Leia
nesta edição:
- Segundo
federação, maioria dos usuários
de planos de saúde está satisfeita
- Decisão da Justiça vira ameaça aos genéricos
- Convênios:
4 meses para uma consulta
- 6 em cada
10 têm problemas com convênio
- Comissão sobre piso de agentes de saúde ouvirá Funasa
- Prazo de
atendimento: Operadoras dizem que "é possível"
- Consulta
Pública
43 da ANS
- ANS estabelece prazos de atendimento
- Médicos: Responsabilidade por redução
na espera
- CFM: Atendimento no prazo se rede for ampliada
- Começo do inverno deve reforçar cuidados com
a saúde, diz especialista
- Marco Maia
vai pautar votação da Emenda 29 para
a primeira semana de julho
- Quase 60%
dos usuários tiveram problemas com planos
de saúde
- Aprovada
isenção
fiscal para equipamentos hospitalares importados
- Hospital
particular poderá ter de atender paciente
do SUS em estado grave
- Rio Grande do Sul confirma mais quatro casos de gripe A
- Líder: a estratégia para comunicar sua equipe
sobre acreditação
- “Consulta pública nº 43 é ponto de
discórdia entre operadoras e prestadores”
Quarta-feira, 22.06.11
Agência
Brasil
Segundo
federação, maioria dos usuários
de planos de saúde está satisfeita
De acordo
com a pesquisa, 76% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos
com os serviços, apesar das reclamações
BRASÍLIA - A Federação Nacional de Saúde
Suplementar (FenaSaúde) informou, em nota, que a pesquisa
divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ratifica que
a maior parte dos usuários dos planos de saúde
está satisfeita.
A pesquisa
encomendada pelo CFM mostra que seis em cada dez usuários tiveram problemas com o plano no último
ano. A demora em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório
ou clínica é a queixa mais comum, apontada por
26% dos entrevistados. De acordo com a pesquisa, feita pelo Instituto
Datafolha, 76% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos
com os serviços, apesar das reclamações.
"A FenaSaúde informa que a pesquisa do Datafolha/CFM
divulgada pelo Conselho Federal de Medicina sobre a satisfação
dos beneficiários com os planos de saúde ratifica
os resultados da pesquisa Datafolha/IESS divulgada em março
deste ano, que registrou um índice de 80% de satisfação
dos beneficiários com seus planos", diz a nota da
federação, que representa 15 grandes operadoras
de planos de saúde. A pesquisa citada pela entidade ouviu
1.626 clientes de planos de saúde em oito capitais.
Na nota,
a FenaSaúde não trata da questão
das reclamações apontadas pela pesquisa do CFM.
Outras queixas relatadas pelos usuários, conforme a pesquisa
do conselho, são pouca variedade de profissionais e hospitais,
dificuldade de marcar consulta e descredenciamento de médico
procurado.
O
Estado de São
Paulo
Decisão da Justiça vira ameaça aos genéricos
Cancelamento
do registro de genéricos do antidepressivo
Lexapro cria um precedente que preocupa a Anvisa
Por Lígia
Formenti
Uma decisão da Justiça sobre o cancelamento do
registro de versões genéricas do antidepressivo
Lexapro, da Lundbeck Brasil, tira o sono da indústria
de genéricos e da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa). Preocupa a justificativa usada no
processo. "Ela representa um perigoso precedente, que pode
colocar em risco toda política de genéricos do
País", avalia o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.
Vendido no
País desde 2003, o Lexapro aguarda parecer
do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) para concessão
de patente. A discussão na Justiça para impedir
a venda de genéricos, no entanto, dá-se por outra
frente, até agora nunca usada por fabricantes de remédios
de marca: a confidencialidade do dossiê com dados sobre
resultados de pesquisas laboratoriais e clínicas, que
comprovam a segurança e eficácia da droga.
Tradicionalmente,
o dossiê é feito pela empresa
que desenvolve a nova droga. Esse relatório serve como
fundamento para análise e registro do medicamento na Anvisa.
Mais tarde, porém, os relatórios se transformam
numa referência para fabricantes de genéricos. "Os
dados não são usados para fabricar a droga. Servem
apenas para poder fazer a comparação, indicar que
o genérico tem o mesmo mecanismo de ação",
garante o presidente da Pró-Genéricos, Odnir Finotti.
Dados do dossiê também são usados na bula
dos genéricos.
Restrição. A Lundbeck afirma que tais dados são
exclusivos e apenas poderiam ser usados por outras fabricantes
dez anos contados a partir do registro da droga no País.
No caso do Lexapro, no segundo semestre de 2012. "Não
há na lei nada que indique tal restrição",
garante Finotti. Algo que Lundbeck Brasil e, até agora,
a Justiça discordam: "A lei de propriedade industrial
faz referência a essa proteção", diz
o advogado da empresa, Otto Licks. A regra, afirmou, já é amplamente
usada no mercado de produtos veterinários e agrícolas.
Se tal exigência fosse levada à risca, diz Finotti,
seria preciso que todos os fabricantes de genéricos partissem
do zero: fizessem novas pesquisas para comprovar a segurança
e eficácia do remédio. "Seria isso ou esperar
o prazo. Algo impraticável."
O presidente
da Anvisa não esconde sua preocupação.
Barbano observa que, caso esse entendimento se confirme na Justiça,
a liberação de genéricos sofreria um atraso
inquestionável. "Além do remédio em
questão e das drogas já analisadas, essa tese poderia
colocar em risco o registro de pelo menos outras 40 moléculas
que estão em análise pelo governo. Seria um baque
no setor, um baque na saúde pública." O advogado
da Lundbeck, no entanto, estima que essa ação teria
um impacto reduzido: de 1,2% de todos os pedidos de novos genéricos
para o mercado.
De acordo
com Barbano, uma força-tarefa foi formada pela
Advocacia-Geral da União para identificar se há outras
ações do mesmo tipo na Justiça.
"Nossa ideia é esclarecer integrantes do Judiciário,
mostrar que tal medida pode provocar uma insegurança sanitária",
disse. Isso porque uma série de drogas prioritárias,
que poderiam ser lançadas em uma versão mais barata
e, assim, se tornar mais acessíveis à população,
teria de permanecer na prateleira por causa dessa nova restrição.
O gerente-geral
da Lundbeck no Brasil, João Carlos Rocha,
afirma que a ação da Lexapro é a primeira
interposta pelo laboratório. Carro-chefe da empresa, o
medicamento, de acordo com Rocha, movimenta R$ 80 milhões
por ano.
Desde 2009,
uma versão genérica do Lexapro, produzida
pelo laboratório Aché, estava sendo vendida. Com
cancelamento do registro, a droga precisou ser retirada do mercado.
Agência
Estado
Convênios:
4 meses para uma consulta
Por Marília
Almeida
Espera de
quatro meses por uma consulta. Esse foi o martírio
da assistente social Nancy Neves, de 53 anos. Ela já teve
que espera quatro meses por uma consulta no ginecologista por
seu plano de saúde. “O argumento é o de sempre:
não há vagas. Está tudo lotado”. O
marido de Nancy, o aposentado Nelson Mello Jr., 63 anos, também
sofre: já aguardou 75 dias para marcar uma consulta com
um pneumologista.
Do total
de reclamações recebidas pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contra convênios
médicos, em média, 9% se referem ao tempo de espera
para o atendimento todos os meses.
A demora
está incluída entre as queixas relativas à cobertura,
que figura no topo da lista de reclamações da ANS
em fevereiro, último mês cujos dados foram divulgados.
Naquele mês, foram 2.834 queixas — 1.556 sobre cobertura,
que são seguidas por queixas sobre planos e produtos (538),
contratos e regulamentos (280) e reajuste de mensalidade (143).
Na tentativa
de reduzir esses problemas, a agência reguladora
publicou segunda-feira a Resolução Normativa nº 259,
que estabelece prazos máximos de serviços e procedimentos
contratados por beneficiários de plano de saúde.
Consultas
básicas, por exemplo, como pediatria, ginecologia
e clínica médica, deverão ser realizadas
no prazo máximo de sete dias. No caso de procedimentos
mais complexos, são 21 dias.
Prazo de 90 dias
A norma entra
em vigor 90 dias após sua publicação.
Nancy e Nelson Mello preferem esperar para ver se a norma vai
funcionar na prática. “Sabemos que tem lei que pega,
e lei que não pega”, diz Nancy.
A aposentada
Divanir Ferreira Lopes, 54 anos, festeja a decisão
da ANS. “Tenho um problema na coluna cervical e, em crises,
cheguei a esperar um mês para marcar consulta com o ortopedista”.
Já a cabeleireira Dalva Moraes, 51 anos, esperou até 40
dias para se consultar com o ginecologista. “Tive que correr
atrás de uma nova guia de exame, pois era válida
por apenas 15 dias”.
O aposentado
Nelson Camillo Donady, 70 anos, chegou a esperar dois meses
por uma
vaga no gastroenterologista. “Além
de demorado, o plano teve um reajuste abusivo e decidi cancelá-lo.
A dona de
casa Sueli Figueiredo, 49 anos, conta que o mínimo
que teve que esperar por uma consulta no plano que tem há oito
meses foi 15 dias. “Foi o caso do dermatologista”.
No dia 14, ela marcou uma consulta no ginecologista e só encontrou
vaga para o dia 4.
A nova norma
será fiscalizada pela agência reguladora,
com base em denúncias recebidas por telefone e também
fiscalização ativa.
O consumidor
também poderá reclamar ao Procon.
Caso a insatisfação contra a empresa seja recorrente,
o órgão, assim como a ANS, pode autuar e obrigá-la
a pagar multa conforme seu porte e gravidade do problema.
A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor
(Pro Teste) recebe reclamações de seus associados
e encaminha as demandas para a agência reguladora federal.
Agora
São
Paulo
6
em cada 10 têm problemas com convênio
Por Paula Cabrera
Os usuários de planos de saúde não estão
satisfeitos com o atendimento de seus convênios. É isso
que mostra pesquisa encomendada pelo CFM (Conselho Federal de
Medicina) ao Datafolha, que aponta que 60% dos consumidores têm
problemas com sua operadora de saúde.
Entre as
principais reclamações estão a
burocracia e a demora na liberação de exames, consultas
e procedimentos e a dificuldade no pronto-atendimento. Além
de pouca oferta na rede credenciada de médicos e hospitais.
"São dados que refletem a dificuldade de acesso
e a falta de confiança entre médico e paciente
pelas redes", diz o primeiro vice-presidente do CFM, Carlos
Vital.
Agência Câmara de Notícias
Comissão sobre piso de agentes de saúde ouvirá Funasa
A comissão especial criada para analisar a definição
de um piso salarial nacional para agentes comunitários
de saúde e agentes de combate às endemias (estes
chamados de mata-mosquitos) vai promover audiência pública
com o presidente da Fundação Nacional de Saúde
(Funasa), Gilson de Carvalho Queiroz Filho. A data ainda não
foi definida.
A comissão analisa o Projeto de Lei 7495/06, que regulamenta
as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação
Nacional de Saúde (Funasa). Diversas outras propostas
serão analisadas em conjunto, como o PL 6111/09, que define
o piso nacional da categoria em R$ 930 mensais para profissionais
com formação em nível médio.
O deputado
Andre Moura (PSC-SE), que solicitou a audiência,
afirma que os projetos são de importância fundamental
para Sistema Único de Saúde (SUS). “Vale
lembrar que os agentes comunitários de saúde e
os de combate às endemias têm como objetivo principal
a prevenção das doenças e a promoção
da saúde familiar, por meio de ações educativas
e de conscientização”, diz.
O deputado
acrescentou que esses agentes também controlam
os índices epidemiológicos da comunidade onde atuam. “A
extensão dos serviços públicos de saúde,
da promoção social e também de proteção
da cidadania que chegam às residências possibilitam
o acesso universal à saúde que é direito
de todos”, acrescenta.
Íntegra
da proposta:
PL-7495/2006
PL-6111/2009
Jornal Monitor Mercantil
Prazo
de atendimento: Operadoras dizem que "é possível"
Representantes
das operadoras de planos de saúde afirmam
que "é possível" cumprir os prazos estabelecidos
pela ANS. Em nota, a Federação Nacional de Saúde
Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 empresas, considerou
os prazos "razoáveis de serem cumpridos".
Já a Associação Brasileira de Medicina
de Grupo (Abramge) garantiu que os prazos já vêm
sendo praticados pelo mercado e alertou que a marcação
de consultas e exames é controlada pelos médicos
e laboratórios. "Vale lembrar que os médicos
têm total controle de suas agendas de marcação
de consultas, assim como os laboratórios para exames",
diz a nota.
Seis
em cada 10 usuários têm reclamações
contra planos
Quase 60%
dos usuários de plano de saúde enfrentaram
algum problema no serviço ofertado no último ano. É o
que revela uma pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de
Medicina (CFM) ao Instituto Datafolha.
A demora
em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório
ou clínica é a queixa mais comum, apontada por
26% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a pouca opção
de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados
(21%). Além disso, 14% dos ouvidos disseram que procuraram
serviços do Sistema Único de Saúde (SUS)
por negativa ou restrição de cobertura por parte
do plano de saúde.
"Essa pesquisa veio confirmar a insatisfação
com os planos que já falamos há tempos", disse
o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá.
No entanto,
76% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com os serviços. Para o vice-presidente, a satisfação
dos usuários ocorre depois de terem sido atendidos pelos
médicos. "Isso é depois que é atendido.
O problema é chegar no médico, é o acesso",
disse.
O instituto
ouviu 2.061 pessoas em 145 municípios, nos
dias 4 e 5 de abril deste ano. Do total de entrevistados, 545
afirmaram possuir plano de saúde.
Defesa
do consumidor cobra maior fiscalização
Na avaliação das associações de
defesa do consumidor, a ANS terá de intensificar a fiscalização
para fazer com que as operadoras de planos de saúde cumpram
a nova norma do governo que define prazos de atendimento.
Na Internet,
a Proteste Associação de Consumidores
alerta para a necessidade da fiscalização ser mais
efetiva para que a norma seja obedecida. "Levantamento feito
pela Proteste mostra que, quanto maior o número de clientes
de uma empresa, maior o tempo médio de agendamento".
Para entidade, isso ocorre porque a "ANS não cobra
aumento na rede de atendimento dos planos na proporção
do aumento do número de beneficiário".
Para o Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os prazos deveriam
ser ainda
menores. Nos casos em que o serviço
não for prestado dentro do prazo, o cliente atendido por
um profissional não credenciado deverá ser reembolsado
em até 30 dias pela operadora. Na avaliação
do instituto, essa regra "leva o plano de saúde a
adequar e ampliar sua rede de atendimento, melhorando a qualidade
dos serviços prestados".
A ANS informou
que as operadoras que descumprirem as regras poderão ser multadas em até R$ 80 mil ou sofrer
auditoria da agência.
Saúde
Business Web
Consulta
Pública
43 da ANS
Por Enio Salu
A consulta
pública nº 43 da ANS, que aparenta ser
apenas mais um desastroso projeto de burocratização
do padrão TISS, na verdade será o ponto de discórdia
final entre operadoras e prestadores, com prejuízos imensuráveis
aos que sempre são esquecidos: o paciente.
Falando do
que está escrito
no projeto:
O grande
número de formulários descrito (são
101 páginas descrevendo só eles !!!!!) vai melhorar
em alguma coisa o tratamento dos pacientes ?
Existe algum
interessado que consiga em 7 dias se inscrever para em 30 dias
analisar
centenas de páginas e milhares
de itens ?
As novas
padronizações de taxas e insumos vão
reduzir custos hospitalares ?
A implantação
da nova TISS vai reduzir custos para operadoras e hospitais
?
Se você respondeu sim a qualquer uma das perguntas acima,
por favor não leia o que vem a seguir: não vamos
conseguir discutir o assunto.
Isso só falando do que está escrito e não
do que está em jogo, que são coisas completamente
diferentes.
Esta RN vai
tentar padronizar o ‘impadronizável’ … fomentar
mais uma tentativa de tabelamento de preços.
Acho que
não preciso dizer que pessoalmente não
concordo com qualquer tipo de tabelamento de preços, mas
não custa lembrar - tudo que está tabelado hoje
em dia só serve para nivelar a qualidade por baixo:
Quem compra
insumos de forma incorreta pode vender pelo mesmo preço
de quem gerencia compras;
Tanto faz
executar um procedimento com eficiência ou ter
que refazer, que o preço é o mesmo;
Utiliza-se
uma tabela mas os indexadores são diferentes
para cada contrato, o que na prática é como se
a tabela não existisse;
E assim por
diante ….
Agora a proposta é padronizar códigos de diárias,
taxas e insumos !!!!!
Por exemplo,
se você tiver um quarto de um leito vamos
enquadrar no código padronizado de apartamento.
Isso vai
abrir o precedente para as operadoras fixarem um preço
(segundo o novo padrão TISS-TUSS) para diárias
de apartamentos hospitalares – se você duvida que é isso
que vai acontecer a partir de 30/06/2012, por favor não
leia o que vem a seguir:
É como se a gente abrisse os classificados de imóveis
para comprar um apartamento e visse uma lista de ‘1 dormitório’ tudo
com o mesmo preço, independente da localização,
acabamento, etc.
É como se a gente abrisse os classificados de automóveis
para comprar um carro 1.0 e visse uma lista com todos os preços
iguais, não importando o ano de fabricação,
marca, modelo, etc.
Esta consulta
da ‘tal TISS-TUSS 2.0’ vai
levar operadoras e prestadores ao confronto final.
Me preocupo
como profissional de saúde e como usuário
de plano de saúde.
Tenho um
plano de saúde e está cada dia mais difícil
de usar:
Dificuldade
para obter autorização;
Dificuldade
para não ter que pagar o que o hospital me
comprova que não está coberto pela operadora;
Dificuldade
para ser atendido por não ter o plano ‘top’.
Estas resoluções só têm
aumentado o conflito entre operadoras, prestadores e pacientes.
Não seria melhor gastar nosso tempo em resoluções
que tivessem como objetivo a melhoria da assistência ao
paciente da saúde suplementar ao invés de definir
controles que não tem nada a ver com isso ?
Seguros dia-a-dia
ANS estabelece prazos de atendimento
A ANS publicou,
por meio da Resolução 259, o prazo
máximo de atendimento ao usuário de planos de saúde.
As operadoras têm 90 dias para se ajustar às novas
regras. Para consultas básicas, o beneficiário
não poderá esperar mais que sete dias úteis,
nas áreas de pediatria, clínica médica,
cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia. Em outras especialidades,
o prazo de espera será de até 14 dias úteis.
O atendimento
em regime de hospital terá prazo de 10
dias úteis, subindo para 21 dias em regime de internação
eletiva. Em casos de urgência e emergência, o atendimento
terá que ser feito de imediato.
Segundo a
agência reguladora, o principal objetivo da
norma é garantir que o beneficiário tenha acesso
aos serviços contratados e também estimular as
operadoras a promover o credenciamento de prestadores de serviços
nos municípios que fazem parte de sua área de cobertura.
O regulamento determina que a operadora ofereça pelo menos
um serviço ou profissional em cada área contratada.
Nos casos
de ausência de rede assistencial, a operadora
deverá garantir o atendimento em prestador não
credenciado no mesmo município ou o transporte do beneficiário
até um prestador credenciado, assim como seu retorno à localidade
de origem. Os custos do deslocamento serão da operadora.
Em municípios onde não existam prestadores a credenciar,
a operadora poderá oferecer rede assistencial nos municípios
vizinhos.
Rede Brasil Atual
Médicos: Responsabilidade por redução
na espera
Por Cida de Oliveira
Planos de
saúde jogam para os médicos a responsabilidade
por redução na espera por consultas
ANS determina
que os planos se organizem para encurtar o período
de espera. A medida entra em vigor em 90 dias
Diante da
exigência da Agência Nacional de Saúde
(ANS), que na segunda (20) publicou resolução normativa
que fixa prazo de espera entre a marcação e a consulta,
os planos de saúde se eximiram de sua responsabilidade.
Segundo nota divulgada pela Associação Brasileira
de Medicina de Grupo (Abramge), os "médicos têm
total controle sobre suas agendas de marcação de
consultas, assim como os laboratórios para exames".
A medida,
que entra em vigor em 90 dias, estabelece que quem paga planos
de saúde espere, no máximo, sete dias
para consultas com pediatra, clínico geral, cirurgião
geral, ginecologista e obstetra. A espera para outras especialidades
não deve passar de 14 dias. Consultar fonoaudiólogos,
nutricionistas, psicólogos, terapeutas educacionais e
fisioterapeutas não pode demorar mais que dez dias.
"Nós, médicos, entendemos que a consulta
deveria ser marcada para o mesmo dia", afirma o neurocirurgião
Cid Carvalhaes, presidente da Federação Nacional
dos Médicos (Fenam), que considera a medida da ANS muito
bem-vinda para garantir o melhor atendimento ao paciente. No
entanto, os médicos já trabalham além da
capacidade. Segundo Carvalhaes, a disponibilidade da rede credenciada
está aquém das necessidades dos usuários.
Na zona sul da capital paulista, por exemplo, há demanda
por 15 clínicos gerais, enquanto os convênios mantêm
apenas cinco.
"Os planos de saúde não admitem, mas estabelecem
teto de oito consultas diárias", afirma Carvalhaes.
Quer dizer, do nono paciente em diante, o médico nada
recebe pelo atendimento. E os planos também não
remuneram a consulta realizada pela segunda vez pelo mesmo paciente
em menos de um mês, o chamado retorno.
"O médico faz de tudo para atender as 20 consultas
diárias. E as que ficam represadas?", questiona. "Vai
chegar uma hora que vai ficar difícil atender a uma demanda
dessas." Ele lembra que os médicos mais procurados,
com agendas sempre lotadas, viverão o dilema de priorizar
os atendimentos. "Vamos atender primeiro os pacientes com
problemas mais graves? Aqueles que têm planos que remuneram
melhor o profissional?"
Os médicos credenciados atendem, em média, beneficiários
de 20 planos, que pagam um valor médio de R$ 34 pela consulta – que
está sendo renegociado. Mas há convênios
que pagam bem menos que isso. Segundo o dirigente, com essa remuneração é impossível
cobrir os custos do consultório. Por isso a reivindicação é R$
100,00, que compensaria as perdas acumuladas em 12 anos sem reajustes
adequados.
Ele destaca
ainda que a melhoria do atendimento depende também
do respeito à autonomia do médico quanto ao estabelecimento
da sua agenda e também do encaminhamento do diagnóstico.
'Muitas vezes ele pede um exame e o plano não autoriza,
o que prejudica o tratamento do paciente". Além disso,
mais do que levar em consideração o tamanho da
demanda, a rede credenciada deve prever férias, afastamentos,
licenças, viagens e participação em congressos,
garantindo o pleno atendimento. Carvalhaes estima em 15% a média
de ausência justificada de médicos.
Saúde
Business Web
CFM: Atendimento no prazo se rede for ampliada
Os usuários de planos de saúde e odontológicos
serão atendidos dentro dos prazos estabelecidos pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) se a rede de profissionais
credenciados for ampliada. A avaliação é do
Conselho Federal de Medicina (CFM).
“A resolução da ANS que estabelece prazos
máximos para as operadoras de planos de saúde assegurar
aos seus clientes a prestação de serviços
e procedimentos prometidos terá êxito apenas se
atingir seu objetivo maior: a ampliação da rede
de cobertura garantida aos seus clientes no momento da assinatura
dos contratos”, diz nota divulgada pela entidade, com avaliação
do segundo-vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá Miranda.
Para as organizações representativas das operadoras, é viável
cumprir os prazos estipulados pelo governo, que passam a vigorar
em 90 dias.
A resolução da agência reguladora definiu,
por exemplo, que o paciente deverá esperar por, no máximo,
sete dias por uma consulta com pediatra, ginecologista, cirurgião-dentista
ou por uma cirurgia geral. O plano que descumprir as regras poderá pagar
multa de até R$ 80 mil ou sofrer auditoria da ANS.
A agência reguladora estabeleceu também que o consumidor
pode procurar um prestador não credenciado e pedir reembolso
quando não conseguir o atendimento dentro do prazo previsto.
Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), essa
possibilidade servirá para obrigar o plano a melhorar
a rede de atendimento. “Para o instituto, a possibilidade
de o consumidor procurar um prestador não credenciado,
e a operadora ser obrigada a custear esse atendimento levam o
plano de saúde a adequar e ampliar sua rede de atendimento,
melhorando a qualidade dos serviços prestados”,
diz o Idec, em nota publicada em seu site.
Agência
Brasil com Jornal da Tarde
Começo do inverno deve reforçar cuidados com a
saúde, diz especialista
A diminuição da umidade relativa do ar, a queda
da temperatura e os ventos frios são os principais causadores
de gripes, resfriados e alergias nesta estação
BRASÍLIA - Com o começo do inverno às 14h16
de terça-feira, 21, os brasileiros devem se preparar para
o frio mais intenso e suas consequências para a saúde.
Sergio Neves/AENo
inverno, é comum o ressecamento da
pele De acordo com o meteorologista Hamilton Carvalho, do Instituto
Nacional de Meteorologia (Inmet) a característica do inverno
no Brasil muda de acordo com a região. "No Nordeste
o inverno é chuvoso. Já no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
o clima é frio e sem chuvas. Porém, o Centro-Oeste
sofre ainda pelo clima seco que afeta a região".
A diminuição da umidade relativa do ar, a queda
da temperatura e os ventos frios são os principais causadores
de gripes, resfriados e alergias nesta estação.
Para Ricardo
Martins, professor de pneumologia da Universidade de Brasília (UnB), o principal cuidado é se agasalhar,
manter uma boa alimentação e ingerir mais líquidos
em localidades onde o clima é seco. "É importante
que as pessoas usem sempre agasalhos para manter a temperatura
do corpo em um nível ideal, mesmo na prática de
exercícios. Os alimentos ajudam na temperatura corporal
e também é importante o uso de vacinas contra a
gripe".
Também são recomendados outros cuidados, como
evitar lugares fechados, úmidos e com grande aglomeração
de pessoas. "Esses lugares devem ser evitados principalmente
por pessoas que apresentam doenças respiratórias,
pois a época é característica deste tipo
de doença".
DICAS
DE SAÚDE
Use soro
fisiológico nos olhos e nas narinas em caso
de irritação em dias secos
Evite exposição
prolongada a ambientes com ar-condicionado quente ou frio
Mesmo com
o frio, é importante manter o cuidado com o
sol, utilizando protetor solar com fator de acordo com a sua
necessidade de proteção
As pessoas com alergia devem ficar atentas a cobertores que
soltam pelos
Substituí-los por mantas de tecido ou algodão
pode auxiliar na prevenção de rinite
Evite banhos
com água
muito quente, que provocam ressecamento da pele
Durma em local arejado e umedecido. Pode utilizar umidificadores
de ar, toalhas molhadas
Terça-feira,
21.06.11
Agência Câmara de Notícias
Marco
Maia vai pautar votação da Emenda 29 para
a primeira semana de julho
Por Geórgia Moraes / Edição: Regina Céli
Assumpção
O presidente
da Câmara, Marco Maia, anunciou que vai pautar
para a primeira semana de julho a votação do projeto
que regulamenta a Emenda 29 e destina mais recursos à saúde
(PLP 306/08). Ele afirmou que até lá será preciso
construir os acordos, e lembrou que falta votar apenas um destaque
apresentado pelo DEM, que busca inviabilizar a criação
da Contribuição Social da Saúde (CSS). Segundo
a proposta atual, o tributo teria os moldes da extinta CPMF. “Parece
que há um acordo entre os líderes para que não
se crie nenhum imposto novo neste ano”, observou.
Marco Maia
admitiu não haver garantias de que o destaque
será aprovado, mas afirmou que vai colocá-lo em
votação. “Precisamos virar essa página.
Há um clamor da sociedade para votar essa matéria.”
Convocação
de Mercadante
Quanto à possibilidade de se convocar o ministro da Ciência
e Tecnologia, Aloizio Mercadante, para explicar as denúncias
de suposta participação no escândalo dos
aloprados, Marco Maia não acredita que haverá uma
crise semelhante à ocorrida com o ministro Antonio Palocci.
O caso dos
aloprados veio à tona em 2006 e apontava um
esquema de negociação de um dossiê contra
o então candidato ao governo paulista José Serra. “São
situações distintas, principalmente porque esse
episódio ocorreu em 2006, já houve pronunciamento
da Procuradoria-Geral da República e não há informação
nova.”
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
Agência
Brasil
Quase
60% dos usuários tiveram problemas com planos de
saúde
Quase 60%
dos usuários de plano de saúde enfrentaram
algum problema no serviço ofertado no último ano. É o
que revela uma pesquisa encomendada pelo CFM (Conselho Federal
de Medicina) ao Instituto Datafolha.
A demora
em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório
ou clínica é a queixa mais comum, apontada por
26% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a pouca opção
de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados
(21%). Além disso, 14% das pessoas ouvidas disseram que
procuraram serviços do SUS (Sistema Único de Saúde)
por negativa ou restrição de cobertura por parte
do plano de saúde.
"Essa pesquisa veio confirmar a insatisfação
com os planos que já falamos há tempos", disse
o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá.
No entanto,
76% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com os serviços. Para o vice-presidente, a satisfação
dos usuários ocorre depois de terem sido atendidos pelos
médicos. "Isso é depois que é atendido.
O problema é chegar no médico, é o acesso",
disse.
A pesquisa
traz também um perfil sobre quem tem plano
de saúde no país, grupo que soma mais de 45 milhões
de brasileiros. Cada pessoa procura os serviços do plano,
em média, sete vezes por ano. A maioria busca consulta
médica ou exame de diagnóstico, como o de sangue
ou raio-X.
Os usuários mais frequentes são da região
Sudeste e das regiões metropolitanas das capitais. Em
geral, o usuário tem alta escolaridade e renda familiar
superior a três salários mínimos por mês.
O levantamento
foi divulgado um dia após a ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) definir prazos que as operadoras
dos planos terão de cumprir para atender os pacientes.
Por uma consulta básica, o usuário deverá esperar,
no máximo, sete dias úteis.
A resolução da ANS não garante que o usuário
será atendido pelo médico de sua escolha, mas sim
por qualquer profissional credenciado da mesma especialidade.
As regras passam a valer em setembro. A operadora que descumprir
estará sujeita a pagamento de multa ou auditoria da agência
reguladora.
Para o CFM,
as normas da ANS somente serão cumpridas
se a rede credenciada for ampliada. Entidades representativas
dos planos de saúde afirmam que é viável
atender os prazos estipulados pelo governo.
Os médicos têm travado uma queda de braço
com as operadoras por causa do valor pago pelas empresas aos
profissionais credenciados. Em abril, a categoria paralisou,
por 24 horas, o atendimento de rotina e as cirurgias marcadas
para cobrar reajuste dos valores.
A Agência Brasil procurou a FenaSaúde (Federação
Nacional de Saúde Suplementar), que representa 15 operadoras,
para comentar o resultado da pesquisa e aguarda retorno.
O Datafolha
ouviu 2.061 pessoas em 145 municípios, nos
dias 4 e 5 de abril deste ano. Do total de entrevistados, 545
afirmaram possuir plano de saúde.
Agência
Senado
Aprovada
isenção
fiscal para equipamentos hospitalares importados
Por Valéria
Castanho
Equipamentos
hospitalares sem similar nacional poderão
ser importados com isenção de impostos. É o
que prevê proposta aprovada nesta terça-feira (21)
pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão
terminativaDecisão terminativa é aquela tomada
por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.
Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário:
dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação,
ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados,
encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado.
Ele somente será votado pelo Plenário do Senado
se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores,
for apresentado à Mesa. Após a votação
do parecer da comissão, o prazo para a interposição
de recurso para a apreciação da matéria
no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.
, e que deve seguir agora para análise da Câmara
dos Deputados.
Pelo projeto
de Lei (PLS 81/09) já aprovado também
na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), são quatro
os impostos que poderão deixar de ser cobrados dos equipamentos
hospitalares importados sem similar no mercado nacional: Imposto
de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI), Contribuição para o PIS/Pasep e Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Para o autor
do projeto, senador Delcídio Amaral (PT-MS),
a isenção vai propiciar melhor atendimento à população
brasileira, que poderá ter, segundo explicou, mais acesso às
modernas tecnologias que proporcionam cada vez mais "aumento
da saúde, da longevidade e da qualidade de vida das pessoas".
A mesma opinião tem o relator da matéria, senador
Inácio Arruda (PCdoB-CE), para quem não faz sentido
a União onerar, com quatro tributos indiretos, o custo
final de equipamentos e materiais hospitalares.
- Por inexistência de similar nacional, esses equipamentos
só poderão ser adquiridos mediante importação
por ela própria [União], pelos demais entes fechados
e pelos estabelecimentos públicos e privados dedicados à saúde
- assinalou o relator.
Em seu parecer,
Arruda acata emenda apresentada pelo senador Flexa Ribeiro
(PSDB-PA),
que estende a isenção
de impostos também às partes e peças de
reposição dos equipamentos hospitalares sem similar
nacional.
Agência Câmara de Notícias
Hospital
particular poderá ter de atender paciente do
SUS em estado grave
A Câmara analisa o Projeto de Lei 565/11, do deputado
Lindomar Garçon (PV-RO), que obriga hospitais da rede
privada a prestar atendimento a pacientes em estado grave quando
não houver vagas na rede pública de saúde.
Pela proposta,
a caracterização da situação
de gravidade do paciente deverá ser atestada por médico
devidamente credenciado pelo Sistema Único de Saúde
(SUS).
A proposta
estabelece também que os hospitais particulares
deverão manter pelo menos 5% de seus leitos disponíveis – inclusive
os destinados ao tratamento intensivo – para a finalidade
descrita na nova norma. Caberá ao Poder Executivo arcar
com as despesas decorrentes dos atendimentos, em conformidade
com as tabelas de valores do SUS.
Lindomar
Garçon ressalta que o projeto diminuirá o
sofrimento dos cidadãos que aguardam atendimento médico
e não causará prejuízo aos hospitais particulares. “Como
o governo não constrói mais unidades hospitalares,
alegando falta de recursos, nada mais oportuno do que aproveitar
a disponibilidade da rede privada, mantendo seus leitos sempre
ocupados, e sem prejuízo algum, pois o SUS cobriria as
despesas normalmente”, argumenta o parlamentar.
O texto prevê ainda que, caso haja indisponibilidade de
vaga, o hospital particular procurado ficará responsável
pela imediata localização e reserva de leito em
outra unidade e será corresponsável pelo atendimento
do paciente.
Tramitação
O projeto,
que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
O texto é idêntico
ao PL 2583/07, do ex-deputado Walter Brito Neto, que foi arquivado
ao final da legislatura
passada.
Íntegra
da proposta:
PL-565/2011
O
Estado de São
Paulo
Rio Grande do Sul confirma mais quatro casos de gripe A
Estado
tem 15 casos da doença confirmados; 51 casos ainda
estão sendo investigados
Por Solange Spigliatti
O Centro
Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs)
do Rio Grande do Sul confirmou nesta terça-feira, 21,
mais quatro casos do vírus H1N1 no Estado, que totaliza
15 casos da gripe A confirmados este ano. Até o momento,
270 situações suspeitas foram notificadas, sendo
204 delas descartadas e 51 que permanecem em investigação.
Os casos
comprovados nesta terça-feira são de
uma mulher de 63 anos, não vacinada, portadora de hipertensão
arterial, residente em São Lourenço do Sul e internada
em Pelotas. Outro caso é o de um homem de 29 anos, não
vacinado, residente em Chuvisca e internado em Camaquã,
com boa evolução, o de uma mulher de 55 anos, cardiopata,
não vacinada, residente e internada em Bagé, com
boa evolução e, por fim, mais uma mulher, 22 anos,
asmática, não vacinada, residente e internada em
Bagé, também com boa evolução.
Saúde
Business Web
Líder: a estratégia para comunicar sua equipe
sobre acreditação
Por Gilmara Espino
A decisão de incorporar as diretrizes propostas pela
metodologia da acreditarão às práticas assistenciais
diárias de uma instituição é um chamado
ao exercício da liderança, principalmente no que
se refere à gestão de pessoas.
Mudanças provocam desconforto e, ainda que promissoramente
positivas, elas exigem adaptação do grupo às
novas rotinas e controles. Em geral, 20% das pessoas estão
inicialmente receosas e tendem a se colocar na defensiva diante
de qualquer ameaça ao status quo. No extremo oposto, outros
20% se sentem motivadas e dispostas a cooperar. Os 60% que restam
estão em posição neutra e são facilmente
cooptados por um dos dois grupos anteriores. Mais precisamente,
por aquele cujos representantes exerçam mais influência.
Nesse contexto,
o papel do líder formal, ou seja, aquele
com poderes hierarquicamente estabelecidos é fundamental
para identificar quem são as lideranças informais
e estabelecer com elas e com os demais colaboradores de suas
equipes uma comunicação transparente e eficaz sobre
o processo de acreditação que se inicia.
A comunicação transparente implica em esclarecer
porque a instituição está voluntariamente
aderindo às novas diretrizes de gestão, como serão
estabelecidas, como impactarão a rotina, quais serão
os desafios e o que será esperado de cada um. Ela precisa
estimular o trabalho colaborativo e desburocratizado, motivando
a equipe de modo contínuo e crescente.
O resultado
dessa interação depende habilidade
do líder em demonstrar que confia na nova política
de gestão e que está pessoalmente comprometido
com as metas desenhadas pelo alto comitê executivo. A equipe
se apoiará nessa confiança demonstrada para disseminar
a nova atitude imposta pela acreditação que é a
de estimular a comunicação de erros, aprender com
eles e desenhar processos cada vez mais seguros.
Há, aqui, uma troca que não pode ser negligenciada:
a visão dos funcionários que atuam na ponta sobre
ineficiências operacionais da instituição.
Essa informação tem validade singular nessa etapa
em que os processos internos voltados à qualidade estão
sendo reavaliados, mas levantá-la também dependerá do
quanto a equipe sente que a implemetação do novo
modelo é real e do quanto de suporte poderiam esperar
de suas chefias.
Para ser
eficaz, a mensagem deve levar em conta o grau de conhecimento
prévio do grupo sobre a metodologia de acreditação.
Em uma instituição hospitalar, por exemplo, coexistem
diferentes entendimentos sobre o tema que podem ser agrupados
em três níveis: desconhecimento absoluto, mediano
e apurado.
No primeiro
nível estão os colaboradores de setores
administrativos, com formação diferente à área
de saúde. Nesse grupo estão, por exemplo, os setores
de higiene, segurança, recepção, engenharia
e compras.
É pouco provável que esse grupo se sinta inicialmente
tocado pelo novo modelo de gestão porque tende a pensar
que o exercício de sua função não
interfere diretamente na qualidade da assistência dada
ao paciente.
Contudo,
uma cultura de segurança depende de profissionais
(de todos os setores) pensando igualmente sobre como evitar eventos
indesejáveis que poderiam levar a danos e isso inclui,
por exemplo, digitar de modo correto o nome de um paciente ou,
ainda, observar alterações no piso que poderiam
levar à queda.
Ao entenderem
como impactam na qualidade assistencial, compreendem que a
acreditação é sim, um assunto que
lhes diz respeito. Dar significado ao trabalho é uma das
mais conhecidas práticas de motivação. Além
disso, a metodologia avalia os processos de modo intersetorial
ou matricial, o que muitas vezes, não faz parte da cultura
dos hospitais. Isso, sem falar no corporativismo de alguns setores.
Daí a importância de se trabalhar para o engajamento
de todos.
O líder de equipes que se enquadram neste grupo deve
estar preparado para comunicar a acreditação com
linguagem fácil e didática, estimulando o comprometimento
e gerenciando, inclusive as inquietudes que não são
externadas como: “haverá mais trabalho?”, “serei
devidamente treinado?”, “meus erros estarão
expostos?” ou “o que ganho com isso?”.
O mesmo acontece
com os dois próximos níveis:
no segundo, funcionários que sabem do que trata um processo
de acreditação, mas nunca estiveram diretamente
envolvidos e no terceiro, aqueles que já passaram pela
introdução da metodologia antes (na própria
instituição ou não).
O envolvimento é de todos, mas a comunicação
inicialmente é top- down. Ou seja, o principal líder é quem
transmite o conceito para prepostos que tratam de capilarizá-la
segundo as peculiaridades de sua equipe. A partir daí,
a mensagem corre de modo lateralizado e um funcionário
pode influenciar a percepção de seu colega.
Um hospital
de porte médio com 150 a 200 leitos tem cerca
de 1500 colaboradores diretos, em diferentes turnos e trabalhando
nos finais de semana. A mensagem que não é bem
planejada cria barreiras à própria adoção
das novas práticas sugeridas.
Quando uma
instituição opta por validar seus processos
com a acreditação, faz uma escolha por um caminho
sem volta e a velocidade com que percorrerá esse trajeto
depende do engajamento de seus funcionários. Ao líder,
cabe, portanto, o papel de quebrar às resistências
através de uma comunicação direcionada,
firme, segura, transparente e eficaz. O resultado será o
alinhamento entre as metas da organização e os
valores e interesses pessoais dos colaboradores.
*Gilmara
Espino é sócia da empresa GPeS Comunicação
Estratégica em Saúde e Coordenadora Executiva do
Grupo Entenda Acreditação.
Saúde
Business Web
“Consulta pública nº 43 é ponto de
discórdia entre operadoras e prestadores”
Anvisa busca
entender estratégias de propaganda da indústria
farmacêutica ..Para o expert, Enio Salu, a consulta pública
nº 43 da ANS, que apresenta propostas de resolução
normativa e instrução normativa sobre a atualização
do Padrão Obrigatório para a Troca de Informações
na Saúde Suplementar (Padrão TISS), será o
ponto de discórdia final entre operadoras e prestadores,
com prejuízos imensuráveis aos que sempre são
esquecidos: o paciente.
A consulta
pública nº43 foi aberta no último
dia (07), e a sociedade terá até o dia 6 de julho
de 2011 para participar. Pois, nesta data, será divulgado
o resultado das propostas identificadas nos grupos técnicos
do Comitê de Padronização de Informação
da Saúde Suplementar (COPISS) e da oficina de trabalho
realizada pela ANS em setembro de 2009.
AGENDA
- Auditoria de medicamentos de alto custo
Unidas / AssPrevISite
Quimioterapia,
radioterapia e agentes biológicos
01 de Julho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
1) DR.LUCIANO PALADINI
2) ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm