Leia
nesta edição:
- Ministros
da Previdência e da Saúde podem vir à CAS
Sexta-feira, 25.03.11
Correio Braziliense
Opinião
Preparem-se
que a CPMF vem aí
Por Januario
Montone, secretário municipal da Saúde
de São Paulo, foi diretor-presidente da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). É autor de
Planos de saúde, passado e futuro
São tantos os desmentidos e tão evidente a coreografia
que é só uma questão de tempo até que
a CPMF ressuscite, seja com que nome for, até porque há motivação
política suficiente e base objetiva para que isso ocorra.
A pressão política vem principalmente dos estados
e municípios, que vêm aumentando seus gastos enquanto
o governo federal faz o caminho inverso. Mesmo com a CPMF, a
participação da União no financiamento do
SUS caiu de 60% em 2000 para 46% em 2008. A dos estados cresceu
de 19% para 24% e a dos municípios, de 22% para 29%. A
maioria dos municípios de médio e grande porte
destina mais que os 15% fixados pela Constituição
a partir da Emenda 29. São Paulo atingiu 19,2% (R$ 4 bilhões)
em 2010.
A maioria
das ações de saúde do SUS é executada
pelos estados e municípios, diretamente ou por serviços
conveniados e contratados. São as redes estaduais e municipais
que atendem diretamente a população e sofrem a
pressão da demanda. A posição do Ministério
da Saúde é, de certa forma, mais confortável.
Paga pelos serviços hospitalares e da média e alta
complexidade em valores que estão longe de cobrir os seus
custos e em quantidades limitadas. Não são pagas
as internações que ultrapassem o limite autorizado,
por exemplo. O Ministério tem os poderes de regulação
e fiscalização, independente de estar ou não
repassando recursos suficientes. Fixa metas e indicadores e cobra
seu cumprimento. Os responsáveis pela execução
que se expliquem.
A base objetiva
do processo é que a saúde precisa
de fato de mais recursos. O valor per capita disponível
para o SUS é menos da metade do valor per capita dos planos
de saúde. A média dos gastos públicos de
outros países com sistemas universais de saúde é superior
6,5% do PIB e nós sequer atingimos 4%. Pior: ironicamente,
os gastos públicos são menores que os gastos privados.
Se existe
base política e base objetiva, é melhor
começarmos a discutir como deveria ser uma nova CPMF e
que outras ações seriam necessárias para
efetivamente melhorar o SUS.
É evidente que o SUS precisa de mais gestão. Do
contrário, os recursos adicionais seriam quase um desperdício,
mas isso não pode ser transformado num falso dilema do
tipo “mais recursos ou mais gestão”. Ou, pior
ainda, “primeiro mais recursos ou primeiro mais gestão?” Aumentar
os recursos financeiros e modernizar a gestão do SUS são
movimentos simultâneos, indissociáveis.
Também é preciso superar outro falso dilema, que é relação
do SUS com a saúde suplementar e os provedores privados
de serviços de saúde. Falso dilema, porque o SUS é o
nosso sistema nacional de saúde e obrigatoriamente inclui
o setor de saúde suplementar. Falso dilema, porque nenhum
dos dois produz todos os serviços que prestam aos usuários,
que são todos os brasileiros para o SUS e 45 milhões
para a saúde suplementar. Ambos compram a maioria dos
serviços de provedores privados como hospitais, clínicas
e laboratórios, com ou sem fins lucrativos.
Esse é o mundo real e o mundo institucional do SUS, claramente
definido como um sistema público, mas não obrigatoriamente
estatal, pois a Constituição admite a participação
da iniciativa privada na prestação de serviços
de saúde.
Preventivamente
proponho uma agenda mínima para esse
cenário:
a) Regulamentar
a Emenda 29 , definindo os gastos em saúde
e as punições pelo não cumprimento dos percentuais
de vinculação, mantidos para estados (12%) e municípios
(15%) e fixando os da União em 10%.
b) Impedir
que uma nova CPMF seja, de novo, apenas mais uma receita federal.
Ela deve ser destinada às ações
de saúde da União, estados e municípios
e repartida na fonte, na proporção de 50%, 25%
e 25%, respectivamente.
c) Rever
o modelo de governança e de gestão do
SUS, fortalecendo e regulamentando as parcerias com organizações
sociais, fundações estatais, consórcios
intermunicipais e outros instrumentos de modernização
da gestão.
d) Integrar
definitivamente o setor de saúde suplementar
ao SUS, estabelecendo diretrizes de expansão, integração
estratégica e operacional das redes de assistência
e instrumentos mais ágeis de ressarcimento ou compensação.
O objetivo
dessa agenda é contribuir para que parte da
imensa energia política e social envolvida no processo
de criação de uma nova CPMF seja usada na busca
de soluções para os reais problemas do SUS e não
só para o financiamento inadequado, que é um imenso
problema, mas está longe de ser o único.
Folha
de São Paulo
"Disque-médico" prescreve remédio
sem ver paciente
Repórter da Folha testou serviço
vendido em site e foi orientada a tomar 2 medicamentos
Por Mariana Vesolato
A reportagem
testou ontem o serviço de orientação
médica por telefone Dr. Responde, vendido em forma de
cupom, com desconto, em um site de compras coletivas desde segunda-feira,
conforme a Folha noticiou.
O cupom de
R$ 44,50 dá direito a dez ligações,
durante um ano. Segundo o Código de Ética do Conselho
Federal de Medicina, é vedado ao médico estabelecer
vínculo com empresas que comercializam cartões
de descontos.
É também proibido prescrever tratamento sem exame
direto do paciente, salvo em casos de urgência.
Na ligação, que durou cerca de nove minutos e
meio, a médica Glaura Ingrid Neme prescreveu os remédios
Floratil e Dramin B6 para queixa de diarreia, depois de ter feito
algumas perguntas sobre o problema. Não é preciso
ter receita médica para comprar os medicamentos prescritos.
Também recomendou ingestão de líquidos
e de bebidas isotônicas. No fim, orientou que, em caso
de piora, o paciente deveria procurar um gastroenterologista.
Não foram perguntados detalhes como o peso do paciente,
se tem alergias ou se já tinha usado os medicamentos indicados.
Para o clínico-geral do hospital Sírio-Libanês
Luis Fernando Penna, é um erro. A pessoa pode achar que
já está tratada e os remédios podem mascarar
o problema. "Não se investiga a causa."
Renato Azevedo
Júnior, vice-presidente do Conselho Regional
de Medicina de São Paulo, diz que médico não
pode receitar sem exame.
A exceção é a prescrição
por telefone de medicamentos que aliviam os sintomas quando o
médico já conhece e acompanha o paciente.
No caso de
diarreia, as causas podem ser várias. Só o
médico, com exame presencial, pode fazer a análise.
"Alerto para que os médicos não prestem esse
serviço porque correm o risco de serem punidos."
Já a médica do serviço afirma que só são
prescritos medicamentos que aliviam os sintomas. "O serviço é limitado,
mas tudo é feito com muita responsabilidade. Em casos
graves, digo que não posso atender e pedimos que chame
uma ambulância."
O
Estado de São Paulo
''Disseminação do vírus 4 da dengue é previsível''
Para
Jarbas Barbosa, do Ministério da Saúde, vírus
reforça necessidade de combate a criadouros e organização
da saúde
Por Lígia
Formenti
A disseminação do vírus da dengue tipo
4 no País é previsível, afirmou o secretário
de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde,
Jarbas Barbosa. "Não há dúvida de que
a circulação vai ocorrer. A presença do
novo vírus deve funcionar apenas como mais um argumento
para reforçar o que tem de ser feito: combate aos criadouros
e organizar o sistema de saúde para atendimento rápido
dos pacientes."
Para Barbosa,
a preocupação reside no fato de
haver circulação de vírus com grande quantidade
de pessoas suscetíveis. "E isso vale para qualquer
tipo, seja 1, 2, 3 ou 4." A virologista Rita Nogueira, chefe
do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo
Cruz, confirma que o vírus não é mais agressivo
que os demais, mas ressalta que infecções sequenciais
por diferentes vírus podem levar a casos mais graves.
Na terça-feira, o governo do Rio informou o registro
de dois casos de dengue tipo 4 em Niterói. Foram as primeiras
notificações no Sudeste. Nesta semana também
foi divulgado o aparecimento da dengue tipo 4 na Bahia e no Piauí.
Há ainda registros em Roraima, Amazonas e Pará.
Fazia 28 anos que esse subtipo não era observado no País.
Ontem, a
prefeitura de Niterói começou a fazer
operação de bloqueio, em Cafubá, para tentar
conter a transmissão da dengue tipo 4. O secretário
estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, ressaltou
que a população não deve ficar alarmada. "Não
há registro na literatura médica que esse vírus
seja mais agressivo."
São Paulo. Por enquanto não há registro
de dengue 4 no Estado de São Paulo. Uma amostragem dos
casos confirmados por exame sorológico é enviada
para um exame mais complexo, de isolamento viral. É esse
exame que aponta o tipo de vírus que está circulando. "O
risco de identificarmos dengue 4 existe e é grande, pois
ele está muito próximo", afirmou Clélia
Maria Aranda, coordenadora de controle de doenças da Secretaria
de Estado da Saúde. Até o fim de fevereiro, São
Paulo tinha 3.390 casos autóctones e 301 importados, com
duas mortes. Até o momento, apenas os subtipos 1 e 2 foram
identificados, prevalecendo os casos do tipo 1 da doença.
Em Sorocaba,
a prefeitura anunciou ontem que a multa para o proprietário do imóvel onde for achado criadouro
do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, pode chegar
a R$ 2 mil - o valor máximo era R$ 700. Na reincidência,
a multa dobra. A cidade corre risco de epidemia.
Taubaté também apertou o cerco. Ontem, a Câmara
aprovou medida que autoriza agentes de saúde a entrarem
nas casas para fazer vistoria. Amanhã, será realizado
um culto ecumênico, no centro, para chamar a atenção
da população para o problema.
Blog Poder Online / IG
Padilha
dá chá de
cadeira nas Santas Casas
Por Jorge
Félix
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, dá um
chá de cadeira nas entidades do setor de saúde
de São Paulo. Faz cerca de 30 dias que a Federação
e Sindicato de Hospitais de São Paulo, incluindo as Mantenedoras
das Santas Casas, querem fazer uma radiografia da área.
O ministro alega que não tem tempo.
Nos últimos dias, o nome do ministro foi colocado na
planilha de candidatos à prefeito de São Paulo,
ao lado de Fernando Haddad, Aloisio Mercadante e Marta Suplicy.
Correio Braziliense
O
mecanismo da resistência
Tratamento
de quimioterapia provoca muitos efeitos colaterais e, às vezes, mata também as células saudáveis
CÂNCER
Muitos pacientes
com câncer temem se submeter aos tratamentos
de quimio e radioterapia devido aos efeitos colaterais das fortes
drogas que, não raramente, acabam destruindo células
sadias, além das doentes. Uma pesquisa liderada por Daitoku
Sakamuro, professor assistente de patologia na LSU Health Sciences
Center de Nova Orleans, é uma esperança para enfrentar
o problema. A equipe de Sakamuro identificou uma proteína
que aciona o reparo do DNA afetado, o que provoca resistência
ao tratamento. Embora seja um processo negativo, já que
o medicamento se torna ineficaz, ele é promissor para
evitar a morte das células saudáveis.
"Descobrir o papel que essa proteína, chamada oncoproteína
c-MYC, desempenha na resistência ao tratamento de quimio
e radioterapia pode levar a avanços que salvem vidas",
comentou Sakamuro no artigo, publicado na revista especializada
Science Signaling, da Associação Americana para
o Avanço da Ciência.
Embora os
cientistas já soubessem que as células
cancerosas são capazes de adquirir resistência aos
danos provocados pelos fortes medicamentos, os mecanismos genéticos
por trás do processo não estavam claros até agora.
A equipe
estudou a cisplatina, um quimioterápico de primeira
linha, utilizado no tratamento de vários tipos de câncer.
Os pesquisadores descobriram que, em contato com a substância,
a oncoproteína aumenta a produção de uma
enzima inibidora, essencial no processo de reparo do DNA. "Nosso
estudo fornece a compreensão sobre um mecanismo potente
e inovador, por meio do qual o câncer adquire resistência
aos danos provocados DNA", observou Sakamuro. "A inibição
da enzima pode fornecer uma estratégia promissora para
novas terapias de combate ao câncer", acredita.
Segundo a
American Cancer Society, pelo menos 1.529.560 novos casos de
câncer foram diagnosticados
nos Estados Unidos em 2010.
A doença responde por quase 25% das mortes nos EUA -
um número estimado em 569.490 nos últimos 12 meses.
No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima que 196.834
mortes ocorreram no ano passado - e cerca de 500 mil casos novos
foram diagnosticados. Essa é a segunda causa de morte
na população do país, representando aproximadamente
17% dos óbitos de causas conhecidas. "Nosso estudo
vai determinar como podemos minimizar os efeitos colaterais desnecessários
associados à quimioterapia e à radioterapia",
espera Sakamuro. (PO)
Jornal da Globo
Ministério da Saúde revela verdades e mitos sobre
o combate à dengue
O Ministério da Saúde faz um alerta: receitas
caseiras nem sempre são eficazes para escapar do contágio.
O verão acabou, mas o perigo não. As autoridades
de saúde estão em alerta com a entrada do vírus
tipo quatro da dengue em três estados do Norte, dois do
Nordeste e agora na cidade de Niterói, no estado do Rio
de Janeiro.
Só há uma
forma de se evitar uma nova epidemia: acabando com os focos
do aedes aegypti.
Um levantamento
do Ministério da Saúde mostra
que nas regiões Norte e Nordeste, os principais focos
do mosquito estão em caixas d'água, tonéis
e poços.
No Centro-Oeste,
o maior perigo vem do lixo a céu aberto:
pneus, garrafas pet, copos. No Sul e no Sudeste, o mosquito se
multiplica principalmente em vasos e pratos de plantas, ralos,
lajes e piscinas abandonadas.
Qual a melhor
forma de se proteger contra o mosquito? Muita gente acredita
que tomar vitamina B e usar repelente
afastam
o aedes aegypti. Será? Segundo o Ministério da
Saúde, o repelente e a vitamina têm efeito rápido
no corpo, temporário e não são eficazes
na proteção contra a dengue.
O Ministério da Saúde aponta outros erros: ar
condicionado bem gelado mata o mosquito? Não. Velas de
citronela ou andiroba não são tão eficientes.
Para matar os ovos do aedes aegypti não basta secar o
reservatório de água, é preciso lavar e
escovar bem.
Mosquito
está espalhado em muitas áreas, áreas
de difícil acesso. Residências fechadas e imóveis
abandonados. Então a população precisa ajudar
muito para diminuir a quantidade de focos para o mosquito, fala
o entomologista da Fiocruz, Ricardo Lourenço.
Jornal do Senado
Vital:
não há falta de médicos, mas má distribuição
Citando pesquisa
realizada pelo Ministério da Saúde
em parceria com o Conselho Federal de Medicina, o senador Vital
do Rêgo (PMDB-PB) afirmou em discurso que não há falta
de médicos, enfermeiros e dentistas no Brasil.
Segundo ele,
o que existe, na verdade, é uma situação
de desequilíbrio causada pelo fato de esses profissionais
se encontrarem majoritariamente concentrados nas capitais e nos
estados mais ricos.
A distribuição é um retrato perfeito e
acabado da desigualdade que marca a ferro e fogo a história
do Brasil.
Jornal
de Brasília
Adesões
continuam
A mobilização encabeçada pela Associação
Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação
Nacional dos Médicos (Fenam) ganhou a adesão de
novas especialidades, como ortopedia, cirurgia vascular, ginecologia
e anestesiologia, além de diversas federadas da AMB.
Roberto Gurgel,
diretor de Defesa Profissional da AMB, pontuou quais são as principais reivindicações do
movimento - reajustes dos honorários médicos, tendo
como balizador os valores da Classificação Brasileira
Hierarquizada de Procedimentos Médicos edição
2010; regularização dos contratos conforme a Resolução
ANS 71/2004; e aprovação de projeto de lei que
contemple a relação entre médicos e planos
de saúde.
A categoria
exige, ainda, que os contratos com as operadoras de saúde contenham critérios claros e regulares
de reajustes dos honorários. "O dia da paralisação é para
conscientizar a sociedade, para que entenda a situação
vivida pelos médicos", diz Gutemberg Fialho. "Nos últimos
dez anos, os honorários dos médicos tiveram reajuste
somados de 30%. Enquanto a mensalidade dos planos obteve 125%
de reajuste", lembra.
"A estratégia traçada pelas três entidades
nacionais, AMB, CFM e Fenam, é algo inicial, pois cada
especialidade tem suas especificidades e tem toda a condição
de levar o movimento para a ponta", avalia.
Hoje, em
Belo Horizonte (MG), a AMB dará as mesmas orientações
aos presidentes das federadas, durante reunião da Diretoria
Plena. No dia 5 de abril, na sede da associação,
haverá coletiva de imprensa para mais esclarecimentos à população
sobre os motivos da mobilização.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) diz
que na busca pelo entendimento e equilíbrio entre as partes
tem conduzido grupos de trabalho, nos quais atua como facilitadora
entre as partes para tratar da remuneração de hospitais
e discutir honorários médicos. O Conselho Regional
de Medicina do Distrito Federal apoia o protesto nacional dos
médicos.
Diário
da Franca
Planalto
quer limitar poder das agências
reguladoras
O governo
decidiu que irá controlar cargos,
nomeando diretores afinados com seu projeto
O Planalto
quer limitar a atuação das agências
reguladoras por considerar que elas têm extrapolado seu
poder de atuação ao formular políticas públicas,
criando problemas para o Executivo.
O governo
decidiu que irá controlar esses cargos, nomeando
diretores afinados com seu projeto, em vez de aceitar indicações
políticas que o deixe nas mãos dos partidos.
A avaliação feita pelo Palácio do Planalto é que
as agências devem se limitar a fiscalizar e a regular seus
setores de atuação, tarefa que, para o governo,
elas não cumprem como deveriam.
"Muitas vezes as agências confundem seu papel de órgão
fiscalizador com o de formulador de política pública.
A função de planejamento é do Executivo",
afirma o ministro Luiz Sérgio (Relações
Institucionais).
Nesse sentido,
o governo vai apoiar a discussão de um
projeto que cria uma lei geral das agências, encaminhado
na gestão Lula ao Congresso, e que limita o poder dos órgãos
a regular e fiscalizar.
O projeto,
que já foi discutido nas comissões
da Câmara, está pronto para ser votado no plenário.
Um exemplo
ocorre na Anatel. As empresas de telefonia se queixam que a
agência quer definir metas de universalização
do serviço, medida que, avaliam, deveria caber ao Ministério
das Comunicações.
O governo
avalia que, ao perder o foco da fiscalização,
as agências não conseguem evitar problemas como
apagões de energia ou serviços ruins prestados
por aeroportos, empresas de telefonia e de transporte público,
entre outros.
Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União)
que analisou as contas do governo no ano passado revelou que
algumas agências arrecadaram menos de 2% das multas aplicadas
entre 2005 a 2009.
VAGAS
Com o pretexto
de que quer fortalecer as agências, o governo
tentar controlar as indicações para as vagas de
diretoria, hoje em grande peso nas mãos dos partidos.
Apesar de
11 vagas abertas nas agências, Dilma não
tem pressa em definir seus titulares. Ao lado do ministro de
cada área, ela pretende analisar nome a nome.
Um exemplo
disso é que, até agora, o governo escolheu
apenas três nomes para compor os quadros de ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar), Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) e Anac (Agência
Nacional de Aviação Civil). As sabatinas dos indicados
começam hoje no Senado.
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.