23-12-11

 

Leia nesta edição:

- Ministério repassará R$ 90 mil para combate à dengue

- SP ganha hospital de reabilitação para pessoas com deficiência

- EUA analisam riscos de novos remédios para evitar derrame

- Médicos usam mesmas áreas do cérebro para nomear objetos e fazer diagnósticos

- Secretaria de Saúde do Piauí encerra inscrições para 889 vagas

- Cuidados com a saúde ajudam a enfrentar as altas temperaturas do verão

- Governo francês recomenda retirada preventiva de próteses mamárias PIP

- Novas regras facilitam inclusão de medicamentos no SUS

- MDS prorroga prazo para cadastro de beneficiários do Bolsa Família no sistema de gestão de saúde

- Unimed planeja ter 125 hospitais até 2015

- Projetos voltados às áreas de saúde e trabalho foram aprovados na CAS em 2011

- Após mortes por medicamento, Secretaria de Saúde pode assumir fiscalização de farmácias

- Remédio suspeito de matar dez pessoas foi preparado com substância errada, aponta laudo

- Comissão aprova relatório sobre saúde do trabalhador

- Projeto exclui planos de saúde do cálculo da PIS/Cofins

- Movimentos sociais aderem às ações contra o crack

- Teste com drogas anti-HIV foi a grande inovação de 2011, diz revista Science

Sexta-feira, 23.12.11

PORTAL UOL

Ministério repassará R$ 90 mil para combate à dengue

Mauren Rojahn

O Ministério da Saúde repassou R$ 52 milhões para a qualificação das ações de prevenção e controle da dengue a 512 municípios brasileiros. Os recursos foram autorizados por meio das portarias 2.929 e 2.987, publicadas no Diário Oficial da União nos dias 12 e 15 de dezembro desse ano. Ao todo, 989 cidades brasileiras foram selecionadas a receber recursos adicionais de 20% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde. Até o final desse ano, deverão ser transferidos mais R$ 38 milhões, totalizando R$ 90 milhões, para contemplar os municípios selecionados.

Foram repassados recursos a municípios dos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Paraná, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Para receber o adicional, todos os municípios devem apresentar plano de qualificação das ações de prevenção e controle da dengue. O Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 2.557/2011 que aprova as diretrizes para execução e financiamento destas ações. Mais de 100 milhões de pessoas serão beneficiadas com as medidas de controle e prevenção da dengue.

São diversas metas que precisam ser cumpridas pelos municípios, como disponibilizar quantitativo adequado de agentes de controle de endemias; garantir cobertura das visitas domiciliares pelos agentes; adotar mecanismos para a melhoria do trabalho de campo; realizar o LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti) com ampla divulgação nos veículos de comunicação locais; notificar os casos graves suspeitos de dengue, entre outras medidas.

PORTAL UOL

SP ganha hospital de reabilitação para pessoas com deficiência

O governo do Estado de São Paulo entregou na última quinta-feira (22), um moderno hospital e centro de reabilitação para pessoas com deficiência e doenças incapacitantes. Totalmente modernizada e 100% acessível, o Instituto de Reabilitação Lucy Montoro da Vila Mariana é uma parceria das secretarias de Estado da Saúde e dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Composto por dois prédios, o novo serviço contará com atendimento ambulatorial e 24 leitos de internação, além de laboratório de habilidades e oficinas terapêuticas, como jardinagem, artes plásticas, têxteis, dança e teatro.

Com investimento de R$ 44 milhões, o IRLM na Vila Mariana irá oferecer, gratuitamente, reabilitação integral aos pacientes por meio de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais especializados.

Construída em uma área de 10.372 metros quadrados, a nova unidade terá sua capacidade triplicada, de 60 mil para 180 mil atendimentos anuais. Serão beneficiados pacientes que apresentem encaminhamento médico da rede pública ou privada de saúde. Referência em atendimento, ensino e pesquisa, a unidade fará distribuição gratuita de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, contando também com 24 leitos para internação.

O Instituto de Reabilitação Lucy Montoro - Vila Mariana também deverá participar intensamente dos programas de residência médica, aprimoramento, estágios e atividades relacionadas ao desenvolvimento de pesquisas científicas. Além disso, viabilizará cursos para cuidadores abertos à comunidade e realizará palestras para orientação de pacientes, cuidadores e familiares.

O Instituto de Reabilitação Lucy Montoro - Vila Mariana fica na Rua Domingo de Soto, 100, zona sul da capital paulista.

FOLHA DE S. PAULO

EUA analisam riscos de novos remédios para evitar derrame

Débora Mismetti

Agência americana de medicamentos anunciou que está acompanhando casos de morte por hemorragia. Anticoagulantes para pessoas com um tipo de arritmia que causa AVC foram aprovados neste ano no Brasil

A nova geração de remédios anticoagulantes para evitar derrames cerebrais, tida como esperança de tratamento para pacientes que não se adaptam com as drogas antigas, está sendo observada de perto pelo governo americano.

Relatos de sangramento ocorridos em pacientes que tomam o remédio dabigatrana (Pradaxa) estão sendo monitorados pela FDA (agência americana que regula remédios e alimentos).

O objetivo é determinar se o remédio causa mais hemorragias do que a varfarina, droga usada há cerca de 50 anos para evitar a formação de coágulos que podem interromper a circulação de sangue no cérebro e levar a um acidente vascular cerebral (AVC).

O Pradaxa, fabricado pela Boehringer Ingelheim, foi aprovado em agosto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Outra droga do mesmo grupo, a rivaroxabana (Xarelto, da Bayer), foi liberada nesta semana pela vigilância no Brasil.

ESPERANÇA

A aprovação dessas novas drogas era muito aguardada por causa das dificuldades do tratamento com o anticoagulante tradicional, a varfarina.

Quem toma esse remédio precisa fazer exames periódicos do nível de coagulação, para saber se o remédio está funcionando e se a dose deve ser ajustada.

Além disso, o efeito da varfarina pode ser modificado se a pessoa tomar outros remédios e até de acordo com sua alimentação. Os novos remédios dispensam esses cuidados. Em estudos patrocinados por seus fabricantes, eles conseguiram demonstrar que são ao menos tão eficazes quanto a varfarina para evitar derrames e causam um número similar de problemas de hemorragia.

O problema é que, agora que os remédios estão no mercado, é preciso determinar se o risco de sangramentos é maior do que o detectado pelos estudos.

"Os medicamentos são testados em pessoas com poucos problemas clínicos e jovens. Quando isso é aplicado à população, aumentam as chances de complicação. Mas, por enquanto, não há nada preocupante", afirma o cardiologista Evandro Tinoco, diretor clínico do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio.

Em carta ao "New England Journal of Medicine", médicos americanos do Centro de Pesquisa Translacional em Lesões em Houston relatam complicações em pacientes que tomam dabigatrana, sofrem hemorragia e precisam de atendimento emergencial.

Se a pessoa é tratada com os remédios antigos, é possível usar um "antídoto" que restaura rapidamente a coagulação, estancando o sangramento. Para os novos, não há uma medida rápida. A solução é tirar o remédio de circulação com diálise.

A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, diz que já há antídotos em estudo para os novos anticoagulantes. "Fizemos uma pesquisa em nove hospitais no país e só 8% dos pacientes que precisam tomar anticoagulantes estavam em tratamento. Os remédios evitam derrames e só 1% dos pacientes sangram. O pior é não tomar e arriscar um AVC."

AGÊNCIA FAPESP

Médicos usam mesmas áreas do cérebro para nomear objetos e fazer diagnósticos

Fábio de Castro

Ao fazer diagnósticos, os médicos utilizam os mesmos mecanismos cerebrais empregados para nomear objetos, de acordo com um estudo realizado por um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e do University College de Londres, na Inglaterra. O trabalho teve seus resultados publicados na revista PLoS One.

De acordo com os autores, é a primeira vez que se estudam os mecanismos cerebrais utilizados pelos médicos para fazer diagnósticos. Desvendar esses mecanismos, segundo eles, pode contribuir para o aprimoramento de métodos e técnicas diagnósticas, reduzindo erros. O trabalho foi realizado no âmbito do programa Cooperação Interinstitucional de Apoio à Pesquisa sobre o Cerebro (CInAPCe), financiado pela FAPESP.

Participaram do estudo Marcio Melo e Daniel Scarpin, do Laboratório de Informática Médica da FMUSP, Edson Amaro Jr., Rodrigo Passos e João Sato, do Instituto de Radiologia da FMUSP, e Karl Friston e Cathy Price, do Centro de Neuroimagem do Univeristy College. Amaro Jr. é um dos pesquisadores principais do Cinapce.

Segundo Melo, primeiro autor do estudo, os resultados do estudo mostram que as áreas cerebrais ativadas durante a tarefa de realizar diagnósticos é muito semelhante às áreas ativadas quando se nomeia objetos. O trabalho indica que diagnósticos feitos a partir do rápido reconhecimento visual de sinais clínicos podem se basear em mecanismos neuronais semelhantes àqueles usados para nomear objetos no cotidiano.

“Os resultados desse estudo implicam que o vasto conhecimento acumulado em pesquisas de neurociência cognitiva sobre o reconhecimento e denominação de objetos pode ser aproveitado para o aprimoramento de práticas diagnósticas”, disse Melo à Agência FAPESP.

Segundo ele, os médicos frequentemente chegam aos diagnósticos nos primeiros momentos de contato com os pacientes – às vezes até mesmo antes que os doentes relatem seus sintomas. Quando o médico vê um paciente com icterícia, por exemplo, pensa imediatamente no diagnóstico de doenças hepáticas.

“Esse tipo de diagnóstico, imediato e automático, é chamado de reconhecimento de padrões. A nossa hipótese era de que para fazer o diagnóstico nessas circunstâncias, os médicos utilizariam os mesmos mecanismos cerebrais que são mobilizados para reconhecer e identificar objetos no nosso cotidiano”, afirmou.

A fim de realizar o estudo, os cientistas desenvolveram um novo modelo experimental que utiliza o diagnóstico de lesões em radiografias de tórax como exemplo de diagnóstico com base em informações visuais.

“Utilizamos a ressonância magnética funcional para detectar ativações cerebrais enquanto os médicos, deitados dentro do aparelho, faziam diagnósticos de lesões em radiografias toráxicas”, explicou Melo.

Para o experimento, foi empregado um equipamento de ressonância magnética utilizado para pesquisas no Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas. As imagens eram projetadas por 1,5 segundo e o radiologista tinha, além desse período inicial, mais 2 segundos para responder qual era o diagnóstico.

Como comparação, os médicos também identificavam e nomeavam animais cujos desenhos eram inseridos nas imagens radiológicas. “Deitado no tubo do aparelho de ressonância magnética, os médicos podiam observar as radiografias por meio de um sistema de espelhos. Cada um observou 180 imagens, sendo 60 de lesões radiológicas, 60 de animais e 60 de letras”, disse.

O tempo médio de resposta, definido como o tempo entre o início da apresentação da radiografia e o início da vocalização do diagnóstico, foi de 1,33 segundo. Para a nomeação dos animais, o tempo médio de resposta foi 1,23 segundo.

“Esses tempos de resposta são uma indicação de que esse tipo de diagnóstico pode ser muito rápido. A maioria dos radiologistas relatou que, além do nome da lesão, surgiam diagnósticos diferenciais de algumas lesões. Isto é, os 3,5 segundos gastos com cada imagem eram suficientes para o médico chegar a pensar em diagnósticos específicos”, disse Melo.

Visão e diagnóstico

Os resultados mostraram que as áreas cerebrais ativas durante o diagnóstico das lesões eram muito semelhantes àquelas detectadas durante a nomeação de animais, segundo Melo.

“Os resultados são coerentes com nossa hipótese de que diagnósticos feitos a partir do rápido reconhecimento visual de sinais clínicos são baseados em mecanismos neuronais semelhantes àqueles usados para nomear objetos no cotidiano”, afirmou.

Segundo Melo, os resultados indicam que os amplos conhecimentos acumulados nos estudos de neurociência cognitiva sobre a identificação e nomeação de objetos poderão ser utilizados no desenvolvimento de métodos para incrementar a competência dos médicos em tarefas diagnósticas que envolvam a visão.

“Além disso, a hipótese conceitual e a nova abordagem metodológica utilizadas no estudo poderão abrir novos caminhos para o aumento do conhecimento a respeito dos processos cerebrais que levam a diagnóstico médico”, disse.

PORTAL G1

Secretaria de Saúde do Piauí encerra inscrições para 889 vagas

São 154 vagas de nível médio e 735 de nível superior. Os salários variam de R$ 574,34 a R$ 4.027,01.

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí encerra nesta sexta-feira (23) as inscrições do concurso público na área de saúde, que oferece 889 vagas (154 de nível médio e 735 de nível superior).

Os salários variam de R$ 574,34 a R$ 4.027,01, para jornada de trabalho de 20 a 30 horas semanais.

O concurso será organizado pelo Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

As vagas compreendem os mais diversos cargos para nível superior, como assistente social, biomédico, psicólogo, enfermeiro, enfermeiro obstetra, enfermeiro perfusionista, enfermeiro de saúde pública, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, cirurgião dentista buco-maxilo facial, nutricionista, administrador hospitalar, administrador, farmacêutico-bioquímico, arquiteto, engenheiro civil, engenheiro elétrico, educador físico, terapeuta ocupacional, engenheiro clínico, bem como médicos, das mais diversas especialidades, como neurologista, plantonista e patologista.

Já para o nível médio, as vagas são para técnico de apoio administrativo, em patologia, em laboratório, em radiologia, em enfermagem e em contabilidade.

As inscrições devem ser feitas de 5 a 23 de dezembro pelo site http://nucepe.uespi.br/. A taxa de inscrição custa R$ 120,00 para os cargos de médico, R$ 80,00 para os demais cargos de nível superior e R$ 40,00 para os cargos de nível médio.

A realização da prova escrita objetiva, com duração de quatro horas, terá 50 questões. A data de realização da prova será o dia 29 de janeiro de 2012, com início às 8h30 e término às 12h30 (horário do Piauí), sendo realizada nas cidades de Bom Jesus, Floriano, Parnaíba, Picos, São Raimundo Nonato e Teresina.

PORTAL R7

Cuidados com a saúde ajudam a enfrentar as altas temperaturas do verão

Estação exige alimentos mais saudáveis e hidratação

O verão, que começou no hemisfério Sul nesta terça-feira (21), às 21h38, horário de Brasília, é a estação mais quente do ano e exige cuidados redobrados com a saúde para manter o corpo em plena atividade. Além das dicas básicas, como beber bastante água para ficar hidratado, evitar o sol entre 10h e 17h, e nunca se esquecer de proteger a pele com o uso do filtro solar, vale a pena ficar atento a alimentação e ao ambiente para curtir da melhor maneira possível a época do ano mais esperada pelos brasileiros.

Pele

Desde outubro de 2009, a Academia Americana de Dermatologia recomenda que o FPS mínimo (Fator de Proteção Solar) dos filtros solares seja 30. A dica é conferir os rótulos dos produtos antes de comprá-los, para saber se incluem proteção a raios ultravioletas.

A proteção contra os raios ultravioletas e o FPS são informações que devem obrigatoriamente fazer parte do rótulo dos produtos, segundo regras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ao olhar a embalagem, é preciso ter certeza sobre o produto de interesse, pois existe diferença entre protetor e bloqueador.

O primeiro tem a função de diminuir os efeitos dos raios ultravioletas (que no rótulo aparecem descritos como UVA e/ou UVB) na pele. Já o bloqueador solar funciona como uma espécie de filtro, que impede a penetração dos raios UVA e UVB. Esses produtos são completamente diferentes dos bronzeadores, que estimulam a pigmentação da pele, mas em geral têm baixíssimo FPS.

Também é necessário aplicar quantidade adequada do creme, pois ele pode não surtir efeito se for usado de maneira insuficiente.

Existe perigo em ficar ao sol sem proteção mesmo em dias de céu nublado. Isso ocorre porque as nuvens refletem os raios ultravioleta - o sol pode queimar sem que a pessoa perceba. A radiação também ultrapassa janelas fechadas de carros, razão pela qual recomenda-se o uso de protetor mesmo quando estiver em trânsito. O uso de roupas coloridas, chapéus e sombrinhas também ajuda a impedir a penetração da radiação.

Olhos

Os olhos não devem ficar sem proteção. A exposição excessiva ao sol pode causar doenças graves como a catarata. Por isso, o uso de óculos escuros com lentes que protegem os olhos contra os raios ultravioletas é fundamental para adultos e crianças. O sal do mar também pode ressecar e irritar o olho.

Alimentação

Para quem está na praia e pretende se alimentar por lá, os cuidados com a alimentação devem ser ainda mais específicos. Alimentos ricos e gorduras e fartas porções de comida, por exemplo, devem ser evitados. É necessário prestar muita atenção nas condições de higiene de ambulantes e quiosques instalados à beira-mar para evitar mal-estar ou intoxicação. Uma boa opção é levar à praia alimentos preparados em casa, mas sempre de olho na temperatura.

A hidratação pode ser mantida com água, sucos naturais, água de coco e chá gelado.

PORTAL UOL

Governo francês recomenda retirada preventiva de próteses mamárias PIP

Véronique Martinache, em Paris

O governo francês recomendou nesta sexta-feira a retirada "de forma preventiva" das próteses mamárias da marca PIP de cerca de 30 mil mulheres na França, embora tenha esclarecido que não há provas de que estes implantes - que foram exportados a diversos países da Europa e da América Latina, inclusive ao Brasil - aumentem os riscos de câncer.

"Por prevenção e sem caráter de urgência, (as autoridades francesas) desejam que a retirada das próteses, mesmo sem evidências clínicas de deterioração do implante, seja oferecida às mulheres", anunciou o ministério da Saúde em um comunicado.

Os especialistas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) informaram suas conclusões na quinta-feira ao governo francês.

"Até este momento, não constatamos um risco maior de câncer em mulheres com próteses da marca PIP comparado com outras próteses", disseram. Um total de 8 casos de câncer foram relatados na França em mulheres que tiveram problemas com implantes PIP, mas nenhuma ligação de causalidade foi estabelecida.

Cerca de 30.000 mulheres na França implantaram próteses mamárias da marca PIP. Algumas delas foram preenchidas com um gel de silicone impróprio para o uso medicinal, o que provoca um aumento do risco de ruptura e vazamento do envelope da prótese, de acordo com o governo francês.

Os custos relativos à eventual retirada destes implantes serão pagos pelo Estado, assegurou o governo.

"Caso não queiram explantá-lo, serão beneficiadas por um acompanhamento por ultrassonografia mamária e axilar a cada 6 meses", acrescentou o ministério.

"Diante da ausência de novas provas sobre o silicone ou de novos dados clínicos sobre complicações específicas, os especialistas acreditam não terem provas suficientes para sugerir a remoção sistemática desses implantes como medida preventiva", no entanto, apoiam a expertise coletiva coordenada pelo INCA.

As autoridades sanitárias, contudo, apontam "riscos claros" de "ruptura" e "do poder irritante do gel de silicone, que pode causar reações inflamatórias".

As próteses mamárias da empresa francesa Poly Implant Prothèse (PIP) estão no centro de um escândalo há algumas semanas, e na Grã-Bretanha 250 mulheres entraram com um processo depois que ao menos a metade delas teve problemas com as próteses de mama fabricadas pela PIP.

Antes da falência da empresa, em março de 2010, as exportações da PIP representavam 84% da sua atividade. Eram produzidos cerca de 100 mil implantes anualmente.

Entre os principais mercados está a América do Sul (Venezuela, Brasil, Colômbia e Argentina, principalmente), que comprava mais de 58% do que era exportado em 2007 e 50% em 2009.

No entanto, desde a primavera de 2010, com o alerta das autoridades francesas em relação a um processo de fabricação impróprio, o Chile, a Venezuela e o Brasil ordenaram a retirada dos implantes de PIP de seus mercados.

Cerca de 10.000 próteses da PIP foram retirados do mercado do Brasil, enquanto 25.000 mulheres brasileiras ainda utilizam estes implantes, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No Reino Unido, a agência que monitora produtos médicos estima que entre 40.000 e 50.000 mulheres usam implantes desta marca. Mas fez um apelo para que elas "não entrem em pânico", já que não há nenhuma evidência da ligação entre os implantes e a ocorrência de câncer que justifique a remoção das próteses.

Os investigadores suspeitam que a empresa tentou reduzir os custos utilizando o gel de silicone, economizando assim um milhão de euros por ano. Desde então, mais de 2.000 mulheres apresentaram queixas em Marseille, no sudeste da França.

Quinta-feira, 22.12.11

PORTAL DA SAÚDE

Novas regras facilitam inclusão de medicamentos no SUS

Decreto publicado hoje regulamenta lei que concede prazo de seis meses para análise de novos tratamentos e estabelece critérios técnicos para inclusão no SUS.

Por Bárbara Semerene e Priscila Costa e Silva

O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com novas regras para a incorporação de produtos e tecnologias que estarão disponíveis à população brasileira. A Presidência da República regulamentou hoje, por meio de decreto, a lei 12.401, de abril deste ano. Na prática, a nova legislação dará maior agilidade à atualização periódica de tecnologias e produtos ofertados no SUS, pois fixa prazo de 180 dias, com prorrogação por mais 90, para a conclusão dos processos de avaliação de novas tecnologias. Além disso, a nova normativa impõe rígidos critérios técnicos de avaliação científica dos produtos e serviços com pedidos de incorporação no SUS, o que dará ao Poder Judiciário parâmetros para melhor avaliar as ações judiciais relacionadas à saúde.

A nova lei estabelece como pré-requisito para entrada no SUS o registro prévio do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, estabelece critérios de eficácia, segurança e custo-efetividade como condições para a inclusão de novos medicamentos, produtos e procedimentos. A inclusão dos tratamentos será decidida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), instituída pela lei no âmbito da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, órgão responsável por sua coordenação, e formada por representantes do próprio ministério, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de um integrante indicado pelo Conselho Nacional de Saúde e um pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

“Esta comissão vai garantir uma maior proteção individual e coletiva ao cidadão. Individual porque só permitirá que apenas os remédios devidamente registrados na Anvisa e com eficácia tecnicamente comprovada sejam incorporados ao SUS. Coletiva porque vai facilitar o planejamento da compra e da distribuição destes medicamentos, que muitas vezes fica comprometido pela demanda por medicamentos cuja eficácia não é comprovada”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A Conitec também vai contar com a contribuição de representantes do setor Saúde nos estados e municípios – Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), e do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) –, o que vai garantir a participação de todos os entes responsáveis pela gestão e o financiamento do SUS. Para agregar ainda mais transparência aos processos de incorporação de novas tecnologias na rede pública, a nova legislação prevê, ainda, a realização de consultas e audiências públicas para participação da sociedade civil, além de determinar que o trâmite seja regido pelas regras do processo administrativo dispostas em lei, com direito a recurso por parte dos requerentes.

“Ao regulamentar a entrada de novos produtos e procedimentos na rede pública, a Lei 12.401 beneficiará o cidadão e fortalecerá a atuação do Ministério da Saúde, que terá ainda mais capacidade para orientar as atividades econômicas em prol das necessidades em saúde”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

ACESSO

Atualmente, a população brasileira tem acesso gratuito, pelo SUS, a 560 itens de medicamentos. As estratégias de ampliação do acesso dos usuários do SUS a estes produtos implicaram, nos últimos oito anos, em um aumento de aproximadamente 300% no orçamento do Ministério da Saúde para a Política Nacional de Assistência Farmacêutica.

Em 2010, o governo federal investiu R$ 10 bilhões na compra de medicamentos e vacinas, incluindo os valores para aquisição direta dos produtos pelo ministério, assim como os repasses financeiros aos estados e municípios. Este montante corresponde a 15% de todo o orçamento do Ministério da Saúde. Em 2003, o investimento foi de R$ 2,8 bilhões – equivalente a 5,8% do orçamento da pasta.

JUDICIALIZAÇÃO

Com a regulamentação da Lei 12.401, a expectativa é que a quantidade de ações judiciais para oferta individual de medicamentos diminua no país, uma vez que os juízes terão diretrizes técnicas para melhor subsidiá-los na avaliação dos pedidos. Ao longo dos últimos anos, este número vinha crescendo no país. Somente o Ministério da Saúde desembolsou R$ 132,5 milhões em 2011 para atender demandas de pacientes que ingressaram na Justiça para obter medicamentos. Este número é 771% superior ao valor desembolsado com ações judiciais em 2003 – R$ 171,6 mil.

A maior parte dos medicamentos solicitados por ação judicial é para o tratamento de doenças genéticas e câncer. Muitos desses produtos não têm registro na Anvisa e, portanto, não têm eficácia e segurança comprovadas, nem um protocolo clínico para administração correta. Alguns já são disponíveis no SUS, mas, por desinformação do paciente e do próprio juiz, são requeridos por meio de ação judicial quando poderiam ser obtidos em unidades da rede pública de saúde.

AGÊNCIA BRASIL

MDS prorroga prazo para cadastro de beneficiários do Bolsa Família no sistema de gestão de saúde

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) prorrogou para o dia 13 de janeiro o prazo de inserção de dados de saúde dos beneficiários no Sistema de Gestão do Programa Bolsa Família na Saúde. Inicialmente, o sistema estaria disponível até o dia 30 de dezembro.

A assessoria MDS esclareceu que a data foi prorrogada por causa da grande demanda dos municípios para cadastrar as famílias beneficiárias. A prorrogação garantirá que os municípios alcancem a meta de cobertura do programa.

Para receber as transferências de renda, as famílias precisam apresentar os cartões de vacinação das crianças com até 7 anos em dia, acompanhar o peso e crescimento infantil e, para as gestantes, fazer o acompanhamento pré-natal. A expectativa é que 70% das famílias que recebem a bolsa do programa continuem a ter acesso aos direitos sociais básicos na área da saúde.

PORTAL SAÚDE WEB

Unimed planeja ter 125 hospitais até 2015

O hospital próprio possibilita que a operadora feche a cadeia completa, racionalizando custos e permitindo manter um padrão de qualidade de atendimento. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Em polos mais consolidados, onde uma parte maior da população já tem planos de saúde, como no Estado de São Paulo, operadoras investem em estrutura e buscam também públicos diferenciados, como o da classe A. As informações são do jornal Folha de S. Paulo

Detentora de uma rede de 111 hospitais próprios no país, a Unimed planeja elevar esse número para 125 até 2015. A previsão é do presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino. De acordo com ele, o hospital próprio possibilita que a operadora feche a cadeia completa, racionalizando custos e permitindo manter um padrão de qualidade de atendimento.

Três dos projetos mais recentes da cooperativa estão no interior paulista, em Ribeirão Preto, Santos e Tatuí. No caso de Ribeirão (313 km de SP), o novo prédio, cuja primeira fase vai custar cerca de R$ 40 milhões, será entregue em 2014.

O público A é outra alternativa das operadoras de saúde em busca de crescimento. O grupo São Francisco, sediado em Ribeirão e com atuação em cinco Estados, lançou uma marca exclusiva voltada ao segmento premium.

A empresa fechou parceria com a Omint e quer abocanhar 30% do mercado de planos de saúde de alta renda nas regiões onde atua, nos próximos três anos.

O diferencial oferecido ao público A nesses planos é a possibilidade de escolher profissionais e centros médicos em todo o país, mediante reembolso oferecido pela operadora de saúde.

AGÊNCIA SENADO

Projetos voltados às áreas de saúde e trabalho foram aprovados na CAS em 2011

Regulamentação de profissões, aprimoramento das leis trabalhistas e da área saúde foram destaques na atuação da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Foram realizadas 56 reuniões e 17 audiências públicas e 134 matérias aprovadas.

Iara Farias Borges

Projetos de lei que regulamentam as atividades de DJ (PLS 322/10), de taxista (PLC 27/11) e especialista em vinhos (PLC 17/11) e de comerciário (PLS 115/07) foram aprovado na comissão. Representantes dessas categorias ocuparam o plenário da comissão para acompanhar a votação das propostas.

A CAS também aprovou projetos que beneficiam o trabalho doméstico, atendendo às recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil. Um deles, o PLS (270/11), permite ao empregador doméstico descontar, do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), o salário pago a seus empregados, no valor equivalente a até três salários mínimos.

A proposta é do senador Roberto Requião (PMDB-PR) e agora está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na qual receberá decisão terminativa. De acordo como o autor, o projeto tem o objetivo de incentivar a formalização dos empregos domésticos. Assim, para conceder o benefício, o projeto altera a legislação do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (lei 9.250/95) para determinar a dedução.

Também aprovado na CAS, em decisão terminativa, o PLS 43/11 atualiza o valor da multa aplicada ao empregador que não concede repouso semanal remunerado ao empregado ou deixa de pagar pelo trabalho em feriados. A matéria recebeu decisão terminativa da comissão.

A proposta é do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) e determina que o valor da multa esteja entre R$ 40,25 e R$ 4.025,33, a ser aplicada em função da natureza da infração, de sua extensão e da intenção de quem a praticou. A reincidência e a oposição à fiscalização, além do desacato à autoridade, levarão o infrator a receber a penalidade em dobro, prevê a proposta.

Outro projeto aprovado na CAS que visa estimular a formalização do emprego é o que reduz a contribuição previdenciária do empregado e do empregador doméstico para 5% (PLS 189/11). Atualmente, todos os meses, o empregado recolhe para a Previdência Social 8% e o empregador 12% do salário pago. A proposta (PLS 189/11) é da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e recebeu decisão terminativa da CAS.

Entre as propostas aprovadas, Jayme Campos também destacou a que concede incentivos fiscais para as empresas que tenham pelo menos 30% dos funcionários com idade superior a 55 anos (PLS 461/03) e a que concede adicional de periculosidade para mototaxista (PLS 193/03), em complemento à lei que regula a profissão de mototaxista e motoboy (Lei 12.009/09).

Debates

Audiências públicas na comissão discutiram assuntos de interesse da sociedade com os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Previdência Social Garibaldi Alves Filho; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; bem como as sabatinas para aprovação do nome de diretores de agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Problemas na área de saúde também mereceram a atenção da CAS. Audiências públicas discutiram a situação dos pacientes graves ou de alto risco, assim como e as dificuldades enfrentadas pelos profissionais que atuam nessa área e a carga horária de trabalhadores da área de saúde; a regulação dos planos de saúde; a regulamentação da profissão de cuidador de idoso.

Os senadores da CAS debateram também a imunização de mulheres de 9 a 40 anos, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contra o vírus HPV (papiloma vírus humano), conforme prevê projeto de lei (PLS 238/11) da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). O vírus, ressaltou a senadora durante o debate, é responsável pela infecção de 60% de mulheres no país e principal causa da alta de câncer de colo de útero entre a população feminina.

Com relação a tratamento de câncer, audiência pública discutiu na comissão a inclusão de quimioterapias de uso oral na lista de cobertura dos planos de saúde, conforme estabelece projeto de lei (PLS 352/11) de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS). Representantes da classe médica, de operadoras de planos privados e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) debateram o tema na CAS.

Na CAS funcionam quatro subcomissões - das Pessoas com Deficiência; de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde; de Defesa do Emprego e da Previdência Social; e de Política sobre Álcool, Crack e outras Drogas.

Ressalta-se o trabalho da Subcomissão das Drogas, que, em 12 audiências públicas, ouviu 32 pessoas, durante nove meses de trabalho. A subcomissão discutiu políticas públicas sobre o uso de drogas químicas e visitou países europeus para conhecer a experiência deles para resolver o problema com drogas.

O relatório final foi aprovado com recomendações para ações sociais, prevenção ao uso de drogas e reinserção social, assim como em relação à segurança pública, legislação penal e saúde pública. O colegiado foi presidido pelo senador Wellington Dias (PT-PI) e teve a relatoria da senadora Ana Amélia (PP-RS).

ESTADO DE MINAS

Após mortes por medicamento, Secretaria de Saúde pode assumir fiscalização de farmácias

As 28 regionais da saúde em Minas podem assumir a função de fiscalizar os estabelecimentos

Luana Cruz e Pedro Ferreira

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) anunciou nesta quinta-feira que vai reforçar a fiscalização em farmácias de manipulação e drogarias do estado. Depois do episódio de troca de substâncias na produção de Secnidazol 500mg em Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha, a SES que assumir a vistoria em estabelecimentos que produzem remédios. A troca de anti-hipertensivo no lugar de antifúngico na produção de 180 cápsulas em 14 de novembro matou 10 pessoas.

Segundo a SES, em Minas são 1.200 farmácias de manipulação e 10 mil drogarias que vedem os medicamentos fechados. No estado, 70 municípios, entre eles Teófilo Otoni, têm gestão plena. Isso significa que as administrações municipais fiscalizam as farmácias. Mas, a SES está com a proposta de assumir no ano que vem essa responsabilidade. Caso se aprovada a proposição, as 28 regionais da saúde em Minas vão assumir a função de fiscalizar os estabelecimentos. Deverão fazer a vistoria anual, a apuração na troca de alvará e na mudança de responsáveis técnicos das farmácias de manipulação.

Nesta quinta-feira a SES informou que as análises físico-químicas feitas em cinco amostras de Secnidazol 500mg, que causaram a morte de 10 pessoas em Teófilo Otoni, identificaram a presença do anti-hipertensivo Anlodipina Besilato 5 mg. Essa é a prova de que houve troca de substâncias na produção do medicamento usado pelas vítimas, um erro na hora de fazer o remédio manipulado pela Fórmula Pharma.

AGÊNCIA ESTADO

Remédio suspeito de matar dez pessoas foi preparado com substância errada, aponta laudo

Análise foi feita em amostras apreendidas pela Vigilância Sanitária Estadual

O Secnidazol 500mg manipulado pela Fórmula Pharma, de Teófilo Otoni (MG), suspeito de ter causado a morte de dez pessoas no Vale do Mucuri foi feito com a substância errada. Foi o que confirmou laudo da Funed (Fundação Ezequiel Dias), divulgado nesta quinta-feira (22) pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) de Minas Gerais, segundo o qual foi identificada a presença do anti-hipertensivo Anlodipina Besilato 5mg no medicamento originalmente destinado ao combate a verminoses.

De acordo com a SES, a análise foi feita em amostras apreendidas pela Vigilância Sanitária Estadual e pela Polícia Civil mineira na casa de pacientes que consumiram o medicamento. O material foi avaliado pelo Serviço de Medicamentos, Saneantes e Cosméticos da Funed na presença inclusive do dono da Fórmula Pharma, Ricardo Luís Portilho, acompanhado de dois advogados.

Segundo a SES, a primeira etapa da análise confirmou que não havia presença do antiparasitário Secnidazol no medicamento manipulado no estabelecimento em 14 de novembro. Em seguida, os técnicos analisaram e confirmaram a presença do anti-hipertensivo - já havia a suspeita dessa contaminação cruzada por causa dos sintomas apresentados pelas vítimas. A Funed ainda vai confirmar a concentração da substância.

O secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, avaliou que, apesar de o laudo definitivo só ficar pronto em aproximadamente 30 dias, a confirmação da presença do anti-hipertensivo nas cápsulas dá uma "clareza do erro técnico grave" ocorrido na manipulação do medicamento.

- Nos solidarizamos com as famílias que sofreram com a perda dos seus entes queridos. Agora, o problema se torna um caso de polícia.

A Polícia Civil também já investiga o episódio e nesta quinta-feira realizou a exumação de seis pessoas que morreram após ingerir as cápsulas acreditando tratar-se do medicamento Secnidazol. Duas exumações já haviam sido realizadas ontem. Material coletado entre os restos mortais das vítimas será encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte para confirmar se o anti-hipertensivo causou as mortes.

As últimas duas mortes foram as de Adélia Lopes da Paixão, de 49 anos, e sua filha Letícia Lopes dos Santos, de 22, registradas nos dias 9 e 11 deste mês, respectivamente. Elas foram submetidas a necropsia. As outras vítimas morreram entre 20 e 28 de novembro, todas em municípios do Vale do Mucuri. O IML ainda não concluiu nenhum dos laudos, mas, segundo a polícia, Portilho pode ser indiciado por homicídio caso seja confirmado erro na manipulação do medicamento. A Fórmula Pharma foi interditada pela Vigilância Sanitária Estadual, assim como outras farmácias de manipulação da região que funcionavam sem autorização ou tinham indícios de produzir medicamentos em escala industrial.

PORTAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Comissão aprova relatório sobre saúde do trabalhador

Luiz Cláudio Canuto

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou relatório da subcomissão especial criada para avaliar as condições de saúde do trabalhador. Entre outras medidas, a subcomissão defende a votação do Projeto de Lei 2295/00, que define em 30 horas semanais a jornada de trabalho dos profissionais da área de enfermagem, que atualmente trabalham muito mais.

A votação do relatório foi realizada na semana passada. Segundo o relator, Dr. Aluizio (PV-RJ), o estresse atrapalha a qualidade de vida do trabalhador, exigindo ações dos parlamentares. "Com estresse você dorme mal, se alimenta mal, não raciocina bem porque você vive sob a égide do medo, da preocupação", defende.

Aos Ministérios da Saúde e do Trabalho, a subcomissão recomenda que a chamada "ecologia humana" seja incluída nos debates sobre a saúde do trabalhador. "Quando você tem um derramamento de petróleo no mar, o óleo polui a água e como consequência traz grandes problemas, dificuldades para a nossa vida. O conceito de ecologia humana surge dentro dessa subcomissão de forma muito clara, seja pelo acidente que aconteceu na Braskem, seja pela ação da CSA no Rio de Janeiro", afirma.

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), citada pelo deputado, já foi multada pela emissão de gases e partículas no Rio de Janeiro. Porém, apesar das mudanças conceituais sobre a saúde do trabalhador apresentadas no relatório, o principal problema, segundo o relator, é ainda a tradicional falta de segurança do trabalho.

"Eu não quis fazer nessa subcomissão um estudo focado apenas na prevenção ao acidente, mas prevenir é fundamental porque traz segurança para o trabalhador”. No Brasil, há 725 mil acidentes de trabalho por ano e cerca de 200 pessoas morrem por mês em situações assim, o que também onera o sistema de saúde. Na Região Sul, há 1 médico para cada 321 habitantes enquanto no Norte tem-se apenas 1 médico para cada 1.200 habitantes.

A subcomissão presenciou as más condições dos empregados da indústria do petróleo, que trabalham em plataformas marítimas com regime de 15 dias embarcados para 15 dias no continente, enquanto o ideal seria 14 dias embarcado por 21 dias de descanso. A subcomissão pede que a Petrobrás cumpra as normas de segurança preconizadas pela legislação.

No relatório, também é sugerida a realização de audiência pública, em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente, para discutir a proibição do uso de amianto no Brasil.

AGÊNCIA CÂMARA

Projeto exclui planos de saúde do cálculo da PIS/Cofins

O deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), autor da proposta, argumenta que esse valor deveria ser descontado, uma vez que pode ser considerado um pagamento de imposto não-cumulativo

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1914/11, do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), que desconta na base de cálculo da contribuição para o Pis/Pasep e Cofins os pagamentos para planos de saúde dos funcionários de uma empresa.

O autor da proposta argumenta que esse valor deveria ser descontado, uma vez que pode ser considerado um pagamento de imposto não-cumulativo. Ele acredita que a medida vai estimular mais empresas a oferecerem o benefício, o que vai melhorar o acesso à saúde por parte dos trabalhadores.

"A medida não tem impacto financeiro, uma vez que, se por um lado consiste em renúncia fiscal, por outro desonera o Sistema Único de Saúde dos gastos que seriam decorrentes da inexistência de cobertura de planos de saúde privados para empregados beneficiados por esta lei", disse.

Tramitação

A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

PORTAL DA SAÚDE

Movimentos sociais aderem às ações contra o crack

Durante evento de celebração do Natal, em São Paulo a presidenta Dilma Rousseff e o ministro Alexandre Padilha definiram acordo que prevê a participação dos movimentos de pessoas em situação de rua e catadores de materiais recicláveis.

Movimentos sociais que representam pessoas em situação de rua vão ser parceiros do governo federal no acompanhamento do plano “Crack, é possível vencer”, lançado este mês pela Presidência da República. A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estiveram hoje, em São Paulo, reunidos com o Movimento Nacional da População em Situação de Rua e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis onde definiram o acordo.

“Essa parceria é fundamental. Esses movimentos conhecem a realidade de rua, conhecem as pessoas. Eles podem ajudar, inclusive, no diálogo com essas pessoas, já que conhecem a linguagem utilizada por elas. São pessoas fundamentais para que a estratégia do consultório leve o Saúde Mais Perto de Você onde as pessoas estão. Independente se é na rua ou numa casa”, ressaltou o ministro Padilha.

A ação prevê trabalhos conjuntos com os movimentos na aproximação entre profissionais de saúde que trabalham nos consultórios na rua na abordagem a essas pessoas. Os consultórios na rua são um dos serviços da rede para o atendimento a usuários de drogas, compostos por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Até 2014 o Ministério da Saúde vai construir 308 novos consultórios de rua. A ação, que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios com mais de 100 mil habitantes.

Também presente ao evento, o padre Julio Lancellotti, falou sobre a importância em realizar um trabalho conjunto com a comunidade. Agindo de forma bilateral e não apenas unilateral. “Nós queremos ir ao encontro das pessoas. Estamos numa missão de paz pra estabelecer vínculos. Acompanhamos muitas pessoas que tem deixado essa situação a partir de valores, a partir de vínculos, a partir de uma nova postura de vida. Para isso, muitas vezes basta perceber que a vida dele tem valor, que ele tem crédito. São pessoas que estão numa situação de muita fragilidade, então, essa parceria nesse momento é muito importante porque é uma parceria cidadã”, disse o padre.

SELO AMIGO DOS CATADORES

O ministro Padilha recebeu do movimento o selo amigo dos catadores. Durante as atividades, também assinou acordo de cooperação com os catadores, que envolve a Funasa, para levar melhorias a um grupo de recolhedores de material reciclável de Bauru, no interior do estado. O acerto permitirá a compra de caminhões e criação de um galpão para que eles possam armazenar e selecionar os materiais recolhidos na região.

Também estiveram presentes ao evento outros seis ministros: Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação), Maria do Rosário (Direitos Humanos), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Paulo Roberto Pinto (Trabalho) e Gilberto Carvalho (Secretaria Especial da Presidência).

PORTAL R7

Teste com drogas anti-HIV foi a grande inovação de 2011, diz revista Science

Inovação foi vista por alguns especialistas como ponto decisivo na luta contra Aids

Um teste clínico que demonstrou que medicamentos contra o HIV podem ser tão eficazes quanto os preservativos na prevenção da transmissão do vírus causador da Aids foi escolhido a inovação do ano da revista científica Science nesta quinta-feira (22).

A lista das dez maiores inovações, feita pela Associação Americana para o Progresso da Ciência, que publica a revista Science, estará na edição de sexta-feira (23) do periódico.

A matéria do ano foi um teste internacional, cunhado HPTN 052, que demonstrou que as pessoas que tomam medicamentos antirretrovirais reduziram o risco de transmissão heterrossexual para seus parceiros em 96%.

A inovação foi descrita por alguns especialistas como um ponto decisivo na luta contra a Aids, 30 anos depois de a epidemia ser identificada pela primeira vez.

O teste começou em 2007 e foi feito com 1.763 casais heterossexuais - em que um dos parceiros era soropositivo - de Brasil, Botsuana, Índia, Quênia, Malaui, África do Sul, Tailândia, Estados Unidos e Zimbábue.

Segundo a revista, o teste terá "profundas implicações na resposta futura à epidemia de HIV", vírus que infecta cerca de 33 milhões de pessoas em todo o mundo e matou 1,8 milhão em 2009.

"Os resultados do HPTN 052 e outros feitos recentes despertaram a esperança de que combinar estas intervenções possa por um fim à epidemia de Aids em países inteiros, se não no mundo", destacou a revista.

Entre as outras grandes inovações de 2011 estão o retorno à Terra de uma nave japonesa trazendo poeira de um asteroide, os avanços feitos para a obtenção de uma vacina contra a malária e descobertas sobre genes de humanos modernos relacionados com os homens das cavernas.

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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