25-03-11

 

Leia nesta edição:

- Ministros da Previdência e da Saúde podem vir à CAS

Sexta-feira, 25.03.11

Correio Braziliense

Opinião

Preparem-se que a CPMF vem aí

Por Januario Montone, secretário municipal da Saúde de São Paulo, foi diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). É autor de Planos de saúde, passado e futuro

São tantos os desmentidos e tão evidente a coreografia que é só uma questão de tempo até que a CPMF ressuscite, seja com que nome for, até porque há motivação política suficiente e base objetiva para que isso ocorra.

A pressão política vem principalmente dos estados e municípios, que vêm aumentando seus gastos enquanto o governo federal faz o caminho inverso. Mesmo com a CPMF, a participação da União no financiamento do SUS caiu de 60% em 2000 para 46% em 2008. A dos estados cresceu de 19% para 24% e a dos municípios, de 22% para 29%. A maioria dos municípios de médio e grande porte destina mais que os 15% fixados pela Constituição a partir da Emenda 29. São Paulo atingiu 19,2% (R$ 4 bilhões) em 2010.

A maioria das ações de saúde do SUS é executada pelos estados e municípios, diretamente ou por serviços conveniados e contratados. São as redes estaduais e municipais que atendem diretamente a população e sofrem a pressão da demanda. A posição do Ministério da Saúde é, de certa forma, mais confortável. Paga pelos serviços hospitalares e da média e alta complexidade em valores que estão longe de cobrir os seus custos e em quantidades limitadas. Não são pagas as internações que ultrapassem o limite autorizado, por exemplo. O Ministério tem os poderes de regulação e fiscalização, independente de estar ou não repassando recursos suficientes. Fixa metas e indicadores e cobra seu cumprimento. Os responsáveis pela execução que se expliquem.

A base objetiva do processo é que a saúde precisa de fato de mais recursos. O valor per capita disponível para o SUS é menos da metade do valor per capita dos planos de saúde. A média dos gastos públicos de outros países com sistemas universais de saúde é superior 6,5% do PIB e nós sequer atingimos 4%. Pior: ironicamente, os gastos públicos são menores que os gastos privados.

Se existe base política e base objetiva, é melhor começarmos a discutir como deveria ser uma nova CPMF e que outras ações seriam necessárias para efetivamente melhorar o SUS.

É evidente que o SUS precisa de mais gestão. Do contrário, os recursos adicionais seriam quase um desperdício, mas isso não pode ser transformado num falso dilema do tipo “mais recursos ou mais gestão”. Ou, pior ainda, “primeiro mais recursos ou primeiro mais gestão?” Aumentar os recursos financeiros e modernizar a gestão do SUS são movimentos simultâneos, indissociáveis.

Também é preciso superar outro falso dilema, que é relação do SUS com a saúde suplementar e os provedores privados de serviços de saúde. Falso dilema, porque o SUS é o nosso sistema nacional de saúde e obrigatoriamente inclui o setor de saúde suplementar. Falso dilema, porque nenhum dos dois produz todos os serviços que prestam aos usuários, que são todos os brasileiros para o SUS e 45 milhões para a saúde suplementar. Ambos compram a maioria dos serviços de provedores privados como hospitais, clínicas e laboratórios, com ou sem fins lucrativos.

Esse é o mundo real e o mundo institucional do SUS, claramente definido como um sistema público, mas não obrigatoriamente estatal, pois a Constituição admite a participação da iniciativa privada na prestação de serviços de saúde.

Preventivamente proponho uma agenda mínima para esse cenário:

a) Regulamentar a Emenda 29 , definindo os gastos em saúde e as punições pelo não cumprimento dos percentuais de vinculação, mantidos para estados (12%) e municípios (15%) e fixando os da União em 10%.

b) Impedir que uma nova CPMF seja, de novo, apenas mais uma receita federal. Ela deve ser destinada às ações de saúde da União, estados e municípios e repartida na fonte, na proporção de 50%, 25% e 25%, respectivamente.

c) Rever o modelo de governança e de gestão do SUS, fortalecendo e regulamentando as parcerias com organizações sociais, fundações estatais, consórcios intermunicipais e outros instrumentos de modernização da gestão.

d) Integrar definitivamente o setor de saúde suplementar ao SUS, estabelecendo diretrizes de expansão, integração estratégica e operacional das redes de assistência e instrumentos mais ágeis de ressarcimento ou compensação.

O objetivo dessa agenda é contribuir para que parte da imensa energia política e social envolvida no processo de criação de uma nova CPMF seja usada na busca de soluções para os reais problemas do SUS e não só para o financiamento inadequado, que é um imenso problema, mas está longe de ser o único.

Folha de São Paulo

"Disque-médico" prescreve remédio sem ver paciente

Repórter da Folha testou serviço vendido em site e foi orientada a tomar 2 medicamentos

Por Mariana Vesolato

A reportagem testou ontem o serviço de orientação médica por telefone Dr. Responde, vendido em forma de cupom, com desconto, em um site de compras coletivas desde segunda-feira, conforme a Folha noticiou.

O cupom de R$ 44,50 dá direito a dez ligações, durante um ano. Segundo o Código de Ética do Conselho Federal de Medicina, é vedado ao médico estabelecer vínculo com empresas que comercializam cartões de descontos.

É também proibido prescrever tratamento sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência.

Na ligação, que durou cerca de nove minutos e meio, a médica Glaura Ingrid Neme prescreveu os remédios Floratil e Dramin B6 para queixa de diarreia, depois de ter feito algumas perguntas sobre o problema. Não é preciso ter receita médica para comprar os medicamentos prescritos.

Também recomendou ingestão de líquidos e de bebidas isotônicas. No fim, orientou que, em caso de piora, o paciente deveria procurar um gastroenterologista.

Não foram perguntados detalhes como o peso do paciente, se tem alergias ou se já tinha usado os medicamentos indicados.

Para o clínico-geral do hospital Sírio-Libanês Luis Fernando Penna, é um erro. A pessoa pode achar que já está tratada e os remédios podem mascarar o problema. "Não se investiga a causa."

Renato Azevedo Júnior, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, diz que médico não pode receitar sem exame.

A exceção é a prescrição por telefone de medicamentos que aliviam os sintomas quando o médico já conhece e acompanha o paciente.

No caso de diarreia, as causas podem ser várias. Só o médico, com exame presencial, pode fazer a análise.

"Alerto para que os médicos não prestem esse serviço porque correm o risco de serem punidos."

Já a médica do serviço afirma que só são prescritos medicamentos que aliviam os sintomas. "O serviço é limitado, mas tudo é feito com muita responsabilidade. Em casos graves, digo que não posso atender e pedimos que chame uma ambulância."

O Estado de São Paulo

''Disseminação do vírus 4 da dengue é previsível''

Para Jarbas Barbosa, do Ministério da Saúde, vírus reforça necessidade de combate a criadouros e organização da saúde

Por Lígia Formenti

A disseminação do vírus da dengue tipo 4 no País é previsível, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. "Não há dúvida de que a circulação vai ocorrer. A presença do novo vírus deve funcionar apenas como mais um argumento para reforçar o que tem de ser feito: combate aos criadouros e organizar o sistema de saúde para atendimento rápido dos pacientes."

Para Barbosa, a preocupação reside no fato de haver circulação de vírus com grande quantidade de pessoas suscetíveis. "E isso vale para qualquer tipo, seja 1, 2, 3 ou 4." A virologista Rita Nogueira, chefe do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz, confirma que o vírus não é mais agressivo que os demais, mas ressalta que infecções sequenciais por diferentes vírus podem levar a casos mais graves.

Na terça-feira, o governo do Rio informou o registro de dois casos de dengue tipo 4 em Niterói. Foram as primeiras notificações no Sudeste. Nesta semana também foi divulgado o aparecimento da dengue tipo 4 na Bahia e no Piauí. Há ainda registros em Roraima, Amazonas e Pará. Fazia 28 anos que esse subtipo não era observado no País.

Ontem, a prefeitura de Niterói começou a fazer operação de bloqueio, em Cafubá, para tentar conter a transmissão da dengue tipo 4. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, ressaltou que a população não deve ficar alarmada. "Não há registro na literatura médica que esse vírus seja mais agressivo."

São Paulo. Por enquanto não há registro de dengue 4 no Estado de São Paulo. Uma amostragem dos casos confirmados por exame sorológico é enviada para um exame mais complexo, de isolamento viral. É esse exame que aponta o tipo de vírus que está circulando. "O risco de identificarmos dengue 4 existe e é grande, pois ele está muito próximo", afirmou Clélia Maria Aranda, coordenadora de controle de doenças da Secretaria de Estado da Saúde. Até o fim de fevereiro, São Paulo tinha 3.390 casos autóctones e 301 importados, com duas mortes. Até o momento, apenas os subtipos 1 e 2 foram identificados, prevalecendo os casos do tipo 1 da doença.

Em Sorocaba, a prefeitura anunciou ontem que a multa para o proprietário do imóvel onde for achado criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, pode chegar a R$ 2 mil - o valor máximo era R$ 700. Na reincidência, a multa dobra. A cidade corre risco de epidemia.

Taubaté também apertou o cerco. Ontem, a Câmara aprovou medida que autoriza agentes de saúde a entrarem nas casas para fazer vistoria. Amanhã, será realizado um culto ecumênico, no centro, para chamar a atenção da população para o problema.

Blog Poder Online / IG

Padilha dá chá de cadeira nas Santas Casas

Por Jorge Félix

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dá um chá de cadeira nas entidades do setor de saúde de São Paulo. Faz cerca de 30 dias que a Federação e Sindicato de Hospitais de São Paulo, incluindo as Mantenedoras das Santas Casas, querem fazer uma radiografia da área. O ministro alega que não tem tempo.

Nos últimos dias, o nome do ministro foi colocado na planilha de candidatos à prefeito de São Paulo, ao lado de Fernando Haddad, Aloisio Mercadante e Marta Suplicy.

Correio Braziliense

O mecanismo da resistência

Tratamento de quimioterapia provoca muitos efeitos colaterais e, às vezes, mata também as células saudáveis

CÂNCER

Muitos pacientes com câncer temem se submeter aos tratamentos de quimio e radioterapia devido aos efeitos colaterais das fortes drogas que, não raramente, acabam destruindo células sadias, além das doentes. Uma pesquisa liderada por Daitoku Sakamuro, professor assistente de patologia na LSU Health Sciences Center de Nova Orleans, é uma esperança para enfrentar o problema. A equipe de Sakamuro identificou uma proteína que aciona o reparo do DNA afetado, o que provoca resistência ao tratamento. Embora seja um processo negativo, já que o medicamento se torna ineficaz, ele é promissor para evitar a morte das células saudáveis.

"Descobrir o papel que essa proteína, chamada oncoproteína c-MYC, desempenha na resistência ao tratamento de quimio e radioterapia pode levar a avanços que salvem vidas", comentou Sakamuro no artigo, publicado na revista especializada Science Signaling, da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

Embora os cientistas já soubessem que as células cancerosas são capazes de adquirir resistência aos danos provocados pelos fortes medicamentos, os mecanismos genéticos por trás do processo não estavam claros até agora.

A equipe estudou a cisplatina, um quimioterápico de primeira linha, utilizado no tratamento de vários tipos de câncer. Os pesquisadores descobriram que, em contato com a substância, a oncoproteína aumenta a produção de uma enzima inibidora, essencial no processo de reparo do DNA. "Nosso estudo fornece a compreensão sobre um mecanismo potente e inovador, por meio do qual o câncer adquire resistência aos danos provocados DNA", observou Sakamuro. "A inibição da enzima pode fornecer uma estratégia promissora para novas terapias de combate ao câncer", acredita.

Segundo a American Cancer Society, pelo menos 1.529.560 novos casos de câncer foram diagnosticados nos Estados Unidos em 2010.

A doença responde por quase 25% das mortes nos EUA - um número estimado em 569.490 nos últimos 12 meses. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima que 196.834 mortes ocorreram no ano passado - e cerca de 500 mil casos novos foram diagnosticados. Essa é a segunda causa de morte na população do país, representando aproximadamente 17% dos óbitos de causas conhecidas. "Nosso estudo vai determinar como podemos minimizar os efeitos colaterais desnecessários associados à quimioterapia e à radioterapia", espera Sakamuro. (PO)

Jornal da Globo

Ministério da Saúde revela verdades e mitos sobre o combate à dengue

O Ministério da Saúde faz um alerta: receitas caseiras nem sempre são eficazes para escapar do contágio.

O verão acabou, mas o perigo não. As autoridades de saúde estão em alerta com a entrada do vírus tipo quatro da dengue em três estados do Norte, dois do Nordeste e agora na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Só há uma forma de se evitar uma nova epidemia: acabando com os focos do aedes aegypti.

Um levantamento do Ministério da Saúde mostra que nas regiões Norte e Nordeste, os principais focos do mosquito estão em caixas d'água, tonéis e poços.

No Centro-Oeste, o maior perigo vem do lixo a céu aberto: pneus, garrafas pet, copos. No Sul e no Sudeste, o mosquito se multiplica principalmente em vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e piscinas abandonadas.

Qual a melhor forma de se proteger contra o mosquito? Muita gente acredita que tomar vitamina B e usar repelente afastam o aedes aegypti. Será? Segundo o Ministério da Saúde, o repelente e a vitamina têm efeito rápido no corpo, temporário e não são eficazes na proteção contra a dengue.

O Ministério da Saúde aponta outros erros: ar condicionado bem gelado mata o mosquito? Não. Velas de citronela ou andiroba não são tão eficientes. Para matar os ovos do aedes aegypti não basta secar o reservatório de água, é preciso lavar e escovar bem.

Mosquito está espalhado em muitas áreas, áreas de difícil acesso. Residências fechadas e imóveis abandonados. Então a população precisa ajudar muito para diminuir a quantidade de focos para o mosquito, fala o entomologista da Fiocruz, Ricardo Lourenço.

Jornal do Senado

Vital: não há falta de médicos, mas má distribuição

Citando pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Federal de Medicina, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) afirmou em discurso que não há falta de médicos, enfermeiros e dentistas no Brasil.

Segundo ele, o que existe, na verdade, é uma situação de desequilíbrio causada pelo fato de esses profissionais se encontrarem majoritariamente concentrados nas capitais e nos estados mais ricos.

A distribuição é um retrato perfeito e acabado da desigualdade que marca a ferro e fogo a história do Brasil.

Jornal de Brasília

Adesões continuam

A mobilização encabeçada pela Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) ganhou a adesão de novas especialidades, como ortopedia, cirurgia vascular, ginecologia e anestesiologia, além de diversas federadas da AMB.

Roberto Gurgel, diretor de Defesa Profissional da AMB, pontuou quais são as principais reivindicações do movimento - reajustes dos honorários médicos, tendo como balizador os valores da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos edição 2010; regularização dos contratos conforme a Resolução ANS 71/2004; e aprovação de projeto de lei que contemple a relação entre médicos e planos de saúde.

A categoria exige, ainda, que os contratos com as operadoras de saúde contenham critérios claros e regulares de reajustes dos honorários. "O dia da paralisação é para conscientizar a sociedade, para que entenda a situação vivida pelos médicos", diz Gutemberg Fialho. "Nos últimos dez anos, os honorários dos médicos tiveram reajuste somados de 30%. Enquanto a mensalidade dos planos obteve 125% de reajuste", lembra.

"A estratégia traçada pelas três entidades nacionais, AMB, CFM e Fenam, é algo inicial, pois cada especialidade tem suas especificidades e tem toda a condição de levar o movimento para a ponta", avalia.

Hoje, em Belo Horizonte (MG), a AMB dará as mesmas orientações aos presidentes das federadas, durante reunião da Diretoria Plena. No dia 5 de abril, na sede da associação, haverá coletiva de imprensa para mais esclarecimentos à população sobre os motivos da mobilização.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) diz que na busca pelo entendimento e equilíbrio entre as partes tem conduzido grupos de trabalho, nos quais atua como facilitadora entre as partes para tratar da remuneração de hospitais e discutir honorários médicos. O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal apoia o protesto nacional dos médicos.

Diário da Franca

Planalto quer limitar poder das agências reguladoras

O governo decidiu que irá controlar cargos, nomeando diretores afinados com seu projeto

O Planalto quer limitar a atuação das agências reguladoras por considerar que elas têm extrapolado seu poder de atuação ao formular políticas públicas, criando problemas para o Executivo.

O governo decidiu que irá controlar esses cargos, nomeando diretores afinados com seu projeto, em vez de aceitar indicações políticas que o deixe nas mãos dos partidos.

A avaliação feita pelo Palácio do Planalto é que as agências devem se limitar a fiscalizar e a regular seus setores de atuação, tarefa que, para o governo, elas não cumprem como deveriam.

"Muitas vezes as agências confundem seu papel de órgão fiscalizador com o de formulador de política pública. A função de planejamento é do Executivo", afirma o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais).

Nesse sentido, o governo vai apoiar a discussão de um projeto que cria uma lei geral das agências, encaminhado na gestão Lula ao Congresso, e que limita o poder dos órgãos a regular e fiscalizar.

O projeto, que já foi discutido nas comissões da Câmara, está pronto para ser votado no plenário.

Um exemplo ocorre na Anatel. As empresas de telefonia se queixam que a agência quer definir metas de universalização do serviço, medida que, avaliam, deveria caber ao Ministério das Comunicações.

O governo avalia que, ao perder o foco da fiscalização, as agências não conseguem evitar problemas como apagões de energia ou serviços ruins prestados por aeroportos, empresas de telefonia e de transporte público, entre outros.

Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que analisou as contas do governo no ano passado revelou que algumas agências arrecadaram menos de 2% das multas aplicadas entre 2005 a 2009.

VAGAS

Com o pretexto de que quer fortalecer as agências, o governo tentar controlar as indicações para as vagas de diretoria, hoje em grande peso nas mãos dos partidos.

Apesar de 11 vagas abertas nas agências, Dilma não tem pressa em definir seus titulares. Ao lado do ministro de cada área, ela pretende analisar nome a nome.

Um exemplo disso é que, até agora, o governo escolheu apenas três nomes para compor os quadros de ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). As sabatinas dos indicados começam hoje no Senado.

AGENDA

- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Custos na Saúde e Pagamento por Pacotes

25 e 26 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

- Fornecer elementos para análise da constituição e do perfil dos custos da assistência à saúde no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização mediante formatação de pacotes para o pagamento dos serviços.

- Fornecer noções de Economia Básica e de custos em geral.

- Identificar os componentes dos custos na assistência à saúde.

-Identificar fatores que agravam os custos na saúde

-Destacar mecanismos de regulação na utilização dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos assistenciais.

- Avaliar o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde no mercado de saúde suplementar.

- Avaliar a repercussão da atuação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público e PROCON nos custos de assistência à saúde.

-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.

-Analisar recomendações para formatação, formalização e operacionalização de pacotes.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões

A Sustentabilidade da Autogestão

11 e 12 de abril

Hotel Naoum Plaza Brasília

SHS - Setor Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília DF

O evento, com repercussão nacional, é um importante ambiente de debate da área de assistência à saúde suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos eventos que promove como forma de estimular a reflexão de todos os agentes da área da saúde. Com um público estimado em 200 participantes o "2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde - A Sustentabilidade da Autogestão" terá o objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para o segmento de autogestão em saúde.

Informações

Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)


- Home Care: Problema ou solução?

04 e 05 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo - Capacitar os profissionais da Área de Saúde, através de reflexões e aprimoramento dos aspectos pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar, visando atender as demandas do mercado.

Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli

Informações: Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Qualidade Aplicada às Instituições de Saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo – a Joint Commission International (JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade Aplicada às Instituições de Saúde.

Ministrado pelo Coordenador de Educação do CBA, Heleno Costa Júnior (especialista em administração hospitalar e em acreditação, e responsável pela preparação das instituições de saúde para o processo de acreditação da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes. Para isso, apresentará conceitos, princípios e ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação para o aprimoramento das ações assistenciais e gerenciais praticadas nos serviços de saúde.

Voltado para profissionais de saúde, gestores e lideranças intermediárias, o curso tem duração de 36 horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às 17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13, 4º andar, Centro, Rio de Janeiro.

Mais informações e inscrições pelo telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br

- Encontro ANS - edição Norte e Centro-Oeste

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá, nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores da saúde suplementar para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado.

Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos da Agência, além de representantes de operadoras de planos de saúde, órgãos de defesa do consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde e centrais sindicais.

O evento será realizado em Brasília, no Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para convidados e instituições inscritas.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço, exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por representantes de operadoras de planos de saúde com registro de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.

Poderão participar até dois representantes de cada operadora por dia de evento.

Confira a programação do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf

- IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde

Nos dias 31 de março e 01 de abril, das 8h às 18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com palestrantes nacionais e internacionais, referências no mercado de saúde mundial.

Serão apresentadas palestras e mesas de discussões com a participação de grandes personalidades, como Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien Audette, CEO do Accreditation Canada Global.

“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança, para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello, CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)

- LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO SINOG DE ODONTOLOGIA

Sinog premiará dentistas e estudantes de odontologia

Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos concorrentes até 15 de abril de 2011

O Sinog - Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba de lançar a 10ª edição do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação e fidelização da rede credenciada das operadoras e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários dos planos odontológicos", e para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico e controle de qualidade dos serviços odontológicos podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação do credenciado com a operadora de planos odontológicos".

A novidade nesta edição é que, embora os ganhadores anteriores das três últimas edições não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas recém formados, com o registro profissional, e que tenham participado na categoria de estudantes, nas edições anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva modalidade.

Na modalidade cirurgiões-dentistas o prêmio é de R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu. Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$ 8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um professor orientador, o docente receberá como homenagem uma menção honrosa e a participação na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também receberá um troféu.

As inscrições para a 10ª edição, com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em local a ser divulgado. Mais informações poderão ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br ou pelo telefone (11) 3289-7299.

O Prêmio Sinog de Odontologia

Idealizado com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas, seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes a cada nova edição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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