Leia
nesta edição:
- Governo
de SP cria projeto de prevenção do câncer
em escolas públicas
- Dasa compra
70 novos equipamentos médicos
- Cientistas
testam lentes de contato com projeção
holográfica
- Câncer provocado pelo cigarro é o
segundo que mais atinge os homens no Brasil
- CPI da
Saúde avalia indicadores de ranking médico
da RMC
- Senadores
estendem a lei antifumo para todo o país
- SESI-SP
promove mutirão de saúde em Cidade Tiradentes,
Zona Leste de São Paulo
- Má alimentação faz homens do Norte e
Nordeste terem mais câncer de estômago
- Após aborto espontâneo, britânica descobre
que gravidez virou câncer
- Prefeitura do Rio inaugura 20 polos para atender casos suspeitos
de dengue
- Comissão da Câmara aprova criação
de novos impostos para saúde
- Senado
aprova projeto que cria nova empresa pública
para administrar hospitais universitários
- Gastos
privados com saúde superam públicos
- Hospital
da Criança de Brasília é inaugurado
com meta de atender 2 mil pacientes por mês
- Ministério lança
banco virtual de doadores de sangue
Quinta-feira, 24.11.11
PORTAL R7
Governo
de SP cria projeto de prevenção do câncer
em escolas públicas
Médicos farão palestras com orientações
para 1,5 milhão de alunos
As secretarias
de Estado da Saúde e da Educação,
em parceria com o Icesp (Instituto do Câncer do Estado
de São Paulo), lançam nesta quinta-feira (24) um
programa inédito de prevenção do câncer
nas escolas da rede estadual.
Batizado
de Educar é prevenir, o projeto pretende levar
a 1,5 milhão de alunos a importância do cuidado
com a saúde para evitar diversos tipos de câncer.
O alerta também marcará o Dia Nacional de Combate
ao Câncer, comemorado em 27 de novembro.
Nesta manhã, 80 médicos do Icesp se deslocaram
para 80 escolas estaduais da capital, promovendo palestras para
os alunos do ensino médio.
Com esta
ação, pelo menos 24 mil estudantes receberão,
em um único dia, orientações sobre a doença,
importância da prevenção, além de
uma cartilha informativa e um vídeo gravado com os próprios
médicos do Instituto. Esse material também será disponibilizado
em toda a rede estadual de ensino.
Além dos alunos, a população também
terá acesso ao projeto. O governo do Estado disponibilizará no
portal da Secretaria da Educação, da Saúde
e do Icesp todo o material de prevenção apresentado
aos alunos.
No início do próximo ano, o programa Educar é Prevenir,
atingirá todos os diretores das escolas do Estado. O Icesp
irá promover videoconferências com esses profissionais,
fornecendo treinamento sobre a prevenção do câncer.
O objetivo é que esse conteúdo seja inserido pelos
próprios professores durante as aulas. Com isso, a informação
será cada vez mais disseminada entre os jovens, alertando
sobre a importância da prevenção durante
a adolescência, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário
de Estado da Saúde.
- Esse projeto,
além de grandioso, é fundamental
para alertamos nossos alunos sobre o câncer, mostrando
que é possível sim evitar a doença, com
conscientização sobre hábitos saudáveis
como não fumar, manter alimentação balanceada
e realizar exames preventivos indicados em cada faixa etária.
Como se prevenir?
A prevenção é a principal arma contra o
câncer. Hábitos como o tabagismo, consumo de bebidas
alcoólicas, sedentarismo, alimentação inadequada
e prática de sexo sem proteção, entre outros,
são fatores que estão diretamente ligados ao desenvolvimento
de diversos tipos de tumores. Evitar esses hábitos e manter
uma vida saudável pode ajudar a prevenir a doença.
VALOR
ECONÔMICO
Dasa
compra 70 novos equipamentos médicos
Beth Koike
A Dasa, maior
empresa de medicina diagnóstica do país,
investiu US$ 22 milhões para a aquisição
de 70 equipamentos médicos destinados à modernização
dos laboratórios Delboni Auriemo e Lavoisier, localizados
em São Paulo.
Trata-se
do maior investimento em equipamentos já realizado
pela Dasa, que comprou 40 ultrassons, 19 tomógrafos de
baixa radiação, dez aparelhos de ressonância
magnética e um PET-CT. Philips, GE e Siemens forneceram
os equipamentos. "Nunca compramos tantos equipamentos de
uma só vez. Fizemos esse investimento com a finalidade
de rentabilizar nossas unidades. Uma ressonância magnética
nova, por exemplo, é capaz de fazer 40 exames por dia,
o dobro de uma máquina mais antiga", explicou Marcelo
Noll Barboza, presidente da Dasa.
"Com máquinas mais modernas também conseguimos
atrair mais médicos, que agora trabalham diretamente nas
nossas unidades", complementou Ronaldo Carvalho, diretor
de operações de mercado privado e hospitalar da
Dasa. Antes, os médicos ficavam em uma central da Dasa
e agora atendem nas próprias unidades.
A estratégia de rentabilizar as atuais unidades laboratoriais
paulistas também ocorre porque atualmente é difícil
encontrar em São Paulo áreas disponíveis
para abrir novos pontos devido ao boom imobiliário. Além
disso, as unidades em operação já têm
um custo fixo.
A partir
do próximo ano a Dasa também pretende
adquirir novos equipamentos para os laboratórios situados
em Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Rio.
Paralelamente
ao projeto de modernização, a companhia
também tem planos de abrir 40 laboratórios em 2012.
A expansão demandará investimento de aproximadamente
R$ 200 milhões, cifra um pouco superior ao aplicado em
2011. "Fizemos um estudo e constamos que há potencial
no país para abertura de 120 novos pontos", disse
o presidente da Dasa, que conta com 518 unidades no país.
O presidente
da companhia destacou que a meta para 2012 é manter
a taxa de crescimento nas unidades ambulatoriais e hospitalares
na casa dos 16%, taxa registrada no terceiro trimestre. No último
balanço, a companhia registrou receita líquida
de R$ 600 milhões, alta de 15% sobre 2010.
PORTAL UOL
Cientistas
testam lentes de contato com projeção
holográfica
Uma nova
geração de lentes de contato capazes
de projetar imagens na frente do usuário está um
passo mais perto da realidade, depois que os cientistas testaram
com sucesso o aparelho em animais.
A tecnologia
permitiria a leitura de textos, como emails, através
de projeções holográficas, assim como o
aperfeiçoamento da visão através de imagens
geradas por computador.
Os pesquisadores
das Universidades de Washington, nos EUA, e de Aalto, na Finlândia, responsáveis por desenvolver
a lente biônica, dizem que os primeiros testes, realizados
com coelhos, não registraram efeitos adversos evidentes
da invenção.
Incrementada
através da implantação de
centenas de pixels (o menor elemento de uma imagem digital),
a lente poderia ser usada por motoristas para ver mapas através
de realidade virtual, ou checar a velocidade do seu carro projetada
no pára-brisa.
Na mesma
linha, as lentes poderiam elevar o mundo virtual de um vídeo game a um nível
totalmente novo.
Em outro
tipo de uso, os instrumentos podem ser conectados a biossensores
no corpo
do usuário e prover informações,
por exemplo, sobre o nível de açúcar no
sangue.
Desenvolvimento
O produto
final ainda precisa ser aperfeiçoado em relação
ao protótipo, como a questão de uma fonte de energia
confiável. Atualmente, a lente só funciona em um
raio de poucos centímetros da bateria sem fio.
Além disso, os microcircuitos do equipamento possibilitam
apenas um diodo emissor de luz (LED, na sigla em inglês),
o tipo de tecnologia usada em computadores que transforma energia
elétrica em luz.
Apesar das
limitações, os cientistas reforçaram
seu otimismo em relação ao experimento em um artigo
na revista científica Journal of Micromechanics and Microengineering.
O coordenador
das pesquisas, professor Babak Praviz, disse que o grupo já conseguiu superar um importante obstáculo,
o de adaptar a lente para permitir ao olho humano focalizar um
objeto gerado na sua superfície.
Normalmente,
conseguimos ver com clareza apenas os objetos localizados a
vários centímetros de distância.
"O próximo passo é acrescentar textos pré-determinados
nas lentes de contato", disse o cientista.
Material delicado
Segundo os
pesquisadores, um dos maiores desafios na fabricação
da lente foi trabalhar com os materiais adequados.
Enquanto
os materiais usados em uma lente tradicional são
delicados, a fabricação de circuitos elétricos
envolve materiais inorgânicos, altas temperaturas e produtos
químicos tóxicos.
Os circuitos
deste protótipo foram feitos com uma camada
de metal da espessura de apenas alguns nanômetros – cerca
de um milésimo do cabelo humano –, com LEDs medindo
apenas um terço de milímetro.
Babak Praviz
diz que equipe não é a única
a desenvolver esse tipo de tecnologia.
A companhia
suíça Sensimed já pôs
no mercado lentes de contato inteligentes que usam tecnologia
de informática para monitorar a pressão dentro
do olho a fim de identificar condições para glaucoma.
PORTAL R7
Câncer provocado pelo cigarro é o
segundo que mais atinge os homens no Brasil
24
mil casos da doença
seriam evitados se os homens largassem o cigarro
Atrás apenas do câncer de próstata, os tumores
de pulmão, traqueia ou brônquio são os que
mais afetam os homens brasileiros, de acordo com dados divulgados
nesta quinta-feira (24) pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer
José Alencar Gomes da Silva).
O instituto
prevê que o país terá 17.210
diagnósticos de câncer de pulmão, traqueia
ou brônquio no ano que vem. Isso porque, de acordo com
Inca – 90% dos casos estão relacionados ao uso do
cigarro. Isso quer dizer que os homens poderiam reduzir significativamente
a incidência do tumor de pulmão se deixassem de
fumar. A estimativa é de que 24 mil novos casos seriam
evitados todo ano.
A região Sul é a campeã do país,
com 37 registros de câncer de pulmão para cada 100
mil habitantes. O pneumologista da Divisão de Controle
de Tabagismo do Inca, Ricardo Meirelles, disse em comunicado
que a explicação está na quantidade de fumo
que é produzida pelos Estados sulistas.
Para ele, “o fato pode estar diretamente relacionado ao
alto consumo de derivados do tabaco, fazendo com que a região
sofra com os altos índices de incidência de câncer
de pulmão”.
A forma como
o cigarro influência no caso deste câncer
fica ainda mais clara quando comparamos com as mulheres. O tumor
de pulmão, traqueia ou brônquio é apenas
o quinto mais incidente na população feminina brasileira.
Câncer de próstata
e mama
No entanto,
os casos de câncer de pulmão representam
apenas 8,8% do número total de homens com a doença
no país. O tumor de próstata é disparado
o que mais afeta os homens no Brasil, representando 30,8% dos
casos. O Inca estima que cerca de 60 mil pessoas vão ser
diagnosticas com tumor na próstata em 2012.
No caso das
mulheres, o câncer mais frequente é o
de mama. Mais de 50 mil brasileiras terão o tumor no próximo
ano, de acordo com as estimativas do Inca.
Esse tipo
de câncer responde por 27,9% de todos os casos
da doença para o sexo feminino. Isso acontece no mundo
todo - o tumor afeta as mulheres principalmente, em países
desenvolvidos e com mais de 50 anos de idade.
A estimativa
de casos novos de câncer para ambos os sexos
em 2012 é bem parecida com a deste ano. Para 2012, o Inca
prevê que quase 258 mil homens e pouco mais de 260 mil
mulheres terão câncer.
Ou seja,
cerca de 520 mil brasileiros serão diagnosticados
com a doença no ano que vem. A previsão é um
pouco maior do que a estimativa feita pelo instituto para 2011.
No ano passado, o Inca previa que o número de novos casos
chegaria a 489 mil.
SITE RAC
CPI
da Saúde avalia indicadores de ranking médico
da RMC
Campinas
aparece em sétimo lugar em índice de
qualidade no setor; informação surpreende pelo
fato de o município ter os maiores hospitais e ser considerada
referência na área da Saúde
Moara Semeghini
Campinas
aparece em sétimo lugar em um ranking divulgado
pela Câmara, que avalia a qualidade de atendimento na área
da Saúde entre as cidades da região Metropolitana
de Campinas (RMC). Em primeiro lugar no índice geral aparece
Paulínia, seguida por Holambra e Jaguariúna. Aparecem
ainda na frente da maior cidade da região, respectivamente,
Nova Odessa, Monte Mor e Santo Antonio de Posse.
O dado da
pesquisa Índice de Qualidade do Atendimento
a Saúde Pública (IQS), feita Comissão de
Política Social e Saúde da Câmara em maio,
e revisto em julho deste ano — na primeira versão,
Campinas aparecia em oitavo lugar — foi abordado pelo diretor
do Departamento de Gestão e Desenvolvimento Organizacional
da Secretaria Municipal de Saúde, Savério Paulo
Laurindo Gagliardi, durante seu depoimento à Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na última
quinta-feira.
A informação surpreende pelo fato de o município
ter os maiores hospitais e ser considerada referência na área
da Saúde entre as cidades da RMC. Todos os dias, um grande
número de pessoas de municípios vizinhos se desloca
até Campinas para receber atendimentos em unidades como
o Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, Celso Pierro,
da PUC-Campinas ou no Hospital Municipal Dr. Mario Gatti.
Para o autor
da Lei do IQS, vereador Dário Saadi (PMDB),
que é membro da comissão de saúde, a CPI
deve usar estes dados como base e auxiliar em propostas para
a melhoria da qualidade do setor em Campinas. “O ranking
faz um diagnóstico da situação da Saúde
de Campinas e permite um estudo comparativo com outras cidades
da região.”
Segundo Saadi,
a movimentação de moradores de
outros municípios em direção a Campinas
não é levada em conta na pesquisa e os dados referentes à migração
de pacientes para o município podem explicar certa distorção
em seu resultado.
Nesta quinta-feira
(24), às 14h30, a reunião da
CPI da Saúde ouve o depoimento do novo secretário
de Recursos Humanos da Prefeitura, Airton Aparecido Salvador,
e do diretor-executivo do Instituto Radium, Carlos Roberto Monti.
A comissão vai questionar o responsável pelo RH
sobre o pagamento de funcionários e de terceirizados além
do problema da falta de médicos nas unidades de saúde
de Campinas.
FOLHA ONLINE
Senadores
estendem a lei antifumo para todo o país
Proposta,
porém, ainda depende de regulamentação
para fixar valor de multa
O Senado
aprovou uma medida provisória que proíbe
o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo
o país. Até os fumódromos, áreas
criadas especificamente para fumantes em bares, restaurantes,
danceterias e empresas, ficam proibidos.
Hoje, leis
semelhantes já vigoram em São Paulo,
Rio de Janeiro e Paraná. A medida passará a valer
a partir da sanção do texto pela presidente Dilma
Rousseff. A proposta, porém, ainda depende de regulamentação
para fixar valor de multa.
O projeto é semelhante ao aprovado pelo então
governador José Serra (PSDB) em São Paulo. No Estado,
o dono do estabelecimento onde ocorre a infração
pode pagar multa de até R$ 1.745.
Mas a medida
aprovada pelo Senado é ainda mais restritiva,
porque bane até as tabacarias --locais onde é possível
fumar desde que não haja comida e bebida.
A proposta,
que começou a tramitar no Congresso em agosto
deste ano, foi aprovada de maneira simbólica.
Outras alterações foram aprovadas no Senado. Uma
delas é a que prevê que, a partir de 2016, os maços
de cigarros também tragam mensagens de advertência
sobre os riscos do produto à saúde em 30% da parte
frontal (hoje existe só na parte de trás).
Pontos de
venda de cigarro não poderão mais ter
propaganda. Eles deverão apenas expor os produtos e suas
advertências à saúde.
Essas restrições foram comemoradas pelo ministro
Alexandre Padilha (Saúde). "Dados de outros países
mostram que restringir o uso do cigarro em espaços coletivos
e a propaganda no espaço de venda contribuem para reduzir
o fumo", afirmou à Folha.
No Brasil,
estima-se uma população fumante de
15% --em 1989 era de quase 35%.
Padilha,
porém, criticou outro ponto da medida provisória,
que libera a publicidade do cigarro em eventos.
Alterações
O projeto
passou por várias alterações
na tramitação. Na Câmara, o relator Renato
Molling (PP-RS) era a favor do fim dos fumódromos, mas
tentou abrir a possibilidade de que alguns locais (como restaurantes
e boates) fossem totalmente livres para o fumo. Não teve
sucesso.
"Nossa proposta era mais ampla, se protegia um pouco mais
a produção e os fumantes", disse o deputado,
que vem do principal Estado produtor de tabaco.
A Souza Cruz
e Philips Morris, duas das maiores produtoras de cigarro do
país, não
quiseram comentar o caso.
SITE MAXPRESSNET
SESI-SP
promove mutirão de saúde em Cidade Tiradentes,
Zona Leste de São Paulo
O Serviço Social da Indústria do Estado de São
Paulo (SESI-SP), que aplica o conceito educacional e social em
todas as suas ações, levará para o bairro
de Cidade Tiradentes, na Zona Leste da cidade de São Paulo,
estrutura de lazer e exames gratuitos de saúde no domingo
(27/11). Esta ação do SESI-SP atende ao pedido
de apoio feito pela Prefeitura de São Paulo com intuito
de incentivar o lazer e a recreação no Programa
Ruas de Lazer, que a Prefeitura realiza desde 1976.
O SESI-SP
vai levar estrutura de lazer e exames gratuitos de saúde para a ação programada na Praça
do Terminal Rodoviário Cidade Tiradentes, na Avenida dos
Metalúrgicos. A ação é a quarta no
novo formato do programa e a expectativa da instituição é que
mais de duas mil e quinhentas pessoas sejam beneficiadas somente
neste domingo. A última ação aconteceu no
domingo do dia 20 de novembro, na Praça da Paz, no Jardim
Pery, Zona Norte de São Paulo.
Entre os
serviços de saúde que serão oferecidos
pelo SESI-SP para a população neste domingo (27/11)
estão o teste de diabetes para conferir a taxa de açúcar
no sangue, verificação da pressão arterial
e medição do Índice de Massa Corpórea
(IMC), que indica se a pessoa está com sobrepeso ou obesidade.
O SESI-SP também vai distribuir kits odontológicos
e orientar a população sobre a escovação
dos dentes e a importância da higiene bucal, além
de disponibilizar estruturas para a prática de brincadeiras,
jogos educativos, gincanas, basquete, futebol e vôlei. “A
saúde e o esporte são fundamentais na integração
entre a família e a comunidade. Com essas ações,
o SESI-SP espera contribuir com essa dinâmica e estimular
o poder público a dar continuidade ao trabalho, atendendo às
expectativas e necessidades da população de São
Paulo”, afirma Paulo Skaf, presidente do SESI-SP. A participação
da instituição atende ao pedido de apoio feito
pela Prefeitura, para estimular o lazer e a recreação
nos bairros da cidade que padecem com a carência de locais
para a recreação familiar.
A ação, que começou no dia 16 de outubro
no bairro do Jaçanã, na zona norte da cidade, ainda
levará as mesmas atrações para o Centro
da cidade, atendendo assim a todas as regiões da capital.
No dia 11 de dezembro, domingo, o Ruas de Lazer com SESI-SP vai
estar na Praça do Rotary na Rua Major Sertório,
no bairro da Santa Cecília – Centro -, levando diversão
e programas de saúde para os moradores desta região
de São Paulo.
Serviço
Mutirão de Saúde
e Rua de Lazer do SESI-SP
27/11/2011,
das 9h às
18h
Praça do Terminal Rodoviário Cidade Tiradentes,
na Avenida dos Metalúrgicos – Cidade Tiradentes,
Zona Leste da capital.
* A próxima etapa acontece no dia 11 de dezembro na Praça
Rotary, na Rua Major Sertório – bairro da Santa
Cecília, região central da cidade. Das 9h às
18h.
PORTAL R7
Má alimentação faz homens do Norte e Nordeste
terem mais câncer de estômago
Tumor
está relacionado a água contaminada e comida
sem refrigeração
Camila Neumam
O câncer de estômago é o segundo tumor mais
frequente entre os homens que vivem nas regiões Norte
e Nordeste do Brasil. Essa incidência é maior do
que nas demais regiões do país, onde o mesmo tumor
ocupa a quarta posição entre seus habitantes do
sexo masculino.
As informações fazem parte da publicação
Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil,
do Inca (Instituto Nacional do Câncer), divulgada nesta
quinta-feira (24). Para o ano de 2012, o Inca estima que 520
mil casos novos de câncer surjam em todo o país.
Em 2012,
estima-se que 20.090 pessoas devam ser acometidas pela doença em todo o país, destas a grande maioria
de homens (12. 670) e o restante de mulheres (7.420). Em todo
o Brasil, o número de casos caiu em relação
ao ano passado, assim como sua prevalência em homens. Em
dados do Inca de 2010/2011, a previsão era de que 21.500
casos, sendo, a época, o terceiro tipo de tumor mais comuns
nos homens.
Na população masculina brasileira, a doença
fica atrás apenas do câncer de próstata (62,54
por 100 mil/hab.), traqueia, brônquio e pulmão (17,90
por 100 mil/ hab.) e cólon e reto (14, 75 por 100 mil/
hab.).
Já nas regiões Norte (10,67 por 100 mil/hab.)
e no Nordeste, (8,99 por 100 mil/hab.), a ocorrência de
câncer de estômago chega a segunda colocação
entre os homens por diferentes motivos, em geral socioeconômicos,
segundo especialistas consultados pelo R7.
Bactéria e falta de saneamento são
fatores de risco
O câncer de estômago tem como base a infecção
pela bactéria Helicobacter pylori (a mesma da gastrite),
facilmente encontrada em água contaminada e em alimentos
sem refrigeração adequada.
Outro fator
que contribui para o surgimento desse tipo de câncer é uma
alimentação com alto consumo de alimentos industrializados,
defumados, com corantes e conservados em sal, a exemplo da carne
seca e de outros alimentos curtidos muito disseminados nessas
regiões, explica o oncologista Felipe José Fernandez
Coimbra, diretor do núcleo de cirurgia abdominal do hospital
A. C. Camargo, em São Paulo.
- Sabe-se
que o câncer de estômago está muito
ligado a costumes alimentares das regiões e sua incidência é maior
nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos.
Está ligado ao baixo consumo de frutas, alta ingestão
de carne vermelha e de alimentos em conserva que liberam uma
substância cancerígena chamada nitrosamina.
De acordo
com Luiz Porto Pinheiro, presidente do Comitê Estadual
de Controle do Câncer do Ceará, a falta de saneamento
básico e mesmo de geladeira em muitas casas do Estado
contribuem para aumentar o risco de adquirir a bactéria.
- Provavelmente
os mecanismos de contaminação
são mais comuns no Norte e Nordeste porque somos a área
do Brasil com menos saneamento básico.
Pinheiro
dá como exemplo um trabalho realizado na Rússia
onde o eletrodoméstico foi doado pelo governo para diminuir
os casos da doença. O alimento congelado protege contra
a contaminação pela bactéria.
Essa realidade
faz com que a doença seja mais comum nas
cidades interioranas nas capitais e mais mortal do que o câncer
de próstata, o campeão de incidência entre
os homens no Ceará e nos demais Estados nordestinos, diz
Pinheiro.
No Pará, Estado com maior prevalência de casos
de câncer de estômago da região Norte, médicos
estão indo às escolas municipais para alertar a
população sobre os riscos, afirma o oncologista
Antenor Madeira, coordenador da Rede Paraense de Controle de
Câncer.
- A falta
de uma alimentação adequada, sem frutas
e verduras, é o fator principal, sem considerar fatores
genéticos, o que acomete principalmente as regiões
mais pobres.
Mulheres sofrem com outros fatores de risco
Já entre as mulheres, o câncer de estômago é o
sexto mais frequente no Nordeste e o quinto na região
Norte, pelos dados do Inca. A causa dessa diferença, no
entanto, não é consenso entre os especialistas.
De acordo
com Pinheiro, a mulher nordestina está mais
em contato com fatores de risco que causam outros tipos de câncer,
como o de colo de útero e de mama, mexendo nos números
da "balança".
- Há que se considerar aí um aspecto socioeconômico.
O segundo lugar na mulher é o câncer de colo de útero,
que está associado a menos higiene, mais pobreza e pela
contaminação pelo HPV.
Já para o oncologista do A. C. Camargo, o fator genético
pode levar os homens a serem mais suscetíveis a doença.
- Acredita-se
que essa diferença se dê por uma
questão de gênero, porque a incidência é de
duas a três vezes maior entre os homens em todo o mundo.
Já foi constatado mundialmente que a pobreza em si é fator
de risco da doença.
De acordo
com o levantamento, a região Norte lidera com
11 casos por 100 mil habitantes, seguido do Nordeste com nove
casos para cada 100 mil, 16 casos na região Sul, 15 no
Sudeste e 14 no Centro-Oeste.
Como se prevenir?
Comer mais
frutas e verduras, higienizar os alimentos e evitar enlatados,
além de fazer exames periódicos pode
ajudar na prevenção e na descoberta precoce de
um tumor no estômago, explica o oncologista.
Segundo ele,
a doença tem um caráter letal no
Brasil porque geralmente é descoberta em estágio
muito avançado.
- Só 10% a 15% [dos pacientes] chegam ao especialista
para tratar o tumor precoce no Brasil. Enquanto no Japão
e na Coreia, países com os maiores índices da doença
no mundo, cerca de 60% chegam na fase inicial.
A doença é descoberta através da endoscopia
digestiva alta, geralmente realizada quando há desconforto
abdominal intenso e queixas de gastrite e úlcera, sintomas
que, costumam mascarar a doença.
Dado o diagnóstico, se faz a cirurgia para retirar o
tumor e quimioterapia como procedimento padrão, explica
Coimbra.
PORTAL DA BBC BRASIL
Após aborto espontâneo, britânica descobre
que gravidez virou câncer
Doença conhecida como gravidez molar acontece por problemas
na fertilização
A britânica Charlotte Solomon passou de um dos momentos
mais felizes de sua vida para um dos mais assustadores, no espaço
de poucos meses.
Ao descobrir
que estava grávida pela primeira vez, aos
34 anos, ela ficou radiante. Algumas semanas depois, ela sofreu
um aborto espontâneo devido a uma complicação
gestacional da qual ela nunca havia ouvido falar: uma gravidez
molar.
Mas foi a
notícia de que as células anormais que
haviam ficado em seu útero haviam se transformado em um
câncer agressivo que mudou drasticamente sua vida.
- É um choque absoluto. Ir da alegria de estar grávida
para a tristeza do aborto e aí descobrir que você tem
câncer é uma montanha-russa, a coisa mais difícil
que já enfrentei.
Complicação
rara
A gravidez
molar acontece quando há um problema no momento
da fertilização.
Em vez de
receber 23 cromossomos do pai e 23 da mãe,
em uma gestação molar completa o óvulo fertilizado
não contém nenhum material genético da mãe
e o do pai é duplicado. Neste caso, não há embrião,
mas uma massa de cistos, chamada de mola hidatiforme.
No caso de
Charlotte, uma gestação molar parcial,
o óvulo fertilizado tem o conjunto normal de cromossomos
da mãe, mas o dobro do pai, gerando um total de 69 cromossomos
no lugar dos 46 normais. Isso pode acontecer quando os cromossomos
do espermatozoide são duplicados ou quando dois espermatozoides
fertilizam o mesmo óvulo.
O embrião pode começar a se desenvolver, mas não
tem como sobreviver.
Não se sabe exatamente o que causa a gravidez molar,
mas especialistas dizem que ela tem fundo imunológico
e ocorre com maior frequência entre populações
mais pobres.
Enquanto
a incidência do problema em países desenvolvidos
fica em torno de uma em mil gestações, no Estado
do Rio de Janeiro estima-se que esse número chegue a uma
em 200 gestações, segundo cálculos do médico
Paulo Belfort, diretor do Centro de Neoplasia Trofoblástica
Gestacional, nome científico da gravidez molar, na Santa
Casa da Misericórdia.
Câncer
Mulheres com o problema inicialmente apresentam sintomas normais
de gravidez.
A partir
das seis semanas de gestação, no entanto,
a mulher pode ter sangramentos e seus níveis do hormônio
da gravidez - o hCG - ficam muito mais elevados que o normal.
Após o aborto espontâneo ou por curetagem, na grande
maioria dos casos as células anormais desaparecem e os
níveis de hCG voltam a zero.
Mas, na Grã Bretanha, em 16% dos casos de mola hidatiforme
e em 0,5% dos casos de molas parciais, o tecido anormal no útero
se torna cancerígeno e pode se espalhar rapidamente pelo
corpo.
No Brasil,
não há estatísticas oficiais,
mas segundo o especialista Paulo Belfort, esses índices
estariam em torno de 23% e 5%, respectivamente, no Rio de Janeiro.
Quimioterapia
Quando uma
gravidez molar é diagnosticada, o procedimento
normal é que haja um acompanhamento da paciente com exames
periódicos de sangue e urina.
Charlotte
Solomon não estava particularmente preocupada
porque seu médico disse que era extremamente raro que
uma mola parcial, como a que ela teve, se transformasse em câncer.
Ainda assim,
um mês depois do aborto espontâneo,
Charlotte recebeu um telefonema do hospital e, após confirmar
o resultado com novos testes, ela teve de começar a quimioterapia
no mesmo dia.
Ao todo,
foram nove meses de tratamento contra o câncer,
com três tipos diferentes de quimioterapia.
Na fase final,
ela chegou a passar 17 horas recebendo uma combinação
de remédios intravenosos.
Charlotte
parou de trabalhar e se fechou para o mundo. Apenas dois anos
após seu casamento, ela teve de raspar a cabeça
e viu seu corpo, antes atlético, se transformar.
Em abril
deste ano, ela finalmente recebeu a notícia
de que estava livre do câncer.
- Ainda hoje,
me sinto ansiosa e não sou a mesma pessoa
de antes. Meu sistema imunológico ainda está enfraquecido
e, apesar de estar de volta ao trabalho, estou longe do meu ritmo
normal.
A experiência acabou inspirando a britânica a ajudar
o Hospital de Charing Cross - centro de referência para
o tratamento da condição na Grã-Bretanha
- a conseguir fundos para uma pesquisa inovadora.
- A equipe
do hospital foi absolutamente incrível comigo
e acho fundamental tentar ajudar pessoas que, infelizmente, vão
ter de passar pelas mesmas coisas que passei.
- Tenho sorte
de ter amigas maravilhosas, que ficaram ao meu lado durante
a doença e que aceitaram posar nuas para
um calendário para ajudar a arrecadar dinheiro para pesquisa.
Charlotte
e 28 amigas foram fotografadas para o calendário
'Get Naked 2012' por Chris Dunlop, que trabalha para revistas
como Vogue e Vanity Fair.
Até o momento, Charlotte já conseguiu o equivalente
a R$ 170 mil, muito acima de sua meta inicial, mas o projeto
custa R$ 5,6 milhões no total.
Pesquisa de ponta
A equipe
do Hospital de Charing Cross está tentando encontrar
um marcador biológico que permita que os médicos
identifiquem desde o princípio quais molas vão
desaparecer e quais vão se transformar em câncer,
além de ajudar a determinar que tipo de quimioterapia
seria mais eficiente para cada caso.
"Isso é o que se busca em todo o mundo. A pesquisa é absolutamente
bem-vinda e necessária", diz Paulo Belfort, que acredita
que a doença não recebe a atenção
necessária no Brasil por ser considerada muito rara.
Enquanto
se esforça para arrecadar dinheiro para pesquisa,
Charlotte espera ansiosamente o prazo de um ano recomendado pelos
médicos para tentar engravidar novamente.
- É muito difícil esperar, mas se eu engravidasse
agora, os médicos não saberiam se o nível
alto dos hormônios se deve ao bebê ou à reincidência
do câncer. Tenho que esperar, já que a minha saúde
vem em primeiro lugar.
Quarta-feira, 23.11.11
AGÊNCIA
BRASIL
Prefeitura do Rio inaugura 20 polos para atender casos suspeitos
de dengue
A prefeitura
do Rio de Janeiro inaugurou hoje (23) na Rocinha, zona sul
da cidade,
o primeiro dos 20 polos de atendimento específico
para casos suspeitos de dengue. Além da unidade na Rocinha,
mais 19 polos foram abertos ao público na capital fluminense.
Foi anunciada ainda a implantação de mais dez unidades
até o início de 2012, que funcionarão 24
horas por dia.
O governo
municipal espera triplicar o atendimento à população
em relação ao ano passado, com a ampliação
das unidades básicas de saúde.
Ocupando
uma sala de aproximadamente 30 metros quadrados, o polo da
Rocinha fica
na Clínica da Família Maria
do Socorro Silva e Souza e conta com uma equipe formada por cinco
profissionais de saúde. Na comunidade, segundo a prefeitura,
somente neste ano foram registrados cerca de 2 mil casos de dengue,
sem registro de mortes em decorrência da doença.
O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann,
disse que a prefeitura está fazendo sua parte, dando suporte
ao combate ao Aedes aegypti, mas alertou, no entanto, que é preciso
ter atenção com os focos do mosquito. Segundo Dohmann,
82% dos focos estão localizados em propriedades particulares,
e 66% dos casos registrados na cidade foram identificados dentro
de residências. O secretário reiterou que há a
possibilidade de o Rio enfrentar a pior epidemia de dengue da
sua história.
“Essa continua sendo a previsão. A doença
normalmente aparece em picos de dois anos, em que o segundo é maior
do que o primeiro. No último verão, a gente teve
o primeiro pico, que já foi bastante significativo. Então
há de se esperar neste verão um número de
casos ainda maior do que o que nós tivemos no ano passado.
Além disso, há perspectiva da entrada do vírus
[tipo] 4 na cidade”, ressaltou.
Há 15 dias com os sintomas da dengue, a gerente de produção
Maria Alice Paes, moradora da Rocinha há 20 anos, foi
a primeira paciente a buscar atendimento no polo. Ela avaliou
de forma positiva a abertura da unidade e pediu mais consciência à população. “A
medida a ser tomada é a conscientização
do povo. Eles [os governantes] estão procurando fazer
a parte deles, mas nós temos que ajudar também,
deixar caixas d'água fechadas, não deixar garrafas
viradas [com a abertura para cima], essas coisas que vemos na
televisão”, alertou a moradora.
PORTAL IG
Comissão da Câmara aprova criação
de novos impostos para saúde
Entre as
novas fontes de financiamento sugeridas pela Comissão
estão tributações de fortunas e grandes
movimentações financeiras
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou
nesta quarta-feira o relatório final da subcomissão
especial que analisou o financiamento, a reestruturação,
a organização e o funcionamento do Sistema Único
de Saúde (SUS). O documento traça um diagnóstico
do setor e apontar soluções para falhas identificadas,
como a escassez de financiamento. Para este problema, o texto
aprovado sugere uma série de alternativas, como apoiar
a criação de novos tributos para financiar o setor.
Entre as
alternativas colocadas no texto estão a tributação
de grandes fortunas, como, por exemplo, o patrimônio sobre
jatinhos, helicópteros, iates e lanchas, a tributação
de remessa de lucros para o exterior, além da criação
de um imposto sobre grandes movimentações financeiras
(similar à extinta CPMF) para transações
acima de R$ 1 milhão.
O deputado
João Ananias (PCdoB-CE), que presidiu a subcomissão,
ressaltou que o documento deve ser fonte de pesquisa para os
parlamentares, servindo à formulação de
novas propostas para a área.
O documento
havia sido aprovado pela subcomissão no dia
24 de outubro. O relatório do deputado Rogério
Carvalho (PT-SE), de quase 400 páginas, conclui que o
Brasil gasta muito pouco com saúde pública.
Segundo a
Organização Mundial da Saúde
(OMS), sistemas de cobertura universal, como o brasileiro, demandam
entre 6,5% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB). No caso brasileiro,
somando-se os gastos das três esferas de governo, chega-se
a pouco mais de 3,6%, um valor próximo à metade
do necessário.
De acordo
com o texto, os gastos públicos em saúde
representam 45% dos gastos totais em saúde e favorecem
os 190 milhões de brasileiros. Já os gastos privados
- no mercado de planos de saúde, seguros de saúde
e consultas particulares - somam 55% dos gastos totais.
Diante desse
quadro, o relatório propõe a apresentação
de um projeto de lei sobre o ressarcimento presumido ao SUS.
Trata-se da colaboração entre os sistemas público,
privado e suplementar de saúde, que se dará sem
a exclusão do atual ressarcimento, baseado em procedimentos
individuais.
Hoje, se
um usuário de plano de saúde recorre
a um serviço do SUS, a operadora do plano é obrigada
a ressarcir o sistema com os valores daquele atendimento específico.
No caso do ressarcimento presumido, anualmente, as operadoras
de planos e seguros privados de saúde deverão pagar
pelos atendimentos de usuários dos planos presumidamente
realizados nos hospitais públicos e instituições
conveniadas ao SUS.
O relatório aprovado hoje determina ainda a criação
do Conselho Nacional de Gestão do SUS, além de
conselhos estaduais e regionais. Atualmente, a gestão é feita
pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional
de Secretários de Saúde e pelo Conselho Nacional
das Secretarias Municipais de Saúde.
AGÊNCIA
BRASIL
Senado
aprova projeto que cria nova empresa pública para
administrar hospitais universitários
Mariana
Jungmann, de Brasília
O Senado
aprovou, por 42 votos favoráveis e 18 contrários,
o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa
Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A empresa
tem como objetivo administrar os hospitais universitários
federais e regularizar a contratação de pessoal
das unidades, atualmente feita pelas fundações
de apoio das universidades.
O relator
do texto, senador Humberto Costa (PT-PE), disse que o projeto
respeita
a autonomia universitária porque prevê que
as universidades não serão obrigadas a contratar
os serviços da nova empresa. Durante a votação
do projeto na Câmara, houve diversos protestos de servidores
dos hospitais universitários que são contra a aprovação
da proposta.
A nova empresa
poderá contratar inicialmente funcionários
sem concurso público por tempo determinado de até dois
anos. Após esse prazo, os funcionários deverão
ser todos do quadro efetivo da empresa aprovados em concurso.
Ela também poderá utilizar servidores cedidos pelos órgãos
aos quais prestará serviços. O projeto foi aprovado
sem alterações em relação ao texto
da Câmara dos Deputados e seguirá para sanção
presidencial.
PORTAL
SAÚDE
WEB
Gastos
privados com saúde superam públicos
Gasto público em saúde representa 45% do total
para atender 190 milhões de brasileiros. Já o privado
soma 55%, beneficiando 47 milhões de pessoas
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou
nesta quarta-feira (23) o relatório final da subcomissão
especial que analisou o financiamento, a reestruturação,
a organização e o funcionamento do Sistema Único
de Saúde (SUS). O documento havia sido aprovado pela subcomissão
no dia 24 de outubro. O relatório do deputado Rogério
Carvalho (PT-SE), de quase 400 páginas, conclui que o
Brasil gasta muito pouco com saúde pública.
Segundo a
Organização Mundial da Saúde
(OMS), sistemas de cobertura universal, como o brasileiro, demandam
entre 6,5% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB). No caso brasileiro,
somando-se os gastos das três esferas de governo, chega-se
a pouco mais de 3,6%, um valor próximo à metade
do necessário.
De acordo
com o texto, os gastos públicos em saúde
representam 45% dos gastos totais em saúde e favorecem
os 190 milhões de brasileiros. Já os gastos privados – no
mercado de planos de saúde, seguros de saúde e
consultas particulares – somam 55% dos gastos totais.
Solução
proposta
Diante desse
quadro, o relatório propõe a apresentação
de um projeto de lei sobre o ressarcimento presumido ao SUS.
Trata-se da colaboração entre os sistemas público,
privado e suplementar de saúde, que se dará sem
a exclusão do atual ressarcimento, baseado em procedimentos
individuais.
Hoje, se
um usuário de plano de saúde recorre
a um serviço do SUS, a operadora do plano é obrigada
a ressarcir o sistema com os valores daquele atendimento específico.
No caso do ressarcimento presumido, anualmente, as operadoras
de planos e seguros privados de saúde deverão pagar
pelos atendimentos de usuários dos planos presumidamente
realizados nos hospitais públicos e instituições
conveniadas ao SUS.
Diagnóstico e soluções
O documento
busca traçar um diagnóstico do setor
e apontar soluções para falhas identificadas, como
a escassez de financiamento.
Para este
problema, o texto sugere uma série de alternativas,
como apoiar a criação de um novo tributo para financiar
o setor (o Projeto de Lei Complementar 32/11, que institui a
Contribuição Social para a Saúde); tributar
grandes fortunas, como, por exemplo, o patrimônio sobre
jatinhos, helicópteros, iates e lanchas; tributar remessa
de lucros para o exterior; e instituir um imposto sobre grandes
movimentações financeiras para transações
acima de R$ 1 milhão.
O deputado
João Ananias (PCdoB-CE), que presidiu a subcomissão,
ressaltou que o documento deve ser fonte de pesquisa para os
parlamentares, servindo à formulação de
novas propostas para a área.
O relatório aprovado hoje determina ainda a criação
do Conselho Nacional de Gestão do SUS, além de
conselhos estaduais e regionais. Atualmente, a gestão é feita
pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional
de Secretários de Saúde e pelo Conselho Nacional
das Secretarias.
AGÊNCIA
BRASIL
Hospital
da Criança de Brasília é inaugurado
com meta de atender 2 mil pacientes por mês
Paula
Laboissière, de Brasília
A Associação Brasileira de Assistência às
Famílias de Crianças Portadoras de Câncer
e Hemopatias (Abrace) e a Secretaria de Saúde do Distrito
Federal inauguraram hoje (23) o Hospital da Criança de
Brasília José Alencar. A previsão é que
a unidade, considerada uma das mais modernas do país,
atenda gratuitamente 2 mil pacientes em estado considerado de
média e alta complexidade por mês.
O hospital
foi construído por meio de doações
recebidas pela Abrace e será gerido pelo Instituto do
Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), uma
associação sem fins lucrativos criada com esse
objetivo. As obras começaram em 2005 e a inauguração
ocorreu na data em que é lembrado o Dia Nacional de Combate
ao Câncer Infantojuvenil.
Além do tratamento oncológico e hematológico,
serão oferecidos ambulatórios de alergia, cirurgia
pediátrica, e atendimento em nefrologia, neurologia, pneumologia,
reumatologia e mais dez especialidades. O serviço será exclusivo
para crianças e adolescentes que necessitem de quimioterapia,
diálise, raios X, exames clínicos e laboratoriais,
fisioterapia e consultas em especialidades.
Para ter
direito ao atendimento, o paciente precisa ser encaminhado
por um médico da atenção básica – centros
de saúde ou unidades do Programa Saúde da Família.
Todas as consultas serão coordenadas pela Diretoria de
Regulação da Secretaria de Saúde, como já ocorre
com os leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). O paciente
vai receber um comunicado em casa informando o dia e o horário
agendados.
As equipes
de especialistas em pediatria que atuavam no Hospital de Apoio
e no Hospital
de Base, de acordo com a Secretaria de
Saúde, foram transferidas e passam a atender na nova unidade.
Os demais
profissionais de saúde – pediatras de
urgência e emergência, médico especialista
em cuidados paliativos, farmacêuticos, psicólogos,
técnicos administrativos e outras categorias – foram
contratados pelo Icipe sob o regime da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT).
Ao todo,
o Hospital da Criança de Brasília José Alencar
terá 21 mil metros quadrados de área construída,
em duas etapas. O Bloco 1, inaugurado hoje, tem 7 mil metros
quadrados e vai abrigar todo o atendimento ambulatorial. A previsão
de repasses mensais para o funcionamento desse setor chega a
R$ 4,4 milhões.
O Bloco 2,
que ainda será construído, vai compreender
toda a parte de internação, cirurgias, UTI e diagnóstico
especializado. Quando estiver totalmente concluído, a
expectativa é que o hospital realize mais de 300 mil atendimentos
por ano.
PORTAL
DA SÁUDE
Ministério lança
banco virtual de doadores de sangue
A ferramenta,
disponível no Facebook, vai agregar candidatos
para doação e marca o Dia Nacional do Doador Voluntário
de Sangue
Por Neyfla Garcia
O Ministério da Saúde lança nesta quarta-feira
(23) uma nova ferramenta de incentivo à doação
de sangue, em sua página do Facebook, o Banco de Doadores
virtual, em comemoração ao Dia Nacional do Doador
Voluntário de Sangue (25). O aplicativo terá a
missão de agregar e cadastrar doadores de sangue em todo
o Brasil. Com de celebração do dia é “Essa
corrente precisa de você. Doe sangue”, a Coordenação
Geral de Sangue e Hemoderivados pretende aumentar a doação
voluntária.
Segundo o
coordenador-geral, Guilherme Genovez, a proposta tem o objetivo
de divulgar a
importância da doação
de sangue no cotidiano das redes sociais. “Esta é mais
uma ferramenta para a campanha, temos que usar as redes sociais
para mobilizar e engajar as pessoas que apóiam a causa.
Precisamos fazer com que a ideia seja multiplicada e alcance
o maior número de candidatos virtuais, para que depois
estes efetivem sua doação concretamente nos serviços
de hemoterapia”, explica.
AGENDA
- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia
Médica
2011
De 23 a 25
de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.
Bourbon Cataratas
- Foz do Iguaçu - PR
(41) 3018-1790
http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/
silvana@confianceeventos.com.br
IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para
o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização
não-governamental, não-comercial, fundada para
difundir o método diagnóstico complementar por
termografia médica, aumentar a comunicação
e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área
com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos
de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada
por representantes de vários países e sociedades
de termologia médica.
Os princípios definidos no Consenso serão implementados
por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação
de cada país, levando em consideração as
diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.