Leia
nesta edição:
- Grupo Fleury
reorganiza marcas de laboratórios
- Vacina à espera
- HR investe
em sistema para aprimorar gestão
- Ambulatório da Medicina ABC passa a atender convênios
- Mudança
desperta otimismo
- Tipo mais agressivo de HIV pode explicar recorde de mortes
por Aids no RS
- Saúde e Butantan fecham acordo para fabricação
de vacinas
- Ministério da Saúde
reajusta valores do Piso Fixo
- Trajetória da Amil é case
de estudo na Universidade de Harvard
- Fleury
firma contrato com a rede de hospitais São Luiz
- Mamografia
3D 'vê' tumor milimétrico
- Ministro
diz que unidade de tratamento para dependentes químicos
no ABC será prioridade
- Governo
do Rio antecipa inauguração de centros
de hidratação contra a dengue
- Assistência odontológica é reforçada
em 22 estados
- Rede de
promoção conta com mais R$ 17,6 milhões
Quarta-feira, 21.12.11
VALOR
ECONÔMICO
Grupo
Fleury reorganiza marcas de laboratórios
Beth Kolke
O Fleury
vai extinguir a bandeira Campana - laboratório
de medicina diagnóstica adquirido em 2008. A partir de
fevereiro, as oito unidades do Campana serão transformadas
em a+ Medicina Diagnóstica. Trata-se da marca criada em
abril pelo Fleury e que reúne 14 laboratórios adquiridos
pelo grupo nos últimos nove anos.
Com isso,
a rede de laboratórios da bandeira a+ Medicina
Diagnóstica passa a contar com 21 unidades em São
Paulo e mais de 100 pontos no Brasil. Decidimos unir o Campana
porque ele é focado no público C e a marca a+ atende
as classes B e C, explicou Omar Hauache, presidente do Fleury.
As seis megaunidades
do Campana previstas para serem inauguradas no primeiro semestre
do próximo ano também farão
parte do grupo a+, que até então não contava
com grandes unidades laboratoriais.
A rede a+
Medicina Diagnóstica reúne os laboratórios
Criesp, Lego, URP, Biesp e Di (São Paulo), Qualitech (Bahia),
Champagnat (Paraná), Paulo Loureiro (Pernambuco), Helion
Póvoa, Daflon, Maiolino e Centro de Mastologia (Rio) e
Faillace (Rio Grande do Sul), além do Campana (São
Paulo).
Com isso,
ficam preservadas as marcas Fleury, Weinmann (RS), Lab's (Rio)
e Diagnosson (Bahia).
Essas marcas são muito
fortes em suas respectivas praças. Por isso, mantivemos,
diz Hauache.
A rede a+
representa um pouco menos de 40% da receita bruta do Fleury,
que somou
R$ 862 milhões nos nove primeiros
meses do ano. Os outros 60% vêm do próprio Fleury.
A companhia investiu R$ 20 milhões para o desenvolvimento
da nova marca.
Na segunda-feira,
o Fleury anunciou também que assumiu
os laboratórios das três unidades do Hospital São
Luiz, adquirido pela rede carioca D'Or em setembro de 2010. Três
meses depois, o Fleury comprou o laboratório Lab's, que
pertencia à rede D'Or, por R$ 1,2 bilhão. Desse
valor, 50% foram pagos em dinheiro e a outra parte, em troca
de ações.
Com a aquisição do Lab's, o Fleury hoje está presente
em 21 hospitais e conta com um total de 191 unidades laboratoriais.
CORREIO BRAZILIENSE
Vacina à espera
Desenvolvida
na UFMG, imunização foi testada em
16 mil pessoas, mas não houve quem se dispusesse a produzi-la
em escala. Enquanto isso não ocorre, cientistas seguem
com estudos
Luciane Evans
Tão rápidas quanto a transmissão da leishmaniose,
considerada uma das piores epidemias mundiais dos tempos atuais,
são as campanhas de socorro que se espalham pela internet
na tentativa de sensibilizar governantes brasileiros a encontrar
o fim para esse mal. Depoimentos de famílias que perderam
parentes e cães para a doença "pipocam" na
rede. Não é à toa. De um canto a outro do
país, o mal provoca barulho, tendo contaminado quase 30
mil brasileiros somente em 2009. Se, então, é tão
ameaçador e antigo no mundo, por que até hoje uma
vacina não foi desenvolvida? Na verdade, ela já foi
criada, e está sendo usada no interior de Minas Gerais,
onde 16 mil pessoas receberam a imunização e ficaram
protegidas. "Mas pergunto: existe interesse farmacêutico
por doença de pobre?", provoca Wilsom Mayrink, médico
e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que
há 40 anos se empenha na busca pela cura da leishmaniose
e é responsável pelo projeto, desenvolvido no Departamento
de Parasitologia da universidade.
Na penúltima reportagem da série sobre doenças
negligenciadas, a estrela é a leishmaniose - que já invadiu
o meio urbano, fez vítimas de diferentes classes sociais
e ainda enfrenta preconceitos, como lamenta Mayrink. Ele e sua
equipe estão atrás da cura desde a década
de 1970. É para o tipo de leishmaniose tegumentar e cutânea,
que acomete a pele e as mucosas do contaminado, que eles inventaram
a vacina. Somente em 2009, a doença atingiu 21 mil brasileiros
e, em Minas Gerais, onde ela é mais comum, foram 1.021
infectados, segundo dados do Ministério da Saúde.
A pesquisa
coordenada pelo médico foi baseada em estudos
do pesquisador paulista Sales Gomes realizados em 1939. Em 2001,
depois de 30 anos de trabalho, a imunização foi
liberada pelo governo federal para uso terapêutico. Na época,
a injeção apresentava resultados positivos, mas
mesmo assim não foi aprovada para o uso de efeitos de
resistência à doença. Em 2002, a equipe a
aplicou em 16 mil pessoas em Caratinga, no Vale do Rio Doce. "Até este
ano, nenhum deles pegou a doença", revela Wilsom,
destacando alguns ocorridos que comprovam a eficácia da
dose. "Teve um senhor que nos procurou e disse que estava
doente, e estranhava, pois ninguém da sua família
estava. Aí, ele lembrou que sua esposa e filhos tinham
se vacinado, e ele não", conta animado.
Além de uso humano, os pesquisadores também desenvolveram
um antígeno para uso canino. "A Fundação
Ezequiel Dias (Funed) sinalizou interesse em fabricar em larga
produção, mas, enquanto isso não ocorre,
continuamos a aplicá-la em Caratinga. Temos resultados
altamente satisfatórios, mas a indústria farmacêutica
não quer investir", lamenta o pesquisador, garantindo
que isso não impede os cientistas de continuarem o trabalho. "Acreditamos
no que criamos e temos bons resultados para isso."
Para o tipo
visceral da leishmaniose, que acomete as vísceras,
como o fígado e o baço, e é considerada
a forma mais grave, tendo contaminado 3 mil brasileiros em 2009,
também há avanços. Foi comprovada em agosto
a eficácia de 96,4% da vacina canina Leish Tec, criada
por pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas
da UFMG e produzida pelo laboratório Hertape Calier Saúde
Animal SA. Os mesmos cientistas encaram agora outro desafio:
o de criar a vacina para os humanos, que, se aprovada, deve chegar
ao mercado em cinco anos, estima-se.
A vacina
recombinante foi produzida pela Hertape Calier, por meio de
acordo de transferência de tecnologia. Em 2008,
ela chegou ao mercado. Aprovada pelo Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, a imunização desde
então é indicada por veterinários para cães
- cujos donos chegam a pagar R$ 100 por cada uma das três
doses necessárias na primeira vez que o animal é vacinado.
Depois, é dada uma dose anualmente.
Como preconizado
pelo ministério, a empresa responsável
pela Leish Tec fez a análise da eficácia das doses
em campo, na cidade de Porteirinha, no norte de Minas Gerais.
Metade da população inicial de 1,2 mil cães
saudáveis recebeu a vacina. "Depois de dois anos,
96,41% dos animais imunizados não apresentaram a doença.
Isso é o primeiro passo para a proteção
entrar no calendário nacional", aposta o veterinário
e gerente de marketing da empresa, Luciano Resende.
De acordo
com ele, além da eficácia da dose foi
avaliada a possibilidade de transmissão da doença. "O
cão, ao entrar em contato com o protozoário, se
vacinado, reduz em 50% sua capacidade de transmitir a doença
para o ser humano."
Os pesquisadores
mineiros querem agora dar um passo maior. Segundo conta um
dos responsáveis pela vacina, Ricardo Gazinelli,
coordenador-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
de Vacinas (INCT), professor do Departamento de Bioquímica
e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas
(ICB/UFMG) e pesquisador do Centro de Pesquisas René Rachou
da Fiocruz Minas, já foram dados os primeiros passos para
desenvolver a mesma vacina em humanos. A fase é de escolha
do adjuvante imunológico.
"Estamos testando em camundongos os vários tipos
existentes. Vai demorar. Não é rápido, pois
está em teste a capacidade de induzir a resposta imunológica
do ser humano. Quando criamos a vacina, há 10 anos, usamos
um adjuvante aprovado para o uso em animais, e não em
pessoas", diz, reconhecendo que não será preciso
outra década para encontrar a fórmula certa. A
expectativa é de que a novidade esteja pronta em cinco
anos. "Para o financiamento da proposta, haverá a
parceria com uma grande indústria farmacêutica,
com quem já estão em andamento os últimos
acertos", revela.
Diagnóstico
Enquanto
Minas Gerais se mexe para encontrar a vacina certa contra a
leishmaniose,
em São Paulo pesquisadores se debruçam
para encontrar um meio menos invasivo para diagnosticar a doença.
Segundo explica a pesquisadora do Laboratório de Parasitologia
do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São
Paulo (USP) Lúcia Maria Almeida Braz, hoje, para saber
se a pessoa está ou não doente, é feita
uma pulsão da medula. "É uma forma muito invasiva,
a pessoa que se submete fica com dor, precisa ser internada",
diz. A intenção da USP é mostrar, segundo
ela, que é possível fazer o teste usando amostra
de sangue. "Estamos na fase dos experimentos e a expectativa é de
que em 2012 já tenhamos uma resposta em mãos",
aposta, explicando que o atual teste leva o que é recolhido
de medula óssea na lâmina para ser analisado em
microscópio. "O mesmo pode ser feito com o sangue,
pois a sensibilidade é igual. É o que queremos
provar", destaca Lúcia, revelando que serão
coletados 3ml de sangue de 40 pacientes. "Em meados de março,
teremos o resultado disso", promete.
EM
NÚMEROS
500 MIL
Total
de casos novos registrados anualmente no mundo, segundo estimativa
da Organização Mundial da Saúde.
Cerca de90%deles ocorrem em Bangladesh, no Brasil, na Índia,
no Nepal e no Sudão
34.583
Casos
de leishmaniose visceral registrados no país de
2000 a 2009, com média anual de 3.458 confirmados
1.771
Total de mortes entre 2000 e 2009 no Brasil
PORTAL
DA SAÚDE
HR
investe em sistema para aprimorar gestão
Verba
do S.O.S Emergências será aplicada no hospital
e será usada para incrementar a inclusão digital
na unidade
A ação S.O.S Emergências, promovida pelo
Ministério da Saúde e lançada em Pernambuco
no último dia 8, já começa a ter resultados
práticos dentro do Hospital da Restauração
(HR) com a formação do Núcleo de Acesso
e Qualidade Hospitalar (NAQH). Este núcleo será responsável
pela elaboração de projeto para promover o enfrentamento
das principais necessidades do hospital, qualificar a gestão,
ampliar o acesso aos usuários em situações
de urgência e garantir atendimento ágil, humanizado
e com acolhimento.
Todas as
ações envolvidas neste projeto deverão
ser financiadas a partir dos R$ 3,6 milhões que serão
entregues anualmente pelo Ministério da Saúde ao
HR.
O trabalho
do Núcleo - integrado por representantes da
Secretaria Estadual de Saúde e do próprio hospital
- será supervisionado pelo Comitê Nacional de Acompanhamento
do S.O.S Emergências, constituído por representantes
dos Hospitais de Excelência, Conselho Nacional dos Secretários
de Saúde (Conass), Conselho Nacional dos Secretários
Municipais de Saúde (Conasems) e Ministério da
Saúde.
RECURSOS
O hospital
já recebeu do Ministério da Saúde
R$ 200 mil que, de acordo com o diretor geral do HR, Miguel Arcanjo,
será usado para a aquisição de 15 computadores
e outros equipamentos eletrônicos para a emergência
tais como impressoras e leitores ópticos fixos e móveis
que ajudarão na identificação de pacientes
e medicamentos. As máquinas serão ligadas em rede
e receberão um sistema integrado de gestão hospitalar
que vai facilitar o acompanhamento médico dos pacientes. “A
informática é uma ferramenta indispensável
ao trabalho médico, otimizando o atendimento prestado à população”,
afirma Miguel Arcanjo.
Com o sistema
integrado cada paciente será identificado
a partir do número do cartão do SUS e possuirá o
histórico médico salvo dentro do sistema. Dessa
forma, caso realize uma nova entrada no hospital, ele poderá ser
acompanhado de forma mais eficiente, levando em conta o atendimento
prestado anteriormente. Os computadores vão garantir maior
agilidade na emergência. Os médicos poderão,
por exemplo, realizar a solicitação de medicamentos
através da rede, que avisará à farmácia
sobre a demanda. A circulação de pessoas e recursos
entre os setores do hospital ficará mais rápida.
INCLUSÃO
A implantação do sistema integrado envolve o treinamento
de todos os funcionários do HR. A maior parte deles receberam
aulas do projeto de inclusão digital. Agora, a verba enviada
pelo Ministério da Saúde vai auxiliar na segunda
etapa do treinamento, quando os funcionários vão
aprender a utilizar o próprio sistema de gestão.
Os computadores
deverão começar a funcionar em
alguns setores do hospital no dia 1º de março. Quando
a rede estiver completamente instalada, os colaboradores terão
acesso a informações específicas, de acordo
com suas funções. Os médicos poderão,
por exemplo, visualizar exames de imagem na tela do computador,
sem necessidade de impressão, enquanto os administradores
do hospital vão acessar dados numéricos sobre os
pacientes e recursos do HR.
AÇÃO
O Hospital
da Restauração é uma das 11
unidades hospitalares do País que fazem parte do S.O.S
Emergências, ação estratégica para
a qualificação da gestão e do atendimento
em grandes instituições que atendem pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). A iniciativa integra a Rede Saúde
Toda Hora. Os hospitais selecionados são referências
regionais, possuem mais de 100 leitos, têm pronto-socorro
e realizam um grande número diário de internações
e atendimentos ambulatoriais.
Esta estratégia funciona de forma articulada com os demais
serviços de urgência e emergência que compõem
a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério
da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais
em todo o País. Esses serviços englobam o SAMU
192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços
da Atenção Básica e Melhor em Casa.
HOSPITAL
A gestão do HR é estadual. A unidade realiza,
mensalmente, 2.300 internações. Foram 8,4 mil internações
de janeiro a agosto de 2011. No mesmo período, ocorreram
36,6 mil atendimentos gerais, entre emergência e internações.
O Ministério da Saúde repassou, entre janeiro e
agosto deste ano, R$ 26,9 milhões para custear esses atendimentos
hospitalares. A instituição possui três habilitações
em alta complexidade: neurologia/neurocirurgia, queimados e trauma-ortopedia.
DIÁRIO
DO GRANDE ABC
Ambulatório da Medicina ABC passa a atender convênios
Foi inaugurado
ontem o novo ambulatório de especialidades
da Faculdade de Medicina do ABC que, remodelado, passa a atender
também pacientes particulares e de planos de saúde
privados, em área e horário diferenciados. O investimento
total foi de R$ 1,5 milhão em reformas e compra de equipamentos.
Atualmente,
o ambulatório atende 20 mil pacientes do
Sistema Único de Saúde mensalmente. "Esse
serviço não será prejudicado, continuaremos
a realizar o atendimento normalmente", garante o diretor
da FMABC, Adilson Casemiro Pires. Com as novas instalações,
a capacidade do espaço comportará o acréscimo
de 200 pessoas por dia, que serão atendidas com consulta
agendada, das 7h às 19h.
O preço das consultas para particulares é de R$
150. Na carteira da FMABC já consta atendimento a três
planos de saúde, e outros três estão em fase
de negociação. Também está sendo
analisada a possibilidade de atendimento para servidores das
prefeituras de Santo André, São Bernardo e São
Caetano.
ESPECIALIDADES
O local oferece
26 modalidades clínicas, entre as quais,
dermatologia, oncologia, ginecologia e cardiologia. A reforma
contempla também a melhoria na sinalização
das alas internas e na entrada pela Avenida Príncipe de
Gales, que ganhou fachada envidraçada e centraliza em único
lugar toda a triagem inicial antes espalhada por cinco recepções.
O atendimento central também fará marcações
de retornos e exames, agilizando o serviço ao paciente
que já está cadastrado.
Antes, o
sistema era porta aberta, ou seja, por ordem de chegada, ocasionando
filas
que começavam de madrugada. Desde janeiro,
a primeira consulta passou a ser feita no município por
meio das UBSs, que fazem o encaminhamento para as especialidades
do Ambulatório.
A FMABC informa
a cada mês as vagas disponíveis à Central
de Regulação do Grande ABC, que se incumbe de distribuir
essas vagas. Com as reformas, a meta é reduzir em até 50%
o tempo de espera por consulta, que hoje é de duas horas.
AMAZÔNIA
JORNAL
Mudança
desperta otimismo
Resolução reduz tempo de espera na hora de marcar
consultas e é bem recebida por usuários de planos
de saúde
Usuários de planos de saúde, em Belém,
se mostram otimistas com as novas regras para marcação
de exames e consultas, em vigor desde a segunda-feira, 19. A
resolução da Agência Nacional de Saúde
(ANS) determina que consultas básicas sejam marcadas em
até sete dias úteis. Consultas mais complexas e
exames devem ser marcados no prazo máximo de 14 e 21 dias,
respectivamente.
"Essa obrigatoriedade é muito importante porque
a gente recorre aos planos de saúde, mesmo com o custo
elevado, justamente para contar com um atendimento ágil
e de qualidade, que não teríamos no SUS (Sistema Único
de Saúde)", opinou a engenheira civil Lúcia
Amaral.
Apesar de
ser apontada como principal motivo para a contratação
de um plano de saúde, a agilidade nem sempre está presente
nos atendimentos. A dona de casa Jodelma Marçal, 39 anos,
contou que já precisou esperar até um mês
e meio para conseguir se consultar com um oculista. "Não
sei se é por falta de médicos, mas algumas especialidades
realmente são bem difíceis de conseguir consultas
rapidamente", opinou. Para ela, a estipulação
de prazo para que as empresas atendam a solicitação
dos usuários veio em boa hora, mas precisa ser garantida. "Agora
temos de observar se esses prazos serão realmente respeitados.
A fiscalização precisa ser rigorosa", alerta.
Pela Resolução Normativa nº 259, publicada
em junho deste ano, que estabeleceu as novas regras, os usuários
que se sentirem lesados devem entrar em contato com a própria
ANS e denunciar o descumprimento da regra. Diante da ineficácia
do plano de saúde em cumprir os prazos estipulados, o
paciente também pode marcar uma consulta particular. Nesse
caso, o plano será obrigado fazer o reembolso previsto
no contrato. De acordo com a ANS, os planos de saúde têm
obrigação de disponibilizar um horário dentro
do prazo previsto com qualquer médico, e não com
um profissional específico.
O prazo máximo de sete dias vale para consultas com pediatra,
clínico geral e ginecologista. Já os exames de
laboratório deverão ser realizados em até três
dias úteis. Os outros exames de diagnóstico em
até dez dias. Procedimentos de alta complexidade devem
ocorrer em até 21 dias. Se o médico de confiança
do paciente não tiver o horário na agenda, o plano
de saúde tem que garantir o atendimento mesmo que com
outro especialista.
PORTAL R7
Tipo mais agressivo de HIV pode explicar recorde de mortes por
Aids no RS
Nos últimos cinco anos, a região Sul do Brasil
teve o maior número de casos e de mortes por Aids de todo
o país. Entre as dez cidades com o maior número
de casos por 100 mil habitantes em 2010, todas são da
região, na maioria no Rio Grande do Sul.
A região é a que tem o maior coeficiente de mortos
pela doença, nove por 100 mil habitantes. No Brasil, esse índice é de
6,3 por 100 mil/hab. Os dados são do Boletim Epidemiológico
Aids e DST 2011, divulgado em novembro pelo Ministério
da Saúde.
As causas
desses fenômenos são variadas, mas um
subtipo da doença, o vírus C (uma das variações
do vírus HIV-1), encontrado somente na região Sul,
pode influenciar esses números. Existem ao menos dez subtipos
de HIV dentre os dois vírus existentes, o HIV-1 e HIV-2.
Segundo Ricardo
Charão, coordenador da seção
de DST/Aids, o subtipo do HIV encontrado majoritariamente no
Rio Grande do Sul, seguido de Santa Catarina e Paraná, é bem
mais agressivo do que o subtipo B – o mais comum no país.
- Ele deteriora
o sistema imunológico rapidamente e é mais
resistente à medicação antirretroviral.
Por isso é uma das causas pelas quais temos uma mortalidade
alta no Rio Grande do Sul, que é o dobro da nacional.
Vírus
e tuberculose matam
Porto Alegre
lidera o “top 10” de incidência
da doença, com 99,8 casos por 100 mil habitantes em 2010.
Outras cidades de sua região metropolitana também
contam com valores altos: Alvorada (81,8), Sapucaia do Sul (66,4)
e Canoas (57,4). Além dessas, está a fronteiriça
Uruguaiana (67). Balneário Camboriú (77,7), Criciúma
(61,9), Biguaçu (60,1), Pinhais (58,1) e Florianópolis
(57,9) completam a lista, dominada pelos Estados sulistas.
Entretanto,
não há consenso de como o vírus
chegou à região, nem do porquê de sua falta
de capacidade de ultrapassar as barreiras regionais. De acordo
com Charão, acredita-se que o vírus proveniente
da África tenha entrado no país pelo porto de Rio
Grande, incubado em algum marinheiro ou passageiro infectado.
Uma das possíveis causas para o vírus permanecer
na região seria pelo que a ciência conhece como “efeito
fundador”. Isto é, quando um subtipo de um vírus
se instala e se dissemina em uma região, tende a ocupar
o espaço que poderia ser de outro subtipo do mesmo vírus,
explica o infectologista Celso Granato, da Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo).
- Quando
esse pessoal começou a entrar em contato com
o vírus B, esse vírus não conseguiu mais
se estabelecer porque já estava com o espaço ecológico
ocupado por outro tipo de vírus. Então o C não
consegue se sobrepor ao B e o B não consegue se sobrepor
ao C, onde ele chegou primeiro.
Charão aponta outros fatores para a disseminação.
- Outra causa
da mortalidade de Aids no Rio Grande do Sul é a
correlação entre tuberculose e HIV, principalmente
em Porto Alegre que tem uma incidência alta da doença,
e onde a tuberculose se apresenta com a maior causa de morte
entre as pessoas com HIV.
Para diminuir
as mortes, ações conjuntas da Secretaria
Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e do Ministério
da Saúde estão oferecendo tratamento da tuberculose
em centros de atendimento de portadores de HIV, como forma de
facilitar a adesão aos medicamentos corretos.
Droga
na veia também é vilã
Para o diretor
do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, um dos motivos
para a epidemia de Aids no Rio Grande do Sul ser maior que em
outros Estados é a quantidade de municípios localizados
em faixa litorânea e em região de fronteira, locais
considerados porta de entrada de drogas e zonas de prostituição.
- A região sul tem duas fronteiras: a fronteira interna,
que talvez explique parcialmente, e uma parte de litoral, que
está com alta incidência e onde tem essa história
de acesso à droga, que é uma possibilidade.
Hipótese que se confirma em números. De acordo
com Charão, 5% dos casos de Aids no Rio Grande do Sul
têm relação com o uso de drogas na veia.
- No Rio
Grande do Sul e em Santa Catarina temos um alto índice
de uso de droga injetável, principalmente cocaína,
através do compartilhamento de seringas.
O argumento
foi lembrado pelo ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, no dia do lançamento do boletim.
- O que pode
explicar um pouco a situação do Rio
Grande do Sul é que há dez anos atrás a
presença da transmissão por uso de drogas endovenosas
era maior no Rio Grande do Sul do que em outras regiões
do país, e isso pode contribuir para a explicação.
as o que temos que fazer agora é reforçar as campanhas
e o diagnóstico precoce no Rio Grande do Sul e nos outros
Estados do Sul do país.
De acordo
com o último Levantamento Domiciliar sobre
o uso de drogas psicotrópicas no Brasil, do Obid (Observatório
Brasileiro de Informações sobre Drogas), datado
de 2005, enquanto a cocaína é a quinta droga mais
consumida pelos brasileiros, no Sul é a quarta. E, enquanto
a heroína, droga também de uso endovenoso, é a
15ª droga mais usada no país, de um ranking de 16,
no Sul é a 14ª.
Problema
para todos: falta de diagnóstico
Mas é ainda a falta de diagnóstico precoce a maior
pedra no sapato no combate da doença, de acordo com o
coordenador de DST do Rio Grande do Sul. Segundo ele, há uma
dificuldade real de acesso ao diagnóstico no Estado, onde “as
pessoas chegam tarde para fazer o teste e já doentes de
Aids, ou o fazem, mas não vão buscar”.
Dado confirmado
pelo ministro, que afirmou que as campanhas de conscientização nos pequenos municípios
podem ser decisivas no combate à Aids.
- O crescimento
[dos casos de Aids] dos menores municípios
foi muito maior do que em outras regiões do país.
Por isso as campanhas com mídias que chegam aos pequenos
municípios e o reforço da capacitação
dos profissionais que atuam neles pode ser decisivo para que
a gente reduza a transmissão. Para isso estamos usando
o teste rápido que pode ser feito no centro de saúde
na área rural.
Terça-feira,
20.12.11
PORTAL
DA SAÚDE
Saúde e Butantan fecham acordo para fabricação
de vacinas
Acordo firmado
com o laboratório para promover o desenvolvimento
e a produção nacional de vacinas, soros e hemoderivados.
O Ministério da Saúde e o governo do Estado de
São Paulo firmaram nesta terça-feira (20) acordo
para estimular a produção nacional de produtos
biológicos, como vacinas, soros e hemoderivados, pelo
Instituto Butantan. A parceria foi definida em visita do ministro
Alexandre Padilha ao laboratório público paulista.
O investimento
do ministério será inicialmente
de R$ 20 milhões no aprimoramento da produção
do laboratório, com destaque para as vacinas contra difteria,
tétano, coqueluche e hepatite B. O estado dará contrapartida
de outros R$ 20 milhões. Os recursos, que serão
aplicados ao longo de 2012, são quase cinco vezes maiores
que o investimento federal médio anual feito no Butantan
ao longo dos últimos oito anos.
Também foi firmado acordo de cooperação
técnica entre o Butantan e a Empresa Brasileira de Hemoderivados
e Biotecnologia (Hemobrás), que trabalharão em
parceria para aprimorar a produção de derivados
do sangue no país. A Hemobrás focará no
atendimento em larga escala do mercado nacional, enquanto o Butantan
apoiará o desenvolvimento de tecnologias para os hemoderivados.
A Hemobrás comprometeu-se também a fornecer ao
Butantan os lotes pilotos de plasma que o laboratório
usará na pesquisa e no desenvolvimento de hemoderivados.
“É bom para o país e para o SUS termos a
Hemobrás, que será a maior produtora de homoderivados
do Brasil, e o Butantan trabalhando juntos. Esta parceria é um
grande passo para tornar o Brasil auto-suficiente em hemoderivados” declarou
Padilha.
O Instituto
Butantan é uma instituição
estratégica para o desenvolvimento de produtos biológicos,
pois produz e fornece para a rede pública as vacinas para
influenza, difteria e tétano, hepatite B, tríplice
DTP (difteria), tétano e pertussis (coqueluche). Neste
ano, o laboratório iniciou a produção independente
de vacinas da gripe, fornecendo cerca de 3 milhões de
doses para a última campanha sazonal do Ministério
da Saúde. A previsão é que, a partir de
2012, o Butantan passe a produzir, anualmente, cerca de 20 milhões
de doses, o suficiente para suprir as necessidades da campanha
sazonal.
OUTRAS PARCERIAS
O Ministério da Saúde tem estabelecido diversas
Parcerias para Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com laboratórios
públicos e privados, com o objetivo de desenvolver o Complexo
Industrial da Saúde. Este ano, foram firmadas nove novas
parcerias com empresas públicas e privadas, totalizando
28 acordos em andamento para produção nacional
de tratamentos de doenças que atingem a população,
como Parkinson e artrite reumatóide.
Com todas
essas parcerias, 29 produtos de saúde (28 medicamentos
e o DIU) passarão a ser fabricados no país. A produção
de cinco deles já começou – tenofovir, clozapina,
quetiapina, toxina botulínica, e tacrolimo. Os medicamentos
envolvem tratamento para DSTs, doenças crônicas
não transmissíveis, doenças degenerativas,
doença de Crohn, antipsicóticos, hemofilia e tuberculose.
Estão envolvidos 31 laboratórios, sendo 10 públicos
e 21 privados, nacionais e estrangeiros.
As parcerias
vão gerar uma economia estimada de R$ 400
milhões por ano. Este valor, somado à redução
de custos gerada por inovação tecnológica
e melhor gestão de recursos em vacinas, negociações
e centralização de compras, leva a uma redução
de gastos equivalente a R$ 1,7 bilhão por ano no orçamento
do Ministério da Saúde.
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério da Saúde
reajusta valores do Piso Fixo
Os complementos
serão repassados às unidades federadas
que tiveram aumento populacional segundo o Censo Demográfico
realizado pelo IBGE
O Ministério da Saúde, por meio da portaria número
2.980, de 15 de novembro de 2011, publicada nesta sexta-feira
(16), fixa valores complementares ao Piso Fixo de Vigilância
Sanitária (PFVISA) que serão repassados aos estados
e municípios em que a população foi aumentada,
de acordo com a população do Censo Demográfico
2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Os valores complementares e os estados e municípios
que os receberão estão listados nos anexos I e
II da portaria. O Ministério da Saúde fará o
reajuste, por ato específico, dos valores referentes às
unidades federadas que tiveram redução populacional.
REVISTA
APÓLICE
Trajetória da Amil é case
de estudo na Universidade de Harvard
A trajetória de 40 anos de atividades na área
da saúde suplementar da Amil Assistência Médica
foi tema de case de estudo na Universidade de Harvard, Estados
Unidos. A história da Amil foi escolhida como foco de
debate para abertura do ano letivo do programa de MBA em Health
Care, que conta com mais de 40 executivos e empresários,
e foi a primeira empresa brasileira de saúde a apresentar
um case em Harvard.
Para apresentar
o case em Harvard, executivos da Amil seguiram para os Estados
Unidos com o propósito de compartilhar
a história da empresa, que foi criada em 1972, com a Casa
de Saúde São José, na cidade fluminense
de Duque de Caxias. Três grandes destaques do Case são
o Programa Amil de Qualidade de Vida (PAQV), a Gestão
de Pacientes de Alto Risco (GPAR) e o Sistema Integrado de Saúde
(SIS), corroborando para as ações de Gestão
de Saúde da empresa.
"A história da Amil é marcada por grandes
conquistas e desafios que serviram de aprendizado, pautados por
um DNA criativo, ousado e inovador. Dividir todo esse legado
com executivos americanos comprova que a nossa estratégia
de negócios é exemplo para o Brasil e o mundo",
ressalta Paulo Marcos Senra Souza, assessor da presidência
e um dos executivos que esteve em Harvard.
O interesse
da Universidade de Harvard pelo modelo de gestão
de saúde desenvolvido pela Amil surgiu após visita
da professora de administração da Instituição
de ensino e uma das principais referências em assuntos
sobre crise no sistema de saúde, Regina Herzlinger. Na
ocasião, a professora conheceu o conceito de assistência
integrada à saúde utilizado pela operadora e que
beneficia milhares de pacientes.
"Nenhuma empresa está estruturada como a Amil e
não há em estudo um case sobre o mercado de saúde
com essa profundidade e ótica. A empresa se destaca das
outras pelo seu grande potencial administrativo e inovador",
disse a professora Regina Herzlinger.
BRASIL
ECONÔMICO
Fleury
firma contrato com a rede de hospitais São Luiz
O laboratório Fleury realizou acordo para oferecer seus
exames na rede de hospitais São Luiz.
A rede São Luiz é composta por três unidades
hospitalares, localizadas no Itaim Bibi, Anália Franco
e Morumbi.
As unidades
Itaim Bibi e Anália Franco já são
atendidas pelo laboratório desde 29 de outubro e 27 de
novembro, respectivamente.
A partir
desta terça-feira (20/12), o grupo também
fará a prestação de serviços - que
envolve diagnósticos de análises clínicas
e imagem - também na Unidade Morumbi.
ESTADÃO.COM.BR
Mamografia
3D 'vê' tumor milimétrico
Técnica, disponível em dois centros médicos
de SP, aumenta a detecção precoce do câncer
Tatiana Piva, Jornal da Tarde
A mamografia
3 D, ou tomosssíntese, se mostrou capaz
de aumentar em até 12% a detecção precoce
do câncer de mama, doença responsável por
quase um terço de todas as neoplasias que afetam as paulistanas.
O resultado foi apresentado na edição 2011 do Congresso
Europeu de Radiologia pelo Centro de Diagnóstico Brasil
(CDB) Premium - o primeiro a adquirir a tecnologia na capital.
Há um outro aparelho desse tipo também no Hospital
Sírio Libanês.
O principal
benefício da técnica é produzir
imagens mais precisas dos contornos de um tumor, uma pista importante
na hora de investigar suspeitas de câncer: bordas irregulares
costumam sugerir malignidade. Quando a lesão é muito
pequena, contudo, essa tarefa é mais difícil. "Com
a tomossíntese há melhor definição
das bordas das lesões, possibilitando obter melhor detecção
de lesões muito sutis", diz o radiologista Aron Belfer,
especialista no diagnóstico de câncer de mama e
coordenador dos estudos realizados no CDB. A unidade trabalha
com a técnica desde o ano passado e o estudo é um
balanço dos resultados obtidos até o momento.
A Secretaria
de Estado da Saúde, por meio de sua assessoria,
informou à reportagem que não há previsão
de incorporação da técnica ao Sistema Único
de Saúde (SUS). O custo é um fator impeditivo:
o equipamento 3D custa quase o dobro do valor de um mamógrafo
digital. "Mas também existe uma economia, já que
essa técnica faz com que sejam produzidas menos imagens",
ressalta Belfer. Com a mamografia 3D, a redução
no total de imagens feitas das mamas, em relação
ao procedimento tradicional, é de até 40%, afirma
o médico.
Na técnica comum, explica Belfer, são fornecidas
imagens bidimensionais de uma estrutura que é tridimensional. "Então,
pode ocorrer uma superposição de estruturas em
planos diferentes da mama, escondendo lesões bem pequenas.
Cada imagem da tomossíntese representa um plano de 1 mm
da mama, eliminando essa superposição dos tecidos."
A detecção precoce do tumor é fundamental
para pacientes com câncer de mama. Quando isso ocorre,
a chance de cura passa de 90%, de acordo com o Instituto Nacional
do Câncer (Inca). A instituição estima, para
o próximo ano, 5.760 novos casos de câncer de mama
na capital, o tipo de neoplasia mais incidente nas mulheres da
cidade e também na população feminina do
País.
Detecção
precoce livrou paciente da quimioterapia
Foi graças à definição aprimorada
da mamografia 3 D que a aposentada Maria de Lourdes Pereira,
de 64 anos, conseguiu descobrir um tumor de apenas 5 milímetros.
De acordo com seus médicos, dificilmente seriam identificados
numa mamografia normal. "Em 2008 os exames de rotina apontaram
células que deixaram meu ginecologista desconfiado. Neste
tempo, vim acompanhando com especialistas e resolvi, por orientação
deles, fazer uma mamografia 3D no ano passado" conta. A
suspeita tinha fundamento: a lesão, apesar de mínima,
era maligna. Mas, com a detecção precoce do tumor,
a aposentada ficou livre de problemas decorrentes de estágios
avançados da doença, que costumam levar à cirurgia
de retirada da mama ou de suas partes, além de radioterapia
e quimioterapia. "Só precisei fazer a retirada do
nódulo e mais nada", comemora Maria de Lourdes.
PORTAL R7
Ministro
diz que unidade de tratamento para dependentes químicos
no ABC será prioridade
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira
(20) que a prioridade do governo federal é fazer com que
cada cidade do ABC Paulista tenha uma unidade de atendimento
para dependentes químicos de álcool e drogas. Segundo
ele, a ideia é ter também uma unidade de acolhimento
para moradores de rua nas próprias ruas, funcionando em
horários alternativos.
- Já temos dois consultórios desse tipo funcionando
em Diadema e fazemos uma busca ativa das pessoas que estão
vivendo nas ruas para verificar problemas de saúde e fazer
avaliação específica sobre uso de drogas
e risco de vida.
Padilha participou
da inauguração da UPA (Unidade
de Pronto Atendimento) Paineiras, em Diadema, no ABC Paulista.
A unidade beneficiará 120 mil habitantes, com pronto atendimento
e emergência adulto e infantil, com capacidade para atender
300 pacientes por dia. A unidade foi construída pelo município
em parceria com o governo federal, que investiu R$ 1,5 milhão
nas obras e R$ 500 mil em equipamentos.
A UPA fará exames e tem espaço para observação
com 10 leitos, cinco consultórios, sala de inalação,
raio X, sala de emergência, classificação
de risco. A UPA fica junto à UBS (Unidade Básica
de Saúde) Paineiras, que foi reformada com recursos da
prefeitura.
Para Padilha,
o município de Diadema sempre foi referência
em saúde e tem mantido a tradição. Entre
as inovações, o ministro destacou a implantação
do cartão do SUS (Sistema Único de Saúde),
que servirá para o agendamento de consultas, o acompanhamento
de tratamento e o aprimoramento do controle e da fiscalização.
- A partir
de fevereiro do ano que vem, para todas as internações
será necessário o cartão do SUS. Se a pessoa
não tiver, será cadastrada na hora para registrar
a internação. Aos poucos vamos reforçando
o combate ao desperdício de recursos na saúde e
humanizando o atendimento.
AGÊNCIA
BRASIL
Governo
do Rio antecipa inauguração de centros
de hidratação contra a dengue
A possibilidade
de um agravamento na epidemia de dengue em 2012 forçou o governo do Rio a antecipar os cuidados contra
a doença. Dois centros de hidratação, onde
os pacientes recebem soro e medicação, vão
ser inaugurados na próxima quinta-feira (22), no município
de São Gonçalo, na região metropolitana.
A capacidade
dos centros é 600 atendimentos por dia.
Os pacientes vão passar por uma consulta prévia
e após serão encaminhados para receber soro e fazer
exames de sangue, com a contagem de plaquetas, medida fundamental
no controle do tipo mais grave da doença, a dengue hemorrágica.
Os centros
de hidratação vão ficar no centro
e no bairro do Rio do Ouro. A preocupação das autoridades
sanitárias é com a possibilidade do agravamento
da epidemia, com as presenças de dois tipos de vírus
da dengue nessa temporada, o tipo 1 e o tipo 4, para os quais
grande parte da população não está imune.
Neste ano,
foram registrados 165.794 casos de dengue no estado do Rio,
com 137 mortes. O
período mais preocupante costuma
ser de março a maio, quando ocorre o pico da epidemia,
por causa do calor e das chuvas. Mas este ano a incidência
pode ocorrer já nos meses de verão, se for confirmado
prognóstico meteorológico de um mês de janeiro
chuvoso.
PORTAL
DA SAÚDE
Assistência odontológica é reforçada
em 22 estados
Ministério da Saúde vai investir R$ 3,8 milhões
para compra de equipamentos, que serão utilizados pelas
equipes de saúde bucal em 180 municípios.
Os brasileiros
terão mais acesso a assistência
odontológica pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). O programa Brasil Sorridente, do Ministério da
Saúde, liberou R$ 3,8 milhões para reforçar
a assistência por meio da compra de equipamentos odontológicos
destinados ao trabalho das equipes de saúde bucal que
foram implantadas este ano. Serão beneficiados 180 municípios
em 22 estados (ver quanto cada estado e município receberá no
fim do texto).
O coordenador
de Saúde Bucal, Gilberto Pucca, afirma
que a liberação de recursos faz parte do compromisso
assumido pelo governo federal de apoiar a implantação
de novas equipes de saúde bucal na estratégia Saúde
da Família. “Ampliamos o acesso, mas também
garantimos um atendimento de qualidade. O programa investe tanto
na aquisição de material quanto no treinamento
dos profissionais”, diz Pucca. A portaria autorizando o
repasse foi publicada esta semana no Diário Oficial da
União. Os recursos deverão estar disponíveis
até o início de 2012.
O valor destinado
a cada município é proporcional
ao número de novas equipes de saúde bucal formadas
e pode ser usado na compra da cadeira odontológica. Caso
o município já tenha adquirido o equipamento com
recursos próprios, o valor poderá ser utilizado
para aquisição de outros aparelhos ou instrumentais
odontológicos, de acordo com a necessidade do atendimento.
ATENDIMENTO QUALIFICADO
As equipes
de saúde bucal, integrantes da estratégia
Saúde da Família, não fazem apenas o atendimento
clínico, como limpeza dos dentes e tratamentos de cáries.
Elas também realizam um trabalho de prevenção
e de classificação de risco. Com isso, ocorre a
racionalização do atendimento, atendendo primeiro
quem mais precisa. A eficiência das equipes pode ser medida
no levantamento epidemiológico de saúde bucal realizado
em 2010 – Pesquisa SB Brasil – que mostrou melhora
dos índices de saúde bucal da população
principalmente nas áreas onde há maior cobertura
de equipes de saúde bucal.
Em 2011,
o Brasil Sorridente implantou 970 novas equipes de saúde bucal. Hoje, existem 21.394 equipes, em 87% dos
municípios brasileiros. O cirurgião-dentista foi
a categoria profissional que mais cresceu no SUS nos últimos
10 anos.
PORTAL
DA SAÚDE
Rede
de promoção conta com mais R$ 17,6 milhões
Ministério da Saúde garante recursos para municípios
que, antes mesmo de construírem academias da saúde,
já haviam implantado projetos de promoção
de práticas corporais e atividades físicas
Estados e
municípios que haviam recebido incentivos de
custeio do Ministério da Saúde para desenvolver
ações de promoção à saúde,
oferecendo atividades como as previstas pelo Programa Academia
da Saúde, poderão receber ainda em 2011 recursos
que garantam a continuidade dessas atividades até que
sejam construídas suas academias da saúde. Para
isso, foi publicada a portaria 2989, que destina R$ 17,6 milhões
para o fortalecimento das ações de práticas
corporais e atividades físicas, da Política Nacional
de Promoção da Saúde para todos os estados
e 576 municípios que compõem a Rede Nacional de
Promoção da Saúde e foram contemplados com
incentivo para construção de polos do Programa
Academia da Saúde em 2011.
O repasse
financeiro será feito pelo Fundo Nacional de
Saúde aos Fundos de Saúde Estaduais, Municipais
e do Distrito Federal, por meio do Piso Variável da Vigilância
e Promoção da Saúde. Os recursos serão
repassados em parcela única, sendo R$ 100 mil para os
27 estados, destinados ao desenvolvimento de ações
de apoio técnico e monitoramento dos projetos de promoção
de práticas corporais e atividades físicas dos
municípios e R$ 36 mil para fundos municipais.
CUSTEIO
Após a construção das academias, essa modalidade
de repasse será interrompida e os polos passarão
a receber o repasse previsto para custeio. Caso o município
possua Núcleo de Apoio à Saúde da Família
(NASF), deverá solicitar recurso de R$ 3 mil mensais,
que será repassado fundo a fundo, de forma regular e continuada.
Se não possuir um NASF, ao solicitar, o município
receberá uma única parcela anual de R$ 36 mil.
Os incentivos
de custeio destinam-se ao pagamento das despesas correntes,
ou seja, aquelas
que não contribuem, diretamente,
para formação ou aquisição de um
bem de capital. São despesas que se realizam de forma
contínua. São consideradas despesas correntes:
capacitação, pagamento de profissionais, aquisição
de material de consumo, entre outros.
Para cada
Polo do Programa Academia da Saúde será obrigatório
o cadastramento de profissionais de saúde de nível
superior na quantidade mínima de um profissional com carga
horária semanal de 40 horas ou dois profissionais com
carga horária mínima individual de 20 horas semanais.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br