24-02-11

 

Leia nesta edição:

- Carreira de Estado, salário mínimo e reajuste pelos planos de saúde voltam a ser analisados

- Volta da CPMF está na contramão da história

- RES - Registro Eletrônico em Saúde

- Confederação Nacional de Saúde: CIRCULAR JURÍDICO 021/2011

- Audiência que discute emagrecedores tem segurança reforçada

- Funasa agilizará a apresentação de projetos do PAC

- Ministro da Saúde e sua equipe participam da assembléia do CONASS

- Confederação Nacional de Saúde: CIRCULAR JURÍDICO 020/2011

Quinta-feira, 24.02.11

FENAM

Carreira de Estado, salário mínimo e reajuste pelos planos de saúde voltam a ser analisados

Projetos de lei importantes para o movimento médico brasileiro foram desarquivados pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Entre eles, está o PL 3734/2008, do deputado Ribamar Alves (PSM/MA), que dispõe sobre o salário mínimo profissional de médicos e cirurgiões-dentistas no setor privado; o PL 6989/2010, do deputado Eleuses Paiva (DEM/SP), que visa conceder gratificação anual aos médicos que prestam serviços à operadoras de saúde, e a Proposta de Emenda à Constituição Federal (PEC) 454/2009, do deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO), que estabelece diretrizes para a organização da Carreira Única de Médico de Estado.

As proposições foram arquivadas no fim da legislatura passada, encerrada no dia 22 de dezembro de 2010. A iniciativa de desarquivamento é do autor da proposição e deve ser feita dentro dos primeiros 180 dias da primeira sessão da legislatura subsequente à qual o projeto foi arquivado, de acordo com o Regimento Interno da Câmara.

Todos esses projetos fazem parte das bandeiras de luta da Federação Nacional dos Médicos, que trabalha no sentido de ter as propostas aprovadas.

Agência Estado

Volta da CPMF está na contramão da história

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a possibilidade de retorno da cobrança daContribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em nota distribuída à imprensa na tarde desta terça-feira. Esse assunto foi tratado na segunda-feira entre a presidenteDilma Rousseff e governadores do Nordeste, em reunião realizada em Barra dos Coqueiros (SE). Com o título "Volta da CPMF está na contramão da história", a CNI posiciona-se claramente contra o retorno dessa cobrança.

A nota da CNI menciona trechos de entrevista concedida pelo presidente da instituição, Robson Braga de Andrade, à rádio Jovem Pan, de São Paulo. "Somos contra a criação de qualquer imposto", afirmou o dirigente. Segundo ele, os Estados não devem defender a criação de impostos, mas seguir o exemplo do governo federal e cortar gastos. Para o presidente da CNI, o desafio atual é fazer uma reforma que reduza o peso dos impostos e garanta a competitividade das empresas.

Saúde Business Web / InformationWeek EUA

RES - Registro Eletrônico em Saúde

Por Rebecca Armato

Selecionar e adotar um sistema de registro eletrônico em saúde é essencial para a saúde da prática médica

Assim como o tratamento médico apropriado é essencial para a saúde de um paciente, a abordagem certa ao selecionar e adotar um sistema de registro (prontuário) eletrônico em saúde é essencial para a saúde e até para a sobrevivência da prática médica. E não se trata apenas de tecnologia.

Grandes problemas podem acompanhar a escolha mal feita de um sistema RES, pelos motivos errados, e pela expectativa de que um fornecedor de software conseguirá implantar, com êxito, o sistema sem o engajamento dos médicos. Esses problemas podem custar muito mais do que o fundo de estímulo federal oferecido para encorajar os profissionais da saúde a implantarem esse sistema.

Para os profissionais da saúde, a seleção e adoção de um sistema RES não é entretenimento. Os médicos devem estar ativamente engajados. Devem focar na avaliação de funções que ofereçam suporte a qualidade, segurança, resultados e privacidade do paciente. Mas devem insistir, também, em funções que melhorem a eficiência e a viabilidade de suas práticas.

Acompanhamos médicos autônomos, em nossa região, durante suas escolhas de sistemas RES. Para garantir uma boa escolha, esses profissionais precisam se lembrar de três pontos:

1. Implantação não é o mesmo que utilização. A tecnologia torna possível, mas a arte está em tornar o sistema pessoal para médicos e equipe. Não existe uma só opção, por isso, é importante encontrar um sistema que opere de acordo com a forma que os médicos de uma clínica ou consultório trabalham.

2. Funcionalidade não é o mesmo que utilização. Não se trata do número de funções avançadas que um aplicativo oferece. Pense em termos de números de telas e cliques necessários para qualificá-lo, não só dentro dos requerimentos federais de "uso significativo", mas também para entregar "valor significativo" para você e seus pacientes. Avalie se as funções oferecem assistência ou caos durante a tomada de decisões clínicas, cuidados com paciente e tratamento.

Estamos realizando um evento para que os médicos possam avaliar e comparar sistemas com base em quantos cliques são necessários para executar padrões-chave de uso significativo. A certificação ONC-ATCB demonstra apenas que um aplicativo consegue executar o padrão requerido, mas não com que facilidade.

3. "Dado" não é o mesmo que "informação". Avalie não só como o PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) captura informações sobre os cuidados oferecidos durante o tratamento de um paciente, mas também com que perfeição a informação é disponibilizada e acessada durante consultas subseqüentes. Avalie se o sistema consegue receber e trocar informações, local, regional e nacionalmente, sem dificuldade e com segurança, em colaboração com médicos e profissionais da saúde de outros lugares.

Os sistemas RES mais bem sucedidos, pelo o que acompanhamos, foram aqueles que focaram em funcionalidade central.

Leia tudo sobre o que acontece no HIMSS AQUI.

Aqui estão cinco áreas em que se concentrar.

1. Registro de paciente. Isso inclui registro de equipe e registro de paciente por meio de portais e quiosques de paciente.

2. Agendamento. Isso não é só para pacientes, mas para médicos, equipamentos e recursos.

3. Documentação clínica. Isso inclui documentação de médicos, enfermeiros e assistentes médicos; modelos de pedidos de exames e tratamento; suporte à decisão, protocolos clínicos e alertas; e relatório de qualidade/resultado.

4. Contas a receber. Analisar cobranças, reembolso e envios de pagamento de seguro; declaração de paciente e envio de pagamento; e relatório de gerenciamento.

5. Comunicação e colaboração. Considere a habilidade de oferecer suporte a consultas, encaminhamento a especialistas e transição de cuidados entre profissionais de saúde; comunicação com o paciente (e-mail seguro, telefone, dispositivos de monitoramento remoto); rastrear e lidar com comunicação em papel, como correspondência e fax; lidar com histórico médico, formulários, elegibilidade e prescrições eletrônicas; troca eletrônica de relatórios e resultados; acesso seguro ao PEP por meio de dispositivos móveis.

No Hospital Huntington Memorial, estamos conduzindo seminários e oferecendo recursos educacionais, como kit de ferramentas para seleção de RES. Oferecemos também um aplicativo e-prescribing, que encoraja os profissionais da saúde a caminharem devagar rumo à adoção da tecnologia, enquanto oferece tempo e espaço para avaliarem e implantarem os sistemas certos para suas práticas.

Além disso, estamos construindo infraestrutura de TI para suportar o compartilhamento de informações vindas de múltiplas fontes, em diferentes formatos, e convertendo essas informações para um formato único, que possa ser compartilhado com outros registros eletrônicos em saúde, registros pessoais de saúde e sistemas de suporte à decisão. Nosso objetivo é garantir a que a colaboração entre pacientes internados, pacientes de ambulatório e consultórios ocorra em "alta definição", como definimos - em termos de detalhes, contraste e atualização. Isso é necessário para oferecer suporte à decisão de forma rápida e bem informada sobre determinado ponto no tratamento, para melhorar a qualidade e reduzir o custo dos cuidados médicos.

Hospitais têm licença para internar pacientes; médicos têm licença para tratar deles. Somente com hospitais e médicos trabalhando juntos, e adotando as ferramentas e os processos apropriados, podemos suprir as necessidades de assistência médica de nossas comunidades.

Junto com os profissionais de saúde de nossa comunidade, cuidamos de mais de 11.000 pessoas por dia - 10.000 delas em consultórios e clínicas particulares. Consideramos esses médicos comunitários algo entre "tesouro nacional" e "recurso natural" e queremos garantir que eles não entrem em extinção. A criação de uma comunidade médica de colaboração virtual, que melhore a qualidade dos atendimentos, começa com o comprometimento dos médicos que adotam as ferramentas e os processos certos. Esperamos que, com o nosso encorajamento e ajuda essa comunidade médica não só sobreviva, como prospere.

Rebecca Armato é diretora executiva de serviços de interoperabilidade no Hospital Huntington, na Califórnia, EUA.

Confederação Nacional de Saúde

Circular Jurídico 021/2011

IR: Termina dia 28 prazo para empresas repassarem comprovante de rendimento a empregados

Brasília - Termina na próxima segunda-feira (28), o prazo para as empresas e pessoas físicas que fizeram pagamentos com retenção de imposto em 2010 entregarem a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) à Receita Federal. O prazo é o mesmo para as empresas entregarem o Comprovante de Rendimentos aos trabalhadores.

Segundo à Receita, as pessoas jurídicas que deixarem de apresentar a declaração estão sujeitas à multa mínima de R$ 500. Para as empresas do Simples e as inativas a multa mínima é de R$ 200. No caso do Comprovante de Rendimento, a penalidade é uma de R$ 41,43 por documento.

As informações são importantes para o contribuinte preencher e enviar a declaração do IRPF. O prazo de entrega começa em 1º de março e termina em 29 de abril. A transmissão das informações sobre retenção de imposto só pode ser feita pela página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br).

Fonte: Portal CT

SDI-1 Considera quitadas horas extras atestadas em recibo sem ressalvas

A Seção I de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho adotou entendimento de que o pagamento pelo empregador de parcelas a título de horas extras atestado em recibo pelo empregado no momento da adesão a plano de demissão voluntária, sem qualquer ressalva, gera a quitação total desses créditos.

No caso relatado pelo ministro João Batista Brito Pereira, o Tribunal do Trabalho baiano concluiu que o Banco Beneb havia quitado as parcelas de horas extras devidas a ex-empregado que aderira ao PDV da empresa. Para o TRT/5ª Região, como o trabalhador não tinha feito nenhuma ressalva no recibo, houve a quitação plena da parcela, porque a transação ocorrera sem vício de consentimento.

Entretanto, a Sexta Turma do TST julgou favoravelmente ao empregado o recurso de revista apresentado. Na avaliação da Turma, o termo de adesão não possuía o efeito pretendido pelo banco, ou seja, de promover a quitação geral das obrigações trabalhistas. Por consequência, o colegiado afastou a transação e determinou o retorno do processo à Vara do Trabalho para julgar os pedidos do empregado.

Já o relator dos embargos na SDI-1, ministro Brito Pereira, considerou equivocada a decisão da Turma, pois o Regional afirmara expressamente que houve comprovação por meio de recibo do pagamento de parcelas a título de horas extras e de integração de horas extras, sem ressalva por parte do empregado quanto à parcela horas extras.

O recurso começou a ser examinado na SDI-1, no ano passado, quando o ministro Vieira de Mello Filho (que atualmente não integra mais o colegiado) divergiu do relator quanto ao conhecimento dos embargos. Ele argumentou que, tendo a Turma conhecido e dado provimento à revista do empregado, a Seção não poderia rever elementos de prova mencionados pelo TRT, e que, na realidade, havia recibo com ressalva do empregado, diferentemente do que disse o Regional.

Na ocasião, o ministro Lelio Bentes Corrêa pediu mais tempo para analisar o assunto, e a discussão só foi retomada em julgamento recente da SDI-1. O ministro Lelio concordou com o relator, pois acredita que os elementos de fato relevantes para a solução do litígio estão transcritos pela Turma no acórdão do recurso de revista, além do mais não é possível reexaminar provas nessa instância extraordinária, a exemplo do mencionado recibo.

O ministro Lelio ainda lembrou que, à época da decisão da Turma, havia controvérsia quanto a essa matéria. Hoje, defendeu o ministro, o entendimento no Tribunal é de que a quitação é da parcela quando ela é expressamente referida no recibo sem qualquer ressalva (incidência da Súmula nº 330 do TST).

Com a divergência votaram os ministros Aloysio Corrêa da Veiga e Rosa Maria Weber. O ministro Augusto César de Carvalho também ficou vencido parcialmente, pois recomendava o retorno dos autos ao juízo de origem para análise dos pedidos de horas extras observada a quitação das parcelas até os valores consignados no recibo.

Por fim, a maioria da SDI-1 acompanhou o relator, ministro Brito Pereira, para restabelecer a decisão do TRT, no sentido de que o banco não devia créditos salariais ao ex-empregado a título de horas extras, na medida em que existia recibo de quitação com a especificação dessa parcela sem ressalvas. (RR- 85700-66.2000.5.05.0005)

Fonte: TST

Quarta-feira, 23.02.11

O Estado de São Paulo

Audiência que discute emagrecedores tem segurança reforçada

Presidente em exercício da agência justificou a presença dos seguranças afirmando que foram feitas ameaças à segurança da reunião

Por Lígia Formenti

BRASÍLIA - A audiência pública para discutir a proibição de remédios emagrecedores no Brasil ocorreu nesta quarta-feira, 23, na sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Brasília, sob um forte esquema de segurança. Policiais armados da Polícia Federal estão no auditório, onde está sendo realizada a audiência. O acesso é feito somente depois da passagem por um detector de metais.

O presidente em exercício da Anvisa, Dirceu Barbano, ao abrir a audiência, justificou a presença dos seguranças, afirmando que a agência recebeu ameaças à segurança da reunião. Ele pediu desculpas pela presença dos policiais federais, mas afirmou que a medida era indispensável para garantir a tranquilidade de todos os presentes. O auditório está lotado por representantes de laboratórios e da sociedade médica.

Audiência pública. Filha e mãe de obeso, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) vai propor a realização de uma audiência pública na Câmara sobre a proibição de moderadores de apetite no Brasil. "Temos de pensar não apenas no lado médico, mas também psicossocial. A batalha contra a obesidade não é fácil e precisamos estudar calmamente quais as alternativas possíveis", afirmou.

Para integrantes da Anvisa, a proposta da deputada pode tornar mais distante uma resolução rápida sobre a proibição de medicamentos emagrecedores no País. Politicamente, afirmam, uma decisão antes de uma audiência no Congresso poderia ser considerada como uma reação autoritária da agência - algo que a Anvisa quer evitar, diante de desgastes enfrentados em outras áreas como regulamentação de propaganda de alimentos ou mudança de embalagens de cigarros.

Alice afirmou que atualmente em sua família ninguém faz uso de remédios. "Minha filha já fez. Agora não. Mas é uma luta." O pai da deputada, já falecido, teve vários problemas de saúde associados à obesidade. Entre as alternativas que poderiam ser discutidas, afirmou a deputada, estão o aumento da fiscalização e mudanças nas regras de prescrição. "Mas, claro, é preciso verificar a possibilidade legal dessas mudanças."

A deputada observou que a proibição total aumentaria o risco de venda ilegal da droga. "O mercado paralelo aguarda sorridente uma decisão como essa." Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho tem avaliação semelhante: "Além de incentivar o contrabando e comércio ilegal, a proibição retiraria todas as alternativas de terapia - uma catástrofe para pacientes que já se tratam e estão adaptados a essas drogas."

Anthony Wong, por sua vez, afirma que o fato de não haver alternativas não é suficiente para preservar os medicamentos no mercado. "Obesidade é multifatorial, moderador do apetite não é a principal arma para combater o problema. Pelo contrário: o uso do remédio significa acrescentar um fator de risco para uma comunidade que já apresenta problemas de saúde."

ESaúde

Funasa agilizará a apresentação de projetos do PAC

O ministro da Saúde reforçou a necessidade de estimular os estados e municípios a apresentarem suas propostas

A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) criará um calendário, com esquema de plantões nas Superintendências Estaduais (Suest), para agilizar a apresentação de projetos dos estados e municípios para as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) I e II. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (23), em reunião entre o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da autarquia, Faustino Lins.

O ministro reforçou a necessidade de estimular os municípios a apresentarem as suas propostas para as obras. “Precisamos nos articular para que estados e municípios apresentem seus projetos o quanto antes”, destacou Padilha. A diretora substituta do Departamento de Engenharia de Saúde Pública (Densp) da Funasa, Patrícia Areal, também alertou que o esforço deve abranger a obtenção das licenças ambientais.

CONASS

Ministro da Saúde e sua equipe participam da assembléia do CONASS

Por Adriane Cruz

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, participou da assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) nesta quarta-feira (23). Acompanhado pela sua equipe, Padilha desejou boas vindas aos secretários de Estado da Saúde que assumiram a pasta neste ano e voltou a destacar a relação técnica e política entre os entes gestores do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o ministro, o espaço – que reúne vários partidos políticos, além da diversidade das regiões e estados brasileiros – é ideal para a consolidação da atuação política dos gestores do SUS.

“Amanhã (24), na primeira reunião da Comissão Intergestores Tripartite, vamos inaugurar a relação entre os governos a fim de construir uma agenda específica de propostas para o SUS em 2011”.

Segundo Padilha, o ano é decisivo para o SUS, tendo em vista o início de um novo governo. “O primeiro ano deve ser de ações concretas – criação de instrumentos para aprimorar a gestão, debater questões de financiamento – para não passarmos quatro anos apenas administrando dificuldades e problemas”, ressaltou.

Durante a reunião, foi elogiada pelos secretários a eleição do ministro para a presidência do Conselho Nacional de Saúde (CNS), assim como a atuação da equipe do Ministério da Saúde neste pouco mais de um mês de gestão.

A respeito da atuação frente ao CNS, o ministro voltou a enfatizar a necessidade da reconstrução de uma aliança do SUS com a sociedade brasileira, a exemplo de outros setores, como a educação. O ministro, assim como os demais participantes, disseram acreditar que, só com esta mobilização, o SUS terá o apoio necessário em debates como o financiamento e outras questões importantes relativas aos SUS.

Confederação Nacional de Saúde

Circular Jurídico 020/2011

Justiça do Trabalho terá acesso a dados de empresas

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná e a Junta Comercial do estado (Jucepar) oficializam nesta terça-feira (22/2) acordo para permitir o acesso de juízes ao Sistema de Cadastro e de Imagens do banco de dados da junta. O convênio vai permitir que a Justiça consulte diretamente informações sobre o quadro societário das sociedades comerciais (nome dos sócios, endereços e CPFs), que demoravam 60 dias para serem repassadas.

Os dados poderão ser obtidos na hora pelo próprio magistrado, agilizando o trâmite do processo", afirmou o presidente do TRT-PR, desembargador Ney José de Freitas.

As informações sobre o quadro societário de uma empresa são importantes, pois, na ausência de bens da empresa, é comum o credor pedir o direcionamento da execução em face dos sócios. "Desta forma, confirmado o quadro societário, por meio das informações obtidas na Jucepar, o juiz poderá decidir sobre o pedido de inclusão dos sócios na execução", completa o desembargador.

Processos mais rápidos

O convênio é mais uma iniciativa da Justiça do Trabalho do Paraná para agilizar os processos na fase de execução. De acordo com o TRT-PR, tramitam no estado cerca de 160 mil processos trabalhistas na fase de execução. O Judiciário também tem convênios com o Bacenjud, realizado com o Banco Central, e Renajud, com o Detran, para penhora de veículos.

A Justiça do Trabalho também estuda outros convênios, um deles para a inclusão de sentenças judiciais - ou as decisões que confirmam títulos extrajudiciais exigíveis no processo do trabalho - no registro de cartórios de protesto, Serasa e outros cadastros. "O objetivo é sempre o de fazer valer o direito adquirido na Justiça. De nada adianta para um cidadão que procurou a Justiça, se tem a sentença favorável, mas não tem o recebimento do que lhe é de direito", destacou Freitas.

O Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (TRT-15) já implantou a medida, com base em um estudo feito pelo Tribunal Superior do Trabalho, por meio de um acordo assinado com o Serasa em setembro de 2010. O convênio prevê que as 153 Varas do Trabalho da 15ª Região (Campinas-SP) repassem ao banco de dados, pela internet, informações das dívidas objeto de execuções de títulos judiciais trabalhistas decorrentes de decisões transitadas em julgado.

O TRT-15 chegou a ser alvo de um Mandado de Segurança por enviar à Serasa o nome de empresas e sócios condenados em reclamações trabalhistas que não conseguem saldar os débitos. A Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), autora da ação, alega que a decisão é ilegal, injusta e prejudicial ao país. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-PR."

Fonte: Consultor Jurídico

AGENDA

- AssPreviSite

Um debate sobre o contexto dos planos em 2011

Encontro sobre o cenário 2011 da Saúde Suplementar

1º de Março - 13:30 às 17:30 h.

Auditório do Instituto Metrus - São Paulo - SP

Como será 2011 para a Saúde Suplementar?

Quais os tons que irão compor este cenário?

Qual a visão da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS sobre o cenário?

O AssPreviSite promoverá na tarde do dia 1º de março, em São Paulo, um encontro de dirigentes, gestores e profissionais da área de Saúde Suplementar para um debate e avaliação do cenário 2011, destacando os temas das recentes das consultas públicas da ANS, seus desdobramentos e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais atores do sistema. Outro foco da reunião é a amplitude e implicações da Agenda Regulatória do órgão. A reunião busca esclarecer alguns dos tópicos destes dois componentes e de outros aspectos que estão na pauta do dia a dia do Sistema de Saúde Suplementar de nosso país.

Destacamos alguns componentes deste cenário e que serão objeto do nosso encontro:

Variáveis constantes em consultas públicas:

- Alteração de contratos antigos;

- Prazos máximos de Atendimento;

- Disponibilidade de prestadores de serviços;

- Transporte para prestador noutro município;

- Reembolso integral dos custos dos beneficiários;

- Outros...

Contexto da Agenda Regulatória da ANS:

- Financiamento do Setor;

- Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial;

- Modelo de Pagamento a Prestadores;

- Assistência Farmacêutica;

- Incentivo a Concorrência;

- Garantia de Acesso a Informação;

- Contratos Antigos;

- Assistência ao Idoso;

- Integração com o SUS.

Outros aspectos componentes do cenário:

- Composição da Diretoria da ANS;

- Programa de Qualificação em Saúde Suplementar;

- Programa de Acreditação das Operadoras;

- Portabilidade de planos;

- Regulamentação de artigos da Lei 9656/98

- Propostas de mudanças na Legislação;

- Ressarcimento ao SUS;

- Atuação do Judiciário...

Assim, para abordar esta temática de extrema importância para o ano de 2011 e a dinâmica e contextualização que se pode esperar para a gestão dos planos de saúde, convidamos dirigentes da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS para expor o entendimento e a visão destas instituições sobre este cenário. Também foram convidados destacados e experientes advogados, especialistas do segmento, para apresentar suas considerações sob a ótica jurídica.

O Encontro, que tem o apoio do Instituo METRUS e o patrocínio do Grupo BEM, será no dia 1º de março, das 13:30 às 17:30 h, no Auditório do METRUS, na Alameda Santos, 1827 - 1º andar, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A taxa de adesão é de R$ 200,00 (duzentos reais). Informações e inscrições podem ser solicitadas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br

- LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO SINOG DE ODONTOLOGIA

Sinog premiará dentistas e estudantes de odontologia

Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos concorrentes até 15 de abril de 2011

O Sinog - Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba de lançar a 10ª edição do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação e fidelização da rede credenciada das operadoras e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários dos planos odontológicos", e para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico e controle de qualidade dos serviços odontológicos podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação do credenciado com a operadora de planos odontológicos".

A novidade nesta edição é que, embora os ganhadores anteriores das três últimas edições não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas recém formados, com o registro profissional, e que tenham participado na categoria de estudantes, nas edições anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva modalidade.

Na modalidade cirurgiões-dentistas o prêmio é de R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu. Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$ 8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um professor orientador, o docente receberá como homenagem uma menção honrosa e a participação na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também receberá um troféu.

As inscrições para a 10ª edição, com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em local a ser divulgado. Mais informações poderão ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br ou pelo telefone (11) 3289-7299.

O Prêmio Sinog de Odontologia

Idealizado com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas, seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes a cada nova edição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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