Leia
nesta edição:
- Governo apela para ONU para lutar contra desastres naturais
- Cobrar
extra em consulta é ilegal, diz CFM
- Campanha
de vacinação é prorrogada por
mais uma semana em São Paulo
- AL, DF,
GO, PR e SC atingem meta de vacinação
contra a gripe
- Agora,
o apagão é na saúde
privada
- Guia do
convênio
Segunda-feira, 23.05.11
Folha
de São
Paulo
Governo apela para ONU para lutar contra desastres naturais
Escritório de órgão para prevenção
deve ser instalado no Rio
Por Flávia
Foreque
O governo
brasileiro pediu ajuda à ONU (Organização
das Nações Unidas) na tentativa de reduzir tragédias
provocadas por enchentes e trazer ao país experiências
bem-sucedidas no exterior.
Um escritório da Estratégia Internacional para
Redução de Desastres (ISDR, na sigla em inglês),
braço da organização que trata da prevenção
aos desastres naturais, deve ser instalado no Rio de Janeiro
em agosto.
Uma das razões da escolha da cidade foi a visibilidade
do município em eventos como o Rio+20, no ano que vem,
a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
"Se acontecer um evento de proporções desastrosas
seis meses antes, acabou o evento. A imagem da cidade e a vinda
dos turistas ficam comprometidas", disse o ministro Milton
Rondó, que lidera as negociações no Itamaraty
para a vinda da ISDR.
O órgão da ONU tem entre suas atribuições "mobilizar
compromissos políticos e financeiros" para a redução
do risco de desastres.
Na semana
passada, Rondó participou de reunião
com a diretora mundial da ISDR, Margareta Wahlstrom, que deve
vir ao Brasil para inaugurar o escritório.
O governo
apresentou o pleito há alguns anos, mas vem
intensificando o lobby para a vinda do órgão. No
ano passado, o Brasil fez sua primeira doação,
de US$ 600 mil, e pretende repeti-la.
Para Airton
Bodstein, a presença da ISDR é uma
forma de pressionar as autoridades a fazer um trabalho melhor
na prevenção de desastres. "As ações
estão muito dispersas: a gestão de águas
está no Meio Ambiente, a Defesa Civil no Ministério
da Integração, os satélites na Ciência
e Tecnologia", diz o especialista em defesa e segurança
civil da Universidade Federal Fluminense.
Com sede
em Genebra, a ISDR tem sete escritórios regionais-no
continente americano, está no Panamá. O escritório
do Rio cuidará das demandas nacionais.
"Ter essas pessoas próximas vai fazer diferença,
e a curto prazo", afirma Rafael Schadeck, diretor do departamento
de minimização de desastres da Secretaria Nacional
de Defesa Civil.
O
Estado de São
Paulo
Cobrar
extra em consulta é ilegal,
diz CFM
O Conselho
Federal de Medicina (CFM) informou, por meio de nota, que os
médicos não estão autorizados a cobrar
taxas extras nas consultas dos pacientes que pagam planos de
saúde.
Segundo o
CFM, houve um entendimento equivocado da liminar obtida pelo
conselho,
anulando a decisão da Secretaria de Direito
Econômico (SDE) que, entre outras coisas, proibia as entidades
médicas de organizar paralisações para reivindicar
reajuste nos honorários pagos pelos planos de saúde.
Naquela ocasião, a SDE proibiu que médicos cobrassem
valores "por fora". A decisão foi tomada porque
em abril o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal
havia publicado uma resolução em que autorizava
os médicos a cobrarem uma taxa extra de R$ 60 nas consultas.
A iniciativa
do Distrito Federal, entretanto, contraria o Código
de Ética Médica. O CFM autuou o conselho regional
e a medida foi revogada.
O CFM esclarece
que em nenhum momento pediu a liberação
da cobrança de valores extras. A categoria reivindicava
o direito de paralisar as atividades para negociação,
o direito de descredenciamento e a possibilidade do uso de uma
tabela com valores que serviriam de parâmetro para as negociações
com as operadoras de planos de saúde.
O
Estado de São
Paulo
Campanha
de vacinação é prorrogada por
mais uma semana em São Paulo
Rio
de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul também estenderam
a campanha
Por
Marcela Gonsalves, da Central de Notícias com Agência
Brasil
São Paulo, 20 - A Secretaria Municipal da Saúde
decidiu prorrogar novamente a Campanha de Vacinação
contra a Gripe em São Paulo. Ela deveria terminar nesta
sexta-feira, 20, mas o prazo foi estendido até o dia 27
de maio.
A meta é imunizar pelo menos 80% do público-alvo
De acordo
com dados da secretaria, entre os dias 25 de abril e 18 de
maio foram
distribuídas mais de 1,3 milhão
de doses da vacina.
A campanha
tem como objetivo reduzir os casos de complicações
e mortes causadas pela doença em pessoas de 60 anos ou
mais, profissionais da saúde, gestantes, população
indígena e crianças de 6 a 23 meses.
Todas as
unidades de saúde aplicarão vacina de
segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, e a relação
dos postos pode ser consultada no site www.prefeitura.sp.gov.br/covisa
ou pelo telefone 156. O Instituto Pasteur (Avenida Paulista,
393) e os terminais rodoviários do Tietê e da Barra
Funda funcionarão das 8 às 20 horas, inclusive
aos sábados e domingos.
As secretarias
de Saúde do Rio de Janeiro, da Bahia e
do Rio Grande do Sul encerrariam a vacinação também
hoje, mas informaram que farão nova prorrogação
da campanha até a próxima sexta-feira (27).
Agência
Brasil
AL,
DF, GO, PR e SC atingem meta de vacinação
contra a gripe
Ministério da Saúde orientou estados que não
atingiram a meta a continuarem com a campanha
Brasília - Pelo menos cinco unidades federativas alcançaram
a meta de vacinação contra a gripe sazonal. Alagoas,
Goiás, Santa Catarina, o Paraná e o Distrito Federal
imunizaram pelo menos 80% do público-alvo. O balanço
foi feito com base no Sistema de Informação do
Programa Nacional de Imunizações, do Ministério
da Saúde, que recebe dados repassados pelos estados.
As doses
devem ser aplicadas em idosos com mais de 60 anos, indígenas, profissionais de saúde, crianças
maiores de 6 meses e menores de 2 anos e gestantes.
A campanha
nacional de vacinação, coordenada pelo
Ministério da Saúde, acabou na última sexta-feira
(13), mas a orientação da pasta é que todas
as secretarias de Saúde com estoque da vacina e que não
atingiram a meta mantenham os postos funcionando.
Entre as
unidades da Federação que atingiram a
meta definida pelo governo, apenas o Distrito Federal vai continuar
fornecendo as doses até a próxima sexta-feira (27).
Em Alagoas, Goiás, no Paraná e em Santa Catarina,
a campanha termina hoje (20).
Correio Braziliense
Agora,
o apagão é na saúde
privada
Beneficiada
com a elevação da renda, a nova classe
média lota clínicas, consultórios e laboratórios
particulares em busca de tratamento médico. Mas as empresas
não conseguem administrar o aumento da procura, e a espera é enorme
Por Fábio
Monteiro / Colaborou Larissa Garcia
Foi-se o
tempo em que atendimento na rede particular de saúde
era sinônimo de agilidade, tranquilidade e conforto. As
enormes filas de espera dos pacientes, que só conseguem
marcar consultas, exames e procedimentos meses à frente,
mostram que as empresas do setor vêm tratando mal seus
clientes. Consultórios e emergências dos centros
hospitalares, clínicas e laboratórios privados
não dão conta de administrar o volume de pessoas
que os procuram em busca de tratamento. Quanto mais sofisticado
o diagnóstico, maior a demora. Ela pode chegar a meses,
tempo que as entidades de defesa dos consumidores considera acima
do razoável em serviços pagos e que necessitam
de retorno breve.
O principal
motivo para o crescimento da procura é a
ascensão à classe média de 20 milhões
de trabalhadores, cuja renda foi catapultada na última
década como em nenhum outro período. Eles aderem
a planos de saúde e têm, pela primeira vez, a chance
de optar pela medicina privada, decepcionados com o serviço
público. “Pessoas que nunca tiveram acesso a saúde
de qualidade estão buscando prevenção. Por
isso, a procura por exames e consultas tem sido alta”,
justificou Yara Costa, supervisora regional da Dasa, empresa
responsável pelos laboratórios Pasteur e Exame
no Distrito Federal.
Dados da
Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) corroboram esse ponto de vista. Em 2000, 30,7 milhões
de pessoas tinham contratos vigentes com operadoras de planos
de saúde. No fim de 2006, eram 36,7 milhões de
coberturas, crescimento de 19,5%. Após esse período,
as adesões turbinaram as estatísticas, com cerca
de dois milhões de novos contratos a cada ano. Em 2009,
o número de usuários já era de 41,9 milhões
e chegou a expressivos 45,5 milhões no ano passado, de
acordo com o último levantamento do governo. Em uma década,
a expansão foi de 48,2%. Se mantida essa proporção,
o Brasil deve encerrar 2011 com 50 milhões de beneficiários,
o que representa mais de um quarto da população.
Hora extra
Para tentar
normalizar a situação, as empresas
do setor correm para contratar profissionais e abrir novas unidades.
Yara conta que, apenas no primeiro trimestre de 2011, a empresa
abriu quatro novos estabelecimentos. “Os pedidos para a
realização de exames de imagem, como ressonâncias
magnéticas, são enormes. Em algumas unidades, atendemos
até 150 pacientes por dia com esse tipo de demanda. Nos
dias mais movimentados, médicos e técnicos precisam
fazer hora extra para conseguir dar conta do recado”, disse.
Para o presidente
da Associação Nacional de Hospitais
Privados (Anahp), Henrique Salvador, a grande procura por atendimentos
particulares reflete o crescimento do número de trabalhadores
assalariados, que recebem das empresas planos de saúde
coletivos. “Cerca de 80% das consultas feitas nos ambulatórios
particulares são feitas por convênios concedidos
por empresas. No ano passado, houve crescimento de 9% no volume
de atendimento por planos de saúde”, afirmou.
São raros os casos de pessoas que conseguem atendimento
rápido, mesmo pagando o convênio em dia. O Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) revelou, após
pesquisa, que 88% dos usuários de planos de saúde
já enfrentaram dificuldades na marcação
de consultas, exames e outros procedimentos. “Esse transtorno
causa muita dor de cabeça. Não por acaso, o setor é sempre
lembrado nos rankings de reclamações dos consumidores”,
explicou a advogada do Idec Juliana Ferreira. Ela acredita na
existência de dois fatores que motivam a insatisfação
na saúde particular: o aumento no número de pacientes
e a falta de estrutura das empresas do setor. “As operadoras
não se prepararam para atender uma maior quantidade de
beneficiários. O problema é crônico.”
Por causa
da demora, a procura por atendimento nas emergências
cresce significativamente, causando lotação nos
prontos-socorros. “Muitas vezes, o mesmo médico
que demora meses para atender uma consulta marcada está de
plantão em um hospital. Sabendo disso, o paciente corre
para lá para conseguir sua consulta. Isso precisa ser
revisto”, avaliou Juliana. O Idec recomenda que, caso o
usuário se sinta prejudicado, deve procurar os órgãos
de defesa do consumidor ou acionar a Justiça.
Os casos
mais alarmantes ocorrem em determinadas especialidades. Levantamento
da Associação Brasileira de Defesa
do Consumidor (Proteste) mostra que o tempo médio de espera
para conseguir uma consulta com psiquiatras, neurologistas e
dermatologistas superou 20 dias. “Várias pessoas
procuram atendimento preventivo, mas outras precisam de atenção
imediata. A saúde não pode esperar”, disse
a supervisora da Proteste, Polyanna Silva.
Para tentar
amenizar os efeitos das longas filas, a ANS abriu consulta
pública, no ano passado, para saber qual seria
a espera máxima que um paciente poderia suportar. Para
atendimento de consultas básicas (pediatria, clínica
médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia,
cardiologia, ortopedia e traumatologia), o governo quer que ela
seja de, no máximo, sete dias. Outras áreas teriam
limite entre sete e 14 dias. Exames de laboratório, como
de sangue e de urina, precisariam ser agendados em três
dias. A proposta também prevê que os diagnósticos
por imagens sejam marcados em até 10 dias.
Desistência
Enquanto
as novas regras não vêm, os usuários
perdem a paciência nos hospitais e clínicas do país. “Cheguei
a ficar seis horas no consultório esperando para ser atendida.
Desisti e fui embora. Vou tentar remarcar”, relatou a designer
gráfica Simone Silva, 42 anos. Segundo ela, uma ampliação
da rede particular de saúde é fundamental. “Hoje,
quase todas as pessoas têm convênio e não
há estrutura para tanta gente buscando atendimento.”
O desgosto é compartilhado pelo comerciante Edmar Ferreira,
64 anos. No começo do ano, enquanto tentava marcar um
exame pedido por um proctologista, Ferreira precisou aguardar
por mais de 30 dias. “Os hospitais sempre alegam a mesma
coisa: muitas pessoas e pouca gente atendendo”, reclamou.
A professora Rosimeire Franco, 44, viveu situação
semelhante: “Em fevereiro, tentei marcar uma ressonância
magnética, que era urgente, e tive de esperar 20 dias. É um
absurdo”.
Fila demorada
(Em dias)
As longas
esperas para marcação de consultas e
exames aborrecem os clientes
Consultas
- Tempo médio
Psiquiatria 28
Dermatologia 26
Reumatologia 25
Endocrinologia 24
Neurologia 22
Ginecologia 20
Exames e
procedimentos - Tempo médio
Otorrinolaringologia 27
Gastroenterologia 19
Angiologia 19
Ortopedia 14
Neurologia 11
Fonte: Proteste
e clínicas
Folha
de São
Paulo
Guia
do convênio
Por Cláudia
Collucci / Talita Bedinelli
De São
Paulo
Escolher
um plano de saúde, trocá-lo por outro
ou até entender aquele que você já tem não é uma
tarefa fácil. É preciso atenção às
regras do setor e às mudanças anunciadas pela ANS
(Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Problemas
com contratos de saúde (cobertura, abrangência,
reembolso) e negativas de cobertura são as queixas mais
comuns que chegam aos serviços de serviços de defesa
do consumidor.
Quase um
quarto da população brasileira (43 milhões)
tem plano de saúde, a maioria (mais de 70%) vinculada
a contratos empresariais.
A Folha levantou
as principais dúvidas na hora de adquirir
um plano ou de recorrer de abusos praticados pelas operadoras,
como reajuste excessivo de preços ou atendimento inadequado.
Saiba quais são seus direitos e deveres.
Como
escolher um plano de saúde?
1
- Preste atenção às
suas necessidades
Existem homens,
por exemplo, que pagam por atendimento em obstetrícia
sem saber. Nesse caso, o cliente pode cancelar o aditivo e pedir
a devolução proporcional às parcelas quitadas
2
- Conheça a rede de médicos, laboratórios
e hospitais credenciados
Avalie a
lista de profissionais e de instituições
que atendem pelo plano de saúde que você pretende
contratar e peça referências sobre eles
3- Avalie a estrutura do hospital
Pelo menos
um dos hospitais do plano deve ter uma UTI (Unidade de Terapia
Intensiva)
e oferecer tratamentos como quimioterapia
e radioterapia. Verifique se o plano prevê internação
em quarto particular ou se é enfermaria
4
- Questione o alcance dos serviços
Até os convênios regionais têm de prever
atendimento em outras localidades e não só na cidade
onde você mora. A empresa deve contar com a hipótese
de urgência para os usuários em trânsito.
Se você e sua família viajam sempre ao exterior,
veja se há cobertura internacional
5
- Consulte condições
de reembolso de consultas
Se preferir
esse tipo de serviço, analise o prazo e as
condições para a devolução do dinheiro.
Busque um plano com valores compatíveis aos de mercado,
em especial se já contar com médicos de sua confiança
que não atendam por convênio
6 - Informe-se sobre as regras do plano
Há operadoras que exigem a presença do cliente
em sua sede em horários limitados para emitir guias de
exames e consultas. Isso fere o Código de Defesa do Consumidor.
Elas devem dar opções como e-mail ou fax
7 - Veja se a operadora tem cadastro na ANS
Todas as
seguradoras devem ter cadastro na ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar). Antes de fechar contrato,
entre no site www.ans.gov.br e confira se a operadora está bem
avaliada pela agência
8
- Confirme a qualidade do serviço
Veja no Procon
(www.procon.sp.gov.br), na ANS (www.ans.gov.br) ou no Tribunal
de Justiça estadual o número de
reclamações e processos da seguradora, para ter
ideia de sua relação com os clientes
9
- Preste atenção às
regras de pagamento
O contrato
pode ser cancelado se houver atraso de mais de 60 dias, consecutivos
ou não. Na maioria dos casos, a empresa
não avisa o cliente, que precisa ter um advogado. Em geral,
as decisões judiciais favorecem o consumidor
10 - Guarde as promessas
Lembre-se
das promessas da empresa. A publicidade é um
compromisso do fornecedor com o cliente. Guarde as informações
e, em caso de não cumprimento de um serviço divulgado,
a Justiça garante os direitos do comprador
11
- Diga se você tem problema de saúde
A declaração de saúde faz parte da adesão
ao plano. A empresa pode indicar um médico, sem custo,
mas você pode pagar pelo que preferir. A empresa pode solicitar
que você faça uma perícia médica.
O custo é pago pela empresa
12
- Atenção às doenças
preexistentes
Se você declarar uma doença na hora da adesão
ao plano, a empresa pode dar duas opções: suspender
por até dois anos alguns atendimentos relacionados à doença
ou fazer um acréscimo na mensalidade para você ter
direito a tudo
13 - Desconfie de planos baratos
O corretor
pode vender um plano para sua família como
se fosse para uma empresa. Na hora do reajuste, a ANS não
pode intervir, porque ela só define limite para planos
individuais e familiares. Ou seja, o barato pode sair caro
Veja o ranking das operadoras
Apenas
2,3% das empresas do país chegaram ao topo do índice
de desempenho da ANS
De
São
Paulo
Todos os
anos, a ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar) avalia o desempenho das operadoras de planos de
saúde que atuam no país, por meio do chamado Índice
de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS).
Esse índice funciona como uma nota, que vai de O a 1.
Quanto mais próximo ao 1, maior qualidade tem o plano.
Para comporá nota, a ANS leva em conta31 indicadores
divididos em quatro sessões: atenção à saúde,
capacidade econômico-financeira, estrutura e operação
e satisfação do usuário.
Na última avaliação, divulgada ano passado,
só 23 (2,3%) das 989 operadoras que atuam na área
médico hospitalar tiveram notas mais altas. As "top" representam
16% dos 43 milhões de usuários de planos de saúde.
A atenção à saúde e, principalmente,
as garantias financeiras das empresas foram os quesitos que puxaram
para baixo o IDSS das operadoras de saúde.
Segundo a
ANS, o índice foi criado para ajudar os usuários
de planos de saúde a fazer a melhor escolha. Já o
Idec(Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) considera
que o índice não avalia, de fato, a qualidade dos
serviços.
A Folha levantou
as notas das 50 maiores operadoras do país
(acima de 150 mil usuários). (CC e TB)
Já tenho um plano de saúde.
o que eu preciso saber?
COBERTURA
1-
Meu plano é obrigado
a cobrir todos os atendimentos de que eu precisar?
Não. O plano só cobre o que está no contrato.
Para planos contratados após janeiro de 1999, o mínimo
oferecido é estabelecido pela ANS. Veja a lista em tinyurl.com/3s8jvh
2
- O que faço
se o plano negar um tratamento?
Solicite à operadora as razões da negativa. Procure
a ANS (0800-701-9656) caso seu médico não concorde
com essas razões ou se a operadora não negar, mas
se omitir ou responder repetidamente que o pedido está em
análise
3
- O que fazer quando o hospital manda uma conta com o valor
de um material
usado
que o convênio não quer cobrir?
Material
usado em um procedimento aprovado não pode ser
cobrado do usuário, pois está coberto pelo plano
de saúde. Caso o hospital apresente a conta, entre em
contato com o convênio, peça a justificativa oficial
da recusa e registre uma reclamação. Caso o plano
não resolva, faça uma denúncia à ANS
e ao Procon. Também é possível entrar com
uma ação judicial
REAJUSTE
4
- Como é o
reajuste das mensalidades?
Planos individuais
ou familiares podem ter reajuste anual e por faixa etária. O primeiro aumento por idade é aos
19 anos; depois, de 5 em 5 anos, e o último, aos 59
5
- Depois dos 60 anos, não há mais aumento?
A partir
dos 60, o reajuste deixa de ser por idade, mas o plano pode
ter aumentos
anuais. Planos anteriores ao Estatuto do Idoso
(2004) podem reajustar por idade, mas são contestados
na Justiça
REDE CREDENCIADA
6
- A operadora pode excluir médicos, hospitais e laboratórios
do meu plano?
Sim, mas
tem a obrigação de informar ao consumidor,
além de garantir um número adequado de prestadores
de serviços médicos para cobrir todos os procedimentos.
Em caso de mudanças que reduzam o número de hospitais,
a alteração precisa ser autorizada pela ANS antes
da comunicação aos beneficiários
CONTRATO
7 - A empresa pode cancelar o contrato que assinamos?
Só em caso de fraude (como deixar de declarar uma doença
ou "emprestar" a carteirinha) ou de não pagamento
da mensalidade por dois meses, consecutivos ou não
8 - Posso sair do plano a qualquer momento?
Pode, mas
não se esqueça de que, para comprar
outro, é preciso cumprir carência. A carência
deixa de ser necessária para quem está no plano
há pelo menos dois anos e muda para outro pela primeira
vez
9
- O que é essa
tal de portabilidade?
É a possibilidade de mudar de plano ou operadora sem
carência. Isso é possível se o plano (individual
ou familiar) foi contratado a partir de 1999 ou adaptado à lei
nº. 9.656/98
10
- Tinha plano coletivo empresarial e fui demitido. Posso
trocar de
plano sem carência?
Se a empresa
deixou de oferecer o plano, e a operadora tem plano individual,
você pode ingressar nele sem carência
até 30 dias após o fim do contrato anterior
PLANOS ANTIGOS
11
- Se meu plano é antigo, o que ele é obrigado
a cobrir?
Convênios contratados antes de janeiro de 1999, quando
a ANS foi instituída, não são regulados
pela agência e não têm que cumprir o rol de
procedimentos obrigatórios. Mas muitas pessoas têm
entrado na Justiça para garantir a cobertura de órteses
e próteses, excluída da maioria desses contratos
12
- É sempre
melhor trocar o plano antigo por um novo?
Não. O plano antigo é uma boa opção
para quem paga um valor baixo e tem ampla cobertura. Quem quer
mudar pode migrar para um plano novo ou fazer uma adaptação
do plano antigo. A migração é boa para quem
paga um valor alto por um plano com pouca cobertura. Isso porque,
ao migrar, o cliente passa a pagar o valor do plano novo, ganha
as coberturas previstas pela ANS, mas perde coberturas do contrato
antigo não previstas pela agência. Leia mais no
site do Idec: www.idec.org.br/contratos
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- Negociação dos Serviços de Saúde
Unidas / AssPreviSite
16 e 17 de junho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais de negociação no mercado
de saúde para atuarem com consciência de seu papel
e sua importância enquanto agentes do processo negocial;
Apresentar noções básicas da negociação
em geral e seus conceitos, princípios e elementos; Apresentar
o processo de negociação em seus aspectos subjetivos
e formais; Apresentar o mercado de saúde, suas características,
seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens
e dificuldades na negociação multilateral;
Identificar
vantagens e dificuldades na negociação
com paralisação dos serviços; Esclarecer
a participação da ANS, do Poder Judiciário,
Ministério Público, PROCON e CADE no processo de
negociação dos serviços de saúde.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Sistemas de Informação para Gestão da
Saúde
Unidas / AssPreviSite
02 e 03 de junho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Conhecer
os fundamentos dos Sistemas de Informação
em Saúde e entender a sua aplicação à gestão
de Sistemas de Saúde. Conhecer o processo de construção
do Prontuário Eletrônico do Paciente e analisar
seu uso na Assistência e na Gestão.
Conhecer
os padrões para representar e transmitir a informação
em saúde. Impactos da implantação do TISS – Troca
de Informação em Saúde Suplementar. Conhecer
a Comissão de Estudo Especial Temporária Informática
em Saúde da ABNT e o HL7 Brasil. Conhecer o projeto de
informatização da Secretaria Municipal de Saúde
de São Paulo e a integração com laboratórios
clínicos. Conhecer a legislação sobre privacidade
e confidencialidade da informação em saúde.
Conhecer a questão dos usos da informação
para a gestão e qualidade em saúde; discutir o
cenário nacional de avaliação em saúde
suplementar e comparar com o cenário internacional. Conhecer
as tendências de disseminação da informação
em saúde. Apresentar os conceitos de software livre e
sua importância para área da saúde.
Instrutor
DRA. BEATRIZ
DE FARIA LEÃO
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos de Saúde, Executivos
da área de Informática, Profissionais de Informática
em Saúde e responsáveis pelo desenvolvimento de
Sistemas de Informação em Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- II Jornada Hospitalar Home Care de Gestão em Saúde
AssPreviSite
No dia 26
de maio, acontece em Porto Alegre (RS) a II Jornada Hospitalar
Home
Care de Gestão em Saúde, com o
foco no atendimento domiciliar de pacientes com doenças
neurodegenerativas e de pacientes pediátricos.
Uma das doenças neurodegenerativas em debate será a
esclerose lateral amiotrófica, mais conhecido por sua
sigla ELA, a mesma patologia do famoso físico Stephen
Hawking. A ELA, pouco conhecida mundialmente, é também
misteriosa para a própria classe médica e ainda
tem sua causa ignorada.
Os que possuem
a doença passam por fases crescentes de
debilidade motora, conforme o sistema nervoso começa a
falhar. Esse tipo de esclerose paralisa o corpo aos poucos até levar
a morte. O que torna esta enfermidade crônica ainda mais
cruel é que a cognição do indivíduo
costuma permanecer sadia. Avassaladora, a doença geralmente
leva o paciente a óbito em, no máximo, seis anos.
Hawking, que convive com a patologia há mais de 40 anos, é um
caso atípico.
Experiência argentina - Outro destaque do evento é a
participação de Enrique Laffaire, médico
intensivista, professor, pesquisador e diretor da conceituada
empresa argentina En Casa Internación Domiciliaria. O
especialista mostrará a situação do atendimento
domiciliar em saúde no país vizinho durante a conferência
de abertura. Posteriormente, tratará também das
doenças degenerativas.
No turno
da tarde, a Jornada abordará temas ligados ao
atendimento domiciliar pediátrico, com a participação
de especialistas gaúchos e da região Sudeste.
O evento
acontece no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm do Hospital Moinhos
de Vento, na capital gaúcha.
A programação completa pode ser conferida no site http://www.gweventos.com.br/hospitalar
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/)
estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações: http://www.classaude.com.br/
- Unidas: Regulação, análise e
auditoria
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
e Análise de Contas Médico-Hospitalares
e Controles em Sistemas de Saúde
26 e 27 de maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Promover
o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação,
análise e auditoria de prestação de serviços,
através da introdução de conhecimento técnico
e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas
e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação
e auditoria no sistema suplementar; Composição
da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais
e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas;
Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia
e utilização de tecnologia; Rediscussão
de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência
hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar,
monitoramentos entre outros).
Instrutor
DRA. MIYUKI GOTO
Público
Alvo
Profissionais
que atuam na área de: Análise de
contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação
com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita
hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento
aos usuários do sistema de saúde, autorização
prévia, liberação de guias e senhas; Gestão
e controles de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br