Leia
nesta edição:
- O SUS e
sua última
chance
- Anatel
aprova celular de fim médico desenvolvido no
país
- Informação demais confunde memória,
comprova estudo
- Rede privada
vai socorrer o SUS em SP: Entrevista Giovanni Guido Cerri,
Secretário de Saúde do estado de São
Paulo
- OMS alerta
sobre alta radiação em alimentos
- SINDHOSP
e FEHOESP apoiam paralisação dos médicos
- Usuários de planos sob ameaça
- Médicos
Digitais
- Câncer de mama: R$ 4,5 bi para programa de prevenção
- Cada gota é preciosa
Terça-feira,
22.03.11
Folha
de São
Paulo
TENDÊNCIAS
/ DEBATES
O
SUS e sua última
chance
Por Francisco
Batista Júnior
Com a frágil estrutura que caracteriza a maioria dos
nossos municípios, é urgente uma participação
maior dos entes estaduais e federal
Nenhuma das
vertentes que reivindicam para si o diagnóstico
das dificuldades que o SUS (Sistema Único de Saúde)
enfrenta tem, na verdade, entrado no debate central.
Afinal, a
questão é muito mais grave e envolve,
além do financiamento e gestão, o modelo de atenção,
a relação público-privado, a força
de trabalho, o controle social e a impunidade, que é a
regra.
Contra-hegemônico, a principal e mais poderosa ameaça à histórica
e predadora ação patrimonialista do Estado brasileiro,
tudo vem sendo feito para evitar sua plena consolidação.
Pensado como política de Estado que deveria ser imune
aos governos, o SUS tem sido desconstruído por políticas
absolutamente dessintonizadas de seus princípios e arcabouço
jurídico.
Desde a contratação de serviços, dos mais
simples aos mais especializados, em substituição
ao público, passando pela intermediação
de mão de obra por meio de empresas e cooperativas, até a
entrega da própria gestão dos serviços públicos
a grupos privados, tudo no sistema foi transformado num grande
e privilegiado balcão de negócios, as "parcerias",
para atendimento dos mais variados interesses.
Essa é a raiz dos escândalos que assolam o país,
sob silêncio assustador dos que deveriam zelar pelo cumprimento
das regras do jogo, como o Ministério da Saúde
e o Poder Judiciário.
Se quisermos
resgatar a proposta mais includente e democrática,
o Ministério da Saúde deve ter uma orientação única,
sintonizada com a estrita obediência aos princípios
do SUS, não cabendo sob qualquer hipótese acordos
ou conchavos que visem a acomodação de diferentes
grupos e/ou interesses políticos.
Com a frágil estrutura que caracteriza a maioria dos
nossos municípios, é urgente uma participação
maior dos entes estaduais e federal, por meio de um financiamento
adequado e pactuado de acordo com as suas reais necessidades,
e uma cooperação técnica que permita a superação
dos limites que decorrem da insuficiente capacitação
de um número razoável de gestores, com ênfase
absoluta na atenção básica.
É preciso que haja profissionalização e
democratização da gestão, bem como a autonomia
administrativa e orçamentária dos serviços,
com a finalidade de combater a ingerência político-partidária,
exercida por meio das OS (Organizações Sociais),
Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse
Público) e fundações.
Outra medida é a criação do serviço
civil em saúde e da carreira única do SUS para
todos os profissionais, valorizando a qualificação,
a interiorização, o tempo de serviço e a
dedicação exclusiva. Tais ações serão
fundamentais na estruturação da rede pública,
superando a absoluta dependência dos onerosos serviços
contratados, ampliando em consequência a oferta e o acesso
aos serviços.
Por fim,
o respeito às decisões, a soberania e
a autonomia dos Conselhos de Saúde e o combate sem tréguas à impunidade
promoverão o definitivo salto de qualidade necessário à afirmação
plena do sistema. Para nós, o SUS pode ter sua última
chance, a depender da decisão política adotada.
FRANCISCO
BATISTA JÚNIOR, 56, farmacêutico, é integrante
do Conselho Nacional de Saúde, que presidiu de novembro
de 2006 a fevereiro de 2011.
Folha
de São
Paulo
Anatel
aprova celular de fim médico desenvolvido no país
A Anatel
homologou o primeiro celular desenvolvido com tecnologia nacional
para
finalidades médicas.
Produzido
pela CellDesign, ele funciona como qualquer aparelho (faz chamadas
e envia mensagens).
Mas seu objetivo é unir
essas funcionalidades para o monitoramento de pacientes e pessoas
idosas à distância.
Estima-se
que 75% dos acidentes com idosos aconteçam
dentro de casa. A maioria das quedas -que representam 30% dos
acidentes- acaba levando à morte pessoas acima de 75 anos.
Por isso,
a CellDesign criou o BP. O aparelho possui um botão
de SOS que, uma vez acionado, dispara torpedos com "pedidos
de socorro" para cinco números cadastrados na memória.
Caso nenhuma
delas receba a mensagem, o telefone efetua ligações
para os números automaticamente até que um deles
atenda.
Disputa
Jurídica
Emborrachado,
ele resiste a quedas de até 1,80 m e possui
sensores que captam o movimento de queda. Neste caso, torpedos
são enviados e poderiam até conter a localização
da pessoa. Mas ainda existe uma discussão jurídica
se esse tipo de serviço será autorizado no país.
Um aplicativo
pré-instalado permite cadastrar nomes de
remédios a serem ministrados, dosagens e horários.
O celular avisa tocando um alarme no horário agendado,
mesmo se estiver desligado. Detalhe: o toque é compatível
com aparelhos auditivos (que operam com frequências de
até 25 decibéis).
Segundo o
engenheiro Armando Kilson Junior, que desenvolveu o BP, as
operadoras
já estão interessadas, mas
o aparelho será vendido pela internet a R$ 685.
Folha
de São
Paulo
Informação demais confunde memória,
comprova estudo
Teste monitorado
com ressonância magnética mostrou
como se dá o processo de "competição" entre
lembranças
Cérebro se atrapalha ao gravar dois eventos ao mesmo
tempo, conclui artigo publicado ontem em revista científica
Por Juliana Vines
O excesso
de informações confunde o cérebro
e dificulta a memorização, comprovaram pesquisadores
das universidades Stanford e Yale, nos EUA.
"Descobrimos que a concorrência entre lembranças
resulta em memória pior", disse à Folha o
psicólogo Brice Kuhl, pesquisador de Yale e principal
autor do trabalho.
Diariamente
e o tempo todo, o cérebro é exposto
a toneladas de informações. Umas são mais
lembradas do que outras.
"Embora saibamos que a competição entre memórias é uma
parte fundamental da memorização, há poucas
provas de como o processo acontece no cérebro", escrevem
os autores, no artigo publicado ontem na revista "Proceedings
of the National Academy of Sciences".
O estudo
monitorou com ressonância magnética a
atividade cerebral de voluntários, durante teste composto
de várias rodadas.
No teste
de memória, imagens e informações
eram misturadas em placas e as pessoas deviam se lembrar do conteúdo
separadamente.
Os pesquisadores
descobriram que, quando a lembrança
era clara, era como se a pessoa revivesse o momento em que a
memória foi armazenada, com a ativação das
mesmas áreas cerebrais.
Mas, quando
as informações foram misturadas, o
cérebro também se confundiu e tentou reproduzir
duas memórias. A pessoa teve dificuldade de se lembrar
com clareza do conteúdo.
"É como se a memória estivesse borrada. Pode-se
dizer que quando tentamos guardar duas coisas, não guardamos
nenhuma delas direito", afirma Cláudio da Cunha,
pesquisador de neurociência e farmacologia da Universidade
Federal do Paraná.
Memória Fotográfica
Para a bióloga e neurocientista, Valéria Catelli
Costa, pesquisadora da USP, o maior achado do trabalho foi mostrar
como as memórias são codificadas no cérebro,
formando "desenhos".
A facilidade
ou dificuldade de se lembrar de um acontecimento depende de
como essa codificação
foi feita.
"Quanto mais você associa dados a um fato, mais fácil
fica de você se lembrar, e melhor é a codificação."
Segundo os
autores, a codificação é influenciada
por memórias antigas e analogias com eventos diferentes.
"Pode ser uma influência negativa ou positiva. A
memória de um número de telefone velho torna mais
difícil aprender um novo número", exemplifica
Kuhl.
Mas, também, um especialista em vinhos só é especialista
porque se lembra de conhecimentos anteriores.
"Selecionamos memórias úteis. Guardamos o
que é requisitado em tarefas", diz o neurologista
Benito Damasceno, da Unicamp.
Para ele,
o processo de competição é positivo,
porque nos torna capaz de separar o que é importante."Com
a seleção conseguimos consolidar um aprendizado
e reviver um acontecimento."
O problema é que nem sempre essa seleção é consciente.
Para o pesquisador americano, não existem memórias
mais fortes do que outras. Então, não adianta muito
se esforçar para lembrar a data do aniversário
de casamento, por exemplo.
"Queremos pensar que as memórias emocionais ou afetivas
são mais fortes, mas nem sempre isso é verdade."
Lembretes e tecnologia ajudam a ampliar capacidade
DE
SÃO
PAULO
Lembretes,
agendas e alertas do celular são usados como
extensões da memória.
"A cultura se tornou muito complexa, o cérebro não
consegue processar tantas informações", afirma
o neurologista Benito Damasceno, pesquisador da Unicamp.
Segundo ele,
esses lembretes passaram a ser essenciais. "A
memória humana precisa de apoios."
Também a fonoaudióloga Ana Alvarez, autora de "Deu
Branco" (Record, 144 págs., R$ 22,90), discorda da
visão segundo a qual os lembretes são "muletas".
"Essa é uma ideia ultrapassada, de pessoas que acham
ser possível se lembrar de tudo."
Há memórias explícitas e implícitas
(ou as conscientes e as inconscientes). Os lembretes ajudam a
seleção cerebral ficar mais consciente, diz a fonoaudióloga.
"Se forem bem usadas, essas ferramentas podem deixar a
memória operacional livre para você conseguir se
concentrar no resto."
Brasil
Econômico
Rede privada vai socorrer o SUS em SP
Entrevista
Giovanni Guido Cerri, Secretário de Saúde
do estado de São Paulo
Governo
de São
Paulo cria medida para ampliar parceria com o setor privado
Por Regiane de Oliveira
Em São Paulo, uma medida visa ampliar as parcerias entre
governo e iniciativa privada. As Secretarias de estado da Saúde
e da Fazenda assinaram uma resolução estabelecendo
isenção da cobrança do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS)
para a importação de equipamentos médico-hospitalares
por clínicas ou hospitais paulistas que atendam pacientes
do Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida
visa desafogar os hospitais públicos de São
Paulo? De um lado, trata-se de um benefício fiscal importante
para a renovação do parque de equipamentos radiológicos
dos hospitais particulares de São Paulo e, de outro, mais
exames aos pacientes do SUS. Vamos aproximar a rede pública
da rede privada de serviços de saúde, e esta integração é fundamental,
uma vez que no Estado de São Paulo cerca de 40% da população
possui planos de saúde. Na Grande São Paulo esse índice é de
50%.
O estado
estuda a construção de novos hospitais?
Nos últimos 16 anos o governo implantou 30 hospitais estaduais,
com 6,5 mil novos leitos.
Estamos avaliando
as demandas regionais para verificar a necessidade de expansão. Na Baixada Santista, por exemplo, já definimos
a implantação de uma segunda unidade do Instituto
Emílio Ribas, na cidade do Guarujá.
O governo
tem planos de aumentar os investimentos em saúde?
Sim, tanto que já solicitamos ao Ministério da
Saúde a revisão do teto SUS para o estado, de R$
1,1 bilhão por ano. Acreditamos que a regulamentação
da Emenda 29 [sobre repasses fixos para a saúde] será definitiva
para que estados e municípios, assim como a própria
União, apliquem os percentuais mínimos em saúde
previstos na legislação, sem malabarismos contábeis.
A medida
também vai ajudar na renovação
do parque de equipamentos dos hospitais particulares
O Globo
OMS
alerta sobre alta radiação em alimentos
Indústria e restaurantes no Brasil importam pouca quantidade
e autoridades do país aguardam orientação
Por Antônio
Marinho e Tatiana Farah
RIO, SÃO PAULO e BRASÍLIA. A Organização
Mundial de Saúde (OMS) informou ontem que o nível
de radiação em alimentos cultivados e produzidos
em Fukushima (a 240 quilômetros de Tóquio) e arredores
depois do acidente nuclear é mais alto do que se pensava.
A contaminação por iodo radioativo em verduras,
leite, leite em pó e água é grave, segundo
Peter Cordingley, porta-voz do escritório da OMS para
o Pacífico Oeste, em Manila, o que pode elevar o risco
de câncer, como o de tireoide.
O governo
japonês proibiu a venda de leite e espinafre,
além de outras hortaliças, como alho-poró provenientes
das zonas afetadas. Por enquanto, não há sinal
de que esses alimentos tenham chegado a outros países.
O maior problema é o espinafre de Ibaraki, com índice
27 vezes acima do nível seguro. Mas o anúncio japonês
de restrição à exportação
de alimentos terá pouco impacto no Brasil. Segundo a Jetro
(a Japan External Trade Organization), órgão para
fomento ao comércio, os brasileiros quase não importam
alimentos frescos.
Segundo Yoshihiro
Sawada, presidente da Jetro Brasil, as principais indústrias alimentícias japonesas no Brasil, como
Yakult e Ajinomoto, trabalham com insumos nacionais. E a importação
por parte dos restaurantes japoneses seria residual e sem alimentos
frescos. Donos de restaurantes disseram que compram poucos produtos
como algas e wasabe do Japão, uma vez que os similares
chineses são de boa qualidade e têm menor preço.
Em 2010, as importações do agronegócio do
Japão foi de US$38,8 milhões, incluindo condimento,
temperos e arroz.
Já o Ministério da Agricultura disse que o governo
brasileiro só suspenderá importações
de alimentos do Japão se houver orientação
nesse sentido de organismos internacionais, como Organização
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação,
a Organização Mundial de Saúde Animal e
o Codex Alimentarius. O ministério informou que os produtos
que estão chegando ao Brasil saíram do Japão
antes do vazamento radioativo.
Na radiação nuclear há compostos perigosos
para a segurança alimentar, principalmente estrôncio,
iodo e césio. Os gases expelidos pela usina danificada
são voláteis e caem no solo e, ao se misturarem
com outros, são inalados por humanos e animais. A água
está com índice de iodo radioativo três vezes
superiores ao limite, e isto a 40 quilômetros da usina.
A situação é mais séria
do que se pensou nos primeiros dias, disse Cordingley.
Ainda que
o iodo radioativo tenha vida média de 8 dias
e se desintegre em semanas, há risco a curto prazo para
a saúde, se ele for absorvido. O césio radioativo
tem vida média de 30 anos. Segundo a OMS, a radiação
não atinge alimentos envasados, enlatados e embalados
com plástico, enquanto a embalagem estiver intacta.
Na
indústria, alguns alimentos são
irradiados
Vale lembrar
que a irradiação de alimentos na
indústria é autorizada pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária, seguindo normas rígidas.
Ela serve para melhorar a conservação e reduzir
a incidência de doenças por microorganismos, como
bactérias do tipo salmonela, e parasitas, especialmente
em frango, mariscos e carne de porco.
A técnica expõe o alimento a alguma energia ionizante:
raios gama (com cobalto 60), raios X ou feixe de elétrons
e é realizada numa câmara especial. A irradiação
interrompe reações orgânicas que levam o
alimento a apodrecer, atacando bactérias, leveduras e
fungos. Também parasitas, insetos e seus ovos e larvas
morrem ou ficam estéreis. Quando o alimento foi irradiado,
isso deve constar no rótulo. O professor Murillo Freire,
da Embrapa, diz que, nesses casos, não há risco
para a saúde.
Diferentemente
do produto contaminado, a irradiação
não fica no alimento. Ela atravessa e sai. A dose aplicada é muito
baixa. Já as consequências para alguém que
come algo com material radioativo dependerá de quantidade
ingerida, peso e saúde.
CFM
SINDHOSP
e FEHOESP apoiam paralisação dos médicos
O Sindicato
dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios
do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e a Federação
dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado
de São Paulo (FEHOESP) manifestaram apoio ao Dia Nacional
de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde,
que acontece no próximo dia 7 de abril, Dia Mundial da
Saúde. O movimento está sendo organizado pelas
entidades médicas nacionais, estaduais e sociedades de
especialidades.
“Os problemas que os médicos vivenciam são
os mesmos dos estabelecimentos de serviços de saúde,
como pesquisas demonstraram recentemente. Estamos há anos
sem reajuste, temos problemas com autorização de
procedimentos, internações e glosas. Por isso temos
que somar forças para reverter esse quadro, que se arrasta
há anos”, afirma Dante Montagnana, presidente do
SINDHOSP.
A FEHOESP
enviará comunicado aos seus cinco sindicatos
filiados solicitando que mobilizem seus associados em prol da
paralisação. Já o SINDHOSP, que tem mais
de 30 mil empresas prestadoras de serviços em seu cadastro,
encaminhará ofício a todas no intuito de conscientizá-las
da importância do movimento. A assessoria de imprensa e
os veículos de comunicação da entidade,
como o site (www.sindhosp.com.br), Jornal do SINDHOSP e o boletim
eletrônico SINDHOSP online, também estarão
engajados no movimento.
“O SINDHOSP conhece bem nossos problemas, pois não
são muito diferentes daqueles enfrentados pelos hospitais
na relação com os planos de saúde”,
afirma Jorge Carlos Machado Curi, presidente da Associação
Paulista de Medicina. “Os médicos de ambulatórios
e clínicas vão parar no dia 7, assim como os de
consultórios. É o nosso basta aos honorários
aviltantes praticados pelas empresas da saúde suplementar,
além de um grito em defesa do atendimento digno aos pacientes”.
Diário
de Pernambuco
Usuários de planos sob ameaça
O Fórum Permanente de Saúde Suplementar de Pernambuco
fará uma reunião extraordinária na quinta-feira
com representantes das operadoras, da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) e das entidades médicas.
O objetivo: montar uma estratégia de atendimento aos usuários
dos planos de saúde no próximo dia 7 de abril,
quando haverá a paralisação nacional dos
médicos. Cerca de 7 mil profissionais de saúde
em Pernambuco atendem a 1,2 milhão de usuários
da rede privada. A greve de 24 horas afetará os serviços
eletivos nos consultórios e clínicas dos convênios
médicos. Serão mantidos os atendimentos de urgência
e emergência.
A defensora
pública Cristina Sakaki, coordenadora do
fórum, considera legítima a reivindicação
dos médicos para reajustar os honorários, mas cobra
dos planos a garantia assistencial. ´As operadoras poderão
ser acionadas para fazer a cobertura assistencial com outro prestador,`
disse. A defensora promete monitorar a paralisação
dos médicos para evitar o desabastecimento.
Segundo Cristina,
os usuários já encontram dificuldades
de agendamento na rede credenciada. Além disso, é comum
o descredeciamento dos médicos sem aviso prévio
ao associado e à ANS. Há casos em que o usuário
demora mais de 60 dias para marcar uma consulta com especialista.
Diante da demora, a ANS está concluindo uma consulta pública
para delimitar o tempo máximo de marcação
dos procedimentos.
A paralisação nacional é uma decisão
do Conselho Federal de Medicina e da Associação
Médica Brasileira. Os médicos reclamam da defasagem
da tabela de honorários. Segundo Mário Lins, presidente
da Comissão Estadual de Honorários, no período
de dez anos, os planos aumentaram 136%, 20% acima da inflação
acumulada de 116%. Entre a primeira e a última faixa etária
foram aplicados reajustes de até 500%.
A ANS informou
que não é papel da agência
reguladora definir valores referentes ao pagamento dos prestadores
de serviços. Acrescentou que participa de grupos de trabalho
como mediadora entre as partes paratratar da remuneração
de hospitais e de honorários. Em relação à paralisação,
a ANS entende que é papel das entidades médicas
lutar pelos seus direitos. No caso de desabastecimento, o usuário
poderá ligar para o Disque ANS (088-701-9865).
Saúde
Business Web
Médicos
Digitais
Por Patricia Peck Pinheiro
O desafio
da relação médico - paciente
frente à comunicação online
Em artigo,
especialista em direito digital aborda chegada do paciente
bem informado
aos consultórios e a reação
dos médicos a esse processo
Em tempos
de aumento do acesso à internet e da explosão
do uso das redes sociais, cresce, nos consultórios médicos,
o número de pacientes que, de alguma maneira, chegam para
a consulta com algum conhecimento, correto ou não, quanto
a um possível resultado de exame, enfermidade ou com um
pré-diagnóstico baseado em sintomas. Isso acontece
graças aos sites de buscas. As pessoas vêm utilizando
tais agregadores de notícias e informações
como um verdadeiro prontuário eletrônico. Mas, até que
ponto isso é benéfico na relação
médico - paciente?
O advento
da internet e a adesão crescente às
redes sociais, claro, atingiram os profissionais da saúde.
Além de redes destinadas ao público geral, como
o Facebook, Orkut, LinkedIn e Twitter, tem havido um considerável
desenvolvimento das redes sociais criadas especificamente para
a classe médica, como o Planeta Médico (http://www.planetamedico.com.br/),
o MySpine (www.mycommunity.com.br/myspine), e o Meu Prontuário
(http://www.meuprontuario.net/). Há também o Sermo
(http://www.sermo.com/), uma rede originária dos Estados
Unidos que conta com mais de 115 mil membros, segundo informações
do próprio site.
Os médicos podem sim fazer parte dessas comunidades,
porém, é importante frisar que as redes exclusivamente
médicas se destinam à discussão científica
e os demais sites de relacionamento dizem respeito à vida
pessoal. Nesse sentido, vale lembrar que no Brasil os médicos
devem seguir o Código de Ética Médica, que
em decorrência do dever de sigilo profissional, veda fazer
referência a casos clínicos identificáveis,
exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais,
divulgação de assuntos médicos em meios
de comunicação em geral, mesmo com autorização
do paciente (Art. 75). É vedado, ainda, ao médico,
divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento
ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente
reconhecido cientificamente por órgão competente
(Art. 113).
Essa adaptação dos profissionais às novas
tecnologias gera impactos importantes para a sociedade em geral.
A saúde tem evoluído muito no âmbito de diagnóstico
por imagem. O médico online, que usa a internet e as redes
sociais, se permite um melhor acesso às informações
e à troca de experiências não apenas com
outros integrantes da comunidade em que está inserido,
mas com a comunidade científica do mundo inteiro. Há a
oportunidade, por exemplo, de contato com histórias de
casos de pacientes - o que é super importante até no
mapeamento de doenças mais raras, ainda não bem
tratadas -, observância de efeitos adversos, estudo de
similaridades, entre outros pontos importantes da missão
contínua de pesquisa e atualização que todo
profissional da área médica tem.
Além disso, é importante que o médico saiba
o que está na internet, pois há uma verdadeira
avalanche de informações erradas, "mitos" e
até recomendações equivocadas quanto aos
tratamentos e diagnósticos. Frente a essa realidade, o
médico recebe também a missão de alertar
ao paciente sempre que o mesmo mencionar durante uma consulta
que viu algo na internet, auxiliá-lo no entendimento do
que é verídico ou não no caso de um boato,
por exemplo.
Ressalto
que a despeito de todos os pontos positivos citados, o médico não pode se esquecer do sigilo profissional.
Cabe a ele respeitar a privacidade de seus pacientes sem revelar,
a qualquer tempo ou situação, informações
relacionadas aos casos tratados, de seu conhecimento, em virtude
do exercício de sua profissão, salvo nas hipóteses
autorizadas no Código de Ética Médica ou
em Lei.
Além da atualização constante, manter um
perfil em redes sociais também auxilia na humanização
da relação com o paciente, já que muitos
deles preferem este contato mais interativo e em tempo real,
ao invés do tradicional "ligar no consultório".
Esse comportamento é observado especialmente no caso do
médico que atende ao público já da Geração
Y ou Z (nascidos de 1980 para cá). A presença na
web, em contrapartida, também apresenta suas desvantagens.
Um exemplo de extrema importância é o caso do vazamento
de informações confidenciais de pacientes ou a
superexposição da vida de um profissional cujas
condutas devem ser guiadas pelo Código de Ética
Médica e, ainda, o assédio de pacientes nas redes
sociais pessoais.
É difícil separar, nas redes sociais, o que é pessoal
do que é profissional. Existe uma certa confusão
entre a imagem corporativa e a imagem do indivíduo. Por
isso, se o médico tem um blog, por exemplo, e deseja que
o conteúdo publicado seja somente pessoal, ele não
deve, em hipótese alguma, comentar assuntos de seu trabalho.
No momento em que ele próprio promove uma mistura entre
as esferas particular e profissional, inicia-se a confusão.
Isso ainda pode ser intensificado se o profissional emite, na
sequência, uma opinião pessoal sobre qualquer tema.
Quem participa desse ambiente de interação não
consegue mais distinguir se aquilo que o médico blogueiro
diz é pessoal ou profissional. É de suma importância
que fique absolutamente claro o propósito do ambiente,
seja um Blog ou um perfil em Facebook. A postura do profissional
precisa estar alinhada a isso uma vez que a maior parte dos erros
ocorre devido à confusão destes elementos de propósito
e postura.
Recomenda-se,
ainda, que ao optar por uma rede social pessoal, o médico não adicione pacientes aos seus contatos,
ou mesmo os curiosos em atendimentos online. Também é importante
que as configurações de privacidade oferecidas
pelas redes sejam ativadas a fim de preservar o conteúdo
ali postado.
Segundo um
estudo desenvolvido pelo Hospital Lariboisièreque,
na França, realizado com 400 médicos em formação
na Universidade Hospital Rouen, a "interação
entre paciente e médico resulta em uma situação
eticamente problemática, porque não está relacionada à assistência
direta ao paciente", defenderam os autores do estudo no
Journal of Medical Ethics. "Além disso, a disponibilidade
pública de informações sobre a vida privada
de um médico pode ameaçar a confiança mútua
entre ele e seu paciente. Comentários e fotos postados
on-line podem ser mal interpretados fora do seu contexto original
e podem não refletir com precisão as suas opiniões
e comportamentos da vida real".[i]
O Código de Ética Médica prevê regras
para o comportamento dos profissionais da Medicina nos meios
de comunicação em massa, como a internet, tais
como a vedação de divulgar informação
sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional
ou de conteúdo inverídico ou, ainda, de consultar,
diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação
do gênero. Se o médico cometer qualquer falta grave,
como o desrespeito às vedações apresentadas
acima, poderá ter o exercício profissional suspenso
mediante procedimento administrativo específico.
Diante disso,
o médico deve seguir, principalmente na
internet e em seus perfis nas redes sociais, as mesmas regras
de conduta de sigilo que segue nos demais espaços em que
está presente. Lembrando que é vedado ao médico
fazer referência a casos clínicos identificáveis,
exibir pacientes em anúncios profissionais ou na divulgação
de assuntos médicos, em meios de comunicação
em geral, mesmo com autorização do paciente, além
de não poder divulgar qualquer fato sobre o qual tenha
conhecimento em virtude do exercício de sua profissão.
Justamente
por ter a classe médica um dever de sigilo
profissional e um Código de Ética Médica,
que procura preservar a privacidade do paciente, cada vez mais
se discute no âmbito da saúde sobre segurança
da informação (disponibilidade, integridade, e
principalmente, confidencialidade). De acordo com a Resolução
097/2001 do CREMESP, que dispõe sobre idealização,
criação, manutenção e atuação
profissional em domínios, sites, páginas ou portais
sobre medicina e saúde na Internet, os usuários
da Internet têm o direito à privacidade sobre dados
pessoais e de saúde. Logo, os sites devem deixar claros
os mecanismos de armazenamento e segurança para evitar
o uso indevido de dados através de códigos, contra-senhas,
software e certificados digitais de segurança apropriados
para todas as transações que envolvam informações
médicas ou financeiras pessoais do usuário. Devem
ter acesso ao arquivo de dados pessoais para fins de cancelamento
ou atualização dos registros.
Em 2007,
por exemplo, a Agência Nacional de Saúde
(ANS) estabeleceu o padrão de Troca de Informações
em Saúde Suplementar (TISS) para determinar os requisitos
mínimos a serem atendidos no registro e intercâmbio
de dados entre as operadoras de planos privados de assistência à saúde
e os prestadores de serviços de saúde. Ainda em
2007, o Conselho Federal de Medicina aprovou, por meio da Resolução
CFM N.º 1.821, as normas técnicas concernentes à digitalização
e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos
documentos dos prontuários dos pacientes, autorizando
a eliminação do papel e a troca de informação
identificada em saúde.
A Organização Internacional para a Padronização
(ou International Organization for Standardization, ISO), publicou,
em setembro de 2008, a Norma ISO 27799:2008 - um roteiro prático
para a Gestão de Segurança da Informação
na área de Saúde através do uso da Norma
ISO/IEC 27002.
Sendo assim,
tanto médicos e hospitais, quanto empresas
relacionadas ao sistema de saúde, devem ficar atentas
a adoção de mecanismos eficientes e à correta
orientação de seus funcionários para garantir
o adequado tratamento às informações dos
pacientes.
Agência Brasil / Saúde
Business Web
Câncer de mama: R$ 4,5 bi para programa de prevenção
Por Paula
Laboissière
Iniciativa
prevê a criação de 20 centros
especializados no Norte e no Nordeste e manutenção
dos mamógrafos da rede pública
A presidenta
Dilma Roussef anunciou hoje (21) que o Programa de Prevenção ao Câncer de Mama e ao Câncer
de Colo de Útero será lançado amanhã (22)
em Manaus (AM). "Sei, por experiência própria,
que o câncer tem maior chance de cura quando é tratado
no início", afirmou.
Em seu programa
semanal Café com a Presidenta, ela destacou
que o governo federal vai garantir exames preventivos de câncer
de colo de útero a todas as mulheres com idade entre 25
e 59 anos. Serão implantados 20 novos centros especializados
em diagnóstico e tratamento da fase inicial da doença
nas regiões Norte e Nordeste.
Hospitais
de todo o país deverão ampliar o atendimento
para tratamento de câncer por meio de serviços de
radioterapia e de quimioterapia, entre outros. Serão instalados
ainda 50 centros para confirmação de diagnóstico,
com a possibilidade de realização de biópsias.
Segundo Dilma, os estados onde há menor oferta do serviço
serão os primeiros beneficiados.
De acordo
com a presidenta, laboratórios de todo o país
serão incentivados a trabalhar conforme padrões
internacionais de qualidade no combate à doença. "Um
exame benfeito já é meio caminho andado",
explicou.
Para o diagnóstico do câncer de mama, o Brasil
conta atualmente com 4 mil mamógrafos - metade deles na
rede pública de sáude. Dilma avaliou que o número é "mais
que suficiente" para garantir que mulheres com idade entre
40 e 69 anos façam o exame no prazo correto, mas admitiu
que muitos aparelhos estão parados, com baixa produção
e até mesmo encaixotados.
"Minha primeira orientação foi para que o
Ministério da Saúde fizesse uma vistoria em todos
os equipamentos de mamografia", disse. De acordo com a presidenta,
uma força-tarefa nos estados e municípios deverá assegurar
que todos os mamógrafos estejam em funcionamento. O investimento
total do governo federal no programa será de R$ 4,5 bilhões.
Correio Braziliense
Cada
gota é preciosa
A Fundação Mata Atlântica percorreu 12 estados
e o DF com projeto que verifica a qualidade da água no
país: atividades de educação ambiental
A possibilidade
de escassez de água mobiliza população,
governo e ONGs em campanhas pelo uso consciente. Organizações
investem em projetos de preservação de rios e educação
ambiental
A qualidade
da água é uma das preocupações
da Organização das Nações Unidas
(ONU). A instituição estima que 1,6 milhão
de pessoas, principalmente crianças menores de cinco anos,
morram anualmente por causa de doenças transmitidas pela água.
Para incentivar o trabalho sobre o tema no mundo, a ONU declarou
o período entre 2005 e 2015 a década internacional Água
para Vida. Além de dar atenção às
condições do recurso natural, a disponibilidade
também vira discussão.
Apenas 3%
da água do planeta pode ser consumida. Dessa
quantidade, 70% é utilizada para irrigação,
18% para uso industrial e 8% para uso em residências. A
quantidade é praticamente a mesma há milhares de
anos, mas com o intenso crescimento populacional, há risco
de escassez. A comunidade internacional já sofre com essa
possibilidade. No Oriente Médio, 9 entre 14 países
tem dificuldade de acesso aos recursos hídricos. Os habitantes
do Kuweit, por exemplo, dispõem de apenas 10 mil litros
de água por pessoa, ao ano, o mesmo volume de água
que os ocidentais consomem em cerca de dois meses.
Apesar de
o Brasil ser conhecido pela abundância de rios,
lagos e córregos, isso não é motivo para
esbanjar. O gasto nacional é de 250 litros por pessoa,
sendo a média recomendada pela Organização
Mundial da Saúde de 150 litros. Para o diretor do Departamento
de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente,
Julio Kettelhut, a preocupação é eminente
e deve ser um compromisso de todos. "Precisamos trabalhar
juntos: população e governo. Mudar a maneira como
os brasileiros utilizam a água significa quebrar paradigmas.
Uma parte do país está acostumada a sempre ter
o recurso em abundância. Racionalizar faz parte da educação",
aponta.
Kettelhut
não desanima e diz perceber, como forma positiva,
o início da discussão do tema no cotidiano das
pessoas. "Cada vez mais, temos conseguido essa mudança,
isso está mais enraizado na população",
completa. Outros que ajudam no trabalho de conscientização
são os voluntários das organizações
não governamentais. Hoje, existem 26 instituições
que tratam do tema cadastradas na Associação Brasileira
de Organizações Não Governamentais (Abong).
Em 2010,
o caminhão do projeto A Mata Atlântica é Aqui
- Exposição Itinerante do Cidadão Atuante,
da Fundação SOS Mata Atlântica, percorreu
12 estados brasileiros e o Distrito Federal. A ideia foi checar
a qualidade da água no Brasil. A população
de 39 cidades participou das atividades de educação
ambiental feitas pela equipe e acompanhou a avaliação
da água dos rios, dos córregos e dos lagos.
A partir
de parâmetros definidos pelo Ministério
do Meio Ambiente, foram analisadas amostras de 43 copos d"água.
Resultado? Nenhuma foi considerada boa ou ótima. O estudo
revela que em 70% das coletas, a qualidade da água é regular.
Em 25%, é ruim e em 5%, péssima. Foi constatado
que o principal agente de poluição é o esgoto
doméstico.
O projeto
está na segunda edição e, até hoje,
foram visitadas 70 cidades em 16 estados. Mais de 280 mil pessoas
já participaram dessas atividades. Ao todo, foram 69 rios
monitorados.
Educar
A organização Água e Cidade tem o foco
de trabalho nas crianças. Com objetivo de conscientizar
e mobilizar a sociedade para o uso racional da água, foi
criado o programa Água na Escola, no qual voluntários
apoiam e desenvolvem ações para a defesa e a manutenção
da qualidade do meio ambiente.
Os educadores
passam a ser agentes multiplicadores da campanha de preservação ambiental ao despertar o aluno para
a mudança de hábitos e atitudes sustentáveis.
A organização também promove visitas a laboratórios
de pesquisa e estações de tratamento de água
e esgoto.
Recuperar
A WWF-Brasil
também tem um programa que cuida exclusivamente
da água. É o Água para a Vida, que pretende
atuar na redução de gases de efeito estufa, incentivar
a eficiência energética e fontes renováveis,
analisar as bacias hidrográficas e sensibilizar a população
com informações sobre as ameaças das mudanças
climáticas e impactos sobre os recursos hídricos.
A ideia é fazer com que a população adote
iniciativas para diminuir estes riscos.
A organização trabalha com mais de 180 países
e, no Distrito Federal, promove atividades para recuperar os
rios poluídos da região. O Córrego Crispim,
localizado no Gama, recebe ajuda da WWF em parceria com o Movimento
Cyan. Com os moradores da região, a entidade discutiu
soluções para os problemas encontrados e foi feito
um estudo para analisar as vulnerabilidades do córrego.
A partir daí, um plano de recuperação da
microbacia será elaborado e executado por instituições
educacionais e pela população.
Saiba mais
Sobre o trabalho
do WWF-Brasil no córrego Crispim:
www.movimentocyan.com.br/home/iniciativas/bacias?tema=1363
Sobre as
visitas do projeto da exposição itinerante
da Fundação SOS Mata Atlântica:
www.sosma.org.br/blog
Sobre o programa Água na Escola, da organização Água
e Cidade:
www.aguaecidade.org.br/ agua _escola_programa
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.