23-11-11

 

Leia nesta edição:

- Estado de São Paulo fará mutirão para testes de HIV

- Ingestão excessiva de paracetamol pode levar à morte

- Nova forma para diagnosticar bipolares deve entrar em vigor em dois anos

- Redução de mama é mais perigosa para mulheres mais velhas

- Atenção à saúde é ampliada para gestantes e bebês

- Secretaria de Saúde entrega 10 novos leitos

- Sinistralidade no segmento de saúde suplementar retoma nível da gripe suína

- Hospital infantil é construído com dinheiro de doações da população

- Ministério de Saúde vai incluir dois novos testes do pezinho em 2012

- Hospital das Clínicas registra taxa zero de mortalidade após transplante de coração

- Unidades de saúde de cidades atingidas por chuvas estão com obras empacadas

- Saúde no Pará recebeu R$ 90,3 milhões este mês

- Fórum da Saúde discutirá processos contra SUS e planos privados

- Equipe busca reduzir tempo de permanência nos hospitais

- Novo hospital terá sete andares

- Hospitais filantrópicos pedem recursos ao governo federal

- Seis unidades da rede estadual de saúde recebem o Prêmio Gestão Pública 2011

- Empresas estendem plano de saúde a mais categorias funcionais

Quarta-feira 23.11.11

AGÊNCIA BRASIL

Estado de São Paulo fará mutirão para testes de HIV

A Secretaria de Saúde de São Paulo começa amanhã (24) um mutirão para realizar 100 mil testes de HIV. A campanha Fique Sabendo visa a identificar precocemente a infecção pelo vírus da aids e a antecipar o tratamento dos soropositivos.

Segundo a secretaria, 500 dos 645 municípios paulistas aderiram à campanha, que termina no dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids. Todos vão disponibilizar, gratuitamente, o teste de HIV em sua rede de saúde e orientar os funcionários sobre o mutirão.

Em 244 cidades, ainda haverá postos alternativos ou horários extras para a realização dos testes. Na capital paulista, por exemplo, em razão da campanha, o Centro de Testagem do Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids ficará aberto das 9h às 16h no sábado (26). O serviço fica na Rua Santa Cruz, 81, próximo ao metrô Santa Cruz.

Dos 100 mil kits para exames disponibilizados para a campanha, 25 mil são para testes rápidos. Esses exames ficam prontos em cerca de 30 minutos. Assim, quem tiver o vírus detectado pode ser encaminhado imediatamente para acompanhamento médico.

A secretaria informou que 40 mil profissionais de saúde estarão envolvidos na campanha. O atendimento a quem fizer os exames será sempre individual e o sigilo é garantido.

ESTADÃO.COM.BR

Ingestão excessiva de paracetamol pode levar à morte

Tomar paracetamol seguidamente em excesso pode causar uma perigosa overdose difícil de diagnosticar, mas capaz de colocar a vida da pessoa em risco.

Muitas vezes o paciente procura o hospital por não se sentir bem, sem saber que está sofrendo de uma intoxicação pelo remédio.

Um novo estudo mostra que a situação clínica precisa ser reconhecida e tratada rapidamente porque esses pacientes correm mais risco do que as pessoas que tomam overdoses únicas.

Chamadas de overdoses escalonadas, esse abuso acontece quando a pessoa tem dores e repetidamente usa uma dose um pouco maior de remédio do que deveria. "Não se trata da overdose massiva usada por pessoas que querem cometer suicídio, mas de um abuso ao longo do tempo. O dano cresce e o efeito pode ser fatal", diz Kenneth Simpson que publicou um artigo no British Journal of Clinical Pharmacology.

O problema é que, para avaliar os riscos que uma pessoa corre, os médicos normalmente coletam uma amostra de sangue e medem a quantidade da droga em circulação. No caso de uma única overdose, a amostra fornece uma informação valiosa, mas pessoas com overdoses escalonadas podem ter baixos níveis de paracetamol o sangue, mesmo correndo grande risco de falência do fígado e morte.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram dados de 663 pacientes que haviam sido admitidos na Royal Infirmary of Edinburgh entre 1992 e 2008 com lesões no fígado induzidas pelo uso do paracetamol. Os autores descobriram que 161 tinham tomado overdoses escalonadas, normalmente para aliviar várias dores comuns, como de barriga, de cabeça ou musculares.

"Na admissão no hospital, essas pacientes tinham mais probabilidade de ter problemas no fígado e no cérebro, precisando hemodiálise ou ajuda na respiração, e corriam mais risco de morte que aqueles que haviam tomado overdoses únicas", dizem os autores.

O problema é ainda pior para aqueles que chegam ao hospital mais de um dia após a overdose - eles correm mais risco de morte ou de precisar um transplante de fígado.

"Overdoses escalonadas ou pacientes que chegam tarde ao hospital após uma overdose precisam ser monitorados de perto. Deve-se considerar o uso do antídoto para o paracetamol, N-acetylcysteine, independentemente da concentração do remédio no sangue", continuam.

Para os autores, nesses casos é preciso descobrir novos caminhos de avaliar se um paciente pode receber alta, se precisa tratamento ou considerar transplante de fígado.

CORREIO BRAZILIENSE

Nova forma para diagnosticar bipolares deve entrar em vigor em dois anos

Tudo o que Denise Cristina Senra Ribeiro, 45 anos, mais quer é ter uma vida normal. Mesmo fazendo de tudo para concretizar isso, ela sabe que é um sonho distante. Convivendo com o transtorno bipolar desde os 33, quando teve a primeira crise forte, Denise diz que não perdeu a esperança, mas conhece bem as dificuldades que tem de enfrentar. “Tomo os remédios diariamente, mas, ultimamente, tenho tido uma crise atrás da outra. Na última, quase morri, mas não me lembro muito bem como fui parar no hospital.” Denise foi socorrida pelo filho, com quem mora, e pela mãe, que contou que ela tomou vários comprimidos de uma só vez, e desmaiou. “Essa realmente foi a pior crise, a que mais a afetou”, confirma Terezinha Senra Ribeiro.

Para o médico psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fernando Neves, os pacientes com transtorno bipolar podem sim manter a doença sob controle, usando os medicamentos adequados e de forma correta. No caso de Denise, o que agrava o quadro é o fato de ela fazer uso de álcool, “uma bomba”, na visão do médico. Segundo ele, nesse caso, a pessoa tem de tratar o alcoolismo primeiro. E é o que Denise vem tentando. Ela chegou a se internar para a desintoxicação, mas lembra que ficou um mês sem beber e, assim que saiu do hospital, começou tudo de novo. “Tenho consciência de que preciso parar, só não tenho controle”, lamenta.

E não é só Denise que sofre da doença, marcada por extremos de euforia e de depressão. Ao menos 1% (70 milhões de pessoas) da população mundial tem transtorno bipolar tipo I (bipolar clássico, que tem as duas fases — mania e depressão — bem marcadas). Do tipo II (caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão) são 4% — cerca de 280 milhões de pessoas (o equivalente a mais da totalidade da população brasileira, hoje em torno de 200 milhões). Mesmo assim, a doença ainda não tem a atenção que merece, passando a ganhar investimentos mais pesados nos estudos a partir da década de 1990 (até então, os estudos eram direcionados para a esquizofrenia).

De lá para cá, pouca coisa evoluiu, mas a principal perspectiva vem trazendo alento tanto para a classe médica quanto para os pacientes. São os parâmetros de classificação da doença. Hoje, para ser diagnosticado, o portador precisa ter alteração de humor durante quatro dias seguidos. Com a mudança, bastarão dois dias. Segundo Neves, isso agilizará o diagnóstico. “Mas é preciso cuidado para não cair no falso positivo. Há de se avaliar o histórico do paciente, com perguntas bem estruturadas, e ver se ele já teve alterações no passado.”

Com previsão de ser publicada em 2013, a nova versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais deve trazer uma série de mudanças nos critérios para diagnóstico de transtornos psiquiátricos. No que diz respeito ao transtorno bipolar, as principais alterações são referentes à caracterização do tipo II. Além de o parâmetro ser baixado para dois dias, o aumento de energia e atividade deverá entrar como um critério principal, quando antes eram só expansividade, euforia ou irritabilidade. “Essa revisão deve facilitar o diagnóstico e terá um impacto também em epidemiologia. Pacientes que estão subdiagnosticados hoje serão melhor identificados”, afirma o psiquiatra Diogo Lara, professor da Faculdade de Biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), durante participação no Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado em Gramado (RS).

Na infância

Outra alteração importante é um novo diagnóstico, do transtorno de desregularão do temperamento, para ser aplicado na infância. “Pela primeira vez na psiquiatria, o temperamento terá de ser tratado, não somente o episódio. Tratado na infância, o mal não se agrava, sendo mantido sob controle”, afirma Lara. A dificuldade é que, na infância, o mal geralmente é confundido com outras anomalias, conforme alerta Fernando Neves, que também participou do congresso em Gramado. Geralmente, o primeiro episódio, conforme o psiquiatra, surge em torno dos 19 ou 20 anos.

“Antes disso, a pessoa pode ter depressão, irritação, mas não é o suficiente. É preciso levar em conta a história da família, se há pessoas jovens com depressão, e ficar atento aos próprios sintomas, entre os quais a alteração da necessidade de sono.”

Antes de o transtorno bipolar se manifestar, a mineira Denise Senra trabalhava num banco público. Chegou a pesar 120kg, principalmente por causa do uso do álcool. Ela conta que estava insatisfeita com uma transferência, quando foi obrigada a mudar de cidade. E aí começou a beber caixas e caixas de cerveja, até chegar ao limite. Foi quando conseguiu retornar para BH e se internar para tratamento. Em seguida, obteve autorização para fazer uma cirurgia bariátrica. Depois da redução do estômago, sempre que ficava nervosa, desmaiava, e, de 12 anos para cá, vem tendo uma crise atrás da outra. São momentos de depressão, ansiedade, angústia e, às vezes, euforia, em que ela diz querer sair e comprar tudo o que vê.

“Sinto uma tristeza tão grande e fico muito angustiada. Quero fazer as coisas e não posso. Quero dar atenção ao meu filho, que é uma graça e cuida muito de mim, mas não consigo nem me dar atenção.” Denise relata que começou a esquecer as coisas. Às vezes, não lembra se já comeu ou se já tomou os remédios e outras coisas desse tipo. “O transtorno bipolar é uma doença que tinha de ser mais divulgada. Muita gente não sabe o que é e até mesmo quem tem costuma não saber. Quando me apresento às pessoas, digo: ‘Prazer, tenho transtorno bipolar. É uma forma que encontrei para dizer que estou viva.”

Cara a cara com a doença

Transtorno bipolar tipo I

Períodos de mania (euforia), com humor elevado e expansivo, graves o suficiente para causar prejuízo no trabalho e nas relações sociais, podendo gerar necessidade de hospitalização, contrapostos por períodos de humor deprimido, sentimentos de desvalia, desprazer, alterações do sono e do apetite, entre outros. Geralmente, o estado maníaco dura alguns dias; períodos de depressão, de semanas a meses.

Transtorno bipolar tipo II

Períodos de hipomania, em que também ocorre estado de humor elevado e agressivo, mas de forma mais suave. Um episódio do tipo hipomania, ao contrário da mania, não chega a ser suficientemente grave para causar prejuízos em atividades de trabalho ou na vida social.

Transtorno bipolar misto

Períodos mistos, em que em um mesmo dia há alternâncias entre depressão e mania. Em poucas horas, a pessoa pode chorar, ter sentimentos de desvalia e desprazer e, no momento seguinte, estar eufórica, sentindo-se capaz de tudo, falante e agressiva.

PORTAL UOL

Redução de mama é mais perigosa para mulheres mais velhas

A mamoplastia redutora, popularmente conhecida como cirurgia de redução das mamas, esta entre os procedimentos mais realizados em todo mundo. Ela é altamente eficaz no alívio dos sintomas relacionados ao excesso de peso nas mamas, como postura inadequada e dores na coluna.

Complicações após cirurgia de redução de mama, particularmente infecções, são mais comuns em mulheres a partir dos 50 anos do que nas mais jovens, afirmam pesquisadores norte-americanos.

Através de estudo realizado com 1.192 mulheres submetidas à cirurgia de redução de mama entre 1999 e 2009, pesquisadores do The Johns Hopkins Medical Institutions, nos Estados Unidos, avaliaram as taxas e tipos de complicações em três diferentes grupos etários: mulheres com menos de 40 anos; entre 40 a 50; e maiores de 50.

Os resultados da pesquisa sugerem que as mulheres com mais de 50 anos sofrem maior risco de desenvolver infecções após a mamoplastia (a taxa de infecção foi 2,7 vezes maior para mulheres com 50 anos ou mais, comparado com o grupo com menos de 40 anos).

O estudo mostra, também, que mulheres com mais de 50 anos tendem a ter maior taxa de problemas de cicatrização, o que pode levar à necessidade de novas cirurgias corretivas para cicatrizes e retirada de tecido morto na pele (chamada desbribamento).

Os pesquisadores acreditam que esses problemas ocorram devido às variações hormonais pelas quais essas mulheres passam durante a menopausa.

Terça-feira 22.11.11

PORTAL DA SAÚDE

Atenção à saúde é ampliada para gestantes e bebês

Ministério da Saúde contribui para que gestantes e mães de crianças menores de seis meses de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família recebam benefício adicional do Ministério do Desenvolvimento Social e o reforço do acesso das famílias aos serviços de saúde do SUS.

O Ministério da Saúde divulgou as informações e procedimentos aos municípios para a implementação de dois benefícios adicionais às famílias do Programa Bolsa Família que tenham gestantes e crianças menores de seis meses. Eles fazem parte do conjunto dos benefícios variáveis do Programa Bolsa Família (PBF), cuja quantidade máxima por família foi ampliada de três para cinco benefícios variáveis – que pode ir de R$ 32,00 a R$ 160,00. Serão pagas nove parcelas mensais a partir da identificação de que a beneficiária é gestante e após a inclusão na folha de pagamento do PBF. Outras seis parcelas consecutivas virão em seguida, mediante identificação no Cadastro Único da existência na família de crianças até seis meses.O Bolsa Família é conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

Os benefícios para gestantes entre 14 e 44 anos e para mães de crianças de até seis meses reforçam a importância da atenção à saúde nestas fases do curso da vida. Além disso, contribuem para a proteção à mãe e ao bebê durante a gestação e os primeiros meses de vida da criança, elevando a renda familiar em duas fases essenciais ao crescimento e desenvolvimento da criança: a fase do desenvolvimento gestacional e a primeira infância.

“A participação do Ministério da Saúde nesse processo é de extrema importância, pois esses dois novos benefícios variáveis do PBF serão concedidos pelo MDS a partir do momento em que se identifica na rede de atenção à saúde se há grávidas ou crianças de até seis meses nas famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Ao identificá-las, o Ministério da Saúde informará mensalmente o MDS sobre as famílias que serão contempladas. Com isso, colaboramos diretamente para o sucesso da política de transferência de renda que é fundamental no Plano Brasil Sem Miséria”, considera o diretor do Departamento de Atenção Básica, Hêider Aurélio Pinto. Ele lembra que gestantes e crianças de até seis meses estão entre os membros mais vulneráveis das famílias beneficiadas pelo programa.

A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, observa que além de colaborar para que gestantes e crianças usufruam de seu direito ao benefício complementar. O Ministério da Saúde também qualifica o atendimento para esse público específico, estimulando a realização de exames pré-natais, orientando as mulheres para a amamentação e preconizando hábitos que resultem em uma gestação saudável.

Para a concessão do benefício variável à gestante não será obrigatório ter iniciado o pré-natal. No entanto, uma vez concedido o benefício, a gestante deverá realizar os exames e consultas. O objetivo do benefício variável para as mães de crianças de até seis meses é garantir melhores condições de nutrição à mãe, se ela for a responsável pela(s) criança(s), e ao bebê, auxiliando na promoção da segurança alimentar e nutricional, dada a grande relevância da amamentação nos primeiros seis meses de vida. Para que a família continue a receber o benefício variável para nutrizes, é necessário que as crianças menores de seis meses estejam com o calendário vacinal atualizado e com o acompanhamento nutricional (peso e altura) realizado pelo SUS.

O SÃO GONÇALO ONLINE

Secretaria de Saúde entrega 10 novos leitos

A Secretaria de Saúde entrega, nesta terça-feira (22), 10 novos leitos de Unidade de Tratamento intensivo (UTI) para o Hospital Azevedo Lima, no Fonseca, em Niterói, referência em neurocirurgia.

O governador Sérgio Cabral, vice-governador e coordenador executivo de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, os secretários de Saúde, Sergio Côrtes, e de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, participam da solenidade.

O hospital conta atualmente com 20 leitos de UTI adulto e sete de UTI neonatal. A unidade atende pacientes de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito, Silva Jardim, Maricá, além da Zona Oeste e Baixada Fluminense, somando mais de 2 milhões de habitantes. Os serviços de trauma, maternidade e neurocirurgia são referência na rede estadual.

O investimento é de R$ 897 mil e faz parte do planejamento da secretaria em ampliar o número de leitos no estado. Apenas no segundo semestre de 2011, 40 já foram inaugurados, incluindo os 10 entregues nesta terça.

FOLHA DE S. PAULO

Sinistralidade no segmento de saúde suplementar retoma nível da gripe suína

Maria Cristina Frias

A sinistralidade no setor de saúde suplementar alcançou no primeiro semestre o elevado patamar registrado no período da gripe suína, segundo o Iess (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar).

O comprometimento da receita de operadoras com assistência a saúde, foi de 81,4%.

"O índice equivale ao percentual da receita de mensalidade usado no pagamento dos serviços de assistência como consultas, exames e internações", diz Luiz Carneiro, superintendente do Iess.

O cálculo não inclui despesas administrativas e de comercialização.

"As razões para a elevação variam. Pode ter aumentado a frequência de uso ou o valor médio dos procedimentos. Ou então algumas operadoras estão com dificuldade de repassar o aumento de custo para a receita", diz Carneiro.

O índice representa a média de sinistralidade de diferentes tipos de operadoras, como filantrópicas, cooperativas, autogestão, medicina de grupo e seguradoras.

A autogestão, por exemplo, tem sinistralidade de 89%, segundo Denise Eloi, presidente da Unidas Nacional, que congrega o grupo. "Temos mais idosos na carteira."

Em contrapartida, na autogestão, não há despesas com marketing e corretores, pois são trabalhadores que organizam seus próprios planos. "Ainda não afirmamos que 81% inviabilizam o mercado, só alerta", diz Carneiro. A ANS informa que não percebe tendência de alta na sinistralidade. Só "oscilação sazonal".

CORREIO BRAZILIENSE

Hospital infantil é construído com dinheiro de doações da população

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar, com inauguração marcada para esta quarta-feira, no Setor de Áreas Isoladas Norte (Sain), é feito de muito além de tijolos e cimento. Tem em suas paredes um pouco de sonho e solidariedade. A Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace) reuniu R$ 17 milhões para a construção do centro de saúde. O dinheiro veio de doações de pessoas físicas e empresas. A intenção era montar um hospital diferente, mais humanizado, sem a aparência típica dos corredores brancos e frios, onde nada se parece com alegria. O hospital é público, e caberá ao Governo do Distrito Federal (GDF) gerenciá-lo.

As cores estão presentes desde a entrada, enfeitada com um cata-vento, até os consultórios. Logo na recepção, um trenzinho de madeira e sofás garantem o conforto de quem chega. Ainda no primeiro cômodo do prédio, há um piano, que também veio de doação. Nele, músicos da Universidade de Brasília (UnB) e da Escola de Música de Brasília (EMB) devem se revezar em apresentações. Em lugar das comuns salas de espera, há duas brinquedotecas repletas de livros infantis. Uma regra em especial chama a atenção. Ali, as crianças devem ser chamadas pelo nome, assim como os pais. Para que isso seja possível, todos ganharão um crachá. Uma cafeteria deve ser inaugurada em breve.

O centro de saúde oferecerá todas as especialidades pediátricas, entre elas a oncologia, para pacientes até 18 anos. As obras começaram em 2005, em terreno cedido pela Secretaria de Saúde do DF. Foram necessários R$ 15 milhões somente para equipar o hospital. O GDF e o Ministério da Saúde dividiram a conta. O hospital abre as portas com a primeira etapa concluída, o Bloco I. Ele tem 7 mil metros quadrados e vai funcionar como ambulatório. As crianças terão acesso consultas, exames, quimioterapia e hemodiálise, entre outros cuidados.

Serviços que antes eram prestados em lugares como Hospital de Base e Hospital de Apoio passam a ser administrados pela equipe do Hospital da Criança, que terá como diretor o médico Renilson Rehem. “Hoje, não existe serviço ambulatorial exclusivo para crianças em lugar nenhum. Quando elas precisam de um cateter, por exemplo, têm de disputar lugar na fila com acidentados, pessoas que tiveram AVC. Agora, isso vai mudar”, explicou a presidente da Abrace, Ilda Peliz (leia Personagem da notícia).

Dever cumprido

Para Ilda, a inauguração tem um gosto especial. “A sensação é de dever cumprido. Consegui realizar um sonho, que também é dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), das famílias que têm alguém com câncer”, comemorou. “Eu tive uma filha com essa doença. Naquela época, sonhei e desejei que não precisasse ficar correndo ora no Base, ora no Apoio, ora na rede particular. Aqui a criança vai entrar e ter todo o diagnóstico, todos os exames. Não fará nenhum procedimento fora. Eu fico muito feliz em ter colaborado para trazer conforto e dignidade.”

Os usuários agradecem. Os pequenos Nayram Alejandro Messias da Silva, 5 anos, Beatriz Ferreira, 7, e Isabella Rodrigues Reis, 11, conheceram a brinquedoteca na tarde de ontem, antes da inauguração. “Aqui é muito mais legal. Tem livro, historinha”, destacou Beatriz. Os pais também comemoram as mudanças. “Gostei muito do clima daqui. É bem feliz. Isso diminui a tristeza de vir ao hospital. Nós viajamos 12 horas a cada três meses para fazer o tratamento em Brasília”, disse Mirella de Jesus Teixeira, 33, mãe de Ana Júlia, 3. A menina sofre de problemas renais e vive em Bom Jesus da Lapa (BA), onde não há especialistas para cuidar dela.

A única reclamação diz respeito ao transporte público que leva ao local onde o hospital será inaugurado. “A Secretaria de Transportes poderia dar mais opções de linhas diretas para esse destino. Não é fácil chegar aqui sem carro”, queixou-se Alessandra de Almeida Costa, 30 anos, mãe de Luiz Arthur de Almeida Costa, que busca atendimento para problemas renais e mora em São Sebastião.

Falta ainda a segunda etapa de obras, para entregar à população o Bloco II. Este ficou a cargo do GDF. A promessa é de começar a construí-lo em 2012. O bloco deverá ter 14 mil metros quadrados e custará R$ 28 milhões. Com a conclusão dessa etapa, será possível atender 324 mil pacientes por ano. “Há possibilidade de parcerias com uma ONG séria, que já prestou serviços em locais como o Haiti. Eles trazem o hospital modulado, pronto, em um navio. Dessa maneira, ficaria pronto em um ano”, esclareceu Ilda Peliz.

FOLHA.COM

Ministério de Saúde vai incluir dois novos testes do pezinho em 2012

O Ministério da Saúde afirmou que deve incluir, em 2012, novas detecções no teste do pezinho --hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase-- nos Estados que têm programas mais avançados nesse tipo de diagnóstico e no tratamento de crianças.

A hiperplasia adrenal congênita é uma doença hereditária decorrente da falta de enzimas para a produção de hormônios. A deficiência de biotinidase é uma doença metabólica que leva à falta de uma vitamina.

A ampliação dos diagnósticos feitos com o teste do pezinho foi recomendada pelo Ministério Público Federal em São Paulo nesta semana.

Teste do pezinho pode mudar no sistema de saúde público

Além das duas detecções já citadas, outros dois tipos de testagem foram recomendados pelo Ministério Público Federal: deficiência de glicose-6-fosfato desidronagenase (ruptura da membrana de células sanguíneas na presença de alguns remédios ou alimentos) e toxoplasmose congênita (doença infecciosa).

Estas não deverão ser incluídas, segundo Miranda. "Ainda não há referência mundial de que essas duas outras doenças tenham necessidade de testagem regular em todas as crianças. Mas vamos ter protocolos [de atendimento]."

MAPA NACIONAL

Miranda disse à Folha que o ministério pretende fazer um mapa nacional com a situação atual da testagem do pezinho e o consequente acompanhamento das crianças diagnosticadas como positivas nas detecções.

Uma experiência de Minas Gerais servirá de modelo. Lá, de acordo com o secretário, todas as crianças são testadas e, se diagnosticadas com alguma doença, são acompanhadas por profissionais de saúde.

A ideia é que se tenha, até o início do próximo ano, um raio-X dos demais Estados. "A partir daí vamos traçar um plano, que o ministério vai pilotar em parceria com os Estados, para montar serviços de referência", disse ele.

EM.COM.BR

Hospital das Clínicas registra taxa zero de mortalidade após transplante de coração

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, comemora o índice de 0% de mortalidade dos pacientes submetidos a transplante de coração no último ano. A unidade foi credenciada para a realização deste tipo de cirurgia em 2006 e, atualmente, é o segundo maior centro transplantador do país.

De acordo com o HC, o hospital realiza, atualmente, até 25 transplantes de coração por ano, estando próximo de atingir a marca de 100 procedimentos nos cinco anos de atuação nesta área.

“Não somos maiores apenas no volume, mas no resultado. Apesar de lidar com 70% dos pacientes em estado gravíssimo, nos últimos 12 meses registramos 0% de mortalidade cirúrgica”, afirma a coordenadora da Cardiologia, Maria da Consolação Vieira Moreira.

O coordenador cirúrgico da equipe de transplante de coração do Hospital das Clínicas, Cláudio Gelape, destaca que a unidade só não realiza mais transplantes devido à falta de doadores em Minas Gerais. Atualmente, cerca de 20 pacientes estão na fila à espera de um coração no estado.

Gelape destaca a expectativa de aumentar o número de procedimentos com a adoção, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), do implante de coração ou ventrículo artificial. A equipe do HC já se prepara para realizar este tipo de procedimento, que tem melhorado a qualidade de vida do paciente que espera por um coração novo. O coração ou ventrículo artificial é um dispositivo que trabalha juntamente com o coração doente, fazendo a função do ventrículo.

“Este é um processo e um equipamento caro, e que ainda não é coberto pelo SUS. A minha expectativa é que o SUS incorpore essa nova tecnologia dentro de dois ou três anos, devido ao bom resultado apresentado nos principais centros do mundo”, afirma Cláudio Gelape, que fez, recentemente, pós-doutoramento nesta área. Ele destaca que com o dispositivo artificial o paciente consegue aguardar pelo transplante fora do ambiente hospitalar.

GAZETA WEB.COM

Unidades de saúde de cidades atingidas por chuvas estão com obras empacadas

Entre as 34 unidades e complexos de saúde que deveriam atender moradores das cidades atingidas pelas enchentes em Alagoas – que aconteceram há um ano e cinco meses – apenas duas delas tiveram 10% do projeto construído. Os dados alarmantes foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), responsável pelo andamento das construções.

Segundo o relatório da Sesau, as obras iniciadas consideradas mais ‘avançadas’, com 10%, são as duas unidades básicas de saúde situadas em Cajueiro e Joaquim Gomes. Na cidade de Branquinha, a Unidade Básica de Saúde (UBS) está com 8% da obra pronta.

As perspectivas, a partir de então, só pioraram: em dez outras unidades básicas, localizadas em Murici, São José da Laje e União dos Palmares, apenas 5% das empreitadas foram feitas. As quatro unidades básicas de Rio Largo aguardam também a conclusão, que ainda têm 6% das obras concluídas.

O Pronto Socorro, que deveria estar pronto em São José da Laje, também só tem 5%. Em Santana do Mundaú, uma das mais atingidas, uma unidade básica e duas de pronto-socorro ainda não chegaram a colocar os primeiros tijolos porque as obras, orçadas em R$ 924 mil, aguardam a liberação de um terreno.

Mais atrasados em outras obras

Em meio à prestação de contas da Sesau, mais dados divulgados mostram que outras 13 construções, entre complexos, unidades mistas, secretarias e serviços de endemias, ainda estão com os projetos 'empacados' na Procuradoria Geral do Estado (PGE), ou seja, sequer começaram as construções. Esses estabelecimentos deveriam ser construídos nas cidades de Paulo Jacinto, Santana do Mundaú, Jacuípe, Atalaia, Rio Largo, Quebrangulo, Jacinto e São José da Laje.

Durante a apresentação dos dados, o Estado foi alvo de uma série de críticas quanto à lentidão dos processos. Em resposta, várias justificativas foram apontadas: atraso no envio dos recursos do Governo Federal – cujo orçamento da obra chegou em mais de R$ 30 milhões -, a ainda tentativa de dispensa de licitação, embora o processo já tenha passado de um ano, o que não mais a caracterizaria como emergencial e a espera por medidas provisórias que acelerassem o repasse.

PGE contesta informações

A Procuradoria Geral do Estado contestou as informações repassadas pela Secretaria de Estado da Saúde e nega que os processos estejam sob sua responsabilidade.

De acordo com a PGE, tal relatório da Sesau é referente aos meses do primeiro semestre e, portanto, estariam desatualizados, haja vista que os processos chegaram à instituição em setembro último, foram devidamente distribuídos e analisados e os pareceres, em seguida, devolvidos à Secretaria.

A Procuradoria garantiu que nenhum processo está mais sob a sua responsabilidade.

DIÁRIO DO PARÁ

Saúde no Pará recebeu R$ 90,3 milhões este mês

Somente na primeira quinzena de novembro, o Ministério da Saúde repassou R$ 90,3 milhões para ações de saúde em 143 municípios paraenses. Do total transferido pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundos estaduais e municipais de saúde, mais de R$ 57 milhões (63,2%) foram destinados para o bloco da Média e Alta Complexidade Hospitalar (MAC), que incluem o custeio de procedimentos como transplantes e quimioterapia. Além disso, os recursos deste bloco financiam hospitais de pequeno porte, centros de especialidades odontológicas, laboratórios de prótese dentária e do programa Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), entre outras ações.

O segundo bloco com maior volume de recursos transferido foi o da Vigilância em Saúde, com mais de R$ 19,3 milhões nos primeiros quinze dias do novembro. Este bloco financia ações de prevenção a doenças, no âmbito da vigilância epidemiológica e ambiental em saúde. Para o bloco de Atenção Básica, foram repassados R$ 13,2 milhões. O recurso financia ações básicas de saúde e de programas como Saúde da Família, Agentes Comunitários de Saúde, Saúde Bucal, entre outros.

MEDICAMENTOS

O montante transferido para o financiamento e manutenção da Assistência Farmacêutica totalizou R$ 500 mil, destinados a três componentes: Assistência Farmacêutica Básica, Assistência Farmacêutica Estratégica e o componente Especializado da Assistência Farmacêutica.

Para a Assistência Farmacêutica Básica, são repassados recursos para a aquisição de medicamentos e insumos. Já o recurso da Assistência Farmacêutica Estratégia custeia ações como controle de endemias, antirretrovirais do Programa DST e Aids, sangue e Hemoderivados e imunobiológicos, entre outras. O componente Especializado se refere aos casos mais complexos e de alto custo - medicamentos para tratamento de Alzheimer, osteoporose, cardíacos crônicos, entre outros. Pelo bloco Investimento, houve repasse de R$ 124,3 mil, para três municípios. As cidades de Castanhal e Santa Izabel do Pará receberam, cada uma, R$ 20 mil, valor que corresponde à primeira parcela para a construção de unidades básicas de saúde (UBS) nesses municípios. A cidade de Tucumã recebeu R$ 84,3 mil para o componente de aquisição de equipamentos e material permanente. O objetivo é a estruturação da rede de serviços de atenção básica de saúde local.

NOVAS UNIDADES

Além da implantação da UBS e a aquisição de materiais, o recurso do bloco Investimento pode financiar ações como a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Salas de Estabilização (UPASE), entre outras. Capital – Do total transferido para municípios do Pará, R$ 37,9 milhões foram repassados para a gestão dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em Belém. Deste total, R$ 28,9 milhões são para o bloco da Média e Alta Complexidade, sendo que R$ 18,6 milhões foram repassados ao Fundo Estadual de Saúde. O valor repassado para Belém (R$ 37,9 milhões) corresponde a 42% do total transferido para os 143 municípios do Pará. Ananindeua, município da Região metropolitana da capital, recebeu R$ 4,6 milhões, sendo R$ 2,7 milhões para ações do bloco MAC e R$ 1,07 milhão para Vigilância em Saúde. Para Santarém, o repasse foi de R$ 3,1 milhões, sendo R$ 2,1 milhões destinados ao MAC. A transferência consiste no repasse de valores, regular e automático, diretamente do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os estados e municípios. Acompanhe aqui o repasse Fundo a Fundo para o seu município.

PORTAL DO CNJ

Fórum da Saúde discutirá processos contra SUS e planos privados

O Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde – mais conhecido como Fórum da Saúde – do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza em Brasília, nos próximos dias 6 e 7 de dezembro, a segunda reunião do ano com representantes dos comitês gestores localizados em cada estado. O objetivo do evento é discutir os principais temas relacionados ao setor que impactam nos processos judiciais em tramitação nos tribunais brasileiros (as chamadas demandas judiciais de saúde). E, dessa forma, contribuir para que tais processos sejam julgados com a máxima celeridade possível.

O evento será aberto pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília.

Planos privados

Tem como uma das novidades, a avaliação sobre a implantação e funcionamento dos núcleos de apoio técnico existentes nos estados. Os núcleos foram criados atendendo a determinação do CNJ com o intuito de subsidiar os tribunais durante o julgamento de ações voltadas para o setor de saúde. Também fazem parte da pauta de trabalhos, discussões sobre demandas relacionadas aos planos privados de saúde e a atual situação destas demandas no Judiciário brasileiro (uma vez que em maio passado, existiam quase 241 mil ações envolvendo o setor em todo o país).

Serão discutidas, ainda, as alterações produzidas pela Lei 12.401/2011 - que institui, entre outros pontos, diretrizes terapêuticas definidas em protocolo clínico ou, na ausência desses, a relação de medicamentos instituída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a prestação da assistência na rede pública. E a necessidade do acompanhamento das ações judiciais referentes ao tratamento do câncer.

Acompanhamento

Outro tema a ser abordado é o sistema de acompanhamento eletrônico das demandas de saúde, instituído pelo CNJ. O sistema, a ser alimentado pelos Tribunais de Justiça, permitirá o monitoramento das ações judiciais em trâmite e a implantação dos Núcleos de Apoio Técnico para auxiliar o trabalho dos juízes.

O II encontro nacional dos comitês gestores do Fórum da Saúde é coordenado pelos conselheiros Ney José de Freitas, presidente da Comissão de Acesso à Justiça e à Cidadania do CNJ, e Marcelo Nobre, presidente da Comissão de Acompanhamento Administrativo do CNJ. Será fechado ao público e, ao final, os conselheiros divulgarão o resultado das propostas discutidas.

Fórum

Implantado em agosto do ano passado, o Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde foi criado pela Resolução n. 107 do Conselho. É integrado por representantes dos Comitês Estaduais da Saúde – formados por juízes e servidores dos tribunais – bem como representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, secretarias estaduais e municipais de Saúde, além de acadêmicos, especialistas em Direito Sanitário e membros da sociedade civil.

PORTAL DA SAÚDE

Equipe busca reduzir tempo de permanência nos hospitais

Em dezembro, os Núcleos de Acesso e Qualidade vão apresentar o diagnóstico inicial dos Hospitais Miguel Couto e Albert Schweitzer apontando as primeiras medidas a serem adotadas

Primeiro dos 11 hospitais brasileiros a receber o S.O.S Emergências , o Miguel Couto, no Rio de Janeiro, já tem definidas as ações prioritárias a serem executadas pelo Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH). Num prazo estimado de 30 dias, a contar a partir do dia 9 de novembro, será feito um diagnóstico das principais dificuldades relacionadas à porta de entrada hospitalar e discutidas medidas que possibilitem a redução do tempo de permanência dos pacientes na emergência.

O S.O.S Emergências é uma estratégia do Ministério da Saúde – executada em parceria com estados e municípios – que vai qualificar a gestão e o atendimento nas emergências de grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Rio de Janeiro, além do Miguel Couto, da rede municipal, o Hospital Estadual Albert Schweitzer também recebe apoio da ação, lançada no dia 8 de novembro pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro Alexandre Padilha, em Brasília. No dia 9, Padilha esteve no Rio para dar início aos trabalhos nos dois hospitais.

Referência em neurocirurgia, traumato-ortopedia e cirurgia vascular, o Miguel Couto foi selecionado para receber a ação por, além de possuir pronto-socorro, realizar grande número de internações (foram 11,21 mil de janeiro a outubro deste ano) e atendimentos ambulatoriais. Caberá ao NAQH do Miguel Couto – formado por representantes do ministério, das secretarias estaduais e municipais de Saúde e do hospital – avaliar a regulação de leitos de retaguarda em unidades da região para atender à demanda do hospital.

O núcleo avaliará, por exemplo, quantas equipes do Melhor em Casa poderão ser criadas. O programa, outra ação lançada pelo governo federal através do Ministério da Saúde, aumentará a capacidade do atendimento domiciliar já realizado no município, possibilitando assim a desospitalização de pacientes. “Temos a convicção de que não se faz mudança em urgência e emergência se não houver uma mudança no antes, na rede básica, e no depois. Por isso, o S.O.S Emergências não é uma ação isolada, mas faz parte de uma rede de ações do Ministério da Saúde”, disse o ministro Alexandre Padilha no lançamento do S.O.S Emergências no Miguel Couto.

ALBERT SCHWEITZER

A elaboração de medidas que reduzam o tempo de permanência dos pacientes na emergência também será uma das prioridades do Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar do Albert Schweitzer. Principal unidade de urgência e emergência em funcionamento na Zona Oeste do Rio, o hospital tem 338 leitos e realizou - de janeiro a outubro deste ano - cerca de 150 mil atendimentos somente no pronto-socorro.

Uma outra tarefa prioritária do NAQH – determinada pelo ministro Alexandre Padilha em sua visita à cidade para assinar o termo de compromisso do S.O.S Emergências – será a habilitação dos 43 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva do Albert), que funcionam desde 2008.

AÇÕES

Além das ações prioritárias já definidas no Miguel Couto e no Albert Schweitzer, os Núcleos de Acesso e Qualidade Hospitalar vão avaliar e executar outras medidas que qualifiquem a assistência, como organizar a gestão de leitos, o fluxo de internação e a implantação de protocolos clínico-assistenciais e administrativos. Estão previstas, ainda, medidas para proporcionar a adequação da estrutura e do ambiente hospitalar.

O Ministério da Saúde vai liberar recursos de R$ 3 milhões para cada um dos hospitais para a realização de obras e aquisição de equipamentos – conforme for definido após as avaliações feitas pelos núcleos, em conjunto com a direção das unidades.

REDE

O S.O.S Emergências integra a Rede Saúde Toda Hora e, além do Miguel Couto e do Albert Schweitzer, tem início em mais nove hospitais de grande porte, localizados em oito capitais: Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF), São Paulo (SP), Belo Horizonte (BH), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS). Todos os hospitais selecionados são referências regionais, possuem pronto-socorro e realizam grande número de internações e atendimentos ambulatoriais. A meta é que até 2014 o S.O.S Emergências atinja os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, em 26 estados e no Distrito Federal.

DIÁRIO DA AMAZÔNIA

Novo hospital terá sete andares

Projetado para ter sete andares e 140 leitos, o Hospital Regional de Ariquemes vai precisar de R$50 milhões para sair do papel e ajudar a melhorar o sistema público de saúde de Rondônia. Os primeiros passos para que a obra seja realizada foram efetivados ontem, quando a prefeitura confirmou a doação do terreno e entregou oficialmente o projeto do futuro hospital ao governo do Estado.

O governador Confúcio Moura (PMDB) disse que a construção deste hospital regional vai melhorar todo o sistema público de saúde de Rondônia. “Quando esta unidade estiver em funcionamento, os hospitais da Capital vão desafogar e a população vai ser melhor atendida, sem falar que esses pacientes vão estar mais pertos de casa”, argumentou. Para o prefeito de Ariquemes, Márcio Londe Raposo, a futura unidade hospitalar vai ser uma referência para todo o Estado. “O projeto que entregamos ao governo Estadual foi construído dentro dos mais modernos padrões da medicina e o nosso desejo é de que a população possa ser a maior beneficiada”, afirma.

NÚMEROS

Além dos sete andares, outros números do Hospital Regional de Ariquemes impressionam, como o tamanho da obra, cerca de 11,6 mil metros quadrados e o valor já gasto para a elaboração do projeto R$640 mil. O dinheiro a ser investido também desperta a atenção, cerca de R$ 29,9 milhões é o custo da obra e outros R$20 milhões devem ser gastos com os equipamentos.

Dos 140 leitos que serão construídos, 20 vão ser utilizados como Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). Também estão previstos cinco centros cirúrgicos. “É uma obra audaciosa, mas sabemos que com a união da prefeitura, governo do Estado e dos nossos parlamentares será possível sim construir o Hospital Regional de Ariquemes”, afirma a secretária municipal de saúde, Rosieli Alves Chiaratto.

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROJETADO PARA ACADÊMICOS

A previsão é de que o Hospital Regional de Ariquemes traga investimentos para a saúde pública e para a educação superior, com a implantação de um curso de medicina no município, pela Universidade Federal de Rondônia (Unir). A proposta de formar os futuros médicos de Rondônia em Ariquemes surgiu da possibilidade do hospital ser projetado para também servir aos acadêmicos de medicina.

O diretor do campus da Unir em Ariquemes, Antônio Carlos Maciel, disse que a possibilidade de implantação do curso de medicina em Ariquemes é grande e já está sendo discutida pelo Ministério da Educação. “A construção de um hospital moderno e com as condições para que os acadêmicos possam trabalhar a teoria e a prática era o sinal que estávamos esperando”, resume.

CORREIO DE NOTÍCIAS

Hospitais filantrópicos pedem recursos ao governo federal

O presidente do Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, Julio Matos, reuniu-se, na tarde desta segunda-feira, com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), em Brasília. O encontrou tratou de três pontos considerados fundamentais pelo setor: a liberação de verbas previstas em duas emendas de bancada e o desbloqueio da suspensão de contratos de ONGs com o governo federal.

Segundo Matos, uma das emendas da bancada federal gaúcha, no valor de R$ 31,4 milhões, garante recursos para a compra de equipamentos necessários para as casas de saúde. O segundo item trata do desbloqueio de outra emenda, uma verba de R$ 25 milhões destinada à reforma e à modernização do Hospital Santa Clara, do Complexo Hospitalar Santa Casa, na Capital. O terceiro ponto debatido foi o desembargo das relações do governo federal com cerca de 40 entidades, filiadas ao Sindicato, que foram prejudicadas no escândalo das ONGs que derrubou o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B).

Conforme Matos, a ministra Ideli Salvatti, prometeu se reunir com os ministérios do Planejamento e da Fazenda para decidir se libera ou não os recursos. O líder sindical disse que Ideli se comprometeu em responder, até quinta-feira, à senadora Ana Amélia Lemos (PP). A parlamentar intermediou o encontro.

Em relação aos R$ 100 milhões solicitados ao governo do Estado. O presidente Julio Matos confirmou que a primeira parcela, de 50% do valor, foi depositada em outubro. A segunda parte está programada para janeiro. O Sindicato pretende, ainda nesta semana, protocolar no gabinete do secretário da Saúde, Ciro Simoni (PDT), e no escritório do chefe da Casa Civil, Carlos Pestana (PT), um pedido de antecipação do valor para dezembro.

A rede de hospitais sem fins lucrativos no Rio Grande do Sul responde por 90% dos atendimentos de baixa e média complexidade e por 70% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado. O endividamento do setor pode chegar a R$ 1 bilhão. Em 2010, os hospitais filiados, receberam do SUS R$ 565 milhões, enquanto os gastos atingiram R$ 875 milhões, configurando um prejuízo de R$ 310 milhões. O presidente ressaltou, ainda, que, das 720 mil internações pelo SUS no ano passado no Rio Grande do Sul, 520 mil foram absorvidas pelos 239 hospitais beneficentes e filantrópicos gaúchos.

PORTAL DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ

Seis unidades da rede estadual de saúde recebem o Prêmio Gestão Pública 2011

Gestores e profissionais da rede estadual de saúde recebe nesta quarta-feira (23) o Prêmio Ceará Gestão Pública 2011, às 9 horas, no auditório da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag). Dois hospitais ligados a Secretaria da Saúde (Sesa) serão premiados com troféu, o Hospital Infantil Albert Sabin e o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes. Mais três unidades da Sesa foram vencedores, o Hospital Geral Dr. César Cals, na faixa prata, e o Hospital São José e Hemoce, na faixa bronze. Também será concedido certificado de participação para o Hospital de Saúde Mental de Messejana. No total, seis conquistas da rede de hospitais e unidades da Sesa.

Para o gestor da pasta, Arruda Bastos, “as premiações representam incentivo aos gestores e profissionais para avançar cada vez mais na qualidade da gestão, ampliando o acesso aos serviços de saúde à população”, destaca. Reconhecer as instituições públicas que assumem compromisso de mudança, com realização de autoavaliação continuada da gestão, é a finalidade do Núcleo Estadual do Gespública no Ceará com a entrega do Prêmio Ceará Gestão Pública (PCGP). “É fundamental que a gestão passe por uma avaliação de órgãos externos. Além do fator positivo da transparência da gestão, ao liberar informações e relatórios para avaliação, com o retorno da premiação fica o reconhecimento de que estamos no rumo certo na busca por serviços públicos de saúde com qualidade”, destacou o Secretário.

As bancas examinadoras do PCGP avaliam as instituições com base no Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP), associado com o modelo de excelência em gestão utilizado pelos setores público e privado, em mais de 120 países, submetendo os relatórios de avaliação a uma banca de juízes.

Premiação

Anualmente, desde 2009 quando foi instituído o PCGP, hospitais e unidades da Sesa são premiados. No primeiro ano a premiação foi para o Hospital Infantil Albert Sabin, com faixa ouro; o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes e o Hospital São José, com faixa prata; e o Hospital Geral César Cals recebeu certificação. No ano passado, o número de premiações aumentou. O Albert Sabin e o HM ganharam ouro, a Sesa e o César Cals receberam bronze. O HGF e o Hospital de Saúde Mental de Messejana ficaram com certificações. A Sesa recebeu ainda da Seplag o troféu reconhecimento prata da Agenda Gestão.

PORTAL G1

Empresas estendem plano de saúde a mais categorias funcionais

O plano de saúde é o benefício que mais deve ocupar a atenção dos gestores de recursos humanos no próximo ano, segundo o diretor de benefícios da consultoria Aon Hewitt, Humberto Torloni. Além de novas regras da Agência Nacional de Saúde gerarem dúvidas e suscitarem polêmicas entre as operadoras de saúde suplementar e as empresas que fazem uso dos planos, o serviço está sendo cada vez mais requisitado por trabalhadores, inclusive em áreas onde ele é novidade.

De acordo com Torloni, o aumento de 24% no número de segurados nos últimos cinco anos é prova de que o benefício deve ser destaque entre os pacotes das empresas, apesar das regulamentações da ANS ameaçarem aumentar os custos. 'Hoje, categorias funcionais como a área da construção civil, que não tinham acesso a plano de saúde, estão exigindo o benefício', explica. Segundo pesquisa anual da Aon Hewitt, divulgada hoje, o custo médio mensal das empresas com os seguros saúde aumentou 9,11% entre 2010 e 2011.

De acordo com o levantamento, 99% das 291 empresas que participaram da pesquisa oferecem plano de saúde aos funcionários. Cerca de 40% custeiam inteiramente o benefício e 45% usam o sistema de coparticipação. Para executivos que ocupam cargos de diretoria e presidência, 44% das companhias oferecem checkup no pacote de benefícios e 33% também o fazem para gerentes de primeira linha, que respondem diretamente aos diretores. O custo médio desse benefício é de R$ 2.501,58.

AGENDA

- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia Médica 2011

De 23 a 25 de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.

Bourbon Cataratas - Foz do Iguaçu - PR

(41) 3018-1790

http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/

silvana@confianceeventos.com.br

IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização não-governamental, não-comercial, fundada para difundir o método diagnóstico complementar por termografia médica, aumentar a comunicação e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada por representantes de vários países e sociedades de termologia médica.

Os princípios definidos no Consenso serão implementados por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação de cada país, levando em consideração as diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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