Leia
nesta edição:
- Campanha
de vacinação contra a gripe começa
hoje no país
- Audiência discutirá saneamento básico
nesta terça-feira
- EUA: Pacientes
não são
consumidores
- ANS promove consulta para ampliar cobertura
- Cobrança
de consultas em rede conveniada no DF
- ANS: Proibida
a cobrança de adicionais por consultas
cobertas
- A crise
na saúde
suplementar
Segunda-feira, 25.04.11
Folha
de São
Paulo
Campanha
de vacinação contra a gripe começa
hoje no país
De
São
Paulo
A partir
desta segunda-feira, idosos, indígenas, gestantes
e crianças entre seis meses e menos de dois anos de idade
devem ser imunizados contra a gripe, dentro da campanha nacional
de vacinação.
A meta do
governo federal é vacinar de 24 milhões
a 30 milhões de pessoas contra três tipos de vírus,
inclusive o H1N1.
Neste ano,
entraram na campanha as gestantes e as crianças
--os dois grupos haviam sido incluídos excepcionalmente
na vacinação contra o H1N1 no ano passado). Quem
não faz parte desses grupos pode procurar clínicas
particulares, onde a vacina é paga.
Cada pessoa
deve tomar uma dose da vacina, com exceção
das crianças, que têm que receber duas (a segunda
30 dias após a primeira).
A única contraindicação é para
pessoas com alergia a ovo.
A campanha
vai até o dia 13 de maio, de segunda a sexta,
nos postos de saúde de todo o país. Em 30 de abril,
um sábado, as salas de vacina dos postos de saúde
de todo Estado de São Paulo também estarão
abertos das 8h às 17h.
VACINA
A campanha,
que desde 1999 tinha como foco os idosos e indígenas,
ampliou neste ano sua abrangência para outras faixas vulneráveis
da população, como as crianças e as gestantes,
além dos trabalhadores da saúde.
Das internações
por influenza e pneumonias em 2009, 24% foram de maiores de
60 anos de idade, e 19% de menores
de dois anos.
"[A vacina] é fundamental para evitar complicações
respiratórias decorrentes da gripe, como pneumonias",
afirma Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria
de Estado da Saúde.
Agência Câmara de Notícias
Audiência discutirá saneamento básico nesta
terça-feira
Por Vania
Alves / Edição Marcos Rossi
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
realiza audiência pública nesta terça-feira
(26) para discutir a situação do saneamento básico
no País. A reunião está prevista para as
14 horas, em plenário a ser definido.
O debate
terá como objetivo definir ações
que possam levar água tratada, rede de esgoto e estação
de tratamento para todas as cidades e cidadãos brasileiros.
Dados do Ministério das Cidades indicam que apenas 43%
da população brasileira têm acesso a redes
de esgoto e apenas 1/3 do que é coletado é tratado.
Segundo o
deputado Toninho Pinheiro (PP-MG), que solicitou o debate,
grande parte
das nascentes, rios e lagos do País
encontram-se poluídos atualmente e a situação
se agrava com a falta de investimentos em saneamento básico.
“No Brasil, existem inúmeras regiões sem água
tratada, regiões sem nenhuma água e uma grande
maioria de esgoto a céu aberto, poluindo a vida humana.
Precisamos, com urgência, de projetos e ações
que possam garantir 100% de água e esgoto tratados”,
afirma o deputado, destacando ainda a necessidade de mobilizar
o governo federal sobre o assunto.
Desconhecimento e descaso
De acordo
com a organização não-governamental
Instituto Trata Brasil, que estuda o problema e busca conscientizar
a população e o governo sobre sua importância,
70% dos brasileiros sequer sabem o que é saneamento e
associam o termo a qualquer outra coisa, como asfalto, luz e
transportes.
Para o presidente-executivo
do instituto, Édison Carlos,
o País sofre hoje a herança de anos de descaso
com o saneamento público. Segundo ele, a situação
atual melhorou, mas o investimento de R$ 10 bilhões por
ano em saneamento ainda não é suficiente, pois
o dinheiro muitas vezes não chega a se concretizar em
obras.
“Passamos 20 anos sem ser prioridade neste país.
O deficit que se criou faz com que seja muito difícil
resolver esse problema a curto prazo. Precisaremos de pelos menos
60 anos”, afirmou Carlos, definindo como “muito otimista” o
Plano Nacional de Saneamento Básico, do governo federal,
que prevê a universalização do serviço
até 2030.
Convidados
Foram convidados
para a audiência pública:
- o ministro
das Cidades, Mário Negromonte;
- o ministro
da Saúde,
Alexandre Padilha;
- o gerente
de projeto da Secretaria de Recursos Hídricos
e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio
Antônio Gonçalves;
- o presidente-executivo
do Instituto Trata Brasil, Édison
Carlos;
- o diretor
de Articulação Institucional da Associação
Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae),
Francisco Lopes;
- o diretor
da Consultoria em Direito Público, Gladimir
Chiele;
- o prefeito
de Uruguaiana (RS), José Francisco Sanchotene
Felice;
- o presidente
da Confederação Nacional dos Municípios
(CNM), Paulo Ziulkoski; e
- o coordenador
da Unidade de Desenvolvimento e Meio Ambiente do Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), Carlos Ferreira de Abreu Castro.
Em maio,
em data a ser definida, a comissão receberá a
ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, para apresentar
os programas e metas da pasta relacionados ao tema para este
ano.
*Matéria
atualizada em 25/04
Uol
Notícias
EUA:
Pacientes não são
consumidores
Por Paul
Krugman, tradução Eloise De Vylder
Esta semana,
o The Times mostrou a reação do Congresso
contra o Comitê Independente de Aconselhamento de Pagamentos,
uma parte fundamental das iniciativas do governo para restringir
os gastos com o sistema de saúde. Essa reação
era previsível; além de ser profundamente irresponsável,
como explicarei logo mais.
Mas outra
coisa me chamou a atenção enquanto eu
observava os argumentos republicanos contra o comitê, que
estão fundamentados na ideia de que o que, de fato, precisamos
fazer, como coloca a proposta de orçamento da Câmara, é “tornar
os programas de saúde do governo mais adaptáveis à escolha
do consumidor.”
Eis minha
questão: como é que se tornou normal,
ou até mesmo aceitável, referir-se aos pacientes
médicos como “consumidores”? A relação
entre paciente e médico costumava ser considerada algo
especial, quase sagrado. Agora os políticos e supostos
reformistas falam sobre o ato de receber cuidados médicos
como se não fosse algo diferente de uma transação
comercial, como comprar um carro – e sua única reclamação é que
ela não é comercial o bastante.
O que deu errado conosco?
Em relação ao comitê de aconselhamento:
precisamos fazer alguma coisa em relação aos gastos
da saúde, o que significa que precisamos encontrar uma
forma de começar a dizer não. Em particular, dada à contínua
inovação médica, não podemos manter
um sistema no qual o Medicare paga praticamente por qualquer
coisa que um médico recomendar. E isso é verdade
especialmente quando a abordagem do cheque em branco é combinada
com um sistema que dá aos médicos e hospitais – que
não são santos – um forte incentivo financeiro
para oferecer cuidados excessivos.
Daí a importância do comitê de aconselhamento,
cuja criação foi determinada pela reforma da saúde
do ano passado. O comitê, composto de especialistas da
saúde, trabalhará com uma taxa máxima de
crescimento dos gastos do Medicare. Para continuar gastando nesse
nível ou abaixo dele, o comitê oferecerá recomendações
rápidas para controlar os gastos, que entrarão
em vigor automaticamente a menos que sejam rejeitadas pelo Congresso.
Antes que
você comece a gritar sobre “racionamento” ou “painéis
de morte”, tenha em mente que não estamos falando
em limitar os tipos de planos de saúde que você pode
comprar com o seu dinheiro (ou com o dinheiro de sua seguradora).
Estamos falando apenas sobre o que será pago com o dinheiro
dos contribuintes. E pelo que eu me lembro, a Declaração
de Independência não diz que temos direito à vida, à liberdade
e à busca da felicidade com todas as despesas pagas.
O ponto é que algumas escolhas precisam ser feitas; de
uma forma ou de outra, o gasto do governo com a saúde
precisa ser limitado.
Agora, o
que os republicanos da Câmara propõem é que
o governo simplesmente empurre o problema do aumento dos gastos
com a saúde para os mais velhos; ou seja, que substituamos
o Medicare por vales que podem ser usados nos planos de saúde
privados, e que deixemos que os cidadãos mais velhos e
as companhias de planos de saúde resolvam isso de alguma
forma. Isso, segundo eles, seria melhor do que a revisão
dos especialistas, porque abriria o sistema de saúde para
as maravilhas da “escolha do consumidor”.
O que há de errado com essa ideia (além do valor
totalmente inadequado dos vales propostos)? Uma resposta é que
isso não funcionaria. A medicina “baseada no consumidor” tem
fracassado em todos os lugares em que foi adotada. Para usar
o exemplo mais diretamente relevante, o Medicare Advantage – que
foi originalmente chamado de Medicare + Choice – deveria
poupar dinheiro, mas acabou custando bem mais caro do que o Medicare
tradicional. Os EUA têm o sistema de saúde mais “orientado
ao consumidor” do mundo desenvolvido. Também têm
de longe os maiores gastos, embora sua qualidade não seja
melhor do que a de sistemas bem mais baratos em outros países.
Mas o fato
de que os republicanos estejam querendo que nós
literalmente apostemos nossa saúde, e até nossas
vidas, numa abordagem já fracassada é apenas uma
parte do que está errado aqui. Como eu disse antes, há algo
terrivelmente errado com toda essa noção de pacientes
como “consumidores” e do sistema de saúde
como uma simples transação financeira.
A assistência médica, afinal de contas, é uma área
em que decisões cruciais – de vida e morte – devem
ser tomadas. Mas tomar essas decisões de forma inteligente
requer uma vasta quantidade de conhecimento especializado. Além
disso, essas decisões normalmente precisam ser tomadas
sob condições nas quais o paciente está incapacitado,
sob estresse severo ou precisa de ação imediata,
sem tempo para discussão, quanto menos para comparação
de preços.
É por isso que temos a ética médica. É por
isso que os médicos são vistos tradicionalmente
como algo especial e esperamos que eles se comportem de acordo
com padrões mais altos do que um profissional comum. Há um
motivo para termos tantas séries de TV sobre médicos
heróicos, enquanto não temos nenhuma série
de TV sobre sub-gerentes heróicos.
A ideia de
que tudo isso possa ser reduzido ao dinheiro – de
que os médicos são apenas “fornecedores” vendendo
serviços para “consumidores” de saúde – é,
na verdade, doentia. E a utilização desse tipo
de linguagem é um sinal de que alguma coisa deu muito
errado não só com essa discussão, mas com
os valores da nossa sociedade.
Band News
ANS promove consulta para ampliar cobertura
A Agência Nacional de Saúde Suplementar promove
até o dia 14 de maio uma consulta pública, com
o objetivo de ampliar a cobertura dos planos de saúde.
Atualmente,
vários procedimentos médicos não
são cobertos, mas muitos são requisitados pelos
cidadãos.
Os clientes
podem entrar no site da ANS e sugerir quais os serviços
médicos gostariam de receber das empresas, a partir de
2012.
A cobertura
dos novos serviços só vai valer para
planos de saúde assinados, a partir do dia 2 de janeiro
de 1999.
Quem tem
contrato anterior a essa data precisa migrar para uma modalidade
mais
recente para obter os novos benefícios.
ANS
Cobrança
de consultas em rede conveniada no DF
Em relação às notícias veiculadas
sobre a cobrança de valores adicionais para beneficiários
de planos de saúde em consulta médica na rede conveniada
do Distrito Federal, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) esclarece:
- O acesso
aos serviços contratados pelo beneficiário
deve ser garantido por sua operadora de plano de saúde;
- É vedada a cobrança de valores adicionais por
consultas ou qualquer outra prestação de serviço
que tenha cobertura obrigatória pelo plano contratado;
- Caso algum
prestador de serviço de saúde anuncie
a cobrança de valores adicionais para o beneficiário,
a operadora deve ser comunicada e oferecer alternativa de atendimento
sem qualquer ônus;
- Nos casos
em que a operadora não solucionar o problema,
a ANS deverá ser comunicada através dos canais
de atendimento: 0800 701 9656 / Fale com a ANS ou em qualquer
dos 12 núcleos ANS no Brasil.
É atribuição da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) estabelecer e fiscalizar as
regras para os contratos que regem a relação das
operadoras com os prestadores de serviços de saúde
(hospitais, clínicas, laboratórios e médicos,
entre outros).
A Agência Nacional de Saúde Suplementar ressalta
que os direitos dos beneficiários, previstos em contrato,
não podem ser desrespeitados devido a negociações
entre operadoras e prestadores. Estas negociações
também não devem comprometer o acesso ao atendimento.
Caso isso aconteça, nas localidades em que o acesso seja
gravemente comprometido a ANS poderá determinar a suspensão
da comercialização de planos de saúde até que
o acesso seja restabelecido, sem prejuízo das penalidades
cabíveis.
Agência
Brasil
ANS:
Proibida a cobrança
de adicionais por consultas cobertas
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou
que as operadoras de seguros e planos de saúde devem oferecer
alternativa de atendimento quando o prestador de serviço
credenciado cobrar valor adicional do usuário. A manifestação
da agência reguladora ocorre depois que médicos
do Distrito Federal passaram a cobrar uma sobretaxa de até R$
60 por consulta dos clientes de planos de saúde.
“É vedada a cobrança de valores adicionais
por consultas ou qualquer outra prestação de serviço
que tenha cobertura obrigatória pelo plano contratado.
Caso algum prestador de serviço de saúde anuncie
a cobrança de valores adicionais para o beneficiário,
a operadora deve ser comunicada e oferecer alternativa de atendimento
sem qualquer ônus”, diz o comunicado da agência.
Segundo a
agência, o usuário não pode sofrer
prejuízo por causa da negociação entre as
operadoras e os profissionais credenciados, principalmente de
acesso ao atendimento. A ANS informou ainda que denúncias
de desrespeito aos direitos dos clientes devem ser feitas nos
núcleos de atendimento da agência ou pelo telefone
0800 701 9656.
“Nas localidades em que o acesso seja gravemente comprometido,
a ANS poderá determinar a suspensão da comercialização
de planos de saúde até que o acesso seja restabelecido,
sem prejuízo das penalidades cabíveis”, informa
a agência.
Os médicos têm feito as cobranças amparados
em uma resolução do Conselho Regional de Medicina
do Distrito Federal (CRM-DF), que alterou a forma de pagamento
dos honorários médicos. De acordo com as novas
regras, os planos de saúde deverão pagar os honorários
diretamente ao médico e não mais por intermédio
do hospital particular. Além disso, os valores serão
negociados entre as entidades médicas e as operadoras.
A resolução autoriza o médico a cobrar o
valor diretamente dos clientes do plano de saúde que não
aceitar pagar o valor estipulado.
Em nota,
o CRM-DF alega que as cobranças estão
ocorrendo porque as operadoras estão em desacordo com
as normas. As operadoras, segundo o conselho, devem pagar aos
médicos credenciados os honorários estipulados
na tabela da Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos, elaborada pela classe médica.
Em geral, valor superior ao atual pago pelas operadoras. No caso
de cobrança, o CRM disse que o paciente deve pedir o reembolso
ao convênio.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras de
planos de saúde, informou, também em nota, “que
a decisão de cobrar pelas consultas diretamente dos beneficiários
foi tomada unilateralmente”.
O promotor
de Justiça de Defesa do Consumidor, Trajano
Sousa, orienta o paciente a guardar o recibo do valor adicional
e buscar o reembolso. Sousa irá chamar as operadoras para
tentar um entendimento. Segundo ele, o Ministério Público
do Distrito Federal irá também analisar a validade
legal da resolução. Antes das regras entrarem em
vigor, o ministério propôs mudanças, rejeitadas
pelo CRM, de acordo com o promotor.
Saúde
Business Web
A
crise na saúde
suplementar
Por Henrique Oti Shinomata
Nos últimos tempos são inúmeras as notícias
envolvendo a saúde suplementar privada, reclamações
de usuários, médicos, redes credenciadas e operadoras.
Alguns põem a culpa nas operadoras, outros nas redes ou
ainda no governo. Mas, até o momento, não há nenhuma
solução apresentada que possa favorecer a todas
as partes envolvidas. Enquanto isso, os beneficiários
e os médicos são os principais lesados em meio
a este conflito.
Essa realidade
está fazendo surgir um movimento voluntário
de descredenciamento de médicos nas operadoras de planos
de saúde, fazendo-os migrar para o atendimento particular,
motivado pelo valor muito baixo repassado pelas operadoras aos
médicos, relativos às consultas e aos tratamentos.
Se esse fato persistir, o acesso aos serviços de saúde
de qualidade se tornará algo ainda mais restrito para
a maioria da população, ou seja, apenas para aqueles
que possuem condições financeiras de arcar com
uma consulta no valor médio de R$ 200.
O que fazer
então? Antes de compreender a crise que está ocorrendo
com a saúde suplementar privada, é preciso fazer
uma análise do sistema de saúde público,
o SUS. Segundo a última pesquisa do IBGE, realizada em
2010, a população total do Brasil é 190.732.694,
deste valor apenas 45.570.031 (dado da ANS 2010) pessoas possuem
planos de saúde. Portanto, o SUS precisa fornecer assistência
médica satisfatória a 145.162.663 pessoas.
A parte da
população brasileira que precisa de
assistência pública sofre com o descaso no atendimento
e tratamento. Enquanto o governo não investir e criar
formas de atender toda população brasileira, oferecendo
serviço de saúde com dignidade e qualidade, o problema
só irá persistir.
Se o Brasil
fizesse uma análise do sistema público
de saúde da Inglaterra poderia aprender bastante. A NHS
(Nacional Health Service) é considerada a maior estrutura
de saúde pública no mundo, pois oferece atendimentos
e tratamentos de qualidade a população. Os planos
de saúde são caros como no Brasil, mas por confiar
no sistema públicos, as pessoas recorrem sempre ao NHS.
Algo que poderia acontecer por aqui, se não houvesse conflitos
de interesses.
Em toda troca
de governo temos a esperança de que essa
realidade irá mudar, mas até agora, os avanços
são muito tímidos. Portanto, antes de se posicionar
contra a saúde suplementar privada em nosso país,
lembrar que ela é apenas um reflexo de inúmeros
fatores que precisam ser revistos, principalmente do SUS que
não consegue suprir as necessidades de saúde da
população que é um direito constitucional
e coloca o ônus nas operadoras de saúde através
das inúmeras solicitações que saem do “saco
da maldade” da Agência Nacional da Saúde.
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências
Unidas / AssPreviSite
13 de Maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
o profissional de saúde a entender o processo
de integração da melhor evidência científica
com experiência clínica e a avaliação
individual do paciente.
Capacitar
o administrador de sistemas de saúde privado
ou público a entender a importância de gerir seu
sistema com base em evidências científicas de alta
qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.
Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante,
especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes,
em relação a acurácia e precisão
de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos
e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos
e preventivos.
Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar
a habilidade clínica e experiência passada para
identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente,
seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios
de intervenções potenciais.
Por avaliação individual do paciente entende-se
reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências
e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica
e que deve ser integrada numa decisão clínica.
Por tecnologia
de informação entende-se o uso
intensivo de indicadores, ferramentas de informática e
parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor
controle de qualidade e gestão.
Objetivos
específicos:
Ao final
do curso o participante deverá estar apto a:
* Reconhecer
a Medicina Baseada em Evidências como uma
maneira válida, útil e viável de melhorar
a sua prática médica com base em resultados de
pesquisas de boa qualidade.
* Elaborar
perguntas específicas e passíveis de
resposta científica para as diversas situações
clínicas.
* Realizar
uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos
médicos, utilizando métodos básicos
como as "clinical queries".
* Entender
a organização
e funcionamento das bases de dados informatizadas.
* Distinguir
os principais tipos de estudo, entender sua ligação
com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de
estudos com os níveis de evidências.
* Avaliar
criticamente artigos médicos de tratamento.
* Distinguir
diretrizes clínicas baseadas em evidências
das baseadas em consenso.
* Conhecer
os principais tipos de estudos de avaliação
econômica em saúde.
* Reconhecer
a importância das revisões sistemáticas
para o conhecimento em saúde.
* Conhecer
e utilizar as fontes de informação
com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence,
Evidence-Based Journals, etc).
* Transpor
para sua prática profissional os conhecimentos
de Saúde Baseada em Evidências.
* Reconhecer
as limitações das evidências
no contidiano clínico.
* Reconhecer
a importância da tecnologia de informação
integrada às evidências científicas para
a gestão de sistemas de saúde.
* Delimitar
as áreas de seu sistema de saúde onde
a tecnologia de informação poderá ser integrada
ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.
Instrutores
Dr. Otávio
Clark
Dr. Enéas José de
Mattos Faleiros
Público
Alvo
Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Custos
na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br