Leia
nesta edição:
- Ministério repassará R$ 90 mil para combate à dengue
- SP ganha
hospital de reabilitação para pessoas
com deficiência
- EUA analisam
riscos de novos remédios para evitar derrame
- Médicos usam mesmas áreas do cérebro
para nomear objetos e fazer diagnósticos
- Secretaria
de Saúde do Piauí encerra inscrições
para 889 vagas
- Cuidados
com a saúde ajudam a enfrentar as altas temperaturas
do verão
- Governo
francês recomenda retirada preventiva de próteses
mamárias PIP
- Novas regras
facilitam inclusão de medicamentos no
SUS
- MDS prorroga
prazo para cadastro de beneficiários do
Bolsa Família no sistema de gestão de saúde
- Unimed
planeja ter 125 hospitais até 2015
- Projetos
voltados às áreas de saúde
e trabalho foram aprovados na CAS em 2011
- Após mortes por medicamento, Secretaria de Saúde
pode assumir fiscalização de farmácias
- Remédio suspeito de matar dez pessoas foi preparado
com substância errada, aponta laudo
- Comissão aprova relatório sobre saúde
do trabalhador
- Projeto
exclui planos de saúde do cálculo da
PIS/Cofins
- Movimentos
sociais aderem às ações contra
o crack
- Teste com
drogas anti-HIV foi a grande inovação
de 2011, diz revista Science
Sexta-feira, 23.12.11
PORTAL UOL
Ministério repassará R$ 90 mil para combate à dengue
Mauren Rojahn
O Ministério da Saúde repassou R$ 52 milhões
para a qualificação das ações de
prevenção e controle da dengue a 512 municípios
brasileiros. Os recursos foram autorizados por meio das portarias
2.929 e 2.987, publicadas no Diário Oficial da União
nos dias 12 e 15 de dezembro desse ano. Ao todo, 989 cidades
brasileiras foram selecionadas a receber recursos adicionais
de 20% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde.
Até o final desse ano, deverão ser transferidos
mais R$ 38 milhões, totalizando R$ 90 milhões,
para contemplar os municípios selecionados.
Foram repassados
recursos a municípios dos estados do
Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais,
Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Piauí,
Paraná, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande
do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina
e São Paulo.
Para receber
o adicional, todos os municípios devem apresentar
plano de qualificação das ações de
prevenção e controle da dengue. O Ministério
da Saúde publicou a Portaria nº 2.557/2011 que aprova
as diretrizes para execução e financiamento destas
ações. Mais de 100 milhões de pessoas serão
beneficiadas com as medidas de controle e prevenção
da dengue.
São diversas metas que precisam ser cumpridas pelos municípios,
como disponibilizar quantitativo adequado de agentes de controle
de endemias; garantir cobertura das visitas domiciliares pelos
agentes; adotar mecanismos para a melhoria do trabalho de campo;
realizar o LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação
por Aedes Aegypti) com ampla divulgação nos veículos
de comunicação locais; notificar os casos graves
suspeitos de dengue, entre outras medidas.
PORTAL UOL
SP
ganha hospital de reabilitação para pessoas
com deficiência
O governo
do Estado de São Paulo entregou na última
quinta-feira (22), um moderno hospital e centro de reabilitação
para pessoas com deficiência e doenças incapacitantes.
Totalmente modernizada e 100% acessível, o Instituto de
Reabilitação Lucy Montoro da Vila Mariana é uma
parceria das secretarias de Estado da Saúde e dos Direitos
da Pessoa com Deficiência.
Composto
por dois prédios, o novo serviço contará com
atendimento ambulatorial e 24 leitos de internação,
além de laboratório de habilidades e oficinas terapêuticas,
como jardinagem, artes plásticas, têxteis, dança
e teatro.
Com investimento
de R$ 44 milhões, o IRLM na Vila Mariana
irá oferecer, gratuitamente, reabilitação
integral aos pacientes por meio de uma equipe multidisciplinar,
composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas,
psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos,
assistentes sociais e outros profissionais especializados.
Construída em uma área de 10.372 metros quadrados,
a nova unidade terá sua capacidade triplicada, de 60 mil
para 180 mil atendimentos anuais. Serão beneficiados pacientes
que apresentem encaminhamento médico da rede pública
ou privada de saúde. Referência em atendimento,
ensino e pesquisa, a unidade fará distribuição
gratuita de órteses, próteses e meios auxiliares
de locomoção, contando também com 24 leitos
para internação.
O Instituto
de Reabilitação Lucy Montoro - Vila
Mariana também deverá participar intensamente dos
programas de residência médica, aprimoramento, estágios
e atividades relacionadas ao desenvolvimento de pesquisas científicas.
Além disso, viabilizará cursos para cuidadores
abertos à comunidade e realizará palestras para
orientação de pacientes, cuidadores e familiares.
O Instituto
de Reabilitação
Lucy Montoro - Vila Mariana fica na Rua Domingo de Soto, 100,
zona sul da capital
paulista.
FOLHA DE S. PAULO
EUA
analisam riscos de novos remédios para evitar derrame
Débora
Mismetti
Agência americana de medicamentos anunciou que está acompanhando
casos de morte por hemorragia. Anticoagulantes para pessoas com
um tipo de arritmia que causa AVC foram aprovados neste ano no
Brasil
A nova geração de remédios anticoagulantes
para evitar derrames cerebrais, tida como esperança de
tratamento para pacientes que não se adaptam com as drogas
antigas, está sendo observada de perto pelo governo americano.
Relatos de
sangramento ocorridos em pacientes que tomam o remédio
dabigatrana (Pradaxa) estão sendo monitorados pela FDA
(agência americana que regula remédios e alimentos).
O objetivo é determinar se o remédio causa mais
hemorragias do que a varfarina, droga usada há cerca de
50 anos para evitar a formação de coágulos
que podem interromper a circulação de sangue no
cérebro e levar a um acidente vascular cerebral (AVC).
O Pradaxa,
fabricado pela Boehringer Ingelheim, foi aprovado em agosto
pela Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância
Sanitária). Outra droga do mesmo grupo, a rivaroxabana
(Xarelto, da Bayer), foi liberada nesta semana pela vigilância
no Brasil.
ESPERANÇA
A aprovação
dessas novas drogas era muito aguardada por causa das dificuldades
do tratamento com o anticoagulante
tradicional, a varfarina.
Quem toma
esse remédio precisa fazer exames periódicos
do nível de coagulação, para saber se o
remédio está funcionando e se a dose deve ser ajustada.
Além disso, o efeito da varfarina pode ser modificado
se a pessoa tomar outros remédios e até de acordo
com sua alimentação. Os novos remédios dispensam
esses cuidados. Em estudos patrocinados por seus fabricantes,
eles conseguiram demonstrar que são ao menos tão
eficazes quanto a varfarina para evitar derrames e causam um
número similar de problemas de hemorragia.
O problema é que, agora que os remédios estão
no mercado, é preciso determinar se o risco de sangramentos é maior
do que o detectado pelos estudos.
"Os medicamentos são testados em pessoas com poucos
problemas clínicos e jovens. Quando isso é aplicado à população,
aumentam as chances de complicação. Mas, por enquanto,
não há nada preocupante", afirma o cardiologista
Evandro Tinoco, diretor clínico do Hospital Pró-Cardíaco,
no Rio.
Em carta
ao "New England Journal of Medicine", médicos
americanos do Centro de Pesquisa Translacional em Lesões
em Houston relatam complicações em pacientes que
tomam dabigatrana, sofrem hemorragia e precisam de atendimento
emergencial.
Se a pessoa é tratada com os remédios antigos, é possível
usar um "antídoto" que restaura rapidamente
a coagulação, estancando o sangramento. Para os
novos, não há uma medida rápida. A solução é tirar
o remédio de circulação com diálise.
A neurologista
Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, diz que já há antídotos em estudo para os
novos anticoagulantes. "Fizemos uma pesquisa em nove hospitais
no país e só 8% dos pacientes que precisam tomar
anticoagulantes estavam em tratamento. Os remédios evitam
derrames e só 1% dos pacientes sangram. O pior é não
tomar e arriscar um AVC."
AGÊNCIA
FAPESP
Médicos usam mesmas áreas do cérebro para
nomear objetos e fazer diagnósticos
Fábio
de Castro
Ao fazer
diagnósticos, os médicos utilizam os
mesmos mecanismos cerebrais empregados para nomear objetos, de
acordo com um estudo realizado por um grupo de cientistas da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
e do University College de Londres, na Inglaterra. O trabalho
teve seus resultados publicados na revista PLoS One.
De acordo
com os autores, é a primeira vez que se estudam
os mecanismos cerebrais utilizados pelos médicos para
fazer diagnósticos. Desvendar esses mecanismos, segundo
eles, pode contribuir para o aprimoramento de métodos
e técnicas diagnósticas, reduzindo erros. O trabalho
foi realizado no âmbito do programa Cooperação
Interinstitucional de Apoio à Pesquisa sobre o Cerebro
(CInAPCe), financiado pela FAPESP.
Participaram
do estudo Marcio Melo e Daniel Scarpin, do Laboratório
de Informática Médica da FMUSP, Edson Amaro Jr.,
Rodrigo Passos e João Sato, do Instituto de Radiologia
da FMUSP, e Karl Friston e Cathy Price, do Centro de Neuroimagem
do Univeristy College. Amaro Jr. é um dos pesquisadores
principais do Cinapce.
Segundo Melo,
primeiro autor do estudo, os resultados do estudo mostram que
as áreas cerebrais ativadas durante a tarefa
de realizar diagnósticos é muito semelhante às áreas
ativadas quando se nomeia objetos. O trabalho indica que diagnósticos
feitos a partir do rápido reconhecimento visual de sinais
clínicos podem se basear em mecanismos neuronais semelhantes àqueles
usados para nomear objetos no cotidiano.
“Os resultados desse estudo implicam que o vasto conhecimento
acumulado em pesquisas de neurociência cognitiva sobre
o reconhecimento e denominação de objetos pode
ser aproveitado para o aprimoramento de práticas diagnósticas”,
disse Melo à Agência FAPESP.
Segundo ele,
os médicos frequentemente chegam aos diagnósticos
nos primeiros momentos de contato com os pacientes – às
vezes até mesmo antes que os doentes relatem seus sintomas.
Quando o médico vê um paciente com icterícia,
por exemplo, pensa imediatamente no diagnóstico de doenças
hepáticas.
“Esse tipo de diagnóstico, imediato e automático, é chamado
de reconhecimento de padrões. A nossa hipótese
era de que para fazer o diagnóstico nessas circunstâncias,
os médicos utilizariam os mesmos mecanismos cerebrais
que são mobilizados para reconhecer e identificar objetos
no nosso cotidiano”, afirmou.
A fim de
realizar o estudo, os cientistas desenvolveram um novo modelo
experimental
que utiliza o diagnóstico de lesões
em radiografias de tórax como exemplo de diagnóstico
com base em informações visuais.
“Utilizamos a ressonância magnética funcional
para detectar ativações cerebrais enquanto os médicos,
deitados dentro do aparelho, faziam diagnósticos de lesões
em radiografias toráxicas”, explicou Melo.
Para o experimento,
foi empregado um equipamento de ressonância
magnética utilizado para pesquisas no Instituto de Radiologia
do Hospital das Clínicas. As imagens eram projetadas por
1,5 segundo e o radiologista tinha, além desse período
inicial, mais 2 segundos para responder qual era o diagnóstico.
Como comparação, os médicos também
identificavam e nomeavam animais cujos desenhos eram inseridos
nas imagens radiológicas. “Deitado no tubo do aparelho
de ressonância magnética, os médicos podiam
observar as radiografias por meio de um sistema de espelhos.
Cada um observou 180 imagens, sendo 60 de lesões radiológicas,
60 de animais e 60 de letras”, disse.
O tempo médio de resposta, definido como o tempo entre
o início da apresentação da radiografia
e o início da vocalização do diagnóstico,
foi de 1,33 segundo. Para a nomeação dos animais,
o tempo médio de resposta foi 1,23 segundo.
“Esses tempos de resposta são uma indicação
de que esse tipo de diagnóstico pode ser muito rápido.
A maioria dos radiologistas relatou que, além do nome
da lesão, surgiam diagnósticos diferenciais de
algumas lesões. Isto é, os 3,5 segundos gastos
com cada imagem eram suficientes para o médico chegar
a pensar em diagnósticos específicos”, disse
Melo.
Visão e diagnóstico
Os resultados
mostraram que as áreas cerebrais ativas
durante o diagnóstico das lesões eram muito semelhantes àquelas
detectadas durante a nomeação de animais, segundo
Melo.
“Os resultados são coerentes com nossa hipótese
de que diagnósticos feitos a partir do rápido reconhecimento
visual de sinais clínicos são baseados em mecanismos
neuronais semelhantes àqueles usados para nomear objetos
no cotidiano”, afirmou.
Segundo Melo,
os resultados indicam que os amplos conhecimentos acumulados
nos estudos
de neurociência cognitiva sobre
a identificação e nomeação de objetos
poderão ser utilizados no desenvolvimento de métodos
para incrementar a competência dos médicos em tarefas
diagnósticas que envolvam a visão.
“Além disso, a hipótese conceitual e a nova
abordagem metodológica utilizadas no estudo poderão
abrir novos caminhos para o aumento do conhecimento a respeito
dos processos cerebrais que levam a diagnóstico médico”,
disse.
PORTAL G1
Secretaria
de Saúde do Piauí encerra inscrições
para 889 vagas
São 154 vagas de nível médio e 735 de nível
superior. Os salários variam de R$ 574,34 a R$ 4.027,01.
A Secretaria
de Estado da Saúde do Piauí encerra
nesta sexta-feira (23) as inscrições do concurso
público na área de saúde, que oferece 889
vagas (154 de nível médio e 735 de nível
superior).
Os salários
variam de R$ 574,34 a R$ 4.027,01, para jornada de trabalho
de 20 a 30 horas semanais.
O concurso
será organizado pelo Núcleo de Concursos
e Promoção de Eventos (Nucepe) da Universidade
Estadual do Piauí (UESPI).
As vagas
compreendem os mais diversos cargos para nível
superior, como assistente social, biomédico, psicólogo,
enfermeiro, enfermeiro obstetra, enfermeiro perfusionista, enfermeiro
de saúde pública, fisioterapeuta, fonoaudiólogo,
cirurgião dentista buco-maxilo facial, nutricionista,
administrador hospitalar, administrador, farmacêutico-bioquímico,
arquiteto, engenheiro civil, engenheiro elétrico, educador
físico, terapeuta ocupacional, engenheiro clínico,
bem como médicos, das mais diversas especialidades, como
neurologista, plantonista e patologista.
Já para o nível médio, as vagas são
para técnico de apoio administrativo, em patologia, em
laboratório, em radiologia, em enfermagem e em contabilidade.
As inscrições devem ser feitas de 5 a 23 de dezembro
pelo site http://nucepe.uespi.br/. A taxa de inscrição
custa R$ 120,00 para os cargos de médico, R$ 80,00 para
os demais cargos de nível superior e R$ 40,00 para os
cargos de nível médio.
A realização da prova escrita objetiva, com duração
de quatro horas, terá 50 questões. A data de realização
da prova será o dia 29 de janeiro de 2012, com início às
8h30 e término às 12h30 (horário do Piauí),
sendo realizada nas cidades de Bom Jesus, Floriano, Parnaíba,
Picos, São Raimundo Nonato e Teresina.
PORTAL R7
Cuidados
com a saúde ajudam a enfrentar as altas temperaturas
do verão
Estação exige alimentos mais saudáveis
e hidratação
O verão, que começou no hemisfério Sul
nesta terça-feira (21), às 21h38, horário
de Brasília, é a estação mais quente
do ano e exige cuidados redobrados com a saúde para manter
o corpo em plena atividade. Além das dicas básicas,
como beber bastante água para ficar hidratado, evitar
o sol entre 10h e 17h, e nunca se esquecer de proteger a pele
com o uso do filtro solar, vale a pena ficar atento a alimentação
e ao ambiente para curtir da melhor maneira possível a época
do ano mais esperada pelos brasileiros.
Pele
Desde outubro
de 2009, a Academia Americana de Dermatologia recomenda que
o FPS mínimo (Fator de Proteção
Solar) dos filtros solares seja 30. A dica é conferir
os rótulos dos produtos antes de comprá-los, para
saber se incluem proteção a raios ultravioletas.
A proteção contra os raios ultravioletas e o FPS
são informações que devem obrigatoriamente
fazer parte do rótulo dos produtos, segundo regras da
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Ao olhar a embalagem, é preciso ter certeza sobre o produto
de interesse, pois existe diferença entre protetor e bloqueador.
O primeiro
tem a função de diminuir os efeitos
dos raios ultravioletas (que no rótulo aparecem descritos
como UVA e/ou UVB) na pele. Já o bloqueador solar funciona
como uma espécie de filtro, que impede a penetração
dos raios UVA e UVB. Esses produtos são completamente
diferentes dos bronzeadores, que estimulam a pigmentação
da pele, mas em geral têm baixíssimo FPS.
Também é necessário aplicar quantidade
adequada do creme, pois ele pode não surtir efeito se
for usado de maneira insuficiente.
Existe perigo
em ficar ao sol sem proteção mesmo
em dias de céu nublado. Isso ocorre porque as nuvens refletem
os raios ultravioleta - o sol pode queimar sem que a pessoa perceba.
A radiação também ultrapassa janelas fechadas
de carros, razão pela qual recomenda-se o uso de protetor
mesmo quando estiver em trânsito. O uso de roupas coloridas,
chapéus e sombrinhas também ajuda a impedir a penetração
da radiação.
Olhos
Os olhos
não devem ficar sem proteção.
A exposição excessiva ao sol pode causar doenças
graves como a catarata. Por isso, o uso de óculos escuros
com lentes que protegem os olhos contra os raios ultravioletas é fundamental
para adultos e crianças. O sal do mar também pode
ressecar e irritar o olho.
Alimentação
Para quem
está na praia e pretende se alimentar por lá,
os cuidados com a alimentação devem ser ainda mais
específicos. Alimentos ricos e gorduras e fartas porções
de comida, por exemplo, devem ser evitados. É necessário
prestar muita atenção nas condições
de higiene de ambulantes e quiosques instalados à beira-mar
para evitar mal-estar ou intoxicação. Uma boa opção é levar à praia
alimentos preparados em casa, mas sempre de olho na temperatura.
A hidratação pode ser mantida com água,
sucos naturais, água de coco e chá gelado.
PORTAL UOL
Governo
francês recomenda retirada preventiva de próteses
mamárias PIP
Véronique
Martinache, em Paris
O governo
francês recomendou nesta sexta-feira a retirada "de
forma preventiva" das próteses mamárias da
marca PIP de cerca de 30 mil mulheres na França, embora
tenha esclarecido que não há provas de que estes
implantes - que foram exportados a diversos países da
Europa e da América Latina, inclusive ao Brasil - aumentem
os riscos de câncer.
"Por prevenção e sem caráter de urgência,
(as autoridades francesas) desejam que a retirada das próteses,
mesmo sem evidências clínicas de deterioração
do implante, seja oferecida às mulheres", anunciou
o ministério da Saúde em um comunicado.
Os especialistas
do Instituto Nacional do Câncer (Inca)
informaram suas conclusões na quinta-feira ao governo
francês.
"Até este momento, não constatamos um risco
maior de câncer em mulheres com próteses da marca
PIP comparado com outras próteses", disseram. Um
total de 8 casos de câncer foram relatados na França
em mulheres que tiveram problemas com implantes PIP, mas nenhuma
ligação de causalidade foi estabelecida.
Cerca de
30.000 mulheres na França implantaram próteses
mamárias da marca PIP. Algumas delas foram preenchidas
com um gel de silicone impróprio para o uso medicinal,
o que provoca um aumento do risco de ruptura e vazamento do envelope
da prótese, de acordo com o governo francês.
Os custos
relativos à eventual retirada destes implantes
serão pagos pelo Estado, assegurou o governo.
"Caso não queiram explantá-lo, serão
beneficiadas por um acompanhamento por ultrassonografia mamária
e axilar a cada 6 meses", acrescentou o ministério.
"Diante da ausência de novas provas sobre o silicone
ou de novos dados clínicos sobre complicações
específicas, os especialistas acreditam não terem
provas suficientes para sugerir a remoção sistemática
desses implantes como medida preventiva", no entanto, apoiam
a expertise coletiva coordenada pelo INCA.
As autoridades
sanitárias, contudo, apontam "riscos
claros" de "ruptura" e "do poder irritante
do gel de silicone, que pode causar reações inflamatórias".
As próteses mamárias da empresa francesa Poly
Implant Prothèse (PIP) estão no centro de um escândalo
há algumas semanas, e na Grã-Bretanha 250 mulheres
entraram com um processo depois que ao menos a metade delas teve
problemas com as próteses de mama fabricadas pela PIP.
Antes da
falência da empresa, em março de 2010,
as exportações da PIP representavam 84% da sua
atividade. Eram produzidos cerca de 100 mil implantes anualmente.
Entre os
principais mercados está a América do
Sul (Venezuela, Brasil, Colômbia e Argentina, principalmente),
que comprava mais de 58% do que era exportado em 2007 e 50% em
2009.
No entanto,
desde a primavera de 2010, com o alerta das autoridades francesas
em relação a um processo de fabricação
impróprio, o Chile, a Venezuela e o Brasil ordenaram a
retirada dos implantes de PIP de seus mercados.
Cerca de
10.000 próteses da PIP foram retirados do mercado
do Brasil, enquanto 25.000 mulheres brasileiras ainda utilizam
estes implantes, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa).
No Reino
Unido, a agência que monitora produtos médicos
estima que entre 40.000 e 50.000 mulheres usam implantes desta
marca. Mas fez um apelo para que elas "não entrem
em pânico", já que não há nenhuma
evidência da ligação entre os implantes e
a ocorrência de câncer que justifique a remoção
das próteses.
Os investigadores
suspeitam que a empresa tentou reduzir os custos utilizando
o gel de silicone, economizando assim um milhão
de euros por ano. Desde então, mais de 2.000 mulheres
apresentaram queixas em Marseille, no sudeste da França.
Quinta-feira, 22.12.11
PORTAL
DA SAÚDE
Novas
regras facilitam inclusão de medicamentos no SUS
Decreto publicado
hoje regulamenta lei que concede prazo de seis meses para análise de novos tratamentos e estabelece
critérios técnicos para inclusão no SUS.
Por Bárbara
Semerene e Priscila Costa e Silva
O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com novas
regras para a incorporação de produtos e tecnologias
que estarão disponíveis à população
brasileira. A Presidência da República regulamentou
hoje, por meio de decreto, a lei 12.401, de abril deste ano.
Na prática, a nova legislação dará maior
agilidade à atualização periódica
de tecnologias e produtos ofertados no SUS, pois fixa prazo de
180 dias, com prorrogação por mais 90, para a conclusão
dos processos de avaliação de novas tecnologias.
Além disso, a nova normativa impõe rígidos
critérios técnicos de avaliação científica
dos produtos e serviços com pedidos de incorporação
no SUS, o que dará ao Poder Judiciário parâmetros
para melhor avaliar as ações judiciais relacionadas à saúde.
A nova lei
estabelece como pré-requisito para entrada
no SUS o registro prévio do produto na Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso,
estabelece critérios de eficácia, segurança
e custo-efetividade como condições para a inclusão
de novos medicamentos, produtos e procedimentos. A inclusão
dos tratamentos será decidida pela Comissão Nacional
de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec),
instituída pela lei no âmbito da Secretaria de Ciência,
Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério
da Saúde, órgão responsável por sua
coordenação, e formada por representantes do próprio
ministério, da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), além de um integrante indicado
pelo Conselho Nacional de Saúde e um pelo Conselho Federal
de Medicina (CFM).
“Esta comissão vai garantir uma maior proteção
individual e coletiva ao cidadão. Individual porque só permitirá que
apenas os remédios devidamente registrados na Anvisa e
com eficácia tecnicamente comprovada sejam incorporados
ao SUS. Coletiva porque vai facilitar o planejamento da compra
e da distribuição destes medicamentos, que muitas
vezes fica comprometido pela demanda por medicamentos cuja eficácia
não é comprovada”, explica o ministro da
Saúde, Alexandre Padilha.
A Conitec
também vai contar com a contribuição
de representantes do setor Saúde nos estados e municípios – Conselho
Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), e do
Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde
(Conasems) –, o que vai garantir a participação
de todos os entes responsáveis pela gestão e o
financiamento do SUS. Para agregar ainda mais transparência
aos processos de incorporação de novas tecnologias
na rede pública, a nova legislação prevê,
ainda, a realização de consultas e audiências
públicas para participação da sociedade
civil, além de determinar que o trâmite seja regido
pelas regras do processo administrativo dispostas em lei, com
direito a recurso por parte dos requerentes.
“Ao regulamentar a entrada de novos produtos e procedimentos
na rede pública, a Lei 12.401 beneficiará o cidadão
e fortalecerá a atuação do Ministério
da Saúde, que terá ainda mais capacidade para orientar
as atividades econômicas em prol das necessidades em saúde”,
afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos
Gadelha.
ACESSO
Atualmente,
a população brasileira tem acesso
gratuito, pelo SUS, a 560 itens de medicamentos. As estratégias
de ampliação do acesso dos usuários do SUS
a estes produtos implicaram, nos últimos oito anos, em
um aumento de aproximadamente 300% no orçamento do Ministério
da Saúde para a Política Nacional de Assistência
Farmacêutica.
Em 2010,
o governo federal investiu R$ 10 bilhões na
compra de medicamentos e vacinas, incluindo os valores para aquisição
direta dos produtos pelo ministério, assim como os repasses
financeiros aos estados e municípios. Este montante corresponde
a 15% de todo o orçamento do Ministério da Saúde.
Em 2003, o investimento foi de R$ 2,8 bilhões – equivalente
a 5,8% do orçamento da pasta.
JUDICIALIZAÇÃO
Com a regulamentação da Lei 12.401, a expectativa é que
a quantidade de ações judiciais para oferta individual
de medicamentos diminua no país, uma vez que os juízes
terão diretrizes técnicas para melhor subsidiá-los
na avaliação dos pedidos. Ao longo dos últimos
anos, este número vinha crescendo no país. Somente
o Ministério da Saúde desembolsou R$ 132,5 milhões
em 2011 para atender demandas de pacientes que ingressaram na
Justiça para obter medicamentos. Este número é 771%
superior ao valor desembolsado com ações judiciais
em 2003 – R$ 171,6 mil.
A maior parte
dos medicamentos solicitados por ação
judicial é para o tratamento de doenças genéticas
e câncer. Muitos desses produtos não têm registro
na Anvisa e, portanto, não têm eficácia e
segurança comprovadas, nem um protocolo clínico
para administração correta. Alguns já são
disponíveis no SUS, mas, por desinformação
do paciente e do próprio juiz, são requeridos por
meio de ação judicial quando poderiam ser obtidos
em unidades da rede pública de saúde.
AGÊNCIA
BRASIL
MDS
prorroga prazo para cadastro de beneficiários do
Bolsa Família no sistema de gestão de saúde
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
(MDS) prorrogou para o dia 13 de janeiro o prazo de inserção
de dados de saúde dos beneficiários no Sistema
de Gestão do Programa Bolsa Família na Saúde.
Inicialmente, o sistema estaria disponível até o
dia 30 de dezembro.
A assessoria
MDS esclareceu que a data foi prorrogada por causa da grande
demanda dos municípios para cadastrar as famílias
beneficiárias. A prorrogação garantirá que
os municípios alcancem a meta de cobertura do programa.
Para receber
as transferências de renda, as famílias
precisam apresentar os cartões de vacinação
das crianças com até 7 anos em dia, acompanhar
o peso e crescimento infantil e, para as gestantes, fazer o acompanhamento
pré-natal. A expectativa é que 70% das famílias
que recebem a bolsa do programa continuem a ter acesso aos direitos
sociais básicos na área da saúde.
PORTAL
SAÚDE
WEB
Unimed
planeja ter 125 hospitais até 2015
O hospital
próprio possibilita que a operadora feche
a cadeia completa, racionalizando custos e permitindo manter
um padrão de qualidade de atendimento. As informações
são do jornal Folha de S. Paulo.
Em polos
mais consolidados, onde uma parte maior da população
já tem planos de saúde, como no Estado de São
Paulo, operadoras investem em estrutura e buscam também
públicos diferenciados, como o da classe A. As informações
são do jornal Folha de S. Paulo
Detentora
de uma rede de 111 hospitais próprios no país,
a Unimed planeja elevar esse número para 125 até 2015.
A previsão é do presidente da Unimed do Brasil,
Eudes de Freitas Aquino. De acordo com ele, o hospital próprio
possibilita que a operadora feche a cadeia completa, racionalizando
custos e permitindo manter um padrão de qualidade de atendimento.
Três dos projetos mais recentes da cooperativa estão
no interior paulista, em Ribeirão Preto, Santos e Tatuí.
No caso de Ribeirão (313 km de SP), o novo prédio,
cuja primeira fase vai custar cerca de R$ 40 milhões,
será entregue em 2014.
O público A é outra alternativa das operadoras
de saúde em busca de crescimento. O grupo São Francisco,
sediado em Ribeirão e com atuação em cinco
Estados, lançou uma marca exclusiva voltada ao segmento
premium.
A empresa
fechou parceria com a Omint e quer abocanhar 30% do mercado
de planos de saúde de alta renda nas regiões
onde atua, nos próximos três anos.
O diferencial
oferecido ao público A nesses planos é a
possibilidade de escolher profissionais e centros médicos
em todo o país, mediante reembolso oferecido pela operadora
de saúde.
AGÊNCIA
SENADO
Projetos
voltados às áreas de saúde
e trabalho foram aprovados na CAS em 2011
Regulamentação de profissões, aprimoramento
das leis trabalhistas e da área saúde foram destaques
na atuação da Comissão de Assuntos Sociais
(CAS). Foram realizadas 56 reuniões e 17 audiências
públicas e 134 matérias aprovadas.
Iara Farias Borges
Projetos
de lei que regulamentam as atividades de DJ (PLS 322/10), de
taxista (PLC
27/11) e especialista em vinhos (PLC 17/11) e
de comerciário (PLS 115/07) foram aprovado na comissão.
Representantes dessas categorias ocuparam o plenário da
comissão para acompanhar a votação das propostas.
A CAS também aprovou projetos que beneficiam o trabalho
doméstico, atendendo às recomendações
da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
para o Brasil. Um deles, o PLS (270/11), permite ao empregador
doméstico descontar, do Imposto de Renda de Pessoa Física
(IRPF), o salário pago a seus empregados, no valor equivalente
a até três salários mínimos.
A proposta é do senador Roberto Requião (PMDB-PR)
e agora está na Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE), na qual receberá decisão terminativa. De
acordo como o autor, o projeto tem o objetivo de incentivar a
formalização dos empregos domésticos. Assim,
para conceder o benefício, o projeto altera a legislação
do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (lei 9.250/95)
para determinar a dedução.
Também aprovado na CAS, em decisão terminativa,
o PLS 43/11 atualiza o valor da multa aplicada ao empregador
que não concede repouso semanal remunerado ao empregado
ou deixa de pagar pelo trabalho em feriados. A matéria
recebeu decisão terminativa da comissão.
A proposta é do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) e determina
que o valor da multa esteja entre R$ 40,25 e R$ 4.025,33, a ser
aplicada em função da natureza da infração,
de sua extensão e da intenção de quem a
praticou. A reincidência e a oposição à fiscalização,
além do desacato à autoridade, levarão o
infrator a receber a penalidade em dobro, prevê a proposta.
Outro projeto
aprovado na CAS que visa estimular a formalização
do emprego é o que reduz a contribuição
previdenciária do empregado e do empregador doméstico
para 5% (PLS 189/11). Atualmente, todos os meses, o empregado
recolhe para a Previdência Social 8% e o empregador 12%
do salário pago. A proposta (PLS 189/11) é da senadora
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e recebeu decisão terminativa
da CAS.
Entre as
propostas aprovadas, Jayme Campos também destacou
a que concede incentivos fiscais para as empresas que tenham
pelo menos 30% dos funcionários com idade superior a 55
anos (PLS 461/03) e a que concede adicional de periculosidade
para mototaxista (PLS 193/03), em complemento à lei que
regula a profissão de mototaxista e motoboy (Lei 12.009/09).
Debates
Audiências públicas na comissão discutiram
assuntos de interesse da sociedade com os ministros da Saúde,
Alexandre Padilha; da Previdência Social Garibaldi Alves
Filho; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza
Campello; bem como as sabatinas para aprovação
do nome de diretores de agências reguladoras, como a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Problemas
na área de saúde também mereceram
a atenção da CAS. Audiências públicas
discutiram a situação dos pacientes graves ou de
alto risco, assim como e as dificuldades enfrentadas pelos profissionais
que atuam nessa área e a carga horária de trabalhadores
da área de saúde; a regulação dos
planos de saúde; a regulamentação da profissão
de cuidador de idoso.
Os senadores
da CAS debateram também a imunização
de mulheres de 9 a 40 anos, pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), contra o vírus HPV (papiloma vírus humano),
conforme prevê projeto de lei (PLS 238/11) da senadora
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). O vírus, ressaltou a senadora
durante o debate, é responsável pela infecção
de 60% de mulheres no país e principal causa da alta de
câncer de colo de útero entre a população
feminina.
Com relação a tratamento de câncer, audiência
pública discutiu na comissão a inclusão
de quimioterapias de uso oral na lista de cobertura dos planos
de saúde, conforme estabelece projeto de lei (PLS 352/11)
de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS). Representantes
da classe médica, de operadoras de planos privados e da
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) debateram
o tema na CAS.
Na CAS funcionam
quatro subcomissões - das Pessoas com
Deficiência; de Promoção, Acompanhamento
e Defesa da Saúde; de Defesa do Emprego e da Previdência
Social; e de Política sobre Álcool, Crack e outras
Drogas.
Ressalta-se
o trabalho da Subcomissão das Drogas, que,
em 12 audiências públicas, ouviu 32 pessoas, durante
nove meses de trabalho. A subcomissão discutiu políticas
públicas sobre o uso de drogas químicas e visitou
países europeus para conhecer a experiência deles
para resolver o problema com drogas.
O relatório final foi aprovado com recomendações
para ações sociais, prevenção ao
uso de drogas e reinserção social, assim como em
relação à segurança pública,
legislação penal e saúde pública.
O colegiado foi presidido pelo senador Wellington Dias (PT-PI)
e teve a relatoria da senadora Ana Amélia (PP-RS).
ESTADO DE MINAS
Após mortes por medicamento, Secretaria de Saúde
pode assumir fiscalização de farmácias
As
28 regionais da saúde em Minas podem assumir a função
de fiscalizar os estabelecimentos
Luana Cruz e Pedro Ferreira
A Secretaria
de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES)
anunciou nesta quinta-feira que vai reforçar a fiscalização
em farmácias de manipulação e drogarias
do estado. Depois do episódio de troca de substâncias
na produção de Secnidazol 500mg em Teófilo
Otoni, no Vale do Jequitinhonha, a SES que assumir a vistoria
em estabelecimentos que produzem remédios. A troca de
anti-hipertensivo no lugar de antifúngico na produção
de 180 cápsulas em 14 de novembro matou 10 pessoas.
Segundo a
SES, em Minas são 1.200 farmácias de
manipulação e 10 mil drogarias que vedem os medicamentos
fechados. No estado, 70 municípios, entre eles Teófilo
Otoni, têm gestão plena. Isso significa que as administrações
municipais fiscalizam as farmácias. Mas, a SES está com
a proposta de assumir no ano que vem essa responsabilidade. Caso
se aprovada a proposição, as 28 regionais da saúde
em Minas vão assumir a função de fiscalizar
os estabelecimentos. Deverão fazer a vistoria anual, a
apuração na troca de alvará e na mudança
de responsáveis técnicos das farmácias de
manipulação.
Nesta quinta-feira
a SES informou que as análises físico-químicas
feitas em cinco amostras de Secnidazol 500mg, que causaram a
morte de 10 pessoas em Teófilo Otoni, identificaram a
presença do anti-hipertensivo Anlodipina Besilato 5 mg.
Essa é a prova de que houve troca de substâncias
na produção do medicamento usado pelas vítimas,
um erro na hora de fazer o remédio manipulado pela Fórmula
Pharma.
AGÊNCIA
ESTADO
Remédio suspeito de matar dez pessoas foi preparado com
substância errada, aponta laudo
Análise foi feita em amostras apreendidas pela Vigilância
Sanitária Estadual
O Secnidazol
500mg manipulado pela Fórmula Pharma, de
Teófilo Otoni (MG), suspeito de ter causado a morte de
dez pessoas no Vale do Mucuri foi feito com a substância
errada. Foi o que confirmou laudo da Funed (Fundação
Ezequiel Dias), divulgado nesta quinta-feira (22) pela SES (Secretaria
de Estado da Saúde) de Minas Gerais, segundo o qual foi
identificada a presença do anti-hipertensivo Anlodipina
Besilato 5mg no medicamento originalmente destinado ao combate
a verminoses.
De acordo
com a SES, a análise foi feita em amostras
apreendidas pela Vigilância Sanitária Estadual e
pela Polícia Civil mineira na casa de pacientes que consumiram
o medicamento. O material foi avaliado pelo Serviço de
Medicamentos, Saneantes e Cosméticos da Funed na presença
inclusive do dono da Fórmula Pharma, Ricardo Luís
Portilho, acompanhado de dois advogados.
Segundo a
SES, a primeira etapa da análise confirmou
que não havia presença do antiparasitário
Secnidazol no medicamento manipulado no estabelecimento em 14
de novembro. Em seguida, os técnicos analisaram e confirmaram
a presença do anti-hipertensivo - já havia a suspeita
dessa contaminação cruzada por causa dos sintomas
apresentados pelas vítimas. A Funed ainda vai confirmar
a concentração da substância.
O secretário de Estado da Saúde, Antônio
Jorge de Souza Marques, avaliou que, apesar de o laudo definitivo
só ficar pronto em aproximadamente 30 dias, a confirmação
da presença do anti-hipertensivo nas cápsulas dá uma "clareza
do erro técnico grave" ocorrido na manipulação
do medicamento.
- Nos solidarizamos
com as famílias que sofreram com
a perda dos seus entes queridos. Agora, o problema se torna um
caso de polícia.
A Polícia Civil também já investiga o episódio
e nesta quinta-feira realizou a exumação de seis
pessoas que morreram após ingerir as cápsulas acreditando
tratar-se do medicamento Secnidazol. Duas exumações
já haviam sido realizadas ontem. Material coletado entre
os restos mortais das vítimas será encaminhado
ao IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte para
confirmar se o anti-hipertensivo causou as mortes.
As últimas duas mortes foram as de Adélia Lopes
da Paixão, de 49 anos, e sua filha Letícia Lopes
dos Santos, de 22, registradas nos dias 9 e 11 deste mês,
respectivamente. Elas foram submetidas a necropsia. As outras
vítimas morreram entre 20 e 28 de novembro, todas em municípios
do Vale do Mucuri. O IML ainda não concluiu nenhum dos
laudos, mas, segundo a polícia, Portilho pode ser indiciado
por homicídio caso seja confirmado erro na manipulação
do medicamento. A Fórmula Pharma foi interditada pela
Vigilância Sanitária Estadual, assim como outras
farmácias de manipulação da região
que funcionavam sem autorização ou tinham indícios
de produzir medicamentos em escala industrial.
PORTAL
DA CÂMARA
DOS DEPUTADOS
Comissão aprova relatório sobre saúde
do trabalhador
Luiz
Cláudio
Canuto
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou
relatório da subcomissão especial criada para avaliar
as condições de saúde do trabalhador. Entre
outras medidas, a subcomissão defende a votação
do Projeto de Lei 2295/00, que define em 30 horas semanais a
jornada de trabalho dos profissionais da área de enfermagem,
que atualmente trabalham muito mais.
A votação do relatório foi realizada na
semana passada. Segundo o relator, Dr. Aluizio (PV-RJ), o estresse
atrapalha a qualidade de vida do trabalhador, exigindo ações
dos parlamentares. "Com estresse você dorme mal, se
alimenta mal, não raciocina bem porque você vive
sob a égide do medo, da preocupação",
defende.
Aos Ministérios da Saúde e do Trabalho, a subcomissão
recomenda que a chamada "ecologia humana" seja incluída
nos debates sobre a saúde do trabalhador. "Quando
você tem um derramamento de petróleo no mar, o óleo
polui a água e como consequência traz grandes problemas,
dificuldades para a nossa vida. O conceito de ecologia humana
surge dentro dessa subcomissão de forma muito clara, seja
pelo acidente que aconteceu na Braskem, seja pela ação
da CSA no Rio de Janeiro", afirma.
A Companhia
Siderúrgica do Atlântico (CSA), citada
pelo deputado, já foi multada pela emissão de gases
e partículas no Rio de Janeiro. Porém, apesar das
mudanças conceituais sobre a saúde do trabalhador
apresentadas no relatório, o principal problema, segundo
o relator, é ainda a tradicional falta de segurança
do trabalho.
"Eu não quis fazer nessa subcomissão um estudo
focado apenas na prevenção ao acidente, mas prevenir é fundamental
porque traz segurança para o trabalhador”. No Brasil,
há 725 mil acidentes de trabalho por ano e cerca de 200
pessoas morrem por mês em situações assim,
o que também onera o sistema de saúde. Na Região
Sul, há 1 médico para cada 321 habitantes enquanto
no Norte tem-se apenas 1 médico para cada 1.200 habitantes.
A subcomissão presenciou as más condições
dos empregados da indústria do petróleo, que trabalham
em plataformas marítimas com regime de 15 dias embarcados
para 15 dias no continente, enquanto o ideal seria 14 dias embarcado
por 21 dias de descanso. A subcomissão pede que a Petrobrás
cumpra as normas de segurança preconizadas pela legislação.
No relatório, também é sugerida a realização
de audiência pública, em conjunto com a Comissão
de Meio Ambiente, para discutir a proibição do
uso de amianto no Brasil.
AGÊNCIA CÂMARA
Projeto
exclui planos de saúde do cálculo da PIS/Cofins
O deputado
Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC),
autor da proposta, argumenta que esse valor deveria ser descontado,
uma vez que pode ser considerado um pagamento de imposto não-cumulativo
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1914/11, do deputado
Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), que desconta
na base de cálculo da contribuição para
o Pis/Pasep e Cofins os pagamentos para planos de saúde
dos funcionários de uma empresa.
O autor da
proposta argumenta que esse valor deveria ser descontado, uma
vez que
pode ser considerado um pagamento de imposto não-cumulativo.
Ele acredita que a medida vai estimular mais empresas a oferecerem
o benefício, o que vai melhorar o acesso à saúde
por parte dos trabalhadores.
"A medida não tem impacto financeiro, uma vez que,
se por um lado consiste em renúncia fiscal, por outro
desonera o Sistema Único de Saúde dos gastos que
seriam decorrentes da inexistência de cobertura de planos
de saúde privados para empregados beneficiados por esta
lei", disse.
Tramitação
A proposta
será analisada de forma conclusiva pelas comissões
de Finanças e Tributação e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
PORTAL
DA SAÚDE
Movimentos
sociais aderem às ações contra
o crack
Durante evento
de celebração do Natal, em São
Paulo a presidenta Dilma Rousseff e o ministro Alexandre Padilha
definiram acordo que prevê a participação
dos movimentos de pessoas em situação de rua e
catadores de materiais recicláveis.
Movimentos
sociais que representam pessoas em situação
de rua vão ser parceiros do governo federal no acompanhamento
do plano “Crack, é possível vencer”,
lançado este mês pela Presidência da República.
A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, estiveram hoje, em São Paulo, reunidos com o
Movimento Nacional da População em Situação
de Rua e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis
onde definiram o acordo.
“Essa parceria é fundamental. Esses movimentos
conhecem a realidade de rua, conhecem as pessoas. Eles podem
ajudar, inclusive, no diálogo com essas pessoas, já que
conhecem a linguagem utilizada por elas. São pessoas fundamentais
para que a estratégia do consultório leve o Saúde
Mais Perto de Você onde as pessoas estão. Independente
se é na rua ou numa casa”, ressaltou o ministro
Padilha.
A ação prevê trabalhos conjuntos com os
movimentos na aproximação entre profissionais de
saúde que trabalham nos consultórios na rua na
abordagem a essas pessoas. Os consultórios na rua são
um dos serviços da rede para o atendimento a usuários
de drogas, compostos por médicos, enfermeiros e técnicos
de enfermagem. Até 2014 o Ministério da Saúde
vai construir 308 novos consultórios de rua. A ação,
que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios
com mais de 100 mil habitantes.
Também presente ao evento, o padre Julio Lancellotti,
falou sobre a importância em realizar um trabalho conjunto
com a comunidade. Agindo de forma bilateral e não apenas
unilateral. “Nós queremos ir ao encontro das pessoas.
Estamos numa missão de paz pra estabelecer vínculos.
Acompanhamos muitas pessoas que tem deixado essa situação
a partir de valores, a partir de vínculos, a partir de
uma nova postura de vida. Para isso, muitas vezes basta perceber
que a vida dele tem valor, que ele tem crédito. São
pessoas que estão numa situação de muita
fragilidade, então, essa parceria nesse momento é muito
importante porque é uma parceria cidadã”,
disse o padre.
SELO AMIGO DOS CATADORES
O ministro
Padilha recebeu do movimento o selo amigo dos catadores. Durante
as
atividades, também assinou acordo de cooperação
com os catadores, que envolve a Funasa, para levar melhorias
a um grupo de recolhedores de material reciclável de Bauru,
no interior do estado. O acerto permitirá a compra de
caminhões e criação de um galpão
para que eles possam armazenar e selecionar os materiais recolhidos
na região.
Também estiveram presentes ao evento outros seis ministros:
Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad
(Educação), Maria do Rosário (Direitos Humanos),
Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Paulo Roberto Pinto
(Trabalho) e Gilberto Carvalho (Secretaria Especial da Presidência).
PORTAL R7
Teste
com drogas anti-HIV foi a grande inovação
de 2011, diz revista Science
Inovação
foi vista por alguns especialistas como ponto decisivo na luta
contra Aids
Um teste
clínico que demonstrou que medicamentos contra
o HIV podem ser tão eficazes quanto os preservativos na
prevenção da transmissão do vírus
causador da Aids foi escolhido a inovação do ano
da revista científica Science nesta quinta-feira (22).
A lista das
dez maiores inovações, feita pela
Associação Americana para o Progresso da Ciência,
que publica a revista Science, estará na edição
de sexta-feira (23) do periódico.
A matéria do ano foi um teste internacional, cunhado
HPTN 052, que demonstrou que as pessoas que tomam medicamentos
antirretrovirais reduziram o risco de transmissão heterrossexual
para seus parceiros em 96%.
A inovação
foi descrita por alguns especialistas como um ponto decisivo
na luta contra a Aids, 30 anos depois
de a epidemia ser identificada pela primeira vez.
O teste começou em 2007 e foi feito com 1.763 casais
heterossexuais - em que um dos parceiros era soropositivo - de
Brasil, Botsuana, Índia, Quênia, Malaui, África
do Sul, Tailândia, Estados Unidos e Zimbábue.
Segundo a
revista, o teste terá "profundas implicações
na resposta futura à epidemia de HIV", vírus
que infecta cerca de 33 milhões de pessoas em todo o mundo
e matou 1,8 milhão em 2009.
"Os resultados do HPTN 052 e outros feitos recentes despertaram
a esperança de que combinar estas intervenções
possa por um fim à epidemia de Aids em países inteiros,
se não no mundo", destacou a revista.
Entre as
outras grandes inovações de 2011 estão
o retorno à Terra de uma nave japonesa trazendo poeira
de um asteroide, os avanços feitos para a obtenção
de uma vacina contra a malária e descobertas sobre genes
de humanos modernos relacionados com os homens das cavernas.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br