Leia
nesta edição:
- El gestor debe estar atento a cualquier cambio em las tendencias
sanitarias
- Planos
de assistência crescem 13% ao ano e movimentam
R$ 38 bilhões no país
- Preços da saúde
disparam
- Regulamentada
lei sobre plano de saúde a aposentados
- Mutirão de testes gratuitos de HIV em SP tem plantão
no fim de semana
- Sergipe
receberá R$ 60 milhões para redes de
atenção
- ANS diz
não ter previsão para que haja controle
de honorário médico
- Cancelamento
de plano de saúde por inadimplência
não exige ação judicial
- Brasil
deverá ter mais de meio milhão de casos
de câncer em 2012
- Senado
aprova proibição ao fumo em lugares fechados
de todo o País
- Saúde lança perfil do câncer
para 2012
- Pfizer tenta repor rombo de US$ 10 bi anual com fim da venda
do Lipitor
- Novo reagente
facilita detecção de células
cancerosas
- Municípios reduzem processos de judicialização
- MPF quer
contratação de profissional de saúde
para atender índios
- Mulher
morre com meningite C na Bahia; é o 43º caso
no Estado em 2011
Sexta-feira, 25.11.11
DIARIO MEDICO
El gestor debe estar atento a cualquier cambio em las tendencias
sanitarias
Profesionalización
y gobernanza, claves en el hospital
Jose Carlos
De Souza Abrahao, presidente de la Federación
Internacional de Hospitales y director del congreso que se ha
celebrado em Dubai, ha respondido a las preguntas de DM.
¿Cuál
es la tendencia em gerencia hospitalaria alrededor del mundo?
-Una de las
necesidades de un buen gestor es seguir de cerca lo que sucede
en el sector
salud de todo el mundo, porque cada
día surgen novedades. Es esencial profesionalizarse y
aplicar la gobernanza corporativa. Además, no podemos
pensar em gerencia sin aplicar conceptos de sostenibilidad. La
sociedad exige que las empresas e instituciones utilicen las
tres dimensiones de La sostenibilidad: asistencial, social y
ambiental.
¿Existen necesidades muy diferentes entre los países
dentro de sus patrones de gobernanza?
-Sí, incluso la Organización Mundial de la Salud
hace viables proyectos de calidad que varían conforme
a la cultura de los países.
¿Qué iniciativas le han soprendido más?
-El congreso
ha sido muy provechoso en ese sentido. Fue una oportunidad única para intercambiar experiencias. Las
delegaciones pudieron volver a sus países com varios ejemplos
de gestión para llevar a la población recursos
eficientes. Una cosa es cierta: los países buscan desarrollar
una gestión em Salud de alta calidad. Es agradable ver
que es unánime en el mundo. Brasil, por ejemplo, ha presentado
experiencias exitosas en la gestión de colaboraciones
público-privadas en Salud y los resultados en términos
de indicadores de eficacia médica, la productividad de
los recursos y de la sostenibilidad en una muestra de servicios
del sector en el país.
¿Qué conclusiones
extrae del congreso?
-El evento
fue un éxito. Participaron más de mil
profesionales de la Salud procedentes de más de 60 países.
Todos estaban comprometidos con los temas abordados y buscaban
soluciones para mejorar la Salud en el propio país y en
el mundo. Brasil, por ejemplo, fue representado por más
de 30 personas, lo que muestra cómo nuestro país
busca evolucionar en Salud cada vez más.
BRASIL
ECONÔMICO
Planos
de assistência crescem 13% ao ano e movimentam
R$ 38 bilhões no país
O mercado
de planos de saúde no Brasil soma cerca de
46,6 milhões de beneficiários, alta de 7,6% ante
2010. A principal explicação para o avanço,
que vem ocorrendo a essa taxa sobretudo nos últimos dois
anos, é o aumento do emprego formal, que ampliou o acesso
ao benefício. O movimento, é claro, engordou os
caixas das empresas que atuam no ramo. No mesmo período,
as empresas que vendem planos de saúde cresceram cerca
de 13% ao ano e movimentam atuais R$ 38 bilhões no país,
segundo a consultoria Torres Associados. Foi nessa mesma época
que se viu um movimento de aquisições.
Um dos grandes
consolidadores do setor de saúde brasileiro é o
médico Edson de Godoy Bueno, principal acionista da Amilpar,
que alcançou receita de R$ 7,8 bilhões em 2010.
Nos últimos três anos, o empresário colecionou
16 aquisições, entre planos de saúde, hospitais,
clínicas e laboratórios, com um desembolso estimado
em R$ 2,3 bilhões. Mesmo com o fortalecimento da musculatura,
a Amil ainda não estagnou. Entre 2011 e 2014 a empresa
deverá investir cerca de R$ 700 milhões em inaugurações,
aquisições e reformas de estruturas. O destaque
ficará por conta do Hospital das Américas, que
promete ser um dos maiores complexos hospitalares do Rio de Janeiro.
O Grupo Fleury,
presidido por Omar Hauache, também se
movimentou para ganhar espaço em solo carioca. Um dos
principais negócios concluídos pelo laboratório,
dono as marcas a+, Weinmann e Campana além da Fleury,
foi a aquisição da Labs D'Or, que pertencia à Rede
D'Or, por R$ 1,2 bilhão em 2010. O Rio também está nos
planos da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein, dizem
fontes do setor. Claudio Luiz Lottenberg, presidente do hospital,
não descarta o interesse. Até 2012, o Einstein
quer investir R$ 1,5 bilhão em reformas e expansão
regional.
BRASIL
ECONÔMICO
Preços da saúde
disparam
Inflação de serviços médicos e odontológicos,
de convênios e de exames acumula alta de 8,76% desde o
início do ano em Brasília. É o maior percentual
registrado em todo o país. Laboratórios, hospitais
e dentistas aplicaram os reajustes mais pesados
O aumento
dos custos com saúde está castigando
o bolso dos brasilienses. Desde o início do ano, Brasília
foi a capital com a mais alta inflação neste segmento,
que inclui serviços como atendimento médico e odontológico,
procedimentos laboratoriais e planos de saúde. De janeiro
a outubro, os preços subiram em média 8,76%, contra
uma média nacional de 6,8%. A capital federal é seguida
por Belo Horizonte, Goiânia, Rio de Janeiro e Fortaleza,
segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), que mede a inflação nas principais capitais
brasileiras (veja ranking).
De acordo
com o IBGE, foram os serviços laboratoriais
e hospitalares que mais se destacaram frente às demais
capitais pesquisadas, com variações de 12,56% e
10,55%, respectivamente. Também registrou alta elevada
o atendimento prestado pelos dentistas, que reajustaram seus
preços em 10,55%. Para se ter uma ideia do aumento nos
preços que compõem a cesta de saúde, o Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registra até outubro
alta acumulada de 5,43%.
Os gastos
com saúde consomem em média 10,8% do
orçamento dos brasileiros. Significa dizer que uma família
com renda mensal de R$ 5 mil, por exemplo, gastaria até o
fim do ano passado em média R$ 540 por mês com médicos,
dentistas e convênios. Se aplicada a inflação
de 8,76%, esse gasto mensal subiria para R$ 587,30, o equivalente
a 11,7% da renda. Ou seja, sem aumento de salário, a inflação
da saúde seria responsável por comer 1% da renda
familiar.
A pesquisadora
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea) Julia Braga explica que a variação dos preços
tem influência nos aumentos dos preços de medicamentos. "Não
significa necessariamente que o preço dos remédios
subiu muito. O que acontece é que o peso deles é muito
significativo dentro deste grupo. Como não podem ser dispensados,
qualquer alteração nos valores mexe no índice
como um todo", afirma.
Dentro da
cesta de itens que sofreram reajustes estão
listados tanto os que são livres para determinar o valor
a partir da demanda do mercado - como serviços médicos
e odontológicos, por exemplo -, quanto os limitados pelo
governo, por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS): remédios e planos de saúde.
Em alta
A fisioterapeuta
Cláudia Pereira, 47 anos, tem um convênio
particular, mas mesmo assim precisa pagar pelas consultas com
alguns especialistas. "Eu tenho a saúde muito boa,
então é um gasto que não pesa tanto no meu
orçamento. Mas, mesmo assim, cada vez que preciso de um
médico de confiança, pago por fora. Por atendimento
são R$ 260, o que eu considero caro", reclama. Quando
vai ao dentista, a situação se repete. "Não
dá para escolher alguém do plano, sem indicação.
Vou em quem eu confio, alguém que tenha experiência,
então também preciso tirar do bolso. O convênio
serve para dar segurança e para atendimento na emergência,
o que raramente acontece."
Apesar do
aperto no orçamento, a auxiliar de educação
Aparecida Vicente, de 50 anos, diz não ter como escapar
dos reajustes. "Eu sei que aumentou porque pago todo mês
o meu plano de saúde e ainda vou em médicos fora
do convênio. Você chega à rede privada e não
tem pediatra, o que você pode fazer além de se sujeitar
a pagar o preço?", questiona.
Professor
da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Alberto
Ramos explica que todo o setor de serviços, de maneira
geral, tem sofrido visivelmente com os impactos da inflação. "Nesse
caso, o único influenciador do preço é o
mercado interno, a demanda da população. Não
há como importar esse tipo de atendimento se o preço
subir aqui e cair em São Paulo, por exemplo", afirma
o economista.
De acordo
com Ramos, como a renda per capita de Brasília é alta
e formada, em grande parte, por funcionários públicos,
a economia local também não está tão
sensível ao ciclo de crise macroeconômica e às
mudanças no cenário internacional como estaria
se fosse uma região industrial. "Somam-se a isso
o aumento natural da procura, já que a população
está envelhecendo, e o aumento de empregos formais. Quando
os profissionais passam a ser formalizados, eles também
ganham acesso a planos de saúde privados", reforça
o professor. Por esse motivo, o especialista considera razoável
que os reajustes da saúde superem a média da inflação.
Índice
Em julho,
a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) fixou em 7,69% o índice máximo de reajuste
para os planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares
contratados a partir de janeiro de 1999. O percentual incidiu
sobre os contratos de cerca de 8 milhões de consumidores,
ou seja, 17% dos usuários no Brasil.
Palavra de especialista
"O que pode pressionar a inflação da saúde
são os serviços locais, principalmente o atendimento
médico. Nesse caso, quem define os preços são
as características de cada cidade, que vão além
da concorrência, da especialização ou da
demanda. Entram na conta os preços do aluguel do consultório
ou da mão de obra, e nós sabemos o quanto esses
custos são altos no DF. Além disso, como o brasiliense
tem uma renda elevada, ele é mais permissivo com os aumentos.
Está disposto a pagar. O que não ocorre em outras
capitais, que possuem crescimento econômico menor”,
explica, José Ricardo da Costa e Silva, professor de economia
do Ibmec.
PORTAL UOL
Regulamentada
lei sobre plano de saúde a aposentados
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou
hoje no Diário Oficial da União resolução
que regulamenta a lei que trata dos planos de saúde e
assegura aos desempregados (demitidos ou exonerados sem justa
causa) e aposentados a manutenção temporária
de assistência, oferecida pelo empregador.
O direito
ao benefício é assegurado aos contratados
a partir de 2 de janeiro de 1999, desde que assumam o pagamento
integral do plano de saúde. O período de manutenção
será de 1/3 do tempo de permanência em que o assegurado
tenha contribuído com o plano.
No caso dos
aposentados, o vínculo empregatício
deverá ser no mínimo de 10 anos, e o benefício
também depende de pagamento integral do plano, após
a aposentadoria. O benefício será extinto no caso
de novo emprego e pelo cancelamento do plano pelo empregador
concedido aos empregados ativos e ex-empregados. A regulamentação
entrará em vigor 90 dias após a publicação.
PORTAL G1
Mutirão de testes gratuitos de HIV em SP tem plantão
no fim de semana
A Secretaria
de Saúde do Estado de São Paulo vai
manter 687 postos abertos em 255 cidades neste fim de semana
para um mutirão de testes gratuitos para detecção
do HIV, o vírus causador da Aids. A ação
faz parte da campanha "Fique Sabendo", que ocorre até 1º de
dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids.
Para saber
onde fazer o teste, a população pode
ligar gratuitamente para o Disque DST/Aids (0800 16 25 50).
O processo é feito de forma sigilosa, com atendimento
individual. Caso o paciente seja diagnosticado com o HIV, será encaminhado
para tratamento.
Outros 245
municípios também
participam, com testes apenas de segunda a sexta.
A secretaria
afirma que o diagnóstico precoce é importante
para o tratamento correto da Aids, e que metade das mortes causadas
pela doença acontecem porque são descobertas tardiamente.
PORTAL
DA SAÚDE
Sergipe
receberá R$ 60 milhões para redes de atenção
Estado terá adicional para a melhoria da assistência
a mães e bebês, pela Rede Cegonha além de
reforço no atendimento de emergência pelo Saúde
Toda Hora
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou um
novo hospital no interior de Sergipe nesta quinta-feira (24).
Com mais de 100 leitos e atendimento de emergência, o Hospital
Regional de Estância atenderá toda a região
sul do estado. Padilha, em sua visita, anunciou recursos adicionais
na ordem de R$ 60 milhões/ano para a estruturação
da Rede Cegonha e do Saúde Toda Hora na região.
Essas duas estratégias foram lançadas neste ano
pelo Ministério da Saúde e preveem ações
para a melhoria da assistência às gestantes e expansão
do atendimento de urgência e emergência.
“Inauguramos serviços importantes e que fazem parte
da Rede Cegonha. Esta é uma prioridade do Ministério
da Saúde que visa oferecer um atendimento mais humanizado às
gestantes, para que, nesse momento tão importante, elas
se sintam mais seguras”, destacou Padilha. Segundo ele,
na estruturação desses serviços, bem como
os do Saúde Toda Hora, o fundamental é buscar fazer
mais com os recursos disponíveis. “O contrato que
estamos firmando hoje com Sergipe para a liberação
de mais recursos para o estado traz um modelo de gestão
mais eficiente, que define claramente metas a serem alcançadas”,
acrescentou.
INAUGURAÇÕES
O ministro
da Saúde inaugurou também a unidade
pediátrica do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE)
e dois novos serviços do Hospital e Maternidade Santa
Isabel, a Casa da Gestante e o Centro de Parto Normal. Esta é a
primeira unidade do estado a aderir à Rede Cegonha.
A unidade
pediátrica do HUSE contará com 65 vagas
no pronto-socorro e 50 leitos de internação e ajudará a
ampliar a assistência às crianças. Atualmente,
cerca de 150 meninos e meninas são atendidos por dia no
hospital. Sobre o novo hospital de Estância, que recebe
o nome de Dr. Jessé de Andrade Fontes, o Ministério
destinou mais de R$ 3 milhões para aquisição
de equipamentos.
Do total
de recursos adicionais previstos para o estado, metade (R$
30 milhões) será liberada nos próximos
seis meses. Parte dos recursos será para as ações
previstas da Rede Cegonha, como a melhoria do pré-natal,
criação de leitos voltados ao atendimento de gestantes
de alto risco e UTI Neonatal. A verba também será utilizada
na criação de leitos de retaguarda em emergências
e no custeio de Unidades de Pronto Atendimento, serviços
do Saúde Toda Hora.
HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO
Na visita,
Padilha anunciou, ainda, a liberação
de R$ 1,8 milhão para o Hospital Universitário
de Sergipe, que integra o Programa Nacional de Reestruturação
dos Hospitais Universitários Federais (REHUF).
Este ano,
os recursos destinados pelo Ministério da Saúde
para os 45 hospitais universitários federais do país
chegará a R$ 500 milhões. O programa REHUF prevê o
aumento gradual do investimento do governo federal nessas unidades,
além dos valores repassados mensalmente para custear o
atendimento pelo SUS – em 2010, foi R$ 1,23 bilhão.
Quinta-feira, 24.11.11
SAÚDE
WEB
ANS
diz não ter previsão para que haja controle
de honorário médico
Agência reconhece que os honorários médicos
estão defasados, o que faz com que ela, venha implementando
ações e programas para facilitar o entendimento
entre médicos e operadoras
O diretor-presidente
da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, disse não
haver previsão legal para que a Agência faça
controle dos preços pagos a prestadoras de serviços
médicos ou o repasse dos honorários médicos.
As informações são do jornal Infomoney
Apesar disso,
a Agência reconhece que os honorários
médicos estão defasados, o que faz com que ela,
conforme publicado pela Agência Senado, venha implementando
ações e programas para facilitar o entendimento
entre médicos e operadoras.
Para Ceschin,
o modelo que prioriza o consumo de materiais em detrimento
da melhor
remuneração do trabalho médico,
bem como o envelhecimento da população e a inovação
tecnológica, está entre os desafios do setor.
Reunião
Conforme
decisão da audiência pública realizada
na última terça-feira (22) na CAS (Comissão
de Assuntos Sociais) do Senado, as operadoras de planos de saúde
vão se reunir com a ANS e com representantes da categoria
médica para buscar resolver a demanda dos médicos
por reajuste nos valores de honorários.
O senador
Paulo Davim (PV-RN) informou que, nos últimos
dez anos, as operadoras reajustaram as mensalidades dos planos
de saúde em cerca de 160%, enquanto que os valores pagos
aos médicos cresceu 40% no período.
Para o senador
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o acréscimo
nas mensalidades dos planos nos últimos dez anos foi ainda
maior, de 400%, o que, na opinião dele, configura "mercantilização" da
saúde.
O secretário de saúde suplementar, Márcio
Costa Bichara, lembrou que os médicos realizaram paralisação
em abril e em setembro para mostrar à sociedade a gravidade
da situação. Bichara defende que o Estado deve
intervir na situação, que prejudica sobretudo os
usuários.
CORREIO DO BRASIL
Cancelamento
de plano de saúde por inadimplência
não exige ação judicial
Operadoras
de planos de saúde não precisam ingressar
com ação judicial para cancelar contratos de consumidores
que estejam com mensalidades em atraso há mais de dois
meses. Os ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) entenderam que basta a notificação da empresa
aos inadimplentes, com antecedência, para ela poder rescindir
o contrato.
O caso julgado
foi de uma consumidora de São Paulo que
havia entrado com ação contra a Unimed Araçatuba
Cooperativa de Trabalho Médico. Ela pretendia anular a
rescisão unilateral do seu contrato, determinada pela
operadora sob o argumento de falta de pagamento.
Na sentença, o pedido havia sido negado, ao fundamento
de que a consumidora confessou a inadimplência superior
a 60 dias. E, ainda mais relevante, foi notificada previamente
sobre a rescisão por inadimplência, conforme determina
o artigo 13 da Lei 9.656/98, que regulamenta os planos de saúde.
Ao julgar
a apelação da consumidora contra a sentença,
o Tribunal de Justiça de São Paulo restabeleceu
o contrato do plano de saúde, considerando que a notificação
não bastaria, sendo necessária a propositura de
ação na Justiça. Inconformada, a operadora
entrou com recurso no STJ. O relator do caso, ministro Antonio
Carlos Ferreira, afirmou que, ao considerar imprescindível
a propositura de ação para rescindir o contrato,
o tribunal paulista criou exigência não prevista
em lei.
Em seu artigo
13, parágrafo único, inciso II,
a Lei 9.656 proíbe a suspensão ou rescisão
unilateral do plano, “salvo por fraude ou não pagamento
da mensalidade por período superior a 60 dias, consecutivos
ou não, nos últimos 12 meses de vigência
do contrato, desde que o consumidor seja comprovadamente notificado
até o quinquagésimo dia de inadimplência”.
Antônio Carlos Ferreira ressaltou que “a lei é clara
ao permitir a rescisão unilateral do contrato por parte
da operadora do plano de saúde, desde que fique comprovado
o atraso superior a 60 dias e que seja feita a notificação
do consumidor”.
O colegiado
acompanhou de forma unânime o voto do relator,
para restabelecer a sentença de primeira instância,
que havia considerado válido o cancelamento do plano.
AGÊNCIA
BRASIL
Brasil
deverá ter mais de meio milhão de casos
de câncer em 2012
O Brasil
deverá ter 520 mil novos casos de câncer
no próximo ano. Entre os tipos mais comuns da doença
estarão o câncer de pele não melanoma (menos
grave), próstata e mama. Os dados foram divulgados hoje
(24) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), na Estimativa
2012 – Incidência de Câncer no Brasil.
Segundo o
Inca, a doença deve atingir, na mesma proporção,
homens e mulheres no país. O câncer de pele não
melanoma é o mais comum nos dois sexos. De acordo com
o coordenador de Ações Estratégicas do Inca,
Cláudio Noronha, o número de casos da doença
no país vem aumentando devido ao envelhecimento da população
brasileira.
Os homens
são mais afetados pelos cânceres de próstata,
seguido pelos de pulmão, cólon e reto, estômago,
boca, laringe e bexiga. Entre os tumores masculinos, o de próstata é o
mais comum em todas as regiões brasileiras. No Sudeste,
o segundo tipo mais comum é o de cólon e reto.
No Norte e no Nordeste, é o de estômago que apresenta
o segundo maior número de casos.
As mulheres
deverão sofrer mais com o de mama, colo de útero,
cólon e reto e o da glândula tireóide, que
pela primeira vez, aparece entre os cinco tipos de câncer
mais comuns entre o sexo feminino. Outros tipos que mais atingirão
as mulheres serão os de pulmão, estômago
e ovário.
O câncer de mama é o tipo de câncer feminino
mais comuns nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste.
Na região Norte, o câncer de mama é o segundo
mais incidente, ficando atrás do de colo de útero.
Segundo Cláudio Noronha, de 85% a 90% dos casos de câncer
estão relacionados ao estilo de vida das pessoas, o que
significa que mudanças de hábitos pessoais podem
reduzir bastante o risco de desenvolver a doença.
“O principal fator de risco ambiental é o tabagismo,
que, por si só, é responsável por quase
um terço dos casos de câncer, principalmente os
de pulmão, de boca, de laringe, esôfago, estômago
e bexiga”, disse Noronha.
Segundo ele,
hábitos como a prática de exercícios
físicos e uma alimentação saudável,
além da não ingestão de bebidas alcoólicas,
podem reduzir o risco de câncer. E, uma vez desenvolvida
a doença, diagnósticos precoces são importantes
para reduzir a letalidade do câncer.
Neste ano,
pela primeira vez, o estudo inclui estimativas para cânceres de bexiga, ovário, tireóide (nas
mulheres), sistema nervoso central, corpo do útero, laringe
(nos homens) e linfoma não Hodgkin.
Em seu último estudo, publicado em 2009, o Inca previu
que, em 2010, 490 mil pessoas seriam afetadas pela doença
em todo o país. As estimativas de anos diferentes não
podem, no entanto, ser comparadas, devido a diferenças
metodológicas entre elas.
CORREIO DO ESTADO
Senado
aprova proibição ao fumo em lugares fechados
de todo o País
O Senado
Federal aprovou uma medida provisória que proíbe
o fumo em ambientes fechados em todo o País, sejam eles
privados ou públicos. A medida ainda precisa ser sancionada
pela presidenta Dilma Rousseff para entrar em vigor.
O projeto
de Lei de Conversão (PLV) 29/2011 altera a
legislação sobre o fumo. Com ele, fica proibido
o uso de cigarros em ambientes fechados, os chamados “fumódromos”.
O texto também prevê aumento na carga tributária
dos cigarros, além de fixar preço mínimo
de venda do produto no varejo. Fica estabelecida em 300% a alíquota
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o cigarro.
O aumento no preço do produto está previsto para
o início de 2012. Com o reajuste do imposto e o estabelecimento
de um preço mínimo, o cigarro subirá cerca
de 20%, em 2012, chegando a 55% em 2015.
A medida
ainda torna obrigatório o aumento de avisos
sobre os malefícios do fumo, que deverão aparecer
em 30% da área frontal do maço de cigarros, partir
de 1º de janeiro de 2016.
De acordo
com o Ministério da Saúde, a aprovação
da matéria representa um avanço, pois deve contribuir
para frear o consumo de cigarros no País. Medidas semelhantes
já estão em vigor em São Paulo, Rio de Janeiro,
Espírito Santo e no Paraná.
“A luta contra o tabaco tem que ser incansável
por aqueles comprometidos com a saúde pública do
nosso país”, disse o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha. Ele ressaltou que a meta estipulada pelo Ministério
da Saúde é reduzir a frequência de fumantes
em diferentes grupos, principalmente a iniciação
de adolescentes e adultos. “A expectativa é chegar
a 2022 tendo reduzido a frequência de fumantes de 15% para
9% na população adulta”, afirmou.
PORTAL
DA SAÚDE
Saúde lança perfil do câncer
para 2012
O Ministério fechará 2011 com investimento de
R$ 2,2 bilhões para a área de atenção
oncológica e um aumento de 41% no número de procedimentos
em relação a 2003
O Instituto
Nacional de Câncer José Alencar Gomes
da Silva (INCA), do Ministério da Saúde, divulgou
nesta quinta-feira (24) a publicação Estimativa
2012 – Incidência de Câncer no Brasil. O estudo,
que serve para orientar as políticas públicas para
o setor, aponta uma estimativa de 520 mil casos novos da doença
para o próximo ano. Sete novas localizações
de câncer entraram no ranking dos tumores mais frequentes
do país.
As estimativas
destacam os tipos mais incidentes nas regiões
brasileiras, caso do câncer de pele não melanoma,
próstata, mama e pulmão.
“A divulgação das estimativas disponibiliza
aos gestores de saúde e, especificamente, aos da atenção
oncológica, informações fundamentais para
o planejamento das políticas públicas de forma
regionalizada”, diz o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio
Santini.
Desconsiderando
o câncer de pele não melanoma -
tumor com baixa letalidade -; entre o sexo masculino o câncer
de próstata permanecerá como o mais comum, seguido
pelo de pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade
oral, laringe e bexiga. Já nas mulheres, a glândula
tireóide, de modo inédito, aparece no quinto lugar
geral, atrás do câncer de pele não melanoma,
mama, colo do útero, cólon e reto. Na seqüência,
vêm os tumores de pulmão, estômago e ovário.
“A melhoria na qualidade dos exames de investigação
em casos suspeitos, contribui para a exatidão do diagnóstico
do câncer da tireóide. Isso se reflete no aumento
do número de casos desse tipo de tumor.”, diz a
responsável pelo serviço de endocrinologia do INCA,
Rossana Corbo.
A novidade
dessa edição é que foram incluídas
sete novas localizações de tumores no estudo: bexiga,
ovário, tireóide (nas mulheres), Sistema Nervoso
Central, corpo do útero, laringe (nos homens) e linfoma
não Hodgkin – os dois últimos muito noticiados
recentemente por terem acometido, respectivamente, o ex-presidente
Lula, o ator Reynaldo Gianecchini e a presidente Dilma Rousseff.
Os especialistas
consideram as estimativas a principal ferramenta de planejamento
e gestão da saúde pública
na área oncológica no Brasil. Isso porque fornecem
as informações necessárias para a elaboração
das políticas públicas de saúde voltadas
para o atendimento da população.
INVESTIMENTO
O Ministério da Saúde vai fechar o ano de 2011
com investimento de R$ 2,2 bilhões para a área
de atenção oncológica. Este aumento de recursos
serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes
atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe
o SUS, sobretudo para os tipos de câncer como fígado,
mama, linfoma e leucemia aguda. Vale destacar que só para
esse ano o orçamento do MS destinou cerca de R$ 261 milhões
a ações de prevenção ao câncer
de mama (R$ 176 milhões) e de colo de útero (R$
85 milhões). Dos últimos 12 anos pra cá,
os gastos federais com a assistência oncológica
no país quadruplicou, passando de R$ 470, 5 milhões
(em 1999) para R$2,2 bilhão.
Também foi a primeira vez que um presidente assumiu a
atenção oncológica como prioridade de governo.
A quantidade de procedimentos oncológicos oferecidos aos
pacientes do SUS aumentou em 41%; foram 19,7 milhões,
no ano de 2003 e a projeção para até o fim
do ano é de 27,8 milhões de procedimentos.
Na área da pesquisa, o ano passado foi marcado pelo Lançamento
da Rede Nacional de Pesquisa Clínica em Câncer (RNPCC),
que visa conduzir estudos nacionais em oncologia. Além
disso, esse ano, o país contou com o lançamento
dos projetos da Unidade de Estudos de Fase I, do INCA e da Rede
Nacional de Desenvolvimento de Fármacos Anticâncer
(REDEFAC).
PORTAL R7
Pfizer tenta repor rombo de US$ 10 bi anual com fim da venda
do Lipitor
A número um mundial de produtos farmacêuticos,
Pfizer, enfrenta a difícil tarefa de repor os 10 bilhões
de dólares anuais em receita gerados pelo medicamento
Lipitor, cuja patente expira no final do mês.
Durante os
primeiros seis meses após o fim da patente,
dois fabricantes de medicamentos, o americano American Watson
e o indiano Ranbaxy - filial do japonês Daiichi Sankyo
- pretendem lançar um genérico do produto.
O Ranbaxy,
no entanto, ainda terá que obter a permissão
das autoridades dos Estados Unidos, pois possui problemas relacionados à qualidade
de seus produtos na Índia.
A partir
de junho, as autorizações para fabricar
o Lipitor aumentarão e aparecerão muitas versões
genéricas.
O Lipitor,
indicado para o controle do colesterol, é o
medicamento mais vendido do mundo - que e é responsável
por 15% das vendas da Pfizer.
A Pfizer
não deu estimativas de perdas de vendas da droga,
mas prevê que o volume de negócios de 2012 alcançará entre
63 e 65,5 bilhões de dólares, contra os 67,8 bilhões
de 2010.
"As vendas americanas da Lipitor deverão desaparecer
por completo no final de 2012 das contas da Pfizer, disse a agência
de classificação Standard and Poor's.
A Pfizer
já perdeu no ano passado a exclusividade deste
produto em Canadá, Espanha, México e Brasil. O
medicamento, no entanto, deve continuar gerando renda nos mercados
emergentes.
Nos Estados
Unidos, o gigante farmacêutico ainda não
decidiu atirar a toalha e quer defender sua cota de mercado ante
seus competidores.
A associação com empresas farmacêuticas
e de seguros médicos, "oferecerá o Lipitor
a um preço abaixo do preço do genérico durante" os
próximos seis meses, disse MacKay Jimeson, porta-voz de
Pfizer.
O Lipitor,
que custa atualmente 120 dólares por tratamento
mensal, deveria baixar seu preço em 30% no próximo
mês, além de uma queda de 10 a 20% que em geral
conferem aos produtos os fabricantes de genéricos ao expirar
uma patente.
Como medida
de contenção das perdas, a Pfizer
se aliou à Diplomat Specialty Pharmacy, uma companhia
farmacêutica de Michigan (norte), para criar o programa "Lipitorforyou" (Lipitor
para você), acessível em uma página na internet
que leva o mesmo nome.
ESTADÃO.COM.BR
Novo
reagente facilita detecção de células
cancerosas
Uma equipe
liderada por dois cientistas japoneses desenvolveu um reagente
que provoca
o brilho de células cancerosas
e facilita, assim, a detecção de tumores muito
pequenos, informa nesta quinta-feira a agência de notícias
japonesa "Kyodo".
Ao ser pulverizado
sobre uma área determinada, o reagente,
ainda em fase experimental, pode ressaltar um carcinoma de tamanho
inferior a um milímetro. O reagente dá às
células malignas um brilho de cor verde, detalham os cientistas
na última edição da revista médica "Science
Translational Medicine".
A ressonância magnética e outros métodos
existentes são incapazes de destacar tecidos cancerígenos
de dimensões tão pequenas. A equipe considera que
este avanço poderá, no futuro, ajudar a detectar
com maior precisão e menor custo o desenvolvimento de
um câncer.
"A capacidade do olho humano em detectar, sem ajuda, pequenos
focos de câncer ou limites precisos entre o câncer
e o tecido normal durante a cirurgia ou a endoscopia é limitada",
explicam os pesquisadores em seu artigo.
Yasuteru
Urano, professor de Bioquímica da Universidade
de Tóquio, e Hisataka Kobayashi, cientista-chefe dos Institutos
Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, são os dois
pesquisadores que lideram a equipe. Eles esperam que o reagente
possa ser utilizado dentro de poucos anos.
O reagente
desenvolvido emite um brilho verde em questão
de minutos graças a uma reação química
quando entra em contato com uma enzima chamada GGT, só presente
na superfície das células cancerosas.
Durante a
pesquisa, o grupo conseguiu fazer com que o tecido afetado
brilhasse
20 vezes mais que o restante, poucos minutos
após pulverizar o reagente sobre o abdômen de ratos
que tinham recebido células humanas afetadas por câncer
de ovário.
A equipe
ainda terá de certificar que a molécula
fluorescente não é tóxica para o restante
das células, mas já afirma que não foram
detectados efeitos perigosos, mesmo ao utilizar grandes quantidades
do reagente.
PORTAL
DA SAÚDE
Municípios reduzem processos de judicialização
Experiências vencedoras do 1º Concurso Nacional de
Práticas Exitosas na Área de Saúde foram
apresentadas em Brasília para garantir atendimento com
melhoria na gestão
As experiências dos municípios de Três Rios
(RJ) e Natal (RN) na redução de processos de judicialização
foram destaques no 1º Seminário Nacional sobre Direito
e Saúde, realizado no auditório da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Campus Darcy Ribeiro, em Brasília.
As práticas apresentadas ontem foram vencedoras do 1º Concurso
Nacional de Práticas Exitosas na Área de Saúde
com mais quatro experiências. Objetivo é incentivar
boas práticas na redução de litigiosidade,
gestão e na melhoria do acesso ao Sistema Único
de Saúde (SUS).
O caso do
município fluminense de Três Rios, “Enfrentando
a judicialização com gestão: a reestruturação
da assistência farmacêutica no SUS”, foi apresentado
pela assessora técnica da secretaria municipal de saúde,
Liliane Médici Bandeira. De acordo com dados do município,
os mandatos judiciais caíram de 122, entre outubro e dezembro
de 2008, para 21 em todo o ano de 2009. Subiu para 38 em 2010
e, em 2011, chega a 29. Segundo Bandeira, a redução
da judicialização no município fez cair
o valor gasto com medicamento referente a sentenças judiciais
de R$ 815,9 mil, em 2008, para R$ 478,8 mil, em 2009 – uma
economia de R$ 337,1mil.
Esses resultados
foram obtidos com a melhoria da gestão
da assistência farmacêutica local. Para isso contribuiu
a criação de uma comissão para planejar,
controlar e avaliar ações. A comissão promoveu
reuniões com profissionais médicos e odontológicos
da atenção básica e especializada para a
definição da nova Relação Municipal
de Medicamentos Essenciais de Três Rios (REMUME), composta
de 112 itens para o atendimento aos usuários do SUS.
Além disso, houve o estreitamento do relacionamento com
o Poder Judiciário. Entre as medidas adotadas, destaca-se
o Núcleo de Apoio à Procuradoria Adjunta de Suporte à Saúde
(Napass), que analisa pedidos de ações judiciais
e emite um parecer técnico para subsidiar a decisão
da Justiça.
A judicialização ocorre quando o usuário
do Sistema Único de Saúde (SUS) busca na Justiça
garantia de acesso a algum medicamento ou tipo de procedimento
fora do rol de oferta da rede. A mesa de apresentação
dos trabalhos foi presidida por José Sebastião
dos Santos, professor do Departamento de Cirurgia e Anatomia
da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade
de São Paulo.
Natal
A capital
do Rio Grande do Norte reduziu em 50% os processos com a criação do Comitê Institucional de
Resolução Administrativa de Demandas da Saúde
(Cirads). O grupo foi criado com o objetivo de analisar e resolver
problemas relacionados aos pedidos dos cidadãos que chegam à Justiça.
O Comitê analisa e detecta quais casos realmente vão
prosseguir na Justiça e os que podem ser solucionados
sem esse recurso.
Estímulo
Ao todo,
foram apresentadas 13 propostas para o 1º Concurso
Nacional de Práticas Exitosas na Área de Saúde,
em dois temas: “Redução das ações
judiciais para oferta de bens e serviços de Saúde” e “Gestão
e melhora da qualidade de acesso ao SUS”. Das experiências
inscritas, seis foram selecionadas - veja lista abaixo.
A apresentação das experiências exitosas
de Três Rios e Natal encerraram a programação
de ontem, que contou também com painéis sobre a
integralidade da assistência à saúde, regulação
e liberdade de prescrição em saúde e a repartição
de competências no SUS, a partir da descentralização
das ações.
Iniciado
na terça (22), o 1º Seminário Nacional
sobre Direito e Saúde será encerrado hoje (24),
com discussões sobre novas perspectivas do direito sanitário
e financiamento da saúde. O evento é promovido
pelo Ministério da Saúde, Advocacia-Geral da União,
Fundação Oswaldo Cruz, Conselho Nacional do Ministério
Público Conselho Nacional de Justiça, Universidade
de São Paulo e outros órgãos.
Experiências
vencedoras
Temas:
“Redução das ações judiciais
para oferta de bens e serviços de Saúde”
1º - S-CODE – Um novo sistema de informações
sobre ações judiciais da Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo, Ana Luíza Chiejfi;
2º - Implantação e aprimoramento de comissões
de análise de solicitações especiais: avanços
e desafios, Darlene Mestriner, de Ribeirão Preto/SP;
3º - Atendimento Integral à população
invisível, Luciene Oliveira, de Brasília/DF.
“Gestão
e melhora da qualidade de acesso ao SUS”
- 1º Programa Mãe
Curitibana, Eliane Regina Chomatas, de Curitiba/PR;
- 2º Enfrentando a judicialização com gestão:
a reestruturação da assistência farmacêutica
no SUS, Liliane Médici Bandeira, de Três Rios/RJ;
- 3º CIRADS – Comitê Institucional de Resolução
Administrativa de Demandas da Saúde, Thiago Pereira Pinheiro,
de Natal/RN.
PORTAL R7
MPF
quer contratação de profissional de saúde
para atender índios
O Ministério Público Federal ajuizou ação
na Justiça Federal de Belém para anular a concorrência
que escolheu uma entidade paulista para administrar a saúde
indígena no Distrito Sanitário Indígena
Guamá-Tocantins. O processo pede a contratação
emergencial de profissionais para atender os cerca de 7 mil índios
que vivem no território.
A associação paulista foi chamada para o atendimento
de 12 etnias distribuídas em 12 aldeias em um território
que passa de 1 milhão e 700 mil hectares. Outras entidades
concorrentes foram descredenciadas por não terem um certificado
de entidade beneficente.
Para o MPF, "ao se promover o convênio com apenas
uma entidade para esta área, os requeridos estão
desconsiderando as práticas tradicionais de medicina das
comunidades, a diversidade cultural, geográfica e étnica,
bem como particularidades regionais da saúde pública." A
entidade terá que atender índios nos municípios
de Oriximiná, Marabá, Paragominas, Capitão
Poço e Santa Luzia e ainda não iniciou o processo
de contratação para profissionais de saúde.
Desde o dia
31 de outubro as comunidades não contam mais
com equipes médicas porque acabou a vigência dos
convênios antigos e o novo sistema ainda não foi
implementado. O novo sistema é fruto de um acordo entre
a União, a Fundação Nacional de Saúde
e o Ministério Público do Trabalho celebrado em
2008 que estabelece prazo para que o atendimento indígena
seja feito por profissionais concursados e que apenas atividades
secundárias deveriam ser realizadas por contratos terceirizados.
Para o MPF,
esse acordo está sendo descumprido no caso
do Distrito Guamá-Tocantins, porque o edital visa "o
convênio com entidades intermediárias para realizar
serviços cujas contratações deveriam ser
de caráter efetivo, ou temporário por excepcional
interesse público".
ESTADÃO.COM.BR
Mulher
morre com meningite C na Bahia; é o 43º caso
no Estado em 2011
O Estado
da Bahia registrou mais uma morte causada pela meningite tipo
C, a meningocócica, considerado o tipo mais grave
da doença, subindo para 43 o número de óbitos
este ano.
Segundo a
Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), uma
mulher, de 33 anos, morreu na noite da última terça-feira,
22, no Hospital Regional do município de Santo Antônio
de Jesus. A paciente deu entrada no Hospital na segunda-feira,
apresentando os sintomas da doença, como dores e manchas
vermelhas pelo corpo.
Levantamento
da Sesab mostra que até o dia 8 de outubro
foram confirmados 837 casos de meningite de todos os tipos no
estado. Deste total, 138 foram da meningite tipo C.
AGENDA
- II Consenso Internacional e Diretrizes em Termografia
Médica
2011
De 23 a 25
de novembro de 2011, em Foz do Iguaçu.
Bourbon Cataratas
- Foz do Iguaçu - PR
(41) 3018-1790
http://www.termologia.org/icgmt/fozdoiguacu2011/
silvana@confianceeventos.com.br
IWGMT – Faça parte do Grupo Internacional para
o Desenvolvimento da Termografia Médica (IWGMT), uma organização
não-governamental, não-comercial, fundada para
difundir o método diagnóstico complementar por
termografia médica, aumentar a comunicação
e colaboração dos profissionais envolvidos nesta área
com aqueles que defendem políticas de saúde e provisionamentos
de fundos sociais. A IWGMT é uma grande rede global, formada
por representantes de vários países e sociedades
de termologia médica.
Os princípios definidos no Consenso serão implementados
por todo o mundo. Serão adaptados segundo a legislação
de cada país, levando em consideração as
diferenças sócio-econômicas e acesso à saúde.
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.