Leia
nesta edição:
- Frente
Parlamentar das Santas Casas será reinstalada
hoje
- De novo, a CPMF
- Patente
farmacêutica e anuência prévia
- Planos
de saúde: médicos ameaçam
parar
- Governadores
defendem a recriação da CPMF para
custear a saúde pública
- Contra
operadoras, médicos vão parar
- Confederação Nacional de Saúde; CIRCULAR
JURÍDICO 019/2011
- Governadores
do Nordeste defendem criação de
imposto à saúde
- Remédios para diabetes e hipertensão poderão
ser isentos de tributos
Terça-feira,
22.02.11
Agência Câmara de Notícias
Frente
Parlamentar das Santas Casas será reinstalada
hoje
A Frente
Parlamentar é uma associação suprapartidária
destinada a aprimorar a legislação referente a
um tema específico. As frentes podem utilizar o espaço
físico da Câmara, desde que suas atividades não
interfiram no andamento dos outros trabalhos da Casa, não
impliquem contratação de pessoal nem fornecimento
de passagens aéreas. As frentes parlamentares estão
regulamentadas pelo ato 69/05, da Mesa Diretora. Em tese, deveriam
conter 1/3 dos integrantes d Legislativo, mas na prática
esse piso não é exigido. de Apoio às Santas
Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas
na Área de Saúde será reinstalada hoje, às
16 horas, no plenário 8.
A frente
tem entre seus objetivos o aperfeiçoamento da
legislação referente à saúde, influindo
no processo legislativo a partir das comissões temáticas
na Câmara e no Senado; a realização de debates;
e o acompanhamento da política da saúde.
O deputado
Antonio Brito (PTB-BA) será o coordenador
da frente, que conta até o momento com a adesão
de 253 deputados e 5 senadores.
Jornal do Commercio
De novo, a CPMF
Ao invés de cortes, mais recursos. Com a garantia de
que projetos federais em execução no Nordeste não
serão atingidos pelo corte de R$ 50 bilhões, assegurada
ontem pela presidente Dilma Rousseff, os governadores da região,
reunidos em Aracaju (SE), avançaram no debate e recolocaram
na pauta do dia a volta da CPMF, rebatizada de Contribuição
Social para a Saúde (CCS). Esse não é um
desejo apenas dos governadores, desafiados a melhorar a saúde
pública de seus Estados. Faz parte dos planos do governo
federal desde que o Congresso deu fim ao imposto do cheque, em
2007, impondo a maior derrota política do ex-presidente
Lula.
Mas, agora,
são os governadores que parecem dispostos
a bancar uma das medidas mais antipáticas à população:
o aumento de impostos. Vão precisar, porém, de
muita habilidade para justificar sua necessidade. Pois se não
se tratar apenas de discurso, a presidente Dilma já mandou
avisar pelo seu ministro da área, Alexandre Padilha: primeiro é preciso
que os governos façam sua parte, ou seja, provem à sociedade
que o dinheiro está sendo bem empregado, para depois cobrar
essa conta da população.
A União tem agendado para abril o início de um
plano de gestão da saúde que abarca do controle
de desempenho e da cobrança de resultados ao monitoramento
da satisfação do cidadão, usuário
do SUS, com o atendimento do sistema. Até que esse plano
apresente respostas leva tempo. Um tempo do qual também
vão precisar os governadores para fazer o mesmo e encontrar
suas razões que justifiquem a defesa da volta da CPMF.
Valor
Econômico
Patente
farmacêutica e anuência prévia
Por Beatriz Veiga Carvalho e Ana Gabriela Kurtz
Na pequena
reforma que sofreu em 2001, a Lei de Propriedade Industrial
(LPI) -
Lei no 9.279, de 1996 - passou a conter dispositivo
prevendo a anuência prévia da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a concessão
de patentes para produtos e processos farmacêuticos (artigo
229-C).
A inserção de mais uma etapa no processo de análise
das patentes farmacêuticas de forma lacônica, sem
que houvesse um convênio entre a Anvisa e o INPI para regulamentar
a colaboração entre as duas autarquias, gerou conflito
de atribuições e, consequentemente, retardou ainda
mais a concessão das respectivas patentes.
Não há dúvidas de que a Anvisa tem como
atribuição legal a "proteção
da saúde da população, por intermédio
do controle sanitário da produção e da comercialização
de produtos e serviços submetidos à vigilância
sanitária" (Lei no 9.782\/99, artigo 6º). Por
essa razão, parece óbvio que o seu papel ao manifestar
a anuência prévia deveria estar limitado pelo escopo
de suas atribuições legais.
Contudo,
surgiu um conflito quando a Anvisa entendeu que sua análise deveria compreender também os requisitos
legais de patenteabilidade (novidade, atividade inventiva e aplicação
industrial), que, naquela etapa do pedido de patente, já teriam
sido verificados pelo INPI.
A partir
de então, o INPI requereu a manifestação
da Advocacia Geral da União (AGU) sobre o que entendia
ser uma interferência em suas atribuições
legais. O INPI alegou, ainda, que a anuência prévia
da Anvisa deveria se limitar aos depósitos de patente
pipeline, fundamentando-se no fato de que o artigo 229-C foi
sido inserido na parte final da LPI, entre os artigos que regulam
aquelas patentes excepcionais.
Em 16 de
outubro de 2009, a Procuradoria-Geral Federal da AGU expediu
o Parecer
210\/PGF\/AE\/2009, por meio do qual fixou
seu entendimento no sentido de que a anuência prévia
da Anvisa tem a finalidade de "impedir por meio do controle
sanitário a produção e a comercialização
de produtos e serviços potencialmente nocivos à saúde
humana", independentemente de se tratar ou não de
patente pipeline. Portanto, apesar de esclarecer que as atribuições
da Anvisa estender-se-iam a todos os "produtos e processos
farmacêuticos", deixou-se claro que a agência
não deveria adentrar na análise dos requisitos
de patenteabilidade, de competência do INPI.
A agência requereu reconsideração, argumentando
que o Parecer confundia dois institutos distintos, o registro
sanitário e a anuência prévia em pedidos
de patentes, e que o processo de patente não seria instruído
com documentos e estudos que pudessem ser objeto de uma análise
de "segurança e eficácia terapêutica
dos produtos".
O pleito
da Anvisa não logrou êxito, tendo a AGU
reiterado sua posição anterior, através
do recente Parecer 337\/PGF\/EA\/2010, no sentido de que a anuência
prévia, embora não se limitasse às patentes
pipeline, teria a única finalidade de monitorar produtos
ou processos potencialmente nocivos à saúde humana,
em consonância com as atribuições legais
da agência e com o art. 18, I, da LPI, segundo o qual "não
são patenteáveis: I o que for contrário à moral,
aos bons costumes e à segurança, à ordem
e à saúde públicas;(...)".
Acrescentou
a AGU que a Anvisa não pode recusar a anuência
prévia com base em requisitos de patenteabilidade, muito
embora possa tecer comentários e recomendações
ao INPI na forma do artigo 31 da LPI. O Parecer 337\/PGF\/EA\/2010,
por ter sido aprovado pelo advogado geral da União, já vincula
tanto o INPI quanto a Anvisa no que tange ao tema em discussão.
Na mídia, houve manifestações no sentido
de que o conteúdo do Parecer da AGU teria forte influência
sobre a entrada no mercado de medicamentos similares e genéricos.
Argumentam alguns que, ao limitar-se o campo de atuação
da Anvisa na análise dos pedidos de patentes farmacêuticas,
o INPI concederia patentes com menor rigor técnico, criando
barreiras ao lançamento desses medicamentos, que dependem
da expiração da patente dos produtos de referência
para serem comercializados.
No entanto,
parece-nos que o INPI possui todas as condições
técnicas para verificar se uma invenção
farmacêutica atende aos requisitos de atividade inventiva,
aplicação industrial e novidade. Para garantir
que as especificidades da patente de medicamentos sejam observadas,
o INPI certamente precisa contar com um corpo técnico
capacitado, mas jamais seria o caso de subverter os papéis
das autarquias e de conceder à Anvisa atribuições
que a lei de sua criação não previu.
Ademais,
o retrabalho defendido pela Anvisa - dupla análise
dos requisitos de patenteabilidade - tem como efeito uma maior
demora no processo de concessão de uma patente, o que
prejudica na mesma medida o fabricante do medicamento de referência
e o de similares e genéricos.
E enfim,
nada impede que a Anvisa requeira, administrativamente ou pela
via judicial,
a anulação de uma patente
de medicamento que não atenda aos requisitos legais, tanto
de patenteabilidade, quanto de qualidade e segurança dos
produtos, se assim entender necessário. Tal participação é admitida
e manterá íntegras as atribuições
- bastante distintas - de cada uma das autarquias.
O retrabalho
defendido pela Anvisa gera maior demora na concessão
de patente
* Beatriz
Veiga Carvalho e Ana Gabriela Kurtz são associadas
de Mattos Muriel Kestener Advogados
** Este artigo
reflete as opiniões do autor, e não
do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza
e nem pode ser responsabilizado pelas informações
acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência
do uso dessas informações
Estado de Minas
Planos
de saúde: médicos ameaçam
parar
Por Marinella Castro
Nos últimos 10 anos, os honorários médicos
tiveram seu peso no faturamento dos planos de saúde reduzido
em mais da metade, de 40% para 18%. No mesmo período,
o reajuste dos convênios para os consumidores foi de 156%,
enquanto para os profissionais a correção ficou
em 60%. Para chamar atenção da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), médicos de Minas e
de todo o país vão realizar no Dia Mundial da Saúde
(7 de abril) uma paralisação do sistema privado,
que deve atingir dos hospitais aos consultórios particulares.
O formato
da manifestação será decidido
nesta quinta-feira. "Ainda vamos definir como a paralisação
vai ocorrer nas emergências", diz Márcio Bichara,
diretor de saúde suplementar da Federação
Nacional dos Médicos (Fenam). Segundo ele, o lucro do
setor, que faturou em 2010 cerca de R$ 70 bilhões, tem
crescido enquanto o valor das consultas está estagnado. "No
país, o médico recebe em média R$ 32 pela
consulta. Em Minas, este valor varia entre R$ 38 e R$ 40."
A intenção do segmento é envolver a agência
reguladora na negociação de reajustes dos honorários,
o que não ocorre hoje. Além da correção
dos valores pagos nos últimos anos, os médicos
pleiteiam a fixação de um reajuste anual. Segundo
a Fenan, o valor médio da consulta deveria ser de R$ 80,
sendo que em algumas regiões no país não
ultrapassa R$ 25. "A ANS acredita que a questão deve
ser regulada pelo mercado, o que não tem acontecido, e
quem fica penalizado é o paciente", defende Bichara.
Para os médicos, a dificuldade que os usuários
têm enfrentado na marcação de consultas é um
reflexo do desestímulo dos profissionais em função
da baixa remuneração. O presidente do Sindicato
dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Cristiano da
Matta Machado, diz que em Minas a paralisação vai
acompanhar as diretrizes nacionais. Ele cita que em determinadas
regiões do país algumas especialidades já se
descredenciaram em massa dos convênios médicos,
como é o caso da pediatria. Outras estão com forte
movimento, como a cirurgia cardiovascular, neurocirurgia e anestesia.
A ANS prometeu para hoje manifestação oficial sobre
a reivindicação do setor.
Correio Braziliense
Governadores
defendem a recriação da CPMF para
custear a saúde pública
Seis dos
nove governadores que participaram do encontro em Sergipe deram
prova ontem de
que estão dispostos a bancar o ônus
político da aprovação de uma nova CPMF para
financiar a saúde. Sem distinção de governo
ou oposição, vários chefes estaduais reunidos
no Fórum dos Governadores do Nordeste pediram que o governo
federal e o Congresso Nacional criem um novo tributo para custear
o setor. A ideia é de que os recursos extras possibilitem
a recuperação do setor, mas pelo menos três
governadores preferem que o Palácio do Planalto regulamente
a Emenda Constitucional nº 29, que estabelece um percentual
mínimo de repasse dos municípios, estados e União
para a saúde.
Reunidos
em Barra dos Coqueiros, os governadores ensaiaram o coro e
pediram que
o tributo, extinto em 2007, volte a encher
os cofres estaduais. "É fundamental que tenhamos
uma fonte de recursos para custeio. É fundamental implementarmos
uma nova contribuição", pediu Cid Gomes (PSB),
do Ceará. "Sou a favor de uma nova contribuição,
sim", completou Jaques Wagner (PT), da Bahia. Da oposição,
o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB),
também disse que concordava com a criação
de um novo tributo para a Saúde, desde que a contribuição
estivesse incluída no contexto de uma reforma tributária
ampla.
O tucano
participou do encontro como convidado especial, por conta da
ligação econômica do norte mineiro
com o Nordeste. Além de Anastasia, o governador de Alagoas,
Teotônio Vilela (PSDB), também disse que apoiaria
a proposta, caso fosse colocada. Contrários à recriação
da CPMF ficaram os governistas Marcelo Déda (PT), de Sergipe,
e Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, além da oposicionista
Rosalba Ciarlini (DEM), do Rio Grande do Norte. Os três
entenderam que a regulamentação da Emenda 29 já seria
suficiente para recuperar a saúde nos estados nordestinos. "A
saúde pública brasileira está carente de
mais recursos para atender a justa demanda da população
por mais e melhores serviços", pediu Déda.
A partir
da disposição do governo federal em tratar
o tema, o retorno de uma contribuição para financiar
a saúde não deve entrar em discussão já no
primeiro semestre. No início do mês, o líder
do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), endossou
a posição de só discutir um novo tributo
dentro da reforma tributária. Ontem, o senador Paulo Paim
(PT-RS) pediu que o tema não saia de pauta. "Temos
um clima aberto para discutir a contribuição e
o tributo tem de voltar. A saúde está caótica
e não apenas no SUS (Sistema Único de Saúde),
mas também no setor privado", defendeu o senador.
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, foi representada
pelo vice Washington Luiz.
Segundo
escalão
O encontro
com os governadores nordestinos serviu ainda para a presidente
Dilma
Rousseff adiantar os pleitos dos governadores
para o preenchimento de cargos do segundo escalão nos
estados. Embora a presidente não tenha batido o martelo
quanto às definições no Banco do Nordeste
do Brasil (BNB), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas
(Dnocs), Companhia Hidroelétrica do São Francisco
(Chesf) e Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste
(Sudene), as situações em aberto já estão
bem encaminhadas.
A tendência é de que a presidente mantenha o controle
atual das estatais e órgãos, mas troque o comando
da maior parte. Indicação do PT do Ceará,
o Banco Nacional do Nordeste deve ter como novo presidente o
atual diretor de Gestão do Desenvolvimento, José Sydrião
de Alencar Júnior. A Chesf permanecerá sob controle
do PSB e, por indicação de Campos, o secretário
de Recursos Hídricos de Pernambuco, João Bosco
Almeida, deve assumir a presidência da companhia.
Alvo de disputa
entre o PMDB do Ceará e do Rio Grande
do Norte, o Dnocs deve permanecer sob indicação
do líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo
Alves (PMDB-RN). Ele trabalha para manter Elias Fernandes no
posto, mas Dilma ainda pode pedir uma nova indicação.
Na Sudene, o mais cotado é o ex-governador da Paraíba
José Maranhão, mas o peemedebista também
está cotado para assumir a diretoria de Fundos e Loterias
da Caixa.
Correio Braziliense
Contra
operadoras, médicos vão parar
Categoria
reivindica reajuste nos valores pagos pelos planos de saúde e planeja protesto nacional com paralisação
em 7 de abril. A ANS promete agir caso falte atendimento
Por Gustavo Henrique Braga
Usuários de planos de saúde podem se preparar:
médicos de todo o país prometem cruzar os braços
por 24 horas durante o Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril.
O movimento é mais uma tentativa de forçar negociações
com as operadoras pelo reajuste dos valores pagos. O Conselho
Federal de Medicina (CFM) calcula que, em média, os planos
remuneram cada consulta com quantias entre R$ 35 a R$ 40. A entidade
quer elevar o valor para, no mínimo, R$ 60. Já a
Federação Nacional dos Médicos (Fenam) reivindica
um reajuste para R$ 100. Os profissionais prometem que, durante
o protesto, somente as emergências funcionarão normalmente.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
representante das operadoras, observa a movimentação
a distância. A entidade alega que o pagamento pelos serviços é assunto
que deve ser tratado entre empresas e médicos. Já a
Agência Nacional de Saúde Suplementar ( ANS ) informou
que está atenta e que, caso os pacientes relatem falta
de atendimento, acionará os responsáveis para regularizar
a situação. A insatisfação da categoria
tem como consequência direta aos usuários o descredenciamento
generalizado entre os médicos, que se recusam a atender
pelos planos.
Jorge Carlos
Machado Curi, integrante da Associação
Médica Brasileira (AMB), argumenta que o descredenciamento
ocorre porque a forma de pagamento atual inviabiliza o exercício
da atividade. "A população precisa entender
que não é o médico que se recusa a atendê-la.
O problema é que, em muitos casos, pagamos para trabalhar",
complementa Cid Carvalhaes, presidente da Fenam. Além
do reajuste nos pagamentos, os profissionais querem maior rigor
da ANS para fazer com que as operadoras aceitem discutir a inclusão
do reajuste anual como parte de um novo contrato para regular
os contratos firmados entre médicos e companhias.
Aloísio Tibiriçá Miranda, vice-presidente
do Conselho Federal de Medicina (CFM), justifica que é comum
os planos negarem pagamentos após a realização
de um procedimento, bem como postergarem a autorização
de consultas. De acordo com Miranda, é preciso estabelecer
critérios mais claros. "Sem uma regra definida, a
operadora faz o que bem entender", resume o vice-presidente
do CFM. Os representantes da categoria reconhecem que já existe
uma norma da ANS que determina a elaboração do
contrato, mas alegam que, na prática, ela é desrespeitada.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia,
na próxima segunda-feira, uma consulta pública
a respeito do Programa de Incentivo à Qualificação
de Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar.
Entre as medidas propostas no programa estão a divulgação
dos itens que qualificam os prestadores de serviço e a
valorização das operadoras conforme a qualidade
da rede de atendimento, além do uso de indicadores da
assistência prestada. A consulta ficará aberta até 30
de março.
Confederação Nacional de Saúde
CIRCULAR
JURÍDICO
019/2011
PONTO
ELETRÔNICO
PODE SER DECIDIDO COM EMPREGADOS, DIZ MINISTRO
"O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, admitiu ontem que
o governo estuda uma forma de permitir que as categorias de trabalhadores
decidam sobre a obrigatoriedade da implantação
do ponto eletrônico diretamente com as empresas. A nova
regra, adiada por duas vezes, valerá a partir de 1.º de
março, quando todas as empresas deverão implementar
o sistema. Segundo Lupi, na próxima semana o governo vai
decidir se as empresas podem abrir mão do ponto eletrônico
por meio de acordo coletivo.
Em almoço com o presidente da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),
Paulo Skaf, o ministro negou que a intenção do
governo seja a aplicação de multas. Lupi ressaltou
que a fiscalização será feita nas empresas
e só na terceira visita o empregador que não cumprir
a regra estará sujeito a punição. O ponto
eletrônico não é para multar , afirmou. O
ministro ressaltou que 95% das empresas já adotam algum
tipo de controle da frequência do trabalhador, seja com
ponto mecânico ou manual."
Fonte: Gazeta do Povo
TST
ATUALIZA SISTEMA PARA REMESSA DE PROCESSO ELETRÔNICO
A partir
desta segunda-feira (21/2) o Tribunal Superior do Trabalho
disponibiliza nova versão do e-Remessa, módulo
utilizado pelos Tribunais Regionais para o envio dos processos
ao TST. A principal alteração é a possibilidade
de consulta por campos da numeração do processo,
ou seja, a consulta poderá ser feita por número,
dígitos, ano, Tribunal ou Vara. Além disso, a Secretaria
de Tecnologia da Informação (Setin) disponibilizará,
pela internet, interface para consulta às transferências
dos arquivos, por meio de link específico. O usuário
e a senha de acesso são os mesmos utilizados no sistema
e-Remessa atualmente em produção. Eventuais dúvidas
podem ser encaminhadas ao email eremessa@tst.jus.br.
A nova versão do e-Remessa e a disponibilização
da interface para consulta das transferências são
resultado da rodada de reuniões realizadas em dezembro
de 2010 entre equipe do TST (Presidência, Secretaria de
Informática e Coordenadoria de Processos Eletrônicos)
e representantes dos TRTs.
A interface
de consulta também foi pedida pelos TRTs
para o acompanhamento das transferências tanto para os
processos que sobem ao TST como para os que retornam. Pela interface é possível
acompanhar, on line, as transferências, consultando o histórico
quando necessário.
Fonte: TST
Segunda-feira, 21.02.11
Folha
de São
Paulo
Governadores
do Nordeste defendem criação de imposto à saúde
Por Breno Costa, enviado especial a Barra dos Coqueiros (SE)
Tema polêmico dentro do governo e evitado durante a campanha
eleitoral, a recriação de um imposto nos moldes
da extinta CPMF tem o apoio declarado da maioria dos governadores
do Nordeste, inclusive da oposição. Logo após
sua eleição, a presidente Dilma Rousseff admitiu
discutir com os governadores a volta de um imposto para financiar
a saúde.
Na chegada
ao resort onde será realizado hoje o 12º Fórum
de Governadores do Nordeste, no município de Barra do
Coqueiro, vizinho a Aracaju, os representantes dos Estados da
região se manifestaram favoravelmente à criação
de um novo imposto cujos recursos sejam voltados exclusivamente à saúde.
Entre os apoiadores estão Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes
(PSB-CE), Ricardo Coutinho (PSB-PB) e Wilson Martins (PSB-PI).
"Acho que os governadores podem ajudar nisso [na aprovação
de um novo imposto para a saúde]", afirmou Cid Gomes,
quando questionado se o apoio de governadores à criação
de um novo imposto se traduziria em apoio da bancada de seus
respectivos partidos no Congresso. Em 2007, a CPMF, sustentada
via medida provisória, foi derrubada pela oposição,
com apoio de aliados do governo.
Até mesmo Teotônio Vilela (PSDB), governador de
Alagoas, falou sobre graves problemas na área da saúde
em seus Estado e defendeu uma nova forma de financiamento da
saúde.
O também tucano Antonio Anastasia, governador de Minas
Gerais, único representante de fora do Nordeste convidado
para o encontro, também defendeu um imposto para a saúde,
mas com a ressalva de que o assunto fosse tratado dentro de uma
discussão mais ampla sobre reforma tributária.
Segundo ele, se um novo imposto fosse apresentado agora pelo
governo, fora do contexto de uma reforma tributária, a
proposta não teria seu apoio nem do PSDB.
O posicionamento
francamente contrário à criação
de um novo imposto para financiar a saúde veio de dois
dos maiores aliados da presidente Dilma na região: Eduardo
Campos (PE) e Marcelo Deda (SE), anfitrião do encontro
de governadores.
O pernambucano,
por exemplo, citou como prioridade do governo na área da saúde a aprovação da Emenda
29, que eleva os percentuais mínimos a serem investidos
no setor por União, Estados e municípios.
PROTESTO
A cerca de
500 metros do resort onde está sendo realizado
o fórum de governadores, no município de Barra
do Coqueiro, vizinho a Aracaju, um grupo de policiais e bombeiros
exige o apoio do governo para a aprovação da PEC
300, que define piso salarial mínimo para a categoria
em todo o Brasil.
Bandeiras
pedindo a aprovação da emenda constitucional
foram espalhadas pela estrada que liga Aracaju ao hotel onde
Dilma se encontrará com os governadores do Nordeste.
No mesmo
local, uma faixa do diretório municipal saúda
a chegada da presidente, mas com a grafia errada de seu nome.
Na faixa, está escrito "Dilma Rousset".
Agência Câmara de Notícias
Remédios para diabetes e hipertensão poderão
ser isentos de tributos
Por Carol
Siqueira / Edição Daniella Cronemberger
A Câmara analisa o Projeto de Lei 108/11, do deputado
Sandes Júnior (PP-GO), que isenta de todos os tributos
federais, inclusive contribuições e taxas, os medicamentos
utilizados no tratamento de diabetes e hipertensão. A
proposta é idêntica ao Projeto de lei 6900/10, do
ex-deputado Albano Franco, que chegou a ser aprovado pela Comissão
de Seguridade Social e Família, mas foi arquivado no fim
da legislaturaEspaço de tempo durante o qual os legisladores
exercem seu poder. No Brasil, a duração da legislatura é de
quatro anos. passada.
O objetivo
do projeto é reduzir o preço dos remédios
e ampliar o acesso da população ao tratamento.
Sandes Júnior aponta que, de acordo com as estatísticas
das Sociedades Brasileiras de Hipertensão e Brasileira
de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, há no
Brasil 30 milhões de hipertensos e 21 milhões de
diabéticos.
Tramitação
O projeto
ainda será distribuído às comissões
técnicas da Câmara.
Íntegra
da proposta:
PL-108/2011
AGENDA
- AssPreviSite
Um debate sobre o contexto dos planos em 2011
Encontro
sobre o cenário 2011 da Saúde
Suplementar
1º de Março - 13:30 às
17:30 h.
Auditório do Instituto Metrus - São
Paulo - SP
Como será 2011 para a Saúde
Suplementar?
Quais os
tons que irão compor este cenário?
Qual a visão da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS sobre
o cenário?
O AssPreviSite
promoverá na tarde do dia 1º de março,
em São Paulo, um encontro de dirigentes, gestores e profissionais
da área de Saúde Suplementar para um debate e avaliação
do cenário 2011, destacando os temas das recentes das
consultas públicas da ANS, seus desdobramentos e impactos
para as operadoras de planos de saúde e demais atores
do sistema. Outro foco da reunião é a amplitude
e implicações da Agenda Regulatória do órgão.
A reunião busca esclarecer alguns dos tópicos destes
dois componentes e de outros aspectos que estão na pauta
do dia a dia do Sistema de Saúde Suplementar de nosso
país.
Destacamos
alguns componentes deste cenário e que serão
objeto do nosso encontro:
Variáveis constantes em consultas públicas:
- Alteração
de contratos antigos;
- Prazos
máximos
de Atendimento;
- Disponibilidade
de prestadores de serviços;
- Transporte
para prestador noutro município;
- Reembolso
integral dos custos dos beneficiários;
- Outros...
Contexto
da Agenda Regulatória da ANS:
- Financiamento do Setor;
- Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial;
- Modelo de Pagamento a Prestadores;
- Assistência Farmacêutica;
- Incentivo
a Concorrência;
- Garantia
de Acesso a Informação;
- Contratos Antigos;
- Assistência
ao Idoso;
- Integração
com o SUS.
Outros aspectos
componentes do cenário:
- Composição
da Diretoria da ANS;
- Programa
de Qualificação em Saúde
Suplementar;
- Programa
de Acreditação
das Operadoras;
- Portabilidade de planos;
- Regulamentação
de artigos da Lei 9656/98
- Propostas
de mudanças na Legislação;
- Ressarcimento ao SUS;
- Atuação do Judiciário...
Assim, para
abordar esta temática de extrema importância
para o ano de 2011 e a dinâmica e contextualização
que se pode esperar para a gestão dos planos de saúde,
convidamos dirigentes da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS para
expor o entendimento e a visão destas instituições
sobre este cenário. Também foram convidados destacados
e experientes advogados, especialistas do segmento, para apresentar
suas considerações sob a ótica jurídica.
O Encontro,
que tem o apoio do Instituo METRUS e o patrocínio
do Grupo BEM, será no dia 1º de março, das
13:30 às 17:30 h, no Auditório do METRUS, na Alameda
Santos, 1827 - 1º andar, na região da Avenida Paulista,
em São Paulo. A taxa de adesão é de R$ 200,00
(duzentos reais). Informações e inscrições
podem ser solicitadas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.