Leia
nesta edição:
- “Semana da saúde” no
Senado tem 47 projetos em pauta
- Alexandre Padilha. O meteoro petista da Esplanada
- Vacinação: Começa
campanha
- Fechamento
de hospitais e a carência de leitos
- Trabalho
discute MP dos hospitais universitários
- ANS mira
pressão sobre médico
- Aberta
discussão sobre carência
- Portabilidade
de carências para aposentados e demitidos
- O fim da
era dos benefícios sociais intocáveis
- Médicos espanhóis avaliam Centro de Saúde
da Família no RJ
- Laboratórios analíticos: agências internacionais
participam de oficina em Brasília
- Manual traz indicadores judiciais sobre medicamentos
- "Brasil não vai ser autossuficiente em tecnologias
médicas"
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 043/2011
Terça-feira,
26.04.11
Saúde
Business Web
“Semana da saúde” no
Senado tem 47 projetos em pauta
Prevenção ao uso de drogas, a relação
dos clientes com os planos de atendimento e o custeio do setor
são temas prioritários
Um total
de 47 projetos deve fazer parte da "semana da
saúde", esforço concentrado para votação
de projetos da área definido pelo presidente do Senado,
José Sarney, em conjunto com lideranças partidárias.
A prevenção ao uso de drogas, a relação
dos clientes com os planos de atendimento e o custeio e a organização
da saúde são temas dominantes nas propostas. As
informações são da Agência Senado.
A maioria
dos projetos tramita nas comissões permanentes
do Senado, o que facilita o cumprimento do objetivo, já que
a pauta do Plenário está obstruída pelo
Projeto de Lei de Conversão 8/11, resultante da Medida
Provisória 512/10, com incentivos à indústria
automobilística.
A única proposta sobre saúde até agora
incluída na ordem do dia do Plenário foi o Projeto
de Lei da Câmara (PLC) 194/08, que permite às farmácias
e drogarias a manutenção de serviços de
aferição da pressão arterial. A votação
só deve acontecer após a deliberação
sobre o projeto de conversão, prevista para quarta-feira
(27).
Drogas
Levantamento
da Secretaria-Geral da Mesa do Senado identifica nove propostas
no campo da prevenção ao uso de
entorpecentes. Uma delas, na pauta da Comissão de Educação,
Cultura e Esporte (CE), é o PLC 49/07, que torna obrigatória,
no início de cada sessão de cinema, a exibição
de filme publicitário sobre consequências do uso
de drogas.
Com propósito semelhante, o Projeto de Lei do Senado
(PLS) 183/10, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), determina
que as emissoras públicas de radiodifusão veiculem
programas e eventos de artes marciais como instrumento de combate às
drogas. O projeto está na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS).
O uso de
cigarros e assemelhados em bares e ambientes fechados é alvo
de proibição prevista em três projetos -
os PLS 420/05, de Magno Malta; 315/08, de Tião Viana (hoje
governador do Acre); e 316/08, de Romero Jucá (PMDB-RR)
- em tramitação na Comissão de Desenvolvimento
Regional e Turismo (CDR). O PLS 99/11, de Acir Gurgacz (PDT-RO),
em exame na CAS, proíbe a venda de cigarros e bebidas
alcoólicas nas proximidades de escolas.
Planos
de saúde
Também está na CAS projeto apresentado em 2007
pela então senadora Patrícia Saboya (CE) - o PLS
598 - que inclui a cobertura da assistência nutricional
pelos planos privados de saúde.
Dois projetos
em tramitação da Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania - o
PLS 79/03, de Delcidio Amaral (PT-MS), e 101/05, de Pedro Simon
(PMDB-RS) - têm o mesmo objetivo: dar aos pacientes em
serviços de saúde o direito de receber informações
completas sobre seu estado e de recusar tratamento ou procedimento
prescrito.
O PLS 259/09,
de Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que se encontra na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), permite a
participação de empresa de capital estrangeiro
na assistência à saúde.
Já o PLC 30/09, que aguarda inclusão na ordem
do dia do Plenário, desobriga as entidades filantrópicas
da área de saúde de constituírem pessoa
jurídica independente para operar plano privado de assistência à saúde.
Custeio
A fixação dos montantes mínimos de recursos
a serem aplicados pelas três esferas da federação
em ações e serviços públicos de saúde é o
objetivo de dois projetos: o PLC 89/07 e o PLS 156/07 - complementar.
Ambos em tramitação na CAE, objetivam regulamentar
o artigo 198 da Constituição, o que é considerado
fundamental para a consolidação do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Outra proposta,
de autoria da Comissão de Serviços
de Infraestrutura do Senado (CI) e em exame na CAE - o PLS 98/10
-, permite que recursos do Fundo Nacional de Saúde sejam
alocados a projetos de saneamento básico.
Saúde
infantil
A saúde das crianças e adolescentes é alvo
de várias propostas, como o PLC 93/10, atualmente na CAS,
que prevê a substituição de alimentos não
saudáveis na merenda das escolas públicas e privadas.
O PLS 196/07,
de autoria de Jayme Campos (DEM-MT) e em exame na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização
e Controle (CMA), determina que os rótulos de bebidas
especifiquem o teor calórico e apresentem frases de advertência
sobre os riscos da obesidade infantil.
O levantamento
da Secretaria-Geral da Mesa do Senado identifica ainda 17 matérias indiretamente relacionadas com a saúde,
como o PLS 159/10, do senador Gim Argello (PTB-DF), em exame
terminativo na CAS, que proíbe a comercialização
de mamadeiras, bicos e chupetas que contenham bisfenol-A. Também
conhecido como BPA, o bisfenol-A foi proibido em diversos países
após as suspeitas de que é prejudicial à saúde.
Valor
Econômico
Alexandre Padilha. O meteoro petista da Esplanada
Alexandre
Padilha é filho da geração
que lutou contra a ditadura.
Por.
Cristiane Agostine no Valor Econômico (via Gilson
Carvalho)
De chefe
de gabinete de uma secretaria do governo federal para o comando
de um dos
principais ministérios da Esplanada,
com orçamento de cerca de R$ 77 bilhões. Em cinco
anos, a ascensão do ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, foi meteórica e o petista é tido como
aposta do partido para disputar a eleição em São
Paulo. Filho da geração que lutou contra a ditadura,
seguiu a mesma cartilha da presidente ao conciliar a militância
com a formação profissional e ao conquistar projeção
no governo em pouco tempo. Sem nunca ter disputado uma eleição,
Padilha está em seu segundo ministério desde a
gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro
tomou gosto pela política em casa e a história
de seus pais se cruza com a da presidente Dilma Rousseff.
Nos anos
de chumbo, a mãe de Padilha, Macilea Chaves,
trocou o quinto ano da faculdade de medicina, em Maceió,
pelo chão de fábrica, em São Paulo. Militante
da Ação Popular, envolvida com a Juventude Universitária
Católica (JUC), a estudante de 25 anos queria viver perto
dos operários e ganhar as massas para derrubar o regime,
sem armas.
Em São Paulo, foi acolhida por Anivaldo Padilha, protestante
da igreja metodista, que articulava uma rede internacional de
apoio aos perseguidos políticos. O estudante de ciências
sociais, ligado à Ação Popular, buscava
abrigos no exterior e denunciava torturas cometidas pelos militares.
Entre a conscientização dos operários e
a articulação de redes de apoio, Macilea e Anivaldo
casaram-se e tiveram Alexandre Padilha em 1971, em um dos momentos
mais difíceis do AI-5.
Macilea fazia
a comunicação da Ação
Popular com os trabalhadores, apesar de nunca ter conseguido
trabalhar como operária numa fábrica. Anivaldo
foi perseguido pela ditadura e, em 1970, foi torturado no DOI-Codi,
e encarcerado por dez meses no presídio Tiradentes. Teve
Dilma como vizinha de parede.
Quando Anivaldo
saiu do Tiradentes, Macilea engravidou. A perseguição
continuou e ele teve que se exilar. Saiu do país em 1971,
pouco tempo antes nascimento de Padilha, e só pode voltar
de vez em 1983. É uma das grandes dívidas que a
ditadura tem comigo, emociona-se.
Padilha foi
criado pela mãe, com ajuda de amigos e militantes
da Ação Popular. Macilea voltou para Maceió para
terminar o curso de medicina e depois retornou a São Paulo.
Nesse período, Lula despontava como liderança sindical
e política. Eu levava o Alexandre no colo para ver Lula
na Vila Euclides, lembra Macilea.
Sobre o aborto,
não vamos mudar as regras. Nosso esforço é atender
quem precisa, sem discriminar
O ministro
militou desde a juventude, mas sem abdicar da formação
profissional. Na Unicamp, estudou medicina e ascendeu como liderança
estudantil. Antes de completar 18 anos, em 1989, engajou-se na
campanha presidencial de Lula, coordenando os jovens no PT. Na
faculdade, trancou o curso para militar, a exemplo do que seus
pais fizeram. Por três anos, cursou poucas matérias
para dedicar-se à Direção Nacional dos Estudantes
de Medicina. Ele dizia que não queria terminar a faculdade
muito jovem, com 22 anos. Queria ter outro tipo de experiência,
lembra o pai.
Padilha tentou
comandar a União Nacional dos Estudantes
(UNE) pouco antes de a entidade se envolver na campanha pelo
impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.
Sua chapa perdeu para Lindbergh Farias e ele não quis
compor a direção, como era de praxe. Estávamos
em campos opostos. Ele dizia que comigo a UNE andava de marcha
ré, lembra Lindbergh, senador pelo PT do Rio. Ele era
ligado ao PT e eu, ao PCdoB. Era hiperativo, articulador e extremamente
inteligente, diz. Padilha era cotado para sucedê-lo, mas
optou por não disputar. Uns defendiam que eu presidisse
a UNE, outros que eu fosse para a direção do PT.
Não conseguiria me formar se ficasse na UNE, comenta o
ministro.
No PT paulista,
Padilha integrou a direção entre
1991 e 1995 e novamente coordenou os jovens na campanha de Lula,
em 1994. Com formação católica e contato
com as comunidades eclesiais de base, aproximou-se de Gilberto
Carvalho, atual ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência.
Em paralelo à militância, Padilha optou na faculdade
pela área de infectologia e fez residência na USP.
Na universidade, conheceu o médico Marcos Boulos, atual
diretor da Faculdade de Medicina, que o convidou para atuar no
combate a uma epidemia na Amazônia. Precisava de voluntários.
Ele pediu férias e foi para lá, lembra Boulos.
Depois da residência, Padilha fez pós-graduação
no Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias
na USP e mudou-se para Santarém para montar, com Boulos,
um núcleo de extensão em medicina tropical da USP,
em 1997. O ministro conciliava meses de trabalho no Pará com
o estudo em São Paulo.
Junto ao
atendimento a populações ribeirinha e
indígena, Padilha fez um trabalho científico sobre
medicamentos para combater a malária, em parceria com
o médico Wilson Alecrim, atual secretário estadual
de Saúde do Amazonas. Com um barco pequeno, ia de casa
em casa nos povoados. O resultado foi publicado em uma das revistas
científicas de medicina tropical mais importantes do mundo,
conta Alecrim. Foi extremamente importante porque constituiu
a base para o tratamento da malária, explica. O petista
teve de negociar com indígenas e ambientalistas, a prefeitura
e o Ministério da Saúde para dar andamento ao projeto
e destacou-se ao controlar um surto de malária que afligia
o povo indígena Zo é. Na cidade, ganhou fama de
bom articulador. Ele era carismático e tornou-se uma referência
na área. Trabalhava em condições limitadas,
diz o médico Paulo Abati, que trabalhou com Padilha no
Pará e é amigo da família.
Em Santarém, Padilha articulou-se no PT e coordenou as
campanhas de Maria do Carmo, atual prefeita, à Assembleia
Legislativa (1998), à prefeitura (2000) e ao governo do
Estado (2002). Ele se inseriu na vida da cidade. É o paulista
mais amazônico que conheço, diz a prefeita. O vínculo
de Padilha com Santarém continua e ele manteve o título
de eleitor lá, assim como a filiação ao
PT municipal.
O trabalho
com os indígenas o cacifou para assumir a
diretoria na Fundação Nacional de Saúde
(Funasa) em 2004, na gestão Lula. A saúde indígena
passava por grave crise e o petista foi convidado por um professor
dele da Unicamp, Gastão Wagner, ex-secretário executivo
do Ministério da Saúde.
Depois de
um ano na Funasa, Padilha começou a galgar
postos no Planalto. O petista ingressou na articulação
política do governo quando o presidente Lula enfrentava
a crise do mensalão e, em pouco tempo, aproximou-se do
núcleo político da gestão e do partido.
Em abril
de 2006, menos de um ano depois de chegar à chefia
de gabinete, o petista assumiu o cargo de subchefe-adjunto e,
em janeiro de 2007, foi para o lugar de seu chefe, Vicente Trevas,
a quem já conhecia do PT paulista. Depois, Padilha foi
nomeado ministro no lugar de José Múcio Monteiro,
na Secretaria de Relações Institucionais, em 2009.
A ascensão teve o patrocínio de Gilberto Carvalho
e de Trevas, atual consultor da Caixa Econômica Federal.
Ao trabalhar
em Assuntos Federativos, o petista ganhou a simpatia não só de prefeitos e governadores, mas também
de Lula e de Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil.
O governo federal investiu em uma política municipalista,
com contato direto entre União e prefeitos, e Padilha
recebia as demandas dos gestores municipais. O petista aproximou-se
de Dilma ao articular o Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), em reuniões com prefeitos e governadores.
Tínhamos o papel de facilitar o contato, explica Trevas.
Ele construiu uma relação estreita com prefeitos
e governadores. Era voz do governo nas prefeituras e, no governo,
era um braço da Casa Civil, diz Múcio.
Meses depois
de assumir seu primeiro ministério, Padilha
mergulhou na campanha de Dilma e tirou férias para fazer
articulações políticas pelo país.
Com o empenho na campanha, era cotado para continuar no cargo,
mas viu no apetite do PT, para retomar do PMDB a Saúde,
uma chance para viabilizar seu nome. A Pasta era prioridade do
PT desde a campanha, lembra o senador e ex-ministro Humberto
Costa (PE). No lobby pelo cargo, pesou a proximidade com Dilma
e Lula e a não rejeição do PT.
O petista
começou a gestão com boas notícias
da presidente: a saúde ficou fora do corte orçamentário
de R$ 50 bilhões e foi escolhida para que as promessas
de campanha começassem a ganhar corpo. Dilma lançou
a Rede Cegonha (programa de atendimento a gestantes e bebês),
campanhas contra o câncer de mama e de colo de útero
e expandiu a entrega gratuita de medicamentos a hipertensos e
diabéticos no programa Aqui Tem Farmácia Popular.
Os embates,
no entanto, já começaram. O primeiro
foi com o PMDB. Contrariado por perder a Pasta e a Funasa, o
líder do partido na Câmara, Henrique Alves (RN),
bateu boca com o ministro. O petista, por sua vez, diz que não
vai ceder à pressão de partidos e que a Funasa,
feudo do PMDB, passará por uma reformulação.
Outro confronto
se deu no Conselho Nacional de Saúde.
O ministro assumiu a presidência do conselho, responsável
pelo controle social do Sistema Único de Saúde
(SUS), e foi alvo de críticas. Para o secretário
do conselho do Rio Grande do Sul, Paulo Humberto da Silva, o
controle social será prejudicado. Como ele pode presidir
um órgão que tem de fiscalizar o ministério?
E a isenção? O fiscalizado vai se fiscalizar?,
questiona.
O antecessor
de Padilha, José Gomes Temporão,
enfrentou a resistência do conselho em sua gestão,
ao defender as fundações estatais. A pressão
do conselho foi tanta que o projeto não vingou. Houve
um conflito absurdo, que tentamos contornar, mas o conselho reagiu
de maneira muito aguda, lembra Temporão. O ex-ministro,
no entanto, não é favorável à presidência
do órgão por um ministro. É o único
conselho da Esplanada com um ministro no comando. Havia o desejo
de que não fosse com alguém do governo, diz.
A polêmica enfrentada por Temporão sobre o aborto é outro
ponto que Padilha tenta evitar. Ao ser questionado sobre o tema,
que marcou a campanha presidencial, o petista tem um discurso
pronto. Vamos fazer cumprir a lei que existe e não mudaremos
as regras. Temos que atender as pessoas que chegam às
unidades de saúde. Elas têm de ser acolhidas e tratadas.
Não podemos discriminar ninguém por qualquer escolha,
declara. Ministro não tem opinião pessoal. É a
opinião do governo. Temos de evitar a morte, complicações
e doenças, sem abordagem moral ou religiosa, diz.
O ministro
diz que quer deixar como marca na saúde a
redução no tempo de atendimento à população,
um dos grandes problemas do SUS. Vamos trabalhar no planejamento
para que as pessoas tenham acesso aos serviços de saúde
em tempo adequado, diz. Para ajudar no controle, Padilha anunciou
a criação de um índice nacional de saúde,
para checar a qualidade dos serviços prestados por Estados
e municípios e premiar quem tiver bom desempenho. Nosso
esforço será melhorar a percepção
das pessoas sobre o SUS e ter unidades de saúde mais próximas
da população. O petista pretende pressionar os
planos de saúde para ampliar o ressarcimento. O ministério
quer identificar as pessoas que usam o SUS e que têm plano
de saúde para depois cobrar das operadoras os serviços
prestados. Padilha costuma dizer que sua Pasta precisa mais de
melhorias na gestão - que não passam pelo projeto
das fundações estatais - do que de recursos e evita
discutir a criação de um imposto para financiar
a área.
Ao propor
mudanças no repasse de recursos, por avaliações
de desempenho, Padilha deve enfrentar a resistência de
prefeitos, governadores e parlamentares. O meu relacionamento
com o Congresso era dificílimo. Foi a questão mais
delicada, comenta o ex-ministro e deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG).
Padilha vai sofrer muitas pressões pelo financiamento
do SUS. Vai ter que pensar em formas de agregar recursos e ter
muita habilidade no relacionamento com o Congresso, opina.
Apesar das
propostas anunciadas por Padilha desde sua posse, existe a
percepção entre especialistas na área
da saúde de que as ações estão apagadas.
O presidente da Sociedade de Medicina de Família e Comunidade,
Gustavo Gusso, faz três críticas: Ele ainda não
apontou quais os caminhos para financiar a saúde - hoje
está apenas apagando incêndios, com campanhas de
prevenção já conhecidas -, não se
abriu para o diálogo e paralisou novos incentivos para
profissionais da saúde. Tudo o que era dinheiro novo mandou
bloquear.
A ascensão rápida no governo e a projeção
que ganhou no PT nacional fazem do ministro uma das apostas do
partido para futuras eleições. Sem nunca ter disputado
uma eleição, nem ter cargo de comando no PT, é cotado
para disputar a Prefeitura de São Paulo, em 2012, ou o
governo paulista, em 2014. Petistas costumam comparar o perfil
do ministro da Saúde com o do ministro da Educação,
Fernando Haddad, outra aposta eleitoral. Em conversas reservadas,
dizem preferir Padilha. Ele é uma máquina política.
Passa o dia em ligações, não deixa de receber
um político, fala com todo mundo, transita bem no partido.
Haddad não é unânime nem dentro do partido,
resume um dirigente, repetindo um discurso comum no PT.
Padilha descarta
disputar a próxima eleição.
Tenho plena noção do desafio a enfrentar na saúde.
Quero ficar os quatro anos. Não seria justo com a presidente,
pela confiança que ela me dedicou, sair do ministério.
Isso nem passa pela minha cabeça, diz. Sobre 2014, Padilha
desconversa.
A agenda
do ministro em São Paulo tem sido intensa. Só no último
mês, teve atividades em praticamente todas as semanas na
capital, litoral, Campinas e Osasco, na região metropolitana
- regiões que concentram a maior parcela da população
paulista. Petistas destacam que o ministro, solteiro e sem filhos,
se entrega ao trabalho e às missões partidárias.
E ao Corinthians, brincam. Mesmo em São Paulo, Padilha
mal tem visto os pais. A mãe, que trabalha na rede estadual
de saúde, comprou um laptop para se comunicar com ele
por e-mail. O pai, referência do movimento ecumênico, à frente
na ONG Koinonia, aposta na comunicação via Twitter,
já que Padilha passa o dia tuitando.
Dentro do
PT, avalia-se que, se Padilha souber aproveitar a chance, terá projeção nacional no ministério
tido como prioridade por Dilma. A saúde foi uma das áreas
mais criticadas do governo Lula e a presidente disse que colocaria
a Pasta no centro da agenda de desenvolvimento do país.
A pressão não será fácil, como mostra
um aliado. Padilha é jovem e bem intencionado, mas acha
que pode tudo. É a onipotência aliada à falta
de experiência, diz um ex-ministro de Lula
Saúde
Business Web
Vacinação: Começa
campanha
Quase
30 milhões
devem ser vacinados contra gripe
Campanha
começou ontem e vai até o dia 13 de maio
em todo o País
A presidenta
Dilma Rousseff afirmou ontem que quase 30 milhões
de pessoas devem receber a vacina contra a gripe sazonal este
ano. A campanha começou nesta segunda-feira e vai até o
dia 13 de maio em todo o país. Além de idosos e
indígenas, gestantes, crianças entre 6 meses e
2 anos e profissionais de saúde também vão
receber a dose.
No programa
semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou
que a gripe não é "uma doença banal" e
ressaltou que a enfermidade deixa a defesa do corpo mais fraca,
podendo provocar complicações ou mesmo favorecer
o aparecimento de outros problemas.
Ao citar
a epidemia de influenza A (H1N1) - gripe suína
- registrada em 2009 e 2010, Dilma destacou que as principais
populações atingidas foram as gestantes e as crianças
menores de 2 anos. Por esta razão, os grupos foram incluídos
na vacinação este ano, que também imuniza
contra o vírus H1N1.
"E os trabalhadores da saúde têm que estar
vacinados para não transmitir a gripe a quem procura os
serviços médicos", explicou Dilma. Segundo
ela, o Ministério da Saúde vai distribuir, ao todo,
33 milhões de doses da vacina.
A campanha
de imunização contra a gripe sazonal
existe há 13 anos e, de acordo com a presidenta, desde
que começou, reduziu em 60% o número de internações
por pneumonia - sobretudo em pessoas com mais de 60 anos.
Portal G1
Fechamento
de hospitais e a carência de leitos
Faltam
leitos para atender pacientes em hospitais públicos
e particulares
O recomendado
pelo Ministério da Saúde seriam
entre 2,5 e 3 leitos para cada mil habitantes. Mas a taxa nacional é de
2,3 leitos.
Números do Ministério da Saúde
mostram o tamanho do problema enfrentado por quem busca atendimento
nos
hospitais, faltam leitos, principalmente na rede particular.
Só na Região Metropolitana de São Paulo,
15 hospitais privados fecharam as portas, nos últimos
cinco anos.
Os doentes
chegam, mas têm uma surpresa desagradável.
Um hospital particular, na Zona Oeste de São Paulo, fechou
as portas no início do mês.
“É difícil, eu estou precisando”,
reclamou uma paciente. Zenaide tem plano de saúde. Com
fortes dores na coluna, precisou procurar atendimento em outro
lugar. “É sentir mais dor, mais humilhação
e raiva”, disse.
O fechamento
de hospitais prejudica principalmente a população
de baixa renda. Outro hospital da capital que parou de funcionar
tinha 200 leitos e a maioria era destinada a pacientes do SUS.
“Eles não deixaram nem entrar. Vou levar em outro
hospital, se eu achar”, contou uma mãe.
Segundo o
IBGE, entre 2005 e 2009 o país perdeu 11 mil
leitos de hospitais. No mesmo período, enquanto os leitos
particulares diminuíram 5,1%, os do SUS aumentaram 2,6%,
não foi suficiente.
O recomendado
pelo Ministério da Saúde seriam
entre 2,5 e 3 leitos para cada mil habitantes. Mas a taxa nacional é de
2,3 leitos, a mesma de São Paulo.
A Região Sul é a única do país no
patamar adequado. As regiões Norte e Nordeste continuam
as mais carentes. Entre 2005 e 2009, quase 400 hospitais privados
fecharam no Brasil. No mesmo período, o setor público
abriu 114.
Para o sindicato
dos hospitais particulares de São Paulo,
a quantidade de leitos está diminuindo por dois motivos:
os valores pagos pelo SUS seriam insuficientes para cobrir as
despesas. Outra razão, segundo o sindicato, é que
cresceu o número de instituições mal administradas,
inclusive por planos de saúde, e que acabaram fechando
as portas.
“A má gestão, em primeiro lugar, não
tem a menor dúvida. Porque se você tem uma má gestão,
como o pagamento é muito pouco, você não
vai conseguir suplantar o déficit, não tem como”,
explicou Dante Montagnana, do sindicato dos hospitais privados
de SP.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo,
que representa os planos de saúde, diz que a principal
receita dos hospitais que tiveram leitos fechados são
os repasses do SUS e que esses recursos são insuficientes
para cobrir as despesas.
O Ministério da Saúde
declarou que, entre 2008 e 2010, houve quatro reajustes na
tabela de pagamentos do SUS.
Agência Câmara de Notícias
Trabalho
discute MP dos hospitais universitários
A Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público realiza hoje audiência
pública para discutir o impacto na gestão pública
da Medida Provisória 520/10, que cria a Empresa Brasileira
de Serviços Hospitalares (Ebserh) com o objetivo de apoiar
a prestação de serviços médico-hospitalares,
laboratoriais e de ensino e pesquisa nos hospitais universitários
federais. O debate foi proposto pelo deputado Eudes Xavier (PT-CE).
Essa MP é uma das que trancam a pauta do Plenário
da Câmara.
Analistas
políticos afirmam que a discussão da
MP será o próximo embate do governo da presidente
Dilma Rousseff no Congresso. Representantes dos trabalhadores
das áreas da saúde e da educação
combatem a medida, por considerar que ela privatiza a gestão
dos hospitais universitários.
Assinada
no último dia de mandato do então presidente
Lula, em 31 de dezembro de 2010, a MP foi editada sob o argumento
de que era preciso cumprir decisão tomada em 2006 pelo
Tribunal de Contas da União (TCU). O tribunal exigiu a
substituição de 26 mil terceirizados lotados em
46 hospitais universitários de todo o País. Para
sanar irregularidades dos contratos terceirizados, o governo
propôs a criação de uma empresa pública
de direito privado, que irá comandar a gestão dos
hospitais e reformular o quadro das instituições.
Os opositores
da MP criticam principalmente o fato de que a Ebserh exercerá as mesmas funções dos hospitais:
prestar serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar
e laboratorial à comunidade, por meio do Sistema Único
de Saúde (SUS); e servir às instituições
federais como fonte de ensino, pesquisa, estágio e outras
formações para estudantes e profissionais da área
da saúde. A empresa será de sociedade anônima,
com capital social representado por ações ordinárias
nominativas, integralmente sob a propriedade da União.
Foram convidados para o debate:
- o consultor
jurídico do Ministério da SaúdeJean
Keiji Uema;
- o coordenador-geral
da Federação de Sindicatos
de Trabalhadores em Educação das Universidades
Brasileiras (Fasubra), Paulo Henrique dos Santos;
- o presidente
da Associação Nacional dos Dirigentes
das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes),
Edward Madureira Brasil;
- o representante
da Central Única dos Trabalhadores
(CUT) Gervásio Foganholli; e
- o representante
da Confederação Nacional dos
Trabalhadores da Saúde João Rodrigues Filho.
A reunião será realizada às 14h30 no plenário
12.
Gazeta do Povo Online
ANS
mira pressão sobre médico
Por Alexandre Costa Nascimento
Operadoras
não podem impor limite máximo de exames
nem pagar bonificação ao profissional por cumprimento
de “metas”
Uma resolução da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) vai aumentar o rigor no combate à interferência
das operadoras dos planos de saúde na relação
entre médicos e pacientes, impedindo a limitação
de exames aos usuários ou pagamento de bônus aos
profissionais em função do cumprimento de “metas”.
A disputa
recente entre médicos e operadoras em torno
da defasagem no valor dos ho¬¬norários trouxe à tona
denúncias de pressões e imposições
de limites para o número de procedimentos prescritos pelos
profissionais de saúde. A prática, que já era
vedada, entrou na mira da ANS, que publicou a Súmula Normativa
n.º 16, enquadrando a conduta como “restrição
da atividade do prestador”, sujeita a multa de até R$
35 mil. Segundo a agência, além de caracterizar
uma restrição da atividade do profissional, a prática
pode gerar dificuldades de acesso dos pacientes ao tratamento
adequado.
Bonificação
A ANS constatou
que algumas operadoras de planos privados de assistência à saúde vêm adotando política
de remuneração de seus prestadores baseada em uma
parcela fixa, acrescida ou não de uma parcela paga a título
de bonificação. Segundo a agência, a referida
bonificação somente é paga aos prestadores
de serviços de saúde que limitarem a determinado
parâmetro estatístico de produtividade o volume
de solicitações de exames diagnósticos complementares.
Em entrevista à Gazeta do Povo publicada em março,
o conselheiro do Conselho Federal de Medicina Celso Mudar denunciou
a existência desse tipo de procedimento. “Se o número
de exames ultrapassa a cota, a operadora manda uma carta comparando
os números do profissional com a média da sua especialidade. É uma
forma de dizer ‘você está nos custando caro’”,
explicou.
Segundo o
presidente da Associação Médica
do Paraná, José Fernando Macedo – que também
preside a Comissão Estadual de Honorários Médicos –,
durante as rodadas de negociação uma das operadoras
propôs como contrapartida para o aumento dos honorários
a diminuição do número de exames prescritos
pelos médicos conveniados, justificando o custo financeiro
desses procedimentos no caixa das empresas.
Código de ética
Cristiano
Heineck Schmitt, professor de Direito do Consumidor e especialista
em saúde suplementar, lembra que a conduta
também é punível pelo código de ética
médica, podendo também incidir em práticas
criminais. “Sem um exame adequado, o paciente pode não
encontrar a cura para a sua doença. O médico que
faz isso pensando em receber um bônus pode ser acusado
por lesão corporal, caso isso provoque um sofrimento prolongado
ao paciente, ou mesmo homicídio, em caso de óbito”,
avalia.
O especialista
ressalta a importância da ação
fiscalizatória da ANS, já que, para o paciente, é praticamente
impossível perceber quando isso ocorre. “Uma análise
do ponto de vista contábil pode apurar valores que não
se enquadram em remuneração de atendimento prestado.
Somente a agência tem parâmetros técnicos
para apurar isso”, explica.
Procurada
para comentar a súmula 16, a Associação
Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa o setor
de planos de saúde, diz desconhecer esse tipo de prática.
Ainda assim, a entidade afirma, através de sua assessoria
de imprensa, que “o que está na súmula tem
que ser cumprido e será cumprido”.
Folha de Pernambuco
Aberta
discussão sobre carência
Por
André Clemente
Está aberta a consulta pública promovida pela
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre
a proposta de nova regulamentação dos artigos da
Lei 9.656/98, que tratam do direito de exercer a portabilidade
de carências após a aposentadoria ou demissão
sem justa causa. A Lei já assegura ao grupo o direito
de manutenção da condição dos beneficiários
nas mesmas condições de cobertura assistencial
que possuíam durante a vigência do contrato de trabalho,
desde que assumam o seu pagamento integral.
A Consulta
Pública 41 teve a proposta elaborada por uma
câmara técnica, composta por representantes da agência
reguladora, dos patrões, das operadoras e dos consumidores.
De acordo com a ANS, regulamentar a questão atende a uma
necessidade do setor. Os interessados deverão enviar contribuições
exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível
na página da Agência na internet até 18 de
maio.
Dentre os
pontos que necessitam de análise e definição
para assegurar a efetividade, destacam-se: as condições
de reajuste, preço, faixa etária e fator moderador
nos planos durante o gozo dos benefícios; a contagem do
tempo de contribuição não depender de o
empregador permanecer com a mesma operadora ao longo do tempo;
a garantia de oferecimento do benefício ao beneficiário
aposentado que continua trabalhando na mesma empresa, além
da portabilidade de carência para os demitidos ou aposentados
durante ou após o término do período de
manutenção da condição de beneficiário.
InfoMoney
Portabilidade
de carências
para aposentados e demitidos
Por
Gladys Ferraz Magalhães
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) irá discutir,
por meio de consulta pública (número 41), a possibilidade
de portabilidade de carências durante ou ao final do período
em que o usuário pode permanecer no plano de saúde,
após a aposentadoria ou demissão sem justa causa.
A Agência considera a medida um grande ganho para os consumidores
e receberá as contribuições exclusivamente
pelo formulário eletrônico disponível na
página da ANS na internet (www.ans.gov.br), até o
dia 18 de maio.
Outras propostas
A Consulta
Pública de número 41 trata da nova
regulamentação dos artigos 30 e 31 da Lei 9.656/98,
que tratam do direito de ex-empregados demitidos ou exonerados
sem justa causa e aos aposentados que contribuem com o pagamento
de seus planos de saúde o direito de manutenção
da condição de beneficiários nas mesmas
condições de cobertura assistencial que possuíam
durante a vigência do contrato de trabalho, desde que assumam
o pagamento integral.
A Consulta,
segundo a ANS, se dará pelo fato de, após
várias demandas, a Agência constatar a necessidade
de rever a definição de alguns conceitos e elaborar
a nova regulamentação sobre o tema.
Além da portabilidade de carências, a consulta
abordará a definição de “contribuição”,
que torna os beneficiários demitidos ou aposentados elegíveis às
garantias da lei, e a definição da expressão “mesmas
condições de cobertura assistencial”.
A consulta
inclui ainda temas como as condições
de reajuste, preço, faixa etária e fator moderador,
durante a vigência dos benefícios, e a garantia
de oferecimento do benefício ao aposentado que continua
trabalhando na mesma empresa.
O Globo
O
fim da era dos benefícios sociais intocáveis
Por Edward Cody
Dos abrangentes
planos de saúde às férias
longas e aposentadorias precoces, os confortáveis benefícios
que fazem o estilo de vida na Europa Ocidental desde a Segunda
Guerra Mundial parecem cada vez mais luxos que o continente não
pode mais sustentar.
Particularmente
desde que a crise econômica global eclodiu
em 2008, os benefícios começaram a estagnar ou
serem reduzidos diante dos explosivos déficits governamentais.
Com efeito, o continente começou a reverter uma história
de meio século de melhorias contínuas que fizeram
da Europa Ocidental a inveja de muitos e atraíram milhões
de imigrantes de sociedades menos afortunadas.
Nessa nova
realidade, trabalhadores foram forçados a
aceitar congelamento salarial, menos horas de trabalho, adiamentos
de aposentadoria e cortes nos programas de assistência à saúde.
Empregados da histórica fábrica da Fiat de Mirafiori,
em Turim, revisando um privilégio sindical, chegaram a
prometer reduzir o número de operários que se declaram “doentes” quando
o time de futebol local joga.
Ao contrário dos EUA, onde os conservadores estão
tão decididos a cortar os gastos que ameaçaram
paralisar o governo, os generosos programas de bem-estar social
da Europa Ocidental foram geralmente adotados tanto pela direita
quanto pela esquerda. A nova onda de cortes parece sinalizar
uma mudança dramática na atitude de muitos europeus
em relação a benefícios que eram vistos
como direitos inamovíveis cujo questionamento por um político
de qualquer coloração poria em risco sua carreira.
Muitos europeus,
particularmente em partidos políticos
de esquerda e sindicatos, interpretaram os novos ventos como
um triunfo de extremistas adeptos do cruel livre mercado, que
desejam proteger a riqueza privada de impostos mais elevados
e como uma aberração a ser revertida com a eleição
de governos mais simpáticos aos trabalhadores. Mas muitos
outros, resignados à nova realidade da globalização,
passaram a ver a mudança como o fim de uma era dourada,
que talvez nunca possa ser revivida.
“O sistema de bem-estar social não desempenha mais
seu papel”, disse Claude Bernard, um ativista sindical
na fábrica da Renault em Sandouville, subúrbio
de Le Havre, no Oeste da França. O próprio sistema
de redistribuição de riqueza através de
impostos e programas de bem-estar está em xeque.
Num exemplo
da mudança, Manuel Valls, pré-candidato
do Partido Socialista à Presidência da França,
contestou recentemente a doutrina do partido ao declarar que
não defenderia a preservação da semana de
trabalho de 35 horas se as fábricas francesas pretendem
competir com as chinesas, onde se trabalha 60 horas ou mais.
O governo
conservador britânico decidiu atacar o déficit
cortando mais de US$130 bilhões nos próximos cinco
anos, o que atingiu benefícios sociais e elevou o custo
do estudo universitário, provocando protestos.
Os déficits também forçaram governos de
esquerda a economizar. Alguns dos cortes mais dolorosos — redução
de pensões, salários congelados e aposentadorias
adiadas — foram impostos por dois primeiros-ministros socialistas,
George Papandreou, na Grécia, e José Luis Zapatero,
na Espanha.
Apesar de
tudo, os europeus ocidentais conservam uma vasta e generosa
rede de
proteção social. Embora as taxas
tenham subido, a maioria das universidades europeias continuam
adeptas do princípio de que a educação superior
deve ser gratuita — ou pelo menos barata em relação
aos EUA.
Florian André, um metalúrgico especializado na
fábrica de Sandouville, sempre encarou a proteção
social na França como uma extensão natural dos
valores humanos do país. Frágil e grisalho agora
na meia-idade, André foi um protegido do Estado. Com a
ajuda de generosos programas governamentais, ele fez uma carreira
de 30 anos como trabalhador especializado, com esposa e três
filhas e o bastante no banco para comprar uma casa em Le Havre
que era de um capitão da Marinha.
“Nosso sistema não deixa uma viúva ou uma
criança acabar nas ruas”, afirmou ele. “Nosso
sistema social deveria se responsabilizar por todos os estágios
da vida, até a morte. É claro que tudo tem um custo.”
Mas, recentemente,
o governo adotou uma nova direção,
reduzindo serviços para cortar custos. O presidente Nicolas
Sarkozy, um conservador voltado para o mercado, começou
a desmontar a antiga rede de proteção, explicou
André. O governo passou a jogar uma parte crescente dos
custos médicos num seguro-saúde privado que se
tornou parte da nova realidade — a US$68 por mês
no caso de André.
As deduções de seu contracheque vão a 23%,
deixando-o com cerca de US$2.400 líquidos. O corte de
reembolsos onerou ainda mais o orçamento familiar. Quando
a sogra de André teve de se operar, o médico cobrou
US$500 acima do reembolso do seguro-saúde estatal, e o
seguro privado pagou apenas US$40. A despesa foi de US$460.
A França, emblemática dos avanços sociais
europeus, concebeu um generoso sistema de proteção
social desde que Charles de Gaulle adotou programas da resistência
comunista imediatamente após a Segunda Guerra Mundial.
Com adições subsequentes dos dois mandatos presidenciais
do Partido Socialista (François Mitterrand), incluindo
a semana de 35 horas e férias ampliadas, o welfare state
atingiu um nível que fez do país fonte de inveja.
O governo
Sarkozy, ao tentar persuadir a população
de que era preciso mudar, enfatizou os custos astronômicos
do seguro-saúde e das pensões por aposentadoria
como vilões de um déficit de mais de US$200 bilhões
em 2010, ou 7,7% do PIB. Ele conseguiu apertar as regras da aposentadoria
e elevar a idade mínima de 60 para 62 anos, apesar dos
protestos dos sindicatos e de políticos de esquerda. Ao
explicar a mudança, disse que o número crescente
de aposentados, combinado com um menor contingente de trabalhadores
ativos que fazem contribuições, forçaram
o governo a depender cada vez mais de empréstimos para
manter o sistema funcionando.
A oposição acusou-o de trair o consenso nacional
iniciado por De Gaulle em 1944, assegurando que o peso do déficit
deveria ser aliviado pelo aumento de impostos para os mais ricos.
O Partido Socialista espera tirar partido disso para vencer as
eleições de 2012.
Saúde
Business Web
Médicos espanhóis avaliam Centro de Saúde
da Família no RJ
Projeto tem
intuito de promover intercâmbio clínico
e científico entre os especialistas espanhóis e
brasileiros
Nesta terça (26) e quarta (27), o Rio de Janeiro receberá dois
médicos espanhóis que atuam no sistema de Atenção
Primária à Saúde (APS), os médicos
de família e comunidade (MFC), Juan Gérvas e Mercedes
Péres Fernández.
Os especialistas
visitarão dois Centros de Saúde
da Família do município localizados na Rocinha
e na Pedra de Guaratiba, zona oeste do Rio. Nestes locais, acompanharão
consultas e avaliarão o acesso de pacientes aos serviços
oferecidos, com o objetivo de conhecer a nossa realidade e dar
sugestões para melhoria.
A iniciativa
faz parte de um projeto idealizado pela Sociedade Brasileira
de Medicina
de Família e Comunidade (SBMFC),
em parceria com suas associações estaduais brasileiras,
com o intuito de promover intercâmbio clínico e
científico entre os especialistas espanhóis e brasileiros.
De acordo
com a diretora da Associação de Medicina
de Família e Comunidade do Rio de Janeiro (AMFaC-RJ),
Andrea Augusto de Castro, esta é uma atividade muito importante
no processo de fortalecimento e qualificação do
programa de Saúde da Família na Atenção
Primária carioca.
Segundo a
médica, uma das propostas é compartilhar
a experiência do sistema de saúde espanhol que,
nos moldes do SUS, garante a saúde como um direito de
todos e dever do estado, tendo como porta de entrada um médico
generalista.
Segunda-feira, 25.04.11
Anvisa
Laboratórios analíticos: agências internacionais
participam de oficina em Brasília
Por
Ana Júlia
Pinheiro
Representantes
das agências reguladoras da Suíça
(FDPH), dos Estados Unidos (FDA) e da Comunidade Européia
(EDQM) participam como palestrantes e debatedores da oficina
sobre laboratórios analíticos de produtos sujeitos à Vigilância
Sanitária promovida pela Anvisa. O encontro termina nesta
terça-feira (26/4), no auditório da sede da Agência,
em Brasília.
A Oficina
objetiva discutir os requisitos técnicos e
a normatização dos laboratórios, a partir
das experiências nacionais e internacionais. “Buscamos
mais qualidade para o monitoramento da segurança e da
conformidade dos produtos que regulamos”, explicou Dirceu
Barbano, diretor-presidente em exercício da Anvisa, durante
a abertura do encontro.
A gerente-geral
de Laboratórios de Saúde Pública
(GGLAS), Lais Santana, e o diretor-adjunto, Luiz Armando Erthal,
enfatizaram a importância da Oficina para contribuir com
o conteúdo de duas propostas de resolução
que estão em Consulta Pública (CP) na Agência:
as Consultas Públicas nos 15 e 16.
A Consulta
Pública nº 15 coleta sugestões
para o futuro regulamento da Rede Brasileira de Laboratórios
Analíticos. A CP 16/2011 é voltada a regulamentar
o funcionamento dos laboratórios analíticos.
O representante
da Agência Federal de Saúde Pública
da Suíça (FDPH), Olivier Depallens, fez um breve
histórico do processo que deflagrou a preocupação
com a qualidade dos estudos e testes desenvolvidos em laboratórios
para aferir a segurança, a qualidade e a toxidade dos
produtos.
Depallens
disse que no ano de 1970 as autoridades sanitárias
norte-americanas suspeitaram das informações sobre
estudos clínicos e outras informações prestadas
pela indústria farmacêutica no processo de registro
de medicamentos. “Os resultados foram desastrosos. Havia
até falsas afirmações sobre doenças”.
O representante
do FDA, Chidambaran Viswanathan, falou sobre a regulação dos laboratórios analíticos
nos EUA. Marta Miquel Figuerol, da EDQM, apresentou como são
as regras da Comunidade Europeia para esses laboratórios.
Um caso brasileiro
de adoção de boas práticas
laboratoriais é a primeira apresentação
desta terça-feira (26/4). Fernando Mauro Lanças
fará uma exposição sobre o laboratório
de Cromatografia do Instituto de Química de São
Carlos, o Croma, que é vinculado à Universidade
de São Paulo (USP).
Oficina
sobre Laboratórios Analíticos
Quando: terça-feira (26/4), de 9h às
17h
Onde: Auditório da Anvisa. Setor de Indústria
e Abastecimento (S I A), Trecho 5, área especial 57, Brasília
(DF).
Site
eSaúde
Brasil
Manual traz indicadores judiciais sobre medicamentos
A Escola
Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz)
acaba de disponibilizar o Manual de Indicadores de Avaliação
e Monitoramento das Demandas Judiciais de Medicamentos. A publicação é resultado
de um projeto que estabeleceu 30 indicadores considerados essenciais
para se compreender melhor a demanda de medicamentos por meio
da Justiça. O trabalho, que teve o Estado do Rio de Janeiro
como modelo, gerou indicadores que poderão servir de base
para que o SUS e o sistema de justiça possam realizar
o monitoramento das ações judiciais e garantir
o acesso da população a medicamentos de qualidade
e com segurança. O manual está disponível
para download na Biblioteca Multimídia da Ensp.
Após a última
etapa do projeto seguiu-se um consenso de especialistas, no
qual foram validados e selecionados indicadores
essenciais para se compreender melhor a demanda judicial de medicamentos
O objetivo
principal não é apenas identificar
as dificuldades, mas também criar condições
para ação de gestores e profissionais da saúde
e do direito, favorecendo a formulação de estratégias,
instrumentos e mecanismos para a melhoria da assistência
farmacêutica e para a redução da intensidade
das ações judiciais. A proposta de metodologia
de avaliação e monitoramento das demandas judiciais
individuais de medicamentos no Brasil foi desenvolvida no âmbito
do projeto Judicialização e saúde pública:
proposta de análise e monitoramento das demandas judiciais
individuais para o acesso a medicamentos, financiado pelo CNPq.
Segundo Miriam
Ventura, coordenadora-adjunta do projeto, uma das diretrizes
do Conselho
Nacional de Justiça é monitorar
as demandas judiciais de saúde com um grupo de trabalho
específico, tendo por finalidade pensar ações
de gestão para a melhoria da resposta do judiciário às
demandas desta natureza. “As demandas de medicamentos têm
sido identificadas como algumas das mais intensas”, apontou
ela.
Para desenvolver
o manual, o grupo de trabalho identificou, inicialmente, 40
indicadores,
que foram apresentados e discutidos
com especialistas de diversas áreas e diferentes campos
de atuação. “Na última etapa do projeto,
após a realização de um seminário
na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj),
seguiu-se um consenso de especialistas, reunindo gestores e pesquisadores
de variadas instituições e regiões do país,
no qual foram validados e selecionados indicadores considerados
essenciais para se compreender melhor a demanda judicial de medicamentos.
O trabalho, que teve o Estado do Rio de Janeiro como modelo,
gerou indicadores que poderão servir de base para que
o SUS e o sistema de justiça possam realizar o monitoramento
das ações judiciais e garantir o acesso da população
a medicamentos de qualidade e com segurança”, esclareceu
Vera.
Segundo ela, “apesar de o projeto desenvolvido ter como
foco este tipo de demanda, os indicadores formulados podem ser
aplicados a outras demandas, com pequenas adequações,
que já estão sendo desenvolvidas pelo grupo. Nesse
sentido, no desenvolvimento do projeto de indicadores de monitoramento,
foram analisadas as bases de dados do Tribunal de Justiça
e da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio
de Janeiro com o objetivo de identificar possíveis indicadores
de avaliação e monitoramento das demandas judiciais
de medicamentos”.
Para o desenvolvimento
do material foi realizada também
uma extensa análise da literatura existente da área
para identificar os estudos já realizados no país. “A
revisão desses trabalhos constatou que é muito
difícil fazer uma análise comparativa dos estudos
brasileiros sobre o tema da judicialização da saúde,
pois as variáveis analisadas e perspectivas adotadas são
muito diversas”, explicou a farmacêutica Cláudia
Osório, pesquisadora do Núcleo de Assistência
Farmacêutica da Ensp.
O projeto
concluiu que o processo de judicialização
pode ser analisado e monitorado adotando-se 30 indicadores, divididos
em 4 dimensões diferenciadas: indicadores relacionados às
características sociodemográficas do autor da ação
judicial, que analisam as características da população
em relação aos aspectos sociais e demográficos;
indicadores relacionados às características político-administrativas
das ações judiciais, voltados para os aspectos
relacionados às competências executivas, administrativas
e econômicas da administração pública;
indicadores relacionados às características processuais
das ações judiciais, abordando os aspectos que
se encontram em conformidade com as leis locais e nacionais;
e indicadores relacionados às características médico-sanitárias
das ações judiciais, trazendo as características
das ações e os aspectos relativos ao corpo de conhecimentos
das ciências da saúde.
Vera Pepe
lembrou que, desde 2007, o grupo de pesquisa trabalha em diversos
projetos
relacionados à judicialização
do acesso aos medicamentos no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro.
Neles, está incluída a participação
de alunos de pós-graduação da Ensp, resultando
em monografias, dissertações de mestrado, artigos
publicados em periódicos científicos e ampla parceria
com instituições gestoras, como a Secretaria de
Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, e instituições
de pesquisa e ensino do campo da saúde e do direito, como
a Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.
Saúde
Business Web
"Brasil não vai ser autossuficiente em tecnologias
médicas"
Por Roberto
Latini Segundo Latini, não há interesse
em ser autossuficiente por razões técnicas, financeiras
ou tributárias
A Portaria
nº 1.942/2008 criou o GECIS - Grupo Executivo
do Complexo Industrial da Saúde. Essa mesma portaria foi,
agora, atualizada pela Portaria nº 649/2011. O expert Roberto
Latini afirma, em post, que quando se efetua a leitura atenta
das referidas portarias, acaba por se verificar que somente entidades
ligadas aos fabricantes nacionais estão representadas
no GECIS.
"Os importadores foram deixados de fora do centro das decisões
referentes ao desenvolvimento dos marcos regulatórios
de implantação de estratégia de desenvolvimento
para a área da saúde, finalidade da criação
do GECIS.
Não tomando partido dos fabricantes nacionais, tampouco
dos importadores, o fato é que o Brasil não é e
não vai ser nunca auto-suficiente em tecnologias médicas.
Isso pelo simples fato de que nenhum país o é.
E não há interesse em sê-lo, seja por razões
técnicas, financeiras ou tributárias. Isso, além
de utópico é contraproducente", afirmou Latini.
Confederação Nacional de Saúde
CIRCULAR
JURÍDICO
043/2011
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE PARTICIPA
DA COMISSÃO ORGANIZADORA DA I CNETD
Em portaria
publicada no dia 18 de abril do corrente ano, a Confederação Nacional de Saúde terá dois
integrantes na comissão organizadora da I Conferência
Nacional de Emprego e Trabalho Decente – I CNETD, Dr Alexandre
Venzon Zanetti, assessor jurídico da CNS e Dr. Bruno Milano
Centa, assessor jurídico da FEHOSPAR, respectivamente,
titular e suplente.
A comissão, presidida pelo Ministério do Trabalho,
será composta por vinte e um membros dentre eles la CNS.
O principal objetivo desta conferência é a promoção
de um amplo debate no território nacional envolvendo a
temática das políticas públicas de trabalho,
emprego e proteção social, na perspectiva da construção
e promoção de uma Política Nacional de Emprego
e Trabalho Decente. Como base para iniciar as discussões,
os integrantes da comissão terão as prioridades
estabelecidas no Plano Nacional de Emprego e Trabalho Decente
de 2010.
A I CNTED
teve seu lançamento em solenidade realizada
em 24 de novembro de 2010, no Palácio do Planalto.
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Unidas: Regulação, análise e auditoria
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
e Análise de Contas Médico-Hospitalares
e Controles em Sistemas de Saúde
26 e 27 de maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Promover
o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação,
análise e auditoria de prestação de serviços,
através da introdução de conhecimento técnico
e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas
e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação
e auditoria no sistema suplementar; Composição
da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais
e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas;
Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia
e utilização de tecnologia; Rediscussão
de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência
hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar,
monitoramentos entre outros).
Instrutor
DRA. MIYUKI GOTO
Público
Alvo
Profissionais
que atuam na área de: Análise de
contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação
com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita
hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento
aos usuários do sistema de saúde, autorização
prévia, liberação de guias e senhas; Gestão
e controles de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências
Unidas / AssPreviSite
13 de Maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
o profissional de saúde a entender o processo
de integração da melhor evidência científica
com experiência clínica e a avaliação
individual do paciente.
Capacitar
o administrador de sistemas de saúde privado
ou público a entender a importância de gerir seu
sistema com base em evidências científicas de alta
qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.
Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante,
especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes,
em relação a acurácia e precisão
de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos
e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos
e preventivos.
Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar
a habilidade clínica e experiência passada para
identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente,
seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios
de intervenções potenciais.
Por avaliação individual do paciente entende-se
reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências
e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica
e que deve ser integrada numa decisão clínica.
Por tecnologia
de informação entende-se o uso
intensivo de indicadores, ferramentas de informática e
parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor
controle de qualidade e gestão.
Objetivos
específicos:
Ao final
do curso o participante deverá estar apto a:
* Reconhecer
a Medicina Baseada em Evidências como uma
maneira válida, útil e viável de melhorar
a sua prática médica com base em resultados de
pesquisas de boa qualidade.
* Elaborar
perguntas específicas e passíveis de
resposta científica para as diversas situações
clínicas.
* Realizar
uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos
médicos, utilizando métodos básicos
como as "clinical queries".
* Entender
a organização
e funcionamento das bases de dados informatizadas.
* Distinguir
os principais tipos de estudo, entender sua ligação
com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de
estudos com os níveis de evidências.
* Avaliar
criticamente artigos médicos de tratamento.
* Distinguir
diretrizes clínicas baseadas em evidências
das baseadas em consenso.
* Conhecer
os principais tipos de estudos de avaliação
econômica em saúde.
* Reconhecer
a importância das revisões sistemáticas
para o conhecimento em saúde.
* Conhecer
e utilizar as fontes de informação
com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence,
Evidence-Based Journals, etc).
* Transpor
para sua prática profissional os conhecimentos
de Saúde Baseada em Evidências.
* Reconhecer
as limitações das evidências
no contidiano clínico.
* Reconhecer
a importância da tecnologia de informação
integrada às evidências científicas para
a gestão de sistemas de saúde.
* Delimitar
as áreas de seu sistema de saúde onde
a tecnologia de informação poderá ser integrada
ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.
Instrutores
Dr. Otávio
Clark
Dr. Enéas José de
Mattos Faleiros
Público
Alvo
Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Custos
na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br