24-11-11

 

Leia nesta edição:

- Governo de SP cria projeto de prevenção do câncer em escolas públicas

- Dasa compra 70 novos equipamentos médicos

- Cientistas testam lentes de contato com projeção holográfica

- Câncer provocado pelo cigarro é o segundo que mais atinge os homens no Brasil

- CPI da Saúde avalia indicadores de ranking médico da RMC

- Senadores estendem a lei antifumo para todo o país

- SESI-SP promove mutirão de saúde em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo

- Má alimentação faz homens do Norte e Nordeste terem mais câncer de estômago

- Após aborto espontâneo, britânica descobre que gravidez virou câncer

- Prefeitura do Rio inaugura 20 polos para atender casos suspeitos de dengue

- Comissão da Câmara aprova criação de novos impostos para saúde

- Senado aprova projeto que cria nova empresa pública para administrar hospitais universitários

- Gastos privados com saúde superam públicos

- Hospital da Criança de Brasília é inaugurado com meta de atender 2 mil pacientes por mês

- Ministério lança banco virtual de doadores de sangue

Quinta-feira, 24.11.11

PORTAL R7

Governo de SP cria projeto de prevenção do câncer em escolas públicas

Médicos farão palestras com orientações para 1,5 milhão de alunos

As secretarias de Estado da Saúde e da Educação, em parceria com o Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), lançam nesta quinta-feira (24) um programa inédito de prevenção do câncer nas escolas da rede estadual.

Batizado de Educar é prevenir, o projeto pretende levar a 1,5 milhão de alunos a importância do cuidado com a saúde para evitar diversos tipos de câncer. O alerta também marcará o Dia Nacional de Combate ao Câncer, comemorado em 27 de novembro.

Nesta manhã, 80 médicos do Icesp se deslocaram para 80 escolas estaduais da capital, promovendo palestras para os alunos do ensino médio.

Com esta ação, pelo menos 24 mil estudantes receberão, em um único dia, orientações sobre a doença, importância da prevenção, além de uma cartilha informativa e um vídeo gravado com os próprios médicos do Instituto. Esse material também será disponibilizado em toda a rede estadual de ensino.

Além dos alunos, a população também terá acesso ao projeto. O governo do Estado disponibilizará no portal da Secretaria da Educação, da Saúde e do Icesp todo o material de prevenção apresentado aos alunos.

No início do próximo ano, o programa Educar é Prevenir, atingirá todos os diretores das escolas do Estado. O Icesp irá promover videoconferências com esses profissionais, fornecendo treinamento sobre a prevenção do câncer.

O objetivo é que esse conteúdo seja inserido pelos próprios professores durante as aulas. Com isso, a informação será cada vez mais disseminada entre os jovens, alertando sobre a importância da prevenção durante a adolescência, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

- Esse projeto, além de grandioso, é fundamental para alertamos nossos alunos sobre o câncer, mostrando que é possível sim evitar a doença, com conscientização sobre hábitos saudáveis como não fumar, manter alimentação balanceada e realizar exames preventivos indicados em cada faixa etária.

Como se prevenir?

A prevenção é a principal arma contra o câncer. Hábitos como o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, alimentação inadequada e prática de sexo sem proteção, entre outros, são fatores que estão diretamente ligados ao desenvolvimento de diversos tipos de tumores. Evitar esses hábitos e manter uma vida saudável pode ajudar a prevenir a doença.

VALOR ECONÔMICO

Dasa compra 70 novos equipamentos médicos

Beth Koike

A Dasa, maior empresa de medicina diagnóstica do país, investiu US$ 22 milhões para a aquisição de 70 equipamentos médicos destinados à modernização dos laboratórios Delboni Auriemo e Lavoisier, localizados em São Paulo.

Trata-se do maior investimento em equipamentos já realizado pela Dasa, que comprou 40 ultrassons, 19 tomógrafos de baixa radiação, dez aparelhos de ressonância magnética e um PET-CT. Philips, GE e Siemens forneceram os equipamentos. "Nunca compramos tantos equipamentos de uma só vez. Fizemos esse investimento com a finalidade de rentabilizar nossas unidades. Uma ressonância magnética nova, por exemplo, é capaz de fazer 40 exames por dia, o dobro de uma máquina mais antiga", explicou Marcelo Noll Barboza, presidente da Dasa.

"Com máquinas mais modernas também conseguimos atrair mais médicos, que agora trabalham diretamente nas nossas unidades", complementou Ronaldo Carvalho, diretor de operações de mercado privado e hospitalar da Dasa. Antes, os médicos ficavam em uma central da Dasa e agora atendem nas próprias unidades.

A estratégia de rentabilizar as atuais unidades laboratoriais paulistas também ocorre porque atualmente é difícil encontrar em São Paulo áreas disponíveis para abrir novos pontos devido ao boom imobiliário. Além disso, as unidades em operação já têm um custo fixo.

A partir do próximo ano a Dasa também pretende adquirir novos equipamentos para os laboratórios situados em Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Rio.

Paralelamente ao projeto de modernização, a companhia também tem planos de abrir 40 laboratórios em 2012. A expansão demandará investimento de aproximadamente R$ 200 milhões, cifra um pouco superior ao aplicado em 2011. "Fizemos um estudo e constamos que há potencial no país para abertura de 120 novos pontos", disse o presidente da Dasa, que conta com 518 unidades no país.

O presidente da companhia destacou que a meta para 2012 é manter a taxa de crescimento nas unidades ambulatoriais e hospitalares na casa dos 16%, taxa registrada no terceiro trimestre. No último balanço, a companhia registrou receita líquida de R$ 600 milhões, alta de 15% sobre 2010.

PORTAL UOL

Cientistas testam lentes de contato com projeção holográfica

Uma nova geração de lentes de contato capazes de projetar imagens na frente do usuário está um passo mais perto da realidade, depois que os cientistas testaram com sucesso o aparelho em animais.

A tecnologia permitiria a leitura de textos, como emails, através de projeções holográficas, assim como o aperfeiçoamento da visão através de imagens geradas por computador.

Os pesquisadores das Universidades de Washington, nos EUA, e de Aalto, na Finlândia, responsáveis por desenvolver a lente biônica, dizem que os primeiros testes, realizados com coelhos, não registraram efeitos adversos evidentes da invenção.

Incrementada através da implantação de centenas de pixels (o menor elemento de uma imagem digital), a lente poderia ser usada por motoristas para ver mapas através de realidade virtual, ou checar a velocidade do seu carro projetada no pára-brisa.

Na mesma linha, as lentes poderiam elevar o mundo virtual de um vídeo game a um nível totalmente novo.

Em outro tipo de uso, os instrumentos podem ser conectados a biossensores no corpo do usuário e prover informações, por exemplo, sobre o nível de açúcar no sangue.

Desenvolvimento

O produto final ainda precisa ser aperfeiçoado em relação ao protótipo, como a questão de uma fonte de energia confiável. Atualmente, a lente só funciona em um raio de poucos centímetros da bateria sem fio.

Além disso, os microcircuitos do equipamento possibilitam apenas um diodo emissor de luz (LED, na sigla em inglês), o tipo de tecnologia usada em computadores que transforma energia elétrica em luz.

Apesar das limitações, os cientistas reforçaram seu otimismo em relação ao experimento em um artigo na revista científica Journal of Micromechanics and Microengineering.

O coordenador das pesquisas, professor Babak Praviz, disse que o grupo já conseguiu superar um importante obstáculo, o de adaptar a lente para permitir ao olho humano focalizar um objeto gerado na sua superfície.

Normalmente, conseguimos ver com clareza apenas os objetos localizados a vários centímetros de distância.

"O próximo passo é acrescentar textos pré-determinados nas lentes de contato", disse o cientista.

Material delicado

Segundo os pesquisadores, um dos maiores desafios na fabricação da lente foi trabalhar com os materiais adequados.

Enquanto os materiais usados em uma lente tradicional são delicados, a fabricação de circuitos elétricos envolve materiais inorgânicos, altas temperaturas e produtos químicos tóxicos.

Os circuitos deste protótipo foram feitos com uma camada de metal da espessura de apenas alguns nanômetros – cerca de um milésimo do cabelo humano –, com LEDs medindo apenas um terço de milímetro.

Babak Praviz diz que equipe não é a única a desenvolver esse tipo de tecnologia.

A companhia suíça Sensimed já pôs no mercado lentes de contato inteligentes que usam tecnologia de informática para monitorar a pressão dentro do olho a fim de identificar condições para glaucoma.

PORTAL R7

Câncer provocado pelo cigarro é o segundo que mais atinge os homens no Brasil

24 mil casos da doença seriam evitados se os homens largassem o cigarro

Atrás apenas do câncer de próstata, os tumores de pulmão, traqueia ou brônquio são os que mais afetam os homens brasileiros, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva).

O instituto prevê que o país terá 17.210 diagnósticos de câncer de pulmão, traqueia ou brônquio no ano que vem. Isso porque, de acordo com Inca – 90% dos casos estão relacionados ao uso do cigarro. Isso quer dizer que os homens poderiam reduzir significativamente a incidência do tumor de pulmão se deixassem de fumar. A estimativa é de que 24 mil novos casos seriam evitados todo ano.

A região Sul é a campeã do país, com 37 registros de câncer de pulmão para cada 100 mil habitantes. O pneumologista da Divisão de Controle de Tabagismo do Inca, Ricardo Meirelles, disse em comunicado que a explicação está na quantidade de fumo que é produzida pelos Estados sulistas.

Para ele, “o fato pode estar diretamente relacionado ao alto consumo de derivados do tabaco, fazendo com que a região sofra com os altos índices de incidência de câncer de pulmão”.

A forma como o cigarro influência no caso deste câncer fica ainda mais clara quando comparamos com as mulheres. O tumor de pulmão, traqueia ou brônquio é apenas o quinto mais incidente na população feminina brasileira.

Câncer de próstata e mama

No entanto, os casos de câncer de pulmão representam apenas 8,8% do número total de homens com a doença no país. O tumor de próstata é disparado o que mais afeta os homens no Brasil, representando 30,8% dos casos. O Inca estima que cerca de 60 mil pessoas vão ser diagnosticas com tumor na próstata em 2012.

No caso das mulheres, o câncer mais frequente é o de mama. Mais de 50 mil brasileiras terão o tumor no próximo ano, de acordo com as estimativas do Inca.

Esse tipo de câncer responde por 27,9% de todos os casos da doença para o sexo feminino. Isso acontece no mundo todo - o tumor afeta as mulheres principalmente, em países desenvolvidos e com mais de 50 anos de idade.

A estimativa de casos novos de câncer para ambos os sexos em 2012 é bem parecida com a deste ano. Para 2012, o Inca prevê que quase 258 mil homens e pouco mais de 260 mil mulheres terão câncer.

Ou seja, cerca de 520 mil brasileiros serão diagnosticados com a doença no ano que vem. A previsão é um pouco maior do que a estimativa feita pelo instituto para 2011. No ano passado, o Inca previa que o número de novos casos chegaria a 489 mil.

SITE RAC

CPI da Saúde avalia indicadores de ranking médico da RMC

Campinas aparece em sétimo lugar em índice de qualidade no setor; informação surpreende pelo fato de o município ter os maiores hospitais e ser considerada referência na área da Saúde

Moara Semeghini

Campinas aparece em sétimo lugar em um ranking divulgado pela Câmara, que avalia a qualidade de atendimento na área da Saúde entre as cidades da região Metropolitana de Campinas (RMC). Em primeiro lugar no índice geral aparece Paulínia, seguida por Holambra e Jaguariúna. Aparecem ainda na frente da maior cidade da região, respectivamente, Nova Odessa, Monte Mor e Santo Antonio de Posse.

O dado da pesquisa Índice de Qualidade do Atendimento a Saúde Pública (IQS), feita Comissão de Política Social e Saúde da Câmara em maio, e revisto em julho deste ano — na primeira versão, Campinas aparecia em oitavo lugar — foi abordado pelo diretor do Departamento de Gestão e Desenvolvimento Organizacional da Secretaria Municipal de Saúde, Savério Paulo Laurindo Gagliardi, durante seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na última quinta-feira.

A informação surpreende pelo fato de o município ter os maiores hospitais e ser considerada referência na área da Saúde entre as cidades da RMC. Todos os dias, um grande número de pessoas de municípios vizinhos se desloca até Campinas para receber atendimentos em unidades como o Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, Celso Pierro, da PUC-Campinas ou no Hospital Municipal Dr. Mario Gatti.

Para o autor da Lei do IQS, vereador Dário Saadi (PMDB), que é membro da comissão de saúde, a CPI deve usar estes dados como base e auxiliar em propostas para a melhoria da qualidade do setor em Campinas. “O ranking faz um diagnóstico da situação da Saúde de Campinas e permite um estudo comparativo com outras cidades da região.”

Segundo Saadi, a movimentação de moradores de outros municípios em direção a Campinas não é levada em conta na pesquisa e os dados referentes à migração de pacientes para o município podem explicar certa distorção em seu resultado.

Nesta quinta-feira (24), às 14h30, a reunião da CPI da Saúde ouve o depoimento do novo secretário de Recursos Humanos da Prefeitura, Airton Aparecido Salvador, e do diretor-executivo do Instituto Radium, Carlos Roberto Monti. A comissão vai questionar o responsável pelo RH sobre o pagamento de funcionários e de terceirizados além do problema da falta de médicos nas unidades de saúde de Campinas.

FOLHA ONLINE

Senadores estendem a lei antifumo para todo o país

Proposta, porém, ainda depende de regulamentação para fixar valor de multa

O Senado aprovou uma medida provisória que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país. Até os fumódromos, áreas criadas especificamente para fumantes em bares, restaurantes, danceterias e empresas, ficam proibidos.

Hoje, leis semelhantes já vigoram em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A medida passará a valer a partir da sanção do texto pela presidente Dilma Rousseff. A proposta, porém, ainda depende de regulamentação para fixar valor de multa.

O projeto é semelhante ao aprovado pelo então governador José Serra (PSDB) em São Paulo. No Estado, o dono do estabelecimento onde ocorre a infração pode pagar multa de até R$ 1.745.

Mas a medida aprovada pelo Senado é ainda mais restritiva, porque bane até as tabacarias --locais onde é possível fumar desde que não haja comida e bebida.

A proposta, que começou a tramitar no Congresso em agosto deste ano, foi aprovada de maneira simbólica.

Outras alterações foram aprovadas no Senado. Uma delas é a que prevê que, a partir de 2016, os maços de cigarros também tragam mensagens de advertência sobre os riscos do produto à saúde em 30% da parte frontal (hoje existe só na parte de trás).

Pontos de venda de cigarro não poderão mais ter propaganda. Eles deverão apenas expor os produtos e suas advertências à saúde.

Essas restrições foram comemoradas pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde). "Dados de outros países mostram que restringir o uso do cigarro em espaços coletivos e a propaganda no espaço de venda contribuem para reduzir o fumo", afirmou à Folha.

No Brasil, estima-se uma população fumante de 15% --em 1989 era de quase 35%.

Padilha, porém, criticou outro ponto da medida provisória, que libera a publicidade do cigarro em eventos.

Alterações

O projeto passou por várias alterações na tramitação. Na Câmara, o relator Renato Molling (PP-RS) era a favor do fim dos fumódromos, mas tentou abrir a possibilidade de que alguns locais (como restaurantes e boates) fossem totalmente livres para o fumo. Não teve sucesso.

"Nossa proposta era mais ampla, se protegia um pouco mais a produção e os fumantes", disse o deputado, que vem do principal Estado produtor de tabaco.

A Souza Cruz e Philips Morris, duas das maiores produtoras de cigarro do país, não quiseram comentar o caso.

SITE MAXPRESSNET

SESI-SP promove mutirão de saúde em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo

O Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo (SESI-SP), que aplica o conceito educacional e social em todas as suas ações, levará para o bairro de Cidade Tiradentes, na Zona Leste da cidade de São Paulo, estrutura de lazer e exames gratuitos de saúde no domingo (27/11). Esta ação do SESI-SP atende ao pedido de apoio feito pela Prefeitura de São Paulo com intuito de incentivar o lazer e a recreação no Programa Ruas de Lazer, que a Prefeitura realiza desde 1976.

O SESI-SP vai levar estrutura de lazer e exames gratuitos de saúde para a ação programada na Praça do Terminal Rodoviário Cidade Tiradentes, na Avenida dos Metalúrgicos. A ação é a quarta no novo formato do programa e a expectativa da instituição é que mais de duas mil e quinhentas pessoas sejam beneficiadas somente neste domingo. A última ação aconteceu no domingo do dia 20 de novembro, na Praça da Paz, no Jardim Pery, Zona Norte de São Paulo.

Entre os serviços de saúde que serão oferecidos pelo SESI-SP para a população neste domingo (27/11) estão o teste de diabetes para conferir a taxa de açúcar no sangue, verificação da pressão arterial e medição do Índice de Massa Corpórea (IMC), que indica se a pessoa está com sobrepeso ou obesidade. O SESI-SP também vai distribuir kits odontológicos e orientar a população sobre a escovação dos dentes e a importância da higiene bucal, além de disponibilizar estruturas para a prática de brincadeiras, jogos educativos, gincanas, basquete, futebol e vôlei. “A saúde e o esporte são fundamentais na integração entre a família e a comunidade. Com essas ações, o SESI-SP espera contribuir com essa dinâmica e estimular o poder público a dar continuidade ao trabalho, atendendo às expectativas e necessidades da população de São Paulo”, afirma Paulo Skaf, presidente do SESI-SP. A participação da instituição atende ao pedido de apoio feito pela Prefeitura, para estimular o lazer e a recreação nos bairros da cidade que padecem com a carência de locais para a recreação familiar.

A ação, que começou no dia 16 de outubro no bairro do Jaçanã, na zona norte da cidade, ainda levará as mesmas atrações para o Centro da cidade, atendendo assim a todas as regiões da capital. No dia 11 de dezembro, domingo, o Ruas de Lazer com SESI-SP vai estar na Praça do Rotary na Rua Major Sertório, no bairro da Santa Cecília – Centro -, levando diversão e programas de saúde para os moradores desta região de São Paulo.

Serviço

Mutirão de Saúde e Rua de Lazer do SESI-SP

27/11/2011, das 9h às 18h

Praça do Terminal Rodoviário Cidade Tiradentes, na Avenida dos Metalúrgicos – Cidade Tiradentes, Zona Leste da capital.

* A próxima etapa acontece no dia 11 de dezembro na Praça Rotary, na Rua Major Sertório – bairro da Santa Cecília, região central da cidade. Das 9h às 18h.

PORTAL R7

Má alimentação faz homens do Norte e Nordeste terem mais câncer de estômago

Tumor está relacionado a água contaminada e comida sem refrigeração

Camila Neumam

O câncer de estômago é o segundo tumor mais frequente entre os homens que vivem nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Essa incidência é maior do que nas demais regiões do país, onde o mesmo tumor ocupa a quarta posição entre seus habitantes do sexo masculino.

As informações fazem parte da publicação Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil, do Inca (Instituto Nacional do Câncer), divulgada nesta quinta-feira (24). Para o ano de 2012, o Inca estima que 520 mil casos novos de câncer surjam em todo o país.

Em 2012, estima-se que 20.090 pessoas devam ser acometidas pela doença em todo o país, destas a grande maioria de homens (12. 670) e o restante de mulheres (7.420). Em todo o Brasil, o número de casos caiu em relação ao ano passado, assim como sua prevalência em homens. Em dados do Inca de 2010/2011, a previsão era de que 21.500 casos, sendo, a época, o terceiro tipo de tumor mais comuns nos homens.

Na população masculina brasileira, a doença fica atrás apenas do câncer de próstata (62,54 por 100 mil/hab.), traqueia, brônquio e pulmão (17,90 por 100 mil/ hab.) e cólon e reto (14, 75 por 100 mil/ hab.).

Já nas regiões Norte (10,67 por 100 mil/hab.) e no Nordeste, (8,99 por 100 mil/hab.), a ocorrência de câncer de estômago chega a segunda colocação entre os homens por diferentes motivos, em geral socioeconômicos, segundo especialistas consultados pelo R7.

Bactéria e falta de saneamento são fatores de risco

O câncer de estômago tem como base a infecção pela bactéria Helicobacter pylori (a mesma da gastrite), facilmente encontrada em água contaminada e em alimentos sem refrigeração adequada.

Outro fator que contribui para o surgimento desse tipo de câncer é uma alimentação com alto consumo de alimentos industrializados, defumados, com corantes e conservados em sal, a exemplo da carne seca e de outros alimentos curtidos muito disseminados nessas regiões, explica o oncologista Felipe José Fernandez Coimbra, diretor do núcleo de cirurgia abdominal do hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

- Sabe-se que o câncer de estômago está muito ligado a costumes alimentares das regiões e sua incidência é maior nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos. Está ligado ao baixo consumo de frutas, alta ingestão de carne vermelha e de alimentos em conserva que liberam uma substância cancerígena chamada nitrosamina.

De acordo com Luiz Porto Pinheiro, presidente do Comitê Estadual de Controle do Câncer do Ceará, a falta de saneamento básico e mesmo de geladeira em muitas casas do Estado contribuem para aumentar o risco de adquirir a bactéria.

- Provavelmente os mecanismos de contaminação são mais comuns no Norte e Nordeste porque somos a área do Brasil com menos saneamento básico.

Pinheiro dá como exemplo um trabalho realizado na Rússia onde o eletrodoméstico foi doado pelo governo para diminuir os casos da doença. O alimento congelado protege contra a contaminação pela bactéria.

Essa realidade faz com que a doença seja mais comum nas cidades interioranas nas capitais e mais mortal do que o câncer de próstata, o campeão de incidência entre os homens no Ceará e nos demais Estados nordestinos, diz Pinheiro.

No Pará, Estado com maior prevalência de casos de câncer de estômago da região Norte, médicos estão indo às escolas municipais para alertar a população sobre os riscos, afirma o oncologista Antenor Madeira, coordenador da Rede Paraense de Controle de Câncer.

- A falta de uma alimentação adequada, sem frutas e verduras, é o fator principal, sem considerar fatores genéticos, o que acomete principalmente as regiões mais pobres.

Mulheres sofrem com outros fatores de risco

Já entre as mulheres, o câncer de estômago é o sexto mais frequente no Nordeste e o quinto na região Norte, pelos dados do Inca. A causa dessa diferença, no entanto, não é consenso entre os especialistas.

De acordo com Pinheiro, a mulher nordestina está mais em contato com fatores de risco que causam outros tipos de câncer, como o de colo de útero e de mama, mexendo nos números da "balança".

- Há que se considerar aí um aspecto socioeconômico. O segundo lugar na mulher é o câncer de colo de útero, que está associado a menos higiene, mais pobreza e pela contaminação pelo HPV.

Já para o oncologista do A. C. Camargo, o fator genético pode levar os homens a serem mais suscetíveis a doença.

- Acredita-se que essa diferença se dê por uma questão de gênero, porque a incidência é de duas a três vezes maior entre os homens em todo o mundo.

Já foi constatado mundialmente que a pobreza em si é fator de risco da doença.

De acordo com o levantamento, a região Norte lidera com 11 casos por 100 mil habitantes, seguido do Nordeste com nove casos para cada 100 mil, 16 casos na região Sul, 15 no Sudeste e 14 no Centro-Oeste.

Como se prevenir?

Comer mais frutas e verduras, higienizar os alimentos e evitar enlatados, além de fazer exames periódicos pode ajudar na prevenção e na descoberta precoce de um tumor no estômago, explica o oncologista.

Segundo ele, a doença tem um caráter letal no Brasil porque geralmente é descoberta em estágio muito avançado.

- Só 10% a 15% [dos pacientes] chegam ao especialista para tratar o tumor precoce no Brasil. Enquanto no Japão e na Coreia, países com os maiores índices da doença no mundo, cerca de 60% chegam na fase inicial.

A doença é descoberta através da endoscopia digestiva alta, geralmente realizada quando há desconforto abdominal intenso e queixas de gastrite e úlcera, sintomas que, costumam mascarar a doença.

Dado o diagnóstico, se faz a cirurgia para retirar o tumor e quimioterapia como procedimento padrão, explica Coimbra.

PORTAL DA BBC BRASIL

Após aborto espontâneo, britânica descobre que gravidez virou câncer

Doença conhecida como gravidez molar acontece por problemas na fertilização

A britânica Charlotte Solomon passou de um dos momentos mais felizes de sua vida para um dos mais assustadores, no espaço de poucos meses.

Ao descobrir que estava grávida pela primeira vez, aos 34 anos, ela ficou radiante. Algumas semanas depois, ela sofreu um aborto espontâneo devido a uma complicação gestacional da qual ela nunca havia ouvido falar: uma gravidez molar.

Mas foi a notícia de que as células anormais que haviam ficado em seu útero haviam se transformado em um câncer agressivo que mudou drasticamente sua vida.

- É um choque absoluto. Ir da alegria de estar grávida para a tristeza do aborto e aí descobrir que você tem câncer é uma montanha-russa, a coisa mais difícil que já enfrentei.

Complicação rara

A gravidez molar acontece quando há um problema no momento da fertilização.

Em vez de receber 23 cromossomos do pai e 23 da mãe, em uma gestação molar completa o óvulo fertilizado não contém nenhum material genético da mãe e o do pai é duplicado. Neste caso, não há embrião, mas uma massa de cistos, chamada de mola hidatiforme.

No caso de Charlotte, uma gestação molar parcial, o óvulo fertilizado tem o conjunto normal de cromossomos da mãe, mas o dobro do pai, gerando um total de 69 cromossomos no lugar dos 46 normais. Isso pode acontecer quando os cromossomos do espermatozoide são duplicados ou quando dois espermatozoides fertilizam o mesmo óvulo.

O embrião pode começar a se desenvolver, mas não tem como sobreviver.

Não se sabe exatamente o que causa a gravidez molar, mas especialistas dizem que ela tem fundo imunológico e ocorre com maior frequência entre populações mais pobres.

Enquanto a incidência do problema em países desenvolvidos fica em torno de uma em mil gestações, no Estado do Rio de Janeiro estima-se que esse número chegue a uma em 200 gestações, segundo cálculos do médico Paulo Belfort, diretor do Centro de Neoplasia Trofoblástica Gestacional, nome científico da gravidez molar, na Santa Casa da Misericórdia.

Câncer

Mulheres com o problema inicialmente apresentam sintomas normais de gravidez.

A partir das seis semanas de gestação, no entanto, a mulher pode ter sangramentos e seus níveis do hormônio da gravidez - o hCG - ficam muito mais elevados que o normal.

Após o aborto espontâneo ou por curetagem, na grande maioria dos casos as células anormais desaparecem e os níveis de hCG voltam a zero.

Mas, na Grã Bretanha, em 16% dos casos de mola hidatiforme e em 0,5% dos casos de molas parciais, o tecido anormal no útero se torna cancerígeno e pode se espalhar rapidamente pelo corpo.

No Brasil, não há estatísticas oficiais, mas segundo o especialista Paulo Belfort, esses índices estariam em torno de 23% e 5%, respectivamente, no Rio de Janeiro.

Quimioterapia

Quando uma gravidez molar é diagnosticada, o procedimento normal é que haja um acompanhamento da paciente com exames periódicos de sangue e urina.

Charlotte Solomon não estava particularmente preocupada porque seu médico disse que era extremamente raro que uma mola parcial, como a que ela teve, se transformasse em câncer.

Ainda assim, um mês depois do aborto espontâneo, Charlotte recebeu um telefonema do hospital e, após confirmar o resultado com novos testes, ela teve de começar a quimioterapia no mesmo dia.

Ao todo, foram nove meses de tratamento contra o câncer, com três tipos diferentes de quimioterapia.

Na fase final, ela chegou a passar 17 horas recebendo uma combinação de remédios intravenosos.

Charlotte parou de trabalhar e se fechou para o mundo. Apenas dois anos após seu casamento, ela teve de raspar a cabeça e viu seu corpo, antes atlético, se transformar.

Em abril deste ano, ela finalmente recebeu a notícia de que estava livre do câncer.

- Ainda hoje, me sinto ansiosa e não sou a mesma pessoa de antes. Meu sistema imunológico ainda está enfraquecido e, apesar de estar de volta ao trabalho, estou longe do meu ritmo normal.

A experiência acabou inspirando a britânica a ajudar o Hospital de Charing Cross - centro de referência para o tratamento da condição na Grã-Bretanha - a conseguir fundos para uma pesquisa inovadora.

- A equipe do hospital foi absolutamente incrível comigo e acho fundamental tentar ajudar pessoas que, infelizmente, vão ter de passar pelas mesmas coisas que passei.

- Tenho sorte de ter amigas maravilhosas, que ficaram ao meu lado durante a doença e que aceitaram posar nuas para um calendário para ajudar a arrecadar dinheiro para pesquisa.

Charlotte e 28 amigas foram fotografadas para o calendário 'Get Naked 2012' por Chris Dunlop, que trabalha para revistas como Vogue e Vanity Fair.

Até o momento, Charlotte já conseguiu o equivalente a R$ 170 mil, muito acima de sua meta inicial, mas o projeto custa R$ 5,6 milhões no total.

Pesquisa de ponta

A equipe do Hospital de Charing Cross está tentando encontrar um marcador biológico que permita que os médicos identifiquem desde o princípio quais molas vão desaparecer e quais vão se transformar em câncer, além de ajudar a determinar que tipo de quimioterapia seria mais eficiente para cada caso.

"Isso é o que se busca em todo o mundo. A pesquisa é absolutamente bem-vinda e necessária", diz Paulo Belfort, que acredita que a doença não recebe a atenção necessária no Brasil por ser considerada muito rara.

Enquanto se esforça para arrecadar dinheiro para pesquisa, Charlotte espera ansiosamente o prazo de um ano recomendado pelos médicos para tentar engravidar novamente.

- É muito difícil esperar, mas se eu engravidasse agora, os médicos não saberiam se o nível alto dos hormônios se deve ao bebê ou à reincidência do câncer. Tenho que esperar, já que a minha saúde vem em primeiro lugar.

Quarta-feira, 23.11.11

AGÊNCIA BRASIL

Prefeitura do Rio inaugura 20 polos para atender casos suspeitos de dengue

A prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou hoje (23) na Rocinha, zona sul da cidade, o primeiro dos 20 polos de atendimento específico para casos suspeitos de dengue. Além da unidade na Rocinha, mais 19 polos foram abertos ao público na capital fluminense. Foi anunciada ainda a implantação de mais dez unidades até o início de 2012, que funcionarão 24 horas por dia.

O governo municipal espera triplicar o atendimento à população em relação ao ano passado, com a ampliação das unidades básicas de saúde.

Ocupando uma sala de aproximadamente 30 metros quadrados, o polo da Rocinha fica na Clínica da Família Maria do Socorro Silva e Souza e conta com uma equipe formada por cinco profissionais de saúde. Na comunidade, segundo a prefeitura, somente neste ano foram registrados cerca de 2 mil casos de dengue, sem registro de mortes em decorrência da doença.

O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, disse que a prefeitura está fazendo sua parte, dando suporte ao combate ao Aedes aegypti, mas alertou, no entanto, que é preciso ter atenção com os focos do mosquito. Segundo Dohmann, 82% dos focos estão localizados em propriedades particulares, e 66% dos casos registrados na cidade foram identificados dentro de residências. O secretário reiterou que há a possibilidade de o Rio enfrentar a pior epidemia de dengue da sua história.

“Essa continua sendo a previsão. A doença normalmente aparece em picos de dois anos, em que o segundo é maior do que o primeiro. No último verão, a gente teve o primeiro pico, que já foi bastante significativo. Então há de se esperar neste verão um número de casos ainda maior do que o que nós tivemos no ano passado. Além disso, há perspectiva da entrada do vírus [tipo] 4 na cidade”, ressaltou.

Há 15 dias com os sintomas da dengue, a gerente de produção Maria Alice Paes, moradora da Rocinha há 20 anos, foi a primeira paciente a buscar atendimento no polo. Ela avaliou de forma positiva a abertura da unidade e pediu mais consciência à população. “A medida a ser tomada é a conscientização do povo. Eles [os governantes] estão procurando fazer a parte deles, mas nós temos que ajudar também, deixar caixas d'água fechadas, não deixar garrafas viradas [com a abertura para cima], essas coisas que vemos na televisão”, alertou a moradora.

PORTAL IG

Comissão da Câmara aprova criação de novos impostos para saúde

Entre as novas fontes de financiamento sugeridas pela Comissão estão tributações de fortunas e grandes movimentações financeiras

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira o relatório final da subcomissão especial que analisou o financiamento, a reestruturação, a organização e o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O documento traça um diagnóstico do setor e apontar soluções para falhas identificadas, como a escassez de financiamento. Para este problema, o texto aprovado sugere uma série de alternativas, como apoiar a criação de novos tributos para financiar o setor.

Entre as alternativas colocadas no texto estão a tributação de grandes fortunas, como, por exemplo, o patrimônio sobre jatinhos, helicópteros, iates e lanchas, a tributação de remessa de lucros para o exterior, além da criação de um imposto sobre grandes movimentações financeiras (similar à extinta CPMF) para transações acima de R$ 1 milhão.

O deputado João Ananias (PCdoB-CE), que presidiu a subcomissão, ressaltou que o documento deve ser fonte de pesquisa para os parlamentares, servindo à formulação de novas propostas para a área.

O documento havia sido aprovado pela subcomissão no dia 24 de outubro. O relatório do deputado Rogério Carvalho (PT-SE), de quase 400 páginas, conclui que o Brasil gasta muito pouco com saúde pública.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sistemas de cobertura universal, como o brasileiro, demandam entre 6,5% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB). No caso brasileiro, somando-se os gastos das três esferas de governo, chega-se a pouco mais de 3,6%, um valor próximo à metade do necessário.

De acordo com o texto, os gastos públicos em saúde representam 45% dos gastos totais em saúde e favorecem os 190 milhões de brasileiros. Já os gastos privados - no mercado de planos de saúde, seguros de saúde e consultas particulares - somam 55% dos gastos totais.

Diante desse quadro, o relatório propõe a apresentação de um projeto de lei sobre o ressarcimento presumido ao SUS. Trata-se da colaboração entre os sistemas público, privado e suplementar de saúde, que se dará sem a exclusão do atual ressarcimento, baseado em procedimentos individuais.

Hoje, se um usuário de plano de saúde recorre a um serviço do SUS, a operadora do plano é obrigada a ressarcir o sistema com os valores daquele atendimento específico. No caso do ressarcimento presumido, anualmente, as operadoras de planos e seguros privados de saúde deverão pagar pelos atendimentos de usuários dos planos presumidamente realizados nos hospitais públicos e instituições conveniadas ao SUS.

O relatório aprovado hoje determina ainda a criação do Conselho Nacional de Gestão do SUS, além de conselhos estaduais e regionais. Atualmente, a gestão é feita pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde e pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde.

AGÊNCIA BRASIL

Senado aprova projeto que cria nova empresa pública para administrar hospitais universitários

Mariana Jungmann, de Brasília

O Senado aprovou, por 42 votos favoráveis e 18 contrários, o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A empresa tem como objetivo administrar os hospitais universitários federais e regularizar a contratação de pessoal das unidades, atualmente feita pelas fundações de apoio das universidades.

O relator do texto, senador Humberto Costa (PT-PE), disse que o projeto respeita a autonomia universitária porque prevê que as universidades não serão obrigadas a contratar os serviços da nova empresa. Durante a votação do projeto na Câmara, houve diversos protestos de servidores dos hospitais universitários que são contra a aprovação da proposta.

A nova empresa poderá contratar inicialmente funcionários sem concurso público por tempo determinado de até dois anos. Após esse prazo, os funcionários deverão ser todos do quadro efetivo da empresa aprovados em concurso. Ela também poderá utilizar servidores cedidos pelos órgãos aos quais prestará serviços. O projeto foi aprovado sem alterações em relação ao texto da Câmara dos Deputados e seguirá para sanção presidencial.

PORTAL SAÚDE WEB

Gastos privados com saúde superam públicos

Gasto público em saúde representa 45% do total para atender 190 milhões de brasileiros. Já o privado soma 55%, beneficiando 47 milhões de pessoas

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira (23) o relatório final da subcomissão especial que analisou o financiamento, a reestruturação, a organização e o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O documento havia sido aprovado pela subcomissão no dia 24 de outubro. O relatório do deputado Rogério Carvalho (PT-SE), de quase 400 páginas, conclui que o Brasil gasta muito pouco com saúde pública.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sistemas de cobertura universal, como o brasileiro, demandam entre 6,5% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB). No caso brasileiro, somando-se os gastos das três esferas de governo, chega-se a pouco mais de 3,6%, um valor próximo à metade do necessário.

De acordo com o texto, os gastos públicos em saúde representam 45% dos gastos totais em saúde e favorecem os 190 milhões de brasileiros. Já os gastos privados – no mercado de planos de saúde, seguros de saúde e consultas particulares – somam 55% dos gastos totais.

Solução proposta

Diante desse quadro, o relatório propõe a apresentação de um projeto de lei sobre o ressarcimento presumido ao SUS. Trata-se da colaboração entre os sistemas público, privado e suplementar de saúde, que se dará sem a exclusão do atual ressarcimento, baseado em procedimentos individuais.

Hoje, se um usuário de plano de saúde recorre a um serviço do SUS, a operadora do plano é obrigada a ressarcir o sistema com os valores daquele atendimento específico. No caso do ressarcimento presumido, anualmente, as operadoras de planos e seguros privados de saúde deverão pagar pelos atendimentos de usuários dos planos presumidamente realizados nos hospitais públicos e instituições conveniadas ao SUS.

Diagnóstico e soluções

O documento busca traçar um diagnóstico do setor e apontar soluções para falhas identificadas, como a escassez de financiamento.

Para este problema, o texto sugere uma série de alternativas, como apoiar a criação de um novo tributo para financiar o setor (o Projeto de Lei Complementar 32/11, que institui a Contribuição Social para a Saúde); tributar grandes fortunas, como, por exemplo, o patrimônio sobre jatinhos, helicópteros, iates e lanchas; tributar remessa de lucros para o exterior; e instituir um imposto sobre grandes movimentações financeiras para transações acima de R$ 1 milhão.

O deputado João Ananias (PCdoB-CE), que presidiu a subcomissão, ressaltou que o documento deve ser fonte de pesquisa para os parlamentares, servindo à formulação de novas propostas para a área.

O relatório aprovado hoje determina ainda a criação do Conselho Nacional de Gestão do SUS, além de conselhos estaduais e regionais. Atualmente, a gestão é feita pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde e pelo Conselho Nacional das Secretarias.

AGÊNCIA BRASIL

Hospital da Criança de Brasília é inaugurado com meta de atender 2 mil pacientes por mês

Paula Laboissière, de Brasília

A Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace) e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal inauguraram hoje (23) o Hospital da Criança de Brasília José Alencar. A previsão é que a unidade, considerada uma das mais modernas do país, atenda gratuitamente 2 mil pacientes em estado considerado de média e alta complexidade por mês.

O hospital foi construído por meio de doações recebidas pela Abrace e será gerido pelo Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), uma associação sem fins lucrativos criada com esse objetivo. As obras começaram em 2005 e a inauguração ocorreu na data em que é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil.

Além do tratamento oncológico e hematológico, serão oferecidos ambulatórios de alergia, cirurgia pediátrica, e atendimento em nefrologia, neurologia, pneumologia, reumatologia e mais dez especialidades. O serviço será exclusivo para crianças e adolescentes que necessitem de quimioterapia, diálise, raios X, exames clínicos e laboratoriais, fisioterapia e consultas em especialidades.

Para ter direito ao atendimento, o paciente precisa ser encaminhado por um médico da atenção básica – centros de saúde ou unidades do Programa Saúde da Família. Todas as consultas serão coordenadas pela Diretoria de Regulação da Secretaria de Saúde, como já ocorre com os leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). O paciente vai receber um comunicado em casa informando o dia e o horário agendados.

As equipes de especialistas em pediatria que atuavam no Hospital de Apoio e no Hospital de Base, de acordo com a Secretaria de Saúde, foram transferidas e passam a atender na nova unidade.

Os demais profissionais de saúde – pediatras de urgência e emergência, médico especialista em cuidados paliativos, farmacêuticos, psicólogos, técnicos administrativos e outras categorias – foram contratados pelo Icipe sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Ao todo, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar terá 21 mil metros quadrados de área construída, em duas etapas. O Bloco 1, inaugurado hoje, tem 7 mil metros quadrados e vai abrigar todo o atendimento ambulatorial. A previsão de repasses mensais para o funcionamento desse setor chega a R$ 4,4 milhões.

O Bloco 2, que ainda será construído, vai compreender toda a parte de internação, cirurgias, UTI e diagnóstico especializado. Quando estiver totalmente concluído, a expectativa é que o hospital realize mais de 300 mil atendimentos por ano.

PORTAL DA SÁUDE

Ministério lança banco virtual de doadores de sangue

A ferramenta, disponível no Facebook, vai agregar candidatos para doação e marca o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue

Por Neyfla Garcia

O Ministério da Saúde lança nesta quarta-feira (23) uma nova ferramenta de incentivo à doação de sangue, em sua página do Facebook, o Banco de Doadores virtual, em comemoração ao Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue (25). O aplicativo terá a missão de agregar e cadastrar doadores de sangue em todo o Brasil. Com de celebração do dia é “Essa corrente precisa de você. Doe sangue”, a Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados pretende aumentar a doação voluntária.

Segundo o coordenador-geral, Guilherme Genovez, a proposta tem o objetivo de divulgar a importância da doação de sangue no cotidiano das redes sociais. “Esta é mais uma ferramenta para a campanha, temos que usar as redes sociais para mobilizar e engajar as pessoas que apóiam a causa. Precisamos fazer com que a ideia seja multiplicada e alcance o maior número de candidatos virtuais, para que depois estes efetivem sua doação concretamente nos serviços de hemoterapia”, explica.

AGENDA

- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia Médica 2011

De 23 a 25 de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.

Bourbon Cataratas - Foz do Iguaçu - PR

(41) 3018-1790

http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/

silvana@confianceeventos.com.br

IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização não-governamental, não-comercial, fundada para difundir o método diagnóstico complementar por termografia médica, aumentar a comunicação e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada por representantes de vários países e sociedades de termologia médica.

Os princípios definidos no Consenso serão implementados por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação de cada país, levando em consideração as diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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