Leia
nesta edição:
- Audiência discutirá regulamentação
da Emenda 29 Novas regras para a saúde
- Novas regras
para a saúde
- Cuidado,
cada caso é um
caso
- Lotado, hospital corta atendimento a pacientes do SUS
- SUS amplia
internação
domiciliar
- O que está em jogo na Saúde
- Programa
de aids terá remédio para criança
- Pesquisa
alerta para falta de diagnóstico de viroses
- A luta
contra as doenças crônicas
- Respiração
sem ajuda
- Divulgação de serviços
prestados
- Proteção
contra o Alzheimer
- Descomplicando a cirurgia
- Autonomia é importante
- Ações judiciais têm remédio?
- Consumidor troca frutas e verduras por comida industrializada
'funcional'
- Cirurgia
cardíaca menos invasiva é desenvolvida
em SP
- Cardiologistas
vão contestar proibição
de selos em produtos
- EUA aprovam nova droga para tratar linfoma de Hodgkin
Segunda-feira, 22.08.11
Agência Câmara de Notícias
Audiência discutirá regulamentação
da Emenda 29
A regulamentação da Emenda Constitucional 29,
de 2000, será discutida em audiência pública
da Comissão de Seguridade Social e Família nesta
quarta-feira. O debate foi proposto pelos deputados Darcisio
Perondi (PMDB-RS) e Amauri Teixeira (PT-BA).
A votação da regulamentação foi
prevista para 19 de outubro no calendário apresentado
aos líderes partidários pelo presidente da Câmara,
Marco Maia, no último dia 10. O calendário prevê uma
série de reuniões com os governadores para discutir
a proposta, que aumenta os gastos dos estados com saúde.
A votação estava prevista para agosto, mas foi
adiada em razão da crise financeira internacional e da
incerteza sobre seus reflexos na economia brasileira. O DEM não
aceita o adiamento e desde então vem obstruindo a pauta
de votações do Plenário.
Emenda 29
A Emenda
29 fixa os percentuais mínimos a serem gastos
na saúde por estados, municípios e União.
A regulamentação tramita sob a forma do Projeto
de Lei Complementar (PLP) 306/08, do Senado. O texto principal
da proposta foi aprovado pelo Plenário em 2008, mas a
votação não foi concluída. Por falta
de acordo, a proposta está parada no Plenário desde
então.
De acordo
com o texto aprovado, o governo federal destinará à área
de saúde o valor empenhado no ano anterior, acrescido
da variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB).
Se houver revisão posterior para cima no cálculo
do PIB, créditos adicionais deverão ser abertos
para ajustar o total. No caso de revisão para baixo, o
valor mínimo nominal não poderá ser reduzido.
Os estados
deverão aplicar 12% da receita corrente bruta,
e os municípios, 15%. O Distrito Federal deverá aplicar
12% ou 15%, conforme a receita seja originária de um imposto
de base estadual ou municipal.
Foram convidados para o debate representantes das seguintes
entidades:
- Conselho Federal de Enfermagem;
- Sociedade
Brasileira de Análises Clínicas;
- Associação
Brasileira de Enfermagem;
- Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas;
- Fundação
Oswaldo Cruz;
- Associação Brasileira de Hospitais Universitários
e de Ensino;
- Associação Brasileira de Pós-Graduação
em Saúde Coletiva;
- Conselho
Nacional de Secretários Municipais de Saúde;
- Conselho
Nacional de Secretários de Saúde;
- Centro
Brasileiro de Estudos da Saúde;
- Fundação Getúlio
Vargas;
- Conselho Federal de Medicina;
- Conselho
Nacional de Saúde;
- Associação
Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal;
- Organização
das Cooperativas Brasileiras;
- Federação Nacional dos Médicos;
- Federação
Brasileira de Hospitais;
- Associação Brasileira da Indústria de
Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos,
Hospitalares e de Laboratórios;
- Associação da Indústria Farmacêutica
de Pesquisa;
- Associação Médica
Brasileira;
- Conselho Federal de Odontologia;
- Associação Brasileira de Medicina de Grupo.A
reunião será realizada às 9h30, no Plenário
7.
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
Época
Novas
regras para a saúde
Entenda
as mudanças dos planos e as opções
oferecidas aos clientes
Por Flávia
Yuri. Com Margarida Telles
O advogado
aposentado Ferdinando Grillo, de 81 anos, integra o contingente
de 9 milhões de pessoas que têm planos
de saúde antigos, contratados antes de janeiro de 1999,
que não seguem as regras da Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS). Nesses planos, quem decide quais
procedimentos são cobertos, as datas de reajuste e o valor
a ser corrigido é a própria seguradora, sem interferência
do governo. A partir deste mês, Ferdinando Grillo e todos
os brasileiros nessa situação têm uma escolha
a fazer – eles podem ficar com seu plano, atualizá-lo
ou contratar outro, inteiramente novo. Para quem tem plano de
saúde recente, também há várias novidades.
A ANS aprovou
uma lei para adequar os planos de saúde
criados até dezembro de 1998 às regras da agência.
Na prática, isso significa que agora o cliente tem opção
de pedir para incluir seu contrato às regras atuais de
cobertura e de reajuste de preço controladas pela agência.
Há três situações possíveis:
manter o plano, atualizá-lo ou migrar para um novo produto.
Cada uma delas pode ter impacto diferente no bolso no fim do
mês. A seguradora tem a obrigação de esclarecer
o que cada uma delas contempla e o custo disso (leia o quadro
abaixo). Grillo ainda não escolheu. “Quero mudar
de plano há muito tempo”, diz. “Mas vou fazer
82 anos. Não posso ter carência, e os preços
para minha faixa etária são muito abusivos.”
Quando o
cliente resolve atualizar o plano de saúde,
ele passa a contar com a cobertura de toda a lista de procedimentos
estabelecidos como obrigatórios pela ANS. Além
disso, seu contrato com a seguradora passa a ser reajustado de
acordo com o índice estabelecido pelo governo. E fica
proibido o aumento de preços de planos por idade a partir
dos 59 anos. Mas isso não quer dizer que a melhor opção
seja necessariamente a atualização ou a migração.
O usuário que tem um plano de saúde antigo com
cobertura ampla, bons preços e previsão de reajustes
adequada pode ficar com ele. A advogada do Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Ferreira, diz que tanto
em planos novos quanto em antigos o consumidor deve pedir esclarecimentos
sobre qualquer reajuste e mudança de cobertura. “Quando
o governo proibiu aumentos a partir de 59 anos, os planos de
saúde passaram a cobrar taxas extras de pessoas de 40,
45 anos. Isso não está proibido, mas é abusivo
e deve ser contestado.” As reclamações contra
abusos desse setor encabeçam a lista de denúncias
do Idec há 11 anos. Para quem tem interesse em mudar de
plano de saúde, há uma ferramenta no site da ANS
(www.ans.gov.br) que mostra planos similares em várias
empresas.
Junto com
a lei de atualização, a ANS divulgou
a lista de procedimentos que passam a ser de atendimento obrigatório
de qualquer plano de saúde a partir de janeiro de 2012.
A nova lista tem 66 itens. As cirurgias por técnica de
videolaparoscopia respondem por 41 deles. E há novos tratamentos,
exames, consultas e até normas para a cobertura de taxa
para acompanhantes em internações. As seguradoras
devem incorporar esses procedimentos sem cobrança extra
para o cliente. A ANS fará a medição de
quanto as novas medidas oneram as seguradoras no período
de um ano. Se for o caso, o reajuste será incorporado à taxa
anual do ano seguinte. Até o fim de 2012, o bolso do usuário
está a salvo de qualquer reajuste extra.
Novos tratamentos
Os planos
de saúde têm de dar cobertura a 66 novos
procedimentos, de cirurgias a tratamentos de prevenção,
a partir de janeiro de 2012
Cirurgias
Ao todo,
foram incluídas 41 novas cirurgias de videolaparoscopia,
técnica que usa microcâmeras e por isso é menos
invasiva do que as convencionais, evitando que o cirurgião
tenha de fazer cortes extensos. A lista de novas cirurgias inclui
redução de estômago (bariátrica) por
colocação de banda gástrica ajustável
Exames
São 13 novos exames, incluindo alguns mais sofisticados,
como a análise molecular de DNA do gene EGFR (para tumores
no pulmão), do gene K-RAS (para cólon de intestino
grosso) e do gene HER-2 (para detecção de tumores
na mama)
Prevenção
O número de consultas a nutricionistas subiu de seis
para 12 anuais; no caso de diabéticos, 18. Consultas para
terapias ocupacionais também entraram na relação
de cobertura obrigatória
Novos tratamentos
Os planos
passam a cobrir tratamentos feitos com medicamentos especiais
(terapias
imunobiológicas endovenosas), se o
tratamento convencional não surtir efeito. Eles poderão
ser adotados para as seguintes doenças: artrite reumatoide,
artrite psoriática, espondilite anquilosante e doença
de Crohn
Novas tecnologias
Destaque
para tratamento ocular quimioterápico com injeções
no olho afetado (técnica de intravítrea) e para
um exame mais acurado do sistema circulatório, a angiotomografia
de coronárias. Ele possibilita o estudo em 3D do coração
e das coronárias
Fonte:
Florisval Meinão, vice-presidente da Associação
Paulista de Medicina
O
Estado de São
Paulo
Cuidado,
cada caso é um
caso
Regras da
ANS permitem aos consumidores de planos de saúde
antigos migrarem para outros mais novos, mas é preciso
analisar se isso vale mesmo a pena
Antonio Penteado
Mendonça, sócio de Penteado Mendonça
Advocacia, Presidente da Academia Paulista de Letras e comentarista
da Rádio “Estadão ESPN”
Recentemente,
a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) baixou regras para permitir aos titulares de planos de
saúde anteriores a janeiro de 1999 mudarem para planos
de acordo com a Lei 9656/98.
A mudança do plano antigo para outro plano não é obrigatória
e as regras permitem duas alternativas: a adaptação
do plano antigo às regras da Lei dos Planos de Saúde
Privados, com a inclusão de procedimentos originalmente
excluídos, ou a migração para um plano completamente
novo, pelo preço de mercado na data da migração.
As mudanças só podem ser feitas dentro de planos
administrados pela operadora do plano anterior. Ou seja, não
se trata da aplicação das regras da portabilidade,
também recentemente introduzidas pela ANS. E elas só podem
ser feitas uma vez, não sendo permitido o retorno para
a situação anterior, em função de
arrependimento com as novas regras pactuadas.
Como cada
caso é um caso, as alternativas oferecidas
podem ser interessantes ou não. Vai depender de cada plano
e das necessidades de cada titular.
Os planos
de saúde anteriores a janeiro de 1999 apresentam
enormes diferenças de cobertura e elas precisam ser consideradas.
Em primeiro lugar, eles não são necessariamente
ruins, nem sangram seus titulares, não dando atendimento
quando necessário. Alguns destes planos estão entre
os melhores e mais abrangentes oferecidos pelo mercado. Outros,
não. Num universo onde o diferencial era um atendimento
melhor do que o oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde),
tem de tudo. Planos para o chamado "chão de fábrica",
planos caros, planos com grande hotelaria, mas com poucas coberturas,
planos abrangentes, com livre escolha, com rede própria
ou com rede credenciada, etc.
No fim dos
anos 1970 os planos de saúde privados eram
o sonho de consumo da classe média. E eram oferecidos
pelas assistências médicas, Unimeds e seguradoras.
Naquela época, as diferenças entre eles eram nítidas.
As assistências médicas operavam com redes próprias,
as Unimeds por meio dos médicos cooperados e as seguradoras,
em sistema de reembolso.
Plano universal
Como os planos
de saúde privados até 1998 não
tinham uma regulamentação específica, a
Susep (Superintendência de Seguros Privados) desenvolveu
um plano de seguro saúde obrigatório para as seguradoras.
Chamado de "Plano Universal", com cobertura praticamente
igual à do SUS, as seguradoras eram obrigadas a apresentá-lo
aos clientes, pelo preço que achasse conveniente, dando
comoalternativa, caso o desejasse, planos menos completos e,
consequentemente, com preços menores.
Na década de 1990, por conta da concorrência no
setor, o Plano Universal da Susep, ainda que, na prática,
tenha sido muito pouco comercializado, foi um instrumento importante
para formatar a maioria dos planos de saúde privados,
levando em conta as necessidades e a capacidade de pagamento
da sociedade brasileira, das pessoas física e jurídica.
Todavia,
após um longo sono nas gavetas do Congresso
Nacional, quando a Lei dos Planos de Saúde foi desengavetada,
a ideia foi deixada de lado.
Se o Plano
Universal da Susep tivesse servido de base para desenvolver
os conceitos
de cobertura e atendimento, com certeza a realidade
atual seria muito mais favorável ao consumidor, que teria
planos compatíveis com seus riscos e sua capacidade de
pagar, além do que as operadoras não correriam
o risco de se transformarem em bombas relógio, como ainda
pode acontecer.
Mal entrou
em vigor, a Lei dos Planos de Saúde Privados
foi modificada em mais de 90% de seu texto por uma Medida Provisória
baixada no dia seguinte à sua aprovação
e por várias outras ao longo dos meses. O resultado da
lei mal elaborada é uma série de boas intenções
que engessam os planos, que por isso nem sempre levam em conta
a realidade nacional.
Como existem
planos anteriores a 1999 que são muito bons,
a decisão de sair de um plano antigo deve ser tomada com
cautela, levando em conta o contrato original e as vantagens
e desvantagens de mudar dele para um outro tipo de plano.
Folha
de São
Paulo
Lotado, hospital corta atendimento a pacientes do SUS
Pronto-Socorro
do Santa Marcelina em Itaquera passa a aceitar apenas pessoas
que tenham plano de saúde
Cartazes
dizem que lotação levou ao corte do serviço;
funcionária pede R$ 200 para fazer atendimento a menina
Por Rafael
Italiani, do "AGORA"
O pronto-socorro
do Hospital Santa Marcelina que atendia pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), em Itaquera, zona
leste de São Paulo, está fechado desde anteontem.
Cartazes e faixas informam que, por superlotação,
a unidade fechará por tempo indeterminado.
Apenas o
pronto-socorro que recebe pacientes com planos de saúde
continua funcionando normalmente.
Já na parte destinada ao SUS foram colocadas cadeiras
para bloquear a entrada. Segundo o hospital, o pronto-socorro
fazia cerca de 30 mil atendimentos por mês.
De acordo
com funcionários, emergências pelo SUS
são atendidas após uma triagem, que avalia a gravidade
de cada caso -na entrada, porém, não havia ninguém
para informar os pacientes.
A entidade
filantrópica Santa Marcelina também
gerencia Unidades Básicas de Saúde da prefeitura
-atua em bairros da zona leste e Cajamar, na Grande São
Paulo.
"Isso é caso de polícia", afirmou a
dona de casa Almerinda Vieira Sampaio, 38, que levava no colo
a filha de dois anos que havia sofrido convulsão durante
a noite.
Segundo ela,
uma funcionária disse que, para a menina
conseguir a consulta, teria de pagar R$ 200. Almerinda levou
a filha até uma unidade de pronto-atendimento em São
Mateus (zona leste), onde a criança foi atendida.
Em abril,
o hospital já sofria com superlotação,
mas não havia placas informando a situação
ou cadeiras bloqueando a entrada. Panfletos eram entregues aos
pacientes com endereços de unidades de saúde próximas.
Outro lado
Santa
Marcelina lamenta e diz que não há vagas
Do "AGORA"
Em nota,
o Hospital Santa Marcelina lamentou a situação
e disse que a unidade encontra-se com dificuldade no fluxo de
vagas, em razão da alta demanda de casos graves, com risco
de morte.
O hospital
reiterou que o fechamento por tempo indeterminado se deve à superlotação. Informou ainda que
existe deficiência de equipamentos e espaço, mas
que o atendimento ambulatorial funciona normalmente.
A Secretaria
Municipal da Saúde disse que a população
da região pode recorrer aos hospitais Alípio Correa
Neto (em Ermelino Matarazzo), Waldomiro de Paula (Itaquera) e
Tide Setúbal (São Miguel Paulista), além
da AMA (ambulatório da prefeitura) de Ermelino Matarazzo.
O
Estado de São
Paulo
SUS
amplia internação
domiciliar
Até o fim do ano, 15 mil pacientes internados em hospitais
poderão ser atendidos pelo sistema de home care, segundo
previsão do Ministério da Saúde; portaria
com novas regras para este tipo de cuidado será divulgada
nesta semana pelo governo
Por Clarissa
Thomé
Até o fim do ano, pelo menos 15 mil brasileiros internados
em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão
voltar para suas casas e continuar a receber cuidados médicos,
por meio de home care.
Os novos
critérios para internação domiciliar
serão divulgados até amanhã pelo governo.
A principal novidade é o pagamento de R$ 34.500 ao mês
por equipe médica. Para este ano, o orçamento do
Ministério da Saúde prevê a contratação
de 250 equipes, cada uma com capacidade para atender 60 pacientes.
A meta é chegar a mil equipes até 2014. "Vai
substituir muita demanda de internação hospitalar
e vai agilizar o giro nas portas de urgência", afirma
o secretário de Atenção à Saúde
do ministério, Helvécio Miranda. "É um
programa que alia a segurança hospitalar com o conforto
do lar, oferecendo um atendimento mais humanizado."
O SUS criou
os primeiros critérios para a internação
domiciliar há cinco anos, recomendando esse tipo de cuidado
para idosos, portadores de doenças crônicas ou câncer
- com exceção daqueles que precisam de ventilação
mecânica. Como não havia previsão de verba
federal para a formação de equipes, poucos Estados
e municípios se mobilizaram. Apenas 77 hospitais no País
se credenciaram junto ao SUS.
Entre as
iniciativas bem-sucedidas está a da Bahia. Criado
em 2008, o serviço havia atendido 2.212 pacientes até dezembro.
As 26 equipes - formadas por médicos, enfermeiros, assistentes
sociais, nutricionistas, fisioterapeutas - estão divididas
em 14 hospitais de dez municípios. Nesse período,
40% das internações domiciliares ocorreram por
tratamentos de feridas, 30% por sequelas neurológicas,
13% por hipertensão arterial e 10% por diabete. São
pacientes que passaram pela internação convencional,
tiveram o quadro estabilizado, mas ainda precisavam de cuidados
médicos.
"Além de não estar exposto a possíveis
infecções no hospital, o paciente se recupera muito
mais rapidamente", afirma Ledívia Espinheira, diretora
de Atenção Especializada da Secretaria de Saúde
da Bahia.
A prefeitura
de Belo Horizonte criou seu programa em 2002, antes da portaria
do
SUS. No ano passado, foram admitidos 4.792 pacientes
- média de 400 por mês. Eles ficam cerca de 15 dias
em acompanhamento. Em março deste ano, um quinto das internações
nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) foram encaminhadas
para atendimento domiciliar.
"A nova portaria dará um novo impulso para esse
tipo de atendimento. Não é uma política
isolada, faz parte da rede de urgência que inclui as UPAs,
o SAMU, a rede de atenção básica",
afirma Helvécio Miranda.
Limites
O novo programa
não limita as enfermidades que podem
ser atendidas, mas mantém a exclusão aos pacientes
que dependem de ventilação mecânica. "Precisamos
fazer um planejamento que sirva para o País todo. Mas
poderá ser reavaliado", afirmou o secretário.
A condição básica para que o paciente seja
encaminhado para a internação domiciliar é ter
um cuidador, alguém que se responsabilize pelo seu atendimento. "A
família é fundamental para a recuperação
do paciente", diz Midori Uchino, coordenadora do Programa
de Atendimento Domiciliar ao Idoso (Padi), da Secretaria Municipal
do Rio.
Foi o que
aconteceu com o aposentado José Pereira da
Rocha, de 84 anos, que tem sequela de acidente vascular cerebral
e voltou para casa em estado vegetativo. Com o acompanhamento,
ele voltou a falar e a se alimentar sozinho. A equipe ajuda a
organizar a rotina de medicamentos e fonoaudiólogas, nutricionistas
e enfermeiras se revezam no cuidado ao aposentado.
O Padi completa
um ano esta semana acompanhando 506 idosos. "É o
equivalente a um Hospital Souza Aguiar. É como se tivéssemos
um hospital virtual", compara o secretário de saúde,
Hans Dohmann.
Sobrecarga.
No Instituto Nacional de Câncer (Inca), que
tem 280 pacientes em cuidados domiciliar, a preocupação
com o cuidador é tanta que foi instituída a internação
por sobrecarga do cuidador. "Às vezes, o familiar
não consegue lidar com a enfermidade. A equipe identifica
a situação e oferece a internação
por uma semana", explica Julio Cesar de Souza, chefe da
assistência domiciliar do Hospital Inca 4. No período,
o cuidador pode conhecer outros acompanhantes e trocar experiências.
O Globo
O
que está em jogo na Saúde
Por Ligia Bahia
Saúde pública é uma expressão ambivalente.
Refere-se à noção de medidas de saúde
da população e ao conjunto de instituições
que atuam para prevenir, reduzir, controlar e eliminar riscos,
ofertando cuidados e ações assistenciais. Sem a
intervenção local, nacional e internacional da
saúde pública nos dois últimos séculos,
sem o financiamento crescente aos gastos setoriais baseados em
impostos que, entre outras atividades, mantêm conectados
sistemas de registro e estatísticas populacionais com
a atenção aos indivíduos, não seria
possível agir sobre o que se aprende. Portanto, a saúde
pública e suas inovadoras estruturas burocráticas,
que unem a compreensão dos problemas de saúde às
ações para reduzi-los, são movidas por atos
de decisão política.
O surgimento
da saúde pública como área
cientifica foi marcado por intensas discussões teóricas
e pragmáticas. A principal contradição refere-se à origem
natural ou social das doenças. As ideias de que os problemas
de saúde situam-se exclusivamente no reino da natureza
biológica ou orbitam apenas na esfera das relações
entre renda e consumo não são inéditas no
mundo e no Brasil. Seus adeptos tendem a se contrapor aos sistemas
públicos de saúde.
Nos anos
20, os sanitaristas brasileiros obtiveram sucesso ao afirmarem
a saúde como variável determinante para
o desenvolvimento. Jeca Tatu, personagem de Monteiro Lobato curado
de sua doença, parou de beber, passou a andar calçado
e se transformou num trabalhador exemplar. O autor engajado nas
campanhas de saneamento de então, declarou: "Só a
alta crescente do índice de saúde coletiva trará a
solução do problema econômico.” Posteriormente,
a saúde pública foi escanteada. Durante a era do “crescer
para depois distribuir o bolo”, o vertiginoso crescimento
de um sistema essencialmente privado de medicina previdenciária
financiado com recursos públicos desidratou o Ministério
da Saúde. Só nos anos 80, o acréscimo do
S de social ao então BNDE anunciou o esgotamento do padrão
de crescimento econômico autoritário e desigual.
Logo depois, o elevado teor de saúde pública no
capitulo da ordem social da Constituição de 1988
levou o Brasil ao pódio dos países dotados de sistemas
universais.
Contudo,
vários dos preceitos constitucionais referentes à saúde
foram proscritos na prática. Sucessivos governantes, ansiosos
por conduzir o Brasil ao primeiro mundo, juraram obedecer às
leis do país e asfixiaram a saúde pública.
Apesar do subfinanciamento crônico do SUS, se deu nó em
pingo d’água. Considerando que vivemos em um país
que desde 1989 não aporta os recursos previstos ao SUS
e desde 2004 investe mais recursos com o pagamento do pessoal
do Ministério da Fazenda do que com o da pasta da Saúde,
falta muito que fazer. No entanto, os resultados dos esforços
de muita gente comprometida com a saúde pública
são invejados pelo mundo afora. Avançamos no controle
de doenças e rompemos com estigmas que só pioravam
a saúde. O SUS não é um fracasso apesar
da insistente retórica que associa o público com
o que não dá certo, com má qualidade. É impossível
organizar um sistema de saúde dotado de padrões
razoáveis de acesso e qualidade com investimentos de 3,5%
do PIB, ou com um gasto per capita anual de menos de R$500. Suas
insuficiências, filas, restrições do acesso,
heterogeneidade da qualidade dos serviços públicos,
despersonalização do atendimento servem de argumento
para as alegadas indisposições das classes médias
com o SUS e justificam a intensificação de vazamentos
fiscais para financiar a privatização. Assim, as
restrições orçamentárias impostas
ao SUS transformam-se em subsídios para dinamizar o mercado
de planos privados. Temos duas políticas estatais de saúde
que concorrem entre si. Qual delas será expandida para
atender a nova classe média emergente? Para que 90 milhões
de pessoas acessem planos privados de saúde os subsídios
indiretos são insuficientes. Abrir uma rota falsa de fuga
do SUS não atende os pleitos de empresas ávidas
por comercializar contratos que caibam no bolso desses potenciais
clientes. São Paulo saiu na frente e aprovou uma legislação
estadual que admite a oferta de um pedaço das unidades
públicas hospitalares (25% dos leitos) para o atendimento
de clientes de planos privados na rede SUS, em acomodações
diferenciadas. Se a alternativa for a ampliação
do SUS, a efetiva universalização não ocorrerá sem
a ampliação da rede pública e integração
dos estabelecimentos privados em torno de projetos para a melhoria
da saúde da população. As apostas sobre
a direção das articulações entre
o público e o privado estão abertas. O que está em
jogo não é mercado versus Estado, e sim o uso dos
recursos públicos para o SUS e planos privados. Nos primórdios
da saúde pública essa tensão encontraria
meios radicais de resolução. Virchow, um dos fundadores
da medicina social na Alemanha, criticou Bismarck por usar em
excesso o orçamento para o exército. Ofendido,
o Chanceler da Prússia o desafiou para um duelo. Conta
a história que o sanitarista escolheu as armas. Sabendo
que seu opositor era um exímio atirador e esgrimista,
propôs substituir as espadas por duas salsichas, uma delas
contaminada por bactérias. Não houve a disputa
e a saúde publica naquelas plagas se desenvolveu. Aqui,
seguimos brigando pelo lugar da saúde pública e
destino dos recursos. O sistema público que propicia bem-estar
e elevação geral das condições de
vida via intervenção nos determinantes sociais
da saúde não é terceirizável. A regulamentação
da EC29, em sua versão original que assegura mais recursos
para o SUS, e a vedação do acesso aos cofres e
instalações públicas às empresas
de planos de saúde, podem estimular a progressividade
tributária e fiscal, bem como gastos sociais mais redistributivos.
Em contrapartida, a virulência do rentismo expressa no
apoio de organizações privadas às políticas
de elevação das taxas de juros gera custos superiores à própria
capacidade governamental para aprimorar a qualidade dos gastos,
enfrentar déficits e investir na saúde.
O
Estado de São
Paulo
Programa
de aids terá remédio para criança
Medicamento é o primeiro exclusivo para uso pediátrico
e representa uma opção para menores de 6 anos que
não respondem ao tratamento atual
Por Lígia
Formenti
Uma nova
droga para tratamento de crianças e adolescentes
com aids passará a ser distribuída pelo governo.
O remédio, tripanavir, é o primeiro voltado exclusivamente
para esses pacientes e representa uma opção para
menores de 6 anos que já não respondiam a nenhum
outro medicamento.
A mudança consta do novo consenso terapêutico infantil.
Além do tripanavir, o documento inclui outras duas drogas
que até então eram prescritas somente para adultos:
fosamprenavir e darunavir. Os medicamentos serão distribuídos
para crianças e adolescentes e combinados com outro antiaids,
o ritonavir, em dosagens especiais.
"Quando uma criança menor de 6 anos não respondia
ao tratamento, não havia nada a ser feito, a não
ser manter a terapia. Isso muda agora", afirmou o diretor
do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério
da Saúde, Dirceu Greco. O novo consenso substitui uma
versão anterior, de 2009.
Existem no
País cerca de 4 mil pacientes com menos de
13 anos. Desse total, 4,6% usam medicamentos chamados de 3ª linha
- indicados para aqueles que não respondem mais a outros
tratamentos.
Entre pacientes
pediátricos, avalia Greco, o fenômeno
da resistência tende a ocorrer mais rapidamente. Uma das
razões apontadas é a menor aderência ao tratamento. "A
falha no uso dos remédios ocorre não apenas por
esquecimento, mas muitas vezes pelos efeitos colaterais que eles
podem provocar na criança, como náuseas e diarreia",
contou o diretor.
Novo paradigma.
A maior parte das drogas indicadas até agora
no tratamento de crianças era testada apenas em adultos. "Isso
ocorria por regras de ética, que proibiam testes clínicos
com idosos e menores", explicou.
Essa interpretação, no entanto, vem mudando nos
casos em que testes são de interesse direto de pacientes
menores - como os que não respondem à terapia tradicional.
Essa mudança permitiu a realização de um
acompanhamento clínico do uso do tripanavir em crianças.
De acordo
com Greco, as novas drogas, além de mais esperança
para pacientes que não respondem ao tratamento convencional,
vão tornar mais fácil o uso do remédio,
que virá em dosagens menores.
Este ano,
o governo vai investir R$ 2,8 milhões com a
compra dos quatro medicamentos indicados para tratamento pediátrico.
O valor representa 28% dos R$ 9,7 milhões destinados para
a compra de remédios usados na terapia de crianças
com HIV.
Em 2009,
o gasto brasileiro com pacientes pediátricos
foi de R$ 6 milhões. Essas três drogas passam a
ser as mais caras do conjunto usado para tratamento de crianças.
O darunavir é produzido pela Janssen-Cilag; o tripanavir,
pela Boehringer Ingelheim; o fosamprenavir é da Glaxo-Smith-Kline;
e o ritonavir, da Abbott. Greco afirmou que o tripanavir não
será usado em adultos.
O
Estado de São
Paulo
Pesquisa
alerta para falta de diagnóstico de virosesPor
Liège Albuquerque, de Manaus
Dores de
cabeça, nos músculos e articulações,
febre e erupções na pele não significam
apenas malária ou dengue no Amazonas: há inúmeras
possibilidades ainda desconhecidas da ciência.
Pesquisa
conduzida por cientistas da Fundação
de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMTM-HVD)
com 631 pacientes com esses sintomas detectou que 33 tinham sido
infectados por um arbovírus (vírus transmitidos
por mosquitos) chamado Mayaro e outras 128 pelo vírus
Oropouche. Já os 470 restantes também ficaram curados,
mas nunca souberam qual doença tiveram.
"Temos muito mais agentes causadores de doença febril
a estudar na Amazônia. Há muitos que ainda não
somos capazes de diagnosticar", diz uma das coordenadoras
da pesquisa, a infectologista Maria Paula Mourão.
Para se ter
uma ideia, hoje são conhecidos no País
210 tipos de arbovírus, sendo que 40 provocam doenças
nos homens. Desses, apenas dois arbovírus foram detectados
nos pacientes estudados no Amazonas. Os outros permanecem desconhecidos.
Os pesquisadores
alertam que a maior parte dos casos ocorreu durante o período chuvoso na Amazônia,
que ocorre de janeiro a junho.
Diagnóstico. Para a pesquisadora, a maioria dos casos
de arbovírus no Amazonas não é diagnosticada,
provavelmente por causa dos sintomas em geral serem leves e os
pacientes se recuperarem depois de alguns dias.
"O problema é que casos mais graves podem ocorrer
sem diagnóstico, especialmente por conta das longas distâncias
até centros de saúde."
Dos 210 tipos
de arbovírus no país, o vírus
Oropouche é o segundo em número de casos e o Mayaro é o
quarto em número de infectados. A dengue ainda é o
principal.
Desde o início deste ano, as febres por Mayaro e Oropouche
foram incluídas pelo Ministério da Saúde
na lista de doenças de notificação compulsória.
The
New Yokk Times / Folha de São Paulo
A
luta contra as doenças crônicas
Por Yanzhong Huang
Nascido em
uma pequena aldeia junto ao rio Yangtsé, presenciei
como o sistema de saúde maoísta, com seu compromisso
com a igualdade e o acesso universal, derrubou com sucesso a
incidência de doenças infecciosas e melhorou de
maneira significativa a saúde pública.
Vi como na
década de 1970 a maioria das pessoas apenas
esperava uma tigela de arroz, mas relativamente poucas morriam
de derrame, diabetes, câncer ou doença cardíaca.
Do mesmo modo que a tuberculose -que era considerada por alguns
no século 19 uma expressão de criatividade-, as
doenças crônicas não transmissíveis
foram por muito tempo consideradas males da riqueza nos países
afluentes. Não mais.
Com a globalização, a urbanização
e o crescimento econômico, as doenças não
transmissíveis são a principal causa de mortes
e de deficiências, mesmo no mundo em desenvolvimento. Desde
a década de 1980, os países de baixa e média
renda tiveram um rápido aumento no consumo de gorduras,
que é associado às doenças cardíacas.
Essas populações estão envelhecendo mais
depressa, aumentando a probabilidade de que as pessoas desenvolvam
doenças crônicas.
Segundo a
Organização Mundial de Saúde
(OMS), cerca de 80% das doenças crônicas ocorrem
hoje em países de baixa e média renda. O peso das
doenças não transmissíveis é alto
para potências econômicas emergentes como Brasil,
Rússia, Índia, China e África do Sul, países
conhecidos como BRICS. Cerca de 85% das mortes na China, 81%
na Rússia, 75% no Brasil e 53% na Índia são
causadas por doenças crônicas. Mesmo na África
do Sul, onde o HIV/Aids é a principal causa de morte entre
adultos, o peso das doenças crônicas aumenta.
Os cinco
países estão liderando uma explosão
global de doenças como diabetes. Segundo uma pesquisa
recente publicada na revista médica Lancet, 138 milhões
de pessoas diabéticas -40% da população
diabética mundial- vivem na China e na Índia. E
a China superou a Índia como capital da diabetes no ano
passado. Como disse um epidemiologista, para cada pessoa com
HIV/Aids em todo o mundo, existem três pessoas com diabetes
na China.
A epidemia
de doenças não transmissíveis é um
mau presságio para o desenvolvimento. Pesquisas mostram
que aumento de 10% em doenças crônicas está associado
a uma redução de 0,5% no crescimento econômico
anual. Um relatório da OMS revelou que Brasil, China, Índia
e Rússia juntos atualmente perdem mais de 20 milhões
de anos de vida produtiva por ano para as doenças crônicas.
Como comentou o doutor Harvey V. Fineberg, presidente do Instituto
de Medicina, as doenças crônicas poderão
custar a chineses, a indianos e a russos US$ 200 bilhões
a US$ 500 bilhões em renda nacional de 2005 a 2015. Somente
na Índia, a doença crônica empurra 40 milhões
de pessoas para baixo da linha da pobreza todos os anos.
A Assembleia
Geral da ONU realizará uma reunião
sobre doenças não transmissíveis em setembro.
Mas há poucos indícios de que haverá uma
mudança de paradigma na prevenção de doenças.
Segundo um alto membro do governo americano, Washington não
pretende substituir as atuais Metas de Desenvolvimento do Milênio,
que incluem o compromisso de reduzir as doenças infecciosas.
E a Fundação Bill e Melinda Gates parece ter pouco
interesse em alterar suas prioridades de doenças infecciosas
para não infecciosas. Até agora, nenhum chefe de
Estado dos BRICS se comprometeu a participar da reunião
da ONU.
Os BRICS
devem dar uma forte ênfase para o controle do
tabaco e outros fatores de risco compartilhado, como a redução
do sal. Mas esses países também são prejudicados
por uma crise de saúde em duas frentes: o aumento acentuado
de doenças não contagiosas e os tremendos desafios
das doenças infecciosas. A Índia e a China lideram
o mundo na incidência de tuberculose. Para enfrentar as
doenças infecciosas, elas tendem a contar com programas
específicos financiados por doadores internacionais. Isso
desviou os governos do reforço de seus sistemas de saúde
como um todo, o que é essencial para reverter as doenças
crônicas.
Intervenções de saúde pública em
todo o sistema são realmente caras, mas o preço
da inação é ainda mais assustador.
Garantir
o acesso de todos a serviços de saúde
de qualidade é uma abordagem indispensável e de
boa relação custo-eficiência para os BRICs
avançarem na agenda de doenças crônicas.
Enquanto o crescimento econômico nesses países pode
fornecer verbas suficientes para dar acesso a todos aos tratamentos
de saúde, uma melhor cobertura estimularia a demanda doméstica,
ao liberar dinheiro que de outro modo seria gasto em caras contas
médicas.
O Brasil
e a Rússia deram passos na direção
do atendimento de saúde universal, e a China injetou fundos
maciços para garantir o acesso universal ao atendimento
básico até 2020. O governo sul-africano anunciou
recentemente a proposta de um sistema de saúde universal
a partir de abril próximo, enquanto na Índia também
há um movimento nesse sentido.
Chegou a
hora de os BRICS aumentarem a cobertura de saúde
universal na luta contra doenças não transmissíveis.
Esses países deveriam utilizar o poder de suas robustas
indústrias de biotecnologia e farmacêutica e formar
uma parceria para desenvolver e produzir drogas acessíveis
que possam realmente beneficiar a população pertencente
ao mundo em desenvolvimento.
Isto é
Respiração
sem ajuda
Médicos
mineiros implantam pela primeira vez no Brasil marcapasso que
permite
voltar a respirar sem aparelhos
Por Rachel Costa
Graças a um equipamento criado no Japão e instalado
por médicos brasileiros, a agricultora mineira Marcilene
de Sousa, 35 anos, pode, agora, ficar livre do respirador mecânico
durante o dia. Ela vivia presa ao aparelho 24 horas por dia desde
2007, quando uma cirurgia para a retirada de um tumor na coluna
cervical a deixou tetraplégica e sem os movimentos do
diafragma, músculo que comanda a entrada e saída
de ar dos pulmões. Marcilene foi a primeira pessoa no
País a receber um marcapasso que estimula o diafragma,
fazendo-o contrair-se e distender-se. O êxito do procedimento é tão
grande que Marcilene respira por algumas horas até mesmo
sem o auxílio do marcapasso. “Os resultados são
muito animadores”, avalia o neurocirurgião Marcos
Dellaretti, que coordenou a equipe responsável por operar
a agricultora.
O método japonês é a evolução
de uma técnica americana. Uma das vantagens é que,
na versão oriental, todo o sistema é instalado
internamente – na americana, uma bateria fica alocada na
cintura. A indicação do procedimento é para
pacientes que sofrem de síndrome de hipoventilação
central causada por lesões na medula espinal – ou
seja, o nervo e o diafragma estão intactos, o problema é a
interrupção da transmissão do estímulo
elétrico.
Por meio
da estimulação artificial do nervo, o
organismo retoma o comando natural do diafragma. “Acredita-se
que haja o realinhamento das fibras musculares por meio do estímulo
frequente e, assim, a atividade natural seja retomada”,
explica Edson Oliveira, fisioterapeuta de Marcilene Não
há outros métodos que permitam obter esse mesmo
resultado.
CFM
Divulgação de serviços
prestados
A Resolução, que saiu no Diário Oficial
da União da sexta-feira, detalha os critérios que
devem ser observados na elaboração de anúncios
e no relacionamento com a imprensa e a sociedade
Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM)
publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira
(19) apresenta em detalhes as restrições éticas
que os médicos, estabelecimentos e instituições
vinculadas às atividades médicas devem observar
quando da elaboração de peças publicitárias
relacionadas a seus serviços. O documento (nº 1.974/2011)
acrescenta à norma anterior sobre o tema, publicada em
2003, informações sobre o alcance das disposições
e orientações para sua aplicação.
Entre os pontos, destacam-se a proibição de assistência
médica a distância (por internet ou telefone, por
exemplo), a vedação ao anúncio de determinados
títulos e certificados e a extensão das regras
a instituições, como sindicatos e sociedades médicas.
“A resolução foi detalhada para que haja
uma compreensão mais fácil pelos profissionais
e para que os conselhos de medicina disponham de critérios
objetivos para orientar os médicos e coibir as infrações.
Os anexos da resolução compõem um manual
de uso. A norma valoriza o profissional, defende o decoro e oferece
mais segurança para a população”,
avalia o conselheiro Emmanuel Fortes, 3º vice-presidente
do CFM e relator da nova resolução.
Com a publicação da resolução, que
entra em vigor em 180 dias após essa data, fica claro,
por exemplo, que as regras de publicidade são extensivas
a documentos médicos como atestados, fichas, boletins,
termos, receituários e solicitações, emitidos
pelos sistemas público e privado de assistência.
Entre outras exigências, estes documentos devem conter
nome do profissional, especialidade e número de registro
no Conselho Regional de Medicina (CRM) local. Quando a assistência é oferecida
por uma instituição devem ser informados o nome
do diretor-técnico-médico e o respectivo número
de registro no CRM local.
Novidades
- Além de detalhamentos, a nova resolução
se diferencia da anterior por proibir expressamente ao médico
a oferta de consultoria a pacientes e familiares em substituição à consulta
médica presencial. Esta proibição se aplica,
por exemplo, aos serviços de assessoria médica
realizados pela internet ou por telefone. Outro avanço
apresentado pela norma é a vedação expressa
a que o profissional anuncie possuir títulos de pós-graduação
que não guardem relação com sua especialidade.
“Neste caso, o objetivo do Conselho é impedir que
os pacientes sejam induzidos ao erro de acreditar que o médico
tem qualificação extra em sua especialidade ou
que está habilitado a atuar em outra área”,
explica Fortes. Ainda em relação à qualificação,
a norma abriu a possibilidade de que o médico divulgue
ter realizado cursos e outras ações de capacitação,
desde que relacionados à sua especialidade e que os respectivos
comprovantes tenham sido registrados no Conselho Regional de
Medicina local.
De acordo
com o documento, a proibição de que
o médico participe de anúncios de empresas e produtos é extensiva
a entidades sindicais e associativas médicas. Assim, sociedades
de especialidade, por exemplo, não podem permitir a associação
de seus nomes a produtos – medicamentos, aparelhos, próteses,
etc.
Detalhamento – Os critérios que foram detalhados
na Resolução 1974/2011 constituem em si um importante
avanço por apresentar de forma clara e objetiva o que
o médico, a instituição ou o estabelecimento
de saúde pode e o que não pode fazer no campo da
propaganda e da publicidade. A norma, inclusive com este detalhamento,
estará disponível para consulta no site do CFM
(www.portalmedico.org.br) a partir de sexta-feira (19), além
de sua publicação no Diário Oficial da União
nesta data.
O documento
prevê que o médico não pode,
por exemplo: anunciar que utiliza aparelhos que lhe deem capacidade
privilegiada ou que faz uso de técnicas exclusivas; permitir
que seu nome seja inscrito em concursos ou premiações
de caráter promocional que elejam “médico
do ano”, “profissional destaque” ou similares;
garantir, prometer ou insinuar bons resultados nos tratamentos
oferecidos; e oferecer seus serviços por meio de consórcio.
Também é vedada a propaganda de método
ou técnica não aceito pela comunidade científica,
ou permitir que seu nome circule em material desprovido de rigor
científico; conceder entrevistas para se autopromover,
auferir lucro ou angariar clientela (permitindo, por exemplo,
a divulgação de endereço e telefone de consultório);
abordar assuntos médicos, em anúncios ou no contato
com a imprensa, de modo sensacionalista, por exemplo, transmitindo
informações desprovidas de caráter científico
ou causando pânico ou intranqüilidade na sociedade.
IMAGENS E
CONFLITOS - A norma ainda proíbe a exposição
de imagens de paciente para a divulgação de técnica,
método ou resultado de tratamento, ainda que com autorização
expressa do paciente. A exceção a esse preceito é,
quando imprescindível, o uso da imagem, autorizado previamente
pelo paciente, em trabalhos e eventos científicos.
O detalhamento
trazido no anexo da nova resolução
obriga expressamente o médico a declarar potenciais conflitos
de interesse quando conceder entrevistas, participar de eventos
públicos ou transmitir informações à sociedade.
Ele determina que o uso de imagens em peças publicitárias
enfatize apenas a assistência, ou seja, não devem
ser utilizadas representações visuais de alterações
do corpo humano causadas por lesões ou doenças
ou por tratamentos.
Os critérios ainda vedam a participação
do profissional em demonstrações de tratamento
realizadas de modo a valorizar habilidades técnicas ou
estimular a procura por serviços médicos. Também é vedado
o uso de nome, imagem ou voz de pessoas célebres em anúncios
de serviços médicos. Nas redes sociais, assim como
em outros meios, o médico não pode divulgar endereço
e telefone de consultório, clínica ou serviço.
Para orientar
o médico, o documento indica especificações
técnicas que permitem fácil leitura e compreensão
das informações cuja presença é obrigatória
nas peças publicitárias: os dados médicos
devem ser inseridos nas peças impressas, por exemplo,
em retângulos de fundo branco, em letras de tamanho proporcional
ao das demais informações e de modo destacado;
em peças audiovisuais, a locução dos dados
do médico deve ser pausada, cadenciada e perfeitamente
audível – também na TV devem ser observadas
regras relacionadas a tipo e dimensão de letras. De acordo
com a resolução, dúvidas sobre a aplicação
das regras de publicidade devem ser encaminhadas à Comissão
de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame)
do Conselho Regional de Medicina local.
A Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos
do CFM discutiu as mudanças nas regras de publicidade
de serviços médicos entre março de 2010
e julho de 2011 (mês em que a nova norma foi aprovada pelo
plenário do Conselho Federal de Medicina). Para a elaboração
da proposta, os membros do grupo buscaram referências sobre
publicidade e propaganda em leis e regulamentos de venda de medicamentos,
bebidas e outras substâncias e produtos restritos, vigentes
no Brasil e no exterior. As Codames dos Conselhos Regionais de
Medicina também colaboraram nesse trabalho.
Isto é
Proteção
contra o Alzheimer
Estudo revela
que adotar uma dieta equilibrada, praticar exercícios
físicos e não fumar, entre outros hábitos
saudáveis, reduz pela metade a chance de desenvolver a
doença
Por Francisco Alves Filho
Apesar de
sentir certa nostalgia, Clemente Alves, 74 anos, tenta não ceder à saudade dos tempos em que tinha vida
social intensa com sua mulher, Thereza, de 72. Fazia com ela
muitas viagens, iam a restaurantes, se divertiam. A esposa continua
a seu lado, mas não é mais a mesma companheira.
Tem sérias falhas de memória, por vezes demora
a reconhecê-lo. Em outubro de 2004, Thereza foi diagnosticada
como portadora da doença de Alzheimer. Isso mudou a vida
do casal. A mulher ativa, que por muitos anos trabalhou como
contadora e depois da aposentadoria tinha como hobby o turismo,
tornou-se dependente. “No início foi muito difícil”,
admite Alves. Com a ajuda das filhas e dos médicos, ele
aprendeu a lidar com o problema. “Hoje, quando chego em
casa, faço festa para ela, puxo para dançar”,
conta. “Não me importo se ela não entende
o que estou fazendo.”
A tendência é de que histórias tocantes
como a de Thereza e Clemente sejam cada vez mais comuns no Brasil
daqui em diante – a doença se manifesta na terceira
idade, faixa etária que cresce no País. “Estamos
começando a passar pelo que a Europa e os Estados Unidos
passaram há 20 anos”, atesta o neurologista Paulo
Caramelli, da Universidade Federal de Minas Gerais. Hoje, a estimativa é que
1,2 milhão de pessoas têm Alzheimer no País.
Em lugares onde a longevidade há muitos anos está alta,
a doença é um tema frequente. Pesquisa feita com
2.678 adultos dos EUA, da França, Alemanha, Espanha e
Polônia pela Escola de Saúde Pública de Harvard
e pela instituição Alzheimer Europe revela que
a enfermidade é a segunda doença mais temida, citada
por 25% dos entrevistados. Ficou atrás somente do câncer.
Os cientistas,
no entanto, têm boas notícias: cuidados
preventivos podem evitar até 50% das ocorrências
e há estudos para a criação de técnicas
de diagnóstico cada vez mais precoce. Um dos estudos mais
importantes neste aspecto foi realizado na Universidade da Califórnia
(EUA) e divulgado recentemente. Os pesquisadores chegaram à lista
dos principais fatores de risco para a doença. Basicamente,
são os mesmos vilões responsáveis pela maior
parte dos casos de outras doenças importantes, como as
cardiovasculares: tabagismo, obesidade e sedentarismo entre eles.
A grande
diferença está no principal fator de
risco. Manter baixa atividade cerebral e possuir baixa escolaridade
são as mais fortes ameaças. Para se ter uma ideia,
os pesquisadores concluíram que indivíduos em situação
oposta a essa – ou seja, estimulados intelectualmente e
com alta escolaridade – apresentam 14% menos chance de
ter a enfermidade. Na conta final, os cientistas mostraram que
evitar os sete fatores de risco citados na pesquisa pode diminuir
o número de casos à metade.
O trabalho
provou, mais uma vez, a importância de seguir
uma rotina de hábitos saudáveis também para
a proteção do cérebro. De fato, diversas
pesquisas demonstraram, por exemplo, o poder dos exercícios
e dos alimentos nessa função. De formas distintas,
eles contribuem para o bom funcionamento dos neurônios,
as células nervosas que são o alvo de destruição
do Alzheimer – a doença causa a sua morte.
Há também avanços consideráveis
nas pesquisas que buscam formas de diagnosticar a enfermidade
mais precocemente. Este é um objetivo urgente. Atualmente,
o diagnóstico é feito a partir de avaliação
clínica, testes de memória e exame de ressonância
magnética. A ausência de ferramentas mais eficientes
acaba muitas vezes atrasando o início do tratamento – o
que só piora o prognóstico. Por isso, há uma
corrida da ciência à procura, entre outras coisas,
de substâncias específicas que sirvam como marcadores
da doença. O nível de concentração
de uma determinada proteína, por exemplo, poderia servir
como indicação do início da enfermidade.
Outro foco é usar com mais precisão as informações
obtidas por exames de imagem. Nesse sentido, cientistas do Rush
University Medical Center (EUA)deram um passo importante. Eles
concluíram que a análise da anatomia do cérebro
permite prever o Alzheimer com uma década de antecedência.
Indivíduos com algumas áreas do cérebro
mais finas teriam três vezes mais chances de desenvolver
a doença. Os cientistas continuam o estudo para tornar
o método disponível.
O Alzheimer
ainda não tem cura. O que se consegue é retardar
sua progressão – daí a urgência em
detectá-lo o quanto antes possível. Felizmente,
esse foi o caso do aposentado Dilton de Oliveira, 69 anos, que
há três anos soube que tinha a doença. Imediatamente,
sua mulher, Valdiva Fontenele, o matriculou numa academia de
ginástica e ele também foi encaminhado para uma
terapia cognitiva (estimula o raciocínio). Desde então,
Dilton vive de segunda a sexta entre sessões de alongamento,
musculação, hidroginástica e os cuidados
de uma terapeuta. “Ainda saímos para ir ao teatro,
ao restaurante e passamos os fins de semana numa casa na serra”,
diz Valdiva.
Manter-se
ativo é uma das premissas para atrasar o avanço
da doença. “Mas é comum vermos o inverso:
idosos com Alzheimer que passam o dia sentados assistindo à tevê”,
lamenta o geriatra André Jaime, do Hospital São
Luiz, de São Paulo. “Isso não estimula a
atividade cerebral”, diz. Outra abordagem de tratamento é feita
com remédios que atuam sobre uma substância cerebral
que participa do processo de distribuição dos impulsos
nervosos, ajudando a fazer a comunicação entre
os neurônios.
Mais recentemente,
ganhou destaque nas preocupações
dos médicos a necessidade de assistência aos cuidadores,
as pessoas responsáveis pelos cuidados aos pacientes.
A sobrecarga em relação a elas é um efeito
colateral frequente. A paulista Terezinha Oliveira teve sua vida
revirada depois que seu pai, Rosalvo, 87 anos, passou a apresentar
sintomas. Ela se mobilizou para ajudar a mãe, Paulina,
que tem 83 anos. Divide seu tempo entre a administração
da empresa que tem com o marido, a educação das
duas filhas e os cuidados com o pai. “Quando ele precisa,
largo tudo e saio correndo”, diz. “Me sinto estressada
e nos fins de semana o cansaço piora, pois não
temos cuidadora nesses dias.” Para contar sua experiência,
ela criou o blog “Meu pai e o Alzheimer”.
Muitos cuidadores
esquecem da própria saúde. “Mas é preciso
que eles saibam que é primordial manter-se saudável”,
recomenda Eliana Faria, da seção fluminense da
Associação Brasileira de Alzheimer, cuja mãe
tem a doença. “Eles têm que ter apoio psicológico
e clínico, fazer exercícios e participar de grupos
nos quais troquem experiências com pessoas que têm
o mesmo problema.”
Correio Braziliense
Descomplicando a cirurgia
Centro de
pesquisa com foco em procedimentos pouco invasivos alia tecnologia
ao
bem-estar do paciente, além de oferecer
treinamento a profissionais brasileiros
Por Carolina Lenoir
Barretos
(SP) – O risco de infecção hospitalar é um
dos fatores mais importantes para que médicos e pacientes
desejem encurtar, ao máximo, o tempo de internação
após uma cirugia. Por isso, os procedimentos minimamente
invasivos têm sido cada vez mais pesquisados por cientistas
da área médica. Ainda assim, a falta de capacitação
e de equipamentos são entraves para a disseminação
das técnicas no Brasil. Para começar a mudar esse
cenário, um centro de treinamento foi inaugurado no país,
com o objetivo de qualificar 3 mil profissionais anualmente.
Instalado
em Barretos, com recursos da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde,
o Instituto de Pesquisas contra o Câncer do Aparelho Digestivo
Brasil (Ircad, na sigla em francês) pretende ser referência
em ensino e pesquisas referentes à videolaparoscopia (leia
mais nesta página) para toda a América Latina.
Por se tratar de um centro de pesquisa multidisciplinar, trabalharão
juntos engenheiros em robótica, cientistas da computação
e cirurgiões, com o objetivo de simular e aprimorar os
procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos e, se necessário,
projetar e desenvolver novas ferramentas específicas para
as técnicas laparoscópicas.
Durante os
treinamentos, o instituto brasileiro será integrado
aos centros da França e de Taiwan e oferecerá aulas
interativas. Com isso, um procedimento realizado nos outros dois
países poderá ser estudado, em São Paulo,
em tempo real. Outro destaque do investimento é o Laboratório
de Cirurgias e Pesquisas Experimentais, que tem 20 mesas de cirurgia
e uma sala de robótica. Audrey Tieko Tsunoda, diretora
do laboratório, explica que, nesse primeiro momento, serão
realizados apenas treinamentos no local, mas, posteriormente,
também serão desenvolvidas pesquisas.
Segundo ela,
os treinamentos são feitos com animais certificados
(principalmente suínos), tecidos preservados (cadáveres)
e modelos de simulação, tipo caixa-preta. “Preparamos
como se fosse um ato cirúrgico em humanos, principalmente
em relação aos instrumentos e aos equipamentos
usados. Médicos anestesistas e veterinários acompanham
a cirurgia, na qual inflamos o abdômen do animal com ar,
entramos com a câmera e com uma fonte de luz, introduzimos
as pinças e fazemos a cirurgia, acompanhando tudo pelo
monitor”, explica. A diretora esclarece que os alunos não
entram no hospital nem treinam em pacientes, e que todas as cirurgias
transmitidas são realizadas por experts.
Realidade
De acordo
com o diretor do Hospital do Câncer de Barretos,
Henrique Prata, as videocirurgias podem reduzir em até 70%
os riscos de infecção hospitalar e, consequentemente,
os custos de uma internação na unidade de terapia
intensiva (UTI), que podem chegar a R$ 6 mil diários.
Segundo o diretor, sabe-se que existe uma deficiência de
equipamentos e instrumentos no sistema público de saúde
brasileiro, mas a capacitação dos profissionais
também preocupa. “Sabemos que todo o potencial oferecido
em relação à tecnologia aqui no Ircad é algo
que ainda vai demorar a chegar em todo o Brasil. Porém,
existem procedimentos mais simples, como uma colecistectomia
(retirada de vesícula), que pode ser realizada em qualquer
Santa Casa e tem grande impacto na redução do tempo
de internação do paciente”, explica.
Por isso,
30% das vagas serão gratuitas e destinadas
aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS),
metade deles designados pelo Ministério da Saúde
e a outra metade pela Secretaria Estadual de Saúde de
São Paulo. O restante será ocupado por inscritos
pagantes. Jacques Marescaux, fundador do Ircad França,
que estava prestes a levar a filial da América Latina
para a Argentina, foi convencido por Prata e pelos governos federal
e de São Paulo de que o Brasil tem condições
de receber um empreendimento desse porte. “O nosso objetivo é melhorar
a qualidade do atendimento e, consequentemente, a qualidade de
vida dos pacientes. Isso só é possível se
oferecermos uma educação de qualidade e, para tanto,
precisamos de uma rede global de realizações”,
diz Prata.
IRCAD Brasil
R$ 60 milhões foram investidos na implementação
7,2 mil metros
quadrados de área construída
30% das vagas
serão
gratuitas e destinadas a profissionais do SUS
1,1 mil médicos
devem ser treinados ainda nesse ano
Videolaparoscopia
O procedimento é realizado por meio de uma incisão única
ou por quatro mini-incisões de 0,5 cm cada uma, por onde
são introduzidas pinças especiais e uma câmera
de vídeo. As imagens geradas pela câmera guiam os
profissionais com uma visão 20 vezes maior e com iluminação
adequada e singular para cada um dos órgãos, o
que proporciona maior precisão às manobras do cirurgião.
As imagens da cirurgia são projetadas em uma tela de alta
definição, que permite o acompanhamento do procedimento
por toda a equipe.
Marcos das cirurgias minimamente invasivas
1806
O alemão Philipp Bozzini construiu um instrumento, chamado
Lichtleiter, para visualizar os órgãos internos.
Ele usou um tubo de alumínio, iluminado por uma vela de
cera, com espelhos para refletir imagens, a fim de visualizar
o trato geniturinário
1853
Antoine Jean
Desormeaux, um cirurgião francês,
usou pela primeira vez o Lichtleiter de Bozzini em um paciente
1877
Na Alemanha,
Maximilian Nitze estreou um sistema de lentes para a cistoscopia,
um exame
endoscópio das vias urinárias
baixas. Ele modificou a lâmpada criada por Thomas Edison
e desenvolveu a primeira lâmpada elétrica para ser
usada em procedimentos urológicos
1901
Georg Kelling,
um cirurgião alemão, usou um cistoscópio
para perscrutar o abdômen de um cão depois da primeira
insuflação com ar. Essa é considerada a
primeira laparoscopia experimental
1918
O. Goetze
desenvolveu uma agulha automática para pneumoperitônio
(que cria, com ar, espaço na cavidade abdominal e pélvica),
caracterizada pela sua introdução segura para a
cavidade peritoneal
1920
O suíço Zollikofer descobriu o benefício
de gás CO2 na insuflação, em vez de ar atmosférico
filtrado ou nitrogênio
1929
O uso de
lentes que proporcionavam uma visão oblíqua
(135 graus) foi introduzido pelo gatroentereologista alemão
Heinz Kalk
1938
Janos Veress,
da Hungria, desenvolveu uma agulha com mola, inicialmente usada
para a
realização de pneumotórax.
A agulha de Veress é o instrumento mais importante hoje
para criar o pneumoperitônio
1953
O sistema
de lentes rígidas em bastão foi desenvolvido
pelo inglês Hopkins, que revolucionou o conceito de cirurgia
videoscópica. O sistema permitia a iluminação
plena da cavidade e captação perfeita da imagem,
modelo basicamente utilizado até hoje nos laparoscópicos
1966
Kurt Semm,
um ginecologista alemão, inventou o insuflador
automático, aparelho usado para monitorar a pressão
intra-abdominal e o fluxo de gás. Muitos instrumentos
e técnicas descobertos por ele são usados ainda
hoje
1983/85
Primeiras
cirurgias laparoscópicas de apêndice
e vesícula são realizadas por Semm e Erich Mühe,
respectivamente
1987
Phillipe
Mouret foi o responsável pela primeira colecistectomia
(retirada de vesícula) laparoscópica usando a técnica
de vídeo em Lyon,
Correio Braziliense
Autonomia é importante
À frente da área de Tecnologia da Informação
(TI) do Laboratório Sabin, Cíntia Silva garante
que regras claras são a melhor alternativa para que os
funcionários de uma empresa não desperdicem tempo. "A
empresa passa as informações importantes à equipe
durante os treinamentos, para que todos saibam, sozinhos, o que é prioridade
e não tenham de me perguntar coisas rotineiras. Achamos
importante dar autonomia aos funcionários", diz.
A contrapartida é positiva. "Já trabalhei
em outra empresa em que até para ir a um outro setor precisava
pedir autorização ao gerente. Aqui você sabe
que o seu líder confia em você. Sinto-me mais valorizada",
afirma Ana Carla Monteiro, analista de TI.
Quase todas
as tarefas do setor são realizadas durante
a jornada de trabalho, que é de 44 horas semanais. E não é por
falta de trabalho a fazer. Além da responsabilidade pela
divulgação do resultado de exames, a equipe de
10 pessoas presta suporte para 67 unidades da empresa. O segredo,
revela Cíntia, é conseguir realizar previamente
tudo o que não é urgente. "Se o funcionário
tem que fazer uma ligação para a sua casa, se precisa
ir à escola do filho ou ao médico tem toda a liberdade
para fazer. É exatamente por isso que trabalhamos com
um dia de antecedência", explica. Cíntia conta
que consegue todos os dias cumprir o horário e não
abre mão de, na hora do almoço, buscar a filha
Gabrielle, de 3 anos, na escola.
Domingo, 21.08.11
Folha
de São
Paulo
Plantão Médico
Por Julio Abramczyk - julio@uol.com.br
Ações judiciais têm remédio?
Medicamentos
que pacientes recebem por meio de demandas judiciais obrigam
o governo do
Estado de São Paulo a despender mensalmente
R$ 40 milhões.
Esses medicamentos
podem não constar da relação
distribuída gratuitamente pelo SUS (Sistema Único
de Saúde), mas poderiam ser substituídos por similares
ou genéricos; outros não constam da relação
dos fornecidos pelo governo, mas podem ser úteis ao paciente
e por isso são prescritos pelos médicos.
Entretanto,
existem situações que sugerem estratégia
da indústria farmacêutica para a introdução
de novos medicamentos, assinalam Ana Luiz Chieffi e Rita de Cássia
Barradas Barata, em pesquisa publicada na "Revista de Saúde
Pública", editada pela Faculdade de Saúde
Pública da USP.
As autoras
analisaram 2.927 ações ajuizadas em
São Paulo. Mais de 70% da ações para certos
medicamentos era de responsabilidade de apenas um advogado, o
que "pode sugerir relação estreita entre o
advogado e o fabricante do medicamento".
Por outro
lado, João Mauricio Brambati Sant'Ana e colaboradores,
na "Revista de Saúde Pública" deste mês
observam que, apesar da escassa informação médica
contida nos autos, todos os pedidos foram deferidos.
Isso pode
comprometer a assistência farmacêutica
regular e fomentar o uso irracional de medicamentos. A pesquisa
teve por base 27 ações julgadas no Rio.
O
Estado de São
Paulo
Consumidor troca frutas e verduras por comida industrializada
'funcional'
Produtos
alimentícios que prometem benefícios
tiveram um salto de 82% entre 2004 e 2009, podendo crescer mais
39% até 2014; especialistas, porém, têm dúvidas
sobre sua eficácia, já que quantidade ingerida
teria de ser gigantesca para gerar efeito
Por Karina Toledo
Quase na
mesma velocidade em que as pessoas das grandes cidades abandonam
o consumo de
grãos, frutas e vegetais, multiplicam-se
nas prateleiras dos supermercados alimentos enriquecidos com
vitaminas e outros ingredientes ditos funcionais.
As promessas
são muitas: ajudar no controle do peso,
do colesterol e no funcionamento do intestino. Fortalecer o sistema
imunológico, prevenir a osteoporose, a flacidez, o envelhecimento
e, quiçá, o câncer. Até que ponto
isso é verdade? Nem os especialistas sabem.
Segundo dados
do Instituto Euromonitor, o mercado de alimentos e bebidas
ligados à saúde e bem-estar no País
cresceu 82% entre 2004 e 2009 - saltando de R$ 13,6 bilhões
para R$ 24,8 bilhões. Estima-se que até 2014 o
setor cresça outros 39%, impulsionado por consumidores
como a gerente de marketing Rosemeire Fernandes, de 46 anos.
Entre shakes
para emagrecer, suplementos vitamínicos,
chás antioxidantes e produtos ricos em fibra e com 0%
de açúcar, ela gasta cerca de R$ 400 por mês
- isso sem contar a "comida de verdade". "É tão
prático! No café da manhã, tomo um shake
preparado com leite de soja e acrescento farinha de linhaça
e colágeno em pó. Depois tomo uma cápsula
com vitamina C e zinco. Em 5 minutos estou pronta para sair e
tenho todos os nutrientes que preciso", conta.
Pilares da
indústria. A busca por praticidade e saúde
são os principais vetores do crescimento da indústria
de alimentos, aponta levantamento da Nielsen, empresa especializada
em pesquisa de mercado.
"As pessoas estão vivendo mais e de forma mais estressada.
Buscam alimentos que possam neutralizar as agressões do
meio ambiente", diz Jocelem Salgado, presidente da Sociedade
Brasileira de Alimentos Funcionais. "Sem dúvida você agrega
valor a um produto quando comprova que ele, além de nutrir,
traz um benefício para a saúde. Mas isso não é fácil",
admite.
Algumas substâncias já foram referendadas pela
ciência, como o ácido graxo ômega 3, diz a
agrônoma Inar de Castro, da USP. Mas outras vedetes da
indústria precisam ser mais bem estudadas para que se
tenha certeza de sua eficácia e segurança.
"Ainda não podemos afirmar que antioxidantes trazem
algum benefício, como retardar o envelhecimento ou prevenir
doenças. As pesquisas não são conclusivas. É possível
até que tenham efeito contrário do que se espera",
afirma Inar.
Luciana Rabello,
da Sociedade Brasileira de Dermatologia, concorda e defende
o
consumo dos chamados nutracêuticos - vitaminas,
antioxidantes e suplementos como o de colágeno - apenas
sob orientação médica. "Nada garante
que a absorção gástrica do colágeno
traz algum benefício à pele ou aos ossos. E seu
consumo regular pode sobrecarregar os rins, bem como o excesso
de vitaminas e minerais." Consumidor perdido. Mesmo ao comprar
produtos enriquecidos com ômega 3, reconhecido pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como auxiliar "na
manutenção de níveis saudáveis de
triglicerídios", o consumidor pode ser induzido ao
erro. Para que o fabricante coloque a alegação
de funcional no rótulo, a agência exige que o produto
contenha pelo menos 0,1g do ácido graxo por porção
e tenha como origem o óleo de peixe. Pesquisas indicam
ser necessário ingerir entre 1,5 g e 2 g da substância
para obter algum benefício.
Mas é possível encontrar nas gôndolas produtos
que destacam no rótulo a presença de ômega
3, mas não trazem a alegação de funcional
aprovada pela Anvisa - seja porque a origem do nutriente não é o óleo
de peixe ou porque sua quantidade é muito pequena. "Para
a gente que é leiga parece tudo a mesma coisa", diz
a dona de casa Conceição Pires, de 59 anos.
Não é bem assim. O ômega 3 da linhaça
e dos óleos vegetais, como o de canola, é de um
tipo diferente, cuja absorção pelo organismo é menor.
Aquele presente no suco da empresa Jandaia é extraído
de algas e, de acordo com o fabricante, tem a mesma propriedade
daquele retirado do óleo de peixe - sem o inconveniente
do cheiro e do gosto forte. No entanto, cada copo de suco fornece
apenas 0,008 g de ômega 3, ou seja, seriam necessários
200 copos para alcançar a quantidade ideal.
Walter de
Souza, fornecedor da Jandaia, explica que acrescentar uma quantidade
maior da
substância ao suco deixaria o preço
fora da média de mercado. "O plano é ter produtos
economicamente viáveis para que o consumidor possa compor
sua alimentação. Ele come um pão enriquecido,
um suco, toma leite e assim chega à quantidade",
diz.
Procurada
pela reportagem, a Anvisa informou que o uso no rótulo
de expressões como "contém ômega 3 ou "fonte
de ômega 3" não são regulamentadas.
Enriquecidos.
Rótulos que destacam informações
como "fonte de ferro" ou "rico em vitaminas" também
induzem o consumidor ao erro, diz o nutricionista Daniel Bandoni,
da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Muitos
acabam achando que o consumo desses produtos os isenta de comer
frutas e verduras. Mas estudos têm mostrado que a absorção
dos nutrientes de produtos enriquecidos não é igual
a dos alimentos in natura."
Além disso, continua Bandoni, a fortificação
de produtos como refrigerantes e biscoitos recheados não
anula características negativas, como o excesso de sódio,
gordura, açúcar e aditivos químicos. "Não
sou contra os industrializados, apenas acho que eles não
podem ser a base de nossa alimentação", diz.
Para Jocelem
Salgado, a indústria tem uma papel importante
por sua capacidade de concentrar, em pequenas porções
do alimento, altos teores de substâncias benéficas,
como os fitosteróis, que reduzem a absorção
do colesterol pelo organismo.
"Acredito que os alimentos funcionais podem sim prevenir
doenças, desde que consumidos dentro de uma dieta equilibrada",
defende.
Numa coisa
os especialistas concordam: a receita para uma alimentação
verdadeiramente saudável deve incluir uma grande variedade
de alimentos in natura, grãos integrais e respeitar os
hábitos culturais de cada população. Não
há fórmula mágica.
Polêmicos, produtos são
cada vez mais procurados
Faturamento
com esses alimentos cresceu seis vezes nos últimos
oito anos, diz entidade ligada à indústria do setor
Por Karina Toledo
Embora não sejam consenso entre especialistas, os alimentos
funcionais estão caindo no gosto dos consumidores. Segundos
dados da Associação Brasileira das Indústrias
da Alimentação (Abia), o faturamento com esse tipo
de produto aumentou mais de seis vezes nos últimos oito
anos - passando de R$ 532 milhões em 2002 para R$ 3,3
bilhões em 2010. Procuradas pela reportagem, as empresas
defendem a eficácia de seus alimentos.
A Unilever,
fabricante da margarina Becel, afirma que o produto tem apenas
35% de óleo em sua composição,
em sua maioria de soja, "possuindo, assim, ótima
proporção de gorduras mono e poli-insaturadas,
como o ômega 3 e ômega 6, essenciais para todos os
indivíduos".
A nota diz
ainda que seria preciso ingerir 340 tomates, ou 168 cenouras,
ou 120
maçãs, diariamente, para atingir
a quantidade de fitoesterol necessária para obter o benefício
na redução da absorção do colesterol.
A Wickbold
informa que todos os produtos da empresa declarados como integrais
utilizam a fibra de trigo sozinha ou junto com
outros cereais integrais em sua formulação e, por
isso, estão de acordo com a legislação.
Afirma também que - como as demais empresas de panificação
- assinou em abril deste ano um termo de compromisso com o Ministério
da Saúde para redução de sódio.
"Toda a linha de pães integrais já atende
a meta estipulada para 2012 e a linha de pães funcionais,
para 2014. Sendo assim, os produtos referidos já atendem
os padrões requisitados pelo Ministério da Saúde",
diz a nota.
Probióticos. O nutrólogo e gastroenterologista
Dan Waitzberg, indicado pela Danone para falar sobre o iogurte
Activia, afirma que "nos primórdios da ciência
probiótica" acreditava-se realmente que esses bacilos
faziam parte da flora intestinal humana. Mas, continua, com o
avanço de técnicas de identificação
de cepas, descobriu-se que isso não é verdade.
"Tais microrganismos entregam benefícios à saúde
de quem os consome, fato que veio a ser cuidadosamente comprovado
por meio de um grande número de evidências científicas
produzidas por pesquisas clínicas", diz o pesquisador
da USP.
Procuradas
pela reportagem, a Sundown e a Nutrella preferiram não
se manifestar.
Denis Ribeiro,
diretor do Departamento de Economia da Abia, diz que os alimentos
funcionais
representam apenas 1% do faturamento
da indústria, mas reconhece que o crescimento do setor
- cerca de 15% ao ano - está acima da média de
mercado. Para Ribeiro, o fenômeno está ligado ao
fato de que o consumidor está mais informado e preocupado
com a saúde.
"As pessoas têm a ideia de que a indústria
só quer ganhar dinheiro. Mas temos também uma visão
de responsabilidade social", afirma.
O
Estado de São
Paulo
Cirurgia
cardíaca menos invasiva é desenvolvida
em SP
Em
vez de operação de peito aberto, mais arriscada,
um implante é feito por uma incisão de 5 cm para
corrigir desgaste em válvula
Por José Maria
Tomazela
Implante
desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com a Braile Biomédica,
de São José do Rio Preto, promete corrigir desgastes
na válvula do coração sem precisar abrir
o peito do paciente, num procedimento mais simples e rápido
que o realizado atualmente pelos médicos.
O grupo criou
uma válvula artificial, feita com pericárdio
bovino (a pele que reveste o coração do boi), que
pode ser implantada no paciente com a ajuda de um cateter, inserido
por meio de um corte pequeno.
O implante é indicado para uma doença chamada
estenose aórtica grave - um desgaste ou calcificação
da válvula que regula o fluxo sanguíneo do coração
para a aorta. A maioria dos pacientes com o problema é idosa,
o que torna a cirurgia tradicional, feita com o peito aberto,
de altíssimo risco.
Pela nova
proposta, o tempo da cirurgia cai de 2 horas para 40 minutos
e a recuperação, que leva de dois a
três meses, ocorre em cerca de 15 dias. O corte, que na
cirurgia convencional chega a 30 cm, resume-se a uma incisão
de 5 cm.
O aparelho,
com diâmetro médio de 24 cm, é prensado,
introduzido no coração com um cateter e inflado
com a ajuda de um minibalão, fixando-se na parede do coração.
O processo todo é acompanhado em monitores com imagens
de raio X.
Ainda em
fase experimental, o implante já foi testado
em 128 pacientes. Desses, pelo menos 20 estavam internados sem
condições de alta e, depois de operados, deixaram
o hospital.
Batizada
de Inovare, a válvula aguarda aprovação
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
para ser produzida comercialmente.
"Um estudo mostrou que 31,8% dos pacientes com estenose
aórtica não podiam ser operados pelo método
tradicional, por isso tivemos o impulso de fazer uma coisa menos
invasiva", explica o cirurgião Domingo Braile, fundador
da Biomédica. "Investimos R$ 3 milhões para
desenvolver o projeto", conta.
A empresa
estima que, assim que receber autorização
para comercializar a válvula no País, receberá uma
demanda de dez unidades por mês. Ela também pretende
exportar o produto.
Inovação. Pioneira em válvulas cardíacas
de pericárdio de boi - a primeira foi feita em 1973 e
hoje são 70 mil fabricadas -, a Braile está envolvida
em outro projeto inovador. Em cooperação científica
com outras instituições, vai lançar próteses
para substituir porções do aparelho digestivo suprimidas
em razão do câncer.
Entre os
produtos, uma prótese permite ao paciente submetido à retirada
do esôfago voltar a se alimentar pela boca.
Sábado,
20.08.11
Folha
de São
Paulo
Cardiologistas
vão contestar proibição
de selos em produtos
Sociedade Brasileira de Cardiologia quer reverter do veto do
conselho de medicina
Por Débora Mismetti, Editora-assistente de Saúde
A SBC (Sociedade
Brasileira de Cardiologia) afirma que vai recorrer contra a
proibição de selos de entidades médicas
em produtos.
O veto foi
divulgado ontem pelo Conselho Federal de Medicina e integra
um conjunto
de novas regras para a publicidade de serviços
médicos.
Por meio
de nota, a SBC afirma que "certifica há mais
de 15 anos a qualidade de mais de uma centena de produtos" e
que esse certificado é "importante" para a prevenção
de doenças cardíacas.
Entre os
produtos que carregam o selos de aprovação
da sociedade estão: aveia em flocos, biscoitos. leite
em pó, sucos de uva, bebidas à base de soja, margarinas, óleos
vegetais, azeite, queijos, sal e açúcar light,
sanduíches light, hambúrguer, uma marca de salada
de frutas, medidores de pressão e um grill.
A nota diz
que uma comissão com dez cardiologistas e
nutricionistas analisa os produtos e que a maioria dos que pedem
o sele é rejeitada.
O presidente
da SBC, o cardiologista Jorge Ilha Guimarães,
conversou ontem com o presidente do Conselho Federal de Medicina,
Roberto Dávila, sobre o veto ao selo.
Dávila falou à Folha e confirmou o encontro, no
qual Guimarães defendeu a legitimidade do selo.
"Eu falei para ele colocar isso no papel e encaminhar ao
conselho. Se a plenária entender que há um papel
social para o selo, poderá ser feita uma exceção.
Se não, ele será abolido."
Interesse comercial
O presidente
do CFM afirma que a proibição foi
decidida para evitar conflitos de interesses dos médicos
com empresas, que pagam pela chancela das sociedades.
"Isso pode induzir o consumidor a achar que aquele produto é mil
vezes melhor que o outro." Dávila estima que o pedido
da sociedade de cardiologia seja analisado em cerca de 90 dias.
De acordo
com o médico João Baptista Laurito Jr.,
professor colaborador de ética médica da Unicamp,
os selos atendem a um interesse "estritamente comercial".
"A sociedade de cardiologia tem diversos outros meios para
fazer isso. Pode publicar a informação de que produtos
com tal característica são saudáveis, sem
indicar marcas e produtos."
Folha
de São
Paulo
EUA aprovam nova droga para tratar linfoma de Hodgkin
De São Paulo - A FDA (agência que regula remédios
e alimentos nos EUA) anunciou ontem a aprovação
de uma nova droga para o tratamento do linfoma de Hodgkin.
A doença atinge células do sistema imunológico
e pode ser curada na maioria dos casos. A nova droga, chamada
brentuximab vedotin, também vai servir para tratar o linfoma
anaplástico de células T, um tipo mais raro de
tumor.
De acordo
com Jairo José do Nascimento Sobrinho, hematologista
do Centro Paulista de Oncologia, a maioria dos linfomas de Hodgkin
são curáveis com o tratamento atual.
"Os que restam são muito difíceis de lidar.
Essa medicação é uma das mais eficientes
que já apareceu."
A droga,
a princípio, vai ser usada em quem já tentou
outros tratamentos e sofreu uma volta da doença. "Mas
a tendência, no futuro, é que ela seja acoplada
ao tratamento desde o início.
O remédio usa um anticorpo para direcionar a droga para
o ataque das células do linfoma conhecidas como CD30.
Desde 1977
não
surgia uma nova droga para tratar o linfoma de Hodgkin.
O Instituto
Nacional de Câncer estima que houve 2.870
novos casos da doença em 2009.
Os sintomas
mais comuns são suores noturnos e aumento
dos gânglios.
Neste mês, o ator Reynaldo Gianecchini recebeu o diagnóstico
de linfoma não Hodgkin, outro tipo de tumor linfático.
AGENDA
-
Ato político pede a regulamentação
da EC 29
No dia 24
de agosto, a Comissão de Seguridade Social
e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados e a Frente
Parlamentar da Saúde realizarão um ato pela aprovação
da regulamentação da Emenda Constitucional 29.
As entidades
médicas Nacionais – Conselho Federal
de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira
(AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – participarão
da mobilização. Comparecerão também
parlamentares, representantes da sociedade civil organizada,
entidades e profissionais da área da saúde.
Serviço
Data: 24
de agosto – quarta-feira
Horário:
10h
Local: Plenário 7 – Anexo II – Corredor das
Comissões – Câmara dos Deputados
-
I Fórum Nacional sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais
A Secretaria
de Ciência e Tecnologia do Ministério
da Saúde, por meio do Departamento de Assistência
Farmacêutica e Insumos Estratégicos (SCTIE/DAF),
realiza, nos dias 25 e 26 de agosto, em Brasília, o I
Fórum Nacional Sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais.
O evento
tem como principal objetivo reunir os profissionais da área da farmácia hospitalar, os gestores do
SUS e os administradores das unidades hospitalares para compartilharem
as experiências que podem orientar o aprofundamento do
tema. As vagas são limitadas.
As experiências exitosas vão destacar quatro eixos,
que têm como temas a gestão da informação;
o ensino, a pesquisa e a educação permanente em
saúde; o cuidado e segurança do paciente; além
do processo de trabalho, que é referente à infraestrutura
física, tecnológica e recursos humanos no desenvolvimento
das atividades da Farmácia Hospitalar.
Após as discussões, haverá a conseqüente
tomada de decisão por parte do órgão a fim
de alavancar novas práticas profissionais e de gestão,
tais como o monitoramento das ações de assistência
farmacêutica, participar ativamente do aperfeiçoamento
contínuo das práticas da equipe de saúde
e contribuir para a promoção da atenção
integral à saúde, humanização do
cuidado e efetividade da intervenção terapêutica.
Para mais
informações sobre os objetivos e a programação
do evento, clique
Serviço:
“I Fórum Nacional Sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais.”
Data: 25 e 26 de agosto de 2011
Horário: Credenciamento às 8h30 e abertura oficial às
9h
Contato: (61) 3315-3369
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
-
1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html