23-05-11

 

Leia nesta edição:

- Governo apela para ONU para lutar contra desastres naturais

- Cobrar extra em consulta é ilegal, diz CFM

- Campanha de vacinação é prorrogada por mais uma semana em São Paulo

- AL, DF, GO, PR e SC atingem meta de vacinação contra a gripe

- Agora, o apagão é na saúde privada

- Guia do convênio

Segunda-feira, 23.05.11

Folha de São Paulo

Governo apela para ONU para lutar contra desastres naturais

Escritório de órgão para prevenção deve ser instalado no Rio

Por Flávia Foreque

O governo brasileiro pediu ajuda à ONU (Organização das Nações Unidas) na tentativa de reduzir tragédias provocadas por enchentes e trazer ao país experiências bem-sucedidas no exterior.

Um escritório da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (ISDR, na sigla em inglês), braço da organização que trata da prevenção aos desastres naturais, deve ser instalado no Rio de Janeiro em agosto.

Uma das razões da escolha da cidade foi a visibilidade do município em eventos como o Rio+20, no ano que vem, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

"Se acontecer um evento de proporções desastrosas seis meses antes, acabou o evento. A imagem da cidade e a vinda dos turistas ficam comprometidas", disse o ministro Milton Rondó, que lidera as negociações no Itamaraty para a vinda da ISDR.

O órgão da ONU tem entre suas atribuições "mobilizar compromissos políticos e financeiros" para a redução do risco de desastres.

Na semana passada, Rondó participou de reunião com a diretora mundial da ISDR, Margareta Wahlstrom, que deve vir ao Brasil para inaugurar o escritório.

O governo apresentou o pleito há alguns anos, mas vem intensificando o lobby para a vinda do órgão. No ano passado, o Brasil fez sua primeira doação, de US$ 600 mil, e pretende repeti-la.

Para Airton Bodstein, a presença da ISDR é uma forma de pressionar as autoridades a fazer um trabalho melhor na prevenção de desastres. "As ações estão muito dispersas: a gestão de águas está no Meio Ambiente, a Defesa Civil no Ministério da Integração, os satélites na Ciência e Tecnologia", diz o especialista em defesa e segurança civil da Universidade Federal Fluminense.

Com sede em Genebra, a ISDR tem sete escritórios regionais-no continente americano, está no Panamá. O escritório do Rio cuidará das demandas nacionais.

"Ter essas pessoas próximas vai fazer diferença, e a curto prazo", afirma Rafael Schadeck, diretor do departamento de minimização de desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil.

O Estado de São Paulo

Cobrar extra em consulta é ilegal, diz CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou, por meio de nota, que os médicos não estão autorizados a cobrar taxas extras nas consultas dos pacientes que pagam planos de saúde.

Segundo o CFM, houve um entendimento equivocado da liminar obtida pelo conselho, anulando a decisão da Secretaria de Direito Econômico (SDE) que, entre outras coisas, proibia as entidades médicas de organizar paralisações para reivindicar reajuste nos honorários pagos pelos planos de saúde.

Naquela ocasião, a SDE proibiu que médicos cobrassem valores "por fora". A decisão foi tomada porque em abril o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal havia publicado uma resolução em que autorizava os médicos a cobrarem uma taxa extra de R$ 60 nas consultas.

A iniciativa do Distrito Federal, entretanto, contraria o Código de Ética Médica. O CFM autuou o conselho regional e a medida foi revogada.

O CFM esclarece que em nenhum momento pediu a liberação da cobrança de valores extras. A categoria reivindicava o direito de paralisar as atividades para negociação, o direito de descredenciamento e a possibilidade do uso de uma tabela com valores que serviriam de parâmetro para as negociações com as operadoras de planos de saúde.

O Estado de São Paulo

Campanha de vacinação é prorrogada por mais uma semana em São Paulo

Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul também estenderam a campanha

Por Marcela Gonsalves, da Central de Notícias com Agência Brasil

São Paulo, 20 - A Secretaria Municipal da Saúde decidiu prorrogar novamente a Campanha de Vacinação contra a Gripe em São Paulo. Ela deveria terminar nesta sexta-feira, 20, mas o prazo foi estendido até o dia 27 de maio.

A meta é imunizar pelo menos 80% do público-alvo

De acordo com dados da secretaria, entre os dias 25 de abril e 18 de maio foram distribuídas mais de 1,3 milhão de doses da vacina.

A campanha tem como objetivo reduzir os casos de complicações e mortes causadas pela doença em pessoas de 60 anos ou mais, profissionais da saúde, gestantes, população indígena e crianças de 6 a 23 meses.

Todas as unidades de saúde aplicarão vacina de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, e a relação dos postos pode ser consultada no site www.prefeitura.sp.gov.br/covisa ou pelo telefone 156. O Instituto Pasteur (Avenida Paulista, 393) e os terminais rodoviários do Tietê e da Barra Funda funcionarão das 8 às 20 horas, inclusive aos sábados e domingos.

As secretarias de Saúde do Rio de Janeiro, da Bahia e do Rio Grande do Sul encerrariam a vacinação também hoje, mas informaram que farão nova prorrogação da campanha até a próxima sexta-feira (27).

Agência Brasil

AL, DF, GO, PR e SC atingem meta de vacinação contra a gripe

Ministério da Saúde orientou estados que não atingiram a meta a continuarem com a campanha

Brasília - Pelo menos cinco unidades federativas alcançaram a meta de vacinação contra a gripe sazonal. Alagoas, Goiás, Santa Catarina, o Paraná e o Distrito Federal imunizaram pelo menos 80% do público-alvo. O balanço foi feito com base no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, que recebe dados repassados pelos estados.

As doses devem ser aplicadas em idosos com mais de 60 anos, indígenas, profissionais de saúde, crianças maiores de 6 meses e menores de 2 anos e gestantes.

A campanha nacional de vacinação, coordenada pelo Ministério da Saúde, acabou na última sexta-feira (13), mas a orientação da pasta é que todas as secretarias de Saúde com estoque da vacina e que não atingiram a meta mantenham os postos funcionando.

Entre as unidades da Federação que atingiram a meta definida pelo governo, apenas o Distrito Federal vai continuar fornecendo as doses até a próxima sexta-feira (27). Em Alagoas, Goiás, no Paraná e em Santa Catarina, a campanha termina hoje (20).

Correio Braziliense

Agora, o apagão é na saúde privada

Beneficiada com a elevação da renda, a nova classe média lota clínicas, consultórios e laboratórios particulares em busca de tratamento médico. Mas as empresas não conseguem administrar o aumento da procura, e a espera é enorme

Por Fábio Monteiro / Colaborou Larissa Garcia

Foi-se o tempo em que atendimento na rede particular de saúde era sinônimo de agilidade, tranquilidade e conforto. As enormes filas de espera dos pacientes, que só conseguem marcar consultas, exames e procedimentos meses à frente, mostram que as empresas do setor vêm tratando mal seus clientes. Consultórios e emergências dos centros hospitalares, clínicas e laboratórios privados não dão conta de administrar o volume de pessoas que os procuram em busca de tratamento. Quanto mais sofisticado o diagnóstico, maior a demora. Ela pode chegar a meses, tempo que as entidades de defesa dos consumidores considera acima do razoável em serviços pagos e que necessitam de retorno breve.

O principal motivo para o crescimento da procura é a ascensão à classe média de 20 milhões de trabalhadores, cuja renda foi catapultada na última década como em nenhum outro período. Eles aderem a planos de saúde e têm, pela primeira vez, a chance de optar pela medicina privada, decepcionados com o serviço público. “Pessoas que nunca tiveram acesso a saúde de qualidade estão buscando prevenção. Por isso, a procura por exames e consultas tem sido alta”, justificou Yara Costa, supervisora regional da Dasa, empresa responsável pelos laboratórios Pasteur e Exame no Distrito Federal.

Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) corroboram esse ponto de vista. Em 2000, 30,7 milhões de pessoas tinham contratos vigentes com operadoras de planos de saúde. No fim de 2006, eram 36,7 milhões de coberturas, crescimento de 19,5%. Após esse período, as adesões turbinaram as estatísticas, com cerca de dois milhões de novos contratos a cada ano. Em 2009, o número de usuários já era de 41,9 milhões e chegou a expressivos 45,5 milhões no ano passado, de acordo com o último levantamento do governo. Em uma década, a expansão foi de 48,2%. Se mantida essa proporção, o Brasil deve encerrar 2011 com 50 milhões de beneficiários, o que representa mais de um quarto da população.

Hora extra

Para tentar normalizar a situação, as empresas do setor correm para contratar profissionais e abrir novas unidades. Yara conta que, apenas no primeiro trimestre de 2011, a empresa abriu quatro novos estabelecimentos. “Os pedidos para a realização de exames de imagem, como ressonâncias magnéticas, são enormes. Em algumas unidades, atendemos até 150 pacientes por dia com esse tipo de demanda. Nos dias mais movimentados, médicos e técnicos precisam fazer hora extra para conseguir dar conta do recado”, disse.

Para o presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Henrique Salvador, a grande procura por atendimentos particulares reflete o crescimento do número de trabalhadores assalariados, que recebem das empresas planos de saúde coletivos. “Cerca de 80% das consultas feitas nos ambulatórios particulares são feitas por convênios concedidos por empresas. No ano passado, houve crescimento de 9% no volume de atendimento por planos de saúde”, afirmou.

São raros os casos de pessoas que conseguem atendimento rápido, mesmo pagando o convênio em dia. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) revelou, após pesquisa, que 88% dos usuários de planos de saúde já enfrentaram dificuldades na marcação de consultas, exames e outros procedimentos. “Esse transtorno causa muita dor de cabeça. Não por acaso, o setor é sempre lembrado nos rankings de reclamações dos consumidores”, explicou a advogada do Idec Juliana Ferreira. Ela acredita na existência de dois fatores que motivam a insatisfação na saúde particular: o aumento no número de pacientes e a falta de estrutura das empresas do setor. “As operadoras não se prepararam para atender uma maior quantidade de beneficiários. O problema é crônico.”

Por causa da demora, a procura por atendimento nas emergências cresce significativamente, causando lotação nos prontos-socorros. “Muitas vezes, o mesmo médico que demora meses para atender uma consulta marcada está de plantão em um hospital. Sabendo disso, o paciente corre para lá para conseguir sua consulta. Isso precisa ser revisto”, avaliou Juliana. O Idec recomenda que, caso o usuário se sinta prejudicado, deve procurar os órgãos de defesa do consumidor ou acionar a Justiça.

Os casos mais alarmantes ocorrem em determinadas especialidades. Levantamento da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) mostra que o tempo médio de espera para conseguir uma consulta com psiquiatras, neurologistas e dermatologistas superou 20 dias. “Várias pessoas procuram atendimento preventivo, mas outras precisam de atenção imediata. A saúde não pode esperar”, disse a supervisora da Proteste, Polyanna Silva.

Para tentar amenizar os efeitos das longas filas, a ANS abriu consulta pública, no ano passado, para saber qual seria a espera máxima que um paciente poderia suportar. Para atendimento de consultas básicas (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, ortopedia e traumatologia), o governo quer que ela seja de, no máximo, sete dias. Outras áreas teriam limite entre sete e 14 dias. Exames de laboratório, como de sangue e de urina, precisariam ser agendados em três dias. A proposta também prevê que os diagnósticos por imagens sejam marcados em até 10 dias.

Desistência

Enquanto as novas regras não vêm, os usuários perdem a paciência nos hospitais e clínicas do país. “Cheguei a ficar seis horas no consultório esperando para ser atendida. Desisti e fui embora. Vou tentar remarcar”, relatou a designer gráfica Simone Silva, 42 anos. Segundo ela, uma ampliação da rede particular de saúde é fundamental. “Hoje, quase todas as pessoas têm convênio e não há estrutura para tanta gente buscando atendimento.”

O desgosto é compartilhado pelo comerciante Edmar Ferreira, 64 anos. No começo do ano, enquanto tentava marcar um exame pedido por um proctologista, Ferreira precisou aguardar por mais de 30 dias. “Os hospitais sempre alegam a mesma coisa: muitas pessoas e pouca gente atendendo”, reclamou. A professora Rosimeire Franco, 44, viveu situação semelhante: “Em fevereiro, tentei marcar uma ressonância magnética, que era urgente, e tive de esperar 20 dias. É um absurdo”.

Fila demorada

(Em dias)

As longas esperas para marcação de consultas e exames aborrecem os clientes

Consultas - Tempo médio

Psiquiatria 28

Dermatologia 26

Reumatologia 25

Endocrinologia 24

Neurologia 22

Ginecologia 20

Exames e procedimentos - Tempo médio

Otorrinolaringologia 27

Gastroenterologia 19

Angiologia 19

Ortopedia 14

Neurologia 11

Fonte: Proteste e clínicas

Folha de São Paulo

Guia do convênio

Por Cláudia Collucci / Talita Bedinelli

De São Paulo

Escolher um plano de saúde, trocá-lo por outro ou até entender aquele que você já tem não é uma tarefa fácil. É preciso atenção às regras do setor e às mudanças anunciadas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Problemas com contratos de saúde (cobertura, abrangência, reembolso) e negativas de cobertura são as queixas mais comuns que chegam aos serviços de serviços de defesa do consumidor.

Quase um quarto da população brasileira (43 milhões) tem plano de saúde, a maioria (mais de 70%) vinculada a contratos empresariais.

A Folha levantou as principais dúvidas na hora de adquirir um plano ou de recorrer de abusos praticados pelas operadoras, como reajuste excessivo de preços ou atendimento inadequado. Saiba quais são seus direitos e deveres.

Como escolher um plano de saúde?

1 - Preste atenção às suas necessidades

Existem homens, por exemplo, que pagam por atendimento em obstetrícia sem saber. Nesse caso, o cliente pode cancelar o aditivo e pedir a devolução proporcional às parcelas quitadas

2 - Conheça a rede de médicos, laboratórios e hospitais credenciados

Avalie a lista de profissionais e de instituições que atendem pelo plano de saúde que você pretende contratar e peça referências sobre eles

3- Avalie a estrutura do hospital

Pelo menos um dos hospitais do plano deve ter uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e oferecer tratamentos como quimioterapia e radioterapia. Verifique se o plano prevê internação em quarto particular ou se é enfermaria

4 - Questione o alcance dos serviços

Até os convênios regionais têm de prever atendimento em outras localidades e não só na cidade onde você mora. A empresa deve contar com a hipótese de urgência para os usuários em trânsito. Se você e sua família viajam sempre ao exterior, veja se há cobertura internacional

5 - Consulte condições de reembolso de consultas

Se preferir esse tipo de serviço, analise o prazo e as condições para a devolução do dinheiro. Busque um plano com valores compatíveis aos de mercado, em especial se já contar com médicos de sua confiança que não atendam por convênio

6 - Informe-se sobre as regras do plano

Há operadoras que exigem a presença do cliente em sua sede em horários limitados para emitir guias de exames e consultas. Isso fere o Código de Defesa do Consumidor. Elas devem dar opções como e-mail ou fax

7 - Veja se a operadora tem cadastro na ANS

Todas as seguradoras devem ter cadastro na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Antes de fechar contrato, entre no site www.ans.gov.br e confira se a operadora está bem avaliada pela agência

8 - Confirme a qualidade do serviço

Veja no Procon (www.procon.sp.gov.br), na ANS (www.ans.gov.br) ou no Tribunal de Justiça estadual o número de reclamações e processos da seguradora, para ter ideia de sua relação com os clientes

9 - Preste atenção às regras de pagamento

O contrato pode ser cancelado se houver atraso de mais de 60 dias, consecutivos ou não. Na maioria dos casos, a empresa não avisa o cliente, que precisa ter um advogado. Em geral, as decisões judiciais favorecem o consumidor

10 - Guarde as promessas

Lembre-se das promessas da empresa. A publicidade é um compromisso do fornecedor com o cliente. Guarde as informações e, em caso de não cumprimento de um serviço divulgado, a Justiça garante os direitos do comprador

11 - Diga se você tem problema de saúde

A declaração de saúde faz parte da adesão ao plano. A empresa pode indicar um médico, sem custo, mas você pode pagar pelo que preferir. A empresa pode solicitar que você faça uma perícia médica. O custo é pago pela empresa

12 - Atenção às doenças preexistentes

Se você declarar uma doença na hora da adesão ao plano, a empresa pode dar duas opções: suspender por até dois anos alguns atendimentos relacionados à doença ou fazer um acréscimo na mensalidade para você ter direito a tudo

13 - Desconfie de planos baratos

O corretor pode vender um plano para sua família como se fosse para uma empresa. Na hora do reajuste, a ANS não pode intervir, porque ela só define limite para planos individuais e familiares. Ou seja, o barato pode sair caro

Veja o ranking das operadoras

Apenas 2,3% das empresas do país chegaram ao topo do índice de desempenho da ANS

De São Paulo

Todos os anos, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) avalia o desempenho das operadoras de planos de saúde que atuam no país, por meio do chamado Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS).

Esse índice funciona como uma nota, que vai de O a 1. Quanto mais próximo ao 1, maior qualidade tem o plano.

Para comporá nota, a ANS leva em conta31 indicadores divididos em quatro sessões: atenção à saúde, capacidade econômico-financeira, estrutura e operação e satisfação do usuário.

Na última avaliação, divulgada ano passado, só 23 (2,3%) das 989 operadoras que atuam na área médico hospitalar tiveram notas mais altas. As "top" representam 16% dos 43 milhões de usuários de planos de saúde.

A atenção à saúde e, principalmente, as garantias financeiras das empresas foram os quesitos que puxaram para baixo o IDSS das operadoras de saúde.

Segundo a ANS, o índice foi criado para ajudar os usuários de planos de saúde a fazer a melhor escolha. Já o Idec(Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) considera que o índice não avalia, de fato, a qualidade dos serviços.

A Folha levantou as notas das 50 maiores operadoras do país (acima de 150 mil usuários). (CC e TB)

Já tenho um plano de saúde. o que eu preciso saber?

COBERTURA

1- Meu plano é obrigado a cobrir todos os atendimentos de que eu precisar?

Não. O plano só cobre o que está no contrato. Para planos contratados após janeiro de 1999, o mínimo oferecido é estabelecido pela ANS. Veja a lista em tinyurl.com/3s8jvh

2 - O que faço se o plano negar um tratamento?

Solicite à operadora as razões da negativa. Procure a ANS (0800-701-9656) caso seu médico não concorde com essas razões ou se a operadora não negar, mas se omitir ou responder repetidamente que o pedido está em análise

3 - O que fazer quando o hospital manda uma conta com o valor de um material usado que o convênio não quer cobrir?

Material usado em um procedimento aprovado não pode ser cobrado do usuário, pois está coberto pelo plano de saúde. Caso o hospital apresente a conta, entre em contato com o convênio, peça a justificativa oficial da recusa e registre uma reclamação. Caso o plano não resolva, faça uma denúncia à ANS e ao Procon. Também é possível entrar com uma ação judicial

REAJUSTE

4 - Como é o reajuste das mensalidades?

Planos individuais ou familiares podem ter reajuste anual e por faixa etária. O primeiro aumento por idade é aos 19 anos; depois, de 5 em 5 anos, e o último, aos 59

5 - Depois dos 60 anos, não há mais aumento?

A partir dos 60, o reajuste deixa de ser por idade, mas o plano pode ter aumentos anuais. Planos anteriores ao Estatuto do Idoso (2004) podem reajustar por idade, mas são contestados na Justiça

REDE CREDENCIADA

6 - A operadora pode excluir médicos, hospitais e laboratórios do meu plano?

Sim, mas tem a obrigação de informar ao consumidor, além de garantir um número adequado de prestadores de serviços médicos para cobrir todos os procedimentos. Em caso de mudanças que reduzam o número de hospitais, a alteração precisa ser autorizada pela ANS antes da comunicação aos beneficiários

CONTRATO

7 - A empresa pode cancelar o contrato que assinamos?

Só em caso de fraude (como deixar de declarar uma doença ou "emprestar" a carteirinha) ou de não pagamento da mensalidade por dois meses, consecutivos ou não

8 - Posso sair do plano a qualquer momento?

Pode, mas não se esqueça de que, para comprar outro, é preciso cumprir carência. A carência deixa de ser necessária para quem está no plano há pelo menos dois anos e muda para outro pela primeira vez

9 - O que é essa tal de portabilidade?

É a possibilidade de mudar de plano ou operadora sem carência. Isso é possível se o plano (individual ou familiar) foi contratado a partir de 1999 ou adaptado à lei nº. 9.656/98

10 - Tinha plano coletivo empresarial e fui demitido. Posso trocar de plano sem carência?

Se a empresa deixou de oferecer o plano, e a operadora tem plano individual, você pode ingressar nele sem carência até 30 dias após o fim do contrato anterior

PLANOS ANTIGOS

11 - Se meu plano é antigo, o que ele é obrigado a cobrir?

Convênios contratados antes de janeiro de 1999, quando a ANS foi instituída, não são regulados pela agência e não têm que cumprir o rol de procedimentos obrigatórios. Mas muitas pessoas têm entrado na Justiça para garantir a cobertura de órteses e próteses, excluída da maioria desses contratos

12 - É sempre melhor trocar o plano antigo por um novo?

Não. O plano antigo é uma boa opção para quem paga um valor baixo e tem ampla cobertura. Quem quer mudar pode migrar para um plano novo ou fazer uma adaptação do plano antigo. A migração é boa para quem paga um valor alto por um plano com pouca cobertura. Isso porque, ao migrar, o cliente passa a pagar o valor do plano novo, ganha as coberturas previstas pela ANS, mas perde coberturas do contrato antigo não previstas pela agência. Leia mais no site do Idec: www.idec.org.br/contratos


AGENDA


- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- Negociação dos Serviços de Saúde

Unidas / AssPreviSite

16 e 17 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais de negociação no mercado de saúde para atuarem com consciência de seu papel e sua importância enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções básicas da negociação em geral e seus conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo de negociação em seus aspectos subjetivos e formais; Apresentar o mercado de saúde, suas características, seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens e dificuldades na negociação multilateral;

Identificar vantagens e dificuldades na negociação com paralisação dos serviços; Esclarecer a participação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público, PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços de saúde.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- Sistemas de Informação para Gestão da Saúde

Unidas / AssPreviSite

02 e 03 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Conhecer os fundamentos dos Sistemas de Informação em Saúde e entender a sua aplicação à gestão de Sistemas de Saúde. Conhecer o processo de construção do Prontuário Eletrônico do Paciente e analisar seu uso na Assistência e na Gestão.

Conhecer os padrões para representar e transmitir a informação em saúde. Impactos da implantação do TISS – Troca de Informação em Saúde Suplementar. Conhecer a Comissão de Estudo Especial Temporária Informática em Saúde da ABNT e o HL7 Brasil. Conhecer o projeto de informatização da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e a integração com laboratórios clínicos. Conhecer a legislação sobre privacidade e confidencialidade da informação em saúde. Conhecer a questão dos usos da informação para a gestão e qualidade em saúde; discutir o cenário nacional de avaliação em saúde suplementar e comparar com o cenário internacional. Conhecer as tendências de disseminação da informação em saúde. Apresentar os conceitos de software livre e sua importância para área da saúde.

Instrutor

DRA. BEATRIZ DE FARIA LEÃO

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos de Saúde, Executivos da área de Informática, Profissionais de Informática em Saúde e responsáveis pelo desenvolvimento de Sistemas de Informação em Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- II Jornada Hospitalar Home Care de Gestão em Saúde

AssPreviSite

No dia 26 de maio, acontece em Porto Alegre (RS) a II Jornada Hospitalar Home Care de Gestão em Saúde, com o foco no atendimento domiciliar de pacientes com doenças neurodegenerativas e de pacientes pediátricos.

Uma das doenças neurodegenerativas em debate será a esclerose lateral amiotrófica, mais conhecido por sua sigla ELA, a mesma patologia do famoso físico Stephen Hawking. A ELA, pouco conhecida mundialmente, é também misteriosa para a própria classe médica e ainda tem sua causa ignorada.

Os que possuem a doença passam por fases crescentes de debilidade motora, conforme o sistema nervoso começa a falhar. Esse tipo de esclerose paralisa o corpo aos poucos até levar a morte. O que torna esta enfermidade crônica ainda mais cruel é que a cognição do indivíduo costuma permanecer sadia. Avassaladora, a doença geralmente leva o paciente a óbito em, no máximo, seis anos. Hawking, que convive com a patologia há mais de 40 anos, é um caso atípico.

Experiência argentina - Outro destaque do evento é a participação de Enrique Laffaire, médico intensivista, professor, pesquisador e diretor da conceituada empresa argentina En Casa Internación Domiciliaria. O especialista mostrará a situação do atendimento domiciliar em saúde no país vizinho durante a conferência de abertura. Posteriormente, tratará também das doenças degenerativas.

No turno da tarde, a Jornada abordará temas ligados ao atendimento domiciliar pediátrico, com a participação de especialistas gaúchos e da região Sudeste.

O evento acontece no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm do Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha.
A programação completa pode ser conferida no site http://www.gweventos.com.br/hospitalar


- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Unidas: Regulação, análise e auditoria

Unidas / AssPreviSite

Auditoria e Análise de Contas Médico-Hospitalares e Controles em Sistemas de Saúde

26 e 27 de maio de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Promover o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação, análise e auditoria de prestação de serviços, através da introdução de conhecimento técnico e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação e auditoria no sistema suplementar; Composição da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas; Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia e utilização de tecnologia; Rediscussão de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar, monitoramentos entre outros).

Instrutor

DRA. MIYUKI GOTO

Público Alvo

Profissionais que atuam na área de: Análise de contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento aos usuários do sistema de saúde, autorização prévia, liberação de guias e senhas; Gestão e controles de planos de saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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