Leia
nesta edição:
- Emenda
29: PMDB apoia votação em setembro
- Operadoras
de planos de saúde terão que divulgar
mapa de rede conveniada na Internet
- Instituto
luta por inclusão de quimio oral no rol de
procedimentos
- Anvisa
recua e propõe
manter sibutramina
- Mosquito
imune à dengue elimina os rivais na Austrália
- Dieta rica
em nozes e fibras é eficaz para baixar o
colesterol
- Apresentação da atual situação
dos Laboratórios Clínicos Brasileiros
- Uma pitada a menos
- Alimentação e câncer
- Marco Maia se compromete a buscar acordo para votar Emenda
29 em setembro
- Acordo
define votação de MP hoje; decisão
sobre Emenda 29 pode sair na terça
- Conselho
Regional de Medicina pede revogação
da lei estadual 1.131
Quinta-feira, 25.08.11
O Globo
Emenda
29: PMDB apoia votação em setembro
Partido adere à oposição, que planeja boicote
para apressar decisão sobre verbas na Saúde
Brasília. A mobilização de parte do PMDB
pela votação da regulamentação da
chamada da Emenda 29, que fixa os percentuais de gastos com Saúde
por União, estados e municípios, ganhou ontem o
apoio da oposição. O líder do PSDB na Câmara,
deputado Duarte Nogueira (SP), disse que o partido quer a votação
da emenda no dia 15 de setembro. O DEM concordou.
Manifestantes
e parlamentares fizeram ontem um ato em favor da votação. Segundo o deputado Osmar Terra (PMDB-RS),
a partir desta data as bancadas irão buscar a adesão
de parlamentares para um abaixo-assinado pela regulamentação
imediata. Além disso, logo após a votação
do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego
(Pronatec), vão iniciar um boicote à apreciação
das outras matérias.
De acordo
com Terra, o presidente da Câmara, Marco Maia
(PT-RS), chegou a propor o dia 29 de setembro, mas o governo
não concordou, e nada ficou resolvido na reunião
de líderes.
Vice-líder do DEM, Pauderney Avelino (AM) afirmou que
o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) inviabilizou um acordo:
- Poderia
ter conversa (sobre datas), mas o líder do
governo chegou chutando o balde.
Vaccarezza
deixou claro que o governo não aceita a votação
sem antes resolver de onde virão os recursos para aumentar
as despesas com a Saúde.
ANS
Operadoras
de planos de saúde terão que divulgar
mapa de rede conveniada na Internet
Para zelar
pelo acesso à informação clara
e objetiva dos serviços prestados pelas operadoras de
planos de saúde aos seus beneficiários, a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) criará norma
para que estas passem a divulgar suas redes assistenciais na
internet, permitindo que o beneficiário localize de forma
mais fácil e ágil todos os prestadores de serviços
de saúde do plano contratado. A proposta de Resolução
Normativa está em consulta pública a partir desta
quarta-feira, 24 de agosto, no site da ANS.
O objetivo
da ANS é criar critérios para divulgação
da rede de prestadores e garantir a atualização
em tempo real das alterações realizadas, tornando
mais transparente e eficaz a informação sobre as
redes assistenciais dos produtos oferecidos pelas operadoras
de planos de saúde.
As operadoras
com número superior a 100.000 (cem mil)
beneficiários deverão apresentar georreferenciamento
por meio de imagens ou mapas que indiquem a localização
espacial geográfica de cada prestador de serviço
de saúde (mapeamento geográfico dinâmico).
As operadoras
com número de beneficiários entre
20.000 (vinte mil) e 100.000 (cem mil) deverão adotar
o georreferenciamento de mapas (mapeamento geográfico).
As operadoras
de com até 20.000 (vinte mil) beneficiários
deverão informar a rede credenciada na internet, permanentemente
atualizada, não sendo obrigatório exibir o mapeamento
geográfico ou mapeamento geográfico dinâmico.
O normativo
visa, portanto, compatibilizar as exigências
de prestação de informação sobre
as redes assistenciais de acordo com o porte e a capacidade das
operadoras de planos de saúde.
A rede assistencial
deverá ser exibida por cada plano
de saúde, apresentando o nome comercial do plano, seu
número de registro na ANS ou seu código de identificação
no Sistema de Cadastro de Planos comercializados anteriormente
a janeiro de 1999, data de vigência da Lei 9.656/98.
Em relação aos prestadores de serviços
de saúde, a operadora deverá expor informações
como: nome fantasia do estabelecimento (pessoa jurídica)
ou nome do profissional (pessoa física); tipo de estabelecimento;
especialidade(s) ou serviço(s) contratado(s) - de acordo
com o contrato firmado - e endereço. Neste caso, os parâmetros
sugeridos para que a informação seja disponibilizada
são os seguintes: unidade da federação;
município; bairro; logradouro; número; código
de endereçamento postal – CEP; e telefones.
A Consulta
Pública N° 45 estará disponível
por 30 (trinta) dias, em formulário eletrônico exclusivamente
na página da ANS na internet, para que beneficiários,
operadoras e prestadores de serviços de saúde possam
contribuir. A participação de todos os envolvidos
e interessados por este tema é de fundamental importância
para aprimorar o trabalho que tem sido desenvolvido pela ANS.
Saúde
Business Web
Instituto
luta por inclusão de quimio oral no rol de
procedimentos
Por Verena Souza
Participaram
do fórum: Leandro Tavares (ANS), Ana Paula
Cavalcante (Ministério da Saúde), Vera Valente
(Interfarma), Danilo Bernik (Sindhosp), Rafael Kaliks (Oncoguia)
e Manoel Peres (FenaSaúde)
Em 2021,
mais de 80% dos tratamentos oncológicos no Brasil
serão ministrados por meio da quimioterapia oral. Atualmente,
esse tipo de procedimento é feito em 30% dos casos de
câncer. Os dados foram apresentados pelo Instituto Oncoguia,
nesta terça-feira (23), durante II Fórum de Discussão
de Políticas de Saúde em Oncologia.
A associação sem fins lucrativos Oncoguia, criada
e idealizada com o objetivo de ajudar o paciente com câncer,
luta para incluir alguns procedimentos terápicos no rol
obrigatório dos planos de saúde. São eles:
antineoplásticos de uso oral – medicamentos que
evitam ou inibem o crescimento e a disseminação
de tumores – e a radioterapia de intensidade modulada (IMRT),
cuja radiação aos tecidos cancerígenos é mais
precisa.
No entanto,
a reivindicação tem esbarrado na lei
Lei 9656/98 que regulamentou o setor, mas não prevê a
cobertura por parte das operadoras de antineoplásicos
de uso oral. “O problema da não inclusão
da quimio oral não está no impacto financeiro e,
sim, na lei”, afirma o diretor da ANS, de Normas e Habilitação
das Operadoras, Leandro Tavares.
Segundo o
representante da Agência, a questão não
vai avançar enquanto houver o impedimento da procuradoria
federal.
Já está em trâmite no senado o projeto de
lei 352/11, de autoria da senadora Ana Amélia, que objetiva
alterar a lei dos planos e seguros de saúde, incluindo,
justamente, os antineoplásicos orais entre as coberturas
obrigatórias.
Caso o projeto
venha a ser aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela
Presidente
da República, segundo o Oncoguia,
os pacientes com câncer terão assegurado todo o
tratamento oncológico, incluindo quimioterapia oral e
hormonioterapia realizados em domicílio, procedimentos
que hoje costumam ser negados pelos planos de saúde.
Obstáculos
Para que
um procedimento seja incorporado ao rol da ANS é preciso
passar por uma série de análises como, por exemplo,
eficácia, efetividade, infraestrutura nacional, incorporação
tecnológica, entre outros.
A capacidade
de infraestrutura necessária para um IMRT,
por exemplo, foi algo amplamente debatido pelos representantes
do setor presentes ao evento. Uma flexibilização
das resoluções da ANS por região foi considerada
por Tavares. No entanto, questionada pela coordenadora geral
de atenção hospitalar do Ministério da Saúde,
Ana Paula Cavalcante. “Mas temos que pensar que um paciente
que paga caro para ter um plano de saúde em Belém
também vai querer a cobertura de um IMRT concedida para
os beneficiários de São Paulo por exemplo”,
enfatiza.
Para Ana
Paula, a inclusão de quimioterapia oral faz
parte de uma discussão maior que deve ser feita: o caso
da assistência farmacêutica na saúde suplementar.
A judicialização e a sobrecarga do Sistema Único
de Saúde foram outros dois aspectos levantados pelo Oncoguia
como conseqüência das negativas de planos de saúde.
De acordo com a coordenadora Ana Paula, o SUS é universal
e deve ter a capacidade de atender a todos, tendo plano ou não.
Já a judicialização deve ser vista como
um indicador de que as coisas não estão funcionando
como deveriam.
Apesar dos
inúmeros pontos de vista expostos durante
o evento, ficou evidente de que o primeiro passo a ser dado em
prol dos pacientes com câncer acontecerá quando
a PL 352 for aprovada e, posteriormente, a incorporação
pelos planos deve ser feita de forma paulatina e com critérios
bem definidos.
O
Estado de São
Paulo
Anvisa
recua e propõe
manter sibutramina
Por Lígia
Formenti / Fernanda Bassette
Depois de
seis meses de debate, técnicos da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltaram
atrás e decidiram recomendar a manutenção
da sibutramina, remédio usado para emagrecimento, no mercado
brasileiro.
Em relatório apresentado ontem para membros da Câmara
Técnica de Medicamentos (Cateme) da agência, a equipe
manteve a decisão de indicar a proibição
apenas das drogas dietilpropiona, femproporex e mazindol.
O documento
propõe que a sibutramina continue no mercado,
desde que sejam respeitadas algumas condições:
a droga não pode ser prescrita por um período superior
a 60 dias, o paciente tem de ter índice de massa corpórea
(IMC) acima de 30 e ele também terá de assinar
um documento em que confirma estar ciente de todos os riscos.
A nova versão do relatório será apresentada
para diretores da agência, a quem caberá decidir
o destino dos emagrecedores no País. Pela praxe, a diretoria
colegiada - formada pelos quatro diretores da Anvisa - segue
a recomendação do relatório técnico.
Surpresa.
Ontem, integrantes da Cateme afirmaram terem sido surpreendidos
e se mostraram
indignados com as novas indicações.
A Cateme foi a responsável pelo primeiro relatório
apresentado pela Anvisa, em fevereiro, recomendando a proibição
do uso de todas essas drogas.
'Pensávamos que íamos colocar uma pá de
cal nessa discussão e tirar de uma vez por todas esses
medicamentos do mercado. Ficamos chocados com a proposta da equipe
da Anvisa', afirmou um dos membros.
'A Cateme
não concorda em nada com essa nova proposta.
Uma das justificativas apresentadas para a manutenção
da sibutramina foi ter mais rigor na prescrição.
Mas quem vai controlar se só vão prescrever para
pacientes com IMC maior do que 30?', questionou Elisaldo Carlini,
também membro da Cateme.
Ontem, em
votação unânime, a Cateme foi
contrária ao parecer do grupo técnico. O voto será encaminhado
aos diretores. 'Nossa esperança é que esse posicionamento
faça com que a diretoria pense duas vezes antes de acatar
o parecer da equipe técnica', afirmou outro membro.
Riscos e
benefícios. A equipe da Anvisa foi questionada
sobre as razões da mudança de postura em relação
aos emagrecedores. No início do ano, o mesmo grupo defendeu
a retirada desses remédios - e a sibutramina era a vilã.
O argumento era de que os riscos superavam os benefícios.
Essa convicção foi mantida mesmo depois das duas
audiências públicas realizadas pela Anvisa para
ouvir especialistas e a sociedade.
No último encontro, em entrevista ao Estado, a chefe
do Núcleo de Notificação da Anvisa, Maria
Eugênia Cury, afirmara: 'Nenhum argumento ouvido nos encontros
trazia um fato novo que mereceria a mudança do parecer'.
Ontem, Maria Eugênia foi questionada sobre qual seria o
fato novo. A resposta foi: 'Uma decisão da equipe técnica'.
O presidente
da Associação Brasileira de Nutrologia,
Durval Ribas Filho, considerou a vitória parcial. 'É preciso
esperar a decisão da diretoria colegiada da Anvisa. Mas
o ideal seria que todos os remédios continuassem no mercado.'
Ricardo Meirelles, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia
e Metabologia concorda. 'Não é o melhor dos mundos,
mas seria insensato proibirem a sibutramina', afirmou.
Folha
de São
Paulo
Mosquito
imune à dengue elimina os rivais na Austrália
Bactéria foi usada para 'vacinar' inseto porque é capaz
de destruir o vírus causador da doença no organismo
Teste é o primeiro a ter sucesso na natureza; pesquisadores
já falam em aplicar a ideia na Ásia e no Brasil
Por Ricardo Bonalume Neto
Pela primeira
vez na história, pesquisadores conseguiram
transformar uma população selvagem de insetos de
modo a reduzir sua capacidade de transmitir doenças.
O feito aconteceu
justamente com um dos maiores problemas de saúde pública
do planeta: o mosquito transmissor da dengue.
A equipe
de pesquisadores na Austrália, que contou com
a participação de um cientista brasileiro, precisou
de cem dias para substituir quase todos os mosquitos transmissores
da doença em duas localidades por outros incapazes de
carregar a dengue.
Em dois artigos
na edição de hoje da revista científica "Nature",
o grupo mostra como conseguiu bloquear a transmissão do
vírus ao infectar os mosquitos com a wMel, uma variante
da bactéria Wolbachia.
"Muitos estudos parariam por aí. Mas os pesquisadores
deram o próximo e surpreendente passo de tentar a liberação
de mosquitos infectados com a Wolbachia no campo, e o fizeram
no seu próprio quintal", comentou, em artigo na mesma
edição da revista, o pesquisador Jason L. Rasgon,
da Universidade Johns Hopkins (EUA).
O primeiro
artigo, que teve a participação de
Luciano Andrade Moreira, do Centro de Pesquisas René Rachou,
da Fiocruz de Minas, "trata mais da caracterização
da cepa da bactéria. Foi a nossa segunda investida em
colocar a bactéria no mosquito", disse o cientista
brasileiro à Folha.
"As moscas-das-frutas têm a mesma cepa no mundo inteiro",
diz Moreira, cuja parte no estudo era checar se a saliva do mosquito
continha ou não o vírus da dengue, e se a bactéria
conseguia bloquear a infecção. "Mostramos
que bloqueou", diz ele.
Revoada
O estudo
já durava vários anos e culminou com
a liberação de quase 300 mil mosquitos contendo
a cepa wMel em duas pequenas localidades de Queensland, nordeste
da Austrália.
Yorkeys Knob,
com apenas 614 casas, e Gordonvale, com 668 residências,
receberam os novos moradores alados. Foram feitos cinco lançamentos
de mosquitos a cada dez dias nesses lugarejos.
Os resultados
foram espetaculares. Em Yorkeys Knob os mosquitos com a bactéria substituíram os locais em quase
100%. Em Gordonvale, passaram a ser mais de 80% da população
do inseto.
Os mosquitos "vacinados" se
reproduziram mais porque a Wolbachia usa um truque sujo para
se espalhar.
Machos infectados
que cruzarem com fêmeas sem a bactéria
geram filhotes que morrem ainda na fase embrionária.
Já as fêmeas com a Wolbachia se reproduzem sem
problemas tanto com machos infectados quanto com os não
infectados. Como a bactéria é transmitida da mãe
para os filhotes, a combinação de fatores favorece
os infectados.
Moreira ressalta
que essa dinâmica foi levada em conta
a cada passo dado pelos cientistas. "Houve uma criteriosa
análise de risco, envolvendo revisores externos, que durou
dois anos", conta.
O próximo passo é checar, na estação
chuvosa, se o efeito da substituição de mosquitos
permaneceu constante.
Estão sendo planejadas liberações semelhantes
no Vietnã, na Tailândia e na Indonésia; o
Brasil também pode ser incluído em um estudo futuro. "Estamos
em negociações preliminares com o Ministério
da Saúde", afirma o pesquisador brasileiro.
Folha
de São
Paulo
Dieta
rica em nozes e fibras é eficaz para baixar o colesterol
Da Reuters
- Uma dieta baseada em vegetais, nozes e fibras é eficaz
para baixar o colesterol, segundo pesquisa publicada ontem na
revista "Jama".
O estudo
avaliou 351 canadenses com colesterol alto, divididos em três grupos. Um fez uma dieta com pouca gordura saturada.
Os participantes dos outros dois grupos tinham que incluir na
alimentação itens como leite de soja, nozes, aveia
e tofu.
Depois de
seis meses, os voluntários que consumiram pouca
gordura saturada tiveram uma queda de 3% nos níveis de
colesterol. Os outros dois tiveram uma queda maior, em torno
de 13%.
"Mas, se você quiser ficar sentado no sofá tomando
cerveja, é melhor tomar um remédio para baixar
o colesterol", afirmou o autor do estudo, o médico
David Jenkins.
Confederação Nacional de Saúde
Apresentação da atual situação dos
Laboratórios Clínicos Brasileiros
A Confederação Nacional de Saúde, Hospitais,
Estabelecimentos e Serviços – CNS, por intermédio
de seu Departamento de Laboratórios, promoveu, quarta-feira,
dia 24 de agosto, um “Café da Manhã”,
com parlamentares integrantes da Frente Parlamentar da Saúde
e representantes do setor, no 10º andar do Anexo IV da Câmara
dos Deputados.
A reunião teve como finalidade a apresentação
aos Deputados e Senadores da FPS, da situação dos
Laboratórios Clínicos Brasileiros, principalmente
daqueles credenciados ou contratados pelo Sistema Único
de Saúde - SUS.
Correio Braziliense
Uma pitada a menos
Mudança nos padrões alimentares dos brasileiros
levou a um aumento exagerado do consumo de sal, condimento que
agrava a incidência de doenças crônicas. Anvisa
lança campanha para alertar sobre os malefícios
do sódio em excesso
Por Márcia
Neri
A gordura
não é a única vilã da
dieta que o brasileiro adotou nos últimos anos. De norte
a sul, o prato da população está muito mais
salgado do que deveria. E o excesso de sódio, que responde
por 40% da composição do sal de cozinha e também é usado
pela indústria como conservante, tem deixado a população
vulnerável. A Organização Mundial de Saúde
(OMS) recomenda a ingestão diária de 5g do condimento.
Mas estimativas revelam que o consumo médio no Brasil
varia de 10g a 12g. A conta do abuso é cobrada da saúde,
já que a ingestão excessiva do sódio é apontada
por especialistas como a principal responsável pelo aumento
da incidência de doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT).
Dados do
Ministério da Saúde revelam que, atualmente,
tais patologias são responsáveis por pelo menos
68% das mortes ocorridas anualmente no país, aumentando
em mais de três vezes a proporção registrada
entre as décadas de 1930 e 1990. Em 2007, ano em que o último
levantamento foi realizado, os males como diabetes melito, neoplasias,
doenças renais, cardiovasculares e outros problemas crônicos
mataram 706 mil pessoas.
Preocupada
com a situação, a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou a
Campanha de Redução do Consumo de Sal, cujo objetivo é conscientizar
e orientar consumidores para escolhas mais saudáveis. “Além
de incentivar o consumo de alimentos naturais, o projeto pretende
criar nas pessoas o hábito de leitura do rótulo
nutricional dos produtos industrializados para a escolha daqueles
com o menor teor de sódio”, explica Denise Resende,
gerente-geral de alimentos do órgão regulatório.
A biomédica afirma que a campanha integra as estratégias
para a redução do consumo de sódio pela
população e se alia ao compromisso assinado em
abril passado entre o Ministério da Saúde e as
indústrias de alimentação para diminuir
gradualmente a substância nos alimentos processados. A
Associação Brasileira de Supermercados (Abras) é parceira
da proposta. “Hoje, cerca de 25 milhões de pessoas
passam diariamente pelos supermercados do país. Criamos
uma série de panfletos e banners que serão distribuídos
nos estabelecimentos, alertando para o perigo do consumo exagerado
de sódio”, adianta.
Padrão
de risco
Segundo Denise
Resende, a ingestão excessiva do nutriente
deve-se à mudança no padrão da dieta de
adultos e crianças. Hoje, uma parcela considerável
dos brasileiros almoça fora de casa. Além disso,
no cardápio caseiro, os alimentos industrializados estão
presentes em escalas bem maiores do que há 20 ou 30 anos.
Um estudo desenvolvido pela própria Anvisa em 2010 avaliou
o perfil nutricional dos alimentos processados que recheiam as
gôndolas dos supermercados. O resultado não deixou
dúvidas: a alimentação dos adultos e das
crianças anda pobre em fibras e rica em gorduras saturadas
e sódio.
Dentre as
categorias analisadas, a que representou maior teor de sódio foi a do macarrão instantâneo. “O
sódio também está presente em biscoitos,
refrigerantes, pães, salgadinhos, embutidos e enlatados.
Se conseguirmos diminuir o consumo de sal para 5 g diários,
reduziremos em 15% os óbitos por acidente vascular cerebral
(AVC). Cerca de 1,5 milhão de brasileiros ficariam livres
da hipertensão”, destaca Denise.
O organismo
humano utiliza uma série de recursos para
se manter em equilíbrio. Quando o nível de sódio
passa dos limites tolerados, ocorre a liberação
de hormônios que retêm os líquidos. Tal situação
aumenta o volume de sangue circulante e sobrecarrega o coração
devido à elevação da pressão arterial.
A hipertensão, por sua vez, é fator de risco para
AVC, infarto, comprometimento das funções renais
e de outros órgãos. “É um efeito cascata.
Atualmente, 30% da população mundial morre de AVC
ou infarto, e a ingestão descontrolada de sal é um
dos vilões, assim como o colesterol ruim e o sedentarismo”,
reforça Bruno Ganen, cardiologista e gerente do programa
Total Care da Amil.
O nefrologista
Daniel Rinaldi detalha o que ocorre com os rins. Por alterar
os vasos,
o sal provoca perda de função
renal a longo prazo. “O sódio lesa o rim. Uma vez
comprometido, o órgão não consegue eliminar
o nutriente do organismo, que acaba retendo líquido. Vem,
então, a hipertensão e tudo o que ela acarreta. É um
ciclo vicioso, que vai piorando progressivamente”, lamenta
o médico, que é presidente da Sociedade Brasileira
de Nefrologia. Para o especialista, somente a mudança
dos hábitos alimentares poderá evitar que a situação
da saúde do brasileiro se agrave ainda mais dentro de
poucos anos.
Hábito
A servidora
pública Rosa Veloso, 67 anos, sabe a diferença
que a moderação em relação ao sal
pode fazer. Mineira e apreciadora de uma alimentação
caprichada no tempero, ela conta que a hipertensão deu
os primeiros sinais quando ela tinha 41 anos. O cardiologista
prescreveu medicação e cuidados com a dieta. “Confesso
que não fui disciplinada e não controlei tanto
as guloseimas. Quando fiz 60 anos, descobri o diabetes. Passei
muito mal e a situação ficou tão complicada
que tive que tomar insulina. Nesse momento, até a hipertensão,
outrora remediada, ficou descontrolada”, conta. Depois
do susto, um programa alimentar com controle do sal e das gorduras
devolveu a qualidade de vida a Rosa. “Já emagreci
8kg. Cheguei a tomar 11 medicamentos. Hoje, consegui reduzir
para dois”, comemora.
O economista
Marco Antônio*, 31 anos, estava a caminho
da falência renal. Embora sentisse uma dor estranha nas
costas e um cansaço constante, ele nunca imaginou que
uma alteração no funcionamento dos rins fosse ser
apontada no checape que resolveu fazer. “Percebi o quanto
a alimentação pode mudar a minha vida”, conta.
A nutricionista
Denise Lausmann garante que é possível
diminuir o sal sem comprometer o sabor dos alimentos. Segundo
ela, o saleiro jamais deve ir à mesa. Os embutidos precisam
ser consumidos com muita parcimônia, e os molhos industrializados,
evitados ao máximo. “É possível codimentar
carnes com sal de ervas, uma mistura de manjericão, orégano,
alecrim e sal batidos no liquidificador. Na hora de temperar,
use esse preparado na mesma quantidade que usaria o sal”,
sugere. “A boa alimentação é um hábito
que depende da conscientização de cada indivíduo.
Definitivamente, nosso organismo não precisa de 12g de
sal por dia”, reforça.
Faça
as contas
Para converter
a quantidade de sódio encontrada no rótulo
de algum produto em sal, basta multiplicá-la por 2,54.
Uma porção de 27,5g de frango à americana
de uma famosa marca disponível em supermercados, por exemplo,
contém 1.550mg de sódio. Multiplicando esse valor
por 2,54, encontra-se a medida equivalente em sal: 3,9g. Isso
representa 65% do recomendado para consumo no dia todo, que é de
2g de sódio ou 5g de sal.
Alimentação e câncer
Especialistas
do Instituto Nacional de Câncer José Alencar
Gomes da Silva (Inca) alertam que 19% dos casos de câncer
podem ser evitados por meio de hábitos alimentares saudáveis.
O problema é que, segundo o módulo Consumo Alimentar
Individual da Pesquisa de Orçamentos Familiares, divulgada
em julho pelo IBGE, os brasileiros estão ingerindo menos
de um terço dos alimentos recomendados para a prevenção
da doença. Conforme os dados da POF, o consumo de frutas,
legumes e verduras diário é de apenas 126,4g, enquanto
que o ideal seria, no mínimo, 400gs.
Segundo o
Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer
(WCRF, na sigla em inglês) se a população
brasileira passasse a consumir o indicado e aliasse alimentação
saudável a atividade física, seria possível
prevenir 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe;
60% dos tumores de esôfago, e 52% dos casos em que a doença
atinge o endométrio. De acordo com estudos do Inca, as
carnes (incluindo peixes e aves) salgadas e processadas também
deveriam ser evitadas para prevenir o surgimento de cânceres
de estômago, cólon e reto, os quais estão
entre os cinco mais incidentes na população brasileira.
(MN)
Correio Braziliense
Alimentação e câncer
Especialistas
do Instituto Nacional de Câncer José Alencar
Gomes da Silva (Inca) alertam que 19% dos casos de câncer
podem ser evitados por meio de hábitos alimentares saudáveis.
O problema é que, segundo o módulo Consumo Alimentar
Individual da Pesquisa de Orçamentos Familiares, divulgada
em julho pelo IBGE, os brasileiros estão ingerindo menos
de um terço dos alimentos recomendados para a prevenção
da doença. Conforme os dados da POF, o consumo de frutas,
legumes e verduras diário é de apenas 126,4g, enquanto
que o ideal seria, no mínimo, 400gs.
Segundo o
Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer
(WCRF, na sigla em inglês) se a população
brasileira passasse a consumir o indicado e aliasse alimentação
saudável a atividade física, seria possível
prevenir 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe;
60% dos tumores de esôfago, e 52% dos casos em que a doença
atinge o endométrio. De acordo com estudos do Inca, as
carnes (incluindo peixes e aves) salgadas e processadas também
deveriam ser evitadas para prevenir o surgimento de cânceres
de estômago, cólon e reto, os quais estão
entre os cinco mais incidentes na população brasileira.
Quarta-feira, 24.08.11
Agência Câmara de Notícias
Marco Maia se compromete a buscar acordo para votar Emenda 29
em setembro
Por Eduardo
Piovesan e Geórgia Moraes / Edição:
Marcos Rossi
A votação da Medida Provisória 533/11 nesta
quarta-feira foi viabilizada pelo compromisso do presidente da
Câmara, Marco Maia, de buscar um entendimento até a
reunião de líderes da próxima terça-feira
(30) para definição de uma data em setembro para
análise da proposta que regulamenta a Emenda Constitucional
29 (PLP 306/08) .
Os líderes do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães
Neto (BA), e do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), aceitaram
o acordo e desistiram da obstrução. Eles cobram
a votação o quanto antes do projeto que vai garantir
mais recursos para a saúde.
Maia disse
que os líderes são testemunha de seu
esforço para a construção de uma agenda
para os próximos 45 dias. “Acho que estamos próximos
de um acordo histórico que viabilizará a votação
dessas importantes matérias”, afirmou.
Além da regulamentação da Emenda 29 e das
medidas provisórias que trancam os trabalhos, a Câmara
votaria também o Projeto de Lei 1209/11, do Executivo,
que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico
e Emprego (Pronatec); a ampliação das faixas do
Supersimples (PLP 87/11); a regulamentação do aviso
prévio proporcional (PL 3941/89); as emendas do Senado
para o Projeto de Lei 5798/09, que cria o Vale-Cultura; e o PL
6716/09, que muda o Código Brasileiro de Aeronáutica.
“Eu assumo o compromisso de fazer todo o esforço
para dialogar com o governo e a oposição e solucionar
a votação da regulamentação da Emenda
29 ainda no mês de setembro”, disse o presidente.
Voto
de confiança
Magalhães Neto ressaltou que concordou com a proposta
de procedimentos de Marco Maia para dar mais “um voto de
confiança” aos esforços do presidente. “Mas
só entrarei nas negociações na próxima
semana para um acordo mais amplo de votação se
houver um compromisso peremptório de que esta Casa não
vai encerrar o mês de setembro sem regulamentar a Emenda
29”, afirmou.
Para Duarte
Nogueira, o acordo para votar essa MP é “mais
uma demonstração de que a oposição
está sempre aberta às conversações”.
Ele lembrou que todas as matérias citadas por Marco Maia
para o calendário de votações do segundo
semestre fazem parte de uma lista de 18 projetos apresentada
pelo PSDB como prioridade de votação.
O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), disse que há apenas discordâncias pontuais
em relação a algumas questões sobre a regulamentação
da Emenda 29. “Não é verdade que os hospitais
estão abandonados. Isso era no tempo deles [da oposição]”,
afirmou.
Sintonia fina
Como não houve acordo sobre a data de votação
da regulamentação da Emenda 29 na reunião
de líderes na tarde desta quarta-feira, Marco Maia chegou
a reunir-se em separado, primeiro, com os líderes governistas
e, depois, com os da oposição, para buscar um entendimento. "Nós
estamos neste momento na fase de ajuste final, de sintonia fina,
para construção desse acordo."
Cândido Vaccarezza disse, no entanto, que a matéria
só pode ser votada se houver a indicação
da fonte dos recursos para essas despesas e se o texto for negociado
com os governadores, que estariam contra a proposta. Ele chegou
a sugerir um novo projeto sobre o tema. "Tem que ser um
texto mais equilibrado que, inclusive, diga de onde sai o dinheiro",
ressaltou Vaccarezza.
A reação do líder do PSDB foi chamar de
golpe a ideia de um novo projeto. "Nós não
vamos aceitar que seja feito um novo projeto. Queremos votar
a Emenda 29 na forma como ela se encontra, o seu último
destaque [que derruba a criação da Contribuição
Social da Saúde], e mandar pro Senado para que isso possa
logo mais virar lei e os recursos possam ser colocados na área
da saúde", destacou Duarte Nogueira.
A pressão para que a matéria seja votada vem inclusive
da base aliada. O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo
Alves (RN), defendeu a votação, afirmando que a
causa é justa. "Essa pressão é ótima.
Todo governo gosta de pressões que sejam boas, em favor
do governo, em favor do País", afirmou.
Agência Câmara de Notícias
Acordo
define votação de MP hoje; decisão
sobre Emenda 29 pode sair na terça
Por
Eduardo Piovesan / Edição: Marcos Rossi
Os líderes do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães
Neto (BA), e do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), aceitaram
um acordo de procedimentos proposto pelo presidente da Câmara,
Marco Maia, para a votação da Medida Provisória
533/11.
Segundo o
acordo, o Plenário deve votar hoje o mérito
da MP e analisar os destaques na próxima semana, sem obstrução.
A MP 533/11 autoriza a União a repassar recursos aos municípios
e ao Distrito Federal para a manutenção de novos
estabelecimentos públicos de educação infantil,
cujas matrículas ainda não foram computadas no
Censo Escolar.
Calendário de votações
Maia disse
que os líderes são testemunha de seu
esforço para a construção de uma agenda
para os próximos 45 dias. “Acho que estamos próximos
de um acordo histórico que viabilizará a votação
dessas importantes matérias”, afirmou.
Além das medidas provisórias que trancam os trabalhos,
a Câmara votaria também o Projeto de Lei 1209/11,
do Executivo, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e Emprego (Pronatec); a ampliação
das faixas do Supersimples (PLP 87/11); a regulamentação
do aviso prévio proporcional (PL 3941/89); as emendas
do Senado para o Projeto de Lei 5798/09, que cria o Vale-Cultura;
o PL 6716/09, que muda o Código Brasileiro de Aeronáutica;
e a regulamentação da Emenda 29 (PLP 306/08).
“Eu assumo o compromisso de fazer todo o esforço
para dialogar com o governo e a oposição e solucionar
a votação da regulamentação da Emenda
29 ainda no mês de setembro”, disse o presidente.
Como não houve acordo sobre a data de votação
da regulamentação da Emenda 29 na reunião
de líderes desta tarde, Marco Maia se encontrou em seguida,
separadamente, com diversas lideranças partidárias
na expectativa de obter um entendimento, e a expectativa é resolver
a questão em uma nova reunião de líderes
na próxima terça-feira (30).
CREMESP
Conselho
Regional de Medicina pede revogação da
lei estadual 1.131
Em Sessão Plenária do dia 23 de agosto de 2011,
o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo
(Cremesp) manifestou-se contra a lei que permite a destinação
de até
25% da capacidade
de hospitais públicos para atendimento
de pacientes particulares e conveniados a planos e seguros de
saúde.
Segundo o
Cremesp, os contratos entre operadoras de planos de saúde e organizações sociais (OSs) que administram
hospitais estaduais poderão levar à criação
da "dupla porta"
de atendimento,
com privilégio de assistência aos
pacientes de convênios e particulares, em detrimento dos
usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em dezembro
de 2010, quando o projeto foi discutido na Assembleia Legislativa,
o
Cremesp divulgou nota pedindo o adiamento da votação: "trata-se
de tema complexo, com grande impacto na configuração
do sistema de saúde estadual, o que exige um debate com
a participação de toda a sociedade."
Confira a seguir o novo posicionamento do Cremesp:
POSIÇÃO DO CREMESP SOBRE A LEI ESTADUAL Nº 1.131/2010
O Conselho
Regional de Medicina do Estado de São Paulo
(Cremesp) vem posicionar-se contrariamente à Lei Complementar
Nº. 1.131/2010, seguida do Decreto Estadual Nº 57.108,
de 6/7/2011, que permite aos hospitais da rede estadual, administrados
por Organizações Sociais, destinar até 25%
da capacidade instalada para particulares, planos e seguros de
saúde.
Manifestamos
igualmente nossa preocupação quanto à decisão
da Secretaria de Estado da Saúde (Resolução
SS - Nº 81, publicada no DOE de 6/8/2011 - Seção
1 - p.30) de autorizar os primeiros hospitais a celebrar diretamente
contratos com planos e seguros de saúde privados.
É notória a insuficiência da rede estadual
de saúde para atender a demanda do Sistema Único
de Saúde (SUS), situação agravada pela ausência
de um plano de carreira, cargos e vencimentos para os médicos
do estado.
Além disso, cabe denunciar a omissão da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em viabilizar o ressarcimento
ao SUS, sempre que pacientes de planos de saúde são
atendidos em hospital público, conforme determina o artigo
32 da Lei Nº 9.656/98.
Da mesma
forma, a ANS não pode fugir à sua obrigação
de fiscalizar e exigir das operadoras de planos de saúde
a oferta de rede de serviços adequada para atendimento
integral dos pacientes, o que reduziria a procura do SUS por
parte da população coberta na saúde suplementar.
Destacamos
o princípio fundamental do Código de Ética
Médica: "A Medicina é uma profissão
a serviço da saúde do ser humano e da coletividade
e será exercida sem discriminação de qualquer
natureza" (Capítulo I; I).
Considerando
os possíveis impactos negativos da legislação
em pauta, que poderá levar à criação
da "dupla porta" de atendimento, com privilégio
de assistência aos pacientes de
convênios médicos e particulares, em oposição
aos princípios do SUS de universalidade, equidade e integralidade,
além da diminuição dos recursos materiais
e humanos já escassos ofertados à população
usuária do sistema público, o Cremesp solicita
ao Exmo. Governador Geraldo Alckmin, ao Ilmo. secretário
de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri e ao Exmo. Presidente
da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Deputado
José Antônio Barros Munhoz, a revogação
da Lei Complementar Nº 1.131/2010, do Decreto Estadual Nº 57.108,
de 6/7/2011 e da Resolução SS - 81, de 6/8/2011.
Conselho
Regional de Medicina do Estado de São Paulo
Aprovado
em Sessão Plenária
de 23 de agosto de 2011
AGENDA
-
I Fórum Nacional sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais
A Secretaria
de Ciência e Tecnologia do Ministério
da Saúde, por meio do Departamento de Assistência
Farmacêutica e Insumos Estratégicos (SCTIE/DAF),
realiza, nos dias 25 e 26 de agosto, em Brasília, o I
Fórum Nacional Sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais.
O evento
tem como principal objetivo reunir os profissionais da área da farmácia hospitalar, os gestores do
SUS e os administradores das unidades hospitalares para compartilharem
as experiências que podem orientar o aprofundamento do
tema. As vagas são limitadas.
As experiências exitosas vão destacar quatro eixos,
que têm como temas a gestão da informação;
o ensino, a pesquisa e a educação permanente em
saúde; o cuidado e segurança do paciente; além
do processo de trabalho, que é referente à infraestrutura
física, tecnológica e recursos humanos no desenvolvimento
das atividades da Farmácia Hospitalar.
Após as discussões, haverá a conseqüente
tomada de decisão por parte do órgão a fim
de alavancar novas práticas profissionais e de gestão,
tais como o monitoramento das ações de assistência
farmacêutica, participar ativamente do aperfeiçoamento
contínuo das práticas da equipe de saúde
e contribuir para a promoção da atenção
integral à saúde, humanização do
cuidado e efetividade da intervenção terapêutica.
Para mais
informações sobre os objetivos e a programação
do evento, clique
Serviço:
“I Fórum Nacional Sobre Serviços Farmacêuticos
em Hospitais.”
Data: 25 e 26 de agosto de 2011
Horário: Credenciamento às 8h30 e abertura oficial às
9h
Contato: (61) 3315-3369
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html