21-12-11

 

Leia nesta edição:

- Grupo Fleury reorganiza marcas de laboratórios

- Vacina à espera

- HR investe em sistema para aprimorar gestão

- Ambulatório da Medicina ABC passa a atender convênios

- Mudança desperta otimismo

- Tipo mais agressivo de HIV pode explicar recorde de mortes por Aids no RS

- Saúde e Butantan fecham acordo para fabricação de vacinas

- Ministério da Saúde reajusta valores do Piso Fixo

- Trajetória da Amil é case de estudo na Universidade de Harvard

- Fleury firma contrato com a rede de hospitais São Luiz

- Mamografia 3D 'vê' tumor milimétrico

- Ministro diz que unidade de tratamento para dependentes químicos no ABC será prioridade

- Governo do Rio antecipa inauguração de centros de hidratação contra a dengue

- Assistência odontológica é reforçada em 22 estados

- Rede de promoção conta com mais R$ 17,6 milhões

Quarta-feira, 21.12.11

VALOR ECONÔMICO

Grupo Fleury reorganiza marcas de laboratórios

Beth Kolke

O Fleury vai extinguir a bandeira Campana - laboratório de medicina diagnóstica adquirido em 2008. A partir de fevereiro, as oito unidades do Campana serão transformadas em a+ Medicina Diagnóstica. Trata-se da marca criada em abril pelo Fleury e que reúne 14 laboratórios adquiridos pelo grupo nos últimos nove anos.

Com isso, a rede de laboratórios da bandeira a+ Medicina Diagnóstica passa a contar com 21 unidades em São Paulo e mais de 100 pontos no Brasil. Decidimos unir o Campana porque ele é focado no público C e a marca a+ atende as classes B e C, explicou Omar Hauache, presidente do Fleury.

As seis megaunidades do Campana previstas para serem inauguradas no primeiro semestre do próximo ano também farão parte do grupo a+, que até então não contava com grandes unidades laboratoriais.

A rede a+ Medicina Diagnóstica reúne os laboratórios Criesp, Lego, URP, Biesp e Di (São Paulo), Qualitech (Bahia), Champagnat (Paraná), Paulo Loureiro (Pernambuco), Helion Póvoa, Daflon, Maiolino e Centro de Mastologia (Rio) e Faillace (Rio Grande do Sul), além do Campana (São Paulo).

Com isso, ficam preservadas as marcas Fleury, Weinmann (RS), Lab's (Rio) e Diagnosson (Bahia). Essas marcas são muito fortes em suas respectivas praças. Por isso, mantivemos, diz Hauache.

A rede a+ representa um pouco menos de 40% da receita bruta do Fleury, que somou R$ 862 milhões nos nove primeiros meses do ano. Os outros 60% vêm do próprio Fleury. A companhia investiu R$ 20 milhões para o desenvolvimento da nova marca.

Na segunda-feira, o Fleury anunciou também que assumiu os laboratórios das três unidades do Hospital São Luiz, adquirido pela rede carioca D'Or em setembro de 2010. Três meses depois, o Fleury comprou o laboratório Lab's, que pertencia à rede D'Or, por R$ 1,2 bilhão. Desse valor, 50% foram pagos em dinheiro e a outra parte, em troca de ações.

Com a aquisição do Lab's, o Fleury hoje está presente em 21 hospitais e conta com um total de 191 unidades laboratoriais.

CORREIO BRAZILIENSE

Vacina à espera

Desenvolvida na UFMG, imunização foi testada em 16 mil pessoas, mas não houve quem se dispusesse a produzi-la em escala. Enquanto isso não ocorre, cientistas seguem com estudos

Luciane Evans

Tão rápidas quanto a transmissão da leishmaniose, considerada uma das piores epidemias mundiais dos tempos atuais, são as campanhas de socorro que se espalham pela internet na tentativa de sensibilizar governantes brasileiros a encontrar o fim para esse mal. Depoimentos de famílias que perderam parentes e cães para a doença "pipocam" na rede. Não é à toa. De um canto a outro do país, o mal provoca barulho, tendo contaminado quase 30 mil brasileiros somente em 2009. Se, então, é tão ameaçador e antigo no mundo, por que até hoje uma vacina não foi desenvolvida? Na verdade, ela já foi criada, e está sendo usada no interior de Minas Gerais, onde 16 mil pessoas receberam a imunização e ficaram protegidas. "Mas pergunto: existe interesse farmacêutico por doença de pobre?", provoca Wilsom Mayrink, médico e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que há 40 anos se empenha na busca pela cura da leishmaniose e é responsável pelo projeto, desenvolvido no Departamento de Parasitologia da universidade.

Na penúltima reportagem da série sobre doenças negligenciadas, a estrela é a leishmaniose - que já invadiu o meio urbano, fez vítimas de diferentes classes sociais e ainda enfrenta preconceitos, como lamenta Mayrink. Ele e sua equipe estão atrás da cura desde a década de 1970. É para o tipo de leishmaniose tegumentar e cutânea, que acomete a pele e as mucosas do contaminado, que eles inventaram a vacina. Somente em 2009, a doença atingiu 21 mil brasileiros e, em Minas Gerais, onde ela é mais comum, foram 1.021 infectados, segundo dados do Ministério da Saúde.

A pesquisa coordenada pelo médico foi baseada em estudos do pesquisador paulista Sales Gomes realizados em 1939. Em 2001, depois de 30 anos de trabalho, a imunização foi liberada pelo governo federal para uso terapêutico. Na época, a injeção apresentava resultados positivos, mas mesmo assim não foi aprovada para o uso de efeitos de resistência à doença. Em 2002, a equipe a aplicou em 16 mil pessoas em Caratinga, no Vale do Rio Doce. "Até este ano, nenhum deles pegou a doença", revela Wilsom, destacando alguns ocorridos que comprovam a eficácia da dose. "Teve um senhor que nos procurou e disse que estava doente, e estranhava, pois ninguém da sua família estava. Aí, ele lembrou que sua esposa e filhos tinham se vacinado, e ele não", conta animado.

Além de uso humano, os pesquisadores também desenvolveram um antígeno para uso canino. "A Fundação Ezequiel Dias (Funed) sinalizou interesse em fabricar em larga produção, mas, enquanto isso não ocorre, continuamos a aplicá-la em Caratinga. Temos resultados altamente satisfatórios, mas a indústria farmacêutica não quer investir", lamenta o pesquisador, garantindo que isso não impede os cientistas de continuarem o trabalho. "Acreditamos no que criamos e temos bons resultados para isso."

Para o tipo visceral da leishmaniose, que acomete as vísceras, como o fígado e o baço, e é considerada a forma mais grave, tendo contaminado 3 mil brasileiros em 2009, também há avanços. Foi comprovada em agosto a eficácia de 96,4% da vacina canina Leish Tec, criada por pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e produzida pelo laboratório Hertape Calier Saúde Animal SA. Os mesmos cientistas encaram agora outro desafio: o de criar a vacina para os humanos, que, se aprovada, deve chegar ao mercado em cinco anos, estima-se.

A vacina recombinante foi produzida pela Hertape Calier, por meio de acordo de transferência de tecnologia. Em 2008, ela chegou ao mercado. Aprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a imunização desde então é indicada por veterinários para cães - cujos donos chegam a pagar R$ 100 por cada uma das três doses necessárias na primeira vez que o animal é vacinado. Depois, é dada uma dose anualmente.

Como preconizado pelo ministério, a empresa responsável pela Leish Tec fez a análise da eficácia das doses em campo, na cidade de Porteirinha, no norte de Minas Gerais. Metade da população inicial de 1,2 mil cães saudáveis recebeu a vacina. "Depois de dois anos, 96,41% dos animais imunizados não apresentaram a doença. Isso é o primeiro passo para a proteção entrar no calendário nacional", aposta o veterinário e gerente de marketing da empresa, Luciano Resende.

De acordo com ele, além da eficácia da dose foi avaliada a possibilidade de transmissão da doença. "O cão, ao entrar em contato com o protozoário, se vacinado, reduz em 50% sua capacidade de transmitir a doença para o ser humano."

Os pesquisadores mineiros querem agora dar um passo maior. Segundo conta um dos responsáveis pela vacina, Ricardo Gazinelli, coordenador-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCT), professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB/UFMG) e pesquisador do Centro de Pesquisas René Rachou da Fiocruz Minas, já foram dados os primeiros passos para desenvolver a mesma vacina em humanos. A fase é de escolha do adjuvante imunológico.

"Estamos testando em camundongos os vários tipos existentes. Vai demorar. Não é rápido, pois está em teste a capacidade de induzir a resposta imunológica do ser humano. Quando criamos a vacina, há 10 anos, usamos um adjuvante aprovado para o uso em animais, e não em pessoas", diz, reconhecendo que não será preciso outra década para encontrar a fórmula certa. A expectativa é de que a novidade esteja pronta em cinco anos. "Para o financiamento da proposta, haverá a parceria com uma grande indústria farmacêutica, com quem já estão em andamento os últimos acertos", revela.

Diagnóstico

Enquanto Minas Gerais se mexe para encontrar a vacina certa contra a leishmaniose, em São Paulo pesquisadores se debruçam para encontrar um meio menos invasivo para diagnosticar a doença. Segundo explica a pesquisadora do Laboratório de Parasitologia do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) Lúcia Maria Almeida Braz, hoje, para saber se a pessoa está ou não doente, é feita uma pulsão da medula. "É uma forma muito invasiva, a pessoa que se submete fica com dor, precisa ser internada", diz. A intenção da USP é mostrar, segundo ela, que é possível fazer o teste usando amostra de sangue. "Estamos na fase dos experimentos e a expectativa é de que em 2012 já tenhamos uma resposta em mãos", aposta, explicando que o atual teste leva o que é recolhido de medula óssea na lâmina para ser analisado em microscópio. "O mesmo pode ser feito com o sangue, pois a sensibilidade é igual. É o que queremos provar", destaca Lúcia, revelando que serão coletados 3ml de sangue de 40 pacientes. "Em meados de março, teremos o resultado disso", promete.

EM NÚMEROS

500 MIL

Total de casos novos registrados anualmente no mundo, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde. Cerca de90%deles ocorrem em Bangladesh, no Brasil, na Índia, no Nepal e no Sudão

34.583

Casos de leishmaniose visceral registrados no país de 2000 a 2009, com média anual de 3.458 confirmados

1.771

Total de mortes entre 2000 e 2009 no Brasil

PORTAL DA SAÚDE

HR investe em sistema para aprimorar gestão

Verba do S.O.S Emergências será aplicada no hospital e será usada para incrementar a inclusão digital na unidade

A ação S.O.S Emergências, promovida pelo Ministério da Saúde e lançada em Pernambuco no último dia 8, já começa a ter resultados práticos dentro do Hospital da Restauração (HR) com a formação do Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH). Este núcleo será responsável pela elaboração de projeto para promover o enfrentamento das principais necessidades do hospital, qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento.

Todas as ações envolvidas neste projeto deverão ser financiadas a partir dos R$ 3,6 milhões que serão entregues anualmente pelo Ministério da Saúde ao HR.

O trabalho do Núcleo - integrado por representantes da Secretaria Estadual de Saúde e do próprio hospital - será supervisionado pelo Comitê Nacional de Acompanhamento do S.O.S Emergências, constituído por representantes dos Hospitais de Excelência, Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e Ministério da Saúde.

RECURSOS

O hospital já recebeu do Ministério da Saúde R$ 200 mil que, de acordo com o diretor geral do HR, Miguel Arcanjo, será usado para a aquisição de 15 computadores e outros equipamentos eletrônicos para a emergência tais como impressoras e leitores ópticos fixos e móveis que ajudarão na identificação de pacientes e medicamentos. As máquinas serão ligadas em rede e receberão um sistema integrado de gestão hospitalar que vai facilitar o acompanhamento médico dos pacientes. “A informática é uma ferramenta indispensável ao trabalho médico, otimizando o atendimento prestado à população”, afirma Miguel Arcanjo.

Com o sistema integrado cada paciente será identificado a partir do número do cartão do SUS e possuirá o histórico médico salvo dentro do sistema. Dessa forma, caso realize uma nova entrada no hospital, ele poderá ser acompanhado de forma mais eficiente, levando em conta o atendimento prestado anteriormente. Os computadores vão garantir maior agilidade na emergência. Os médicos poderão, por exemplo, realizar a solicitação de medicamentos através da rede, que avisará à farmácia sobre a demanda. A circulação de pessoas e recursos entre os setores do hospital ficará mais rápida.

INCLUSÃO

A implantação do sistema integrado envolve o treinamento de todos os funcionários do HR. A maior parte deles receberam aulas do projeto de inclusão digital. Agora, a verba enviada pelo Ministério da Saúde vai auxiliar na segunda etapa do treinamento, quando os funcionários vão aprender a utilizar o próprio sistema de gestão.

Os computadores deverão começar a funcionar em alguns setores do hospital no dia 1º de março. Quando a rede estiver completamente instalada, os colaboradores terão acesso a informações específicas, de acordo com suas funções. Os médicos poderão, por exemplo, visualizar exames de imagem na tela do computador, sem necessidade de impressão, enquanto os administradores do hospital vão acessar dados numéricos sobre os pacientes e recursos do HR.

AÇÃO

O Hospital da Restauração é uma das 11 unidades hospitalares do País que fazem parte do S.O.S Emergências, ação estratégica para a qualificação da gestão e do atendimento em grandes instituições que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa integra a Rede Saúde Toda Hora. Os hospitais selecionados são referências regionais, possuem mais de 100 leitos, têm pronto-socorro e realizam um grande número diário de internações e atendimentos ambulatoriais.

Esta estratégia funciona de forma articulada com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais em todo o País. Esses serviços englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa.

HOSPITAL

A gestão do HR é estadual. A unidade realiza, mensalmente, 2.300 internações. Foram 8,4 mil internações de janeiro a agosto de 2011. No mesmo período, ocorreram 36,6 mil atendimentos gerais, entre emergência e internações. O Ministério da Saúde repassou, entre janeiro e agosto deste ano, R$ 26,9 milhões para custear esses atendimentos hospitalares. A instituição possui três habilitações em alta complexidade: neurologia/neurocirurgia, queimados e trauma-ortopedia.

DIÁRIO DO GRANDE ABC

Ambulatório da Medicina ABC passa a atender convênios

Foi inaugurado ontem o novo ambulatório de especialidades da Faculdade de Medicina do ABC que, remodelado, passa a atender também pacientes particulares e de planos de saúde privados, em área e horário diferenciados. O investimento total foi de R$ 1,5 milhão em reformas e compra de equipamentos.

Atualmente, o ambulatório atende 20 mil pacientes do Sistema Único de Saúde mensalmente. "Esse serviço não será prejudicado, continuaremos a realizar o atendimento normalmente", garante o diretor da FMABC, Adilson Casemiro Pires. Com as novas instalações, a capacidade do espaço comportará o acréscimo de 200 pessoas por dia, que serão atendidas com consulta agendada, das 7h às 19h.

O preço das consultas para particulares é de R$ 150. Na carteira da FMABC já consta atendimento a três planos de saúde, e outros três estão em fase de negociação. Também está sendo analisada a possibilidade de atendimento para servidores das prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano.

ESPECIALIDADES

O local oferece 26 modalidades clínicas, entre as quais, dermatologia, oncologia, ginecologia e cardiologia. A reforma contempla também a melhoria na sinalização das alas internas e na entrada pela Avenida Príncipe de Gales, que ganhou fachada envidraçada e centraliza em único lugar toda a triagem inicial antes espalhada por cinco recepções. O atendimento central também fará marcações de retornos e exames, agilizando o serviço ao paciente que já está cadastrado.

Antes, o sistema era porta aberta, ou seja, por ordem de chegada, ocasionando filas que começavam de madrugada. Desde janeiro, a primeira consulta passou a ser feita no município por meio das UBSs, que fazem o encaminhamento para as especialidades do Ambulatório.

A FMABC informa a cada mês as vagas disponíveis à Central de Regulação do Grande ABC, que se incumbe de distribuir essas vagas. Com as reformas, a meta é reduzir em até 50% o tempo de espera por consulta, que hoje é de duas horas.

AMAZÔNIA JORNAL

Mudança desperta otimismo

Resolução reduz tempo de espera na hora de marcar consultas e é bem recebida por usuários de planos de saúde

Usuários de planos de saúde, em Belém, se mostram otimistas com as novas regras para marcação de exames e consultas, em vigor desde a segunda-feira, 19. A resolução da Agência Nacional de Saúde (ANS) determina que consultas básicas sejam marcadas em até sete dias úteis. Consultas mais complexas e exames devem ser marcados no prazo máximo de 14 e 21 dias, respectivamente.

"Essa obrigatoriedade é muito importante porque a gente recorre aos planos de saúde, mesmo com o custo elevado, justamente para contar com um atendimento ágil e de qualidade, que não teríamos no SUS (Sistema Único de Saúde)", opinou a engenheira civil Lúcia Amaral.

Apesar de ser apontada como principal motivo para a contratação de um plano de saúde, a agilidade nem sempre está presente nos atendimentos. A dona de casa Jodelma Marçal, 39 anos, contou que já precisou esperar até um mês e meio para conseguir se consultar com um oculista. "Não sei se é por falta de médicos, mas algumas especialidades realmente são bem difíceis de conseguir consultas rapidamente", opinou. Para ela, a estipulação de prazo para que as empresas atendam a solicitação dos usuários veio em boa hora, mas precisa ser garantida. "Agora temos de observar se esses prazos serão realmente respeitados. A fiscalização precisa ser rigorosa", alerta.

Pela Resolução Normativa nº 259, publicada em junho deste ano, que estabeleceu as novas regras, os usuários que se sentirem lesados devem entrar em contato com a própria ANS e denunciar o descumprimento da regra. Diante da ineficácia do plano de saúde em cumprir os prazos estipulados, o paciente também pode marcar uma consulta particular. Nesse caso, o plano será obrigado fazer o reembolso previsto no contrato. De acordo com a ANS, os planos de saúde têm obrigação de disponibilizar um horário dentro do prazo previsto com qualquer médico, e não com um profissional específico.

O prazo máximo de sete dias vale para consultas com pediatra, clínico geral e ginecologista. Já os exames de laboratório deverão ser realizados em até três dias úteis. Os outros exames de diagnóstico em até dez dias. Procedimentos de alta complexidade devem ocorrer em até 21 dias. Se o médico de confiança do paciente não tiver o horário na agenda, o plano de saúde tem que garantir o atendimento mesmo que com outro especialista.

PORTAL R7

Tipo mais agressivo de HIV pode explicar recorde de mortes por Aids no RS

Nos últimos cinco anos, a região Sul do Brasil teve o maior número de casos e de mortes por Aids de todo o país. Entre as dez cidades com o maior número de casos por 100 mil habitantes em 2010, todas são da região, na maioria no Rio Grande do Sul.

A região é a que tem o maior coeficiente de mortos pela doença, nove por 100 mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 6,3 por 100 mil/hab. Os dados são do Boletim Epidemiológico Aids e DST 2011, divulgado em novembro pelo Ministério da Saúde.

As causas desses fenômenos são variadas, mas um subtipo da doença, o vírus C (uma das variações do vírus HIV-1), encontrado somente na região Sul, pode influenciar esses números. Existem ao menos dez subtipos de HIV dentre os dois vírus existentes, o HIV-1 e HIV-2.

Segundo Ricardo Charão, coordenador da seção de DST/Aids, o subtipo do HIV encontrado majoritariamente no Rio Grande do Sul, seguido de Santa Catarina e Paraná, é bem mais agressivo do que o subtipo B – o mais comum no país.

- Ele deteriora o sistema imunológico rapidamente e é mais resistente à medicação antirretroviral. Por isso é uma das causas pelas quais temos uma mortalidade alta no Rio Grande do Sul, que é o dobro da nacional.

Vírus e tuberculose matam

Porto Alegre lidera o “top 10” de incidência da doença, com 99,8 casos por 100 mil habitantes em 2010. Outras cidades de sua região metropolitana também contam com valores altos: Alvorada (81,8), Sapucaia do Sul (66,4) e Canoas (57,4). Além dessas, está a fronteiriça Uruguaiana (67). Balneário Camboriú (77,7), Criciúma (61,9), Biguaçu (60,1), Pinhais (58,1) e Florianópolis (57,9) completam a lista, dominada pelos Estados sulistas.

Entretanto, não há consenso de como o vírus chegou à região, nem do porquê de sua falta de capacidade de ultrapassar as barreiras regionais. De acordo com Charão, acredita-se que o vírus proveniente da África tenha entrado no país pelo porto de Rio Grande, incubado em algum marinheiro ou passageiro infectado.

Uma das possíveis causas para o vírus permanecer na região seria pelo que a ciência conhece como “efeito fundador”. Isto é, quando um subtipo de um vírus se instala e se dissemina em uma região, tende a ocupar o espaço que poderia ser de outro subtipo do mesmo vírus, explica o infectologista Celso Granato, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

- Quando esse pessoal começou a entrar em contato com o vírus B, esse vírus não conseguiu mais se estabelecer porque já estava com o espaço ecológico ocupado por outro tipo de vírus. Então o C não consegue se sobrepor ao B e o B não consegue se sobrepor ao C, onde ele chegou primeiro.

Charão aponta outros fatores para a disseminação.

- Outra causa da mortalidade de Aids no Rio Grande do Sul é a correlação entre tuberculose e HIV, principalmente em Porto Alegre que tem uma incidência alta da doença, e onde a tuberculose se apresenta com a maior causa de morte entre as pessoas com HIV.

Para diminuir as mortes, ações conjuntas da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e do Ministério da Saúde estão oferecendo tratamento da tuberculose em centros de atendimento de portadores de HIV, como forma de facilitar a adesão aos medicamentos corretos.

Droga na veia também é vilã

Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, um dos motivos para a epidemia de Aids no Rio Grande do Sul ser maior que em outros Estados é a quantidade de municípios localizados em faixa litorânea e em região de fronteira, locais considerados porta de entrada de drogas e zonas de prostituição.

- A região sul tem duas fronteiras: a fronteira interna, que talvez explique parcialmente, e uma parte de litoral, que está com alta incidência e onde tem essa história de acesso à droga, que é uma possibilidade.

Hipótese que se confirma em números. De acordo com Charão, 5% dos casos de Aids no Rio Grande do Sul têm relação com o uso de drogas na veia.

- No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina temos um alto índice de uso de droga injetável, principalmente cocaína, através do compartilhamento de seringas.

O argumento foi lembrado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia do lançamento do boletim.

- O que pode explicar um pouco a situação do Rio Grande do Sul é que há dez anos atrás a presença da transmissão por uso de drogas endovenosas era maior no Rio Grande do Sul do que em outras regiões do país, e isso pode contribuir para a explicação. as o que temos que fazer agora é reforçar as campanhas e o diagnóstico precoce no Rio Grande do Sul e nos outros Estados do Sul do país.

De acordo com o último Levantamento Domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil, do Obid (Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas), datado de 2005, enquanto a cocaína é a quinta droga mais consumida pelos brasileiros, no Sul é a quarta. E, enquanto a heroína, droga também de uso endovenoso, é a 15ª droga mais usada no país, de um ranking de 16, no Sul é a 14ª.

Problema para todos: falta de diagnóstico

Mas é ainda a falta de diagnóstico precoce a maior pedra no sapato no combate da doença, de acordo com o coordenador de DST do Rio Grande do Sul. Segundo ele, há uma dificuldade real de acesso ao diagnóstico no Estado, onde “as pessoas chegam tarde para fazer o teste e já doentes de Aids, ou o fazem, mas não vão buscar”.

Dado confirmado pelo ministro, que afirmou que as campanhas de conscientização nos pequenos municípios podem ser decisivas no combate à Aids.

- O crescimento [dos casos de Aids] dos menores municípios foi muito maior do que em outras regiões do país. Por isso as campanhas com mídias que chegam aos pequenos municípios e o reforço da capacitação dos profissionais que atuam neles pode ser decisivo para que a gente reduza a transmissão. Para isso estamos usando o teste rápido que pode ser feito no centro de saúde na área rural.

Terça-feira, 20.12.11

PORTAL DA SAÚDE

Saúde e Butantan fecham acordo para fabricação de vacinas

Acordo firmado com o laboratório para promover o desenvolvimento e a produção nacional de vacinas, soros e hemoderivados.

O Ministério da Saúde e o governo do Estado de São Paulo firmaram nesta terça-feira (20) acordo para estimular a produção nacional de produtos biológicos, como vacinas, soros e hemoderivados, pelo Instituto Butantan. A parceria foi definida em visita do ministro Alexandre Padilha ao laboratório público paulista.

O investimento do ministério será inicialmente de R$ 20 milhões no aprimoramento da produção do laboratório, com destaque para as vacinas contra difteria, tétano, coqueluche e hepatite B. O estado dará contrapartida de outros R$ 20 milhões. Os recursos, que serão aplicados ao longo de 2012, são quase cinco vezes maiores que o investimento federal médio anual feito no Butantan ao longo dos últimos oito anos.

Também foi firmado acordo de cooperação técnica entre o Butantan e a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), que trabalharão em parceria para aprimorar a produção de derivados do sangue no país. A Hemobrás focará no atendimento em larga escala do mercado nacional, enquanto o Butantan apoiará o desenvolvimento de tecnologias para os hemoderivados.

A Hemobrás comprometeu-se também a fornecer ao Butantan os lotes pilotos de plasma que o laboratório usará na pesquisa e no desenvolvimento de hemoderivados.

“É bom para o país e para o SUS termos a Hemobrás, que será a maior produtora de homoderivados do Brasil, e o Butantan trabalhando juntos. Esta parceria é um grande passo para tornar o Brasil auto-suficiente em hemoderivados” declarou Padilha.

O Instituto Butantan é uma instituição estratégica para o desenvolvimento de produtos biológicos, pois produz e fornece para a rede pública as vacinas para influenza, difteria e tétano, hepatite B, tríplice DTP (difteria), tétano e pertussis (coqueluche). Neste ano, o laboratório iniciou a produção independente de vacinas da gripe, fornecendo cerca de 3 milhões de doses para a última campanha sazonal do Ministério da Saúde. A previsão é que, a partir de 2012, o Butantan passe a produzir, anualmente, cerca de 20 milhões de doses, o suficiente para suprir as necessidades da campanha sazonal.

OUTRAS PARCERIAS

O Ministério da Saúde tem estabelecido diversas Parcerias para Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com laboratórios públicos e privados, com o objetivo de desenvolver o Complexo Industrial da Saúde. Este ano, foram firmadas nove novas parcerias com empresas públicas e privadas, totalizando 28 acordos em andamento para produção nacional de tratamentos de doenças que atingem a população, como Parkinson e artrite reumatóide.

Com todas essas parcerias, 29 produtos de saúde (28 medicamentos e o DIU) passarão a ser fabricados no país. A produção de cinco deles já começou – tenofovir, clozapina, quetiapina, toxina botulínica, e tacrolimo. Os medicamentos envolvem tratamento para DSTs, doenças crônicas não transmissíveis, doenças degenerativas, doença de Crohn, antipsicóticos, hemofilia e tuberculose. Estão envolvidos 31 laboratórios, sendo 10 públicos e 21 privados, nacionais e estrangeiros.

As parcerias vão gerar uma economia estimada de R$ 400 milhões por ano. Este valor, somado à redução de custos gerada por inovação tecnológica e melhor gestão de recursos em vacinas, negociações e centralização de compras, leva a uma redução de gastos equivalente a R$ 1,7 bilhão por ano no orçamento do Ministério da Saúde.

PORTAL DA SAÚDE

Ministério da Saúde reajusta valores do Piso Fixo

Os complementos serão repassados às unidades federadas que tiveram aumento populacional segundo o Censo Demográfico realizado pelo IBGE

O Ministério da Saúde, por meio da portaria número 2.980, de 15 de novembro de 2011, publicada nesta sexta-feira (16), fixa valores complementares ao Piso Fixo de Vigilância Sanitária (PFVISA) que serão repassados aos estados e municípios em que a população foi aumentada, de acordo com a população do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os valores complementares e os estados e municípios que os receberão estão listados nos anexos I e II da portaria. O Ministério da Saúde fará o reajuste, por ato específico, dos valores referentes às unidades federadas que tiveram redução populacional.

REVISTA APÓLICE

Trajetória da Amil é case de estudo na Universidade de Harvard

A trajetória de 40 anos de atividades na área da saúde suplementar da Amil Assistência Médica foi tema de case de estudo na Universidade de Harvard, Estados Unidos. A história da Amil foi escolhida como foco de debate para abertura do ano letivo do programa de MBA em Health Care, que conta com mais de 40 executivos e empresários, e foi a primeira empresa brasileira de saúde a apresentar um case em Harvard.

Para apresentar o case em Harvard, executivos da Amil seguiram para os Estados Unidos com o propósito de compartilhar a história da empresa, que foi criada em 1972, com a Casa de Saúde São José, na cidade fluminense de Duque de Caxias. Três grandes destaques do Case são o Programa Amil de Qualidade de Vida (PAQV), a Gestão de Pacientes de Alto Risco (GPAR) e o Sistema Integrado de Saúde (SIS), corroborando para as ações de Gestão de Saúde da empresa.

"A história da Amil é marcada por grandes conquistas e desafios que serviram de aprendizado, pautados por um DNA criativo, ousado e inovador. Dividir todo esse legado com executivos americanos comprova que a nossa estratégia de negócios é exemplo para o Brasil e o mundo", ressalta Paulo Marcos Senra Souza, assessor da presidência e um dos executivos que esteve em Harvard.

O interesse da Universidade de Harvard pelo modelo de gestão de saúde desenvolvido pela Amil surgiu após visita da professora de administração da Instituição de ensino e uma das principais referências em assuntos sobre crise no sistema de saúde, Regina Herzlinger. Na ocasião, a professora conheceu o conceito de assistência integrada à saúde utilizado pela operadora e que beneficia milhares de pacientes.

"Nenhuma empresa está estruturada como a Amil e não há em estudo um case sobre o mercado de saúde com essa profundidade e ótica. A empresa se destaca das outras pelo seu grande potencial administrativo e inovador", disse a professora Regina Herzlinger.

BRASIL ECONÔMICO

Fleury firma contrato com a rede de hospitais São Luiz

O laboratório Fleury realizou acordo para oferecer seus exames na rede de hospitais São Luiz.

A rede São Luiz é composta por três unidades hospitalares, localizadas no Itaim Bibi, Anália Franco e Morumbi.

As unidades Itaim Bibi e Anália Franco já são atendidas pelo laboratório desde 29 de outubro e 27 de novembro, respectivamente.

A partir desta terça-feira (20/12), o grupo também fará a prestação de serviços - que envolve diagnósticos de análises clínicas e imagem - também na Unidade Morumbi.

ESTADÃO.COM.BR

Mamografia 3D 'vê' tumor milimétrico

Técnica, disponível em dois centros médicos de SP, aumenta a detecção precoce do câncer Tatiana Piva, Jornal da Tarde

A mamografia 3 D, ou tomosssíntese, se mostrou capaz de aumentar em até 12% a detecção precoce do câncer de mama, doença responsável por quase um terço de todas as neoplasias que afetam as paulistanas. O resultado foi apresentado na edição 2011 do Congresso Europeu de Radiologia pelo Centro de Diagnóstico Brasil (CDB) Premium - o primeiro a adquirir a tecnologia na capital. Há um outro aparelho desse tipo também no Hospital Sírio Libanês.

O principal benefício da técnica é produzir imagens mais precisas dos contornos de um tumor, uma pista importante na hora de investigar suspeitas de câncer: bordas irregulares costumam sugerir malignidade. Quando a lesão é muito pequena, contudo, essa tarefa é mais difícil. "Com a tomossíntese há melhor definição das bordas das lesões, possibilitando obter melhor detecção de lesões muito sutis", diz o radiologista Aron Belfer, especialista no diagnóstico de câncer de mama e coordenador dos estudos realizados no CDB. A unidade trabalha com a técnica desde o ano passado e o estudo é um balanço dos resultados obtidos até o momento.

A Secretaria de Estado da Saúde, por meio de sua assessoria, informou à reportagem que não há previsão de incorporação da técnica ao Sistema Único de Saúde (SUS). O custo é um fator impeditivo: o equipamento 3D custa quase o dobro do valor de um mamógrafo digital. "Mas também existe uma economia, já que essa técnica faz com que sejam produzidas menos imagens", ressalta Belfer. Com a mamografia 3D, a redução no total de imagens feitas das mamas, em relação ao procedimento tradicional, é de até 40%, afirma o médico.

Na técnica comum, explica Belfer, são fornecidas imagens bidimensionais de uma estrutura que é tridimensional. "Então, pode ocorrer uma superposição de estruturas em planos diferentes da mama, escondendo lesões bem pequenas. Cada imagem da tomossíntese representa um plano de 1 mm da mama, eliminando essa superposição dos tecidos."

A detecção precoce do tumor é fundamental para pacientes com câncer de mama. Quando isso ocorre, a chance de cura passa de 90%, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A instituição estima, para o próximo ano, 5.760 novos casos de câncer de mama na capital, o tipo de neoplasia mais incidente nas mulheres da cidade e também na população feminina do País.

Detecção precoce livrou paciente da quimioterapia

Foi graças à definição aprimorada da mamografia 3 D que a aposentada Maria de Lourdes Pereira, de 64 anos, conseguiu descobrir um tumor de apenas 5 milímetros. De acordo com seus médicos, dificilmente seriam identificados numa mamografia normal. "Em 2008 os exames de rotina apontaram células que deixaram meu ginecologista desconfiado. Neste tempo, vim acompanhando com especialistas e resolvi, por orientação deles, fazer uma mamografia 3D no ano passado" conta. A suspeita tinha fundamento: a lesão, apesar de mínima, era maligna. Mas, com a detecção precoce do tumor, a aposentada ficou livre de problemas decorrentes de estágios avançados da doença, que costumam levar à cirurgia de retirada da mama ou de suas partes, além de radioterapia e quimioterapia. "Só precisei fazer a retirada do nódulo e mais nada", comemora Maria de Lourdes.

PORTAL R7

Ministro diz que unidade de tratamento para dependentes químicos no ABC será prioridade

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (20) que a prioridade do governo federal é fazer com que cada cidade do ABC Paulista tenha uma unidade de atendimento para dependentes químicos de álcool e drogas. Segundo ele, a ideia é ter também uma unidade de acolhimento para moradores de rua nas próprias ruas, funcionando em horários alternativos.

- Já temos dois consultórios desse tipo funcionando em Diadema e fazemos uma busca ativa das pessoas que estão vivendo nas ruas para verificar problemas de saúde e fazer avaliação específica sobre uso de drogas e risco de vida.

Padilha participou da inauguração da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Paineiras, em Diadema, no ABC Paulista. A unidade beneficiará 120 mil habitantes, com pronto atendimento e emergência adulto e infantil, com capacidade para atender 300 pacientes por dia. A unidade foi construída pelo município em parceria com o governo federal, que investiu R$ 1,5 milhão nas obras e R$ 500 mil em equipamentos.

A UPA fará exames e tem espaço para observação com 10 leitos, cinco consultórios, sala de inalação, raio X, sala de emergência, classificação de risco. A UPA fica junto à UBS (Unidade Básica de Saúde) Paineiras, que foi reformada com recursos da prefeitura.

Para Padilha, o município de Diadema sempre foi referência em saúde e tem mantido a tradição. Entre as inovações, o ministro destacou a implantação do cartão do SUS (Sistema Único de Saúde), que servirá para o agendamento de consultas, o acompanhamento de tratamento e o aprimoramento do controle e da fiscalização.

- A partir de fevereiro do ano que vem, para todas as internações será necessário o cartão do SUS. Se a pessoa não tiver, será cadastrada na hora para registrar a internação. Aos poucos vamos reforçando o combate ao desperdício de recursos na saúde e humanizando o atendimento.

AGÊNCIA BRASIL

Governo do Rio antecipa inauguração de centros de hidratação contra a dengue

A possibilidade de um agravamento na epidemia de dengue em 2012 forçou o governo do Rio a antecipar os cuidados contra a doença. Dois centros de hidratação, onde os pacientes recebem soro e medicação, vão ser inaugurados na próxima quinta-feira (22), no município de São Gonçalo, na região metropolitana.

A capacidade dos centros é 600 atendimentos por dia. Os pacientes vão passar por uma consulta prévia e após serão encaminhados para receber soro e fazer exames de sangue, com a contagem de plaquetas, medida fundamental no controle do tipo mais grave da doença, a dengue hemorrágica.

Os centros de hidratação vão ficar no centro e no bairro do Rio do Ouro. A preocupação das autoridades sanitárias é com a possibilidade do agravamento da epidemia, com as presenças de dois tipos de vírus da dengue nessa temporada, o tipo 1 e o tipo 4, para os quais grande parte da população não está imune.

Neste ano, foram registrados 165.794 casos de dengue no estado do Rio, com 137 mortes. O período mais preocupante costuma ser de março a maio, quando ocorre o pico da epidemia, por causa do calor e das chuvas. Mas este ano a incidência pode ocorrer já nos meses de verão, se for confirmado prognóstico meteorológico de um mês de janeiro chuvoso.

PORTAL DA SAÚDE

Assistência odontológica é reforçada em 22 estados

Ministério da Saúde vai investir R$ 3,8 milhões para compra de equipamentos, que serão utilizados pelas equipes de saúde bucal em 180 municípios.

Os brasileiros terão mais acesso a assistência odontológica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde, liberou R$ 3,8 milhões para reforçar a assistência por meio da compra de equipamentos odontológicos destinados ao trabalho das equipes de saúde bucal que foram implantadas este ano. Serão beneficiados 180 municípios em 22 estados (ver quanto cada estado e município receberá no fim do texto).

O coordenador de Saúde Bucal, Gilberto Pucca, afirma que a liberação de recursos faz parte do compromisso assumido pelo governo federal de apoiar a implantação de novas equipes de saúde bucal na estratégia Saúde da Família. “Ampliamos o acesso, mas também garantimos um atendimento de qualidade. O programa investe tanto na aquisição de material quanto no treinamento dos profissionais”, diz Pucca. A portaria autorizando o repasse foi publicada esta semana no Diário Oficial da União. Os recursos deverão estar disponíveis até o início de 2012.

O valor destinado a cada município é proporcional ao número de novas equipes de saúde bucal formadas e pode ser usado na compra da cadeira odontológica. Caso o município já tenha adquirido o equipamento com recursos próprios, o valor poderá ser utilizado para aquisição de outros aparelhos ou instrumentais odontológicos, de acordo com a necessidade do atendimento.

ATENDIMENTO QUALIFICADO

As equipes de saúde bucal, integrantes da estratégia Saúde da Família, não fazem apenas o atendimento clínico, como limpeza dos dentes e tratamentos de cáries. Elas também realizam um trabalho de prevenção e de classificação de risco. Com isso, ocorre a racionalização do atendimento, atendendo primeiro quem mais precisa. A eficiência das equipes pode ser medida no levantamento epidemiológico de saúde bucal realizado em 2010 – Pesquisa SB Brasil – que mostrou melhora dos índices de saúde bucal da população principalmente nas áreas onde há maior cobertura de equipes de saúde bucal.

Em 2011, o Brasil Sorridente implantou 970 novas equipes de saúde bucal. Hoje, existem 21.394 equipes, em 87% dos municípios brasileiros. O cirurgião-dentista foi a categoria profissional que mais cresceu no SUS nos últimos 10 anos.

PORTAL DA SAÚDE

Rede de promoção conta com mais R$ 17,6 milhões

Ministério da Saúde garante recursos para municípios que, antes mesmo de construírem academias da saúde, já haviam implantado projetos de promoção de práticas corporais e atividades físicas

Estados e municípios que haviam recebido incentivos de custeio do Ministério da Saúde para desenvolver ações de promoção à saúde, oferecendo atividades como as previstas pelo Programa Academia da Saúde, poderão receber ainda em 2011 recursos que garantam a continuidade dessas atividades até que sejam construídas suas academias da saúde. Para isso, foi publicada a portaria 2989, que destina R$ 17,6 milhões para o fortalecimento das ações de práticas corporais e atividades físicas, da Política Nacional de Promoção da Saúde para todos os estados e 576 municípios que compõem a Rede Nacional de Promoção da Saúde e foram contemplados com incentivo para construção de polos do Programa Academia da Saúde em 2011.

O repasse financeiro será feito pelo Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde Estaduais, Municipais e do Distrito Federal, por meio do Piso Variável da Vigilância e Promoção da Saúde. Os recursos serão repassados em parcela única, sendo R$ 100 mil para os 27 estados, destinados ao desenvolvimento de ações de apoio técnico e monitoramento dos projetos de promoção de práticas corporais e atividades físicas dos municípios e R$ 36 mil para fundos municipais.

CUSTEIO

Após a construção das academias, essa modalidade de repasse será interrompida e os polos passarão a receber o repasse previsto para custeio. Caso o município possua Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), deverá solicitar recurso de R$ 3 mil mensais, que será repassado fundo a fundo, de forma regular e continuada. Se não possuir um NASF, ao solicitar, o município receberá uma única parcela anual de R$ 36 mil.

Os incentivos de custeio destinam-se ao pagamento das despesas correntes, ou seja, aquelas que não contribuem, diretamente, para formação ou aquisição de um bem de capital. São despesas que se realizam de forma contínua. São consideradas despesas correntes: capacitação, pagamento de profissionais, aquisição de material de consumo, entre outros.

Para cada Polo do Programa Academia da Saúde será obrigatório o cadastramento de profissionais de saúde de nível superior na quantidade mínima de um profissional com carga horária semanal de 40 horas ou dois profissionais com carga horária mínima individual de 20 horas semanais.

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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