22-03-11

 

Leia nesta edição:

- O SUS e sua última chance

- Anatel aprova celular de fim médico desenvolvido no país

- Informação demais confunde memória, comprova estudo

- Rede privada vai socorrer o SUS em SP: Entrevista Giovanni Guido Cerri, Secretário de Saúde do estado de São Paulo

- OMS alerta sobre alta radiação em alimentos

- SINDHOSP e FEHOESP apoiam paralisação dos médicos

- Usuários de planos sob ameaça

- Médicos Digitais

- Câncer de mama: R$ 4,5 bi para programa de prevenção

- Cada gota é preciosa

Terça-feira, 22.03.11

Folha de São Paulo

TENDÊNCIAS / DEBATES

O SUS e sua última chance

Por Francisco Batista Júnior

Com a frágil estrutura que caracteriza a maioria dos nossos municípios, é urgente uma participação maior dos entes estaduais e federal

Nenhuma das vertentes que reivindicam para si o diagnóstico das dificuldades que o SUS (Sistema Único de Saúde) enfrenta tem, na verdade, entrado no debate central.

Afinal, a questão é muito mais grave e envolve, além do financiamento e gestão, o modelo de atenção, a relação público-privado, a força de trabalho, o controle social e a impunidade, que é a regra.

Contra-hegemônico, a principal e mais poderosa ameaça à histórica e predadora ação patrimonialista do Estado brasileiro, tudo vem sendo feito para evitar sua plena consolidação. Pensado como política de Estado que deveria ser imune aos governos, o SUS tem sido desconstruído por políticas absolutamente dessintonizadas de seus princípios e arcabouço jurídico.

Desde a contratação de serviços, dos mais simples aos mais especializados, em substituição ao público, passando pela intermediação de mão de obra por meio de empresas e cooperativas, até a entrega da própria gestão dos serviços públicos a grupos privados, tudo no sistema foi transformado num grande e privilegiado balcão de negócios, as "parcerias", para atendimento dos mais variados interesses.

Essa é a raiz dos escândalos que assolam o país, sob silêncio assustador dos que deveriam zelar pelo cumprimento das regras do jogo, como o Ministério da Saúde e o Poder Judiciário.

Se quisermos resgatar a proposta mais includente e democrática, o Ministério da Saúde deve ter uma orientação única, sintonizada com a estrita obediência aos princípios do SUS, não cabendo sob qualquer hipótese acordos ou conchavos que visem a acomodação de diferentes grupos e/ou interesses políticos.

Com a frágil estrutura que caracteriza a maioria dos nossos municípios, é urgente uma participação maior dos entes estaduais e federal, por meio de um financiamento adequado e pactuado de acordo com as suas reais necessidades, e uma cooperação técnica que permita a superação dos limites que decorrem da insuficiente capacitação de um número razoável de gestores, com ênfase absoluta na atenção básica.

É preciso que haja profissionalização e democratização da gestão, bem como a autonomia administrativa e orçamentária dos serviços, com a finalidade de combater a ingerência político-partidária, exercida por meio das OS (Organizações Sociais), Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) e fundações.

Outra medida é a criação do serviço civil em saúde e da carreira única do SUS para todos os profissionais, valorizando a qualificação, a interiorização, o tempo de serviço e a dedicação exclusiva. Tais ações serão fundamentais na estruturação da rede pública, superando a absoluta dependência dos onerosos serviços contratados, ampliando em consequência a oferta e o acesso aos serviços.

Por fim, o respeito às decisões, a soberania e a autonomia dos Conselhos de Saúde e o combate sem tréguas à impunidade promoverão o definitivo salto de qualidade necessário à afirmação plena do sistema. Para nós, o SUS pode ter sua última chance, a depender da decisão política adotada.

FRANCISCO BATISTA JÚNIOR, 56, farmacêutico, é integrante do Conselho Nacional de Saúde, que presidiu de novembro de 2006 a fevereiro de 2011.

Folha de São Paulo

Anatel aprova celular de fim médico desenvolvido no país

A Anatel homologou o primeiro celular desenvolvido com tecnologia nacional para finalidades médicas.

Produzido pela CellDesign, ele funciona como qualquer aparelho (faz chamadas e envia mensagens). Mas seu objetivo é unir essas funcionalidades para o monitoramento de pacientes e pessoas idosas à distância.

Estima-se que 75% dos acidentes com idosos aconteçam dentro de casa. A maioria das quedas -que representam 30% dos acidentes- acaba levando à morte pessoas acima de 75 anos.

Por isso, a CellDesign criou o BP. O aparelho possui um botão de SOS que, uma vez acionado, dispara torpedos com "pedidos de socorro" para cinco números cadastrados na memória.

Caso nenhuma delas receba a mensagem, o telefone efetua ligações para os números automaticamente até que um deles atenda.

Disputa Jurídica

Emborrachado, ele resiste a quedas de até 1,80 m e possui sensores que captam o movimento de queda. Neste caso, torpedos são enviados e poderiam até conter a localização da pessoa. Mas ainda existe uma discussão jurídica se esse tipo de serviço será autorizado no país.

Um aplicativo pré-instalado permite cadastrar nomes de remédios a serem ministrados, dosagens e horários. O celular avisa tocando um alarme no horário agendado, mesmo se estiver desligado. Detalhe: o toque é compatível com aparelhos auditivos (que operam com frequências de até 25 decibéis).

Segundo o engenheiro Armando Kilson Junior, que desenvolveu o BP, as operadoras já estão interessadas, mas o aparelho será vendido pela internet a R$ 685.

Folha de São Paulo

Informação demais confunde memória, comprova estudo

Teste monitorado com ressonância magnética mostrou como se dá o processo de "competição" entre lembranças

Cérebro se atrapalha ao gravar dois eventos ao mesmo tempo, conclui artigo publicado ontem em revista científica

Por Juliana Vines

O excesso de informações confunde o cérebro e dificulta a memorização, comprovaram pesquisadores das universidades Stanford e Yale, nos EUA.

"Descobrimos que a concorrência entre lembranças resulta em memória pior", disse à Folha o psicólogo Brice Kuhl, pesquisador de Yale e principal autor do trabalho.

Diariamente e o tempo todo, o cérebro é exposto a toneladas de informações. Umas são mais lembradas do que outras.

"Embora saibamos que a competição entre memórias é uma parte fundamental da memorização, há poucas provas de como o processo acontece no cérebro", escrevem os autores, no artigo publicado ontem na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

O estudo monitorou com ressonância magnética a atividade cerebral de voluntários, durante teste composto de várias rodadas.

No teste de memória, imagens e informações eram misturadas em placas e as pessoas deviam se lembrar do conteúdo separadamente.

Os pesquisadores descobriram que, quando a lembrança era clara, era como se a pessoa revivesse o momento em que a memória foi armazenada, com a ativação das mesmas áreas cerebrais.

Mas, quando as informações foram misturadas, o cérebro também se confundiu e tentou reproduzir duas memórias. A pessoa teve dificuldade de se lembrar com clareza do conteúdo.

"É como se a memória estivesse borrada. Pode-se dizer que quando tentamos guardar duas coisas, não guardamos nenhuma delas direito", afirma Cláudio da Cunha, pesquisador de neurociência e farmacologia da Universidade Federal do Paraná.

Memória Fotográfica

Para a bióloga e neurocientista, Valéria Catelli Costa, pesquisadora da USP, o maior achado do trabalho foi mostrar como as memórias são codificadas no cérebro, formando "desenhos".

A facilidade ou dificuldade de se lembrar de um acontecimento depende de como essa codificação foi feita.

"Quanto mais você associa dados a um fato, mais fácil fica de você se lembrar, e melhor é a codificação."

Segundo os autores, a codificação é influenciada por memórias antigas e analogias com eventos diferentes.

"Pode ser uma influência negativa ou positiva. A memória de um número de telefone velho torna mais difícil aprender um novo número", exemplifica Kuhl.

Mas, também, um especialista em vinhos só é especialista porque se lembra de conhecimentos anteriores.

"Selecionamos memórias úteis. Guardamos o que é requisitado em tarefas", diz o neurologista Benito Damasceno, da Unicamp.

Para ele, o processo de competição é positivo, porque nos torna capaz de separar o que é importante."Com a seleção conseguimos consolidar um aprendizado e reviver um acontecimento."

O problema é que nem sempre essa seleção é consciente. Para o pesquisador americano, não existem memórias mais fortes do que outras. Então, não adianta muito se esforçar para lembrar a data do aniversário de casamento, por exemplo.

"Queremos pensar que as memórias emocionais ou afetivas são mais fortes, mas nem sempre isso é verdade."

Lembretes e tecnologia ajudam a ampliar capacidade

DE SÃO PAULO

Lembretes, agendas e alertas do celular são usados como extensões da memória.

"A cultura se tornou muito complexa, o cérebro não consegue processar tantas informações", afirma o neurologista Benito Damasceno, pesquisador da Unicamp.

Segundo ele, esses lembretes passaram a ser essenciais. "A memória humana precisa de apoios."

Também a fonoaudióloga Ana Alvarez, autora de "Deu Branco" (Record, 144 págs., R$ 22,90), discorda da visão segundo a qual os lembretes são "muletas".

"Essa é uma ideia ultrapassada, de pessoas que acham ser possível se lembrar de tudo."

Há memórias explícitas e implícitas (ou as conscientes e as inconscientes). Os lembretes ajudam a seleção cerebral ficar mais consciente, diz a fonoaudióloga.

"Se forem bem usadas, essas ferramentas podem deixar a memória operacional livre para você conseguir se concentrar no resto."

Brasil Econômico

Rede privada vai socorrer o SUS em SP

Entrevista Giovanni Guido Cerri, Secretário de Saúde do estado de São Paulo

Governo de São Paulo cria medida para ampliar parceria com o setor privado

Por Regiane de Oliveira

Em São Paulo, uma medida visa ampliar as parcerias entre governo e iniciativa privada. As Secretarias de estado da Saúde e da Fazenda assinaram uma resolução estabelecendo isenção da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para a importação de equipamentos médico-hospitalares por clínicas ou hospitais paulistas que atendam pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida visa desafogar os hospitais públicos de São Paulo? De um lado, trata-se de um benefício fiscal importante para a renovação do parque de equipamentos radiológicos dos hospitais particulares de São Paulo e, de outro, mais exames aos pacientes do SUS. Vamos aproximar a rede pública da rede privada de serviços de saúde, e esta integração é fundamental, uma vez que no Estado de São Paulo cerca de 40% da população possui planos de saúde. Na Grande São Paulo esse índice é de 50%.

O estado estuda a construção de novos hospitais? Nos últimos 16 anos o governo implantou 30 hospitais estaduais, com 6,5 mil novos leitos.

Estamos avaliando as demandas regionais para verificar a necessidade de expansão. Na Baixada Santista, por exemplo, já definimos a implantação de uma segunda unidade do Instituto Emílio Ribas, na cidade do Guarujá.

O governo tem planos de aumentar os investimentos em saúde? Sim, tanto que já solicitamos ao Ministério da Saúde a revisão do teto SUS para o estado, de R$ 1,1 bilhão por ano. Acreditamos que a regulamentação da Emenda 29 [sobre repasses fixos para a saúde] será definitiva para que estados e municípios, assim como a própria União, apliquem os percentuais mínimos em saúde previstos na legislação, sem malabarismos contábeis.

A medida também vai ajudar na renovação do parque de equipamentos dos hospitais particulares

O Globo

OMS alerta sobre alta radiação em alimentos

Indústria e restaurantes no Brasil importam pouca quantidade e autoridades do país aguardam orientação

Por Antônio Marinho e Tatiana Farah

RIO, SÃO PAULO e BRASÍLIA. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou ontem que o nível de radiação em alimentos cultivados e produzidos em Fukushima (a 240 quilômetros de Tóquio) e arredores depois do acidente nuclear é mais alto do que se pensava. A contaminação por iodo radioativo em verduras, leite, leite em pó e água é grave, segundo Peter Cordingley, porta-voz do escritório da OMS para o Pacífico Oeste, em Manila, o que pode elevar o risco de câncer, como o de tireoide.

O governo japonês proibiu a venda de leite e espinafre, além de outras hortaliças, como alho-poró provenientes das zonas afetadas. Por enquanto, não há sinal de que esses alimentos tenham chegado a outros países. O maior problema é o espinafre de Ibaraki, com índice 27 vezes acima do nível seguro. Mas o anúncio japonês de restrição à exportação de alimentos terá pouco impacto no Brasil. Segundo a Jetro (a Japan External Trade Organization), órgão para fomento ao comércio, os brasileiros quase não importam alimentos frescos.

Segundo Yoshihiro Sawada, presidente da Jetro Brasil, as principais indústrias alimentícias japonesas no Brasil, como Yakult e Ajinomoto, trabalham com insumos nacionais. E a importação por parte dos restaurantes japoneses seria residual e sem alimentos frescos. Donos de restaurantes disseram que compram poucos produtos como algas e wasabe do Japão, uma vez que os similares chineses são de boa qualidade e têm menor preço. Em 2010, as importações do agronegócio do Japão foi de US$38,8 milhões, incluindo condimento, temperos e arroz.

Já o Ministério da Agricultura disse que o governo brasileiro só suspenderá importações de alimentos do Japão se houver orientação nesse sentido de organismos internacionais, como Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a Organização Mundial de Saúde Animal e o Codex Alimentarius. O ministério informou que os produtos que estão chegando ao Brasil saíram do Japão antes do vazamento radioativo.

Na radiação nuclear há compostos perigosos para a segurança alimentar, principalmente estrôncio, iodo e césio. Os gases expelidos pela usina danificada são voláteis e caem no solo e, ao se misturarem com outros, são inalados por humanos e animais. A água está com índice de iodo radioativo três vezes superiores ao limite, e isto a 40 quilômetros da usina.

A situação é mais séria do que se pensou nos primeiros dias, disse Cordingley.

Ainda que o iodo radioativo tenha vida média de 8 dias e se desintegre em semanas, há risco a curto prazo para a saúde, se ele for absorvido. O césio radioativo tem vida média de 30 anos. Segundo a OMS, a radiação não atinge alimentos envasados, enlatados e embalados com plástico, enquanto a embalagem estiver intacta.

Na indústria, alguns alimentos são irradiados

Vale lembrar que a irradiação de alimentos na indústria é autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, seguindo normas rígidas. Ela serve para melhorar a conservação e reduzir a incidência de doenças por microorganismos, como bactérias do tipo salmonela, e parasitas, especialmente em frango, mariscos e carne de porco.

A técnica expõe o alimento a alguma energia ionizante: raios gama (com cobalto 60), raios X ou feixe de elétrons e é realizada numa câmara especial. A irradiação interrompe reações orgânicas que levam o alimento a apodrecer, atacando bactérias, leveduras e fungos. Também parasitas, insetos e seus ovos e larvas morrem ou ficam estéreis. Quando o alimento foi irradiado, isso deve constar no rótulo. O professor Murillo Freire, da Embrapa, diz que, nesses casos, não há risco para a saúde.

Diferentemente do produto contaminado, a irradiação não fica no alimento. Ela atravessa e sai. A dose aplicada é muito baixa. Já as consequências para alguém que come algo com material radioativo dependerá de quantidade ingerida, peso e saúde.

CFM

SINDHOSP e FEHOESP apoiam paralisação dos médicos

O Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (FEHOESP) manifestaram apoio ao Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde, que acontece no próximo dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. O movimento está sendo organizado pelas entidades médicas nacionais, estaduais e sociedades de especialidades.

“Os problemas que os médicos vivenciam são os mesmos dos estabelecimentos de serviços de saúde, como pesquisas demonstraram recentemente. Estamos há anos sem reajuste, temos problemas com autorização de procedimentos, internações e glosas. Por isso temos que somar forças para reverter esse quadro, que se arrasta há anos”, afirma Dante Montagnana, presidente do SINDHOSP.

A FEHOESP enviará comunicado aos seus cinco sindicatos filiados solicitando que mobilizem seus associados em prol da paralisação. Já o SINDHOSP, que tem mais de 30 mil empresas prestadoras de serviços em seu cadastro, encaminhará ofício a todas no intuito de conscientizá-las da importância do movimento. A assessoria de imprensa e os veículos de comunicação da entidade, como o site (www.sindhosp.com.br), Jornal do SINDHOSP e o boletim eletrônico SINDHOSP online, também estarão engajados no movimento.

“O SINDHOSP conhece bem nossos problemas, pois não são muito diferentes daqueles enfrentados pelos hospitais na relação com os planos de saúde”, afirma Jorge Carlos Machado Curi, presidente da Associação Paulista de Medicina. “Os médicos de ambulatórios e clínicas vão parar no dia 7, assim como os de consultórios. É o nosso basta aos honorários aviltantes praticados pelas empresas da saúde suplementar, além de um grito em defesa do atendimento digno aos pacientes”.

Diário de Pernambuco

Usuários de planos sob ameaça

O Fórum Permanente de Saúde Suplementar de Pernambuco fará uma reunião extraordinária na quinta-feira com representantes das operadoras, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e das entidades médicas. O objetivo: montar uma estratégia de atendimento aos usuários dos planos de saúde no próximo dia 7 de abril, quando haverá a paralisação nacional dos médicos. Cerca de 7 mil profissionais de saúde em Pernambuco atendem a 1,2 milhão de usuários da rede privada. A greve de 24 horas afetará os serviços eletivos nos consultórios e clínicas dos convênios médicos. Serão mantidos os atendimentos de urgência e emergência.

A defensora pública Cristina Sakaki, coordenadora do fórum, considera legítima a reivindicação dos médicos para reajustar os honorários, mas cobra dos planos a garantia assistencial. ´As operadoras poderão ser acionadas para fazer a cobertura assistencial com outro prestador,` disse. A defensora promete monitorar a paralisação dos médicos para evitar o desabastecimento.

Segundo Cristina, os usuários já encontram dificuldades de agendamento na rede credenciada. Além disso, é comum o descredeciamento dos médicos sem aviso prévio ao associado e à ANS. Há casos em que o usuário demora mais de 60 dias para marcar uma consulta com especialista. Diante da demora, a ANS está concluindo uma consulta pública para delimitar o tempo máximo de marcação dos procedimentos.

A paralisação nacional é uma decisão do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira. Os médicos reclamam da defasagem da tabela de honorários. Segundo Mário Lins, presidente da Comissão Estadual de Honorários, no período de dez anos, os planos aumentaram 136%, 20% acima da inflação acumulada de 116%. Entre a primeira e a última faixa etária foram aplicados reajustes de até 500%.

A ANS informou que não é papel da agência reguladora definir valores referentes ao pagamento dos prestadores de serviços. Acrescentou que participa de grupos de trabalho como mediadora entre as partes paratratar da remuneração de hospitais e de honorários. Em relação à paralisação, a ANS entende que é papel das entidades médicas lutar pelos seus direitos. No caso de desabastecimento, o usuário poderá ligar para o Disque ANS (088-701-9865).

Saúde Business Web

Médicos Digitais

Por Patricia Peck Pinheiro

O desafio da relação médico - paciente frente à comunicação online

Em artigo, especialista em direito digital aborda chegada do paciente bem informado aos consultórios e a reação dos médicos a esse processo

Em tempos de aumento do acesso à internet e da explosão do uso das redes sociais, cresce, nos consultórios médicos, o número de pacientes que, de alguma maneira, chegam para a consulta com algum conhecimento, correto ou não, quanto a um possível resultado de exame, enfermidade ou com um pré-diagnóstico baseado em sintomas. Isso acontece graças aos sites de buscas. As pessoas vêm utilizando tais agregadores de notícias e informações como um verdadeiro prontuário eletrônico. Mas, até que ponto isso é benéfico na relação médico - paciente?

O advento da internet e a adesão crescente às redes sociais, claro, atingiram os profissionais da saúde. Além de redes destinadas ao público geral, como o Facebook, Orkut, LinkedIn e Twitter, tem havido um considerável desenvolvimento das redes sociais criadas especificamente para a classe médica, como o Planeta Médico (http://www.planetamedico.com.br/), o MySpine (www.mycommunity.com.br/myspine), e o Meu Prontuário (http://www.meuprontuario.net/). Há também o Sermo (http://www.sermo.com/), uma rede originária dos Estados Unidos que conta com mais de 115 mil membros, segundo informações do próprio site.

Os médicos podem sim fazer parte dessas comunidades, porém, é importante frisar que as redes exclusivamente médicas se destinam à discussão científica e os demais sites de relacionamento dizem respeito à vida pessoal. Nesse sentido, vale lembrar que no Brasil os médicos devem seguir o Código de Ética Médica, que em decorrência do dever de sigilo profissional, veda fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais, divulgação de assuntos médicos em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente (Art. 75). É vedado, ainda, ao médico, divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente (Art. 113).

Essa adaptação dos profissionais às novas tecnologias gera impactos importantes para a sociedade em geral. A saúde tem evoluído muito no âmbito de diagnóstico por imagem. O médico online, que usa a internet e as redes sociais, se permite um melhor acesso às informações e à troca de experiências não apenas com outros integrantes da comunidade em que está inserido, mas com a comunidade científica do mundo inteiro. Há a oportunidade, por exemplo, de contato com histórias de casos de pacientes - o que é super importante até no mapeamento de doenças mais raras, ainda não bem tratadas -, observância de efeitos adversos, estudo de similaridades, entre outros pontos importantes da missão contínua de pesquisa e atualização que todo profissional da área médica tem.

Além disso, é importante que o médico saiba o que está na internet, pois há uma verdadeira avalanche de informações erradas, "mitos" e até recomendações equivocadas quanto aos tratamentos e diagnósticos. Frente a essa realidade, o médico recebe também a missão de alertar ao paciente sempre que o mesmo mencionar durante uma consulta que viu algo na internet, auxiliá-lo no entendimento do que é verídico ou não no caso de um boato, por exemplo.

Ressalto que a despeito de todos os pontos positivos citados, o médico não pode se esquecer do sigilo profissional. Cabe a ele respeitar a privacidade de seus pacientes sem revelar, a qualquer tempo ou situação, informações relacionadas aos casos tratados, de seu conhecimento, em virtude do exercício de sua profissão, salvo nas hipóteses autorizadas no Código de Ética Médica ou em Lei.

Além da atualização constante, manter um perfil em redes sociais também auxilia na humanização da relação com o paciente, já que muitos deles preferem este contato mais interativo e em tempo real, ao invés do tradicional "ligar no consultório". Esse comportamento é observado especialmente no caso do médico que atende ao público já da Geração Y ou Z (nascidos de 1980 para cá). A presença na web, em contrapartida, também apresenta suas desvantagens. Um exemplo de extrema importância é o caso do vazamento de informações confidenciais de pacientes ou a superexposição da vida de um profissional cujas condutas devem ser guiadas pelo Código de Ética Médica e, ainda, o assédio de pacientes nas redes sociais pessoais.

É difícil separar, nas redes sociais, o que é pessoal do que é profissional. Existe uma certa confusão entre a imagem corporativa e a imagem do indivíduo. Por isso, se o médico tem um blog, por exemplo, e deseja que o conteúdo publicado seja somente pessoal, ele não deve, em hipótese alguma, comentar assuntos de seu trabalho. No momento em que ele próprio promove uma mistura entre as esferas particular e profissional, inicia-se a confusão. Isso ainda pode ser intensificado se o profissional emite, na sequência, uma opinião pessoal sobre qualquer tema. Quem participa desse ambiente de interação não consegue mais distinguir se aquilo que o médico blogueiro diz é pessoal ou profissional. É de suma importância que fique absolutamente claro o propósito do ambiente, seja um Blog ou um perfil em Facebook. A postura do profissional precisa estar alinhada a isso uma vez que a maior parte dos erros ocorre devido à confusão destes elementos de propósito e postura.

Recomenda-se, ainda, que ao optar por uma rede social pessoal, o médico não adicione pacientes aos seus contatos, ou mesmo os curiosos em atendimentos online. Também é importante que as configurações de privacidade oferecidas pelas redes sejam ativadas a fim de preservar o conteúdo ali postado.

Segundo um estudo desenvolvido pelo Hospital Lariboisièreque, na França, realizado com 400 médicos em formação na Universidade Hospital Rouen, a "interação entre paciente e médico resulta em uma situação eticamente problemática, porque não está relacionada à assistência direta ao paciente", defenderam os autores do estudo no Journal of Medical Ethics. "Além disso, a disponibilidade pública de informações sobre a vida privada de um médico pode ameaçar a confiança mútua entre ele e seu paciente. Comentários e fotos postados on-line podem ser mal interpretados fora do seu contexto original e podem não refletir com precisão as suas opiniões e comportamentos da vida real".[i]

O Código de Ética Médica prevê regras para o comportamento dos profissionais da Medicina nos meios de comunicação em massa, como a internet, tais como a vedação de divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico ou, ainda, de consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação do gênero. Se o médico cometer qualquer falta grave, como o desrespeito às vedações apresentadas acima, poderá ter o exercício profissional suspenso mediante procedimento administrativo específico.

Diante disso, o médico deve seguir, principalmente na internet e em seus perfis nas redes sociais, as mesmas regras de conduta de sigilo que segue nos demais espaços em que está presente. Lembrando que é vedado ao médico fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente, além de não poder divulgar qualquer fato sobre o qual tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão.

Justamente por ter a classe médica um dever de sigilo profissional e um Código de Ética Médica, que procura preservar a privacidade do paciente, cada vez mais se discute no âmbito da saúde sobre segurança da informação (disponibilidade, integridade, e principalmente, confidencialidade). De acordo com a Resolução 097/2001 do CREMESP, que dispõe sobre idealização, criação, manutenção e atuação profissional em domínios, sites, páginas ou portais sobre medicina e saúde na Internet, os usuários da Internet têm o direito à privacidade sobre dados pessoais e de saúde. Logo, os sites devem deixar claros os mecanismos de armazenamento e segurança para evitar o uso indevido de dados através de códigos, contra-senhas, software e certificados digitais de segurança apropriados para todas as transações que envolvam informações médicas ou financeiras pessoais do usuário. Devem ter acesso ao arquivo de dados pessoais para fins de cancelamento ou atualização dos registros.

Em 2007, por exemplo, a Agência Nacional de Saúde (ANS) estabeleceu o padrão de Troca de Informações em Saúde Suplementar (TISS) para determinar os requisitos mínimos a serem atendidos no registro e intercâmbio de dados entre as operadoras de planos privados de assistência à saúde e os prestadores de serviços de saúde. Ainda em 2007, o Conselho Federal de Medicina aprovou, por meio da Resolução CFM N.º 1.821, as normas técnicas concernentes à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes, autorizando a eliminação do papel e a troca de informação identificada em saúde.

A Organização Internacional para a Padronização (ou International Organization for Standardization, ISO), publicou, em setembro de 2008, a Norma ISO 27799:2008 - um roteiro prático para a Gestão de Segurança da Informação na área de Saúde através do uso da Norma ISO/IEC 27002.

Sendo assim, tanto médicos e hospitais, quanto empresas relacionadas ao sistema de saúde, devem ficar atentas a adoção de mecanismos eficientes e à correta orientação de seus funcionários para garantir o adequado tratamento às informações dos pacientes.

Agência Brasil / Saúde Business Web

Câncer de mama: R$ 4,5 bi para programa de prevenção

Por Paula Laboissière

Iniciativa prevê a criação de 20 centros especializados no Norte e no Nordeste e manutenção dos mamógrafos da rede pública

A presidenta Dilma Roussef anunciou hoje (21) que o Programa de Prevenção ao Câncer de Mama e ao Câncer de Colo de Útero será lançado amanhã (22) em Manaus (AM). "Sei, por experiência própria, que o câncer tem maior chance de cura quando é tratado no início", afirmou.

Em seu programa semanal Café com a Presidenta, ela destacou que o governo federal vai garantir exames preventivos de câncer de colo de útero a todas as mulheres com idade entre 25 e 59 anos. Serão implantados 20 novos centros especializados em diagnóstico e tratamento da fase inicial da doença nas regiões Norte e Nordeste.

Hospitais de todo o país deverão ampliar o atendimento para tratamento de câncer por meio de serviços de radioterapia e de quimioterapia, entre outros. Serão instalados ainda 50 centros para confirmação de diagnóstico, com a possibilidade de realização de biópsias. Segundo Dilma, os estados onde há menor oferta do serviço serão os primeiros beneficiados.

De acordo com a presidenta, laboratórios de todo o país serão incentivados a trabalhar conforme padrões internacionais de qualidade no combate à doença. "Um exame benfeito já é meio caminho andado", explicou.

Para o diagnóstico do câncer de mama, o Brasil conta atualmente com 4 mil mamógrafos - metade deles na rede pública de sáude. Dilma avaliou que o número é "mais que suficiente" para garantir que mulheres com idade entre 40 e 69 anos façam o exame no prazo correto, mas admitiu que muitos aparelhos estão parados, com baixa produção e até mesmo encaixotados.

"Minha primeira orientação foi para que o Ministério da Saúde fizesse uma vistoria em todos os equipamentos de mamografia", disse. De acordo com a presidenta, uma força-tarefa nos estados e municípios deverá assegurar que todos os mamógrafos estejam em funcionamento. O investimento total do governo federal no programa será de R$ 4,5 bilhões.

Correio Braziliense

Cada gota é preciosa

A Fundação Mata Atlântica percorreu 12 estados e o DF com projeto que verifica a qualidade da água no país: atividades de educação ambiental

A possibilidade de escassez de água mobiliza população, governo e ONGs em campanhas pelo uso consciente. Organizações investem em projetos de preservação de rios e educação ambiental

A qualidade da água é uma das preocupações da Organização das Nações Unidas (ONU). A instituição estima que 1,6 milhão de pessoas, principalmente crianças menores de cinco anos, morram anualmente por causa de doenças transmitidas pela água. Para incentivar o trabalho sobre o tema no mundo, a ONU declarou o período entre 2005 e 2015 a década internacional Água para Vida. Além de dar atenção às condições do recurso natural, a disponibilidade também vira discussão.

Apenas 3% da água do planeta pode ser consumida. Dessa quantidade, 70% é utilizada para irrigação, 18% para uso industrial e 8% para uso em residências. A quantidade é praticamente a mesma há milhares de anos, mas com o intenso crescimento populacional, há risco de escassez. A comunidade internacional já sofre com essa possibilidade. No Oriente Médio, 9 entre 14 países tem dificuldade de acesso aos recursos hídricos. Os habitantes do Kuweit, por exemplo, dispõem de apenas 10 mil litros de água por pessoa, ao ano, o mesmo volume de água que os ocidentais consomem em cerca de dois meses.

Apesar de o Brasil ser conhecido pela abundância de rios, lagos e córregos, isso não é motivo para esbanjar. O gasto nacional é de 250 litros por pessoa, sendo a média recomendada pela Organização Mundial da Saúde de 150 litros. Para o diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Julio Kettelhut, a preocupação é eminente e deve ser um compromisso de todos. "Precisamos trabalhar juntos: população e governo. Mudar a maneira como os brasileiros utilizam a água significa quebrar paradigmas. Uma parte do país está acostumada a sempre ter o recurso em abundância. Racionalizar faz parte da educação", aponta.

Kettelhut não desanima e diz perceber, como forma positiva, o início da discussão do tema no cotidiano das pessoas. "Cada vez mais, temos conseguido essa mudança, isso está mais enraizado na população", completa. Outros que ajudam no trabalho de conscientização são os voluntários das organizações não governamentais. Hoje, existem 26 instituições que tratam do tema cadastradas na Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong).

Em 2010, o caminhão do projeto A Mata Atlântica é Aqui - Exposição Itinerante do Cidadão Atuante, da Fundação SOS Mata Atlântica, percorreu 12 estados brasileiros e o Distrito Federal. A ideia foi checar a qualidade da água no Brasil. A população de 39 cidades participou das atividades de educação ambiental feitas pela equipe e acompanhou a avaliação da água dos rios, dos córregos e dos lagos.

A partir de parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, foram analisadas amostras de 43 copos d"água. Resultado? Nenhuma foi considerada boa ou ótima. O estudo revela que em 70% das coletas, a qualidade da água é regular. Em 25%, é ruim e em 5%, péssima. Foi constatado que o principal agente de poluição é o esgoto doméstico.

O projeto está na segunda edição e, até hoje, foram visitadas 70 cidades em 16 estados. Mais de 280 mil pessoas já participaram dessas atividades. Ao todo, foram 69 rios monitorados.

Educar

A organização Água e Cidade tem o foco de trabalho nas crianças. Com objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade para o uso racional da água, foi criado o programa Água na Escola, no qual voluntários apoiam e desenvolvem ações para a defesa e a manutenção da qualidade do meio ambiente.

Os educadores passam a ser agentes multiplicadores da campanha de preservação ambiental ao despertar o aluno para a mudança de hábitos e atitudes sustentáveis. A organização também promove visitas a laboratórios de pesquisa e estações de tratamento de água e esgoto.

Recuperar

A WWF-Brasil também tem um programa que cuida exclusivamente da água. É o Água para a Vida, que pretende atuar na redução de gases de efeito estufa, incentivar a eficiência energética e fontes renováveis, analisar as bacias hidrográficas e sensibilizar a população com informações sobre as ameaças das mudanças climáticas e impactos sobre os recursos hídricos. A ideia é fazer com que a população adote iniciativas para diminuir estes riscos.

A organização trabalha com mais de 180 países e, no Distrito Federal, promove atividades para recuperar os rios poluídos da região. O Córrego Crispim, localizado no Gama, recebe ajuda da WWF em parceria com o Movimento Cyan. Com os moradores da região, a entidade discutiu soluções para os problemas encontrados e foi feito um estudo para analisar as vulnerabilidades do córrego. A partir daí, um plano de recuperação da microbacia será elaborado e executado por instituições educacionais e pela população.

Saiba mais

Sobre o trabalho do WWF-Brasil no córrego Crispim:
www.movimentocyan.com.br/home/iniciativas/bacias?tema=1363

Sobre as visitas do projeto da exposição itinerante da Fundação SOS Mata Atlântica:
www.sosma.org.br/blog

Sobre o programa Água na Escola, da organização Água e Cidade:
www.aguaecidade.org.br/ agua _escola_programa

AGENDA

- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Custos na Saúde e Pagamento por Pacotes

25 e 26 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

- Fornecer elementos para análise da constituição e do perfil dos custos da assistência à saúde no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização mediante formatação de pacotes para o pagamento dos serviços.

- Fornecer noções de Economia Básica e de custos em geral.

- Identificar os componentes dos custos na assistência à saúde.

-Identificar fatores que agravam os custos na saúde

-Destacar mecanismos de regulação na utilização dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos assistenciais.

- Avaliar o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde no mercado de saúde suplementar.

- Avaliar a repercussão da atuação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público e PROCON nos custos de assistência à saúde.

-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.

-Analisar recomendações para formatação, formalização e operacionalização de pacotes.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões

A Sustentabilidade da Autogestão

11 e 12 de abril

Hotel Naoum Plaza Brasília

SHS - Setor Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília DF

O evento, com repercussão nacional, é um importante ambiente de debate da área de assistência à saúde suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos eventos que promove como forma de estimular a reflexão de todos os agentes da área da saúde. Com um público estimado em 200 participantes o "2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde - A Sustentabilidade da Autogestão" terá o objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para o segmento de autogestão em saúde.

Informações

Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)


- Home Care: Problema ou solução?

04 e 05 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo - Capacitar os profissionais da Área de Saúde, através de reflexões e aprimoramento dos aspectos pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar, visando atender as demandas do mercado.

Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli

Informações: Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Qualidade Aplicada às Instituições de Saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo – a Joint Commission International (JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade Aplicada às Instituições de Saúde.

Ministrado pelo Coordenador de Educação do CBA, Heleno Costa Júnior (especialista em administração hospitalar e em acreditação, e responsável pela preparação das instituições de saúde para o processo de acreditação da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes. Para isso, apresentará conceitos, princípios e ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação para o aprimoramento das ações assistenciais e gerenciais praticadas nos serviços de saúde.

Voltado para profissionais de saúde, gestores e lideranças intermediárias, o curso tem duração de 36 horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às 17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13, 4º andar, Centro, Rio de Janeiro.

Mais informações e inscrições pelo telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br

- Encontro ANS - edição Norte e Centro-Oeste

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá, nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores da saúde suplementar para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado.

Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos da Agência, além de representantes de operadoras de planos de saúde, órgãos de defesa do consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde e centrais sindicais.

O evento será realizado em Brasília, no Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para convidados e instituições inscritas.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço, exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por representantes de operadoras de planos de saúde com registro de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.

Poderão participar até dois representantes de cada operadora por dia de evento.

Confira a programação do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf

- IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde

Nos dias 31 de março e 01 de abril, das 8h às 18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com palestrantes nacionais e internacionais, referências no mercado de saúde mundial.

Serão apresentadas palestras e mesas de discussões com a participação de grandes personalidades, como Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien Audette, CEO do Accreditation Canada Global.

“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança, para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello, CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)

- LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO SINOG DE ODONTOLOGIA

Sinog premiará dentistas e estudantes de odontologia

Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos concorrentes até 15 de abril de 2011

O Sinog - Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba de lançar a 10ª edição do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação e fidelização da rede credenciada das operadoras e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários dos planos odontológicos", e para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico e controle de qualidade dos serviços odontológicos podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação do credenciado com a operadora de planos odontológicos".

A novidade nesta edição é que, embora os ganhadores anteriores das três últimas edições não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas recém formados, com o registro profissional, e que tenham participado na categoria de estudantes, nas edições anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva modalidade.

Na modalidade cirurgiões-dentistas o prêmio é de R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu. Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$ 8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um professor orientador, o docente receberá como homenagem uma menção honrosa e a participação na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também receberá um troféu.

As inscrições para a 10ª edição, com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em local a ser divulgado. Mais informações poderão ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br ou pelo telefone (11) 3289-7299.

O Prêmio Sinog de Odontologia

Idealizado com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas, seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes a cada nova edição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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