Leia
nesta edição:
- Receita
ampliará fiscalização de despesas
médicas no IR
- Retrato
do setor de saúde no Brasil
- Discussões que envolvem a "Volta
da CPMF"
- Planalto
diz que não haverá imposto para saúde
- Grupo estuda
aplicação da legislação
ambiental a estabelecimentos de saúde
- Pena dura para o contrabando
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 022/2011
- "Alterações na Lei 8080 fazem pressão
no setor de saúde"
- 3ª Reunião do Grupo Técnico
de Trabalho do Rol de Procedimentos
- CFM defende
maior controle da prescrição de
emagrecedores
Sexta-feira, 25.02.11
Folha
de São
Paulo
Receita
ampliará fiscalização de despesas
médicas no IR
DE
SÃO
PAULO
A Receita
Federal padronizou o formulário que prestadores
de serviços médicos entregam ao Fisco. O objetivo é apertar
o cerco aos sonegadores, especialmente na área de saúde,
em que é comum o drible tanto das empresas como das pessoas
físicas.
Para isso,
foi criada, ao final de 2009, a Dmed (Declaração
de Serviços Médicos e de Saúde). Nela, as
prestadoras de serviços de saúde e as operadoras
de planos privados de assistência à saúde
informam à Receita os pagamentos recebidos dos clientes.
A primeira Dmed será entregue neste ano, com dados relativos
a 2010.
Com a Dmed,
ficará mais fácil cruzar os valores
informados pelos contribuintes com os apresentados pelos planos
de saúde e prestadoras de serviços (hospitais,
clínicas, laboratórios etc.).
Por isso,
a partir deste ano, o contribuinte precisa ficar mais atento
do que
nunca na hora de declarar as despesas com saúde.
Se declarar um valor maior do que pagou, ou se informar uma despesa
inexistente, a declaração será retida pela
malha fina.
Neste mês, o secretário da Receita Federal, Carlos
Alberto Barreto, declarou que serão feitas operações
preventivas em malha e uma campanha publicitária alertando
os contribuintes em relação a compra de recibos
falsos e outras práticas criminosas que podem ser cometidas
no preenchimento da declaração.
"Vamos deixar o contribuinte avisado para evitar que depois
ele seja surpreendido", afirmou.
SAÚDE
Gastos com
saúde podem ser abatidos integralmente da
renda bruta, incluindo despesas médicas, planos de saúde,
exames médicos, cirurgias e consultas médicas --inclusive
a psicólogos e terapeutas. Porém, gastos com remédios
ou em farmácias não podem ser contabilizados.
No caso de
internação, recomenda-se que os custos
extras --os remédios tomados ou enfermeiras particulares,
por exemplo-- sejam incluídos na fatura do estabelecimento
hospitalar. Isso porque, se não estiverem na fatura, não
são considerados gastos com internação pela
Receita.
Saúde
Business Web
Retrato
do setor de saúde no Brasil
Burocracia
das agências reguladoras e corrupção
são considerados entraves que mais comprometem a competitividade
do setor no País
Uma pesquisa
quantitativa realizada com executivos de empresas associadas à Amcham aponta que o setor não está muito
confiante na posição do novo governo no que se
refere à saúde. Dos 107 entrevistados, 59% não
acreditam que haverá mudanças no segmento.
Burocracia
das agências reguladoras, corrupção
e falta de coordenação entre União, Estados
e municípios na atenção a saúde foram
considerados os três entraves do setor de saúde
que mais comprometem a competitividade brasileira. Por outro
lado, os entrevistados consideram a melhoria da eficiência
dos órgãos reguladores, a da gestão do orçamento
do governo já existente, e o estabelecimento de mais parcerias
público-privadas para agilizar e melhorar o setor os três
principais aspectos que podem impulsionar a competitividade do
setor.
A pesquisa
mostra ainda que 86% acreditam que há espaço
para crescimento da representatividade do segmento no Brasil.
Quando o assunto é turismo de saúde, 72% apostam
no desenvolvimento deste negócio, sendo que 38% percebem
que este é um mercado potencial que vai muito além
da medicina estética.
O estudo
teve como base levantar as perspectivas e tendências
do setor de saúde no Brasil.
Saúde
Business Web
Discussões que envolvem a "Volta
da CPMF"
Por Mario Felipe Filho*
Em artigo,
Mario Felipe diz que Dilma, em sua pré-candidatura,
defendeu novos recursos para a arrecadação de fundos
para a saúde
Inicialmente
um tributo brasileiro (IPMF) criado em 1993 pelo governo de
Fernando Henrique
Cardoso, a CPMF, que passou de imposto
para contribuição, era mais conhecida como "imposto
do cheque" e tinha como intuito destinar a renda aos órgãos
de saúde pública, Contribuição Social
para a Saúde (CSS), da Previdência Social e ao Fundo
de Combate a Erradicação da Pobreza.
Com votação do Senado, a contribuição
teve fim em 2007, na época o ocorrido foi considerado
a maior derrota da época de liderança do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, pois arrecadava até 40
bilhões por ano ao governo. Talvez por conta desse fato,
a pauta "Volta da CPMF" retornará a ser bem
discutida nessa nova legislatura da presidente Dilma Rousseff,
já que apenas seis governadores se colocaram contra a
medida, todos da oposição.
Dilma, em
sua pré-candidatura, defendeu novos recursos
para a arrecadação de fundos para a saúde
em meio de uma crítica do fim da CPMF. Hoje em dia, no
seu governo, a presidenta irá propor um debate sobre o
imposto. É certo que o "imposto do cheque" irá voltar,
se não ele, a CSS.
O retorno
da CPMF que envolve os debates político-fiscais é mau
visto pela sociedade brasileira. Há várias razões
que levam os contribuintes a não se sentirem motivados
a "colaborarem" com cofres do governo, como a má-gestão
dos serviços públicos, as dúvidas sobre
o destino dos recursos públicos e escândalos que
muitas vezes impossibilitam que o cidadão acompanhe todos
os fins legítimos atribuídos às receitas
conseguidas com tributos.
Isso se torna
mais um problema, já que a palavra "contribuição",
que representa o "C" da CPMF, não difere em
nada do termo "tributo" para o cidadão brasileiro,
no caso, os contribuintes, que estão sempre diante de
uma política com notícias de desvio de dinheiro
e corrupção. Além disso, o governo tem a
obrigação de providenciar fundos para usar em órgãos
públicos sem ter de implantar mais impostos à população.
Tributos
sem ao menos uma reforma tributária, no país
dos impostos, é inaceitável. Se faz necessário
otimizar a arrecadação sem que seja necessária
a criação de novas cobranças. É imprescindível
que o governo aloque de forma mais transparente os recursos sem
concessões de política partidária ou de
prevaricação, mas sim de políticas sócio
econômicas. Há muito que se fazer antes de se cogitar
um aumento na carga tributária, para não continuar
transferindo para o contribuinte as responsabilidades da ineficiência
estatal. Isso tudo significa que, o foco deveria estar em temas
como a reforma tributária e não no retorno da CPMF.
*Mario Felipe Filho - diretor da Rede Nacional de Contabilidade
A opinião do artigo aqui publicado reflete unicamente
a posição de seu autor, não caracterizando
endosso, recomendação ou favorecimento por parte
da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.
Agência
Brasil
Planalto
diz que não haverá imposto para saúde
Por Luciana Lima
Ministro
de Relações Institucionais, Luiz Sérgio,
acabou desautorizando o líder do governo na Câmara
a prosseguir na discussão
Apesar do
apelo de alguns governadores pela criação
de um novo imposto para a saúde e da posição
externada pelo líder do governo na Câmara dos Deputados,
Cândido Vaccarezza (PT-SP), de admitir a volta do tributo,
o governo não quer entrar na discussão. Nesta quinta-feira
(24) o ministro de Relações Institucionais, Luiz
Sérgio, deixou claro que não há possibilidade
de o governo bancar essa discussão.
Luiz Sérgio acabou desautorizando o líder do governo
na Câmara a prosseguir na discussão sobre a criação
do imposto para financiar a área da saúde. "Ele
[o líder] não está falando pelo governo
porque não existe dentro do governo esse debate sobre
a criação do imposto. Eu mesmo já liguei
para o líder Cândido Vaccarezza e disse a ele sobre
a posição do governo", contou Luiz Sérgio.
Vaccarezza
defendeu a volta do tributo, nos moldes da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF) extinta em 2008. O líder chegou a declarar no começa
da semana que o imposto poderia voltar, mas com outro nome e
discutido dentro de uma reforma tributária.
A própria presidenta Dilma Rousseff ouviu, nesta semana,
de alguns governadores nordestinos pedidos para recriar o imposto
para financiar a saúde. De acordo com o governador de
Sergipe, Marcelo Déda, Dilma pediu mais "amadurecimento" sobre
o assunto. "Ela sugeriu abrir uma discussão mais
aprofundada sobre essa questão", disse Deda, após
o encontro com a presidenta.
CFM
Grupo
estuda aplicação da legislação
ambiental a estabelecimentos de saúde
O Conselho
Federal de Medicina (CFM) poderá contribuir
para a adequação dos estabelecimentos em saúde,
como consultórios e postos de saúde, à lei
9.605 de 1998, conhecida como lei ambiental. A discussão
foi motivada pelo entendimento da Agência Nacional de Vigilância
(Anvisa) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de
que todo estabelecimento médico seja produtor de resíduos
contaminantes.
A responsabilização generalizada não é confirmada
pelo diretor do Departamento de Fiscalização e
3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes. Segundo ele, “nem
todos os consultórios médicos produzem materiais
contaminantes, como restos anatômicos e de tecidos, agulhas
ou seringas contaminadas. Há consultórios que o
máximo que produzem é papel, lenço ou papel
higiênico”, explica. O conselheiro é coordenador
de um grupo de trabalho, criado para debater o tema.
A equipe
teve um primeiro encontro, nesta quinta-feira (24). A exemplo
da iniciativa
pioneira do Conselho Regional de Medicina
da Paraíba (CRM-PB), o CFM irá analisar o tema
e acredita que deva participar dos grupos de discussão
na Anvisa e no Conama, com a indicação de especialistas.
Coordenado
pelo diretor do Departamento de Fiscalização
do CFM, Emmanuel fortes, o grupo é também integrado
pelo representante do Estado, conselheiro federal Dalvélio
Madruga, e pelos médicos especialistas em infectologia,
Francisco Orniudo Fernandes - também membro da Academia
Paraibana de Medicina - e Otávio Sérgio Lopes,
dermatologista e membro do Conselho Regional da Paraíba
O próximo encontro do grupo já tem data marcada.
A reunião será realizada em abril, quando os membros
esperam “dar continuidade aos estudos e constituir uma
manualização das orientações do Conselho”,
documento que será entregue aos médicos, entidades
ambientais e de vigilância”, prevê o diretor
do DEFIS.
Correio Braziliense
Pena dura para o contrabando
Defensores
dos inibidores de apetite temem que a proibição
desses medicamentos estimule o comércio ilegal. Venda
não autorizada de remédios resulta em no mínimo
10 anos de prisão, o dobro do previsto em caso de tráfico
de drogas
Por Débora Álvares
/ Ana Elisa Santana
A possível proibição dos remédios
para emagrecer no mercado brasileiro, proposta pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), levanta
a discussão sobre o aumento do contrabando no país,
um dos argumentos dos defensores da medicação.
Tão polêmica quanto o assunto é a pena prevista
para quem for flagrado com medicamentos não autorizados,
muitas vezes maior que a aplicada em casos de tráfico
de droga, estupros e até assassinatos.
O artigo
273 do Código Penal Brasileiro trata do uso
indevido de remédios e prevê uma punição
de 10 a 15 anos de reclusão. A legislação,
de 1998, é aplicada para casos de falsificação,
adulteração ou alteração de produtos
destinado a fins terapêuticos ou medicinais. No entanto,
quem importar, vender ou simplesmente portar o remédio
também é enquadrado na mesma pena. Além
disso, o crime é considerado hediondo.
Não bastasse a falta de diferenciação para
vendedores e portadores de medicamentos não autorizados
no país — o que ocorre em casos envolvendo entorpecentes,
por exemplo — o tempo de prisão é também
contraditório. Um acusado de homicídio está sujeito
a uma pena mínima de seis anos. Para estupro, a menor
punição prevista em lei é de seis anos,
e oito quando se trata de estupro de menores de 14 anos — o
chamado estupro de vulnerável. As incompatibilidades não
param por aí. Considerado um dos grandes problemas do
país, o tráfico de droga também tem uma
punição mais branda que a utilização
indevida de remédios ilícitos, com tempo de prisão
mínimo de cinco anos em casos de grande venda.
Uso perigoso
O advogado
Pierpaolo Cruz Bottini, integrante da Secretaria de Reforma
Judiciária do Ministério da Justiça
entre 2005 e 2007, explica que o enquadramento em crime hediondo
deve-se ao fato do perigo do uso de medicamentos ilícitos. “A
falsificação de remédio é algo muito
sério, que pode gerar a morte de alguém”.
O especialista concorda que há uma discrepância
em relação a outros crimes. “O problema é a
técnica do legislador, que acaba tendo um descompromisso
com a proporcionalidade. Acontece em vários momentos no
código, motivado por um clamor popular ou até uma
reação política”, explica.
Para o promotor
do Ministério Público do Distrito
Federal e Territórios (MPDFT) Diaulas Costa Ribeiro, a
legislação transforma a pessoa comum em traficante.
Defensor da manutenção dos emagrecedores no mercado
brasileiro, o promotor ressalta que proibi-los pode aumentar
o comércio ilegal, já que as medicações
passarão a ser importadas. “Estamos deixando as
pessoas sem alternativas. Além de ficarem sem o medicamento,
sem assistência médica necessária para o
tratamento com esses remédios, a legislação
as transforma em criminosas”, avalia.
O coordenador
executivo da Sociedade Brasileira de Vigilância
de Medicamentos (Sobravime), José Rubem de Alcântara
Bonfim, critica o argumento de que proibir os medicamentos pode
aumentar o contrabando. “Vou fazer uma prevenção
do tráfico de remédios oferecendo uma pílula
produtora de doença?”, questiona e completa: “Banindo
essas substâncias, o problema passa para a alçada
da Polícia Federal, órgão que é eficiente
e vai cuidar para que não cheguem produtos ilegais no
Brasil.”
Confederação Nacional de Saúde
Circular
Jurídico
022/2011
Descumprimento de Liminar pelo Conter
A Confederação Nacional de Saúde obteve
concessão da liminar nos autos do Processo nº 2008.34.00.007862-1
em que pleiteava a suspensão dos efeitos da Resolução
CONTER nº 26, de 26 de outubro de 2001, que impunha a obrigação
de contratação de Supervisor das Aplicações
Técnicas Radiológica pelas empresas de saúde.
Ocorre que
o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia
vem descumprindo a decisão proferida pelo Juiz 9ª Vara
Federal notificando os associados da CNS pela falta de Supervisor
das Aplicações Técnicas Radiológica
sob o fundamento de que estes estariam descumprindo a Solução
nº 10/2006 que prevê em seu artigo 7º:
“A não indicação do Supervisor Técnico,
sujeitará a empresa a multa prevista em resolução
CONTER, que regulamenta os valores de anuidade, serviços
e multas”
Contudo,
cabe destacar que a Resolução nº 26
dispunha justamente sobre a criação do cargo de
Supervisor das Aplicações das Técnicas Radiológica.
Ora, se tal
norma teve seus efeitos suspensos não cabe
ao Requerido aplicar multa pela ausência de indicação
do Supervisor uma vez que a legislação que a prevê está sem
aplicabilidade.
Assim, o
Conselho Jurídico da CNS solicita que todos
aqueles que forem ameaçados por qualquer ato do CONTER
que viole a liminar deferida comuniquem o Jurídico para
que as devidas providências sejam tomadas.
Quinta-feira, 24.02.11
Saúde
Business Web
"Alterações na Lei 8080 fazem pressão
no setor de saúde"
Por Thaia
Duó
Afirmação é do secretário adjunto
da Secretaria de Estado da Saúde de SP, José Manoel
de Camargo Teixeira.
A Lei 8.080,
que dispõe sobre as condições
para a promoção, proteção e recuperação
da saúde, a organização e o funcionamento
dos serviços correspondentes, deverá ser regulamentada
até o início de abril de 2011. O tema foi discutido
nesta quarta-feira (23) durante a 1ª reunião extraordinária
do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
A novidade
traz dúvidas ao setor: "Esse prazo de
menos de dois meses será suficiente para as mudanças
necessárias?" indaga o secretário adjunto
da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo,
José Manoel de Camargo Teixeira.
O anuncio
nas alterações da lei que regula, em
todo o território nacional, as ações e serviços
de saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter
permanente ou eventual, por pessoas naturais ou jurídicas
de direito Público ou privado faz uma certa pressão
no setor, segundo Teixeira.
Para o executivo,
esse novo governo é de continuidade
em termos partidários, mas uma série de mudanças
deverá acontecer ao longo dos meses. "O colegiado
que representa a saúde do Brasil diz que 21 dos 27 estados
estão em processo de renovação e isso nos
faz entender que uma série de mudanças vai acontecer".
O secretario
adjunto conclui que o município tem suas
responsabilidades, mas é preciso que todos discutam sobre
o que será colocado como política da saúde.
ANS
3ª Reunião do Grupo Técnico
de Trabalho do Rol de Procedimentos
A 3ª Reunião do Grupo Técnico de Trabalho
do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde aconteceu na
quinta-feira, dia 23 de fevereiro, com a participação
de representantes de operadoras, órgãos de defesa
do consumidor e outros protagonistas do setor, indicados pelas
instituições que compõem a Câmara
de Saúde Suplementar. O evento, realizado na sede da ANS,
foi organizado pela Gerência-Geral de Regulação
Assistencial (GGRAS). A pauta abordou o texto da norma, os procedimentos
que devem ser incluídos na próxima edição
do rol e as diretrizes de utilização para os procedimentos.
Na abertura
do encontro o diretor-presidente da ANS, Mauricio Ceschin,
ressaltou a
importância da revisão do Rol
de Procedimentos e destacou a importancia do grupo ali reunido.
Segundo Martha
Oliveira, gerente-geral de Regulação
Assistencial, diferente das outras edições do rol,
quando havia maior demanda reprimida a respeito dos procedimentos
que deveriam ser incluídos, a discussão agora tende
a se tornar cada vez mais minuciosa, necessitando de uma metodologia
ainda mais elaborada para isso.
Dando continuidade,
haverá uma discussão em 11
de março com a Associação Médica
Brasileira (AMB); em 22 de março com entidades representativas
da Odontologia e em 16 de março com outros conselhos de
profissionais da saúde (Nutrição, Terapia
Ocupacional, Fonoaudiologia, Pscicologia, Fisioterapia e Enfremagem).
Nestas ocasiões, serão recebidas e discutidas novas
sugestões de inclusão.
Ainda para
o mês de março está prevista
outra reunião do Grupo Técnico do rol e o passo
seguinte, em abril, será a disponibilidade de uma consulta
pública no sítio da ANS para que a sociedade, em
geral, possa ser ouvida. Após a análise das contribuições
recebidas e outra reunião com o Grupo Técnico,
a expectativa é que a Resolução Normativa
e a lista dos novos procedimentos sejam publicadas ainda em julho
de 2011.
CFM
CFM
defende maior controle da prescrição de emagrecedores
O Conselho
Federal de Medicina (CFM) defende que a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atue mais
fortemente no controle da venda de inibidores de apetite, e que
desista de retirar o medicamento do mercado. A Agência
promoveu nesta quarta-feira (23), em Brasília, audiência
pública para discutir a proposta de proibir a venda dos
moderadores de apetite que atuam no sistema nervoso central,
usados para tratar a obesidade.
De acordo
com o 1º secretário do CFM, Desiré Carlos
Callegari, a proposta fere a autonomia dos médicos, por
deixá-los sem alternativa de tratamento para o paciente.
Para ele, a Anvisa tem mecanismos para monitorar o excesso de
prescrições do medicamento e pode ter os Conselhos
de Medicina como aliados. “Os Conselhos podem apurar se
o médico está receitando de maneira ética
e científica”, diz Callegari.
O vice-presidente
do CFM, Carlos Vital, enalteceu que o interesse coletivo não determina o desrespeito aos direitos e garantias
individuais. “A autonomia do médico tem matriz valorativa
e jurídica na Constituição, em atenção às
necessidades de assistência a saúde coerente com
a máxima de que cada caso clínico encerra em si
peculiaridades ou especificidades de tratamento”, avalia
Vital.
Para Vital,
cabe à Anvisa o desenvolvimento do adequado
controle da distribuição e utilização
desses medicamentos, “sem prejuízos aos interesses
coletivos e individuais”. Segundo os médicos, existem
diretrizes para a prescrição das sustâncias
que foram elaborados pelo CFM e a Associação Médica
Brasileira (AMB) e distribuídas em conjunto com a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os médicos
brasileiros, representantes das melhores expressões científicas
na área de endocrinologia e metabologia, afirmam ser fundamental
em situações precisas e bem caracterizadas dispor
do arsenal terapêutico dessas medicações
para o tratamento da obesidade.
Existem também critérios tanto para o tratamento
como para sua eficácia. A primeira abordagem é a
dieta seguida com exercícios físicos. Se não
houver resultado, o uso do medicamento pode ser uma alternativa. “O
não tratamento muitas vezes oferece mais riscos que os
efeitos secundários da droga, pois obesidade pode acarretar
doença de difícil controle”, alerta Callegari.
A entidade também alerta que a proibição
pode agravar dois problemas: o aumento da obesidade e o comércio
paralelo da medicação.
AGENDA
- IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
- AssPreviSite
Um debate sobre o contexto dos planos em 2011
Encontro
sobre o cenário 2011 da Saúde
Suplementar
1º de Março - 13:30 às
17:30 h.
Auditório do Instituto Metrus - São
Paulo - SP
Como será 2011 para a Saúde
Suplementar?
Quais os
tons que irão compor este cenário?
Qual a visão da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS sobre
o cenário?
O AssPreviSite
promoverá na tarde do dia 1º de março,
em São Paulo, um encontro de dirigentes, gestores e profissionais
da área de Saúde Suplementar para um debate e avaliação
do cenário 2011, destacando os temas das recentes das
consultas públicas da ANS, seus desdobramentos e impactos
para as operadoras de planos de saúde e demais atores
do sistema. Outro foco da reunião é a amplitude
e implicações da Agenda Regulatória do órgão.
A reunião busca esclarecer alguns dos tópicos destes
dois componentes e de outros aspectos que estão na pauta
do dia a dia do Sistema de Saúde Suplementar de nosso
país.
Destacamos
alguns componentes deste cenário e que serão
objeto do nosso encontro:
Variáveis constantes em consultas públicas:
- Alteração
de contratos antigos;
- Prazos
máximos
de Atendimento;
- Disponibilidade
de prestadores de serviços;
- Transporte
para prestador noutro município;
- Reembolso
integral dos custos dos beneficiários;
- Outros...
Contexto
da Agenda Regulatória da ANS:
- Financiamento do Setor;
- Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial;
- Modelo de Pagamento a Prestadores;
- Assistência Farmacêutica;
- Incentivo
a Concorrência;
- Garantia
de Acesso a Informação;
- Contratos Antigos;
- Assistência
ao Idoso;
- Integração
com o SUS.
Outros aspectos
componentes do cenário:
- Composição
da Diretoria da ANS;
- Programa
de Qualificação em Saúde
Suplementar;
- Programa
de Acreditação
das Operadoras;
- Portabilidade de planos;
- Regulamentação
de artigos da Lei 9656/98
- Propostas
de mudanças na Legislação;
- Ressarcimento ao SUS;
- Atuação do Judiciário...
Assim, para
abordar esta temática de extrema importância
para o ano de 2011 e a dinâmica e contextualização
que se pode esperar para a gestão dos planos de saúde,
convidamos dirigentes da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS para
expor o entendimento e a visão destas instituições
sobre este cenário. Também foram convidados destacados
e experientes advogados, especialistas do segmento, para apresentar
suas considerações sob a ótica jurídica.
O Encontro,
que tem o apoio do Instituo METRUS e o patrocínio
do Grupo BEM, será no dia 1º de março, das
13:30 às 17:30 h, no Auditório do METRUS, na Alameda
Santos, 1827 - 1º andar, na região da Avenida Paulista,
em São Paulo. A taxa de adesão é de R$ 200,00
(duzentos reais). Informações e inscrições
podem ser solicitadas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.