Leia
nesta edição:
- ONU: desastres
naturais atingem 7,5 milhões no Brasil
- Anvisa suspende o uso de medicamentos
- Agência interdita solução
de glicose
- Sociedade
de Cardiologia defende mudanças na diretriz
sobre colesterol
- INCA, ANVISA
e a OPAS/OMS revisaram a implementação
da Iniciativa Bloomberg para controle do tabagismo
- Saúde:
Fundo Global negou verbas para o Brasil
- Teste simples
reduziria riscos em transfusões de sangue,
diz associação
Terça-feira,
25.01.11
O
Estado de São
Paulo
ONU:
desastres naturais atingem 7,5 milhões no Brasil
De acordo
com relatório da ONU, País foi atingido
por 60 catástrofes naturais entre 2000 a 2010, que deixaram
1,2 mil mortos
Uma década de descaso por parte do governo, aliado a
eventos climáticos cada vez mais intensos, deixou 7,5
milhões de brasileiros sem casas, com prejuízos
econômicos, físicos ou psicológicos. A ideia
de um Brasil abençoado por Deus e sem desastres naturais
dificilmente resistiria às provas dos números apresentados
na segunda-feira pela Organização das Nações
Unidas (ONU), que apontam que entre 2000 e 2010 60 catástrofes
naturais afetaram o País, com prejuízos bilionários.
Para a ONU,
tudo indica que os desastres meteorológicos
vão aumentar com o aquecimento do planeta nos próximos
anos. "A preparação para desastres não é optativa
para os governos. É uma obrigação perante
os cidadãos", diz Margareta Wahlstrom, representante
da ONU para a Redução de Desastres.
A entidade
usa os números da década para apontar
que o governo não poderia alegar que se "surpreendeu" com
as chuvas na região serrana do Rio. "É surpreendente
que o Brasil não esteja mais preparado para algo que ocorre
com tanta frequência", afirmou Debarati Guha-Sapir,
diretora do Centro de Investigação sobre a Epidemiologia
dos Desastres, que trabalha com a ONU.
Os dados
não incluem as enchentes e os deslizamentos
de terra deste ano. Mesmo assim, chamam a atenção
dos especialistas. Foram em média seis desastres naturais
que atingiram o Brasil por ano na década, número
considerado alto. Seis secas atingiram 2 milhões de pessoas;
37 enchentes deixaram 4,5 milhões de vítimas, incluindo
1,2 mil mortos. Outros cinco deslizamentos de terra mataram 162
pessoas e afetaram 149.
Cinco tempestades
ainda atingiram 15,7 mil pessoas e deixaram 26 mortos. Epidemias
afetaram 606 brasileiros e mataram 203 nos últimos
dez anos. Houve ainda um terremoto que, apesar de não
deixar mortos, afetou 286 pessoas. A ONU contabiliza até três
incidentes de temperaturas extremas que mataram 39 pessoas.
"Se um governo quer salvar vidas, precisa estar preparado
para reagir", afirma Wahlstrom. "Um sistema de alerta
precisa ser estabelecido." Ela ainda defende investimentos
em infraestrutura e conscientização de que planejamento
urbano será fundamental. "O que mata não é água. É o
prédio que cai."
Anvisa
Anvisa suspende o uso de medicamentos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) publicou dia 18/1, no Diário Oficial da União,
a suspensão do lote nº 1051749 do produto Solução
de Cloreto de Potássio 10% e 19,1%, válido até 01/12/2012,.
O produto é fabricado pela empresa Equiplex Indústria
Farmacêutica LTDA., de Aparecida de Goiânia (GO),
e apresentou desvio de rotualgem.
Já o medicamento Balcor (Cloridrato de Diltiazem), nas
concentrações de 30 e 60mg (comprimidos de liberação
mediata) e de 90, 120 e 180 mg (cápsulas com grânulos
de liberação retardada), fabricado pelo Laboratório
Baldacci S/A, de São Paulo (SP), foi suspenso por indeferimento
da renovação do registro na Anvisa.
A suspensão é uma medida definitiva e tem validade
imediata após a divulgação no Diário
Oficial da União (DOU). As pessoas que já tiverem
adquirido algum produto dos lotes suspensos devem interromper
o uso.
Anvisa
Agência interdita solução
de glicose
A Anvisa
publicou, nesta sexta-feira (21/1), no Diário
Oficial da União, a interdição cautelar
do produto Solução de Glicose 50mg/ml, solução
injetável, fabricado pela empresa Laboratório Sanabiol
LTDA, de São Paulo (SP). O medicamento foi interditado
por apresentar resultado insatisfatório no ensaio de aspecto
com presença de material estranho de coloração
marrom.
A interdição cautelar vale pelo período
de 90 dias após a data de publicação no
Diário Oficial da União. Durante esse tempo, o
produto interditado não deve ser consumido e nem comercializado.
As pessoas que já tiverem adquirido o produto devem interromper
o uso.
CFM
Sociedade
de Cardiologia defende mudanças na diretriz
sobre colesterol
A Sociedade
Brasileira de Cardiologia, que representa 12 mil especialistas,
enviou
documento à Secretaria de Atenção à Saúde
(SAS), em Brasília, em que pede sejam feitas alterações
nas Diretrizes de Dislipidemias (índice elevado de colesterol
no sangue), relativas à Consulta Pública nº 42,
que foi preparada no âmbito da SAS / Ministério
da Saúde.
A entidade
maior dos cardiologistas, que não foi consultada
ou ouvida quando da redação da Diretriz, lembra
que a evolução do conhecimento sobre os efeitos
do colesterol e de outras gorduras no sangue tem evoluído
muito rapidamente, principalmente no ano que terminou e lembra
que a recente IV Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção
da Aterosclerose, da SBC, faz recomendações que
podem levar à redução expressiva dos eventos
cardiovasculares, como infarto e derrame cerebral, principais
causas de morte em nosso país, mas essas recomendações
não foram contempladas no documento gerado em Brasília.
Um dos argumentos
dos cardiologistas é que na Consulta
Pública o nível ótimo do LDL-colesterol
(colesterol ruim) é apontado como inferior a 100 miligramas
por decilitro de sangue, enquanto os cardiologistas consideram
o nível ótimo muito mais baixo, inferior a 70 mg/dL,
em muitas situações, mesmo índice aceito
pela American Heart Association. Os cardiologistas também
discordam de certas colocações sobre estatinas,
medicamentos usados para baixar o nível do colesterol,
citando a necessidade, em certas condições, de
uso de estatinas mais potentes e até sua combinação
com outros hipolipemiantes.
Outro ponto
de discordância é que o documento da
Secretaria de Atenção à Saúde não
analisa a hoje tão discutida dislipidemia de base genética,
em que há tendência a altos níveis de colesterol
numa mesma família, que se calcula esteja presente em
400 mil brasileiros, na maioria das vezes em indivíduos
jovens, que correm portanto um risco maior de eventos cardiovasculares
e precisam ter acesso à medicação adequada.
A proposta
da SBC é que pacientes com hipercolesterolemia
familiar deveriam ser incluídos no protocolo de dispensação
gratuita de medicamento, devido ao alto risco de eventos cardiovasculares
precoces e este é apenas um dos muitos pontos em que os
cardiologistas defendem uma posição diferente da
que foi adotada no documento oficial.
Como a validade
da Consulta Pública se encerra no dia
16 de janeiro, a SBC enviou suas considerações
a Brasília num documento assinado conjuntamente pelo diretor
da Sociedade Internacional de Aterosclerose, Raul Santos, pelo
coordenador de Normatizações e Diretrizes da SBC,
Jadelson P. de Andrade e pelo próprio presidente da Sociedade
Brasileira de Cardiologia, Jorge Ilha Guimarães e disponibilizou
a íntegra do texto no seu portal, www.cardiol.br.
eSaúde
Brasil
INCA,
ANVISA e a OPAS/OMS revisaram a implementação
da Iniciativa Bloomberg para controle do tabagismo
Na cidade
do Rio Janeiro em 23 de novembro de 2010, com a presença
do Eng Diego Victoria, Representante da OPAS/OMS no Brasil e
sua equipe para o tema de tabaco, acorreu uma reunião
de trabalho com o Dr. Luiz Santini, Diretor do INCA e sua equipe
para o tema tabaco e por teleconferência o Dr. Agenor Silva,
Diretor da ANVISA para discussão sobre o posicionamento
alinhado que a delegação de Brasil deverá levar à reunião
com a Fundação Bloomberg.
Nos dias
1 e 2 de dezembro a Fundação Bloomberg
convidou o Brasil, China, Índia e Bangladesh para revisar
os 4 anos de execução da iniciativa que visa apoiar,
nesses países, a implementação do MPOWER
além de compartilhar as experiências bem sucedidas
para a aplicação da Convenção-Quadro
para o Controle de Tabaco – CQCT.
Espera-se
que ao final da reunião com o trabalho em grupo
por país, possam ser identificadas novas atividades para
os próximos dois anos e ocorra o fortalecimento da aplicação
de novos elementos da CQCT.
Gazeta do Povo
Saúde:
Fundo Global negou verbas para o Brasil
O Fundo Global
de Combate à Aids, Tuberculose e Malária
já recusou em duas ocasiões dar financiamento a
projetos no Brasil, alegando que as iniciativas apresentadas
durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva eram inconsistentes
e recheadas de problemas técnicos.
A não aprovação causou mal-estar dentro
do governo e, no cenário internacional, dúvidas
sobre a qualidade dos programas nacionais. O governo pedia até R$
90 milhões, mas em 2009 o Fundo alegou que o projeto não
vinha acompanhado de qualquer indicador ou objetivos claros.
O Brasil
chegou a apelar a decisão, sem sucesso. Na decisão
final, o Fundo justificou que o Brasil “não forneceu
uma descrição adequada das necessidades de capacitação
das organizações não-governamentais e da
sociedade civil”. Outro projeto pedia recursos para a tuberculose,
mas o Fundo alegou que a população alvo do projeto
havia sido definida. Em 2010, a auditoria do Fundo não
avaliou a situação no Brasil.
Segunda-feira, 24.01.11
Agência
Brasil
Teste
simples reduziria riscos em transfusões de sangue,
diz associação
NAT
brasileiro é uma das inovações que
estão sendo desenvolvidas para o combate às doenças
retrovirais
BRASÍLIA - O diretor administrativo da Associação
Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Dante Mário Longhi
Júnior, disse que se o teste NAT (a sigla em inglês
para Teste de Ácido Nucleico) fosse obrigatório
no país, o risco de infecções contraídas
por meio de transfusões de sangue diminuiria em até 20
vezes.
O teste NAT
brasileiro é uma das inovações
tecnológicas que estão sendo desenvolvidas para
o combate às doenças retrovirais. A implementação
gradual é feita pelo Ministério da Saúde,
por meio da Coordenação da Política de Sangue.
O procedimento serve para detectar o HIV e HCV (hepatite C),
além de ampliar a segurança nos serviços
de hemoterapia no Brasil.
Ele manifestou
preocupação com a demora na adoção
do teste, que ocorre devido ao custo significativo. "Não
podemos, devido à justificativa econômica, deixar
de garantir a maior segurança possível na transfusão
realizada no Brasil. Os órgãos governamentais defendem
a ideia de que esse teste tem custo relativamente elevado e que
o Brasil está desenvolvendo um produto nacional. É pertinente,
mas o Brasil deveria adotar esses testes que já existem
no mercado e, só depois, desenvolver o nacional",
disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio
Nacional.
Dante Longhi
disse que o país está no sentido
inverso. "Temos que tratar como prioridade a segurança
nas transfusões e só então buscar novas
opções, economicamente viáveis", acrescentou.
Segundo ele, diversos estudos demonstram a segurança maior
com a utilização do teste NAT, entre eles, um do
Hospital das Clinicas, da Universidade de São Paulo.
"A transfusão de sangue é segura no Brasil,
mas ainda deixa a desejar. O teste aumenta a segurança
da transfusão, pois investiga a presença de alguns
agentes infecciosos como, por exemplo, o HIV e os vírus
da hepatite C e B, o que faz uma triagem do sangue que vai ser
doado". Se o sangue tiver material genético de algum
desses vírus, ele é desprezado.
JANEIRO / 2011
-
Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
17 e 18 de fevereiro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades,
autoridades,
solução de problemas e negociação.
Metodologia
Ametodologia
alterna exposição dialogada, exemplificações
voltadas para a realidade da administração pública
com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição,
conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem
e debates, de forma a favorecer a troca de experiências
e assimilação do conteúdo proposto. Também
alterna a realização de módulos em sala
de aula com períodos de aplicação junto às
equipes naturais.
Instrutores
PETER M. DOSTLER
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)
-
Curso de Educação Médica Continuada CREMERJ
em Oncologia Pediátrica - Nova Iguaçu
A Diretoria
do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro
e sua Seccional
Nova Iguaçu convidam para o
Curso de Educação Médica Continuada CREMERJ
em Oncologia Pediátrica no dia 19 de março de 2011,
sábado, das 9h às 12h, no Centro de Estudos da
Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima (Rua Bernardino
de Melo, 1465 – 6º andar – Centro – Nova
Iguaçu/RJ).
Consº Luís
Fernando Soares Moraes
Presidente do CREMERJ
José Estevam
da Silva Filho
Coordenador
da Seccional Nova Iguaçu do CREMERJ
Coordenação:
Consº Nelson Nahon – Seccional Nova Iguaçu
do CREMERJ
Consº Sidnei Ferreira – Responsável pela Câmara
Técnica de Pediatria do CREMERJ
VAGAS LIMITADAS
Promoção:
CREMERJ
Realização: SECCAT (Secretaria de Comissões
e Câmaras Técnicas do CREMERJ)
e Seccional
Municipal Nova Iguaçu do CREMERJ
Inscrições gratuitas e informações – Seccional
Nova Iguaçu do CREMERJ
Tels.: 2667-4343 – novaiguacu@cremerj.org.br