Leia
nesta edição:
- Emenda
29 começa
a tramitar no Senado
- Para evitar
riscos, Senado põe na gaveta Emenda 29
- Governadores
reclamam da falta de verbas para Saúde
e insistem em novo imposto
- Petista
defende projeto que cria imposto para saúde
- A saúde
dos impostos
- SP tenta volta de leito privado no SUS
- Fraude em hospitais do Estado
- Epidemia
de dengue à vista
no Rio de Janeiro
- Hospitais
estão otimistas com aprovação
da EC 29
- Unânime na Câmara, aviso prévio maior divide
reações
- ANS publica
Consulta Pública nº 46
- 68ª reunião da Câmara de Saúde
Suplementar
- Entidades
comemoram adesão ao protesto
- Cuba e
Brasil vão intensificar cooperação
bilateral na área da saúde
- Acordos
Brasil/Cuba vão permitir novos medicamentos
ao SUS
- Modelos
de remuneração e hierarquização
de procedimentos
- Dois dias
sem diálise
elevam risco de morte
- Número
de obesos supera o de famintos no mundo
- Câmara sediará Congresso
Brasileiro de Desenvolvimento Humano
Sexta-feira, 23.09.11
Valor
Econômico
Emenda
29 começa
a tramitar no Senado
O projeto
de regulamentação da Emenda Constitucional
número 29, que define gastos mínimos com saúde
pelos três níveis de governo, será analisado
por pelo menos três comissões do Senado, antes de
ir a plenário: Constituição e Justiça
(CCJ), Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS).
O governo
vai trabalhar pela aprovação do texto
aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira, segundo
o líder, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele descarta a
possibilidade de o Senado resgatar a proposta original do ex-senador
Tião Viana (PT-AC), hoje governador, que destinava no
mínimo 10% da receita bruta da União para os serviços
públicos de saúde. A ideia é defendida pelo
DEM.
""A proposta é inexeqüível. O projeto
vincula receita, mas não traz a fonte de recursos. A oposição
insiste só para ter o embate político", disse
Jucá.
Nós vamos insistir para que aquilo que foi votado há três
ou quatro anos no Senado, de forma consensual entre todos os
partidos, prevaleça como ideia: a destinação
de 10% da receita bruta do país para os serviços
públicos de saúde sem necessidade de criação
de mais um imposto", afirmou o presidente nacional do DEM,
senador José Agripino Maia (RN).
O líder do governo no Senado também descartou
a tentativa de se criar um imposto para financiar a saúde.
Isso só seria possível por meio de outro projeto,
já que a Câmara derrubou a base de cálculo
para a criação da Contribuição Social
para a Saúde (CSS) na regulamentação da
Emenda 29.
"O governo está em outra linha, de desoneração,
diminuir a carga tributária, melhorar a gestão.
O governo não vai propor nenhum imposto agora, num momento
de gerar empregos e de manter o crescimento", disse Romero
Jucá.
O
Estado de São
Paulo
Para
evitar riscos, Senado põe na gaveta Emenda 29
Por Eugênia
Lopes,
Ao detectar
no texto a obrigatoriedade de destinar 10% à saúde,
aliados decidem jogar o texto para 2012
O Senado
vai engavetar o projeto de lei complementar que regulamenta
a destinação de recursos para a saúde -
a chamada Emenda 29. Aprovada anteontem na Câmara, a proposta
não será votada este ano pelos senadores. Motivo:
líderes aliados detectaram um movimento na base para que
o Senado ressuscite no projeto o mecanismo que obriga a aplicação
de 10% da receita corrente bruta da União no setor. Essa
vinculação injetaria mais recursos na saúde.
Em 2010, o governo destinou cerca de R$ 60 bilhões.
"Não há hipótese de o governo aceitar
o restabelecimento dos 10%", afirmou o líder do PT
no Senado, Humberto Costa (PE). "Como existe essa possibilidade
de os 10% voltarem, vão empurrar o projeto com a barriga
para o ano que vem", previu o senador Paulo Paim (PT-RS),
um dos parlamentares favoráveis à tese de tornar
obrigatória a destinação dos 10% da receita
da União para a saúde.
"Não interessa ao governo votar esse projeto agora",
resumiu o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Segundo ele, o governo está preocupado neste momento em
votar outros temas polêmicos, como o Código Florestal
e o projeto que distribui os royalties da exploração
e comercialização do petróleo da camada
do pré-sal.
Depois da
derrubada na Câmara da Contribuição
Social para a Saúde (CSS), os líderes aliados temem
que os governadores acabem pressionando os senadores pela restituição
do mecanismo que vincula 10% da receita da União para
a saúde.
Sem imposto.
A maioria dos governadores é favorável à criação
de um tributo para financiar o setor, mas ele ficou inviável
no projeto que regulamenta a Emenda 29 com o fim da CSS.Nem os
deputados nem os senadores estão dispostos a "abraçar" a
ideia de um mposto para custear a saúde, nos moldes da
extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF). "CPMF não! De jeito nenhum!",
reagiu o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que em 1995
foi relator do projeto do então governo Fernando Henrique
Cardoso que criou a contribuição de 0,20% sobre
todas as transações financeiras. "Não
há clima para o Congresso discutir a volta da contribuição.
Há uma pressão muito grande da sociedade contra
essa proposta", destacou o líder do DEM, senador
Demóstenes Torres (GO).
Pelo projeto
de lei complementar, os governos estaduais terão,
no entanto, vincular 12% de sua receita para a saúde.
Nos municípios, o porcentual é de 15%. O texto
aprovado na Câmara desobriga a União a destinar
um porcentual de sua receita para o setor. O governo federal
precisará apenas manter o mesmo patamar de gastos, que
equivale ao Orçamento do ano anterior mais a variação
do PIB (Produto Interno Bruto) nominal.
Daí a pressão dos governadores que querem receber
mais recursos da União, obrigando-a também a destinar
um porcentual de sua receita.
A rebeldia
da base em prol dos 10% de vinculação
da receita da União para o setor tem o apoio da oposição. "Vamos
insistir naquilo que foi votado no Senado. Não nos venha
com a ideia de criar imposto novo ou nova receita para financiamento
da saúde.
Não precisa. Um País que fala em trem-bala para
beneficiar uns poucos não tem autoridade moral para falar
em mais recursos para a saúde", argumentou o presidente
nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN).
O Globo
Governadores
reclamam da falta de verbas para Saúde e
insistem em novo imposto
Por Adauri Antunes Barbosa
São Paulo e Belo Horizonte. Enquanto a regulamentação
da Emenda Constitucional 29, que define os gastos com a Saúde
nos três níveis de governo, não chega ao
Senado para ser apreciada, os governadores insistem que precisam
de mais recursos, e alguns defendem abertamente a criação
de um imposto como fonte de receita. O gaúcho Tarso Genro
(PT) continua propondo uma nova CPMF. Já o paranaense
Beto Richa (PSDB) quer o aumento do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) para compensar estados e municípios,
que terão de investir 12% e 15% na Saúde, respectivamente,
do que arrecadam.
- Trata-se
de reajustar um tributo que já existe e que,
dessa forma, atenderia às necessidades de estados e municípios,
sem onerar demais a população, principalmente aquela
de baixa renda - diz Richa.
- A CPMF é um imposto limpo, controlável e insonegável.
E seria compensado com a redução de alíquotas
de outros impostos sonegáveis. Isso seria um avanço,
sem aumentar a carga tributária - defende o petista Tarso
Genro.
O governador
de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse que o resultado
da
votação na Câmara foi
o esperado, porque a sociedade não deseja novos impostos,
mas frisou que a Saúde tem uma "demanda infinita",
por isso uma solução terá de ser discutida
entre governo e estados:
- Todos os
governadores têm que se posicionar porque nós
temos de ter, de fato, recursos para a Saúde. Mas a CPMF,
enquanto tributo, foi rejeitada pela sociedade - disse Anastasia,
que, no início do ano, chegou a defender a volta do imposto.
Governador
de Mato Grosso quer redução dos juros
para dívidas dos estados
Já o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB),
citou a proposta feita pelo governador de Mato Grosso, Silval
Barbosa (PMDB), durante a reunião de anteontem entre governadores
e o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).
Barbosa sugeriu a redução dos juros das dívidas
dos estados.
- Foi feita
uma proposta no sentido de a União rever
a taxa de juros que está sendo cobrada de alguns estados.
Esse recurso, que hoje está indo para os juros, os estados
se comprometeriam a investir mais em Saúde - disse Campos,
que considera essa proposta a mais "exequível":
- Não é justo também que os estados mais
pobres estejam pagando o dobro da Selic ao governo federal. Quer
dizer, o governo federal se financia a 11% e cobra 19% na intermediação
financeira que tem feitos com os estados.
Em nota divulgada
ontem, a Federação das Indústrias
de São Paulo (Fiesp) se manifestou, mais uma vez, contra
a criação de novos impostos. "A sociedade
brasileira não precisa de mais impostos. Precisamos, sim,
de mais qualidade na gestão pública, com a devida
atenção à Saúde, à Educação, à habitação,
ao emprego, à mobilidade urbana, à logística, à infraestrutura
e à competitividade", afirma a Fiesp.
De acordo
com a Fiesp, a arrecadação do governo
federal demonstra "de forma inequívoca que não
há nenhuma necessidade de criação de novos
tributos". Segundo a Fiesp, as receitas federais cresceram
de R$619 bilhões, em 2007 (em que a CPMF estava em vigor),
para mais de R$1,1 trilhão em 2011 (sem CPMF), "um
crescimento de 77%". "Apesar desse salto na arrecadação,
não se verificou um aumento equivalente nos gastos com
a Saúde. No mesmo período, os gastos com Saúde
do governo federal cresceram 52%. Ou seja, os investimentos na
Saúde não acompanharam a evolução
da carga tributária", afirma a federação.
Para o presidente
da Confederação Nacional dos
Municípios, Paulo Ziulkoski, os prefeitos devem se mobilizar
para exigir do Senado uma definição sobre a fonte
de arrecadação para os municípios:
- Vamos agora
partir para uma nova etapa em busca de mais recursos para a
Saúde e, desta vez, no Senado, que dará a
palavra final - afirmou Ziulkoski, ressaltando que hoje não
existiriam recursos suficientes para que a lei seja cumprida.
Folha
de São
Paulo
Petista
defende projeto que cria imposto para saúde
De Brasília - O líder do PT no Senado, Humberto
Costa (PE), afirmou que basta um projeto de lei complementar
para que seja viabilizada a cobrança de um novo imposto
para financiar a saúde pública.
Anteontem
a Câmara aprovou a regulamentação
dos gastos com o setor, rejeitando parte do texto que permitia
a criação da CSS (Contribuição Social à Saúde),
com alíquota de 0,1% sobre todas as movimentações
financeiras.
Os deputados
mantiveram a previsão do tributo, mas derrubaram
a sua base de cálculo, o que inviabilizou a cobrança.
Mas para a oposição a cobrança só pode
ser instituída por emenda à Constituição.
Para isso, é preciso
o apoio de ao menos 60% dos congressistas.
Folha
de São
Paulo
Opinião
A
saúde
dos impostos
Por Fernando de Barros Silva
São Paulo - Nos estratos mais ricos da sociedade, que
costumamos confundir com a classe média, é difícil
encontrar quem não levante a voz contra os impostos -extorsivos,
como se gosta de dizer. De fato, a nossa carga tributária,
em torno de 35% do PIB, além de alta, é atípica
para países pobres como o Brasil.
É uma taxa equiparável à de nações
como Reino Unido, Alemanha ou Portugal, nas quais os serviços
públicos são incomparavelmente melhores. Mas os
países da OCDE (com renda e IDH bastante elevados) destinam,
em média, 6,5% do PIB à saúde. Nós
destinamos apenas 3,6%.
A carga brasileira é pesada, mas o dinheiro que chega à saúde é insuficiente.
Quem não precisa encarar as filas e os horrores do sistema
público tende a se incomodar apenas com os excessos da
tributação.
Há agora uma grita geral contra a criação
da CSS, a Contribuição Social para a Saúde.
Entre impostos, contribuições e taxas federais,
seria o 64º tributo do país. Mas a questão
assim está mal posta. Como lembrou Gustavo Patu, nesta
mesma página, entidades empresariais contrárias à contribuição
não abrem mão das taxações destinadas às
confederações da indústria e do comércio.
Os que pregam
que a tragédia social se resolve apenas
combatendo a corrupção e os desperdícios
do Estado são tão demagogos quanto aqueles para
quem isso não tem importância. Num país tão
desigual, é preciso desmistificar quem paga o que em benefício
de quem.
Com os impostos
indiretos embutidos no que consome, o pobre destina proporcionalmente
mais que o rico ao Estado. Os impostos
por aqui são regressivos.
Taxamos muito
o consumo (ninguém percebe o que paga),
mas a tributação da renda e do patrimônio é baixíssima
para os padrões internacionais. Os ricos reclamam da voracidade
do Estado. Enquanto isso, ser pobre e ficar doente no Brasil
segue sendo um péssimo negócio
Estado
de São
Paulo
SP tenta volta de leito privado no SUS
O governo
estadual entrou ontem com agravo no Tribunal de Justiça
de São Paulo para tentar suspender a liminar que proibiu
os hospitais públicos administrados por Organizações
Sociais (OSs) de destinar até 25% de seus serviços
a pacientes de planos de saúde. A liminar foi concedida
a pedido do Ministério Público estadual, para quem
a legislação favorece a chamada "portal dupla" na
rede pública. No mês passado, a Secretaria de Estado
da Saúde havia autorizado o Instituto do Câncer
do Estado de São Paulo (Icesp) e o Hospital de Transplantes
Dr. Euryclides de Jesus Zerbini a ofertar seus serviços
a particulares.
Extra Online
Fraude em hospitais do Estado
CGU
encontra indícios de superfaturamento de R$ 17 milhões
em unidades federais
A Controladoria
Geral da União anunciou ter encontrado
indícios de superfaturamento, licitações
dirigidas e pagamentos sem contratos nos serviços de lavanderia,
alimentação, limpeza e vigilância em seis
hospitais federais no Rio de Janeiro. Num relatório preliminar
divulgado ontem pelo "RJTV", na Rede Globo, a CGU diz
que os prejuízos podem passar de R$ 17 milhões.
Os hospitais
vistoriados são os do Andaraí, de
Bonsucesso, de Ipanema, da Lagoa, dos Servidores e o Cardoso
Fontes. Segundo a CGU, o Hospital da Lagoa pagou mais de R$ 6
milhões, sem cobertura contratual, pelo fornecimento de
refeições de 2009 a 2011. No Hospital dos Servidores
do Estado, haveria superfaturamento de quase R$ 4 milhões
no serviço de lavanderia. O Ministério da Saúde
informou que só vai decidir quais medidas serão
tomadas após o término das investigações.
O Dia Online
Epidemia
de dengue à vista
no Rio de Janeiro
Por Eduardo Paes
Oitenta e
dois por cento dos criadouros do mosquito da dengue são encontrados dentro das nossas casas. Duas em cada
três pessoas que pegaram a doença foram picadas
em seus lares. Por isso, não me canso de repetir: salvar
vidas é obrigação do poder público,
mas combater os focos do Aedes aegypti é uma responsabilidade
compartilhada de governos e sociedade; é tarefa de todos
nós.
No último dia 31, decretamos estado de alerta contra
a dengue em toda a cidade. A medida, valendo desde 1º de
setembro, foi tomada em consequência da possibilidade de
nova epidemia da doença no verão de 2012. A pior
de todos os tempos — é o que dizem os especialistas.
Assim, quanto antes agirmos, melhor para minimizar a tragédia
que se anuncia e salvar vidas.
Da nossa
parte, pela primeira vez, a cidade do Rio de Janeiro terá um verão com número de agentes acima
do recomendado pelo Ministério da Saúde: 3.605
pessoas e 40 carros-fumacê estarão nas ruas para
vistoriar, educar e conscientizar. Serão sete milhões
de visitas, três vezes mais do que foi feito em 2008. Reforçaremos
também o número de polos de hidratação
24 horas: será cinco vezes maior.
É fundamental que os moradores façam também
a sua parte. O novo decreto municipal estabelece que entradas
em locais fechados (residenciais ou comerciais) podem ocorrer
em até 24 horas após notificação
por agentes. E quem não contribuir para a saúde
de todos pode ser multado. Medidas importantes para assegurar
o bem-estar de quem vive no Rio.
Acredito
e confio na participação de cada carioca
nesta guerra contra a dengue. Basta que cada um exerça
papel fiscalizador, evitando o ambiente ideal para o desenvolvimento
do mosquito: o acúmulo de água limpa e parada.
Caso saiba ou desconfie de um possível foco perto da sua
casa ou do seu trabalho, denuncie. Telefone para o Disque-Rio.
O número é 1746. O Aedes aegypti não escolhe
vítimas.
Não adianta estabelecer medidas de prevenção
e de atenção à saúde sem ter a população
como parceira. A dengue não é uma doença
nova para o carioca. Todos conhecemos as dores físicas
e morais que ela pode causar. Receba os agentes, promova mutirões
na sua comunidade. Ajude-nos a cortar as asas desse mosquito.
Saúde
Business Web
Hospitais
estão otimistas com aprovação
da EC 29
Segundo a
proposta, escrita em 2000, os estados têm de
investir 12% e os municípios, 15% da arrecadação
de impostos
Após onze anos, a Emenda 29 foi regulamentado pela Câmara
dos deputados na última quarta-feira (21). No entanto
de um tributo extra, a Contribuição Social para
Saúde (CSS), que viabilizaria mais recursos para a emenda
não foi aprovada. Foram 355 votos contra o novo imposto,
76 a favor e quatro abstenções. A votação,
agora, vai para o Senado. O projeto regulamenta quais despesas
podem ser consideradas de saúde para estados, municípios
e União atingirem o percentual definido pela Emenda 29.
Em entrevista
concedida ao Saúde Web durante a 9ª edição
do Saúde Business Forum, o diretor geral do Hospital M´Boi
Mirim, Silvio Possa acredita que a regulamentação
a Emenda 29 é um passo muito importante na tentativa de
se conseguir recursos para a saúde pública brasileira. “No
entanto, ainda não sabemos de onde virão estes
recursos para o financiamento da saúde, sou contra a criação
de mais um tributo. Acredito que exista a possibilidade de se
restringir gastos que sejam absolutamente desnecessários
e direcionar recursos de forma a suprir a demanda dos serviços
públicos”.
Dividindo
a mesma opinião de Possa, o diretor executivo
do Hospital de Caridade de Ijuí, interior do Rio Grande
do Sul, João Leone Senna, acredita no importante passo
que foi dado no financiamento à saúde. “Agora
acredito que o senado que o Senado possa fazer o mesmo. Ao invés
da criação de um novo tributo, acredito que uma
reformulação orçamentária ou outras
soluções inteligentes sejam possíveis para
evitar o novo tributo”.
“Há muito tempo o setor espera por essa decisão,
porém é um desafio a definição dos
recursos embora a viabilidade do financiamento ainda seja uma
incógnita. Estamos ansiosos para saber qual será o
volume total desse recurso, principalmente as instituições
que dependem muito dos recursos vindos do SUS”, acrescenta
o superintendente geral do Hospital da Baleia, de Belo Horizonte
Francisco Figueiredo.
Pelo texto,
escrito em 2000, os estados têm de investir
12% e os municípios, 15% da arrecadação
de impostos. A proposta determina ainda que seja fiscalizado
o repasse desses percentuais. Em caso de descumprimento, o repasse
dos recursos poderão ser restringidos. A fiscalização
será feita pelos tribunais de contas ou por meio do Sistema
de Informações sobre Orçamentos Públicos
em Saúde (Siops).
Valor
Econômico
Unânime na Câmara, aviso prévio maior divide
reações
Por Fernando
Exman e Juliano Basile, de Brasília
Na busca
por uma marca para sua passagem pela presidência
da Câmara, o ex-líder sindicalista Marco Maia (PT-RS)
decidiu, na noite de quarta-feira, em meio às conturbadas
negociações sobre a criação da Comissão
da Verdade, colocar em votação o projeto que aumenta
o aviso prévio. A decisão contou com o apoio dos
líderes de todos os partidos e foi aprovado por unanimidade
em votação simbólica, mas já começa
a provocar reações negativas de setores do empresariado
e sindicatos. Há o risco, por exemplo, de a sanção
do projeto provocar nova onda de processos na Justiça
do Trabalho.
Atualmente,
o aviso prévio é de 30 dias. Segundo
o projeto, que seguiu à sanção presidencial,
o trabalhador que tiver até um ano na mesma empresa terá 30
dias de aviso prévio. Depois, terá direito a mais
três dias a cada ano trabalhado, não podendo ultrapassar
90 dias.
O projeto
constava da agenda positiva debatida por Maia com líderes partidários. Outros dois fatores pesaram
para a decisão de Maia. Em primeiro lugar, o Supremo Tribunal
Federal (STF) decidiu que o Congresso estava se omitindo por
não regulamentar o artigo da Constituição
que trata do aviso prévio e poderia definir o assunto.
Diante do risco de ver mais uma vez outro Poder legislar em seu
lugar, a Câmara decidiu acelerar a tramitação
da matéria.
Além disso, como as negociações entre a
oposição e o Executivo sobre o projeto que cria
a Comissão da Verdade estavam emperradas e o governo não
queria deixar a sessão ser encerrada, Maia decidiu então
colocar em votação o aviso prévio.
"Ele quer terminar este ano, que foi difícil politicamente,
com a área legislativa se consolidando", comentou
um líder governista. "Se ele soubesse que tinha todo
aquele consenso [entre os partidos], tinha colocado para votar
antes."
Maia iniciou
sua carreira política no movimento sindical.
Em 1984, tornou-se dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos
de Canoas, no Rio Grande do Sul. Sob a condição
do anonimato, o líder de um partido aliado diz que não
será surpresa se Maia buscar atender nesta reta final
de seu período na presidência outra antiga demanda
dos trabalhadores: colocar em votação a proposta
de emenda constitucional que prevê a expropriação
da terra em que ficar comprovada a exploração de
trabalho escravo. A matéria enfrenta resistências
da bancada ruralista.
"À medida que o tempo foi passando, ele [Marco Maia]
quis começar uma pauta positiva", explicou influente
deputado petista. "A fórmula do projeto do aviso
prévio teve um certo consenso e já estava madura
para ser votada desde o Senado."
De fato,
a proposta que eleva o aviso prévio não é nada
nova no Congresso. Foi aprovada em 1989 pelo Senado com o objetivo
de regulamentar um trecho da Constituição, promulgada
um ano antes. No entanto, na sequência passou a tramitar
a passos lentos nas comissões e desde 1995 estava pronto
para ser votado pelo plenário da Casa.
A votação poderia ser adiada novamente na noite
de quarta-feira não fosse Marco Maia. O presidente da
Câmara convenceu os deputados Assis Melo (PCdoB-RS) e Jô Moraes
(PCdoB-MG) a retirarem duas emendas que poderiam inviabilizar
o acordo e fariam com que a matéria voltasse ao Senado.
Os parlamentares queriam aumentar ainda mais o período
de aviso prévio para reduzir a rotatividade nas empresas.
Apesar do
consenso entre os líderes, o texto já começa
a provocar polêmica. Líderes empresariais procuraram
os parlamentares reclamando da votação. Sindicalistas
também se dividiram. A Central Única dos Trabalhadores
(CUT) informou que a proposta está "aquém
das expectativas". A Força Sindical comemorou (ver
reportagens nesta página).
O Supremo
vai ter que se reunir para decidir se as novas regras vão valer para quem foi demitido antes de a lei entrar
em vigor. "Vamos ter que deliberar sobre os casos das pessoas
que se sentiram prejudicadas e trouxeram o tema num mandado de
injunção", afirmou o ministro Gilmar Mendes,
referindo-se ao tipo de ação que foi utilizada
por trabalhadores para levar o caso ao STF.
Antes da
aprovação, todas as empresas aplicavam
o prazo de 30 dias. O problema é que a Constituição
deu esse prazo como mínimo e ainda estabeleceu que o aviso
prévio deve ser proporcional ao tempo de serviço,
mas, desde 1988, os parlamentares não definiam os critérios
dessa proporcionalidade.
Mendes considerou
positivo o fato de o Congresso ter, finalmente, aprovado lei
sobre o tema. "Agora, o Congresso deliberou
e ele tem a legitimidade democrática integral para fazê-lo",
afirmou o ministro. "O nosso desejo sempre é que
o Congresso faça", completou, referindo-se à necessidade
de que o Congresso aprove normas previstas na Constituição
de 1988.
CQCS
ANS
publica Consulta Pública nº 46
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou
quarta-feira, no Diário Oficial, a Consulta Pública
nº 46, que apresenta proposta para a revisão dos
indicadores componentes do Índice de Desempenho da Saúde
Suplementar (IDSS), do Programa de Qualificação
de Operadoras.
Entre os
dias 28 de setembro a 27 de outubro, toda a população
poderá enviar contribuições para a consulta
pública, preenchendo formulário publicado no sitio
da ANS. A proposta foi redigida com base nas discussões
da Câmara Técnica criada especificamente para tratar
do assunto.
Sobre o Programa
de Qualificação de Operadoras:
- Foi definido
pela Resolução Normativa nº 139
de 2006 e pela RN nº 193 de 2009;
- O programa
teve início em 2005, quando a primeira Etapa
avaliou os dados referentes à competência 2003 e
a segunda Etapa avaliou os dados referentes a 2004. Nessa fase,
o IDSS não foi divulgado por operadora;
- Em 2006,
foi deflagrada a Segunda Fase do Programa, quando foi iniciada
a divulgação
dos resultados em quartis;
- Em 2007,
foi iniciada a Terceira Fase do Programa, com ampla revisão dos indicadores (69,7% dos indicadores novos)
e com participação das operadoras em Câmara
Técnica e Câmara de Saúde Suplementar. Os
indicadores definidos na terceira fase (com pequenas alterações)
serviram de base para os dados até a competência
de 2010.
Para
saber mais informações
acesse: http://www.ans.gov.br/index.php/participacao-da-sociedade/consultas-publicas/759-consulta-publica-46
ANS
68ª reunião da Câmara de Saúde
Suplementar
A 68ª reunião da Câmara de Saúde Suplementar
foi realizada, ontem, no Rio de Janeiro, reunindo representantes
do setor de saúde suplementar, de órgãos
de defesa do consumidor, da sociedade civil e a da ANS.
O encontro
teve início com a leitura dos informes, que
trataram das últimas consultas públicas realizadas,
as principais Resoluções Normativas publicadas
e as últimas Súmulas Normativas aprovadas pela
Diretoria Colegiada.
Na pauta
dos informes também estavam:
• a alteração do artigo 32 da Lei nº 9.656/98,
que visa dar mais celeridade ao ressarcimento ao SUS;
• a criação do grupo de trabalho para propor
alteração na RN 124/06, reduzindo a limitação
da ANS de aplicar penalidades sobre as administradoras de benefícios;
e
• o andamento dos trabalhos da Subcomissão Especial
de Saúde Suplementar no Congresso Nacional, que estuda
a proposta de um novo marco regulatório do setor.
A segunda
parte da reunião começou com a apresentação
do gerente de Planejamento e Acompanhamento e secretário
executivo substituto, João Barroca, sobre os avanços
na Agenda Regulatória. Na ocasião, o presidente
da ANS, Mauricio Ceschim, ressaltou que uma das prioridades da
Agência, dentro do eixo Integração da Saúde
Suplementar com o SUS, é o saneamento da base de dados
de beneficiário, reduzindo as incongruências ainda
existentes. Ainda em relação à Agenda Regulatória,
o presidente lembrou que 45% dos tópicos definidos para
o biênio 2011/2011 já foram concluídos nos
primeiros nove meses.
A apresentação seguinte foi feita pelo Gerente
de Relação com os Prestadores, Carlos Figueiredo,
tratando do Programa de Divulgação da Qualificação
dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar,
instituído pela Resolução Normativa nº 267,
de 25 de agosto de 2011, cujo principal objetivo é “contribuir
para o aumento do poder de avaliação e escolha
por parte dos usuários de planos de saúde de prestadores
mais qualificados”.
Nesse momento,
o tema dos baixos valores dos honorários
médicos veio à tona e Mauricio Ceschin aproveitou
a oportunidade para reiterar que a ANS é solidária à questão,
mas não possui nenhum amparo legal para regular esses
reajustes, procurando agir como um facilitador desse processo,
no limite de sua competência.
A terceira
e última apresentação do dia
foi feita pela diretora adjunto de Normas e Habilitação
dos Produtos, Carla Soares, sobre as alterações
nas regras sobre Garantia de Atendimento, que entraram em vigor
com a publicação das Resoluções Normativas
nº 259, de 20 de junho de 2011 e nº 268, de 1º de
setembro de 2011.
De acordo
com o presidente da ANS, uma das metas da Agência é aumentar
a rede prestadora na mesma medida do aumento do número
de beneficiários de planos de saúde. Na oportunidade,
Mauricio Ceschin solicitou que as operadoras observem atentamente
essas resoluções, pois a Agência não
se furtará em aplicar as penalidades cabíveis sempre
que necessárias.
Sem mais
assuntos a serem tratados, a reunião foi dada
como encerrada.
CFM
Entidades
comemoram adesão ao protesto
Vários estados relatam forte adesão dos médicos
ao protesto. Em alguns locais, cerca de 90% dos profissionais
suspenderam o atendimento às operadoras de planos de saúde
A coordenação do protesto nacional dos médicos
contra as operadoras de planos de saúde, ocorrido em 21
de setembro, faz uma análise positiva sobre o apoio dos
profissionais ao movimento. Organizada pela Associação
Médica Brasileira (AMB), Federação Nacional
dos Médicos (Fenam) e pelo Conselho Federal de Medicina
(CFM), a paralisação deu continuidade ao movimento
iniciado em 7 de abril, quando a categoria interrompeu o atendimento
aos usuários de todos os planos para cobrar reajuste dos
honorários médicos.
Informações enviadas pelas entidades médicas
regionais e publicadas pela imprensa são conta do êxito
da ação. Alguns Estados relataram adesão
de 90% ao protesto. “ Trata-se de um movimento amplamente
vitorioso, como foi o de 7 de abril. Nós reforçamos
para os planos de saúde e para a sociedade em geral a
força do movimento médico e a necessidade de que
haja acordo com os médicos em relação aos
honorários”, acredita o coordenador da Comissão
de Saúde Suplementar (Comsu), Aloísio Tibiriçá Miranda,
que também é o 2º vice-presidente do CFM.
Confira abaixo o relato encaminhado pelos estados
O protesto
durou 24 horas e atingiu 23 estados e o Distrito Federal. Durante
a
paralisação, os médicos
suspenderam o atendimento aos planos de saúde que não
entraram em acordo com a categoria nos últimos meses.
Cada estado selecionou os planos-alvo da paralisação
com base nos entendimentos locais.
Em nove Estados,
a suspensão atingiu todas as operadoras.
Em outros 15, foram selecionados apenas alguns planos, destacando-se
os que se recusaram a negociar, os que apresentaram propostas
irrisórias e que insistem em interferir na autonomia dos
profissionais. Amazonas, Roraima e o Rio Grande do Norte ficaram
de fora do protesto por conta de aspectos regionais da negociação.
Do total,
apenas dois Estados prosseguirão com o movimento:
a Bahia, onde a paralisação continua até 27
de setembro; e São Paulo, que definiu continuar a pressão
contra as empresas por meio de paralisações por
especialidade em forma de rodízio.
Relatos sobre o protesto de 21 de setembro
Acre - Cerca
de 300 médicos no Acre paralisaram suas
atividades por 24 horas. Eles, que se juntaram aos demais colegas
de todo o país, protestam contra as operadoras de planos
de saúde. Além de reivindicarem um aumento nos
honorários, as entidades representativas acusam as operadoras
de posturas ‘abusivas e antiéticas’, que estariam
interferindo na relação médico-paciente.
Cerca de
70 mil usuários utilizam planos de saúde
no Acre. O plano-alvo do protesto são as seguintes operadoras:
Assefaz, Caixa Econômica, Capesesp, Casf, Cassi, Conab,
Correios, Eletronorte, Embrapa, Fassincra, Geap, Plan Assiste,
Sesi/DR/AC e Unimed. O movimento nacional é comandado
pela Comissão Nacional de Saúde Complementar (Comsu),
Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação
Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional
dos Médicos (Fenam).
Alagoas -
Seguindo o movimento de paralisação
nacional, os médicos de Alagoas suspenderam o atendimento
durante todo o dia 21 de setembro. A paralisação
atingiu os quatros planos de saúde que estão resistentes
com a negociação do reajuste de honorários:
Smile, Hapvida, Norclínicas e Amil. De acordo com o presidente
da sociedade de medicina e coordenador da comissão de
honorários, cardiologista Cleber Costa, os planos não
sobrevivem sem o trabalho do médico, e agora, com a recente
portaria da Agência Nacional de Saúde, que disciplina,
entre outras coisas, o agendamento de consulta num espaço
de tempo menor, eles terão que contratar mais profissionais.
Ainda segundo
o coordenador, os pacientes não chegaram
a ser prejudicados, até porque o atendimento emergencial
foi garantido – somente as consultas deixaram de ser realizadas.
O prejuízo recaiu unicamente sobre as operadoras, que
deixaram de faturar um dia, sem falar que desgastam a própria
imagem.
Bahia - Mobilizações e debate marcaram o primeiro
dia da paralisação dos médicos na Bahia,
em 21 de setembro. No início da manhã, médicos
se reuniram na sede da Associação Baiana de Medicina
(ABM), onde foi realizada uma exposição de cartuns
e apresentações do grupo Terapeutas do Riso. Ao
final da manhã, houve um debate sobre a "Mercantilização
da Saúde", com representantes das entidades médicas,
o promotor do Ministério Público Estadual (MPE),
Roberto Gomes, e a superintendente do Procon, Cristiana Santos.
Atividades
artísticas com apresentações
musicais continuaram à tarde. Uma caminhada dos médicos
da sede da ABM até a praça de Ondina finalizou
a programação do dia. Durante a caminhada, os médicos
fizeram panfletagem esclarecendo à população
os motivos da paralisação. Na Bahia, a suspensão
de atendimento aos usuários de planos de saúde
atinge dez operadoras e terá duração de
uma semana.
Distrito
Federal - A Comissão Distrital de Honorários
Médicos (CDHM), organizadora do Movimento Saúde
sem Exploração no Distrito Federal, avalia adesão
de cerca de 80% dos médicos à suspensão
de atendimento aos planos de saúde Amil, Bradesco Saúde,
Golden Cross e Sul América ocorrida em 21 de setembro,
excluídos os hospitais pertencentes a operadoras de planos
de saúde.
Ao fim do
protesto, diversos representantes de associações
e sociedades de especialidades médicas do Distrito Federal
se reuniram em assembleia na Associação Médica
de Brasília (AMBr) para deliberar sobre a continuidade
do movimento. Três novos planos foram apontados pelos médicos
para futuras manifestações de protesto: Assefaz,
Intermédica e Unimed (nacional, Centro-Oeste e do DF).
Essas empresas serão convocadas a sentar à mesa
de negociação com a CDHM. As operadoras que foram
alvos da paralisação de ontem têm até 31
de outubro para apresentarem proposta de negociação.
Espírito Santo – A paralisação contou
com a adesão de 60% dos médicos capixabas. Durante
todo 21 de setembro, o atendimento ambulatorial (consultas e
cirurgias eletivas) aos pacientes de planos de saúde ficou
comprometido. A informação foi divulgada pelas
lideranças do movimento no Estado, que ficaram com delegados
regionais informando, de hora em hora, a movimentação
nos consultórios da Grande Vitória e do interior.
Para avaliar
o movimento e discutir ações futuras
da categoria, representantes do Conselho Regional de Medicina
(CRM-ES), do Sindicato dos Médicos (Simes) e da Associação
Médica (Ames) ficaram em assembleia permanente, das 7
h às 18 horas, no Auditório do Conselho, com os
representantes das sociedades de especialidades médicas.
No Espírito Santo, o movimento atingiu todos os planos
de saúde. Somente o atendimento emergencial foi mantido.
Paraná – No Estado, todos os planos de saúde
serão atingidos pelo protesto, pois não negociaram
a revisão dos honorários ou não apresentaram
propostas satisfatórias à Comissão Estadual
de Honorários Médicos (CEHM). Na tarde de 20 de
setembro, o presidente da Associação Médica
(AMP), João Carlos Gonçalves Baracho, o presidente
do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), Carlos Roberto Goytacaz
Rocha, e o Secretario Geral do Sindicato dos Médicos do
Estado do Paraná (Simepar), Darley Rugeri Wollmann Júnior,
se reuniram com os principais veículos de comunicação
do Estado. O objetivo foi chamar a atenção para
os problemas na Saúde Suplementar que causam prejuízos
ao exercício da Medicina e à qualidade da assistência
oferecida aos pacientes.
As entidades
médicas estaduais estimam que, de um universo
de aproximadamente 10 mil médicos credenciados aos planos
de saúde, mais de dois mil solicitaram descredenciamento
individual desde o início da mobilização. “Os
médicos não querem o descredenciamento, mas deixar
de atender os convênios é a solução
que eles estão encontrando para manter seus consultórios.
Nossa intenção é que os planos de saúde
negociem com a classe e que busquem soluções que
sejam viáveis tanto para os pacientes quanto para os médicos”,
afirmou.
Rio de Janeiro
- Pelo menos 10 mil médicos aderiram à paralisação
de 24 horas no estado do Rio de Janeiro. O número representa
90% dos profissionais credenciados a planos de saúde no
estado, segundo cálculos do Conselho Regional de Medicina
do Rio de Janeiro (Cremerj). Na manhã de 21 de setembro,
representantes do movimento se reuniram em frente à sede
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
na capital fluminense, para pressionar e exigir que a entidade
reguladora intervenha no reajuste dos valores repassados pelas
operadoras aos profissionais de saúde.
O protesto,
que também contou com a participação
da Somerj, da Accoerj, da Central Médica de Convênios,
das Sociedades de Especialidade e das Associações
Médicas de Bairros, visou também chamar a atenção
da população para a prática das empresas,
que penalizam os médicos e, sobretudo, os pacientes.
Após a manifestação, a presidente do Cremerj,
Márcia Rosa de Araujo, acompanhada do presidente da Somerj,
Carlindo Machado, e da vice-presidente da Sociedade Brasileira
de Patologia Clínica, Rosemary Nascimento, que também
representou todas as Sociedade de Especialidade, entregou uma
carta, assinada também pelas sociedades, ao Diretor de
Normas e Habilitação de Operadoras da ANS, Leandro
Reis Tavares, com as reivindicações dos médicos
e a solicitação que a Agência interfira na
adoção das devidas providências quanto à falta
de contratos que fixem os reajustes dos honorários.
Rio Grande
do Sul - O Cremers, o Simers e a Amrigs realizaram ato público em frente ao Hospital Beneficência Portuguesa
na quarta-feira em protesto contra as operadoras que se recusam
a negociar reajustes de honorários e insistem em interferir
na autonomia dos profissionais. O ato integra o movimento nacional
organizado pelas entidades médicas e é um desdobramento
da manifestação realizada em todo o País
no dia 7 de abril. De acordo com levantamento feito pelas entidades
médicas a adesão à paralisação
foi de 90%.
Durante todo
o dia foram suspensos o atendimento a essas empresas em consultórios, ambulatórios e hospitais como
forma de chamar a atenção da sociedade para os
prejuízos causados ao exercício da boa Medicina
e à qualidade da assistência oferecida aos pacientes.
Unimed e Ipergs não foram atingidos pela medida.
Desde o movimento
do dia 7 de abril, quando ocorreu a primeira paralisação nacional dos planos de saúde,
as comissões estaduais de honorários chamaram as
operadoras para negociar, sendo que algumas acolheram a pauta
dos médicos, dando resposta positiva aos pleitos apresentados.
No entanto, há uma parcela de empresas que não
se manifestaram, evitaram o diálogo ou apresentaram propostas
totalmente insatisfatórias.
Tocantins
- Munidos de cartão vermelho, tema da paralisação
nacional de 21 de setembro, as entidades médicas do Tocantins
(CRM-TO, Sindicato dos Médicos e Associação
Médica) iniciaram a suspensão do atendimento por
plano de saúde em consultórios, ambulatórios
e hospitais por 24 horas. Na ocasião, os médicos
leram carta aberta explicando os problemas enfrentados, texto
divulgado pelas três entidades médicas à população
do Estado, por meio de panfletos e de veículos de comunicação.
Das 12 operadoras
de plano de saúde que atuam no Estado,
apenas duas enviaram propostas ao sindicato, estas serão
analisadas em assembleia da categoria médica marcada para
o dia 21 de outubro. A manifestação é um
movimento nacional contra os planos de saúde que se recusaram
a negociar a revisão dos honorários médicos,
ou propuseram percentuais irrisórios e ainda insistem
em manter medidas que interferem no relacionamento entre médico
e paciente.
EFE
Cuba
e Brasil vão intensificar cooperação
bilateral na área da saúde
Documento
formalizando a parceria será assinado pelo
ministro da Saúde de Cuba, Roberto Morales, e o do Brasil,
Alexandre Padilha
Cuba e Brasil
vão assinar protocolos de cooperação
bilateral na área da saúde, com prioridade em biotecnologia,
informaram fontes oficiais nessa quinta-feira (22). O documento
será assinado pelo ministro da Saúde de Cuba, Roberto
Morales, e o do Brasil, Alexandre Padilha.
"Vamos desenvolver conjuntamente produtos para (tratar)
doenças como o câncer, o diabetes, males renais
crônicos, o que permitirá impulsionar os vínculos
entre ambos os países", disse o ministro brasileiro,
segundo a TV estatal da ilha.
Ele ressaltou
o compromisso do Governo de seu país não
só com Cuba, mas também com a América Latina
e o papel que desempenharam os dois países em benefício
da saúde global.
Padilha lembrou
que há dois dias a Assembleia Geral da
Organização das Nações Unidas (ONU)
resolveu tratar pela terceira vez em sua história o tema
da saúde em nível de chefes de Estado e de Governo
como prioridade, principalmente no campo das doenças crônicas
não transmissíveis, o que, segundo sua opinião,
abre um novo capítulo na agenda da saúde mundial.
Assinalou
que o Governo de seu país coloca uma agenda "muito
positiva" em relação à inovação
tecnológica e a cooperação com outros países.
Padilha antecipou
que nesta sexta-feira visitará a Escola
Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana, ocasião
que prevê aproveitar para dar "passos concretos" que
permitam aos estudantes do país contribuir mais com a
saúde de seus compatriotas.
Agência Saúde
Acordos
Brasil/Cuba vão permitir novos medicamentos ao
SUS
Parceria
representa um marco na cooperação tecnológica
entre os dois países, que lideram o setor de pesquisa
e tecnologia em saúde na América Latina. Cooperação
envolve 58 projetos e 12 produtos de alta tecnologia para o tratamento
de diferentes doenças, como câncer e diabetes
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, está em
Cuba, hoje (22), para a assinatura de acordos de cooperação
bilateral que envolvem pesquisa, desenvolvimento e produção
de medicamentos e outros produtos para a saúde. As parcerias
envolvem 58 projetos de pesquisa e desenvolvimento, com 12 novos
medicamentos relacionados, principalmente, à terapia e
diagnóstico de diferentes tipos de câncer, prevenção
de amputações decorrentes de diabetes, além
de vacinas. Brasil e Cuba também vão firmar cooperações
em pesquisa clínica na área oncológica e
para a articulação das únicas plataformas
de ensaios clínicos da América Latina - certificadas
pela Organização Mundial da Saúde -, e que
estarão disponíveis, de maneira inédita,
em português e inglês. Esta iniciativa torna a região
mais forte nas atividades de pesquisa voltadas ao desenvolvimento
de produtos em saúde.
“É uma prioridade para o Brasil a ampliação
dos acordos internacionais e as Parcerias para o Desenvolvimento
Produtivo (PDPs) para transferência de tecnologia e produção
nacional de novos medicamentos voltados ao tratamento de doenças
prevalentes na população brasileira”, afirma
o ministro Alexandre Padilha. “As PDPs têm contribuído
para a redução do déficit na balança
comercial, já que o Brasil importava quase que a totalidade
de seus insumos. Esta estratégia se insere nas diretrizes
do Plano Brasil Maior ao colocar a inovação em
saúde no centro da política nacional de desenvolvimento”,
acrescenta.
Além de ampliar a assistência à saúde
da população dos dois países, as parcerias
vão resultar no aumento das exportações
na área da saúde tanto de Cuba para o Brasil, em
50 milhões de dólares por ano, como do Brasil para
outros países, em duas vezes este valor.
Acordos -
Entre os acordos prioritários, está a
transferência de tecnologia de Cuba para o Brasil para
a produção de um medicamento que promete reduzir
em mais de 50% as amputações em diabéticos:
o Heberprot-P, indicado para o tratamento da chamada “úlcera
do pé diabético”. Outro destaque é a
cooperação para o desenvolvimento de anticorpos
monoclonais. Eles são capazes de reconhecer as células
cancerígenas, poupando aqueles que estão saudáveis
e resultando em efeitos menos tóxicos do que a quimioterapia
tradicional.
“Este processo de cooperação representa
a entrada do Brasil e da América Latina nas tecnologias
de fronteira para uma doença que hoje representa a segunda
causa de morte nos dois países e que requer para o seu
controle e tratamento de biotecnologias de altíssima sofisticação
e cujos produtos vão ser priorizados para registro e incorporação
no Brasil”, destaca o secretário de Ciência,
Teconologia e Insumos Estratégicos do Ministério
da Saúde.
Os acordos
de cooperação bilateral assinados com
Cuba envolvem a atuação de diferentes órgãos
de saúde do Brasil e são coordenados pelo Ministério
da Saúde. Do lado brasileiro, também estão
envolvidos o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Ciência
e Tecnologia, além do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) e grandes empresas brasileiras
do setor saúde.
Em 2006,
Brasil e Cuba iniciaram parcerias de transferência
de tecnologia para a produção de dois medicamentos:
o Alfainterferona 2b Humana Recombinante, para o tratamento das
hepatites B e C, e o Alfapoetina Humana e Recombinante, contra
anemia e insuficiência renal crônica. Além
disso, os países desenvolvem o Interferon Peguilado, medicamento
contra as hepatites B e C, que deve entrar no mercado em 2014.
Câncer – Sete inovadores medicamentos oncológicos
pesquisados e desenvolvidos em Cuba estão entre as prioridades
para a cooperação com o Brasil, sendo esta a área
de maior destaque da cooperação tecnológica
entre os dois países. Os acordos prevêem prioridade
para o registro deles na Anvisa e a conseqüente avaliação
tecnológica deles para possível incorporação
no SUS. A maioria dos medicamentos é composta por anticorpos
monoclonais, que estão na fronteira da biotecnologia mundial.
Os medicamentos vão tratar principalmente de tumores de
origem epitelial, de pulmão, leucemia, mama e colo retal.
Diabetes – Além de ampliar a assistência
aos diabéticos atendidos pelo SUS com o Heberprot-P, o
acordo de cooperação para a produção
deste medicamento impactará na economia brasileira ao
permitir que o produto seja exportado a outros países. “Este
processo constitui mais um passo decisivo para a redução
da dependência tecnológica do Brasil na área
e do déficit comercial que hoje ultrapassa U$S 10 bilhões”,
afirma Carlos Gadelha.
A “úlcera do pé diabético”,
para a qual o Heberprot-P é indicado, atinge até 10%
dos diabéticos e é responsável por 70% das
amputações de membros inferiores dos pacientes
assistidos pelo SUS. A tecnologia para a produção
deste medicamento será transferido, ao Brasil, pelo laboratório
cubano CIGB, detentor da patente do produto e, por isso, restrito à população
de Cuba.
O diabetes
está entre as principais causas de morte entre
os brasileiros, sendo responsável por mais de 57 mil óbitos
por ano no país. Atualmente, a doença atinge 6,3%
dos adultos e é ainda mais freqüente entre as mulheres:
7% delas são diabéticas, enquanto, nos homens,
esse percentual é de 5,4%. O diagnóstico da doença
se torna mais comum com o avanço da idade, alcançando
mais de 20% dos brasileiros a partir dos 65 anos.
O Ministério da Saúde vem desenvolvendo diferentes
ações para reduzir o percentual de diabéticos,
com o objetivo de atingir a meta estabelecida pela Organização
Mundial da Saúde (OMS): reduzir em 50% as taxas de amputação.
Entre as medidas, está a organização da
rede básica de saúde para o diagnóstico
precoce da doença, uma vez que o tratamento oportuno e
os autocuidados evitam a maioria das complicações
e garantem maior qualidade de vida aos pacientes.
Jornal Monitor Mercantil
Modelos
de remuneração e hierarquização
de procedimentos
Por Antonio Carlos Endrigo
Mitos, verdades
e desafios no relacionamento entre operadoras e prestadores
de
serviço
Onde tudo
começou?
No modelo de sistema de mutualismo
É inegável o modelo de sucesso que foi oferecer
a um número maior de pessoas, planos de saúde,
através de um sistema de mutualismo. Como em muitos outros
serviços ou produtos, seu início ficava restrito
a um número muito pequeno de pessoas que tinha condições
de pagar. Com saúde não foi diferente.
É muito caro receber assistência de profissionais
qualificados, portanto os prestadores tinham um pequeno número
de clientes, mas não o suficiente para levar a um crescimento
vigoroso do setor.
O sucesso
deste sistema também só foi possível
devido a parceria que houve entre as operadoras de planos de
saúde e os prestadores de serviços. Estes com o
compromisso de reduzirem o preço dos seus serviços
e as operadoras, por seu lado, atrair um maior número
de clientes e fazer a gestão administrativo-financeira
do sistema.
Através do sistema de mutualismo foi possível
ampliar consideravelmente o acesso a estes profissionais qualificados
e um dos resultados disso é o forte crescimento e desenvolvimento
que tivemos do setor de saúde nos últimos anos.
Mas por falar
de crescimento e desenvolvimento, como será que
anda a "Saúde Financeira" do Setor de Saúde
no Brasil? Segundo um estudo do IBGE (Fonte: IBGE - Diretoria
de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais)
temos os seguintes dados do Setor de Saúde:
A renda gerada
pelas atividades econômicas ligadas à saúde
cresceu 8,9%, entre 2005-2007 no Brasil. A participação
do setor passou de 5,5%, em 2005, para 6,0% (R$ 137,9 bilhões)
em 2007. Desse total, R$ 48 bilhões corresponderam à Saúde
Pública. O consumo de bens e serviços de saúde,
em 2007, representou 8,4% do PIB.
A despesa
das famílias com bens e serviços de
saúde chegou a R$ 128,9 bilhões (4,8% do PIB),
dos quais R$ 69 bilhões representaram gastos com serviços
de saúde e R$ 45 bilhões com medicamentos.
Entre 2005
e 2007, a renda gerada pelas atividades do setor de saúde cresceu 8,9%, enquanto o aumento de renda total
da economia brasileira foi de 9,7%. A Saúde Pública,
incluindo hospitais universitários federais e unidades
de saúde militares representou 34,8% desse total. Os serviços
privados de saúde foram responsáveis por 32,4%.
O valor adicionado
bruto (geração de renda) das
atividades de saúde foi de R$ 119,0 bilhões, em
2006, e de R$ 137,9 bilhões, em 2007. Isto representa
um crescimento de mais de 16% de um ano para o outro.
Normalmente,
consideramos uma boa notícia quando determinado
setor apresenta um crescimento vigoroso no PIB, porque isso indica
que as empresas estão oferecendo produtos e serviços
que os clientes valorizam e pretendem adquirir.
Sob certo
aspecto, portanto, devemos tomar como uma boa notícia
o fato de os brasileiros estarem destinando uma parcela cada
vez maior de sua renda à assistência médica.
Isto significa que valorizam a boa saúde. E, sem dúvida,
estarão gastando melhor com a saúde do que com
outras diversões. Mas todos nós sabemos que não é bem
assim e, sob outro aspecto, a notícia é assustadora,
pois não há ninguém feliz no setor de saúde.
As operadoras
reclamam da forte regulamentação
por parte da agência e dos altos custos da assistência
médica; os médicos reclamam da baixa remuneração
e da interferência das operadoras na relação
deles com seus pacientes, e estes, assim como seus patrocinadores,
dos fortes reajustes.
Aumento do
custo da saúde no orçamento das empresas
vem acarretando forte perda de competitividade internamente e
em mercados mundiais. Para se ter uma idéia, um estudo
nos USA em 2007 evidenciou que os gastos com assistência
médica acrescentam US$ 1,5 mil ao custo de cada automóvel
vendido.
Entretanto,
conforme dados do Caderno de Informações
da ANS de Junho 2.011, podemos verificar na tabela abaixo que
as vendas continuam fortes. Em 2010 tivemos um crescimento de
9,0% do número de vínculos de beneficiários
e 13,2% das receitas.
Por outro
lado, quanto a evolução da sinistralidade,
observamos que tem variado muito pouco ao longo dos últimos
5 anos. A princípio isto pode indicar que, para o modelo
e condições atuais do setor, e, apesar da pressão
regulatória, as empresas tenham encontrado o ponto de
equilíbrio, isto é, conseguiram se adequar a este
nível de sinistralidade mantendo uma rentabilidade satisfatória.
O que me leva a esta conclusão é o crescimento
apontado anteriormente, posto que, se as operadoras estivessem
perdendo dinheiro, não estariam aumentando suas vendas.
Também, não há como negar e reconhecer
o esforço que houve por parte das operadoras para reduzir
seus custos administrativos a fim de se adequar a este novo perfil
setorial, mas só isso não seria possível
uma vez que a parcela dos custos administrativos é um
componente pequeno. De onde viria a outra parte?
Para tentar
encontrar esta resposta temos que olhar como anda o outro "lado da mesa" e é aí que começam
as más notícias conforme mostra um estudo do IBGE
(Estatísticas da Saúde - Pesquisa de Assistência
Médico-Sanitária 2009) sobre a evolução
dos estabelecimentos de saúde no Brasil nos últimos
anos. A seguir vamos mostrar apenas alguns trechos, dados e seus
respectivos gráficos do estudo para termos uma idéia
do impacto do "crescimento" do número dos beneficiários
e dos prêmios das operadoras com uma sinistralidade "estável" nos últimos
anos.
Obedecendo
a uma tendência iniciada em 1999, os estabelecimentos
com internação vêm diminuindo seu número,
devido à desativação de estabelecimentos
privados com internação. O setor privado perdeu
392 estabelecimentos com internação no período
de 2005 a 2009, já o setor público registrou um
aumento de 112 estabelecimentos, resultando em uma perda total
de 280 estabelecimentos com internação. Deste modo,
o setor público vem aumentando sua participação
relativa na oferta de serviços com internação,
que de 38,1% em 2005 passa a assumir 41,3%, em 2009.
Esta diminuição nos estabelecimentos privados
de saúde com internação resultou em um crescimento
negativo em quase todas as Grandes Regiões do País,
com exceção da Região Norte, que registra
um aumento relativo de 2,3% no total de estabelecimentos com
internação. As regiões que mais perderam
estabelecimentos são a Centro-Oeste (-7,8%) e a Nordeste
(-5,6%). No setor público, os maiores aumentos foram verificados
nas Regiões Norte (9,3%) e Sudeste (7,3%).
O número de leitos apurados pela pesquisa AMS 2009 foi
de 431.996, sendo 152.892 (35,4%) públicos e 279.104 (64,6%)privados.
Acompanhando
a tendência observada nos estabelecimentos
com internação, também os leitos tiveram
reduzida a sua oferta nos estabelecimentos de saúde, em
11.214 leitos entre 2005 e 2009.
Esta redução em quase todas as regiões
do País, tendo a Região Norte como exceção,
onde houve crescimento anual no número de leitos de 1,0%.
Em todas as Grandes Regiões, ocorreu uma diminuição
no número de leitos, sendo maior no Nordeste (-1,7%) e
no Centro-Oeste (-1,4%). Os leitos públicos aumentaram
em 0,6% ao ano no País (3.926 leitos), resultante do aumento
em quase todas as regiões com exceção da
Região Sul, onde ocorreu decréscimo de 398 leitos
(-0,7%).
Quanto à taxa de leitos por 1 000 habitantes, ela também
sofre uma redução, caindo de 2,4 para 2,3 leitos
por 1 000 habitantes. Com essa redução, que atinge
todas as regiões do País, somente a Região
Sul (com 2,6 por 1 000 habitantes) atinge valores deste indicador
dentro do parâmetro preconizado pelo Ministério
da Saúde, que fica entre 2,5 e 3 leitos por 1 000 habitantes.
A continuar
assim, as operadoras não terão leitos
para todos beneficiários que necessitarem de uma internação,
portanto elas estarão vendendo o que não têm. É necessário
resgatar a parceria que tiveram no início da ruptura do
sistema com a implantação do Sistema de Mutualismo,
do contrário não haverá serviços
de saúde a serem oferecidos aos beneficiários.
Atualmente
o principal modelo de remuneração utilizado
pelo setor é o Fee-For-Service ou pagamento por serviço
prestado. Neste modelo, todos os insumos e serviços são
discriminados detalhadamente quando da apresentação
da conta hospitalar à operadora por parte dos prestadores
de serviços de saúde, o que exige grandes áreas
administrativas para análise dessas contas tanto nas operadoras
e quanto nos prestadores de serviços.
Este modelo
possui uma lógica de remuneração
que privilegia uma relação de custo-benefício
perversa, com custos administrativos elevados e que não
geram valor agregado na produção dos melhores resultados
de saúde para os beneficiários.
Segundo Shannon
Brownlee no livro: "Overtreated: Why too
much medicine is making US sicker and poorer": "Cerca
de 50% dos serviços de saúde consumidos são
resultados da orientação dos médicos e dos
fornecedores de hospitais, e não da demanda ou da necessidade
dos pacientes".
Folha
de São
Paulo
Dois
dias sem diálise
elevam risco de morte
Por Mariana Versolato
Dado é de
estudo americano com 32 mil pessoas que questiona o modelo
atual do
tratamento para doentes renais
Intervalo
da filtragem do sangue no fim de semana pode causar infartos,
derrames e
até morte súbita
Um grande
estudo publicado nesta semana questiona o modelo clássico
de hemodiálise, que tem sido usado há mais de três
décadas, e afirma que as três sessões semanais
do tratamento não são suficientes.
Segundo pesquisadores
da Universidade de Minnesota, nos EUA, o período de dois dias sem hemodiálise, geralmente
no fim de semana, aumenta em 22% o risco de morte, por causa
do acúmulo de líquido e de toxinas.
Além disso, o número de hospitalizações
por causa de derrames e problemas cardíacos mais que dobra
no dia seguinte após essa pausa.
Em geral,
os pacientes com doença renal crônica
fazem hemodiálise de segunda, quarta e sexta ou de terça,
quinta e sábado.
Especialistas
dizem que o estudo, que envolveu 32 mil pacientes e foi publicado
no "New England Journal of Medicine",
confirma o que eles veem nos ambulatórios.
"O dia mais delicado é após o fim de semana.
Acontecem mais mortes súbitas e edemas de pulmão",
afirma Paulo Ayroza Galvão, cocoordenador do núcleo
de nefrologia do Hospital Sírio-Libanês.
Solução
No Hospital
das Clínicas da USP, cerca de 20 pessoas
já fazem a hemodiálise diariamente, com bons resultados.
"Nossa experiência bate com o resultado do estudo.
Todos tiveram melhor qualidade de vida", diz Hugo Abensur,
professor da USP e responsável pela hemodiálise
do Hospital das Clínicas.
Essa melhora
acontece porque o paciente acumula menos líquido
e toxinas entre um dia e outro e sai menos debilitado da sessão.
A hemodiálise diária, no entanto, pode ser mais
aplicável para pacientes com maior risco de complicações.
"Não digo que a solução seja a diária.
Pode ser que uns precisem de quatro, outros de cinco sessões
por semana."
Mudança
Para Daniel Rinaldi, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia,
o modelo atual vai ter de ser revisto.
"Sabemos que o paciente que faz diálise todo dia
se sente melhor, e que o esquema que oferecemos talvez não
seja o mais adequado."
O problema,
diz Rinaldi, é que a diálise no Brasil
já enfrenta uma crise: há poucas clínicas,
muitas delas, sucateadas, o custo do tratamento está defasado
e há demora no repasse do governo.
"O serviço está inadequado, mas aumentar
as sessões pode se tornar inviável por falta de
estrutura financeira e física. De toda forma, é obrigação
nossa dar o melhor tratamento ao paciente."
"Diálise diária melhorou 100% a vida",
diz paciente
De segunda
a sábado, o aposentado Tadeu Simões
Bernardo, 58, acorda às 4h30, toma café, pega um ônibus
na Vila das Mercês (zona sul), entra no metrô e chega às
6h no Hospital das Clínicas da USP.
A rotina
se repete há um ano e meio, quando ele passou
a fazer seis sessões de hemodiálise por semana,
em vez de três. Desde então, diz que melhorou "100%".
"Antes, não tinha um ano em que não era internado.
Agora tenho outra condição de vida", conta
Tadeu, que faz o tratamento há 13 anos.
"No começo era bom, mas depois não adiantava
mais. O coração e o pulmão vão sentindo",
conta.
Para melhorar
sua saúde, os médicos perguntaram
se ele podia fazer o tratamento diariamente, e Tadeu resolveu
tentar.
"A parte ruim é ir todo dia para o hospital, é horrível.
Só tenho o domingo livre. Mas não posso reclamar.
Se tivesse feito antes, poderia estar ainda melhor."
AFP
Número
de obesos supera o de famintos no mundo
O número de pessoas obesas supera o de famintos no mundo,
mas o sofrimento dos desnutridos está aumentando, em meio
a uma crescente crise alimentar, alertou a Cruz Vermelha Internacional
nesta quinta-feira.
O grupo humanitário, com sede em Genebra, dá destaque
ao tema nutrição em seu relatório anual
World Disasters Report, divulgado em Nova Délhi, que se
volta para o abismo entre ricos e pobres e aos problemas causados
pelo aumento recente dos preços.
Em estatísticas usadas para ilustrar o acesso desigual à comida,
a Cruz Vermelha assinala que 1,5 bilhão de pessoas sofriam
de obesidade no mundo no ano passado, enquanto 925 milhões
estavam desnutridas.
"Se a livre interação entre as forças
do mercado produziram um resultado em que 15% da humanidade passam
fome, enquanto 20% estão obesos, alguma coisa deu errado",
disse o secretário-geral, Bekele Geleta.
O diretor
para a Ásia e o Pacífico, Jagan Chapagain,
em entrevista coletiva na capital indiana, assinalou que "o
excesso de nutrição, atualmente, mata mais do que
a fome".
O problema
da fome existia não porque faltava comida
no mundo, lembrou Chapagain, mas por causa de falhas na distribuição,
do desperdício, e do aumento dos preços, que tornou
os alimentos inacessíveis.
O preço dos alimentos deu um salto global em 2011, aumentando
os temores de um retorno da crise de 2008, que levou a distúrbios
e à instabilidade política em vários países.
O aumento
do preço dos alimentos, que a Cruz Vermelha
diz se dever à especulação e às mudanças
climáticas, entre outros fatores, contribuiu para a instabilidade
no norte da África e no Oriente Médio este ano. "Uma
nova rodada de inflação está puxando muitas
das pessoas mais pobres do mundo para a pobreza extrema, e para
situações de fome severa e desnutrição",
alerta a organização.
O World Disasters
Report é uma publicação
anual da Cruz Vermelha Internacional que procura dar destaque
a um tema que gere preocupação em todo o mundo.
O relatório do ano passado concentrou-se na urbanização,
e o de 2009, no vírus HIV.
Quinta-feira, 22.09.11
Agência Câmara de Notícias
Câmara sediará Congresso
Brasileiro de Desenvolvimento Humano
Autoridades
vão discutir a universalização
do saneamento básico no Brasil para garantir os princípios
da dignidade humana
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,
em conjunto com a Academia Brasileira de Filosofia, e com o apoio
da Organização das Nações Unidas
(ONU), promove na próxima quarta-feira (28) o Congresso
Brasileiro de Desenvolvimento Humano, quando será discutida
a universalização do saneamento básico no
Brasil.
O presidente
da comissão, Giovani Cherini (PDT-RS), chamou
a atenção para a importância de se debater
o assunto. "Uma das maiores fontes poluidoras do meio ambiente
são os esgotos a céu aberto e o lixo sem coleta
e sem tratamento".
Os últimos dados divulgados pelo governo federal apresentam
um balanço da política de saneamento básico
em 2009. O levantamento, coordenado pelo Ministério das
Cidades, mostra que somente 44,5% da população
brasileira possui rede de esgotos. O índice de tratamento
dos esgotos em 2009 chegou a 37,9%.
Participantes
Ao todo 16
palestrantes vão trazer suas contribuições
para o debate, entre eles, o coordenador residente do sistema
ONU no Brasil, o americano Jorge Chediek; Diretor de Meio Ambiente
da hidrelétrica Itaipu Binacional, Nelton Friedrich; e
o secretário nacional de Recursos Hídricos e Ambiente
Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério.
Metas
do milênio
Serão discutidos temas como o saneamento total e as metas
do milênio, a definição de competências
na implantação da política nacional de resíduos,
soluções inovadoras para a destinação
de resíduos e a implantação do Plano Nacional
de Saneamento.
Durante o
evento, o Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (PNUD) será homenageado com a "Medalha
Câmara 50 Anos em Brasília" por seu trabalho
pela erradicação da pobreza, por meio do programa "Metas
do Milênio". O PNUD está presente em 164 países
e é responsável, entre outras ações,
pela elaboração do Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH).
O evento
será a no auditório da TV Câmara,
a partir das 14 horas.
Inscrições
As inscrições são gratuitas e podem ser
feitas pelo email: meioambiente@camara.gov.br, ou pelo telefone:
(61) 3216-6521. São apenas 80 vagas.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html