21-11-11

 

Leia nesta edição:

- Saúde impulsiona indústria de diagnósticos

- Número de pessoas com HIV chega a 34 milhões no mundo, diz ONU

- Fiocruz vai dobrar fabricação anual de vacinas e quer chegar a 600 milhões

- Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no país

- Comissão quer obstetra de plantão em hospital

- Medicina sob medida

- O SUS que deu nova vida a seu Francisco Edneu

- Ônibus-hospital começa viagem pelo interior para levar prevenção ao câncer

- Publicidade e Saúde se unem

- ANS quer plano de saúde específico para idosos

- Laboratório brasileiro passa a integrar rede que monitora resistência do HIV a medicamentos

- Estados planejam intensificar combate à dengue no verão

- Brasil deve testar tratamento inédito com células-tronco em 2012

- Ministério da Saúde anuncia 100 novos leitos hospitalares

- Cresce número de abandonados no Hospital Geral

- Governo abrirá mais consultórios de rua para usuários de drogas

- Para Moraes, Turismo de Saúde é segmento a ser desenvolvido no Brasil

- Programa 'Saúde na Escola' vai beneficiar alunos no Amazonas

- Ministério fortalece ações de alimentação e nutrição

- MP pede intervenção na Saúde de Paiçandu

- Prevenção é a melhor estratégia contra o câncer

- São Bernardo e Mauá vão receber mais verba do SUS

- Uberlândia terá R$ 545 mil para o combate a dengue

- ANS beneficiará operadoras de plano de saúde que cumprirem a regulação

- Cai número de ações judiciais contra planos de saúde que se negam a cobrir tratamento para a aids em São Paulo

Segunda-feira, 21.11.11

DCI

Saúde impulsiona indústria de diagnósticos

O aumento do número de brasileiros que têm acesso a planos de saúde vem impulsionando o mercado de diagnóstico por imagem no País. De 36,8 milhões de beneficiários de planos privados de assistência médica em 2006, o Brasil passou em cinco anos para 45,5 milhões de contratantes desse tipo de serviço, um aumento de 23%. Em junho de 2011, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já computava 46,6 milhões de beneficiários, ou 24,4% da população.

De olho nessa mudança, a francesa Guerbet, multinacional farmacêutica especializada em contrastes para exames de raios-X e ressonância magnética, planeja dobrar sua capacidade produtiva no País até 2013. No segmento de equipamentos, os investimentos da Siemens devem chegar a US$ 50 milhões em 2011 para expandir seu negócio de cuidados com saúde. Outra gigante da área de equipamentos, a GE Healthcare, iniciou em 2009 um plano global de investimentos de US$ 6 bilhões que vai até 2015, incluindo mercados emergentes, e tem como objetivo ampliar acesso das populações a sistemas de diagnóstico de saúde.

Para dobrar a capacidade, a Guerbet deve investir R$ 5 milhões ao ano, seu capital próprio, até 2013, em novas máquinas para sua planta fluminense e no treinamento de pessoal. Um equipamento para o enchimento de frascos deve elevar de 10 mil para 20 mil frascos preenchidos por hora, e um de lavagem triplicará a capacidade para 9 mil frascos lavados nesse tempo. "Entre 2008 e 2012 vamos trocar todas as máquinas do nosso processo", diz Alexis Peyroles, diretor da filial nacional. De acordo com ele, por enquanto não há planos de uma nova fábrica no País. "Mas com todos esses investimentos e com a implantação do sistema Lean de gerenciamento da planta atual, é quase uma nova fábrica", afirma, referindo-se ao modelo fabril da Toyota implementado na unidade.

De uma produção de 4 milhões de frascos, a empresa pretende chegar a 8 milhões nos próximos dois anos. "O plano é usar a fábrica brasileira para produzir para a Ásia, para países como Coreia e Taiwan e para o sudeste asiático", revela. Hoje, a fábrica exporta apenas 10% de sua produção, principalmente para países da América Latina. O objetivo é chegar a 40% de produção para o mercado externo. No mercado interno, a empresa, líder no setor com 45% de participação no mercado, espera ampliar essa fatia para 50%, com novos produtos importados, como contrastes em soft bags e seringas preenchidas.

A produção brasileira representa hoje 25% do total do grupo, a expectativa é ampliar essa participação para até 35%. O faturamento da empresa em 2010 foi de R$ 100 milhões, um crescimento de 10% em relação a 2009. Para 2011, a expectativa de crescimento é de apenas 2%, devido a uma queda de preços. "Temos uma competição maior no mercado e nossos clientes passam por processos de fusão que aumenta seu poder de compra", afirma. Como novo competidor, Peyroles cita a GE Healthcare, que tem trazido contrastes importados para o mercado brasileiro.

O mercado nacional de contrastes cresce em média 10% ao ano, afirma o executivo. "Você tem um crescimento da classe média no Brasil, mais pessoas têm acesso a planos de saúde e, consequentemente, aos exames de diagnóstico por imagem."

Neste ano, a empresa completa 38 anos no Brasil e 20 de fabricação local, e pretende ampliar a realização de testes clínicos no País. De acordo com Peyroles, uma dificuldade para esse tipo de estudo por aqui é a demora de até oito meses para a autorização de realização. Mas a qualidade é uma vantagem competitiva. "O alto nível dos centros clínicos no Brasil vai possibilitar essa ampliação. A qualidade aqui é muito alta: você tem grupos de diagnóstico com mais de 100 máquinas de ressonância, isso não existe na Europa", diz.

Equipamentos

Para a Siemens, muitos dos clientes nos mercados emergentes estão enfrentando o mesmo desafio, ter de tratar um grande número de pacientes, muitas vezes sob circunstâncias difíceis e com orçamentos apertados. Assim, a companhia optou por uma estratégia de desenvolvimento de produtos robustos, mas de alta qualidade a um preço atraente. Desde 2001, a empresa fabrica no País - que é um dos 10 maiores mercados da Siemens no mundo - o sistema Multix B de raios-X que, segundo a companhia, estabeleceu um novo padrão de preços na categoria e cujas vendas chegaram a mais de 750 unidades. A multinacional estima que 30% de toda a produção de imagens digitais para diagnóstico no Brasil seja executada com equipamentos seus.

Neste ano, a Siemens Healthcare investiu US$ 50 milhões para expandir o negócio no País. Esse não será o último investimento no mercado da saúde em terras brasileiras. Como anunciado em julho pelo CEO da Siemens AG, Peter Loescher, a multinacional deverá investir mais de US$ 600 milhões em suas atividades no Brasil nos próximos cinco anos. Recentemente, a alemã entrou no mercado de equipamentos laboratoriais. Para a empresa, há diferenças e semelhanças nas soluções diagnósticas in vitro e in vivo, mas ambas são complementares. Para a Siemens, por exemplo, a modalidade de produção de imagens (in vivo), é um negócio de investimento industrial, em termos de ciclos de investimento e substituição. Isso contribui para uma maior volatilidade do que no negócio in vitro

Com uma fábrica de equipamentos de raios-X e mamógrafos no Brasil, a GE também aposta nos produtos mais básicos e acessíveis. Em breve a empresa afirma que começará a produzir também equipamentos de tomografia, ressonância e ultrassonografia. "O Brasil é foco de grande crescimento para a GE por isso tem sido muito valorizado", diz a diretora de Marketing, Débora Telésio.Por isso, a companhia estima ter um crescimento de cerca de 20% este ano. A aposta da empresa é um equipamento de ultrassom portátil, o que permite levar equipamento às áreas mais carentes.

PORTAL G1

Número de pessoas com HIV chega a 34 milhões no mundo, diz ONU

As Nações Unidas divulgaram nesta segunda-feira (21) que 34 milhões de pessoas no mundo conviviam com o vírus HIV até o fim do ano de 2010. O novo balanço de soropositivos foi divulgado pela Unaids, braço da organização que mantém estatísticas e iniciativas sobre a Aids. O número recorde de infectados se deve ao prolongamento cada vez maior da vida de pessoas contaminadas, graças aos avanços nas terapias contra doença.

No ano passado, foram 2,7 milhões de novas infecções pelo vírus HIV e 1,8 milhão de óbitos por conta de complicações ligadas à doença. Novos dados sobre infecções e mortes no Brasil serão divulgados no dia 1º de dezembro pelo Ministério da Saúde.

O número de mortes ligadas à Aids no mundo caiu 21% desde 2005. Novas infecções anuais pelo vírus HIV reduziram 21% desde 1997. Para Michael Sidibé, diretor executivo da Unaids, mesmo com a crise financeira mundial, o combate à doença não sofreu grandes consequências. Segundo a Unaids, o acesso a tratamento poupou 2,5 milhões de vidas desde 1995.

Na América Latina, os números da epidemia continuam estáveis segundo a Unaids, com uma média de 100 mil novos casos de infecção a cada ano desde 2001. As mulheres são um terço das pessoas infectadas até 2010.

Informações da Unaids e da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 47% de 14,2 milhões que teriam direito a tratamento realmente utilizam terapia antirretrovival. O acesso aumentou em 1,3 milhão de pessoas desde 2009. Esse universo de pessoas vive em uma lista de países considerados pela Unaids e pela OMS como de "baixa e média renda", com nações como o Brasil, a Argentina e o México.

As quedas nas infecções anuais e nas mortes aconteceram por causa da melhora no atendimento contra a doença em nações africanas como Etiópia, Nigéria, Zâmbia e Zimbábue. Já na África do Sul houve uma redução de um terço no número de pessoas que contraíram o vírus desde 1997 - o país é o líder no ranking de soropositivos, com 5,6 milhões de habitantes vivendo com o vírus atualmente.

No Caribe, as novas infecções também caíram cerca de 33% em comparação com os níveis de 2001. Os avanços principais ocorreram na Jamaica e na República Dominicana, locais onde a incidência da doença caiu em até 25%.

ESTADÃO.COM.BR

Fiocruz vai dobrar fabricação anual de vacinas e quer chegar a 600 milhões

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das principais instituições de pesquisa e produção de remédios do País, dobrará para 600 milhões de doses a capacidade anual de fabricação de vacina.

A instituição está negociando com o governo do Estado os termos de um acordo para cessão de um terreno de 550 mil metros quadrados para a instalação do Centro do Processamento Final de Vacinas do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos), que estará concluída em cinco anos.

O anúncio da ampliação da capacidade de produção vem no momento em que a Fiocruz se habilita para receber financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates para a produção e exportação de vacinas para países pobres. O Instituto Butantã também disputa a verba.

Uma missão da organização americana esteve na Fiocruz em outubro para avaliar as possibilidades de cooperação. "Há questões técnicas, sobre a vacina que será produzida e a escala de produção. Mas vamos dar um passo muito significativo", afirmou Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz. "Essa fábrica garante a manutenção do Programa Nacional de Imunização e possibilita a entrada no mercado global e em mercados regionais, dentro da Unasul (União das Nações Sul-Americanas)."

O projeto prevê uma fábrica integralmente automatizada. "O maquinário é todo involucrado. As pessoas não têm acesso ao equipamento. Significa que todo o produto que sai da fábrica já está certificado", afirmou. A planta também será flexível - vacinas que têm base comum podem ser produzidas concomitantemente. "A fábrica que nós temos já é bem moderna, mas está duas gerações aquém da que vamos construir", disse Gadelha. O projeto básico foi concluído e o terreno cedido ficará no Distrito Industrial de Santa Cruz, na zona oeste. O financiamento será do Ministério da Saúde.

Inovação. A Fiocruz também se prepara para tirar da prateleira dos laboratórios alguns dos seus mais importantes estudos. A pesquisa para a vacina tetravalente de dengue avança para nova fase e será testada em três capitais, em 2012. A fundação também licenciou a patente do bioinseticida BTI, que combate larvas dos mosquitos da dengue, malária e filariose. Técnicos da BR3, empresa abrigada na incubadora da USP, receberam as últimas instruções para a transferência de tecnologia no dia 31. "Estamos no nosso melhor momento", contou Gadelha.

O bioinseticida está pronto para ser produzido em larga escala. "A formulação é específica para o vetor e, dessa forma, não agride outras espécies", explica a engenheira química Elizabeth Gomes Sanches. A comercialização deve começar em dois anos.

Hoje a Fiocruz tem 1,4 mil projetos de pesquisa, alguns em parceria com laboratórios internacionais. Um deles é o medicamento para tuberculose que combina em um comprimido quatro drogas. A tecnologia será transferida pelo laboratório indiano Lupin. Também foi assinado recentemente acordo com a empresa alemã Boehringer Ingelheim, para transferência de tecnologia do medicamento pramipexol, usado no tratamento da doença de Parkinson.

Domingo 20.11.11

FOLHA DE S. PAULO

Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no país

Em 2010, 52% dos partos no Brasil foram cirúrgicos; em hospitais privados, taxa é de 82%, na rede pública, 37%. Dificuldade de achar leitos em hospitais e menor remuneração para parto normal explicam a tendência.

Marcos Michael

A professora universitária Verônica Toste, 30, e sua filha Luisa, em sua casa no Rio

Pela primeira vez, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais. Tabulações feitas pela Folha no DataSUS, sistema do Ministério da Saúde, mostram que o percentual de partos cesáreos chegou a 52% do total em 2010. Em 2009, eles já tinham se igualado aos normais.

A Organização Mundial da Saúde recomenda uma taxa em torno de 15%. A cirurgia, quando bem indicada, traz benefícios à gestante e ao recém-nascido, mas, quando feita indiscriminadamente, pode elevar os riscos para a mãe e para o feto.

Como o parto é marcado com antecedência, ele pode ocorrer antes do tempo adequado, levando o bebê a ter problemas associados à prematuridade.

"Esse é o grande perigo do aumento das cesáreas. Mesmo com todos os exames, a medicina não é uma ciência exata", diz o coordenador da Câmara Técnica de Parto Normal do CFM (Conselho Federal de Medicina), José Fernando Maia Vinagre.

No país, o grande número de cesarianas é puxado pelo setor privado, em que cerca de 80% dos partos são cirúrgicos desde 2004. Mas é no SUS que essa taxa está aumentando: passou de 24% para 37% na década passada.

EPIDEMIA

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, diz que o aumento é preocupante e que os atuais patamares de cesáreas são inaceitáveis, chegando a níveis "escandalosos" no setor privado. Ele classifica as altas taxas como uma epidemia. Segundo ele, está havendo uma contaminação do SUS pelo setor privado. "Entre 70% e 80% dos médicos estão nos dois sistemas e eles transportam práticas da rede particular para o SUS."

Outro motivo que ele aponta para o crescimento é a deterioração da formação médica na década passada. "Milhares de estudantes se formam sem ter feito parto normal", diz o secretário.

Magalhães cita fatores econômicos e culturais para a elevação das cesáreas. A maior inserção feminina no mercado de trabalho, por exemplo, tem levado mulheres a optar pela comodidade de marcar data e horário do parto até na rede pública.

José Fernando Maia Vinagre, do CFM, diz ainda que muitas pacientes do SUS podem estar se mirando no exemplo das classes mais altas ao escolher a cirurgia. "Na saúde suplementar, o natural passou a ser o parto cesáreo", afirma. Ele diz também que o número elevado de cesáreas no setor público pode estar relacionado a problemas no pré-natal. "Se o pré-natal for malfeito, o médico só vai detectar eventuais problemas na hora do parto e pode acabar optando pela cesárea."

Uma das apostas do governo para diminuir as cesarianas no SUS é a ampliação de centros de parto normal, unidades criadas só para esse fim. Hoje, são 25 no país. A meta é ter mais 250 até 2014.

REMUNERAÇÃO

Na saúde privada, há outros fatores que explicam o alto número de cesarianas. Um deles é a remuneração do obstetra e da equipe em partos normais pelos planos de saúde, considerada insuficiente pelos profissionais. "O trabalho de parto, especialmente do primeiro filho, pode durar até 12 horas. Já na cesárea, o médico escolhe o horário mais conveniente e, em uma hora e meia, já está liberado. Alguns planos até remuneram melhor o parto normal do que a cesárea, mas mesmo assim não compensa", diz Vinagre, do CFM.

Outro problema é a dificuldade de encontrar leitos em maternidades quando a gestante entra em trabalho de parto -fica mais fácil marcar a cirurgia com antecedência. Os custos, porém, costumam ser maiores, já que a recuperação da mãe é mais lenta e, nos casos em que o bebê nasce prematuro, são comuns as internações em UTI.

FOLHA DE S. PAULO

Comissão quer obstetra de plantão em hospital

Médico que acompanha a gestação seria chamado só na hora do parto, para evitar necessidade de espera

Para tentar reduzir o número de cesarianas na rede privada, entidades querem que os hospitais mantenham equipes especializadas de plantão para acompanhar as primeiras horas do trabalho de parto das gestantes. Com isso, o obstetra que fez o pré-natal poderia ser acionado só quando o nascimento estivesse se aproximando-a longa duração do processo é um dos motivos pelos quais muitos médicos optam pelas cirurgias.

Essa é uma das propostas da Comissão de Parto Normal, criada em 2009 pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) para estimular esse tipo de parto sempre que não houver indicação clínica para a cesárea.

"A cesariana é muito importante em alguns momentos, salva vidas, mas no Brasil tem sido feita de forma excessiva", diz a gerente de assistência à saúde da ANS, Karla Coelho.

Segundo ela, a agência já leva em consideração a evolução do número de cesáreas ao fazer a avaliação das operadoras de planos de saúde, mas isso não tem sido suficiente para diminuir as altas taxas na saúde suplementar.

MEDIDAS

Para isso, avalia, é necessário adotar uma série de ações conjuntas, que a agência busca estimular junto às operadoras. Além das equipes de plantão, por exemplo, Coelho defende a disseminação de salas de pré-parto, onde a gestante possa ficar durante o trabalho de parto, acompanhada por enfermeiros obstétricos.

Integrante do grupo técnico de obstetrícia do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), Jacqueline Torres diz que, em países como a Holanda, a maior participação desses profissionais melhorou a qualidade dos partos. "São profissionais treinados para acompanhar o trabalho de parto e, diferentemente dos médicos, têm uma formação mais de aguardar do que de intervir", afirma.

Outra medida em estudo é a adoção, pela rede privada, de iniciativas já vigentes no SUS, como o cartão da gestante e o partograma.

INFORMAÇÃO ABERTA

O cartão é um documento com informações sobre o histórico da gestação, inclusive com resultados de exames.

Na avaliação de José Fernando Maia Vinagre, do Conselho Federal de Medicina, isso daria mais tranquilidade à gestante para optar pelo parto normal: mesmo que o obstetra responsável pelo acompanhamento no pré-natal não esteja disponível no dia do parto, todas as informações importantes estariam acessíveis para o profissional que assumir o procedimento.

Hoje, muitos médicos mantêm essas informações em seus consultórios, sem repassá-las para a paciente. Já o partograma é um registro da evolução do trabalho de parto, com informações como o número e a frequência das contrações e o grau de dilatação.

Além de orientar o trabalho da equipe, o documento poderia permitir que as maternidades acompanhassem de forma mais fácil a conduta de suas equipes. Segundo Vinagre, o CFM estuda editar uma resolução obrigando os médicos a preencher esses documentos.

Para Coelho, da ANS, é importante que as operadoras de planos formem grupos de gestantes para abordar a questão do parto normal. "É preciso desmistificar a questão da dor."

O GLOBO

Medicina sob medida

Testes genéticos já determinam qual o tratamento e o remédio mais eficazes para cada caso

A medicina personalizada está se tornando realidade no mundo e no Brasil. Drogas biológicas - produzidas a partir de seres vivos - e fármacos que levam em conta o perfil genético de cada paciente revolucionam os tratamentos de vários tipos de câncer, de problemas cardíacos, de infecções e de doenças autoimunes, aquelas em que o organismo ataca a si próprio, como artrite ou psoríase. Com o melhor conhecimento da influência da genética na resposta aos fármacos, é possível colocar em prática o que médicos sempre preconizaram: cuidar de cada caso como único, o que melhora a eficácia do tratamento e reduz significativamente os efeitos colaterais.

A medicina personalizada ajuda a entender por que dois indivíduos com a mesma doença respondem de formas diferentes a uma mesma droga. Isso acontece, em parte, devido à constituição genética de cada um, além de outros fatores, como metabolismo e estilo de vida. São diferenças que determinam se um precisa de dose maior do que outro, ou reage a uma química melhor que o outro.

Nesse caminho evolui a farmacogenética ciência que investiga como os genes respondem às drogas , permitindo avanços no tratamento de tumores, da Aids e da trombose, entre outros males. Com melhor conhecimento da genética, pesquisadores buscam os biomarcadores proteínas ou mutações que indicam como será a interação com uma droga. Os pacientes são testados e, dependendo do resultado, o médico sabe qual o remédio mais eficiente e com menos efeitos adversos. Guilherme Suarez-Kurtz, do Instituto Nacional de Câncer e um dos fundadores da Rede Nacional de Farmacogenética (www.refargen.org.br), diz que inexiste uma droga que funcione da mesma forma para todos.

A herança genética influencia na resposta ao medicamento, assim como meio ambiente, peso e estado de saúde, entre outros fatores diz Kurtz, que organiza simpósio sobre farmacogenética em 2012 no Rio. Um exemplo são as drogas tiopurinas, receitadas contra leucemias. Alteração no gene TPMT indica que o paciente precisará de dose cerca de dez vezes menor que da população em geral. E isto é detectado em exame genético.

Biomarcador define a melhor terapia.

Quem sofre de alterações da coagulação do sangue e corre risco de trombose tem à disposição um tratamento preventivo customizado e com garantia maior de eficácia. Antes de o médico receitar a dose de varfarina (anticoagulante), é preciso saber que alguns pacientes precisam de 5mg e outros de 100mg por semana para alcançar o mesmo benefício, como explica Kurtz:

Estudos que fizemos em colaboração com o Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras mostraram que isso se deve, em parte, a mutações em dois genes, CYP2C9 e VKORC1. Laboratórios no Brasil já fazem testes para identificá-las.

Outros aliados na otimização e personificação de tratamentos são os fármacos biológicos. Eles são fabricados a partir de células vivas, em geral, proteínas (como anticorpos), moléculas grandes e muito mais complexas, diferentemente das sintéticas. Algumas dessas células têm biomarcadores, ou seja, são direcionadas a um grupo específico de pacientes. Outras drogas são feitas para a média da população, mas também têm uma eficácia direcionada, atingindo o alvo da doença e agredindo menos as células sadias. A maioria das drogas personalizadas é para tratar câncer. Há, porém, fármacos otimizados, indicados para doenças como artrite, psoríase e hepatite. No exame da célula tumoral, investigamos mutações e proteínas. Assim sabemos qual é a droga mais adequada em cada caso diz o oncologista Sergio Simon, do Hospital Israelita Albert Einstein.

VALOR ECONÔMICO

Fatia de gasto com idoso é maior em plano de autogestão

Com o aumento da expectativa de vida, o idoso representa uma parcela crescente dos gastos dos planos de saúde. Nas empresas de autogestão, essa fatia é ainda maior. A 12ª Pesquisa Nacional da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), a ser lançada hoje, faz um raio-x do segmento no Brasil.

O levantamento, referente ao ano de 2010, foi realizado com 48 das 140 operadoras de autogestão credenciadas à entidade. A amostra responde por mais de 3,2 milhões de vidas, 62,4% dos usuários do segmento no Brasil.

No sistema de autogestão, a própria empresa ou outra organização institui e administra, sem fins lucrativos, o programa de assistência à saúde dos beneficiários. O segmento registrou receita de R$ 8,4 bilhões em 2010, quando todo o setor de saúde suplementar faturou R$ 74,2 bilhões, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O levantamento mostra que o segmento de autogestão é o que possui maior proporção de idosos. Entre os beneficiários das operadoras consultadas, 22,3% tinham mais de 60 anos em 2010. No ano anterior, eram 20,8%. Em todo o sistema de saúde suplementar, o índice é de 11,2%.

Os gastos com a população de mais de 59 anos são quase sete vezes maiores do que as despesas com os jovens de 0 a 17 anos.

As despesas dos planos de autogestão somaram R$ 7,5 bilhões em 2010, de acordo com a presidente da Unidas, Denise Eloi, que é gerente na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi).

O impacto das despesas também cresceu no período. Enquanto no ano passado a relação entre as despesas administrativas e a receita total foi de 15,4%, em 2009 o índice foi de 12,4%. Esse indicador de eficiência administrativa tem aumentado, de acordo com Denise, porque, "para garantir o acesso em algumas regiões do país, operadoras têm investido na verticalização, com estrutura própria de serviços básicos de saúde".

As despesas hospitalares representam mais da metade dos gastos dos planos de autogestão e são as que mais crescem. Dessa fatia, 49,3% são recursos destinados à compra de materiais, órteses, próteses e medicamentos. "Há uma distorção do sistema, pois a maior parte dos recursos vai para insumos, em vez de melhorar a remuneração dos médicos", diz Denise.

Uma redução de 5% nos custos de insumos permitiria aumentar em pelo menos 30% os honorários médicos, segundo a executiva. No entanto, embora o gasto com materiais e medicamentos tenha caído em relação a 2009, quando significava 56,5% das despesas hospitalares, a parcela dos honorários médicos ficou praticamente estável, em torno de 12,5%.

JORNAL DE HOJE

O SUS que deu nova vida a seu Francisco Edneu

Foi como rejuvenescer. O comerciante Francisco Edneu Pinheiro, 51, já não tinha forças para o trabalho. Mas agora que sente um coração novo batendo no peito, seus sonhos recuperaram fôlego. As duas filhas já estão crescidas. O que ele quer é acompanhar as conquistas dos três netos. Não vê a hora de voltar a trabalhar. Ainda internado no Hospital de Messejana – foi transplantado no dia 29 de outubro –, às vezes, acorda com vontade de correr, abraçar as pessoas, comemorar a vida nova.

Seu Edneu é a prova entusiasmada de um Sistema Único de Saúde (SUS) que dá certo. Desde 1983, quando descobriu que tinha doença de Chagas, passou a ser acompanhado pelo Hospital de Messejana, que é especializado em doenças cardíacas e referência em transplante cardíaco. Morador do município de Milhã, ele e a família sabem o custo – não apenas financeiro – de se fazer tratamento longe de casa.

“Foram muitas idas e vindas. Muitos anos de luta. Até que o problema passou a ser miocardiopatia dilatada”, lamenta a mulher, a dona de casa Rosângela Lima Pinheiro, 45. Em julho do ano passado, seu Edneu sentiu-se muito mal. Forte cansaço, aperto no coração e febre o levaram a ser internado no Hospital de Messejana no dia 30 de agosto, quando recebeu a indicação de transplante e entrou na fila de espera.

A gravidade do caso obrigou o casal a se mudar para Fortaleza. “É difícil, porque além de ser desgastante, tem a questão financeira também. Por conta do transplante, a gente teve que morar aqui. Em julho descobriu que era caso confirmado de transplante e a gente não voltou mais”, lembra ela.

Foram dois meses de espera. De lá para cá, seu Edneu chegou a ser chamado sete vezes ao hospital, diante das possibilidades de ter doador, mas as tentativas eram sempre frustradas, pois muitas famílias não aceitam a doação de órgãos. “A gente nunca perdeu a esperança. Na hora certa, Deus ia providenciar”, conta Seu Edneu. No fim de outubro, a espera chegaria ao fim quando a família de um homem de 35 anos aceitou doar o coração.

Comemoração

No último dia 3 de novembro, o aniversário de 51 anos foi comemorado com alegria, ainda que estivesse na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Seu Edneu vem reagindo bem ao transplante. Agora, espera que os seis primeiros meses pós cirurgia passem para poder voltar para casa, em Milhã. “Claro que a gente enfrentou dificuldades. Mas, se não fosse o SUS, ele não estaria aí, novinho. Está mais novo do que eu”, brinca a dona Rosângela, seis anos mais nova.

Hospital de Messejana

O Hospital de Messejana é referência no transplante cardíaco de adultos e crianças, pioneiro no Nordeste em implante de Coração Artificial, dispositivo de assistência ventricular, e desde junho de 2011 tornou-se o primeiro hospital de Norte e Nordeste a realizar transplante pulmonar.

Nove pacientes estão na fila de espera por um transplante cardíaco. Só neste ano, o Hospital de Messejana já realizou 22 transplantes. Na fila para o transplante pulmonar, existem dois pacientes. De junho até hoje, o Hospital já realizou três transplantes de pulmão.

A CRÍTICA

Ônibus-hospital começa viagem pelo interior para levar prevenção ao câncer

Está desde ontem (19) em Camapuã o “Ônibus da Saúde”, que leva atendimento de prevenção ao câncer às mulheres do interior de Mato Grosso do Sul, por meio de parceria entre a Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de MS) e o Hospital do Câncer Doutor Alfredo Abrão.

O ônibus é equipado com instrumentos modernos e uma equipe médica de 12 profissionais e o objetivo do projeto é levar bem estar às comunidades afastadas, que não tiveram a chance de realizarem exames ou tratamentos na Capital.

O veículo tem 4,32 metros de altura e 14 metros de comprimento, dividido entre a sala de exames, ginecológicos, sala de mamografia, consultório médico e centro para pequenas cirurgias. Ele contará também com uma equipe de 12 profissionais, que participarão diretamente do atendimento, além de uma equipe com 70 pessoas cadastradas para dar suporte durante as viagens, em forma de rodízio.

PROPAGANDA E MARKETING

Publicidade e Saúde se unem

"O futuro promete. Eu quero chegar lá" é o mote da campanha lançada por entidades dos dois setores

"O futuro promete. Eu quero chegar lá". Esse é o mote da campanha "Vida saudável", criada voluntariamente pela NBS, que dá pontapé inicial para um movimento que visa estimular a população a ter hábitos saudáveis. O programa, encabeçado por entidades do mercado publicitário como Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade), APP (Associação dos Profissionais de Propaganda), Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda), ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) e apoiado por representantes da área da saúde, além do governo federal, tem como objetivo mobilizar as pessoas a prestarem mais atenção na própria saúde.

A ideia é incentivar o pensamento no futuro, aliando as boas perspectivas econômicas do Brasil com a necessidade de ter hábitos mais saudáveis. A campanha é composta por filmes, anúncios e spot, que seguem o conceito citado anteriormente. Em um deles, intitulado "TV de plasma", o protagonista explica a evolução dessa tecnologia, como ela se tornou acessível hoje e deve ser ainda mais no futuro. O outro comercial, "Passagem aérea", mostra que, no futuro, será tão barato viajar de avião que as pessoas poderão ir até a Bahia, por exemplo, só para tomar água-de-coco. A assinatura da ação é "O futuro promete. Quero comer bem, me exercitar, quero chegar bem lá". A ação ainda conta com apoio do site www.chegarbemla.com.br, onde será possível acessar dicas e videos de saúde de acordo com a idade do usuário.

O lançamento da campanha foi realizado nesta sexta-feira (18), em São Paulo, e contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de executivos e representantes das entidades envolvidas, Bradesco Saúde, Qualicorp, patrocinadoras da ação que terá a veiculação cedida pelos principais veículos de comunicação. Padilha destacou a importância de uma ação como essa para difundir ideias que podem realmente mudar hábitos. Ele ressalta que o governo e a àrea médica fazem ações com esse objetivo, mas tem limitações para atingir a população.

O ministro Padilha aproveitou a oportunidade para destacar a importância de uma ação como essa para difundir ideias que podem realmente mudar hábitos. Ele ressaltou que o governo e a e a médica já fazem ações com esse objetivo, mas têm limitações para atingir a população.

Padilha disse também que essa campanha tem o mérito de pensar no futuro, sem esquecer problemas graves do país. Segundo o ministro, o Brasil é o país que mais envelheceu nos últimos anos. Além disso, mais da metade da população egá acima do peso, sendo que 15°/ é obesa. Outro dado apresentado por ele é que quase 3o% das crianças também são obesas, além de 16% dos adolescentes que frequentam escolas. O peso excessivo está relacionado a doenças cardiovasculares.

Ele acredita que a ação é o pontapé imctal para fazer as pessoas. refletirem e começarem a costruir futuro diferente.

Sábado, 19.11.11

FOLHA.COM

ANS quer plano de saúde específico para idosos

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) criará até o final de 2012 um novo modelo de plano de saúde que vai unir previdência privada e assistência médica, a fim de possibilitar planos mais baratos na velhice --quando os gastos com saúde sobem e a renda cai.

As informações são de reportagem de Cláudia Collucci, publicada na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A proposta foi apresentada nesta semana em um encontro ocorrido em Nova York. Segundo Leandro Reis, diretor da ANS, a ideia é que a pessoa, ao longo da vida, pague um valor a mais e acumule parte da mensalidade do plano de saúde em um fundo de capitalização. Para tanto, os planos teriam que firmar parcerias com instituições financeiras.

Há, porém, impasses a serem resolvidos. Um deles é a renúncia fiscal. A Receita Federal teria de abrir mão de taxar o fundo (hoje o resgate nos fundos é sujeito a alíquotas que vão de 10% a 27,5%).

É preciso definir ainda se o valor acumulado pode ser usado para custear despesas médicas em casos de desemprego ou se pode ser resgatado pela família caso o usuário morra antes de usá-lo.

AGÊNCIA BRASIL

Laboratório brasileiro passa a integrar rede que monitora resistência do HIV a medicamentos

O Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do Instituto Oswado Cruz (Fiocruz) foi selecionado como centro de referência nacional na Global HIV Drug Resistance Network da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a Fiocruz, com o credenciamento, o Brasil passa a ser o primeiro país da América Latina a desenvolver ações de monitoramento de variantes resistentes do vírus HIV a medicamentos já existentes.

Ainda segundo o instituto, o laboratório, enquanto centro de referência da OMS, vai atuar no suporte da identificação de casos de resistência primária do HIV, além de oferecer treinamento e capacitação para equipes das redes de laboratórios de outros países sul-americanos.

PORTAL TERRA

Estados planejam intensificar combate à dengue no verão

Autoridades de saúde nos Estados e municípios estão planejando como enfrentar a dengue e acabar com criadouros do mosquito transmissor no próximo verão, período em que o número de casos da doença aumenta. Algumas ações já têm início neste sábado, data que marca o Dia Nacional de Combate à Dengue.

No Distrito Federal, a partir deste sábado até o dia 26, a Secretaria de Saúde vai promover mutirões para retirada de lixo, entulho e limpeza de bueiros em regiões próximas à capital federal. Na Rodoviária do Plano Piloto, área central da capital, haverá distribuição de panfletos com orientações sobre a doença.

Em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, 30 técnicos vão percorrer hoje diversas ruas da cidade para tirar dúvidas da população a respeito da dengue.

No Ceará, um dos Estados que registram um grande número de casos da doença este ano, serão distribuídas 100 máquinas portáteis para aplicação de inseticida contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

No Acre, já começou em 13 bairros da capital Rio Branco a coleta de garrafas, tampinhas, pneus e vasos, ambientes propícios para o acúmulo de água parada favorecendo a proliferação do mosquito.

O governo da Bahia prevê repasse de verba extra para os municípios aplicarem na melhoria da prevenção e no controle da dengue. Para conseguir os recursos, as prefeituras precisam apresentar termo de compromisso e plano de contingência.

A Secretaria de Saúde de Goiás criou um comitê, que vai se reunir semanalmente, para monitorar e controlar os casos da doença no Estado. A decisão foi tomada depois do registro de um caso de dengue tipo 4 na cidade de Aparecida de Goiânia.

De janeiro a setembro de 2011, foram notificados 721.546 casos de dengue no Brasil, diminuição de 24% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados recentes do Ministério da Saúde, divulgados em outubro.

Também foi constatada queda de 39,3% nos casos graves, passando de 16.590 para 10.620, na comparação entre os períodos 2011 e 2010. O número de mortes também diminuiu: 468 mortos este ano, contra 629, em 2010.

Os Estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Amazonas e do Ceará responderam por mais de 54% das notificações.

AGÊNCIA BRASIL

Brasil deve testar tratamento inédito com células-tronco em 2012

Pesquisadores brasileiros devem testar em seres humanos um tratamento inédito com células-tronco. Portadores de distrofia muscular de Duchenne vão receber, pela primeira vez no país, células-tronco retiradas de outra pessoa. Até hoje, o Brasil só tratava com células-tronco do próprio paciente.

Segundo a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Mayana Zatz, os primeiros testes com pacientes devem ocorrer no final de 2012. Os voluntários para a pesquisa serão jovens com a doença que atinge crianças do sexo masculino e causa a degeneração dos músculos. “Alguns meninos perdem a capacidade de andar muito cedo”, disse.

Mayana Zatz é diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células-Tronco. É também uma das maiores autoridades em pesquisas sobre o assunto no país. A pesquisadora foi entrevistada do programa 3 a 1, na sede da TV Brasil, na última quinta-feira (17).

Ela disse, durante o programa, que o Brasil tem centros de pesquisa desenvolvendo estudos de ponta sobre células-tronco. No caso do tratamento dos pacientes com distrofia de muscular de Duchenne, serão usadas células-tronco extraídas da gordura.

Segundo Mayana Zatz explicou que células-tronco de doadores saudáveis serão tratadas e implantadas nos músculos dos pacientes doentes. As células, por suas características biológicas, se transformarão em tecido muscular e regenerar músculos comprometidos pela doença. “As células retiradas em uma lipoaspiração poderão gerar músculo”, declarou.

A pesquisadora declarou que esse procedimento já foi testado em ratos e cães. Segundo ela, os animais foram observados por até três anos e não apresentaram nenhum efeito colateral. “Até agora, tivemos resultados muito interessantes”, disse. “Nada de tumores”, completou.

A possibilidade do desenvolvimento de tumores em pacientes que passam por tratamento com células-tronco é justamente a maior preocupação dos pesquisadores. Na Alemanha, uma criança que passou por esse tipo de tratamento teve esse efeito colateral.

Por causa do risco, Mayana Zatz disse que é preciso ter muita cautela antes de qualquer teste em humanos. Ela acredita, porém, que a técnica desenvolvida no Brasil está pronta para entrar nessa fase. Para que isso aconteça, o projeto de pesquisa sobre o tratamento para distrofia muscular terá de passar pela avaliação de um comitê de ética de pesquisadores. Para a pesquisadora, a aprovação pode demorar um tempo, porém dará mais segurança para o prosseguimento da pesquisa.

TRIBUNA DO NORTE

Ministério da Saúde anuncia 100 novos leitos hospitalares

O Secretário Nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, o Secretário de Estado da Saúde Pública, Domício Arruda, e o deputado federal Henrique Alves, visitaram no final da manhã de ontem, o Hospital Regional Monsenhor Walfredo Gurgel. O objetivo da visita foi anunciar uma parceria entre os entes federativos para resolver os problemas da falta de leitos na unidade hospitalar. Recentemente, por uma recomendação do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi realizado um diagnóstico sobre a situação do Hospital Walfredo Gurgel.

Júnior Santos Helvécio Magalhães e o deputado Henrique Alves, estiveram ontem no Hospital Walfredo Gurgel Helvécio Magalhães e o deputado Henrique Alves, estiveram ontem no Hospital Walfredo Gurgel

Diante disso, Helvécio Magalhães anunciou que a partir de janeiro de 2012, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel estará na lista das unidades hospitalares que farão parte do programa SOS Emergência, do Governo Federal. O programa vai priorizar nessas unidades hospitalares condições efetivas para a abertura de leitos de retaguarda, além de uma melhor estrutura física e tecnológica. "Nos cabe atender bem e com dignidade todos os usuários do SUS e não faz bem para esse cidadão ficar nos corredores", afirmou o Secretário Nacional.

De acordo com o Secretário Nacional, será construído um plano emergencial, baseado em dados coletados pelo Estado, em parceria com a prefeitura de Natal, para dar o mais rápido possível resolutividade ao problema. Ao todo, serão financiados 100 leitos de retaguarda, tendo como prioridade ativar os leitos que estão desativados, estimulando as cidades de porte médio a ter uma estrutura para atender a população. Também será duplicado o financiamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do estado do Rio Grande do Norte.

Para o Secretário de Estado da Saúde Pública, Domício Arruda, essa é uma oportunidade para que o Estado possa resolver os problemas crônicos existentes há anos. "Estaremos iniciando uma ação integrada onde o beneficiado será o usuário do SUS, além disso, estaremos reforçando o atendimento nos hospitais regionais, de acordo com o perfil de cada um".

CORREIO DO POVO

Cresce número de abandonados no Hospital Geral

O fato vem se tornando cada vez mais comum no Hospital Geral do Estado (HGE), conforme denúncia feita pelo Departamento de Serviço Social do maior hospital público do Estado.

São pessoas levadas pelos familiares e que não deixam qualquer contato, abandonando os pacientes à própria sorte. Outro caso comum é de pessoas socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e que a família é procurada e nunca vai, sequer, visitar a vítima.

"A maioria desses pacientes é idosa e que a família não quer mais em casa, deixando no hospital sem fazer qualquer visita. É uma situação muito triste, já que muitos querem voltar ao lar quando recebem alta. Mas infelizmente não podemos obrigar os parentes a levá-los. Ainda fazemos uma convocação pelos meios de comunicação, mas dificilmente temos repostas", afirmou a coordenadora de Serviço Social do HGE, Tânia Teodósio.

O hospital ainda consegue manter os pacientes por algum tempo internados, mas devido à grande demanda da unidade de saúde e a falta de leitos, logo é preciso que o paciente deixe a unidade. Neste momento, a situação fica ainda mais complicada. "Procuramos vagas em abrigos públicos, mas dificilmente encontramos", lamentou a coordenadora.

Tânia Teodósio ressalta que vem contando com a solidariedade de um lar mantido por frei José, que funciona no conjunto Village Campestre, no bairro do Tabuleiro do Martins. "É para lá que mandamos esses pacientes. Os próprios funcionários do HGE fazem campanhas para arrecadar donativos e ajudar na manutenção do abrigo", contou.

Quando os pacientes não resistem às intervenções do tratamento e acabam falecendo são sepultados em cemitérios públicos da periferia sem qualquer cerimônia. "É importante denunciar essa situação para que se crie abrigos para estas pessoas.ç Além disso, é importante sensibilizar as pessoas para que não abandonem seus parentes em um momento tão difícil", ressaltou Tânia Teodósio.

PORTAL TERRA

Governo abrirá mais consultórios de rua para usuários de drogas

O ministro da Saúde Alexandre Padilha disse neste sábado em São Bernardo do Campo (SP), que o governo federal vem estudando um conjunto de ações envolvendo vários ministérios para lançar, em breve, um amplo plano de enfrentamento ao crack e outras drogas. O projeto inclui o serviço de consultórios móveis - também chamados de consultórios de rua - especializados no primeiro atendimento aos usuários de drogas.

"Uma das estratégias são os consultórios nas ruas. Haverá profissionais de saúde em unidades móveis que irão para as ruas, sobretudo onde tem as cracolândias ou cenas de usos de drogas, para fazer uma busca ativa nessas pessoas que são dependentes químicas, oferecendo tratamentos para elas", disse o ministro em entrevista à imprensa antes de discursar para trabalhadores e sindicalistas presentes no 7º Congresso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo Padilha, 80 consultórios de rua já estão atuando nos grandes centros do país, e a expectativa é que o programa seja levado para outras cidades. "Os consultórios nas ruas vão avaliar se a pessoa tem indicação de internação, se ela tem risco de vida. Sou absolutamente contra qualquer política de recolhimento compulsório. Isso não é feito pelo pessoal de saúde, mas por policiais que, as vezes, não estão preocupados sobre em qual lugar essa pessoa vai ficar. Temos a política de fazer uma busca ativa por dependentes. Em cada cidade, esse modelo estará adaptado à sua realidade", disse.

O ministro declarou ainda que os consultórios de rua serão instalados em todas as cidades do ABC Paulista e também na capital. "Na conversa que tivemos com o prefeito Kassab e com as secretarias municipal e estadual de saúde, acreditamos que houve interesse da prefeitura em apoiar a melhoria da rede de saúde, sobretudo as ações de sair em busca ativa, onde as pessoas estejam. O Ministério da Saúde quer ajudar o município a ter mais médicos, enfermeiros e profissionais nas ruas exatamente para que a primeira abordagem seja feita por profissionais de saúde".

Segundo Padilha, a presidente Dilma Rousseff tem exigido que esse novo plano de enfrentamento ao crack consista em uma ação conjunta, envolvendo os ministérios da Justiça, Educação e do Desenvolvimento Social, além da Saúde. "Queremos um plano que não seja só um anúncio de ações, mas medidas acontecendo de imediato", disse o ministro sem detalhar quando o plano será lançado.

Durante o discurso, o ministro falou também da necessidade dos estados "apertarem a fiscalização" sobre a Lei Seca, proibindo que pessoas alcoolizadas dirijam. "Se bebeu, não pode dirigir. Os estados que apertaram a fiscalização, como é o caso do Rio de Janeiro, reduziram em quase 30% os acidentes de carro e de moto", disse.

Ao final, Padilha destacou a necessidade de discutir formas de financiar a saúde no país e sugeriu que esse debate seja feito junto com a reforma tributária.

SITE MERCADO & EVENTOS

Para Moraes, Turismo de Saúde é segmento a ser desenvolvido no Brasil

Com o objetivo de apresentar o segmento de Turismo de Saúde, Luis Fernando Moraes, secretário de Turismo de Porto Alegre, trouxe para o Congresso do Festuris dados desse setor no mundo. Segundo ele, apesar de ser um tema novo, o turismo de saúde já é relevante em diversos países e pode vir a se tornar também para o Brasil. "É importante o país trabalhar a busca de pacientes para o desenvolvimento do setor, mas de uma forma profissional. É assim que estamos trabalhando", disse.

De acordo com Moraes, os principais players desse mercado são Índia, que recebe 450 pacientes/ano; Cingapura, com 410 mil; e Tailândia com cerca de 1,2 milhões de pacientes ao ano. O Brasil recebe apenas 60 mil, concentrados nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. "O gasto médio do paciente americano, por exemplo, chega a US$ 16 mil, sendo que somente 40% desse valor é voltado para saúde enquanto o restante é gasto com hotel, alimentação, transporte e muito outros. Esse é o nosso negócio e este segmento tem muito a oferecer", declarou. Segundo Moraes, a expectativa é que esse mercado gere em 2011 cerca de US$ 15 bilhões no mundo. E até 2017, a estimativa é que atinja a marca de US$ 49 a US$ 79 bilhões.

Os motivos que levam um paciente a tomar decisões na escolha de um destino de saúde são: tratamento, médicos e elementos subjetivos, como diversidade cultural e turismo. "O Brasil tem hoje 17 hospitais acreditados pela JCI - Joint Comission International - e esse volume deve ser incrementado em pelo menos 50% com os investimentos que tem sido feitos", anunciou. Considerando todos esses fatore, Moraes acredita que este seja um segmento que deva ser construído e trabalhado pelo Brasil. "Eu tinha a intenção de apresentar o segmento e o extraordinário mercado que é possível desenvolver no país", finalizou.

Sexta-feira, 18.11.11

JORNAL A CRÍTICA

Programa 'Saúde na Escola' vai beneficiar alunos no Amazonas

Em 2012, a Prefeitura de Manaus quer dobrar o número de estudantes alcançados pelas ações do Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com as secretarias municipal e estadual de Educação (Semed e Seduc).

Hoje, as ações do programa chegam a 31,2 mil estudantes da rede pública e a meta da Semsa é fechar o próximo ano com 63 mil alunos atendidos, informa o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato.

A proposta do PSE – criado em 2007 pelos Ministérios da Saúde e da Educação, e lançado em 2009 pela Prefeitura de Manaus – é oferecer atenção integral de prevenção, promoção e atenção à saúde de crianças, adolescentes e jovens do ensino básico público.

Uma das estratégias para o alcance desses objetivos é promover a articulação entre as escolas públicas e as unidades básicas de saúde, principalmente, aquelas que compõem a Estratégia Saúde da Família.

De acordo com a responsável pelo Setor de Saúde da Criança e do Adolescente da Semsa, psicóloga Amândia Lima, 40 mil adolescentes já utilizam a Caderneta de Saúde do Adolescente, documento adotado pelo Ministério da Saúde desde 2007, e a maior parte delas foi expedida no âmbito das ações do PSE.

“É um instrumento importante, que incentiva o autocuidado, a prevenção de doenças e o acompanhamento mais detalhado do desenvolvimento do adolescente pela equipe de saúde”, observou.

PORTAL DA SAÚDE

Ministério fortalece ações de alimentação e nutrição

Portaria 2.715 define diretrizes para que Política Nacional seja reforçada nas ações e nos programas do Ministério da Saúde. Pasta definiu liberação de R$ 9 milhões para o setor

Para intensificar as ações de atenção nutricional nas redes de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde determinou que seus órgãos e entidades adequem planos, programas, projetos e atividades às diretrizes da nova Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), publicada na portaria 2.715, publicada nesta sexta-feira (18).

“A atualização dessa política envolveu consultas a vários segmentos envolvidos com o tema, como conselhos de saúde, trabalhadores e gestores de saúde e de segurança alimentar e nutricional, especialistas em políticas públicas de saúde, alimentação e nutrição e representantes da sociedade organizada”, observa a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime.

Na prática, isso se traduz em mais apoio do Ministério da Saúde para ações relacionadas a alimentação e nutrição. “A Política Nacional de Alimentação e Nutrição prevê, por exemplo, o fortalecimento da vigilância alimentar e nutricional que terá incentivo para a compra de equipamentos antropométricos para que Unidades Básicas de Saúde e pólos das Academias da Saúde possam monitorar as condições de alimentação e de nutrição das pessoas, melhorando, inclusive, nossas ações de prevenção e de tratamento de problemas nutricionais, como a obesidade”, explica Patrícia Jaime.

As diretrizes da PNAN também se aplicam à promoção da alimentação saudável de forma intersetorial e articulada com diferentes setores, como nas escolas de educação infantil, fundamental e nível médio das redes públicas e privadas.

As ações envolvem ainda capacitação dos profissionais da atenção básica para impulsionar a orientação alimentar como atividade de rotina nos serviços de saúde, contemplando a formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, com a introdução da alimentação complementar em tempo oportuno e de qualidade, respeitando a identidade cultural e alimentar das diversas regiões brasileiras.

“Esse esforço do Ministério da Saúde em dispor de uma política bem articulada com a promoção da segurança alimentar e nutricional visa contribuir para a garantia do direito à alimentação e para uma qualidade de vida cada vez melhor dos usuários do SUS”, resume a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

REPASSES FINANCEIROS

Até o final deste ano, 178 municípios com mais de 150 mil habitantes, além do Distrito Federal e dos 26 estados, receberão do Ministério da Saúde quase R$ 9 milhões para implementar ações previstas na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). “Estes recursos deverão ser aplicados, pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, em medidas relacionadas à atenção nutricional no Sistema Único de Saúde, incluindo prevenção, vigilância e cuidado integral aos usuários do SUS; principalmente, por meio da atenção básica”, explica o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.

O investimento de R$ 9 milhões fortalecerá as medidas de incentivo à alimentação saudável para a prevenção e o enfrentamento à obesidade e às doenças crônicas não transmissíveis, com foco nas famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. Os recursos – transferidos do Fundo Nacional de Saúde para os fundos estaduais e municipais de saúde – também são destinados à qualificação dos profissionais de saúde da atenção básica, especialmente aqueles que atuam nas equipes de Saúde da Família e nos Núcleos de Apoio ao programa (NASFs).

Dos R$ 9 milhões, R$ 2,3 milhões serão destinados aos Estados. O restante será repassado às secretarias municipais de saúde. Os valores repassados serão calculados de acordo com a população. Municípios com mais de 150 mil e menos de 200 mil habitantes receberão R$ 20 mil. O valor máximo, de R$ 100 mil, será transferido para municípios com mais de 2,5 milhões de habitantes. Quanto aos estados, o valor varia entre R$ 60 mil e R$ 120 mil, conforme o porte populacional. O orçamento Alimentação e Nutrição desse ano é R$ 41,5 milhões.

O DIÁRIO.COM

MP pede intervenção na Saúde de Paiçandu

O Ministério Público do Paraná (MP) protocolou ontem novo pedido para interferência do Estado em Paiçandu, em Ação Civil Pública para que o governo assuma a responsabilidade das ações e serviços de Saúde no município.

A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública que atua na região argumenta a necessidade de uma interferência urgente do Estado no município, porque a prefeitura já foi acionada judicialmente em outras ações, por causa de irregularidades encontradas no sistema de atenção básica à Saúde.

Como a prefeitura não adotou as providências sugeridas para mudar a situação, cabe agora à Justiça analisar o pedido apresentado pelo MP.

Na petição, a Promotoria relata que a vistoria realizada pela Vigilância Sanitária em outubro revelou diversas inconsistências nos estabelecimentos de Saúde. Em dois dos sete postos de saúde inspecionados as irregularidades são tão graves que, no dia nove deste mês, as unidades foram interditadas.

Nesses locais foram constatados problemas como a inexistência de laudo técnico de teste bacteriológico ou dedetização, infiltrações na estrutura do prédio, falta de manutenção no abrigo de lixo e de local adequado para o armazenamento do gás liquefeito de petróleo.

Além da situação verificada pela Vigilância Sanitária, o MP sustenta que os postos não garantem acessibilidade a toda população (como no caso de idosos e portadores de necessidades especiais ou pessoas com dificuldade de locomoção), que há falta de organização na administração das unidades de saúde e, principalmente, de higiene.

Como descreve a Promotoria no pedido: "Os materiais são acondicionados de forma inadequada, os sanitários encontram-se sujos, com pias e torneiras enferrujadas. Em um dos estabelecimentos de saúde, o banco para a espera de pacientes é improvisado, ‘construído’ com tijolos sobrepostos e um pedaço de madeira. A parte externa está tomada por mato e entulhos e os lençóis são colocados para secar neste local. Após, as roupas de cama são armazenadas em prateleiras abertas ao lado de materiais de uso hospitalar."

A Promotora de Justiça Stella Maris Sant´Anna Ferreira Pinheiro, responsável pelo caso, destaca que "a realidade do interior dos prédios também é alarmante. Existem macas rasgadas, com pés enferrujados apoiados em copos plásticos descartáveis, as balanças e janelas estão enferrujadas. Existem, ainda, tomadas soltas, com fios à mostra. Não fosse tudo isso suficiente, o forro de madeira está podre, há diversos ‘remendos’ pelas paredes, sem nova pintura e as cadeiras onde os pacientes são atendidos são de madeira e estão com lascas soltas".

Stella conta que em julho deste ano, o MP ajuizou Ação Civil Pública, pedindo que a Justiça determinasse providências a serem adotadas pela prefeitura para melhorar o serviço prestado. No entanto, passados quatro meses, verificou-se que nenhuma medida foi adotada, o que motivou a Promotoria a protocolar o novo pedido liminar.

"A inoperância do município é evidente. Os administradores municipais não conseguem solucionar questões básicas e quem paga com isso é a população", destaca.

Recursos

Para a Promotoria, parte dos problemas estaria resolvida com o emprego adequado dos recursos públicos federais e estaduais destinados ao município. Ao consultar as fontes oficiais (Portal da Transparência), a promotora de Justiça verificou que Paiçandu recebeu R$ 13.990.644,37, do governo Federal e R$ 3.335.735,55, do governo do Estado, recursos destinados, em grande parte, ao custeio dos serviços de Saúde.

"Para onde foi este numerário?", questiona Stella na petição. E conclui "(...) o erário provavelmente está sendo malversado, pois a quantia enviada pela União e pelo Estado é suficiente para administrar a Saúde de Paiçandu, no entanto, o que se vê é este quadro aterrorizante."

Valor

R$ 17,3 milhões foi o valor que o MP identificou como destinado à Saúde do município.

O GLOBO.COM

Prevenção é a melhor estratégia contra o câncer

A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, ligada à Organização Mundial de Saúde, estimou que já em 2008 ocorreriam 12,4 milhões de casos novos de câncer, com 7,6 milhões de óbitos no mundo; principalmente pulmão, mama, cólon (parte do intestino) e reto. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer estimou para 2010 (números válidos também para 2011) 489.270 casos novos de câncer, com destaque para pele do tipo não melanoma, próstata, pulmão, mama e colo do útero. Em entrevista durante o simpósio Cancer Research in the Media, em Guadalajara, no México, a oncologista Marcia Cruz-Correa, professora associada de Medicina e Bioquímica da Universidade de Porto Rico e professora visitante na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, explica que a prevenção ainda é a melhor maneira de se proteger contra os tumores malignos.

O Globo - O que tem mais peso? Fatores ambientes ou genéticos no aparecimento de câncer?

MARCIA CRUZ-CORREA: O aumento da expectativa de vida é o principal fator de risco. Há algumas décadas, o câncer tinha baixa prevalência em países da América Latina e da Ásia porque as pessoas morriam antes de doenças infecciosas e outros males. Com o desenvolvimento de medicamentos, como as vacinas, essas populações passaram a viver mais. À medida que a expectativa de vida aumenta, as nossas células sofrem mais efeitos do ambiente, de toxinas e outros agentes, e apresentam mutações. Normalmente, as células do corpo são tão boas que têm a capacidade de se corrigirem, mas aos poucos, com o envelhecimento, perdem essa capacidade. Daí as recomendações de fazer alimentação saudável, incluindo vitaminas e minerais, e praticar atividade física regularmente.

O Globo - Qual é a relação entre obesidade e câncer?

MARCIA - Estudos indicam que pessoas com sobrepeso e excesso de peso têm risco aumentado de duas a seis vezes de desenvolverem câncer, principalmente de cólon, mama, próstata e estômago. Ainda não se sabe exatamente o motivo. Uma das hipóteses é que o excesso de peso causa inflamação crônica o que aumenta a chance de as células se danificarem e sofrerem mutações. Alguns pesquisadores também acreditam que a obesidade modifica a flora bacteriana, levando a alterações genéticas, interferindo na ação de hormônios como insulina e fatores de crescimento.

O Globo - Por que um mesmo tipo de câncer se comporta de forma diferente?

MARCIA - Cada pessoa tem seus próprios mecanismos de defesa, que são diferentes, para lutar com o tumor. A resposta imunológica a uma terapia pode ter relação com os genes de cada indivíduo. Esta é uma das áreas de estudo da farmacogenômica. Outro aspecto é o ambiente. O sistema de defesa de um paciente com câncer num ambiente inóspito tem mais dificuldade de enfrentar a doença. O fator psicológico também pesa. Pesquisas realizadas com roedores com o mesmo tipo de tumor e características genéticas semelhantes mostraram que os animais que foram colocados num ambiente de isolamento sofreram mais estresse e apresentaram uma evolução pior da doença. O estresse aumenta a ansiedade e libera mais hormônios como cortisol que, por sua vez, aumenta a inflamação. E isto, como já mencionei, é um fator de risco para câncer.

O Globo - Os tratamentos personalizados, como as vacinas terapêuticas contra câncer, são promissores?

MARCIA - O melhor é a prevenção. Um exemplo é a vacina contra o papiloma vírus humano (HPV, na sigla em inglês), já disponível (inclusive no Brasil) e que protege contra o câncer de colo de útero e pênis. A medicina personalizada contra o câncer tem sido cada vez mais estudada. Antes se pensava que o câncer era uma doença única, mas hoje se sabe que existem centenas de tumores. Mesmo o tumor maligno de mama tem subtipos. Assim os médicos podem tentar usar medicamentos que bloqueiam mecanismos específicos da doença. Por exemplo, no caso de câncer de mama não se indica um tratamento com um anticorpo contra estrógeno se a paciente não tem um tumor com receptor deste hormônio. Antes o tratamento do câncer de mama era igual para todas as mulheres. Algumas respondiam, outras não. Outro exemplo. No caso de câncer de cólon, se o tumor tiver a mutação KRAS o paciente não vai se beneficiar de um tratamento padrão com anticorpo para bloquear a doença. Acredito que as vacinas terapêuticas que estimulam o sistema imunológico contra o câncer possam funcionar, mas ainda é preciso fazer mais estudos, testar mais esses medicamentos. Quando o paciente já tem câncer, isso indica que seu sistema de defesa já está comprometido e foi incapaz de reconhecer células malignas e atacá-las. Então não se sabe com certeza se essas vacinas terapêuticas podem realmente ajudar. O ideal seria indicar essas vacinas antes de o câncer se manifestar. Por exemplo, pessoas com pólipos no cólon podem apresentar um maior risco de câncer nesse órgão. Porém o seu sistema imunológico ainda funciona. Nesses casos, a vacina anticâncer poderia ser mais eficaz, estimulando a defesa do corpo a reconhecer o câncer muito precocemente, criando anticorpos contra o tumor, antes mesmo que ele possa evoluir.

DIÁRIO DO GRANDE ABC

São Bernardo e Mauá vão receber mais verba do SUS

As prefeituras de São Bernardo e Mauá, únicas no Grande ABC que possuem unidades da Fundação Casa, antiga Febem, deverão receber verba adicional do Sistema Único de Saúde a partir de 2012. Desde que as administrações apresentem plano de ação municipal para a Saúde complementar do adolescente infrator à instituição estadual. Os valores variam conforme o número de adolescentes internados em cada cidade.

O incentivo financeiro integra o Plano Operacional Estadual, recém-aprovado pelo Ministério da Saúde e elaborado pela Fundação Casa em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde. Hoje, os serviços municipais realizam os atendimentos clínicos dos adolescentes em conflito com a lei, mas sem remuneração pelo SUS.

Para Décio Perrone Ribeiro Filho, superintendente de Saúde da Fundação Casa, o plano de ações e serviços será elaborado de acordo com as características locais. "Normalmente se investe na capacitação dos profissionais que atuam na área", afirmou.

São Bernardo aguarda o recebimento de informações solicitadas à Fundação Casa para que seja elaborado o plano. Interesse confirmado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde. Com duas unidades no bairro Batistini - cada uma com 56 vagas -, a cidade receberia pela tabela do ministério, por prédio, R$ 51.120 - em parcelas trimestrais do Fundo Municipal de Saúde.

Indagada sobre o interesse em aderir ao Plano Operacional Estadual, Mauá não respondeu ao pedido feito por dois dias seguidos. O município possui 64 internos e unidade para 56 vagas, no bairro Sertãozinho.

A área da Saúde do adolescente do Ministério da Saúde informou que, atualmente, sete Estados já têm o plano habilitado, que beneficiam 26 municípios no País. A liberação do recurso leva, em média, de 30 a 40 dias, após a avaliação positiva da Fundação Casa e Estado.

CORREIO DE UBERLÂNDIA

Uberlândia terá R$ 545 mil para o combate a dengue

O Ministério da Saúde disponibilizou um recurso de R$ 545,6 mil para Uberlândia dentro do Plano de Contingência à Dengue. Para ter acesso ao valor, o município tem que enviar o plano de qualificação das ações de prevenção e controle da doença até 15 de dezembro. Além disso, precisa atender a uma série de metas, como ter número adequado de agentes de controle, manter visitas domiciliares e realização do Liraa (Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti).

Segundo o coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, José Humberto Arruda, essas ações já são feitas e o plano está elaborado. O Ministério da Saúde analisará os planos de contingência e os termos de compromisso, emitindo parecer técnico e propondo adequações se necessário. Segundo Arruda, outro valor de R$ 193 mil do Governo Estadual foi repassado neste ano para o controle da dengue.

Estes valores, de acordo com o coordenador, serão usados na intensificação dos trabalhos durante o período chuvoso. Atualmente são desenvolvidas 15 ações do tipo no município. “Intensificamos nossos trabalhos de acordo o surgimento dos casos. Se há focos em determinado local, agimos ali. Para a prevenção mantivemos as ações durante todo o ano”, afirmou José Humberto. Ele ainda conta que, nos próximos dias, a atuação será na prevenção e conscientização.

Número de casos tem queda de 66%

Durante uma reunião realizada ontem, no auditório Cícero Diniz, no Centro Administrativo, o Programa Municipal de Controle da Dengue apontou que entre janeiro e agosto deste ano foram confirmados 604 casos da doença em Uberlândia contra 1.759 registrados em igual período do ano passado, uma queda de 66%. No total, 1.881 pessoas foram diagnosticadas com dengue.

Atualmente, a cidade tem 479 agentes de controle da doença. Os principais focos estão nos pratos de plantas (17%), vasos de plantas (10%), latas e plantas aquáticas (19%) e bebedouros de animais (6,4%). O índice de infestação em Uberlândia em outubro foi 1,1%, pouco acima do preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1%. Na zona rural, esse índice salta para 3%. “O índice é maior por conta do menor número de residências e por ter mais possibilidades de foco na natureza”, afirmou José Humberto Arruda.

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ANS beneficiará operadoras de plano de saúde que cumprirem a regulação

A ANS (Agência Nacional de Saúde) publicou nesta sexta-feira (18) a Resolução Normativa nº 278, que coloca em prática o Programa de Conformidade Regulatória, que tem como objetivo incentivar que as operadoras de planos de saúde se mantenham em dia com o cumprimento da regulação.

De acordo com a ANS, espera-se que as operadoras de plano de saúde comecem a aderir mais ao cumprimento da regulação, colaborando com o envio de informações econômico-financeiras, pagando o ressarcimento ao SUS (Sistema Único de Saúde) e às infrações aplicadas, entre outras obrigações, sem abrir mão dos mecanismos de monitoramento, fiscalização ou punição disponíveis.

Autonomia

Hoje, as empresas com histórico de regularidade e transparência estão sujeitas ao mesmo nível de exigência que as operadoras irregulares. Com o programa, as operadoras que estiverem cumprindo a resolução terão mais autonomia na gestão dos recursos financeiros. Essas empresas terão livre movimentação dos ativos garantidores das provisões técnicas e do escalonamento na necessidade de vinculação dos ativos garantidores da provisão de eventos e sinistros a liquidar.

O benefício da gestão própria dos ativos garantidores, por exemplo, permite à operadora gerir melhor seus recursos financeiros. “Trata-se de uma evolução da regulação econômico-financeira do setor, com um tratamento diferenciado para aquelas operadoras que permaneçam regulares com a ANS e com a manutenção da rigidez com aquelas outras que não alcançam as condições pré-determinadas”, explica o diretor adjunto de Normas e Habilitação das Operadoras, Leandro Fonseca.

Para aderir ao programa, as operadoras terão 90 dias para fazer a solicitação de adesão, e a ANS terá o prazo de 60 dias para checar se os critérios de elegibilidade foram efetivamente atendidos. Em caso positivo, as operadoras contempladas no programa poderão receber os benefícios.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS

Cai número de ações judiciais contra planos de saúde que se negam a cobrir tratamento para a aids em São Paulo

O número de ações judiciais movidas contra planos de saúde que se negam a cobrir tratamento para a aids vem diminuindo ao longo dos anos no Estado de São Paulo. Esta é uma das conclusões do estudo denominado “Judicialização da assistência médica suplementar”, desenvolvido pelo pesquisador da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Grupo Pela Vidda/SP, Mário Scheffer.

A pesquisa analisou 782 decisões judiciais relacionadas à exclusão de cobertura de planos de saúde julgadas em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) em 2009 e 2010. O autor já havia realizado estudo semelhante, em 2005, analisando as ações julgadas entre1999 a 2004.

A aids, que antes era a terceira doença mais excluída, surgiu agora em apenas duas ações. “Isso reforça a tese de que os planos excluem os tratamentos caros. Hoje a aids tem tratamento garantido pelo SUS, os pacientes adoecem e internam muito menos. Resta aos planos cobrir poucos exames e consultas”, afirma Scheffer.

Tratamentos para câncer são os mais negados

A análise dos processos do ano passado e de 2009 revelou que os procedimentos mais negados pelas operadoras foram a quimioterapia e a radioterapia, ambos tratamentos de combate ao câncer. “O que chega à Justiça é apenas a ponta do problema. Antes, muitos já tentaram solução junto ao plano de saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Portal do Consumidor (Procon), mas não conseguiram receber o atendimento do plano de saúde”, declara o pesquisador.

AGENDA


- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br


- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia Médica 2011

De 23 a 25 de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.

Bourbon Cataratas - Foz do Iguaçu - PR

(41) 3018-1790

http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/

silvana@confianceeventos.com.br

IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização não-governamental, não-comercial, fundada para difundir o método diagnóstico complementar por termografia médica, aumentar a comunicação e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada por representantes de vários países e sociedades de termologia médica.

Os princípios definidos no Consenso serão implementados por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação de cada país, levando em consideração as diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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