecológicos, sala de
mamografia, consultório médico e centro para pequenas
cirurgias. Ele contará também com uma equipe de
12 profissionais, que participarão diretamente do atendimento,
além de uma equipe com 70 pessoas cadastradas para dar
suporte durante as viagens, em forma de rodízio.
PROPAGANDA E MARKETING
Publicidade
e Saúde
se unem
"O futuro promete. Eu quero chegar lá" é o
mote da campanha lançada por entidades dos dois setores
"O futuro promete. Eu quero chegar lá". Esse é o
mote da campanha "Vida saudável", criada voluntariamente
pela NBS, que dá pontapé inicial para um movimento
que visa estimular a população a ter hábitos
saudáveis. O programa, encabeçado por entidades
do mercado publicitário como Abap (Associação
Brasileira das Agências de Publicidade), APP (Associação
dos Profissionais de Propaganda), Fenapro (Federação
Nacional das Agências de Propaganda), ABA (Associação
Brasileira de Anunciantes) e apoiado por representantes da área
da saúde, além do governo federal, tem como objetivo
mobilizar as pessoas a prestarem mais atenção na
própria saúde.
A ideia é incentivar o pensamento no futuro, aliando
as boas perspectivas econômicas do Brasil com a necessidade
de ter hábitos mais saudáveis. A campanha é composta
por filmes, anúncios e spot, que seguem o conceito citado
anteriormente. Em um deles, intitulado "TV de plasma",
o protagonista explica a evolução dessa tecnologia,
como ela se tornou acessível hoje e deve ser ainda mais
no futuro. O outro comercial, "Passagem aérea",
mostra que, no futuro, será tão barato viajar de
avião que as pessoas poderão ir até a Bahia,
por exemplo, só para tomar água-de-coco. A assinatura
da ação é "O futuro promete. Quero
comer bem, me exercitar, quero chegar bem lá". A
ação ainda conta com apoio do site www.chegarbemla.com.br,
onde será possível acessar dicas e videos de saúde
de acordo com a idade do usuário.
O lançamento da campanha foi realizado nesta sexta-feira
(18), em São Paulo, e contou com a presença do
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de executivos
e representantes das entidades envolvidas, Bradesco Saúde,
Qualicorp, patrocinadoras da ação que terá a
veiculação cedida pelos principais veículos
de comunicação. Padilha destacou a importância
de uma ação como essa para difundir ideias que
podem realmente mudar hábitos. Ele ressalta que o governo
e a àrea médica fazem ações com esse
objetivo, mas tem limitações para atingir a população.
O ministro
Padilha aproveitou a oportunidade para destacar a importância de uma ação como essa para difundir
ideias que podem realmente mudar hábitos. Ele ressaltou
que o governo e a e a médica já fazem ações
com esse objetivo, mas têm limitações para
atingir a população.
Padilha disse
também que essa campanha tem o mérito
de pensar no futuro, sem esquecer problemas graves do país.
Segundo o ministro, o Brasil é o país que mais
envelheceu nos últimos anos. Além disso, mais da
metade da população egá acima do peso, sendo
que 15°/ é obesa. Outro dado apresentado por ele é que
quase 3o% das crianças também são obesas,
além de 16% dos adolescentes que frequentam escolas. O
peso excessivo está relacionado a doenças cardiovasculares.
Ele acredita
que a ação é o pontapé imctal
para fazer as pessoas. refletirem e começarem a costruir
futuro diferente.
Sábado,
19.11.11
FOLHA.COM
ANS
quer plano de saúde específico para idosos
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) criará até o
final de 2012 um novo modelo de plano de saúde que vai
unir previdência privada e assistência médica,
a fim de possibilitar planos mais baratos na velhice --quando
os gastos com saúde sobem e a renda cai.
As informações são de reportagem de Cláudia
Collucci, publicada na Folha deste sábado (a íntegra
está disponível para assinantes do jornal e do
UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A proposta
foi apresentada nesta semana em um encontro ocorrido em Nova
York. Segundo
Leandro Reis, diretor da ANS, a ideia é que
a pessoa, ao longo da vida, pague um valor a mais e acumule parte
da mensalidade do plano de saúde em um fundo de capitalização.
Para tanto, os planos teriam que firmar parcerias com instituições
financeiras.
Há, porém, impasses a serem resolvidos. Um deles é a
renúncia fiscal. A Receita Federal teria de abrir mão
de taxar o fundo (hoje o resgate nos fundos é sujeito
a alíquotas que vão de 10% a 27,5%).
É preciso definir ainda se o valor acumulado pode ser
usado para custear despesas médicas em casos de desemprego
ou se pode ser resgatado pela família caso o usuário
morra antes de usá-lo.
AGÊNCIA
BRASIL
Laboratório brasileiro passa a integrar rede que monitora
resistência do HIV a medicamentos
O Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do Instituto
Oswado Cruz (Fiocruz) foi selecionado como centro de referência
nacional na Global HIV Drug Resistance Network da Organização
Mundial da Saúde (OMS).
De acordo
com a Fiocruz, com o credenciamento, o Brasil passa a ser o
primeiro país da América Latina a desenvolver
ações de monitoramento de variantes resistentes
do vírus HIV a medicamentos já existentes.
Ainda segundo
o instituto, o laboratório, enquanto centro
de referência da OMS, vai atuar no suporte da identificação
de casos de resistência primária do HIV, além
de oferecer treinamento e capacitação para equipes
das redes de laboratórios de outros países sul-americanos.
PORTAL TERRA
Estados
planejam intensificar combate à dengue no verão
Autoridades
de saúde nos Estados e municípios
estão planejando como enfrentar a dengue e acabar com
criadouros do mosquito transmissor no próximo verão,
período em que o número de casos da doença
aumenta. Algumas ações já têm início
neste sábado, data que marca o Dia Nacional de Combate à Dengue.
No Distrito
Federal, a partir deste sábado até o
dia 26, a Secretaria de Saúde vai promover mutirões
para retirada de lixo, entulho e limpeza de bueiros em regiões
próximas à capital federal. Na Rodoviária
do Plano Piloto, área central da capital, haverá distribuição
de panfletos com orientações sobre a doença.
Em Porto
Alegre, capital do Rio Grande do Sul, 30 técnicos
vão percorrer hoje diversas ruas da cidade para tirar
dúvidas da população a respeito da dengue.
No Ceará, um dos Estados que registram um grande número
de casos da doença este ano, serão distribuídas
100 máquinas portáteis para aplicação
de inseticida contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da
doença.
No Acre,
já começou em 13 bairros da capital Rio
Branco a coleta de garrafas, tampinhas, pneus e vasos, ambientes
propícios para o acúmulo de água parada
favorecendo a proliferação do mosquito.
O governo
da Bahia prevê repasse de verba extra para os
municípios aplicarem na melhoria da prevenção
e no controle da dengue. Para conseguir os recursos, as prefeituras
precisam apresentar termo de compromisso e plano de contingência.
A Secretaria
de Saúde de Goiás criou um comitê,
que vai se reunir semanalmente, para monitorar e controlar os
casos da doença no Estado. A decisão foi tomada
depois do registro de um caso de dengue tipo 4 na cidade de Aparecida
de Goiânia.
De janeiro
a setembro de 2011, foram notificados 721.546 casos de dengue
no Brasil,
diminuição de 24% na comparação
com o mesmo período do ano passado, segundo dados recentes
do Ministério da Saúde, divulgados em outubro.
Também foi constatada queda de 39,3% nos casos graves,
passando de 16.590 para 10.620, na comparação entre
os períodos 2011 e 2010. O número de mortes também
diminuiu: 468 mortos este ano, contra 629, em 2010.
Os Estados
do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Amazonas
e do Ceará responderam por mais de 54% das notificações.
AGÊNCIA
BRASIL
Brasil
deve testar tratamento inédito com células-tronco
em 2012
Pesquisadores
brasileiros devem testar em seres humanos um tratamento inédito com células-tronco. Portadores de distrofia
muscular de Duchenne vão receber, pela primeira vez no
país, células-tronco retiradas de outra pessoa.
Até hoje, o Brasil só tratava com células-tronco
do próprio paciente.
Segundo a
pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP)
Mayana Zatz, os primeiros testes com pacientes devem ocorrer
no final de 2012. Os voluntários para a pesquisa serão
jovens com a doença que atinge crianças do sexo
masculino e causa a degeneração dos músculos. “Alguns
meninos perdem a capacidade de andar muito cedo”, disse.
Mayana Zatz é diretora do Centro de Estudos do Genoma
Humano e do Instituto Nacional de Células-Tronco. É também
uma das maiores autoridades em pesquisas sobre o assunto no país.
A pesquisadora foi entrevistada do programa 3 a 1, na sede da
TV Brasil, na última quinta-feira (17).
Ela disse,
durante o programa, que o Brasil tem centros de pesquisa desenvolvendo
estudos de ponta sobre células-tronco. No
caso do tratamento dos pacientes com distrofia de muscular de
Duchenne, serão usadas células-tronco extraídas
da gordura.
Segundo Mayana
Zatz explicou que células-tronco de doadores
saudáveis serão tratadas e implantadas nos músculos
dos pacientes doentes. As células, por suas características
biológicas, se transformarão em tecido muscular
e regenerar músculos comprometidos pela doença. “As
células retiradas em uma lipoaspiração poderão
gerar músculo”, declarou.
A pesquisadora
declarou que esse procedimento já foi
testado em ratos e cães. Segundo ela, os animais foram
observados por até três anos e não apresentaram
nenhum efeito colateral. “Até agora, tivemos resultados
muito interessantes”, disse. “Nada de tumores”,
completou.
A possibilidade
do desenvolvimento de tumores em pacientes que passam por tratamento
com células-tronco é justamente
a maior preocupação dos pesquisadores. Na Alemanha,
uma criança que passou por esse tipo de tratamento teve
esse efeito colateral.
Por causa
do risco, Mayana Zatz disse que é preciso ter
muita cautela antes de qualquer teste em humanos. Ela acredita,
porém, que a técnica desenvolvida no Brasil está pronta
para entrar nessa fase. Para que isso aconteça, o projeto
de pesquisa sobre o tratamento para distrofia muscular terá de
passar pela avaliação de um comitê de ética
de pesquisadores. Para a pesquisadora, a aprovação
pode demorar um tempo, porém dará mais segurança
para o prosseguimento da pesquisa.
TRIBUNA DO NORTE
Ministério da Saúde
anuncia 100 novos leitos hospitalares
O Secretário Nacional de Atenção à Saúde,
Helvécio Magalhães, o Secretário de Estado
da Saúde Pública, Domício Arruda, e o deputado
federal Henrique Alves, visitaram no final da manhã de
ontem, o Hospital Regional Monsenhor Walfredo Gurgel. O objetivo
da visita foi anunciar uma parceria entre os entes federativos
para resolver os problemas da falta de leitos na unidade hospitalar.
Recentemente, por uma recomendação do Ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, foi realizado um diagnóstico
sobre a situação do Hospital Walfredo Gurgel.
Júnior Santos Helvécio Magalhães e o deputado
Henrique Alves, estiveram ontem no Hospital Walfredo Gurgel Helvécio
Magalhães e o deputado Henrique Alves, estiveram ontem
no Hospital Walfredo Gurgel
Diante disso,
Helvécio Magalhães anunciou que
a partir de janeiro de 2012, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel
estará na lista das unidades hospitalares que farão
parte do programa SOS Emergência, do Governo Federal. O
programa vai priorizar nessas unidades hospitalares condições
efetivas para a abertura de leitos de retaguarda, além
de uma melhor estrutura física e tecnológica. "Nos
cabe atender bem e com dignidade todos os usuários do
SUS e não faz bem para esse cidadão ficar nos corredores",
afirmou o Secretário Nacional.
De acordo
com o Secretário Nacional, será construído
um plano emergencial, baseado em dados coletados pelo Estado,
em parceria com a prefeitura de Natal, para dar o mais rápido
possível resolutividade ao problema. Ao todo, serão
financiados 100 leitos de retaguarda, tendo como prioridade ativar
os leitos que estão desativados, estimulando as cidades
de porte médio a ter uma estrutura para atender a população.
Também será duplicado o financiamento do Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do estado
do Rio Grande do Norte.
Para o Secretário de Estado da Saúde Pública,
Domício Arruda, essa é uma oportunidade para que
o Estado possa resolver os problemas crônicos existentes
há anos. "Estaremos iniciando uma ação
integrada onde o beneficiado será o usuário do
SUS, além disso, estaremos reforçando o atendimento
nos hospitais regionais, de acordo com o perfil de cada um".
CORREIO DO POVO
Cresce
número
de abandonados no Hospital Geral
O fato vem
se tornando cada vez mais comum no Hospital Geral do Estado
(HGE), conforme
denúncia feita pelo Departamento
de Serviço Social do maior hospital público do
Estado.
São pessoas levadas pelos familiares e que não
deixam qualquer contato, abandonando os pacientes à própria
sorte. Outro caso comum é de pessoas socorridas pelo Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e que a
família é procurada e nunca vai, sequer, visitar
a vítima.
"A maioria desses pacientes é idosa e que a família
não quer mais em casa, deixando no hospital sem fazer
qualquer visita. É uma situação muito triste,
já que muitos querem voltar ao lar quando recebem alta.
Mas infelizmente não podemos obrigar os parentes a levá-los.
Ainda fazemos uma convocação pelos meios de comunicação,
mas dificilmente temos repostas", afirmou a coordenadora
de Serviço Social do HGE, Tânia Teodósio.
O hospital
ainda consegue manter os pacientes por algum tempo internados,
mas devido à grande demanda da unidade de
saúde e a falta de leitos, logo é preciso que o
paciente deixe a unidade. Neste momento, a situação
fica ainda mais complicada. "Procuramos vagas em abrigos
públicos, mas dificilmente encontramos", lamentou
a coordenadora.
Tânia Teodósio ressalta que vem contando com a
solidariedade de um lar mantido por frei José, que funciona
no conjunto Village Campestre, no bairro do Tabuleiro do Martins. "É para
lá que mandamos esses pacientes. Os próprios funcionários
do HGE fazem campanhas para arrecadar donativos e ajudar na manutenção
do abrigo", contou.
Quando os
pacientes não resistem às intervenções
do tratamento e acabam falecendo são sepultados em cemitérios
públicos da periferia sem qualquer cerimônia. "É importante
denunciar essa situação para que se crie abrigos
para estas pessoas.ç Além disso, é importante
sensibilizar as pessoas para que não abandonem seus parentes
em um momento tão difícil", ressaltou Tânia
Teodósio.
PORTAL TERRA
Governo
abrirá mais consultórios de rua para usuários
de drogas
O ministro
da Saúde Alexandre Padilha disse neste sábado
em São Bernardo do Campo (SP), que o governo federal vem
estudando um conjunto de ações envolvendo vários
ministérios para lançar, em breve, um amplo plano
de enfrentamento ao crack e outras drogas. O projeto inclui o
serviço de consultórios móveis - também
chamados de consultórios de rua - especializados no primeiro
atendimento aos usuários de drogas.
"Uma das estratégias são os consultórios
nas ruas. Haverá profissionais de saúde em unidades
móveis que irão para as ruas, sobretudo onde tem
as cracolândias ou cenas de usos de drogas, para fazer
uma busca ativa nessas pessoas que são dependentes químicas,
oferecendo tratamentos para elas", disse o ministro em entrevista à imprensa
antes de discursar para trabalhadores e sindicalistas presentes
no 7º Congresso do Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC.
Segundo Padilha,
80 consultórios de rua já estão
atuando nos grandes centros do país, e a expectativa é que
o programa seja levado para outras cidades. "Os consultórios
nas ruas vão avaliar se a pessoa tem indicação
de internação, se ela tem risco de vida. Sou absolutamente
contra qualquer política de recolhimento compulsório.
Isso não é feito pelo pessoal de saúde,
mas por policiais que, as vezes, não estão preocupados
sobre em qual lugar essa pessoa vai ficar. Temos a política
de fazer uma busca ativa por dependentes. Em cada cidade, esse
modelo estará adaptado à sua realidade", disse.
O ministro
declarou ainda que os consultórios de rua
serão instalados em todas as cidades do ABC Paulista e
também na capital. "Na conversa que tivemos com o
prefeito Kassab e com as secretarias municipal e estadual de
saúde, acreditamos que houve interesse da prefeitura em
apoiar a melhoria da rede de saúde, sobretudo as ações
de sair em busca ativa, onde as pessoas estejam. O Ministério
da Saúde quer ajudar o município a ter mais médicos,
enfermeiros e profissionais nas ruas exatamente para que a primeira
abordagem seja feita por profissionais de saúde".
Segundo Padilha,
a presidente Dilma Rousseff tem exigido que esse novo plano
de
enfrentamento ao crack consista em uma ação
conjunta, envolvendo os ministérios da Justiça,
Educação e do Desenvolvimento Social, além
da Saúde. "Queremos um plano que não seja
só um anúncio de ações, mas medidas
acontecendo de imediato", disse o ministro sem detalhar
quando o plano será lançado.
Durante o
discurso, o ministro falou também da necessidade
dos estados "apertarem a fiscalização" sobre
a Lei Seca, proibindo que pessoas alcoolizadas dirijam. "Se
bebeu, não pode dirigir. Os estados que apertaram a fiscalização,
como é o caso do Rio de Janeiro, reduziram em quase 30%
os acidentes de carro e de moto", disse.
Ao final,
Padilha destacou a necessidade de discutir formas de financiar
a saúde no país e sugeriu que esse
debate seja feito junto com a reforma tributária.
SITE
MERCADO & EVENTOS
Para
Moraes, Turismo de Saúde é segmento a ser
desenvolvido no Brasil
Com o objetivo
de apresentar o segmento de Turismo de Saúde,
Luis Fernando Moraes, secretário de Turismo de Porto Alegre,
trouxe para o Congresso do Festuris dados desse setor no mundo.
Segundo ele, apesar de ser um tema novo, o turismo de saúde
já é relevante em diversos países e pode
vir a se tornar também para o Brasil. "É importante
o país trabalhar a busca de pacientes para o desenvolvimento
do setor, mas de uma forma profissional. É assim que estamos
trabalhando", disse.
De acordo
com Moraes, os principais players desse mercado são Índia,
que recebe 450 pacientes/ano; Cingapura, com 410 mil; e Tailândia
com cerca de 1,2 milhões de pacientes ao ano. O Brasil
recebe apenas 60 mil, concentrados nas cidades de São
Paulo e Rio de Janeiro. "O gasto médio do paciente
americano, por exemplo, chega a US$ 16 mil, sendo que somente
40% desse valor é voltado para saúde enquanto o
restante é gasto com hotel, alimentação,
transporte e muito outros. Esse é o nosso negócio
e este segmento tem muito a oferecer", declarou. Segundo
Moraes, a expectativa é que esse mercado gere em 2011
cerca de US$ 15 bilhões no mundo. E até 2017, a
estimativa é que atinja a marca de US$ 49 a US$ 79 bilhões.
Os motivos
que levam um paciente a tomar decisões na
escolha de um destino de saúde são: tratamento,
médicos e elementos subjetivos, como diversidade cultural
e turismo. "O Brasil tem hoje 17 hospitais acreditados pela
JCI - Joint Comission International - e esse volume deve ser
incrementado em pelo menos 50% com os investimentos que tem sido
feitos", anunciou. Considerando todos esses fatore, Moraes
acredita que este seja um segmento que deva ser construído
e trabalhado pelo Brasil. "Eu tinha a intenção
de apresentar o segmento e o extraordinário mercado que é possível
desenvolver no país", finalizou.
Sexta-feira, 18.11.11
JORNAL
A CRÍTICA
Programa
'Saúde
na Escola' vai beneficiar alunos no Amazonas
Em 2012,
a Prefeitura de Manaus quer dobrar o número
de estudantes alcançados pelas ações do
Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido pela Secretaria
Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com as secretarias
municipal e estadual de Educação (Semed e Seduc).
Hoje, as
ações do programa chegam a 31,2 mil estudantes
da rede pública e a meta da Semsa é fechar o próximo
ano com 63 mil alunos atendidos, informa o secretário
municipal de Saúde, Francisco Deodato.
A proposta
do PSE – criado em 2007 pelos Ministérios
da Saúde e da Educação, e lançado
em 2009 pela Prefeitura de Manaus – é oferecer atenção
integral de prevenção, promoção e
atenção à saúde de crianças,
adolescentes e jovens do ensino básico público.
Uma das estratégias para o alcance desses objetivos é promover
a articulação entre as escolas públicas
e as unidades básicas de saúde, principalmente,
aquelas que compõem a Estratégia Saúde da
Família.
De acordo
com a responsável pelo Setor de Saúde
da Criança e do Adolescente da Semsa, psicóloga
Amândia Lima, 40 mil adolescentes já utilizam a
Caderneta de Saúde do Adolescente, documento adotado pelo
Ministério da Saúde desde 2007, e a maior parte
delas foi expedida no âmbito das ações do
PSE.
“É um instrumento importante, que incentiva o autocuidado,
a prevenção de doenças e o acompanhamento
mais detalhado do desenvolvimento do adolescente pela equipe
de saúde”, observou.
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério fortalece ações de alimentação
e nutrição
Portaria 2.715 define diretrizes para que Política Nacional
seja reforçada nas ações e nos programas
do Ministério da Saúde. Pasta definiu liberação
de R$ 9 milhões para o setor
Para intensificar
as ações de atenção
nutricional nas redes de atenção à saúde
do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério
da Saúde determinou que seus órgãos e entidades
adequem planos, programas, projetos e atividades às diretrizes
da nova Política Nacional de Alimentação
e Nutrição (PNAN), publicada na portaria 2.715,
publicada nesta sexta-feira (18).
“A atualização dessa política envolveu
consultas a vários segmentos envolvidos com o tema, como
conselhos de saúde, trabalhadores e gestores de saúde
e de segurança alimentar e nutricional, especialistas
em políticas públicas de saúde, alimentação
e nutrição e representantes da sociedade organizada”,
observa a coordenadora de Alimentação e Nutrição
do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime.
Na prática, isso se traduz em mais apoio do Ministério
da Saúde para ações relacionadas a alimentação
e nutrição. “A Política Nacional de
Alimentação e Nutrição prevê,
por exemplo, o fortalecimento da vigilância alimentar e
nutricional que terá incentivo para a compra de equipamentos
antropométricos para que Unidades Básicas de Saúde
e pólos das Academias da Saúde possam monitorar
as condições de alimentação e de
nutrição das pessoas, melhorando, inclusive, nossas
ações de prevenção e de tratamento
de problemas nutricionais, como a obesidade”, explica Patrícia
Jaime.
As diretrizes
da PNAN também se aplicam à promoção
da alimentação saudável de forma intersetorial
e articulada com diferentes setores, como nas escolas de educação
infantil, fundamental e nível médio das redes públicas
e privadas.
As ações envolvem ainda capacitação
dos profissionais da atenção básica para
impulsionar a orientação alimentar como atividade
de rotina nos serviços de saúde, contemplando a
formação de hábitos alimentares saudáveis
desde a infância, com a introdução da alimentação
complementar em tempo oportuno e de qualidade, respeitando a
identidade cultural e alimentar das diversas regiões brasileiras.
“Esse esforço do Ministério da Saúde
em dispor de uma política bem articulada com a promoção
da segurança alimentar e nutricional visa contribuir para
a garantia do direito à alimentação e para
uma qualidade de vida cada vez melhor dos usuários do
SUS”, resume a coordenadora de Alimentação
e Nutrição do Ministério da Saúde.
REPASSES FINANCEIROS
Até o final deste ano, 178 municípios com mais
de 150 mil habitantes, além do Distrito Federal e dos
26 estados, receberão do Ministério da Saúde
quase R$ 9 milhões para implementar ações
previstas na Política Nacional de Alimentação
e Nutrição (PNAN). “Estes recursos deverão
ser aplicados, pelas secretarias estaduais e municipais de saúde,
em medidas relacionadas à atenção nutricional
no Sistema Único de Saúde, incluindo prevenção,
vigilância e cuidado integral aos usuários do SUS;
principalmente, por meio da atenção básica”,
explica o secretário de Atenção à Saúde,
Helvécio Magalhães.
O investimento
de R$ 9 milhões fortalecerá as
medidas de incentivo à alimentação saudável
para a prevenção e o enfrentamento à obesidade
e às doenças crônicas não transmissíveis,
com foco nas famílias beneficiárias do Programa
Bolsa Família. Os recursos – transferidos do Fundo
Nacional de Saúde para os fundos estaduais e municipais
de saúde – também são destinados à qualificação
dos profissionais de saúde da atenção básica,
especialmente aqueles que atuam nas equipes de Saúde da
Família e nos Núcleos de Apoio ao programa (NASFs).
Dos R$ 9
milhões, R$ 2,3 milhões serão
destinados aos Estados. O restante será repassado às
secretarias municipais de saúde. Os valores repassados
serão calculados de acordo com a população.
Municípios com mais de 150 mil e menos de 200 mil habitantes
receberão R$ 20 mil. O valor máximo, de R$ 100
mil, será transferido para municípios com mais
de 2,5 milhões de habitantes. Quanto aos estados, o valor
varia entre R$ 60 mil e R$ 120 mil, conforme o porte populacional.
O orçamento Alimentação e Nutrição
desse ano é R$ 41,5 milhões.
O
DIÁRIO.COM
MP
pede intervenção na Saúde de Paiçandu
O Ministério Público do Paraná (MP) protocolou
ontem novo pedido para interferência do Estado em Paiçandu,
em Ação Civil Pública para que o governo
assuma a responsabilidade das ações e serviços
de Saúde no município.
A Promotoria
de Justiça de Proteção à Saúde
Pública que atua na região argumenta a necessidade
de uma interferência urgente do Estado no município,
porque a prefeitura já foi acionada judicialmente em outras
ações, por causa de irregularidades encontradas
no sistema de atenção básica à Saúde.
Como a prefeitura
não adotou as providências sugeridas
para mudar a situação, cabe agora à Justiça
analisar o pedido apresentado pelo MP.
Na petição, a Promotoria relata que a vistoria
realizada pela Vigilância Sanitária em outubro revelou
diversas inconsistências nos estabelecimentos de Saúde.
Em dois dos sete postos de saúde inspecionados as irregularidades
são tão graves que, no dia nove deste mês,
as unidades foram interditadas.
Nesses locais
foram constatados problemas como a inexistência
de laudo técnico de teste bacteriológico ou dedetização,
infiltrações na estrutura do prédio, falta
de manutenção no abrigo de lixo e de local adequado
para o armazenamento do gás liquefeito de petróleo.
Além da situação verificada pela Vigilância
Sanitária, o MP sustenta que os postos não garantem
acessibilidade a toda população (como no caso de
idosos e portadores de necessidades especiais ou pessoas com
dificuldade de locomoção), que há falta
de organização na administração das
unidades de saúde e, principalmente, de higiene.
Como descreve
a Promotoria no pedido: "Os materiais são
acondicionados de forma inadequada, os sanitários encontram-se
sujos, com pias e torneiras enferrujadas. Em um dos estabelecimentos
de saúde, o banco para a espera de pacientes é improvisado, ‘construído’ com
tijolos sobrepostos e um pedaço de madeira. A parte externa
está tomada por mato e entulhos e os lençóis
são colocados para secar neste local. Após, as
roupas de cama são armazenadas em prateleiras abertas
ao lado de materiais de uso hospitalar."
A Promotora
de Justiça Stella Maris Sant´Anna Ferreira
Pinheiro, responsável pelo caso, destaca que "a realidade
do interior dos prédios também é alarmante.
Existem macas rasgadas, com pés enferrujados apoiados
em copos plásticos descartáveis, as balanças
e janelas estão enferrujadas. Existem, ainda, tomadas
soltas, com fios à mostra. Não fosse tudo isso
suficiente, o forro de madeira está podre, há diversos ‘remendos’ pelas
paredes, sem nova pintura e as cadeiras onde os pacientes são
atendidos são de madeira e estão com lascas soltas".
Stella conta
que em julho deste ano, o MP ajuizou Ação
Civil Pública, pedindo que a Justiça determinasse
providências a serem adotadas pela prefeitura para melhorar
o serviço prestado. No entanto, passados quatro meses,
verificou-se que nenhuma medida foi adotada, o que motivou a
Promotoria a protocolar o novo pedido liminar.
"A inoperância do município é evidente.
Os administradores municipais não conseguem solucionar
questões básicas e quem paga com isso é a
população", destaca.
Recursos
Para a Promotoria,
parte dos problemas estaria resolvida com o emprego adequado
dos recursos públicos federais e estaduais
destinados ao município. Ao consultar as fontes oficiais
(Portal da Transparência), a promotora de Justiça
verificou que Paiçandu recebeu R$ 13.990.644,37, do governo
Federal e R$ 3.335.735,55, do governo do Estado, recursos destinados,
em grande parte, ao custeio dos serviços de Saúde.
"Para onde foi este numerário?", questiona
Stella na petição. E conclui "(...) o erário
provavelmente está sendo malversado, pois a quantia enviada
pela União e pelo Estado é suficiente para administrar
a Saúde de Paiçandu, no entanto, o que se vê é este
quadro aterrorizante."
Valor
R$ 17,3 milhões foi o valor que o MP identificou como
destinado à Saúde do município.
O GLOBO.COM
Prevenção é a melhor estratégia
contra o câncer
A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer,
ligada à Organização Mundial de Saúde,
estimou que já em 2008 ocorreriam 12,4 milhões
de casos novos de câncer, com 7,6 milhões de óbitos
no mundo; principalmente pulmão, mama, cólon (parte
do intestino) e reto. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer
estimou para 2010 (números válidos também
para 2011) 489.270 casos novos de câncer, com destaque
para pele do tipo não melanoma, próstata, pulmão,
mama e colo do útero. Em entrevista durante o simpósio
Cancer Research in the Media, em Guadalajara, no México,
a oncologista Marcia Cruz-Correa, professora associada de Medicina
e Bioquímica da Universidade de Porto Rico e professora
visitante na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos,
explica que a prevenção ainda é a melhor
maneira de se proteger contra os tumores malignos.
O
Globo - O que tem mais peso? Fatores ambientes ou genéticos
no aparecimento de câncer?
MARCIA CRUZ-CORREA:
O aumento da expectativa de vida é o
principal fator de risco. Há algumas décadas, o
câncer tinha baixa prevalência em países da
América Latina e da Ásia porque as pessoas morriam
antes de doenças infecciosas e outros males. Com o desenvolvimento
de medicamentos, como as vacinas, essas populações
passaram a viver mais. À medida que a expectativa de vida
aumenta, as nossas células sofrem mais efeitos do ambiente,
de toxinas e outros agentes, e apresentam mutações.
Normalmente, as células do corpo são tão
boas que têm a capacidade de se corrigirem, mas aos poucos,
com o envelhecimento, perdem essa capacidade. Daí as recomendações
de fazer alimentação saudável, incluindo
vitaminas e minerais, e praticar atividade física regularmente.
O
Globo - Qual é a relação entre obesidade
e câncer?
MARCIA -
Estudos indicam que pessoas com sobrepeso e excesso de peso
têm risco aumentado de duas a seis vezes de desenvolverem
câncer, principalmente de cólon, mama, próstata
e estômago. Ainda não se sabe exatamente o motivo.
Uma das hipóteses é que o excesso de peso causa
inflamação crônica o que aumenta a chance
de as células se danificarem e sofrerem mutações.
Alguns pesquisadores também acreditam que a obesidade
modifica a flora bacteriana, levando a alterações
genéticas, interferindo na ação de hormônios
como insulina e fatores de crescimento.
O
Globo - Por que um mesmo tipo de câncer se comporta
de forma diferente?
MARCIA -
Cada pessoa tem seus próprios mecanismos de
defesa, que são diferentes, para lutar com o tumor. A
resposta imunológica a uma terapia pode ter relação
com os genes de cada indivíduo. Esta é uma das áreas
de estudo da farmacogenômica. Outro aspecto é o
ambiente. O sistema de defesa de um paciente com câncer
num ambiente inóspito tem mais dificuldade de enfrentar
a doença. O fator psicológico também pesa.
Pesquisas realizadas com roedores com o mesmo tipo de tumor e
características genéticas semelhantes mostraram
que os animais que foram colocados num ambiente de isolamento
sofreram mais estresse e apresentaram uma evolução
pior da doença. O estresse aumenta a ansiedade e libera
mais hormônios como cortisol que, por sua vez, aumenta
a inflamação. E isto, como já mencionei, é um
fator de risco para câncer.
O
Globo - Os tratamentos personalizados, como as vacinas terapêuticas
contra câncer, são promissores?
MARCIA -
O melhor é a prevenção. Um exemplo é a
vacina contra o papiloma vírus humano (HPV, na sigla em
inglês), já disponível (inclusive no Brasil)
e que protege contra o câncer de colo de útero e
pênis. A medicina personalizada contra o câncer tem
sido cada vez mais estudada. Antes se pensava que o câncer
era uma doença única, mas hoje se sabe que existem
centenas de tumores. Mesmo o tumor maligno de mama tem subtipos.
Assim os médicos podem tentar usar medicamentos que bloqueiam
mecanismos específicos da doença. Por exemplo,
no caso de câncer de mama não se indica um tratamento
com um anticorpo contra estrógeno se a paciente não
tem um tumor com receptor deste hormônio. Antes o tratamento
do câncer de mama era igual para todas as mulheres. Algumas
respondiam, outras não. Outro exemplo. No caso de câncer
de cólon, se o tumor tiver a mutação KRAS
o paciente não vai se beneficiar de um tratamento padrão
com anticorpo para bloquear a doença. Acredito que as
vacinas terapêuticas que estimulam o sistema imunológico
contra o câncer possam funcionar, mas ainda é preciso
fazer mais estudos, testar mais esses medicamentos. Quando o
paciente já tem câncer, isso indica que seu sistema
de defesa já está comprometido e foi incapaz de
reconhecer células malignas e atacá-las. Então
não se sabe com certeza se essas vacinas terapêuticas
podem realmente ajudar. O ideal seria indicar essas vacinas antes
de o câncer se manifestar. Por exemplo, pessoas com pólipos
no cólon podem apresentar um maior risco de câncer
nesse órgão. Porém o seu sistema imunológico
ainda funciona. Nesses casos, a vacina anticâncer poderia
ser mais eficaz, estimulando a defesa do corpo a reconhecer o
câncer muito precocemente, criando anticorpos contra o
tumor, antes mesmo que ele possa evoluir.
DIÁRIO
DO GRANDE ABC
São Bernardo e Mauá vão
receber mais verba do SUS
As prefeituras
de São Bernardo e Mauá, únicas
no Grande ABC que possuem unidades da Fundação
Casa, antiga Febem, deverão receber verba adicional do
Sistema Único de Saúde a partir de 2012. Desde
que as administrações apresentem plano de ação
municipal para a Saúde complementar do adolescente infrator à instituição
estadual. Os valores variam conforme o número de adolescentes
internados em cada cidade.
O incentivo
financeiro integra o Plano Operacional Estadual, recém-aprovado pelo Ministério da Saúde
e elaborado pela Fundação Casa em parceria com
a Secretaria de Estado da Saúde. Hoje, os serviços
municipais realizam os atendimentos clínicos dos adolescentes
em conflito com a lei, mas sem remuneração pelo
SUS.
Para Décio Perrone Ribeiro Filho, superintendente de
Saúde da Fundação Casa, o plano de ações
e serviços será elaborado de acordo com as características
locais. "Normalmente se investe na capacitação
dos profissionais que atuam na área", afirmou.
São Bernardo aguarda o recebimento de informações
solicitadas à Fundação Casa para que seja
elaborado o plano. Interesse confirmado ontem pela Secretaria
de Estado da Saúde. Com duas unidades no bairro Batistini
- cada uma com 56 vagas -, a cidade receberia pela tabela do
ministério, por prédio, R$ 51.120 - em parcelas
trimestrais do Fundo Municipal de Saúde.
Indagada
sobre o interesse em aderir ao Plano Operacional Estadual,
Mauá não respondeu ao pedido feito por dois dias
seguidos. O município possui 64 internos e unidade para
56 vagas, no bairro Sertãozinho.
A área da Saúde do adolescente do Ministério
da Saúde informou que, atualmente, sete Estados já têm
o plano habilitado, que beneficiam 26 municípios no País.
A liberação do recurso leva, em média, de
30 a 40 dias, após a avaliação positiva
da Fundação Casa e Estado.
CORREIO
DE UBERLÂNDIA
Uberlândia terá R$
545 mil para o combate a dengue
O Ministério da Saúde disponibilizou um recurso
de R$ 545,6 mil para Uberlândia dentro do Plano de Contingência à Dengue.
Para ter acesso ao valor, o município tem que enviar o
plano de qualificação das ações de
prevenção e controle da doença até 15
de dezembro. Além disso, precisa atender a uma série
de metas, como ter número adequado de agentes de controle,
manter visitas domiciliares e realização do Liraa
(Levantamento Rápido de Infestação por Aedes
Aegypti).
Segundo o
coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, José Humberto Arruda, essas ações já são
feitas e o plano está elaborado. O Ministério da
Saúde analisará os planos de contingência
e os termos de compromisso, emitindo parecer técnico e
propondo adequações se necessário. Segundo
Arruda, outro valor de R$ 193 mil do Governo Estadual foi repassado
neste ano para o controle da dengue.
Estes valores,
de acordo com o coordenador, serão usados
na intensificação dos trabalhos durante o período
chuvoso. Atualmente são desenvolvidas 15 ações
do tipo no município. “Intensificamos nossos trabalhos
de acordo o surgimento dos casos. Se há focos em determinado
local, agimos ali. Para a prevenção mantivemos
as ações durante todo o ano”, afirmou José Humberto.
Ele ainda conta que, nos próximos dias, a atuação
será na prevenção e conscientização.
Número
de casos tem queda de 66%
Durante uma
reunião realizada ontem, no auditório
Cícero Diniz, no Centro Administrativo, o Programa Municipal
de Controle da Dengue apontou que entre janeiro e agosto deste
ano foram confirmados 604 casos da doença em Uberlândia
contra 1.759 registrados em igual período do ano passado,
uma queda de 66%. No total, 1.881 pessoas foram diagnosticadas
com dengue.
Atualmente,
a cidade tem 479 agentes de controle da doença.
Os principais focos estão nos pratos de plantas (17%),
vasos de plantas (10%), latas e plantas aquáticas (19%)
e bebedouros de animais (6,4%). O índice de infestação
em Uberlândia em outubro foi 1,1%, pouco acima do preconizado
pela Organização Mundial da Saúde (OMS),
que é de 1%. Na zona rural, esse índice salta para
3%. “O índice é maior por conta do menor
número de residências e por ter mais possibilidades
de foco na natureza”, afirmou José Humberto Arruda.
SITE INFO MONEY
ANS
beneficiará operadoras de plano de saúde que
cumprirem a regulação
A ANS (Agência Nacional de Saúde) publicou nesta
sexta-feira (18) a Resolução Normativa nº 278,
que coloca em prática o Programa de Conformidade Regulatória,
que tem como objetivo incentivar que as operadoras de planos
de saúde se mantenham em dia com o cumprimento da regulação.
De acordo
com a ANS, espera-se que as operadoras de plano de saúde comecem a aderir mais ao cumprimento da regulação,
colaborando com o envio de informações econômico-financeiras,
pagando o ressarcimento ao SUS (Sistema Único de Saúde)
e às infrações aplicadas, entre outras obrigações,
sem abrir mão dos mecanismos de monitoramento, fiscalização
ou punição disponíveis.
Autonomia
Hoje, as
empresas com histórico de regularidade e transparência
estão sujeitas ao mesmo nível de exigência
que as operadoras irregulares. Com o programa, as operadoras
que estiverem cumprindo a resolução terão
mais autonomia na gestão dos recursos financeiros. Essas
empresas terão livre movimentação dos ativos
garantidores das provisões técnicas e do escalonamento
na necessidade de vinculação dos ativos garantidores
da provisão de eventos e sinistros a liquidar.
O benefício da gestão própria dos ativos
garantidores, por exemplo, permite à operadora gerir melhor
seus recursos financeiros. “Trata-se de uma evolução
da regulação econômico-financeira do setor,
com um tratamento diferenciado para aquelas operadoras que permaneçam
regulares com a ANS e com a manutenção da rigidez
com aquelas outras que não alcançam as condições
pré-determinadas”, explica o diretor adjunto de
Normas e Habilitação das Operadoras, Leandro Fonseca.
Para aderir
ao programa, as operadoras terão 90 dias
para fazer a solicitação de adesão, e a
ANS terá o prazo de 60 dias para checar se os critérios
de elegibilidade foram efetivamente atendidos. Em caso positivo,
as operadoras contempladas no programa poderão receber
os benefícios.
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
DA AIDS
Cai
número de ações judiciais contra planos
de saúde que se negam a cobrir tratamento para a aids
em São Paulo
O número de ações judiciais movidas contra
planos de saúde que se negam a cobrir tratamento para
a aids vem diminuindo ao longo dos anos no Estado de São
Paulo. Esta é uma das conclusões do estudo denominado “Judicialização
da assistência médica suplementar”, desenvolvido
pelo pesquisador da Faculdade de Medicina da USP e presidente
do Grupo Pela Vidda/SP, Mário Scheffer.
A pesquisa
analisou 782 decisões judiciais relacionadas à exclusão
de cobertura de planos de saúde julgadas em segunda instância
pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
(TJSP) em 2009 e 2010. O autor já havia realizado estudo
semelhante, em 2005, analisando as ações julgadas
entre1999 a 2004.
A aids, que
antes era a terceira doença mais excluída,
surgiu agora em apenas duas ações. “Isso
reforça a tese de que os planos excluem os tratamentos
caros. Hoje a aids tem tratamento garantido pelo SUS, os pacientes
adoecem e internam muito menos. Resta aos planos cobrir poucos
exames e consultas”, afirma Scheffer.
Tratamentos
para câncer são
os mais negados
A análise dos processos do ano passado e de 2009 revelou
que os procedimentos mais negados pelas operadoras foram a quimioterapia
e a radioterapia, ambos tratamentos de combate ao câncer. “O
que chega à Justiça é apenas a ponta do
problema. Antes, muitos já tentaram solução
junto ao plano de saúde, Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e Portal do Consumidor (Procon), mas não
conseguiram receber o atendimento do plano de saúde”,
declara o pesquisador.
AGENDA
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia
Médica
2011
De 23 a 25
de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.
Bourbon Cataratas
- Foz do Iguaçu - PR
(41) 3018-1790
http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/
silvana@confianceeventos.com.br
IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para
o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização
não-governamental, não-comercial, fundada para
difundir o método diagnóstico complementar por
termografia médica, aumentar a comunicação
e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área
com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos
de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada
por representantes de vários países e sociedades
de termologia médica.
Os princípios definidos no Consenso serão implementados
por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação
de cada país, levando em consideração as
diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.