Leia
nesta edição:
- Dilma lança campanha de prevenção ao
câncer
- Dilma critica
gestão da Saúde
- Como fazer
mais com menos na saúde
- H1N1: Novos
grupos em campanha de vacinação
- Conselho
Nacional de Justiça cria comitês
- Instrução sobre critério
de dispensa da Dmed
- Justiça para quem precisa de saúde
- Remédios
gratuitos: Colesterol e artrite
- O desafio
da Saúde
Quarta-feira,
23.03.11
Correio
Braziliense
Dilma
lança campanha de prevenção ao câncer
Programa
também visa o diagnóstico e o tratamento
de tumores no colo do útero e na mama
A presidente
Dilma Rousseff escolheu a capital do Amazonas para lançar o Programa de Fortalecimento da Rede de Prevenção,
Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero
e de Mama. Dilma afirmou que a Região Norte registra grande
número de casos das doenças e que pretende adotar
política de lançamento de programas governamentais
em todas as capitais brasileiras, em vez de centralizar os eventos
em Brasília. O Pará é o estado com maior
concentração de casos de câncer do colo do útero,
seguido do Amazonas.
O programa
lançado ontem contou com a presença
de prefeitas, vereadoras, artistas, desportistas e de Marcela
Temer, mulher do vice-presidente, Michel Temer. Dilma anunciou
que o governo investirá R$ 4,5 bilhões até 2014
em ações de diagnóstico, tratamento e prevenção
da doença. A presidente lembrou que foi vítima
de um tumor no sistema linfático e disse que a regressão
da doença só foi possível graças à rápida
detecção da enfermidade. “Sou uma beneficiária
da prevenção e tive um processo de cura. Quero
que todas as mulheres no Brasil tenham acesso às mesmas
coisas que eu tive.”
A presidente
fez críticas veladas à gestão
anterior da área de saúde e afirmou que, apesar
de a rede pública ter número suficiente de mamógrafos — aparelho
usado para exames de detecção de câncer de
mama —, os equipamentos são subutilizados ou mal
distribuídos entre os estados. “Dos 4 mil mamógrafos,
2 mil estão na rede pública. Temos que entender
por que esses equipamentos não estão dando conta
do serviço.”
Para suprir
as limitações do sistema, Dilma pediu
a governadores e prefeitos para atuar com o governo federal na
criação de centros de referência para atendimento às
mulheres. “Sabemos que o sistema tem falhas e a minha função é detectá-las.
Quero a parceria com os governos dos estados e municípios”,
afirmou.
Descontração
Apesar da
complexidade do tema, o lançamento do programa
transformou-se em um encontro descontraído. A apresentadora
de tevê Hebe Camargo roubou as atenções e
arrancou risadas ao trocar o nome da mulher de Temer, chamando
a vice-primeira-dama de Michele Temer, em vez de Marcela. “Todo
mundo usava o cabelão solto, quando ela apareceu na posse
da nossa presidente, todas as mulheres começaram a usar
a trança.” O lançamento do programa foi a
primeira participação pública de Marcela
Temer após a cerimônia de posse. Ela compareceu
ao evento vestindo camiseta da campanha contra o câncer
de mama e colo do útero.
Hebe também deu um “selinho” no governador
do Amazonas, Omar Aziz (PMN). Dilma riu do constrangimento do
governador. “Você achava que a Hebe não ia
topar, não é Omar? Vocês perceberam como
ele está vermelho?”, brincou a presidente.
O Globo
Dilma
critica gestão da Saúde
Ao
lançar programa contra o câncer, presidente
diz que mais de 50% dos mamógrafos no país têm
problemas
Por Flávio
Freire
De forma
indireta, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticaram ontem a gestão
na área de saúde do governo anterior. Sem citar
os nomes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
do antigo titular da pasta, José Gomes Temporão,
Dilma disse, ao lançar em Manaus um programa de prevenção
e tratamento de câncer de colo de útero e de mama,
que, dos quatro mil mamógrafos que existem no país,
grande parte deles está quebrada ou sendo subutilizada.
Cercada por
celebridades, além de senadores e governadores
de três estados do Norte, a presidente disse ainda que
os aparelhos foram mal distribuídos pelo país.
Aproveitou para anunciar que o programa terá investimento
de R$4,5 bilhões até 2014. Na mesma linha crítica,
Padilha chegou a dizer que os equipamentos que estão nas
redes públicas de saúde têm baixa produtividade.
“Dos quatro mil mamógrafos, dois mil estão
na rede pública. Temos que entender por que esses mamógrafos
não estão dando conta do serviço. Mas acho
que são três os problemas. Primeiro, porque podem
estar concentrados mais numa região do que na outra, e
aqui no Amazonas pode ser um caso. No segundo, estão quebrados.
E, no terceiro caso, estão senso subutilizados”,
disse Dilma Rousseff, para quem falta ao governo federal instalar
serviços especializados em diferentes regiões do
país.
Força-tarefa terá estados
e cidades
Para resolver
o problema, o governo decidiu criar uma força-tarefa
envolvendo Ministério da Saúde, estados e municípios
para coordenar e supervisionar o trabalho de vistoria dos mamógrafos
em todo o país.
O ministro
Alexandre Padilha reclamou que mais de 50% dos mamógrafos
espalhados pelo país não funcionam ou têm
baixa produtividade. Em coletiva à imprensa, ele chegou
a garantir que os equipamentos estarão disponíveis
até para comunidades ribeirinhas, que enfrentam dificuldade
de acesso ao sistema público de saúde.
“Teremos mamógrafos até em barcos”,
assegurou Padilha.
Pouco antes, no palco do Teatro Amazonas, ao lado de Dilma Rousseff,
ele disparou:
“Parte grande dos mamógrafos no país não
está em funcionamento ou está em manutenção.
E, desses em manutenção, 50% têm baixa produtividade.
Se esse problema fosse resolvido, poderíamos atender mais
as mulheres”, disse ele, que aproveitou para anunciar investimentos
em programas para precaver ou atender vítimas dessas doenças.
Maior
incidência de câncer
no Norte
Até 2014, o governo federal pretende investir R$4,5 bilhões,
sendo R$1,15 bilhão já neste primeiro ano do governo
Dilma. Ele também assegurou a criação de
mais 59 centros de confirmações diagnósticas.
A Região Norte do país é a que apresenta
o maior volume de incidência de câncer de colo de útero
do país, estando o Pará no topo do ranking. Amazonas
aparece em segundo. Um dado alarmante foi apresentado pelo ministro:
“O risco de morte por câncer do colo do útero
na Região Norte é duas vezes e meia maior que no
restante do país.”
Estimativa
do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta
que, este ano, o país terá aproximadamente 18,5
mil novos casos de câncer de colo do útero e 49,2
mil de câncer de mama. Em 2008, segundo dados que constam
do Sistema Nacional de Informação sobre Mortalidade,
4.873 mulheres morreram em decorrência do câncer
no colo do útero. Já em relação ao
tumor na mama, o número de mortes naquele período
foi de 11.813.
Valor
Econômico
Como
fazer mais com menos na saúde
Hoje os serviços de internação
correspondem a quase 70% do gasto hospitalar.
Por Claudio
Luiz Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein
e ex-secretário de Saúde de São
Paulo
Shannon Fagan/Image
Source/FolhapressHistoricamente, política
também é feita de máximas, bordões
e frases de impacto. Uma boa ideia ou um disparate, dependendo
do momento ou das circunstâncias em que é dito,
tem um poder de repercussão às vezes maior do que
um fato concreto. Pode gerar discussões acaloradas, consagrar
conceitos e destruir outros, criar expectativas, levantar dúvidas
e até mobilizar.
O governo
da presidente Dilma Rousseff começa com a promessa
de fazer mais com menos. A expressão, de certa maneira,
traduz uma espécie de anseio nacional em relação à administração
pública, seja federal, estadual ou municipal. Há um
consenso no país que a gestão de recursos públicos é ineficiente
ou perdulária. Ressalvadas as exceções que
confirmam a regra, em geral todos têm a sensação
de que pagamos impostos ou taxas demais diante do que o poder
público proporciona de retorno para a sociedade. Ao anunciar
tal máxima, a presidente promete uma gestão mais
voltada à racionalização de processos, maximização
de recursos e eficiência operacional, ao invés de
buscar ganhos adicionais de receita no bolso do contribuinte.
Desta vez, o bordão veio acompanhado de uma medida inteligente:
a criação de um conselho de gestão e competitividade,
inspirado no modus operandi das práticas de governança
corporativa do setor privado.
Porém, entre o anúncio e o surgimento dos primeiros
resultados, há um enorme desafio, em especial na área
da saúde, onde o menos do referido bordão presidencial
torna-se, a cada dia, ainda menos, pois a maior parte da fatia
dos recursos consumidos pela área não pertence
mais às instituições ou aos profissionais
do meio. Milhões e milhões de reais antes destinados
a quem faz o atendimento médico e lida diretamente com
os pacientes agora ficam com terceiros, envolvidos num core business
diferente, onde o interesse com o business bate mais forte do
que com o core. Em alguns casos são poderosos conglomerados
econômicos, para os quais os indicadores de desempenho
não estão de maneira alguma relacionados ao controle
de doenças ou às condições de saúde
da população, e sim ao movimento das bolsas de
valores ou à pulsação do mercado financeiro
internacional. Essa é uma realidade perversa que merece
mais atenção dos governantes, por limitar drasticamente
os recursos efetivamente destinados à saúde pública.
Para fazer
mais com menos, o Brasil terá de lançar
mão de algumas medidas de gestão avançada
para conseguir atender à teoria da curva da flecha lançada
para o alto da presidência da República na área
da saúde, que conta com um orçamento de cerca de
R$ 70 bilhões para 2011. Entre vários objetivos,
há a intenção de se construir 500 unidades
de pronto-atendimento, mesmo com recursos insuficientes - a verdade é que
o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa de uma verba
na casa dos R$ 100 bilhões, no mínimo, para este
ano, acompanhada de medidas de otimização de custos
focadas em processos.
A
infraestrutura hospitalar no Brasil é suficiente,
mas desorganizada e subutilizada
Hoje, para
se ter uma ideia, os custos relativos a serviços
de internação correspondem a quase 70% do gasto
hospitalar. Investimentos em prevenção, home care
e medicina ambulatorial diminuiriam consideravelmente esse ralo,
especialmente se considerarmos o rápido envelhecimento
populacional. Estima-se que cerca de 30% das internações
poderiam ser resolvidas com serviços ambulatoriais. Isso é resultado
das deficiências da atenção primária.
Um estudo
do Banco Mundial demonstra que a infraestrutura hospitalar
no Brasil é suficiente, mas desorganizada e subutilizada.
O Brasil conta com cerca de 8 mil unidades hospitalares - o que
corresponde a mais de meio milhão de leitos. Os leitos
públicos correspondem a 35% do total. A urgência
por melhorias passa pelo desenvolvimento da malha já existente,
com gestão qualificada. O novo conselho deverá ponderar
as juras de campanha que sempre preveem a construção
de mais unidades como única saída para resolver
os complexos problemas da saúde.
Conceitualmente,
o SUS é um bom projeto e realizou diversas
ações lúcidas, como o Programa Saúde
da Família (PSF) e a sistematização do Atendimento
Médico Ambulatorial (AMAs), mas está carente de
um Plano Diretor, ou seja, um programa estratégico que
busque resolver questões cruciais com uma visão
mais ampla e estruturante.
Entre os
diversos pontos de atenção que um planejamento
estratégico para a saúde pública precisa
contemplar, destaca-se a necessidade do desenvolvimento de um
programa de racionalização da rede hospitalar,
envolvendo diretrizes de equilíbrio entre desempenho qualitativo
e destino de recursos.
O esforço governamental deve reconhecer o problema da
supervalorização do hospital clássico como única
forma de oferecer à população atendimento
médico satisfatório. Isso indica que o PSF precisa
ser ampliado e aperfeiçoado. Mostra também que
a tecnologia da informação permite atribuir funcionalidade
a dados coletados, como considerar a distribuição
geográfica e socioeconômica-cultural das necessidades
e oferta dos serviços de saúde e atender a demandas
específicas sem jogar dinheiro fora.
Um Plano
Diretor permite que a série de ações
necessárias à saúde pública não
se torne um acumulado de medidas isoladas, que acabam por resolver
problemas sem hierarquização de prioridades e sem
a construção de alicerces para evitar o desperdício.
São em modelos de viabilização desses princípios
que o setor público se beneficia da alta capacidade de
gestão do setor empresarial. O governo deve buscar o conhecimento
técnico necessário no setor privado, que se baliza
por práticas mais consolidadas e testadas em grandes empresas
do mundo. Para transcendermos o discurso, a parceria público-privada
na saúde, criada em 1990 na Inglaterra (e rapidamente
estendida para Europa, Canadá, Austrália e África) é a
principal maneira de tornar tangível o mais com menos.
Isso porque oferece meios testados e eficazes de garantia de
bom desempenho, acompanhamento de processos e resultados.
Saúde
Business Web
H1N1:
Novos grupos em campanha de vacinação
Ministério da Saúde distribuiu cerca de 33 milhões
de doses da vacina contra a influenza, ao custo de R$ 229 milhões
O Ministério da Saúde anunciou a extensão
da população coberta pela Campanha Nacional de
Vacinação contra a Influenza do Sistema Único
de Saúde. Este ano, além de idosos e populações
indígenas, atendidos desde 1999, serão imunizadas
crianças entre seis meses e dois anos, gestantes e profissionais
da saúde.
A vacina
protege contra os três principais vírus
que circulam no hemisfério sul, entre eles o da influenza
A (H1N1). Para a realização da campanha o Ministério
da Saúde distribuiu cerca de 33 milhões de doses
da vacina contra a influenza, ao custo de R$ 229 milhões.
A esse investimento
somam-se os recursos das transferências
fundo a fundo realizadas para as secretarias de saúde
estaduais e municipais, que podem aplicá-los na aquisição
de seringas, agulhas e outras despesas. A campanha conta ainda
com recursos das próprias secretarias, possibilitando
o funcionamento de aproximadamente 65 mil postos de vacinação.
A ampliação do público da campanha foi
definida pela Coordenação Geral do Programa Nacional
de Imunizações, com base em estudos epidemiológicos
e observação do comportamento das infecções
respiratórias, que têm como principal agente o vírus
da influenza.
As complicações da influenza (pneumonias bacterianas
ou agravamento de doenças crônicas já existentes,
como diabetes e hipertensão) são mais comuns nesses
grupos - idosos e crianças com idade entre seis meses
e dois anos, além das gestantes, que também são
muito vulneráveis. Neste caso, a principal forma de prevenção é a
vacinação. A meta do Ministério da Saúde,
estados e municípios é vacinar 80% da população
alvo, o que representa cerca de 23,8 milhões de pessoas.
Crianças
Os pais devem
levar as crianças duas vezes aos postos
de vacinação, quando será aplicada meia
dose em cada vez. É essencial que a criança retorne
ao posto de saúde 30 dias após receber a primeira
dose da vacina para que seja aplicada, então, a segunda
dose.
A campanha
contra a Influenza vem contribuindo, ao longo dos anos, para
a prevenção da gripe e suas complicações,
além de causar um impacto considerável na redução
das internações hospitalares, óbitos e gastos
com medicamentos para tratamento de infecções secundárias.
Na população com mais de 60, estudos demonstram
que a vacinação pode reduzir em até 45%
o número de hospitalizações por pneumonias.
Entre os residentes em casas de repousos e/ou asilos, a redução
na mortalidade chega a 60%.
Brasil
Econômico
Conselho
Nacional de Justiça cria comitês
COMISSÕES
ESTADUAIS
O Fórum Nacional do Judiciário para Monitoramento
e Resolução das Demandas de Assistência à Saúde
foi instituído, em 3 de agosto de 2010, pelo Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) e tem como intuito a elaboração
de estudos e a proposta de medidas e normas para o aperfeiçoamento
de procedimentos e a prevenção de conflitos judiciais
na área da saúde. Segundo Darlene Mestriner, secretária-adjunta
da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto,
os comitês serão estaduais, com presença
de juízes estadual e federal, promotores e médicos
de várias cidades. Ainda não há previsão
de início das comissões.
Saúde
Business Web
Instrução sobre critério
de dispensa da Dmed
Diário Oficial da União traz instrução
normativa a respeito da dispensação da Declaração
de Serviços Médicos de Saúde
A Receita
Federal publicou no Diário Oficial da União
(DOU), na segunda-feira (21), a instrução normativa
Nº1.136, que altera a instrução normativa
nº 985, a respeito das regras de dispensa da Declaração
de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed).
De acordo
com a publicação, estão isentas
de apresentar o Dmed, as pessoas jurídicas ou equiparadas
e prestadores de serviço de saúde dos seguintes
grupos: inativos , ativos que não tenham prestado o tipo
de serviço caracterizado na instrução ou
os prestadores de serviço que tenham recebido exclusivamente
pagamento de pessoas jurídicas.
O objetivo
da Dmed é impedir a dedução
de despesas falsas com saúde, considerada uma das fraudes
mais comuns nas declarações de imposto de pessoas
físicas, segundo a Receita.
Para ler
na íntegra as informações do DOU
acesse o link
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=28&data=21/03/2011
Agência
Estado
Justiça para quem precisa de saúde
Por Gabriel Wedy
Centenas
de ações se avolumam todos os dias na
Justiça Federal questionando a inaplicabilidade ou uso
não adequado das regras estabelecidas para o tratamento
de pacientes portadores de doenças graves e raras; fornecimento
de medicamentos de forma gratuita; ortotanásia (morte
natural de um paciente terminal em que os médicos deixam
de ministrar remédios que prolongam sua sobrevida); disponibilização
de leitos hospitalares, tanto no setor público quanto
no privado; e cobrança abusiva cometida por operadoras
de planos de saúde e de seguros.
Não é de hoje que o Poder Judiciário se
tornou refúgio dos que buscam remédios ou algum
procedimento não oferecido pelo Sistema Único de
Saúde (SUS). Quando os hospitais e postos de saúde
fecham suas portas, é na Justiça que os pacientes
buscam socorro. Hoje tramitam mais de 112 mil ações
desse tipo em 20 dos 91 tribunais brasileiros.
A premissa
inaugurada na Constituição de 1988
de que a saúde é um direito fundamental do cidadão
e um dever do Estado invadiu o Poder Judiciário e consolidou
a chamada "judicialização da saúde".
Assim, a atuação judicial ganhou espaço
diante da inexistência de políticas públicas
ou da insuficiência em atender minimamente às demandas
sociais.
Esse fenômeno teve início no começo da década
de 1990, quando pacientes soropositivos, à procura de
medicamentos antirretrovirais para combater o avanço do
vírus HIV, recorreram à Justiça. Rapidamente
a iniciativa se popularizou, quando inúmeras liminares
foram concedidas pelo Poder Judiciário e passaram a obrigar
o Estado a fornecer gratuitamente drogas de alto custo que não
constavam da lista do SUS.
Embora novas
leis tenham surgido nos últimos 20 anos
para garantir a efetivação de políticas
públicas de saúde, o volume de ações
judiciais só fez crescer exponencialmente, exigindo decisões
dos juízes que atendam sempre à garantia constitucional
da duração razoável do processo. Esse fenômeno
proliferou a ideia da "judicialização da saúde".
Recente levantamento
do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) revelou que os Tribunais Regionais Federais, que tratam
das questões em grau de recurso, têm recebido um
número cada vez maior de demandas sobre saúde.
Dados preliminares do CNJ revelam a existência de mais
de 20 mil ações tramitando apenas na segunda instância
da Justiça Federal. Segundo o ex-ministro da Saúde
José Gomes Temporão - em discurso proferido no
1.º Fórum Nacional de Saúde, realizado em
novembro do ano passado -, entre 2003 e 2009, houve 5.323 ações
judiciais ajuizadas contra a União, em todo o País,
somente para questionar a aquisição de remédios
e procedimentos médico-hospitalares sonegados administrativamente.
É imprescindível, portanto, que o Poder Executivo
faça a sua parte para evitar essa avalanche de ações
no Poder Judiciário e, de outra banda, cumpra, de forma
expedita e precisa, decisões judiciais que salvam a vida
de milhares de cidadãos brasileiros todos os anos. Decisões
judiciais, diga-se, respaldadas na Constituição
Federal e na legislação infraconstitucional de
regência.
Não se podem aceitar, passivamente, números como
os divulgados pelo relatório da Organização
Mundial da Saúde (OMS) de dezembro de 2010, em que se
afirma que 100 milhões de pessoas no mundo, todos os anos,
vão à falência (isso mesmo!) porque precisam
financiar tratamentos privados de saúde e cerca de 1 bilhão
não tem condições de arcar com gastos relativos à saúde.
No Brasil,
há 21 anos o SUS oferece assistência
gratuita à população (Lei n.º 8.080/90),
mas o descaso com a aplicabilidade da lei pelo Executivo, apesar
dos esforços do Estado-juiz com suas decisões, é uma
constante. Um juiz, naturalmente, num processo desse estilo,
procura sempre tutelar algo cuja perda é irreparável:
o direito fundamental à vida do ser humano, previsto expressamente
no artigo 5.º da Constituição Federal. Em
casos de internação em Unidades de Tratamento Intensivo
(UTIs), a diferença entre viver e morrer se mede em minutos.
E aí a Justiça não pode ser lenta e as decisões
dos juízes precisam ser cumpridas pelo Poder Executivo
e pelo SUS imediatamente, sem burocracia.
Em agosto
do ano passado o CNJ, em exemplar decisão,
arquivou reclamação disciplinar apresentada pela
Advocacia-Geral da União (AGU) contra uma juíza
federal de Porto Alegre que, em março de 2009, determinou
a prisão do procurador regional da União no Rio
Grande do Sul por crime de desobediência. A ordem foi dada
em razão do descumprimento da decisão em que a
magistrada determinou a entrega, em 48 horas, do suplemento alimentar
MSUD-2 a um bebê que corria risco de vida. A decisão
só foi cumprida 48 dias depois da concessão da
tutela antecipada, mais precisamente duas horas após a
prisão da autoridade federal, que foi solta após
concessão de liminar em habeas corpus. Obviamente, a juíza,
em momento algum, como ficou evidenciado no julgamento do CNJ,
teve a intenção de cometer qualquer afronta institucional
ao advogado da União. Apenas, num juízo de ponderação
de valores constitucionais, optou pela tutela do direito à vida
do bebê no legítimo exercício do poder jurisdicional.
Como bem disse o ex-corregedor nacional de Justiça ministro
Gilson Dipp, em seu voto no plenário do CNJ, "a magistrada
se viu na última fronteira entre as instituições
públicas e o direito à vida".
É hora, portanto, de o governo, aproveitando o ensejo
do anunciado Terceiro Pacto Republicano, propor medidas concretas
e normativas voltadas a otimizar rotinas processuais e, em especial,
administrativas, a fim de que se possa oferecer uma solução
mais rápida aos cidadãos que pleiteiam seu direito à saúde.
Pelo visto, lamentavelmente, o Poder Judiciário parece
ser ainda o único remédio eficaz e ao alcance da
sociedade para enfrentar certas disfunções ou insuficiências
do Estado brasileiro.
Valor Online
Remédios
gratuitos: Colesterol e artrite
Por Luciano
Máximo
"Depois de uma avaliação consensual do governo
e de empresários de que o primeiro mês de distribuição
gratuita de remédios para diabetes e hipertensão
foi um sucesso absoluto, o Valor apurou que medicamentos para
combater colesterol alto, problemas de tireoide, artrites e doenças
infecciosas são candidatos para figurar na próxima
lista de gratuidade do programa federal Aqui tem Farmácia
Popular.
Essas drogas
estão entre as mais vendidas do país
e as maiores geradoras de receitas à indústria
farmacêutica, fator decisivo para garantir um acordo rápido
entre governo e setor privado para ampliar a distribuição
gratuita. "Em 15, 20 dias dá para resolver. Para
hipertensão e diabetes, fechamos em exatos 32 dias. É o
que chamamos de velocidade Dilma", relata um empresário
da área de saúde.
Governo,
indústria e varejo já fazem as contas
para dar continuidade à primeira grande ação
na área de saúde da presidente Dilma Rousseff.
A maior preocupação é saber de onde o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, vai tirar o dinheiro para
bancar a expansão. Este será um dos assuntos do
comitê de acompanhamento técnico do Farmácia
Popular, que se reúne hoje em Brasília.
"O que a gente espera, e é desejável, é que
haja uma expansão do programa. Com ampliação
do acesso, teremos que rever o próprio orçamento
do programa para permitir isso. As análises serão
subsidiadas pelo comitê, com decisão do Ministério
da Saúde em negociação com a Presidência
e o Ministério do Planejamento", conta Carlos Gadelha,
secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos
do Ministério da Saúde.
Apesar de
considerar certa a expansão da gratuidade do
Farmácia Popular, o governo é cauteloso. Prefere
não divulgar quais serão os próximos remédios
distribuídos sem custos aos consumidores e quando a medida
será colocada em prática. O ministro Padilha e
seu secretário negaram qualquer definição. "Vamos
esperar maio para ter uma série de três meses fechada
e fazer um balanço técnico e político completo
do programa, para ver o ajuste orçamentário que
eventualmente será necessário ou analisar novas
propostas de gratuidade", pondera Gadelha.
O Valor apurou,
no entanto, que as drogas mais cotadas para entrar no pacote
gratuito
do Farmácia Popular seriam aquelas
para combater doenças relacionadas a colesterol alto,
artropatia (artrite e artrose), problemas de tireoide e até antibióticos
contra doenças infecciosas (antibióticos). "É natural
que o próximo passo deverá ser o tratamento de
patologias de natureza lipídicas, um esforço de
baixar o colesterol de milhões de brasileiros", opina
Eduardo Perillo, da consultoria Perillo Solutions e professor
de economia da saúde da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP).
Segundo ele,
a estratégia iria de encontro à proposta
do programa, de atacar as doenças responsáveis
pelo maior número de mortes e de internações
no Sistema Único de Saúde (SUS). Estudo da Sociedade
Brasileira de Cardiologia estima que 20% da população
adulta no Brasil tem colesterol alto. Os problemas de artrite
e artrose afetam mais de 15 milhões de pessoas.
Além disso, continua Perillo, os medicamentos com potencial
para entrar no pacote gratuito do Farmácia Popular "têm
um enorme mercado", representando parcela relevante das
vendas do setor. Isso facilitaria um acordo entre governo, indústria
e varejo. "Nenhum dos remédios para diabetes e hipertensão é de
alto custo e são muito consumidos. Se o próximo
for um medicamento para colesterol alto, estamos falando de um
tipo muito vendido, que não é muito caro e tem
uma escala de mercado enorme", complementa Perillo.
Dados sobre
o faturamento da indústria farmacêutica
brasileira mostram que diferentes remédios para colesterol
elevado, artrite, problemas de tireoide e antibióticos
são campeões de venda. Figuram entre os 50 mais
vendidos em termos unitários e de faturamento. Também
estão nessa lista, drogas para hipertensão e diabetes,
que começaram a ser oferecidas gratuitamente no Farmácia
Popular.
Para Antonio
Britto, presidente-executivo da Associação
da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma),
a expansão do programa pode ser ilimitada. "O governo
precisa primeiro definir o tamanho do seu bolso. Em 30 dias,
o aumento da demanda por esses medicamentos e por todos os outros
disponíveis na rede conveniada só demonstrou que
vai haver pressão social e política para uma expansão.
E o custo dessa equação é ilimitado, dependendo
da quantidade de novos medicamentos gratuitos inclusos em uma
nova lista", diz. "O custo vai aumentar porque o acesso
da população vai aumentar. Não sei como
o governo vai fazer, se [o recurso] vai vir de uma reprogramação
[orçamentária] do ministério ou de uma nova
fonte."
O orçamento do Farmácia Popular, que oferece mais
de 20 tipos de drogas com 90% de subsídio por parte do
governo federal, foi fechado em R$ 470 milhões para 2011.
A fatia que cabe aos 12 medicamentos gratuitos contra diabetes
e hipertensão consome cerca de 60% do total. Num acordo
com o governo, a indústria aceitou reduzir a margem de
faturamento em 10% para que os dois medicamentos fossem ofertados
sem custos extra ao poder público.
"A consequência disso é que a demanda está bombando.
Indústria e governo estão num jogo de ganha-ganha.
No primeiro mês foram 700 mil novos consumidores de remédios
para diabetes e hipertensão", afirma Britto.
Carlos Gadelha,
do Ministério da Saúde, reconhece
que a discussão é prioritária para a Presidência
da República e está sendo acompanhada de perto
pela equipe econômica do governo. Ele explica que o comitê técnico
está avaliando as tendências de mercado e vai discutir
a redução de margens de faturamento da indústria
e preparar estudos sobre uma reprogramação orçamentária
do ministério para atender às necessidades de "uma
eventual" expansão da lista de medicamentos gratuitos.
O grupo, formado por governo, indústria farmacêutica
e varejo, também avalia a operacionalidade do Farmácia
Popular e monitora a ocorrência de problemas.
Saúde
Business Web
O
desafio da Saúde
por Gilberto Natalini *
Em artigo,
executivo aborda a importância do Sistema Único
de Saúde e a ampliação do acesso
O acesso
a serviços de saúde gratuitos para todo
e qualquer cidadão brasileiro é um direito fundamental
dos brasileiros e um dever do Estado garantido pela Constituição
de 1988. Foi pensando nisso que a assembléia constituinte
definiu, no mesmo documento, os parâmetros para a criação
de um dos maiores e mais ambiciosos planos de saúde pública
do mundo: o Sistema Único de Saúde, mais conhecido
como SUS.
O SUS foi
criado para substituir a assistência médica
fornecida pelo Instituto Nacional de Assistência Médica
da Previdência Social (INAMPS), restrita aos contribuintes
da previdência social. Quem não contribuísse
dependia de serviços filantrópicos para obter atendimento
gratuito. A situação mudou em 1990, quando a Lei
Orgânica da Saúde tirou do papel as diretrizes da
constituição e fundou o SUS.
O SUS define-se
em alguns princípios, divididos em ideológicos
e organizacionais. Os ideológicos são universalidade,
integralidade e equidade. Ou seja, todo e qualquer cidadão
brasileiro merece atendimento completo, desde preventivo até curativo,
sem nenhum tipo de distinção.
Já os princípios organizacionais definem como
o SUS deve funcionar. O SUS existe em três níveis:
nacional, estadual e municipal. Cada um possui comando próprio
e atribuições distintas. Essa é a descentralização,
processo pelo qual o SUS passa desde a década de 90. Há também
a hierarquização e regionalização
do atendimento, oferecendo diretamente os serviços de
saúde de baixa complexidade e utilizando os mais complexos
apenas quando necessário.
Desde sua
concepção o SUS enfrenta algumas dificuldades,
devido principalmente ao seu financiamento e às dimensões
do nosso país. Para tentar solucionar o problema da verba,
foi criada em 1997 a CPMF, destinada inicialmente a financiar
o Fundo Nacional de Saúde. Contudo, a arrecadação
começou a ser utilizada em outros programas sociais e
a iniciativa não teve tanto sucesso quanto o esperado.
Já a Emenda Constitucional nº 29, conhecida como
PEC da Saúde, propõe uma solução
viável para os problemas de financiamento. Atualmente,
os estados são obrigados a investir uma determinada parte
de sua arrecadação em educação. Com
a PEC 29, a saúde também tem um investimento mínimo
definido pela constituição. O projeto surgiu há anos,
foi aprovado em 2008 e aguarda regulamentação.
Em todos esses anos fiz questão de apoiar essa importante
conquista para a saúde brasileira.
Lutar pelo
SUS é lutar pela saúde do brasileiro.
São mais de 20 anos de existência do sistema, com
muitas conquistas, desafios e, acima de tudo, esperança.
Vamos continuar na batalha pelo acesso universal a um serviço
de saúde eficiente e de altíssima qualidade.
* Gilberto
Natalini é ex-presidente do Conselho Nacional
de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e
vereador em São Paulo
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.