Leia
nesta edição:
- Ministros
da Previdência e da Saúde podem vir à CAS
- Emenda 29
- Governo anuncia R$ 60 mi para conjunto hospitalar
- Limite
das PPPs na saúde
- Pelo menos R$ 80
- Cientistas
criam mapa mundial da vacinação contra
tuberculose
- A limitada resposta humana
- Site de
compra coletiva vende até serviço de
'disque-médico'
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 034/2011
Quinta-feira, 24.03.11
Agência
Senado
Ministros
da Previdência e da Saúde podem vir à CAS
Os ministros
da Previdência Social, Garibaldi Alves, e
da Saúde, Alexandre Padilha, devem participar de audiências
públicas na Comissão de Assuntos Sociais (CAS),
para debater o futuro do sistema previdenciário e a saúde
pública, respectivamente.
Os convites constavam de requerimentos aprovados ontem pela
CAS, assinados pelos senadores Jayme Campos (DEM-MT) e Eduardo
Amorim (PSC-SE).
O senador
Lindbergh Farias (PT-RJ) sugeriu ontem que a instalação
da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas
com Deficiência, que integra a CAS, seja realizada hoje.
Jayme Campos
também citou os senadores que integrarão
a subcomissão, que, no prazo de 90 dias, vai analisar
as políticas sociais destinadas a dependentes químicos
de álcool e drogas e as formas de enfrentamento ao consumo
de crack.
A CAS aprovou
ainda, em turno suplementar, substitutivo a projeto de lei
do Senado
(PLS 385/08) que estabelece novo prazo para
a compensação financeira entre a Previdência
Social e os regimes previdenciários dos servidores públicos
federais, estaduais e municipais. A medida vale nos casos de
contagem recíproca de tempo de contribuição
para fins de aposentadoria e pensão.
Correio Braziliense
Emenda 29
Por Luiz Carlos Azedo
Deputados
da Frente Parlamentar da Saúde negociaram com
o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a votação
da Emenda 29, que fixa um piso mínimo a ser gasto pela
União na Saúde. Para chegar ao acordo, os parlamentares
devem retirar do texto o artigo que cria a Contribuição
Social para a Saúde (CSS) e joga a criação
de um imposto para a discussão do Orçamento da
União.
DCI
- Comércio, Indústria e Serviços
Governo anuncia R$ 60 mi para conjunto hospitalar
Nesta quarta-feira
(23), Alexandre Padilha, ministro da Saúde,
autorizou o repasse financeiro complementar no valor de R$ 3.350
milhões para 18 estados do País. Nesses estados,
serão beneficiados 86 municípios com R$ 35 mil
cada um. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional
de Saúde (FNS) que adotará as medidas necessárias
para a transferência automática dos valores para
os fundos municipais.
No Estado
de São Paulo os municípios que receberão
a verba são: Bernardino de Campos, Cafelândia, Catanduva,
Guarujá, Jarinu, Matão, Motuca, Oriente, Paraguaçu
Paulista, Peruíbe, Ribeirão do Sul, Tabapuã,
Três Fronteiras e Uchoa.
Os recursos
são provenientes do orçamento do próprio
Ministério da Saúde, dentro do Programa de Incentivo
Financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios
para a Vigilância em Saúde.
Referência
Muito embora,
Sorocaba não figure nesta lista, o Conjunto
Hospitalar de Sorocaba, referência na região, passará por
reformas de ampliação e modernização
de suas instalações, segundo anunciou o governador
do estado, Geraldo Alckmin, na terça-feira (22).
De acordo
com Alckmin, os investimentos previstos são
de aproximadamente R$ 60 milhões e serão destinados
para a construção de um prédio de internações
totalmente novo, anexo ao Hospital Regional. A nova unidade deverá ter
220 leitos, dos quais 40 de UTI, centro cirúrgico com
seis salas e serviços de radioterapia e hemodinâmica.
Término
em 2013
Com 13,6
mil metros quadrados, o Conjunto Hospitalar deverá entrar
em reforma no próximo semestre, com previsão de
entrega no início de 2013. Hoje, o serviço conta
com um orçamento anual de R$ 130 milhões e 400
leitos de internação, dos quais 250 estão
localizados no Hospital Regional e 150 no Hospital Leonor Mendes
de Barros.
"Praticamente, será um novo hospital, com 11 andares,
uma retaguarda da alta complexidade. Na parte cirúrgica
aumenta em 80% a capacidade de atendimento, e, além disso,
há a rede Lucy Montoro, os novos serviços ambulatoriais
e de retaguarda hospitalar para fisiatria, fisioterapia, reabilitação.
Teremos também a reforma do Hospital Geral, a readequação
do Hospital Leonor Mendes de Barros para o Hospital Dia cirúrgico
e quimioterápico e a co-gestão com a PUC",
destacou governador.
Segundo Alckmin,
o Hospital Regional também passará por
reformas e adequações. Já o Hospital Leonor
Mendes de Barros, integrante do complexo, será adaptado
para receber a sede administrativa do CHS, além dos serviços
de hemodiálise e hospital-dia.
Construção sustentável
As obras
obedecerão a tecnologia de construção
sustentável, ou seja, com o uso de aquecimento solar para água
e solução de iluminação eficiente
e econômica, e utilização eficiente da água,
com torneiras e bacias de baixo consumo e aproveitamento da água
de chuva, entre outros itens.
Segundo Giovanni
Guido Cerri, secretário da Saúde,
a partir dessas modernizações e ampliações
a região de Sorocaba terá um novo hospital, mais
moderno e eficiente, para atender com qualidade aos usuários
do Sistema Único de Saúde (SUS). Guido Cerri anunciou
que para aprimorar o atendimento à população
da região, a secretaria decidiu ampliar a parceria entre
o Conjunto Hospitalar de Sorocaba, a Pontifícia Universidade
Católica (PUC) e a Prefeitura de Sorocaba. Para tanto
foi criado o Comitê Gestor Técnico, visando proporcionar
aperfeiçoamento das atividades de ensino realizadas no
hospital. A partir daí, criam-se melhorias para a produção
de pesquisa científica em prol de novas técnicas
de tratamento de doenças.
Folha
de São
Paulo
TENDÊNCIAS
/ DEBATES
Limite
das PPPs na saúde
Por Januário Montone, secretário municipal de
Saúde de São Paulo e autor de "Planos de Saúde,
Passado e Futuro". Foi presidente da Agência Nacional
de Saúde Suplementar.
Adotamos
a concessão parcial, limitada aos serviços
não clínicos, hoje já terceirizados; a execução
de todos os serviços clínicos será do setor
público
O Brasil
afinal descobriu o potencial das parcerias público-privadas
(PPPs) na área da saúde. Instrumento já comum
nos projetos de infraestrutura, elas ainda são novidade
como alternativa para suprir as imensas demandas da saúde.
Em artigo
nesta Folha (16/1), o professor Bresser-Pereira, com a propriedade
de sempre,
alertou para os riscos da privatização
na saúde. Louva o modelo de organizações
sociais (OS) implantado por Mário Covas, mas é contra
entregar a gestão dos equipamentos ao mercado. Concordo
com ele, mas o projeto paulistano está longe de significar
a privatização da saúde.
Na Bahia,
por exemplo, já existe uma PPP estadual. Um
concessionário privado está concluindo a construção
do hospital do Subúrbio, em Salvador, e vai colocá-lo
em funcionamento e gerenciá-lo.
As prefeituras
de Belo Horizonte e São Paulo lançaram
consultas públicas. A de São Paulo envolve 12 hospitais
(três novos, seis com novas instalações e
reforma de outros três), com um aumento de 980 leitos,
ampliação de 80%.
O mais importante é que irão transformar o modelo
de atenção hospitalar no setor público.
Serão incorporadas e integradas ações de
prevenção, promoção (primária
e especializada) e a assistência hospitalar, inclusive
cirurgias eletivas e de hospital-dia.
Adotamos
a concessão parcial, limitada aos serviços
não clínicos, hoje já inteiramente terceirizados:
limpeza, manutenção, vigilância, alimentação,
lavanderia...
A gestão, o gerenciamento e a execução
de todos os serviços clínicos serão do setor
público, diretamente ou por meio de OS sem fins lucrativos,
modelo que a cidade de São Paulo expandiu e que hoje responde
por cinco hospitais, 15 prontos-socorros e outros 312 equipamentos
de saúde.
O concessionário vai construir e equipar os hospitais
com recursos próprios e nos parâmetros definidos
pela prefeitura (disponíveis em www.ppp.prefeitura.sp.gov.br).
Após a entrega do hospital, prestará os serviços
não clínicos por 15 anos. Ou seja, não receberá nada
antes de concluir e entregar o que foi contratado.
Completaremos
assim um círculo virtuoso na gestão
da saúde pública. Vamos trazer o investimento privado
em troca da concessão dos serviços já contratados
no mercado e as OS sem fins lucrativos para o gerenciamento clínico
dos hospitais dedicados exclusivamente ao atendimento do SUS
(Sistema Único de Saúde).
O projeto é inspirado no modelo da Espanha, onde a comunidade
de Madri construiu oito novos hospitais com as PPPs, sete deles
por concessão parcial e limitada aos serviços não
clínicos. São todos hospitais públicos,
servindo ao excelente sistema de saúde espanhol.
Entendo que
a concessão integral dos serviços
hospitalares a consórcio privados é prematura,
e até mesmo arriscada, quando ainda não definimos
qual será o modelo da integração dos subsistemas
público (SUS) e privado (planos de saúde). As PPPs
devem servir para melhorar mais rápido a qualidade de
atendimento e de gestão do SUS, melhorando, dessa forma,
a vida das pessoas.
* Os artigos
publicados com assinatura não traduzem a
opinião do jornal. Sua publicação obedece
ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros
e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento
contemporâneo. debates@uol.com.br
Jornal
de Brasília
Pelo menos R$ 80
Os números e percentuais defendidos pelos médicos
a serem aplicados variam de acordo com cada procedimento. Um
exemplo defendido pela Federação Nacional do Médicos
(Fenam) é de que o valor das consultas seja de pelo menos
R$ 80 - nos consultórios particulares, o valor praticado
pode variar de R$ 120 a R$ 200.
Sizenando
da Silva Campos Júnior, diretor-presidente
da Unimed em Goiás, acredita que as reivindicações
são adequadas e a paralisação serve para
ampliar a discussão. "Os planos de saúde são
muito exigidos pelo Ministério da Saúde. A cada
dia surgem novos medicamentos, aparelhos para exames, e os custos
dessa evolução tecnológica precisam ser
repassados para os pacientes, e isso nem sempre é autorizado",
destaca.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde) informou que as suas associadas buscam constantemente
aperfeiçoar o seu relacionamento com os médicos,
inclusive apresentando propostas concretas de reajuste nos fóruns
de debates. A federação justificou que os reajustes
dos médicos nos últimos anos superaram a inflação.
Na medicina
de grupo, de 2006 a 2009, teria havido um aumento de 33,9%
no valor pago
pelas operadoras pelas consultas médicas,
e entre as seguradoras este valor foi de 38,6% - enquanto a inflação
do período foi de 19%.
Folha
de São
Paulo
Cientistas
criam mapa mundial da vacinação contra
tuberculose
DE SÃO PAULO - Uma equipe de pesquisadores da Universidade
McGill, no Canadá, lançou nesta semana um site
com informações sobre a incidência de tuberculose
e a vacinação contra a doença, com informações
de mais de 180 países, incluindo o Brasil.
Hoje é comemorado o Dia Mundial da Tuberculose, doença
que mata 1,7 milhão ao ano no mundo, segundo a Organização
Mundial da Saúde.
A intenção do mapa da tuberculose é fornecer
ferramentas para pesquisadores e formuladores de políticas
públicas de saúde, de acordo com Madhukar Pai,
autor do "BCG World Atlas" e da pesquisa que o fundamenta,
publicada na revista "PLoS Medicine".
A vacina
BCG foi introduzida na década de 20 e continua
a ser a única usada para prevenir a tuberculose. Mesmo
com tanto tempo no mercado, há quem questione sua eficácia.
Por isso,
os programas de vacinação variam muito
entre os países. O site tem registros das políticas
atuais de imunização e das passadas.
Essas informações podem ser úteis para
a interpretação de exames diagnósticos (alguns
dão falso-positivo para pessoas que foram vacinadas) e
para servir como apoio a pesquisadores que estejam desenvolvendo
novas vacinas.O endereço do "BCG World Atlas" é www.bcgatlas.org.
O Globo
Opinião
A limitada resposta humana
Por Flávia Piovesan, professora da PUC / São
Paulo.
A natureza
desabafa dando máximo sinal de alerta no início
de 2011. À tragédia do Japão somam-se dezenas
de outras, em geografias diversas, a compor um mosaico de dramas
socioambientais, incluindo no Brasil as centenas de mortes na
Região Serrana do Rio, as fortes inundações
no Sul e as vorazes tempestades em São Paulo.
A Cruz Vermelha
estima que há no mundo hoje mais pessoas
deslocadas por desastres ambientais do que por guerras. Até 2010,
a ONU contabilizava 50 milhões de refugiados ambientais.
Qualquer situação de refúgio é por
si só reflexo de um grave padrão de violação
a direitos humanos. Os danos ambientais têm gerado um crescente
fluxo migratório, com o deslocamento forçado de
pessoas compelidas a lutar por novas condições
de vida em outras regiões e países.
A comunidade
científica converge em concluir que as mudanças
climáticas estão a ocorrer e resultam, sobretudo,
da ação humana. O Conselho de Direitos Humanos
da ONU reconhece que as transformações ambientais
impactam a realização dos direitos humanos direta
e indiretamente, sendo os grupos mais vulneráveis seu
alvo preferencial.
Nos países em desenvolvimento a maioria dos problemas
ambientais está relacionada à pobreza e à exclusão
social (à falta de acesso à moradia, à saúde, à educação
e à higiene adequadas). No caso brasileiro, constata-se
que 70% das internações junto ao SUS resultam de
problemas decorrentes de falta de acesso à água
potável, negligenciado a 42% dos brasileiros. Já nos
países desenvolvidos, os problemas ambientais são
consequência fundamentalmente da industrialização
e do desenvolvimento tecnológico.
Os danos
ambientais transcendem os limites de espaço
e tempo. Uma poluição marítima causada por
derramamento de óleo poderá disseminar-se por águas
territoriais de diferentes países, afetando várias
comunidades, em virtude de seu alcance internacional. Os danos
ambientais podem ainda produzir efeitos no presente e no futuro,
por vezes, não havendo como prever o impacto temporal.
Por isso, o direito ao meio ambiente demanda um pacto entre as
presentes e futuras gerações, o que fomenta a noção
de desenvolvimento sustentável, como o "desenvolvimento
que atende às necessidades do presente, sem comprometer
a capacidade de as futuras gerações atenderem às
suas próprias necessidades", na definição
da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Daí o desafio de uma nova ética sustentável,
que vise a compatibilizar o desenvolvimento econômico,
o desenvolvimento social e a preservação ambiental.
É neste contexto que se insere o polêmico caso
Belo Monte, envolvendo a construção de usina hidrelétrica
no Pará, por seus graves riscos e impactos socioambientais,
especialmente em relação às comunidades
tradicionais da bacia do Xingu, que pode vir a ficar praticamente
sem água com o desvio do rio. No local há 30 terras
indígenas com 24 povos e línguas diferentes. O
Movimento Xingu Vivo para Sempre, aliado a 40 entidades, submeteu
o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos,
a fim de que seja suspenso o processo de licenciamento ambiental
relativo a Belo Monte, evitando a grave violação
a direitos de comunidades afetadas. Ação civil
pública proposta pelo Ministério Público
Federal do Pará também questiona na Justiça
as irregularidades da concessão da inusitada licença
de instalação "parcial" da usina, sem
que condições prévias fossem atendidas -
isto porque o licenciamento ambiental no Brasil dá-se
mediante a concessão de três tipos de licença:
licença prévia; licença de instalação;
e licença de operação. Alega-se, ainda,
a violação ao princípio da necessária
participação das comunidades atingidas. Por determinação
da OEA, em 11 de março último, caberá ao
Estado Brasileiro prestar informações sobre a outorga
da licença e os procedimentos de consulta prévia
e participação das populações afetadas.
O legado
socioambiental de 2011 em suas dramáticas lições
requer do Estado brasileiro o compromisso ético-jurídico
de honrar a legislação nacional e internacional
em matéria ambiental, respeitando plenamente seus princípios
e comandos, de forma a preservar direitos fundamentais de populações
vulneráveis. Afinal, a comunidade científica já atestou
que os devastadores fenômenos "naturais" têm
como causa maior a intervenção humana, sendo urgente "desnaturalizar" as
graves tragédias ambientais contemporâneas, cujos
ilimitados efeitos ultrapassam em muito a limitada resposta humana.
Folha
de São
Paulo
Site
de compra coletiva vende até serviço de 'disque-médico'
Cliente paga
R$ 45 por serviço de orientação
que é irregular e antiético, conforme o Conselho
Federal de Medicina
Profissionais
criticam novidade que, segundo eles, tenta explorar falhas
do sistema
público de saúde
Por Mariana Versolato
DE SÃO PAULO - Desde segunda-feira um site de compras
coletivas vende, ao lado de diárias de hotéis e
cabeleireiros mais baratos, um serviço de orientação
médica por telefone.
Associar
medicina a promoção é irregular,
afirma Desiré Carlos Callegari, primeiro-secretário
do Conselho Federal de Medicina (CFM).
A promoção "Dr. Responde" oferece dez
ligações com validade de um ano por R$ 44,50. Até as
18h de ontem, 317 pessoas haviam comprado o serviço. Foram
oferecidos 100 mil cupons (equivale a um milhão de orientações).
A descrição do "produto" diz que o cliente
terá acesso a médicos "sem carência,
sem fila, sem hora marcada". Também promete solucionar
dúvidas sobre remédios.
O serviço, diz o site, está respaldado no artigo
37 do código de ética do CFM: "O atendimento à distância
dar-se-á sob regulamentação do CFM",
ou seja, deve ser submetido à avaliação.
Mas o Dr.
Responde não foi submetido a avaliação
nenhuma. "A orientação médica é legal",
entende Ricardo Marceliano, um dos sócios da empresa Viver
Benefícios, responsável pelo serviço.
PRINCÍPIOS
FERIDOS
Segundo o
CFM, serviços de consulta telefônica
são irregulares e antiéticos, e houve uma interpretação
errada do código de ética. Além do mais,
serviços médicos não podem estar vinculados
a cupons de desconto.
Em sua defesa,
Marceliano diz que não são feitos
diagnósticos, prescrições nem consultas.
Segundo ele, "200 profissionais", entre atendentes,
médicos e enfermeiros, participam do recém-criado
Dr. Responde.
O empresário diz que o médico pode "acertar" a
dosagem de um remédio em uso, já prescrito anteriormente.
Para o CFM,
prescrição ou mudanças de medicação
por telefone são vedadas, salvo quando o médico
está impedido de ver seu paciente.
O site da
promoção afirma que o aconselhamento
por telefone evita o deslocamento até o consultório
e dá suporte a pacientes crônicos.
Para Antonio
Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, o serviço fere o princípio
básico da relação presencial entre médico
e paciente.
"O médico tem que examinar e apalpar o paciente,
perguntar sobre antecedentes para saber que conduta tomar." Segundo
ele, a promoção é "explora a falha
do sistema de saúde público".
Luis Fernando
Penna, clínico do Sírio-Libanês,
diz que propaganda de saúde não é ética. "Há que
se buscar a humanização da medicina, não
a banalização."
Confederação Nacional de Saúde
CIRCULAR
JURÍDICO
034/2011
STJ
fixa em cinco anos prazo para Fisco cobrar débito
A Corte Especial
do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
entendeu que o prazo para que o Fisco entre com uma ação
de cobrança de créditos tributários é de
cinco anos após a constituição desses valores
- e não cinco anos e seis meses, conforme estipula a Lei
de Execução Fiscal (Lei nº 6.830, de 1980).
A decisão chamou a atenção das empresas,
até então confusas quanto ao momento em que poderiam
sofrer autuações fiscais. Embora o julgamento tenha
sido interpretado por alguns advogados como um ponto final na
discussão, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)
afirmou que irá analisar a viabilidade de um recurso para
o Supremo Tribunal Federal (STF).
O motivo
da confusão é a divergência apontada
nos prazos de prescrição previstos no Código
Tributário Nacional (CTN) e na Lei de Execução
Fiscal (LEF). O artigo 174 do CTN estabelece que "a ação
para a cobrança do crédito tributário prescreve
em cinco anos, contados da data da sua constituição
definitiva". Já o artigo 3º, parágrafo
2º da LEF estabelece que a inscrição na dívida
ativa suspende o prazo de prescrição por 180 dias.
Isso gerava o entendimento de que o prazo total de prescrição
seria de cinco anos e meio.
Na semana
passada, a Corte Especial do STJ afastou essa interpretação,
ao declarar a inconstitucionalidade do dispositivo da LEF no
que diz respeito aos créditos tributários. O relator
foi o ministro Teori Albino Zavascki. "O tribunal já havia
entendido que apenas leis complementares, como é o caso
do CTN, podem regulamentar matérias relativas a prescrição
e decadência tributárias", afirma o advogado
Luiz Eugênio Severo, do escritório Bichara, Barata,
Costa & Rocha Advogados. Como a LEF é uma lei ordinária,
ela não poderia modificar as previsões do CTN.
Para os ministros, no entanto, o prazo de cinco anos e seis meses
continua valendo para os créditos não tributários
cobrados em execução.
De acordo
com advogados tributaristas, existem muitos casos de autuações feitas durante esse período
de 180 dias após o prazo de prescrição definido
no CTN. O advogado Luiz Rogério Sawaya Batista, do escritório
Nunes & Sawaya, aponta, contudo, que já existiam precedentes
da Justiça estabelecendo que a regra válida é a
dos cinco anos. "Mas ainda não havia clareza para
os contribuintes, o que gerava insegurança", afirma.
Por conta
dessa dúvida, a PGFN chegou a baixar uma orientação
interna para que os procuradores não se valessem desses
180 dias extras para ajuizar ações. "Mas,
para casos pretéritos a essa orientação,
vamos estudar a viabilidade de entrar com recurso extraordinário
no STF ou apresentar recursos individuais", diz o procurador-geral
adjunto da Fazenda Nacional, Fabrício Da Soller. De acordo
com ele, se o órgão concluir que não há possibilidades
de modificar esse entendimento na Corte suprema, os procuradores
serão orientados a não interpor recursos de decisões
semelhantes.
Um segundo
aspecto importante analisado pela Corte Especial do STJ é o momento em que a prescrição se
interrompe com a ação do Fisco. Os ministros entenderam
que, para processos anteriores a junho de 2005, a prescrição
só para de correr a partir do momento da citação
pessoal do devedor. Para processos posteriores a essa data, o
ato que interrompe a prescrição é o despacho
do juiz que ordena a citação - como determinado
pela Lei Complementar nº 118, editada naquele ano.
A regra foi
modificada com a percepção de que,
com frequência, o devedor não era encontrado para
citação e o prazo prescricional continuava correndo,
com prejuízos para o Fisco.
Fonte: Jornal
Valor Econômico coluna Legislação
e Tributos
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
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Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
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IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
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LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.